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FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC - MEDICINA Letícia Aranega Dalari
TERAPÊUTICA AULA 1 - ADM VIA ENDOVENOSA, CLEARANCE E BÔLUS 
PROFESSOR ANDRÉ 
*absorção + metabolização + distribuição + eliminação* em outras palavras, como entra, o 
que acontece, para onde vai e como sai.
Bôlus: forma EV de administração rápida de medicamentos (cerca de 3min)
Infusão: forma EV de administração lenta de medicamento, quando este é colocado no soro por 
exemplo (gota por gota, pode levar horas)
Administração endovenosa de 200mg em bôlus - concentração plasmática vs tempo após 
administração (lembrar que disponibilidade é DIFERENTE de concentração sanguínea)
C -> f(t) : concentração varia com o tempo, uma vez que ao atingir a 
circulação sistêmica, a tendência é que a concentração diminua com o 
passar do tempo.
C=et : tempo em exponencial cai de maneira proporcional.
Onde: 
C= concentração que você quer saber (ex: concentração após 4h)
C0= concentração em tempo zero, no momento em que o 
medicamento foi aplicado em bôlus
e= variável
k= velocidade de eliminação / constante de eliminação
t= tempo predisposto
É a mesma equação, porém em Log, pois em alguns casos, ao 
utilizar Log, é possível identificar melhor 
alguns parâmetros.
C0 é um fator um pouco limitado pois se pegarmos o sangue da mesma 
veia que acabou de receber a medicação em bôlus, a concentração será 
altíssima, enquanto se pegarmos de outra, ela será zero (pois ainda não 
teve tempo de chegar até o local). A concentração no tempo zero é onde 
a reta corta o eixo y (se pegarmos a concentração em outros tempos e 
seguirmos a reta, o ponto que ela cortar o eixo y será o nosso C0).
O ângulo da reta/curva determina a nossa constante de eliminação 
(k). Vale lembrar que quanto maior a constante, menor será o 
tempo do medicamento no organismo e vice-versa).
FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC - MEDICINA Letícia Aranega Dalari
Ao construirmos um desses gráficos, podemos calcular o 
tempo de meia vida, que é o tempo necessário para que 
50% do fármaco administrado seja eliminado do nosso 
organismo. (a cada tempo de meia vida que passa, temos 
uma redução de 50% da concentração do fármaco)
Cálculo da meia-vida 
Considerando t = t1/2
neste caso o C será metade de C0.
Assim sendo temos:
Então: 
Um k maior é igual a um t1/2 menor
Um k menor é igual a um t1/2 maior
 
Cálculo da meia-vida 
LnC = Ln C0 – kt
LnC - Ln C0 = -kt
-kt = LnC - Ln C0
t½ = 0.693 
 ke
FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC - MEDICINA Letícia Aranega Dalari
Perfil de distribuição 
Nada mais é que “para onde o fármaco vai”
A distribuição varia de fármaco para fármaco e de tecido para tecido, sendo que em tecidos mais 
vascularizados a distribuição sobe mais rápido. 
Para calcularmos o perfil de distribuição utilizamos do VD (volume de distribuição) para nortear/
analisar o quanto o fármaco se distribui extravascularmente.
	 Quanto > o VD, > o potencial de distribuição desse fármaco 
Quanto < o VD, < o potencial, e mais tempo ele fica na corrente sanguínea 
É preciso lembrar que o VD sofre grande limitação por não corresponder ao real do seu corpo, 
pois isso, muitas vezes é chamado de VDaparente
Por exemplo: um fármaco com VD=2L se distribui mais de forma vascular, enquanto um 
fármaco com VD=100L se distribui mais de forma extravascular 
Cálculo do volume de distribuição (VD) 
Concentrações, quantidades e volumes 
	 Concentração = Quantidade/Volume 
CASO CLÍNICO 
Paciente (sexo masculino, 25 anos de idade, 70 kg) apresenta-se no pronto socorro com crise 
asmática (broncoconstrição). Paciente é não fumante e não apresenta outras complicações.
Qual a dose de aminofilina (broncodilatador) a ser administrada por via endovenosa para alívio 
dos sintomas deste paciente?
FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC - MEDICINA Letícia Aranega Dalari
AMINOFILINA - Medicamento que apresenta faixa terapêutica estreita (10-20 mg/L) e baixo índice 
terapêutico (concentrações tóxicas acima de 25 mg/L). No caso em questão, idealizamos uma 
concentração terapêutica de 15 mg/L. A meia vida da aminofilina é de 9 horas, e seu volume de 
distribuição é de 0.5 L/kg.
Intervalo da dose 
É o estado de equilíbrio que ocorre quando temos múltiplas doses, com a concentração variando 
entre o mínimo e o máximo. Permite calcular a fração da dose que está no organismo após um 
intervalo de tempo da dose administrada.