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1 
 
COMO USAR ESTE PROTOCOLO 
Este protocolo tem a finalidade de ser utilizado como material didático de apoio, no desenvolvimento de conhecimentos e 
habilidades para o manejo de condições de saúde sensíveis ao cuidado farmacêutico. Este material não tem o objetivo 
de substituir fontes mais completas de consulta, como guias de prática ou diretrizes clínicas, que devem ser conhecidas 
pelos profissionais. 
Os autores deste documento empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações apresentadas 
estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelos autores até 
a data de sua entrega. Entretanto, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes 
fidedignas, de modo a se certificar de que essas informações estejam corretas e atualizadas. Recomendamos que este 
protocolo não seja utilizado como única fonte de consulta. 
Os autores procuraram citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de 
qualquer conteúdo citado neste documento, dispondo-se a possíveis correções posteriores caso, inadvertida e 
involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. 
APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA 
A tosse é o sintoma mais comum do trato respiratório, sendo uma das queixas mais presentes nos serviços de saúde. A 
tosse é comumente associada a infecções do trato respiratório superior e normalmente autolimitada, apresentando 
resolução espontânea em duas semanas quando na sua forma aguda. A tosse é um dos mecanismos de depuração para 
proteção das vias aéreas com relação à entrada de partículas procedentes do meio externo. Ela decorre da estimulação 
de um sistema arco reflexo complexo, que é iniciado pela irritação dos receptores da tosse (químicos e mecânicos), que 
existem no epitélio da laringe e da árvore brônquica proximal. 
A classificação da tosse é feita de acordo com o tempo de duração, aguda (< 3 semanas) subaguda (3 – 8 semanas) e 
crônica (> 8 semanas). 
ACOLHIMENTO DA DEMANDA 
No acolhimento o primeiro passo é escutar e compreender a demanda do paciente. Acolher bem inclui um local 
adequado que garanta privacidade e comodidade. Nesse momento é ideal que o farmacêutico apresente o propósito da 
consulta a fim de compartilhar com o paciente o que está planejado para acontecer durante o atendimento. Na 
abordagem ao paciente com azia o farmacêutico deve sempre se mostrar acessível e solidário, com linguagem prática e 
de fácil compreensão, transmitindo ao paciente naturalidade e conforto quanto ao problema de saúde autolimitado. 
ANAMNESE 
No processo de anamnese, o farmacêutico deve coletar informações que auxiliem na identificação e diferenciação entre 
problemas de saúde autolimitados que são passíveis de manejo pelo farmacêutico e outras condições clínicas com maior 
gravidade, que necessitarão de encaminhamento a outro profissional ou serviço de saúde. 
Para a interpretação dos sintomas do paciente é importante caracterizar a sua queixa com relação ao tempo de início, 
frequência e duração, localização, característica, gravidade, ambiente, fatores que agravam ou que aliviam e sintomas 
associados e uso de medicamentos prévios. Além disso, nesse momento pode ser importante a avaliação física e a 
aferição de parâmetros objetivos, bioquimicos e/ou fisiológicos. 
Sinais e sintomas característicos da tosse: 
A tosse é considerada "produtiva” quando é acompanhada por expectoração (expulsão de secreção), e pode ser 
considerada “eficaz”, quando as secreções são facilmente expelidas, ou então “ineficaz”, quando as secreções são 
difíceis de expulsar. A tosse produtiva é benéfica, na medida em que impede a obstrução do trato respiratório. Assim, 
deve ser encorajada e não deve ser realizada nenhuma tentativa de suprimi-la. 
A tosse é considerada seca quando não existe a produção de secreção, normalmente é causada por estímulos irritantes. 
As complicações associadas incluem: 
 
2 
 
 Exaustão, insônia, dor musculoesquelética, rouquidão, transpiração excessiva e incontinência urinária. 
As possíveis causas da tosse são: 
 Asma, bronquite, doença do refluxo gastresofágico, doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções virais, 
insuficiência cardíaca, laringite, pneumonia, resfriado comum/gripes, medicamentos como IECA, tabagismo, 
rinite alérgica, rinossinusite aguda e crônica, exposição à alérgenos ou irritantes. 
 
