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Ana Lúcia da Rocha Silva
Gestão de Pessoas
Revisada por Marcileide Muniz Cavalcante (setembro/2012)
APRESENTAÇÃO
É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Gestão de Pessoas, 
parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autôno-
mo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) 
uma apresentação do conteúdo básico da disciplina.
A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidis-
ciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail.
Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br, 
a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, 
bem como acesso a redes de informação e documentação.
Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suple-
mento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para 
uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal.
A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!
Unisa Digital
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 5
1 O PAPEL DAS PESSOAS NA ORGANIZAÇÃO ...................................................................... 7
1.1 As Pessoas como Parceiras da Organização ..........................................................................................................8
1.2 As Pessoas como Recursos ou Parceiras da Organização ................................................................................9
1.3 A Importância da Administração na Gestão de Pessoas ...............................................................................10
1.4 Eficiência e Eficácia da Organização e Gestão de Pessoas ............................................................................11
1.5 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................12
1.6 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................12
2 INTEGRAÇÃO ORGANIZACIONAL NA GESTÃO DE PESSOAS .............................. 13
2.1 A Comunicação na Organização .............................................................................................................................15
2.2 A Motivação na Organização ...................................................................................................................................18
2.3 Gerenciamento das Mudanças e os Paradigmas ..............................................................................................22
2.4 A Gerência e Liderança na Organização ..............................................................................................................25
2.5 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................31
2.6 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................31
3 FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE PESSOAS ....................................................................... 33
3.1 Gestão de Pessoas como Responsabilidade de Linha e Função de Staff ................................................34
3.2 Moderna Gestão de Pessoas ....................................................................................................................................36
3.3 Os Desafios da Moderna Gestão de Pessoas ......................................................................................................37
3.4 A Nova Orientação de GP em Plena Era da Informação ................................................................................39
3.5 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................42
3.6 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................42
4 AGREGAR PESSOAS - 1º PROCESSO DA GESTÃO DE PESSOAS ......................... 43
4.1 Agregar Pessoas x Mercado de Trabalho .............................................................................................................44
4.2 Conceito de Recrutamento de Pessoas ................................................................................................................47
4.3 Conceito de Seleção de Pessoal ..............................................................................................................................50
4.4 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................52
4.5 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................52
5 APLICAR PESSOAS - 2º PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS ............................. 53
5.1 Modelagem de Cargos ...............................................................................................................................................54
5.2 Avaliação do Desempenho Humano ....................................................................................................................56
5.3 Benefícios da Avaliação do Desempenho ...........................................................................................................57
5.4 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................58
5.5 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................58
6 RECOMPENSANDO PESSOAS - 3º PROCESSO DA GESTÃO DE PESSOAS .............. 59
6.1 Remuneração e Competências ...............................................................................................................................60
6.2 Programas de Incentivos e Benefícios ..................................................................................................................62
6.3 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................63
6.4 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................64
SUMÁRIO
7 DESENVOLVENDO PESSOAS - 4º PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS ................ 65
7.1 Processo de Treinamento e Desenvolvimento ..................................................................................................65
7.2 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................68
7.3 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................68
8 MANTENDO PESSOAS - 5º PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS .................... 69
8.1 Higiene, Seguridade e Qualidade de Vida ..........................................................................................................698.2 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................70
8.3 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................70
9 MONITORANDO PESSOAS - 6º PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS ........... 71
9.1 Banco de Dados e Sistemas de Informação de Gestão Pessoas ................................................................71
9.2 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................72
9.3 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................72
10 PROJETO DE INTERVENÇÃO NA GESTÃO DE PESSOAS ........................................ 73
10.1 Resumo do Capítulo .................................................................................................................................................78
10.2 Atividades Propostas ................................................................................................................................................78
11 GESTÃO DE PESSOAS NO CENÁRIO DE COMPETÊNCIAS .................................... 79
11.1 Resumo do Capítulo .................................................................................................................................................82
11.2 Atividades Propostas ................................................................................................................................................82
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS ..................................... 93
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................... 98
12 TENDÊNCIAS EM RECURSOS HUMANOS........................................................................ 83 
12.1 Consultoria Interna de Recursos Humanos ...................................................................................................83
12.2 Coaching e Metoring .............................................................................................................................................85
12.3 Qualidade de Vida no Trabalho .........................................................................................................................86
12.4 Avaliação e Desenvolvimento de Competências.........................................................................................88
12.5 Endomarketing.........................................................................................................................................................90
12.6 Resumo do Capítulo................................................................................................................................................91
12.7 Atividades Propostas...............................................................................................................................................92
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5
Caro(a) aluno(a),
As organizações são verdadeiros seres vivos. Quando elas são bem-sucedidas, tendem a crescer ou, 
no mínimo, a sobreviver. O crescimento acarreta maior complexidade dos recursos necessários às suas 
operações, com o aumento de capital, incremento de tecnologia, atividades de apoio etc. Então, provoca 
o aumento do número de pessoas, bem como a necessidade de intensificar a aplicação de seus conheci-
mentos, habilidades e destrezas, indispensáveis à manutenção e competitividade do negócio.
Para assegurar que os recursos materiais, financeiros e tecnológicos sejam utilizados com eficiência 
e eficácia, as pessoas passam a significar o diferencial competitivo que mantém e promove o sucesso 
organizacional: elas passam a constituir a competência básica da organização, a sua principal vantagem 
competitiva em um mundo globalizado, instável, mutável e de forte concorrência.
A Gestão de Pessoas é formada por pessoas e organizações. As pessoas passam boa parte de suas 
vidas trabalhando dentro de organizações
e estas dependem daquelas para poderem funcionar e alcançar sucesso. De um lado, o trabalho 
toma consideravelmente tempo das vidas e dos esforços das pessoas, que dele dependem para a 
subsistência e sucesso pessoal. Separar o trabalho da existência das pessoas é muito difícil, senão 
quase impossível, diante da importância e do impacto que o trabalho nelas provoca. Assim as pes-
soas dependem das organizações nas quais trabalham para atingir seus objetivos pessoais e indivi-
duais. Crescer na vida e ser bem-sucedido depende de crescer dentro das organizações. (CHIAVENA-
TO, 2008, p. 4).
As pessoas constituem o mais importante ativo das organizações. O contexto da gestão de pessoas 
é representado pela íntima interdependência das organizações e das pessoas. Tanto as organizações 
como as pessoas variam intensamente. O relacionamento entre ambos, antes considerado conflitivo, 
hoje é baseado na solução do tipo ganha-ganha. Cada uma das partes tem o seu objetivo. (CHIAVE-
NATO, 2004, p. 29). 
É neste rumo que se apresentarão os caminhos e o mais diverso entendimento da Gestão de Pes-
soas hoje no meio empresarial. 
Nesse sentido, esta apostila tem como objetivo identificar os processos de Gestão de Pessoas e 
suas características. Conhecer a Gestão de Pessoas para o negócio da empresa e correlacionar as técnicas 
de mudanças operacionais e estratégicas em Recursos Humanos. Entender e interpretar os dados e in-
formações de Gestão de Pessoas que irão subsidiar a tomada de decisão e o desenvolvimento de novos 
modelos e tecnologias na gestão organizacional.
INTRODUÇÃO
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7
Em um meio empresarial cada vez mais com-
petitivo, uma área está agitada mais do que nunca: 
a de Recursos Humanos (RH). A maioria das empre-
sas está mudando seu RH. Uma onda de mudanças 
está ocorrendo na área. E qual a razão? Simples: a 
valorização do RH – ele está se tornando um par-
ceiro nos negócios e engajado com as outras áreas 
da empresa. Em outros termos: está virando um RH 
estratégico.
 E o que isso significa? Um RH que não lida so-
mente com assuntos de pessoas, mas que influen-
cia os próprios negócios da empresa na busca de 
resultados. Esse novo papel do RH traz em seu mo-
delo um novo papel das pessoas e, sobretudo, um 
novo papel da empresa. É o que veremos a seguir.
Cada organização tem uma ideologia própria 
a respeito do papel das pessoas na atividade orga-
nizacional. A denominação dada às pessoas pode 
refletir no papel que a organização confere a elas.
No Quadro 1, é possível visualizar os objeti-
vos organizacionais e os individuais das pessoas.
Quadro 1 – Objetivos organizacionais x objetivos individuais.
Fonte: Chiavenato (2008, p. 6).
A Gestão de Pessoas (GP) é uma área mui-
to sensível à mentalidade que predomi-
na nas organizações. Ela é extremamente 
contingencial e situacional, pois depende 
de vários aspectos como, por exemplo, da 
cultura que existe em cada organização, 
da estrutura organizacional adotada, das 
características do contexto ambiental, do 
negócio da organização, da tecnologia 
utilizada, dos processos internos, do estilo 
de Gestão utilizado e de uma infinidade de 
outras variáveis importantes. (CHIAVENA-
TO, 2008, p. 8).
Objetivos Organizacionais Objetivos Individuais
• Sobrevivência;
• Crescimento sustentado;
• Lucratividade;
• Produtividade;
• Qualidade nos Produtos/
Serviços;
• Redução de Custos;
• Participação no Mercado;
• Novos Mercados;
• Novos Clientes;
• Competitividade;
• Imagem no Mercado.
• MelhoresSalários;
• Melhores Benefícios;
• Estabilidade no Emprego;
• Segurança no Trabalho;
• Qualidade de Vida no
Trabalho;
• Satisfação no Trabalho;
• Consideração e Respeito;
• Oportunidades de
Crescimento;
• Liberdade para Trabalhar;
• Liderança Liberal;
• Orgulho da Organização.
O PAPEL DAS PESSOAS NA 
ORGANIZAÇÃO1
Ana Lúcia da Rocha Silva
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8
Quadro 2 – Os parceiros da organização.
Nos tempos atuais, as organizações estão 
ampliando a sua visão e atuação estratégica. Todo 
o processo produtivo só se realiza com a participa-
ção conjunta de diversos parceiros, cada qual con-
tribuindo com algum recurso. Os clientes, parceiros 
e consumidores contribuem para a organização, 
adquirindo seus bens ou serviços colocados no 
mercado. 
“Cada um dos parceiros da organização con-
tribui com algo na expectativa de obter um retorno 
pela sua contribuição.” (CHIAVENATO, 2008, p. 7).
Veja, abaixo, a representação dos parceiros 
da organização.
1.1 As Pessoas como Parceiras da Organização
AtençãoAtenção
O parceiro mais íntimo da organização é 
o colaborador, pois é ele que está den-
tro dela e que lhe dá vida e dinamismo 
com seus conhecimentos, capacidades e 
habilidades, proporcionando decisões e 
ações para resultados na organização.
 Essa visão das pessoas como parceiras da 
organização contribuiu muito para a visão estra-
tégica de Gestão de Pessoas na atuação de resul-
tados melhores e satisfatórios no investimento 
empresarial. 
 Fonte: Chiavenato (2008, p. 7).
Parceiros Contribuem com: Esperam retornos de:
Acionistas e Investidores Capital de risco, investimentos.
Lucros e dividendos, valor 
agregado.
Colaboradores
Trabalho, esforço, 
conhecimentos e 
competências.
Salários, benefícios, 
retribuições e satisfações.
Fornecedores Matérias-primas, serviços, insumos básicos, tecnologia. Lucros e novos negócios.
Clientes e Consumidores Compras e aquisição dos bens e serviços.
Qualidade, preço, satisfação, 
valor agregado.
Gestão de Pessoas 
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9
As pessoas como recursos precisam ser admi-
nistradas, o que envolve planejamento, organiza-
ção, direção e controle de suas atividades, já que 
passam, nesse caso, a ser consideradas sujeitos 
passivos da ação organizacional, parte do patrimô-
nio físico na contabilidade da organização.
As pessoas como parceiras são fornecedoras 
de conhecimentos, habilidades, competências e, 
sobretudo, o mais importante, de inteligência, que 
proporciona decisões racionais e dá significado e 
rumo aos objetivos globais da organização.
Quadro 3 – Pessoas como recursos e como parceiras. 
Então, o parceiro da organização é quem 
deve ser privilegiado, pois está dentro do enten-
dimento das parcerias do negócio da empresa. É 
quem domina o grupo de interesses que atua in-
terna e externamente na organização, utilizando 
gestão do conhecimento, ética na responsabilida-
de, equipes, metas negociadas e compartilhadas, 
além de resultados com inteligência e talentos.
1.2 As Pessoas como Recursos ou Parceiras da Organização
Pessoas como Recursos Pessoas como Parceiras
• Empregados isolados nos cargos.
• Horário rigidamente estabelecido.
• Preocupação com normas e
regras.
• Subordinação ao chefe.
• Fidelidade à organização.
• Dependência da chefia.
• Alienação em relação à
organização.
• Ênfase na especialização.
• Executoras de tarefas.
• Ênfase nas destrezas manuais.
• Mão de obra.
• Colaboradores agrupados em
equipes.
• Metas negociadas e compartilhadas.
• Preocupação com resultados.
• Atendimento e satisfação do cliente.
• Vinculação à missão e à visão.
• Interdependência entre colegas e
equipes.
• Participação e comprometimento.
• Ênfase na ética e na
responsabilidade.
• Ênfase no conhecimento.
• Inteligência e talento.
Fonte: Chiavenato (2008, p. 9).
Ana Lúcia da Rocha Silva
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10
O papel da Administração para a Gestão de 
Pessoas tem como definição o ato de trabalhar 
com e através de pessoas para realizar os objetivos 
tanto da organização quanto de seus membros.
Segundo Chiavenato (1983, p. 6):
A palavra Administração vem do latim ad 
(direção para, tendência para) e minister 
(subordinação ou obediência), e significa 
aquele que realiza uma função abaixo do 
comando de outrem, isto é, aquele que 
presta um serviço a outro. No entanto, a 
palavra Administração sofreu uma radi-
cal transformação no seu significado ori-
ginal. A tarefa atual da Administração é a 
de interpretar os objetivos propostos pela 
organização e transformá-los em ação 
organizacional [...], a fim de alcançar tais 
objetivos de maneira mais adequada à si-
tuação.
Ou seja, o ato de administrar nada mais é do 
que a maneira de guiar a organização para atingir 
seus objetivos, empregando de maneira adequada 
os recursos existentes, de acordo com as situações 
que se apresentam na rotina diária a ser adminis-
trada.
Ao longo do último século surgiram inúme-
ras correntes sobre Administração, todas com dife-
rentes abordagens sobre o tema. É a respeito des-
sas abordagens que passaremos a discorrer, a fim 
de termos uma visão ampla e crítica do que seja 
Administração, de forma que fortaleça o histórico 
da Administração na visão da Gestão de Pessoas. 
Assim, a Administração demonstra o proces-
so de tomar e colocar em prática as decisões sobre 
objetivos e utilização de recursos. Uma estratégia 
para a visão da Gestão de Pessoas, que é de funda-
mental importância, são os níveis estratégicos da 
Administração que podem ser classificados como:
a) Estratégico: corresponde à alta adminis-
tração, pois determinam os objetivos de
médio e longo prazo, bem como a dire-
ção da organização como um todo;
b) Tático: corresponde à média administra-
ção, pois coordena e decide quais pro-
dutos ou serviços serão produzidos. Cor-
responde à supervisão, pois coordena a
execução das tarefas de todo o pessoal
operacional;
c) Operacional: os trabalhadores de linha
de frente que não têm posição gerencial.
Estes se reportam aos que estão no nível
tático e estratégico e são responsáveis
pela execução das tarefas básicas.
Ainda nas estratégias para a Gestão de Pes-
soas, se entende um conceito que a integra e con-
tribui para uma visão ampla da administração em-
presarial, são as habilidades administrativas.
Saiba maisSaiba mais
Na Administração existem três conceitos 
importantes: 
• Objetivos: onde está e onde quer es-
tar amanhã (curto prazo), daqui a al-
gum tempo (médio prazo) e no futuro 
(longo prazo);
• Decisões: capacidade de resolver, ato
que determinará os rumos de um fato
ou resultado final, opção por dada
estratégia em detrimento às diversas
outras disponíveis;
• Recursos: ter condições para, meios
que se podem dispor, bens materiais,
posses, riquezas, aptidões naturais.
1.3 A Importância da Administração na Gestão de Pessoas
Gestão de Pessoas 
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11
Figura 1 – Habilidades administrativas.
a) Habilidades Conceituais: são as relacio-
nadas à capacidade de ver a empresa de
maneira total – visão holística. Consiste,
ainda, na capacidade de compreender as
complexidades da organização, de modo
global e amplo, com todas as suas inter-
-relações, e promover a integração e si-
nergia dos participantes da organização.
b) Habilidades Técnicas: são aquelas re-
lacionadas ao desempenho das funções
ou trabalhos especializados dentro da or-
ganização. Consistem no conhecimento,
métodos técnicos e equipamentos para a
realização de tarefas específicas. Deve-se
sempre estar preparado para multiplicar
a forma de execução das tarefas através
do conhecimento e domínio das técni-
cas;
c) Habilidades Humanas: são aquelas li-
gas ao relacionamentointerpessoal, com
a flexibilidade, com a capacidade de re-
solução de conflitos, com o tratamento
com pessoas. Consiste na capacidade e
discernimento para trabalhar com pes-
soas, compreendendo suas atitudes e
motivações, exercendo a liderança.
Dessa forma, podemos concluir que nem to-
dos os níveis administrativos devem ser de forma 
igualitária às habilidades técnicas e conceituais. 
Já a habilidade humana deve estar presente com 
igual teor de importância a todos os níveis admi-
nistrativos (como vimos na Figura 1), o que apre-
senta e demonstra uma forte demanda para a Ges-
tão de Pessoas.
Os profissionais da atualidade têm um desa-
fio constante no dia a dia profissional. Além da ex-
pectativa de que estejam sempre atualizados, que 
sejam flexíveis, que saibam tomar decisões em prol 
dos objetivos e que aloquem os recursos de forma 
inteligente, estes deverão sempre ser eficientes e 
eficazes.
Maximiano (2006, p. 5) comenta sobre o 
tema de eficácia e ressalta que “não só uma, mas 
duas são as palavras a serem usadas para indicar 
que uma organização tem desempenho de acor-
do com as expectativas dos usuários e das pessoas 
que mobilizaram os recursos: eficiência e eficácia.”
Nesse contexto, as respectivas definições são:
1.4 Eficiência e Eficácia da Organização e Gestão de Pessoas
Alta 
Administração
Conceituais
Humanas
Técnicas
Média 
Administração
Administração 
Operacional
Fonte: Chiavenato (1983, p. 20).
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ƒƒ EFICIÊNCIA: está relacionada com a ação, 
aquilo que é feito. É operar de modo que 
os recursos sejam mais adequadamente 
utilizados;
ƒƒ EFICÁCIA: é o resultado em si. Significa 
fazer as coisas certas, do modo certo, no 
tempo certo.
Quadro 4 – Elementos diferenciais entre eficiência e eficácia.
EFICIÊNCIA EFICÁCIA
Ênfase nos meios. Ênfase nos resultados.
Realização de tarefas. Consecução dos objetivos.
Resolução de problemas. Acerto na solução proposta.
Treinamento de funcionários. Operações realizadas corretamente.
1.5 Resumo do Capítulo
Dessa forma podemos afirmar que: “Não basta ser eficiente, é necessário ser eficaz”, este é um de-
safio para a Gestão de Pessoas. Complementando esses dois “Es”, é preciso manter a efetividade, ou seja, 
ser constante nos resultados, objetivos e soluções corretas. Concluímos que as pessoas nas organizações 
são parceiras e devem atuar de forma que utilizem todos os recursos e as técnicas da Administração para 
obter os melhores resultados como profissionais.
1.6 Atividades Propostas
1. Em relação ao papel das pessoas na organização, cite dois objetivos organizacionais e dois
individuais.
2. Na administração, para a visão da Gestão de Pessoas existem três níveis de classificação estra-
tégica, quais são eles?
3. Quanto aos elementos eficiência e eficácia na organização, a ênfase nos resultados se entende
por qual desses dois elementos?
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13
Prezado(a) aluno(a),
O “chefe de pessoal” do início do século XIX ti-
nha em comum, tanto na Itália quanto nos Estados 
Unidos e no Brasil, as mesmas características que 
o definiram por muitos anos: um sujeito inflexível,
seguidor das leis e dono de uma frieza incalculável 
na hora de demitir alguém.
Dessa forma, ser enviado ao departamento 
de pessoal foi, por muitos anos, sinônimo 
de estar sendo chamado para receber o bi-
lhete azul. Por muitos anos os funcionários 
tiveram esse sentimento, e, talvez, em mui-
tas empresas ainda hoje persista. No Brasil, 
com certeza. (MARRAS, 2000, p. 21). 
Com base nessa visão de Marras (2000), po-
demos afirmar que as empresas de grande porte, 
ao longo do período, trabalharam no investimento 
de pesquisas e estudos acadêmicos, o que resul-
tou em mudanças produtivas das organizações; e, 
ainda, estudos observados no campo da Psicologia 
Organizacional, Sociologia no Trabalho e Compor-
tamento do Homem possibilitaram mudanças e 
uma melhor atuação profissional e empresarial.
Segue apresentação das definições, no Qua-
dro 5.
Quadro 5 – As três etapas das organizações, no decorrer do século XX.
Eras: Era da Industrialização Clássica
Era da Industrialização 
Neoclássica Era da Informação
Períodos 1900-1950 1950-1990 Após 1990
Estrutura 
Organizacional 
Predominante
Burocrática, funcional,
piramidal, centralizadora, 
rígida e inflexível. Ênfase nos 
órgãos.
Mista, matricial, com ênfase 
na departamentalização 
por produtos ou serviços 
ou unidades estratégicas de 
negócios. 
Fluida, ágil e flexível, 
totalmente descentrali-
zada. Ênfase nas redes de 
equipes multifuncionais.
Cultura 
Organizacional 
Predominante
Teoria X. Foco no passado, nas 
tradições e nos valores con-
servadores. Ênfase na manu-
tenção do statu quo. Valor à 
tradição e experiência.
Transição. Foco no presente 
e no atual. Ênfase na adap-
tação ao ambiente. Valor à 
renovação e revitalização.
 Teoria Y. Foco no futuro 
e no destino. Ênfase na 
mudança e na inovação. 
Valor ao conhecimento e 
criatividade.
Ambiente 
Organizacional
Estático, previsível, poucas e 
gradativas mudanças. Poucos 
desafios ambientais.
Intensificação e aceleração 
das mudanças ambientais.
Mutável, imprevisível, 
turbulento, com grandes 
e intensas mudanças.
Modos de lidar com 
as pessoas
Pessoas como fatores de 
produtos inertes e estáticos. 
Ênfase nas regras e controles 
rígidos para regular as pes-
soas.
Pessoas como recursos or-
ganizacionais que devem 
ser administrados. Ênfase 
nos objetivos organizacio-
nais para dirigir as pessoas.
Pessoas como seres hu-
manos proativos e inte-
ligentes que devem ser 
impulsionados. Ênfase na 
liberdade e no compro-
metimento para motivar 
as pessoas.
Administração das 
Pessoas
Relações Industriais. Administração de Recursos Humanos. Gestão de Pessoas.
Fonte: Chiavenato (2008, p. 40).
INTEGRAÇÃO ORGANIZACIONAL NA 
GESTÃO DE PESSOAS2
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Essas três etapas importantes servem como 
uma base histórica para o melhor entendimento 
entre as eras e períodos, quanto: 
ƒƒ à estrutura organizacional; 
ƒƒ à cultura organizacional predominante; 
ƒƒ ao ambiente organizacional; 
ƒƒ aos modos de lidar com as pessoas;
ƒƒ à administração de pessoas. 
Dentro dessas definições das organizações, 
podemos caminhar para a visão global da Admi-
nistração, seja no setor privado ou público, nas 
organizações sem fins lucrativos e também para a 
vida dos profissionais. Cabe uma compreensão es-
tratégica das melhores ações e iniciativas em prol 
do direcionamento de recursos para o alcance dos 
objetivos a curto, médio e longo prazo.
Uma administração de excelência pode 
transformar a história das empresas, tornando-as 
competitivas e lucrativas frente ao mundo globa-
lizado. A Administração é o campo de atividades 
profissionais que afeta a todas as áreas e setores, 
bem como o dia a dia de todas as profissões e ati-
vidades existentes, uma vez que todas elas devem 
ser administradas, em especial a Gestão de Pessoas 
que atua em todas as áreas da empresa. Segundo 
Drucker (1995, p. 673):
A pergunta a ser feita não é ‘O que é alta 
administração?’, mas sim ‘Quais são as coi-
sas específicas a serem feitas nessa empre-
sa que são de crucial importância para o 
sucesso e sobrevivência da empresa e que 
podem ser feitas somente pela administra-
ção de alto nível? Quais são as coisas espe-
cíficas que podem ser feitas somente por 
gente que vê a empresa como um todo; 
que pode avaliar as necessidades atuais 
da empresa em relação às necessidades 
futuras; e que pode tomar decisões finais 
eficazes?’.
Esses desafios incluem uma crescente com-
petição global, acirrada pelo desenvolvimentode 
novas tecnologias, uma demanda por qualidade e 
valor agregado, bem como uma pressão diária da 
necessidade de mudança. Segundo Chiavenato 
(1983, p. 545):
Assim, diferentes ambientes requerem 
diferentes relações organizacionais para 
uma eficácia ótima. Torna-se necessário 
um modelo apropriado para cada situação 
dada. Por outro lado, diferentes tecnolo-
gias conduzem a diferentes desenhos or-
ganizacionais. Variações no ambiente ou 
na tecnologia conduzem a variações na 
estrutura organizacional.
Essa adaptação por parte dos administrado-
res deve ocorrer através do conhecimento, da atua-
lização constante, de uma grande e eficiente rede 
de relacionamento, do saber lidar com pessoas, da 
capacidade de aceitar as mudanças, ser flexíveis, 
proativos e centrados na qualidade de tudo o que 
fazem.
AtençãoAtenção
Os administradores e gestores de hoje 
devem estar preparados e aptos ao se 
confrontarem com os desafios que os pre-
decessores da Administração jamais pode-
riam supor que surgiriam e que teriam de 
enfrentar.
Gestão de Pessoas 
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A comunicação na empresa é um instrumen-
to de gestão que tem como base a reciprocidade, 
devendo, por isso, refletir a via dupla da informa-
ção, em dois sentidos: vertical e horizontal, que 
exprimem a vontade consciente de todos. A co-
municação é o processo pelo qual uma pessoa ou 
grupo transmite suas ideias e sentimentos a outro 
indivíduo ou grupo e recebe em troca ideias e sen-
timentos.
A comunicação é um processo segundo o 
qual um emissor transmite uma informação a um 
receptor. É uma relação inter-humana segundo a 
qual dois ou mais interlocutores conseguem se en-
tender.
Assim sendo, a comunicação supõe o diálo-
go, que por sua vez implica a cada um dos interlo-
cutores a aceitação do outro como pessoa autô-
noma.
