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Aula Demonstrativa 
Curso: Direito Empresarial p/ ICMS-RS 
Professor: Wangney Ilco 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
Prof.º Wangney Ilco 2 de 156 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Olá pessoal! Tudo beleza? 
Sejam bem-vindos ao Curso de Direito Empresarial para o cargo de 
Auditor Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul (ICMS-RS) 
 
 
BANCA ESCOLHIDA: CESPE (27/07/2018) 
O curso está 100% atualizado com as normas legais editadas e em 
vigor em 2018. 
Observação.: Como ainda não temos um programa, adotaremos o programa 
do último certame realizado em 2014 sob a responsabilidade da FUNDATEC. 
Na última aula, faremos todas as questões possíveis da banca CESPE, ok? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Se não puder voar, corra. Se não puder correr, 
ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue 
em frente de qualquer jeito. 
(Martin Luther King Jr.) 
 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
Prof.º Wangney Ilco 3 de 156 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Sumário 
Apresentação do professor .................................................................. 5 
Histórico e análise das provas de Direito Empresarial ......................... 5 
Estrutura do curso ............................................................................... 6 
1- Direito Comercial ......................................................................... 8 
1.1- Origem e evolução histórica ............................................................................................... 8 
1.2- Definição e autonomia ..................................................................................................... 10 
1.3- Fontes ............................................................................................................................... 11 
1.4- Características .................................................................................................................. 11 
2- A atividade empresarial ............................................................. 12 
2.1- Teoria dos atos de comércio ............................................................................................ 12 
2.2- Teoria da Empresa ............................................................................................................ 13 
2.2.1- Atributos da Teoria da Empresa ............................................................................... 14 
2.3- A empresa ........................................................................................................................ 15 
2.4- O empresário .................................................................................................................... 16 
2.5- Exceções à Teoria da Empresa ......................................................................................... 18 
2.6- Empresário Individual....................................................................................................... 19 
2.7- Requisitos e impedimentos para o exercício da atividade empresarial .......................... 20 
2.7.1- Capacidade Civil do Empresário Individual .............................................................. 21 
2.7.2- Capacidade Civil da Sociedade Empresária - sócio................................................... 23 
2.7.3- Impedimentos: Empresário Individual ..................................................................... 24 
2.7.4- Empresário casado ................................................................................................... 25 
2.8- Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI ............................................. 27 
3- Registro da empresa ................................................................. 31 
3.1- Órgãos de registro da empresa ........................................................................................ 31 
3.2- Atos de registro ................................................................................................................ 32 
3.3- Registro do empresário .................................................................................................... 32 
3.4- Registro da sociedade empresária ................................................................................... 34 
3.5- Registro da atividade rural ............................................................................................... 36 
3.6- A inatividade da empresa ................................................................................................. 36 
Aula 00 – Direito comercial: Origem, evolução histórica, autonomia, 
fontes e características. A atividade empresarial: teoria da empresa 
e seus perfis, empresário e empresa. Empresário individual: 
requisitos e impedimentos. Empresário casado. 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
Prof.º Wangney Ilco 4 de 156 
www.exponencialconcursos.com.br 
3.7- Empresário irregular......................................................................................................... 38 
4- Livros Comerciais ...................................................................... 39 
4.1- Sigilo dos livros comerciais ............................................................................................... 42 
5- Nome empresarial ..................................................................... 43 
6- Estabelecimento Empresarial .................................................... 46 
6.1- Trespasse .......................................................................................................................... 47 
6.2- Aviamento ........................................................................................................................ 51 
6.3- Clientela ............................................................................................................................ 51 
6.4- O ponto empresarial (ou comercial) ................................................................................ 52 
7- Prepostos .................................................................................. 53 
7.1- O Gerente ......................................................................................................................... 55 
7.2- O Contabilista ................................................................................................................... 55 
8- Questões propostas ................................................................... 58 
9- Gabarito .................................................................................... 87 
10- Questões Comentadas ............................................................... 88 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
Prof.º Wangney Ilco 5 de 156 
www.exponencialconcursos.com.br 
Apresentação do professor 
Pois bem, agora vou me apresentar: Meu nome é Wangney Ilco. Sou 
ex-aluno do Colégio Naval (ingresso em 1997) e Escola Naval (ingresso em 
2000). Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval com especialidade em 
Sistemas (2004). Após alguns anos como Oficial da Marinha, decidi deixar a 
vida militar e ingressei nesta doce vida de “concurseiro”. O foco era a área 
fiscal, mais especificamente o fisco do Estado do Rio de Janeiro. Nos dois 
primeiros certames (2008) não fui feliz devido a alguns problemas pessoais. 
Porém, já no ano seguinte, após alguns meses sem estudar, retornei com 
muita força já com edital na praça. Fiz alguns ajustes. Foram45 dias de 
dedicação total e foco máximo. Resumos, gráficos, esquemas, mapas-
mentais foram utilizados para aproveitar o tempo com a máxima eficiência. E 
deu certo! Obtive a tão sonhada aprovação: Auditor Fiscal da Receita 
Estadual do Rio de Janeiro. Cargo que exerço atualmente! Assim, desde 
final de 2009, troquei de lado e venho participando intensamente na 
preparação dos alunos para diversos concursos (ICMS, ISS, AFT, AFRFB, 
CGU), sempre em Direito Empresarial e, mais recentemente, em Direito Civil 
(confira meus cursos de civil AQUI). Por fim, vale ressaltar que, no momento, 
estou cursando Direito na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro 
– UNIRIO. 
Portanto, meus caros, já tenho certa experiência em contribuir com a 
aprovação de alunos em concursos públicos na disciplina de Direito 
Empresarial. 
Histórico e análise das provas de Direito Empresarial 
 
Como o nosso objetivo é marcar o “xis” na alternativa correta, 
fizemos uma análise das provas anteriores. Concluímos que o 
histórico de questões é bem pequeno. No entanto, observamos que 
as questões são bem diversificadas, abrangendo quase todo o conteúdo 
programático. Eis os assuntos cobrados na úlitima prova do ICMS-RS: 
ASSUNTOS 
Falência: classificação dos créditos 
Sociedade Anônima 
Estabelecimento empresarial 
Recuperação judicial 
Operações societárias: transformação 
EIRELI 
Sociedade Limitada 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
Prof.º Wangney Ilco 6 de 156 
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Estrutura do curso 
Então, meus amigos, o presente curso de Direito Empresarial é de 
TEORIA e Exercícios para o cargo de Auditor Fiscal do Estado do Rio Grande 
do Sul (ICMS-RS). A linguagem do curso pretende ser a mais próxima possível 
de uma aula presencial: solta, objetiva, leve; sem expressões difíceis, como 
encontramos nos livros e, principalmente, utilizando muitos recursos gráficos e 
esquematizações para facilitar a assimilação do Direito Empresarial. Lembre-
se que foi esta a metodologia de estudos objetiva que utilizei e que deu 
certo!!! Afinal, o objetivo do curso é a aprovação; é ensinar a marcar o “X” na 
alternativa correta e “partir pro abraço”. Beleza? 
O programa de empresarial que consta no edital foi organizado da 
seguinte forma em nosso curso: 
AULA ASSUNTO 
00 Empresário: caracterização, inscrição, capacidade. Empresa individual de 
responsabilidade limitada. Estabelecimento: disposições gerais; registro; 
nome empresarial; prepostos. Escrituração. 
01 Sociedade: empresária e simples; sociedade não personificada; sociedade 
personificada; espécies. Sociedade nacional; sociedade estrangeira. 
02 sociedade cooperativa; empresa de pequeno porte e microempresa. 
Órgãos sociais; responsabilidade dos sócios; responsabilidade dos 
administradores. 
03 Sociedade Anônima (Lei Federal nº 6.404/76). Liquidação da sociedade; 
transformação; incorporação; fusão; cisão. Órgãos sociais; 
responsabilidade dos sócios; responsabilidade dos administradores. 
Sociedades coligadas, controladoras e controladas; grupo de sociedades; 
consórcio; 
04 Títulos de crédito: regras e princípios gerais; requisitos; classificação; 
exceções oponíveis e inoponíveis ao portador; 
05 nota promissória; letra de câmbio; duplicata; cheque. 
06 Contratos e obrigações mercantis: regras e princípios gerais; compra e 
venda mercantil; transporte. 
07 Falência e recuperação judicial (Lei Federal nº 11.101/05): regras e 
princípios gerais; caracterização e decretação da falência; efeitos da 
decretação da falência; administração da falência; declaração, verificação 
e classificação dos créditos; liquidação; extinção das obrigações; crimes 
falimentares. 
08 Questões CESPE 
*Confira o cronograma de liberação das aulas no site do Exponencial 
Concursos, na página do curso. 
 
Além de abordar a parte teórica, faremos mais de 450 questões das 
principais bancas organizadoras de concursos do país, tais como FGV 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
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(Fundação Getúlio Vargas), FCC (Fundação Carlos Chagas) e ESAF (Escola de 
Administração Fazendária) e em especial da CESPE/UnB (Centro de Seleção e 
Promoção de Eventos da Universidade de Brasília), a banca escolhida. 
Todas as questões inseridas nas aulas serão devidamente comentadas, 
de modo a não deixar dúvidas. Desse modo, este curso será completo. Ele foi 
elaborado visando ser sua única fonte de estudos de Direito Empresarial. 
Por fim, não deixem de usar e abusar de nosso fórum tira-dúvidas. É 
uma ferramenta importante onde a interação com os alunos é maior. Além 
disso, recomendo utilizar nosso SISTEMA DE QUESTÕES e SIMULADOS para 
uma eficiência maior nos estudos. E, para mais informações sobre nossa 
disciplina, acessem minha página no Exponencial Concursos (AQUI) e 
Facebook: Wangney. 
Pois bem, vamos ao que interessa! Antes, porém, tenho o hábito de 
deixar sempre uma frase motivacional no início das aulas, ok? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
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1- Direito Comercial 
 Bem, pessoal, o nosso primeiro tópico diz respeito à origem e evolução 
do Direito Comercial. É uma parte de nossa disciplina que, embora tenha a sua 
relevância para fins didáticos, não é muito cobrada em provas de concurso 
público. Na maioria das vezes nem consta no edital. Então, normalmente, esta 
parte evolutiva de nossa disciplina, costumamos “passar batido” mesmo; 
afinal de contas, por que abordar um tema que não consta nos editais e não é 
cobrado em provas? Lembrem-se de nossa objetividade, ok? 
 No entanto, devemos nos precaver, certo? Então, vamos lá! 
 
1.1- Origem e evolução histórica 
A evolução do Direito Comercial está diretamente ligada à história do 
comércio. No início, apesar da existência do comércio por meio de trocas de 
mercadorias entre as famílias e, posteriormente, pelas relações comerciais 
marítimas, não se pode dizer que já existia o Direito Comercial. Os usos e 
costumes, aliados a alguns simples contratos, regulavam o comércio nas 
cidades antigas. Então, segundo Frans Martins, “Não se pode, com segurança, 
dizer que houve um Direito Comercial na mais remota antiguidade”, referindo-
se aos fenícios e gregos. 
Já no período do Império Romano, o exercício do comércio era restrito 
aos escravos, pois não seria uma prática digna aos cidadãos romanos. Assim, 
apesar de existirem algumas regras e institutos que regulavam o comércio na 
época, o Direito Comercial ainda não havia ganhado autonomia. 
Com fundamento nas obrigações e nos contratos do Direito Romano, já 
na Idade Média, é que o Direito Comercial surge e ganha autonomia 
frente ao Direito Civil, para regular o intenso comércio marítimo na região do 
Mar Mediterrâneo. Cidades se tornaram importantes centros comerciais, em 
especial na Itália. Mercados surgiram e feiras eram realizadas. Nesse cenário, 
houve a necessidade de criar regras para harmonizar as relações comerciais e 
os mercadores e artesões se organizaram em corporações de ofício. Nelas, 
havia os juízes consulares, eleitos para dirimir os conflitos internos, inclusive 
com a atribuição de impor penalidades, com base nos usos e costumes. 
Portanto, embora haja certa controvérsia, a maioria da doutrina 
entende que o Direito Comercial tenha surgido aí, nessa fase corporativista 
e subjetivista, pois eradestinado aos membros das corporações num 
primeiro momento, mas que extrapolou o seu âmbito, alcançando todos os 
indivíduos que praticassem atos comerciais. 
Então, dada essa abrangência além das corporações, bem como o 
surgimento de alguns institutos do Direito Comercial, como títulos de crédito, 
tem-se a fase objetiva e o surgimento da chamada Teoria dos Atos de 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
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Comércio. Assim, o Direito Comercial passou a regular objetivamente 
qualquer indivíduo que praticasse ato próprio de comércio, ou seja, não estava 
mais restrito aos membros das corporações. Estatutos e Códigos foram criados 
para consolidar as normas e práticas comerciais. 
No entanto, ainda não havia um importante documento regulatório das 
relações comerciais imposto pelo Estado. Até que em 1673, na França, temos 
o chamado Código de Savary que tratava do comércio terrestre e, em 1681, 
temos a Ordenança da Marinha, regulando diversos contratos marítimos, que 
serviram de base para o primeiro Código Comercial em 1807, promulgado 
por Napoleão. Este Código Comercial Francês influenciou diversos códigos pelo 
mundo afora, dentre eles o Código Comercial Brasileiro de 1850. 
Por fim, nessa linha de evolução do Direito Comercial, atualmente, 
temos a chamada Teoria da Empresa, que é o objeto do nosso curso. 
Portanto, podemos observar que o atual nome de nossa disciplina – Direito 
Empresarial – é devido a teoria da empresa que rege o regime jurídico-
empresarial. Mais adiante, falaremos mais detalhadamente da passagem da 
Teoria dos Atos de Comércio para a Teoria da Empresa, ok? Por ora, pessoal, 
tenham em mente essas 3 fases de evolução de nossa disciplina: 
corporações de ofício (subjetivismo), teoria dos atos de comércio 
(objetivismo) e teoria da empresa (subjetivismo moderno). 
Obs.: As duas denominações de nossa disciplina (comercial e empresarial) são 
aceitas por nossa doutrina. “Comercial” é a denominação mais antiga e 
tradicional; “empresarial” é a moderna, a partir do Código Civil de 2002. Neste 
curso, adotaremos Direito Empresarial, ok? 
1. (CESPE/Delegado da PF/2013) Apesar de os gregos e 
os fenícios serem historicamente associados a atividades de compra e troca, o 
surgimento do direito comercial de forma organizada corresponde à ascensão 
da classe burguesa na Idade Média. À medida que artesãos e comerciantes 
europeus se reuniam em corporações de ofícios, surgiam normas destinadas a 
disciplinar os usos e costumes comerciais da época. 
 
Comentários 
Correta. Esta questão menciona exatamente a evolução histórica do Direito 
Empresarial e suas fases. De fato, é na Idade Média que surge o Direito 
Comercial de forma organizada e relacionado às corporações de ofícios. Tais 
corporações eram formadas por mercadores e artesãos. 
 
 
 
 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
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Portanto, pessoal, em resumo acerca do surgimento do Direito Comercial: 
Idade Média 
 
 
1.2- Definição e autonomia 
O Direito pode ser dividido didaticamente em dois grandes ramos: 
direito público e direito privado. Deste modo, o Direito Empresarial é o ramo 
do direito privado que regula e disciplina o empresário e os atos de 
empresa, possuindo regras, métodos e princípios próprios. 
Portanto, podemos perceber que o Direito Empresarial é autônomo 
em relação aos demais ramos do Direito, principalmente em relação ao Direito 
Civil, que também faz parte do direito privado. As razões dessa autonomia são 
as seguintes: 
1 – A nossa Constituição Federal de 1988, em seu art. 22, inciso I, separa o 
Direito Civil do Comercial: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar 
sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, 
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;”. 
2 – Apesar de terem pontos em comum, como os aspectos gerais dos 
contratos e das obrigações, o Civil não se confunde com o Comercial, que 
possui normas e princípios próprios que objetivam as relações comerciais ou 
empresariais. Há diversas normas comerciais dispersas por nosso 
ordenamento jurídico, além da matéria presente no Código Civil. 
 Logo, o Direito Empresarial é autônomo! ☺ 
 
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1.3- Fontes 
Então, quais seriam as fontes de estudo do Direito Empresarial? Onde 
encontraremos as normas e dispositivos para estudarmos para a nossa prova? 
FONTES DO DIREITO EMPRESARIAL 
- Código Civil 2002: principal 
- Lei de Falências 
❖ Fonte Primária ou direta - Legislação dos títulos de crédito 
- Legislação dos contratos mercantis 
- etc. 
 
❖ Secundária ou indireta➔ doutrina, jurisprudência, dos tratados e 
convenções internacionais, dos usos e costumes (Art. 4º da Lei de 
Introdução às normas do Direito Brasileiro). 
Então, essas serão as nossas fontes de estudo no presente curso, 
beleza? 
 
1.4- Características 
 As características do Direito Empresarial é mais um tópico presente no 
último edital. Então, vejamos quais as características do Direito Empresarial 
que o diferenciam dos outros ramos do Direito: 
 
 
 
 
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2- A atividade empresarial 
Antes de estudarmos a atividade empresarial e a chamada teoria da 
empresa, na qual atualmente baseia-se a nossa disciplina, necessitamos 
compreender a própria evolução de nossa disciplina. Assim, iniciemos pelo 
estudo da teoria dos atos de comércio. 
2.1- Teoria dos atos de comércio 
Antes das normas contidas no Código Civil de 2002, o Direito Comercial 
era regido pelo Código Comercial de 1850, que era baseado no Código 
Francês e dividia-se em três partes: 
 
CÓDIGO COMERCIAL DE 1850 
1ª PARTE Atos de 
Comércio 
Revogada pelo Código Civil de 2002 
2ª PARTE Direito Marítimo Ainda em vigor 
3ª PARTE Direito 
Falimentar 
Não estava mais em vigor desde a antiga 
lei de falências (DL 7.661/45). Em vigor a 
nova Lei de Falências (Lei 11.101/05) 
Então: 
• Código Comercial de 1850 ➔ regia as sociedades comerciais. 
• Código Civil 1916 ➔ regia as sociedades civis. 
Bem, a chamada TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO era o pilar 
daquele Código Comercial. Por esta teoria, o que importava era o objeto da 
atividade comercial. Ou seja, a partir do objeto ou gênero da atividade 
comercial exercida foi elaborada uma enumeração das atividades como forma 
de enquadrar a atividade no âmbito do Direito Comercial. Era uma forma bem 
objetiva e direta de classificar as atividades no regime jurídico comercial. 
 
A teoria dos atos de comércio era caracterizada por três ATRIBUTOS: 
 Habitualidade: com que a atividade é exercida; 
 Lucro: como objetivo da atividade; 
 Intermediação: comprar para vender. 
Porém, com a evolução das relações comerciais foi surgindo a 
necessidade de atualizar o ordenamento jurídico tendo em vista a situação 
TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO – forma objetiva de enquadrar 
as atividades no regime jurídico comercial. O que importava era o 
objeto da atividade em si. 
 
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real e atual das relações comerciais, já que algumas atividades importantes,como a prestação de serviços e a atividade imobiliária, estavam fora da 
disciplina comercial. Então, a jurisprudência passou a adotar o entendimento 
de que a teoria dos atos de comércio não deveria mais vigorar. Nessa linha, 
depois de vários anos de discussões e debates, o Novo Código Civil de 2002 foi 
aprovado, revogando a primeira parte do Código Comercial de 1850 que 
tratava dos atos de comércio e adotando a TEORIA DA EMPRESA, por 
influência do direito italiano. 
Vejamos uma questão cobrada em prova sobre o tema: 
2. (FCC/OAB-SP/2006) O Código Comercial, sancionado em 
1850, 
a) foi totalmente revogado. 
b) foi parcialmente revogado, mantendo-se vigentes apenas os dispositivos 
que regem os contratos e obrigações mercantis e o comércio marítimo. 
c) não foi revogado. 
d) foi parcialmente revogado, mantendo-se vigentes apenas os dispositivos 
que regem o comércio marítimo. 
Comentários 
Letra “d”. Viram como a questão ficou fácil após estudarmos o assunto? 
Embora possa parecer banal determinado ponto da matéria, há sempre a 
possibilidade de cair em prova. É justamente este o nosso trabalho: direcionar 
o caro aluno a marcar a alternativa correta, de forma objetiva. Pois bem, 
como vimos acima, a única alternativa correta é a letra d). Só está em vigor a 
2ª parte, que trata do Direito Marítimo. 
 
2.2- Teoria da Empresa 
Então, o Código Civil de 2002 entrou em vigor e adotou a TEORIA 
DA EMPRESA sob a influência do direito italiano como fundamento para o 
regime jurídico comercial. Este será o nosso grande foco nas primeiras 
aulas do curso! Prosseguindo... 
Mas o que vem a ser de fato a TEORIA DA EMPRESA? 
Bem, por meio desta teoria, passou-se a priorizar o 
desenvolvimento da atividade em detrimento do ato de 
comércio, do objeto em si. Portanto, a teoria da empresa e o 
Novo Código Civil priorizam a FORMA como é exercida e/ou 
desenvolvida a atividade empresarial. 
Deste modo, a teoria da empresa nos revela alguns atributos que 
devem ser observados para que determinada atividade seja considerada como 
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atividade empresarial. São eles: profissionalismo, atividade econômica e 
organização. 
 
2.2.1- Atributos da Teoria da Empresa 
 PROFISSIONALISMO: atividade exercida de forma habitual e profissional. 
 ATIVIDADE ECONÔMICA: objetiva o lucro. Esta é característica 
intrínseca daquele que assume os riscos da atividade econômica. 
 ORGANIZAÇÃO: este é o principal atributo que uma atividade econômica 
exercida de forma profissional deve possuir para se enquadrar como uma 
atividade empresarial. Diz respeito à organização dos FATORES DE 
PRODUÇÃO: capital, mão de obra, matéria-prima e tecnologia. 
Portanto, além de objetivar o lucro e agir com profissionalismo, a atividade 
empresarial deve ser organizada. 
Vejamos algumas distinções entre as duas teorias: 
 
 
 
Pois bem, de forma geral, podemos concluir que a atividade empresarial 
pode ser entendida como um mecanismo que faz circular os fatores de 
produção: capital, insumo, mão-de-obra e tecnologia, almejando a obtenção 
de riquezas e o desenvolvimento econômico. 
3. (ESAF/ADVOGADO IRB/2004) A recepção do instituto 
empresa pelo Código Civil resultará em: 
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a) retornar a discussão sobre ato de comércio como intermediação na 
circulação de mercadorias. 
b) realçar a ideia de atividade sobre a de ato. 
c) incorporar novos ofícios e profissões ao campo do direito mercantil. 
d) extremar atividades empresariais e não empresariais. 
e) criar novo sistema de análise da atividade econômica. 
Comentários 
b) Correta. É a nossa resposta. A forma como a atividade econômica está 
sendo exercida é o que importa atualmente. Portanto, a atividade econômica 
em si se sobrepõe à ideia de enumeração das atividades conforme o seu 
objeto (ato de comércio). 
a) A teoria dos atos de comércio faz parte do passado. A teoria que rege 
atualmente a atividade empresarial é a teoria da empresa. Incorreta. 
c) De certo modo está correta, já que atualmente o D. Comercial PODERÁ 
abranger outras profissões que não eram regidas pela teoria dos atos de 
comércio. No entanto, é a forma como a atividade econômica é exercida que 
prevalece e que vai determinar a sujeição ou não ao regime jurídico comercial. 
Assim, a alternativa b) prevalece e está “mais correta”. Há questões onde 
devemos assinalar a alternativa mais correta, ok? 
d) Incorreta, pois mesmo antes da teoria da empresa já havia a divisão entre 
as atividades comerciais e as civis. Hoje, melhor seria dizer: atividades 
empresariais (ou típicas de empresa) e atividades não empresariais. 
e) Não há lógica em sua afirmativa. Incorreta. 
 
 
2.3- A empresa 
A Teoria da Empresa foi adotada pelo Novo Código Civil de 2002, no 
entanto, NÃO há um conceito jurídico de empresa. Temos, porém, o 
conceito econômico, pelo qual a empresa seria a união dos fatores de 
produção por um indivíduo (o empresário) visando à obtenção de um produto 
ou a prestação de um serviço. Esta definição é aquela que possuímos e 
retiramos de nosso cotidiano econômico, através da observação da sociedade 
e da dinâmica comercial que nos cerca. 
Por conta disso, foi criada a teoria dos Perfis de Empresa (Prof. 
Asquini) para o entendimento do instituto EMPRESA. Esta é a teoria mais 
aceita e aborda a empresa como fenômeno poliédrico a partir de quatro 
perfis: 
 
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Perfil Subjetivo 
A empresa está relacionada ao indivíduo que 
exerce de forma organizada e profissional uma 
atividade econômica objetivando a produção ou 
circulação de bens ou de serviços. O EMPRESÁRIO 
é o sujeito de direito, pois é ele quem exerce a 
atividade empresarial. 
 
Perfil Funcional 
A empresa está relacionada à ATIVIDADE 
EMPRESARIAL em si, direcionada a um 
determinado fim produtivo, que é gerar riquezas. 
 
Perfil Objetivo ou 
patrimonial 
A empresa está relacionada ao 
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL, 
considerando os bens patrimoniais da empresa 
como resultado do fator econômico. 
 
Perfil Corporativo ou 
institucional 
A empresa relacionada ao grupo organizacional 
formado pelo empresário e seus colaboradores. 
Este perfil está superado, pois não tem 
correspondência na realidade atual. 
 
Deste modo, podemos definir EMPRESA como sendo: 
 
 
Obs.: Teoria dos feixes de contratos: formulada pelo economista britânico 
Ronald Coase, a teoria dos feixes de contratos define a empresa sob a ótica 
econômica. Então, a empresa seria um feixe de contratos com o objetivo de 
organizar a atividade econômica (fatores de produção) e de reduzir os 
custos de transação. Isso significa dizer que os mais diversos tipos de 
contratos são firmados de modo a viabilizar a produção de bens e serviços ao 
mercado, de maneira organizada e menos custosa. Esta teoria se aproxima do 
perfil institucional de Asquini. 
 
2.4- O empresário 
Então, não há uma definição jurídica de empresa. Com a positivação da 
teoria da empresa pelo Código Civil de 2002, temos SOMENTE a definição de 
EMPRESÁRIO, conforme a perfil subjetivo de Asquini. Esta definição é uma 
das mais importantes no D. Empresarial. Vejamos: 
 
A ATIVIDADE econômica ORGANIZADA para a produção ou a 
circulaçãode bens ou serviços, exercida de forma PROFISSIONAL 
pelo EMPRESÁRIO. 
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• DEFINIÇÃO DE EMPRESÁRIO 
 
 
Destaca-se que a “produção ou circulação de bens ou serviços”, 
representa uma maior amplitude em relação ao campo de incidência da antiga 
teoria dos atos de comércio. Agora, qualquer atividade poderá ser considerada 
empresária, desde que possua as demais características e requisitos da Teoria 
da Empresa. Desta forma, consegue-se definir empresário - a pessoa 
(física ou jurídica) que exerce a atividade típica de empresa. 
 
 Assim, temos a seguinte esquematização: 
 
Então, até o momento podemos distinguir perfeitamente os seguintes 
conceitos: 
 
 
 
 
Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de 
serviços. 
 
ESTABELECIMENTO 
EMPRESARIAL 
EMPRESÁRIO 
EMPRESA 
Atividade 
Empresarial 
 
Sujeito que 
exerce a atividade 
 
Complexo de 
bens 
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2.5- Exceções à Teoria da Empresa 
Então meus amigos, a regra geral para a caracterização da atividade 
econômica como empresarial é dada acima, nos termos do art. 966 do CC 
visto no tópico anterior. Porém, a esta regra temos as seguintes exceções: 
 
 
 Em suma, a cooperativa jamais poderá ser considerada uma atividade 
empresarial; o profissional liberal (intelectual) em regra não exerce a 
atividade empresarial (só se constituir elemento de empresa). Então, estas 
são consideradas atividades econômicas civis, ok? 
 Mas o que significa elemento de empresa? Essa expressão deve ser 
compreendida sob um enfoque econômico, pelo qual as atividades (intelectual, 
de natureza científica, literária ou artística) são exercidas observando a 
organização dos fatores de produção: Capital, Mão-de-obra, Insumos (ou 
matéria-prima) e Tecnologia. Assim, essa estrutura de produção deve ser 
exercida de forma organizada e profissional, para que seja considerada 
uma atividade empresarial. 
Observação: A sociedade pode ser empresária ou simples; a sociedade 
simples, obviamente, não exerce a atividade empresarial. No mais, a 
sociedade será tema de aula futura, ok? 
Exceções à 
Teoria da 
Empresa 
• PROFISSIONAL INTELECTUAL 
Natureza científica, artística ou 
literária – não é empresário. 
Considera-se 
empresário 
EXCETO SE a organização dos 
fatores de produção for mais 
importante que a atividade 
pessoal desenvolvida (Aí 
constitui Elemento de empresa) 
 
• ATIVIDADE RURAL 
O indivíduo (ou sociedade) tem 
a OPÇÃO de ser empresário 
• SOCIEDADES COOPERATIVAS 
São sempre sociedades simples. 
 
 
 
 
Independente da 
forma com que a 
atividade é 
exercida 
§único, art. 966, CC 
Art. 971 e 984, CC 
 
§único, art. 982, CC 
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4. (COPS-UEL/ICMS-PR/2012) Sobre o Direito de 
Empresa, previsto no Código Civil, considere as afirmativas a seguir. 
I. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços 
ou quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou 
artística. 
Comentários 
Incorreta. O examinador faz um jogo de palavras nesta afirmativa em relação 
à definição legal de empresário, de acordo com o art. 966 do Código Civil. Aí 
também está positivada a Teoria da Empresa. Bem, a primeira parte desta 
afirmativa está literal ao caput do art. 966. Está perfeita, tranquila! A segunda 
parte da afirmativa aborda o chamado profissional liberal. Aquele que exerce 
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística. Como 
estudamos, em regra o profissional liberal não é considerado empresário, 
conforme o parágrafo único do art. 966. No entanto, caso a atividade exercida 
pelo profissional liberal apresente elemento de empresa, ele será 
considerado empresário e estará sujeito ao regime jurídico empresarial. Então, 
como o examinador não menciona tal requisito para o profissional liberal ser 
considerado empresário, esta afirmativa está incorreta, ok? 
 
2.6- Empresário Individual 
Pois bem, como sabemos, o titular da atividade econômica é o 
empresário. O empresário é o sujeito de direito, apto a adquirir direitos e 
contrair obrigações, podendo ser tanto uma pessoa física na condição de 
empresário individual, quanto uma pessoa jurídica na condição de 
sociedade empresária. 
 
 Em termos gerais a atividade empresarial é exercida conforme a 
esquematização acima. Assim, o empresário individual é uma pessoa física 
que exerce a atividade empresarial, que na prática, compreende atividades 
econômicas de pouco capital/investimentos: artesanatos, mercearias, 
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padarias, etc. Inclusive, PODERÁ se enquadrar como Microempresa (ME), 
Empresa de Pequeno Porte (EPP) e Microempreendedor Individual (MEI). 
Ainda, PODE optar pela nova forma Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada – EIRELI. 
Porém, o ponto mais importante acerca do EMPRESÁRIO 
INDIVIDUAL é com relação a sua responsabilidade pelas obrigações e 
dívidas decorrentes da sua atividade. Deste modo, a RESPONSABILIDADE 
do empresário individual é ILIMITADA e DIRETA, pois ele NÃO possui 
personalidade jurídica e, por consequência, os BENS da pessoa física e 
do empresário individual são os MESMOS, se confundem. Neste caso, 
ele responde com seus próprios bens (ilimitadamente) para saldar as dívidas 
surgidas no curso da atividade empresarial. 
Quando à SOCIEDADE EMPRESÁRIA, ela é formada por um grupo de 
pessoas (sócios) que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou 
serviços para o exercício de atividade típica de empresa e a partilha, entre si, 
dos resultados (art. 981 e 982, CC). Este é o conceito de sociedade 
empresária e, no momento, é o que basta sabermos para prosseguirmos com 
a matéria. 
Obs.: Apesar de não possuir personalidade jurídica, o empresário individual é 
obrigado a se registrar no Registro Público das Empresas Mercantis (RPEM) e 
ao uso da inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas). 
 
2.7- Requisitos e impedimentos para o exercício da atividade 
empresarial 
Bem, os primeiros requisitos para o exercício da empresa são aqueles 
que a caracterizam como tal, e que já comentamos na Teoria da Empresa. 
Relembremos: Tendo em vista a teoria da empresa, considera-se empresário 
aquele que: 
➢ COM Profissionalismo – habitualidade no exercício da atividade 
econômica; 
➢ EXERCE A Atividade econômica – objetivo de auferir lucros; 
➢ DE FORMA Organizada – principal requisito. Organização dos fatores de 
produção; 
➢ PARA A Produção ou a circulação de bens ou de serviços – objetivo 
de satisfazer as necessidades do mercado exercendo qualquer tipo de 
atividade econômica. 
Além desses requisitos que devem ser cumpridos para caracterizar o 
empresário e a atividade empresária, ainda devem ser observados os casos de 
capacidade e impedimento, nos termos do art. 972, do CC. 
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“Art. 972 do CC. Podem exercer a atividade de empresário os que 
estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem 
legalmente impedidos.” 
 
2.7.1- Capacidade Civil do Empresário Individual 
O empresário individual necessita estar CIVILMENTE CAPAZ para 
exercer a atividade empresarial. Esta capacidade civil é exatamente aquela 
prevista no Direito Civil: artigos 3º e 4º do CC (apesar de saber que o caro 
leitor (a) possui a lei seca ao seu lado enquanto estuda este curso, no intuito 
de facilitar e relembrar a disciplina civil, apresento a seguinte 
esquematização): 
 
Absolutamente Incapaz x Relativamente Incapaz 
 Absolutamente Incapaz Relativamente Incapaz 
Idade Menor de 16 anos 16 a 18 anos 
Pessoas Ébrios habituais, viciados em 
tóxicos, pródigos, aquele que não 
puder exprimir sua vontade (por 
causa transitória ou permanente). 
 
Obs.: O quadro acima está conforme a nova redação dos arts. 3º e 4º do CC, 
dada pela Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). 
Observemos que não há mais hipóteses de uma pessoa maior de idade ser 
considerada absolutamente incapaz. O objetivo de tais mudanças é promover 
a inclusão social e cidadania às pessoas com deficiência. 
 