Quadro 1 Mecanismos de estímulos dos receptores da tosse. 
Mecanismos químicos (gases) Mecanismos térmicos (ar frio, mudanças bruscas de temperatura) 
Mecanismos mecânicos (secreções, corpos estranhos) Mecanismos inflamatórios (asma, fibrose cística) 
 
SITUAÇÕES DE ALERTA PARA ENCAMINHAMENTO 
O farmacêutico deve estar atento para descartar condições de maior gravidade, de acordo com os sinais e sintomas de 
alerta e as situações que excluam o tratamento com medicamentos isentos de prescrição, nesses casos a conduta do 
farmacêutico deve ser o encaminhamento. 
 
 Tosse subaguda (3-8 semanas) e crônica (>8 semanas) 
 Tosse associada à dispepsia, dor no peito e rouquidão 
 Tosse com secreção excessiva, aspecto purulento, fétido e/ou presença de sangue 
 Tosse com secreção de aspecto amarelo-esverdeado 
 Tosse associada a febre acima de 38°C, persistente por período superior a 24 horas, mesmo sob tratamento 
 Tosse seca noturna crônica 
 Tosse crônica, associada a sibilância ou chiado 
 Ausência de melhora após 7-10 dias em terapia com medicamentos 
 Crianças com idade inferior a 2 anos 
 Idosos com idade superior a 75 anos ou em situação de fragilidade 
 
PLANO DE CUIDADO 
A partir da análise das informações coletadas, o farmacêutico, excluindo os casos de encaminhamento identificados na 
anamnese farmacêutica, deve proceder à seleção de condutas e elaboração de seu plano de cuidado, de forma 
compartilhada com o paciente, a fim de atender as suas necessidades e problemas de saúde. 
O plano de cuidado do paciente envolve a seleção de condutas para promover o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o 
número e gravidade dos episódios de tosse, prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos 
específicos. O plano contém as ações pactuadas entre o paciente e o farmacêutico, embasadas nas melhores evidências 
disponíveis, e de forma coordenada com o restante da equipe de saúde envolvida no cuidado. 
A abordagem terapêutica inicial inclui a discussão de intervenções não farmacológicas associadas ao tratamento 
farmacológico. 
No caso da tosse crônica ou sinais e sintomas de alerta, os pacientes devem ser encaminhados a um serviço de saúde 
ou outros profissionais. 
O objetivo do tratamento da tosse é o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o número e gravidade dos episódios de tosse, 
prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos específicos. 
 
 
3 
 
Tratamento não farmacológico 
Medidas de tratamento não farmacológicas auxiliam no alívio dos sintomas e melhoram a qualidade de vida do paciente. 
De um modo geral, as medidas não farmacológicas podem ser adotadas associadas ao tratamento farmacológico. 
 
Quadro 2 Tratamento não farmacológico da tosse. 
Conduta Justificativa/Comentários 
Mel Apresenta efeito positivo no alívio da tosse noturna, com baixo potencial de risco 
para crianças com mais de um ano. Deve apenas ser evitado em crianças 
menores que esta idade devido ao risco de botulismo. 
A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Pediatria 
sugerem como um potencial tratamento em crianças pequenas acima de um ano 
(0,5 a 1 colher de chá [2,5 a 5 mL], conforme necessário). 
Hidratação oral A ingesta hídrica de cerca de 1,5-2 litros de água por dia pode auxiliar na 
hidratação pulmonar e consequente formação e expulsão de muco, trazendo alívio 
de sintomas eredução no tempo de duração deles. 
Elevação da cabeceira 
da cama 
A elevação da cabeceira da cama pode auxiliar em casos de tosse produtiva na 
expectoração do muco (opinião de especialistas). 
Fluidos quentes Fluidos quentes (por exemplo, chá, sopa) auxiliam no alívio da tosse (opinião de 
especialistas). 
Limpeza nasal Em crianças, a limpeza adequada é recomendada para redução de incômodo. 
Fonte: Adaptado de “Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios: Tosse”, CFF, in prelo. 
 
Tratamento farmacológico 
 
A decisão do emprego da farmacoterapia pelo farmacêutico deve estar apoiada na Resolução do CFF nº 585, de 29 de 
agosto de 2013 e nº 586, de agosto de 2013, nos limites da Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP) e nas 
apresentações disponíveis no mercado brasileiro, assim como as suas alterações. 
 
Os medicamentos isentos de prescrição para o tratamento da tosse são: antitussígenos/sedativos da tosse, 
expectorantes, mucolíticos e em casos de tosse aguda ou subaguda com etiologia alérgica anti-histamínicos. 
 