A comunicação ocorre através de elemen-
tos imprescindíveis: emissor e receptor, ambos 
podem facilitar ou dificultar a nossa comunicação 
em todas as instâncias da vida e com todos os gru-
pos com os quais convivemos, tanto pessoalmente 
quanto profissionalmente:
ƒƒ Emissor: é quem emite a comunicação 
(a mensagem) servindo-se, para isso, de 
um código qualquer;
ƒƒ Receptor: é quem recebe a comunicação 
(a mensagem), ou seja, quem decodifica.
2.1 A Comunicação na Organização
Figura 2 – Processo de comunicação.
Fonte: Chiavenato (2004).
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16
No processo de comunicação, quando não 
é eficaz, em muitas situações pode ocorrer o ruí-
do, que se entende como fatores que complicam 
ou atrapalham a recepção da mensagem emitida 
pelo emissor, dificultando ou impossibilitando a 
comunicação.
Falhas provocadas pelo emissor: 
ƒƒ Não explicita os objetivos;
ƒƒ Não estimula a atenção para o fim;
ƒƒ Não utiliza um meio de comunicação 
(CANAL) adequado;
ƒƒ Utiliza uma linguagem e vocabulário ina-
cessíveis ao receptor.
Falhas provocadas pelo receptor:
ƒƒ “Triagem” das mensagens recebidas: só 
recebe o que lhe convém;
ƒƒ Não solicita esclarecimentos sobre o as-
sunto em pauta: percepção seletiva;
ƒƒ Distorções e alterações deliberadas in-
fluenciando (ruídos);
ƒƒ Formação de julgamentos e preconcei-
tos sobre o EMISSOR.
O processo de comunicação é sistêmico, 
pois cada etapa constitui um subsistema 
ou parte integrante do conjunto. A in-
fluência em qualquer subsistema afeta o 
funcionamento do sistema todo. Na prá-
tica, a comunicação deve ser considerada 
como um processo bidirecional para que 
seja eficaz. (CHIAVENATO, 2004, p. 129).
“Os problemas de comunicação são impor-
tantes a um desempenho eficaz do grupo. Eles re-
fletem nossa própria falibilidade e o grau de nossas 
carências sempre que atuamos com outras pes-
soas.” (MINICUCCI, 1992, p. 166).
“O gerenciamento de equipes, o desenvolvi-
mento, a motivação, o planejamento de trabalho, 
empowerment e liderança são tarefas organiza-
cionais que exigem atividades de comunicação.” 
(CHIAVENATO, 2004, p. 53).
Saiba maisSaiba mais
Como tornar um processo de comunica-
ção mais eficaz:
• Não estabelecer julgamentos e avalia-
ções prévios: Não tirar conclusões pre-
cipitadas.
• Desenvolver a capacidade de escuta.
• É importante não somente ser compre-
endido, mas também procurar compre-
ender.
• “Escutar é ouvir com atenção”.
• Solicitar maior número de esclareci-
mentos possíveis: Fazer perguntas com
o objetivo de verificar se os outros tam-
bém nos entendem.
• Elaborar mensagens de forma objetiva,
clara e compreensiva, pensando na pes-
soa que irá recebê-la e evitando inter-
rupções no discurso, tendem a chegar
ao seu receptor de maneira mais fide-
digna. (MINICUCCI, 1992).
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17
 Fonte: Chiavenato (2004).
Falar e Escrever: Semelhanças e Diferenças
A diferença básica decorre da existência de 
muitos recursos auxiliares utilizados para falar e 
que não podemos usar para escrever: observe uma 
pessoa que esteja falando. Ela não utiliza só pala-
vras, mas também as mãos, a expressão do rosto a 
entonação da voz. Dessa forma, a comunicação fa-
lada pode ser mais fluente, mais viva e, em muitos 
casos, muito mais clara. 
A comunicação verbal é mais do que sim-
plesmente palavras faladas.
Para termos uma comunicação perfeita, te-
mos que ter em mente indicadores, conforme a re-
presentação a seguir.
• Entrevistas.
• Condução de reuniões.
• Conversas formais e informais.
• Redação de cartas e memorandos.
• Elaboração de relatórios escritos.
• Contatos com subordinados.
• Contatos com clientes.
• Contato com fornecedores.
• Internet, e-mails, chats.
• Desenvolvimentos e Workshops.
ATIVIDADES RELACIONADAS 
COM A COMUNICAÇÃO
Dentro do conceito da comunicação verbal, temos:
COMUNICAÇÃO VERBAL
Oral: Falar
Escrita: Escrever
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Figura 3 – Fatores envolvido na comunicação oral.
Comunicação Não Verbal
A comunicação não se dá apenas por pa-
lavras. Os movimentos faciais, corporais, gestos, 
olhares, apresentação e símbolos também “falam”.
Os elementos não verbais são de grande im-
portância na transmissão da mensagem. A comuni-
cação não verbal (todas as suas formas de apresen-
tação) assume cada vez mais um papel importante 
e de sucesso na vida das pessoas e das empresas.
2.2 A Motivação na Organização
Caro(a) aluno(a),
Os conceitos de motivação foram consagra-
dos por grandes gurus e renomados autores, como 
Hersey e Blanchard (1986), que apresentam sua 
percepção a respeito das situações motivadoras 
cotidianas reforçando que os objetivos das pessoas 
se voltam para sua consecução. Apresentam, ain-
da, uma comparação entre as teorias de Maslow e 
de Herzberg que veremos a seguir:
[…] Maslow é útil para a identificação das 
necessidades ou motivos, e Herzberg for-
nece idéias sobre as metas e incentivos que 
satisfazem a essas necessidades. Assim, 
numa situação motivadora, se soubermos 
quais são as necessidades de alta intensi-
dade (Maslow) dos indivíduos que dese-
jamos influenciar, deveremos ser capazes 
de determinar os objetivos (Herzberg) que 
devem ser colocados no ambiente para 
motivar tais indivíduos. Ao mesmo tempo, 
quando sabemos que objetivos essas pes-
soas querem satisfazer, também sabemos 
quais são as suas necessidades de alta in-
tensidade. Isso é possível porque se verifi-
cou que o dinheiro e os benefícios tendem 
a satisfazer às necessidades nos níveis: fi-
siológico e de segurança; as relações inter-
pessoais e a supervisão são exemplos de 
fatores de higiene que tendem a atender 
às necessidades sociais; maior responsa-
bilidade, trabalho desafiante, crescimen-
COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL
GestosOlhares
Símbolos
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19
to e desenvolvimento são motivadores 
que tendem a satisfazer às necessidades 
de estima e auto-realização […]. (HERSEY; 
BLANCHARD, 1986, p. 33, grifos nossos).
A motivação para Abraham Maslow: existe 
uma hierarquia natural entre a natureza das neces-
sidades, nenhuma delas é absoluta: quando uma 
delas é preenchida, a preocupação com a sua satis-
fação desaparece. Maslow inventou o conceito de 
pirâmide das necessidades, segundo o qual, uma 
vez satisfeitas as necessidades fisiológicas básicas, 
da alimentação ao desejo de um ambiente seguro 
e estruturado, as necessidades mais elevadas de 
autoestima e realização pessoal podem ser preen-
chidas (MASLOW, 1970).
Segundo Maslow (1970), as pessoas procu-
ram satisfazer suas necessidades, e tão logo uma é 
satisfeita, outra toma seu lugar, assim como que su-
bindo numa escada, ou seja, as pessoas têm o dom 
de criar novas necessidades na medida em que as 
anteriores são atendidas.
Essa hierarquia de necessidades pode ser vi-
sualizada como uma pirâmide. 
Figura 4 – Representação da hierarquia das necessidades.
 Fonte: Marras (2000, p. 34).
ƒƒ Necessidades fisiológicas: constituem o 
nível mais baixo de todas as necessidades 
humanas, mas de vital importância. Neste 
nível estão as necessidades de alimentação 
(fome sede), de sono e repouso (cansaço), 
de abrigo (frio ou calor), o desejo sexual e 
etc.
ƒƒ Necessidades de segurança: constituem 
o segundo nível das necessidades huma-
nas. São as necessidades de segurança ou 
de estabilidade, a busca de proteção con-
tra a ameaça ou privação, a fuga ao perigo. 
Surgem no comportamento quando as ne-
cessidades fisiológicas estão relativamente 
satisfeitas.
ƒƒ Necessidades sociais: surgem no com-
portamento, quando as necessidades mais 
baixas (fisiológica e segurança) encontram-
-se relativamente satisfeitas. Dentre as ne-
cessidades sociais estão à necessidade de 
associação de participação e de aceitação 
por parte dos companheiros, por troca de 
amizades, de afeto e amor.
ƒƒ Necessidade de estima: são as necessi-
dades relacionadas com a maneira pela 
qual o indivíduo se vê e se avalia. Envol-
vem a auto-apreciação, a autoconfiança, a 
necessidade de aprovação social e de res-
peito, de status, prestígio e consideração. 
Incluem ainda o desejo de força e de ade-
quação, de confiança perante o mundo, e 
dependência e autonomia.
ƒƒ Necessidade de autorrealização: são 
as necessidades humanas mais elevadas 
e que estão no topo da hierarquia. Estão 
relacionadas com a realização do próprio 
potencial e do auto-desenvolvimento con-
tínuo. Esta tendência se expressa através 
do impulso de a pessoa tem para tornar-se 
sempre mais do que é e de vir a ser tudo o 
que pode ser. (MARRAS, 2000, p. 34).
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20
Nesse contexto, nem todas as pessoas se rea-
lizam conforme o topo da pirâmide de necessida-
des. Algumas se preocupam em se autorrealizar; 
outras nas necessidades de estima; algumas ainda 
nas sociais, quando uma grande maioria se preo-
cupa com as necessidades de segurança e fisioló-
gicas, ainda assim, nem sempre conseguem uma 
satisfação adequada.
A motivação para Frederick Herzberg: as 
pessoas têm necessidades de ter e de ser. As neces-
sidades de ter, quando presentes, não motivam as 
pessoas, em compensação se estiverem ausentes, 
as deixam desmotivadas. Já as necessidades de ser 
são as que quando presentes realmente motivam 
as pessoas e quando ausentes, simplesmente não 
as motivam. As necessidades de ter são como uma 
obrigação organizacional, sobre as quais os geren-
tes pouco podem atuar. 
Frederick Herzberg (psicólogo e consultor 
americano, professor de Administração da Univer-
sidade de Utah) formulou a teoria dos dois fatores 
para explicar o comportamento das pessoas em si-
tuação de trabalho. Para ele, existem dois fatores 
que orientam o comportamento das pessoas:
ƒƒ Fatores higiênicos ou fatores extrínse-
cos
Localizam-se no ambiente que rodeia as 
pessoas e abrangem as condições dentro 
das quais elas desempenham seu tra-
balho. Como essas condições são admi-
nistrativas e decididas pela empresa, os 
fatores higiênicos estão fora do controle 
das pessoas. 
Os principais fatores higiênicos são: salá-
rio, benefícios sociais, tipo de chefia ou 
supervisão que as pessoas recebem de 
seus superiores, condições físicas e am-
bientais de trabalho, políticas e diretrizes 
da empresa, clima de relacionamento en-
tre a empresa e os funcionários, regula-
mentos internos, dentre outros. 
Tradicionalmente apenas os fatores hi-
giênicos eram utilizados na motivação 
dos empregados: o trabalho era conside-
rado uma atividade desagradável e, para 
fazer com que as pessoas trabalhassem 
mais, tornava-se necessário o apelo para 
prêmios e incentivos salariais, supervi-
são, políticas empresariais abertas e es-
timuladoras, isto é, incentivos situados 
externamente ao indivíduo em troca do 
seu trabalho.
As pesquisas de Herzberg revelaram que 
quando os fatores higiênicos são ótimos, 
eles apenas evitam a insatisfação dos 
empregados, mas não conseguem man-
ter a motivação por muito tempo. 
Quando os fatores higiênicos são pre-
cários, eles provocam a insatisfação dos 
empregados. Por causa dessa influência, 
mais voltada para a insatisfação, Herz-
berg chama-os de fatores higiênicos, 
pois são essencialmente profiláticos: eles 
apenas evitam a insatisfação, mas não 
provocam a satisfação. 
ƒƒ Fatores motivacionais ou fatores in-
trínsecos
Estão relacionados com o conteúdo do 
cargo e com a natureza das tarefas que a 
pessoa executa. 
Os fatores motivacionais estão sob o 
controle do indivíduo, pois estão rela-
cionados com aquilo que ele faz e de-
sempenha. Envolvem sentimentos de 
crescimento individual, reconhecimento 
profissional e autorrealização, e depen-
dem das tarefas que o indivíduo realiza 
no seu trabalho. 
Com isto, perdiam o significado psico-
lógico para o indivíduo que os executa 
e criavam um efeito de “desmotivação”, 
provocando apatia, desinteresse e falta 
de sentido psicológico. O efeito dos fato-
res motivacionais sobre as pessoas é pro-
fundo e estável. 
Quando os fatores motivacionais são óti-
mos, eles provocam a satisfação nas pes-
soas. Porém, quando são precários, eles 
evitam a satisfação. Por estarem relacio-
nados com a satisfação dos indivíduos, 
Herzberg também os chama de fatores 
satisfacientes:
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ƒƒ Delegação de responsabilidade; 
ƒƒ Liberdade de decidir como executar o 
trabalho; 
ƒƒ Promoção; 
ƒƒ Uso pleno das habilidades pessoais; 
ƒƒ Estabelecimento de objetivos e avaliação 
relacionada com eles; 
ƒƒ Simplificação do cargo (pelo próprio 
ocupante);
ƒƒ Ampliação ou enriquecimento do cargo 
(horizontal ou verticalmente). 
Em essência, a teoria dos fatores afirma que:
ƒƒ Satisfação no cargo é função do conteú-
do ou atividades desafiadoras e estimu-
lantes do cargo: são os chamados fatores 
motivadores. 
ƒƒ Insatisfação no cargo é função do am-
biente, da supervisão, dos colegas e do 
contexto geral do cargo: são os chama-
dos fatores higiênicos. 
Até certo ponto, as conclusões de Herzberg 
coincidem com a Teoria de Maslow de que os ní-
veis mais baixos de necessidades humanas têm 
relativamente pequeno efeito motivacional quan-
do o padrão de vida é elevado. As abordagens de 
Maslow e de Herzberg apresentam alguns pontos 
de concordância que permitem uma configuração 
mais ampla e rica a respeito da motivação do com-
portamento humano. Não obstante, apresentam 
também importantes diferenças.
AtençãoAtenção
Herzberg chegou à conclusão de que os 
fatoresresponsáveis pela satisfação profis-
sional são totalmente desligados e distintos 
dos fatores responsáveis pela insatisfação 
profissional: “o oposto de satisfação profis-
sional não seria a insatisfação, mas sim ne-
nhuma satisfação profissional; e, da mesma 
maneira, o oposto de insatisfação profissio-
nal seria nenhuma insatisfação profissional 
e não a satisfação.” (HERZBERG, 1973, p. 54).
Quadro 6 – As diferenças entre as teorias de Herzberg e Maslow.
 Maslow Herzberg 
Autorrealização
ƒƒ O trabalho em si.
ƒƒ Responsabilidade.
ƒƒ Progresso.
ƒƒ Crescimento.
Autoestima
ƒƒ Realização.
ƒƒ Reconhecimento. 
ƒƒ Status. 
Segurança
ƒƒ Políticas administrativas e empresa-
riais.
ƒƒ Segurança no cargo. 
Fisiológicas
ƒƒ Condições físicas do trabalho. 
ƒƒ Salário. 
ƒƒ Vida pessoal. 
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22
Para proporcionar continuamente motivação 
no trabalho, Herzberg propõe o “enriquecimento 
de tarefas” ou “enriquecimento do cargo”: consiste 
em substituir as tarefas simples e elementares do 
cargo por tarefas mais complexas para acompa-
nhar o crescimento individual de cada empregado, 
oferecendo-lhe condições de desafio e de satisfa-
ção profissional no cargo.
O enriquecimento de tarefas depende do de-
senvolvimento de cada indivíduo e deve adequar-
-se às suas características individuais em mudan-
ças. 
O enriquecimento de tarefas provoca efeitos 
desejáveis, como aumento da motivação, aumento 
da produtividade, redução do absenteísmo (faltas 
e atrasos ao serviço) e redução da rotatividade do 
pessoal (demissões de empregados). 
Contudo, pode gerar efeitos indesejáveis, 
como o aumento de ansiedade em face de tarefas 
novas e diferentes quando não são bem-sucedidas 
nas primeiras experiências, aumento do conflito 
entre as expectativas pessoais e os resultados do 
trabalho nas novas tarefas enriquecidas, sentimen-
tos de exploração quando a empresa não acompa-
nha o enriquecimento de tarefas com o enrique-
cimento da remuneração, redução das relações 
interpessoais devido à maior concentração nas ta-
refas enriquecidas.
Quando tomamos a direção de nossos sonhos, 
encontramos o sucesso nos momentos mais inesperados. 
Henry David Thoreau
Na passagem para o século XXI, mudanças de 
grande intensidade, em todos os tipos de ambien-
tes (competitivo, tecnológico, econômico e social), 
provocaram o surgimento de novos conceitos e 
novas técnicas para administrar as organizações. 
Faremos uma comparação entre as tradições e as 
inovações impostas por essas mudanças de para-
digmas.
Paradigmas são modelos ou padrões que 
servem como marcos de referência, para explicar 
e ajudar as pessoas a lidar com situações. Os pa-
radigmas mudam constantemente. As mudanças 
variam em termos de velocidade, permanência e 
magnitude. 
A Revolução Industrial, por exemplo, repre-
sentou uma mudança de grande magnitude, em 
tempo relativamente curto, que moldou inúmeras 
características da sociedade atual. 
Formas de produção e consumo, urbaniza-
ção, divisão das pessoas em classes, profissões e 
muitos outros aspectos da sociedade fazem parte 
do paradigma criado pela Revolução Industrial. 
A Revolução Industrial pode ser resumida 
em poucas tendências de grande magnitude, cujo 
vetor principal foi a invenção das máquinas que 
complementaram e substituíram o trabalho huma-
no. No início do século XXI, a Revolução Industrial 
continua evoluindo, fazendo a sociedade humana 
ingressar na marcha para a Revolução Digital, que 
começou em meados do século XX e representou a 
complementação e substituição de certas ativida-
des intelectuais por computadores.
A passagem para a era pós-industrial e a Re-
volução Digital provocaram a mudança de muitas 
concepções tradicionais.
2.3 Gerenciamento das Mudanças e os Paradigmas
Gestão de Pessoas 
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23
Resumo do contraste entre as duas situações:
CARACTERÍSTICAS TRADICIONAIS CARACTERÍSTICAS NO SÉCULO XXI
Revolução Industrial: substituição e potencializa-
ção do trabalho humano por meio de máquinas.
Revolução Digital: substituição e potencialização das 
funções humanas de decisão, comunicação e pro-
cessamento de informações por computadores.
Classe operária numerosa, em conflito com uma 
classe de patrões e gerentes.
Trabalhadores em serviços, profissionais liberais e 
trabalhadores do conhecimento mais numerosos 
que os operários clássicos.
Trabalhador especializado, operador de máqui-
nas qualificado apenas para a realização de uma 
pequena parte da tarefa total.
Grupo de trabalhadores autogeridos e polivalentes. 
Em certos casos, o trabalho na linha de produção 
requer educação universitária.
Empregos e carreiras estáveis. Desemprego, empregabilidade, terceirização, econo-mia informal, administração empreendedora.
 Novos Paradigmas na Gestão de Pessoas
Não faz muito tempo, os funcionários eram 
pagos para obedecer e os chefes para ter ideias.
No mundo globalizado e competitivo o siste-
ma de trabalho mudou. Hoje as fábricas operam em 
células de produção e os escritórios estão divididos 
por processos. Nesse esquema, não cabe mais um 
chefe. Cada funcionário é dono de seu pedaço e 
precisa cuidar dele da melhor forma possível.
Ao lado deles está o líder, a pessoa que pode 
até ganhar mais por causa do cargo, mas que está 
ali para facilitar a vida de todos, inclusive da orga-
nização. Os líderes precisam demonstrar confiança 
em seu pessoal, afinal o que importa é que a em-
presa apresente produtos ou serviços com qualida-
de e no tempo certo. Dessa forma, ao buscar um 
líder, a empresa não pode olhar apenas as qualida-
des profissionais desse candidato; é necessário sa-
ber se esse líder conhece seus limites e sabe traba-
lhar com pessoas, administrando-os em forma de 
grupo e não individualmente. O problema é que 
a maioria das empresas não tem líderes. Elas têm 
meros chefes. 
O Downsizing, diminuição de tamanho, tor-
nou-se uma das palavras de ordem no mundo das 
organizações já em meados dos anos 1980. Em 
busca de maior eficiência na utilização de seus re-
cursos e redução de custos, as organizações acha-
taram a hierarquia, simplificaram seus processos 
de trabalho, promoveram o aumento da produtivi-
dade e diminuíram seus quadros de chefes. 
Além disso, surgiram novas ideias a respeito 
do papel dos gerentes, que podem ser resumidas 
na crítica de Peter Drucker (1995, p. 14): “Você pre-
cisa aprender a gerenciar em situações nas quais 
não tem autoridade de comando, nas quais você 
não é nem controlado nem está controlando. Esta 
é a mudança fundamental.”
AtençãoAtenção
Uma mudança importante ocorreu no pa-
pel dos chefes. No paradigma tradicional, 
não há administração sem chefes. Dessa 
forma, as organizações que cresceram du-
rante o século XX tornaram-se cheias de 
chefes especializados, organizados em hie-
rarquias complexas.
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24
Todos os processos visam a proporcionar um 
ambiente físico, psicológico e social de trabalho 
agradável e seguro, bem como assegurar as rela-
ções sindicais amigáveis e cooperativas, pois são 
importantes elementos na definição da permanên-
cia das pessoas na organização e, mais do que isso, 
na sua motivação para o trabalho e para o alcance 
dos objetivos organizacionais.
A mudança na estrutura organizacional e no 
papel dos gerentes é um dos novos paradigmas 
mais importantes da Gestão de Pessoas. Embora 
os gerentes continuem desempenhando os papéis 
de autoridade e responsabilidade pelas decisões, o 
processo administrativo pode e deve ser distribuí-
do em toda a estrutura. 
Assim, os colaboradores operacionais assu-
mem responsabilidades gerenciais (em equipes 
autogeridas, por exemplo). De acordocom o novo 
paradigma, todos administram e os chefes são 
coordenadores ou líderes do processo.
Contraste entre o modelo tradicional de gerência e as concepções mais modernas:
MODELO DE ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADO 
NO CHEFE: NOVAS IDEIAS DA GESTÃO DE PESSOAS:
O gerente é personagem principal do processo admi-
nistrativo. Somente os gerentes administram.
Todos são gerentes. A Administração do grupo de tra-
balho pertence ao próprio grupo.
Gerentes são chefes de subordinados que obedecem. Gerentes coordenam o processo decisório e fornecem as condições para a realização das tarefas dos grupos.
Administração e gerentes são sinônimos (Planejar, 
Organizar, Dirigir e Controlar).
Administração está sempre no trabalho de pessoas e 
grupos que tomam decisões e assumem responsabili-
dades, com ou sem gerentes.
Contraste entre os Modelos: Centralizado no Chefe e Gestão de Pessoas
Saiba maisSaiba mais
Diante das mudanças de paradigmas, 
uma das forças mais inovadoras são os 
processos de agregar e manter as pessoas 
trabalhando em condições ambientais e 
psicológicas favoráveis e principalmente 
saudáveis.
Com base no entendimento da Gestão de 
Pessoas, a organização ideal é aquela que 
está apta para captar e aplicar de forma 
adequada seus recursos humanos, como 
também mantê-los satisfeito por um lon-
go período. Esse trabalho da manutenção 
das pessoas exige cuidados especiais, en-
tre os quais se sobressaem os estilos de ge-
rência e as relações com os colaboradores.
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25
Figura 5 – Grid gerencial.
As organizações são desenhadas e adminis-
tradas de acordo com as teorias que prevalecem, 
utilizando vários princípios e pressupostos que de-
lineiam as maneiras pelas quais as organizações e 
seus recursos são geridos. 
Dois consultores americanos, Blake e Mou-
ton (1976), desenvolveram uma tecnologia de mu-
dança organizacional planejada. Deram o nome de 
Managerial Grid (grade gerencial ou grid gerencial), 
pelo fato de que todo executivo está sempre volta-
do para dois assuntos: a produção e as pessoas. A 
grade gerencial é um gráfico de duas entradas, isto 
é, composta de dois eixos: 
ƒƒ O eixo horizontal que representa a preo-
cupação com a produção: é uma série 
contínua de nove pontos, na qual o grau 
9 significa elevadíssima preocupação 
com a produção, enquanto o grau 1 re-
presenta uma baixa preocupação com a 
produção;
ƒƒ O eixo vertical representa a preocupação 
com as pessoas. Também é uma série 
contínua de nove pontos, onde 9 é um 
grau elevado e 1 um grau baixo de preo-
cupação com as pessoas. (CHIAVENATO, 
2000, p. 544).
A seguir, a Figura 5 com as demonstrações do 
grid gerencial:
2.4 A Gerência e Liderança na Organização
 Fonte: Blake e Mouton (1976, p. 10). 
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26
O grid gerencial representa essas duas preo-
cupações: com as pessoas e com a produção. Con-
forme os pontos apresentados no gráfico, fica cla-
ro o entendimento das cinco gerências, assim, até 
mesmo nos dias de hoje as identificamos nas em-
presas. 
De acordo com Vergara (1999, p. 77):
Empresas reuniam o corpo gerencial e 
‘subordinados’ em hotéis para, sob forte 
treinamento, transformarem gerentes em 
Líderes 9.9. Sei de um caso em que, de-
pois de submetido a tal treinamento, um 
gerente de grande empresa Petrolífera 
mandou retirar, literalmente, a porta de 
sua sala. Afinal, era agora um Líder que ge-
renciava de portas abertas. Detalhe: con-
tinuava o mesmo autocrático de sempre.
Para uma atuação mais efetiva, com base no 
gráfico, cabe a utilização da gerência 9.9, que de 
fato procura um equilíbrio entre a preocupação 
tanto com a produção quanto com as pessoas, mas 
que seja de real atuação empresarial e não como 
relatou Vergara (1999).
Dessa forma é imprescindível após o enten-
dimento do grid gerencial, conhecer algumas teo-
rias que balizam e orientam o enquadramento das 
pessoas dentro das organizações.
As Teorias X e Y de McGregor (1960) e Z de 
Ouchi são as obras marcantes na história das re-
lações humanas. Douglas McGregor nasceu em 
Detroit e licenciou-se no City College, doutorou-se 
em Harvard, onde lecionou Psicologia Social, e foi 
professor de Psicologia.
