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1 - O que levou Mauro Wolf a tentar aperfeiçoar a teoria do agenda-setting? 
Os problemas e limites intrínsecos da hipótese de agenda-setting acerca da necessidade 
de uma estratégia teórica de pesquisa que substitua o empirismo anterior e acerca das 
insuficiências metodológicas. 
 
2 - Quais são os três problemas metodológicos que ele descreve? 
 
3 - Que tipo de análise fica comprometida quando os meios não são discriminados 
separadamente pelos estudos de agenda? Qual é o único caso em que a agregação 
não traria prejuízos? 
A análise da influência cognitiva dos meios, da observação dos mass media. Não traria 
prejuízo se for para tomar em consideração as especificidades comunicativas que 
caracterizam e distinguem a imprensa da rádio ou da televisão, e que influem na 
capacidade para gerar efeitos de agenda. 
 
4 - Como fica a análise comparada entre televisão e impresso se o estudo não 
segmentar os meios? 
Se o estudo não segmentar os meios a análise entre a TV e impresso perde a 
credibilidade, já que possuem graus de eficácia diferentes de agenda é necessário que a 
análise das modalidades sejam específicas, para determinar o efeito que cada mass media 
possui. 
 
5 - Qual é a tese de McComb sobre relação impresso e televisão? 
A tese de McCombs defende uma eficácia temporalmente graduada e diferenciada dos 
vários mass media, assim afirma que “ Os jornais são os principais promotores da agenda 
do público. Definem amplamente o âmbito do interesse público, mas os noticiários 
televisivos não são totalmente desprovidos de influência. A televisão tem um certo impacto, 
a curto prazo, na composição da agenda do público. O melhor modo de descrever e 
distinguir essa influência será, talvez, chamar «agenda-setting» à função dos jornais e 
«enfatização» (spot-lighting) à da televisão. O carácter fundamental da agenda 
parece,frequentemente, ser estruturado pelos jornais, ao passo que a televisão reordena ou 
ressistematiza os temas principais da agenda.” 
 
6 - Quais são as categorias em que Wolf divide os temas cobertos pela mídia? 
São: os temas que provêm de condições que atingem diretamente quase todos da mesma 
maneira, os que se relacionam com as situações cujos efeitos são experimentados 
selectivamente e os temas que existem cujos efeitos são geralmente bastante afastados de 
quase todos. 
 
7 - O que é tematização? Qual é sua importância? 
A tematização é um método informativo que se insere na hipótese do agenda-setting, que 
representará uma categoria específica. Tematizar significa colocar o problema na ordem 
do dia, da atenção do público, dar o relevo adequado, destacar a sua centralidade e o seu 
significado em relação ao fluxo da informação não-tematizada, a função é selecionar os 
grandes temas que merecem a atenção do público e mobilizá-los para a tomada de 
decisões. 
 
8 - Qual é a condição social para que a tematização ocorra? 
 o carácter público do tema e a sua relevância social. 
 
9 - Qual é a metodologia básica do agenda-setting? 
A agenda-setting se desenvolve a partir da comparação da agenda da mídia com a agenda 
da sociedade. 
 
10 - Quais são a três críticas feitas por Wolf sobre pressupostos não comprovados 
desta metodologia? 
São em relação às modalidades de passagem, de transformação de uma agenda em outra, 
as estratégias que os sujeitos utilizam ao estruturarem o seu próprio mundo e em relação a 
complexidade dos fenômenos cognitivos. 
 
11 - A que ciências o autor recorre para contornar estes problemas? 
A psicologia e a semiótica -teoria que ajuda a aprofundar 
 
12 - Quais são os dois sentidos do aprendizado e quais os dois modelos com que 
esses sentidos são aplicados para os estudos de formação da agenda? 
Os dois sentidos do aprendizado são: a acumulação e a memorização. O primeiro modelo é 
o da da atenção, que sugere que a receptividade do destinatário à nova informação varia 
proporcionalmente à informação apresentada e à sua capacidade cognitiva para a tratar 
adequadamente,para a compreender e para a inserir nos esquemas de conhecimento 
adquirido , o segundo modelo é o do enquadramento cognitivo, que defende, por seu lado, 
que os indivíduos mais atentos, mais interessados e com maior competência cognitiva, são 
também os menos receptivos à influência, na 
medida em que são dotados de um sistema de conhecimentos já bem organizado e 
enraizado, mais interessados e com maior competência cognitiva, são também os menos 
receptivos à influência, na medida em que são dotados de um sistema de conhecimentos já 
bem organizado e enraizado.. 
 
 
13 - Quais são os cinco tipos de visão do tempo que a agenda-setting deveria 
equacionar? Explique o que é cada um. 
São: o ​frame temporal​, isto é, todo o período de levantamento dos dados das duas agendas 
(dos mass media e do público), a extensão global do tempo em que se efectua a verificação 
do efeito; o ​intervalo temporal ​que é o período que decorre entre o levantamento da variável 
independente (a cobertura informativa dos mass media) e o levantamento da variável 
dependente (a agenda do público); a ​duração do levantamento da agenda dos mass 
media​,que é , o período global de cobertura informativa durante o qual se recolhe a agenda, 
por intermédio da análise de conteúdo. No caso de campanhas eleitorais, corresponde à 
duração de toda a campanha; a ​duração de levantamento da agenda do público​, que é, o 
período durante o qual é analisado o conhecimento que o público possui acerca dos 
assuntos mais significativos e por último a ​duração do efeito óptimo​, período em que se 
estabelece a máxima associação entre o empolamento dos temas, por parte dos mass 
media, e o seu realce nos conhecimentos do público. 
 
 
14 - Qual é a diferença entre agenda intrapessoal, interpessoal e agenda pública? 
A agenda intrapessoal é o realce individual, que corresponde àquilo que o indivíduo 
considera serem os temas mais importantes: trata-se de uma importância pessoal, atribuída 
a uma questão pela própria pessoa, de acordo com o seu sistema de prioridades; 
A agenda interpessoal é o realce comunitário, ou seja, os temas sobre os quais o indivíduo 
fala ou discute com outros, atribuída a um tema, dentro de uma rede de relações e de 
comunicação interpessoal. 
A agenda pública é a diz respeito à percepção que um sujeito tem do estado da opinião 
pública, do realce captado, ou seja, da importância que o indivíduo pensa que os outros 
atribuem ao tema; corresponde a uma opinião e pode ser inserida nas tematizações. 
 
15 - Quais são os três modelos de estudos que podem ser feitos pela agenda-setting 
segundo Wolf. O que os diferencia? 
O ​modelo do conhecimento​, que refere-se apenas à presença ou à ausência de um tema 
na agenda do público; o modelo do realce​, que refere-se à presença de alguns temas, dois 
ou três, e permite certas indicações sobre a sua importância relativa, porém não se procura 
a réplica exata de toda agenda dos mass media pelo público e o ​modelo das prioridades​, 
que refere-se a toda a hierarquia estabelecida pelos indivíduos, num conjunto mais 
completo de temas e implicao confronto entre essa hierarquia e a atenção que os mass 
media dedicam aos temas hierarquizados.