Quadro 3 Informações sobre os medicamentos utilizados no tratamento da tosse aguda. 
MONOTERAPIA TOSSE SECA 
Fármaco Dose e Administração Considerações 
Antitussígenos 
Clobutinol 
Solução oral 60 mg/ml 
Crianças de 2-3 anos: 10 gotas, 3 x/dia. 
Crianças de 3-6 anos: 10 a 15 gotas, 3x/dia. 
Crianças de 6-12 anos: 15 a 20 gotas, 3x/dia 
Contraindicado: Pacientes portadores de uma arritmia 
rara, conhecida como síndrome congênita do QT 
Longo; Crianças com idade inferior a 2 anos. 
Situações especiais: Pacientes com insuficiência 
renal, história pessoal ou familiar de epilepsia, devem 
 
4 
 
 
Xarope 4 mg/mL – frasco 60 ml, 100 ml e 120 
ml 
Adolescentes e adultos: 1-2 copos-medida, 3 x/dia 
 
Tempo para inicio dos efeitos: dentro de 15 a 30 
minutos, perdurando por 4 a 6 horas. 
 
ter precaução no uso. Não existem informações de 
que o cloridrato de clobutinol seja distribuído no leite 
materno. Entretanto, o produto está contraindicado 
durante a gestação e o período de lactação. 
Eventos adversos: Pode ocasionar agitação, 
tremores, exantema pruriginoso, náuseas, vômitos, 
vertigens, fadiga, sonolência e distúrbios 
gastrintestinais. 
 
 
Dextrometorfano 
Xarope 15 mg/5 ml 
Crianças de 2-5 anos: ½ colher de chá (2,5 mL) a 
cada 6-8 horas. 
Crianças de 6-12 anos: 1 colher de chá (5 ml) a 
cada 6-8 horas. 
Crianças acima de 12 anos: 2 colheres das de 
chá (10 ml) a cada 6-8 h 
Adolescentes e adultos: 10 mL a cada 6-8 horas 
Não exceder a dose recomendada ou tomar por 
mais de 7 dias consecutivo. 
Contraindicado: Não deve ser utilizado por pacientes 
com risco de desenvolver insuficiência respiratória; 
Tosse persistente ou crônica, falta de ar crônica, 
doença pulmonar (incluindo asma), tosse flegmática; 
Crianças < 2 anos. 
Situações especiais: Categoria C na gestação; Uso 
não recomendado na lactação. Recomenda-se cautela 
em pacientes diabéticos, nas formulações que contém 
açúcar. 
Eventos adversos: Pode ocasionar constipação 
intestinal, dor de cabeça, enjoo, sonolência, dor de 
estômago, náuseas ou vômitos. 
 
Dropropizina 
Xarope 15 mg/ 5 ml 
Adolescentes e adultos: 1 copo-medida (10 mL), 
3-4 x/dia. 
Xarope 7,5 mg/ 5 ml 
Crianças de 3 a 12 anos: 1 copo-medida (10 mL), 
3-4 x/dia. 
Contraindicado: Pacientes com insuficiência 
respiratória grave e hipotensão, asmáticos, crianças < 
2 anos de idade. 
Situações especiais: Deve ser usada com cautela, 
visando ajustes individuais de doses, em idosos e em 
pacientes com insuficiência renal ou hepática. 
Recomenda-se cautela em pacientes diabéticos, nas 
formulações que contém açúcar. 
Deve-se evitar o uso, principalmente no 1º trimestre e 
no final da gestação. Não recomendado o uso durante 
a lactação, pois poderá passar para o leite materno. 
Eventos adversos: Pode induzir hipotensão 
ortostática, sonolência, náusea e eritema. 
Cloperastina 
Suspensão oral 35,4 mg/ mL 
Crianças até 12 anos de idade: 1 – 2 gotas/kg/dia 
Contraindicado: Uso concomitante com álcool está 
contraindicado, visto o . 
 