No entanto, a esta necessidade de plenitude na capacidade civil para o 
exercício da atividade empresarial, temos duas situações de exceções, 
conforme esquema abaixo: 
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Pessoal, percebam que há sempre um fato novo que culmina no 
exercício da atividade empresarial por agente incapaz. Isso quer dizer que o 
incapaz NÃO poderá iniciar ou constituir uma empresa como empresário 
individual; nos casos acima ocorre a continuidade da atividade 
empresarial já exercida. Assim, o Código Civil observa o princípio da 
preservação da atividade típica de empresa incentivando o desenvolvimento 
e continuidade da atividade econômica. 
Ressalta-se que os bens particulares (aqueles estranhos à empresa) 
que o incapaz possuía quando ainda era capaz ou antes da sucessão NÃO 
estão sujeitos ao resultado da empresa, ou seja, não respondem pelas 
obrigações oriundas da atividade empresarial. Portanto, acerca desses bens, 
ocorre a separação patrimonial entre os bens da empresa e os bens do 
empresário individual (incapaz). 
5. (FCC/Auditor-Substituto de Conselheiro-TCM-RJ/ 
2015) O relativamente incapaz, desde que devidamente assistido, poderá 
continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, vedada tal 
possibilidade ao absolutamente incapaz, ainda que por meio de representante. 
Comentários 
Incorreta. Como podemos observar, esta assertiva está incorreta pois tanto o 
relativamente incapaz, quanto o absolutamente incapaz, podem continuar a 
empresa, desde que devidamente assistidos ou representados (art. 974, 
caput, CC). 
 
Empresário 
Individual 
Deve ter 
capacidade 
civil 
EXCEÇÕES 
 
Mediante 
Autorização Judicial 
após análise das 
circunstâncias e riscos 
 
1ª-Em favor do 
incapaz no caso de 
sucessão da empresa 
por causa mortis. 
 
2ª-Pela incapacidade 
superveniente do 
empresário. 
 
O INCAPAZ é 
representado 
ou assistido 
Regra 
 
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2.7.2- Capacidade Civil da Sociedade Empresária - sócio 
 
Bem, e quanto à capacidade civil daquele que é sócio de 
sociedade empresária? Como proceder? 
 
Tratando deste tema, em 2011 foi publicada a Lei nº 
12.399/2011 que acrescentou o §3º ao Art. 974 do Código Civil. Vejamos os 
pressupostos que devem ser atendidos CUMULATIVAMENTE para a pessoa 
incapaz ser sócio da sociedade empresária: 
 
Por fim, vale ressaltar, ainda, que a prova de emancipação do menor 
e a autorização do incapaz devem ser registradas no Registro Público das 
Empresas Mercantis (Junta Comercial). 
Vejamos a seguinte questão: 
6. (COPS-UEL/Procurador do Estado-PR/2011) Sobre o 
regime jurídico do empresário no Código Civil de 2002, assinale a alternativa 
correta: 
IV – o Registro Público de Empresas Mercantis deverá registrar contratos ou 
alterações contratuais de sociedade que envolva sócio absolutamente incapaz, 
desde que o capital social da sociedade esteja totalmente integralizado e que, 
o incapaz, devidamente representado, não exerça administração da sociedade. 
Comentários 
Atendidos os 
pressupostos 
REGISTRAR o contrato e suas 
alterações na JUNTA COMERCIAL 
• O sócio incapaz não pode exercer a administração da 
sociedade; 
• O capital social deve estar totalmente integralizado; 
• O sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o 
absolutamente incapaz deve ser representado por seus 
representantes legais. 
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Correta. O examinador cobrou exatamente o que consta no esquema acima, 
que acabamos de estudar. Portanto, está correta conforme o art. 974, §3º do 
CC. 
Art. 974, §3º. O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das 
Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais 
de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma 
conjunta, os seguintes pressupostos: 
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; 
II – o capital social deve ser totalmente integralizado; 
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente 
incapaz deve ser representado por seus representantes legais. 
 
2.7.3- Impedimentos: Empresário Individual 
Bem, pessoal, o empresário individual além de ter que possuir o pleno 
gozo da capacidade civil, precisa não estar legalmente impedido para 
exercer a atividade empresarial, ou seja, embora o indivíduo seja 
civilmente capaz, a lei poderá impedi-lo. 
Assim, por exemplo, está impedido legalmente o servidor público 
federal (Art. 117, X, lei 8.112/90), o militar (Art. 29, lei 6.880/93), membro 
do ministério público (Art. 44, III, lei 8.625/1993), etc. Portanto, o 
impedimento legal para o exercício da atividade empresária é consignado em 
leis específicas, beleza? Outra coisa: o impedimento legal é com relação ao 
empresário individual, ou seja, nada impede que um servidor público federal, 
por exemplo, seja acionista ou quotista de uma sociedade, desde que não 
participe de sua administração. 
Porém, alguém poderia perguntar: Professor, e se o impedido resolver 
exercer a atividade empresária? Os atos por ele praticados são nulos? Neste 
caso, o indivíduo não poderá se valer do impedimento para se livrar de 
obrigações assumidas na condição de empresário, respondendo por 
elas (art. 973 do CC). Perfeito? Isso é tema de questões de prova!!! 
SÓ PARA RECORDAR: Então, vimos que temos as seguintes condições para 
o exercício da atividade empresarial: 
- Capacidade civil: deve estar em pleno gozo 
(arts. 3º, 4º e 5º do CC). Exceções: 
incapacidade superveniente e sucessão da 
empresa (causa mortis). 
 
- Sem impedimentos legais: possui 
capacidade civil e não é proibido legalmente. 
 
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7. (FCC/PROMOTOR JUSTIÇA-MPE-CE/2009) Em relação 
ao empresário, é INCORRETO afirmar que: 
a) se a pessoa legalmente impedida deexercer atividade empresarial assim 
agir, responderá pelas obrigações contraídas. 
b) de sua definição legal, destacam-se as noções de profissionalismo, 
atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou 
serviços. 
c) a profissão intelectual, de natureza científica ou artística pode ser 
considerada empresarial, se seu exercício constituir elemento de empresa. 
d) a atividade empresarial pode ser exercida pelos que estiverem em pleno 
gozo da capacidade civil, não sendo impedidos legalmente. 
e) ainda que representado ou assistido, não pode o incapaz continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo 
autor da herança. 
Comentários: 
O enunciado pede para assinalar a alternativa incorreta em relação ao 
empresário. Analisemos cada uma delas. 
e) Incorreta. Nossa resposta. A alternativa vai de encontro ao preconizado no 
art. 974 do CC, o qual permite ao incapaz continuar a empresa naquelas 
condições e situações. Está incorreta em função da palavra NÃO. 
a) Correta. Conforme o art. 973, CC, descumprindo a proibição de exercer a 
atividade empresarial, o impedido responderá pelas obrigações contraídas. 
b) Correta. Alternativa menciona as características do titular da atividade 
empresária: profissionalismo, atividade econômica organizada e produção ou 
circulação de bens ou serviços. 
c) Correta. A profissão intelectual, de natureza científica ou artística PODE ser 
considerada empresarial, DESDE QUE o seu exercício caracterize elemento de 
empresa. Esta é uma das exceções à teoria da empresa (art. 967, §único). 
d) Correta. É exatamente o que exige o art. 972 que vimos acima: 
CAPACIDADE CIVIL e SEM IMPEDIMENTOS LEGAIS. 
e) Incorreta. Nossa resposta. A alternativa vai de encontro ao preconizado no 
art. 974 do CC, o qual permite ao incapaz continuar a empresa naquelas 
condições e situações. Está incorreta em função da palavra NÃO. 
 
2.7.4- Empresário casado 
 O Código Civil também traz algumas considerações acerca do 
empresário casado. Vamos lá? 
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Obs.: Os cônjuges, separadamente, podem contratar sociedade com 
terceiros, independente do regime de casamento. O regime de separação 
legal ou obrigatória é o seguinte: 
Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: 
I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas 
suspensivas da celebração do casamento; 
II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos; 
III - de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. 
Ainda sobre o empresário casado, ele pode alienar os imóveis que 
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real (limitação de 
fruição e disposição do bem), sem necessidade de outorga do outro cônjuge, 
independente do regime do casamento (art. 978, CC). Esta regra reflete a 
preocupação do legislador em privilegiar a atividade empresarial diante de 
possível confusão patrimonial entre os bens particulares do empresário e da 
pessoa jurídica. 
Obs.: ATENÇÃO – Há certa divergência quanto a necessidade de autorização 
conjugal para alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis que integram o 
patrimônio da empresa. A razão de tal divergência é que este tema versa 
sobre dois artigos do CC que aparentemente estão em conflito, quais sejam: 
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga 
conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis 
que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. 
Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges 
pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação 
absoluta: 
I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; (...) 
 Assim, há duas correntes e interpretações quanto a este assunto: 
1) Prevalece o art. 1.647 – há a necessidade de autorização conjugal. O art. 
978 seria interpretado de modo restritivo face à regra do art. 1.647. Nesta 
linha, os autores da I Jornada de Direito Comercial entenderam o seguinte: 
“Enunciado 6. O empresário individual regularmente inscrito é o 
destinatário da norma do art. 978 do Código Civil, que permite alienar ou 
gravar de ônus real o imóvel incorporado à empresa, desde que exista, se for 
o caso, prévio registro de autorização conjugal no Cartório de Imóveis, 
devendo tais requisitos constar do instrumento de alienação ou de instituição 
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do ônus real, com a consequente averbação do ato à margem de sua inscrição 
no Registro Público de Empresas Mercantis.”. Notem que esta orientação 
da Jornada de Direito Comercial é endereçada somente ao empresário 
individual. Por ela, faz-se necessária a outorga conjugal para que o empresário 
individual aliene ou grave de ônus real os bens patrimoniais da empresa; 
2) Prevalece o art. 978 – este artigo seria uma exceção à regra geral do art. 
1.647, ou seja, não haveria a necessidade de autorização conjugal. Essa 
corrente entende que o princípio da autonomia patrimonial deve 
prevalecer em privilégio à empresa. Assim, os bens diretamente 
envolvidos e destinados à atividade empresarial poderiam ser alienados ou 
gravados de ônus real sem a necessidade de outorga do outro cônjuge, 
independente do regime de bens do casamento, já que estes seriam bens da 
empresa e não da sociedade conjugal. Caso contrário, como preceitua a 
corrente anterior, haveria um entrave ao perfeito desenvolvimento e execução 
das atividades empresariais. Também se refere exclusivamente ao empresário 
individual casado. 
 Então, qual das duas correntes/interpretações devemos adotar? 
Resposta: aquela que a banca entende! rsrs Boa resposta! De fato, veremos 
na parte das questões, que a FGV, por exemplo, se afiliou à segunda 
corrente em uma questão bem recente, ok? 
8. (FCC/Juiz substituto-TJ-PE/2011) É correto afirmar 
que: 
e) é vedado aos cônjuges contratar sociedade entre si ou com terceiros, 
qualquer que seja o regime de bens escolhido. 
Comentários 
Está incorreta, visto que a vedação é quando o regime de casamento é o da 
SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA ou DA COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS. Ok? 
 
 
2.8- Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI 
 
A empresa individual de responsabilidade limitada, EIRELI, foi criada 
pela lei nº 12.441/2011 como nova forma de organização do empresário 
individual; não é um novo tipo de sociedade, ok? Ela foi inserida no art. 
980-A do CC. Vejamos então suas características de forma esquematizada: 
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*Obs.: Divergência no registro: o CC silencia e não é pacífico o registro 
onde a EIRELI deve ser registrada. O mais aceito é que se for de natureza 
empresária deve se registrar no RPEM-Registro Público de Empresas Mercantis 
(Junta Comercial); se de natureza simples, no RCPJ-Registro Civil de Pessoas 
Jurídicas. 
 
 
**Obs.: Divergência se pessoa jurídica poderia constituir EIRELI: o 
Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI) considerava que 
pessoa jurídica não poderia constituir uma EIRELI, enquanto que a doutrina e 
jurisprudência consideravam que não havia qualquer impedimento neste 
sentido. Com a Instrução Normativa DREI nº 38/2017, esta divergência ficou 
para trás. Assim, expressamente o 1.2 daquela IN estabelece que “A Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada- EIRELI poderá ser 
constituída tanto por pessoa natural quanto por pessoa jurídica, 
nacional ou estrangeira”. 
Pois bem, o objetivo e a principal característica da EIRELI estão 
relacionados à responsabilidade pelas dívidas sociais. Neste caso, a 
EIRELI responderá com o seu próprio patrimônio por suas dívidas, por conta 
da separação patrimonial tal qual ocorre nas sociedades limitadas. 
Inclusive, as regras das sociedades limitadas são aplicadas à EIRELI no que 
couber. Portanto, a responsabilidade na EIRELI é limitada ao seu 
patrimônio, podendo ser ainda ser aplicado o princípio da desconsideração da 
personalidade jurídica. 
 Vejamos outras disposições acerca da EIRELI: 
 
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 A constituição da EIRELI de forma derivada ocorre quando as quotas 
de outro tipo de sociedade encontram-se concentradas nas mãos de um único 
sócio. Logo, temos uma sociedade unipessoal. Então, em observância ao 
princípio da preservação da atividade econômica, a lei possibilita a 
transformação da sociedade unipessoal em EIRELI (ou em empresário 
individual), já que a falta de pluralidade de sócios além do prazo de 180 dias é 
um caso de dissolução da sociedade (art. 1.033, IV, CC). Então, o art. 980-A, 
§3º combinado com o art. 1.033, §único possibilita a transformação da 
sociedade unipessoal em EIRELI através de requerimento ao RPEM. 
 Outro importante ponto sobre a EIRELI é quanto a sua administração. 
A EIRELI, portanto, poderá ser administrada por uma ou mais pessoas 
designadas em seu ato constitutivo. O mais comum é que o titular da EIRELI 
exerça a sua administração, seja o seu próprio administrador. Porém, é 
possível que uma pessoa estranha, que não seja o titular, administre a EIRELI. 
Logo, tanto o titular quanto o não-titular poderá ser o administrador da 
EIRELI. No mais, somente pessoa física (ou natural) poderá administrar a 
EIRELI e é permitido que estrangeiro também exerça esse papel (deve ter 
visto permanente e não estar enquadrado em caso de impedimento para o 
exercício da administração). 
Por fim, relembra-se que a EIRELI tem a possibilidade de 
enquadramento em ME e EPP, nos termos previstos no art. 3º da LC 
123/06. Além disso, destaca-se que um profissional da área intelectual, 
artística ou científica, que seja detentor de direitos patrimoniais de sua obra 
ou criação, poderá constituir EIRELI para a prestação de serviços e, assim, 
explorar comercialmente e diretamente a sua obra ou, ainda, poderá ceder 
tais direitos patrimoniais à EIRELI que preste esse tipo de serviço (art. 980-A, 
§5º). 
9. (FCC/Procurador da Procuradoria Especial-TCM-
RJ/2015) Acerca da empresa individual de responsabilidade limitada, 
considere: 
I. Seu titular não poderá figurar em outras empresas de mesma modalidade, 
nem participar, como sócio, de quaisquer sociedades empresárias. 
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II. Seu nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão 
"LTDA." após a firma ou a denominação social. 
III. Será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital 
social, devidamente integralizado, que não poderá ser inferior a cem vezes o 
maior salário-mínimo vigente no País. 
IV. Poderá ser formada a partir da concentração das quotas de sociedade 
limitada num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal 
concentração. 
V. Sua personalidade jurídica confunde-se com a do seu titular, sendo incapaz 
de adquirir personalidade jurídica própria. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III e IV. 
b) I e V. 
c) II e V. 
d) I e IV. 
e) II e III. 
Comentários 
Letra “a”. Itens III e IV corretos. 
I – Incorreta. Não é vedado ao titular da EIRELI participar como sócio de outra 
sociedade. A vedação que existe é com relação à constituição de outra EIRELI. 
Ou seja, a mesma pessoa não poderá ser titular de mais de uma EIRELI. 
Art. 980-A. §2º A pessoa natural que constituir empresa individual de 
responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa 
dessa modalidade. 
II – Incorreta. Conforme, o art. 980-A, §1º, o nome empresarial da empresa 
individual de responsabilidade se dá da seguinte forma: FIRMA ou 
DENOMINAÇÃO + expressão “EIRELI”. Também, pode se enquadrar como 
ME ou EPP, neste caso o nome empresarial fica desta forma: firma ou 
denominação + “EIRELI” + “ME” ou “EPP” 
III – Correta. Assertiva nos termos previsto no caput do art. 980-A: “A 
empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma 
única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, 
que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no 
País”. 
IV – Correta. Assertiva literal ao §3º do art. 980-A. 
V – Incorreta. A EIRELI é um novo ente jurídico personificado, onde o seu 
patrimônio não se confunde com o patrimônio particular do seu titular. 
Inclusive, sujeita-se à desconsideração da personalidade jurídica. Neste 
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sentido, vejamos as seguintes orientações doutrinárias materializadas nos 
Enunciados da Jornada de Direito Civil: 
Enunciado nº 469 – Arts. 44 e 980-A: A empresa individual de 
responsabilidade limitada (EIRELI) não é sociedade, mas novo ente 
jurídico personificado. 
Enunciado nº 470 – Art. 980-A: O patrimônio da empresa individual 
de responsabilidade limitada responderá pelas dívidas da pessoa 
jurídica, não se confundindo com o patrimônio da pessoa natural que a 
constitui, sem prejuízo da aplicação do instituto da desconsideração da 
personalidade jurídica. 
 
 
3- Registro da empresa 
Pessoal, o registro da empresa no órgão competente, bem como realizar 
a correta escrituração de suas atividades, tornam a empresa regular perante a 
lei. Então, neste tópico trataremos da regular inscrição da empresa perante os 
órgãos públicos, ok? 
 
3.1- Órgãos de registro da empresa 
O registro da empresa, independentemente do seu objeto, ocorre no 
chamado Registro Público de Empresas Mercantis (sigla RPEM), regulado 
pela Lei nº 8.934/94. O RPEM atua em todo o território nacional por meio do 
Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis (SINREM), composto da 
seguinte maneira: 
 
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 Portanto, pessoal, devemos ter em mente que por meio do RPEM é 
conferida garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos 
jurídicos das empresas nacionais e estrangeiras, além de efetuar a matrícula 
(e cancelamento) dos seus agentes auxiliares (prepostos). 
*NOTA: A estrutura acima é dada pela Lei nº 8.934/94. Acontece que o 
Decreto nº 8.001/13 extinguiu o DNRC, que havia sido criado pela lei nº 
4.048/61, ou seja, um decreto extinguiu um órgão criado por lei (?????? – ver 
o art. 84, VI, “a”, da CF). As funções do DNRC agora são da competência do 
Departamento de Registro Empresarial e Integração – DREI. Ainda, o 
DREI é órgão que pertence à estrutura da recém-criada Secretaria da Micro e 
Pequena Empresa – SMPE. Então, as instruções normativas que veremos 
acerca dos atos de registro foram emitidas pela DREI – as instruções do DNRC 
foram revogadas. 
 
3.2- Atos de registro 
O registro da empresaé gênero cujas espécies são a matrícula, 
arquivamento e autenticação, nos termos do art. 32 da Lei 8.934/94. 
• Matrícula – dos leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes 
comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais; 
• Arquivamento – dos atos constitutivos, alterações, dissolução e 
extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e 
cooperativas; dos atos relativos a consórcio e grupo de 
sociedade; dos atos concernentes a empresas mercantis 
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil; das declarações de 
microempresa; de atos ou documentos que, por determinação 
legal, sejam atribuídos ao RPEM ou daqueles que podem 
interessar ao empresário e às empresas mercantis; 
• Autenticação – dos instrumentos de escrituração das empresas 
mercantis registradas e dos agentes auxiliares do comércio, na 
forma de leis próprias. 
 
3.3- Registro do empresário 
A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO no Registro Público de Empresas 
Mercantis de sua sede é OBRIGATÓRIA, antes do início de sua atividade 
(art. 967, CC). 
Tal ato de inscrição no RPEM apesar de ser obrigatório não é 
constitutivo da condição de empresário ou sociedade empresária. A inscrição 
determinada pelo art. 967 do CC é DECLARATÓRIA, resultando na 
REGULARIDADE da condição de empresário, passando a estar regular 
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perante a lei e apto a adquirir direitos e a contrair obrigações. Como exemplo, 
poderá se valer do benefício da recuperação judicial por estar regular. 
 
 
 
Isto significa dizer que inscrição no RPEM não dá a qualidade de 
empresário, mas sim a sua regularidade. Assim, determinada atividade poderá 
possuir todas as características e atributos de empresa, mas não estar inscrita 
no RPEM; logo estará irregular. Beleza? Vejamos o teor dos enunciados da 
Jornada de Direito Civil realizada pelo Conselho Federal da Justiça (CFJ) que 
tratam deste tema: 
 
 
 
 
 
Então, pergunto: como deve ser feita a inscrição do empresário? Qual o 
procedimento? Bem, a inscrição se dá através de requerimento contendo 
(art. 968): 
1) O seu NOME, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o 
regime de bens; 
2) A FIRMA, com a respectiva assinatura autografa (pode ser substituída 
por assinatura autenticada com certificação digital ou equivalente); 
Enunciado 199 
Art. 967: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito 
delineador de sua regularidade, e não de sua caracterização. 
Enunciado 198 
Art. 967: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito 
para a sua caracterização, admitindo-se o exercício da empresa sem tal 
providência. O empresário irregular reúne os requisitos do art. 966, 
sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, salvo 
naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de 
expressa disposição em contrário. 
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3) O CAPITAL; 
4) O OBJETO e a SEDE da empresa. 
 
Obs.: Atenção ao item 2 acima, pois é mudança recente no CC 
(Lei Complementar nº 147/14), bem suscetível de ser cobrado. 
Ressalto, ainda, que a microempresa (ME) e empresa de pequeno 
porte (EPP) estão dispensadas do uso da firma, como forma de 
facilitar o início de seu funcionamento (art. 4º,§1º, I, LC 123/06 – 
abaixo transcrito). 
Art. 4º. § 1o. O processo de abertura, registro, alteração e baixa da 
microempresa e empresa de pequeno porte, bem como qualquer 
exigência para o início de seu funcionamento, deverão ter trâmite 
especial e simplificado, preferencialmente eletrônico, opcional para o 
empreendedor, observado o seguinte: 
I - poderão ser dispensados o uso da firma, com a respectiva assinatura 
autógrafa, o capital, requerimentos, demais assinaturas, informações 
relativas ao estado civil e regime de bens, bem como remessa de 
documentos, na forma estabelecida pelo CGSIM; 
Pois bem, à margem da inscrição dos atos constitutivos da empresa, 
deve ser averbada qualquer alteração relacionada às informações nela 
constantes. Por exemplo, no caso de constituição de estabelecimento 
secundário (sucursal, filial ou agência), o empresário deve averbar esta 
modificação no RPEM da sede da empresa. 
10. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO-TJ-PE/2011) É correto 
afirmar que 
c) É facultativa a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da sede respectiva, antes do início de sua atividade. 
 Comentários 
Incorreta. A inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis (RPEM) de sua sede é OBRIGATÓRIA antes do inicio de sua 
atividade (art. 967, CC). Logo a assertiva está incorreta pelo uso da palavra 
“facultativa”. Ressalta-se, apenas, que este procedimento é delineador de sua 
regularidade, e não de sua caraterização, conforme dispõe o enunciado que 
acabamos de estudar! 
 
3.4- Registro da sociedade empresária 
 Meus caros, a próxima aula será especificamente sobre as sociedades, 
onde trataremos acerca de sua definição, classificação e tipos. Porém neste 
momento, devemos falar sobre o seu registro, beleza? Logo, necessitamos 
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adiantar que a sociedade divide-se em dois grandes grupos conforme exerçam 
ou não a atividade empresarial: SOCIEDADE EMPRESÁRIA e SOCIEDADE 
SIMPLES. 
Pois bem, por definição, a sociedade é uma pessoa jurídica de direito 
privado que adquire personalidade jurídica com a inscrição dos seus atos 
constitutivos no registro próprio. É neste momento que se dá o 
“nascimento” da sociedade. Assim, os dois grupos de sociedades seguem a 
seguinte esquematização em relação aos seus registros: 
 
Portanto, o “nascimento” das sociedades (e demais pessos jurídicas de 
direito privado) significa o início de sua existência legal. Então, tal como 
ocorre para o empresário, a inscrição dos atos constitutivos da sociedade no 
registro próprio (RPEM ou RCPJ) confere a REGULARIDADE à sociedade, na 
forma da lei. Mais ainda: a sociedade adquire personalidade jurídica e 
poderá exercer a sua atividade econômica de forma plena e regular. 
Bem, na próxima aula trataremos da constituição e do contrato social da 
sociedade, ok? No mais, importa dizer, neste momento, que um rito formal 
deve ser observado pelas sociedades na sua constituição, bem como pelo 
empresário (art. 1.151), conforme a seguinte esquematização: 
 
 
 
Assim, o empresário e a sociedade (simples ou empresária) devem 
apresentar os documentos necessários ao registro no prazo de 30 (trinta) 
Lavratura (assinatura) 
dos atos constitutivos 
30 dias 
Prazo final para levar 
os atos ao registro 
Registro dos atos 
constitutivos 
Averbação pelo 
registro 
Regularidade 
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dias contados da lavratura dos atos. No caso de omissão ou demora, o 
sócio ou qualquer interessado poderá ir ao RPEM/RCPJ e efetuar o 
registro dos atos constitutivos, respondendo por perdas e danos aqueles 
obrigados a requerer o registro. 
Destaca-se que no caso de ocorrer o registro além do prazo de 30 
(trinta) dias, ele só produzirá os efeitos próprios (regularidade) após a 
concessão ou averbação pelo RPEM/RCPJ. 
 
 
3.5- Registro da atividade ruralRessalta-se, por fim, o caso da ATIVIDADE RURAL. Já mencionamos 
que aquele que exerce a atividade rural seria uma exceção à teoria da 
empresa. Recordam? Bem, esta exceção deve-se ao fato de que é opcional 
para aquele que exerce a atividade rural se sujeitar às regras próprias de 
quem é empresário. Vejamos como pode ser a inscrição da atividade rural: 
 
 
 
 O mesmo serve para a sociedade que tenha por objeto o exercício da 
atividade própria de empresário rural: PODERÁ requerer inscrição no 
RPEM, sujeitando-se às regras da sociedade empresária. 
Em relação ainda ao empresário rural e sua inscrição, está previsto 
no CC que a lei assegurará TRATAMENTO FAVORECIDO, DIFERENCIADO 
E SIMPLIFICADO ao empresário rural. O mesmo ocorre para pequeno 
empresário (art. 970). 
 
3.6- A inatividade da empresa 
A inatividade da empresa ocorre quando ela não proceder a qualquer 
arquivamento na Junta Comercial por 10 anos contados da data do 
último arquivamento e não se manifestar a respeito quando intimada pela 
Junta Comercial. Então, como resultado, a empresa será considerada 
inativa e terá o seu registro cancelado. Além disso, perde a sua proteção 
ao nome empresarial. 
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 O art. 60 da Lei nº 8.934/94 é enfático: Art. 60. A firma individual ou a 
sociedade que não proceder a qualquer arquivamento no período de dez anos 
consecutivos deverá comunicar à junta comercial que deseja manter-se em 
funcionamento. Conforme o art. 3º da IN DREI nº 5/13, é previsto o prazo de 
30 dias da data do instrumento de comunicação (via postal ou edital) para que 
a empresa em vias de ser cancelada se manifeste. Esse prazo poderá ser 
prorrogado. 
Com o cancelamento do registro, a Junta Comercial deverá comunicar 
os órgãos arrecadadores no prazo de 10 dias (dica: 10 anos 10 dias). No mais, 
a empresa cancelada poderá ser reativada obedecendo os mesmos 
procedimentos requeridos para a sua constituição. 
Vale destacar que a empresa que se encontra paralisada 
temporariamente poderá requerer o arquivamento da chamada 
“Comunicação de Paralisação Temporária de Atividades” para evitar que 
o cancelamento de sua inscrição e a perda do seu nome empresarial. 
Deve-se observar o prazo de 10 anos. Vejamos uma questão que aborda 
este assunto: 
 
11. (FGV/Juiz Substituto-TJ-PA/2009) A respeito de 
Registro de Empresas Mercantis, analise as afirmativas a seguir. 
I. O registro dos atos de comércio é constitutivo de direitos. 
II. Os atos das sociedades mercantis serão arquivados no Registro Público das 
Empresas Mercantis independente de seu objeto, salvo as exceções previstas 
em lei. 
III. As Juntas Comerciais são órgãos integrantes da administração estadual 
que desempenham uma função de natureza federal. 
IV. Será cancelado administrativamente o registro de empresa mercantil que 
não comunicar à Junta Comercial que está em funcionamento, caso não tenha 
procedido a qualquer arquivamento no período de 15 anos consecutivos. 
Assinale: 
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas 
d) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentários 
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Letra “b”. 
I – O registro dos atos de comércio é constitutivo de direitos. Incorreta. O 
registro dos atos de comércio NÃO é constitutivo de direitos, mas 
simplesmente declaratório da qualidade de empresário. 
II – Os atos das sociedades mercantis serão arquivados no Registro Público 
das Empresas Mercantis independente de seu objeto, salvo as exceções 
previstas em lei. Correta. A expressão “mercantil” utilizada na alternativa caiu 
em desuso, mas significa empresa, ok? Assim, o empresário e a sociedade 
empresária vinculam-se ao RPEM (Registro Público das Empresas Mercantis), 
por força do art. 1.150, CC. Segundo o art. 2º da lei 8.934/94, seus atos 
serão arquivados no RPEM independente de seu objeto, salvo exceções 
previstas em lei, em especial o art. 35 da lei 8.934/94, que proíbe o 
arquivamento em certas hipóteses. 
III – As Juntas Comerciais são órgãos integrantes da administração estadual 
que desempenham uma função de natureza federal. Correta. Conforme o art. 
6º da Lei 8.934/94, a junta comercial subordina-se administrativamente ao 
governo estadual, mas desempenha função de natureza federal. É 
tecnicamente subordinado ao atual Departamento de Registro Empresarial e 
de Integração (DREI), que é o órgão central do Sistema Nacional de Registro 
Mercantil. No entanto, a Junta Comercial do Distrito Federal subordina-se à 
Secretaria da Micro e Pequena Empresa – SMEP. 
IV – Será cancelado administrativamente o registro de empresa mercantil que 
não comunicar à Junta Comercial que está em funcionamento, caso não tenha 
procedido a qualquer arquivamento no período de 15 anos consecutivos. 
Incorreta. Esta sem dúvidas foi a afirmativa mais difícil da questão. Nos 
termos do art. 60 da Lei 8.934/94, o período é de 10 anos consecutivos, e 
não de 15 anos. 
 
 
 
3.7- Empresário irregular 
Há uma série de consequências para o empresário irregular perante a 
lei, em decorrência da falta de registro no RPEM, bem como escrituração dos 
livros irregularmente. Vejamos algumas mais importantes: 
 
 
 
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Consequências Fundamento legal 
Não tem legitimidade ativa para pedir a falência 
do seu devedor, pois somente o empresário 
regularmente inscrito na Junta Comercial pode 
requerer. 
Art. 97, § 1º da LF (Lei nº 
11.101 /2005 - Lei de Falências) 
Não tem legitimidade ativa para se beneficiar 
de recuperação judicial e extrajudicial, pois 
somente o empresário regularmente inscrito na 
Junta Comercial pode se valer de tais benefícios 
legais. 
Arts. 48, 51, V e 161 da da LF 
(Lei nº 11.101 /2005 - Lei de 
Falências) 
A escrituração da empresa não poderá ser 
autenticada no RPEM, pois é necessário estar 
registrado. Assim, os livros não possuirão a 
eficácia probatória em caso de litígio. 
Art. 32, III; art. 39, I da Lei 
8.934/94 (Lei do RPEM) e art. 
379 do CPC. 
Crime falimentar - Deixar de elaborar, 
escriturar ou autenticar os documentos de 
escrituração contábil obrigatórios 
Art. 178 da LF (Lei nº 11.101 
/2005 - Lei de Falências) 
 
Além dessas consequências, no caso de sociedade irregular, os sócios 
responderão ilimitadamente pelas obrigações da sociedade, como veremos na 
próxima aula. No mais, no decorrer do curso trataremos dessas consequências 
para o empresário irregular. 
 
 
4- Livros Comerciais 
Os livros comerciais ou a escrituração empresarial estão relacionados ao 
registro da empresa, na medida em que são também pressupostos da 
regularidade empresarial. Assim, temos a autenticação nas Juntas 
Comerciais dos instrumentos de escrituração das empresas, como um dos atos 
do registro da empresa (os outros dois são a matrícula e o arquivamento). 
Portanto, no exercício de sua atividade, o empresário e a sociedade 
devem seguir a correta escrituração dos seus livros e assim manter a sua 
atividade regular, sendo aplicada ainda às suas sucursais, filiais ou 
agências, com sede no estrangeiro.Então, primeiramente, podemos concluir que a escrituração constitui 
a prova do exercício regular da atividade empresarial, ok? Isto porque, 
os livros comerciais provam contra e a favor da empresa que os elaborar. É o 
que prevê os arts. 417 e 418 do Código de Processo Civil (CPC). Ou seja, de 
fato, a escrituração constitui prova do exercício regular da empresa. 
Vejamos as disposições do CPC: 
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Art. 417 do CPC. Os livros empresariais provam contra seu autor, 
sendo lícito ao empresário, todavia, demonstrar, por todos os 
meios permitidos em direito, que os lançamentos não 
correspondem à verdade dos fatos. 
Art. 418 do CPC. Os livros empresariais que preencham os 
requisitos exigidos por lei provam a favor de seu autor no litígio 
entre empresários. 
Logo, devemos notar que os livros comerciais têm força probante 
relativa, já que eles admitem prova em contrário. Assim, os livros comerciais 
fazem prova a favor e contra o seu titular, sendo lícito a demonstração por 
todos os meios admitidos em direito de que os lançamentos não correspondem 
às verdades dos fatos. No mesmo sentido, o §único do art. 1.192 do CC aduz 
que “A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova documental 
em contrário”. 
 Portanto, a escrituração serve para provar a existência das operações, 
bem como para que os sócios e o empresário verifiquem e avaliem os efeitos 
econômicos da ação administrativa da empresa. No entanto, o PEQUENO 
EMPRESÁRIO ESTÁ DISPENSADO de manter um sistema de contabilidade 
completo (Art. 1.179, §2º, CC). As suas obrigações são simplificadas, mas 
existentes (escrituração). 
Pois bem, em síntese, verificamos as seguintes regras e obrigações 
do empresário e da sociedade empresária em relação à escrituração dos livros 
comerciais com base no que diz o Código Civil: 
 
 
 
Podemos ainda considerar que além de caracterizar a regularidade da 
atividade empresarial, a escrituração possui três outras funções: Gerencial, 
Documental e Fiscal. Pela função gerencial, a escrituração serve de auxílio à 
Pequeno 
empresário - 
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tomada de decisões administrativas, financeiras e comerciais. Já pela função 
documental, ela serve de base para informações do interesse de terceiros 
(sócios, investidores, bancos credores). E por fim, pela função fiscal a 
escrituração serve para a fiscalização do cumprimento de obrigações legais 
(natureza fiscal). 
No mais, há consequências para a falta de escrituração dos livros 
comerciais, como crime falimentar (art. 178, Lei 11.101/05) e a não obtenção 
do benefício da recuperação judicial (art. 51, Lei 11.101/05). 
Outra obrigação importante e que costuma ser cobrado em prova é 
aquela referente ao livro Diário. Vejamos: 
 
 
 
Então, conforme o art. 1.180 do CC, o único livro obrigatório para 
TODOS os empresários é o Diário, com exceção do pequeno empresário 
(Microempreendedor Individual – MEI – receita brutal anual de até 60 mil 
reais). 
 
