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30/11/2015 1 HISTÓRICO � Hidroginástica – palavra que vem do grego e significa “ginástica na água”. � Hipócrates – banho de contrastes (doenças). � Romanos – recreação e terapia. � Gregos – caminhadas. � Hungria (1830) – exercícios calistênicos. � Boston (1903) – 1º Centro de Reabilitação. HISTÓRICO - BRASIL �Anos 80 Ginástica aeróbica Hidroginástica 30/11/2015 2 Quais opções atuais de mercado para a Hidroginástica? Clubes Academias 30/11/2015 3 Hotéis Quais as novas opções de mercado? Escola 30/11/2015 4 Condomínios Personal Objetivos �Praticar uma atividade física �Melhora do sistema aeróbico �Redução de peso corporal �Fortalecimento muscular �Patologias da coluna vertebral 30/11/2015 5 Objetivos �Tensão e stress �Manutenção da condição física �Condicionamento físico �Treinamento �Recuperação ativa �Recuperação de lesões �Socialização FUNDAMENTOS DA HIDROGINÁSTICA PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES “ TODO CORPO IMERSO NO FLUÍDO RECEBE UM EMPUXO DE BAIXO PARA CIMA IGUAL E PROPORCIONAL A MASSA DO FLUÍDO DESLOCADO” citado por Lima e Klar - Atividades Aquáticas – Pedagogia Universitária – 2ª.edição - volumes 1 e 2 - 2009 30/11/2015 6 CORPO NA ÁGUA ESTÁ SUBMETIDO A DUAS FORÇAS EM OPOSIÇÃO P E LEI DE PASCAL Jean Pascal Basile Fenel de Dargny 08/07/1694 - 19/12/1753 A PRESSÃO DO LÍQUIDO É EXERCIDA IGUALMENTE SOBRE TODAS AS ÁREAS DA SUPERFÍCIE DE UM CORPO IMERSO, A UMA DADA PROFUNDIDADE. LEI DE PASCAL 30/11/2015 7 Pressão Hidrostática A água exerce uma pressão adicional sobre cada partícula da superfície de um corpo imerso PESO HIDROSTÁTICO �É o peso corporal (gravidade) menos a força de empuxo (flutuação) PESO EMPUXO PH = PC - E 30/11/2015 8 Nível da água Peso corpóreo Peso hidrostático % KG tornozelo 60 kg - 10 54 joelhos 60 kg - 20 48 quadril 60 Kg - 60 24 Peito– processo xifóide 60 Kg - 80 12 Ombros 60 Kg - 90 06 SKINNER e THOMSON, 1985. KRUEL 1996 Temperatura Para a Hidroginástica o ideal é que a temperatura fique entre 27ºC e 31ºC Posições Básicas de Trabalho 30/11/2015 9 NEUTRA Uma das posições da Hidro onde o praticante movimenta-se mantendo a água na altura dos ombros (não há impacto). ANCORADA Programa de exercícios aquáticos onde um dos pés está sempre em contato total com o fundo da piscina. Não há impacto e os músculos do abdômen, glúteos e pernas trabalham em intensa contração para estabilizar o corpo. REBOTE Saltos e Saltitos 30/11/2015 10 SUSPENSA Trabalho sem tocar os pés no fundo da piscina com ou sem auxílio de material. MATERIAIS UTILIZADOS NA HIDROGINÁSTICA FLUTUANTES � São aqueles que agem contra a ação do EMPUXO 30/11/2015 11 aklar@uol.com.br 32 Uniforme utilizado em Maratonas Aquáticas - 2008 Resistivos ou resistidos � São aqueles que aumentam a área de superfície podendo agir em QUALQUER DIREÇÃO 30/11/2015 12 Benefícios e Contra Indicações BENEFÍCIOS � Melhora o sistema cardio-respiratório � Melhora do sistema circulatório � Condicionamento físico � Resistência muscular global � Flexibilidade � Coordenação motora � Diminuição do impacto nas articulações BENEFÍCIOS � Alivio de dores da coluna vertebral � Proporciona um bem estar físico e mental � Proporciona a integração e sociabilização � Diminuição da ansiedade � Percepção corporal � Menor exposição do corpo. 