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1 
2 
3 
STELA LOPES SOARES 
TEORIA E PRÁTICA DE JOGOS, 
RECREAÇÃO E LAZER 
1ª Edição 
Sobral/2017 
4 
5 
Sumário 
Palavra do Professor autor 
Sobre o autor 
Ambientação à disciplina 
Trocando ideias com os autores 
Problematizando 
Unidade de Estudo I: O Lazer 
Conceituando Lazer 
Unidade de Estudo II: A Recreação 
Conhecendo a recreação 
Importância da recreação 
Se Apropriando do Campo da Recreação e Lazer 
O profissional que trabalha com recreação: O Recreador 
Unidade de Estudo III: O Jogo 
Compreendendo o Jogo 
Classificação dos Jogos 
Diferenças entre Recreação, Lazer e Jogo 
Unidade de Estudo IV: Jogos, Recreação e Lazer na Escola 
Algumas reflexões 
Dimensões do conteúdo na escola 
Sequência Didática de Jogos, Recreação e Lazer no Âmbito Escolar 
6 
Explicando melhor com a pesquisa 
Leitura Obrigatória 
Saiba mais 
Pesquisando na Internet 
Vendo com os olhos de ver 
Revisando 
Autoavaliação 
Bibliografia 
Bibliografia web 
Vídeos 
7 
Palavra da Professora autora 
Caros Estudantes sejam bem-vindos! 
A disciplina de Jogos Populares, Recreação e Lazer é de grande 
importância na vida do futuro Professor de Educação Física, pois nela teremos 
a oportunidade de conhecer um pouco sobre as particularidades dos Jogos, 
Recreação e Lazer na nossa sociedade, cada qual em seu campo de atuação. 
Então, entender sobre o assunto abordado é de grande 
responsabilidade, dedicação e interesse, pois a Educação a Distância exige 
mais de todas as partes envolvidas, tanto do estudante quanto do professor, 
tutor e de todos os papéis envolvidos, comparando-se à educação presencial. 
Para mim como professora é uma satisfação trabalhar com os Jogos, 
Recreação e Lazer, em virtude da relevância deste conteúdo para a Educação 
Física e para sociedade nos últimos tempos. 
Espero que o material elaborado auxilie na aprendizagem e na 
construção do conhecimento. Desejo sucesso na disciplina e no curso que está 
iniciando. E saiba que existe uma equipe trabalhando para bem atendê-lo e 
ajudá-lo com qualquer tipo de dúvidas que tiver. Não hesite em buscar ajuda e 
contatar-nos. 
 Bons estudos! 
8 
Sobre a autora 
Stela Lopes Soares é Mestranda em Ensino na Saúde pela 
Universidade Estadual do Ceará – UECE. Especialista em 
Fisiologia do Exercício e Biomecânica do Movimento e 
Gerontologia pelo Centro Universitário – UNINTA. Docência no 
Ensino na Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do 
Sul - UFRGS e ainda em Saúde da Família pela Universidade 
Estadual Vale do Acaraú - UVA. Graduada em Educação Física 
pela UVA e em Fisioterapia pelo UNINTA. Membro do Grupo de Estudos e 
Pesquisas em Educação Física Escolar - GEPEFE pela UECE e do Laboratório 
de Pesquisa Social, Educação Transformadora e Saúde Coletiva – LABSUS 
pela UVA. Professora do curso de Educação Física na modalidade à Distância 
do UNINTA. 
. 
Vídeo de apresentação
9 
 
Ambientação à disciplina 
 
Há muito se estudam as atividades de jogos, recreação e lazer. Dentre 
as temáticas que envolvem atividades prazerosas que devem fazer parte do 
seu cotidiano, mas não dominá-lo, isto é, o lazer é bem-vindo mas não pode 
ser o centro de sua vida. 
 
A disciplina de Jogos Populares, Recreação e Lazer espera dá uma 
visão geral sobre a recreação, lazer e jogos, pois suas atividades lúdicas e 
brincadeiras podem ser, também, um poderoso instrumento educacional. 
Quando falamos da educação para o lazer, recreação e jogos, se visa educar o 
cidadão para sua participação nas atividades. Então, neste material 
procuraremos abordar sobre o conceito de jogos populares, recreação e lazer, 
além de conhecimentos necessários para seu entendimento e sua aplicação 
teórico-prática no âmbito escolar. Também neste material, será ofertada a 
compreensão dos jogos populares, recreação e lazer, e sua aplicação na 
prática do professor de Educação Física associados às leituras 
complementares ao assunto. 
 
Além disso, a disciplina se propõe a auxiliá-los na busca mais 
aprofundada sobre o assunto, através da indicação da leitura dos livros, artigos 
e vídeos sugeridos no decorrer do estudo do material. 
 
GUIA DE ESTUDO 
Leia o artigo: http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/24034.pdf a seguir faça um 
resumo crítico dos textos lidos, relatando o que neles é apresentado e 
estabeleça um diálogo com os autores tecendo sua compreensão acerca 
deste saber. 
 
 
 
 
10 
 
Trocando ideias com os autores 
 
Agora é o momento de trocar ideias com os autores indicados. 
 
É constante no mundo infantil de todas as culturas, sendo referência 
primordial para as discussões sobre criança e o seu desenvolvimento a 
discussão sobre a aplicabilidade dos Jogos, 
recreação e lazer na escola. Considerando que a 
utilização do jogo, da recreação e do lazer no 
processo de aprendizagem e desenvolvimento de 
habilidades cognitivas e corporais da criança e suas 
aplicações como recurso didático-pedagógico, 
principalmente nos primeiros anos escolares, têm 
sido defendidas constantemente por estudiosos da 
educação e da psicologia. No entanto, experiências 
práticas de forma sistematizada, fundamentadas em 
referências teóricas que apontam essa necessidade e possibilidade, quase 
não são conhecidas. 
 
Sugerimos a leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e 
Quarto Ciclos do Ensino Fundamental. – Educação Física.. Você terá a 
oportunidade de aprender as orientações propostas pelos PCN’s que servirão 
de apoio às discussões e ao desenvolvimento do projeto educativo de sua 
escola, à reflexão sobre a prática pedagógica, ao planejamento de suas aulas, 
à análise e seleção de materiais didáticos e de recursos tecnológicos e, em 
especial, que possam contribuir para sua formação e atualização profissional. 
 
BRASL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares 
nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: 
MEC/SEF, 1998. 
: 
 
11 
 
 
Sugerimos que leia a obra Organização de Atividades de 
Lazer e Recreação. Voltado a profissionais que já atuem 
ou estejam interessados em atuar nesse ramo, apresenta o 
panorama do mercado de trabalho, bem como o perfil do 
profissional da área, discutindo as principais necessidades 
e os desafios para a formação. 
 
 
 
DIAS, Cleber; ISAYAMA, Hélder Ferreira. Organização de Atividades de 
Lazer e Recreação. Editora: Érica, 2014. 
 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
 
Nesse momento você é convidado para ler dois livros sobre o tema da 
disciplina. Leia as obras indicadas que estão abaixo indicadas; e faça um 
resumo comparativo entre o pensamento dos dois autores. E coloque o seu 
texto no fórum para compartilha com seus colegas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
Problematizando 
 
 Considerando as expectativas da utilização das aprendizagens a 
respeito dos jogos, recreação e lazer, por professores de Educação Física 
escolar, ressignificar os jogos, recreação e lazer e assumir novos horizontes de 
aplicação didático-pedagógicos específicos para sua atuação como profissional 
da aprendizagem, é papel fundamental deste professor. Dessa forma, você 
como professor de Educação Física, como conscientizaria seus alunos em 
relação a relevância dessa temática no âmbito escolar? Leia mais a respeito da 
aplicabilidade destes saberes nas aulas de Educação Física em: Jogos e 
Brincadeira na Escola 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
 
 Após a leitura faça um texto argumentativo respondendo como os jogos e 
brincadeiras podemser consideradas instrumentos de desenvolvimento e 
aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
O LAZER 
1 
CONHECIMENTOS 
 
Conhecer os conceitos, características, assim como, as diferenças sobre o 
lazer. 
 
HABILIDADES 
 
Identificar conceituações básicas sobre o Lazer. 
 
ATITUDES 
 
Desenvolver uma postura ética sobre o lazer, em sua prática profissional 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Conceituando Lazer 
 
Quando se fala em atitude sobre o tema lazer, devemos considerar o 
seu estilo de vida livre de um tempo estabelecido. Ainda, quando falar de 
tempo, este, deve ser liberado do trabalho, das obrigações sejam elas: sociais, 
familiares, religiosas, deve de fato, ser considerado o tempo livre. 
E quando se fala em lazer para você, o que vem a cabeça? É 
diversão? Satisfação? Existem prejulgamentos quando se aborda a diversão, 
pois muitos acreditam que se divertir é uma atividade somente das classes 
mais favorecidas. Como falar de diversão quando há tanta gente sem 
alimentação, sem moradia, sem condições de cuidar da sua própria saúde? 
É evidente que um ser humano sem muito poder aquisitivo não alcança 
ou tem problema no acesso a determinadas formas de lazer (que implicam em 
algum custo), mas existem organizações que se dedicam ao lúdico, apoiando 
programas e propostas com o intuito de melhorar/aumentar as possibilidades 
de diversão para os mais necessitados através de centros culturais, centros 
esportivos, etc. 
O lazer também conhecido como ócio, isto é, o tempo livre de uma 
pessoa, em que ela não trabalha ou, ao menos, não determina, sendo um 
tempo recreativo que um indivíduo pode organizar e usar da forma que bem lhe 
interessar. O lazer não só excluiu as obrigações laborais, mas também o tempo 
dispensado para realizar atividades como se alimentar ou dormir. 
 
Como falado acima, o lazer, denota geralmente, o descanso do 
trabalho. Dessa forma, ele se apresenta fora do horário laboral ou ainda no 
período de férias. É importante dar-lhe algum sentido (por exemplo, através da 
prática de algum esporte específico, da leitura, indo à uma praia, ou ainda, 
realizando um passeio), caso contrário, é provável que esse tempo livre acabe 
por se tornar uma insatisfação. 
 
16 
 
Já Requixa (1980) conceitua o lazer como “Ocupação não obrigatória, 
de livre escolha do indivíduo que a vive, e cujos valores propiciam condições 
de recuperação psicossomática e de desenvolvimento pessoal e social”. Essa 
definição concebe o lazer como tempo liberado das obrigações, constituindo-se 
no tempo residual de nossas vidas. Assim, podíamos chamá-lo de “tempo 
livre”. 
 
