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ANESTESIOLOGIA LOCAL: Inibição dos impulsos nervosos da periferia para o SNC GERAL: Paralisia dos centros nervosos, que alem da perda da sensibilidade também há perda da consciência EVITAR A DEFLEXÃO DA AGULHA - Não entortar a agulha - Evitar movimentos bruscos - Não forçar contra forças resistentes - Não deve inserir a agulha ate a calota - Fazer um giro de 180 graus evitando a deflexão MODO DE AÇÃO DOS ANESTÉSICOS - Diminui a taxa de despolarização, travamento dos canais de sódio, evitando a propagação de impulsos nervosos para o SNC. - Teoria do receptor especifico. Os anestésicos se ligam aos receptores próprios nos canais de sódio. - Teoria da expansão de membrana: as moléculas de anestésicos causam distúrbios na estrutura da membrana, expandindo-se e evitando a permeabilidade aos ios de sódio. CONSTANTE DE DISSOCIAÇÃO DOS ANESTESICOS - Quanto menor o pKa, maior a qualidade de base anestésica que não serão carregadas, o anestésico tende a ser todo usado sem muitas percas. - Quanto mais longe do nervo, menor sua eficiência - Uma porcentagem do anestésico éabsorvida pelos músculos, tecidos adiposos por serem lipossolúveis. TEMPO DE INDUÇÃO DOS ANESTÉSICOS - Concentração do anestésico - pH - Tempo de difusão do anestésico - Barreiras anatômicas - Um anestésico sem vasoconstritor é melhor absorvido, mas o efeito passa mais rápido - Quanto maior a solubilidade em lipídeos, mais eficiente será a técnica REINFILTRAÇÃO DO ANESTÉSICO - Anestesia profunda imediata - Taquifilaxia causada por edema, hemorragias ou formação de coagulo. A diminuição do pH nos tecidos causado pela primeira infiltração de anestésico, dificultando a formação de base livre OBS - Pessoas que não conseguem fazer a hidrólise e a concentração do anestésico no sangue permanece por mais tempo, tem risco de toxidade. - Prilocaina, lidocaína, procaína, mepivacaina, são anticonvulcionantes em baixas doses, e superdosagem causa efeito contrário. - A excreção dos anestésicos é pelo rim e pulmão. Exceto lido e cocaína que são eliminados pela urina. PROPRIEDADES DOS ANESTÉSICOS - Bloquear os impulsos de forma reversível - Não causa parestesia ou lesão no nervo - Mantem o paciente consciente durante os procedimentos - Possui baixa toxidade sistêmica - Eficaz em mucosa - Tempo de indução rápida - Duração compatível com o procedimento NEUROPRAXIA, AXONOTMESE, NEUROTNESE -Neuropraxia: Lesão leve com perda motora e sensitiva – Sem alteração estrutural -Axonotmese: Lesão em que perde continuidade axonal - Recuperação depende de gravidade - Neurotmese: Separação completa com desorganização do axônio – Cirurgia FATORES QUE AFETAM A AÇÃO DOS ANESTÉSICOS LOCAIS - Menos pKa, mais rápido o inicio da ação - Mais lipofílico, mais eficiente - Maior ligação, maior tempo de permanência - Maior vasodilatação, menor tempo de anestesia - Diminuição do pH dos tecidos causada pela infiltração do anestésico dificultando a formação de base livre de anestésico FATORES QUE AFETAM ABSORÇÃO DOS ANESTÉSICOS - Maior velocidade de absorção pelos vasos - Menor duração e profundidade da anestesia - Maior concentração plasmática FATORES QUE INFLUENCIAM NO METABOLISMO DOS ANESTÉSICOS ESTERES: Hidrólise no plasma Paciente que não consegue fazer hidrólise do anestésico pode aumentar a toxidade, pois o anestésico fica por mais tempo no corpo AMDAS: Biotransformação no fígado Pacientes com disfunção hepática ou com insuficiência cardíaca congestativa são contra indicados aos anestésicos amidas FATORES QUE INFLUENCIAM NA EXCREÇÃO DOS ANESTÉSICOS - Excreção pelos rins - Cocaina e lidocaína podem ser encontrados inalterados na urina - Pacientes com insuficiência renal são contra indicados o uso de anestésico local AÇÃO SOBRE O SISTEMA SNC: Depressão, analgesia, elevação de humor, convulsão generalizada SCV: Depressão no miocárdio, vasodilatação periférica, hipotensão, colapso cardiovascular e antiarrítmico. (lidocaína e prilocaina) SERINGAS - Duraveis e reesterelizaveis - Adaptavel a diferentes agulhas e tubetes - Preço acessível e leve - Aspiração e visão do sangue - Descartavel deve estar em embalagem estéril SERINGAS METÁLICAS: - Tubete visível - Facil aspirar para mãos pequenas - Resistente a ferrugem - Pode se quantificar o anestésico injetado AGULHAS GROSSAS - Menor chance de entortar - Maior precisão na injeção - Menor chance de fratura - Facil aspiração CUIDADOS: Estéreis e