Liderança na Teoria X
Um trabalhador visto por um gerente de vi-
são X, o qual parte do pressuposto de que o traba-
lhador é preguiçoso e que necessita de motivação, 
tem o entendimento de que o trabalho é como um 
mal necessário e somente trabalha por obrigação 
para ganhar dinheiro. “Não gosta de trabalho e o 
faz somente quando é compelido.” (MARRAS, 2000, 
p. 35).
Nessa teoria, o homem é visto como um in-
divíduo carente; há a limitação do crescimento 
dos funcionários e não é valorizada sua realização 
pessoal. Assim, a motivação é desnecessária, o que 
prevalece é o uso de sua visão dentro dos concei-
tos, com a maior autoridade para garantir a direção 
e controle dos funcionários.
A concepção da Teoria X é tradicional, dentro 
da direção e controle, sem a preocupação com as 
pessoas. Com base na liderança da Teoria X, o ser 
humano X possui as seguintes características:
a) Precisa ser controlado, dirigido, coagido
e punido, para que produza no trabalho;
b) Indivíduo carente, que se esforça para
satisfazer a hierarquia de necessidades
básicas, sem sonhos ou realizações algu-
mas;
c) Não tem condições de assumir responsa-
bilidades;
d) A participação desse funcionário é sem-
pre influenciada através da manipulação
por recompensas básicas e imediatas;
e) A liderança deve assumir uma postura
autocrática.
Liderança na Teoria Y
Esta segunda teoria baseia-se no pressupos-
to de que as pessoas querem e necessitam traba-
lhar. A integração é a base dessa teoria, pois parte 
do pressuposto da integração, que assegura e vali-
da a autoridade.
Sugere ainda que indivíduos com caracterís-
ticas Y tenham autocontrole quando as necessida-
des da empresa estejam em cheque. Porém, essa 
integração e sinergia entre os interesses pessoais 
e organizacionais não tende a ser uma tarefa fácil.
Segundo Chiavenato (1983, p. 377):
[...] a Teoria Y é geralmente aplicada nas 
empresas através de um estilo de direção 
baseado em uma série de medidas inova-
doras e humanistas, dentre as quais salien-
ta as seguintes:
Gestão de Pessoas 
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27
ƒƒ Descentralização das decisões e delega-
ção de responsabilidades [...];
ƒƒ Ampliação do cargo para maior significa-
ção do trabalho [...];
ƒƒ Participação nas decisões mais altas e ad-
ministração consultiva [...];
ƒƒ Autoavaliação do desempenho [...].
A Teoria Y visa à integração entre objetivos 
individuais e organizacionais. A liderança organi-
zacional dos seres humanos com características Y 
deve observar algumas características:
a) O ser humano Y vê o esforço físico e
mental no trabalho de forma tão natural
quanto o de querer descansar;
b) Com incentivo procura se autocorrigir
para atingir os objetivos que se propõem
alcançar;
c) Tem um compromisso com o objetivo,
depende das recompensas que se espera
receber com sua execução;
d) O ser humano Y não só aprende a acei-
tar as responsabilidades, como passa a
procurá-las;
e) A participação deste é uma forma de va-
lorizar suas potencialidades intelectuais;
f ) O líder deve assumir um estilo mais par-
ticipativo.
Liderança na Teoria Z
William Ouchi relata: “Até agora os gerentes 
americanos têm considerado o que a tecnologia 
faz para aumentar a produtividade. O que a teoria 
Z enfatiza é que, ao invés disso, haja um redirecio-
namento da atenção para as relações humanas no 
mundo empresarial.” (apud HAMPTON, 1990, p. 68).
Baseia-se em alguns aspectos da mesma he-
rança intelectual que compartilham asideias de 
Mayo sobre o local de trabalho (especialmente as 
ideias do socialista Francês Émile Durkheim). Como 
um antídoto potencial para os isolados e alienados 
aspectos psicológicos das pessoas nas modernas 
sociedades ocidentais, William Ouchi, professor da 
UCLA, propôs que os gerentes americanos apren-
dessem a criar alguma qualidade na mesma linha 
do “clã industrial”, o que vem a ser mais comum nas 
organizações japonesas. Ele chamou esse conjunto 
de ideias de Teoria Z, deliberadamente implicando 
que ela iniciou onde a Teoria Y de McGregor parou.
A Figura 6, a seguir, é um fluxograma que ten-
ta retratar os pressupostos e conexões lógicas que 
produzem a Teoria Z de Ouchi.
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Figura 6 – Fluxograma representativo da Teoria Z. 
Fonte: Hampton (1990, p. 69).
Liderança Atual
Há várias formas de se entender a liderança, 
mas a mais simples parte do pressuposto de que 
é a arte de persuadir pessoas, ou de influenciá-las, 
em prol dos objetivos previamente estabelecidos 
ou não. Dessa forma, adquire-se a confiabilidade 
das pessoas ou das equipes lideradas, gerando mo-
tivação, confiança, histórico e consequente aceita-
ção do líder.
Segundo Vergara (1999), a liderança pode ser 
retratada como a capacidade de exercer influência 
sobre indivíduos e grupos. Para Robbins (1999), 
liderança é a capacidade de influenciar um grupo 
em direção à realização de metas.
Em contraponto, as empresas necessitam de 
líderes preparados para exercer as funções chaves 
nas organizações. Nesse sentido, os gestores de 
pessoas são responsáveis pela busca, seleção e ma-
nutenção desses profissionais.
Liderança, para Chiavenato (2005, p. 183), é 
definida como:
Uma influência interpessoal, na qual uma 
pessoa age no sentido de modificar ou 
provocar o comportamento de uma ou-
tra pessoa de maneira intencional, exerci-
da em uma dada situação e dirigida pelo 
processo de comunicação humana para 
consecução de um ou mais objetivos es-
pecíficos.
Imperativo Cultural
Incentivos
Tempo de vida útil etc.
Confiança Grupos de trabalho
Satisfação do emprego e 
senso de autonomia
Produtividade aumentada
Decisão Gerencial
Filosofia Corporativa
Criando o clã industrial
Incentivos
Empregos antigos
Hierarquia achatada etc.
Incentivos
Envolvimento
Cooperação
Solidez
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29
Para encontrar profissionais com essa empa-
tia, comprometimento e poder de persuasão, des-
crito por Chiavenato, os selecionadores e recruta-
dores de executivos, denominados como Hunters, 
lançam mão das mais diversas ferramentas, devi-
damente atualizadas, e testes de seleção minucio-
sos para detectar nos candidatos as características 
intangíveis de um líder.
Arte da liderança requer algumas atitudes do 
profissional que exerce esses cargos, como:
ƒƒ Que faça com que seus colaboradores e 
as pessoas sob seu comando gostem de 
executar o que ele orienta e o que a em-
presa necessita que seja realizado;
ƒƒ Consegue que subordinados se sintam 
impulsionados a participar e colaborar 
nas mais diversas tarefas e que se sintam 
realizados com isso;
ƒƒ Prefere não ter subordinados e sim segui-
dores, prefere, ainda, não dar ordens, e 
sim explicar a necessidade da realização 
de determinadas tarefas onde todos, em 
equipe, alcancem o objetivo proposto 
pelo Líder;
ƒƒ Consegue demonstrar a importância do 
comprometimento e envolvimento de 
todos os colaboradores e que é funda-
mental que os objetivos organizacionais 
convirjam com os objetivos dos colabo-
radores;
ƒƒ Busca transmitir segurança e confiança, 
inspirando lealdade. Através do diálogo 
franco e aberto, fazendo com que as pes-
soas se sintam à vontade para falar e ex-
por suas ideias.
Assim, para Hunter (2004, p. 25), “liderança é 
a habilidade de influenciar pessoas para trabalha-
rem entusiasticamente, visando atingir objetivos 
identificados como sendo para o bem comum.” 
Esse bem comum é a convergência de objetivos, 
onde a empresa visa a alcançar seus objetivos eco-
nômicos e organizacionais e o colaborador visa a 
atender suas necessidades pessoais e profissionais.
Para que esse processo de influenciar pessoas 
venha a dar frutos positivos, o líder deve utilizar sua 
habilidade de persuadir a equipe, conseguindo 
que as pessoas realizem as tarefas necessárias, de 
acordo com suas orientações e diretrizes.
Os colaboradores devem executar as tarefas 
por vontade própria, utilizando sua automotiva-
ção, influenciados pela capacidade de liderança de 
seu líder que os levou a entender o propósito de 
suas ações.
Embora o líder tenha o poder para influen-
ciar seus colaboradores, este deverá usar de sua 
influência pessoal, e não do poder, investido pelo 
cargo e pela responsabilidade, que lhe foi atribuí-
do, dispensando forçar ou obrigar as pessoas a exe-
cutar as tarefas pela figura de autoridade e poder.
Saiba maisSaiba mais
Atitudes para a arte da liderança:
• Tenta transmitir senso de justiça,
com a tomada de decisões justas,
não protege um em detrimento do
outro. Procura ser transparente em
todas as suas atitudes e decisões.
• Busca ser o exemplo, dando coerên-
cia às suas atitudes e discursos, de-
monstrando assim a importância da
ética em suas atitudes.
• Não precisa ser infalível, mas precisa
avaliar as situações com clareza, ana-
lisando as alternativas para tomar a
decisão que lhe pareça mais acerta-
da.
• O líder tem consciência de que não
é possível realizar as tarefas sozinho
e que necessita da coesão de sua
equipe.
Ana Lúcia da Rocha Silva
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Quadro 7 – Os graus de influenciação.
Coação Persuasão Sugestão Emulação
Forçar, coagir ou cons-
tranger mediante pressão 
ou compulsão.
Prevalecer sobre uma 
pessoa, sem forçá-la, com 
conselhos, argumentos 
ou indicações para que 
faça alguma coisa.
Colocar ou apresentar um 
plano, uma ideia ou uma 
proposta a uma pessoa 
ou grupo, para que consi-
dere, pondere ou execute.
Procurar imitar com vigor, 
para igualar ou ultrapas-
sar, ou, pelo menos che-
gar a ficar quase igual a 
alguém.
Fonte: Chiavenato (2005, p. 184).
Analisando o Quadro 7, os candidatos a líde-
res devem realizar uma autoanálise que os direcio-
nem a buscar uma atitude que venha a estimular 
os colaboradores, mesmo porque estes, por mais 
motivados que estejam, não estão somente liga-
dos à empresa, estão diretamente relacionando-se 
com seu líder, ou seja, com a pessoa que lhes fala, 
lhes orienta, explana e ouve suas ideias, e de quem 
ouve uma palavra de apoio ou um resmungo de in-
tolerância.
Mas os líderes não podem jamais se esque-
cer das diretrizes oriundas da visão, missão, valo-
res e princípios impressos na organização pela alta 
cúpula ou proprietários; o ideal é que os gestores 
que estão liderando e a presidência/diretoria tra-
balhem em equipe, alinhando seus raciocínios e 
orientações para as tarefas. Nesse contexto, corro-
bora Srour (1998, p. 146) ao afirmar:
Nas organizações os agentes medem for-
ças: proprietários e gestores formam a 
coalizão dominante; gestores integram 
a equipe diretiva; trabalhadores opõem 
resistências a não ser que participem das 
decisões ou partilhem resultados; clientes, 
fornecedores, investidores, autoridades, 
sindicatos, mídia, comunidade circunvizi-
nha e associações funcionam como lob-
bies ou como sustentáculos; e redes in-
formais de poder (panelinhas, patotas ou 
igrejinhas) lançam seus mil tentáculos. 
Há uma gama de fatores que impulsiona 
cada um dos parceiros da organização a participar 
do crescimento da organização como um todo. To-
dos têm seus interesses individuais e seus fatores 
de motivação podem ou não serem satisfeitospela 
organização.
O ideal é que haja um equilíbrio, onde os 
colaboradores possam encontrar na organização 
uma forma positiva de transformar seus anseios e 
desejos em realização, através do reconhecimento, 
das condições de trabalho, do desenvolvimento de 
novas habilidades e conhecimentos, com as opor-
tunidades de carreira, entre outros, conforme já 
abordados no item de Gestão de Pessoas.
Da mesma forma, a organização também es-
pera, por meio do empenho, criatividade e esfor-
ço de seus colaboradores, se colocar no mercado 
competitivo, cada vez mais forte, eficiente e eficaz 
no que produz, trazendo não só sucesso e lucro 
para a organização, mas, também, satisfação e pro-
dutos de qualidade que venham a superar as ex-
pectativas de seus clientes.
Ao se deparar com colaboradores de alto po-
tencial criativo, competentes e motivados, o líder 
deverá estimular e explorar essas características, 
envolvendo-os de forma a persuadi-los e torná-los 
parte importante do processo organizacional.
A relação líder versus liderados pode tomar 
rumos diversos, dependendo da forma que o líder 
trata seus liderados, Chiavenato expõe essas corre-
lações no Quadro 8, a seguir.
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Quadro 8 – Os três estilos de liderança.
Liderança Autocrática Liderança Democrática Liderança Liberal
Tomada de 
Decisões
Apenas o líder decide e fixa as 
diretrizes, sem qualquer parti-
cipação do grupo.
As diretrizes são debatidas e 
decididas pelo grupo que é 
estimulado e assistido pelo 
líder.
Total liberdade para tomada 
de decisões grupais ou indivi-
duais, com participação míni-
ma do líder.
Programação 
dos Trabalhos
O líder determina providên-
cias para a execução das tare-
fas, uma por vez, na medida 
em que são necessárias e de 
modo imprevisível para o 
grupo.
O próprio grupo esboça 
providências e técnicas para 
garantir o alvo com o aconse-
lhamento técnico do líder. As 
tarefas ganham novos con-
tornos com os debates.
A participação do líder no de-
bate é limitada, apresentando 
apenas alternativas ao grupo, 
esclarecendo que poderia 
fornecer informações desde 
que solicitadas.
Divisão do 
Trabalho
O líder determina qual a tare-
fa que cada um deverá exe-
cutar e qual seu companheiro 
de trabalho.
A divisão das tarefas fica 
a critério do grupo e cada 
membro tem liberdade de es-
colher seus próprios colegas.
Tanto a divisão das tarefas 
como a escolha dos colegas 
fica por conta do grupo. Ab-
soluta falta do líder.
Participação
O líder é pessoal e dominador 
nos elogios e nas críticas ao 
trabalho de cada um.
O líder procura ser um mem-
bro normal do grupo. É ob-
jetivo e estimula com fatos, 
elogios ou críticas.
O líder não faz nenhuma ten-
tativa de avaliar ou regular o 
curso das coisas. Faz apenas 
comentários quando pergun-
tado.
Fonte: Chiavenato (2005, p. 187).
2.5 Resumo do Capítulo
Esses três estilos de liderança são conceitos marcantes na nossa história, que visam a um melhor 
entendimento referente à base da liderança, para atuar e compreender as organizações na atualidade. 
Dessa forma, vimos que existem diversos estilos de liderança e modelos que ajudam a entender os 
estilos que as empresas praticam, ainda possibilitam compreender, por meio do cenário empresarial, os 
desafios para a liderança e como sugerir um melhor modelo para a organização. 
2.6 Atividades Propostas
1. Apresente as três etapas históricas mais importantes para melhor entender as eras e períodos
para a Gestão de Pessoas.
2. De acordo com o Frederick Herzberg (psicólogo e consultor americano, professor de Adminis-
tração da Universidade de Utah), autor da teoria dos dois fatores para explicar o comporta-
mento das pessoas em situação de trabalho, existem dois fatores que orientam o comporta-
mento das pessoas. Relate quais são esses fatores e suas definições.
3. Com base no grid gerencial que apresenta essas duas preocupações: com as pessoas e com a
produção, relate o estilo de liderança apresentado que está preocupado em nível de excelên-
cia tanto com as pessoas quanto com a produção.
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A Gestão de Recursos Humanos é uma das 
áreas que mais tem sofrido mudanças e transfor-
mações nestes últimos anos, as quais provocaram 
uma nova orientação do foco de ação para as pes-
soas nas diversas atribuições de RH nas empresas, 
devido a alguns acontecimentos, dos quais pode-
mos citar:
ƒƒ A Globalização e o foco nos negócios em-
presariais;
ƒƒ O Desenvolvimento tecnológico e a ne-
cessidade do conhecimento atualizado e 
diversificado;
ƒƒ O forte impacto das mudanças que ocor-
rem de forma muito rápida e intensa;
ƒƒ O intenso movimento pela qualidade e a 
busca da alta produtividade. (CHIAVENA-
TO, 2000, p. 30).
Dessa forma, podemos constatar uma verda-
de nos dias de hoje: o grande diferencial, a princi-
pal vantagem competitiva das empresas, está nas 
pessoas que nelas trabalham e que, por conse-
quência, as administram.
São as pessoas que produzem, vendem, 
servem aos clientes, tomam decisões, 
lideram, motivam, comunicam, super-
visionam, gerenciam, têm idéias e inicia-
tivas, utilizam as tecnologias e dirigem o 
negócio da empresa, entre tantas outras 
atribuições que somente os seres huma-
nos estão aptos a executar. (CHIAVENATO, 
2004, p. 93).
Assim sendo podemos afirmar que: as orga-
nizações são conjuntos de pessoas, e sem as pes-
soas não existem as organizações. Nesse contexto, 
de acordo com a visão de Chiavenato, passamos 
por um histórico considerável para o entendimen-
to da moderna Gestão de Pessoas (GP), como:
ƒƒ Relações industriais, burocratizadas 
que vêm desde o fim da Revolução In-
dustrial, década de 1950;
ƒƒ Administração de recursos humanos, 
mais dinâmica, prevaleceu até 1990;
ƒƒ Administração de pessoas, uma visão 
de ser humano nas empresas, forte no 
início de 2000; 
ƒƒ Administração com as pessoas, tocar a 
organização junto com os colaboradores 
e parceiros, atua nos dias de hoje; 
ƒƒ Gestão de pessoas, o mais alto impacto 
para os dias de hoje.
Atualmente se tem o entendimento de que 
os objetivos da Gestão de Pessoas são:
ƒƒ Ajudar a organização a alcançar seus ob-
jetivos e realizar sua missão;
ƒƒ Proporcionar competitividade à organi-
zação;
ƒƒ Proporcionar à organização talentos 
bem treinados e motivados;
ƒƒ Aumentar a autoatualização e a satisfa-
ção das pessoas no trabalho;
ƒƒ Desenvolver e manter qualidade de vida 
no trabalho;
ƒƒ Administrar mudanças.
De acordo com o autor David Ulrich, um dos 
gurus da área de Recursos Humanos, a visão das 
mudanças em RH se entende nos recursos huma-
nos estratégicos, novas perspectivas para os profis-
sionais de RH do operacional ao estratégico atrela-
do aos negócios empresariais visando a resultados 
constantes.
FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE 
PESSOAS3
Ana Lúcia da Rocha Silva
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34
Dessa forma, o mais importante hoje para a 
Gestão de Pessoas é criar um novo papel e uma 
nova apresentação que tenha o foco nos resulta-
dos, e não as atividades tradicionais de RH, como 
“administração de pessoal” (Departamento de Pes-
soal), contratação de pessoal e remuneração. O RH 
não deveria ser definido pelo que faz, mas sim pelo 
que deve apresentar, como:
ƒƒResultados que enriquecem o valor da 
empresa para clientes, investidores e cola-
boradores; 
ƒƒExcelência organizacional através das 
pessoas;
ƒƒParcerias com os gestores para execução 
de estratégias do planejamento apresen-
tado em salas de reuniões para o mercado 
de trabalho;
ƒƒEspecialista na organização e execução 
do trabalho, apresentando eficiência, efi-
cácia e efetividade administrativa que ga-
ranta redução de custos e a produtividade;ƒƒDefensor dos colaboradores, represen-
tando, de forma comprometida, preocu-
pação com os gestores, aumentando a 
capacidade e competências dos colabora-
dores e gestores visando apresentar resul-
tados eficazes constantemente;
ƒƒSer agente de mudanças contínuas, 
transformando e moldando os processos 
e uma cultura, que todos juntos, faça parte 
de fato do desenvolvimento organizacio-
nal. (ULRICH, 2000, p. 35).
Diferentes nomes para representar o novo es-
paço e configuração da área de Gestão de Pessoas, 
que com todas as mudanças ocorridas passou a ser 
mais abrangente e a indicar as mais novas posturas 
de RH.
Saiba maisSaiba mais
Com base nas mudanças significativas en-
tre o termo ‘RH’ e a expressão Gestão de 
Pessoas nas empresas, têm-se diversifica-
dos entendimentos sobre eles, que até o 
nome da área de Recursos Humanos tem 
sido mudado em muitas organizações, 
tendo sido substituído por, por exemplo:
• Gestão de talentos humanos;
• Gestão de parceiros;
• Administração do capital intelectual;
• Gestão do capital humano.
3.1 Gestão de Pessoas como Responsabilidade de Linha 
e Função de Staff
Há um princípio básico em Gestão de Pessoas – GP: Gerir pessoas é uma respon-
sabilidade de linha e uma função de Staff. O que significa que quem deve gerir as 
pessoas é o próprio gerente, supervisor, Líder de equipe ao qual elas estão subordi-
nadas. Ele tem a responsabilidade linear e direta pela condição de seus subordina-
dos. Por essa razão, existe o princípio da unidade de comando. Cada pessoa deve ter 
apenas um Gerente. 
(CHIAVENATO, 2008, p. 23).
Assim, o papel da área de Recursos Humanos 
é fornecer assessoria e consultoria para os geren-
tes ou superiores de cada departamento na orga-
nização.
Hoje, as tarefas de GP são desempenhadas 
nas organizações pela interação de dois grupos de 
executivos: de um lado os especialistas em GP, que 
atuam como consultores internos, e de outro lado, 
os gerentes de linha (gerentes, supervisores etc.) 
que estão envolvidos diretamente nas atividades 
de GP por serem responsáveis pela utilização eficaz 
de seus subordinados. Os gerentes de linha utili-
zam um tempo considerável na Gestão de Pessoas, 
em reuniões, conversas individuais ou grupais, te-
lefones, e-mail, solução de problemas e definição 
de planos futuros.
Conflitos entre linha e staff: quando os dois 
lados, gerentes de linha e especialistas de GP, to-
Gestão de Pessoas 
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35
mam decisões sobre as mesmas pessoas, geral-
mente ocorrem conflitos. O conflito ocorre porque 
os gerentes de linha e os especialistas de GP dis-
cordam sobre quem tem autoridade para tomar as 
decisões sobre pessoas ou porque têm diferentes 
orientações a respeito. Os conflitos entre linha e 
staff já são tradicionais e bem conhecidos. O es-
pecialista de staff está preocupado com suas fun-
ções básicas de proporcionar consultoria, aconse-
lhamento e informação sobre a sua especialidade. 
Ele não tem autoridade direta sobre o gerente de 
linha. O gerente de linha tem autoridade para to-
mar as decisões relacionadas com suas operações 
e seus subordinados.
Existem três maneiras para reduzir o conflito 
entre linha e staff:
a) Demonstrar aos gerentes de linha os be-
nefícios de usar programas de GP;
b) Atribuir responsabilidades por certas de-
cisões de GP exclusivamente aos geren-
tes de linha, e outras exclusivamente aos
especialistas de GP;
c) Treinar ambos os lados, gerentes de linha
e especialistas de GP, em como trabalhar
juntos e tomar decisões conjuntas, esta
alternativa é a mais eficaz se a organi-
zação tem um padrão de carreiras que
proporciona o rodízio entre posições de
linha e de staff. A rotação de cargos en-
tre linha e staff ajuda cada grupo a com-
preender melhor os problemas do outro.
As responsabilidades de GP e dos gerentes 
de linha: lidar com pessoas sempre foi parte inte-
gral da responsabilidade de linha de cada execu-
tivo, desde o presidente até o mais baixo nível de 
supervisão. Assim, organizações bem-sucedidas 
definem as seguintes responsabilidades de linha 
para os gerentes:
a) Colocar a pessoa certa no lugar certo, isto 
é, recrutar e selecionar;
b) Integrar e orientar os novos colaborado-
res na equipe;
c) Treinar e preparar as pessoas para o tra-
balho;
d) Avaliar e melhorar o desempenho de
cada pessoa no cargo ocupado;
e) Ganhar cooperação criativa e desenvol-
ver relações agradáveis de trabalho;
f ) Interpretar e aplicar as políticas e proce-
dimentos da organização;
g) Controlar os custos trabalhistas;
h) Desenvolver habilidades e competências
de cada pessoa.
Representação da função de staff e responsa-
bilidade de linha:
Função de Staff
Órgão de ARH
• Cuidar das políticas de RH
• Prestar assessoria e suporte
• Dar consultoria interna de
RH
• Proporcionar serviços de RH
• Dar orientação de RH
• Cuidar da estratégia de RH
• Cuidar da sua equipe de
pessoas
• Tomar decisões sobre su-
bordinados
• Executar as ações de RH
• Cumprir metas de RH
• Alcançar resultados de RH
• Cuidar da tática e operações
Responsabilidade de Linha
Gestor de Pessoas
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A gestão de pessoas é uma área muito sensível à mentalidade que predomina nas 
organizações. Ela é contingencial e situacional, pois depende de vários aspectos 
como a cultura que existe em cada empresa, a estrutura organizacional adotada, 
às características do contexto ambiental, o negócio da organização, a tecnologia 
utilizada, os processos internos e uma infinidade de outras variáveis importantes. 
(CHIAVENATO, 2004, p. 6).
3.2 Moderna Gestão de Pessoas
Nesse contexto, se entende alguns parado-
xos que se vivenciam no meio empresarial entre 
teoria e prática. Para que não haja esse paradoxo 
é necessário um olhar clínico de desafio para uma 
análise e avaliação da cultura, do negócio, dos pro-
cessos, do investimento, da tecnologia, da qualida-
de empresarial, das pessoas, dos clientes, na busca 
de atrelar os objetivos, missão e valores das empre-
sas. E porque não enfrentar esses desafios e mudar 
já esta frase para: “A teoria se aplica à prática e gera 
resultados empresariais.” 
“Gestão de Pessoas é o conjunto de políticas 
e práticas necessárias para conduzir os aspectos da 
posição gerencial relacionados com as ‘pessoas’ ou 
recursos humanos.” (CHIAVENATO, 2004, p. 12).
O processo de GP ainda é entendido como 
uma série de atividades que fornecem valor a um 
cliente. O cliente do processo não é necessariamen-
te um cliente externo da empresa, ele pode estar 
dentro da empresa – é o chamado cliente interno. 
Assim, os processos da Gestão de Pessoas 
são:
a) Agregar pessoas: recrutamento e seleção
de pessoas;
b) Aplicar pessoas: desenhos de cargos,
avaliação de desempenho;
c) Recompensar pessoas: remuneração, be-
nefícios e serviços;
d) Desenvolver pessoas: treinamento, mu-
danças, comunicação;
e) Manter pessoas: disciplina, higiene e se-
gurança e qualidade de vida, relações
com sindicatos;
f ) Monitorar pessoas: banco de dados, sis-
temas de informações gerenciais.