Marcellino (1987, p.29), afirma que o tempo não é “livre”, ou seja, 
“tempo algum pode ser considerado livre de repressões ou normas de 
comportamento social.” Esse autor propõe, então, o termo tempo disponível, 
porque é difícil pensar as vivências do ser humano desconectadas das 
influências de sua vida em sociedade. 
 
O conceito de amplamente difundido foi o proposto por Dumazedier 
(1979, p.12); apesar de sua importância para a área, apresenta um conjunto de 
questões que precisavam ser repensadas, pois o lazer deve ser considerado o 
conjunto de ocupações, às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, 
seja para repousar, seja para divertir-se e entreter-se ou ainda para 
desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação 
social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou 
desembaraçar- -se das obrigações profissionais, familiares e sociais.” 
 
Em virtude do lazer ser visto como direito social, pela primeira vez no 
Brasil, com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, políticas 
de implementação do lazer e recreação começaram a surgir no país, por meio 
de políticas públicas. O governo passou, então, a se preocupar com as horas 
vagas dos trabalhadores. 
 
Repensando esse tema numa visão crítica, o lazer é como parte da 
vida gerada historicamente, da qual emergem valores questionadores da 
sociedade como um todo, e que também pode exercer influências na estrutura 
social vigente. 
 
17 
 
 O lazer é definido também pela cultura compreendida no sentido mais 
amplo vivenciada no tempo disponível. Não se busca, pelo menos 
fundamentalmente, outra recompensa além da satisfação provocada pela 
situação. 
 
De acordo com as características e locais de atividades, o lazer é 
considerado de uma forma diferenciada. Desse modo, podemos destacar 
alguns tipos: 
 
● Lazer escolar: acontece no momento de intervalo de aula, das aulas 
práticas de quaisquer disciplinas. Por exemplo: interclasses, show de 
talentos, festivais. 
● Lazer doméstico: são as atividades de satisfação que podem ser 
realizadas dentro de casa e que provocam divertimento e comunicação 
Ex: assistir televisão, utilizar a internet, jogar videogame. 
● Lazer turístico: incluem passeios e viagens de relaxar e conhecer 
novos ares, está intimamente relacionado a férias. Exemplo: excursões 
pelo país, viagens de avião, cruzeiros. 
● Lazer trabalhista: é a atividade realizada em determinado tempo 
desocupado oferecido no local de trabalhador e realizaram estas 
atividades. Exemplo: assistir televisão, conversar com os outros 
funcionários tranquilamente, fazer ioga ou academia. 
 
Assim, após o entendimento sobre os tipos de lazer, refletimos que 
durante o desenvolvimento da nossa sociedade, observa-se que, exista uma 
atenção voltada a melhoria de qualidade de vida. Em virtude disso, tem a 
redução das horas de trabalho, valorizando o lazer social. 
 
 O conceito de lazer surgiu a partir das tensões entre capital e trabalho, 
quando os sujeitos passaram a se preocupar com a ocupação do tempo livre 
de trabalho. 
 
Na década de 80, teve um impulso nos estudos sobre esta temática. 
Neste sentindo, o lazer atualmente está relacionado aos esportes, jogos, 
18 
 
brincadeiras, práticas culturais ou, simplesmente descanso. Por sua vez, a 
recreação seria uma forma do indivíduo satisfazer suas vontades e 
inquietações, relacionadas ao lazer, estando ligada à diversão, alegria e 
entretenimento. Dentre as principais características estão: espontaneidade, 
positividade, satisfação e criatividade. 
 
Em acordo com Dumazedier (1979), os primeiros estudos sobre lazer 
surgem nos Estados Unidos e na França, na década de 20 e 30, relacionando 
os fenômenos do lazer aos outros campos da realidade social. Entretanto, foi 
somente a partir da Segunda Guerra Mundial que a sociologia do lazer e um 
conjunto de pesquisas sobre o assunto se multiplicaram por outros países e 
passaram a se relacionar de modo mais frequente com outras áreas sociais, 
tais como: política, urbanismo, planejamento econômico, saúde e assistência 
social. 
 
Foi no ano de 1969, que o lazer se tornou institucional, a partir do 
seminário: “Seminário de 1969”, em São Paulo, com objetivos de promover 
uma análise crítica sobre as condições de lazer no Brasil. Na oportunidade, 
vários temas debatidos apresentaram diversos enfoques possíveis para a 
questão do lazer, sendo um progresso e um alarme para os diálogos sobre 
esta parte de nossa sociedade. 
 
Como principais resultados desse evento, destacou-se as seguintes 
questões: a identificação de um grande número de pessoas que atuavam no 
campo do lazer; a possibilidade de conhecer a produção teórica da área e a 
consequente troca de experiências; a ampliação da concepção de lazer, 
demonstrando a importantecontribuição da cidade de Porto Alegre (RS) para 
os campos de recreação e lazer, em setembro de 1973 foi criado o Centro de 
Estudos de Lazer e Recreação – CELAR, promoção conjunta da Pontíficia 
Univer - A importância da recreação e do lazer 15 cidade católica e da 
Prefeitura Municipal de Porto Alegre. 
 
O CELAR tinha como objetivo principal auxiliar na educação para o 
lazer, por meio da conscientização em novas dimensões, impostas pelo mundo 
19 
 
contemporâneo. Disseminando uma visão de recreação e de lazer presentes 
na época, o centro procurava formar uma mentalidade consciente sobre a 
importância do lazer e da formação de profissionais para programar e 
coordenar as atividades específicas de lazer, visando à saúde física e mental 
das comunidades. Apesar do pequeno tempo de existência (de 1973 a 1978), o 
CELAR teve grande contribuição na difusão dos conhecimentos, em âmbito 
nacional e internacional, sobre o lazer no Brasil. 
 
No contexto brasileiro, cabe destacar também as contribuições de duas 
instituições para a disseminação de propostas de “recreação e lazer”: Sesi 
(Serviço Social da Indústria) e o Sesc (Serviço Social do Comércio), 
pertencentes, respectivamente, aos segmentos do comércio e da indústria. 
Essas instituições tinham como foco principal a ação social e educacional por 
intermédio de diversos projetos, dentre os quais os de lazer e recreação, 
respaldados por dados internos de normas e diretrizes de ação. 
 
O aporte dessas instituições é indiscutível, os objetivos traçados 
vislumbravam o exercício da participação da comunidade. No entanto, ao 
efetuar análises sobre os projetos e as ações entre o Sesi e Sesc, acredita-se 
que a participação se resumia ao oferecimento de atividades de lazer como 
bens residuais, a partir da hegemonia de determinados grupos sociais. Não 
havia preocupação com a participação mais efetiva no processo de distribuição 
de renda e de bens sociais, como se não existissem, também, diferenças de 
classes sociais, raças, etnias, credos, gêneros. 
 
Com a vinda ao Brasil do sociólogo francês Joffre Dumazedier, no fim 
da década de 70, impulsionou-se para o desenvolvimento da sociologia do 
lazer no País. Essa época foi apontada pelo estímulo a troca de ideias e 
pesquisas empíricas sobre o lazer, concretizando em inúmeros encontros e 
cursos, organizados principalmente pelos técnicos que atuavam no Sesc/São 
Paulo. 
 
20 
 
É importante ressaltar que, ainda hoje, o trabalho de Dumazedier 
influencia no desenvolvimento dos campos de estudos sobre o lazer em nosso 
país. 
 
Essa produção sobre o lazer dos anos 70 auxiliou no desenvolvimento 
de novos instrumentos, mais precisos e diversificados, de descrição, avaliação, 
cálculo e organização dos “usos do tempo livre”, e é nela que se ratificam 
esforços mais amplos para transformar o nosso meio sociocultural. 
 
Referenciando Dumazedier (1979), trazem-se as características 
fundamentais para o entendimento do lazer: 
 
1. Modo desinteressado – não sendo caracterizado como um fim 
especifico, profissional, utilitário, material, social e político; 
2. Modo libertário – quando entendido como a liberação das obrigações 
profissionais, familiares, sócio espirituais e sociopolíticas, resultante de 
uma livre escolha do sujeito; 
3. Modo hedonístico – quando por meio dele, se procura o prazer e por 
isso, o hedonismo representa o seu motivo principal; 
4. Modo pessoal – representa divertimento e desenvolvimento pessoal e 
social do lazer respondem às necessidades do indivíduo perante o 
conjunto de rígidas obrigações impostas pela sociedade. 
 
Ainda o mesmo autor acima citado, apresenta 4 pontos que devem ser 
considerados para a caracterização do lazer: 
 
1. ”Tempo privilegiado para a vivência de valores que contribuam para 
mudanças de ordem moral e cultural”; 
2. “Cultura vivenciada no ‘tempo disponível’ das obrigações profissionais, 
escolares, familiares e sociais, combinando os aspectos tempo e 
atitude”; 
3. “Fenômeno gerado historicamente e do qual emergem valores 
questionadores da sociedade como um todo e sobre o qual são 
exercidas influências da estrutura social vigente”; 
21 
 
4. “Portador de um duplo aspecto educativo, veículo e objeto de 
educação”. Na mesma direção, Gomes (2004, p. 125) entende o lazer 
como: “Uma dimensão da cultura constituída por meio da vivência lúdica 
de manifestações culturais em um tempo/espaço conquistado pelo 
sujeito ou grupo social, estabelecendo relações dialéticas com as 
necessidades, os deveres e as obrigações, especialmente com o 
trabalho produtivo”. 
5. Os elementos que estão interligados ao lazer – tempo, espaço-lugar, 
ações/atitude e manifestações culturais. Estes dados são enraizados no 
lúdico, e, mesmo passíveis de força e intervenção do contexto, bem 
como não adquirem caráter de obrigação e não são vistos como um 
conjunto de ocupações a serem cumpridas. 
 
Existem quatro elementos que expressam um exercício coletivamente 
construído, no qual os sujeitos se envolvem em função dos seus desejos. 
 
A disponibilidade de tempo significa a possibilidade de opção pela 
atividade prática ou contemplativa. 
 
O conceito apresentado por Marcellino aponta a cultura como um 
objetivo principal do lazer. Entretanto, o autor afirma que é preciso romper com 
a compreensão reduzida da cultura, relacionando-a principalmente às artes e 
espetáculos e ao volume de conhecimento adquirido pelos sujeitos. 
 
Em outra sociedade, ainda que não seja possível visualizá-la em um 
momento próximo, o trabalho não deverá ser visualizado como um “fardo”, mas 
como uma possibilidade dotada de sentido, já que a distribuição igualitária e 
justa de seu produto social poderá ser assegurada com o fim da propriedade 
privada sobre os meios de produção. Neste outro projeto de sociedade, o 
tempo livre, e consequentemente o lazer, será destinado ao desenvolvimento 
físico e intelectual do homem com fim em si mesmo. 
 