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o 
Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração 
mecanizada ou eletrônica. 
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema 
de fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro 
Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades 
extrínsecas exigidas para aquele. 
 
 
 
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4.1- Sigilo dos livros comerciais 
Bem, eu diria que esta é a parte mais importante com relação aos livros 
e à escrituração comercial. O esquema abaixo engloba as possibilidades de 
QUEBRA DO SIGILO DOS LIVROS COMERCIAIS: 
 
Para complementar o esquema acima, é importante termos atenção às 
sumulas do STF: 
 
 
 
 
 
 
 
Súmula 390: A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida 
como medida preventiva. 
Súmula 260: O exame de livros comerciais, em ação judicial, fica 
limitado às transações entre os litigantes. 
Súmula 439: Estão sujeitos à fiscalização tributária ou previdenciária 
quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da 
investigação. 
 
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Logo, observemos que tanto o sigilo quanto o exame dos livros 
comerciais não são direitos absolutos. 
 
5- Nome empresarial 
Então! Vamos seguir em frente?! Bem, tal como ocorre para as pessoas 
naturais, a pessoa jurídica tem direito ao nome. Assim, é através de seu nome 
que a empresa realiza negócios com clientes e credores, obrigando-se 
juridicamente perante terceiros. Deste modo, o nome empresarial pode ser 
dividido nas seguintes espécies: FIRMA e DENOMINAÇÃO. A firma ainda 
pode se dividir em: individual e social. Quando tratar-se de EMPRESÁRIO 
INDIVIDUAL, usaremos a FIRMA INDIVIDUAL. Quando tratar-se de 
SOCIEDADE usaremos a expressão “FIRMA SOCIAL” (ou “firma coletiva” 
ou “razão social”). 
Importa destacar que a lei confere ao nome da sociedade simples, 
associação e fundação a mesma proteção do nome empresarial, mesmo não 
sendo tais entes sociedades empresárias. Bem, abaixo vamos detalhar cada 
tipo de nome empresarial: 
• FIRMA INDIVIDUAL ➔ formada pelo nome civil, de forma completa ou 
abreviada, seguida opcionalmente de designação mais precisa da sua 
pessoa ou do gênero de sua atividade. Exemplos: Carlos Eduardo / Carlos 
Eduardo Automóveis / C E Automóveis. 
• FIRMA OU RAZÃO SOCIAL ➔ usada para sociedades. Semelhante à 
firma individual. Formada pelo nome civil de um ou mais sócios. Exemplos: 
André Neves, Antônio Jorge e Vinícius Milagre Bar e Restaurante / Antônio 
Jorge e companhia / Vinícius Milagre & Cia. 
• DENOMINAÇÃO ➔ formada por expressão ou nome fantasia e, 
obrigatoriamente, por expressão indicativa do objeto social (ramo de 
atividade). É permitido o uso do nome de um ou mais sócios. Lembrando 
que a denominação é somente usada em caso de sociedade. 
Exemplos: Nery e Cohen Tecidos Ltda.; Flamengo Carros S/A / Companhia 
Flamengo de Carros. 
 
Na tabela abaixo relacionamos cada nome empresarial com os tipos 
societários e empresário individual. Lembrando que trataremos de cada tipo 
societário mais adiante neste curso, ok? 
 
 
 
 
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Tipo Societário Espécie Exemplo 
Empresário 
Individual 
Firma individual André Neves 
Sociedade Simples Razão social ou Denominação Paulo e José Flores ou 
PJ Floricultura LTDA 
Sociedade em nome 
coletivo 
Razão social Ana, João e José Flores 
ou Ana & Cia 
Sociedade Comandita 
Simples 
Razão social (apenas o 
comandidato aparece no nome) 
Antônio & Companhia 
Sociedade Limitada Razão social ou Denominação João & Cia. LTDA ou 
Transportes FLA LTDA 
Comandita por ação Razão social ou Denominação Bar do Buí comandita por 
ações 
Micro Empresa e 
Empresa de Pequeno 
Porte 
Razão social ou Denominação PJ Floricultura LTDA EPP 
 
Sociedade Anônima Denominação (vedado o uso de 
“companhia” ou “Cia.”no final 
da denominação) 
Companhia do Rio de 
Janeiro ou Cia do Rio de 
Janeiro ou Rio de Janeiro 
S/A ou Rio de Janeiro 
Sociedade Anônima 
Cooperativas Denominação Cooperativa dos 
Concurseiros do Brasil 
 
Obs1: a Sociedade em conta de participação não possui nome empresarial 
(art. 1.162). 
Obs2: Micro empresa e Empresa de pequeno porte – Nome 
empresarial: o art. 72 da LC 123 foi revogado. Assim, a partir de 
01/01/2018, fica vedado o uso das expressões “Microempresa” ou 
“Empresa de Pequeno Porte”, ou suas respectivas abreviações, “ME” ou “EPP”. 
Também, a inclusão do objeto da atividade exercida passa a ser 
obrigatória quando tratar-se de denominação. Porém, os nomes 
empresariais já anteriormente registrados poderão ser mantidos, caso for do 
interesse da sociedade. Beleza? 
Obs3: Embora o inciso II do art. 997 do CC fale em "denominação", entende-
se que a sociedade simples "pura" ou simples simples (neste caso estamos 
falando do tipo social sociedade simples) pode adotar firma ou razão social. 
Veja a orientação doutrinária do Conselho da Justiça Federal no Enunciado nº 
213 da Jornada de Direito Civil: Art. 997: "O art. 997, inc. II, não exclui a 
possibilidade de sociedade simples utilizar firma ou razão social". 
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Obs4: Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): 
firma ou denominação + expressão “EIRELI”. 
Bem pessoal, sei que inicialmente saber qual tipo de nome empresarial 
é adotado por determinado tipo de sociedade pode parecer confuso. Mas não 
é. Vocês verão! Com o tempo e paciência, este tema estará tranquilo em suas 
cabeças. 
Ainda em relação ao NOME EMPRESARIAL, é importante assimilarmos as 
regras na tabela abaixo e que constam no Código Civil. 
 
• PROTEÇÃO • Âmbito ESTADUAL – Junta Comercial (JC) 
• PRINCÍPIO DA VERACIDADE 
 
• NÃO pode conter informações falsas. 
• NÃO pode conter sócio falecido ou excluído ou 
se retirado. 
• PRINCÍPIO DA NOVIDADE • Deve ser único no registro (JC) 
• EXTINÇÃO DO NOME 
 
• Requerimento de qualquer interessado 
• Encerramento da atividade 
• Liquidação 
• OMISSÃO da expressão 
“LTDA” 
• Responsabilidade solidária e ilimitada dos 
administradores pelo ato de omitir. 
 
Prosseguindo, devemos atentar para o fato de que o uso indevido do 
nome empresarial pode acarretar responsabilidades, como no caso da omissão 
da expressão “LTDA” na sociedade limitada, conforme acima na tabela. Nesta 
mesma linha, as sociedades que possuem sócios de responsabilidade 
ilimitada (sociedade em nome coletivo e sociedade em comandita simples) 
devem usar a firma (razão social), sendo que somente o sócio de 
responsabilidade ilimitada pode aparecer na firma, ok? Na esquematização 
abaixo podemos entender melhor este aspecto da responsabilidade social em 
relação ao nome empresarial (art. 1.157). 
 
Bem, agora para fecharmos o assunto nome empresarial, devemos 
saber da seguinte REGRA: o nome empresarial não pode ser objeto de 
Obrigatório 
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ALIENAÇÃO, EXCETO se por ato entre vivos o contrato de trespasse 
(contrato de alienação do estabelecimento empresarial) permitir. Neste caso, 
o adquirente do estabelecimento PODE utilizar o nome do alienante precedido 
de seu próprio nome, com a qualificação de sucessor. 
Exemplo: Renata Almeida Calçados adquire o estabelecimento 
empresarial de Valéria Teixeira Bolsas, passando a se chamar Renata Almeida 
Calçados, sucessor de Valéria Teixeira Bolsas. Ou seja, de forma isolada, o 
nome empresarial NÃO pode ser alienado. 
12. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-
PE/2015) Quanto ao nome empresarial, é correto afirmar: 
e) A omissão da palavra "limitada" no nome da sociedade limitada determina 
a responsabilidade subsidiária dos administradores que assim empregarem 
a firma ou a denominação da sociedade. 
Comentários 
Incorreta. No caso de omissão da palavra “limitada”, a responsabilidade é 
solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a 
denominação da sociedade limitada (art. 1.158, §3º, CC). 
 
 
6- Estabelecimento Empresarial 
Este é um importante tema; muito cobrado em prova! 
Bem, estudamos mais acima a Teoria dos Perfis de Empresa (Prof. 
Asquini), lembram? Portanto, devem lembrar que o estabelecimento 
empresarial diz respeito ao Perfil Objetivo ou Patrimonial, certo? Assim, 
podemos definir o Estabelecimento Empresarial: 
 
Assim, podemos entender o Estabelecimento Empresarial como sendo o 
COMPLEXO DE BENS ORGANIZADO para o exercício da empresa (art. 
1.142, CC), sendo elemento essencial para o exercício da atividade. É 
formado, ainda, por bens corpóreos (tangível) e incorpóreos (intangível). 
• Bens corpóreos: mercadorias, instalações, máquinas e 
utensílios; 
• Bens incorpóreos: bens industriais (patente de invenção, de 
modelo de utilidade, registro de desenho industrial, marca registrada, 
nome empresarial e título de estabelecimento) e o ponto comercial 
“Estabelecimento empresarial é o CONJUNTO DE BENS reunidos 
pelo empresário para a exploração de sua atividade econômica.” 
(Fabio Ulhoa Coelho). 
 
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Vale destacar que o Estabelecimento Empresarial possui natureza 
jurídica caracterizada por uma UNIVERSALIDADE DE FATO - pluralidade de 
bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenha destinação unitária 
(art. 90, CC), sendo, deste modo, OBJETO UNITÁRIO de direitos e 
negócios jurídicos, translativos ou constitutivos. Isso significa que o 
estabelecimento empresarial poderá ser objeto de um negócio, por exemplo, 
de arrendamento, ou de cessão, venda, alienação. Beleza? 
 
6.1- Trespasse 
Outro importante tema relacionado ao estabelecimento empresarial diz 
respeito ao TRESPASSE. Aí, surge a pergunta: que troço é esse de trespasse? 
Hehehe. Embora não haja um conceito legal, vejamos à luz da doutrina e 
jurisprudência: 
 
 Então, o que vai nos interessar são as circunstâncias e consequências 
que envolvem a transferência do estabelecimento empresarial. Observemos o 
esquema abaixo. 
 
 Podemos notar que as condições para a eficácia da alienação são 
verdadeiras proteções aos credores do alienante. 
Assim, efetuada a alienação do estabelecimento e caso haja DÉBITOS 
anteriores à transferência, o adquirente RESPONDE por eles, desde que 
estejam regularmente contabilizados. Porém, o alienante (devedor 
TRESPASSE: É o contrato comercial inter-vivos pelo qual a 
titularidade do estabelecimento empresarial é transferida 
(contrato de compra e venda). 
 
Se não restarem 
ao alienante 
bens suficientes. 
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primitivo) continua a responder SOLIDARIAMENTE ao adquirente por 1 
(um) ano contado da publicação do contrato de venda do estabelecimento 
pelos débitos vencidos e, da data do vencimento, dos outros débitos, também 
por um ano (art. 1.146, CC). Portanto, a SOLIDARIEDADE entre o 
alienante e o adquirente, pelos débitos do estabelecimento, possui o 
duração de 1 (um) ano, nesses termos: 
 
 
Obs.: A sucessão empresarial (solidariedade) acima engloba TODAS AS 
DÍVIDAS do empresário?NÃO. Considera-se que a regra do art. 1.146 não 
engloba as dívidas trabalhistas e as tributárias, que contam com regras 
próprias – arts. 448 da CLT e 133 do CTN, respectivamente. Portanto, mesmo 
existindo cláusulas pactuadas no contrato de trespasse regulando a 
responsabilidade por tais dívidas, nem o alienante e nem o adquirente, podem 
se valer de tais cláusulas quando demandados ou pelo fisco ou pela Justiça do 
Trabalho. Os efeitos das referidas cláusulas se restringem às partes 
pactuadas, no caso de ação em regresso. 
 E quanto aos CRÉDITOS existentes no momento do trespasse? Bem, 
neste caso, os créditos são também transferidos e seus respectivos 
devedores estarão afetados pelo trespasse. Isso só não ocorre se o 
devedor, agindo de boa fé, pagar seus débitos ao antigo proprietário 
(cedente). Ok? Beleza? 
 Outra consequência do trespasse diz respeito à possibilidade de 
concorrência por parte do alienante ou cedente após a transferência. Como 
regra, é proibido ao alienante ou cedente do estabelecimento 
empresarial fazer concorrência ao adquirente. Somente no caso de 
alienação é permitida a CONCORRÊNCIA, nos seguintes termos: 
 
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Obs.: Enunciado nº 490 da Jornada de Direito Civil: “A ampliação do 
prazo de 5 (cinco) anos de proibição de concorrência pelo alienante ao 
adquirente do estabelecimento, ainda que convencionada no exercício da 
autonomia da vontade, pode ser revista judicialmente, se abusiva”. 
E quanto aos contratos em vigor no momento do trespasse? Bem, 
salvo disposição em contrário, o adquirente poderá assumir (sub-rogação) os 
contratos que não tiverem caráter pessoal. Sendo que, os terceiros podem 
rescindir o contrato em 90 (noventa) dias contados da publicação da 
transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. Então, ocorrendo o trespasse, as partes 
podem tratar e estabelecer disposições sobre os contratos afetos ao 
estabelecimento. Porém, caso não tratem desse assunto, o CC trata. 
Resumindo: 
• CONTRATOS ➔ Alienante e adquirente acertam entre si; 
• Contrato de caráter pessoal ➔ adquirente NÃO ASSUME; 
• RESCISÃO de contratos ➔ até 90 dias de publicado a transferência 
em caso de justa causa. 
 
Obs.: CONTRATO DE LOCAÇÃO do ponto comercial ➔ Embora não se 
transmita automaticamente ao adquirente por conta do trespasse do 
estabelecimento empresarial, o contrato de locação segue a regra geral acima 
vista para os demais contratos. O Enunciado nº 8 da I Jornada de Direito 
Comercial também vai neste mesmo sentido: 
“A sub-rogação do adquirente nos contratos de exploração 
atinentes ao estabelecimento adquirido, desde que não possuam 
caráter pessoal, é a regra geral, incluindo o contrato de locação”. 
 Por fim, mais adiante voltaremos a este assunto quando tratarmos do 
Ponto Comercial e da renovação do contrato de locação e seus requisitos. 
13. (FCC/Juiz-TJ-AL/2015) Relativamente ao 
estabelecimento empresarial, considere: 
I. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do 
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à 
margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro 
Público de Empresas Mercantis, e de publicado na Imprensa Oficial. 
II. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a 
eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os 
credores, ou do consentimento destes, somente de modo expresso, em trinta 
dias a partir de sua notificação. 
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III. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, 
continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um 
ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos 
outros, da data do vencimento. 
IV. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não 
pode fazer concorrência ao adquirente, nos três anos subsequentes ao registro 
da transferência. 
V. É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e IV. 
b) II, III, IV e V. 
c) I, III e V. 
d) I, II, IV e V. 
e) I, III, IV e V. 
Comentários 
Letra “c”. 
I - Importante ter em mente que o contrato de alienação, usufruto ou 
arrendamento só produz efeitos após averbado no RPEM e de publicado 
oficialmente (art. 1.144, CC). Correta. 
II – Incorreta. O erro está no “somente de modo expresso”, pois tacitamente 
a alienação do estabelecimento adquire eficácia – no caso dos credores não se 
manifestarem em 30 dias no sentido de consentir com a alienação (art. 1.145, 
CC). 
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o 
seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do 
pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de 
modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação. 
III – Correta, conforme a literalidade do art. 1.146 do CC. 
IV – Incorreta. São 5 (cinco) anos e não 3 (três). Art. 1.147, CC. 
V – Para complementar o que já estudamos até aqui sobre estabelecimento 
empresarial, vale destacar que “é legítima a penhora da sede do 
estabelecimento comercial”, conforme teor da Súmula nº 451 do STJ. Porém, 
esta é uma medida excepcional, quando não existir outros bens passíveis de 
penhora e desde que não seja servil à residência da família. Correta. 
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6.2- Aviamento 
Partindo do pressuposto de que o estabelecimento empresarial é 
composto de elementos materiais e imateriais empregados na execução da 
atividade empresarial, surge a ideia de aviamento. O aviamento é 
considerado um atributo do estabelecimento empresarial e pode ser 
conceituado como: 
 
Então, observemos que o aviamento não é um elemento corpóreo ou 
incorpóreo do estabelecimento empresarial, mas está com ele intimamente 
ligado, não podendo ser separado do mesmo. Em suma, é uma qualidade 
adquirida pelo estabelecimento em razão da forma como a atividade 
empresarial está sendo exercida, de tal sorte que confere um sobrevalor aos 
bens quando considerados em conjunto. 
Obs. (1): Fundo de comércio (ou fundo de empresa): ora é empregado 
como sinônimo de estabelecimento empresarial, ora é empregado como 
aviamento. Azienda (do italiano) também pode vir empregado como sinônimo 
de fundo de comércio e estabelecimento empresarial. 
Obs. (2): Goodwill of a trade (ou somente goodwill): expressão econômica 
que também podemos encontrar como sinônimo de aviamento. Inclusive, esta 
expressão já foi tema da seguinte prova: (CESPE/Juiz-PI/2007) “...mais valia 
do conjunto de bens do empresário em relação à soma dos valores individuais, 
relacionado à expectativa de lucros futuros”. Portanto, atenção a essas 
expressões conforme o contexto da questão, pois não é pacífica a distinção 
precisa entre elas, ok? 
 
6.3- Clientela 
 A clientela também é um atributo do estabelecimento empresarial e 
representa as pessoas que mantém certa relação com a empresa na busca por 
bens e serviços. A doutrina majoritária entende que a clientela NÃO pode ser 
considerada como ELEMENTO DO ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL, jáque não pode ser quantificada ou mensurada. Assim, não pode ser objeto de 
alienação isolada, pois só existe enquanto a empresa estiver em 
funcionamento. Além disso, o empresário não é proprietário de seus clientes. 
“... sobrevalor, agregado aos bens do estabelecimento empresarial 
em razão da sua racional organização pelo empresário” (Ulhoa) 
 
“... é a aptidão da empresa de produzir lucros, decorrente da 
qualidade e da melhor perfeição de sua organização” (Requião) 
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 Então, a clientela não pode ser vendida, pois representa uma dada 
situação de fato relacionada ao aviamento e à forma como a atividade 
empresarial está sendo exercida. Considera-se, por isso, que a clientela seria 
uma manifestação externa do aviamento. 
 
6.4- O ponto empresarial (ou comercial) 
 Por fim, para finalizar esta aula, devemos cuidar do ponto empresarial 
ou ponto de comércio ou ponto de negócio. 
 Bem, o ponto empresarial é o local onde a atividade empresarial é 
exercida de maneira contínua e a clientela relaciona-se com o 
empresário. Note que o ponto empresarial é parte integrante do 
estabelecimento e não se confunde com o local físico; sua definição vai além 
do simples conceito de imóvel, pois é consequência do trabalho desenvolvido 
no local. É um bem incorpóreo do estabelecimento empresarial, ok? 
 Dada a sua importância para o exercício da atividade empresarial e 
observando o princípio da preservação da empresa, a legislação confere 
proteção ao ponto empresarial. Afinal, imaginemos a situação onde um 
empresário exerce durante anos a sua atividade em um imóvel alugado. Ele, 
obviamente, por meio de investimentos, já possui uma clientela fiel; sendo ele 
mesmo cliente de seus fornecedores. Então, existe um contrato de locação 
que contém diversas cláusulas, sendo uma delas o prazo de duração daquela 
relação contratual. 
Assim, o principal aspecto que envolve o ponto empresarial é essa 
proteção à atividade ali exercida. A Lei nº 8.245/91 (Lei de Locação-LL) é o 
instrumento a ser utilizado no caso de imóvel alugado, conferindo ao 
empresário locatário o direito de permanecer no imóvel ou de indenização em 
caso de não renovação, conforme a lei – Direito de Inerência. No entanto, 
alguns requisitos legais devem ser observados no caso de renovação 
obrigatória do contrato de locação (art. 51 da LL). 
 
 Logo, em regra, o empresário detém o direito de renovação do contrato 
de locação mesmo contra a vontade do locador. Porém, esse direito não é 
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absoluto, existindo algumas situações em que o locador (proprietário do 
imóvel) poderá se opor à renovação do aluguel, mesmo preenchidos os 
requisitos acima. É o chamado Direito de Retomada. Tais hipóteses são as 
seguintes (art. 52 e 72 da LL): 
1. Por determinação do Poder Público – proprietário deve realizar 
obras no imóvel que resultem em sua radical transformação ou 
aumentem o valor do negócio ou da propriedade; 
2. Proprietário irá utilizar ele próprio o imóvel; 
3. Proprietário irá transferir fundo de comércio já existente há mais 
de um ano, quando o detentor da maioria do capital social for o 
locador, seu cônjuge, ascendente ou descendente; 
4. A proposta do locatário não atende ao valor locativo real do 
imóvel; 
5. Existir proposta de terceiro em condições melhores – ao locatário 
cabe indenização para ressarcimento dos prejuízos e dos lucros 
cessantes que tiver que arcar com mudança, perda do lugar e 
desvalorização do fundo de comércio; 
Observações: 
• Hipóteses 2 e 3: o locador não poderá usar o imóvel no mesmo ramo 
de atividade que o locatário, salvo se a locação também envolvia o 
fundo de comércio, com as instalações e pertences; 
• Hipóteses 1, 2 e 3: o locador tem o prazo de 3 meses para dar o 
destino alegado ao imóvel ou iniciar as obras determinadas pelo Poder 
Público ou que declarou pretender realizar, sob pena de indenizar o 
locatário por prejuízos e lucros cessantes que tiver que arcar com 
mudança, perda do lugar e desvalorização do fundo de comércio. 
 
7- Prepostos 
Imagine que ficar sozinho a frente de uma atividade empresarial não é 
uma tarefa fácil. Portanto, os prepostos são as pessoas que auxiliam o 
empresário no exercício da atividade empresária. E, assim como os 
instrumentos de escrituração, os instrumentos dos agentes auxiliares devem 
ser autenticados pelas Juntas Comerciais. 
Art. 39. As juntas comerciais autenticarão: 
I - os instrumentos de escrituração das empresas mercantis e dos 
agentes auxiliares do comércio; 
Os auxiliares da empresa podem ser profissionais com vínculo 
empregatício ou profissionais autônomos. Quando há vínculo empregatício, o 
empresário é conhecido como preponente. Portanto, o empresário é 
chamado de preponente e é RESPONSÁVEL “pelos atos de quaisquer 
prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade 
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da empresa, ainda que não autorizados por escrito.” (art. 1.178). No 
entanto, se os atos forem praticados fora do estabelecimento, o preponente 
fica obrigado somente até o limite dos poderes que foram conferidos por 
escrito ao preposto. E qual é a responsabilidade do preposto? 
 
 
 
Logo, a responsabilidade do preposto é SUBJETIVA, visto a 
necessidade de se demonstrar culpa ou dolo. Beleza? Ainda com relação às 
funções do preposto (art. 1.169 e 1.170, CC): 
 
Obs.: Pessoal, podemos conceber que os tipos acima de autorização são 
sinônimos (escrita e expressa). Afinal, uma autorização expressa normalmente 
deve ser escrita, certo? Não podemos aceitar algo do tipo: o preponente dar 
uma autorização expressa, mas verbal, para o preposto fazer concorrência 
com ele. Não seria viável, certo? Entendo que neste caso a autorização deve 
ser expressa e escrita. Pois bem, no entanto, para fins de prova, e sabemos 
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que as bancas cobram muitas vezes a literalidade da lei, devemos ficar com 
essa relação literal acima, ok? 
 
 
 
7.1- O Gerente 
O gerente pode ser considerado o preposto mais importante no 
exercício da empresa. Ele é o preposto permanente no exercício da 
empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência (art. 1.172). Abaixo, 
vejamos a seguinte esquematização sobre os poderes do gerente e sua 
relação com o preponente: 
 
*Na falta de disposição diversa: 
• DOIS ou MAIS Gerentes➔ seus PODERES são SOLIDÁRIOS 
 
 
7.2- O Contabilista 
Bem, o empresário e a sociedade empresária estão obrigados por 
lei a manter e a seguir um sistema de contabilidade, ou seja, devem 
escriturar em livros suas atividades comerciais. Portanto, é necessário 
ter um profissional responsável por escriturar os livros do empresário e da 
sociedade empresária: Contador ou Contabilista. 
 Assim, nos termos do art. 1.182 do CC, a escrituração ficará sob a 
responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, SALVO se 
nenhum houver na localidade. Logo, outro preposto poderá ser o 
responsável pelos assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. 
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 Por fim, importa destacar que a escrituração realizada pelo contabilista 
ou outro preposto tem os mesmos efeitos se fosse realizada pelo preponente 
(empresário), desde que tenha feito de boa-fé a escrituração. 
14. (ESAF/ Auditor Fiscal do trabalho / 2010) Sobre a 
disciplina dos prepostos no Livro do Direito de Empresa do Código Civil, 
assinale a opção incorreta. 
a) Considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao 
exercício dos poderes que lhe foram outorgados, mesmo quando a lei exigir 
poderes especiais. 
b) Em regra, considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao 
preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto. 
c) O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no 
desempenho da preposição, sob pena de responder, pessoalmente, pelos 
atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas. 
d) O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações 
resultantes do exercício da sua função. 
e) Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes 
conferidos a dois ou mais gerentes. 
Comentários 
Letra “a”. O enunciado da questão pede para assinalar a alternativa 
incorreta. A letra A, de cara é a nossa resposta, pois evidentemente se a lei 
exigir poderes especiais, o gerente não poderá praticar certos atos, conforme 
o art. 1.173, CC. 
Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente 
autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que 
lhe foram outorgados. 
Aprofundando um pouco mais, os prepostos são as pessoas que 
auxiliam o empresário no exercício da atividade empresária. Os 
auxiliares da empresa podem ser profissionais com vínculo empregatício ou 
profissionais autônomos. Quando há vínculo empregatício, o empresário é 
conhecido como preponente. Portanto, o empresário é chamado de 
preponente e é RESPONSÁVEL “pelos atos de quaisquer prepostos, 
praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da 
empresa, ainda que não autorizados por escrito” (art. 1.178). 
Pois bem, a única alternativa incorreta é a letra A, de fato. As demais 
estão corretas, conforme a seguir: 
Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao 
preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos 
casos em que haja prazo para reclamação. (letra B) 
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Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir 
no desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos 
do substituto e pelas obrigações por ele contraídas. (letra C) 
Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas 
obrigações resultantes do exercício da sua função. (letra D) 
Art. 1.173. Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se 
solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes. (letra E) 
 
Então, pessoal, esta foi a parte teórica de nossa aula demonstrativa. 
Espero que tenham assimilado com atenção o que foi apresentado. Agora é 
“arregaçar as mangas” e fazer muitos exercícios. Ressalto a importância de 
fazer muitas e muitas questões. Esse é o nosso objetivo. É simples: aprender 
a fazer questões. Marcar o “xis” na alternativa correta. A parte teórica é para 
nos dar o suporte, a base para acertarmos as questões. Ela é importante 
também. Óbvio que sim. Mas só saber a parte teórica, sem treinar, não vai ser 
o suficiente no dia da prova. Com certeza não vai ser. Beleza? 
Então, elaborei a sequência de questões abaixo. Há questões bem 
“fresquinhas”. Sugiro que iniciem pela lista de questões que se encontra logo 
depois das questões comentadas, para de fato treinar, sem verificar os 
comentários. Aí, depois estudem os comentários e aprimorem os seus 
conhecimentos. Façam com atenção! 
Forte abraço! Até a próxima aula. 
Wangney Ilco 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8- Questões propostas 
Pessoal, seguem as questões propostas da aula de hoje. No último tópico, elas 
estão detalhadamente comentadas. Basta conferir!!!!! 
 
15. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) No que 
concerne aos requisitos, impedimentos, direitos e deveres do empresário, aos 
atos de comércio e aos contratos de empresas, julgue o item subsecutivo. 
Situação hipotética: João, empresário e proprietário de uma loja de roupas, 
sofreu um acidente vascular cerebral, razão por que foi decretada a sua 
incapacidade civil. Assertiva: Nessa situação, João poderá continuar na 
empresa, assistido ou representado pelos seus pais, mediante autorização 
judicial. 
 
16. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
A firma, além de identificar o exercente de atividade empresarial, funciona 
como assinatura do empresário ou da sociedade empresária. 
17. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
O imóvel de uma sociedade empresarial utilizado exclusivamente como clube 
para seus funcionários integra o estabelecimento empresarial. 
18. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
Os exercentes de atividade econômica rural estão obrigados a realizar a sua 
inscrição no registro público de empresas mercantis, como empresários ou 
sociedade empresarial. 
19. (CESPE/Defensor Público-DP-AL/2017) Assinale a opção que 
apresenta a denominação dada a pessoa capaz ordenada ao exercício 
profissional de atividade economicamente organizada para a produção ou a 
circulação de bens ou serviços. 
 a) sociedade anônima 
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 b) sociedade limitada 
 c) empresa 
 d) empreendedor 
 e) empresário 
 
20. (CESPE/Juiz-TJ-RN/2013) Acerca do empresário, assinale a opção 
correta. 
 a) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
independentemente do regime de bens adotado no casamento. 
 b) O empresário casado pode, mediante a necessária outorga conjugal, 
qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o 
patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. 
 c) Não poderá o incapaz, ainda que por meio de representante ou 
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto 
capaz. 
 d) Em nenhuma hipótese, considera-se empresário quem exerce profissão 
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com o 
concurso de auxiliares ou colaboradores. 
 e) É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
 
21. (CESPE / ICMS-ES / 2013) Em relação àempresa, ao estabelecimento 
comercial e ao nome empresarial, assinale a opção correta. 
a) Empresário que se tornar absolutamente incapaz não poderá continuar a 
empresa. 
b) Para a eficácia do trespasse, é necessário o pagamento de todas as dívidas 
ou o prévio consentimento dos credores, salvo na hipótese de o alienante 
permanecer solvente após a alienação. 
c) A sede do estabelecimento comercial é necessária ao desempenho da 
atividade empresarial, por isso ela não pode ser objeto de penhora. 
d) Se o sócio que tiver emprestado seu nome civil à composição do nome 
empresarial for retirado da sociedade, não será necessária a alteração da 
firma da referida sociedade limitada. 
e) O conceito de empresário abrange o exercício episódico da produção de 
certa mercadoria destinada à venda no mercado. 
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22. (CESPE/Procurador-TC-DF/2013) Considerando que o atual Código 
Civil, instituído em 2002, inaugurou no ordenamento jurídico brasileiro o que a 
doutrina denomina de unificação do direito privado, passando a disciplinar 
tanto a matéria civil quanto a comercial, julgue os itens a seguir. 
Instituído em 1850, o Regulamento 737 que então definiu os atos de 
mercancia, embora já tenha sido revogado há muito tempo, ainda é albergado 
pela doutrina e tem aplicação subsidiária na nova ordem do direito empresarial 
calcada na teoria da empresa. 
 
23. (CESPE/Juiz-TJ-AL/2008) O massagista Rogério colocou nos fundos de 
sua casa equipamentos voltados para a prática de exercícios físicos, que 
utilizou para prestar serviços onerosos ao público em geral por meio de uma 
academia de ginástica, identificada pela designação de Aleatória Work- Out, 
conforme cartaz afixado sobre a porta do imóvel. Após dois anos, a atividade 
alcançou substancial desempenho, o que levou Rogério a alugar um imóvel 
para reinstalar a academia, bem como a contratar uma secretária e dois 
fisioterapeutas para auxiliá-lo com os clientes. Esse sucesso chamou a atenção 
de Serviços do Corpo Ltda., academia concorrente, que propôs a Rogério o 
trespasse de seu estabelecimento empresarial para a sociedade limitada, 
celebrando-se esse negócio. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
 a) A alienação só valerá se Rogério estiver inscrito no Registro Público de 
Empresas Mercantis como empresário ou como sociedade empresária, sem o 
que faltará requisito essencial ao negócio de trespasse. 
 b) No preço do trespasse, poderá ser contabilizado o valor do aviamento, que 
corresponderá à soma das quantias concernentes aos aspectos subjetivo e 
objetivo desse bem imaterial, a serem transferidas, com a alienação, ao 
comprador. 
 c) A designação Aleatória Work-Out constitui o título do estabelecimento 
alienado, e a negociação desse bem pelo trespasse ocorrerá sob as mesmas 
regras aplicáveis ao nome empresarial. 
 d) Publicado o negócio de trespasse, os clientes da academia de Rogério 
deverão adimplir suas mensalidades perante o adquirente do estabelecimento, 
mas qualquer pagamento dessa natureza feito de boa-fé ao alienante valerá 
contra a sociedade limitada. 
 e) Os débitos vincendos referentes às atividades da academia serão 
assumidos por Serviços do Corpo Ltda., mas Rogério continuará por eles 
solidariamente responsável pelo prazo de um ano, contado da data da 
publicação do negócio de trespasse. 
 
