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Lubrificantes 
semi-sólidos 
(Graxas)
 Discentes:
Alexsandra Tomé dos Santos
 Everton Guedes de Lima
Por que usar lubrificantes? 
➔ Reduzir o atrito e o desgaste
Formando uma película que impeça o 
contato direto entre duas superfícies que 
se movem relativamente entre si. Ou 
seja, o lubrificante reduz o atrito a níveis 
mínimos, quando comparado ao contato 
direto, exigindo uma força menor e 
evitando o desgaste do corpo.
➔ Reduzir a temperatura dos 
componentes mecânicos. 
➔ Permitir um movimento livre. 
➔ Eliminar ruídos.
➔ Proteger contra a ferrugem e a 
corrosão.
➔ Vedar as partes em movimento.
Graxas
A graxa lubrificante é um produto intermediário 
entre um sólido e um semi-sólido obtido por 
dispersão de um agente espessante num líquido 
lubrificante.
Composição
● As graxas são compostos lubrificantes constituídos por óleos minerais 
com viscosidades diversas, mais aditivos e mais agentes engrossadores 
(sabões metálicos).
● Os sabões engrossadores são obtidos pela reação química entre um 
ácido graxo e um produto alcalino, que pode ser sabão de cálcio, sabão 
de sódio ou sabão de lítio e bentonita.
 
 Graxas Espessante Fluido lubrificante Aditivos
Graxas de sabão de Cálcio 
➔ Possuem textura macia e amanteigada. 
➔ São resistentes à água.
➔ Não são indicadas para aplicações onde as temperaturas 
sejam acima de 60ºC (rolamentos, por exemplo).
As maiores aplicações das graxas de cálcio são a lubrificação 
de mancais planos, os chassis de veículos e bombas d’água.
Graxas de sabão de sódio
➔ Possuem uma textura que varia de fina até fibrosa.
➔ Resistem a altas temperaturas
➔ Solúveis em água. 
Suas maiores aplicações são os mancais de rolamentos e as 
juntas universais, desde que não haja presença de água, pois 
elas se desfazem.
 Graxas de sabão de lítio
➔ Possuem textura fina e lisa
➔ São insolúveis na água 
➔ Resistem a elevadas temperaturas. 
Podem substituir as graxas de cálcio e de sódio em suas 
aplicações.
Graxas de complexo de cálcio
➔ Possuem elevado ponto de gota
➔ Boa resistência a altas temperaturas 
➔ Boa estabilidade mecânica. 
➔ Apresentam a propriedade de engrossar quando 
contaminadas com água. 
➔ Não contêm água em sua formulação, podendo ser 
usadas com temperaturas elevadas.
Podem ser aplicadas em mancais de deslizamento e de 
rolamentos.
 Graxas mistas
➔ Possuem as propriedades intermediárias dos sabões com 
que são formadas. 
➔ As graxas de sódio e lítio não são compatíveis, não 
devendo ser misturadas.
Características
➔ Consistência 
➔ Ponto de gota 
➔ Estabilidade mecânica 
➔ Estrutura 
➔ Filamentação
➔ Resistência à água 
➔ Bombeabilidade
Consistência
➔ É o grau ao qual um material plástico resiste à 
deformação quando submetido à aplicação de uma força.
➔ Em caso de graxas lubrificantes, esta é uma medida da 
dureza ou maciez relativa.
A consistência é medida através da norma ASTM D 217, e 
Penetração de Cone em Graxa Lubrificante, e é 
frequentemente reportada em termos da classificação NLGI.
➔ Penetração do Cone:
 A consistência da graxa é medida a 25°C após a amostra ter 
sido submetida a 60 golpes duplos na unidade ASTM de 
trabalho de graxa. Após a amostra ter sido preparada, o cone 
do penetrômetro é liberado e se permite que afunde na graxa 
por seu próprio peso por 5 segundos,
Quando mais o cone penetra na graxa, maior é o resultado 
de penetração e mais macia é a graxa. 