Melo e Alves Junior (2003) procuram definir as atividades de lazer pela 
conjunção de dois parâmetros: um mais objetivo, de caráter social (o tempo), e 
22 
 
outro mais subjetivo, de caráter individual (o prazer). Os autores apresentam 
alguns indicadores que auxiliam no entendimento do conceito de lazer: 
 
 As atividades de lazer são vivências culturais, amplamente, que 
englobam os diferentes interesses humanos, podendo não ser realizadas no 
tempo livre das obrigações domésticas, profissionais, familiares, religiosas e 
ainda da parte fisiológica. Isso não significa que não há obrigações nos 
momentos de lazer. 
 
Então, é importante observar, que nem toda a atitude realizada fora do 
tempo de trabalho ou de necessidades básicas vitais é lazer, pois para ser 
considerada como tal, tem que apresentar o componente lúdico. Um exemplo é 
ir a uma festa a qual não se tem vontade, porém se decide por ir apenas por 
obrigação, o que se chama de obrigações sociais. Exemplos similares podem 
ser: ida a um velório, compras do dia a dia, dentre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
A RECREAÇÃO 
2 
CONHECIMENTOS 
 
Conhecer os conceitos, características, assim como, as diferenças sobre o 
recreação 
 
HABILIDADES 
 
Identificar conceituações básicas sobre a Recreação. 
 
ATITUDES 
 
Desenvolver uma postura ética sobre a temática recreação, em sua prática 
profissional 
 
 
 
 
 
24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
Conhecendoa recreação 
 
A recreação simboliza a possibilidade de alinhar o lazer, se tornando o 
responsável pela estabilidade da sociedade para enfrentamento dos problemas 
que surgiram em virtude das mudanças e da globalização pelo qual o mundo 
passou. 
 
A palavra recreação é derivada do latim recreatio (divertimento), sendo 
emanada do vocábulo recreare, com o significado de reproduzir, restabelecer, 
recuperar. Nesse aspecto, destaca-se a ideia de que o objetivo da recreação 
era a recuperação designada ao trabalho, conceito este não utilizado nos dias 
de hoje. 
 
De acordo com Rousseau (1712-1771) recreação é o livre-arbítrio da 
criança, em que estes, podem escolher se querem ou não ficar em uma 
atividade e, além disso, não chamar atenção quando escolherem permanecer 
no que estão realizando, contradizendo a sua orientação. A educação dessa 
forma deve ser libertária, sendo necessária a liberdade para correr, pular, 
gritar, dançar, se essa for sua vontade. 
 
Outro conceito de recreação une o lazer e o jogo, contudo ela como 
prática e conduta característica do jogo estão presentes no lazer. Sendo um 
componente observado em uma composição do lazer. Nesse sentido, todas as 
referências de lazer reúnem naturalmente o jogo e consequentemente, a 
recreação. 
 
A recreação é importante para o ser humano não só para a criança. 
Logo, as atividades recreativas devem ser criativas e prazerosas, devendo ser 
espontâneas, reduzindo as preocupações do dia-a-dia. 
 
A recreação dessa forma é entendida como toda atividade espontânea, 
divertida e criadora, em que as pessoas promovam sua participação individual 
26 
 
e coletiva em ações que aprimorem a qualidade de vida, nos aspectos 
psicológicos, físicos, sociais e afetivos, visando à saúde integral do indivíduo. 
 
 Atualmente, vê-se a recreação como a reprodução de jogos e 
brincadeiras, tal fato ocorre por motivo de sua tradição histórica e cultural na 
sociedade, sendo disseminada pelos aspectos técnico-operacionais, em 
contraposição à outros. Apesar das críticas efetuadas sobre a tradicional visão 
da recreação, ressaltamos a importância de diferentes práticas culturais 
espalhadas para a compreensão de seu processo de construção. 
 
Pensa-se, no entanto, que seja necessário buscar um entendimento 
amplificado por meio dessas práticas, através da análise dos significados 
culturais, pedagógicos e sociais, reunidos em nosso atual contexto de trabalho. 
 
Desta forma, a recreação fora ofertada como um meio para organizar o 
tempo do lazer dos trabalhadores, reduzindo os riscos que supostamente eram 
causados pela ociosidade, como o vandalismo, a banalidade e, principalmente, 
o risco de reivindicações. 
 
A oferta da recreação representava, naquele momento, uma relação 
direta com a satisfação e o descanso dos trabalhadores, culminando no 
aumento da produção - trabalhador descansado trabalhava mais e reclamava 
menos. Isso justificou maiores investimentos no lazer e recreação dos 
trabalhadores, uma vez que o Estado bem como o empresariado, de forma 
geral, visualizaram benefícios com a oferta da recreação, refletindo em 
investimentos nesse setor, para toda sociedade. 
 
Segundo Dumazedier (1975), a recreação é considerada como um dos 
papeis do lazer. Esse papel por meio do divertimento está pautado com outros 
focos, construção do lazer, e norteada para o desenvolvimento do sujeito por si 
mesmo. 
 
Tem-se que o entendimento de que a recreação não pode mais ser 
pensada apenas como uma atividade sem importância, e sim ofertando uma 
27 
 
visão ampla, sendo uma possibilidade de lazer, intimamente atrelada ao 
trabalho do homem sobre a sociedade. Compõe-se, assim, num espaço distinto 
para o desenvolvimento coletivo de novos conhecimentos e, ainda, em 
possibilidade de influenciar educadores mais implicados com as mudanças 
imprescindíveis para o aparecimento de uma sociedade pautada em valores 
humanísticos. 
 
 Nesse sentido, a recreação deve ser considerada um meio de 
conhecer o contexto do meio em que se insere, criar, descrever, explorar e 
recriar, e praticar. Além de poder mostrar outro formato sob outro ponto de 
vista de uma realidade. É interessante dizer que o planejamento é fundamental 
para que aconteça uma programação efetiva. Como exemplo do que estamos 
falando, temos os jogos em grupo por meio da consciência coletiva, procuram 
entre si escolher uma tática. 
 
Desse modo, temos como objetivos da recreação: gastar energia, 
apreender algo, relaxar, instruir, comunicar-se, melhora das relações entre 
pessoas, por meio dela, mostrar o papel da realidade. Esta por sua vez deve 
possuir regras claras e ter função educativa, antes de começar o jogo deve-se 
fazer uma narrativa minuciosa. 
 
 Podemos reconhecer na recreação outra possibilidade diferente da 
que vem sendo construída historicamente no atual cenário, sendo percebida 
uma maneira de reflexão e de interação consciente com a nossa realidade, o 
que nos pode auxiliar no encaminhamento de mudanças. É nesse sentido que 
acredito no trabalho com a recreação, compreendendo-a como a recriação que 
inclui o divertimento, mas não de uma forma alienada e dominadora e sim 
numa perspectiva de educação inovadora, que permita a criação e a recriação. 
 
É importante ressaltar que ainda tem poucos documentos sobre o 
assunto recreação, carecendo de estudos voltados para vivências críticas e 
criativas, com sensibilidade e com as adaptações que se fizerem necessárias 
para os diferentes sujeitos e os grupos sociais envolvidos. 
28 
 
Por isso, a participação de profissionais de Educação Física na 
orientação dessas práticas é fundamental. Recrear-se sem a preocupação com 
o caráter competitivo por meio das diversas atividades recreativas e de lazer, 
através dos jogos cooperativos, com ênfase na coletividade, cooperação, união 
além do prazer internalizado na prática dos jogos, é uma estratégia válida para 
a efetividade dessas práticas. Por fim, deve-se entender que a recreação não é 
necessariamente uma atividade, e sim uma atitude ou circunstância. 
 
Importância da recreação 
 
Em todas as fases do desenvolvimento humano, faz-se necessário 
trabalhar a recreação, pois, por meio dela, surgem os diferentes valores 
necessários para cada idade. Nesse sentido, para as crianças e os 
adolescentes, a recreação (jogos e brincadeiras) é pedagógica, buscando a 
educação por meio do estímulo a prática, além do estudo prazeroso. 
 
A recreação favorece a aprendizagem da criança, dá subsídios para o 
enfrentamento dos conflitos, contribuindo para o estímulo dos aspectos 
cognitivo, emocional e social, permitindo o erro e o acerto, a autonomia, 
construindo sua base de conhecimento. No lúdico não há erro e sim criação. 
 
A recreação é uma ferramenta fundamental na mediação do 
conhecimento, contudo, estimula a criança enquanto trabalha com material 
concreto, isto é, tudo que ela consiga manipular, reorganizar, refletir; por meio 
dela, a aprendizagem acontece com uma maior facilidade e ânimo, pois ela 
aprende sem perceber e brincando. O brincar fomenta as dinâmicas das 
relações sociais dentro de sala de aula, consolidando o vínculo entre o 
professor que ensina e o aluno está a aprender. 
 
Por meio da recreação a criança consegue construir sua identidade. 
Diversas situações do imaginário infantil estão presentes na realidade 
cotidiana, assim, a criança aprende a respeitar as regras e compreende os 
limites, além dos papeis de cada pessoa na vida cotidiana. 
29 
 
As atividades recreativas proporcionam a passagem de um papel 
passivo para o ativo, reduzindo o efeitofrustrante de uma atividade mal 
sucedida, deixando o indivíduo mais preparado para ser submetido novamente 
ao papel passivo, quando necessário. Esse caso, na maioria das vezes, 
representa o efeito benéfico da brincadeira. 
 
Para vários autores, a recreação significa alegria e contentamento na 
realização de algo. Ela representa uma prática livre e espontânea, na qual o 
interesse se mantem por si só, tanto é que na maioria das vezes, as crianças 
nem sentem vontade de parar a brincadeira. Nesse sentido, a recreação tem 
como objetivo relaxar, gastar energia, aprender, instruir, promover a 
comunicação, melhorando assim as relações humanas. 
 
A recreação é uma diversão típica da infância, sendo natural nesta 
fase, não implicando no compromisso, planejamento. Portanto, por meio da 
prática recreativa a criança se diverte, faz exercícios, constrói conhecimentos e 
se desenvolve no seu contexto social, por meio das relações com seus 
colegas. Através dessa atividade, a criança é capaz de desenvolver o 
pensamento, a linguagem, a socialização, a atitude e a autoestima, se 
antecipando para ser um cidadão, enfrentando desafios e colaborando para a 
construção de um mundo mais desenvolvido. 
 
No processo ensino e aprendizagem, a recreação ajuda no 
desenvolvimento psicomotor e na motricidade fina, do mesmo modo que no 
desenvolvimento de habilidades tais como: a imaginação, a tomada de decisão, 
interpretação, a criatividade, dentre muitos outros fatores. 
 