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24. (CESPE/Delegado da PF/2013) No que concerne ao empresário e às 
sociedades empresárias, julgue o próximo item. 
Ao empresário individual não é permitida a realização da atividade-fim intuitu 
personae, uma vez que ele é o organizador da atividade empresarial. Por isso, 
ele deve contratar pessoas para desempenhar esse tipo de atividade. 
 
25. (CESPE/Delegado da PF/2013) Julgue o item seguinte, relativo ao 
direito empresarial. 
O delegado, no desempenho de sua função institucional de investigação de 
infração legal, deve diferenciar se o ato ilegal foi praticado por pessoa jurídica 
empresa ou por pessoa física ou jurídica empresário, pois a empresa não se 
confunde com a pessoa que a compõe, tendo personalidade jurídica distinta da 
de seus sócios. 
 
 
26. (CESPE / Juiz-TJ-TO / 2007) Considere que SB Móveis Ltda. possua 
vários móveis, imóveis, marcas e lojas intituladas de Super Bom Móveis, em 
diversos pontos da cidade. Nessa situação, à luz da disciplina jurídica do 
direito de empresa, assinale a opção correta. 
a) O ponto empresarial confunde-se com o imóvel onde funciona cada loja da 
SB Móveis Ltda 
b) O aviamento e o nome fantasia Super Bom Móveis são elementos 
integrantes do estabelecimento empresarial da SB Móveis Ltda. 
c) A lei veda a alienação do nome empresarial da SB Móveis Ltda. 
d) Pelo princípio da veracidade, o nome empresarial da SB Móveis Ltda. deve 
se distinguir de outros já existentes. 
 
27. (CESPE/Procurador-AGU/2010) Marcos exerce atividade rural como 
sua principal profissão. Nessa situação, Marcos poderá requerer, observadas 
as formalidades legais, sua inscrição perante o Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, equiparando-se, após a sua inscrição, ao 
empresário sujeito a registro. 
 
 
28. (CESPE/Procurador-TCE-BA/2010) As disposições relativas à 
escrituração previstas no Código Civil não se aplicam às sucursais, filiais ou 
agências no Brasil de empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro. 
 
29. (CESPE/Procurador-AGU/2010) Sérgio, administrador da pessoa 
jurídica Gama Ltda., celebrou contrato em nome dessa pessoa jurídica com a 
pessoa jurídica Delta Ltda. e, no respectivo instrumento, apôs a firma de 
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Gama, omitindo tanto a palavra limitada como a sua abreviatura. Nessa 
situação, a omissão deve ser considerada mero erro material e não ensejará 
nenhuma repercussão jurídica. 
 
30. (CESPE/Procurador-PG-DF/2013) Para Ronald Coase, jurista norte-
americano cujo pensamento doutrinário tem sido bastante estudado pelos 
juristas brasileiros, a empresa se revelaria, estruturalmente, como um “feixe 
de contratos” que, oferecendo segurança institucional ao empresário, permite 
a organização dos fatores de produção e a redução dos custos de transação. 
Nesse aspecto, a proposta de Coase coincide com o perfil institucional 
proposto por Asquini. 
 
31. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) 
Possui(em) capacidade para ser empresário, EXCETO: 
a) Os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem 
legalmente impedidos. 
b) O incapaz, desde que representado ou assistido, poderá continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz. 
c) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou 
no da separação obrigatória. 
d) O falido não reabilitado. 
 
32. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) Nos 
termos do Código Civil marque a afirmativa INCORRETA acerca da definição de 
empresário: 
a) É aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para 
a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
b) É aquele que exerce profissionalmente atividades em cooperativas sendo 
um dos cooperados. 
c) É aquele cuja atividade rural constituasua principal profissão, desde que 
seja inscrito no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. 
d) É aquele que exerce atividade empresarial individual de responsabilidade 
limitada, por uma única pessoa titular da totalidade do capital social. 
33. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) O Código 
Civil brasileiro adotou, de forma indireta, uma definição para o termo jurídico 
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“empresa”. Levando em conta, esta definição, amplamente aceita e adotada 
pela doutrina pátria, a palavra-chave que está presente nesta definição é 
a) atividade. 
b) pessoa. 
c) coisa. 
d) instituição. 
34. (FCC/Direito-Eletrobrás-Eletrosul/2016) Analise os seguintes 
enunciados em relação à atividade empresarial: 
I. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
II. Considera-se empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de 
empresa. 
III. É facultativa a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
IV. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que não sejam casados sob o regime da comunhão universal de bens, 
ou no da separação obrigatória. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) II, III e IV. 
b) I, III e IV. 
c) II e III. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
 
35. (CONSUPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2016) Sobre o 
conceito de empresário e sua capacidade, e à luz do Código Civil brasileiro, é 
correto afirmar: 
a) Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de 
serviços. 
b) A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, 
se a exercer, não responderá pelas obrigações contraídas. 
c) Poderá o incapaz, mesmo sem assistência, continuar a empresa antes 
exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor da herança. 
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d) O empresário casado necessita de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, para alienar os imóveis que integram o patrimônio da 
empresa ou gravá-los de ônus real. 
 
36. (VUNESP/Titular de Serviços Notariais-TJ-SP/2016) Considera-se 
juridicamente empresa: 
a) a atividade economicamente organizada exercida pelo empresário. 
b) o fundo de comércio das entidades empresariais. 
c) as sociedades empresárias registradas devidamente no Registro de 
Comércio. 
d) as sociedades unipessoais que exerçam atividade econômica para produção 
ou circulação de bens ou serviços, de maneira habitual e com intuito de 
lucro. 
 
37. (FGV/ICMS-RJ/2010) Segundo o art. 966 do Código Civil, é 
considerado empresário: 
a) quem é sócio de sociedade empresária dotada de personalidade jurídica. 
b) quem é titular do controle de sociedade empresária dotada de 
personalidade jurídica. 
c) quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou serviços. 
d) quem exerce profissão intelectual de natureza científica, literária ou 
artística. 
e) quem assume a função de administrador em sociedade limitada ou 
sociedade anônima. 
 
38. (FGV/ICMS-RJ/2008) Pela teoria da empresa, adotada pelo novo 
Código Civil, pode-se afirmar que o principal elemento da sociedade 
empresarial é: 
a) o trabalho. 
b) o capital. 
c) a organização. 
d) o ativo permanente. 
e) o maquinário. 
 
39. (ESAF/AFRFB/2009) A respeito do empresário individual no âmbito do 
direito comercial, marque a opção correta. 
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a) O empresário individual atua sob a forma de pessoa jurídica. 
b) Da inscrição do empresário individual, constam o objeto e a sede da 
empresa. 
c) O analfabeto não pode registrar-se como empresário individual. 
d) O empresário, cuja atividade principal seja a rural, não pode registrar-se 
no Registro Público de Empresas. 
e) O empresário individual registra uma razão social no Registro Público de 
Empresas. 
 
40. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-23ªR-MT/2015) Antônio é empresário 
individual, como tal inscrito no Registro de Empresas e no CNPJ há mais de 
dez anos. Com exceção daqueles legalmente impenhoráveis, respondem pelas 
dívidas contraídas por Antônio no exercício da atividade empresarial: 
a) somente os seus bens afetados à atividade empresarial, mas limitadamente 
ao valor do capital da empresa. 
b) todos os seus bens, inclusive os não afetados à atividade empresarial, 
desde que deferida judicialmente a desconsideração da personalidade 
jurídica da empresa. 
c) todos os seus bens. 
d) todos os seus bens, mas limitadamente ao valor do capital da empresa. 
e) somente os seus bens afetados à atividade empresarial. 
 
41. (FCC / Juiz-TJ-GO / 2015) Thiago, titular de uma empresa individual do 
ramo de padaria, veio ser interditado judicialmente e declarado absolutamente 
incapaz para os atos da vida civil por conta de uma doença mental que lhe 
sobreveio. A Thiago, nesse caso, é: 
a) permitido continuar a empresa por meio de representante, mediante prévia 
autorização judicial, que não é passível de revogação. 
b) vedado continuar a empresa, ainda que por meio de representante. 
c) permitido continuar a empresa por meio de representante, mediante prévia 
autorização judicial, que poderá ser revogada, também judicialmente, sem 
prejuízo dos direitos de terceiros. 
d) permitido continuar a empresa por meio de representante, 
independentemente de prévia autorização judicial. 
e) permitido continuar a empresa por meio de representante, caso em que 
todos os bens que já possuía ao tempo da sua interdição ficarão sujeitos 
ao resultado da empresa, ainda que estranhos ao acervo desta. 
 
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42. (FCC/Auditor-Substituto de Conselheiro-TCM-RJ/2015) É vedado ao 
empresário casado, salvo no regime da separação total de bens, alienar os 
imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus reais 
sem a outorga conjugal. 
 
43. (FCC/ICMS-RJ/2014) No tocante à atividade empresarial, é correto 
afirmar: 
a) A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, 
se a exercer, não responderá pelas obrigações que contrair. 
b) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou 
no da separação obrigatória. 
c) Em nenhum caso poderá o incapaz, após reconhecida judicialmente sua 
incapacidade, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, 
por seus pais ou pelo autor da herança. 
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer 
que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio 
da empresa ou gravá-los de ônus real. 
e) A sentença que decretar ou homologar o divórcio do empresário pode ser 
oposta de imediato a terceiros, sem necessidade de qualquer averbaçãoou 
arquivo no Registro Público de Empresas Mercantis. 
 
44. (FCC/Assessor Jurídico-TCE-PI/2014) João Renato era dono de um 
restaurante, exercendo pessoalmente sua administração. Sofre um acidente 
grave, automobilístico, que o leva a ser interditado para os atos da vida civil, 
mas insiste em continuar as atividades da empresa. Nessas condições 
pessoais: 
a) poderá fazê-lo, por meio de autorização judicial na qual se nomeará um 
curador e de natureza irrevogável, salvo prova de abuso de gestão. 
b) poderá fazê-lo, desde que por meio de representante ou devidamente 
assistido, sem interferência judicial, já que as obrigações legais passam a 
ser integralmente de seu representante. 
c) não poderá fazê-lo, por impedimento legal e, se o fizer, não responderá 
pelas obrigações contraídas, por sua incapacidade. 
d) não poderá fazê-lo, por impedimento legal às atividades empresariais mas, 
se o fizer, responderá pelas obrigações contraídas, para que não haja 
prejuízo a terceiros de boa-fé. 
e) poderá fazê-lo, desde que por meio de representante ou devidamente 
assistido, com precedente autorização judicial que examine as 
circunstâncias e riscos da empresa, bem como a conveniência em continuá-
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la e podendo tal autorização ser revogada pelo juiz, nos termos previstos 
em lei. 
 
45. (FCC/Assessor Jurídico-TCE-PI/2014) Marina é dona de um 
laboratório especializado em exames patológicos, que realiza a pedido de 
médicos e hospitais. Fábio é agricultor, com atividade voltada à montagem de 
cestas de legumes e verduras orgânicas, a serem vendidas em feiras e 
supermercados. Quanto a essas atividades: 
a) em nada se relacionam com atividades empresariais, por serem próprias de 
sociedades civis e de profissionais liberais. 
b) somente a de Marina é empresarial, já que voltada ao lucro, apesar de 
científica; a de Fábio é atividade agrária, que não se confunde com uma 
conduta empresarial. 
c) somente a conduta de Fábio é empresarial, já que se trata de atividade 
econômica organizada para a produção de bens, enquanto a atividade de 
Marina é científica, que não se considera empresarial. 
d) nenhuma delas é empresarial, já que a atividade de Marina é científica, que 
não se considera empresarial, e a de Fábio é meramente agrária, também 
não caracterizada como tal. 
e) são ambas empresariais, pois Marina exerce profissão de natureza 
científica, mas visando ao lucro e constituindo elemento de empresa, 
enquanto Fábio exerce atividade econômica organizada, para a produção e 
circulação de bens. 
 
46. (FCC/Juiz Substituto-TJ-MS/2010) Considera-se empresário: 
a) quem organiza a produção de certa mercadoria, ainda que episodicamente, 
destinando-a à venda no mercado. 
b) quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
c) quem exerce habitualmente qualquer atividade, econômica ou intelectual, 
para prestação de serviços diretos na comunidade. 
d) o profissional da área científica, literária ou artística, desde que se trate de 
atividade habitual, como regra. 
e) quem exerce atividade econômica, habitualmente ou não, desde que 
destine a produção de seus bens à venda no mercado. 
 
47. (FCC/Juiz Substituto-TRT 11ª/2007) Determinada pessoa física 
exercia atividade empresarial e, em determinado momento, torna-se 
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incapaz para os atos da vida civil. Nesse caso, a continuidade do exercício 
da empresa 
a) pode ser efetuada por mandatário do empresário. 
b) é ilegal. 
c) depende de autorização judicial. 
d) pode ser efetuada por curador, independentemente de autorização judicial. 
e) é possível por intermédio dos sócios do empresário. 
 
48. (FCC/Procurador BACEN/2006) Pessoa incapaz pode ser empresária 
individual 
a) se autorizada judicialmente a continuar a exploração de estabelecimento 
recebido por ela em herança. 
b) se for maior de 14 (quatorze) anos e possuir estabelecimento com 
economia própria. 
c) na qualidade de sócia de sociedade de responsabilidade limitada, desde 
que não possua poderes de administração. 
d) como acionista, sem direito de voto, de sociedade anônima. 
e) em qualquer hipótese, desde que devidamente representada na forma da 
lei. 
 
49. (FCC/Procurador Jaboatão dos Guararapes-PE/2006) Em relação ao 
empresário, é correto afirmar que 
a) empresário casado sob o regime de comunhão universal de bens não pode 
alienar os imóveis que integram o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real sem o consentimento de seu cônjuge. 
b) se se tornar incapaz, não poderá continuar a empresa antes exercida por 
ele enquanto capaz. 
c) se impedido de exercer atividade própria de empresa, vier a exercê-la, não 
responderá pelas obrigações contraídas. 
d) é facultado contratar sociedade com seu cônjuge, se forem casados sob o 
regime da comunhão parcial de bens. 
e) sem qualquer restrição, podem exercer a atividade de empresário os que 
estiverem em pleno gozo da capacidade civil. 
 
50. (FCC/Procurador-BACEN/2006) O art. 195, I, da Constituição 
estabelece que a seguridade social será custeada por contribuições sociais 
"do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da 
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lei". De acordo com a terminologia empregada pelo Código Civil, a palavra 
"empresa", no texto constitucional, está usada de modo: 
a) correto. 
b) incorreto, devendo ser substituída por "empresário". 
c) incorreto, devendo ser substituída por "pessoa jurídica". 
d) incorreto, devendo ser substituída por "atividade". 
e) incorreto, devendo ser substituída por "estabelecimento". 
 
51. (FCC/OAB-SP/2005) No regime do atual Código Civil, a caracterização 
de determinada atividade econômica como empresarial 
a) depende de expressa previsão legal ou regulamentar, devendo a atividade 
constar em relação previamente expedida pelo Departamento Nacional de 
Registro de Comércio. 
b) é feita mediante opção do empresário, que no momento do seu registro 
deverá declinar se sua atividade será empresarial, ou não. 
c) é aferida a posteriori, conforme seja a atividade efetivamente exercida em 
caráter profissional e organizado, ou não. 
d) depende do ramo da atividade exercida pelo empresário, sendo 
empresarial a compra e venda de bens móveis e semoventes e não 
empresariais as demais atividades. 
 
52. (FCC/Juiz Substituto-TRT 11ª/2005) De acordo com o Código Civil de 
2002, a utilização do termo "comerciante" para designar todo aquele a 
quem são dirigidas as normas de Direito Comercial: 
a) permanece correta, em razão da adoção, pelo Código Civil, da teoria 
objetiva dos atos de comércio. 
b) perdeu sentido, pois a revogação de parte expressiva do Código Comercial 
operou a extinção do Direito Comercial. 
c) tornou-se equivocada, pois o Código Civil estendeu a aplicação do Direito 
Comercial a todos os que exercem atividade econômica organizada e 
profissional, não apenas comerciantes. 
d) permanece correta, em razão da adoção, pelo Código Civil, da teoria da 
empresa. 
e) tornou-se equivocada, pois os antigos "comerciantes" são hoje 
denominados "empresários", embora designando os mesmos conceitos. 
 
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53. (FGV/ISS-Recife/2014) Paulo Afonso, casado no regime de comunhão 
parcial com Jacobina, é empresário enquadrado como microempreendedor 
individual (MEI). O varão pretende gravar com hipoteca o imóvel onde está 
situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da 
empresa. De acordo com o Código Civil, assinale a opção correta. 
a) O empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no regime 
da separação de bens. 
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer 
que seja o regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o 
seu estabelecimento. 
c) O empresário casado, qualquer que seja o regime de bens, depende de 
outorga conjugal para gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu 
estabelecimento. 
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, gravar 
com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no 
regime da comunhão universal. 
e) O empresário casado pode, mediante autorização judicial, gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o estabelecimento. 
 
54. (FGV / ICMS-RJ / 2010) As alternativas a seguir apresentam figuras 
que estão proibidas de exercer a atividade empresarial, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
a) O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não 
foi reabilitado por sentença que extingue suas obrigações. 
b) O magistrado. 
c) O militar da ativa. 
d) A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a 
autorização marital para o exercício de atividade empresarial. 
e) Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do 
exercício de atividade mercantil. 
 
55. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) A respeito do empresário individual, 
assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos 
praticados no exercício da empresa caso seja enquadrado como 
microempreendedor individual. 
 
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56. (FGV/ISS-Niterói/2015) A Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada (EIRELI) é uma pessoa jurídica que pode ser constituída por pessoa 
natural, desde que seja aportado um valor em bens ou em numerário de, no 
mínimo, 100 (cem) salários mínimos, totalmente integralizado. Em relação a 
EIRELI, analise as afirmativas a seguir: 
I. O administrador da EIRELI, sempre pessoa natural, poderá ser designado no 
ato de constituição ou em ato separado. 
II. O nome empresarial da EIRELI não pode ser usado pelo instituidor, exceto 
se for administrador com os necessários poderes. 
III. A pessoa natural somente poderá instituir uma EIRELI para participar dela. 
IV. A EIRELI enquadrada como microempresa terá direito, em sede de 
recuperação judicial, ao parcelamento de seus débitos com prazos 20% (vinte 
por cento) maiores do que aqueles ordinariamente concedidos. 
V. Em caso de concentração de todas as quotas de uma sociedade empresária 
na titularidade de sócio pessoa natural, esse poderá requerer a transformação 
do registro em EIRELI. Está correto o que se afirma em: 
a) somente III; 
b) somente II e IV; 
c) somente I, II e V; 
d) somente I, II, IV e V; 
e) I, II, III, IV e V. 
57. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) A respeito do empresário individual, 
assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
 
( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a 
opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no 
primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. 
 
58. (FEPESE/Analista Técnico em Gestão de Registro Mercantil-
JUCESC/2013) De acordo com a Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, 
que institui o Código Civil brasileiro, é correto afirmar sobre a empresa 
individual de responsabilidade limitada (EIRELI): 
a) A EIRELI será constituída por uma ou mais pessoas titulares da totalidade 
do capital social. 
b) A pessoa natural que constituir EIRELI somente poderá figurar em uma 
única empresa dessa modalidade. 
c) A totalidade do capital social da EIRELI não será inferior a 60 vezes o maior 
salário-mínimo vigente no País. 
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d) O nome empresarial utilizado será obrigatoriamente a denominação social, 
acompanhado da expressão “EIRELI”. 
e) Aplicam-se à EIRELI, no que couber, as regras previstas para as sociedades 
simples. 
 
59. (FCC/Promotor de Justiça-MPE-PE/2014) Em relação à Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada, é correto afirmar: 
a) Sua constituição e funcionamento, independentemente do objeto, 
dependem de prévia autorização da Junta Comercial. 
b) O seu capital social não poderá ser superior a 100 (cem) vezes o maior 
salário mínimo vigente no País. 
c) Tem natureza jurídica de sociedade limitada unipessoal, de sorte que o seu 
nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "Ltda." 
após a firma ou a denominação social. 
d) A mesma pessoa natural não poderá, simultaneamente, ser titular de mais 
de uma empresa individual de responsabilidade limitada, ainda que seja 
capaz de integralizar o capital de todas elas. 
e) Tem personalidade jurídica própria, que não se confunde com a do seu 
titular e se adquire com a sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas 
Jurídicas (CNPJ). 
 
60. (FCC / Juiz-TJ-SC / 2015) Ricardo, empresário do ramo de móveis, 
alienou o seu estabelecimento para Alexandre, que ali deu continuidade à 
exploração da mesma atividade. No contrato de trespasse, foram 
regularmente contabilizadas todas as dívidas relativas ao estabelecimento, 
algumas delas já vencidas e outras por vencer. Nesse caso, Ricardo: 
a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à sua 
transferência. 
b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento 
anteriores à sua transferência. 
c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião 
da transferência do estabelecimento. 
d) responde solidariamente com Alexandre, durante determinado prazo, por 
todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento. 
e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já vencidas 
por ocasião da transferência do estabelecimento. 
 
61. (FCC / Procurador-TCE-CE / 2015) Considere as seguintes proposições 
acerca do registro da empresa: 
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I. Entre outras atribuições, cabe ao órgão incumbido do registro verificar a 
regularidade das publicações determinadas em lei. 
II. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, 
antes do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, 
salvo prova de que este o conhecia. 
III. A sociedade empresária vincula-se ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
IV. Cumpre à autoridade competente, antes de efetivar o registro, verificar a 
legitimidade do signatário do requerimento, mas não a sua autenticidade. 
V. O registro é pressuposto para a constituição regular da sociedade 
empresária, mas a aquisição de personalidade jurídica somente ocorre com a 
sua inscrição no Cadastro Nacional de PessoasJurídicas − CNPJ. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) IV e V. 
b) I e III. 
c) II e V. 
d) III e IV. 
e) I e II. 
 
62. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2015) Acerca do nome empresarial, é correto 
afirmar: 
a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. 
b) É vedada a alienação do nome empresarial. 
c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a requerimento 
do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da atividade para que foi 
adotado. 
d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de 
estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do 
alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. 
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. 
 
63. (FCC / Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-PE / 2015) 
Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: 
a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da 
sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como 
atividade econômica. 
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b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos 
materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios, 
veículos, maquinaria, clientela etc. 
c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o estabelecimento 
empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar um conjunto de 
bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma finalidade, de servir 
à exploração de empresa. 
d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e asseguram-se 
os direitos relacionados com a empresa, já que passou o estabelecimento a 
possuir personalidade jurídica. 
e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento 
empresarial, dado o princípio da unicidade. 
 
64. (FCC / Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-PE / 2015) Em 
relação ao registro da empresa, é correto afirmar: 
a) O ato empresarial sujeito a registro não pode, antes do cumprimento das 
respectivas formalidades, em nenhuma hipótese, ser oposto a terceiro. 
b) As sociedades empresárias, dependendo do objeto a que se dedicam, 
devem registrar-se na Junta Comercial do Estado em que estão sediadas. 
c) Os atos do registro de empresa praticados pelas Juntas Comerciais são, em 
sua totalidade, a matrícula e o arquivamento dos atos empresariais. 
d) O registro dos atos empresariais sujeitos à formalidade legal será requerido 
privativamente pelos sócios da empresa. 
e) A principal sanção imposta à sociedade empresária que explora 
irregularmente sua atividade econômica, funcionando sem registro na 
Junta Comercial, é a responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obrigações 
da sociedade. 
 
65. (FCC/Defensor Público-DPE-CE/2014) João, titular de 
estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou-o para Paulo, que 
continuou explorando a mesma atividade no local. Dois anos depois da 
transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual estabeleceu nova 
confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo. Nesse caso, e 
considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca da proibição de 
concorrência, é correto afirmar: 
a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato nada 
previa a esse respeito. 
b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por escrito, 
acerca do direito de concorrência por parte do alienante do 
estabelecimento. 
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c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer-lhe 
concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o 
comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento 
sustentável da ordem econômica. 
d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho 
amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência, 
reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir 
com Paulo. 
e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos 
cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento. 
66. (FCC / ICMS-PE / 2014) Quanto ao nome empresarial, é correto 
afirmar: 
a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode sempre 
ser conservado na firma social. 
b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, 
ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso 
privativo do nome exclusivamente nos limites do respectivo município. 
c) O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no 
mesmo registro; se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já 
inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga. 
d) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois tem conteúdo 
econômico. 
e) O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, é legalmente 
impedido de usar o nome do alienante, ainda que precedido do seu próprio, 
com a qualificação de sucessor. 
 
67. (FCC / DEFENSOR PUBLICO-SP / 2009) Para que uma pessoa possa 
ser reputada empresária tem-se que verificar sua inscrição perante o Registro 
Público de Empresas Mercantis. 
 
68. (FCC / JUIZ SUBSTITUTO-TJ-PE / 2011) É correto afirmar que a lei 
assegurará tratamento isonômico ao empresário rural e ao pequeno 
empresário, quanto à inscrição empresarial e aos efeitos dela decorrentes. 
 
69. (FGV/ISS-Niterói/2015) No contrato de arrendamento de um dos 
estabelecimentos da sociedade empresária Abreu & Cia Ltda., celebrado pelo 
prazo de 10 (dez) anos, não houve estipulação autorizando o arrendatário a 
fazer concorrência ao arrendador. A partir desse dado, é correto afirmar que o 
arrendador: 
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a) não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, 
porém esse prazo fica limitado a cinco anos; 
b) poderá fazer concorrência ao arrendatário, porque as cláusulas implícitas 
ou expressas de proibição de concorrência são nulas; 
c) diante da omissão no contrato quanto à proibição de concorrência, poderá 
fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato; 
d) não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, 
mesmo que esse seja maior do que cinco anos; 
e) não poderá fazer concorrência ao arrendatário porque o prazo de duração 
do contrato coincide com o máximo fixado em lei para a cláusula de 
proibição de concorrência. 
 
70. (FGV/ISS-Niterói/2015) A partir da previsão contida no art. 1.143 do 
Código Civil, segundo o qual “pode o estabelecimento ser objeto unitário de 
direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam 
compatíveis com a sua natureza”, é possível afirmar que tal instituto tem 
natureza de: 
a) comunhão ou universalidade de direitos; 
b) universalidade de fato; 
c) patrimônio de afetação; 
d) pessoa jurídica de direito privado; 
e) pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
 
71. (FGV/ISS-Niterói/2015) O empresário e a sociedade empresária 
devem adotar um nome para o exercício da empresa, de acordo com o Código 
Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial, possui regras para sua 
formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para 
utilização/formação do nome empresarial é: 
a)a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome 
empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo 
facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados; 
b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também 
conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome 
patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social; 
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c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma 
social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da 
denominação com a indicação do objeto social; 
d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode 
usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a 
qualificação de sucessor; 
e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é 
firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo 
seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado. 
 
72. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) Uma sociedade empresária com sede em 
Denise/MT, composta por três sócios pessoas naturais, adotou o nome 
empresarial “Pontes, Lacerda & Cáceres”. Sobre esse nome empresarial, 
assinale a afirmativa correta. 
a) Trata-se de denominação adotada por sociedade em comandita por ações. 
b) Trata-se de firma social adotada por sociedade cooperativa. 
c) Trata-se de denominação adotada por sociedade anônima. 
d) Trata-se de firma adotada por sociedade em nome coletivo. 
e) Trata-se de firma adotada por sociedade em comandita simples. 
 
73. (FGV / ISS-Recife / 2014) Alfredo Chaves exerce em caráter 
profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração de 
auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há 
registro da atividade por parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público. 
Com base nestas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de 
natureza literária. 
b) Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum 
órgão público. 
c) Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial. 
d) Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em 
caráter profissional. 
e) Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na 
Junta Comercial. 
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74. (FGV / ISS-Recife / 2014) O complexo de bens organizado e 
titularizado por empresário para o exercício de atividade econômica em 
caráter profissional, que pode ser objeto unitário de direitos e negócios 
jurídicos, denomina-se: 
a) aviamento. 
b) firma. 
c) empresa. 
d) estabelecimento. 
e) matriz ou sede. 
 
75. (FGV / OAB-XIII Exame / 2014) Ananias Targino consulta sua 
advogada para saber as providências que deve tomar para publicizar o 
trespasse do estabelecimento da Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada (EIRELI) por ele constituída e enquadrada como microempresa, cuja 
firma é Ananias Targino EIRELI ME. A advogada corretamente respondeu que: 
a) é dispensável qualquer publicização ou arquivamento do contrato de 
trespasse do estabelecimento por ser a EIRELI enquadrada como 
microempresa. 
b) é dispensável o arquivamento do contrato de trespasse no Registro Público 
de Empresas Mercantis, mas ele deverá ser publicado na imprensa oficial. 
c) é dispensável o arquivamento do contrato de trespasse no Registro Público 
de Empresas Mercantis, mas ele deverá ser publicado na imprensa oficial e 
em jornal de grande circulação. 
d) é dispensável a publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial, 
mas ele deverá ser arquivado no Registro Público de Empresas Mercantis. 
 
76. (FGV / ISS-Recife / 2014) Condado Confeitaria Ltda. arrendou o 
estabelecimento de uma de suas filiais, situado na cidade de Buíque, à 
sociedade empresária Calumbi, Machados & Cia. Ltda. Não houve notificação 
prévia do arrendamento aos credores quirografários do arrendador, apenas a 
publicação legal do contrato e seu arquivamento na Junta Comercial. 
O contrato foi celebrado pelo prazo de quatro anos e contém estipulação 
estabelecendo que, durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer 
concorrência ao arrendatário na cidade de Buíque. 
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Com base nessas informações, é correto afirmar que a estipulação contratual 
é: 
a) válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição 
de concorrência ao arrendador persiste durante o prazo do contrato. 
b) nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre 
iniciativa e da livre concorrência, impedindo o restabelecimento do 
arrendador. 
c) anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazo de 
proibição de concorrência ao arrendador limita-se aos cinco anos 
subsequentes à transferência. 
d) não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso 
de alienação do estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos. 
e) é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo 
arrendamento do estabelecimento, o arrendador deveria ter notificado 
previamente seus credores quirografários. 
 
77. (FGV / ISS-Recife / 2014) Sobre os atos de competência do Registro 
Público de Empresas Mercantis (denominado atualmente Registro 
Empresarial), a cargo das Juntas Comerciais, assinale a afirmativa correta: 
a) O registro compreende a matrícula dos leiloeiros, tradutores públicos e 
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais, 
bem como o cancelamento dela. 
b) Os atos concernentes a sociedades simples e a sociedades empresárias 
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil estão sujeitos a 
arquivamento. 
c) O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração, 
dissolução e extinção de associações, sociedades empresárias e 
cooperativas compete às Juntas Comerciais. 
d) A autenticação dos instrumentos de escrituração das sociedades 
empresárias, do empresário individual, registrado ou não, e dos agentes 
auxiliares do comércio é de responsabilidade das Juntas Comerciais. 
e) As Juntas Comerciais procederão ao assentamento dos usos e das práticas 
mercantis apenas quando houver provocação da Procuradoria ou de 
entidade de classe interessada. 
 
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78. (FGV / Juiz-TJ-AM / 2013) De acordo com o Direito Empresarial, 
disciplinado pelo Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
e) A sociedade limitada que tem por objeto a criação de cabeças de gado para 
corte, pode ter os seus atos constitutivos registrados no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas. 
 
79. (FGV/Juiz-TJ-AM/2013) De acordo com o Direito Empresarial, 
disciplinado pelo Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
b) O analfabeto pode se inscrever como empresário individual no Registro 
Público de Empresas Mercantis, mediante outorga de uma procuração, por 
instrumento público ou particular. 
 
80. (FGV / ICMS-RJ / 2011) O empresário individual e as sociedadesempresárias são obrigados, por lei, a seguir um sistema de contabilidade, 
mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o 
balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
A respeito dos livros comerciais, é INCORRETO afirmar que: 
a) o empresário que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá 
substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas, contudo, as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para 
aquele. 
b) a filial localizada no Brasil, de sociedade empresária com sede em país 
estrangeiro, fica subordinada às mesmas disposições relativas à 
escrituração dos livros comerciais, previstas no Código Civil brasileiro. 
c) além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Razão, que pode 
ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou 
eletrônica. 
d) salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as 
fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público 
de Empresas Mercantis. 
e) o juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de 
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a 
sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência. 
 
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81. (FGV / ICMS-RJ / 2011) XYZ Produtos Alimentícios Ltda. é uma 
sociedade empresária, regularmente inscrita no órgão competente desde 
1999, cujo objeto constitui a exploração do ramo de alimentos. Com sólido 
nome no mercado, localizada em um ponto empresarial altamente valorizado 
no Estado do Rio de Janeiro, detentora de valiosa marca e linhas de crédito 
pré-aprovadas nos melhores bancos do Estado à sua disposição, os sócios 
decidem, por maioria absoluta, fazer a cessão do estabelecimento, 
aproveitando ótima proposta oferecida por um empresário que já atua no 
mesmo ramo. 
Em relação ao estabelecimento, assinale a afirmativa correta. 
a) A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. responde de forma 
subsidiária por eventuais débitos existentes anteriormente à cessão 
apontada. 
b) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz 
efeitos em relação aos respectivos devedores, desde o momento da 
publicação da transferência, somente ficando exonerado se, de boa-fé, 
paga ao cedente. 
c) Para ser considerada eficaz, a cessão é indispensável à expressa 
autorização dos credores existentes àquela época, ainda que a sociedade 
possua bens suficientes para solver o seu passivo. 
d) A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. não pode fazer 
concorrência ao empresário adquirente, pelo prazo de 2 (dois) anos, salvo 
se obtida autorização expressa. 
e) O contrato de cessão produz efeitos em relação a terceiros desde a sua 
averbação à margem da inscrição da sociedade no Registro Público de 
Empresas Mercantis, no caso, a cargo da Junta Comercial do Estado do Rio 
de Janeiro, independente de a publicação ocorrer na imprensa oficial. 
 
82. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Com relação ao estabelecimento empresarial, 
assinale a afirmativa incorreta. 
a) É o complexo de bens organizado para o exercício da empresa, por 
empresário ou por sociedade empresária. 
b) Refere-se tão-somente à sede física da sociedade empresária. 
c) Desponta a noção de aviamento. 
d) Inclui, também, bens incorpóreos, imateriais e intangíveis. 
e) É integrado pela propriedade intelectual. 
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83. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Com relação ao registro da empresa, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. A matrícula, o arquivamento e a autenticação são atos do registro de 
empresa. 
II. O empresário que desenvolve atividade rural de grande porte está obrigado 
a requerer a inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede. 
III. Compete ao Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC, a 
execução do ato de registro do empresário. 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
b) se somente a afirmativa I estiver correta. 
c) se somente a afirmativa II estiver correta. 
d) se somente a afirmativa III estiver correta. 
e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
 
84. (FGV / ICMS-AP / 2010) Pedro Henrique tem uma sorveteria na qual 
vende sorvetes artesanais da sua marca Gelados. O imóvel no qual está 
localizada a empresa, os freezers e as máquinas necessárias para a elaboração 
dos sorvetes são alugados. Os móveis e o estoque de matéria prima, no 
entanto, são de propriedade de Pedro Henrique. Ressalta-se que a marca é 
bastante conhecida na cidade e o seu estabelecimento já tem uma clientela 
fiel. 
Considerando os fatos expostos, assinale a alternativa correta. 
a) Fazem parte do estabelecimento empresarial apenas os móveis e o estoque 
de matéria prima, pois somente estes bens são de propriedade de Pedro 
Henrique. 
b) Fazem parte do estabelecimento empresarial todos os bens que estão 
organizados para o desenvolvimento da empresa, isto é, tanto o imóvel, 
quando os freezers, as máquinas, os móveis, o estoque e a marca Gelados. 
c) Pedro Henrique não pode ser considerado empresário pois não desenvolve 
a atividade empresarial por meio de uma sociedade empresária. 
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d) Se Pedro Henrique desejar alienar o estabelecimento, o trespasse somente 
poderá abranger os bens de propriedade de Pedro Henrique, não podendo 
versar sobre os contratos relacionados com os outros bens. 
e) Se Pedro Henrique desejar alienar o estabelecimento, o preço do negócio 
deverá corresponder exatamente ao preço de mercado dos bens de sua 
propriedade, considerados isoladamente. 
 
85. (FGV / ICMS-RJ / 2010) A respeito do trespasse do estabelecimento 
empresarial, analise as afirmativas a seguir. 
I. O contrato de trespasse de estabelecimento empresarial produzirá efeitos 
quanto a terceiros só depois de averbado à margem da inscrição do 
empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis e de publicado na imprensa oficial. 
II. Com relação aos créditos de natureza civil vencidos antes da celebração do 
contrato de trespasse, o vendedor do estabelecimento continuará por eles 
solidariamente obrigado, pelo prazo de um ano contado a partir da publicação 
do contrato de trespasse na imprensa oficial. 
III. Não se admite, mesmo por convenção expressa entre os contratantes, o 
imediato restabelecimento do vendedor do estabelecimento no mesmo ramo 
de atividades e na mesma zona geográfica. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
 
86. (ESAF/Auditor–TCE-GO/2007) Os livros e fichas dos empresários e 
sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, mas jamais em seu 
favor. 
 
87. (ESAF/AFRFB/2012) Sobre a disciplina escrituração empresarial 
prevista no Código Civil, assinale a opção incorreta. 
a) O empresário e a sociedade empresária são obrigados
a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou
não, com base na escrituraçãouniforme 
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de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva,
e a 
levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
b) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em 
branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as 
margens, sendo permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, 
que constem de livro próprio, regularmente autenticado. 
c) O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e 
Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para 
aquele. 
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa 
guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à 
sua atividade, enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante 
aos atos neles consignados. 
e) O juiz ou tribunal pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis 
de escrituração empresarial quando necessária para resolver qualquer 
questão de caráter patrimonial. 
 
88. (ESAF/Procurador-PGFN/2015) Assinale a opção correta. 
a) Por configurar uma universalidade de fato, o estabelecimento empresarial 
pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
b) O adquirente do estabelecimento empresarial responde pelo pagamento 
dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente 
contabilizados, ficando o devedor primitivo subsidiariamente responsável 
pelo pagamento das dívidas pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data da 
publicação da alienação, quanto aos créditos vencidos; ou da data do 
vencimento, quanto aos créditos vincendos. 
c) Com exceção das dívidas de natureza trabalhista e fiscal, a aquisição de 
estabelecimento empresarial em alienação judicial promovida em processo 
de falência ou de recuperação judicial exime a responsabilidade do 
adquirente pelas obrigações anteriores. 
d) A transferência do estabelecimento empresarial importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos negociados anteriormente pelo alienante, 
podendo os terceiros rescindir apenas aqueles contratos que têm caráter 
pessoal. 
e) De acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), 
considerado o princípio da preservação da empresa, não é legítima a 
penhora da sede do estabelecimento empresarial. 
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89. (ESAF/Auditor Fiscal do Trabalho/2003) As obrigações empresariais 
relacionadas com a escrituração: 
a) têm em conta o interesse de terceiros quanto a informações daquela 
constantes. 
b) determinam, no seu descumprimento, responsabilidade no plano cível 
apenas para o contador responsável. 
c) são relevantes apenas do ponto de vista fiscal, determinando a 
caracterização de crimes de sonegação fiscal, na sua desobediência. 
d) acarretam responsabilidades para os sócios não-administradores por culpa 
in vigilando. 
e) podem levar à prisão civil os administradores, caso os livros obrigatórios 
não tenham sido escriturados ou o tenham sido de forma indevida. 
90. (ESAF/ISS-RJ/2010) Quanto ao estabelecimento empresarial, marque 
a opção incorreta. 
a) Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios 
jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua 
natureza. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados. 
c) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da 
publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé 
pagar ao cedente. 
d) Salvo disposição expressa em contrário, o alienante do estabelecimento 
pode fazer concorrência ao adquirente. 
e) Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário ou por sociedade empresária. 
 
91. (FCC / ICMS-SP / 2013) Em relação aos gerentes dos estabelecimentos 
empresariais: 
I. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na 
sede desta, ou em sucursal, filial ou agência. 
II. O gerente não pode estar em Juízo em nome do preponente, mesmo que 
pelas obrigações resultantes do exercício de sua função, por se tratar de 
capacidade exclusiva do representante legal do estabelecimento. 
III. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em 
seu próprio nome, mas à conta daquele. 
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Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) I e II. 
c) I. 
d) II. 
e) III. 
 
92. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) No tocante ao estabelecimento e seus 
institutos complementares, é correto afirmar que 
b) preposto do estabelecimento pode negociar livremente por conta própria ou 
de terceiro, bem como participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi 
cometida, salvo vedação expressa a respeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9- Gabarito 
 
15 CERTO 36 A 57 ERRADO 78 CERTO 
16 CERTO 37 C 58 B 79 ERRADO 
17 ERRADO 38 C 59 D 80 ANULADA 
18 ERRADO 39 B 60 D 81 B 
19 E 40 C 61 E 82 B 
20 E 41 C 62 B 83 B 
21 B 42 ERRADO 63 C 84 B 
22 ERRADO 43 D 64 E 85 C 
23 D 44 E 65 E 86 ERRADO 
24 ANULADA 45 E 66 C 87 E 
25 ANULADA 46 B 67 ERRADO 88 A 
26 C 47 C 68 ERRADO 89 A 
27 CERTO 48 A 69 D 90 D 
28 ERRADO 49 D 70 B 91 A 
29 ERRADO 50 B 71 A 92 ERRADO 
30 ERRADO 51 C 72 D 
31 D 52 C 73 E 
32 B 53 B 74 D 
33 A 54 D 75 D 
34 D 55 ERRADO 76 A 
35 A 56 E 77 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10- Questões Comentadas 
 
15. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) No que 
concerne aos requisitos, impedimentos, direitos e deveres do empresário, aos 
atos de comércio e aos contratos de empresas, julgue o item subsecutivo. 
Situação hipotética: João, empresário e proprietário de uma loja de roupas, 
sofreu um acidente vascular cerebral, razão por que foi decretada a sua 
incapacidade civil. Assertiva: Nessa situação, João poderá continuar na 
empresa, assistido ou representado pelos seus pais, mediante autorização 
judicial. 
Comentários 
O item está CERTO. Conforme o art. 974 do CC, “Poderá o incapaz, por meio 
de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes 
exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança”. 
Esta continuidade da empresa deverá ser precedida de autorização judicial, 
de acordo com o previsto no §1º do artigo em questão: “§1º Nos casos deste 
artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e 
dos riscos da empresa, bem como da conveniênciaem continuá-la, podendo a 
autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes 
legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por 
terceiros”. Portanto, a regra é que para o exercício da atividade empresarial o 
empresário seja civilmente capaz. A exceção fica por conta de incapacidade 
superveniente ou sucessão da empresa por causa mortis. 
 
 
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16. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
A firma, além de identificar o exercente de atividade empresarial, funciona 
como assinatura do empresário ou da sociedade empresária. 
Comentários 
O item está certo. Segundo o Prof. Fábio Ulhoa Coelho, “Nome empresarial é 
aquele utilizado pelo empresário para se identificar, enquanto sujeito 
exercente de uma atividade econômica”. A firma é uma espécie de nome 
empresarial. Continua Ulhoa: “…Quer dizer, a firma possui uma função que a 
denominação não tem: ela serve também de assinatura do empresário”. Para 
concluir, o Prof. André Luiz Santa Cruz Ramos leciona que “A firma individual 
ou social possui a função específica de servir como a própria assinatura do 
empresário individual ou da sociedade empresária, respectivamente. Já a 
denominação, por sua vez, não funciona como assinatura”. 
 
17. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
O imóvel de uma sociedade empresarial utilizado exclusivamente como clube 
para seus funcionários integra o estabelecimento empresarial. 
Comentários 
O item está errado. Conforme o art. 1.142, CC, “Considera-se 
estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da 
empresa, por empresário, ou por sociedade empresária”. Segundo a definição 
do Prof. Fábio Ulhoa Coelho: 
 
 Portanto, o imóvel utilizado como clube não integra o conceito de 
estabelecimento empresarial, pois não se destina à exploração da atividade 
econômica da sociedade empresarial. 
 
“Estabelecimento empresarial é o CONJUNTO DE BENS reunidos 
pelo empresário para a exploração de sua atividade econômica.” 
(Fabio Ulhoa Coelho). 
 
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18. (CESPE/Oficial Técnico de Inteligência-Área 2-ABIN/2018) Em 
relação ao conceito e à natureza do estabelecimento, ao fundo de comércio e 
à sucessão comercial, à natureza e às espécies de nome empresarial e ao 
registro de empresas, julgue o item a seguir. 
Os exercentes de atividade econômica rural estão obrigados a realizar a sua 
inscrição no registro público de empresas mercantis, como empresários ou 
sociedade empresarial. 
Comentários 
O item está errado. A inscrição do produtor rural tem natureza constitutiva, 
ou seja, se ele optar por se inscrever na Junta Comercial, se sujeitará ao 
regime-jurídico empresarial e será considerado empresário rural. Então, o ato 
de inscrição gera a constituição de atividade empresarial por parte do produtor 
rural. E, não o contrário, como sugere a questão: o exercício da atividade rural 
como empresário ou sociedade empresarial não gera a obrigação de inscrição 
no RPEM. A inscrição no RPEM é facultativa. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal 
profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e 
seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará 
equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. 
Enunciado nº 202/CJF: O registro do empresário ou sociedade rural na 
Junta Comercial é facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao 
regime jurídico empresarial. É inaplicável esse regime ao empresário ou 
sociedade rural que não exercer tal opção. 
 
19. (CESPE/Defensor Público-DP-AL/2017) Assinale a opção que 
apresenta a denominação dada a pessoa capaz ordenada ao exercício 
profissional de atividade economicamente organizada para a produção ou a 
circulação de bens ou serviços. 
 a) sociedade anônima 
 b) sociedade limitada 
 c) empresa 
 d) empreendedor 
 e) empresário 
Comentários 
Letra E. Questão “dada”. O enunciado representa a definição de empresário 
expressa no art. 966 do CC: 
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 Acerca da letra C (empresa), é importante destacar que o empresário 
não se confunde com a empresa (atividade empresarial) nem com o 
estabelecimento empresarial. 
 
20. (CESPE/Juiz-TJ-RN/2013) Acerca do empresário, assinale a opção 
correta. 
 a) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
independentemente do regime de bens adotado no casamento. 
 b) O empresário casado pode, mediante a necessária outorga conjugal, 
qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o 
patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. 
 c) Não poderá o incapaz, ainda que por meio de representante ou 
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto 
capaz. 
 d) Em nenhuma hipótese, considera-se empresário quem exerce profissão 
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com o 
concurso de auxiliares ou colaboradores. 
 e) É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
Comentários 
e) Correta, nos termos literais do art. 967, CC. 
a) Incorreta. Os cônjuges podem contratar sociedade, entre si ou com 
terceiros, EXCETO no regime de comunhão universal ou separação total de 
bens (art. 977, CC). 
 
Obs.: Os cônjuges, separadamente, podem contratar sociedade com 
terceiros, independente do regime de casamento. 
Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
 
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b) Incorreta, conforme o art. 978, CC, não há necessidade de outorga 
conjugal. Este é o entendimento da doutrina que privilegia a atividade 
empresarial. Porém, há divergência neste ponto, já que pelo art. 1.647 do CC, 
há a previsão de outorga conjugal: 
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga 
conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que 
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. 
Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos 
cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da 
separação absoluta: 
I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; (...) 
c) Incorreta, pois o incapaz poderá exerce a atividade empresarial respeitadas 
algumas condições, conforme o art. 974, CC. 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou 
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele 
enquanto capaz, por seus pais ou peloautor de herança. 
d) Incorreta, pois na hipótese de existir elemento de empresa, considera-se 
empresário o profissional liberal. 
Art. 966. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce 
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda 
com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da 
profissão constituir elemento de empresa. 
 
21. (CESPE / ICMS-ES / 2013) Em relação à empresa, ao estabelecimento 
comercial e ao nome empresarial, assinale a opção correta. 
a) Empresário que se tornar absolutamente incapaz não poderá continuar a 
empresa. 
b) Para a eficácia do trespasse, é necessário o pagamento de todas as dívidas 
ou o prévio consentimento dos credores, salvo na hipótese de o alienante 
permanecer solvente após a alienação. 
c) A sede do estabelecimento comercial é necessária ao desempenho da 
atividade empresarial, por isso ela não pode ser objeto de penhora. 
d) Se o sócio que tiver emprestado seu nome civil à composição do nome 
empresarial for retirado da sociedade, não será necessária a alteração da 
firma da referida sociedade limitada. 
e) O conceito de empresário abrange o exercício episódico da produção de 
certa mercadoria destinada à venda no mercado. 
Comentários 
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b) Correta. Art. 1.145 do CC. Lembrando que o consentimento dos credores 
deve ser expresso em até 30, após notificados, ou tácito, no caso do silêncio 
deles. 
a) Incorreta. Para exercer a atividade empresarial o empresário necessita 
estar civilmente capaz. Porém, esta regra fica afastada na forma prevista no 
art. 974, CC: incapacidade superveniente do empresário e sucessão causa 
mortis. 
c) Incorreta. Esta alternativa cobrou o conhecimento da súmula nº 451 do 
STJ, que permite a penhora da sede do estabelecimento comercial. 
d) Incorreta, pois é necessária a alteração do nome empresarial, conforme o 
princípio da veracidade e art. 1.165, CC. 
e) Incorreta. Pela teoria da empresa adotada pelo CC de 2002, para ser 
considerado empresário a pessoa deve exercer a atividade econômica 
profissionalmente de forma organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços. O modo profissional pressupõe o exercício habitual e 
estável da atividade. Logo o termo “episódico” afasta a teoria da empresa 
por remeter a ideia de esporádica, mesmo destinada ao mercado. Ressalta-se 
que uma atividade sazonal é empresária, já que pressupõe o exercício 
habitual em certas estações do ano, por exemplo. 
 
22. (CESPE/Procurador-TC-DF/2013) Considerando que o atual Código 
Civil, instituído em 2002, inaugurou no ordenamento jurídico brasileiro o que a 
doutrina denomina de unificação do direito privado, passando a disciplinar 
tanto a matéria civil quanto a comercial, julgue os itens a seguir. 
Instituído em 1850, o Regulamento 737 que então definiu os atos de 
mercancia, embora já tenha sido revogado há muito tempo, ainda é albergado 
pela doutrina e tem aplicação subsidiária na nova ordem do direito empresarial 
calcada na teoria da empresa. 
Comentários 
O item está errado. A Teoria dos Atos de Comércio não tem mais espaço 
atualmente diante do regime jurídico comercial implementado pela Teoria da 
Empresa. São incompatíveis as duas teorias, portanto não podemos falar em 
subsidiariedade da teoria dos atos de comércio. Vejamos um esquema 
comparativo entre as duas teorias: 
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23. (CESPE/Juiz-TJ-AL/2008) O massagista Rogério colocou nos fundos de 
sua casa equipamentos voltados para a prática de exercícios físicos, que 
utilizou para prestar serviços onerosos ao público em geral por meio de uma 
academia de ginástica, identificada pela designação de Aleatória Work- Out, 
conforme cartaz afixado sobre a porta do imóvel. Após dois anos, a atividade 
alcançou substancial desempenho, o que levou Rogério a alugar um imóvel 
para reinstalar a academia, bem como a contratar uma secretária e dois 
fisioterapeutas para auxiliá-lo com os clientes. Esse sucesso chamou a atenção 
de Serviços do Corpo Ltda., academia concorrente, que propôs a Rogério o 
trespasse de seu estabelecimento empresarial para a sociedade limitada, 
celebrando-se esse negócio. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
 a) A alienação só valerá se Rogério estiver inscrito no Registro Público de 
Empresas Mercantis como empresário ou como sociedade empresária, sem o 
que faltará requisito essencial ao negócio de trespasse. 
 b) No preço do trespasse, poderá ser contabilizado o valor do aviamento, que 
corresponderá à soma das quantias concernentes aos aspectos subjetivo e 
objetivo desse bem imaterial, a serem transferidas, com a alienação, ao 
comprador. 
 c) A designação Aleatória Work-Out constitui o título do estabelecimento 
alienado, e a negociação desse bem pelo trespasse ocorrerá sob as mesmas 
regras aplicáveis ao nome empresarial. 
 d) Publicado o negócio de trespasse, os clientes da academia de Rogério 
deverão adimplir suas mensalidades perante o adquirente do estabelecimento, 
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mas qualquer pagamento dessa natureza feito de boa-fé ao alienante valerá 
contra a sociedade limitada. 
 e) Os débitos vincendos referentes às atividades da academia serão 
assumidos por Serviços do Corpo Ltda., mas Rogério continuará por eles 
solidariamente responsável pelo prazo de um ano, contado da data da 
publicação do negócio de trespasse. 
Comentários 
d) Correta. Assertiva está de acordo com o art. 1.149 do CC. A sucessão dos 
créditos em favor do estabelecimento fica ao encargo do adquirente. Porém, 
as mensalidades pagas ao alienante, se de boa-fé, vale em relação à 
sociedade limitada. É o caso, por exemplo, do mensalista desconhecer o 
contrato de trespasse e efetuar o pagamento ao antigo dono da academia. 
Neste caso, o alienante deverá agir de boa-fé também repassando o 
pagamento recebido indevidamente ao adquirente. 
Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento 
transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, 
desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará 
exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. 
a) Incorreta. Não há previsão de obrigatoriedade de estar regularmente 
inscrito no Registro Público de Empresas Mercantis para que a alienação do 
estabelecimento empresarial tenha validade, mesmo porque a inscrição do 
empresário na Junta Comercial é declaratória e não constitutiva da condição 
de empresário. Ainda, a necessidade de averbação da alienação junto à 
inscrição do empresário na Junta Comercial é um requisito em relação aos 
efeitos perante terceiros, conforme o art. 1.144, CC. Ou seja, o negócio 
jurídico em questão será válido entre as partes. 
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou 
arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a 
terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou 
da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e 
de publicado na imprensa oficial. 
b) Incorreta, pois o aviamento não é bem imaterial do estabelecimento, mas 
sim um atributo. 
c) Incorreta, pois o título de estabelecimento (ou nome fantasia) não goza da 
mesma proteção conferida pela disciplina empresarialao nome empresarial. 
e) Incorreta, pois conta-se o prazo de um ano em relação aos créditos 
vincendos (aqueles que ainda irão vencer) a partir da data do seu vencimento. 
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento 
dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente 
contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado 
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pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da 
publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. 
 
24. (CESPE/Delegado da PF/2013) No que concerne ao empresário e às 
sociedades empresárias, julgue o próximo item. 
Ao empresário individual não é permitida a realização da atividade-fim intuitu 
personae, uma vez que ele é o organizador da atividade empresarial. Por isso, 
ele deve contratar pessoas para desempenhar esse tipo de atividade. 
Comentários 
ANULADA. Inicialmente, o item foi dado como CERTO, com fundamento no art. 
966 do CC e na teoria da empresa. O examinador pretendeu cobrar o 
conhecimento dos requisitos para ser considerado empresário, bem como dos 
fatores de produção: mão-de-obra, capital, insumo e tecnologia. Assim, 
considera-se a organização dos fatores de produção como o requisito mais 
relevante para qualificar alguém como empresário. 
 
Obviamente, alguém que exerça uma atividade econômica de maneira 
rudimentar estará excluído do conceito de empresário. Ou seja, o indivíduo 
que produz de forma solitária determinado produto e, depois, o vende, não 
exerce de forma profissional atividade econômica organizada para a produção 
ou a circulação de bens ou de serviços. No entanto, é possível que o indivíduo 
seja considerado empresário individual, estando a frente da empresa, mas 
também realizando a atividade-fim. O Prof. Fabio Ulhoa Coelho assim 
exemplifica: “O médico que atende à sua clientela, em consultório mantido 
junto com colegas, não é empresário, porque, embora até eventualmente 
integre pessoa jurídica para a repartição de despesas e de resultados, ele não 
pode ser caracterizado como elemento de empresa. Já o mesmo médico, ao 
organizar um pronto--socorro, empregando clínicos, enfermeiros, pessoal 
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administrativo etc., passa a ser visto como elemento de empresa, mesmo se 
continuar dando atendimento médico especializado”. Portanto, entendemos 
que a assertiva acima estaria ERRADA. Porém, a banca CESPE assim justificou 
a anulação do item: O item está correto de acordo com o CC e abalizada 
doutrina. Porém, há discordância doutrinária sobre o assunto. Diante disso, 
opta-se pela anulação. 
 
25. (CESPE/Delegado da PF/2013) Julgue o item seguinte, relativo ao 
direito empresarial. 
O delegado, no desempenho de sua função institucional de investigação de 
infração legal, deve diferenciar se o ato ilegal foi praticado por pessoa jurídica 
empresa ou por pessoa física ou jurídica empresário, pois a empresa não se 
confunde com a pessoa que a compõe, tendo personalidade jurídica distinta da 
de seus sócios. 
Comentários 
ANULADA. Justificativa da CESPE: A utilização do termo “pessoa jurídica 
empresa” prejudicou o julgamento objetivo do item, motivo pelo qual se opta 
por sua anulação. De fato, o examinador confundiu os termos. Mas, 
relembremos o ponto central da questão: 
 
 
 
26. (CESPE / Juiz-TJ-TO / 2007) Considere que SB Móveis Ltda. possua 
vários móveis, imóveis, marcas e lojas intituladas de Super Bom Móveis, em 
diversos pontos da cidade. Nessa situação, à luz da disciplina jurídica do 
direito de empresa, assinale a opção correta. 
a) O ponto empresarial confunde-se com o imóvel onde funciona cada loja da 
SB Móveis Ltda 
b) O aviamento e o nome fantasia Super Bom Móveis são elementos 
integrantes do estabelecimento empresarial da SB Móveis Ltda. 
c) A lei veda a alienação do nome empresarial da SB Móveis Ltda. 
d) Pelo princípio da veracidade, o nome empresarial da SB Móveis Ltda. deve 
se distinguir de outros já existentes. 
ESTABELECIMENTO 
EMPRESARIAL 
EMPRESÁRIO 
EMPRESA 
Atividade 
Empresarial 
 
Sujeito que 
exerce a atividade 
 
Complexo de 
bens 
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Comentários 
Letra “c”. 
c) Correta, nos termos do art. 1.164 do CC. 
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. 
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, 
pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do 
seu próprio, com a qualificação de sucessor. 
a) Incorreta. O ponto empresarial, como vimos, não pode ser confundido com 
o imóvel. É um elemento imaterial (incorpóreo) do estabelecimento. 
b) Incorreta, pois o aviamento não é elemento do estabelecimento, mas sim 
atributo. O nome fantasia (título do estabelecimento) é elemento imaterial do 
estabelecimento. 
d) Incorreta. O princípio descrito é o da novidade (art. 1.163, CC), e não da 
veracidade. Pelo princípio da veracidade, o nome empresarial deve 
corresponder à situação real da empresa (não pode conter informações falsas, 
nome de sócio já falecido). 
Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro 
já inscrito no mesmo registro. 
Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já 
inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga. 
 
27. (CESPE/Procurador-AGU/2010) Marcos exerce atividade rural como 
sua principal profissão. Nessa situação, Marcos poderá requerer, observadas 
as formalidades legais, sua inscrição perante o Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, equiparando-se, após a sua inscrição, ao 
empresário sujeito a registro. 
Comentários 
O item está certo. A pessoa ou a sociedade que exercer atividade rural tem a 
opção de inscrever-se tanto no RCPJ quanto no RPEM, conforme previsto nos 
arts. 971 e 984 do CC. Optando pelo RPEM, será equiparado ao empresário 
sujeito a registro. 
 
 
28. (CESPE/Procurador-TCE-BA/2010) As disposições relativas à 
escrituração previstas no Código Civil não se aplicam às sucursais, filiais ou 
agências no Brasil de empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro. 
 
Comentários 
O item está errado. Obviamente que as empresas que atuam no país devem 
se sujeitar às suas leis. Assim, as disposições previstas sobre escrituração 
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também se aplicam às sucursais, filiais ou agencias com sede no estrangeiro, 
por força do art. 1.195 do CC. 
 
29. (CESPE/Procurador-AGU/2010) Sérgio, administrador da pessoa 
jurídica Gama Ltda., celebrou contrato em nome dessa pessoa jurídica com a 
pessoa jurídica Delta Ltda. e, no respectivo instrumento, apôs a firma de 
Gama, omitindo tanto a palavra limitada como a sua abreviatura. Nessa 
situação, a omissão deve ser considerada mero erro material e não ensejará 
nenhuma repercussão jurídica. 
 
Comentários 
O item está errado. A omissão da palavra limitada e de sua abreviatura tem 
como resultado a RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA E ILIMITADA dos 
administradores que praticaram a referida omissão, no caso Sérgio. Então, 
tem repercussão jurídica (art. 1.158, §3º). 
30. (CESPE/Procurador-PG-DF/2013)Para Ronald Coase, jurista norte-
americano cujo pensamento doutrinário tem sido bastante estudado pelos 
juristas brasileiros, a empresa se revelaria, estruturalmente, como um “feixe 
de contratos” que, oferecendo segurança institucional ao empresário, permite 
a organização dos fatores de produção e a redução dos custos de transação. 
Nesse aspecto, a proposta de Coase coincide com o perfil institucional 
proposto por Asquini. 
Comentários 
O item está errado. É a teoria dos perfis de empresa de Asquini que é 
adotada pela doutrina nacional. Além disso, é incorreto dizer que a teoria dos 
feixes de contratos coincide com o perfil institucional de Asquini, pois na 
verdade representam concepções distintas: enquanto a teoria de feixe de 
contratos relaciona-se aos contratos para organizar a atividade econômica e 
reduzir os custos de transação, o perfil institucional ou corporativo de Asquini 
refere-se à empresa como uma instituição, formada pelo empresários e seus 
coloboradores, ok? 
 
31. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) 
Possui(em) capacidade para ser empresário, EXCETO: 
a) Os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem 
legalmente impedidos. 
b) O incapaz, desde que representado ou assistido, poderá continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz. 
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c) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou 
no da separação obrigatória. 
d) O falido não reabilitado. 
Comentários 
O enunciado pede para assinalar a alternativa que representa hipótese de 
incapacidade para exercer a atividade empresarial, ou seja, as demais 
alternativas são hipóteses previstas para a exercício regular da atividade 
empresarial. 
Letra “d”. Correta, conforme a Lei de Falências (Lei nº 11.101/06). 
Art. 102. O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade 
empresarial a partir da decretação da falência e até a sentença que 
extingue suas obrigações, respeitado o disposto no § 1o do art. 181 
desta Lei. 
Letra “a”. Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que 
estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente 
impedidos. 
Letra “b”. Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou 
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto 
capaz, por seus pais ou pelo autor de herança. 
Letra “c”. Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou 
com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão 
universal de bens, ou no da separação obrigatória. 
32. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) Nos 
termos do Código Civil marque a afirmativa INCORRETA acerca da definição de 
empresário: 
a) É aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para 
a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
b) É aquele que exerce profissionalmente atividades em cooperativas sendo 
um dos cooperados. 
c) É aquele cuja atividade rural constitua sua principal profissão, desde que 
seja inscrito no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. 
d) É aquele que exerce atividade empresarial individual de responsabilidade 
limitada, por uma única pessoa titular da totalidade do capital social. 
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Letra “b”. Incorreta, pois não se relaciona à definição de empresário nos 
termos da regra geral prevista no art. 966 do CC, nem representa uma das 
hipóteses de exceção à teoria da empresa. Ressaltando que a sociedade 
cooperativa será sempre considerada uma sociedade simples. 
Art. 982 Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-
se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa 
Letra “a”. Correta. Definição de empresário e representa a teoria da empresa. 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente 
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens 
ou de serviços. 
para os demais empresários. 
Letra “c”. Correta. Aquele que exerce a atividade rural é exceção à teoria da 
empresa, pois para ser considerado empresário basta a sua inscrição já Junta 
Comercial. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal 
profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e 
seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará 
equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. 
Letra “d”. Correta. Representa a chamada EIRELI, que tanto pode ser de 
natureza simples como empresarial. Porém, esta assertiva representa uma 
EIRELI de natureza empresarial, pois afirma-se “É aquele que exerce atividade 
empresarial”. 
Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será 
constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, 
devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o 
maior salário-mínimo vigente no País. 
33. (CONSULPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2017) O Código 
Civil brasileiro adotou, de forma indireta, uma definição para o termo jurídico 
“empresa”. Levando em conta, esta definição, amplamente aceita e adotada 
pela doutrina pátria, a palavra-chave que está presente nesta definição é 
a) atividade. 
b) pessoa. 
c) coisa. 
d) instituição. 
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Letra “a”. Podemos definir empresa como sendo “A ATIVIDADE econômica 
ORGANIZADA para a produção ou a circulação de bens ou serviços, 
exercida de forma PROFISSIONAL pelo EMPRESÁRIO”. A Teoria dos 
Perfis de Asquini procura definir a empresa: 
 
 
Perfil Subjetivo 
A empresa está relacionada ao indivíduo que 
exerce de forma organizada e profissional uma 
atividade econômica objetivando a produção ou 
circulação de bens ou de serviços. O EMPRESÁRIO 
é o sujeito de direito, pois é ele quem exerce a 
atividade empresarial. 
 
Perfil Funcional 
A empresa está relacionada à ATIVIDADE 
EMPRESARIAL em si, direcionada a um 
determinado fim produtivo, que é gerar riquezas. 
 
Perfil Objetivo ou 
patrimonial 
A empresa está relacionada ao 
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL, 
considerando os bens patrimoniais da empresa 
como resultado do fator econômico. 
 
Perfil Corporativo ou 
institucional 
A empresa relacionada ao grupo organizacional 
formado pelo empresário e seus colaboradores. 
Este perfil está superado, pois não tem 
correspondência na realidade atual. 
 
 Logo, a forma como é exercida a atividade é determinante para 
caracterizar a empresa, conforme o perfil funcional acima. 
 
34. (FCC/Direito-Eletrobrás-Eletrosul/2016) Analise os seguintes 
enunciados em relação à atividade empresarial: 
I. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
II. Considera-se empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de 
empresa. 
III. É facultativa a inscrição do empresário no Registro Público deEmpresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
IV. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que não sejam casados sob o regime da comunhão universal de bens, 
ou no da separação obrigatória. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
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a) II, III e IV. 
b) I, III e IV. 
c) II e III. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
Comentários 
Letra “d”: itens I e IV corretos. 
I-Correto. Esta é a positivação da Teoria da Empresa, que define o empresário 
nos termos previstos no art. 966 do CC. 
 
II-Incorreta. É o contrário: estas características não qualificam o indivíduo 
como empresário, exceto se estiver presente elemento de empresa (art. 
966, §único, CC). 
III-Incorreta. Conforme o art. 967 do CC, é obrigatória a inscrição do 
empresário no Registro Público das Empresas Mercantis da respectiva sede, 
antes do início de suas atividades. Esta determinação define a regularidade 
perante à lei do empresário. 
IV-Correta, conforme a literalidade do art. 977 do CC. 
 
 
35. (CONSUPLAN/Titular de Serviços Notariais-TJ-MG/2016) Sobre o 
conceito de empresário e sua capacidade, e à luz do Código Civil brasileiro, é 
correto afirmar: 
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a) Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade 
econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de 
serviços. 
b) A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, 
se a exercer, não responderá pelas obrigações contraídas. 
c) Poderá o incapaz, mesmo sem assistência, continuar a empresa antes 
exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor da herança. 
d) O empresário casado necessita de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, para alienar os imóveis que integram o patrimônio da 
empresa ou gravá-los de ônus real. 
Comentários 
a) Correta. É o gabarito. Esta assertiva reproduz literalmente o conceito de 
empresário, segundo o art. 966 do CC. Ter atenção para: “...exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada...”. 
b) Incorreta. O erro está na palavra “não”, já que a pessoa legalmente 
impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas (art. 973, CC). 
c) Incorreta, pois o incapaz deve ser representado ou assistido no exercício da 
empresa, conforme o art. 974 do CC. 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente 
assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, 
por seus pais ou pelo autor de herança. 
d) Incorreta, conforme o art. 978 do CC, pelo qual o empresário casado não 
necessitaria de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, para 
alienar os imóveis que integram o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real. 
 