Essas políticas e práticas foram denominadas 
como os seis processos da Gestão de Pessoas. 
AtençãoAtenção
Processo na GP (Gestão de Pessoas) é um 
conjunto de atividades estruturadas e des-
tinadas a resultar em um produto especifi-
cado para um determinado cliente. É uma 
ordenação específica das atividades de 
trabalho no tempo e no espaço, com um 
começo, um fim, e entradas e saídas clara-
mente identificadas.
Gestão de Pessoas 
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37
Representação dos seis processos de GP:
De acordo com Fleury e Fisher (1989), o con-
ceito da Gestão de Pessoas pode ser descrito como: 
diretrizes e normasque fornecem caminhos para a 
cultura organizacional voltada à gestão inovadora 
de pessoas. 
Na era da informação surgem as equipes de 
Gestão de Pessoas. Essas equipes substituem os 
departamentos de Recursos Humanos e de Gestão 
de Pessoas. As tarefas operacionais e burocráticas 
são transferidas para terceiros por meio de tercei-
rização, enquanto as atividades táticas são delega-
das aos gerentes de linha em toda organização, os 
quais passam a ser os gestores de pessoas. As equi-
pes de RH proporcionam consultoria interna para 
que a área possa assumir atividades estratégicas de 
orientação global visando ao futuro e ao destino da 
organização e seus membros (CHIAVENATO, 2004).
Com base nesse contexto, podemos definir o 
quanto a Gestão de Pessoas tornou-se importante 
nas empresas, de forma que a nova atuação da GP 
terá como responsabilidades o desenvolvimento 
de políticas de RH, estratégicas e atuação direta 
com todos os gestores de pessoas nos processos 
estratégicos como:
ƒƒ Contratação e demissão de novos profis-
sionais e cuidar de pessoas;
ƒƒ Aprimoramento com os gestores para 
atingir resultados em equipe;
ƒƒ Atuar como consultores internos;
ƒƒ Identificação de necessidades de mu-
danças;
ƒƒ Pessoas como parceiras.
Assim, o papel da nova Gestão de Pessoas 
ganha um espaço empresarial que agrega valor ao 
negócio e compartilha o conhecimento para o pla-
nejamento estratégico da organização por meio de 
atuações estratégicas:
3.3 Os Desafios da Moderna Gestão de Pessoas
M
od
er
na
 G
es
tã
o 
de
 P
es
so
as
Agregando 
Pessoas
Quem deve trabalhar na organização:
• Recrutamento de Pessoal
• Seleção de Pessoal
O que as pessoas deverão fazer:
• Modelagem do Trabalho
• Avaliação do Desempenho
Como recompensar as pessoas:
• Recompensas e Remuneração
• Benefícios e Serviços
Como desenvolver as pessoas:
• Treinamento e Desenvolvimento
• Programas de Mudanças
• Programas de Comunicações
Como manter as pessoas no trabalho:
• Benefícios
• Descrição e Análise de Cargos
Como saber o que fazem e o que são:
• Sistema de Informação Gerencial
• Bancos de Dados
Aplicando 
Pessoas
Recompensando 
Pessoas
Desenvolvendo 
Pessoas
Mantendo 
Pessoas
Monitorando 
Pessoas
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ƒƒ Descentralização rumo aos gerentes e 
suas equipes;
ƒƒ Focalização global e estratégica no negó-
cio;
ƒƒ Decisões e ações do gerente e sua equi-
pe de trabalho;
ƒƒ Consultoria interna;
ƒƒ Descentralização e compartilhamento;
ƒƒ Como os gerentes e suas equipes podem 
escolher, treinar, liderar, motivar, avaliar e 
recompensar os seus participantes;
ƒƒ Criar a melhor empresa e a melhor quali-
dade de trabalho.
Então, o mundo dos negócios ficou com-
pletamente diferente, exigente, dinâmico, 
mutável e incerto. E as pessoas sentem o 
impacto dessa influência e necessitam de 
um apoio e suporte por parte dos seus Lí-
deres e Gerentes. E eles requerem, por seu 
lado, o apoio e suporte de ‘RH’. (CHIAVENA-
TO, 2004, p. 42).
Essa dinâmica empresarial de mudanças 
constantes nos leva a uma viagem mais certa e 
jamais utilizada nos paradigmas do passado, que 
é manter uma engrenagem no funcionamento 
estrutural da empresa, onde contribui ainda mais 
para um sentido de grandes parcerias internas e 
que o foco é atingir resultados operacionais e es-
tratégicos atrelados ao negócio, desde o planeja-
mento estratégico na organização.
A visão de Ulrich (1997) e Chiavenato (2004) 
apresenta os papéis de RH na construção de uma 
organização dinâmica e competitiva:
a) Administração de estratégias de recur-
sos humanos: como RH pode ajudar a im-
pulsionar a estratégia organizacional.
b) Administração da infra-estrutura da
empresa: como RH pode oferecer uma
base de serviços à organização para ajudá-
-la a ser eficiente e eficaz.
c) Administração da contribuição dos
funcionários: como RH pode ajudar no
envolvimento e comprometimento dos
funcionários, transformando-os em agen-
tes empreendedores, parceiros e fornece-
dores para a organização.
d) Administração da transformação e da
mudança: como RH pode ajudar na cria-
ção de uma organização criativa, renova-
dora e inovadora. (CHIAVENATO, 2004, p. 47).
Para a atuação desses quatro papéis, exige-se 
um novo posicionamento e uma nova mentalida-
de dos profissionais de RH, visando a atuar confor-
me quadro a seguir.
Gestão de Pessoas 
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Definição de papéis de RH:
Para um novo modelo, certo de sucesso, ob-
servam-se os fatores críticos e os indicadores como 
um guia da Gestão de Pessoas na organização. Na 
representação a seguir.
3.4 A Nova Orientação de GP em Plena Era da Informação
Papel de RH Resultado Característica Principal Atividade
Administração 
de estratégias 
de RH
Execução da estratégia.
Parceiro estratégico para aju-
dar a alcançar objetivo orga-
nizacionais.
Ajuste das estratégias de RH à 
estratégia empresarial: diag-
nóstico organizacional para 
detectar forças e fraquezas da 
organização.
Administração 
da infraestrutura 
da empresa
Construção da infraestrutu-
ra eficiente.
Especialista administrativo 
para reduzir custos e aumen-
tar valor.
Reengenharia dos processos 
da organização: serviço em 
comum para a melhoria con-
tínua.
Administração 
da contribuição 
dos funcionários
Aumento do envolvimento 
e capacidade dos funcio-
nários.
Defensor dos funcionários 
para treinar e incentivar as 
pessoas.
Ouvir e responder aos fun-
cionários: prover recursos aos 
funcionários para incentivar 
contribuições.
Administração da 
transformação e 
da mudança
Criação de uma organiza-
ção renovada.
Agente de mudança e inova-
ção para melhorar a capaci-
dade de mudar.
Gerir a transformação e a mu-
dança: assegurar capacidade 
para mudança e identificação 
e solução de problemas.
Fonte: Chiavenato (2004, p. 47).
Contudo essa definição é o maior desafio 
de Gestão de Pessoas, para que realmente a GP se 
apresente adequadamente na realidade empresa-
rial.
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40
A nova orientação de Gestão de Pessoas em 
plena era da informação se entende quando há um 
entendimento por parte da gestão quanto aos as-
pectos organizacionais e culturais, que são:
Processos de GP Fatores Críticos de Sucesso Indicadores
Agregar Pessoas
• Imagem externa da organização
• Receptividade da organização
• Aumento do capital humano
• Menor rotatividade
• Menor absenteísmo
Aplicar Pessoas
• Flexibilidade organizacional
• Cultura participativa
• Espírito de equipe
• Melhor desempenho
• Maior produtividade
• Melhor qualidade
Recompensar Pessoas
• Reconhecimento e confiança
• Ênfase em metas e objetivos
• Desafios e oportunidades
• Satisfação das pessoas
• Comprometimento
• Menor rotatividade
• Menor absenteísmo
Desenvolver Pessoas
• Aprendizagem organizacional
• Valor do conhecimento
• Liderança de lideranças
• Aumento do capital humano
• Maior produtividade
• Melhor qualidade
Manter Pessoas
• Clima organizacional
• Qualidade de vida no trabalho
• Satisfação das pessoas
• Cidadania organizacional
• Comprometimento
Monitorar Pessoas
• Tecnologia da informação
• Sistema de informação gerencial
• Fluxo informacional
• Retroação
• Autonomia e liberdade
• Avaliação holística
Aspectos Organizacionais Aspectos Culturais
• Redes internas de equipes e grupos
• Células de produção
• Unidades estratégicas de negócios
• Simplicidade e agilidade
• Organicidade e flexibilidade
• Competitividade
• Excelência
• Adequação ao negócio e à missão
• Aprendizagem organizacional
• Participação e envolvimento
• Comprometimentopessoal
• Orientação para o cliente ou usuário
• Focalização em metas e resultados
• Melhoria contínua
• Comportamento ágil e proativo
• Visão global e ação local
• Proximidade/intimidade com o
cliente
• Mudança cultural e comportamen-
tal
Gestão de Pessoas 
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41
A constituição do talento humano na Gestão de Pessoas, por meio do conhecimento, habilidade e 
competência:
Conhecimento
SABER
• Aprender a aprender
• Aprender continuamente
• Aumentar o conhecimento
Habilidade
SABER FAZER
• Aplicar o conhecimento
• Resolver problemas
• Criar e inovar
Competência
SABER FAZER ACONTECER
• Alcançar metas
• Agregar valor
• Obter excelência
• Empreender
A constituição do capital intelectual na organização, como atribuição da Gestão de Pessoas:
Capital 
Intelectual
Capital Interno
Estrutura Interna:
Conceitos, modelos, processos, sistemas 
administrativos e informacionais.
São criados pelas pessoas e utilizados pela 
organização.
Estrutura Externa:
Relações com clientes e fornecedores, marcas, 
imagem e reputação.
Dependem de como a organização resolver e 
oferece soluções para os problemas dos clientes.
Competências Individuais:
Habilidades das pessoas em agir em 
determinadas situações.
Educação, experiências, valores e competências.
Capital Externo
Capital Humano
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42
Vimos a Gestão de Pessoas na atualidade e o entendimento para contribuir com a visão empre-
sarial. Identificação da Gestão de Pessoas com a prática de forma que possibilite a interação na era da 
informação em um cenário competitivo, que é propício para a atuação das competências e formação do 
capital intelectual para atuar nas organizações.
3.5 Resumo do Capítulo
3.6 Atividades Propostas
1. Atualmente no mundo empresarial é muito importante saber administrar conflitos. Nesse
contexto, o conflito entre linha e staff: quando os dois lados, gerentes de linha e especialistas
de GP, tomam decisões sobre as mesmas pessoas, geralmente, ocorrem conflitos. Responda
como administrar esses conflitos.
2. De acordo com os desafios da moderna gestão da mudança, é importante uma nova atua-
ção da Gestão de Pessoas que terá como responsabilidades o desenvolvimento de políticas
de RH, estratégicas e atuação direta com todos os gestores de pessoas nos processos estra-
tégicos. Nesse contexto, apresente algumas atribuições para a moderna Gestão de Pessoas.
3. Conforme a constituição do talento humano na Gestão de Pessoas, por meio do conhecimen-
to, habilidade e competência, apresente suas definições.
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43
Prezado(a) aluno(a),
Os processos de agregar pessoas se apre-
sentam de maneiras diversas em ferramentas e 
instrumentos de seleção de pessoas nas empresas. 
Algumas empresas ainda utilizam processos tradi-
cionais e ultrapassados, enquanto outras lançam 
processos com ferramentas avançadas e de última 
tecnologia para selecionar e trazer pessoas para 
seu quadro de colaboradores e que estejam ade-
quadas para o perfil desejado pela empresa.
Os processos de agregar pessoas consti-
tuem o ingresso delas na organização, são 
as portas de entrada que são abertas ape-
nas para os candidatos capazes de ajus-
tar suas características e competências 
pessoais às características predominantes 
na organização. O processo seletivo nada 
mais é do que a busca de adequação entre 
aquilo que a organização pretende e aqui-
lo que as pessoas oferecem. Mas não são 
apenas as organizações que selecionam. 
As pessoas também escolhem as organi-
zações onde pretendem trabalhar. (CHIA-
VENATO, 2004, p. 98).
Observa-se uma ênfase na eficiência e eficá-
cia no planejamento e execução correta dos proce-
dimentos de recrutamento e seleção, que está con-
centrado exclusivamente na Gestão de Pessoas em 
recursos humanos. E que nos dias de hoje conta 
com a participação efetiva dos gerentes (gestores 
de áreas) no processo de agregar pessoas.
Na abordagem tradicional predomina 
o enfoque operacional e burocrático: o
recrutamento e seleção de pessoas obe-
decem a um conjunto de rotinas e proce-
dimentos executados de maneira sequen-
cial. A Ação é micro-orientada, pois a cada 
cargo vago, dispara o processo que é total-
mente orientado para o seu preenchimen-
to. (CHIAVENATO, 2004, p. 98).
Nesse contexto, na abordagem moderna 
predomina o enfoque estratégico: o processo de 
agregar pessoas é um meio de servir às necessida-
des organizacionais para um longo prazo. A ação é 
macro-orientada, pois transcende cada cargo e en-
volve a organização pelo fato de buscar a melhoria 
contínua do capital intelectual.
Frente a tantos desafios, todo o processo 
de agregar pessoas é de responsabilidade 
de linha e os gerentes e suas equipes ab-
sorvem totalmente o processo com a aju-
da da consultoria interna e assessoria do 
órgão de RH, que exerce seu papel de staff. 
Os gerentes de linha e suas equipes assu-
mem todo o processo de agregar pessoas. 
(CHIAVENATO, 2004, p. 99).
Assim se dá uma busca constante de mudan-
ças por meio da criatividade e inovação dos profis-
sionais, que visa a introduzir na organização novos 
valores humanos, de forma a gerar resultados efi-
cazes através do processo de agregar pessoas com 
novas habilidades e capacidades, permitindo à or-
ganização cumprir sua missão e alcançar os seus 
objetivos globais em um mundo de transformação.
AGREGAR PESSOAS - 1º PROCESSO DA 
GESTÃO DE PESSOAS4
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44
O mercado de trabalho (MT), por um lado a 
oferta: abundância de oportunidades de empre-
go. Por outro lado, a procura: escassez de opor-
tunidade de emprego. A convivência entre o MT 
e as regras da legislação trabalhista nem sempre 
é pacífica, uma vez que os impostos elevados aca-
bam por inibir o MT na oferta de vagas. A legislação 
trabalhista é criticada por ser uma força impeditiva 
da geração de emprego pelo fato de sobrecarregar 
demasiadamente os custos das empresas.
Mercado significa o espaço de transações, 
contexto de trocas e intercâmbios entre 
aquele que oferece um produto ou serviço 
e aquele que procura um produto ou ser-
viço. Os mecanismos de oferta e procura é 
a característica principal de todo mercado. 
O mercado de trabalho (MT) é composto 
pelas ofertas de oportunidades de traba-
lho oferecidas pelas diversas organiza-
ções: (CHIAVENATO, 2004, p. 102).
O MT é dinâmico e sofre contínuas mudan-
ças. As características estruturais e conjunturais do 
MT influenciam as práticas de RH das empresas, 
que devem estar sempre atentas às necessidades e 
oportunidades do MT.
a) O impacto do MT sobre as práticas de RH:
4.1 Agregar Pessoas x Mercado de Trabalho
Mercado de Trabalho em Oferta Mercado de Trabalho em Procura
• Investimentos em recrutamento para
atrair candidatos.
• Baixos investimentos em recrutamento
devido à oferta de candidatos.
• Critérios de seleção mais flexíveis e
menos rigorosos.
• Critérios de seleção mais rígidos e rigo-
rosos para aproveitar a abundância de
candidatos.
• Investimentos em treinamento para
compensar a inadequação dos candi-
datos.
• Poucos investimentos em treinamento
para aproveitar candidatos já treinados.
• Ofertas salariais estimulantes para
atrair candidatos.
• Ofertas salariais mais baixas para
aproveitar a competição entre candi-
datos.
• Investimentos em benefícios sociais
para atrair candidatos e reter funcio-
nários.
• Poucos investimentos em benefícios
sociais, pois não há necessidade de
mecanismos de fixação do pessoal.
• Ênfase no recrutamento interno, como
meio de ficar os funcionários atuais e
dinamizar os planos de carreiras.
• Ênfase no recrutamento externo,como
meio de melhorar o potencial humano,
substituindo funcionários por candida-
tos de melhor qualificação.
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45
O MT é condicionado por inúmeros fatores 
como: o crescimento econômico, a natu-
reza e qualidade dos postos de trabalho, 
a produtividade e a inserção no mercado 
internacional. O primeiro está relacionado 
com a escala do emprego (crescimento do 
emprego), enquanto os demais fatores, 
com a intensidade do emprego (qualida-
de e produtividade do emprego). Em uma 
economia aberta, quanto maior a intensi-
dade, maior tende a ser a escala de tran-
sações. Na era industrial, a composição do 
emprego era estável e permanente. (CHIA-
VENATO, 2004, p. 103).
Em relação à era da informação, a mobilida-
de dos colaboradores demonstrou números assus-
tadores com a migração do emprego da indústria 
para o setor de serviços, do assalariamento legal 
para o ilegal, do emprego industrial metropolitano 
para o não metropolitano, sem falar no aumento 
do trabalho autônomo.
Em paralelo, cresceu a exigência de qualifi-
cação dos trabalhadores em todos os setores. Em 
síntese, aumentou a mobilidade espacial, setorial, 
ocupacional e contratual.
Essa mobilidade tende a depreciar rapida-
mente as habilidades específicas dos trabalhado-
res, o que significa que mesmo os trabalhadores 
mais bem formados precisam de reciclagem per-
manente.
b) O impacto do MT sobre candidatos:
Contudo muda a visão do emprego, tornan-
do o trabalho mais exigente e com maior velocida-
de nos processos de transição dos trabalhadores 
para a nova situação. “Por isso os esforços de for-
mação e requalificação profissional tornam-se fun-
damentais.” (CHIAVENATO, 2008, p. 106).
Com base nesse contexto se entende uma 
forte mudança no mercado de trabalho no mundo:
a) Redução do nível de emprego indus-
trial:
ƒƒ Produção industrial maior e com me-
nos pessoas, através de novas tecno-
logias e processos;
ƒƒ Oferta de emprego em expansão no 
setor de serviços;
Mercado de Trabalho em Oferta Mercado de Trabalho em Procura
• Excesso de vagas e de oportunidades
de emprego no mercado de trabalho.
• Escassez de vagas e de oportunidades
de emprego no mercado de trabalho.
• Os candidatos escolhem e selecionam
as organizações que ofereçam melho-
res oportunidades, salários e benefí-
cios.
• Os candidatos concorrem entre si para
conseguir as poucas vagas que surgem,
apresentando propostas salariais mais
baixas ou candidatando-se a cargos
inferiores às suas qualificações.
• As pessoas se predispõem a deixar seus
empregos atuais para tentar melhores
oportunidades em outras organiza-
ções, aumentando a rotatividade de
pessoal.
• As pessoas procuram fixar-se nos atuais
empregos, com medo de engrossar as
filas de candidatos desempregados.
• Os funcionários sentem-se donos da
situação e fazem reivindicações de me-
lhores salários, benefícios e tornam-se
mais indisciplinados, faltam e atrasam
mais, aumentando o absenteísmo.
• Os funcionários passam a não criar
atritos em seus empregos, nem a propi-
ciar possíveis desligamentos, tornam-se
mais disciplinados, procuram não faltar
e nem atrasar ao serviço.
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46
ƒƒ Migração do emprego industrial para 
o emprego terciário.
b) Gradativa sofisticação do emprego:
ƒƒ Trabalho industrial cada vez mais
mental e cada vez menos braçal;
ƒƒ Aporte da tecnologia da informação 
na indústria;
ƒƒ Maior automatização e robotização 
dos processos industriais.
c) Conhecimento como o recurso mais
importante:
ƒƒ Capital financeiro é importante, mas
ainda mais importante é o conheci-
mento de como aplicá-lo e rentabili-
zá-lo;
ƒƒ Conhecimento é novidade, é inova-
ção, é criatividade, é a mola mestra 
da mudança.
d) Tendência à globalização:
ƒƒ Globalização da economia e criação
de uma aldeia global;
ƒƒ Globalização do mercado de traba-
lho, cada vez mais mundial e cada 
vez menos local.
Assim, cabe a seguinte pergunta: Qual é o 
futuro do emprego?
A revolução tecnológica jogará milhares 
de desempregados nas ruas? O setor de 
serviços jamais será capaz de absorver to-
dos aqueles que perderam seus empregos 
na indústria? Estamos trocando empregos 
bons por outros instáveis e mal pagos? 
(CHIAVENATO, 2008, p. 107).
O que se diz é o mesmo que se falava na épo-
ca da Revolução Industrial, época em que se inven-
tou a máquina a vapor, com ganhos de produtivi-
dade na mecanização da agricultura, transferindo 
os trabalhadores para a indústria. 
Mesmo que a taxa bruta de desemprego fi-
que constante, sempre haverá um movimento in-
tenso de criação e de destruição de empregos na 
economia. Há muito pânico e pouca informação 
a respeito do assunto. Os ciclos econômicos são 
fatores determinantes na criação e destruição de 
empregos.
A globalização, a falta de inovação e adaptação às mudanças, por parte das empresas, 
são fatores que podem vir a destruir os empregos.
A IBM, há algum tempo, dominava o mercado de mainframes, mas, em razão de uma 
série de deficiências culturais e organizacionais, mostrou-se incapaz de mover-se com 
rapidez para o mercado de microcomputadores.
Por isso, ela foi ultrapassada pela concorrência, havendo uma grande destruição de 
empregos na IBM. Mas, por outro lado, nas suas concorrentes houve uma brutal criação 
de postos de trabalho, uma vez que estas foram mais ágeis.
Mas temos que analisar que as taxas de desemprego tendem a ser maiores onde a 
educação é pior. O problema educacional é um dos principais responsáveis pela con-
centração de renda.
CuriosidadeCuriosidade
Um efeito da revolução tecnológica é o fato 
de haver maior demanda por pessoas mais quali-
ficadas e menor necessidade de empregos tradi-
cionais. Isso mostra que as taxas de emprego são 
maiores onde os níveis educacionais são menores. 
Sem dúvida alguma, a educação melhora a empre-
gabilidade.
Ao longo da Revolução Industrial, o mercado 
de trabalho substituiu as fazendas pelas fábricas. 
Gestão de Pessoas 
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47
Agora, na revolução da informação, o MT está se 
deslocando rapidamente do setor industrial para a 
economia de serviços. 
A indústria está oferecendo menos emprego, 
embora esteja produzindo cada vez mais graças à 
modernização, tecnologia, melhoria de processos 
e aumento da produtividade das pessoas. A mo-
dernização das fábricas busca produtos melhores 
e mais baratos, ampliando o mercado interno de 
consumo e ocupando uma fatia maior no mercado 
externo ou global.
A modernização industrial provoca uma mi-
gração de empregos, e não a extinção de empre-
gos, a modernização é reacelerada pela globaliza-
ção que está inventando empregos novos com a 
mesma velocidade com que os elimina.
Todos devem buscar o futuro na educação, 
que se torna cada vez mais importante. O novo tra-
balhador deve ser polivalente, ter conhecimento e 
habilidade de atuação diversificada e atitudes de 
resultados empresariais.
Não bastará ter formação, é preciso ter boa 
formação. Quem for capaz de resolver problemas 
terá emprego garantido. O desemprego em nos-
so país está sendo provocado menos pelo avanço 
tecnológico e muito mais pelo atraso educacional. 
Quando se fala em competitividade global, o desa-
fio é também da escola e não apenas da empresa.
E o Mercado de Recursos Humanos (MRH) 
se refere às oportunidades de emprego e vagas 
existentes nas empresas, o MRH é o reverso da me-
dalha. Ele se refere ao conjunto de candidatos ao 
emprego.
O MRH e o de candidatos referem-se ao con-
tingente de pessoas que estão dispostas a traba-
lhar ou que estão trabalhando mais dispostas a 
buscar outro emprego. O MRH é constituído de 
profissionais que oferecem habilidades, conheci-
mentose aptidão.
Saiba maisSaiba mais
Historicamente, a inovação tecnológica e 
a melhoria da produtividade sempre esti-
veram associadas à expansão do empre-
go, e não à sua redução, como se costuma 
pensar, pois a modernização enobrece o 
trabalho humano, melhora a qualidade de 
produtos e serviços, reduz o custo relativo 
da produção e amplia o mercado, a pro-
dução e o emprego. 
As novas tecnologias não são responsá-
veis, em si mesmas, pelo desemprego, 
elas só se tornam destrutivas quando o 
regime contratual do trabalho se torna in-
flexível. A legislação trabalhista constitui o 
elemento rígido que impede a flexibilida-
de do emprego.
4.2 Conceito de Recrutamento de Pessoas
Recrutamento é um conjunto de técnicas e 
procedimentos que visa a atrair candidatos poten-
cialmente qualificados e capazes de ocupar cargos 
em uma organização. É basicamente um sistema 
de informação por meio do qual a organização di-
vulga e oferece ao mercado de recursos humanos 
oportunidades de emprego que pretende preen-
cher.
O recrutamento corresponde ao processo 
pelo qual a organização atrai candidatos 
no MRH para abastecer seu processo se-
letivo. O recrutamento funciona como um 
processo de comunicação: a organização 
divulga e oferece oportunidades de traba-
lho ao MRH. (CHIAVENATO, 2008, p. 114).
O recrutamento faz parte do processo de 
agregar pessoas à organização. O MT é composto 
pelas ofertas de oportunidades de trabalho ofere-
cidas pelas organizações e é influenciado por vários 
fatores, podendo apresentar situações que variam 
da oferta à procura de emprego. O MT influencia 
o comportamento das organizações e das pessoas.
Nesse contexto, o recrutamento é o conjunto de 
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atividades desenhadas para atrair um conjunto de 
candidatos qualificados para uma organização.
O recrutamento pode ser interno ou externo. 
Seja ele qual for, o mais importante será a apre-
sentação do currículo, cadastro interno ou cadas-
tro pelo site. O currículo funciona como o cartão 
de visitas dos candidatos, sendo ele fundamental 
no intuito de realçar as vivências, as características 
pessoais, as atividades e as competências de forma 
clara, objetiva e concisa. Quando da elaboração do 
currículo, o mais importante é o bom senso. A ten-
dência é abandonar o modelo tradicional (mais ex-
tenso) e optar por um documento mais curto, com 
uma ou duas páginas.