A inserção e utilização da recreação na prática pedagógica é uma 
realidade que se confere ao professor, pois essas atividades não devem ser 
exploradas apenas como lazer, mas também como elementos enriquecedores 
para gerar a aprendizagem. 
 
30 
 
Nesse sentido professores precisam estar cientes de que a brincadeira 
é necessária e que traz enormes contribuições para o desenvolvimento da 
habilidade de aprender e pensar. 
 
Através das atividades recreativas o conhecimento infantil evoluciona. 
Ao atuar sobre objetos as crianças organizam seu ambiente de espaço, sendo 
motivadas a usar a inteligência através da competitividade dentro do jogo, 
superando os obstáculos emocionais e cognitivos. Dessa forma, o jogo não é 
apenas um passatempo, mas sim um método que é exigido naturalmente pelo 
próprio organismo e deve ser fortalecido dentro do currículo básico da 
educação escolar. 
 
Embora seja explícito o lado positivo da recreação na educação, 
diversos professores não notam a relevância deste método. Para entender 
melhor este meio, é necessário que o educador se envolva profundamente no 
processo de ensino, compreendendo os jogos, brincadeiras e os brinquedos a 
partir da educação infantil. 
 
Os diálogos sobre a influência dos jogos e das brincadeiras dentro da 
educação vêm se firmando, tal fato ocorre pelo desenvolvimento da capacidade 
de raciocínio e das soluções de situações-problema. Além do desenvolvimento 
social do aluno que possui dificuldades de se relacionar com os demais, seja 
por insegurança ou timidez. Através da aplicação dos jogos surge a 
oportunidade de troca de experiências e a consequente socialização desta 
criança. 
 
Se Apropriando do Campo da Recreação e Lazer 
 
O entendimento sobre a recreação e o lazer demandam conhecer 
como estes componentes se configuraram na nossa sociedade. Basta ver que 
a institucionalização do lazer acontece por intermédio de valores específicos, 
significações e outros fatores relacionados à Revolução Industrial, tornando o 
31 
 
lazer um contexto próprio, com peculiaridades específicas e contornos mais 
definidos, capazes de diferenciar e até mesmo de contrapor o mesmo. 
 
Ao lazer, do mesmo modo que à recreação, frequentemente, conferem-
se sentidos de consumo, entretenimento e produtividade. Essa compreensão 
possui raízes na historicidade dos termos, desde a instituição do lazer como 
direito social e o surgimento das práticas de recreação ofertadas pelo governo 
para entreter, descansar e recuperar os trabalhadores; até o desenvolvimento 
destas práticas no decorrer dos séculos. 
 
Como dito anteriormente, o lazer deve ser considerado o estado de 
espírito em que uma pessoa se encontra, no seu tempo livre, em busca do 
lúdico, a diversão, alegria e o entretenimento. 
Já a recreação, é o momento ou a circunstância que o indivíduo 
escolhe espontaneamente o que satisfaz suas vontades e perspectivas 
relacionadas ao seu lazer. 
Para que se possa compreender um pouco dessa diferença, fala-se 
sobre a definição de Tempo Total de uma pessoa, em que, se divide em três 
partes, não necessariamente com a mesma duração, dependendo da 
prioridade de cada um. 
A diferença entre recreação e lazer está no nível de obrigação. No 
lazer, pode-se optar com maior facilidade pelo o que se deseja fazer e em qual 
momento. 
 
Os participantes procuram as atividades de lazer tendo como 
referência o prazer que permitem, apesar de que nem sempre isso ocorra e 
embora o prazer não deva ser compreendido como exclusividade das 
possibilidades de lazer. 
 
Os conceitos de Recreação e de Lazer convivem em nossa realidade 
sem maiores julgamentos sobre os seus significados. Enquanto o termo 
recreação é influência da perspectiva norte-americana sobre o assunto, o lazer 
32 
 
surge a partir da influência dos estudos europeus. Essa dupla denominação 
está presente em nossos dias atuais e em geral utiliza-se a recreação para 
designar o conjunto de atividades, e o lazer para abordar o fenômeno cultural. 
 
Alguns autores identificam distinções mais apresentadas entre os 
termos. A associação entre os termos recreação e lazer vem gerando 
questionamentos no que se refere aos seus significados, às especificidade e à 
abrangência, conforme destaca Gomes (2006). E por isso, é importante 
entender o percurso histórico desses dois fenômenos sociais para promover 
um avanço qualitativo no campo de estudos e intervenções do lazer 
 
A importância da recreação e do lazer se dá por intermédio de alguns 
pontos básicos: organização da sociedade, os direitos fundamentais, o 
planejamento do processo educativo; a cultura, como processo de identificação 
comunitária. 
 
O profissional que trabalha com recreação: O 
Recreador 
 
O campo do lazer apresenta o profissional que irá trabalhar com este 
segmento, inúmeras tendências de atuação, como parques temáticos, 
empresas e o ecoturismo, este profissional é o Recreador. 
 
 De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, o 
Recreador é uma pessoa gentil e organizada, que irá ser monitor de Esportes, 
Lazer, Recreação Infantil, Recreacionista, promovendo atividades recreativas 
diversas, buscando ao entretenimento, a socialização, o desenvolvimento 
pessoal dos participantes das atividades. Para tanto, elaboram projetos e 
executam atividades recreativas; estimulando a participação, criam atividades 
recreativas e coordenam setores de recreação, administram equipamentos e 
materiais para recreação. As atividades são desenvolvidas segundo normas de 
segurança. 
33 
 
As áreas de atuação do recreador podem ser: megaeventos esportivos, 
escolas, cruzeiros marítimos, esportes e atividades de aventura, clubes, 
hospitais, associações filantrópicas, acampamentos, buffets e casa de festas, 
meios de hospedagem: pousadas, hotéis e resorts, shows e espetáculos 
culturais, ruas e espaços públicos, e outros. Dessa forma, o recreador irá 
desenvolver e controlar atividades recreativas em diferentes locais. 
 
Soma-se às áreas de atuação citada, onde o profissional de Educação 
Física pode atuar de diversas maneiras, desde monitor/recreadoraté 
supervisor/coordenador, as oportunidades empreendedoras, onde o 
profissional torna-se um empresário, dono de um negócio, voltado para a área 
do lazer, recreação e entretenimento. 
 
O Recreador não pode se limitar apenas em profissionais da Educação 
Física, do Turismo ou da Pedagogia e não podemos acreditar que a formação 
concebida em tais cursos superiores são suficientes para forma profissionais 
de qualidade para atuar com um mercado tão complexo e de tantas habilidades 
necessárias. 
 
Recreador é aquele facilitador de possibilidades em busca de um bem 
estar que pode ser social, físico, turístico, artístico e virtual. Esse bem estar são 
ligado aos interesses culturais do lazer trazidos por especialista como Jofre 
Dumazedier, Nelson Carvalho Marcellino, Luiz Octavio de Camargo e Gisele 
Shwarts. 
 
Sendo assim, um conhecimento teórico das ações destes profissionais, 
favorecem para que o recreador entenda sua real importância, pois ser 
recreador não é, apenas, vestir uma roupa engraçada e fazer uma brincadeira 
com crianças, é saber sensibilizar as pessoas e ainda observar o que as 
pessoas precisam, como podemos auxiliá-las em busca de um bem-estar. 
 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
O JOGO 
3 
CONHECIMENTOS 
 
Conhecer os conceitos, características, assim como, as diferenças sobre os 
jogos. 
 
HABILIDADES 
 
Identificar conceituações básicas sobre os Jogos. 
 
ATITUDES 
 
Desenvolver uma postura ética sobre a temática jogos, em sua prática 
profissional 
 
 
 
 
36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
Compreendendo o JOGO 
 
Na tentativa de valorizar os jogos, concomitante a Educação Física, 
tornando a disciplina menos excludente, universal e plural, deve-se entender 
que o jogo não é apenas uma disputa, nem tão pouco os esportes que são 
realizados atualmente, denotam a concorrência e egoísmo presente em nossa 
sociedade. Este tipo de atividade esportiva, reproduz o legítimo modelo social: 
onde os mais fortes se sobressai sobre os mais fracos. O que importa é 
vencer a todo custo, sejam quais forem os meios para se alcançar à vitória. 
 
A palavra jogo é originária do latim ludus, que significa brincadeira, 
brinquedo, diversão, com regras. Sendo um recurso apropriado para promover 
um espaço prazeroso, permitindo a aprendizagem de aptidões, pois é uma 
atividade compreensível, carente e duvidosa, conduzida por regras 
previamente definidas. 
 
Definir jogo não é fácil, de acordo Huizinga (1938) é uma atividade 
espontânea, desempenhada dentro de determinados tempo e espaço, 
seguindo regras livremente permitidas, mas obrigatórias, dotadas de um fim, 
acompanhado de alegria e consciência. De acordo com Araújo (1992, p.18) o 
jogo é derivado de ficção e tem por função favorecer ao indivíduo executar. 
 
Nos conceitos estudados, os jogos são atividades que os participantes 
possuem uma maneira formal de proceder e estão sujeitos a regras. Se 
direcionados e conduzidos de maneira adequada, favorecem momentos de 
confraternização, participação e integração, aliviando o cansaço físico e 
mental. Favorece aos participantes entendimentos das expressões como jogar, 
busca pela vitória, cooperação, aceitação da derrota e equilíbrio durante a 
realização das atividades, com os adversários de jogo ou companheiros. 
 
Assim, o 1º filósofo acadêmico a definir jogos em 1989, foi Ludwig 
Wittigenstein, por intermédio da criação do termo: “Jogos de linguagem”, 
38 
 
entendendo que o jogo não tem uma definição única, mas é um conjunto de 
definições que compartilham características entre si. 
 
Pode-se comprovar que os jogos estão na humanidade desde 2600 
a.C, tal informação se deve aos achados da arqueologia. Desse feito, tem-se 
que na pré-história os jogos estavam presentes como forma de lazer e de 
atividades cotidianas, além de servir como instrumento para passar herança 
cultural e conhecimentos entre as gerações. 
 
Já na Idade Média, as práticas dos jogos no âmbito escolar foram 
combatidas pela Igreja. No Renascimento a Pedagogia Moderna, que estava 
baseada na participação lúdica e afetiva do aluno, mostra a importância do jogo 
no processo de ensino – aprendizagem. Então atualmente, o jogo tem 
diferentes funções tais como: sentimentos, lazer e emoções e ainda 
educacional. 
 
Desse modo, as características principais dos jogos são a(o): 
repetição, dinamismo e criatividade; espaço limitado; não busca resultados, 
existem regras (que auxiliam no processo de interação social); estimulando a 
imaginação, autoafirmação e autonomia, sendo uma atividade que proporciona 
prazer e satisfação; voluntário e desejado; - ajuda a desenvolver, as faculdades 
psíquicas, físicas e serve para conhecer as próprias limitações; possibilita as 
relações de hierarquização entre crianças e adultos; é um meio terapêutico de 
libertação de tensões psíquicas e retorna ao equilíbrio. 
 