36. (VUNESP/Titular de Serviços Notariais-TJ-SP/2016) Considera-se 
juridicamente empresa: 
a) a atividade economicamente organizada exercida pelo empresário. 
b) o fundo de comércio das entidades empresariais. 
c) as sociedades empresárias registradas devidamente no Registro de 
Comércio. 
d) as sociedades unipessoais que exerçam atividade econômica para produção 
ou circulação de bens ou serviços, de maneira habitual e com intuito de 
lucro. 
Comentários 
Letra “a”. Das alternativas acima, somente a alternativa “a” representa o que 
a doutrina e jurisprudência nacional consideram como empresa. Este conceito 
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está conforme os ensinamentos do Prof. Asquini e sua teoria dos Perfis de 
Empresa, abordando a empresa como um fenômeno poliédrico: perfil 
subjetivo, perfil funcional, perfil objetivo ou patrimonial e perfil corporativo ou 
institucional. Assim, o perfil funcional de Asquini está relacionado a essa 
definição jurídica de empresa. 
 
37. (FGV/ICMS-RJ/2010) Segundo o art. 966 do Código Civil, é 
considerado empresário: 
a) quem é sócio de sociedade empresária dotada de personalidade jurídica. 
b) quem é titular do controle de sociedade empresária dotada de 
personalidade jurídica. 
c) quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou serviços. 
d) quem exerce profissão intelectual de natureza científica, literária ou 
artística. 
e) quem assume a função de administrador em sociedade limitada ou 
sociedade anônima. 
Comentários 
Letra “c”. Percebam que a banca cobrou a literalidade do art. 966 do CC na 
letra C, que é a nossa resposta. Comentemos as demais alternativas. 
a), b) e e) - Incorretas, pois somente pelo fato de um indivíduo ser sócio ou 
controlador, ou ainda, administrador de uma sociedade empresária, não 
significa que ele seja empresário. O requisito para ser considerado empresário 
é que a pessoa física ou jurídica exerça profissionalmente atividade 
econômica de forma organizada. 
d) quem exerce profissão intelectual de natureza científica, literária ou 
artística. Incorreta. Essas atividades são as exceções à teoria da empresa, 
pela qual somente são empresárias se constituírem elemento de empresa, 
conforme o parágrafo único do art. 966, CC, transcrito abaixo: 
Art. 966. Parágrafo único do CC. Não se considera empresário quem 
exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou 
artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se 
o exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
 
38. (FGV/ICMS-RJ/2008) Pela teoria da empresa, adotada pelo novo 
Código Civil, pode-se afirmar que o principal elemento da sociedade 
empresarial é: 
a) o trabalho. 
b) o capital. 
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c) a organização. 
d) o ativo permanente. 
e) o maquinário. 
Comentários 
Letra “c”. Embora o enunciado mencione a sociedade empresarial, sabemos 
que a teoria da empresa refere-se tanto ao empresário individual quanto à 
sociedade. Afinal, o fundamento daquela teoria é a forma como a atividade 
econômica é exercida. Assim, dentre as alternativas, a ORGANIZAÇÃO da 
atividade empresarial é o elemento mais importante da teoria da 
empresa e do regime jurídico comercial atual. 
 
39. (ESAF/AFRFB/2009) A respeito do empresário individual no âmbito do 
direito comercial, marque a opção correta. 
a) O empresário individual atua sob a forma de pessoa jurídica. 
b) Da inscrição do empresário individual, constam o objeto e a sede da 
empresa. 
c) O analfabeto não pode registrar-se como empresário individual. 
d) O empresário, cuja atividade principal seja a rural, não pode registrar-se 
no Registro Público de Empresas. 
e) O empresário individual registra uma razão social no Registro Público de 
Empresas. 
Comentários 
Letra “b”. Correta. A inscrição do empresário individual no Registro Público das 
Empresas Mercantis deve conter alguns dados conforme o art. 968 do CC: 
1) O seu NOME, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o 
regime de bens; 
2) A FIRMA, com a respectiva assinatura autografa (pode ser substituída 
por assinatura autenticada com certificação digital ou equivalente); 
3) O CAPITAL; 
4) O OBJETO e a SEDE da empresa. 
a) Incorreta. Oempresário individual é a pessoa física ou natural à frente da 
empresa. A sociedade é um tipo de pessoa jurídica. Recordando: 
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c) Incorreta. Não há qualquer impedimento legal à inscrição do analfabeto 
como empresário individual, se ele possuir capacidade civil. No entanto, ele 
precisa ser representado por procurador constituído mediante procuração por 
instrumento público, ok? Este procedimento está previsto na IN DREI nº 
10/2013, abaixo transcrito: 
1.3.5 - REPRESENTAÇÃO DO EMPRESÁRIO 
Poderá o empresário ser representado por procurador com poderes 
específicos para a prática do ato. Em se tratando de empresário 
analfabeto, a procuração deverá ser outorgada por instrumento 
público. Na procuração por instrumento particular deve constar o 
reconhecimento da firma do outorgante. 
d) Incorreta. A atividade rural é uma das exceções à teoria da empresa. 
Assim, quem a exerce tem a opção de se inscrever no RPEM, se sujeitando 
para todos os efeitos ao regime jurídico empresarial. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, 
pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, 
requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva 
sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, 
ao empresário sujeito a registro. 
e) Incorreta. Conforme o art. 1.156 do CC, o empresário individual opera sob 
firma como nome empresarial. 
Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo 
ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa 
ou do gênero de atividade. 
 
40. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-23ªR-MT/2015) Antônio é empresário 
individual, como tal inscrito no Registro de Empresas e no CNPJ há mais de 
dez anos. Com exceção daqueles legalmente impenhoráveis, respondem pelas 
dívidas contraídas por Antônio no exercício da atividade empresarial: 
a) somente os seus bens afetados à atividade empresarial, mas limitadamente 
ao valor do capital da empresa. 
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b) todos os seus bens, inclusive os não afetados à atividade empresarial, 
desde que deferida judicialmente a desconsideração da personalidade 
jurídica da empresa. 
c) todos os seus bens. 
d) todos os seus bens, mas limitadamente ao valor do capital da empresa. 
e) somente os seus bens afetados à atividade empresarial. 
Comentários 
Letra “c”. O principal ponto acerca do empresário individual é em relação à sua 
responsabilidade pelas dívidas oriundas dos seus negócios. Por elas, o 
empresário individual deve responder ilimitadamente, posto que não possui 
personalidade jurídica e não há a separação dos bens particulares daqueles 
destinados à sua atividade. Ou seja, há confusão patrimonial: bens da 
empresa e bens pessoais. No entanto, como bem diz o enunciado, os bens 
legalmente considerados impenhoráveis não serão atingidos (arts. 591, 648 e 
649, CPC). Assim, a nossa resposta é a letra C – todos os bens do empresário 
individual são chamados a responder pelas dívidas da empresa! 
 
41. (FCC / Juiz-TJ-GO / 2015) Thiago, titular de uma empresa individual do 
ramo de padaria, veio ser interditado judicialmente e declarado absolutamente 
incapaz para os atos da vida civil por conta de uma doença mental que lhe 
sobreveio. A Thiago, nesse caso, é: 
a) permitido continuar a empresa por meio de representante, mediante prévia 
autorização judicial, que não é passível de revogação. 
b) vedado continuar a empresa, ainda que por meio de representante. 
c) permitido continuar a empresa por meio de representante, mediante prévia 
autorização judicial, que poderá ser revogada, também judicialmente, sem 
prejuízo dos direitos de terceiros. 
d) permitido continuar a empresa por meio de representante, 
independentemente de prévia autorização judicial. 
e) permitido continuar a empresa por meio de representante, caso em que 
todos os bens que já possuía ao tempo da sua interdição ficarão sujeitos 
ao resultado da empresa, ainda que estranhos ao acervo desta. 
Comentários 
Obs.: Não existe mais essa hipótese de incapacidade absoluta, conforme nova 
redação do art. 3º do CC (Lei nº 13.146/15). Enunciado fica prejudicado, 
porém a consequência e o procedimento em relação a preservação da 
empresa continuam válidos, conforme o comentário a seguir! 
Letra “c”. Questão que trata da capacidade civil do empresário individual. 
Thiago foi declarado absolutamente incapaz, portanto, legalmente, deve ser 
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representado para continuar a atividade empresarial, mediante prévia 
autorização judicial. No entanto, esta autorização judicial poderá ser 
revogada pelo juiz sem prejuízo de terceiros, conforme o art. 974, §1º do CC. 
Assim, a única alternativa correta é a letra C. Já a letra E está incorreta em 
razão do teor do §2º do mesmo artigo. 
Art. 974, CC: poderá o incapaz, por meio de representante ou 
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por 
ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor da herança. 
§ 1º. Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após 
exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da 
conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser 
revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes 
legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos 
adquiridos por terceiros. 
§ 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o 
incapaz já possuía, ao tempo da sucessão ou da interdição, desde 
que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar do 
alvará que conceder a autorização. 
 
42. (FCC/Auditor-Substituto de Conselheiro-TCM-RJ/2015) É vedado ao 
empresário casado, salvo no regime da separação total de bens, alienar os 
imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus reais 
sem a outorga conjugal. 
Comentários 
O item está errado. Esta assertiva tem como fundamento o art. 978 do CC. 
Por este artigo, o empresário casado pode alienar ou gravar de ônus real os 
imóveis destinados à atividade empresarial sem a necessidade de autorização 
do seu cônjuge, independente do regime de casamento. Notemos que neste 
caso os imóveis aqui tratados estão identificados e integrados ao patrimônio 
da empresa, logo não há necessidade de outorga conjugal. Assim, esta 
assertiva está incorreta, pois não há a ressalva do regime de separação total 
de bens. Porém, certamente o examinador intencionava confundir o candidato 
em razão do teor do art. 1.647, I, CC: “Ressalvado o disposto no art. 1.648, 
nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da 
separação absoluta: I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis”. 
Conflito entre o art. 978 e 1.647, inciso I ???? Bem, há controvérsia sim! 
Olhem só o enunciado nº 6 da I Jornada de Direito Comercial: 
“O empresário individual regularmente inscrito é o destinatário da 
norma do art. 978 do Código Civil, que permite alienar ou gravar 
de ônus real o imóvel incorporado à empresa, desde que exista, 
se for o caso, prévio registro de autorização conjugal no Cartório 
de Imóveis, devendo tais requisitos constar do instrumento de 
alienação ou de instituição do ônus real, com a consequente 
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averbação do ato à margem de sua inscrição no Registro Público 
de Empresas Mercantis”. 
 Por este enunciado, observemos, exige-se a prévia autorização 
conjugal. No entanto, entendemos que este conflito é apenas aparente, em 
que pese o enunciado acima. Para chegarmos a um entendimento razoável 
sobre o tema, devemos aplicar o art. 978 de forma especial ou específica 
somente aos imóveis destinados à atividade empresarial, ou seja, aos imóveis 
efetivamente incorporados à empresa. Neste caso, consagrando a atividade 
empresarial e a teoria da empresa, permitindo o livre exercício da atividade 
econômica, não haveria a necessidade de outorga conjugal para alienar ou 
gravar de ônus real tais bens, ok? Beleza? Foi neste sentido o entendimento 
do examinador: art. 1.647, I é a regra geral e o art. 978 é uma regra mais 
específica. 
 
43. (FCC/ICMS-RJ/2014) No tocante à atividade empresarial, é correto 
afirmar: 
a) A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, 
se a exercer, não responderá pelas obrigações que contrair. 
b) Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, 
desde que tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou 
no da separação obrigatória. 
c) Em nenhum caso poderá o incapaz, após reconhecida judicialmente sua 
incapacidade, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, 
por seus pais ou pelo autor da herança. 
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer 
que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio 
da empresa ou gravá-los de ônus real. 
e) A sentença que decretar ou homologar o divórcio do empresário pode ser 
oposta de imediato a terceiros, sem necessidade de qualquer averbação ou 
arquivo no Registro Público de Empresas Mercantis. 
Comentários 
d) Esta é a nossa resposta, conforme a literalidade do art. 978 do CC. Esta 
regra refere-se ao empresário individual regularmente inscrito no RPEM. 
Assim, se o imóvel pertencer ao patrimônio da empresa, não há necessária a 
autorização conjugal para alienar ou gravar de ônus real o imóvel, 
independente do regime de comunhão do casamento, ok? 
a) Além da necessidade de estar em pleno gozo da capacidade civil, o 
indivíduo para exercer a atividade empresarial precisa NÃO estar 
legalmente impedido, certo? Assim, aquele que estiver por lei impedido de 
exercer a atividade empresarial, caso venha a exercer responderá pelas 
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obrigações assumidas. Logo, seus atos não serão considerados nulos, ok? 
Alternativa incorreta, nos termos do art. 973, CC. 
b) Relembrando a nossa esquematização sobre o empresário casado, a 
alternativa está incorreta, pois os regimes de comunhão citados são as 
exceções para que os cônjuges contratem sociedades. 
 
Obs.: Os cônjuges, separadamente, podem contratar sociedade com terceiros 
independente do regime de casamento. 
c) Pessoa, devemos ter sempre cuidado com expressões do tipo “Em nenhum 
caso”, “jamais”, “nunca”, “todas”, e outras. Normalmente o erro está aí. No 
caso desta alternativa, há a afirmação de que em nenhum caso o incapaz 
poderá exercer a atividade empresarial. Porém, segundo o art. 974 do CC, o 
incapaz poderá exercer a atividade empresarial desde que assistido ou 
representado, mediante autorização judicial prévia. Alternativa incorreta. 
e) Mais uma vez o uso de expressão extremista: “qualquer”. Em respeito à 
publicidade dos atos, o art. 980 do CC determina a necessidade de averbação 
e arquivamento no RPEM da sentença de divórcio e de reconciliação, antes de 
serem opostas a terceiros. 
 
44. (FCC/Assessor Jurídico-TCE-PI/2014) João Renato era dono de um 
restaurante, exercendo pessoalmente sua administração. Sofre um acidente 
grave, automobilístico, que o leva a ser interditado para os atos da vida civil, 
mas insiste em continuar as atividades da empresa. Nessas condições 
pessoais: 
a) poderá fazê-lo, por meio de autorização judicial na qual se nomeará um 
curador e de natureza irrevogável, salvo prova de abuso de gestão. 
b) poderá fazê-lo, desde que por meio de representante ou devidamente 
assistido, sem interferência judicial, já que as obrigações legais passam a 
ser integralmente de seu representante. 
c) não poderá fazê-lo, por impedimento legal e, se o fizer, não responderá 
pelas obrigações contraídas, por sua incapacidade. 
d) não poderá fazê-lo, por impedimento legal às atividades empresariais mas, 
se o fizer, responderá pelas obrigações contraídas, para que não haja 
prejuízo a terceiros de boa-fé. 
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e) poderá fazê-lo, desde que por meio de representante ou devidamente 
assistido, com precedente autorização judicial que examine as 
circunstâncias e riscos da empresa, bem como a conveniência em continuá-
la e podendo tal autorização ser revogada pelo juiz, nos termos previstos 
em lei. 
Comentários 
Obs.: Não existe mais essa hipótese de incapacidade absoluta, conforme nova 
redação do art. 3º do CC (Lei nº 13.146/15). Enunciado fica prejudicado, 
porém a consequência e o procedimento em relação a preservação da 
empresa continuam válidos, conforme o comentário a seguir! 
Letra “e”. Observem como as questões se repetem. Após algumas questões e 
comentários, ficou fácil esta questão, não é mesmo? A nossa resposta é a letra 
E, conforme o art. 974, §1º do CC. Logo, é importantíssimo sempre fazermos 
questões de provas anteriores, ok? 
45. (FCC/Assessor Jurídico-TCE-PI/2014) Marina é dona de um 
laboratório especializado em exames patológicos, que realiza a pedido de 
médicos e hospitais. Fábio é agricultor, com atividade voltada à montagem de 
cestas de legumes e verduras orgânicas, a serem vendidas em feiras e 
supermercados. Quanto a essas atividades: 
a) em nada se relacionam com atividades empresariais, por serem próprias de 
sociedades civis e de profissionais liberais. 
b) somente a de Marina é empresarial, já que voltada ao lucro, apesar de 
científica; a de Fábio é atividade agrária, que não se confunde com uma 
conduta empresarial. 
c) somente a conduta de Fábio é empresarial, já que se trata de atividade 
econômica organizada para a produção de bens, enquanto a atividade de 
Marina é científica, que não se considera empresarial. 
d) nenhuma delas é empresarial, já que a atividade de Marina é científica, que 
não se considera empresarial, e a de Fábio é meramente agrária, também 
não caracterizada como tal. 
e) são ambas empresariais, pois Marina exerce profissão de natureza 
científica, mas visando ao lucro e constituindo elemento de empresa, 
enquanto Fábio exerce atividade econômica organizada, para a produção e 
circulação de bens. 
Comentários 
Letra “e”. Esta questão aborda a teoria da empresa. O enunciado menciona 
duas atividades que devem ser confrontadas entre si nos termos da teoria da 
empresa. Só o enunciado não nos ajuda muito para acertarmos a questão. 
Mas pelos detalhes das alternativas é possível acertarmos pelo que já 
estudamos até aqui, principalmente quanto às exceções à teoria da empresa. 
Vejamos! 
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e) Pessoal, já ouviram aquela frase “nãoadianta brigar com o examinador”? 
Ou aquela outra clássica dos concurseiros “marque a menos incorreta”? É o 
caso aqui. As demais alternativas estão muito incorretas – sem chances!!! 
Porém, esta alternativa E tem uma impropriedade até certo ponto grave no 
seu final. A definição sobre a atividade da Marina está correta (menciona 
elemento de empresa numa atividade científica, beleza?). Agora, sobre a 
atividade de Fábio é que temos o problema. Fábio é agricultor e exerce uma 
atividade rural, correto? Portanto, esta é uma das exceções à teoria da 
empresa. Quem exerce a atividade rural, seja de forma organizada 
configurando empresa ou não, deve se registrar na Junta Comercial para ser 
considerado empresário (art. 971, CC) – é opcional. Então, este registro é 
constitutivo da condição de empresário rural, conforme a corrente 
majoritária. Inclusive esta é a orientação da Jornada de Direito Civil sob a 
tutela do Conselho da Justiça Federal no enunciado nº 202: “O registro do 
empresário ou sociedade rural na Junta Comercial é facultativo e de natureza 
constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico empresarial. É inaplicável esse 
regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção”. Porém, 
entendeu o examinador que exercendo a atividade nos moldes do conceito 
clássico de empresário (art. 966, caput) é suficiente para ser considerado 
empresário rural. Enfim, muita atenção!!!! 
a) Incorreta, pois esta diferenciação entre sociedades comerciais e civis, de 
forma objetiva, é a base da teoria dos atos comerciais. Assim, necessitamos 
verificar de que forma a atividade empresarial está sendo exercida. 
b) Incorreta, pois a lucratividade de forma isolada não é a principal 
característica definidora da atividade empresarial. Então, dizer que a atividade 
de Mariana é empresária pelo simples fato de visar o lucro é incorreto. Além 
disso, a atividade rural (agrária) pode ser considerada empresária. 
c) Incorreta. Por ser uma atividade rural, a opção pelo regime jurídico 
empresarial é dada pelo registro da atividade na Junta Comercial (art. 971, 
CC). Como já comentamos, a atividade científica pode ser considerada 
empresarial desde que possua elemento de empresa. 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal 
profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e 
seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará 
equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. 
d) Incorreta. Somente pelas informações do enunciado não seria possível 
chegar a uma conclusão sobre se tais atividades são empresariais ou não. 
Porém, as definições trazidas por esta alternativa estão definitivas incorretas. 
 
46. (FCC/Juiz Substituto-TJ-MS/2010) Considera-se empresário: 
a) quem organiza a produção de certa mercadoria, ainda que episodicamente, 
destinando-a à venda no mercado. 
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b) quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
c) quem exerce habitualmente qualquer atividade, econômica ou intelectual, 
para prestação de serviços diretos na comunidade. 
d) o profissional da área científica, literária ou artística, desde que se trate de 
atividade habitual, como regra. 
e) quem exerce atividade econômica, habitualmente ou não, desde que 
destine a produção de seus bens à venda no mercado. 
Comentários 
Letra “b”. Questão literal ao art. 966 do CC, que define empresário e positiva a 
teoria da empresa. 
“Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou a circulação de bens ou de serviços” 
 
47. (FCC/Juiz Substituto-TRT 11ª/2007) Determinada pessoa física 
exercia atividade empresarial e, em determinado momento, torna-se 
incapaz para os atos da vida civil. Nesse caso, a continuidade do exercício 
da empresa 
a) pode ser efetuada por mandatário do empresário. 
b) é ilegal. 
c) depende de autorização judicial. 
d) pode ser efetuada por curador, independentemente de autorização judicial. 
e) é possível por intermédio dos sócios do empresário. 
Comentários 
Letra “c”. Mais uma questão sobre capacidade e impedimento para o exercício 
de atividade típica de empresário. Em caso de incapacidade ou impedimento, a 
autorização judicial é imprescindível para o exercício da atividade 
empresarial pelo incapaz ou impedido, de acordo com o art. 974, §1º do 
CC. Logo, a alternativa correta é a letra c. 
 
48. (FCC/Procurador BACEN/2006) Pessoa incapaz pode ser empresária 
individual 
a) se autorizada judicialmente a continuar a exploração de estabelecimento 
recebido por ela em herança. 
b) se for maior de 14 (quatorze) anos e possuir estabelecimento com 
economia própria. 
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c) na qualidade de sócia de sociedade de responsabilidade limitada, desde 
que não possua poderes de administração. 
d) como acionista, sem direito de voto, de sociedade anônima. 
e) em qualquer hipótese, desde que devidamente representada na forma da 
lei. 
Comentários 
Letra “a”. Logo de cara a letra a) é a nossa resposta. A alternativa está 
conforme o art. 974, §1º do CC. É necessária a devida autorização judicial 
para que o incapaz possa ser empresário individual e continue a atividade 
empresária recebida em herança. Vamos passar pelas demais alternativas. A 
letra b) está incorreta em virtude de mencionar a idade de 14 anos. Se 
mencionasse 16 anos, estaria correta, pois conforme o art. 5º do CC, há essa 
possibilidade de emancipação do menor. Neste caso, teria que ser averbada 
no Registro Público de Empresas Mercantis a prova da emancipação (art. 976, 
CC). As letras c) e d) estão absolutamente infundadas. A letra e) está 
incorreta devido à expressão “em qualquer hipótese”, pois somente em 
algumas hipóteses o incapaz poderá ser empresário individual. 
 
49. (FCC/Procurador Jaboatão dos Guararapes-PE/2006) Em relação ao 
empresário, é correto afirmar que 
a) empresário casado sob o regime de comunhão universal de bens não pode 
alienar os imóveis que integram o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real sem o consentimento de seu cônjuge. 
b) se se tornar incapaz, não poderá continuar a empresa antes exercida por 
ele enquanto capaz. 
c) se impedido de exercer atividade própria de empresa, vier a exercê-la, não 
responderá pelas obrigações contraídas. 
d) é facultado contratar sociedade com seu cônjuge, se forem casados sob o 
regime da comunhão parcial de bens. 
e) sem qualquer restrição, podem exercer a atividade de empresário os que 
estiverem em pleno gozo da capacidade civil. 
Comentários 
d) Correta. O art. 977 do CC faculta aos cônjuges contratar sociedade 
entre si, com a condição de NÃO terem casado no regime da comunhão 
universal de bens ou no da separação obrigatória. 
a) Incorreta. O empresário casado independente do regime de bens pode 
alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real SEM o consentimento de seu cônjuge. 
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b)Incorreta. Há previsão no art. 974, caput para que o empresário individual 
que se tornou incapaz de continuar a empresa antesexercida por ele 
enquanto capaz. 
c) Incorreta nos termos do art. 973 do CC, que prevê a responsabilidade do 
empresário impedido de exercer atividade empresarial, quando vier a 
exercê-la. 
e) Incorreta. Devemos ficar sempre atentos a expressões extremistas, como 
“sempre”, “nunca”, “toda”, “sem qualquer restrição” e outras mais. Pode haver 
uma “pegadinha”. Nesta alternativa, a plena capacidade civil NÃO 
configura condição suficiente para caracterizar o empresário, já que, 
ainda deve preencher os requisitos estabelecidos no art. 966 do CC, bem 
como não estar impedido. O indivíduo pode ser capaz civilmente para 
exercer a atividade empresária, porém estar impedido, em razão de ser 
militar, por exemplo. 
50. (FCC/Procurador-BACEN/2006) O art. 195, I, da Constituição 
estabelece que a seguridade social será custeada por contribuições sociais 
"do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da 
lei". De acordo com a terminologia empregada pelo Código Civil, a palavra 
"empresa", no texto constitucional, está usada de modo: 
a) correto. 
b) incorreto, devendo ser substituída por "empresário". 
c) incorreto, devendo ser substituída por "pessoa jurídica". 
d) incorreto, devendo ser substituída por "atividade". 
e) incorreto, devendo ser substituída por "estabelecimento". 
Comentários 
Letra “b”. Esta questão aborda exatamente a diferença: empresa, empresário 
e estabelecimento empresarial. Observemos que o enunciado menciona 
sujeitos de direito: “empregador”, “entidade”. Logo, não restam dúvidas de 
que o dispositivo deveria mencionar “empresário”, como indivíduo que exerce 
a atividade típica de empresa, sendo sujeito de direito (perfil subjetivo de 
Asquini). 
 
51. (FCC/OAB-SP/2005) No regime do atual Código Civil, a caracterização 
de determinada atividade econômica como empresarial 
a) depende de expressa previsão legal ou regulamentar, devendo a atividade 
constar em relação previamente expedida pelo Departamento Nacional de 
Registro de Comércio. 
b) é feita mediante opção do empresário, que no momento do seu registro 
deverá declinar se sua atividade será empresarial, ou não. 
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c) é aferida a posteriori, conforme seja a atividade efetivamente exercida em 
caráter profissional e organizado, ou não. 
d) depende do ramo da atividade exercida pelo empresário, sendo 
empresarial a compra e venda de bens móveis e semoventes e não 
empresariais as demais atividades. 
Comentários 
Letra “c”. Mais uma boa questão de atividade empresarial. Pelo que já 
estudamos fica “mole” marcamos a letra c), tendo em vista a necessidade de 
analisarmos a forma como a atividade está sendo exercida para inseri-la no 
regime jurídico empresarial. As letra a) e d) referem-se aos atos de comércio. 
A letra b) trata da exceção à teoria da empresa e faz referência àquele que 
exerce a atividade rural. 
 
52. (FCC/Juiz Substituto-TRT 11ª/2005) De acordo com o Código Civil de 
2002, a utilização do termo "comerciante" para designar todo aquele a 
quem são dirigidas as normas de Direito Comercial: 
a) permanece correta, em razão da adoção, pelo Código Civil, da teoria 
objetiva dos atos de comércio. 
b) perdeu sentido, pois a revogação de parte expressiva do Código Comercial 
operou a extinção do Direito Comercial. 
c) tornou-se equivocada, pois o Código Civil estendeu a aplicação do Direito 
Comercial a todos os que exercem atividade econômica organizada e 
profissional, não apenas comerciantes. 
d) permanece correta, em razão da adoção, pelo Código Civil, da teoria da 
empresa. 
e) tornou-se equivocada, pois os antigos "comerciantes" são hoje 
denominados "empresários", embora designando os mesmos conceitos. 
Comentários 
Letra “c”. Comentemos, então, cada alternativa sobre a expressão 
“comerciante”. 
c) Correta e d) e e) Incorretas. Com o novo Código Civil e a adoção da teoria 
da empresa, ampliou-se a aplicação do Direito Comercial a todos os que 
exercem atividade econômica organizada e profissional, não apenas aos 
comerciantes (pessoa que pratica o comércio). Logo, o termo comerciante 
tornou-se equivocado, cedendo lugar ao EMPRESÁRIO, expressão mais 
abrangente, sendo definido nos termos do art. 966, do CC. 
a) Incorreta, pois a alternativa menciona a teoria dos atos de comércio e a 
teoria adotada pelo Código Civil de 2002 foi a Teoria da Empresa. 
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b) Incorreta, pois mesmo revogando-se duas partes do Código Comercial, o 
regime jurídico-comercial está em plena aplicação, não foi extinto. O Direito 
Comercial está em plena atividade, não é mesmo? (rsrsrs). 
 
53. (FGV/ISS-Recife/2014) Paulo Afonso, casado no regime de comunhão 
parcial com Jacobina, é empresário enquadrado como microempreendedor 
individual (MEI). O varão pretende gravar com hipoteca o imóvel onde está 
situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da 
empresa. De acordo com o Código Civil, assinale a opção correta. 
a) O empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no regime 
da separação de bens. 
b) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer 
que seja o regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o 
seu estabelecimento. 
c) O empresário casado, qualquer que seja o regime de bens, depende de 
outorga conjugal para gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu 
estabelecimento. 
d) O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, gravar 
com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento, salvo no 
regime da comunhão universal. 
e) O empresário casado pode, mediante autorização judicial, gravar com 
hipoteca os imóveis que integram o estabelecimento. 
Comentários: 
Letra “b”. A questão trata da possibilidade do empresário Paulo Afonso, casado 
no regime de comunhão parcial de bens, gravar com hipoteca o imóvel onde 
se localiza o estabelecimento empresarial, que serve exclusivamente aos fins 
da empresa. O enquadramento de Paulo Afonso como MEI, não é relevante 
para a resolução da questão. Pois bem, sugiro que nos recordemos do que foi 
falado quanto ao empresário casado na parte teórica. Tudo bem? Então, 
devemos nos lembrar que há certo conflito entre o art. 978 que trata do 
empresário individual casado e o art. 1.647, o qual aborda a proteção à 
sociedade conjugal. Também, deve ser lembrado que há duas possíveis 
interpretação para solucionar esse conflito: 1) necessita de autorização 
conjugal, exceto no regime de separação total de bens; 2) NÃO necessita de 
autorização conjugal independente do regime de casamento. A FGV, nesta 
questão, considerou a segunda corrente para tornar a letra B correta, ok? 
Entendido? Ou seja, deu-se privilégio à atividade empresarial. 
 
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54. (FGV / ICMS-RJ / 2010) As alternativas a seguir apresentam figuras 
que estão proibidas de exercer a atividade empresarial, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
a) O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não 
foi reabilitado por sentença que extingue suas obrigações. 
b) O magistrado. 
c) O militar da ativa. 
d) A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a 
autorizaçãomarital para o exercício de atividade empresarial. 
e) Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do 
exercício de atividade mercantil. 
Comentários 
Letra “d”. Nesta questão, primeiramente tenha bastante atenção ao que está 
sendo pedido no enunciado. Por vezes ele pode nos confundir, certo? Veja que 
ele nos pede para assinalar a alternativa que NÃO está proibida de exercer a 
atividade empresarial, sendo que as demais estarão impedidas devido a 
dispositivos legais. Algumas das alternativas tratamos nesta aula. Outras nem 
tanto. Porém, a questão poderia ser acertada pelo candidato utilizando o 
famoso método da “eliminação”, bastaria ter calma para analisar cada uma. 
Vamos lá? Com exceção da alternativa correta, as demais têm previsão de 
proibição/vedação em leis específicas. 
d) A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a 
autorização marital para o exercício de atividade empresarial. 
Esta é nossa resposta por eliminação. O antigo código civil trazia esta 
previsão. Porém, hoje não há mais cabimento para este tipo de previsão, 
certo? Ou seja, não existe a distinção apontada na alternativa entre homem e 
mulher. 
a) O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não 
foi reabilitado por sentença que extingue suas obrigações. 
Incorreta. Art. 102 da Lei de Falências (Lei nº 11.101/05). Mesmo sem 
ter estudado ainda o regime falimentar, é óbvio que o indivíduo falido que 
ainda tem obrigações pendentes não poderá se aventurar em outra atividade 
empresarial, não é mesmo? 
b) O magistrado. 
c) O militar da ativa. 
Incorretas. Art. 36, I da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei 
Complementar n.° 35/79) e o art. 29 do Estatuto dos Militares (Lei nº 
6.880/80). Logicamente, essas pessoas não podem ser empresárias. 
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e) Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do 
exercício de atividade mercantil. 
Incorreta. Art. 35, II da Lei do Registro Público de Empresas Mercantis 
(Lei n.° 8.934/94). Obviamente que se o juiz condena o indivíduo a esse tipo 
de pena, pressupomos realmente que ele estará proibido de exercer a 
atividade empresária. 
 
55. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) A respeito do empresário individual, 
assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos 
praticados no exercício da empresa caso seja enquadrado como 
microempreendedor individual. 
Comentários 
O item está errado. Pela teoria da empresa, o empresário individual é a 
pessoa física que exerce a atividade típica de empresa. Como não há a 
proteção da personalidade jurídica própria das pessoas jurídicas de direito 
privado (art. 44 do Código Civil-CC), o empresário individual possui 
responsabilidade ilimitada e direta pelas obrigações e dívidas decorrentes do 
exercício de sua atividade. Ou seja, ele irá responder com seus próprios bens 
pela solvência das dívidas surgidas no exercício de sua atividade empresarial. 
Logo, voltando à assertiva, ela está incorreta ao tentar limitar a 
responsabilidade do empresário individual, beleza? No mais, o empresário 
individual pode se enquadrar como Microempresa, Empresa de pequeno porte, 
e Microempreendedor Individual (MEI). Ainda pode ser Empresa Individual de 
Responsabilidade Limitada (EIRELI). Com relação ao MEI, conforme o art. 18-
A da LC 123/06, é aquele empresário individual com receita bruta anual de até 
R$ 60.000,00, podendo optar pelo Simples Nacional. O MEI é o pequeno 
empresário a que se refere o art. 966, CC. 
 
