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ESTRADAS - CCE0175
Aula 3: Classificação de estradas – elementos técnicos
CCE0175 ESTRADAS E TRANSPORTES - Ementa
Capítulo 1 -Generalidades sobre transportes no Brasil
Capítulo 2 – Elementos para o projeto de Estradas
Capítulo 3 – Características técnicas das Estradas
Capítulo 4 – Concordância de curvas horizontais
Capítulo 5 – Concordância de curvas verticais
Capítulo 6 – Projeto de Terraplenagem
Capítulo 7 – Drenagem de estradas
Capítulo 8 – Projeto de Pavimentação
CCE0744 ESTRADAS E TRANSPORTES - Referências
Classificação das estradas
Classificação político-administrativa
Classificação funcional de rodovias
Classificação quanto às condições técnicas
Classificação político administrativa
Organização da administração pública do setor rodoviário
Jurisdição Formulação da política Execução da política
Federal Ministério dos transportes DNER  DNIT
Estadual Secretarias de Estado DER’s e outras
Municipal Secretarias Municipais DMER, SEMOP, e outras
Classificação político administrativa
Nomenclatura das rodovias
Classificação das estradas
BR-XYY
Categoria Número da posição
1𝟎 algarismo rodovia
0 radial
1 longitudinal
2 transversal
3 diagonal
4 de ligação
Classificação das estradas
RODOVIAS RADIAIS (BR-0YY)
São rodovias que partem da capital 
federal em direção aos extremos do país
1º algarismo: 0 (zero)
Algarismos restantes: o número pode 
variar de 10 a 90, à razão de 10 em 10, 
sendo estabelecido proporcionalmente 
ao azimute aproximado do traçado da 
rodovia
Classificação das estradas
RODOVIAS LONGITUDINAIS (BR-1YY)
As rodovias nessa orientação cortam o 
país de norte a sul.
1º algarismo: 1 (um)
Algarismos restantes: o número pode 
variar de 01 a 99, crescendo de Leste 
para Oeste, tomando-se Brasília como 
referência para o número intermediário 
50
Classificação das estradas
RODOVIAS TRANSVERSAIS (BR-2YY)
1º algarismo: 2 (dois)
Algarismos restantes: o número pode 
variar de 01 a 99, crescendo de Norte 
para o Sul, tomando-se Brasília como 
referência para o número intermediário 
50
As rodovias nessa orientação cortam o 
país de leste a oeste.
Classificação das estradas
RODOVIAS DIAGONAIS (BR-3YY)
Diagonais pares: cortam o Brasil no 
sentido Noroeste-Sudeste
1º algarismo: 3 (três)
Algarismos restantes: o número deve 
ser necessariamente par, podendo 
variar de 02 a 98, crescendo de 
Nordeste para Sudoeste, tomando-se 
Brasília como referência para o 
número intermediário 50
Classificação das estradas
RODOVIAS DIAGONAIS (BR-3YY)
Diagonais ímpares: cortam o Brasil no 
sentido Nordeste-Sudoeste
1º algarismo: 3 (três)
Algarismos restantes: o número deve 
ser necessariamente ímpar, podendo 
variar de 01 a 99, crescendo de 
Noroeste para Sudeste, tomando-se 
Brasília como referência para o 
número intermediário 51
Classificação das estradas
RODOVIAS DE LIGAÇÃO (BR-4YY)
São rodovias que partem da capital 
federal em direção aos extremos do país
1º algarismo: 4 (quatro)
Algarismos restantes: o número pode 
variar de 01 a 99, reservando-se a numeração 
inferior a 50 para as rodovias situadas ao 
Norte do paralelo que passa em Brasília, e a 
numeração superior a 50 para as rodovias 
situadas ao Sul do paralelo que passa em 
Brasília; em princípio, a numeração deve ser 
crescente de Norte para o Sul
Classificação funcional
Classificação funcional do sistema rodoviário do Brasil 
Classificação funcional
Classificação técnica das rodovias
Elementos geométricos
Características técnicas
• Velocidade de projeto: a maior velocidade que um veículo padrão pode 
desenvolver em um trecho de estrada, em condições normais, com segurança.