Assim, o jogo é toda atividade em que as regras são construídas em 
um espaço demarcado ou imediato, normalmente praticadas com fins 
recreativos e as vezes, como instrumento educativo. 
 
Os alunos que tenham dificuldades em aprender podem se utilizar do 
jogo como meio facilitador na compreensão dos diferentes conteúdos 
pedagógicos. 
39 
 
Referenciando Piaget, a atividade lúdica é a originária das atividades 
intelectuais da criança, não sendo um passatempo e sim um meio de 
proporcionar o desenvolvimento infantil. 
 
Para Vygotsky é por meio da brincadeira que a criança tem o 
comportamento habitual de sua idade. Assim as crianças vão crescendo e se 
desenvolvendo emocional e cognitivamente, então, elas começam a colocar 
outras pessoas em suas brincadeiras, e vai percebendo a presença do outro, 
respeitando as regras e os limites. Por meio de brincadeiras, como o faz de 
conta, o jogo simbólico, a vivência de papeis, criando e recriando situações 
agradáveis ou não; a criança pode realizar atividades próprias do mundo 
adulto. 
 
Dessa maneira, quando uma criança se mostra capaz de seguir uma 
regra, nota-se que seu relacionamento com outras crianças e até mesmo com 
adultos é aprimorado, sustentando a ideia de que os jogos influenciam no 
processo de aprendizagem das crianças, ainda que algumas caminhem de 
forma mais rápida e outras, de forma mais devagar. 
 
Jogando, as crianças podem colocar desafios e questões para serem 
por elas mesmas resolvidas, dando margem para que criem hipóteses de 
soluções para os problemas colocados. 
 
Isso acontece porque o pensamento da criança evolui a partir de suas 
ações. Assim, por meio do jogo o indivíduo pode brincar naturalmente, testar 
hipóteses, explorar toda a sua espontaneidade criativa. 
 
 Os jogos não são apenas uma forma de divertimento: são maneiras de 
desenvolvimento intelectual. Assim, por meio dos jogos e das brincadeiras, a 
criança estimula o raciocínio, melhorando geralmente a parte cognitiva e 
conduz o seu conhecimento de forma descontraída e espontânea: no jogar, ela 
constrói um espaço de experimentação, de transição entre o mundo interno e 
externo. 
40 
 
As possibilidades não se limitam a estas, servindo ainda para agilizar a 
astúcia e o talento, estabelecer e revisar valores e estimular as habilidades 
manuais. Além disso, os jogos não podem ser tidos apenas como uma fonte de 
aprendizado para os alunos, mas também para professores e pais, pois quando 
se trata da educação formal, os jogos podemajudar a incentivar o respeito às 
demais pessoas e culturas, estimular a melhor aceitação de regras, agilizar o 
raciocínio verbal, numérico, visual e abstrato e, por último, mas não 
necessariamente o fim, possibilitar ao aluno o aprendizado acerca da resolução 
de problemas ou dificuldades, estimulando-o a procurar alternativas. 
 
O jogo é essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e social da 
criança, ajudando na construção do seu conhecimento e socialização, sendo 
um poderoso meio educacional, trabalhando a autoestima e aumentando os 
conhecimentos da criança, quando utilizados com objetivos definidos. Todavia, 
é importante que o professor busque a ampliação de seus conhecimentos 
sobre o jogo e que o utilize mais e com técnicas, possibilitando o 
desenvolvimento integral dos alunos. 
 
Vale ressaltar que quanto mais o adulto vivenciar o jogo, maior será a 
chance desse profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa. Isto é, 
os jogos proporcionam ao professor conhecer a si mesmo e ainda, observar 
dificuldades e potencialidades, visando o desenvolvimento da criança, 
adolescente e adulto. 
 
Logo, um dos motivos que denotam a importância dos jogos é o 
desafio que eles provocam no aluno, o que gera interesse e satisfação. 
Portanto, é importante que a criança descubra espontaneamente o jogo, 
independente de qual será o resultado final. Deve-se limitar a sugerir, explicar, 
estimular, sem impor nossa forma de agir para que a criança aprenda 
descobrindo e compreendendo, e não pela imitação. 
 
Ao professor, cabe analisar e avaliar a potencialidade educativa dos 
diferentes jogos, permitindo assim uma prática pedagógica mais inclusiva. 
41 
 
Por último, vale ressaltar que os profissionais, ligados ou não a áreas 
educacionais, não estão aproveitando as situações prazerosas que os jogos e 
brincadeiras lhes dão. Tais profissionais se esquecem de que os jogos e as 
brincadeiras são considerados excelentes auxiliares para fornecer limites, 
estabelecer liberdade, conviver com regras, tornar-se um cidadão. 
 
 O jogo é entendido como sendo mais simples que a brincadeira, pois 
compreende-se que ele, é parte integrante do homem, pois através deles foi 
possível o desenvolvimento de habilidades cognitivas, de resolução de 
problemas, fabricando ferramentas, de afetividade, socialização e de utilização 
do corpo como instrumento de construção e mudança do meio ambiente em 
que se encontra. 
 
As diferentes culturas que habitaram o planeta e determinaram oscaminhos que nos trouxeram ao que conhecemos hoje como civilização nos 
dão conta através de manuscritos, pinturas e varias outras formas encontradas 
através dos estudos arqueológicos que o homem primitivo e seus 
descendentes desenvolveram os mais variados tipos de jogos. 
 
Os jogos não tem origem definida, pois muitos deles surgiram em 
tempo remotos ou simplesmente do conhecimento popular. Os vários tipos de 
jogos conhecidos hoje surgiram e evoluíram juntamente com o 
desenvolvimento do conhecimento do homem sobre como sobreviver e tirar 
proveito dos recursos oferecidos pela natureza. 
 
O desejo de jogar estimula as crianças a descobrir, manipular, observar 
e interpretar o mundo que as rodeia. Através do jogo aprendem a se relacionar, 
a exercitar as suas capacidades, conhecer o seu próprio corpo, 
desenvolvimento de personalidade e a encontrar um lugar na comunidade. 
Para Piaget, o jogo auxilia na construção do conhecimento, ou seja, é um fato 
inato e responde à necessidade da atividade, que por sua vez proporciona a 
aprendizagem. Em resumo, o jogo é uma atividade idealizada, pedagógica que 
adquire uma dimensão central no tempo de lazer e livre. 
 
42 
 
Classificação dos Jogos 
 
O entendimento de jogo está associado ao brinquedo (que é o objeto) e 
à brincadeira (o ato de entreter-se). Existe uma variação de jogos e para 
entendermos melhor essa alteração, devemos compreender que o jogo é uma 
atividade mais estruturada, com regras mais explícitas, que pode ser praticado 
por crianças e adultos, enquanto que o brinquedo tem uma agregação mais 
exclusiva com o universo infantil. 
 
Desta forma, existem distintos tipos de jogos, como: jogos de salão, 
esportizados, populares, de regras, construção, faz-de-conta, entre outros. 
Vejamos abaixo os conceitos de alguns dos jogos: 
 
Jogos Faz-de-conta: conhecidos também como jogos simbólicos, 
possui uma acentuada importância na formação social das crianças, onde 
através da imitação, podem compreender a diferença entre o outro, resultando 
em uma aproximação do brincar da realidade vivida dentro ou fora do ambiente 
escolar. São exemplos de representações dos jogos de faz-de-conta a crição 
de papéis como, médico, manicure; brincadeiras de escolinha, onde a criança 
pode assumir diversos papéis; brincadeiras de teatro, mímica, fantoches. 
 
Os Jogos de Ficção: relaciona-se com o popular “faz de conta”, ou 
seja uma situação imaginária. Nesses jogos, a criança poderá imitar situações, 
papéis do seu dia a dia, como, imitar os adultos, brincar de imitar a escolinha, 
entre outros. 
 
Jogos de Fabricação: a criança poderá se distrair com atividades 
criadas, combinadas e transformadas manualmente. Estes jogos possuem 
causa ou consequência com o de ficção, podendo se confundir com a 
semelhança. São exemplos, quando a criança cria e improvisa o seu 
brinquedo, esses brinquedos serão vindos, na maioria de vida fictícia. 
 
43 
 
Jogos de Aquisição: acontece quando a criança possui sua atenção 
para as atividades ou objetos, observa, procura entender, imitar os gestos, os 
sons, imagens. Esta atividade possui uma relação com capacidade de olhar, 
escutar, fazer esforços que possibilitem a compreensão. 
 
Jogos Funcionais: realizam movimentos simples com o corpo, por 
meio dos sentidos. A criança desenvolverá o prazer em realizar funções, tendo 
em vista colocar em prática as aprendizagens adquiridas pela evolução da 
motricidade. Essas atividades são caracterizadas como, por exemplo, quando a 
criança ao realizar uma atividade agradável, ela tende a repetir buscando o 
prazer através da repetição. Exemplos: produzir ruídos e sons, mover os 
dedos, tocar objetos, dobrar os braços ou as pernas, entre outras. 
 
Jogos Cooperativos: priorizam a participação, o desafio e a diversão. 
Acontece por meio de dinâmica de grupos e tem como propósito o estímulo da 
consciência de cooperação e promover efetivamente a ajuda entre as pessoas. 
O objetivo principal destes jogos é proporcionar um jogo cooperativo e divertido 
ao invés de uma competição. 
 
Jogos de Construção: são elaborados utilizando objetos e materiais 
alternativos como sucatas, por exemplo, e criam novos produtos. Esses jogos 
podem ser considerados como uma etapa de passagem entre os jogos faz-de-
conta (os jogos simbólicos) para os jogos de regra (jogos sociais). Tem como 
objetivo fazer como que os jogadores desenvolvam sua criatividade e a 
capacidade de elaboração e expressão, além de entenderem a importância da 
reciclagem. 
 
Jogos de Regras: é caracterizado pela existência de um composto de 
leis imposto pelo grupo, conhecido popularmente como regras, onde seu 
descumprimento ocasiona-se em uma penalização (variando de modalidade). 
Tais brincadeiras trabalham os aspectos motores-exploratórios (movimento 
corporal e sensações) e/ou os aspectos intelectuais, com competição dos 
jogadores e regras pré-estabelecidas. 
 
44 
 
Os Jogos Eletrônicos: são resultados dos avanços tecnológicos das 
ultimas décadas, como o videogame. Tem como principal característica o 
desenvolvimento de várias habilidades cognitivas do jogador, partindo de 
habilidades mais simples, até os raciocínios mais elaborados, como o 
desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão e avaliação. Quando a 
criança joga esse tipo jogo, são trabalhados algumas técnicas de raciocínio 
rápido, agilidade, coordenação motora e alguns possibilitam até os aspectos 
sociais, características que também são trabalhadas na escola. 
 
