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Trabalho sobre: Transtorno de personalidade evitativa (TEP) FACULDADE SALGADO DE OLIVEIRA/UNIVERSO CAMPUS JUIZ DE FORA CURSO DE PSICOLOGIA Transtorno de personalidade evitativa. Alunos: Aline Viana; Fernanda Almeida; Rômulo Fraga. Orientadora: Sara Barreto. Curso: Psicologia – Psicopatologia. vídeo O que é tep? Um padrão difuso de inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade a avaliação negativa que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por quatro (ou mais) dos seguintes: 1. Evita atividades profissionais que envolvam contato interpessoal significativo por medo de crítica, desaprovação ou rejeição. 2. Não se dispõe a envolver-se com pessoas, a menos que tenha certeza de que será recebido de forma positiva. 3. Mostra-se reservado em relacionamentos íntimos devido a medo de passar vergonha ou de ser ridicularizado. 4. Preocupa-se com críticas ou rejeição em situações sociais. 5. Inibe-se em situações interpessoais novas em razão de sentimentos de inadequação. 6. Vê a si mesmo como socialmente incapaz, sem atrativos pessoais ou inferior aos outros. 7. Reluta de forma incomum em assumir riscos pessoais ou se envolver em quaisquer novas atividades, pois estas podem ser constrangedoras. Curso da doença. O comportamento evitativo costuma iniciar na infância pré-verbal ou verbal por meio de timidez, isolamento e medo de estranhos e de novas situações. Embora a timidez em crianças seja um precursor comum do transtorno da personalidade evitativa, na maior parte dos indivíduos ela tende a desaparecer lentamente com o passar dos anos. Esse diagnóstico deve ser usado com muita cautela em crianças e adolescentes, para os quais timidez e evitação podem ser adequadas do ponto de vista do desenvolvimento. Questões Diagnósticas Relativas à Cultura. Questões Diagnósticas Relativas ao Gênero. Pode haver variação no grau com que grupos culturais e étnicos diferentes encaram o retraimento e a evitação como apropriados. Além disso, comportamento de evitação pode ser consequência de problemas na aculturação após a imigração. O transtorno da personalidade evitativa parece ser igualmente frequente em ambos os sexos. Características Associadas que Apoiam o Diagnóstico Outros transtornos comumente diagnosticados com o transtorno da personalidade evitativa incluem transtornos depressivo, bipolar e de ansiedade, em especial o transtorno de ansiedade social (fobia social).O transtorno da personalidade evitativa é frequentemente diagnosticado junto ao transtorno da personalidade dependente, visto que as pessoas com o transtorno da personalidade evitativa ficam muito pegadas e dependentes em relação àquelas poucas pessoas de quem são amigas. O transtorno da personalidade evitativa também tende a ser diagnosticado com o transtorno da personalidade borderline e com os transtornos da personalidade do Grupo A (i.e., paranoide, esquizoide ou esquizotípica). Mathilda Herbert era uma mulher de 23 anos , encaminhada a uma consulta psiquiátrica para ajudá-la “deixar de ser um bicho do mato”. Ela havia recentemente se mudado para uma nova cidade afim de ter aulas para se retornar técnicas de laboratório industrial e estava dividindo um apartamento com uma prima mais velha, que também era psicoterapeuta, e que achava que ela devia “sair mais e aproveitar a juventude”. Caso clínico. Embora já tivesse tomado remédios para ansiedades, a sra. Herbert afirmou que seu problema real era “timidez”. A vida na escola foi difícil porque todas a “criticavam” constantemente. Evitava ser chamada em aula porque sabia que iria “dizer alguma coisa tola”, ficaria vermelha e todos zombariam dela. Evitava falar em voz alto ou ao telefone, pois se preocupava como ela soaria. Falar em público a apavorava. Ela também era reservada com amigos. Diz que sempre tentara agradar as pessoas e preferia esconder seus sentimentos com uma atitude animada, dócil e atenciosa. Tinha poucos amigos, os quais descreveu como “afetuosos e para a vida inteira”. Sentia-se sozinha depois da mudança recente e ainda não havia conhecido ninguém da escola ou da comunidade local. Ela disse ter rompido com seu primeiro namorado dois anos antes. Inicialmente, ele era “gentil e paciente” e, por meio dele teve uma vida social. Com tudo, logo depois de passarem a morar juntos, ele se revelou um “alcoolista raivoso”. Desde então, não namorara mais. A sra. Herbert cresceu em uma área metropolitana com seus pais e três irmãos mais velhos. Seu irmão era “hiperativo e antissocial” e atraia a atenção de todos, enquanto suas irmãs eram “supercompetitivas e perfeitas”. A mãe era ansiosamente submissa, “como eu”. O pai sra. Herbert era um gerente de investimentos muito bem sucedido que frequentemente frisava como os seus filhos não cumpriam suas expectativas. Ele sabia dar apoio, mas normalmente desprezava a incerteza emocional e valorizava um “otimismo rigoroso”. Gozações e competições “saturavam” o ambiente familiar, e “não ajudou em nada quando tive que frequentar a mesma escola para meninas onde minhas irmãs eram as maiorais e todo mundo era rico e traiçoeiro”. Ela desenvolveu uma sensibilidade aguçada para críticas e insucesso. Seus pais se divorciaram quando estava no ultimo ano do ensino médio. O pai casou-se com outra mulher logo em seguida. Embora planeja-se frequentar a mesma universidade conceituada que as duas irmãs, a sra. Herbert preferiu frequentar uma faculdade comunitária local no ultimo minuto. Explicou que era bom estar fora de toda aquela competição e que sua mãe precisava de seu apoio. Os pontos fortes da sra. Herbert incluíam um trabalho excelente em química, especialmente depois que um dos professores universitários mais antigos demonstrou um interesse especial nela. As viagens para acampar em família a tornaram especialista em habilidades de sobrevivência e ela descobriu que gostava de ficar na floresta, exercitando sua independência. Também gostava de cuida de crianças e fazia trabalho voluntario em abrigos para animais, porque crianças e animais “valorizam tudo o que você faz e não são cruéis”. Durante a avaliação, a sra. Herbert era uma jovem bem vestida de baixa estatura, atenciosa, coerente e objetiva. Sorria bastante, especialmente quando falava sobre coisas que deixariam a maioria das pessoas zangada. Quando o psiquiatra fez um comentário experimental estabelecendo uma conexão entre a ansiedade atual da sra. Herbert e experiencias com seu pai, a paciente pareceu ficar silenciosamente incomodada. Depois de várias ocasiões semelhantes, o psiquiatra ficou preocupado de que comentários interpretativos poderiam ser considerados criticas e teve que monitorar a tendência da sra. Herbert a evitar assuntos delicados. Abordar explicitamente essas preocupações fez com que tanto a paciente quanto o psiquiatra relaxassem e pudessem continuar a conversa de forma mais produtiva. vídeo Referências: American Psychiatric Association, DSM-IV : manual de diagnóstico e estatística das transtornos mentais, 5th e.d., ARTMED Editora LTDA, 2013. Barnhil, John warren, Casos clínicos do DSM-5, 1st e.d., ARTMED Editora LTDA, 2015. Trabalho feito por: Alunos: Aline Viana; Fernanda Almeida; Rômulo Fraga. Desenvolvedores: Aline Viana; Fernanda Almeida; Rômulo Fraga. Montagem: Rômulo Fraga. FIM “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.” (Albert Schweitzer, 1965.)