5 
 
dividida em três tomadas diárias 
Adultos: 20 gotas 3 vezes ao dia 
Xarope 3,54 mg / mL 
Crianças até 12 anos de idade: 0,5-1,0 mL/kg/dia 
dividida em três tomadas diárias 
Adultos: 10mL 3 vezes ao dia 
Situações especiais: Em crianças utilizar sempre a 
dose calculada de acordo com o peso corpóreo. 
Gestantes: utilizar com precaução, não utilizar no 
primeiro trimestre da gestação, e em caso de 
necessidade, utilizar com orientação médica. 
Não existem dados sobre o uso durante a lactação, 
portanto não é recomendado. 
Eventos adversos: boca seca e sonolência, reações 
dose dependentes. 
Anti-histamínicos 
Dexclorfeniramina 
Solução Oral 2mg/5ml 
Crianças de 2 a 6 anos: 1,25mL três vezes por 
dia. Um máximo de 3mg diários (ou seja, 
7,5mL/dia). 
Crianças de 6 a 12 anos: 2,5mL três vezes por 
dia. Um máximo de 6mg diários (ou seja, 
15mL/dia). 
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 5mL 3 a 4 
vezes por dia. Não ultrapassar a dose máxima de 
12mg/dia (ou seja, 30mL/dia). 
Solução oral (gotas) 2,8 mg/ml 
Crianças de 2 a 6 anos: 5 gotas ou 1 gota para 
cada 2kg de peso, três vezes por dia. Um máximo 
de 3mg diários (ou seja, 30 gotas/ dia). 
Crianças de 6 a 12 anos: 10 gotas ou 1 gota para 
cada 2kg de peso, três vezes por dia. Um máximo 
de 6mg diários (ou seja, 60 gotas/dia). 
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 20 gotas, 
três a quatro vezes por dia. Não ultrapassar a 
dose máxima de 12mg/dia (ou seja, 120 
gotas/dia). 
Comprimido 2 mg 
Crianças de 6 a 12 anos: 1/2 comprimido três 
vezes por dia. Um máximo de 6mg diários (ou 
seja, 3 comprimidos/dia). 
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 1 
comprimido 3 a 4 vezes por dia. Não ultrapassar a 
Contraindicações: Crianças < 2 anos para soluções 
orais. Pacientes que estão fazendo uso de inibidores 
da monoaminoxidase (IMAOs). 
Situações especiais: Deve ser utilizado com cautela 
em pacientes glaucoma, problemas no intestino ou 
estômago, úlcera, hiperplasia prostática, insuficiência 
urinária, doença cardíaca, hipertensão, transtorno da 
tireoide ou problemas respiratórios. 
Eventos adversos: sonolência leve ou moderada 
podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes que 
utilizam este medicamento. 
 
6 
 
dose máxima de 12mg/dia (ou seja, 6 
comprimidos/dia). 
MONOTERAPIA TOSSE PRODUTIVA 
Expectorantes 
Guaifenesina 
Xarope 100 mg/15 ml 
Xarope 200 mg/15 ml 
Crianças de 2 a 6 anos: 5 ml a cada 4 horas. 
Crianças de 6 a 12 anos: 7,5 ml a cada 4 horas. 
Crianças maiores de 12 anos: 15 ml a cada 4 
horas 
Adolescentes e adultos: 15 ml a cada 4 horas 
Dose máxima: crianças com 12 anos é de 2400 
mg/dia, 6 a 12 anos é de 1200 mg/dia e para 
crianças de 2 a 6 anos é de 600 mg/dia. 
O tratamento não deve ultrapassar 5 dias 
 
Contraindicado: Guaifenesina é considerada insegura 
para pacientes com porfiria, pois se apresentou 
porfirogênica em animais. Crianças < 2 anos. 
Situações especiais: Recomenda-se cautela em 
pacientes diabéticos, pois contém açúcar. 
Eventos adversos: náuseas, vômitos, diarreia, dor de 
estômago, urolitíase, dor de cabeça, sonolência, 
vertigem. Rash cutâneo, hipouricemia. 
Em casos de ingestão de grandes quantidades: 
nefrolitíase 
 
Ambroxol 
Xarope 15 mg/5 ml 
Crianças de 2 a 5 anos: 1⁄4 copo-medida (2,5 
mL), 3 x/dia. 
Crianças de 5 a 10 anos: 1⁄2 copo-medida (5 mL), 
3 x/dia. 
Xarope 30 mg/5 ml 
Adolescentes e adultos: 1/2 copo-medida (5 mL), 
3 x/diaContraindicado: Crianças <2 anos. 
Situações especiais: Não utilizar nos primeiros 3 
meses de gestação, comunicar o médico antes de 
utilizar. Distribuído no leite materno, não utilizar 
durante a lactação. 
Eventos adversos: Pode ocasionar manifestações 
gastrintestinais leves (principalmente pirose, dispepsia 
e ocasionalmente náuseas, vômitos e diarreia); rash 
 
