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Disciplina 5213209 - RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS III Professor: Marcelo André Toso Projeto Vaso de Pressão: NORMA ASME • 𝒆𝒄 = espessura calculada mínima (formulação especifica para cada tipo de vaso) necessária para resistir à pressão (interna ou externa) e demais carregamentos atuantes sobre o vaso ; • C = margem para corrosão; • 𝒆𝒔 = espessura mínima de resistência estrutural. Esta espessura destina-se a garantir a estabilidade estrutural do vaso, para permitir a sua montagem, e evitar o colapso pelo próprio peso ou por ação do vento; A espessura de resistência estrutural (𝒆𝒔) pode prevalecer sobre a espessura calculada para os vasos de diâmetro muito grande e para pressões muito baixas. 2 A espessura da parede de pressão de um vaso deve ser, no mínimo, o maior dos dois seguintes valores (Telles 2012): Espessura de Cascos e de Tampos Recomenda-se adotar para a espessura mínima estrutural (𝒆𝒔 ) o valor dado pela seguinte fórmula, com o mínimo de 4,0 mm: 𝒆𝒔 = 2,5 + 0,001𝐷𝑖 + 𝐶 Onde: 𝐷𝑖é o diâmetro interno (em mm) da parte considerada do vaso. 3 Espessura de Cascos e de Tampos 4 Espessura de Cascos e de Tampos Margem para corrosão (c): é um acréscimo de espessura destinado a ser consumido pela corrosão (ou erosão) ao longo da vida útil prevista para o vaso (Telles, 2012); Teoricamente essa espessura será o produto da taxa anual de corrosão (mm/ano) pelo número de anos de vida útil considerada; É prática usual adotar-se os seguintes valores de margem para corrosão em vasos de aço- carbono ou aços de baixa liga (Telles, 2012): • Meios pouco corrosivos: 1,5mm; • Meios medianamente corrosivos (normais): 3mm; • Meios muito corrosivos: 4 a 6 mm. OBS: Estes são valores usuais, quando não for possível estabelecer valores confiáveis para taxa anual de corrosão. • Não são usuais margens de corrosão acima de 6 mm, ou seja, o material não é adequado para o serviço em questão, deve-se selecionar uma novo material mais resistente a corrosão (Telles, 2012); • Margem de corrosão: pode ser dispensável quando a corrosão for reconhecidamente nula ou desprezível ou quando houver revestimento anticorrosivo adequado. 5 Espessura de Cascos e de Tampos Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 • Resumo das fórmulas e critérios do código ASME; • Considera-se somente o efeito da pressão interna e externa. De acordo com a norma, demais carregamentos ficam a critério do projetista, bem como a necessidade de serem calculados; entre eles: Peso próprio; Peso do fluido contido; Peso do isolamento térmico; Esforço causado pelo vento; Cargas devido a dilatações térmicas; Vibrações, impacto, etc; OBS: Segundo a ASME as tensões devido a pressão são largamente superiores às tensões provenientes das demais causas; Pequena espessura: fórmulas baseadas na teoria de membrana, contento coeficientes empíricos de correção; Grande espessura: teoria de Lamé e critério de Rankine. Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 OBS: Qual é a diferença entre a espessura requerida e a espessura comercial? A espessura requerida é a espessura para que o vaso resista a combinação de temperatura e pressão mais critica. Já a espessura comercial, são as espessuras de chapas padronizadas pela ABNT que são fabricadas. A espessura comercial escolhida para fabricação do vaso, deve ser superior a espessura requerida. Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Eq. derivada da expressão teórica da tensão máx. circunferencial da teoria de membrana de um cilindro. 𝑒 = 𝑃𝑅 2𝐸𝑆+0,4𝑃 + C Eq. derivada da teoria de Rankine. Para tensão longitudinal OBS: Lembrar que a Tensão Tangencial > Tensão Longitudinal. Logo a equação A) gera uma espessura de tubo maior se comparado com a equação B). A) B) Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Obs: pode-se obter a tensão atuante com uma determinada espessura conhecida. Isolar a tensão nas expressões anteriores. 