Os Jogos de Aventura: possui relação com os jogos eletrônicos. 
Envolvem cenários e história que levam a explorar mundos, resolver enigmas e 
montar quebra-cabeças. 
 
Os Jogos de Ação: são baseados em histórias com muita agitação. 
Possui grande ligação com o desenvolvimento dos jogos eletrônicos que vem 
evoluindo bastante desde 1980. 
 
Os Jogos de Salão: são os jogos em que o jogador compreende 
menos energia por parte do movimento corporal. São realizados em ambientes 
fechados, como salas, salões, e são usados tabuleiros e pequenas peças que 
possam representar os jogadores. Suas regras podem ser pré-determinadas. 
 
Os Jogos Esportivizados: são caracterizados por modalidades 
esportivas. Suas regras podem ser alteradas em modalidades como: tênisbol, 
futebol de cadeira, volençol, 10 passes, câmbio, etc. 
 
Os Jogos de Cartas: são utilizados cartas de baralho como 
instrumento primordial para que o jogo seja realizado. Possui regras definidas 
em alguns tipos de jogos, porém surgiram no meio popular e por isso variam de 
local para local de acordo com a cultura, pessoa e etc. 
 
Os Jogos Esportivos ou Desportivos: são atrativos e são os 
preferidos por todos, principalmente os que possuem prática tradicional em 
45 
 
todos os países. Em geral são jogos com bola ou outro elemento que atrai a 
atenção dos praticantes. 
 
Os Jogos Populares: são brincadeiras tradicionais ou também 
conhecidas como jogos de rua. Nestes tipos de jogos, não existem regras fixas, 
elas podem ser criadas pelo grupo que está brincando e modificadas sempre 
que necessário. Não necessitam de materiais, instrumentos mais sofisticados. 
Sua origem está na cultura popular. Alguns dos jogos populares são: 
Amarelinha, queimada, rouba bandeira, boca-de-forno, mãe da rua, chuta lata, 
manchete, tacobol, etc. 
 
Os jogos são interessantíssimos e despertam o interesse de qualquer 
pessoa a participar. Para as crianças, são excelentes formas de divertir, 
entreter e pode ser uma importante característica para auxiliar em seu 
desenvolvimento físico e mental. 
 
Os jogos podem proporcionaruma melhor qualidade de vida aos 
jogadores. Nas crianças, mais especificamente, poderá suprir suas 
necessidades ou estados de carência. 
 
Diante disso, para que sejam desenvolvidas atividades práticas com a 
criança na escola, é importante que o jogo desenvolvido tenha como objetivo 
desempenhar o desenvolvimento das funções de acordo com a realidade no 
qual a criança está inserida. 
 
Nos dias de hoje, a sociedade está inserida em um contexto, em que a 
diversidade e os meios de comunicação encontram-se atrelados para a 
compreensão de diferentes formas de comunicação. 
 
Ainda que sejam encontradas as diferentes formas no âmbito escolar, 
são compreendidos a utilização da leitura e escrita como pontos tradicionais 
nesses ambientes, onde são inevitáveis a inclusão de outras formas de 
comunicação nas instituições. 
46 
 
Vale ressaltar que o jogo pode ser um auxílio importante no processo 
de aprendizagem como uma alternativa para os professores. Jogando, a 
criança aprende, cria, descobre, estimula habilidades, inteligência e sua 
sensibilidade. Em virtude disso, o jogo está relacionado ao desenvolvimento do 
indivíduo nos afetivos, históricos, sociais e culturais. 
 
Dessa forma, pode-se perceber que o jogo possui uma importância, 
não somente como incentivo da criatividade e imaginação, como também para 
contribuir no desenvolvimento integral da criança em que favoreça uma boa 
aprendizagem. 
 
Isso acontece, pois a criança está vivendo em um meio ambiente em 
constante mudança e com vários materiais desconhecidos. Nessa perspectiva, 
o jogo pode ser uma importante ferramenta da aprendizagem, no momento em 
que desperta o interesse do aluno. Favorecendo o professor como sendo 
estimulador, condutor e avaliador da aprendizagem. 
 
Ao empregar programas que estimule a atividade psicomotora, mais 
especificamente por meio do jogo, poderá favorecer na concentração, atenção 
imaginação, e como consequência, a criança poderá ficar mais calma, relaxada 
e aprender a pensar, estimulando sua inteligência. Através da observação do 
desempenho das crianças com a aplicação dos jogos, poderá ser avaliado o 
nível de desenvolvimento motor e cognitivo. 
 
No lúdico, poderão ser manifestadas suas potencialidades, e a partir de 
sua observação, poderemos enriquecer sua aprendizagem, possibilitando o 
desenvolvimento do por meio dos jogos. Isto é, brincando e jogando poderá 
desenvolver na criança capacidades importantíssimas à sua futura formação, 
como: afetividade, concentração, atenção e outras habilidades psicomotoras. 
 
Portanto, pode-se dizer que no jogo possui uma significativa 
importância do desenvolvimento psicomotor para o desenvolvimento da 
aprendizagem intelectual do indivíduo. 
 
47 
 
Diferenças entre Recreação, Lazer e Jogo 
 
Nas Unidades anteriores abordamos um pouco dos conceitos e 
particularidades sobre Recreação, Lazer e Jogos, percebendo assim, algumas 
diferenças entre estes elementos. 
 
Dessa forma, a recreação pode ser entendida como todas as 
atividades que o individuo procura praticar em seu tempo livre, procurando na 
sua execução, a satisfação. Vale ressaltar que uma atividade recreativa pode 
não obter esse resultado. 
 
Já o Lazer pode ser ao mesmo tempo férias e trabalhos voluntários, 
nadar e praticar esportes, prazeres gastronômicos e entretenimentos musicais, 
atividades de azar, leitura de jornal e estudo de uma obra-prima, conversa fútil 
e conversa cultural. São atividades que não visam a obtenção de um 
pagamento e colocam-se à margem das obrigações familiares, sociais, 
políticas e religiosas. São desinteressadas e realizadas livremente, a fim de 
proporcionar satisfação aos indivíduos que as praticam. 
 
Fazendo diferenciação entre jogo pode-se dizer que este, é a atividade 
com regras que definem uma disputa “que serve para brincar”. É preciso deixar 
claro que o jogo é uma brincadeira com regras e a brincadeira, um jogo sem 
regras. O jogo se origina do brincar ao mesmo tempo em que é o brincar. 
 
Vale mais uma vez lembrar que existem várias formas de recreação, 
lazer e jogo e nem sempre, é necessário lucro para isso, só necessita 
imaginação e criatividade. 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
JOGOS, RECREAÇÃO 
E LAZER NA ESCOLA 
4 
CONHECIMENTOS 
 
Compreender os jogos, recreação e lazer na escola. 
 
HABILIDADES 
 
Adquirir os principais fundamentos básicos dos jogos, recreação e lazer na 
escola e reconhecer e valorizar atitudes não preconceituosas. 
 
 
ATITUDES 
 
Valorizar o patrimônio dos jogos, recreação, brincadeiras e lazer no seu 
contexto regional, além de respeitar o próximo, valorizar atitudes não 
preconceituosas quanto aos níveis de habilidade, sexo, religião e outras 
características. 
 
 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
Algumas reflexões 
 
Como já vimos, a recreação diz respeito às práticas de atividades 
lúdicas, que abrangem espontaneidade, liberdade de expressão, criatividade, 
alegria e prazer. No contexto escolar além dos aspectos supracitados, as 
atividades recreativas que podem envolver os jogos, os esportes, os 
brinquedos e as brincadeiras, também visam o desenvolvimento integral dos 
educandos nos aspectos cognitivos, afetivos, sociais e motores. 
 
Quando se trata desses conteúdos não deve-se deixar de lado a 
ludicidade, independente da faixa etária, a ludicidade é essencial ao ser 
humano, principalmente quando o conteúdo reporta-se aos jogos, recreação e 
lazer na Educação Física escolar. 
 
Miranda (2001) traz uma importante consideração quando aponta que 
o lúdico é uma categoria geral de todas as atividades que têm características 
de jogo, brinquedo e brincadeira (brincadeira como sinônimo de recreação). O 
jogo pressupõe uma regra, o brinquedo é o objeto manipulável e a brincadeira 
é o ato com o brinquedo e com o jogo. Assim, jogo, brinquedo e a brincadeira 
têm conceitos distintos; porém, imbricados, ao passo que o lúdico os abarca. 
(SCHREIBER, 2010). 
 
Dessa forma, a recreação, os jogos e as brincadeiras devem fazer 
parte do processo pedagógico, além de ser considerados como eixos 
necessários e fundamentais para uma educação de qualidade, pois estas 
atividades fazem parte da vida humana, sendo, portanto, componentes 
essenciais do ser. Nesse sentido, a criança quando inserida dentro do jogo, 
permanece em um ambiente agradável, impulsionador de seus potenciais, 
assimilando diversas habilidades, tanto dentro como fora do ambiente escolar 
(IAVORSKI, 2008). 
 
Podemos verificar ainda, que de acordo com Freire (2002), “as 
brincadeiras têm grande significado no período da infância, as quais de forma 
52 
 
segura e bem estruturada podem estar presentes nas aulas de Educação 
Física dentro da sala de aula.” (IAVORSKI, 2008). 
 
Vale ressaltar que na escola, o jogo sempre esteve em evidência, 
sendo um dos conteúdos mais trabalhados pelos professores de Educação 
Física, configurando-se, portanto, como uma importante ferramenta de 
contribuição no processo de ensino e aprendizagem do indivíduo (VALDUGA, 
2011). 
 
Entretanto, a recreação no ambiente escolar precisa ser bem planejada 
e adequada à faixa etária e desenvolvimento do aluno. Deve conter objetivos 
bem delineados, com uma estrutura organizacionalpré-definida em relação aos 
possíveis ajustes referentes ao desenvolvimento da atividade, evitando a 
mesmice e padronização de movimentos e ações. Cebalos (2011), reafirma 
que o jogo deve ser motivador, ter intenções e significados bem delineados, 
sempre com objetivos estabelecidos. 
 
Além disso, o professor deve compreender que estas atividades podem 
e devem ser adaptadas a realidade e cotidiano no qual os alunos estão 
inseridos. Pois o mundo da recreação e dos jogos não pode ser engessado e 
circundado por leis e regras imutáveis, haja vista que o mais importante é o 
desenvolvimento da afetividade, das emoções, por onde transitam medos, 
sofrimentos, interesses, alegrias e valores. 
 
