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História e Organização da Unidade de Pronto Socorro 
 
Origem: 
A origem do serviço de pronto-socorro 
remonta às guerras napoleônicas no 
século XIX.. As ambulâncias eram padiolas 
ou carroças que serviam para retirar os 
soldados feridos do campo de batalha, 
sem aumentar seus ferimentos. 
A cidade de Porto Alegre foi a primeira a 
ter um serviço de ambulância com tração 
animal, em 1898. 
 Rio de Janeiro, então com uma 
população de 850 mil habitantes, só foi 
ter uma lei que obrigava o poder público 
a oferecer serviço médico de urgência 
em 1904. 
Tipos de Emergência: 
*Atropelamento: pois naquela época não 
havia sinalização. 
*Fraturas e suspeita de hemorragia 
interna: pedreiros que despencavam dos 
andaimes 
*Dedos ou membros decepados e outras 
escoriações: operários de fábricas eram 
trazidos com por acidentes com as 
máquinas 
Ao receber a vítima ainda inconsciente, o 
cirurgião-chefe tinha de se apressar para 
verificar os sinais vitais e fazer os 
procedimentos de ausculta, inspeção, 
palpação e percussão. Sem raio X ou 
 
exames laboratoriais, o médico podia 
contar apenas com seu olho clínico. 
Tecnologia: 
Embora o raio X tivesse sido criado em 
1895, na Alemanha, somente na década 
de 1910 esse aparelho seria incorporado ao 
dia-a-dia dos hospitais brasileiros. 
Amputações eram uma prática comum. 
“Naquela época não se tinha a noção de 
que o osso é um tecido vivo e se 
regenera”.. 
Em caso de ferimento por arma de fogo, 
faca ou suspeita de hemorragia interna: 
- O paciente era anestesiado com éter 
ou clorofórmio, desmaiado, não via o 
cirurgião invadir o seu corpo utilizando 
bisturis, facas e serras. 
- Ao encontrar o foco da hemorragia, o 
médico a estancava com panos ou 
ataduras, pinçava a veia e fazia a sutura. 
- O ferido então partia para a enfermaria 
masculina ou feminina, para ficar em 
observação. 
Atendimento: 
A população pobre era atendida por 
farmacêuticos ou cirurgiões-barbeiros 
A população rica era atendida por 
médicos que tinham consultórios. 
No Brasil: 
O serviço de pronto-socorro só começou 
a mudar a partir dos anos 40, quando foi 
inaugurado o Hospital das Clínicas da 
Faculdade de Medicina da Universidade de 
São Paulo. 
Caracterização de uma Unidade de 
Emergência: 
Recepção e sala de espera: local onde a 
ficha clínica é realizada; 
Sala de emergência: com dois leitos, 
nesta área são executados os primeiros 
cuidados prestados ao paciente pela 
equipe médica e de enfermagem; 
Posto de enfermagem: local onde as 
medicações são preparadas e onde 
ocorre a passagem de plantão da equipe 
de enfermagem; 
Sala de observação, quando o paciente 
necessita de um período mais prolongado 
de observação 
Salas de curativo, são duas, uma para 
curativo limpo e a outra para 
contaminado. 
Além destas salas, podemos encontrar, 
salas para sutura de pequenos 
procedimentos e outra para colocação de 
gesso. 
O setor de RX, o Centro Cirúrgico e o 
Centro de Terapia Intensiva estão 
localizados próximos a unidade de 
emergência. 
As atividades da enfermagem na 
Emergência: 
A Associação Americana de Enfermagem 
(ANA) estabeleceu os "Padrões da Prática 
de Enfermagem em Emergência" em 
1983, tendo como referência padrões 
definidos classificando os enfermeiros de 
emergência em três níveis de 
competência: 
- O primeiro nível requer competência 
mínima para o enfermeiro prestar 
atendimento ao paciente traumatizado; 
- No segundo nível este profissional 
necessita formação específica em 
enfermagem de emergência e 
- No último nível o enfermeiro deve ser 
especialista em área bem delimitada e 
atuar no âmbito pré e intra-hospitalar. 
As atividades assistenciais exercidas 
pelo enfermeiro: 
- Realiza a pré-consulta (processo de 
triagem), verifica os sinais vitais e anota a 
queixa atual do paciente; 
- Presta o cuidado ao paciente 
juntamente com o médico; 
- Prepara e ministra medicamentos; 
- Viabiliza a execução de exames 
especiais procedendo a coleta; 
- Instala sondas nasogástricas, 
nasoenterais e vesicais em pacientes; 
- Realiza troca de traqueostomia e 
punção venosa com cateter; 
- Efetua curativos de maior complexidade; 
- Prepara instrumentos para intubação, 
aspiração, monitoramento cardíaco e 
desfibrilação, auxiliando a equipe médica 
na execução dos procedimentos 
diversos; 
- Realiza o controle dos sinais vitais; 
- Realiza a sistematização da assistência 
de enfermagem. 
- Realiza a estatística dos atendimentos 
ocorridos na unidade; 
- Lidera a equipe de enfermagem no 
atendimento dos pacientes críticos e não 
críticos; 
- Coordena as atividades do pessoal de 
recepção, limpeza e portaria; 
- Soluciona problemas decorrentes com o 
atendimento médico-ambulatorial; 
- Aloca pessoal e recursos materiais 
necessários; 
- Realiza a escala diária e mensal da 
equipe de enfermagem; 
- Controla estoque de material; 
- Verifica a necessidade de manutenção 
dos equipamentos 
Integralidade: 
A Constituição Federal definiu que “a 
saúde é direito de todos e dever do 
Estado” e a Lei Federal n.8.080/1990, que 
regulamentou o SUS, prevê em seu 
artigo 7º, como princípios do sistema, 
entre outros: 
I – Universalidade de acesso aos serviços 
de saúde em todos os níveis de 
assistência; 
II – Integralidade de assistência, entendida 
como conjunto articulado e contínuo das 
ações e dos serviços preventivos e 
curativos, individuais e coletivos, exigidos 
para cada caso, em todos os níveis de 
complexidade do sistema; 
Regulamentação dos serviços de 
urgência emergência hospitalar: 
D.O.U (Diário Oficial da União) no 219, de 12 
de novembro de 2002, publicou a 
Portaria No 2.048, de 5 de Novembro de 
2002, do Ministro de Estado da Saúde, 
tendo por objetivo o atendimento de 
Urgência e Emergência na área da saúde.

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