56. (FGV/ISS-Niterói/2015) A Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada (EIRELI) é uma pessoa jurídica que pode ser constituída por pessoa 
natural, desde que seja aportado um valor em bens ou em numerário de, no 
mínimo, 100 (cem) salários mínimos, totalmente integralizado. Em relação a 
EIRELI, analise as afirmativas a seguir: 
I. O administrador da EIRELI, sempre pessoa natural, poderá ser designado no 
ato de constituição ou em ato separado. 
II. O nome empresarial da EIRELI não pode ser usado pelo instituidor, exceto 
se for administrador com os necessários poderes. 
III. A pessoa natural somente poderá instituir uma EIRELI para participar dela. 
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IV. A EIRELI enquadrada como microempresa terá direito, em sede de 
recuperação judicial, ao parcelamento de seus débitos com prazos 20% (vinte 
por cento) maiores do que aqueles ordinariamente concedidos. 
V. Em caso de concentração de todas as quotas de uma sociedade empresária 
na titularidade de sócio pessoa natural, esse poderá requerer a transformação 
do registro em EIRELI. Está correto o que se afirma em: 
a) somente III; 
b) somente II e IV; 
c) somente I, II e V; 
d) somente I, II, IV e V; 
e) I, II, III, IV e V. 
Comentários 
Letra “e”. Esta questão exigiu bastante do candidato, já o examinador cobrou 
pontos além do Código Civil e que se encontram na Instrução Normativa nº 
38/2017 do Departamento de Registro Empresarial e Integração-DREI, órgão 
subordinado à Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que substituiu o 
Departamento Nacional de Registro do Comércio nas atribuições de registro 
dos atos empresariais. 
I – O primeiro ponto desta alternativa é sobre a administração da EIRELI 
quanto à possibilidade de pessoa jurídica exercer tal papel. A IN nº 38 do 
DREI, Anexo V, veda a pessoa jurídica como administradora da EIRELI 
(item 1.2.12.3 – Administrador – pessoa jurídica). O segundo ponto diz 
respeito à hipótese do administrador da EIRELI ser nomeado em ato 
separado. Bem, normalmente, assim como na sociedade limitada, o 
administrador pode ser nomeado em ato separado. A IN em questão não 
dispõe de forma contrária. O RCPJ-RJ, por exemplo, dispõe de forma expressa 
que o administrador poderá ser designado tanto no ato constitutivo quanto em 
ato separado. Logo, podemos pressupor que existe a possibilidade do 
administrador ser nomeado em ato separado. Também poderíamos concluir 
este ponto por meio das normas da sociedade limitada, já que pelo art. 980-A, 
§6º, CC, as normas da sociedade limitada são aplicadas subsidiariamente à 
EIRELI. Por conseguinte, o art. 1.060 do CC permite que o administrador da 
sociedade limitada seja nomeado em ato separado. Enfim, apesar da 
polêmica, esta alternativa está conforme a norma vigente. Correta. 
II – Como vimos no item anterior, as normas da sociedade limitada são 
aplicadas à EIRELI. Assim, o art. 1.064 que afirma que “O uso da firma ou 
denominação social é privativo dos administradores que tenham os 
necessários poderes”, é o fundamento que deixa esta assertiva correta. 
III – Correta, nos termos do §2º do art. 980-A do CC. 
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Art. 980-A. §2º A pessoa natural que constituir empresa individual de 
responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única 
empresa dessa modalidade. 
IV – Correta, nos termos do §único do art. 68 da Lei nº 11.101/2005 (Lei de 
Falências). Trata-se de um item bem específico que foi recentemente incluído 
na Lei de Falências. Talvez aí, na novidade, esteja a razão do examinador ter 
cobrado este ponto. Mais uma maldade da FGV!!! Ainda veremos este ponto 
futuramente. Por ora, transcrevo apenas o dispositivoem comento: 
Art. 68. Parágrafo único. As microempresas e empresas de pequeno 
porte farão jus a prazos 20% (vinte por cento) superiores àqueles 
regularmente concedidos às demais empresas. (Incluído pela Lei 
Complementar nº 147, de 2014) 
V – Correta, nos termos do §3º do Art. 980-A c/c com o §único do Art. 1.033 
do CC. Gabarito: E (todas corretas) 
Art. 980-A. § 3º A empresa individual de responsabilidade limitada 
também poderá resultar da concentração das quotas de outra 
modalidade societária num único sócio, independentemente das razões 
que motivaram tal concentração. 
Art. 1.033. Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV caso o 
sócio remanescente, inclusive na hipótese de concentração de todas as 
cotas da sociedade sob sua titularidade, requeira, no Registro Público de 
Empresas Mercantis, a transformação do registro da sociedade para 
empresário individual ou para empresa individual de responsabilidade 
limitada, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 
deste Código. 
 
57. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) A respeito do empresário individual, 
assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
 
( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a 
opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no 
primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. 
Comentários 
O item está errado. Maldade da banca! Afirmativa difícil, mas incorreta. Vejo 
dois erros: 1) Há o obstáculo do capital social, que não pode ser inferior a 100 
vezes o maior salário-mínimo vigente (art. 980-A, caput, CC), ou seja, dizer 
genericamente que o empresário individual pode optar pela EIRELI não é 
correto – está incompleto; 2) Além disso, a pessoa física ou opta por se 
registrar como empresário individual ou como EIRELI – já registrado como 
empresário individual não cabe essa declaração de exercício da atividade como 
empresário ou como EIRELI, pois já é empresário individual. O que pode 
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ocorrer é a transformação dos atos constitutivos de empresário individual para 
EIRELI por meio de requerimento. Beleza? 
 
58. (FEPESE/Analista Técnico em Gestão de Registro Mercantil-
JUCESC/2013) De acordo com a Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, 
que institui o Código Civil brasileiro, é correto afirmar sobre a empresa 
individual de responsabilidade limitada (EIRELI): 
a) A EIRELI será constituída por uma ou mais pessoas titulares da totalidade 
do capital social. 
b) A pessoa natural que constituir EIRELI somente poderá figurar em uma 
única empresa dessa modalidade. 
c) A totalidade do capital social da EIRELI não será inferior a 60 vezes o maior 
salário-mínimo vigente no País. 
d) O nome empresarial utilizado será obrigatoriamente a denominação social, 
acompanhado da expressão “EIRELI”. 
e) Aplicam-se à EIRELI, no que couber, as regras previstas para as sociedades 
simples. 
Comentários 
Letra “b”. Correta, conforme a literalidade do §2º do art. 980-A do CC. 
 
Letra “a” e “c”. Incorreta, conforme o caput do art. 980-A do CC: Art. 980-A. 
A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma 
única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente 
integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-
mínimo vigente no País. 
Letra “d”. Incorreta, pois a EIRELI pode adotar firma ou denominação social 
como nome empresarial. Art. 980-A. § 1º O nome empresarial deverá ser 
formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a 
denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada. 
Letra “e”. Incorreta, pois as normas das sociedades limitadas são aplicadas 
subsidiariamente à EIRELI. 
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Art. 980-A. § 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade 
limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades 
limitadas. 
 
59. (FCC/Promotor de Justiça-MPE-PE/2014) Em relação à Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada, é correto afirmar: 
a) Sua constituição e funcionamento, independentemente do objeto, 
dependem de prévia autorização da Junta Comercial. 
b) O seu capital social não poderá ser superior a 100 (cem) vezes o maior 
salário mínimo vigente no País. 
c) Tem natureza jurídica de sociedade limitada unipessoal, de sorte que o seu 
nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "Ltda." 
após a firma ou a denominação social. 
d) A mesma pessoa natural não poderá, simultaneamente, ser titular de mais 
de uma empresa individual de responsabilidade limitada, ainda que seja 
capaz de integralizar o capital de todas elas. 
e) Tem personalidade jurídica própria, que não se confunde com a do seu 
titular e se adquire com a sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas 
Jurídicas (CNPJ). 
Comentários 
d) Correta, conforme estabelecido no art. 980-A, §2º, CC. 
Art. 980-A, § 2º. A pessoa natural que constituir empresa individual de 
responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única 
empresa dessa modalidade. 
a) Incorreta. Não há a previsão de autorização prévia da Junta Comercial para 
constituir EIRELI. 
b) Incorreta. O capital social da EIRELI não será inferior a 100 vezes o salário 
mínimo vigente no país (art. 980-A, caput, CC). 
c) Incorreta. Conforme o Enunciado nº 469, da Jornada de Direito Civil, a 
EIRELI é um novo ente jurídico personalizado, ou seja, não é sociedade 
unipessoal. Já o Enunciado nº 3, da Jornada de Direito Comercial, afirma que: 
“A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI não é 
sociedade unipessoal, mas um novo ente, distinto da pessoa do empresário 
e da sociedade empresária”. Além disso, acerca do seu nome empresarial, 
deve-se incluir a expressão “EIRELI” após a firma ou denominação. 
Art. 980-A §1º. O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão 
da expressão “Eireli” após a firma ou a denominação social de 
empresa individual de responsabilidade limitada. 
e) Incorreta. A EIRELI adquire a personalidade jurídica com a inscrição dos 
seus atos constitutivos no registro próprio, e não no CNPJ. Afinal de contas, a 
existência legal das pessoas jurídicas inicia-se conforme o art. 45 do CC 
abaixo transcrito: 
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Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas direito privado 
com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, 
procedida, quando necessário ou aprovação do Poder Executivo, 
averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato 
constitutivo. 
 
60. (FCC / Juiz-TJ-SC / 2015) Ricardo, empresário do ramo de móveis, 
alienou o seu estabelecimento para Alexandre, que ali deu continuidade à 
exploração da mesma atividade. No contrato de trespasse, foram 
regularmente contabilizadas todas as dívidas relativas ao estabelecimento, 
algumas delas já vencidas e outras por vencer. Nesse caso, Ricardo: 
a) não responde pelas dívidas do estabelecimento, ainda que anteriores à sua 
transferência. 
b) responde com exclusividade por todas as dívidas do estabelecimento 
anteriores à sua transferência. 
c) responde com exclusividade apenas pelas dívidas já vencidas por ocasião 
da transferência do estabelecimento. 
d) responde solidariamente com Alexandre,durante determinado prazo, por 
todas as dívidas anteriores à transferência do estabelecimento. 
e) responde solidariamente com Alexandre apenas pelas dívidas já vencidas 
por ocasião da transferência do estabelecimento. 
Comentários 
Letra “d”. Esta questão versa sobre a sucessão empresarial em relação ao 
contrato de trespasse do estabelecimento. Conforme reza o Art. 1.146, “O 
adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, 
continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um 
ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos 
outros, da data do vencimento”. Logo, a única alternativa correta é a letra D. 
Ressalta-se, contudo, que não são todas as dívidas sujeitas a essa regra, tal 
como estudamos mais acima. As dívidas trabalhistas e tributárias possuem 
regras próprias! Porém, as demais alternativas estão de fato incorretas. 
 
61. (FCC / Procurador-TCE-CE / 2015) Considere as seguintes proposições 
acerca do registro da empresa: 
I. Entre outras atribuições, cabe ao órgão incumbido do registro verificar a 
regularidade das publicações determinadas em lei. 
II. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, 
antes do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a terceiro, 
salvo prova de que este o conhecia. 
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III. A sociedade empresária vincula-se ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
IV. Cumpre à autoridade competente, antes de efetivar o registro, verificar a 
legitimidade do signatário do requerimento, mas não a sua autenticidade. 
V. O registro é pressuposto para a constituição regular da sociedade 
empresária, mas a aquisição de personalidade jurídica somente ocorre com a 
sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas − CNPJ. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) IV e V. 
b) I e III. 
c) II e V. 
d) III e IV. 
e) I e II. 
Comentários 
Letra “e”. 
I – Correta, conforme caput do art. 1.152 do CC: 
Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das 
publicações determinadas em lei, de acordo com o disposto nos 
parágrafos deste artigo. 
II – Correta, segundo a literalidade do caput do art. 1.154 do CC. 
III – Incorreta. A sociedade empresária está vinculada ao RPEM (Junta 
Comercial), enquanto a sociedade simples vincula-se ao RCPJ. 
Art. 1.150, CC. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao 
Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, 
e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual 
deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade 
simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. 
IV – Incorreta, conforme caput do art. 1.153 do CC: 
Cumpre à autoridade competente, antes de efetivar o registro, verificar 
a autenticidade e a legitimidade do signatário do requerimento, bem 
como fiscalizar a observância das prescrições legais concernentes ao ato 
ou aos documentos apresentados. 
V – Incorreta, pois a inscrição no registro próprio dos atos constitutivos 
confere à sociedade personalidade jurídica – ela “nasce” para o Direito. 
Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no 
registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 
1.150). 
 
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62. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2015) Acerca do nome empresarial, é correto 
afirmar: 
a) O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social. 
b) É vedada a alienação do nome empresarial. 
c) A inscrição do nome empresarial somente será cancelada a requerimento 
do seu titular, mesmo quando cessado o exercício da atividade para que foi 
adotado. 
d) Independentemente de previsão contratual, o adquirente de 
estabelecimento, por ato entre vivos, pode usar o nome empresarial do 
alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor. 
e) A sociedade em conta de participação pode ter firma ou denominação. 
Comentários 
Letra “b”. 
b) Correta. É a nossa resposta mesmo, nos termos do art. 1.164 do CC: “O 
nome empresarial não pode ser objeto de alienação”. 
a) Incorreta, pois conforme o princípio da veracidade, o nome empresarial 
deve retratar a realidade, ou seja, não pode conter informações falsas nem o 
nome do sócio falecido, excluído ou que se retirou da sociedade, conforme o 
art. 1.165 do CC: “O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se 
retirar, não pode ser conservado na firma social”. 
c) Incorreta, pois qualquer interessado poderá requerer o cancelamento do 
nome empresarial quando cessar o exercício da atividade para que foi 
adotado, ou quando ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu (art. 
1.168, CC). 
d) Incorreta, já que faz-se necessária a previsão de permissão no contrato a 
utilização do nome empresarial pelo adquirente do estabelecimento. 
Art. 1.164, §único. O adquirente de estabelecimento, por ato 
entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do 
alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de 
sucessor. 
e) Incorreta. A sociedade em conta de participação não poderá ter nome 
empresarial (art. 1.162, CC). 
 
63. (FCC / Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-PE / 2015) 
Quanto ao estabelecimento empresarial, é correto afirmar: 
a) O conceito de estabelecimento empresarial confunde-se com o da 
sociedade empresária, como sujeito de direito, e com o de empresa, como 
atividade econômica. 
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b) O estabelecimento empresarial é composto apenas por elementos 
materiais, como as mercadorias do estoque, os mobiliários, utensílios, 
veículos, maquinaria, clientela etc. 
c) Na classificação geral dos bens, conforme Código Civil, o estabelecimento 
empresarial é uma universalidade de fato, por encerrar um conjunto de 
bens pertinentes ao empresário e destinados à mesma finalidade, de servir 
à exploração de empresa. 
d) Ao estabelecimento empresarial imputam-se as obrigações e asseguram-se 
os direitos relacionados com a empresa, já que passou o estabelecimento a 
possuir personalidade jurídica. 
e) A sociedade empresária só pode ser titular de um único estabelecimento 
empresarial, dado o princípio da unicidade. 
Comentários 
a) e d) Incorretas. A letra “c” é o nosso gabarito. O estabelecimento 
empresarial representa uma universalidade de fato, logo não constitui sujeito 
de direito nem possui personalidade jurídica própria e distinta da empresa 
(art. 1.142 do CC). 
 
 
 
b) Incorreta. O estabelecimento empresarial é composto por bens materiais e 
imateriais. 
e) Incorreta. Para a execução mais eficiente de sua atividade econômica, a 
sociedade empresária, como pessoa jurídica, muitas vezes constitui filiais. 
Contudo, o patrimônio da sociedade continua um só, em respeito à unicidade 
patrimonial da pessoa jurídica. A autonomia de cada estabelecimento 
empresarial da sociedade empresária refere-se somente às suas obrigações 
tributárias, facilitando a fiscalização. Ou seja, é criado um CNPJ para cada 
filial, mas que vinculam-se ao CNPJ matriz da sociedade empresária, ok? 
 
64. (FCC / Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-PE / 2015) Em 
relação ao registroda empresa, é correto afirmar: 
ESTABELECIMENTO 
EMPRESARIAL 
EMPRESÁRIO 
EMPRESA 
Atividade 
Empresarial 
 
Sujeito que 
exerce a atividade 
 
Complexo de 
bens 
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a) O ato empresarial sujeito a registro não pode, antes do cumprimento das 
respectivas formalidades, em nenhuma hipótese, ser oposto a terceiro. 
b) As sociedades empresárias, dependendo do objeto a que se dedicam, 
devem registrar-se na Junta Comercial do Estado em que estão sediadas. 
c) Os atos do registro de empresa praticados pelas Juntas Comerciais são, em 
sua totalidade, a matrícula e o arquivamento dos atos empresariais. 
d) O registro dos atos empresariais sujeitos à formalidade legal será requerido 
privativamente pelos sócios da empresa. 
e) A principal sanção imposta à sociedade empresária que explora 
irregularmente sua atividade econômica, funcionando sem registro na 
Junta Comercial, é a responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obrigações 
da sociedade. 
Comentários 
e) Correta. Uma sociedade empresária que funcione sem inscrição dos atos 
constitutivos no RPEM, encontra-se irregular e deve ser regida pelas regras do 
da chamada Sociedade em Comum, conforme art. 986, CC: 
Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas 
obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no 
art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade. 
a) Incorreta, pois esta regra contém as ressalvas especiais da lei e a prova de 
que o terceiro conhecia, conforme o art. 1.154, CC: 
O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da 
lei, não pode, antes do cumprimento das respectivas 
formalidades, ser oposto a terceiro, salvo prova de que este o 
conhecia. Parágrafo único. O terceiro não pode alegar 
ignorância, desde que cumpridas as referidas formalidades. 
b) Incorreta em razão da expressão “dependendo do objeto a que se 
dedicam”. A sociedade empresária vincula-se ao RPEM e a sociedade simples 
ao RCPJ (art. 1.150, CC). 
c) Incorreta. Faltou mencionar o ato de autenticação dos instrumentos de 
escrituração das empresas mercantis registradas e dos agentes 
auxiliares do comércio, conforme previsto no art. 32 da Lei nº 8.934/94. 
d) Incorreta em razão do teor do art. 1.151, CC: 
O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo 
antecedente será requerido pela pessoa obrigada em lei, e, 
no caso de omissão ou demora, pelo sócio ou qualquer 
interessado. 
 
65. (FCC/Defensor Público-DPE-CE/2014) João, titular de 
estabelecimento comercial do ramo de confeitaria, alienou-o para Paulo, que 
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continuou explorando a mesma atividade no local. Dois anos depois da 
transferência, João decidiu alugar o imóvel vizinho, no qual estabeleceu nova 
confeitaria, passando a competir diretamente com Paulo. Nesse caso, e 
considerando que o contrato de trespasse nada previa acerca da proibição de 
concorrência, é correto afirmar: 
a) João tem direito de fazer concorrência a Paulo, dado que o contrato nada 
previa a esse respeito. 
b) É requisito de validade do contrato de trespasse a estipulação, por escrito, 
acerca do direito de concorrência por parte do alienante do 
estabelecimento. 
c) Nem mesmo com autorização expressa de Paulo seria lícito a João fazer-lhe 
concorrência, por se tratar de direito irrenunciável, que visa a impedir o 
comportamento empresarial predatório, prejudicial ao desenvolvimento 
sustentável da ordem econômica. 
d) João tem direito de explorar a mesma atividade no imóvel vizinho 
amparado no princípio constitucional da liberdade de concorrência, 
reputando-se nulas quaisquer convenções que o proibissem de competir 
com Paulo. 
e) Na omissão do contrato, João não poderá fazer concorrência a Paulo nos 
cinco anos subsequentes à transferência do estabelecimento. 
Comentários 
Letra “e”. Esta questão trata da cláusula de não restabelecimento ou não 
concorrência, no caso de alienação do estabelecimento empresarial. Conforme 
reza o art. 1.147, caput, CC, em regra, João não poderá fazer concorrência a 
Paulo pelo prazo de 5 anos da transferência do estabelecimento, exceto se 
Paulo expressamente autorizar. Assim, a única alternativa correta é a letra E. 
 
66. (FCC / ICMS-PE / 2014) Quanto ao nome empresarial, é correto 
afirmar: 
a) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode sempre 
ser conservado na firma social. 
b) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, 
ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso 
privativo do nome exclusivamente nos limites do respectivo município. 
c) O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no 
mesmo registro; se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já 
inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga. 
d) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois tem conteúdo 
econômico. 
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e) O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, é legalmente 
impedido de usar o nome do alienante, ainda que precedido do seu próprio, 
com a qualificação de sucessor. 
Comentários 
c) Correta. É a nossa resposta, segundo o art. 1.163 do CC: 
O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já 
inscrito no mesmo registro. Parágrafo único. Se o empresário 
tiver nome idêntico ao de outros já inscritos, deverá acrescentar 
designação que o distinga. 
a) Em respeito ao princípio da veracidade, o nome empresarial não pode 
conter o nome de sócio que não faça mais parte da sociedade. Esta regra está 
preconizada no art. 1.165 do CC, deixando esta alternativa incorreta. 
b) A proteção ao nome empresarial é, em regra, no âmbito estadual, nos 
termos do art. 1.166 do CC: 
A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas 
jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, 
asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo 
Estado. Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-
á a todo o território nacional, se registrado na forma da lei 
especial. 
d) O nome empresarial não pode ser objeto de alienação (art. 1.164, caput, 
CC). Incorreta. 
e) Incorreta, segundo o §único do art. 1.164, CC. 
 
67. (FCC / DEFENSOR PUBLICO-SP / 2009) Para que uma pessoa possa 
ser reputada empresária tem-se que verificar sua inscrição perante o Registro 
Público de Empresas Mercantis. 
Comentários 
O item está errado. Conforme a teoria da empresa, para que uma pessoa seja 
considerada empresária ela deve reunir os atributos e características típicas da 
atividade empresarial. Assim, a inscrição perante o RPEM é apenas 
DECLARATÓRIA da condição de empresário, ou seja, da sua regularidade. 
Assertiva incorreta. 
 
68. (FCC / JUIZ SUBSTITUTO-TJ-PE / 2011) É correto afirmar que a lei 
assegurará tratamento isonômico ao empresário rural e ao pequeno 
empresário, quanto à inscrição empresarial e aos efeitos dela decorrentes. 
Comentários 
O item está errado. Pessoal, a banca trocou palavras e aparentemente pode 
parecer que a afirmativa é correta. Lendo rápido podemos nos equivocar. Na 
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www.exponencialconcursos.com.brverdade, o que está previsto é o tratamento favorecido, diferenciado e 
simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário com relação a sua 
inscrição e seus efeitos. É assim que está previsto no art. 970 do CC. A 
palavra “isonômico” deixa a afirmativa incorreta. 
 
69. (FGV/ISS-Niterói/2015) No contrato de arrendamento de um dos 
estabelecimentos da sociedade empresária Abreu & Cia Ltda., celebrado pelo 
prazo de 10 (dez) anos, não houve estipulação autorizando o arrendatário a 
fazer concorrência ao arrendador. A partir desse dado, é correto afirmar que o 
arrendador: 
a) não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, 
porém esse prazo fica limitado a cinco anos; 
b) poderá fazer concorrência ao arrendatário, porque as cláusulas implícitas 
ou expressas de proibição de concorrência são nulas; 
c) diante da omissão no contrato quanto à proibição de concorrência, poderá 
fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato; 
d) não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, 
mesmo que esse seja maior do que cinco anos; 
e) não poderá fazer concorrência ao arrendatário porque o prazo de duração 
do contrato coincide com o máximo fixado em lei para a cláusula de 
proibição de concorrência. 
Comentários 
Letra “d”. Questão tranquila. Sem problemas. Está nos termos do §único do 
art. 1.147 do CC. Notemos que mesmo sendo uma questão considerada fácil, 
ela não foi abordada de forma literal à norma legal. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do 
estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco 
anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o 
prazo do contrato. 
 
70. (FGV/ISS-Niterói/2015) A partir da previsão contida no art. 1.143 do 
Código Civil, segundo o qual “pode o estabelecimento ser objeto unitário de 
direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam 
compatíveis com a sua natureza”, é possível afirmar que tal instituto tem 
natureza de: 
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a) comunhão ou universalidade de direitos; 
b) universalidade de fato; 
c) patrimônio de afetação; 
d) pessoa jurídica de direito privado; 
e) pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
Comentários 
Letra “b”. Nossos doutrinadores divergiam bastante quanto à natureza do 
estabelecimento empresarial: universalidade de fato ou universalidade de 
direito. Ultimamente, segundo a maior parte da doutrina, o estabelecimento 
empresarial é uma universalidade de fato, ou seja, “pode ser objeto de 
relações jurídicas próprias, distintas das relativas a cada um dos bens 
singulares que o integram” (Negrão, Ricardo. Direito Empresarial: estudo 
unificado. 5 ed. rev. – São Paulo; Saraiva, 2014.). Gabarito: B. 
 
71. (FGV/ISS-Niterói/2015) O empresário e a sociedade empresária 
devem adotar um nome para o exercício da empresa, de acordo com o Código 
Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial, possui regras para sua 
formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para 
utilização/formação do nome empresarial é: 
a) a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome 
empresarial, que incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo 
facultativo o aditivo & Companhia, caso todos os sócios sejam nominados; 
b) a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também 
conhecida como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome 
patronímico, apenas palavras ou expressões designativas do objeto social; 
c) nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma 
social como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da 
denominação com a indicação do objeto social; 
d) o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode 
usar a firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a 
qualificação de sucessor; 
e) na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é 
firma, exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo 
seguida do aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado. 
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Letra “a”. Esta é uma questão polêmica em razão da alternativa A. 
a) Manteve esta alternativa como correta, apesar dos diversos recursos. 
Vejamos: O aditivo & Companhia é usado quando não constar na firma a 
individualização de todos os sócios, tão-somente, conforme art. 5º, II, a) da 
Instrução Normativa DREI nº 15, de 5 de dezembro de 2013: da sociedade em 
nome coletivo, se não individualizar todos os sócios, deverá conter o nome de 
pelo menos um deles, acrescido do aditivo “e companhia”, por extenso ou 
abreviado. O art. 1.157 do CC também assim dispõe: 
Art. 1.157 do CC. A sociedade em que houver sócios de 
responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes 
daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um 
deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura. 
Portanto, o examinador considera correto facultativo o uso do aditivo 
& Companhia quando todos os sócios constarem na firma social da sociedade 
em nome coletivo. Complicado!!!! O Professor Ricardo Negrão (2014, p.56), 
por sua vez, dispõe acerca da sociedade em nome coletivo: “...quanto ao 
nome adotado: admite-se apenas firma social, isto é, nome empresarial 
composto pelo nome de um ou alguns sócios, de forma reduzida ou integral, 
acrescido da expressão “e companhia”, abreviada ou completa, ou, ainda, o 
nome de todos os sócios, sem qualquer acréscimo”. Veja: “...sem acréscimo.”. 
Logo, observemos que não há previsão legal para manter o aditivo “& 
Companhia” quando todos os sócios estiverem individualizados na firma social, 
já que não há evidente necessidade. Enfim, levemos isso para a prova já que 
a banca manteve o gabarito! A FGV se manifestou sobre esta alternativa 
nestes termos: “A alternativa que contém a afirmativa “a sociedade em nome 
coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que incluirá o nome de 
pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo & Companhia, caso 
todos os sócios sejam nominados” é a única correta, com base nos artigos 
1.042 e 1.157 do Código Civil, considerando-se também que na sociedade em 
nome coletivo todos os sócios possuem responsabilidade ilimitada pelas 
obrigações sociais”. 
b) Incorreta, pois pode figurar na denominação de sociedade limitada o nome 
de um ou mais sócios (art. 1.158, §2º: A denominação deve designar o objeto 
da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios.). 
c) Incorreta, pois na sociedade em comandita por ações é permitido o uso da 
firma como modalidade de nome empresarial, nos termos do Art. 1.161. A 
sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar 
denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita 
por ações". 
d) Incorreta, pois o nome do sócio falecido não pode ser conservado na firma 
social (art. 1.165, CC). 
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e) Incorreta, pois a sociedade em conta de participação não pode ter nome 
empresarial (art. 1.162, CC). 
 
72. (FGV / ISS-Cuiabá / 2014) Uma sociedade empresária com sede em 
Denise/MT,composta por três sócios pessoas naturais, adotou o nome 
empresarial “Pontes, Lacerda & Cáceres”. Sobre esse nome empresarial, 
assinale a afirmativa correta. 
a) Trata-se de denominação adotada por sociedade em comandita por ações. 
b) Trata-se de firma social adotada por sociedade cooperativa. 
c) Trata-se de denominação adotada por sociedade anônima. 
d) Trata-se de firma adotada por sociedade em nome coletivo. 
e) Trata-se de firma adotada por sociedade em comandita simples. 
Comentários 
d) Correta. A sociedade em nome coletivo utiliza a firma ou razão social 
como nome empresarial (art. 1.041, CC). 
a) Incorreta. Na denominação deve constar expressão ou nome fantasia. No 
caso de sociedade em comandita por ações, a expressão “comandita por 
ações”. Lembrando que a comandita pode adotar denominação ou firma (art. 
1.161, CC). 
b) Incorreta. A cooperativa usa somente denominação e deve constar a 
expressão “cooperativa” (art. 1.159, CC). 
c) Incorreta. Não se trata de denominação e a sociedade anônima utiliza 
expressões “Companhia” ou “Sociedade Anônima”, por extenso ou 
abreviadamente. É vedado o uso de “Companhia” ou “Cia.” no final da 
denominação. 
e) Incorreta. A sociedade em comandita simples deverá conter o nome de pelo 
menos um dos sócios comanditados, com o aditivo "e companhia", por 
extenso ou abreviado, conforme prevê a Instrução Normativa nº 104/07 em 
seu art. 5º. 
 
73. (FGV / ISS-Recife / 2014) Alfredo Chaves exerce em caráter 
profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração de 
auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há 
registro da atividade por parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público. 
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Com base nestas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de 
natureza literária. 
b) Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum 
órgão público. 
c) Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial. 
d) Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em 
caráter profissional. 
e) Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na 
Junta Comercial. 
Comentários 
Letra “e”. Em razão do §único do art. 966, CC, num primeiro momento Alfredo 
Chaves não seria considerado empresário por exercer atividade intelectual. No 
entanto, o exercício dessa atividade constitui elemento de empresa, logo 
pela parte final deste dispositivo do CC, Alfredo Chaves exerceria atividade 
típica de empresário – organizada e com a contribuição de auxiliares. Por 
outro lado, ele não efetuou o devido registro dessa atividade no órgão 
competente (Junta Comercial), conforme determina o art. 967 do CC: Art. 
967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. Acontece que a 
inscrição do empresário na Junta Comercial não é constitutiva da condição 
de empresário, mas sim da sua regularidade, ou seja, significa dizer que 
Alfredo Chaves seria um empresário irregular (um empresário ou comerciante 
informal). Assim, somente a letra E está correta. 
 
74. (FGV / ISS-Recife / 2014) O complexo de bens organizado e 
titularizado por empresário para o exercício de atividade econômica em 
caráter profissional, que pode ser objeto unitário de direitos e negócios 
jurídicos, denomina-se: 
a) aviamento. 
b) firma. 
c) empresa. 
d) estabelecimento. 
e) matriz ou sede. 
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Letra “d”. O aviamento é um atributo do estabelecimento empresarial que 
significa a capacidade que ele tem de produzir lucros, podendo ser entendido 
como o conjunto dos bens pertencentes ao estabelecimento. Assim, a 
alternativa correta é a letra D, nos termos dos artigos abaixo transcritos: 
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens 
organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por 
sociedade empresária. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de 
negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis 
com a sua natureza. 
Gabarito: D 
 
75. (FGV / OAB-XIII Exame / 2014) Ananias Targino consulta sua 
advogada para saber as providências que deve tomar para publicizar o 
trespasse do estabelecimento da Empresa Individual de Responsabilidade 
Limitada (EIRELI) por ele constituída e enquadrada como microempresa, cuja 
firma é Ananias Targino EIRELI ME. A advogada corretamente respondeu que: 
a) é dispensável qualquer publicização ou arquivamento do contrato de 
trespasse do estabelecimento por ser a EIRELI enquadrada como 
microempresa. 
b) é dispensável o arquivamento do contrato de trespasse no Registro Público 
de Empresas Mercantis, mas ele deverá ser publicado na imprensa oficial. 
c) é dispensável o arquivamento do contrato de trespasse no Registro Público 
de Empresas Mercantis, mas ele deverá ser publicado na imprensa oficial e 
em jornal de grande circulação. 
d) é dispensável a publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial, 
mas ele deverá ser arquivado no Registro Público de Empresas Mercantis. 
 Comentários 
Letra “d”. Questão bem específica sobre o trespasse de estabelecimento 
empresarial de uma EIRELI enquadrada como microempresa. Portanto, 
sujeita-se à LC 123/06. Assim, ela estará dispensada de publicar o contrato de 
trespasse na imprensa oficial por determinação do art. 71 da LC 123/06, que a 
dispensa da publicação de qualquer ato societário. Porém, por força do 
art. 1.144 do CC, ela deve registrar no RPEM o trespasse. 
Art. 71. Os empresários e as sociedades de que trata esta Lei 
Complementar, nos termos da legislação civil, ficam dispensados da 
publicação de qualquer ato societário. 
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Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou 
arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a 
terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou 
da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e 
de publicado na imprensa oficial. 
 
76. (FGV / ISS-Recife / 2014) Condado Confeitaria Ltda. arrendou o 
estabelecimento de uma de suas filiais, situado na cidade de Buíque, à 
sociedade empresária Calumbi, Machados & Cia. Ltda. Não houve notificação 
prévia do arrendamento aos credores quirografários do arrendador, apenas a 
publicação legal do contrato e seu arquivamento na Junta Comercial. 
O contrato foi celebrado pelo prazo de quatro anos e contém estipulação 
estabelecendo que, durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer 
concorrência ao arrendatário na cidade de Buíque. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a estipulação contratual 
é: 
a) válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição 
de concorrência ao arrendador persiste durante o prazo do contrato. 
b) nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre 
iniciativa e da livre concorrência, impedindo o restabelecimento do 
arrendador. 
c) anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazode 
proibição de concorrência ao arrendador limita-se aos cinco anos 
subsequentes à transferência. 
d) não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso 
de alienação do estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos. 
e) é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo 
arrendamento do estabelecimento, o arrendador deveria ter notificado 
previamente seus credores quirografários. 
Comentários 
Letra “a”. Temos dois pontos principais a serem destacados nesta questão 
sobre arrendamento do estabelecimento empresarial: a não comunicação 
prévia aos credores quirografários do arrendador e a existência de cláusula 
contratual de não restabelecimento. Em relação ao primeiro ponto, no 
arrendamento do estabelecimento empresarial, a comunicação aos credores 
não é requisito para a sua eficácia perante terceiros (art. 1.144, CC); basta a 
publicação legal do contrato e sua inscrição no RPEM. Essa condição é aplicada 
no caso de alienação do estabelecimento, já que a propriedade deste será 
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transferida em definitivo para outra pessoa. Logo, a alternativa E está 
incorreta. Relembremos o nosso esquema: 
 
Quanto ao segundo ponto, a aludida cláusula de não restabelecimento está 
conforme o parágrafo único do art. 1.147 do CC. Ou seja, sua duração é a 
mesma do prazo do contrato de arrendamento. Assim, a única alternativa 
correta é a letra A. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do 
estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos 
cinco anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá 
durante o prazo do contrato. 
 