descartáveis Não reutilizáveis Não forçado contra osso ou resistência Deve ser trocada após varias injeções Corretamente descartada Encapar no método de pescagem CUIDADOS GERAIS - Não usar os anestésicos se conter bolhas nos tubetes, embolo extruido queimação durante a injeção e tubete quebrado ANESTESIA TERMINAL INFILTRATIVA - Pequena área anestesiada - Melhor em crianças na região da maxila - Areas porosas são de predileção para infiltrativas - Indicado para intervenção em tecido mole , biópsias e tratamento dentário de até dois dentes TIPOS: SUPRAPERIOSTAL – Acima do periósteo próximo ao ápice dentário. Fundo de sulco vestibular. Injeção lenta. Agulha paralela ao eixo das raízes SUBPERIOSTAL – Dentes superiores e palatina. Agulha em 45 graus em relação ao longo eixo do dente, até tocar o osso. Formação de bolha e isquemia na região. SUBMUCOSA – Em volta, deposição a baixo da mucosa. Utilizado para biopsias. INTRA SEPTAL – Entre dois dentes. Anestesia alvéolo, periodonto e camara pulpar. INTRA OSSEA - No tecido ósseo esponjoso. Necessita de perfuração. Pode ser feita durante o ato cirúrgico. Por ser utilizada em tratamento de nervalgias PERIDENTAL – Membrana peridental abaixo da gengiva inserida. Anestesia periodonto, alvéolo e camara pulpar. INTRAPULPAR – Usada na endo, anestésico depositado direto na polpa. Única técnica que pode pré curvar a agulha. FUNÇÃO DOS VASOCONSTRITORES - Aumenta o tempo local de ação - Diminui a perfusão através de vasiconstrição - Torna mais lenta a absorção - Homeostático - Todos são vasodilatadores, exeto a cocaína. CATECOLAMINAS – Epinefrina, Nordefrina, Levonordefrina, Isoproterenol e Dopamina NÃO CATECOLAMINAS – Anfetamina, Efidrina, Fenilefrina e Felipressina TIPOS DE ANESTÉSICOS E SUAS FUNÇOES -LIDOCAINA: Mais utilizada (1948) é metabolizada pelo fígado e eliminada pelo rim, considerada um antiarritimico natural. Mais indicado para pacientes com diabetes. -BUPVACAINA: Similar a lidocaína (1963) tem uma anestesia mais demorada, é cardiotóxica provocando arritimias e depressão no miocárdio -PRILOCAINA: Menor efeito vasodilatador, menos tóxica e em superdosagem pode causar a anemia. Contra indicado em gestantes. Mas é a mais indicada para pacientes hipertensos. -MEPVACAINA: Anestesia longa, possui propriedades semelhantes a lidocaína, em superdosagem pode causar cianose. Mais indicada para gestantes. CONTRA INDICAÇÕES -Paciente alérgico -Difusão hepática (amidas) -Difusão renal (ambas) -Hipertiroidismo (muita adrenalina) -Metamoglobina (dificuldade em transportar oxigênio) DURAÇÃO -Resposta individual da droga -Precisão da deposição do anestésico local -Condições do tecido local -Variações anatômicas -Tecnicas anestésicas (bloqueio ou infiltrativa) TECNICA ANESTÉSICA DE BLOQUEIO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR ANTERIOR MÉDIO -Indicado para dentes anteriores, pré molares e tecidos moles da região -Tem como referencia o forame infraorbitário -Anestesia os nervos alveolar anterior, médio e infraorbitário -Possui uma desvantagem psicológica anatômica NERVO ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR -Indicado para dentes posteriores -Referencia no processo zigomatico da maxila e prega muco vestibular -Tem como desvantagem formação de hematoma, pontos de referencia e segunda injeção para primeiro M. -Tem vantagem por ser atraumática, alta taxa de sucesso e pouca quantidade de anestésico NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO -Indicado para tecidos moles e ósseos e tratamentoperiodontal na região -Tem referencia entre os pré molares superiores -Contra indicado para pequenas áreas de tratamento e região sensível NERVO PALATINO MAIOR -Indicado para tecido mole e região do palato -Tem referencia no forame palatino maior e região palatina do 3 molar -Sua vantagem é de uma perfuração e joga pouca solução -Desvantagem de ser potencialmente traumática e pouco hemostática NERVO NASOPALATINO -Indicado para tecidos moles e tratamento periodontal na região anterior -As referencias são o forame incisivo, papila incisiva e entre os incisivos centrais -Contra indicado para região sensível é atraumático NERVO ALVEOLAR INFERIOR LINGUAL E BUCAL -Indicado para dentes inferiores e tecidos moles da região posterior -Tem como referencia a fossa retromolar, oclusão dos dentes posteriores e linha obliqua interna -Contra indicado para pacientes especiais e crianças -Sua vantagem é injeção afetando