Portanto, o professor tem grande responsabilidade no que diz respeito 
a uma atenção e interesse mais profundos por meio da observação da 
atividade, do ouvir os feedbacks, do verificar os possíveis erros e sempre 
acrescentando novas ideias. 
 
 
 
 
53 
 
Dimensões do conteúdo na escola 
 
Um assunto pouco discutido na literatura diz respeito as dimensões dos 
conteúdos, principalmente quando o assunto é jogo, brincadeira e recreação, 
pois a Educação Física, ao considerar o jogo conteúdo, contribui para que o 
mesmo continue sendo transmitido de geração a geração, alicerçando esse 
patrimônio cultural tão importante para a humanidade. 
 
 Assim, faz-se imprescindível frisar que, na prática docente, não há 
como separar os conteúdos na dimensão conceitual, atitudinal e procedimental, 
ainda que exista a possibilidade de existir uma ênfase em determinada 
dimensão. 
 
 Por exemplo, em uma aula de Educação Física, cujo o conteúdo 
principal seja os jogos populares, o professor solicita aos alunos que realizem o 
aquecimento brincando de pega-pega e de em certo momento ao sinal do apito 
pede que todos façam estátua. Nesse momento o professor explica-lhes qual é 
a importância de realizar tais movimentos, o objetivo do aquecimento, quais 
grupos musculares estão sendo exigidos, entre outras informações. Além 
disso, fala da importância de resgatar jogos e brincadeiras regionais, assim 
como um pouco da história da atividade sugerida. Assim, tanto a dimensão 
procedimental, como a conceitual estão sendo desenvolvidas na atividade. 
 
 No que diz respeito a dimensão atitudinal, o professor pode levantar 
reflexões durante a fase de volta à calma da aula ou em uma roda de conversa 
no início da aula (dependendo da faixa etária da turma), acerca do respeito ao 
próprio limite e ao do colega, incentivando o altruísmo, a cooperação, a 
solidariedade, e demais valores. 
 
Perceba que dessa forma supracitada, o conteúdo Jogo, brincadeira e 
recreação podem ser tratados em suas diferentes dimensões em um único 
momento. Contudo, caso ocorra a necessidade de um aprofundamento em 
uma determinada dimensão, como por exemplo, a conceitual, a aula em sala 
54 
 
de aula convencional é uma boa sugestão, pois o professor pode utilizar 
recursos didático-metodológicos que envolva os alunos e contribua para o 
alcance de seus objetivos. 
 
O professor deve lembrar ainda, que dependendo da faixa etária e 
desenvolvimento da turma, essas dimensões são mais ou menos trabalhadas. 
Veja, se a aula estiver sendo ministrada para crianças que estão no Infantil IV 
(faixa de 4 anos de idade), a dimensão conceitual deve ser ministrada, mas de 
preferência no momento da dimensão procedimental (durante a aula prática) 
através de um linguagem adequada e direcionada para a determinada turma. 
Evite termos técnicos nessa fase, falar sobre o jogo, por exemplo, pode e deve 
ser feito de maneira lúdica, divertida e fácil. 
 
Entretanto, segundo Coll et al. (2000), existe uma discussão na 
literatura entre os grandes pensadores, que na escola faz-se necessário que 
seja ensinado aos alunos outros conhecimentos, que ultrapassem tais 
dimensões, algo que esteja além de conceitos, práticas e símbolos, pois os 
conteúdos são os meios pelos quais o aluno deve analisar a realidade de forma 
que possa construir uma rede de significados em torno do que se aprende na 
escola e do que se vive, ou seja, o conteúdo precisa fazer sentido para a vida 
do aluno. 
 
Dessa forma, a escola através de todos as dimensões do conteúdo 
(conceitual, procedimental e atitudinal) deve ensinar ao corpo discente 
habilidades para a vida, estratégias para resolver problemas, ensiná-los ainda 
a trabalhar em equipe, ser solidário, respeitar o próximo e principalmente a não 
discriminar o colega, seja por conta do gênero, etnia, religião, tipo físico ou 
qualquer outro motivo. 
 
Com esse apanhado sobre as dimensões dos conteúdos na prática 
pedagógica, os PCN da área da Educação Física sugerem que as atitudes, os 
conceitos e os procedimentos dos conteúdos sejam trabalhados em todos os 
conteúdos da cultura corporal, dos quais podemos citar os jogos (BRASIL, 
1998b). 
55 
 
Portanto, como o jogo apresenta a ideia de liberdade e invenção, este 
pode transformar em fácil o que era difícil, razão pela qual a pedagogia, 
psicologia e principalmente a Educação Física o utilizam na escola. Portanto, o 
jogo possui um [...] “papel vital na história da autoafirmação da criança e na 
formação da sua personalidade, sendo conteúdo indispensável para formação 
do ser” (CAILLOIS, 1990). 
 
 
Sequência Didática de Jogos, Recreação e Lazer no Âmbito 
Escolar 
 
A sequência didática é similar a um plano de aula, porém é diferente na 
sequência que o conteúdo deverá ser estruturado, de maneira que leve o 
estudante a uma evolução no conhecimento, através do aprofundamento dos 
estudos sobre o tema. Não há uma regra sobre a quantidade do número de 
aulas que uma sequência didática deve possuir, o que revela seu aspecto 
flexível, porém é preciso um bom planejamento para que os resultados sejam 
alcançados. 
 
O momento principal é o desenvolvimento da sequência didática, este 
pode ser realizado em diversas etapas, tais como: discussão coletiva, 
motivação, exibições de vídeos, aulas expositivas, obter referenciais históricos, 
atividades, dinâmicas, jogos, e outros. Objetiva-se que através do uso de uma 
sequência didática o estudante possa realizar uma reflexão sobre o ensino 
proposto, assim como fazer com que os conhecimento adquirido sejam levados 
para a vida e não somente considerado no momento da avaliação. 
 
As sequências didáticas são planejadas e desenvolvidas para a 
realização de determinados objetivos educacionais, com início e fim 
conhecidos tanto pelos professores, quanto pelos alunos. Para compreender o 
valor pedagógico e as razões que justificam uma sequência didática é 
fundamental identificar suas fases, as atividades que a constitui e as relações 
que estabelecem com o objeto de conhecimento, visando atender as 
56 
 
verdadeiras necessidades dos alunos. Para que uma sequência didática 
obtenha sucesso é necessário seguir alguns passos que, obrigatoriamente, 
devem ser respeitados. Este produto, adotou o modelo proposta por 
KOBASHIGAWA et al ( 2008), em que uma sequência didática deve conter os 
seguintes itens: 
 
● Tema da aula: jogos 
● Turma: Ensino Fundamental 
● Média de Tempo: 50 min. 
● Objetivo geral: 
● Objetivos específicos: 
 
 
ATIVIDADE 1 
 
O início poderá ser realizado alguns questionamentos: 
 
● Quais são os jogos e brincadeiras prediletos de vocês? 
● Quais são as principais características que vocês observam em seus 
colegas quando participam de jogos e brincadeiras? 
 
Após esse momento de reflexão e construção orquestrada pelo 
professor, algumas brincadeiras podem ser propostas:Divididos em dois grupos, cada um terá a tarefa de, no menor tempo 
possível, montar um conceito para jogos populares. Para tanto, serão 
distribuídos (para cada grupo) pequenos pedaços de papel com fragmentos de 
frases que compõem o conceito de jogos populares. O grupo deverá organizar 
estes fragmentos dando sentido ao texto. Logo depois, será pedido para que os 
alunos exemplifiquem tipos de jogos populares, tais como: amarelinha, cabra-
cega. Após a exemplificação, será pedido para que eles pratiquem os jogos 
sugeridos. 
 Após a experimentação das brincadeiras acima relacionadas, o 
professor questionará à turma se todos sempre brincaram desta forma ou se 
57 
 
conhecem outras formas de brincar destes mesmos jogos! Ressaltar ainda que, 
os jogos populares não possuem regras fixas e são criados pelas pessoas a 
partir de seus interesses e necessidades. 
 
AVALIAÇÃO 
 
Escreva um texto de pelo menos uma lauda, explicando o que você 
aprendeu sobre jogos e brincadeiras populares. Neste texto você deverá 
destacar: O que são os jogos populares? Quais são suas características? 
 
 
ATIVIDADE 2: Confecção de brinquedos e o planejamentos de jogos 
 
JUSTIFICATIVA: 
 
Proporcionar as crianças momentos de convivência saudável, amiga, criativa e 
construtiva; pois através da brincadeira a criança atribui sentido ao seu mundo, 
se apropria de conhecimentos que a ajudarão a agir sobre o meio em que ela 
se encontra. 
 
OBJETIVOS DO TRABALHO: 
 
● Aumentar o repertório de brincadeiras infantil; 
● Participar de situações de socialização; 
● Participar de jogos que sejam trabalhadas regras em grupo; 
● Construção de brinquedos com sucatas; 
● Registrar de diferentes formas o brincar. 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
 OBJETIVOS DIDÁTICOS: 
 
● Ampliar as possibilidades expressivas nas brincadeiras, jogos e demais 
situações de interação. 
● Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir 
com outros. 
● Produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem do desenho, da 
pintura, da colagem e da construção. 
● Participar de variadas situações de comunicação oral. 
● Participar de diversas situações de intercambio social. 
● Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de 
seu grupo social e de outros grupos. 
 
CONTEÚDOS: 
 
Movimento: 
 
● Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas 
e em suas brincadeiras. 
● Percepção de estruturas rítmicas para expressar – se corporalmente por 
meio de brincadeiras. 
 
Natureza e Sociedade: 
 
● Participação em brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às 
tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos. 
 
Música: 
 
● Participação em situações que integrem músicas, canções e 
movimentos corporais. 
 
 
 
59 
 
Artes: 
 
● Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização 
de seus projetos artísticos. 
● Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para 
construção. 
 
Linguagem Oral e Escrita: 
 
● Uso da linguagem oral para conversar e brincar. 
● Observação e manuseio de materiais impressos como livro e revistas. 
● Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento. 
● Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso 
da escrita. 
 
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS: 
 
● Pesquisa junto às famílias sobre as brincadeiras da infância. 
● Pesquisa em livros e na internet sobre a origem de alguns dos 
brinquedos e brincadeiras. 
● Selecionar alguns brinquedos que possam ser construídos pelas 
crianças. (bilboquê, peteca, vai e vem, pião, cavalo de pau, e outros.). 
● Coletar algumas sucatas para confecção dos brinquedos. 
 