Figura 7 – Modelo de currículo.
Nome.......................................................................................
Brasileira, Solteira, ....... anos
Rua ........................................................... - SP
Fones ...........................................
E-mail ..........................................
Objetivo: ...........................................................
Qualificação Profissional
Desenvolver uma história da sua experiência profissional focando o seu objetivo desejado .............................
(Palavras importantes para fazer uma ligação no contexto: vivência, experiência, atuação, participação, 
realização, desenvolvimento, elaboração, projetos, programas...) 
Formação Acadêmica
Cursando 2º ano de Graduação em .......
Universidade................. - SP
Histórico Profissional
- Empresa..................
Cargo.......... - mês/ano
- ...................................
...................................
- ...................................
...................................
Cursos
...................................
...................................
Gestão de Pessoas 
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49
Nesse contexto, vamos definir Recrutamento Interno e Externo, de forma que torne possível 
identificar suas principais diferenças:
Recrutamento Interno Recrutamento Externo
Os cargos vagos são preenchidos por funcionários, 
que são selecionados e promovidos dentro da orga-
nização.
Os cargos vagos são preenchidos por candidatos 
externos que são selecionados e ingressam na or-
ganização.
Os candidatos são recrutados internamente dentro 
dos quadros da própria empresa.
Os candidatos são recrutados externamente no 
mercado de recursos humanos.
Os candidatos já são conhecidos pela organização, 
passaram por testes de seleção, passaram por pro-
grama de treinamento e foram avaliados quanto ao 
seu desempenho.
Os candidatos são desconhecidos pela organização 
e precisam ser testados e avaliados pelo processo 
seletivo.
As oportunidades de emprego melhor são ofereci-
das aos próprios funcionários, que podem subir a 
postos melhores e desenvolver sua carreira profis-
sional dentro da organização.
As oportunidades de emprego são oferecidas ao 
mercado, cujos candidatos podem disputá-las.
 Fonte: Chiavenato (2008, p. 118).
O recrutamento interno apresenta vantagens 
e desvantagens:
a) Vantagens:
ƒƒ Aproveita melhor o potencial humano 
da organização;
ƒƒ Motiva e encoraja o desenvolvimento 
profissional dos atuais funcionários;
ƒƒ Incentiva a permanência e a fidelidade 
dos funcionários à organização;
ƒƒ Ideal para situações de estabilidade e 
pouca mudança ambiental;
ƒƒ Não requer socialização organizacional 
de novos membros;
ƒƒ Probabilidade de melhor seleção, pois os 
candidatos são bem conhecidos;
ƒƒ Custo financeiro menor do que fazer re-
crutamento externo. 
b) Desvantagens:
ƒƒ Pode bloquear a entrada de novas ideias, 
experiências e expectativas;
ƒƒ Facilita o conservantismo e favorece a ro-
tina atual;
ƒƒ Mantém quase inalterado o atual patri-
mônio humano da organização;
ƒƒ Ideal para empresas burocráticas e meca-
nicistas;
ƒƒ Mantém e conserva a cultura organiza-
cional existente.
ƒƒ Funciona como um sistema fechado de 
reciclagem contínua.
O recrutamento externo tem suas vantagens 
e desvantagens.
a) Vantagens:
ƒƒ Introduz sangue novo na organização: 
talentos, habilidades e expectativas;
ƒƒ Enriquece o patrimônio humano, pelo 
aporte de novos talentos e habilidades;
ƒƒ Aumenta o capital intelectual ao incluir 
novos conhecimentos e destrezas;
ƒƒ Renova a cultura organizacional e a enri-
quece com novas aspirações;
ƒƒ Incentiva a interação da organização 
com o MRH;
ƒƒ Indicado para enriquecer mais intensa e 
rapidamente o capital intelectual.
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50
b) Desvantagens:
ƒƒ Afeta negativamente a motivação dos 
atuais funcionários da organização;
ƒƒ Reduz a fidelidade dos funcionários ao 
oferecer oportunidades a estranhos;
ƒƒ Requer aplicação de técnicas seletivas 
para escolha dos candidatos externos. 
Isso significa custos operacionais;
ƒƒ Exige esquemas de socialização organi-
zacional para os novos funcionários;
ƒƒ É mais custoso, oneroso, demorado e in-
seguro que o recrutamento interno.
Saiba maisSaiba mais
Técnicas de Recrutamento
Referente aos meios de recrutamento de 
pessoas, seguem técnicas para recrutar 
pessoas: 
• No recrutamento interno, as técnicas
utilizadas são: murais internos, intra-
net, jornais ou revistas internas;
• No recrutamento externo, as técnicas
utilizadas são: anúncios em jornais e 
revistas, consultorias de recrutamen-
to, contatos com escolas, universida-
des, cartazes ou anúncios em locais 
visíveis, banco de dados de candida-
tos, apresentação de candidatos por 
indicação de funcionários e internet.
A seleção de pessoal é o processo de agregar 
e selecionar pessoas, escolhendo os melhores can-
didatos para a organização; é, ainda, um processo 
de comparação e decisão na escolha ou classifica-
ção de candidatos. A base da seleção de pessoas é a 
colheita de informações sobre o cargo, por meio da 
descrição e análise do cargo.
A técnica de colheita de informações sobre 
o candidato tem como ferramentas:a entrevista, a
prova de conhecimento ou de capacidade, testes 
psicológicos, testes de personalidade, técnica de si-
mulação e dinâmica de grupo.
“O processo seletivo funciona como uma se-
quência de etapas com várias alternativas. A ava-
liação dos resultados da seleção é importante para 
determinar seu custo operacional e benefícios ofe-
recidos.” (CHIAVENATO, 2008, p. 165).
As atividades de recrutamento e seleção de 
pessoal têm como base um funcionamento prático:
ƒƒ Gerar e desenvolver requisições de 
colaboradores: abrir e desenvolver re-
quisições de pessoal, desenvolver uma 
descrição do cargo, acompanhar os resul-
tados da web interna e externa, atualizar a 
requisição, notificar e prepor o gestor da 
área, administrar os dados da requisição 
de vagas;
ƒƒ Localizar e recrutar candidatos: definir 
as técnicas de recrutamento, desenvolver 
as atividades de recrutamento e adminis-
trar os agentes de recrutamento; 
ƒƒ Triar e selecionar candidatos: identificar 
e aplicar as ferramentas de seleção, entre-
vistar candidatos, testar candidatos, sele-
cionar e dispensar candidatos;
ƒƒ Testar e avaliar candidatos: completar 
as informações sobre os candidatos, con-
duzir as verificações sobre os candidatos, 
recomendar/não recomendar candidatos;
ƒƒ Gerenciar as admissões: escolher os can-
didatos finalistas, fazer ofertas de traba-
lho, admitir o candidato escolhido;
ƒƒ Encaminhar os candidatos: inscrever 
o registro do novo colaborador, encami-
nhar os dados do novo colaborador, ar-
quivar e reter dados dos candidatos não 
escolhidos.
4.3 Conceito de Seleção de Pessoal
Gestão de Pessoas 
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51
Modelo prático de informações sobre o cargo, como base do processo seletivo:
Nesse contexto, atualmente no mercado de 
trabalho existe uma diversidade de modelos das 
atividades de seleção, algumas empresas desen-
volvem um processo que possa atender suas ex-
pectativas na busca de profissionais qualificados 
para o seu negócio. Podemos destacar algumas 
modalidades, como: procedimentos múltiplos de 
seleção; seleção por competências; talentos huma-
nos; e outros que de fato estejam de acordo com a 
cultura organizacional da empresa.
Prática do processo de seleção de pessoas:
ESCOLHA DAS TÉCNICAS DE SELEÇÃO DOS CANDIDATOS
COLHEITA DE INFORMAÇÕES SOBRE O CARGO
Hipótese de 
Trabalho
Técnicas de 
Simulação
Testes de 
Personalidade
Testes 
Psicológicos
Ficha de 
Especificações 
do Cargo
Provas de 
ConhecimentosEntrevistas
Descrição e 
Análise do Cargo
Requisição de 
Pessoal
Pesquisa do Cargo 
no Mercado
Técnica de 
Incidentes Críticos
Candidatos 
selecionados 
encaminhados ao 
Gerente
Candidatos 
encaminhados pelo 
Recrutamento
Entrada Processamento Saída
Aplicação das Técnicas de Seleção
• Entrevistas
• Testes de Conhecimentos
• Testes Psicológicos
• Testes de Personalidade
• Técnicas de Simulação
Ana Lúcia da Rocha Silva
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52
A seleção de pessoas também promove im-
portantes resultados para as pessoas:
ƒƒ Aproveita as habilidades e características 
de cada pessoa no trabalho;
ƒƒ Com isso, favorece o sucesso potencial 
no cargo;
ƒƒ Eleva a satisfação por aliar a atividade in-
dicada para cada pessoa;
ƒƒ Evita perdas futuras com substituição de 
pessoas, devido ao insucesso no cargo.
4.4 Resumo do Capítulo
Caro(a) aluno(a), podemos entender que o recrutamento e seleção de pessoal é um conjunto de 
técnicas e procedimentos que visa a atrair candidatos potencialmente qualificados, que através das fer-
ramentas de seleção utilizadas são capazes de ocupar cargos dentro da organização.
4.5 Atividades Propostas
1. Com base na oferta e procura no mercado de trabalho, cite uma característica da oferta e da
procura.
2. Com base no conceito de recrutamento, apresente sua definição.
3. Conforme o conceito de seleção de pessoal, apresente sua definição.
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53
Prezado(a) aluno(a),
É importante que as empresas desenvolvam 
sua missão, visão e os objetivos adequados à sua 
cultura, pois há empresas em que se observa casos 
de distância entre o planejamento estratégico e as 
ações dos colaboradores. 
Em muitas empresas é comum se trabalhar 
constantemente o clima organizacional para atin-
gir resultados; e, ainda, trabalhar com programas 
de socialização, como: assuntos organizacionais, 
benefícios oferecidos, relacionamento e deveres 
do novo participante e programas de integração.
Os processos de aplicar pessoas envolvem 
a integração e orientação das pessoas, 
modelagem de cargos e avaliação de de-
sempenho. A orientação das pessoas é o 
primeiro passo para sua adequada apli-
cação dentro dos cargos da organização 
e envolve o entendimento e ajustamento 
da cultura organizacional. Onde cada em-
presa tem sua própria cultura corporativa. 
Que se entende como um conjunto de 
hábitos, suas crenças, identidade estabe-
lecida pelas normas, valores, atitudes e 
expectativas compartilhadas por todos 
os membros da organização. No entanto, 
alguns aspectos da cultura são formais e 
abertos, enquanto outros são informais e 
ocultos. (CHIAVENATO, 2008, p. 193).
Principais itens de um programa de socialização e integração para aplicar pessoas:
Assuntos organizacionais
1. A missão e os objetivos globais da organização
2. As políticas e diretrizes da organização
3. A estrutura da organização e as suas unidades organizacionais
4. Produtos e serviços oferecidos pela organização
5. Regras e procedimentos internos
6. Procedimentos de segurança no trabalho
7. Arranjo físico e instalações que o novo membro irá utilizar
Benefícios oferecidos
1. Horário de trabalho, de descanso e de refeições
2. Dias de pagamento e de adiantamentos salariais
3. Programa de benefícios sociais oferecidos pela organização
Relacionamento 1. Apresentação aos superiores e aos colegas de trabalho
Deveres do novo participante
1. Responsabilidades básicas confiadas ao novo funcionário
2. Visão geral do cargo
3. Tarefas
4. Objetivos do cargo
5. Metas e resultados a alcançar
APLICAR PESSOAS - 2º PROCESSO DE 
GESTÃO DE PESSOAS5
Ana Lúcia da Rocha Silva
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54
A estrutura de cargos é condicionada pelo 
desenho organizacional no qual está contida. Os 
cargos fazem parte integrante do formato estrutu-
ral da organização. Cargo é a composição de todas 
as atividades desempenhadas por uma pessoa, 
que são englobadas em um todo unificado e que 
figura em uma posição formal do organograma. 
O desenho do cargo envolve a especificação 
do conteúdo dos métodos de trabalho e das rela-
ções com os demais cargos.
5.1 Modelagem de Cargos
Abordagens no desenho de cargos:
O mais antigo modelo de desenho de cargos 
é o clássico ou tradicional, apregoado pela admi-
nistração científica e pelos defensores da burocra-
cia. Segue o modelo do sistema fechado e atende 
à teoria da máquina, pois dá às pessoas o mesmo 
tratamento concedido às máquinas e recursos fí-
sicos. O desenho clássico trouxe vantagens e des-
vantagens.
Filosofia/
Abordagem Técnicas Vantagens Desvantagens Objetivo
Administração 
Científica
Simplificação do 
trabalho
Cria cargos simples, segu-
ros e confiáveis. Minimiza 
as demandas mentais do 
trabalho.
Monotonia, chateza e 
alienação. Eficiência
Relações 
Humanas
Trabalho em 
grupos
Reconhece a importância 
das necessidades sociais 
dos empregados.
Proporciona pouca orien-
tação técnica. Satisfação
Características do 
Trabalho
Ampliação do 
cargo
Reduz tempo de espera 
entre tarefas, melhora a 
flexibilidade da organiza-
ção, reduz necessidades 
de suporte de staff.
Sacrifica as vantagens da 
simplificaçãosem reduzir 
as desvantagens.
Eficiência
Enriquecimento 
do cargo
Cria cargos que envolvem 
o empregado, aumenta
a motivação, satisfação e 
produtividade.
Custo. Aumenta o poten-
cial de erros e de aciden-
tes. Requer empregados 
adicionais. O controle 
permanece com gerentes.
Satisfação
Alto Desempenho 
no Trabalho Equipes
Dá maior dose de auto-
controle sobre o trabalho. 
Ideal para novas fábricas, 
onde é compatível com a 
tecnologia adotada.
Requer desenho orga-
nizacional compatível e 
cuidadosa estruturação 
de equipes. Relações 
entre equipes devem ser 
administradas. 
Tempo devotado a assun-
tos não produtivos.
Eficiência
Gestão de Pessoas 
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55
O segundo modelo é o humanístico, de-
senvolvido a partir da experiência de Haw-
rthorne. Na verdade, cuidou apenas dos 
aspectos de contexto e não do conteúdo 
dos cargos. O terceiro modelo é o contin-
gencial, que representa a abordagem mais 
ampla e atual. Baseia-se nas cinco dimen-
sões essenciais do cargo: variedade, auto-
nomia, significado, identidade e retroação. 
Essas cinco dimensões provocam três es-
tados psicológicos críticos nas pessoas: 
percepção do significado, percepção das 
responsabilidades pelos resultados e co-
nhecimento dos resultados do trabalho. O 
modelo contingencial permite o enrique-
cimento de cargos, seja lateral ou horizon-
tal, para manter o ajustamento do cargo 
às demandas do crescimento pessoal do 
ocupante e torná-lo um fator motivacio-
nal intrínseco. Os métodos de análise de 
cargos são: entrevista, questionário e ob-
servação. A descrição e análise de cargo 
servem de base para todas as atividades 
de RH. (CHIAVENATO, 2008, p. 235).
DicionárioDicionário
O Vocabulário da Análise de Cargos 
- Análise de Cargos: é um processo sistemático 
e proposital para coletar informações sobre os 
aspectos mais importantes relacionados ao tra-
balho de um cargo.
- Descrição de Cargos: representa um sumário 
escrito do cargo como uma unidade organiza-
cional identificável.
- Especificações do Cargo: é uma explanação 
escrita dos conhecimentos, habilidades, capa-
cidades, traços e outras características neces-
sárias para o desempenho adequado de um 
determinado cargo.
- Tarefas: são séries agregadas e coordenadas de 
elementos do trabalho, necessárias para produ-
zir um determinado resultado (como uma uni-
dade de produção ou serviço ao cliente).
- Posição: consiste nas responsabilidades e de-
veres desempenhados por uma pessoa.
- Cargo: é um agrupamento de posições que 
são similares em seus deveres, como um pro-
gramador ou vendedor.
- Família de Cargos: um grupo de dois ou mais 
cargos com deveres similares.
Uso das informações da análise de cargos:
Desempenho do 
cargo
A
ná
lis
e 
do
 c
ar
go
Recrutamento e 
seleção
Treinamento e 
desenvolvimento
Avaliação do 
desempenho
Remuneração
Tarefas, qualificações, 
resultados esperados, 
recompensas
Qualificação requerida
Tarefas, habilidades, 
comportamentos, atitudes
Padrões de comportamento 
ou resultados esperados
Tarefas, habilidades, 
comportamentos, prêmios e 
incentivos
Estrutura organizacional 
de cargos
Padrões de seleção e de 
promoção
Programas de T&D
Critérios de avaliação de 
desempenho
Descrição de cargos, 
avaliação e classificação 
de cargos e faixas salariais
Fonte: Chiavenato (2008, p. 226).
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56
Avaliação do desempenho é a identificação, 
mensuração e administração do desempenho hu-
mano nas organizações. A identificação se apoia 
na análise de cargos e procura determinar quais as 
áreas de trabalho que se devem examinar quando 
se mede o desempenho. A mensuração é o elemen-
to central do sistema de avaliação e procura deter-
minar como o desempenho pode ser comparado 
com certos padrões objetivos. A administração é o 
ponto chave de todo sistema de avaliação. A avalia-
ção deve ser mais do que uma atividade orientada 
para o passado, ou seja, deve estar orientada para 
o futuro, podendo alcançar todo o potencial huma-
no da organização.
A avaliação do desempenho é uma apre-
ciação sistemática do desempenho de 
cada pessoa, em função das tarefas que 
ela desempenha, das metas e resultados 
a serem alcançados e do seu potencial de 
desenvolvimento. Ela faz parte das práti-
cas que as organizações adotam para ad-
ministrar suas operações com excelência. 
A avaliação pode ser feita pela própria 
pessoa (auto-avaliação), pelo gerente, 
pela pessoa e o gerente, pela equipe de 
trabalho, pelos parceiros ao redor (360º), 
para cima, pelo órgão de RH ou pela co-
missão de avaliação. Os métodos tradicio-
nais de avaliação. Os métodos tradicionais 
de avaliação são as escalas gráficas, a es-
colha forçada, a pesquisa de campo, os 
incidentes críticos e as listagens de verifi-
cação. Todos esses métodos padecem de 
críticas severas. Os métodos modernos se 
situam ao redor da administração partici-
pativa por objetivos (APPO). A avaliação 
do desempenho tem várias aplicações em 
todos os processos de gestão de pessoas. 
(CHIAVENATO, 2008, p. 269). 
Modelo de critérios para avaliação do desempenho:
5.2 Avaliação do Desempenho Humano
Habilidades/Capacidades/
Necessidades/Traços Comportamentos Metas e Resultados
• Conhecimento do cargo
• Conhecimento do negócio
• Pontualidade
• Assiduidade
• Lealdade
• Honestidade
• Apresentação pessoal
• Bom senso
• Capacidade de realização
• Compreensão de situações
• Facilidade de aprender
• Desempenho da tarefa
• Espírito de equipe
• Relacionamento humano
• Cooperação
• Criatividade
• Liderança
• Hábitos de segurança
• Responsabilidade
• Atitude e iniciativa
• Personalidade
• Desembaraço
• Quantidade de trabalho
• Qualidade do trabalho
• Atendimento ao cliente
• Satisfação do cliente
• Redução de custos
• Rapidez nas soluções
• Redução de refugos
• Ausência de acidentes
• Manutenção do equipamento
• Atendimento a prazos
• Foco em resultados
Gestão de Pessoas 
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57
Avaliação do desempenho deve proporcio-
nar benefícios para a organização e para as pes-
soas. Para tanto, ela precisa atender às seguintes 
linhas básicas:
a) A avaliação deve cobrir não somente o
desempenho dentro do cargo ocupado,
mas também o alcance de metas e ob-
jetivos. Desempenho e objetivos devem
ser tópicos inseparáveis da avaliação do
desempenho.
b) A avaliação deve enfatizar o indivíduo no
cargo e não a impressão a respeito dos
hábitos pessoais observados no traba-
lho. A avaliação deve concentrar-se em
uma análise objetiva do desempenho e
não em uma avaliação subjetiva de há-
bitos pessoais. Empenho e desempenho
são coisas distintas.
c) A avaliação deve ser aceita por ambas as
partes: avaliador e avaliado. Ambos de-
vem estar de acordo de que a avaliação
deve trazer algum benefício para a orga-
nização e para o funcionário.
d) A avaliação do desempenho deve ser
utilizada para melhorar a produtividade
do indivíduo dentro da organização, tor-
nando-o melhor equipado para produzir
com eficácia e eficiência.
Nesse contexto, realmente cada empresa 
busca suas melhores práticas para atingir seus re-
sultados no desempenho dos colaboradores na 
organização. A revista Melhor Gestão de Pessoas, 
da Editora Segmento (edição de julho, 2008), re-
lata pontos importantes e que influenciam o de-
sempenho organizacional, com estratégias: como 
a confiança influencia o desempenho organizacio-
nal? A confiança pode ser compreendida melhor 
como elemento mediador do bom desempenho 
econômico. 
A Teoria Econômica dos Custos de Transação 
ajuda a entender isso: as transações que ocorrem 
deforma espontânea, baseadas em relações de 
confiança, dispensam terceiros para assegurar que 
as partes irão receber o que foi negociado. Sob con-
dições de alta confiança, os custos de identificação, 
monitoração e manutenção dos parceiros de tran-
sação diminuem, e isso vale para a sociedade de 
larga escala ou de menor escala, como as empre-
sas. O estudo das relações de confiança faz parte 
do entendimento da maior complexidade em que 
as relações humanas ocorrem e como elas podem 
contribuir para o melhor desempenho econômico. 
AtençãoAtenção
Empresas apontam que a confiança está 
positivamente relacionada com: maior 
satisfação e comprometimento dos co-
laboradores; melhoria de comunicação 
entre superior e subordinado; melhoria 
da qualidade da informação enviada aos 
superiores; aceitação e delegação de au-
toridade; exercício de liderança; percepção 
de justiça nos julgamentos; construção da 
cidadania corporativa; menor competição 
interna em negociações e menos conflitos; 
legitimidade das intenções de mudança 
organizacional; melhor desempenho indi-
vidual; e melhor desempenho em equipes 
de trabalho.
5.3 Benefícios da Avaliação do Desempenho
Ana Lúcia da Rocha Silva
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58
Caro(a) aluno(a) neste capítulo você estudou a integração da cultura organizacional, a modelagem 
e especificações de cargos. A importância das empresas trabalharem o clima organizacional para atingir 
resultados; e, ainda, trabalhar com programas de socialização, os critérios para desempenho dos colabo-
radores na organização.
5.4 Resumo do Capítulo
5.5 Atividades Propostas
1. Com base no conceito do processo de aplicar pessoas, apresente uma definição de modela-
gem de cargos.
2. Conforme o modelo de critérios de avaliação de desempenho, cite três exemplos de: habilida-
des, capacidades, necessidades e traços.
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59
As organizações com base na sua cultura or-
ganizacional desenvolvem sistemas de recompen-
sas que visam a atender com qualidade de vida o 
planejamento estratégico empresarial, de forma 
que venha trabalhar e provocar impacto direto na 
sua capacidade de atrair, reter e motivar os colabo-
radores. As recompensas contribuem com a satis-
fação e são um incentivo para as pessoas atingirem 
os objetivos e a lucratividade da organização.
As organizações têm sistemas de recom-
pensas para seus membros, recompensa 
é uma retribuição, prêmio ou reconheci-
mento pelos serviços de alguém. A recom-
pensa mais comum é a remuneração. A 
remuneração total é o pacote de recom-
pensas quantificáveis que uma pessoa re-
cebe pelo seu trabalho e é constituída de 
remuneração básica, incentivos salariais e 
benefícios. Existem recompensas financei-
ras e não financeiras. As recompensas fi-
nanceiras podem ser diretas (como salário 
direto, prêmios e comissões) ou indiretas 
(férias, DSR, gratificações etc.). (CHIAVENA-
TO, 2008, p. 307). 
Dessa forma, trazemos a seguir uma representação do conceito de remuneração total:
O salário pode ser nominal ou real. Remune-
ração é o processo que envolve todas as formas de 
pagamento ou recompensas dadas aos colabora-
dores e que são decorrentes do emprego.
O salário pode ser por unidade de tempo 
(mês ou hora de trabalho), por resultado 
ou por tarefa. O salário é importante para 
pessoa (define seu padrão de vida) e para 
a organização (impacta seus custos) e de-
pende de fatores internos (organizacio-
nais) e externos (ambientais). O desenho 
do sistema de remuneração deve levar em 
conta certos critérios para sua construção. 
A administração de salários é o conjunto 
Remuneração Total
Remuneração Básica
Salário mensal
ou
Salário por hora
Bônus
Participação nos 
resultados etc.
Seguro de Vida
Seguro Saúde
Refeições etc.
Incentivos Salariais Benefícios
RECOMPENSANDO PESSOAS - 3º 
PROCESSO DA GESTÃO DE PESSOAS6
Ana Lúcia da Rocha Silva
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60
de normas e procedimentos para estabe-
lecer e/ou manter estruturas salariais eqüi-
tativas na organização que tenham equilí-
brio interno e externo. O equilíbrio interno 
é assegurado pela avaliação e classificação 
de cargos, enquanto o externo é assegu-
rado por pesquisas salariais. Os métodos 
tradicionais de avaliação de cargos são: 
escalonamento simples, categorias predo-
minadas, comparação por fatores e avalia-
ção por pontos. As decorrências dos salá-
rios são os encargos sociais que alavanca 
os custos do trabalho nas organizações. 
(CHIAVENATO, 2008, p. 307).
6.1 Remuneração e Competências
ƒƒ Discussão entre gerente e funcionário a 
respeito das competências necessárias 
para o trabalho. O objetivo é localizar e 
sanar os pontos fracos;
ƒƒ Programação conjunta entre gerente e 
funcionário sobre o treinamento neces-
sário que deve integrar o processo. Cada 
funcionário torna-se responsável pelo 
seu autodesenvolvimento e sua qualifi-
cação profissional;
ƒƒ Remuneração personalizada. A remune-
ração por competência focaliza a pessoa 
e não o cargo. É um pagamento mais 
coerente com a contribuição de cada in-
divíduo.
As empresas sempre atuam no sentido do 
“ganha x ganha”, onde o interesse é em investir nas 
recompensas para os colaboradores de forma que 
recebam em troca contribuições/produtividade ao 
alcance dos seus objetivos. 
Uma das questões mais polêmicas referentes 
ao salário é quando o funcionário o entende como 
um fator de motivação.
AtençãoAtenção
Remuneração e Motivação
Todo colaborador trabalha esperando ser 
remunerado. Como parceiro da organiza-
ção, cada funcionário está interessado em 
investir com trabalho, dedicação, esforço 
pessoal, conhecimentos e habilidades, des-
de que receba uma retribuição adequada.