grande área -Desvantagens são os pontos de referencia, possível anestesiar parcial e taxa inadequada NERVO MENTONIANO E INCISIVO -Indicados para tecidos moles da região anterior e dentes anteriores e pré molares -A referencia é abaixo dos pré molares inferiores -A vantagem é de alta taxa de sucesso, técnica fácil e atraumatica -Desvantagem de hematoma e aspiração positiva TRONCULAR MANDIBULAR Gow Gates -Anestesia os nervos: alveolar inf, ligual, bucal, mentoniano, incisivo, auriculo temporal e milo-hióideo -Indicado para dificuldades no bloqueio e múltiplos procedimentos -Contra indicado para pacientes com trismo, crianças e pessoas especiais -Referencia ângulo da mandíbula e tragus -Desvantagens hematoma, trismos e paralisia temporal no nervo facial TRONCULAR DA MAXILA CARREA LABAT -Indicado para extensos procedimentos, inflamações em outros locais e diagnósticos de nervalgias -Contra indicado para crianças, pacientes especiais, hemofílicos e pacientes não cooperativos -Vantagens de alta taxa de sucesso, pouco traumática a pouca quantidade de anestesia -Desvantagem é a formação de hematoma, aspiração positiva, poucas referencias, sem hemostasia e dor Extra bucal – Maxila Infrazigomatica Munch -Referencia: Linha da margem inferior do zigomatico, linha no processo orbitário do zigomatico e introduz nas interseções. Extra bucal – Mandibula -Referencias: Comissura labial, centro pupilar e côndilo. Traçar uma linha e ligar os pontos CUIDADOS GERAIS -Não anestesiar em região de inflamação e infecção -Compressão digital para ajudar a não sentir a agulha -Bisel voltado para o osso -Sempre aspirar antes de injetar -Usar anestésico tópico -Proteger a agulha com a técnica de pescagem -Aguardar 3 a 5 min para começar o tratamento ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ACIDENTES: Acontece durante o procedimento COMPLICAÇÕES: Acontece depois do procedimento ACIDENTE E COMPLICAÇÃO: Manifestação, repercussão e sistêmico. -Acontece por planejamento incorreto, anatomia, habilidade, uso inadequado de equipamento, reações adversas ao medicamento e falha no exame clinico REPERCUSSÃO LOCAL: Quebra da agulha, dor a injeção, hematoma, parestesia, trismo, infecção, paralisia facial e necrose. REPERCUSSÃO LOCAL E/OU SISTEMICA: Injeção intravascular e edema REPERCUSSÃO SISTEMICA: Alteração ou perda de consciência, dificuldade respiratória, emergências cardiovasculares e reações de superdosagem. QUEBRA DA AGULHA -Ocorre:Agulhas pré curvadas, movimentos bruscos e agulhas reutilizadas -Previnir: Não introduzir ate a calota, agulhas longas, grossas e sem movimento. -Tratar: Não movimentar, se tiver saliente remover com pinça ou porta agulha caso não, encaminhar ao bucomaxilo. DOR A INJEÇÃO -Ocorre: múltiplas injeções, técnica mal executada, soluções geladas e contaminadas -Previnir: Cuidados com a técnica, injeção lenta, solução na temperatura idela -Tratae: Sem tratamento, é transitório, controlar estado emocional QUEIMAÇÃO -Ocorre: pH das soluções, injeção rápida e contaminada -Previnir: Redução da velocidade, armazenamento correto sem agentes esterelizantes -Tratar: Transitório e sem comprometimento tecidual HEMATOMA -Ocorre: Sangue na MEC, perguração da agulha -Previnir: Reduzir profundidade em bloqueios e modificar a técnica -Tratar: Compressão gelo por 2 min PARESTESIA -Ocorre: traumatismo por agulha, solução contaminada ou esterielizada proxim ao nervo -Previnir: Obedecer ao protocolo e manuseio adequado -Tratar; Resolução espontânea 8 semanas e acompanhamento TRISMO -Ocorre:Disturbio do trigemio, trauma do músculo ou vaso na fossa intratemporal -Previnir: Agulhas que perfurem e não rasguem -Tratar: Calor analgésicos, relaxantes musculares. INFECÇÃO -Ocorre: Contaminação da agulha, anestesia da área previamente infectada -Previnir: Agulhas descartáveis -Tratar: Antibióticos, compressas mornas NECROSE TECIDUAL -Ocorre: Ultrapassar a dosagem, isquemia prolongada -Previnir:Evitar superdosagem, deposito exessivo no palato -Tratar: Acompanhamento, apoio psicológico, oncilon. Cuidados GERAIS -Preconizar o tratamento -Evitar superdosagem -Sempre acompanhar o paciente -Dar apoio NERVO FACIAL ORIGEM: Ponte do tronco encefálico (lateral) SAIDA: Forame estilomastóide RAMIFICAÇÕES: Temporal, zigomatico, bucal, marginal da mandíbula e cervical TERMINAIS: Temporo facial, cervico facial PARALISIA: Anestésico na cápsula da glândula parótida ou perto das terminações nervosas