7 
 
cutâneo e fadiga 
Bromexina 
Xarope 4 mg/5 mL 
Dose geral: 0,1 mg/Kg de peso, repetida 3x/dia. 
Crianças de 6 a 12 anos: 1/2 copo-medida (5 ml), 
3 x/dia. 
Crianças de 2-6 anos: 1/4 copo-medida (2,5 ml), 3 
x/dia. 
Crianças >12 anos: 1 copo-medida (10 ml), 3 
x/dia 
Xarope 8 mg/5 mL 
Adolescentes e adultos: 1 copo-medida (10 ml), 3 
x/dia 
Gotas 2 mg/ ml (15 gotas) 
Crianças de 2 a 6 anos: 20 gotas, 3 x/dia. 
Crianças de 6 a 12 anos: 2 ml (30 gotas), 3 x/dia. 
Adolescentes e adultos: 4 ml (60 gotas), 3 x/dia 
Contraindicado: Hipersensibilidade a qualquer um dos 
componentes da fórmula. 
Situações especiais: Até o momento, estudos pré-
clínicos disponíveis e a experiência clínica não 
evidenciaram efeitos prejudiciais durante a gestação. 
Mesmo assim, devem ser observadas as precauções 
habituais a respeito do uso de fármacos durante a 
gestação, sobretudo durante o primeiro trimestre. 
É distribuído no leite materno e, portanto, seu uso deve 
ser evitado durante a lactação. 
Eventos adversos: Pode ocasionar diarreia, náusea, 
vômito e outras manifestações gastrintestinais leves. 
Relataram-se também reações alérgicas, incluindo 
erupções cutâneas, urticária, broncoespasmo, 
angioedema e anafilaxia. 
Guaco 
Extrato hidroalcoólico de Mikania glomerata 0,5 ml 
(Equivalente a 0,175 mg de cumarinas) / 5 ml 
Crianças 2 a 5 anos: 2,5 ml de 12/12h 
Crianças acima de 5 anos: 2,5 ml de 8/8h 
Adultos: 5 ml de 8/8h 
Contraindicado: Hipersensibilidade a qualquer um dos 
componentes da fórmula. Crianças < 2 anos. Pacientes 
em uso de anticoagulantes. 
Situações especiais: pacientes com problemas 
hepáticos podem apresentar toxicidade com o uso 
prolongado; recomenda-se maior critério na 
administração de guaco em pacientes com quadros 
respiratórios crônicos não diagnosticados, visto a 
possibilidade de mascarar condições crônicas. 
Reações Adversas: este medicamento pode causar 
aumento da pressão arterial. 
Mucolíticos 
Acetilcisteína 
Xarope 20mg/ml 
Crianças até 3 meses: 1 mL, 3 x/dia. 
Crianças de 3 a 6 meses: 2,5 mL, 2x/dia. 
Crianças de 6 a 12 meses: 2,5 mL, 3 x/dia. 
Crianças de 1 a 4 anos: 5 mL, 2-3 x/dia ou a 
critério médico. 
Crianças acima de 4 anos: 5 mL, 3x/dia ou a 
Contraindicado: Úlcera péptica 
Situações especiais: Acetilcisteína deve ser usada 
durante a gestação e lactação somente se os 
benefícios esperados do tratamento para a mãe 
superarem os riscos potenciais para o bebê. 
Não existem dados sobre a distribuição de 
acetilcisteína no leite materno. Informar ao médico se 
está amamentando. 
 