30/11/2015 13 Musica na Hidroginástica �Motivação �Determinar o ritmo da aula (intensidade) Propriedades Físicas da Água Massa Quantidade de matéria que uma substância compreende 30/11/2015 14 Força com a qual a substância é atraída no sentido do centro da Terra Peso Densidade É a relação entre a massa e o volume da substância Flutuação É a força que atua no sentido oposto à força da gravidade (empuxo) 30/11/2015 15 Resistência A água é muito mais resistente do que o ar, exigindo assim maior esforço para a realização do exercício (sobrecarga natural) Exercícios Básicos da Hidro e suas variações MOVIMENTOS � Elevação alternada dos joelhos � Polichinelo � Pêndulo lateral 30/11/2015 16 MOVIMENTOS � Elevação alternada dos calcanhares � Chute lateral � Chute alternado para trás MOVIMENTOS � Elevação alternada de joelhos com adução das pernas com as mãos tocando os pés opostos � Chute para frente alternado � Saltitamento � Pêndulo antero - posterior 30/11/2015 17 VIVÊNCIAS AQUÁTICAS FUNDAMENTOS � Movimentar-se contra a turbulência: quanto maior a turbulência maior a dificuldade em vencer o volume de água a ser deslocado. � Aumentar a superfície de atrito: quanto maior a superfície de contato com a água maior a resistência encontrada, maior o trabalho cárdio e neuromuscular. FUNDAMENTOS Aumentar a velocidade de execução: quando aumentamos a aceleração aumentamos também a resistência. Na água a contração muscular assemelha-se a uma contração isocinética. 30/11/2015 18 Técnicas específicas para o aumento das sobrecargas em meio líquido; � Aceleração do movimento � Amplitude da ação � Variação do posicionamento da extremidade dos membros � Variação do posicionamento dos membros durante o deslocamento � Mudanças de direção para a diminuição do fluxo contínuo � Desaceleração do fluxo de água � Deslocamentos no sentido oposto ao esforço exercido � Indução do pré-estiramento � Produção de resistência contraria a ação do movimento nas diferentes fases do mesmo � Deslocamento tridimensional � Uso de materiais menos densos que a água � Uso de materiais mais densos que a água FUNDAMENTAÇÃO DOS MOVIMENTOS BÁSICOS � Elevação alternada dos joelhos � Elevação alternada dos joelhos na diagonal � Elevação alternada de calcanhar � Chute para frente CHUTE PARA TRÁS � Elevação alternada das pernas na diagonal � Polichinelo 30/11/2015 19 SALTITAMENTO ANTERO- POSTERIOR � Pêndulo antero - posterior � Pêndulo lateral � Toque calcanhar à frente � Toque calcanhar atrás MOVIMENTOS FORA DA ÁGUA & MOVIMENTOS DENTRO DA ÁGUA � Grupos musculares envolvidos. � Direção do Movimento. �Contra o Empuxo. �À Favor do Empuxo. � Velocidade de Execução. � Quantificação das Cargas. RESISTÊNCIAS � A água é muito mais resistente do que o ar, exigindo assim maior esforço para realização dos exercícios (fortalecimento muscular). � A resistência é a sobrecarga natural que impomos aos alunos iniciantes (sem necessidade da utilização de materiais). 30/11/2015 20 RESISTÊNCIAS � Podemos também utilizar materiais com o objetivo de aumentar a sobrecarga. � flutuantes – atuando contra o empuxo � resistivos – aumentando a área de superfície e atuando nas várias direções. Zona de Segurança Zona Alvo de Treinamento 220-idade-bradicardia= F.C.Máx. na profundidade Estabelecida 4,0 Mmol/litro Índice de percepção de esforço 6 - 7 Muito, muito, fraco 8 - 9 Muito fraco 10 - 11 Leve 12 - 13 Moderado 14 - 15 Forte 16 - 17 Muito forte 18 - 19 Muito, muito, forte 20 - *Tabela de Borg adaptada Controle de esforço 30/11/2015 21 30/11/2015 22 Variações das aulas � Intensidade: Baixa/Alta/Moderada � Posição de Trabalho: Ancorada/Neutra/Rebote/ Suspensa � Tempo da Aula: 20-60’ � Complexidade: Coordenação motora � Eficiência mecânica e fisiológica � Grupos musculares envolvidos ELEMENTOS FUNDAMENTAIS � Pulso A pulsação é o elemento reguladordo ritmo. Métrica musical É a divisão quantitativa do ritmo. O ritmo é a vibração e a métrica a medida. � Compasso É a pulsação rítmica da música que se repete regularmente, dividindo-a em partes iguais, em seqüências de 2 tempos (binário), 3 tempos (ternário), 4 tempos (quaternário) ou mais tempos. 