Gestão de Pessoas 
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61
A soma das recompensas diretas e indiretas 
constitui a remuneração.
Dessa forma, a remuneração abrange tudo 
quanto o colaborador alcança em consequência 
do trabalho que realiza em uma organização. Já as 
recompensas não financeiras, oferecidas pelas or-
ganizações, afetam a satisfação das pessoas com o 
sistema de remuneração. Assim, podemos afirmar 
que não é somente a remuneração que motiva os 
colaboradores na empresa.
No caso das organizações, nada melhor 
como exemplo do que observarmos como fica 
claro comprovar esse tipo de motivação, quando 
o funcionário atua em uma função que lhe permi-
te autorrealização, proporcionando dessa forma a 
elevação de sua autoestima. Quando isso aconte-
ce, a sua eficiência é comprovada e produz resul-
tados, os quais superam a expectativa da empresa.
Ninguém motiva ninguém. A competência 
gerencial está em criar condições e influenciá-las 
para os colaboradores estarem motivados.
Para que seja possível um ambiente motiva-
dor, pessoas integradas e produtivas nas organiza-
ções, é imprescindível um plano com critérios ade-
quados de Gestão de Pessoas.
Com base nesse contexto, na revista Melhor 
Gestão de Pessoas (edição de março, 2008) foi rea-
lizada uma pesquisa que auxilia no fornecimento 
de dados relevantes sobre remuneração. Alinhar a 
estratégia de remuneração total com a estratégia 
do negócio foi um dos desafios críticos citados por 
70% das 98 empresas da América Latina ouvidas 
na pesquisa instantânea de remuneração total, 
divulgada recentemente pela Mercer. Outros desa-
fios foram: atrair e reter o talento certo (85%), en-
gajar empregados (70%) e manter os custos dispo-
níveis e sustentáveis de remuneração total (67%).
Os tipos de recompensas:
Recompensas 
Financeiras
Recompensas 
Diretas
Recompensas 
Indiretas
Férias
Gratificações
Gorjetas
Horas Extras
13º Salário
Adicionais
Decorrências 
financeiras 
dos benefícios 
concedidos
Oportunidadesde 
desenvolvimento
Reconhecimento e autoestima
Segurança no emprego
Qualidade de vida no trabalho
Orgulho da empresa e do 
trabalho
Promoções
Liberdade e autonomia no 
trabalho
Não Financeiras
Salário Direto
Prêmios
Comissões
Recompensas Não 
Financeiras
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62
Além da remuneração, é necessário incenti-
var continuamente as pessoas para que alcancem 
metas e resultados desafiadores.
A remuneração fixa funciona apenas como 
um fator higiênico. O sistema de recompensas 
deve possuir um programa de incentivos capaz 
de incrementar as relações de intercâmbio entre 
as pessoas e a organização. Os novos métodos de 
remuneração incluem necessariamente a remune-
ração variável para incrementar resultados, criativi-
dade, inovação, espírito empreendedor e iniciativa.
Dentre os métodos de remuneração va-
riável estão: planos de bonificação anual, 
distribuição de ações da empresa aos fun-
cionários, opção de compra de ações da 
empresa, participação nos resultados al-
cançados, remuneração por competências 
e distribuição do lucro aos funcionários. 
A escolha do método mais adequado de-
pende diretamente das necessidades da 
organização e das pessoas. (CHIAVENATO, 
2008, p. 336).
A remuneração não visa apenas recompen-
sar pessoas, mas tornar a vida mais fácil. A oferta de 
benefícios e serviços aos funcionários é uma forma 
indireta de remuneração. Benefícios são regalias e 
vantagens concedidas pelas organizações a título 
de pagamento adicional dos salários aos seus co-
laboradores. São facilidades que poupam tempo, 
dinheiro e esforço das pessoas. 
Os benefícios podem ser classificados sob 
diversas maneiras: quanto à sua exibilidade legal 
podem ser legais ou espontâneos; quanto à sua 
natureza podem ser monetários; quanto aos seus 
objetivos podem ser assistenciais, recreativos e su-
pletivos. 
Os planos de benefícios e serviços sociais vi-
sam a satisfazer vários objetivos individuais, econô-
micos e sociais. 
Quanto aos objetivos:
a) Objetivos individuais: os benefícios
procuram atender às necessidades in-
dividuais das pessoas, proporcionando
uma vida pessoal, familiar e de trabalho
mais tranquila e produtiva. Visam a pro-
porcionar condições para que cada pes-
soa possa desligar-se das preocupações
cotidianas e concentrar-se nas atividades
do trabalho para satisfazer necessidades
mais elevadas. Nesse sentido, o plano de
benefícios é oferecido para atender a um
leque diferenciado de necessidades dos
funcionários. Dentro dessa concepção de
atendimento das necessidades humanas, 
os serviços e benefícios sociais deveriam
constituir um esquema integrado capaz
de satisfazer os fatores higiênicos (insa-
tisfacientes) e alguns dos fatores motiva-
cionais (satisfacientes).
b) Objetivos econômicos: os benefícios
devem funcionar como um elemento de
atração e de retenção de pessoal. Nesse
sentido, os benefícios visam a:
ƒƒ Reduzir a fadiga física e psicológica
das pessoas;
ƒƒ Apoiar o recrutamento de pessoal e 
atrair candidatos;
ƒƒ Reduzir a rotatividade do pessoal e 
fixar as pessoas na empresa;
6.2 Programas de Incentivos e Benefícios
AtençãoAtenção
Os planos de benefícios surgiram como 
uma perspectiva paternalista e unilateral 
para reter pessoas e reduzir a rotatividade 
e o absenteísmo, e, hoje, fazem parte da 
competitividade organizacional para obter 
e manter talentos. 
Gestão de Pessoas 
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63
ƒƒ Reduzir o absenteísmo;
ƒƒ Melhorar a qualidade de vida das 
pessoas;
ƒƒ Minimizar o custo das horas traba-
lhadas.
c) Objetivos sociais: os benefícios procu-
ram preencher deficiências, lacunas ou
carências da previdência social, do sis-
tema educacional e dos demais serviços
prestados pelo governo ou pela comuni-
dade, como transporte, segurança etc.
O desenho do pacote de benefícios segue 
várias etapas e procura manter uma rela-
ção entre custo/benefício do retorno do 
investimento e da mútua responsabilida-
de. Para compensar as falhas da previdên-
cia social existem planos de previdência 
privada, como os planos tradicionais (pla-
nos fechados e abertos). (CHIAVENATO, 
2008, p. 357).
Saiba maisSaiba mais
Princípios de Desenho de um Plano de Benefícios Sociais
O princípio do retorno do investimento salienta que todo benefício deve ser concedido 
aos funcionários desde que traga algum retorno à organização. Esse retorno pode ser ava-
liado em termos de aumento da produtividade, elevação do moral, melhoria da qualidade, 
retenção de talentos ou qualquer outro indicador. Em uma economia de livre iniciativa, a 
organização também deve se beneficiar de todo benefício oferecido ao pessoal. Isso significa 
que todo benefício deve trazer alguma contribuição à organização, no sentido de compensá-
-lo ou reduzi-lo, trazendo algum retorno. 
 O princípio da mútua responsabilidade salienta que o custeio dos benefícios sociais deve 
ser compartilhado entre a organização e os funcionários beneficiados. Ou, pelo menos, a 
concessão de um benefício deve repousar na solidariedade das partes envolvidas. A mú-
tua responsabilidade é característica das pessoas que cooperam entre si para promover um 
propósito de interesse comum. Alguns pacotes de benefícios são totalmente pagos pela or-
ganização, como o serviço social, o pagamento de horas não trabalhadas etc. Outros são 
rateados, isto é, são pagos em proporções, que variam, entre a organização e o funcionário, 
como refeições, transporte, assistência educacional etc. Outros, ainda, são pagos totalmente 
pelos funcionários, como seguro de vida em grupo, cooperativa de consumo ou convênio 
com supermercados etc.
6.3 Resumo do Capítulo
Caro(a) aluno(a), neste capítulo foi possível entender que as recompensas visam a atender com 
qualidade de vida o planejamento estratégico empresarial e que ninguém motiva ninguém. A compe-
tência está em criar condições e influenciá-las para os colaboradores estarem motivados. A remuneração 
não visa apenas recompensar pessoas, mas tornar a vida mais fácil. Os benefícios podem ser classificados 
sob diversas maneiras, o importante é atender os obrigatórios e buscar outros benefícios que contri-
buem para a produtividade e lucratividade organizacional.
Ana Lúcia da Rocha Silva
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64
1. Com base no conceito de remuneração, uma das questões mais polêmicas referentes a salário
é quando o funcionário o entende como um fator de motivação. Nesse contexto, apresente os
tipos de recompensas.
2. Conforme os conceitos de benefícios sociais, os planos de benefícios e serviços sociais visam
a satisfazer vários objetivos individuais, econômicos e sociais. Nesse contexto, como os bene-
fícios podem ser classificados?
6.4 Atividades Propostas
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65
É considerado um meio de desenvolver com-
petências nas pessoas para que elas se tornem mais 
produtivas, criativas e inovadoras, a fim de contri-
buir melhor para os objetivos organizacionais. 
Na era da informação que estamos atra-
vessando, o conhecimento passa a ser o 
recurso mais importante. E se o conheci-
mento é fundamental, a produtividade 
do conhecimento é que constitui a chave 
do desenvolvimento. Peter Drucker apre-
goa que tornar o conhecimento produtivo 
constitui hoje uma responsabilidade ge-
rencial. (CHIAVENATO, 2008, p. 364).
O treinamento e desenvolvimento são orien-
tados para o presente, focalizando o cargo atual e 
buscando melhorar aquelas habilidades e capaci-
dades relacionadas com o desempenho imediato 
do cargo (curto prazo).
O desenvolvimento de pessoas focaliza ge-
ralmente os cargos a serem ocupados futuramente 
na organização e as novas habilidades e capacida-
des que serão requeridas. Ambos, treinamento e 
desenvolvimento(T&D), constituem processos de 
aprendizagem.
Logo, o ideal é a integração dos dois proces-
sos: treinamento e desenvolvimento. No treina-
mento, podem ser apresentados programas que 
não estão necessariamente voltados para as tare-
fas desempenhadas pelo funcionário ou pela orga-
nização. Desenvolvimento pressupõe o crescimen-
to total das pessoas.
T&D é o ato intencional de fornecer os meios 
para possibilitar a aprendizagem. A aprendizagem 
é uma mudança no comportamento e ocorre no 
dia a dia e com todos os indivíduos.
Assim sendo, o treinamento deve simples-
mente tentar orientar essas experiências de apren-
dizagem num sentido positivo e benéfico e suple-
mentá-las com atividade planejada, a fim de que os 
indivíduos, em todos os níveis da empresa, possam 
desenvolver mais rapidamente seus conhecimen-
tos e aquelas atitudes e habilidades que beneficia-
rão a eles mesmos e à sua empresa.
O treinamento cobre uma sequência progra-
mada de eventos, que pode ser visualizado como 
um processo contínuo cujo ciclo se renova a cada 
vez que se repete. O processo de treinamento as-
semelha-se a um modelo de sistema aberto, cujos 
componentes são: entrada, processamento, saída e 
retroação.
7.1 Processo de Treinamento e Desenvolvimento
DESENVOLVENDO PESSOAS - 4º 
PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS7
Ana Lúcia da Rocha Silva
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66
Processo de T&D:
Em nível mais específico, a organização como 
um sistema aberto recebe determinados recursos 
humanos, processa-os através de meios de influên-
cia e procura torná-los mais adequado aos seus ob-
jetivos.
Em termos amplos, o treinamento envolve 
necessariamente um processo composto de qua-
tro etapas:
1. Levantamento de necessidades de trei-
namento (diagnóstico);
2. Programação de treinamento para aten-
der às necessidades;
3. Implementação e execução do treina-
mento;
4. Avaliação dos resultados.
Treinando recursos 
organizacionais
Entrada Processo Saída
Retroação
Programas de 
treinamento
Processos de 
aprendizagem 
individual
Conhecimento
Atitudes
Habilidades
Eficácia 
organizacional
Avaliação dos 
resultados
 Fonte: Chiavenato (2004).
Gestão de Pessoas 
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67
Necessidades a 
Satisfazer
Desenho do 
Treinamento
Condução do Treinamento
Avaliação dos 
Resultados
Diagnóstico da 
Situação
Decisão Quanto à 
Estratégia Implementação ou Ação Avaliação e Controle
ƒƒObjetivos da 
Organização;
ƒƒCompetências 
necessárias;
ƒƒ Problemas de 
Produção;
ƒƒ Problemas de 
pessoal;
ƒƒ Resultados da 
Avaliação do 
Desempenho.
Programação do 
treinamento:
ƒƒ Quem treinar;
ƒƒ Como treinar;
ƒƒ Em que treinar;
ƒƒ Onde treinar;
ƒƒ Quando treinar.
Condução e aplicação do 
Programa de Treinamen-
to através de:
ƒƒ Gerente de linha;
ƒƒ Assessoria de RH;
ƒƒ Por ambos;
ƒƒ Por terceiros.
ƒƒMonitoração do 
Processo;
ƒƒAvaliação e Me-
dição de Resulta-
dos;
ƒƒComparação da 
Situação atual 
com a Situação 
anterior;
ƒƒAnálise do custo/
benefício
Dentro do conceito das etapas do processo 
de T&D é importante observar:
ƒƒ Diagnóstico: é o levantamento das ne-
cessidades de treinamento a serem satis-
feitas. Além dos métodos de levantamen-
to de necessidades, existem indicadores 
que apontam necessidades futuras (a 
priori) e passadas (a posteriori), a saber:
ƒƒ Indicadores a priori: são eventos que, 
se acontecerem, provocarão futuras 
necessidades de treinamento, como 
expansão da empresa/novos empre-
gados, redução do número de em-
pregados, mudanças de métodos e 
processos de trabalho, aquisição de 
novos equipamentos/sistemas ope-
racionais etc.;
ƒƒ Indicadores a posteriori: são os pro-
blemas provocados por necessida-
des de treinamento ainda não aten-
didas, como problemas de produção 
(baixa qualidade dos produtos, bai-
xa produtividade etc.) e problemas 
de pessoal, como relações deficien-
tes entre o pessoal, número excessi-
vo de queixas, mau atendimento ao 
cliente etc.
Entre os passos a serem seguidos no levanta-
mento de necessidades, temos:
1. Análise organizacional: diagnóstico or-
ganizacional verificando os aspectos da
missão e visão e dos objetivos estratégi-
cos da organização;
2. Análise dos recursos humanos: determi-
nando quais os comportamentos, atitu-
des e competências necessárias ao al-
cance dos objetivos organizacionais;
3. Análise dos cargos: examinando os requi-
sitos exigidos pelos cargos, especifica-
ções e mudanças nos cargos;
4. Análise do treinamento: objetivos a se-
rem utilizados na avaliação do programa
de treinamento.
Quem faz o levantamento é o gestor da área 
de RH ou o profissional (consultor ou analista) res-
ponsável pelo T&D.
O T&D é um processo cíclico e contínuo composto de quatro etapas:
Ana Lúcia da Rocha Silva
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68
Pontos de desafios no T&D importantes a se-
rem observados quanto às dificuldades que pode-
rão ocorrer:
ƒƒ Diagnóstico: informação distorcida ou 
falta de informação, hierarquização ex-
cessiva e afastamento;
ƒƒ Desenho: resistência, verba e falta de 
tempo;
ƒƒ Implementação: imprevistos;
ƒƒ Avaliação: saber se os resultados são pro-
venientes do treinamento, indicadores 
operacionais que permitam a correlação 
com os resultados, sem a interferência de 
outras variáveis.
Saiba maisSaiba mais
a) Desenho: é a elaboração do programa de treinamento para atender às necessidades
diagnosticadas;
b) Implementação: é a aplicação e condução do programa de treinamento;
c) Avaliação: é a verificação dos resultados do treinamento. Validação do processo. Pode ser 
em três momentos distintos:
• Pós-treinamento – curto prazo, reação, imediatamente ao fim do treinamento, do
treinamento em relação ao curso;
• Médio prazo – feita um período após, através de uma avaliação de desempenho,
por exemplo. Avaliação do resultado do treinamento;
• Longo prazo – em cima dos resultados da própria empresa; resultados operacionais.
7.2 Resumo do Capítulo
Em resumo, o treinamento e desenvolvimento deve simplesmente orientar essas experiências de 
aprendizagem num sentido positivo e benéfico e suplementá-las com atividade planejada, de forma que 
atenda às competências e resultados empresariais. 
7.3 Atividades Propostas
1. De acordo com o conceito de treinamento e desenvolvimento, apresente uma definição que
se aplica na realidade empresarial.
2. Conforme os conceitos de diagnósticos para o treinamento e desenvolvimento de pessoas,
apresente uma definição de diagnóstico nas empresas.
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69
Do ponto de vista de Gestão de Pessoas, a organização viável é aquela que não 
somente consegue captar e aplicar adequadamente seus recursos humanos, como 
também os mantém satisfeitos a longo prazo na organização. A manutenção de 
pessoas exige um conjunto de cuidados especiais, entre os quais sobressaem os 
estilos de Gerência, as relações com os empregados e os programas de higiene e 
segurança do trabalho que assegure qualidade de vida na organização. 
(CHIAVENATO, 2008, p. 436).
As relações com os colaboradores dependem 
do estilo de administração que predomina na or-
ganização. O desenho de um programa de relações 
com empregados deve atender aos objetivos da 
ARH, dos gerentes de linha e dos funcionários. Pro-
gramas de sugestões e de reconhecimento sempre 
são bem-vindos.
Programa de assistência ao empregado 
(PAE) requer uma política escrita e um 
coordenador atuante. A disciplina envol-
ve vários fatores e exige procedimentos 
e critérios claros. A política disciplinas ge-
ralmente envolve disciplina progressiva, 
disciplina positiva e direito de apelo. A 
administração de conflitos faz parte inte-grante da atividade de RH e dos Gerentes 
de linha. Torna-se importante conhecer 
as condições antecedentes dos conflitos, 
o processo de conflito para administrá-
-lo adequadamente através de estilos. Os 
efeitos do conflito podem ser construtivos 
ou destrutivos, dependendo como são ad-
ministrados. (CHIAVENATO, 2008, p. 467).
A higiene e a segurança do trabalho (HST) 
cuidam da prevenção de doenças e acidentes re-
lacionados com o trabalho. A higiene do trabalho 
está relacionada com as condições ambientais de 
trabalho que assegurem saúde física e mental às 
pessoas. Os seus principais itens são: ambiente 
físico de trabalho (iluminação, ventilação, tempe-
ratura, ruídos) ambiente psicológico (redução do 
estresse), aplicação de princípios de ergonomia e 
saúde ocupacional. 
O estresse no trabalho pode ser provocado 
por fatores ambientais ou pessoais e pode ser re-
duzido através de medidas relativamente simples. 
AtençãoAtenção
A segurança no trabalho envolve preven-
ção de acidentes, de incêndios e de rou-
bos. Os acidentes são classificados em: 
• Sem afastamento;
• Com afastamento (que inclui incapaci-
dade temporária, parcial permanente
ou permanente total);
• Morte.
8.1 Higiene, Seguridade e Qualidade de Vida
MANTENDO PESSOAS - 5º PROCESSO 
DE GESTÃO DE PESSOAS8
Ana Lúcia da Rocha Silva
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70
As estatísticas de acidentes adotam o coefi-
ciente de frequência e o de gravidade. As causas 
dos acidentes de trabalho são duas: condições in-
seguras e atos inseguros. Existem traços de perso-
nalidade que predispõem a acidentes.
A prevenção de acidentes é feita através da 
eliminação das condições inseguras e atos insegu-
ros. Os custos de acidentes são elevados e por essa 
razão deve-se avaliar o custo/benefício dos progra-
mas de Higiene e Segurança do Trabalho. 
“A qualidade de vida no trabalho (QVT) é um 
assunto atual e merece todos os cuidados, há vá-
rios modelos de QVT, mas ela depende de vários 
aspectos, como satisfação no trabalho.” (CHIAVE-
NATO, 2008, p. 494).
8.2 Resumo do Capítulo
Caro(a) aluno(a), este capítulo mostrou as relações com os colaboradores e programas de qualida-
de de vida no trabalho para atender aos objetivos da administração de recursos humanos.
8.3 Atividades Propostas
1. Com base no conceito do 5º processo de GP mantendo pessoas, apresente sua definição.
2. Conforme os conceitos de higiene e segurança do trabalho (HST), apresente sua definição.
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71
A palavra monitoração tem um significado 
especial nesta parte. Monitorar significa seguir, 
acompanhar, orientar e manter o comportamento 
das pessoas dentro de determinados limites de va-
riação. 
“Em uma cultura democrática e participa-
tiva, o controle externo deve ser substituído pelo 
autocontrole e autonomia das pessoas em direção 
a metas e resultados a serem alcançados.” (CHIAVE-
NATO, 2008, p. 494).
AtençãoAtenção
É recomendável a palavra monitorar ao in-
vés de controlar, a fim de evitar o significa-
do de fiscalização externa e de submissão 
estreita a regras e regulamentos impostos.
Com base nos conceitos de banco de dados 
e sistemas de informações, para que os especialis-
tas de Gestão de Pessoas, gerentes de linha e co-
laboradores possam obter informação e tomar de-
cisões adequadas, torna-se necessário um sistema 
de gestão integrada de GP. 
O primeiro passo é conhecer quais são as 
necessidades de informações e como mon-
tar o banco de dados de GP para supri-las. 
O banco de dados é um sistema de arma-
zenamento e acumulação de dados codifi-
cados e disponíveis para o processamento 
e obtenção de informações. Na verdade, 
a GP requer vários bancos de dados com 
diversos cadastros sobre o pessoal, cargos, 
seções etc. O sistema de informação de 
GP pode ser destinado aos especialistas 
de GP, aos gerentes de linha e a todos os 
funcionários. Como requer investimentos, 
o sistema precisa ser avaliado quanto aos
seus custos e benefícios. Por outro lado, os 
sistemas de monitoração de GP deixaram 
seu aspecto autoritário-coercitivo e migra-
ram para o empowerment das pessoas. As-
sim, a tradicional jornada fixa de trabalho 
tornou-se flexível e alternativa, envolven-
do a semana de trabalho reduzida, o horá-
rio flexível de trabalho, o trabalho compar-
tilhado, o remoto e o parcial, para atender 
às necessidades das pessoas. Finalmente o 
balanço social é o documento que recapi-
tula dados que permitam a apreciação das 
ações da organização no domínio social e 
significa um passo em direção à contabi-
lidade de Gestão de Pessoas e ao capital 
intelectual. (CHIAVENATO, 2008, p. 524).
9.1 Banco de Dados e Sistemas de Informação de Gestão Pessoas 
MONITORANDO PESSOAS - 6º 
PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS9
Ana Lúcia da Rocha Silva
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72
Aqui, se entendeu que o monitoramento contribui para acompanhar e administrar os procedimen-
tos e políticas de Gestão de Pessoas, com um sistema de gestão integrada para a organização das infor-
mações e dados de GP.
9.2 Resumo do Capítulo
9.3 Atividades Propostas
1. Com base no conceito do 6º processo de GP, monitorando pessoas, qual é o modelo de cultura
organizacional propício para melhor aplicar o 6º processo nas empresas?
2. Conforme os conceitos de banco de dados e sistema de informação de Gestão de Pessoas,
apresente sua definição.
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73
Caro(a) aluno(a),
Para implementar mudanças empresariais é 
fundamental elaborar um projeto de intervenção 
visando ao melhor entendimento de fatos impor-
tantes para mudanças na empresa, o que deverá 
obter todas as informações pertinentes de identi-
ficação da situação atual para o cenário desejado 
pela empresa.
A comunicação da Gerência, quando é orga-
nizada num processo bem estruturado, promove 
a integração vertical e horizontal, entre gestores e 
colaboradores, entre os pares, e proporciona maior 
agilidade e produtividade com qualidade nos re-
sultados desejados.
Na prática, cada profissional tem o seu estilo 
próprio de elaborar um projeto, que lhe seja o mais 
adequado ou confortável. Isto é, cada pessoa nor-
malmente tem desenvolvido o seu estilo e sem se 
prender a um modelo. 
No entanto, se esse formato estivesse con-
figurado num mesmo padrão, atendendo a certo 
parâmetro de linguagem comum e homogênea, 
sem agredir ou cercear a capacidade criativa de 
cada um, com certeza facilitaria a confecção, bem 
como a compreensão e a comunicação do assunto 
com mais facilidade.
Conhecemos inúmeras formas de se elaborar 
um projeto, bem como existem vários modos de 
apresentá-lo.
Sabidamente, uma sociedade ou uma nação 
tem o seu código próprio e comum de comunica-
ção que permite ao seu povo entendimento através 
do seu idioma pátrio. Da mesma forma, aspiramos 
que um grupo de pessoas tenha uma estrutura de 
comunicação que facilite o diálogo interno por 
meio de um processo estruturado e homogêneo.
E, o que iremos ver a seguir, nesta metodolo-
gia, é um processo lógico e racional: como elabo-
rar e apresentar um projeto de forma eficaz. 
1. INTRODUÇÃO:
Qual é a Realidade? Diariamente identificamos 
profissionais com propostas de projetos, com ideias 
brilhantes, com conteúdo técnico maravilhoso. Po-
rém, como não conseguem sensibilizar o seu público, 
usuários potenciais que seriam beneficiados, acabam 
desprezando esses projetos ou “engavetando-os”.
Por que isso ocorre? As possíveis causas são:
ƒƒ Não preparar adequadamente, estrategi-
camente a sua exposição;
ƒƒ Não saber organizar uma ordem lógica 
de desenvolvimento das ideias;
ƒƒ Ignorar os anseios do seu público;
ƒƒ Não ter o cuidado de identificar todas as 
possíveis causas dos problemas que os 
incomodam;ƒƒ Pouco cuidado na avaliação do nível de 
conhecimento do público em relação ao 
problema;
ƒƒ Falta de cuidado e preocupação quanto 
à sensibilização do público interlocutor;
ƒƒ Ter bloqueios naturais causados pela 
provável reação imprevisível da plateia;
ƒƒ Métodos inadequados utilizados duran-
te a apresentação (monótona ou sono-
lenta);
ƒƒ Provavelmente, por não ter respostas sa-
tisfatórias às principais questões do pro-
blema;
ƒƒ Falta de “lobby”, isto é, formação prévia 
de “formadores de opiniões” sensibiliza-
dos estrategicamente a favor da ideia, 
suscetível à aprovação da proposta no 
momento da decisão.