8 
 
critério médico 
Adolescente ou adulto: 10 mL 3 x/dia (8/8 h) 
Granulado 100 mg – envelope 5g 
Adolescente ou adulto: 1 envelope 2-4 x/dia - 
Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio 
copo com água 
Granulado 200 mg – envelope 5g 
Adolescente ou adulto: 1 envelope 2-3 x/dia- 
Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio 
copo com água 
Granulado 600 mg – envelope 5g 
Adolescente ou adulto: 1 envelope / dia - 
Dissolver o conteúdo de 1 envelope em meio 
copo com água 
Recomenda-se cautela no uso dos granulados de 100 
e 200mg em pacientes diabéticos, pois contêm açúcar. 
Eventos adversos: Prurido, rash cutâneo, urticária, 
diarreia, náuseas, vômitos. Broncoespasmos, 
depressão respiratória, reação de hipersensibilidade. 
Carbocisteína 
Xarope 250 mg/5 ml 
Adolescente e adulto: 1/2 a 1 copo-medida (5 - 10 
mL) 3 x/dia 
Xarope 100 mg/5 ml 
Crianças entre 5 e 12 anos de idade: 1/2 a 1 
copo-medida (5 - 10 mL) 3 x/dia 
Solução oral 50mg/ml 
Crianças entre 2 e 5 anos de idade: 2 gotas/kg de 
peso 3 vezes ao dia. 
Contraindicado: Úlcera péptica. Crianças < 2 anos. 
Situações especiais: Precauções de uso em 
pacientes com asma brônquica e insuficiência 
respiratória. 
Não deve ser utilizado durante a gestação e a lactação, 
a menos que, a critério médico, os benefícios 
esperados ultrapassem substancialmente o risco 
potencial para a criança. 
Eventos adversos: Distúrbios gastrintestinais: 
náuseas, diarreia e desconforto gástrico. 
Iodeto de potássio 
Frasco de 100 mL (100mg / 5mL) 
Crianças: 1 colher de chá 3 a 4 vezes ao dia. 
Adultos: 1 colher de sopa 4 vezes ao dia 
Contraindicado: Tuberculose pulmonar ativa, 
insuficiência renal e hepática, hipertireoidismo, 
realização de testes da glândula tiroide. 
Situações especiais: Recomenda-se não ministrar o 
produto em gestantes até o terceiro mês e período da 
lactação. O uso em pacientes idosos (acima de 65 
anos) requer rigoroso controle médico com ajuste de 
posologia. 
Eventos adversos: Casos raros de iodismo, 
caracteriza-se por diversas erupções cutâneas 
acneformes, pruriginosas ou eritematosas, e cafaleias. 
Aumento da secreção das glândulas exócrinas como 
nasais, lacrimais e traqueobrônquicas. 
 
9 
 
Fonte: Truven Health Analitycs (2018); Micromedex (2018); UpToDate (2018); Bulas oficiais dos medicamentos. 
Associações de dose-fixa estão disponíveis no mercado da tosse para 
 
Avaliação dos resultados segundo a ótica do farmacêutico 
 
Para avaliação dos resultados, o farmacêutico deve considerar os seguintes aspectos: 
 
 A avaliação dos resultados pode constatar quatro diferentes resultados: melhora parcial, piora, ausência de 
melhora e resolução; 
 A meta terapêutica a ser alcançada é fornecer o alívio dos sintomas da tosse, reduzir o número e a gravidade 
dos episódios de tosse, prevenir complicações e promover o uso seguro e efetivo de produtos específicos. 
 Reavaliação dos sinais/sintomas do paciente, sendo importante a investigação daqueles considerados de alerta 
para encaminhamento; 
 Antes de considerar falha no tratamento, avaliar a adesão ao tratamento proposto e condições do paciente em 
seguir o plano; 
 Identificação precoce de problemas relacionados à segurança. Pacientes que apresentam eventos adversos 
devem ser encaminhadas a outro profissional de saúde para uma possível suspensão do medicamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
DECISÃO TERAPÊUTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
REFERÊNCIAS 
 
BASSONS, M.; CACHÁ, F.; FERRE’S, I. Protocol d’actuació farmacéutica davant d’una consulta sobre tos Circular 
Farmacêutica, v. 3, p. 10–14, 1993. BELON, J. Conseils à l’officineParisMasson S.A, , 1995. 
BELVISI, M. G.; DUBUIS, E.; BIRRELL, M. A. Transient receptor potential A1 channels: insights into cough and airway 
inflammatory disease. Chest, v. 140, n. 4, p. 1040–7, out. 2011. 
BIRRELL, M. A. et al. TRPA1 agonists evoke coughing in guinea pig and human volunteers. American journal of 
respiratory and critical care medicine, v. 180, n. 11, p. 1042–7, dez. 2009. 
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Realização: 
 
Organização 
Grupo de Trabalho sobre Saúde Pública 
Coordenação Geral 
Valmir de Santi 
Concepção Pedagógica 
Cassyano Januário Correr 
Thais Teles de Souza 
Walleri Christini Torelli Reis 
Coordenação Pedagógica 
Walleri Christini Torelli Reis 
Autores 
Alcindo de Souza Reis Junior 
Aline de Fátima Bonetti 
Bruna Aline de Queirós Bagatim 
Cínthia Caldas Rios Soares 
Fernanda Coelho Vilela 
Fernando Henrique Oliveira de Almeida 
Inajara Rotta 
Livia Amaral Alonso Lopes 
Natália Fracaro Lombardi 
Valmir de Santi 
Wallace Entringer Bottacin 
Walleri Christini Torelli Reis 
Revisão 
Cassyano Januário Correr 
Wellington Barros da Silva

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