30/11/2015 23 ELEMENTOS FUNDAMENTAIS � Unidade de tempo É a junção de dois compassos quaternários = 8 tempos. Frase Musical É a junção de 4 unidades de tempo = 32 tempos TEMPO DE ÁGUA � A velocidade dos exercícios na água é diferente da velocidade dos exercícios no solo (resistência da água). Frequência apropriada de velocidade utilizada no ambiente aquático permitindo tempos de reação menores e realizar todo o arco de movimento durante a coreografia. � A música é motivante e determina a intensidade da aula. FONTES ENERGÉTICAS RESPONSÁVEIS PELA RESSÍNTESE DO ATP � Fontes Anaeróbias – Metabolismo Anaeróbio ATP-CP (creatina fosfato) Glicólise Anaeróbia � Fontes Aeróbias – Metabolismo Aeróbio Oxidação dos Carboidratos Oxidação das Gorduras Oxidação das Proteínas 30/11/2015 24 nomes Volume % objetivos metabolismo F.C. Aula 45 minutos HO 5 – 20% Regenerar ou aquecer oxidativo 100 3 a 9 minutos H1 50% manter aeróbica oxidativo 120-160 23 minutos H2 40% resistência aeróbica oxidativo 140-160 18 minutos H3 30% Transição Aeróbica/A naeróbica Oxidativo e glicolítico 160-180 13 minutos FORÇA É o vigor máximo que um músculo ou grupamento muscular pode gerar (Wilmore-Costill) FORÇA MÁXIMA É a capacidade máxima que o desportista é capaz de manifestar na presença de uma contração voluntária máxima. (Platonov 2005) 30/11/2015 25 PROGRAMAS NÍVEL I AZUL 3 AULAS SEMANAIS BAIXA INTENSIDADE AERÓBICA Características 3 semanas de baixa intensidade 3 semanas de média intensidade 2 semanas de alta intensidade 30/11/2015 26 SEMANA 1a. AULA 2a. AULA 3a. AULA INTENSIDADE 01 H1 continuo H1 Continuo H1 Continuo Baixa 02 H1 continuo H1 continuo H1 continuo Baixa 03 H2 intervalado H1 circuito H2 intervalado Média 04 H2 intervalado H1 contínuo H2 intervalado Média 05 H2 circuito H2 intervalado H2 circuito Alta 06 H1 contínuo H1 continuo H1 continuo Baixa 07 H2 intervalado H2 intervalado H2 intervalado Alta 08 H2 circuito H1 continuo Avaliação Média AQUECIMENTO � Facilitar a transição do repouso para o exercício. � Alongar a musculatura estabilzadora da postura. � Aumentar o fluxo sanguíneo e a taxa metabólica. � Aumentar a mobilidade das articulações. � Melhorar o desempenho. PODERÁ SER DIVIDIDO EM ATÉ 3 PARTES PRINCIPAL CONDICIONAMENTO � VARIAÇÕES DAS AULAS � MATERIAIS � CONTINUO – INTERVALADO - CIRCUITO 30/11/2015 27 MOTIVAÇÃO SAGE, 1997 citado por Weinberg 2001 MOTIVAÇÃO É A DIREÇÃO E A INTENSIDADE DO ESFORÇO. MOTIVAÇÃO ESFORÇO DIREÇÃO Indivíduo �Buscar �Aproximar-se �Atração Certas situações INTENSIDADE Esforço que os indivíduos investem em determinadas situações SAGE, 1977 Citado por Weinberg 2001 30/11/2015 28 MODELO DE MOTIVAÇÃO INTERACIONAL DE INDIVÍDUO- SITUAÇÃO Fatores pessoais �Personalidade �Necessidades �Interesses �Objetivos Interação indivíduo-situação Fatores situacionais �Estilo do lider �Ambiente �Ganhos e perdas Motivação do participante A MELHOR MANEIRA DE ENTENDER MOTIVAÇÃO É CONSIDERAR TANTO A PESSOA COMO A SITUAÇÃO E O MODO COMO ELAS INTERAGEM. AS MOTIVAÇÕES PODEM MUDAR COM O TEMPO, DEVE-SE CONTINUAR MONITORIZANDO A MOTIVAÇÃO DAS PESSOAS PARA PARTICIPAÇÃO ATÉ MESES APÓS O INÍCIO. 30/11/2015 29 PARA AUMENTAR A MOTIVAÇÃO É IMPORTANTE ESTRUTURAR OS AMBIENTES QUE SATISFAÇAM AS NECESSIDADES DOS PARTICIPANTES REFERÊNCIAS � PALMER,M. - A Ciência do Ensino da Natação – Editora Manole – 1990 � MUSSEN, PAUL – Psicologia do Desenvolvimento – Editora Zahar – 1981 � COWIN, CECIL – Nadando Para o Século 21 – Editora Manoele – 2001 � LIMA, WILLIAM – Ensinando Natação – Phorte Editora – 1999 � MATWEIV – Periodização do Treinamento – Phorte Editora - 1996 � GEOFFROY, CHRISTOPHE – Alongamento para Todos – Manole - 2001 � MAGLISCHO, ERNIE – Nadando Ainda Mais Rápido – Editora Manole – 1999 � PLATONOV,V. Treinamento Desportivo para Nadadores de Alto Nível- Phorte Editora- 2004. � GUYTON & HALL. – Tratado de Fisiologia Médica – Guanabara Koogan- 2002 � ROBERGS,ROBERT,ROBERTS SCOTT. Princípios Fundamentais de Fisiologia do Exercício para Aptidão, Desempenho e Saúde- São Paulo – Phorte Editora – 2002 � BACURAU,R.F. – Nutrição e Suplementação Esportiva – Phorte Editora - 2006 – 4a. Edição � AEA – Manual do Profissional de Fitness Aquático – Shape Editora - 2008 – Rio de Janeiro.