Características técnicas
• Distância de Visibilidade de Parada: a distância que um veículo percorre, 
desde a percepção de um obstáculo, pelo motorista, até a parada total do 
veículo.
𝐷P = 𝐷1+𝐷2
Características técnicas
𝐷P = 𝐷1+𝐷2
𝐷1 = 𝑉 × 𝑡1
Onde 𝑉 é a velocidade de projeto (m/s), e t corresponde ao tempo de 
reação (adota-se 𝑡1 = 2,5 s, conforme AASHTO).
Consideranto 𝑉 em km/h, tem-se:
𝐷1 = 2,5 ×
𝑉
3,6
(km/h) 𝐷1 = 0,7𝑉
𝐷2 =?
Características técnicas
𝐷2 =?
∆𝐸c= 𝜏fa
A distância 𝐷2 pode ser calculada com base na perda de energia cinética do 
veículo (∆𝐸c). Portanto o trabalho da força que freia o veículo (𝜏fa) deve ser 
igual à ∆𝐸c.
𝑚
𝑉2
2
= 𝑃 × 𝑓 × 𝐷2
Onde 𝑚 é a massa do veículo, 𝑃 representa o peso do veículo, 𝑓 é um 
coeficiente de atrito (asfalto-pneu). 
Características técnicas
𝑚
𝑉2
2
= 𝑃 × 𝑓 ×𝐷2 = 𝑚 × 𝑔 × 𝑓 × 𝐷2 𝐷2 =
𝑉2
2𝑔𝑓
Onde 𝑔 = 9,8 m/s2. Consideranto 𝑉 em km/h, tem-se:
𝐷2 =
(𝑉/3,6)2
2 × 9,8 × 𝑓
=
𝑉2
255 × 𝑓
Levando-se em consideração a rampa (𝑖):
𝐷2 =
𝑉2
255 × (𝑓 + 𝑖)
Características técnicas
𝐷 = 0,7𝑉 +
𝑉2
255 × (𝑓 + 𝑖)
Logo,
𝐷 = distância de visibilidade (m)
𝑉 = velocidade diretriz (km/h)
𝑓 = coeficiente de atrito (asfalto-pneu) 
𝑖 = greide ou rampa (m/m), + ascendente, – descendente
Características técnicas
Exemplo
velocidade diretriz = 100 km/h
Determinar a distância de visibilidade de parada para:
a) Greide plano
b) Greide ascendente 𝑖 = 3% = 0,03 m/m
c) Greide descendente 𝑖 = 8% = −0,08 m/m
Características técnicas
• Distância de Visibilidade de Ultrapassagem: a distância livre necessária 
entre um veículo, que deseja ultrapassar outro mais lento à sua frente, e um 
veículo que esteja se deslocando em sentido contrário (em rodovia de pista 
simples), para que a manobra possa ser completada com segurança;
Características técnicas
• Raio de Curva Horizontal: o raio de curva circular utilizada no projeto 
em planta;
Características técnicas
• Superelevação: a inclinação transversal da pista (geralmente expressa 
em %), nos trechos em curva horizontal, que serve para contrabalançar o 
efeito da força centrífuga;
Características técnicas
• Rampa (aclive ou declive): a inclinação longitudinal dos trechos retos 
do greide, no projeto em perfil (geralmente expressa em %);
Características técnicas
• Largura da Faixa de Trânsito: a largura com que devem ser 
projetadas as faixas de trânsito, que devem comportar os veículos 
com alguma folga lateral, para permitir pequenos desvios de 
trajetória
Características técnicas
• Largura do Acostamento: a largura com que devem ser projetados os 
acostamentos para que estes possam atender às suas finalidades, 
influindo nas condições oferecidas ao trânsito na rodovia;
Características técnicas
• Gabarito Vertical: a altura livre, acima da superfície da pista de 
rolamento, que deve ser observada ao longo de toda a extensão do 
trecho projetado, para assegurar a passagem dos veículos nela 
autorizados a transitar;
Características técnicas
• Afastamento Lateral do Bordo: a distância livre existente entre o 
bordo da faixa de trânsito ou da porção transitável do acostamento e 
um obstáculo físico;
Classificação técnica das rodovias
Classificação técnica das rodovias
Classificação técnica das rodovias

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