PROJETO DE INTERVENÇÃO NA GESTÃO 
DE PESSOAS10
Ana Lúcia da Rocha Silva
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74
Não basta dar um simples nome (qualquer), é 
preciso ter critério na escolha do nome. A denomi-
nação do projeto deve identificar com maior pre-
cisão (possível) a proposta que se deseja sugerir, o 
conteúdo e o objetivo que se deseja atingir.
Sensibilização – Todo projeto deve iniciar 
por uma seção de abertura que sensibilize o públi-
co a se interessar pelo assunto que será apresenta-
do em seguida.
Para tanto, deve-se usar uma linguagem ade-
quada ao diálogo, respeitando-se o nível do pes-
soal e se possível empregar as mesmas palavras/
linguagem mais usuais desse público.
Evidentemente, devemos ter o cuidado em 
produzir um texto que cause impacto, boa impres-
são e, também, empregar uma narrativa que pren-
da a atenção das pessoas que queremos sensibili-
zar.
Através da sensibilização, pretendemos “abrir 
uma fresta de proposta” e dar condições de atrair o 
público-alvo, “acenando” a amplitude do conteúdo 
que doravante será desenvolvido.
2. OBJETIVO:
Objetivo é o alvo que se deseja atingir. No 
início de cada trabalho, sempre devemos conhecer 
qual o resultado que desejamos alcançar. Podemos 
chamar isso de “realidade virtual”, a qual, no final de 
qualquer processo, nos possibilite analisar e com-
parar o resultado real alcançado efetivamente com 
a expectativa desejada. Para descrever um objetivo 
devem-se tomar alguns cuidados, a saber:
ƒƒ Transparência: o conteúdo deve ser cla-
ro e cristalino, sem jogo de palavras, e 
voltado intrinsecamente ao núcleo cen-
tral da ideia ou programa inicial.
ƒƒ Compreensão: evitar retórica e textos 
rebuscados que dificultem sua interpre-
tação e entendimento, provocando de-
sinteresse ou falsas interpretações.
ƒƒ Mensuração: o enfoque central deve ser 
facilmente assimilado e enquadrado em 
critérios mensuráveis.
3. FINALIDADE:
Este item, normalmente, é desprezado pela 
maioria das pessoas que elabora um projeto, por 
desconhecer o seu importante papel no plano da 
sensibilização.
Consideremos que, na escala de hierarquia, o 
programa tem uma posição superior e os projetos 
sempre estão subordinados a algum programa. En-
tão, perceba que todo projeto geralmente faz par-
te de um programa maior, isto é, um programa é 
composto por vários outros projetos distintos.
Logo, deduz-se que os projetos podem ter 
objetivos diferentes, onde cada um tem a sua meta 
a alcançar, ou, como já falamos anteriormente, tem 
a “sua realidade virtual específica”, porém, estes 
mesmos projetos poderão estar atendendo a uma 
finalidade comum ou única, em um plano superior.
AtençãoAtenção
Tema – (Nome do Projeto). É fundamental 
a escolha perspicaz do nome para o Pro-
jeto. Isso faz parte da estratégia de mar-
keting para a venda de uma ideia ou um 
programa de mudança. Através dessa de-
nominação, o público será capaz de iden-
tificar o propósito do projeto, facilitando-o 
e estimulando-o a se interessar pelo con-
teúdo do Tema.
Gestão de Pessoas 
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75
4. PÚBLICO-ALVO:
Como todo e qualquer projeto, programa ou 
plano, envolvem setores, divisões, departamentos 
ou área e pessoas envolvidas. 
Dessa forma, um bom projeto deve identi-
ficar claramente onde será aplicado o projeto e 
quem serão as pessoas participantes ou beneficiá-
rias de nossos propósitos.
ƒƒ Devemos identificar as pessoas funda-
mentais que contribuirão na consecução 
do projeto;
ƒƒ Devemos identificar também os parcei-
ros que poderão ingressar no projeto, 
que poderão facilitar na hora da decisão 
ou aprovação do mesmo;
ƒƒ Devemos lembrar que a pessoa de nível 
operacional, executora de tarefas, tem 
muito a relatar sobre o que acontece na 
área de operação/execução, o que con-
tribui significativamente, evitando que 
o projeto ou a ideia não passe de teoria
e que na prática seja inviável, além de 
que no momento da implantação desse 
projeto, essa pessoa, certamente, estará 
contribuindo e se esforçando para que a 
ideia se torne viável.
Para descrever este item do Público-Alvo, ou 
Beneficiário, é preciso identificar com precisão não 
só as pessoas, como também as áreas.
Não há necessidade de mencionar neste item 
os parceiros contribuintes. Citaremos mais adiante, 
no final, nas seções de Elaboração ou Aprovação.
Nesta fase temos a definição: “Quem são as 
pessoas ou departamentos.”
5. SITUAÇÃO ATUAL:
Este item é de vital importância. Entende-
mos que, para se propor alguma mudança, antes 
de qualquer coisa, devemos conhecer e reconhe-
cer o que acontece de fato na atual realidade do 
setor identificado. Inicialmente, devemos reconhe-
cer “in loco” o que acontece e colher depoimentos 
das pessoas envolvidas, sem criar-lhes expectativa, 
como dissemos: é apenas reconhecimento para se 
inteirar da situação vigente.
Devemos exaurir todas as possíveis causas e 
efeitos, não devemos subestimar qualquer depoi-
mento ou anomalia identificada, pois, numa análi-
se primária, poderá parecer insignificante, porém, 
mais tarde, poderemos ter surpresa se constatar-
mos que a causa maior foi decorrente de um fato 
que, a princípio, nos pareceu desprezível. 
Saiba maisSaiba mais
Nesta seção utilizamos algumas ferra-
mentas tradicionais, como:
• Pesquisa através de questioná-
rios e diagnóstico;
• Brainstorming (Tempestade de
Ideias): Essa técnica consiste em
reunir as pessoas certas para
participarem de uma seção de
levantamento de possíveis cau-
sas da situação sugerida, onde a
regra do jogo é “proibido proibir”,
isto é, todos devem contribuir
externando seus sentimentos,
suas opiniões sobre o fato, ex-
por suas intuições, suas ideias e
os dados e fatos constatados. No
segundo momento, essas ideias,
dados e fatos serão trabalhados,
analisados e avaliados criteriosa-
mente.
Ana Lúcia da Rocha Silva
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6. PROPOSTA:
Uma boa Proposta deve ser extremamente 
objetiva, direta e consistente, que atenda plena-
mente o Objetivo Proposto do Projeto, satisfaça 
a Finalidade, garanta a correção dos desvios da 
situação ainda vigente, e promova o aperfeiçoa-
mento.
Não devemos ser prolixos, nem precisa ser 
muito detalhado (esta parte pertence à próxima 
fase: Programa/Plano), nem tampouco lacônico.
Para tanto, devemos utilizar uma linguagem 
de comunicação de impacto, exaltando os pontos 
vitais da questão e que sensibilize o seu interlocu-
tor (público ou indivíduo), com frases curtas, dire-
tas e objetivas.
Caso tenha que apresentar o mesmo projeto 
com o mesmo objetivo a várias pessoas, o ideal é 
apresentá-lo de forma personalizada, com algumas 
alterações na forma ou no estilo de linguagem, 
sem alterar a essência da proposta, identificando 
previamente o estilo comportamental e o item de 
sensibilização das pessoas, de forma dirigida. Ou 
seja, a empatia é um fator muito importante nessa 
comunicação com o público-alvo.
Uma ótima estratégia de apresentação do 
projeto é sugerir três propostas.
7. PLANO/PROGRAMA:
O desenvolvimento do Programa ou do Pla-
no é consequência do detalhamento de como seráexecutada a proposta sugerida.
Caso a estratégia escolhida seja apresentar 
várias opções de propostas, é necessário desenvol-
ver um plano para cada uma.
Uma vez exaurida a análise da situação vi-
gente, através do diagnóstico da situação atual, 
saberemos qual o objetivo desejado a ser alcan-
çado e, com a(s) proposta(s), agora fica mais fácil 
elaborarmos um Plano Tático ou um Plano Geren-
cial para se executar a solução e apresentarmos um 
resultado no final.
Os itens levantados na seção de Situação 
Atual servirão como um roteiro para elaboração 
das ações que devem conter no Plano Tático/Ge-
rencial.
É a síntese de como faremos para atender o 
que queremos da Proposta.
8. BENEFÍCIOS:
Também podemos chamar esta seção de 
Vantagens e Desvantagens.
Praticamente, estaremos reforçando e con-
vencendo o nosso protagonista ou cliente de nos-
sos propósitos com mais uma fase de sensibiliza-
ção. Pois, nesta fase, mencionaremos as garantias 
que o projeto estará apresentando.
Devemos citar quais os benefícios ou van-
tagens que a implantação do projeto em questão 
trará em relação à situação vigente, as melhorias de 
qualidade no sentido amplo, racionalidade, corre-
ção do curso atual etc.
Damos o título de Vantagens e Desvanta-
gens quando realmente identificamos esses dois 
fatores e acreditamos que devam ser mencionados 
com transparência, isto é, realmente existem as 
vantagens, como existem algumas desvantagens.
9. SUSTENTAÇÃO:
Outra forma de afiançar a garantia de não re-
trocesso à situação anterior, após a implantação da 
nova situação, com o novo projeto em pauta, é a 
transparência das ações previstas que o plano terá 
para assegurar, dar sustentação/perenidade. Essas 
ações poderão ser conseguidas através de:
ƒƒ Realização de Avaliações Periódicas com 
plano e ações do cronograma previa-
mente definido;
ƒƒ Nomeação de Coordenadores compe-
tentes para as fases ou etapas primor-
diais do projeto, com descrição de fun-
ções e atividades bem definidas;
ƒƒ Comprometimento dos responsáveis das 
diversas fases do projeto;
ƒƒ Identificar os Elementos Multiplicadores 
a serem trabalhados;
ƒƒ Planos para anular eventuais oposições, 
minimizar riscos de futuros embaraços;
ƒƒ Padronização de procedimentos e con-
Gestão de Pessoas 
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77
troles mínimos indispensáveis que sejam 
de conhecimento de todos os envolvi-
dos;
ƒƒ Principalmente, dar oportunidade de Co-
participação, Comprometimento e Cor-
responsabilidade.
Aqui exprimimos: “O que garante este pro-
jeto.”
10. RESPONSABILIDADES:
Devemos deixar claro quem são os Respon-
sáveis e Coordenadores nomeados para cada 
etapa ou atividades essenciais específicas ou crí-
ticas do projeto, essas nomeações não podem ser 
impostas. Este grupo deve ser (preferencialmente) 
constituído por pessoas comprometidas e motiva-
das para exercício de tais funções dentro do proje-
to em questão.
Além disso, essas pessoas devem ser capazes 
de exercer alguma liderança e influência incontes-
tável sobre outras pessoas e, também, serem acei-
tas por elas.
11. DATAS E PRAZOS:
 As datas mais relevantes do Projeto devem 
ser mencionadas. Se utilizarmos algum critério de 
Planejamento que possa determinar o caminho 
crítico das atividades de risco que comprometem 
os prazos, recomenda-se que sejam mencionados 
todos os prazos e datas dessas atividades.
Nesta seção: “Definimos em quanto tempo 
ou quando acontecerá o projeto e suas etapas.”
12. CRONOGRAMA:
Uma forma visual de se ter a ideia de amplitu-
de do projeto é confeccionando um Cronograma 
que mencione todas as etapas/fases, atividades, 
duração, responsabilidade, com divisões por dia, 
semana, mês ou ano (conforme a conveniência), e 
datas de início e término de cada atividade/tarefa.
Por meio do Cronograma teremos um qua-
dro visual de todas as etapas e atividades pertinen-
tes ao projeto. Permitirá identificação dos períodos 
mais críticos ou de folgas, a sequência e a interde-
pendência das atividades, e, acima de tudo, todos 
os comprometidos na consecução do resultado 
poderão se conscientizar do global, tendo a vista 
panorâmica do projeto – essa fase é complemento 
da anterior.
13. INVESTIMENTO:
Estrategicamente, o investimento é pratica-
mente o último a ser considerado dentro da elabo-
ração de um projeto.
Por que no final?
Normalmente, o fator preponderante na de-
cisão de execução de um projeto depende do cus-
to de investimento ou despesa que o projeto des-
penderá.
Sendo assim, se este item é tratado no iní-
cio ou no meio da apresentação poderá causar in-
dignação ao interlocutor e bloqueio a partir deste 
instante, comprometendo o desenvolvimento das 
argumentações, dificultando a “persuasão da com-
pra da ideia do projeto”.
14. APROVAÇÃO:
Há uma fase anterior à apresentação formal 
do projeto a(s) pessoa(s) que irá(ão) decidir pela 
sua aprovação.
Devemos trabalhar na formação da massa 
crítica a favor da ideia, e eventual contribuição dos 
parceiros, como mencionado anteriormente. É o 
time que estará dando suporte e fazendo o traba-
lho nos bastidores.
AtençãoAtenção
Nesta seção: “Nomeamos quem são as 
pessoas envolvidas que devem Garantir o 
Sucesso do Projeto.”
Ana Lúcia da Rocha Silva
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78
Caro(a) aluno(a), neste capítulo foi possível entender todas as etapas para elaborar um projeto de 
intervenção na Gestão de Pessoas. Na prática, cada profissional atua com um estilo próprio de elaborar 
um projeto, que lhe seja o mais adequado ou confortável. Isto é, cada pessoa normalmente tem desen-
volvido o seu estilo e sem se prender a um modelo. E esse modelo é adaptável e prático para o meio 
empresarial e se implementado criteriosamente, certamente, atenderá aos resultados.
10.1 Resumo do Capítulo
10.2 Atividades Propostas
1. Com base nas etapas do modelo de projeto de intervenção, explique a etapa do objetivo de
projeto.
2. Conforme os conceitos de benefícios em uma das etapas do modelo de projeto de interven-
ção, apresente a importância dessa etapa para os resultados empresariais.
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79
No cenário de competências, cabe ao ges-
tor de pessoas repensar suas posturas e formas 
de interagir com seus colaboradores onde, através 
de uma análise do meio ambiente organizacional, 
possa reestruturar o processo de empatia e con-
sequente sinergia, baseando suas atitudes em um 
novo modelo de gestão que lhe proporcione con-
dições de se adaptar e produzir inovações que pos-
sam impactar a organização de forma positiva.
Pode-se dizer que os gestores deverão im-
pulsionar as mudanças necessárias tornando o 
ambiente mais adequado, quebrando os paradig-
mas arcaicos e ultrapassados, buscando romper 
com as orientações regidas pelo poder do cargo, 
transformando-as em orientações voltadas para o 
entendimento, clareza, propósitos reais e passíveis 
de cumprimento.
Algumas observações de como adquirir com-
petências para os candidatos a gestor de pessoas 
factíveis de propor e de se transformar seriam:
ƒƒ Buscar o desenvolvimento das compe-
tências relacionadas com a interação e 
persuasão da equipe;
ƒƒ Demonstrar estar à frente dos processos 
através de atitudes proativas;
ƒƒ Aprender é: aprender a aprender o tem-
po todo. Jamais desistir de buscar o co-
nhecimento;
ƒƒ Estar munido de bom senso, honestida-
de, visão holística e visão de futuro;
ƒƒ Buscar em todas as suas atitudes impri-
mir o processo de consenso da equipe, 
através de uma comunicação clara e ob-
jetiva, o que pode ser alcançado através 
de treinamentos constantes.
Além de todos os pontos apresentados an-
teriormente, o candidato a gestor de pessoas terá 
que gostar de lidar com pessoas, de interagir, de 
intermediarconflitos e possíveis entraves. Para 
tal, faz-se necessário estar comprometido com os 
objetivos organizacionais, porque não dá para ser 
gestor de pessoas sem gostar de tratar com pes-
soas.
São os gestores de pessoas que farão com 
que os colaboradores se tornem o grande diferen-
cial, a principal vantagem competitiva da organi-
zação, são essas pessoas que representarão os ob-
jetivos organizacionais e que farão com que estes 
sejam alcançados.
Saiba maisSaiba mais
Além das habilidades conceituais e 
técnicas necessárias para o bom de-
sempenho das tarefas, se faz necessá-
rio desenvolver as habilidades huma-
nas.
No mundo capitalista e globalizado 
em que vivemos, há uma grande ne-
cessidade proeminente das habilida-
des humanas. Tais habilidades tornarão 
o gestor mais flexível diante das adver-
sidades da competitividade.
Uma vez que há um consenso ao se 
afirmar que: o grande diferencial e a 
principal vantagem competitiva das 
empresas estão nas pessoas que nelas 
trabalham e que as administram. 
GESTÃO DE PESSOAS NO CENÁRIO DE 
COMPETÊNCIAS11
Ana Lúcia da Rocha Silva
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80
Indicadores importantes para a GP no negócio da empresa:
Então, para que o gestor venha a obter êxito 
em seus propósitos, este deverá lidar com as pes-
soas e o negócio da empresa, encontrando formas 
de comunicação e persuasão adequadas que enca-
minhem os gestores e colaboradores ao desenvol-
vimento organizacional de forma a produzir, ven-
der, atender, tomar decisões, ter ideias e iniciativas, 
utilizar a tecnologia, trabalhar com qualidade e de-
mais atividades pertinentes à organização, sempre 
de boa vontade e motivados.
Peter Drucker (1909-2005) dividiu o traba-
lho dos gestores em seis tarefas: definir objetivos, 
organizar, motivar, comunicar, controlar, formar e 
motivar pessoas. No seu entender, a gestão é fun-
damentalmente uma ciência social que lida com 
pessoas e cujo âmbito não se confina ao mundo 
empresarial. Inventou a Gestão como disciplina e 
definiu as funções do gestor moderno. Desenvol-
veu ideias como as da privatização e da gestão por 
objetivos e anunciou a chegada dos trabalhadores 
do conhecimento. 
Estamos no século XXI, vivendo a Revolução 
Digital, onde os processos de informação e conhe-
cimento são democraticamente distribuídos e es-
tão ao alcance de todos aqueles que por eles se 
interessarem.
Conforme Vergara (1999, p. 88), empresas 
precisam saber onde querem chegar. Afinal, como 
dizia Sêneca, filósofo e poeta romano: ”não há ven-
to favorável para quem não sabe a que porto se 
dirige.” Saber onde quer chegar é visualizar a em-
presa de seus sonhos. É definir o que no jargão ad-
ministrativo convencionou-se chamar de visão, ou 
seja, o futuro que a gestão e seus liderados dese-
jam construir. Tal visão deve estar em sintonia com 
a missão da empresa, seu propósito, aquilo que jus-
tifica sua existência. A missão indica como será fei-
ta a construção da visão. Tomando como referência 
a missão, são estabelecidos os objetivos e também 
as metas são definidas. Para realizar visão, missão, 
objetivos e metas, são escolhidas estruturas, tecno-
logias e estratégias. A pergunta que agora fazemos 
é a seguinte: todos esses elementos devem ser 
apenas do conhecimento do corpo dirigente ou 
devem permear o tecido da empresa?
Rentabilidade 
sustentada
R$ valor para o acionista
• Crescimento
• Lucratividade
• Fluxo de caixa
• Ao longo do tempo
• Melhor que a concorrência
• Cadeia de valor
• Atendimento ao cliente
• Qualidade
• Experiência de consumo
• Talentos agregados
• Educação e desenvolvimento
• Experiência no trabalho
• Frequência de compra
• Retenção do cliente
• Fidelização do cliente
• Prontidão
• Supervisão e coaching
• Políticas de RH
• Suporte e apoio
• Justiça e equidade
• Empowerment
• Comprometimento
• Parceirização
• Eficiência e eficácia
Comportamento de 
consumo do cliente
Satisfação do cliente
Valor agregado por 
funcionários
Satisfação do 
funcionário
Seleção e formação da 
equipe
Gestão de Pessoas 
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81
Ao estarmos inseridos no mundo globaliza-
do, as organizações se deparam com novas e inu-
sitadas formas de administração, agravadas pelos 
processos de desigualdades sociais, políticas, eco-
nômicas, educacionais e culturais que geram pro-
fundas e importantes transformações, isso, sem 
esquecer a rapidez e o avanço das tecnologias da 
informação e de comunicação.
Nesse sentido, as organizações devem se 
reestruturar como um todo, passando a rever to-
dos os seus processos, sejam eles de produção, 
venda, interação com o mercado, com a socieda-
de e com os acionistas, passando a reescrever uma 
nova política de missão, visão e valores, que a torne 
mais competitiva e preparada para os impactos da 
globalização e da concorrência.
Assim, Chiavenato (2008, p. 555) relata o fu-
turo para o papel da Gestão de Pessoas, que visa 
a atuar com sucesso, tornando necessários quatro 
papéis distintos, a saber:
a) Competência em capital Humano: a ges-
tão de pessoas precisa saber cuidar e as-
sessorar os gerentes/Líderes nos vários
processos de gestão de pessoas – GP –
agregar, aplicar, recompensar, desenvol-
ver, manter e monitorar pessoas, ainda no
processo da liderança como facilitadora
do desempenho dos liderados para resul-
tados, ao mesmo tempo em que transfor-
ma pessoas em talentos humanos e estes
em capital humano;
b) Credibilidade: A GP precisa ganhar credi-
bilidade de todos os seus clientes internos
e externos. Presidente, diretores, lideran-
ça, gerentes, executivos, colaboradores –
todos eles precisam confiar e acreditar nos
propósitos e eficácia da GP. Principalmen-
te, os colaboradores que tem impactos di-
retamente através de seus Líderes, onde o 
sinal se entende: quando bom resultados 
gera uma atuação presente e com credibi-
lidade da GP e da Liderança direta; quan-
do péssimo resultados não credibilidade 
de RH e Liderança. Assim, como se sente 
um colaborador quando é solicitado a ir 
ao órgão de GP? Se ele vai com alegria e 
orgulho, a GP tem credibilidade suficiente 
para contar com ele. Se não, algo está er-
rado.
c) Competência em mudança: a GP precisa
funcionar como o carro-chefe da mudan-
ça, criatividade e inovação dentro da orga-
nização, desenvolvendo as competências
individuais, gerenciais, funcionais e orga-
nizacionais adequadas para isso.
d) Competência nos negócios: a GP precisa
focar seus clientes, suas necessidades e as-
pirações e ser parceira em seus propósitos
e objetivos. Principalmente no que tange
aos negócios da organização.
“Todos esses papéis são igualmente impor-
tantes no sentido de juntar ativadores básicos que 
possam promover resultados intermediários capa-
zes de permitir o alcance de resultados finais para 
a organização.” (CHIAVENATO, 2008, p. 555).
Contudo, os desafios da Gestão de Pessoas 
tornam-se intermináveis, devido às mudanças que 
são constantes. Assim, segue um modelo de diag-
nóstico que visa e permite essas mudanças com 
excelentes e constantes resultados para o sucesso 
empresarial.
AtençãoAtenção
O desafio de se tornar um gestor de pes-
soas de sucesso passa por novos e múlti-
plos desafios, desafios estes decorrentes 
das mudanças constantes e rápidas que 
tornam as relações altamente complexas 
e competitivas.
Ana Lúcia da Rocha Silva
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82
Modelo de diagnóstico de Gestão de Pessoas para melhores resultados:
11.1 Resumo do Capítulo
Prezado(a) aluno(a), entendemos neste capítulo pontos importantes da Gestão de Pessoas, na tec-
nologia, competências e alinhamento com os objetivos organizacionais. Dessa forma, podemos concluir 
que não existem fórmulas mágicas e mirabolantes para o sucesso daGestão de Pessoas. O que existe, na 
realidade, é a necessidade de utilizar o bom senso e a capacidade de discernimento deste profissional, 
que deverá buscar desenvolver sua habilidade e competência como gestor de pessoas, através do conhe-
cimento e aperfeiçoamento constante, que o transformam em um profissional com atitudes de valores.
11.2 Atividades Propostas
1. Com base no conceito do cenário de competências, são importantes algumas observações
de como adquirir competências para os candidatos a gestor de pessoas. Nesse contexto, cite
três delas.
2. O futuro para o papel da Gestão de Pessoas visa a atuar com sucesso, tornando necessários
quatro papéis distintos, apresente um desses papéis.
Processos de 
Monitorar 
Pessoas
• Treinamento
• Mudanças
• Comunica-
ções
Processos de 
Manter 
Pessoas
• Disciplina
• Higiene, Segurança e 
Qualidade de Vida
• Relações com Sindicatos
Processos de 
Desenvolver 
Pessoas
• Treinamento
• Mudanças
• Comunica-
ções
Processos de 
Recompensar 
Pessoas
• Remuneração
• Benefícios e 
Serviços
Processos de 
Aplicar 
Pessoas
• Desempenho 
de Cargos
• Avaliação do
Desempenho
Processos de 
Agregar 
Pessoas
• Recrutamen-
to
• Seleção
Influências Ambientais 
Externas
• Leis e regulamentos legais
• Sindicatos
• Condições econômicas
• Competitividade
• Condições sociais e culturais
Influências Organizacionais 
Internas
• Missão organizacional
• Visão, objetivos e estratégia
• Cultura organizacional
• Natureza das tarefas
• Estilo de liderança
Resultados Finais Desejáveis
Práticas éticas e socialmen-
te responsáveis
Produtos e serviços compe-
titivos e de alta qualidade
Qualidade de vida no 
trabalho
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83
Caro(a) aluno(a),
Guardamos, para este capítulo, as tendên-
cias da área de Recursos Humanos. 
Algumas dessas tendências de RH já se tor-
naram realidade em várias organizações. Outras 
estão presentes no discurso, mas são ainda inci-
pientes na prática. Em todo caso, é normal que as 
organizações apresentem modelos de gestão e 
práticas de RH diferentes, de acordo com as suas 
características e histórias, e com o contexto orga-
nizacional.
Primeiramente, vamos tratar do tema “Con-
sultoria Interna de RH”, identificando seu objeti-
vo e seus benefícios para a organização. Depois, 
12 TENDÊNCIAS EM RECURSOS HUMANOS
apresentaremos os conceitos de coaching e men-
toring, assim como seus objetivos. Em seguida, 
você terá a oportunidade de refletir sobre um 
tema que tem sido comentando por profissionais 
e organizações: Qualidade de Vida no Trabalho. 
Você terá a oportunidade de refletir sobre o 
conceito de competências e sobre a importância 
da Gestão por Competências. Finalizando o capí-
tulo, apresentaremos o conceito de Endomarke-
ting. 
Acredito que os temas abordados neste ca-
pítulo serão de grande utilidade na sua vida pro-
fissional. 
Primeiramente, vamos relembrar um con-
ceito já conhecido por você, na teoria e/ou na 
prática, que é o de consultoria.
O termo ‘consultoria’ tem sido usado por di-
versos autores para explicar, em síntese, uma re-
lação de interação que envolve uma atividade de 
ajuda para a solução de um ou mais problemas.