𝑒 = 𝑃𝑅 2𝐸𝑆 + 0,4𝑃 Direção Circunferencial 𝑒 = 𝑃𝑅 𝑆𝐸 − 0,6𝑃 Direção Longitudinal 𝜎𝑐𝑖𝑟𝑐. = 𝑃 𝐸𝑒 (𝑅 + 0,6𝑒) 𝜎𝑙𝑜𝑛𝑔. = 𝑃 2𝐸𝑒 (𝑅 − 0,4𝑒) 10 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 E = Coeficiente de eficiência de solda: Tabela UW-12 (ASME). Considera o tipo de soldagem e o grau de inspeção adotado; Destina-se a compensar a possível menor resistência na região da solda, em relação a chapa inteira de mesma espessura, devido a existência de defeitos na solda. Cilindros sem costura E = 1,0 Tabelas para obter a Tensão Admissível do material em função da temperatura de projeto do vaso. 11 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 OBSERVAÇÕES: • O dimensionamento da espessura requerida dos vasos de pressão depende da eficiência de solda (E), que é um dos parâmetros das expressões de cálculo; • A eficiência de solda é um fator de redução da tensão admissível do material, aplicável ao material na junta soldada, em função do tipo e do nível de exame radiográfico realizado na solda; • Os componentes principais de um vaso de pressão: casco, tampos, seções de transição, etc. tem soldas longitudinais e circunferenciais, para junção das partes do seu próprio corpo, conforme figura: 12 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Soldas são classificadas em duas categorias em função das tensões atuantes de tração, devidas à pressão interna: • Categoria A: soldas solicitadas pelas maiores tensões; • Categoria B: soldas solicitadas pelas menores tensões. Nos cilindros e cones os esforços circunferenciais, aplicáveis às soldas longitudinais, são maiores do que os esforços longitudinais, que atuam nas soldas circunferenciais. Desta forma as soldas longitudinais são categoria A e as circunferenciais são categoria B; Nas esferas, tampos semi-esféricos e nos tampos conformados, elípticos ou toriesféricos, como as soldas longitudinais e circunferenciais estão submetidas a esforços iguais, ambas são categoria A. 13 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Independentemente do código de projeto adotado, vasos que tenham serviço com hidrogênio ou serviço com H2S (sulfeto de hidrogênio), devem ter radiografia total, exigida pelas normas para estes tipos de serviço; Exceto para os casos acima, e quando permitidas pelos códigos alternativas de exames radiográficos, a escolha da eficiência de solda é uma questão econômica, já que quanto mais rígido é o exame radiográfico, maior é o seu custo, porém menor é a espessura do componente. 14 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 15 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 (SOLDAGEM) O efeito da presença da presença do cordão de solda é previsto pela norma ASME mediante coeficientes de eficiência (E); São estabelecidos em função do tipo de solda e da verificação que a mesma é submetida; A exigência de radiografia total é função da espessura das chapas a serem unidas e do número P e do número de Grupo do material (tabela UCS-57, norma ASMEseção VIII, div. 1. Por exemplo, para materiais com número P igual a 1 e número de Grupo igual a 1, 2 e 3 a solda deve, obrigatoriamente, ser integralmente radiografada se alguma chapa com espessura superior a 3,175 cm estiver sendo unida pela solda; O número P caracteriza grupos de materiais com mesma soldabilidade. 16 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 17 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 OBS: independente da espessura calculada para pressão interna, a parede do vaso deve ter no mínimo a espessura necessária para a resistência estrutural (𝒆𝒔) anteriormente estabelecida. Espessura associada a tensão circunferencial Espessura associada a tensão longitudinal 18 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 OBS: Comparando-se com a fórmula da espessura do cilindro, vê-se que a espessura necessária para um casco de esférico é quase igual à metade da espessura para um casco cilíndrico de mesmo diâmetro. 19 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 𝑃𝑀𝑇𝐴 = 2𝑆𝐸 (𝑅 + 𝑒)3 − 𝑅 (𝑅 + 𝑒)3+2𝑅3 3 20 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 21 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 22 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 23 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 A norma ASME exige que para este tipo de tampo, o raio L da calota esférica seja: 𝐿 ≤ 𝐷 + 2𝑒 O raio (r) da região tórica deve satisfazer ambas as condições: r ≥ 0,06 𝐷 + 2𝑒 𝑒 𝑟 ≥ 3e 24 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Pressão Máxima de Trabalho Admissível 25 Cálculo de Vasos de Pressão pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1 Verificar formulação (norma ASME) para os seguintes casos: • Cálculo de tampos e transições cônicas para pressão interna; • Cálculo de tampos planos; • Cálculos de vasos (cilíndricos, esféricos, elípticos etc.) submetidos a pressão externa; 26 http://www.engetank.com.br/vasosmedida.htm Fabricante de vaso de pressão. https://www.youtube.com/watch?v=1FKgWe-n2JM Definição de vaso de pressão, aspectos de projeto, segurança (NR 13) etc.