 
ETAPAS DO TRABALHO: 
 
● Rodas de conversa (Quais os brinquedos preferidos?). 
● Listar os brinquedos em cartaz. 
● Roda de conversa (Qual a brincadeira preferida?). 
● Listar as brincadeiras e escolher algumas para brincar. 
● Pesquisar junto com as famílias sobre as brincadeiras e brinquedos do 
seu tempo de infância. 
60 
 
● Ler as pesquisas para as crianças e junto com as crianças selecionar 
algumas para brincarmos. 
● Propor para que as crianças desenhem algumas brincadeiras. 
● Proporcionar oportunidade para que as crianças confeccionem alguns 
brinquedos. 
● Escrever junto com as crianças regras de algumas brincadeiras para 
confecção de um livro de brincadeiras para acervo da escola. (texto 
coletivo). 
 
Área de formação: Conhecimento matemático e movimento. 
 
Objetivos: 
 
● Desenvolver gradativamente o conceito de número e o pensamento 
operativo por meio de jogos e brincadeiras. 
● Utilizar o desenho como representação simbólica. (números) 
● Vivenciar práticas de movimento por meio de jogos e brincadeiras. 
 
Recursos e Materiais didáticos: Sulfite, canetinha vermelha e azul, materiais 
de boliche, bola, cadeiras, pano, entre outros. 
 
Desenvolvimento: 
 
1ª. Etapa: Em uma roda de aprendizagem, apresentaremos e explicaremos á 
atividade proposta, que será: “Jogos com registro em tabela”. Em seguida 
realizaremos o jogo de boliche, onde dividiremos a turma em duas equipes 
(Vermelha e azul), na qual cada criança realizará a jogada, onde serão 
registrados na tabela de jogos, representados os pinos que caíram por 
desenhos ou números. 
 
 2ª. Etapa: Acerte o alvo 
 
 3ª. Etapa:Foot pano 
61 
 
Explicando melhor com a pesquisa 
 
Sugerimos a leitura do artigo Jogos, Recreação e Lazer. Os autores 
apresentam a importância da criatividade na Educação, mostrando os 
principais conceitos e elementos importantes para este conhecimento. 
 
 
 
Propomos também a leitura do artigo Recreação e Lazer – Relações 
com a Educação Física. Os autores se propôs a trazer os pontos 
convergentes e divergentes entre recreação, lazer e ludicidade, não se 
destinando a uma finalização, devido o número de conceitos e definições. 
 
 
 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
 Após a leitura destes artigos, faça uma síntese dos pontos comuns e 
divergentes encontrados nos artigos e disponibilize no ambiente virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
Leitura Obrigatória 
 
 
Sugerimos a obra: A Infância e a Recreação de Dante Costa (1960). É 
um clássico, que se propõe a estudar as crianças em diversos aspectos da sua 
biologia e higiene. Ilustrando essas atividades em espaços, tais como: parques 
infantis em pequenas e grandes cidades do Brasil, para facilitar o entendimento 
dos leitores. Leia atentamente, e reflita sobre as possibilidades de inserção dos 
conteúdos de jogos, recreação e lazer a partir desta leitura. 
 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
Após a leitura da obra, faça um paralelo, comparando com o material estudado, 
sempre argumentando com sua opinião fundamentada de estudo e pesquisa. 
Em seguida disponibilize no ambiente virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
Saiba mais 
 
Sugerimos a leitura da entrevista sobre Recreação com Tiago 
Aquino, conhecido como Paçoca, coordenador do curso de pós-graduação em 
Recreação e Lazer na Central de Cursos da UGF e coautor do livro Manual do 
Lazer e Recreação pela Phorte Editora, no qual tratamos sobre os diferenciais 
para a atualização na área, a importância dos valores éticos e a postura do 
recreador e os prêmios conquistados pelo professor. 
 
Propomos a leitura da entrevista ao Jornal do Professor, Tizuko 
Kishimoto, Pedagoga, com doutorado e pós-doutorado em educação, tem 
várioslivros publicados sobre assuntos relacionados a jogos, brincadeiras e 
educação infantil traz explanação sobre o brincar, explicando que o mesmo é 
diferente de aprender e fala de temas como as principais brincadeiras utilizadas 
na aprendizagem infantil, a melhor forma de utilizar brinquedos na sala de aula, 
brincadeiras tradicionais e jogos eletrônicos, e educadores de destaque na 
área de brinquedos educativos. 
 
 
GUIA DE ESTUDO: Leia as entrevistas e em seguida produza um texto 
argumentativo, abordando a importância da atuação do Professor de 
Educação Física, para valorização dos Jogos, Recreação e Lazer dentro e fora 
do âmbito escolar. 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
Pesquisando na Internet 
 
O intuito deste artigo é trazer discussões estabelecidas acerca dos 
problemas que envolvem historicamente a relação entre o lazer e a Educação 
Física no Brasil no âmbito da formação profissional, por meio do título: 
 
Lazer e Educação Física: problemas historicamente construídos, 
saídas possíveis -Um enfoque na questão da formação. A partir das 
informações acima, investigue sobre uma possível forma de intervenção 
pedagógica através dos Jogos Populares, Recreação e Lazer como conteúdo 
da Educação Física. 
 
GUIA DE ESTUDO: 
Logo após sua pesquisa faça uma resumo sobre suas descobertas e 
conclusões. Compartilhe suas reflexões postando no ambiente virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
Vendo com os olhos de ver 
 
 
Recomenda-se que assista ao vídeo Jogos, Recreação e Lazer. Este 
vídeo se propõe a mostrar, qual a diferença entre recreação e lazer? Como o 
jogo se encaixa nessas atividades? O professor Elisandro Schultz Wittizorecki 
explica historicamente e etimologicamente o significado desses termos, as 
diversas relações que podem ser entendidas entre eles e a relevância 
individual e coletiva que apresentam na vida cotidiana de todos nós. 
 
 
Propõe-se que veja também ao vídeo A importância do brincar. A 
professora da Faculdade de Educação da USP, Tizuko Morchida, fala um 
pouco mais sobre o papel das brincadeiras na educação infantil. Ela destaca 
que até os bebês aprendem a fazer escolhas através dos brinquedos. 
 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
Após você assistir esses vídeos, faça uma correlação entre eles e produza um 
texto argumentativo, relatando a função do Professor de Educação Física 
desde seu surgimento até os dias de hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
Revisando 
 
A partir do material didático estudado, podemos compreender um 
pouco mais sobre os jogos, recreação e lazer. Na primeira unidade de estudo 
conceituamos o lazer, apontando o conceito amplamente difundido, o de 
Dumazedier (1979, p.12); apesar de sua importância para a área, apresenta-se 
um conjunto de questões que precisavam ser repensadas, pois ele deve ser 
considerado diversas ocupações, às quais o indivíduo pode entregar-se de livre 
vontade, seja para repousar, seja para divertir-se e entreter-se ou ainda para 
desenvolver sua informação ou formação desinteressada. Falamos ainda sobre 
a atitude do tema lazer, em que devemos considerar o seu estilo de vida livre 
de um tempo estabelecido de acordo com as características e locais de 
atividades, de uma forma diferenciada. 
 
Assim, após o entendimento sobre o lazer, na Unidade de Estudo II, 
apresentamos a conceituação de acordo com Rousseau (1712-1771) no qual 
afirma que a recreação é o livre-arbítrio da criança, em que estes, podem 
escolher se querem ou não ficar em uma atividade e, além disso, não chamar 
atenção quando escolherem permanecer no que estão realizando, 
contradizendo a sua orientação. A educação dessa forma deve ser libertária, 
sendo necessária a liberdade para correr, pular, gritar, dançar, se essa for sua 
vontade. 
 
Outro conceito de recreação une o lazer e o jogo, contudo ela como 
prática e conduta característica do jogo estão presentes no lazer. Sendo um 
componente observado em uma composição do lazer. Nesse sentido, todas as 
referências de lazer reúnem naturalmente o jogo e consequentemente, a 
recreação. 
 
A recreação é importante para o ser humano não só para a criança. 
Logo, as atividades recreativas devem ser criativas e prazerosas, devendo ser 
espontâneas, reduzindo as preocupações do dia-a-dia. 
67 
 
Na Unidade de Estudo III trazemos o pensamento de que definir o jogo 
não é fácil, de acordo Huizinga (1938) é uma atividade espontânea, 
desempenhada dentro de determinado tempo e espaço, seguindo regras 
livremente permitidas, mas obrigatórias, dotadas de um fim, acompanhado de 
alegria e consciência. De acordo com Araújo (1992, p.18) o jogo é derivado de 
ficção e tem por função favorecer ao indivíduo executar. 
 
Devendo-se entender que o jogo não é apenas uma disputa, nem tão 
pouco os esportes que são realizados atualmente, denotam a concorrência e 
egoísmo presente em nossa sociedade. Este tipo de atividade esportiva, 
reproduz o legítimo modelo social: onde os mais fortes se sobressai sobre os 
mais fracos. O que importa é vencer a todo custo, sejam quais forem os meios 
para se alcançar à vitória. 
 
Dessa forma, finalizando o material, trazemos a Unidade de Estudo IV, 
em que apresenta-se a recreação, os jogos e o lazer, como parte do processo 
pedagógico, além de ser considerados como eixos necessários e fundamentais 
para uma educação de qualidade, pois estas atividades fazem parte da vida 
humana, sendo, portanto, componentes essenciais do ser. Nesse sentido, a 
criança quando inserida dentro do jogo, permanece em um ambiente 
agradável, impulsionador de seus potenciais, assimilando diversas habilidades, 
tanto dentro como fora do ambiente escolar. 
 
Finalizando convidamos aos alunos a refletirem que o professor deve 
compreender que estas atividades podem e devem ser adaptadas à realidade e 
ao cotidiano, no qual os alunos estão inseridos. O mundo da recreação e dos 
jogos não pode ser engessado e circundado por leis e regras imutáveis, haja 
vista que, o mais importante é o desenvolvimento da afetividade, das emoções, 
por onde transitam medos, sofrimentos, interesses, alegrias e valores. 
 
 
 
 
68 
 
Autoavaliação 
 
 
1) Qual a importância do conhecimento da Recreação, Lazer e Jogos para 
o professor de Educação Física? 
2) Por que é considerado importante compreender e saber como aplicar a 
Recreação, Lazer e Jogos dentro da Educação Física na Escola? 
3) Como Recreação, Lazer e Jogos, auxiliam na formação de professores 
em Educação Física? 
4) Elenque os tipos de Recreação, Lazer e Jogos, assim como as 
características dos mesmos. 
5) De acordo com o Material Didático estudado, qual a diferença entre a 
Recreação, Lazer e Jogos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
Bibliografia 
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Guanabara: Koogan, 2005. 
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Paulo. Petrópolis: Vozes, 1979. 
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FREIRE, J. B. Educação de corpo Inteiro: teoria e prática da Educação 
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