Classificação NGLI (Instituto Nacional de Graxas Lubrificantes) 
Estabilidade mecânica
➔ É a medida de como a consistência da graxa irá alterar-se em 
serviço quando for submetida a tensões mecânicas 
(cisalhamento).
➔ O amolecimento de uma graxa em um rolamento pode 
eventualmente fazer com que a graxa vaze para fora do mancal, 
exigindo mais serviços de manutenção e reabastecimento 
frequente de graxa 
 A estabilidade mecânica é frequentemente medida através da 
unidade de teste prolongado descrita na norma ASTM D217 (ex.: 
100.000 golpes duplos), ou o teste de Estabilidade de Rolo ASTM 
D1831). 
➔ A norma ASTM D217 submete a graxa até 100.000 golpes 
duplos, caso o material seja muito comprimido (abaixe muito) 
nestes ciclos de amassamento tem-se um indicador que essa 
graxa não apresenta boa estabilidade mecânica.
➔ A norma ASTM D1831 submete a graxa ao cisalhamento, 
através da rotação de um cilindro contendo um rolo de 5 kg a 
165 rpm, por 2 horas. As mudanças da penetração ao final dos 
testes é uma medida da estabilidade mecânica. 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=lrncOYsmrEQ
Ponto de gota 
O ponto de gota da 
graxa é a temperatura na 
qual o espessante perde 
sua capacidade de 
manter o óleo básico 
dentro da sua matriz. 
Teste de gotejamento
Uma pequena amostra de graxa é colocada em um 
recipiente e aquecida de forma controlada, em um 
dispositivo similar a um forno. Quando a primeira 
gota de óleo cai da abertura inferior no recipiente, a 
temperatura é registrada para determinar o ponto 
de gota.
Não é uma previsão exata do limite superior de 
temperatura de operação
 
CUIDADO:
Estrutura 
Sua característica está ligada à aparência e sensação tátil, e 
é definida por inspeção visual ligada à adesividade e facilidade 
de manuseio da graxa. Classifica-se como:
➔ Amanteigada: separa-se em pequenos picos sem fibras 
visíveis;
➔ Lisa: a superfície é livre de irregularidades;
➔ Filamentosa: separa-se em filamentos longos e finos, sem 
fibras visíveis;
➔ Fibras curtas: pequenos feixes fibrosos;
➔ Fibras longas: um único feixe de fibras.
Filamentação
O ensaio físico da filamentação identifica a capacidade das 
graxas de formar uma aparência filamentosa, ou seja, uma 
consistência capaz de separar-se em filamentos longos e finos 
e sem fibras visíveis. 
Resistência à água 
A capacidade da graxa resistir 
ou não à presença de água 
sem se dissolver.
O tipo de sabão fornece ou não 
à graxa a resistência à ação da 
água. 
A resistência à água de massas lubrificantes é medida de 
acordo com a norma DIN 51 807 — parte 1. 
Reveste-se uma lâmina de vidro com a graxa sob teste. 
Em seguida, a lâmina é imersa em água circulante durante 
três horas a uma temperatura específica.
 A alteração na graxa é avaliada visualmente e indicada 
na forma de um valor entre 0 (sem alteração) e 3 (grande 
alteração) em conjunto com o teste de temperatura.
Bombeabilidade 
É a capacidade da graxa 
fluir pela ação do 
bombeamento.
A bombeabilidade de uma 
graxa depende de três 
fatores: viscosidade do 
óleo, consistência da graxa, 
e tipo de sabão.
Características que cada espessante adiciona as graxas 
Apresenta uma maior estabilidade
Aditivos
São produtos que 
permitem melhorar as 
qualidades básicas de uma 
graxa lubrificante.