77. (FGV / ISS-Recife / 2014) Sobre os atos de competência do Registro 
Público de Empresas Mercantis (denominado atualmente Registro 
Empresarial), a cargo das Juntas Comerciais, assinale a afirmativa correta: 
a) O registro compreende a matrícula dos leiloeiros, tradutores públicos e 
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais, 
bem como o cancelamento dela. 
b) Os atos concernentes a sociedades simples e a sociedades empresárias 
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil estão sujeitos a 
arquivamento. 
Se não restarem 
ao alienante 
bens suficientes. 
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c) O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração, 
dissolução e extinção de associações, sociedades empresárias e 
cooperativas compete às Juntas Comerciais. 
d) A autenticação dos instrumentos de escrituração das sociedades 
empresárias, do empresário individual, registrado ou não, e dos agentes 
auxiliares do comércio é de responsabilidade das Juntas Comerciais. 
e) As Juntas Comerciais procederão ao assentamento dos usos e das práticas 
mercantis apenas quando houver provocação da Procuradoria ou de 
entidade de classe interessada. 
Comentários 
Letra “a”. Questão sobre o registro da empresa. As disposições que justificam 
as alternativas são todas da Lei nº 8.934/94. 
a) De cara é o nosso gabarito. Está praticamente literal ao art. 32, inciso I. 
b) Incorreta. O erro está em mencionar sociedade simples, que vincula-se ao 
RCPJ (art. 32, inciso II, alínea c). 
c) Incorreta. Aqui, considerando a literalidade do art. 32, inciso II, alínea a, o 
único erro seria mencionar que as associações estariam sujeitas à inscrição 
dos atos constitutivos na Junta Comercial. Porém, um outro possível erro 
poderá ser questionado: cooperativa. É que há certa divergência quanto à 
inscrição das sociedades cooperativas, se na Junta Comercial ou no RCPJ, 
tendo em vista que a cooperativa possui natureza de sociedade simples. 
Entretanto, nesta questão me parece que o examinador quis abordar a 
literalidade dos dispositivos da lei de registro das empresas, pois as outras 
alternativas encontram justificativas nessa lei. No mais, voltaremos a essa 
divergência mencionada quando tratarmos especificamente da sociedade 
cooperativa, ok? 
d) Incorreta. O erro está em mencionar que podem ser autenticados os 
instrumentos de entes não registrados na Junta Comercial (art. 32, inciso III). 
e) Incorreta. Não há a condição restritiva apresentada na parte final desta 
alternativa. Além disso, a Procuradoria, como órgão da Junta Comercial, 
possui outra atribuição: fiscalizar e promover o fiel cumprimento das normas 
legais e executivas (art. 28). No mais, compete à Junta Comercial realizar o 
assentamento dos usos e das práticas mercantis (art. 8, inciso IV). Vejamos a 
seguir os dispositivos legais do art. 32. 
Art. 32. O registro compreende: 
I - a matrícula e seu cancelamento: dos leiloeiros, tradutores públicos e 
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-
gerais; 
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II - O arquivamento: 
a) dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e 
extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e 
cooperativas; 
b) dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade de que trata a Lei 
nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976; 
c) dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas 
a funcionar no Brasil; 
d) das declarações de microempresa; 
e) de atos ou documentos que, por determinação legal, sejam atribuídos 
ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou 
daqueles que possam interessar ao empresário e às empresas 
mercantis; 
III - a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas 
mercantis registradas e dos agentes auxiliares do comércio, na forma de 
lei própria. 
 
78. (FGV / Juiz-TJ-AM / 2013) De acordo com o Direito Empresarial, 
disciplinado pelo Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
e) A sociedade limitada que tem por objeto a criação de cabeças de gado para 
corte, pode ter os seus atos constitutivos registrados no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas. 
Comentários 
O item está certo. Com estas características, podemos pressupor que trata-se 
de uma sociedade limitada que exercer atividade empresarial, logo, ela poderá 
se vincular tanto ao RPEM quanto ao RCPJ – é mas das exceções à Teoria da 
Empresa. Assim, é uma sociedade de natureza simples. 
Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade 
própria de empresário rural, e seja constituída, ou transformada, de 
acordo com um dos tipos de sociedade empresária, pode, com as 
formalidades do art. 968, requerer inscrição no Registro público de 
Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, 
ficará equiparada, para todos os efeitos, à sociedade empresária. 
 
79. (FGV/Juiz-TJ-AM/2013) De acordo com o Direito Empresarial, 
disciplinado pelo Código Civil, assinale a afirmativa correta. 
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b) O analfabeto pode se inscrever como empresário individual no Registro 
Público de Empresas Mercantis, mediante outorga de uma procuração, por 
instrumento público ou particular. 
Comentários 
O item está errado. Não há qualquer vedação legal à inscrição do analfabeto 
como empresário individual. A capacidade civil para o exercícioda atividade 
empresarial é aquela que está presente nos artigos 3º e 4º, CC. Então, 
podemos concluir que a primeira parte desta afirmativa estaria correta. A 
dúvida que podemos ter é sobre a exigência de “...outorga de uma 
procuração, por instrumento público ou particular.” ao analfabeto. Aí, galera, 
caso alguém não tivesse o conhecimento do dispositivo da Instrução 
Normativa DREI nº 10/2013 abaixo transcrito, deveria usar a técnica do bom 
senso, afinal de contas, somente mediante uma procuração com os poderes 
necessários para a prática do ato de inscrição é que o analfabeto estaria apto 
e regular para exercer a atividade empresarial. Só um detalhe: esta 
procuração deve ser por instrumento público. 
1.3.5 - REPRESENTAÇÃO DO EMPRESÁRIO 
Poderá o empresário ser representado por procurador com poderes 
específicos para a prática do ato. Em se tratando de empresário 
analfabeto, a procuração deverá ser outorgada por instrumento 
público. Na procuração por instrumento particular deve constar o 
reconhecimento da firma do outorgante. 
 
80. (FGV / ICMS-RJ / 2011) O empresário individual e as sociedades 
empresárias são obrigados, por lei, a seguir um sistema de contabilidade, 
mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em 
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o 
balanço patrimonial e o de resultado econômico. 
A respeito dos livros comerciais, é INCORRETO afirmar que: 
a) o empresário que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá 
substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas, contudo, as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para 
aquele. 
b) a filial localizada no Brasil, de sociedade empresária com sede em país 
estrangeiro, fica subordinada às mesmas disposições relativas à 
escrituração dos livros comerciais, previstas no Código Civil brasileiro. 
c) além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Razão, que pode 
ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou 
eletrônica. 
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d) salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as 
fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público 
de Empresas Mercantis. 
e) o juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de 
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a 
sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de 
outrem, ou em caso de falência. 
Comentários 
ANULADA. Gabarito preliminar: Letra “c”. Questão que foi anulada. Vejamos o 
motivo, lembrando que devemos assinalar a alternativa incorreta. A 
alternativa a) está correta e literal ao art. 1.185. A letra b) está conforme o 
Art. 1.195, afinal a regra válida para a sociedade nacional também se aplica a 
sociedade estrangeira que aqui atua. Já a c) está incorreta, pois o livro 
indispensável é o DIÁRIO, e não o Razão, segundo art. 1.180 do CC – este foi 
o gabarito preliminar. A alternativa d) está correta conforme o art. 1.181 do 
CC. Bem, a alternativa e) foi a razão da anulação da questão. Percebemos que 
todas as alternativas estão praticamente literais aos dispositivos do CC, 
inclusive esta. Por isso mesmo, o examinador desconsiderou o contido no art. 
381 do Código de Processo Civil, que diz: 
Art. 381, CPC. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a 
exibição integral dos livros comerciais e dos documentos do 
arquivo: 
I – na liquidação da sociedade; 
II – na sucessão por morte de sócio; 
III – quando e como determinar a lei. 
Portanto, ao usar a expressão “só” na alternativa, o examinador 
desconsiderou a interpretação sistêmica de ordenamento jurídico. Assim, nos 
casos dos incisos acima do art. 381 do CPC, o juiz também poderá ordenar a 
exibição integral dos livros comerciais, beleza? Logo, questão perfeitamente 
anulada. 
 
81. (FGV / ICMS-RJ / 2011) XYZ Produtos Alimentícios Ltda. é uma 
sociedade empresária, regularmente inscrita no órgão competente desde 
1999, cujo objeto constitui a exploração do ramo de alimentos. Com sólido 
nome no mercado, localizada em um ponto empresarial altamente valorizado 
no Estado do Rio de Janeiro, detentora de valiosa marca e linhas de crédito 
pré-aprovadas nos melhores bancos do Estado à sua disposição, os sócios 
decidem, por maioria absoluta, fazer a cessão do estabelecimento, 
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aproveitando ótima proposta oferecida por um empresário que já atua no 
mesmo ramo. 
Em relação ao estabelecimento, assinale a afirmativa correta. 
a) A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. responde de forma 
subsidiária por eventuais débitos existentes anteriormente à cessão 
apontada. 
b) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz 
efeitos em relação aos respectivos devedores, desde o momento da 
publicação da transferência, somente ficando exonerado se, de boa-fé, 
paga ao cedente. 
c) Para ser considerada eficaz, a cessão é indispensável à expressa 
autorização dos credores existentes àquela época, ainda que a sociedade 
possua bens suficientes para solver o seu passivo. 
d) A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. não pode fazer 
concorrência ao empresário adquirente, pelo prazo de 2 (dois) anos, salvo 
se obtida autorização expressa. 
e) O contrato de cessão produz efeitos em relação a terceiros desde a sua 
averbação à margem da inscrição da sociedade no Registro Público de 
Empresas Mercantis, no caso, a cargo da Junta Comercial do Estado do Rio 
de Janeiro, independente de a publicação ocorrer na imprensa oficial. 
Comentários 
Letra “b”. Pessoal, esta é uma questão que gerou dúvidas. Vejamos! 
b) Esta é mais uma daquelas alternativas que geram dúvidas. Aqui podemos 
adotar aquele conhecido jargão de concurseiro: “Esta é a alternativa mais 
correta ou menos errada”. Tudo devido ao fato de que o examinador não se 
limitou em copiar o dispositivo da lei; até aí tudo bem, porém não pode é 
alterar o sentido legal almejado pelo legislador, ou colocá-lo em dúvida. E foi 
isso que ocorreu. O artigo em comento é o art. 1.149 do CC. Obviamente, com 
a transferência do estabelecimento não só os débitos, mas também os créditos 
são envolvidos. Assim, desde o momento da publicação do trespasse, a 
cessão dos créditos passa a produzir efeitos em relação aos seus 
devedores. No entanto, caso o devedor pague de boa-fé ao cedente do 
estabelecimento, ele estará desobrigado. Ou seja, como há a possibilidade de 
ocorrer o pagamento ao cedente após a celebração do contrato de cessão sem 
que o devedor tenha conhecimento da publicação do ato, ele fica exonerado 
da obrigação, pois teria agido de boa-fé. Bem, é dessa forma que versa o 
Código Civil. Todavia, o examinador substituiu a expressão “mas” por 
“somente” na alternativa, gerando muitos recursos. O argumento dos 
recorrentes era no sentido de que em utilizando a expressão “somente”, não 
haveria outra forma do devedor ser exonerado de sua obrigação, senão o 
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pagamento ao cedente (credor original). Porém, ele poderia pagar diretamente 
ao adquirente do estabelecimento, e, desta forma, se livraria de sua 
obrigação. Assim, se julgado procedente os recursos, não haveria alternativa 
correta,já que as demais estão flagrantemente erradas. 
Contudo, a FGV manteve o gabarito argumentando que “a palavra 
“somente”, presente na afirmativa, destaca a necessidade de haver a boa-fé. 
Não havendo boa-fé, não ficará o devedor exonerado. Não objetivou a questão 
esgotar as possibilidades de exoneração da obrigação do devedor.”. 
Minha opinião é no sentido de que a FGV acertou em manter o gabarito, 
porém reitero a maldade e desnecessidade de utilizar ferramentas que 
coloquem em dúvidas dispositivos legais; considerando, ainda, que as demais 
alternativas estão muito incorretas, e esta é a que melhor atende o enunciado. 
a) Incorreta, pois os débitos anteriores à cessão do estabelecimento são de 
responsabilidade de quem adquirir o estabelecimento, DESDE que estejam 
regularmente contabilizados. Porém, o proprietário/devedor antigo fica 
SOLIDARIAMENTE obrigado por essas dívidas existentes por UM ANO a partir 
da data da publicação do trespasse quanto aos débitos já vencidos e por UM 
ANO, também, do dia do vencimento quanto aos débitos a vencerem (art. 
1.146 do CC). 
c) Para ser considerada eficaz, a cessão é indispensável à expressa 
autorização dos credores existentes àquela época, ainda que a sociedade 
possua bens suficientes para solver o seu passivo. Incorreta, nos termos do 
art. 1.145 do CC. O consentimento dos credores do alienante do 
estabelecimento sobre a sua transferência pode ser expresso ou tácito em 
trinta dias a partir de sua notificação. Tal consentimento é vital para a eficácia 
da transferência. Todavia, somente é exigido esse consentimento, SE AO 
ALIENANTE NÃO RESTAREM BENS SUFICIENTES PARA SOLVER O SEU 
PASSIVO. De outra forma, para garantir a eficácia do trespasse, obviamente, 
o alienante poderá pagar seus credores. Portanto, o erro desta alternativa está 
em sua parte final, já que se possuir bens suficientes para solver o seu 
passivo, não será necessário o consentimento dos credores. 
d) A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. não pode fazer 
concorrência ao empresário adquirente, pelo prazo de 2 (dois) anos, salvo se 
obtida autorização expressa. Incorreta. O erro está “no prazo de 2 (dois) 
anos”, quando o prazo correto é de 5 (cinco) anos, conforme art. 1.147 do CC. 
e) O contrato de cessão produz efeitos em relação a terceiros desde a sua 
averbação à margem da inscrição da sociedade no Registro Público de 
Empresas Mercantis, no caso, a cargo da Junta Comercial do Estado do Rio de 
Janeiro, independente de a publicação ocorrer na imprensa oficial. Incorreta, 
já que conforme preconizado no art. 1.144 do CC, é necessário publicar na 
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Imprensa Oficial o contrato de cessão do estabelecimento para que a 
transferência realmente produza efeitos. 
82. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Com relação ao estabelecimento empresarial, 
assinale a afirmativa incorreta. 
a) É o complexo de bens organizado para o exercício da empresa, por 
empresário ou por sociedade empresária. 
b) Refere-se tão-somente à sede física da sociedade empresária. 
c) Desponta a noção de aviamento. 
d) Inclui, também, bens incorpóreos, imateriais e intangíveis. 
e) É integrado pela propriedade intelectual. 
Comentários 
b) Incorreta. Eis a nossa resposta. O estabelecimento é complexo de bens 
corpóreos e incorpóreos, logo não se refere somente à sede física. 
a) Correta. Definição legal de estabelecimento nos termos do art. 1.142 do 
CC. 
c) Correta. O Professor Rubens Requião conceitua: “aviamento é a aptidão da 
empresa de produzir lucros, decorrente da qualidade e da melhor perfeição de 
sua organização”. O aviamento, desta forma, pressupõe a existência do 
estabelecimento. 
d) Como já foi afirmado, o estabelecimento empresarial é um complexo de 
bens, e traduz tanto os bens corpóreos quanto os incorpóreos, imateriais e 
intangíveis. 
e) Correta. A propriedade intelectual pode ser dividida em direito autoral e 
propriedade industrial. A propriedade industrial compreende a invenção e 
modelo de utilidade (bens patenteáveis), bem como as marcas de produtos ou 
serviços. Desta forma, são bens imateriais e integram o estabelecimento 
empresarial. A propriedade industrial está fora de nosso programa. 
 
83. (FGV / ICMS-RJ / 2010) Com relação ao registro da empresa, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. A matrícula, o arquivamento e a autenticação são atos do registro de 
empresa. 
II. O empresário que desenvolve atividade rural de grande porte está obrigado 
a requerer a inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede. 
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III. Compete ao Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC, a 
execução do ato de registro do empresário. 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
b) se somente a afirmativa I estiver correta. 
c) se somente a afirmativa II estiver correta. 
d) se somente a afirmativa III estiver correta. 
e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
Comentários 
Letra “b”. 
I – Correta. O registro é gênero cujas espécies são a matrícula, arquivamento 
e autenticação (art. 32 da Lei 8.934/94). Matrícula – dos leiloeiros, 
tradutores públicos e intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de 
armazéns-gerais; Arquivamento – dos atos constitutivos, alterações, 
dissolução e extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e 
cooperativas; dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade; dos atos 
concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a funcionar no 
Brasil; das declarações de microempresa; de atos ou documentos que, por 
determinação legal, sejam atribuídos ao RPEM ou daqueles que podem 
interessar ao empresário e às empresas mercantis; Autenticação – dos 
instrumentos de escrituração das empresas mercantis registradas e dos 
agentes auxiliares do comércio, na forma de leis próprias. 
II – O empresário que desenvolve atividade rural de grande porte está 
obrigado a requerer a inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede. Incorreta. É facultado ao empresário rural requerer 
inscrição no RPEM nos termos do art. 971 do CC. Observe que não há 
distinção quanto ao porte de sua atividade. 
Art. 971 do CC. O empresário, cuja atividade rural constitua sua 
principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o 
art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de 
Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, 
ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a 
registro. 
III – Compete ao Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC, a 
execução do ato de registro do empresário. Incorreta. Esta competência é das 
Juntas Comerciais (arts. 3º, II e 8º, I da Lei 8.934/94). O antigo DNRC (hoje 
DREI) tinha função supervisora, orientadora, coordenadora e normativa, no 
plano técnico; e supletiva, no âmbito administrativo. 
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84. (FGV / ICMS-AP / 2010) Pedro Henrique tem uma sorveteria na qual 
vende sorvetes artesanais da sua marca Gelados. O imóvel no qual está 
localizada a empresa, os freezers e as máquinas necessárias para a elaboração 
dos sorvetes são alugados. Os móveis e o estoque de matéria prima, no 
entanto, são de propriedade de Pedro Henrique.Ressalta-se que a marca é 
bastante conhecida na cidade e o seu estabelecimento já tem uma clientela 
fiel. 
Considerando os fatos expostos, assinale a alternativa correta. 
a) Fazem parte do estabelecimento empresarial apenas os móveis e o estoque 
de matéria prima, pois somente estes bens são de propriedade de Pedro 
Henrique. 
b) Fazem parte do estabelecimento empresarial todos os bens que estão 
organizados para o desenvolvimento da empresa, isto é, tanto o imóvel, 
quando os freezers, as máquinas, os móveis, o estoque e a marca Gelados. 
c) Pedro Henrique não pode ser considerado empresário pois não desenvolve 
a atividade empresarial por meio de uma sociedade empresária. 
d) Se Pedro Henrique desejar alienar o estabelecimento, o trespasse somente 
poderá abranger os bens de propriedade de Pedro Henrique, não podendo 
versar sobre os contratos relacionados com os outros bens. 
e) Se Pedro Henrique desejar alienar o estabelecimento, o preço do negócio 
deverá corresponder exatamente ao preço de mercado dos bens de sua 
propriedade, considerados isoladamente. 
Comentários 
Letra “b”. A questão trata do chamado ponto comercial, que é um dos 
elementos do estabelecimento empresarial. O ponto comercial é o local físico 
onde a atividade comercial está sendo exercida. Pode ser de propriedade do 
próprio empresário ou fruto de locação. Assim, podemos perceber que 
dependendo da localização da atividade exercida, esta poderá ter valores 
diferentes. No caso de locação, a lei nº 8.245/91 (Lei de Locação) confere 
direito de renovação do contrato dos imóveis destinados à atividade 
empresarial, pois uma nova localização pode significar prejuízo financeiro. 
Assim, embora o locador não deseje renovar o contrato, o direito à renovação 
existe quando cumpridos os requisitos previstos no art. 51 da lei de locação. 
Pois bem, no caso dessa questão, a atividade exercida possui as 
características de ponto comercial, já que sua marca é conhecida na cidade 
e apresenta clientela fiel. Desta forma, vejamos as alternativas: 
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a) Incorreta e b) correta. Tanto o imóvel quanto os bens móveis fazem parte 
do estabelecimento empresarial, pois adquiriram juntos a condição de ponto 
comercial. 
c) Incorreta, pois uma pessoa física na condição de empresário individual 
também pode exercer a atividade empresária, como ocorre nesta questão. 
Não é requisito para ser empresário ter que exercer a atividade por meio de 
uma sociedade, ok? 
d) Incorreta, pois o trespasse importa a sub-rogação do adquirente pelos 
contratos estipulados para exploração do estabelecimento, desde que não 
tenham caráter pessoal. Ressaltando-se que o contrato de locação não se 
transmite automaticamente ao adquirente. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a 
sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do 
estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros 
rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da 
transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
e) Incorreta. O estabelecimento empresarial possui o atributo do aviamento, 
o qual se caracteriza pela capacidade que os bens do estabelecimento têm, de 
uma vez vendidos em conjunto, gerarem um lucro maior do que teriam se 
fossem vendidos isoladamente. Portanto, no caso de alienação do 
estabelecimento empresarial, o seu preço de negócio considerará a avaliação 
do estabelecimento como um todo, dos bens corpóreos aos bens incorpóreos. 
 
85. (FGV / ICMS-RJ / 2010) A respeito do trespasse do estabelecimento 
empresarial, analise as afirmativas a seguir. 
I. O contrato de trespasse de estabelecimento empresarial produzirá efeitos 
quanto a terceiros só depois de averbado à margem da inscrição do 
empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas 
Mercantis e de publicado na imprensa oficial. 
II. Com relação aos créditos de natureza civil vencidos antes da celebração do 
contrato de trespasse, o vendedor do estabelecimento continuará por eles 
solidariamente obrigado, pelo prazo de um ano contado a partir da publicação 
do contrato de trespasse na imprensa oficial. 
III. Não se admite, mesmo por convenção expressa entre os contratantes, o 
imediato restabelecimento do vendedor do estabelecimento no mesmo ramo 
de atividades e na mesma zona geográfica. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
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b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
Comentários 
Letra “c”. 
I – Correta, conforme art. 1.144 do CC. Trespasse averbado no RPEM e 
publicado no Diário Oficial para produzir efeitos. 
II – Correta, conforme art. 1.146 do CC. Já fizemos questão semelhante. Mas 
sempre é bom para fixarmos bem os conceitos. 
III – Incorreta, pois havendo autorização expressa entre os contratantes, é 
admitido que o alienante faça concorrência ao adquirente nos termos do art. 
1.147 do CC. Ressalva, neste caso, deve ser feita em relação ao contrato de 
arrendamento ou usufruto do estabelecimento, onde tal proibição deverá durar 
até o final do contrato. 
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do 
estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco 
anos subseqüentes à transferência. 
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do 
estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o 
prazo do contrato. 
 
86. (ESAF/Auditor–TCE-GO/2007) Os livros e fichas dos empresários e 
sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, mas jamais em seu 
favor. 
Comentários 
O item está errado. A escrituração constitui a prova do exercício 
regular da atividade empresarial, ok? Isto porque, os livros comerciais 
provam contra e a favor da empresa que os elaborar. É o que prevê os arts. 
417 e 418 do Novo Código de Processo Civil (NCPC). Ou seja, de fato, a 
escrituração constitui prova do exercício regular da empresa. Vejamos 
as disposições do Novo CPC: 
Art. 417. Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao 
empresário, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em 
direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. 
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Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos 
por lei provam a favor de seu autor no litígio entre empresários. 
Logo, devemos notar que os livros comerciais têm força probante relativa, 
já que eles admitem prova em contrário. Assim, os livros comerciais fazem 
prova a favor e contra o seu titular, sendo lícito a demonstração por todos os 
meios admitidos em direito de que os lançamentos não correspondem às 
verdades dos fatos. 
87. (ESAF/AFRFB/2012) Sobre a disciplina escrituração empresarial 
prevista no Código Civil, assinale a opção incorreta. 
a) O empresário e a sociedade empresária são obrigados
a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou
não, com base na escrituração uniforme 
de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva,
e a 
levantar anualmente o balanço patrimoniale o de resultado econômico. 
b) A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma 
contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em 
branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as 
margens, sendo permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, 
que constem de livro próprio, regularmente autenticado. 
c) O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e 
Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para 
aquele. 
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa 
guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à 
sua atividade, enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante 
aos atos neles consignados. 
e) O juiz ou tribunal pode autorizar a exibição integral dos livros e papéis 
de escrituração empresarial quando necessária para resolver qualquer 
questão de caráter patrimonial. 
Comentários 
e) Incorreta. Somente o juiz poderá autorizar a exibição integral dos livros e 
papéis de escrituração (art. 1.191 do CC). Essa exibição é para tratar de 
questões de: sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à 
conta de outrem, falência e liquidação da sociedade ou sucessão por morte de 
sócio (art. 420, NCPC). 
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e 
papéis de escrituração quando necessária para resolver questões 
relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão 
à conta de outrem, ou em caso de falência. 
Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição 
integral dos livros empresariais e dos documentos do arquivo: 
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I – na liquidação de sociedade; 
II – na sucessão por morte de sócio; 
III – quando e como determinar a lei. 
a) Correta, conforme a literalidade do art. 1.179 do CC. 
b) Correta, conforme a literalidade do art. 1.183 do CC. 
c) Correta, conforme a literalidade do art. 1.185 do CC. 
d) Correta, conforme a literalidade do art. 1.194 do CC. 
88. (ESAF/Procurador-PGFN/2015) Assinale a opção correta. 
a) Por configurar uma universalidade de fato, o estabelecimento empresarial 
pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou 
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. 
b) O adquirente do estabelecimento empresarial responde pelo pagamento 
dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente 
contabilizados, ficando o devedor primitivo subsidiariamente responsável 
pelo pagamento das dívidas pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data da 
publicação da alienação, quanto aos créditos vencidos; ou da data do 
vencimento, quanto aos créditos vincendos. 
c) Com exceção das dívidas de natureza trabalhista e fiscal, a aquisição de 
estabelecimento empresarial em alienação judicial promovida em processo 
de falência ou de recuperação judicial exime a responsabilidade do 
adquirente pelas obrigações anteriores. 
d) A transferência do estabelecimento empresarial importa a sub-rogação do 
adquirente nos contratos negociados anteriormente pelo alienante, 
podendo os terceiros rescindir apenas aqueles contratos que têm caráter 
pessoal. 
e) De acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), 
considerado o princípio da preservação da empresa, não é legítima a 
penhora da sede do estabelecimento empresarial. 
Comentários 
a) Correta. A ideia de universalidade de fato conferida ao estabelecimento 
empresarial ganhou força e é o entendimento da maioria dos nossos 
doutrinadores. Pelo conceito de universalidade de fato, os elementos que 
compõem o estabelecimento empresarial possuem uma única destinação e 
finalidade, conforme previsto no art. 90 do CC. 
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares 
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. 
Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de 
negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis 
com a sua natureza. 
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Este conjunto de bens não se dá em razão de mandamento legal, como 
ocorre, por exemplo, na massa falida – universalidade de direito. 
b) Incorreta. A responsabilidade é solidária e não subsidiária, como sugere o 
examinador (art. 1.146, CC). Portanto, há SOLIDARIEDADE entre o alienante 
e o adquirente, pelos débitos do estabelecimento, possui o duração de 1 (um) 
ano, nesses termos: 
 
c) Incorreta. Na falência e na recuperação judicial, NÃO há sucessão do 
arrematante ou adquirente nas obrigações do devedor no caso de alienação do 
estabelecimento empresarial (filiais e a própria empresa), inclusive as de 
natureza tributária e trabalhista (art. 60 e 141, II, da Lei de Falências – Lei 
11.101/05). 
Art. 60. Se o plano de recuperação judicial aprovado envolver alienação 
judicial de filiais ou de unidades produtivas isoladas do devedor, o juiz 
ordenará a sua realização, observado o disposto no art. 142 desta Lei. 
Parágrafo único. O objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e 
não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, 
inclusive as de natureza tributária, observado o disposto no § 1o do art. 
141 desta Lei. 
Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de ativos, inclusive da 
empresa ou de suas filiais, promovida sob qualquer das modalidades de 
que trata este artigo: 
II – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá 
sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de 
natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as 
decorrentes de acidentes de trabalho. 
d) Incorreta. Em caso de transferência do estabelecimento, os contratos de 
caráter pessoal não serão assumidos pelo adquirente, em regra. Os demais 
contratos só poderão ser rescindidos por terceiros em caso de justa causa – 
mas podem ser rescindidos. 
Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a 
sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do 
estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros 
rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da 
transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a 
responsabilidade do alienante. 
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e) Incorreta, conforme a Súmula 451 do STJ: “é legítima a penhora da 
sede do estabelecimento comercial”. Porém, esta é uma medida 
excepcional, quando não existir outros bens passíveis de penhora e desde que 
não seja servil à residência da família. 
89. (ESAF/Auditor Fiscal do Trabalho/2003) As obrigações empresariais 
relacionadas com a escrituração: 
a) têm em conta o interesse de terceiros quanto a informações daquela 
constantes. 
b) determinam, no seu descumprimento, responsabilidade no plano cível 
apenas para o contador responsável. 
c) são relevantes apenas do ponto de vista fiscal, determinando a 
caracterização de crimes de sonegação fiscal, na sua desobediência. 
d) acarretam responsabilidades para os sócios não-administradores por culpa 
in vigilando. 
e) podem levar à prisão civil os administradores, caso os livros obrigatórios 
não tenhamsido escriturados ou o tenham sido de forma indevida. 
Comentários 
Letra “a”. A letra “a” é de cara a nossa resposta, pois uma das funções que 
vimos da escrituração é exatamente a função documental que serve de 
base para informações do interesse de terceiros (sócios, investidores, 
bancos credores). A letra C, portanto, está incorreta pois a escrituração não 
tem somente a função fiscal, mas também a gerencial e documental. O uso da 
expressão “apenas” deixa a alternativa incorreta. 
b) Incorreta. O erro está na expressão “apenas”, pois o descumprimento das 
obrigações escriturais poderá ter como consequência a responsabilidade 
solidária do profissional de contabilidade com o preponente perante terceiros. 
(art. 1.177, §único, do CC). 
Art. 1177. Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos 
são pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos 
culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos 
atos dolosos. 
d) Incorreta. Vamos observar dois conceitos da responsabilidade civil: 
- A culpa in vigilando: Falta de atenção e cuidado na fiscalização ou 
vigilância de atividades ou pessoas que estavam obrigatoriamente sob a 
guarda ou responsabilidade de alguém. Exemplo: os pais são responsáveis por 
reparar os danos dos filhos que estão sob a sua autoridade e em sua 
companhia (art. 932, I, CC). 
- A culpa in eligendo: Configura-se pela má eleição do preposto. 
Caracteriza-se pela negligência do contratante, ao delegar serviço ou negócio 
da sua competência, sem a necessária investigação acerca da idoneidade e 
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solvabilidade do contratado (Art. 932. São também responsáveis pela 
reparação civil: III- o empregador ou comitente, por seus empregados, 
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão 
dele). 
Portanto, não há que se falar em responsabilidade do sócio não-
administrador por atos do preposto, pois aquele nem mesmo participou de sua 
contratação. 
e) Incorreta. Não há previsão legal de prisão civil neste caso. 
90. (ESAF/ISS-RJ/2010) Quanto ao estabelecimento empresarial, marque a 
opção incorreta. 
a) Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios 
jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua 
natureza. 
b) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos 
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados. 
c) A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá 
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da 
publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé 
pagar ao cedente. 
d) Salvo disposição expressa em contrário, o alienante do estabelecimento 
pode fazer concorrência ao adquirente. 
e) Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para 
exercício da empresa, por empresário ou por sociedade empresária. 
Comentários 
Letra “d”. Questão que pede a alternativa incorreta. A letra a) está expressa 
de forma literal no art. 1.143 do CC, representando o estabelecimento 
empresarial um objeto unitário. A letra b) está correta, conforme art. 1146 do 
CC. Já a letra c) está correta, nos termos do art. 1149 do CC. A letra d) é a 
nossa resposta, estando incorreta, devido ao fato de ser proibido o alienante 
fazer concorrência ao adquirente do estabelecimento pelo prazo de cinco anos, 
salvo autorização expressa (art. 1147). E a letra e), traz a definição de 
estabelecimento empresarial, conforme o art. 1142. 
 
91. (FCC / ICMS-SP / 2013) Em relação aos gerentes dos estabelecimentos 
empresariais: 
I. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa, na 
sede desta, ou em sucursal, filial ou agência. 
Curso de Direito Empresarial 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Wangney Ilco 
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II. O gerente não pode estar em Juízo em nome do preponente, mesmo que 
pelas obrigações resultantes do exercício de sua função, por se tratar de 
capacidade exclusiva do representante legal do estabelecimento. 
III. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em 
seu próprio nome, mas à conta daquele. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) I e II. 
c) I. 
d) II. 
e) III. 
Comentários 
I – Correta. Art. 1.172, CC. Literal. 
II – Incorreta. Art. 1.176, CC. O gerente pode sim estar em juízo em 
nome do preponente, pelas obrigações resultantes do exercício de suas 
funções. 
III – Correta. Art. 1.175. Literal. Gabarito: A 
 
92. (FCC / Juiz-TJ-PE / 2013) No tocante ao estabelecimento e seus 
institutos complementares, é correto afirmar que 
b) preposto do estabelecimento pode negociar livremente por conta própria ou 
de terceiro, bem como participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi 
cometida, salvo vedação expressa a respeito. 
Comentários 
O item está errado. Como vimos em um de nossos esquemas gráficos, o 
preposto só pode negociar livremente por conta própria ou de terceiro, bem 
como participar de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, 
mediante AUTORIZAÇÃO EXPRESSA (art. 1.170). Logo, esta possível 
concorrência que o preposto venha oferecer ao seu preponente é exceção e 
deve ser expresso.

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