Os principais aditivos usados em 
graxas:
➔ Extrema pressão
➔ Adesividade
➔ Antioxidantes 
➔ Anticorrosivos e antiferrugem
➔ Aditivos detergentes
➔ Aditivos dispersantes
➔ Aditivos antiespumante
➔ Odoríferos
➔ ect
Extrema pressão
Quando a pressão excede o limite de suporte da película de graxa, 
torna-se necessário o acréscimo desses aditivos que, usualmente, é a 
base de chumbo. Os lubrificantes sólidos, como o molibdênio, a grafite 
e o óxido de zinco também são empregados para suportar altas 
cargas, mas em geral, não são adequados para mancais de rolamentos.
Estes aditivos são aplicados em graxas para mancais de 
laminadores, britadores, equipamentos de mineração, e para mancais 
que trabalham com cargas elevadas.
Adesividade
Estes aditivos promovem o "fio" das graxas, já que as graxas 
devemapresentar uma boa adesividade quando aplicadas em 
locais com vibração como os chassis ou em locais em que a 
rotação das peças pode expulsá-las, como as engrenagens 
abertas.
Aditivos como o látex ou polímeros orgânicos, em pequenas 
quantidades, aumentam consideravelmente o poder de 
adesividade das graxas.
Antioxidantes
As graxas de rolamentos, que são formuladas para 
permanecerem longos períodos em serviço e onde as 
temperaturas são elevadas, devem ser resistentes à oxidação, 
para não se tornarem corrosivas. 
Comumente esse aditivo é aplicado em graxas para mancais 
de rolamentos.
Anticorrosivos e antiferrugem
Esse aditivo tem por finalidade neutralizar os ácidos 
formados pela oxidação ou a ação da água. Como as graxas de 
sódio se misturam com água, esta perde seu efeito corrosivo, 
sendo então dispensados os aditivos antiferrugem. 
Comumente esses aditivos são aplicados em graxas para 
mancais de rolamentos.
Aplicações das graxas
➔ Onde não se deseja o escoamento
➔ Deseja a formação de selo protetor 
➔ Uso em ambientes muito úmidos ou de agressividade 
acentuada.
Vantagens 
➔ Promovem melhor vedação contra a água e impurezas.
➔ Maior economia em locais onde o óleo escorre.
➔ Possuem maior adesividade.
Em mancais de rolamento:
· Boa retenção.
·Lubrificação instantânea na 
partida.
· Mínimo vazamento.
· Pode ser utilizada em 
mancais selados.
· Permite operação em 
várias posições.
· Elimina contaminação.
· Requer menor frequência 
de aplicações.
· Baixo consumo.
Em engrenagens:
·Boa retenção em 
engrenagens abertas.
· Resistente à ação da força 
centrífuga, que tende a 
removê-la.
· Resistente à pressão de 
carga.
Em mancais de deslizamento:
· Boa retenção.
· Resistente ao choque.
·Permite um filme 
lubrificante nas partidas e 
operações intermitentes.
Desvantagens
➔ Dissipam menos calor 
➔ Não lubrificam tão bem em altas velocidades
➔ Resistem menos à oxidação
➔ Muitas vezes para relubrificar é necessário abrir o mancal 
para retirar a graxa usada.
Referências
BELMIRO, Pedro N.A. CARRETEIRO, Ronald P. Lubrificantes & 
Lubrificação Industrial, 1a Edição, Editora Interciência, 532 páginas, 2006
MANG, Theo; DRESEL, W. Lubricants and Lubrication, 2nd Edition, 
Published by WILEY-VCH Verlag GmbH & Co, Weinheim, Germany, 2007
REASE, Mobil. Graxa - Seus Componentes e Características. -: Exxon 
Mobil Corporation, 2009. Disponível em: 
<https://www.mobilindustrial.com.br/media/2535/pit_4820a_lote_2_tech
nical_resources_technical_topics_grease_components_and_grease_charact
eristics.pdf>. Acesso em: 12 out. 2019.

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