Como exemplo, consultoria pode ser con-
siderada um processo de interação de dois pro-
fissionais. Um profissional é o consultor, que é um 
especialista. O outro profissional é o consultando 
(ou consultado), que solicita auxílio do consultor 
em relação a um problema ou assunto de traba-
lho com o qual ele enfrenta algumas dificuldades 
e o qual ele entende que pertença a outras áreas 
específicas do conhecimento (MANCIA, 2004).
12.1 Consultoria Interna de Recursos Humanos
Com base no que foi exposto, você pode 
concluir que consultoria é, fundamentalmente, 
uma relação de ajuda, que possui caráter diferen-
ciado em função da natureza do problema ou as-
sunto que se pretende abordar. 
E o que vem a ser a consultoria interna, mais 
especificamente, a consultoria interna de recur-
sos humanos?
DicionárioDicionário
Consultoria: “um conjunto de atividades desenvol-
vidas pelo consultor, que ajudam o cliente a perce-
ber, entender e agir sobre fatos inter-relacionados 
que ocorrem no seu ambiente.” (SCHEIN apud 
MANCIA, 2004, p. 148).
Márcio Rodrigues Zenker
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84
De acordo com Mancia (2004, p. 149), a 
Consultoria Interna de Recursos Humanos (CIRH) 
“é uma atividade ou meio, orientada para dar su-
porte às atividades, nos diferentes campos que 
envolvem mudança, conhecimento técnico, pes-
quisa e desenvolvimento.”
Orlickas (2010) diz que a CIRH é um mode-
lo de gestão que exige que cada profissional de 
RH, dentro de uma estrutura organizacional, atue 
de forma multidisciplinar, formando um link entre 
RH Corporativo e os demais funcionários.
Nesse modelo, é necessário que o RH reco-
nheça as necessidades de seus clientes internos e 
obtenha formas diferenciadas de desenvolvimen-
to de seus funcionários, para que eles possam 
conduzir o leme organizacional. O processo de 
Consultoria Interna visa a atender ao cliente inter-
no da melhor forma possível, com clareza de in-
tenções e no tempo desejado (ORLICKAS, 1999).
Perceba que o consultor interno de RH é um 
profissional que faz parte do quadro da organiza-
ção, por meio de vínculo empregatício. O consul-
tor interno de RH é um especialista em uma área 
de conhecimento, caso contrário não seria consi-
derado um consultor. Além disso, esse consultor 
interno não tem poder decisório para implantar 
ações ou soluções propostas, mas sim expertise 
para recomendar ações ou soluções (MANCIA, 
2004).
Orlickas (2001) ressalta que o consultor 
interno de recursos humanos deve ser um pro-
fissional multidisciplinar, no que diz respeito a 
recursos humanos, ou seja, conhecedor de todas 
as atividades da área de RH, e capaz de identifi-
car necessidades variadas de seus interlocutores 
e de construir com eles soluções originais e com-
plexas. Para isso, o consultor interno não precisa 
conhecer a fundo todas as áreas de RH. Por exem-
plo, não precisa ser profundo conhecedor do 
conteúdo de um programa de treinamento, nem 
mesmo ministrar o curso, mas deve ter uma boa 
visão dos benefícios e resultados desse programa 
para o cliente interno e de como ele será minis-
trado. Outro exemplo: não precisa saber elaborar 
um projeto de revisão de políticas de remunera-
ção, mas precisa saber detectar se a insatisfação 
de um funcionário está no salário ou em outro 
motivo qualquer. 
Você pode concluir que a CIRH é exercida 
pelo consultor interno de RH, que é um profissio-
nal com vínculo empregatício com a organização. 
Esse profissional deve ser multidisciplinar, no que 
se refere aos assuntos de recursos humanos. 
Para que possa contribuir com sua expertise 
para soluções e orientações ao consultado, para 
conduzir seu trabalho de forma adequada, o con-
sultor interno de RH precisa conhecer em profun-
didade a organização na qual está inserido, por 
meio de sua história, cultura, visão, prioridades 
estratégicas, competências essenciais e modelo 
de gestão. 
AtençãoAtenção
O consultor interno de recursos humanos é fun-
cionário de uma organização, especialista em um 
campo de conhecimento e, justamente devido 
ao conhecimento nessa especialidade, “por sua 
habilidade, experiência, postura e posição, exerce 
influência sobre diferentes segmentos da organi-
zação (pessoas e grupos), mas não possuiu poder 
decisório sobre seus clientes nem sobre os proje-
tos e sua implementação.” (MANCIA, 2004, p. 149).
Saiba maisSaiba mais
Multifuncionalidade do Consultor Interno de 
RH
A necessidade de multifuncionalidade do pro-
fissional que atuará como consultor interno de 
RH surge da urgênciade exterminar as soluções 
isoladas e departamentalizadas e de oferecer um 
único profissional para interagir com o cliente. 
Esse profissional deve conhecer o RH como um 
todo, mas não necessariamente em profundida-
de. Além disso, deve entender do negócio de seu 
cliente.
Gestão de Pessoas
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85
O ambiente turbulento, de transformações 
e mudanças, e competitivo exige que as pessoas 
e as organizações mantenham-se atualizadas, de-
senvolvam suas competências e consigam lidar 
com as incertezas e imprevisibilidade.
Nesse contexto, é interessante contar com o 
apoio de outros profissionais para que possamos 
realizar progressos nas arenas que atuamos ou 
iremos atuar. O mentoring e o coaching são práti-
cas cada vez mais importantes para o alcance das 
metas de desenvolvimento profissional, gerencial 
e organizacional (ZENKER, 2011).
Um dos grandes benefícios dos programas 
ou sessões de mentoring e coaching, seja nas or-
ganizações ou para os indivíduos, é criar condi-
ções de cooperação orientada para a melhoria da 
produtividade e da inovação. Como resultados 
práticos desses processos, podemos apontar a 
economia de tempo e o aumento da eficiência 
e eficácia na implantação de projetos dentro das 
empresas, especialmente se forem necessários 
novos conhecimentos e metodologias.
Outro benefício dos processos de coaching 
e mentoring é a melhoria de resultados que se ob-
tém nos processos de change management. Toda 
mudança traz desconforto para os envolvidos. O 
uso do coaching e do mentoring para as questões 
mais individuais e pessoais amenizará os confli-
tos e contribuirá significativamente para o surgi-
mento do clima necessário para a efetiva e eficaz 
implementação dos novos processos. O uso do 
mentoring e do coaching deve ser visto como uma 
ferramenta que acelera a inovação e contribui, as-
sim, para os resultados estratégicos da organiza-
ção (ZENKER, 2011).
Agora que você já pôde visualizar alguns 
dos benefícios dos processos de coaching e men-
toring, veja os conceitos e as características de 
cada um desses processos. Vamos, primeiro, abor-
dar o processo de coaching.
12.2 Coaching e Metoring
Coaching diz respeito ao processo diretivo 
desenvolvido por gerente ou consultor externo a 
fim de treinar e orientar um colaborador em rela-
ção ao seu trabalho, à organização e seus proje-
tos, ajudando-o na superação de obstáculos, com 
impacto em seu desempenho nas atividades de-
legadas. O uso do coaching ajuda a criar uma cul-
tura não só voltada ao trabalho em equipe, mas 
também à colaboração (ZENKER, 2011).
O Coah, nas organizações, pode ser enten-
dido como a pessoa que se compromete a apoiar 
alguém com o objetivo de melhorar seu desem-
penho e promover seu desenvolvimento profis-
sional e pessoal. Participar de um coaching ou ter 
um coach é como ter um técnico que irá ajudar o 
profissional a desenvolver suas habilidades, corri-
gir erros e desenvolver talentos (GIL, 2001).
O coach pode oferecer condições para que 
seu cliente (coachee – aquele que recebe o pro-
cesso de coaching) promova um autodiagnóstico 
Coach 
O termo ‘coach’ tem origem no campo es-
portivo e tem sido utilizado para designar 
o papel do técnico, aquele profissional que
treina, por exemplo, times de futebol e bas-
quete. O coach procura transformar atletas 
em campeões.
Coaching: expressão que significa treina-
mento. Geralmente, é a organização quem 
contrata o coach (ou treinador), mas já há 
casos em que o profissional procura por 
ajuda. 
O coach é responsável pelo desenvolvi-
mento de profissionais e pessoas que ne-
cessitam de uma profunda reflexão de si 
mesmos e por promover uma mudança de 
rumo na carreira e até na vida pessoal.
CuriosidadeCuriosidade
Márcio Rodrigues Zenker
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86
e aprimore sua capacidade de raciocínio e análi-
se, visando a torná-lo capaz de estabelecer metas, 
determinar prioridades e identificar as melhores 
soluções para os problemas que se apresentam 
no dia a dia.
O coach é um profissional que não se com-
promete apenas com os resultados, mas com o 
próprio desenvolvimento e realização da pessoa 
que é designada como sua cliente (coachee). Sua 
função é dar ao cliente poder para que produ-
za, para que suas intenções transformem-se em 
ações, que, por sua vez, traduzem-se em resulta-
dos (GIL, 2001).
Vejamos, agora, o processo de mentoring.
O mentor busca tornar seu cliente (“men-
toreado”) um “aliado” da organização e, como 
consequência, procura enfatizar, principalmente, 
os valores e a estrutura política da organização, 
o estabelecimento de contatos e o acesso aos
recursos necessários. Sendo assim, o mentor pre-
cisa ser escolhido entre as pessoas capazes de re-
presentar os valores da organização e com autori-
dade suficiente para proporcionar os meios para 
que o desempenho de seus clientes atinja o nível 
pretendido (GIL, 2001).
Geralmente, os processos de mentoring nas 
organizações são aplicados para aqueles profis-
sionais que têm muito potencial e que se revelam 
promissores, mas que precisam de ajuda para ter 
um desempenho de nível mais elevado, ou para 
profissionais no início da carreira e/ou novos na 
organização. 
O processo de mentoring pode ser concei-
tuado como processo de apoio desenvolvido por 
um mentor, a fim de ajudar um indivíduo (“men-
toreado”) a melhor definir seu território, ampliar 
seu potencial e alinhar suas motivações internas 
com atividades e projetos que o levarão ao suces-
so (ZENKER, 2011).
Você deve ter percebido que mentoring e 
coaching têm pontos em comum. Ambos pos-
suem como essência a relação interpessoal. O 
trabalho de mentoring e de coaching estimula a 
reciprocidade entre as pessoas, na ampliação da 
percepção, descoberta de soluções, de decisões 
mais conscientes e de ações mais pertinentes 
para conseguir o que se busca (ZENKER, 2011). 
É importante você ter em mente que o 
coach e o mentor não dizem quais decisões de-
vem ser tomadas. A ideia é que eles apenas orien-
tem e conduzam o profissional a tomar decisões. 
Você já deve ter percebido que o tema QVT 
tem sido recorrente nas organizações e no discur-
so dos profissionais. Além disso, é notório que o 
tema vem ganhando expressão cada vez maior 
no ambiente empresarial brasileiro, dentro das 
estratégias de gestão de pessoas. 
De acordo com Limongi-França e Arellano 
(2002, p. 305),
seja por aumentar a produtividade, seja 
como peça importante da competitivi-
dade e da modernidade da gestão de 
pessoas, seja no atendimento a exigên-
cias dos clientes, o fato é que, por meio 
de melhores condições de trabalho, que 
fazem parte do escopo dos programas 
12.3 Qualidade de Vida no Trabalho
de QVT, os resultados obtidos podem ter 
alcançado os objetivos empresariais, au-
xiliando a organização a enfrentar o am-
biente competitivo e a comprometer as 
pessoas com o negócio da empresa. 
Essa definição já fornece uma noção do por-
quê do interesse no tema QVT. Vamos, então, ex-
plorar um pouco mais esse assunto. 
De acordo com Limongi-França e Zaima 
(2002), de alguns anos para cá, foi possível notar 
o crescimento de notícias, eventos, estudos e pu-
blicações relacionados à QVT. Esse tema tem des-
pertado o interesse do empresariado, provavel-
mente pela possível ligação com a satisfação do 
Gestão de Pessoas
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empregado e consequente perda ou aumento da 
produtividade que pode surgir dessa associação. 
No Brasil, foram as organizações multinacio-
nais e de grande porte que mais evoluíram nos úl-
timos anos em termos de QVT, definindo políticas 
específicas e incluindo-as em seu planejamento 
estratégico de RH e corporativo. Essas organiza-
ções também são as que adotam, há mais tem-
po,formas de gestão mais avançadas e padrões 
de qualidade altamente competitivos e compatí-
veis com as exigências do mercado internacional 
(CAÑETE, 2004).
Vários autores oferecem-nos definições so-
bre QVT. Veja algumas dessas definições e reflita 
sobre o tema em termos teóricos e práticos.
De acordo com Cañete (2004, p. 396), QVT 
“se refere à qualidade de vida em relação ao que 
se passa em nossos ambientes de trabalho ou em 
nossa vida laboral.” Cañete (2004) também res-
salta que QVT consiste em uma intervenção na 
organização e no processo de trabalho e, sendo 
assim, não se reduz ao cumprimento de leis ou à 
discussão de direitos dos trabalhadores. 
Limongi-França e Zaima (2002, p. 406) apre-
sentam QVT “como o conjunto de ações de uma 
organização no sentido de implantar melhorias 
e inovações gerenciais, tecnológicas e estrutu-
rais no ambiente de trabalho, visando atender 
escolhas de bem-estar das pessoas que atuam 
em uma organização.” As autoras ainda enfatizam 
que a construção da QVT ocorre a partir do mo-
mento em que se olham a organização e as pes-
soas como um todo, o que se denomina enfoque 
biopsicossocial. 
Um fator importante em relação à QVT é 
que a análise da qualidade de vida das pessoas 
está ligada ao grau de expectativa e ao grau de 
percepção de cada um.
Podemos considerar que QVT é gerar uma 
organização mais humanizada. Para isso, é ne-
cessário que o trabalho envolva relativo grau de 
responsabilidade e de autonomia em termos de 
cargo, recebimento de recursos e de feedback so-
bre o desempenho, e enriquecimento no traba-
lho, com ênfase no desenvolvimento pessoal do 
indivíduo.
Apesar de ser um conceito que vem sen-
do discutido nos últimos anos, a QVT não é 
uma ideia nova. Esse conceito vem sendo 
abordado desde os anos de 1970 (LIMON-
GI-FRANÇA; ZAIMA, 2002).
CuriosidadeCuriosidade
Visão Biopsicossocial
É um conceito que se originou nos anos 
1970, com o resgate da visão integrada e 
holística do ser humano. O ser humano 
não se divide. Cada pessoa é um comple-
xo biopsicossocial composto de interfaces 
biológicas, psicologias e sociais, que rea-
gem simultaneamente aos estímulos rece-
bidos (LIMONGI-FRANÇA; ZAIMA, 2002).
CuriosidadeCuriosidade
Saiba maisSaiba mais
“QVT é a adequação entre aquilo a que um indi-
víduo aspira e o que ele efetivamente obtém na 
vida que leva. É uma dimensão bastante subjeti-
va, e sua avaliação é de extrema importância para 
medir o estresse. Abrange diversas áreas da vida: 
profissional, familiar, lazer.” (CAÑETE, 2004, p. 398).
Márcio Rodrigues Zenker
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Vamos abordar, agora, a avaliação e desen-
volvimento de competências. Esse tema de RH 
vem assumindo cada vez mais importância nas 
organizações, visto que elas precisam definir as 
competências necessárias para o seu sucesso e 
estimular o desenvolvimento dessas competên-
cias nos seus colaboradores. 
Antes de falarmos da gestão por competên-
cias, vamos contextualizar competências, dentro 
da Gestão de Desempenho.
De acordo com Stoffel (2000, p. 13), Gestão 
do Desempenho é
uma metodologia gerencial que visa pro-
mover a consecução das metas organiza-
cionais e o desenvolvimento dos recursos 
humanos, através de um processo partici-
pativo, dinâmico, contínuo e sistematiza-
do de planejamento, acompanhamento, 
avaliação e melhoria do desempenho.
A Gestão de Desempenho é um processo 
que permite que saibamos o que a organização 
espera de nós, quais são os nossos pontos fortes e 
oportunidades de melhoria, e de que maneira po-
demos nos desenvolver e melhor contribuir para 
o alcance dos objetivos da Organização.
Você deve ter percebido que a Gestão de 
Desempenho apresenta dois focos. O resultado, 
ou seja, o que você conseguiu objetivamente en-
tregar, é o alcance das metas e objetivos. O outro 
foco é a competência, ou seja, como você conse-
guiu realizar a sua entrega, concretizar suas me-
tas. 
Dentro desses focos da Gestão de Desem-
penho, temos a Gestão por Competências. Ges-
tão por competências significa gerenciar pessoas 
e equipes com base em competências. 
Competência, por sua vez, significa a habi-
lidade ou capacidade para desempenhar algo. 
Competência pode ser conceituada como o “con-
junto de conhecimentos, habilidades e atitudes 
que, quando integrados e utilizados estrategica-
mente pela pessoa, permitem-lhe atingir com su-
cesso os resultados que dela são esperados pela 
organização.” (MILIONI, 2002, p. 322).
A Gestão por competências apresenta 
alguns objetivos que, de acordo com Picarelli 
(2002), merecem destaque. São eles:
ƒƒ Entender, organizar e disseminar os co-
nhecimentos ligados ao negócio e às 
estratégias organizacionais, buscando 
construir uma organização de alta per-
formance;
ƒƒ Ser um instrumento de comunicação 
das mensagens-chave de atitudes, co-
nhecimentos e habilidades esperados 
em relação a cada empregado;
ƒƒ Formar uma base de dados confiável de 
cada empregado (resultado das avalia-
ções), tornando-a disponível para a or-
ganização;
ƒƒ Servir como valiosa fonte de informação 
para as necessidades de treinamento e 
de desenvolvimento, plano de suces-
são, movimentação na carreira, seleção 
interna e externa, e remuneração;
ƒƒ Comprometer o líder na gestão efetiva 
e no desenvolvimento de sua equipe;
ƒƒ Obter transparência e comunicação em 
relação aos critérios para desenvolvi-
mento profissional.
Saiba maisSaiba mais
Avaliação por competências
“Processo em que as competências mapeadas, 
descritas e referendadas como a perspectiva de 
resultados de um cargo, função, especialização 
ou equipe de trabalho são pontuadas como indi-
cadoras da ‘entrega’, ou seja, dos produtos ou dos 
resultados efetivos.” (MILIONI, 2002, p. 322).
12.4 Avaliação e Desenvolvimento de Competências
Gestão de Pessoas
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89
A valorização das competências, nos últi-
mos anos, revela a crença de que os resultados 
das organizações, dos grupos, dos colaboradores 
dependem, em grande parte, de seus desempe-
nhos. Esses, por sua vez, dependem, em grande 
parte, de suas competências.
Se as competências necessárias para o su-
cesso organizacional e profissional podem ser 
mapeadas e desenvolvidas, é necessário utilizar 
metodologias e técnicas específicas para esses 
objetivos. 
Metodologia pode ser entendida como o 
caminho para se chegar a algum lugar. Alguns 
preferem a expressão ‘estratégia’, enquanto ou-
tros optam pelo “como”. Um caminho é composto 
de etapas ou fases. Por exemplo, primeiro, iden-
tificamos o trabalho a ser realizado por alguém; 
em seguida, o perfil de competências requerido 
para essa função. Depois, aplicamos técnicas para 
identificar as competências fortes e limitantes dos 
colaboradores, montamos um plano para desen-
volver as competências desejadas, acompanha-
mos e avaliamos os resultados do seu trabalho. 
Técnicas podem ser consideradas as fer-
ramentas para alcançar algo. Veja alguns instru-
mentos que podem ser utilizados para identificar 
competências:
ƒƒ Checklist de competências – solicitar 
autopercepção nas competências (for-
tes e limitantes);
ƒƒ Conversa – troca de ideias, opiniões etc.;
ƒƒ Entrevista – de seleção, de avaliação de 
desempenho;
ƒƒ Jogos – jogos dos quadrados;
ƒƒ Simulações – representar papéis;
ƒƒ Observação de desempenho em uma 
atividade – gerir um projeto;
ƒƒ Fazer a leitura dos produtos gerados 
por uma pessoa – relatório;
ƒƒ Promoção de produtos e serviços – visi-
ta comercial;
ƒƒ Uso do tempo – tempo de lazer envolvi-
do com que atividade;
ƒƒ Áreas de interesse em leituras – livros, 
jornais, revistas, internet etc.;
ƒƒ Cursos, palestras, congressos e outros – 
Técnicas de vendas;
ƒƒ Profissão – Administrador;
ƒƒ Cargo – Gerentede Marketing;
ƒƒ Ramo da empresa – farmacêutico, auto-
motivo etc.;
ƒƒ Currículo é uma fonte de informações 
sobre a história do indivíduo;
ƒƒ Outros.
Os meios aqui apresentados são oportuni-
dades para conhecer as competências de uma 
pessoa ou equipe. O desafio é descobrir as com-
petências através desses meios. Por exemplo: um 
profissional que só faz cursos técnicos em sua 
área de atuação e nenhum na área gerencial pro-
vavelmente expressa uma visão especializada e 
pouco gerenciamento. “É provável”. Cada caso é 
um caso e deve ser analisado individualmente. 
Existem, também, técnicas para desenvol-
ver competências. Por exemplo:
ƒƒ Estágios;
ƒƒ Treinamento on the job – desenvolver 
capacidades no próprio trabalho;
ƒƒ Job rotations – passar por várias posi-
ções;
ƒƒ Pesquisa nos vários meios de comuni-
cação – internet;
ƒƒ Oficinas – aprender fazendo;
ƒƒ Eventos em geral – cursos, palestras, 
congressos etc.;
ƒƒ Visitas – benchmarking; 
ƒƒ Novas posições – promoção ou transfe-
rência para outra área;
ƒƒ Leituras em geral e especializadas;
ƒƒ Participação em grupo de trabalho – in-
terno e externo à organização;
ƒƒ Escrever artigos;
ƒƒ Apresentar-se publicamente; 
ƒƒ Responder positivamente aos trabalhos 
demandados na área;
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ƒƒ Colocar desafios para si mesmo e pro-
curar superar obstáculos;
ƒƒ Mentoring e coaching.
Os meios apresentados são oportunidades 
para desenvolver competências de uma pessoa 
ou equipe. O desafio é descobrir formas especí-
ficas e gerais para ampliarmos nossas competên-
cias. Por exemplo: um profissional que precisa 
ampliar seus conhecimentos e competências so-
bre marketing pode optar por uma pós-gradua-
ção nessa área. Por outro lado, um profissional 
que precisa melhorar sua competência na gestão 
de tempo pode fazer um curso de extensão. 
Pelo que você teve a oportunidade de ler 
até o momento, pôde perceber que, no atual am-
biente organizacional, com busca pela competiti-
vidade e inovação, e uma gestão ágil e flexível, a 
gestão por competências encontra um ambiente 
favorável para seu desenvolvimento e pode trazer 
benefícios, visto que organiza e orienta os recur-
sos e conhecimentos existentes para que os obje-
tivos do negócio sejam alcançados. 
Os atuais sistemas para captação, retenção e 
desenvolvimento das pessoas estão operando de 
forma estratégica e integrada, e tendo por base 
as competências necessárias para a organização. 
Você provavelmente já ouviu o termo “En-
domarketing”. E o que vem a ser Endomarketing? 
“Endo” provém do grego e quer dizer “ação inte-
rior ou movimento para dentro”. Endomarketing 
é, portanto, marketing para dentro (MEIRA; OLI-
VEIRA, 2011 p. 48).
Endomarketing pode ser considerado a “uti-
lização de modernas ferramentas de marketing, 
porém, dirigidas ao público interno das organiza-
ções. São ações estruturais que visam à ação para 
o mercado.” (MEIRA; OLIVEIRA, 2011, p. 49).
De acordo com Bekin (2004), pode-se de-
finir Endomarketing como as ações gerenciadas 
de marketing, eticamente dirigidas ao público 
interno (ou seja, funcionários/colaboradores) das 
organizações com fins lucrativos, organizações 
governamentais e organizações do terceiro setor, 
observando condutas de responsabilidade co-
munitária e ambiental.
Brum (2000) define o Marketing Interno, 
ou seja, o Endomarketing, como a ação de dar ao 
funcionário educação e atenção, tornando-o bem 
preparado e bem informado para que possa tor-
nar-se também uma pessoa criativa e feliz, capaz 
de surpreender, encantar e entusiasmar o cliente. 
Para a autora, Endomarketing é o esforço que a 
12.5 Endomarketing
organização faz para melhorar o nível de infor-
mação e, com isso, estabelecer mais aproximação 
com o seu colaborador. Sendo assim, o marketing 
interno está voltado para um processo de comu-
nicação interna.
De acordo com Cerqueira (2002, p. 445), en-
domarketing “são projetos e ações que uma em-
presa deve empreender para consolidar a base 
cultura do comprometimento de seus funcionários 
com o desenvolvimento adequado de suas diver-
sas tecnologias.” Segundo o autor, empreender 
esses projetos e ações, ou seja, o endomarketing, 
visa a, por exemplo:
ƒƒ Manter o clima ideal de valorização e re-
conhecimento das pessoas;
ƒƒ Obter índices maiores de produtividade 
e qualidade, com consequente redução 
de custos;
ƒƒ Estabelecer canais de comunicação in-
terpessoal, permitindo a eliminação de 
conflitos e insatisfações que possam 
afetar o sistema organizacional.
Gestão de Pessoas
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Com base nesses pontos, constata-se que o 
conceito de marketing interno ou endomarketing 
envolve temas como: motivação dos funcionários, 
comunicação, comprometimento, valores, instru-
mentos de marketing e satisfação do consumidor.
O endomarketing tem como principal ob-
jetivo fortalecer as relações internas da empresa, 
Saiba maisSaiba mais
Projetos de endomarketing criam um componen-
te de comunicação integrada, ou seja, nos dois 
sentidos, estabelecendo uma base de relaciona-
mento interpessoal que desenvolve positivamen-
te a autoestima das pessoas e facilita a prática da 
empatia e da afetividade (CERQUEIRA, 2002).
com a função de integrar a noção de cliente e 
fornecedor interno, e fazer com que todos os fun-
cionários tenham uma visão compartilhada sobre 
o negócio da empresa, incluindo itens como ges-
tão, metas, resultados, produtos, serviços e mer-
cados nos quais atua. Dessa forma, o endomar-
keting propicia melhorias tanto na qualidade dos 
produtos quanto na produtividade pessoal e na 
QVT (MEIRA; OLIVEIRA, 2011).
Pelo exposto, é possível considerar que o 
Endomarketing é um conjunto de ações para os 
próprios funcionários, visando à integração, co-
municação, distribuição de informações internas 
e motivação, para que repercuta no cliente exter-
no. 
Prezado(a) aluno(a),
Neste capítulo, abordamos as principais tendências de Recursos Humanos nas Organizações. Apon-
tamos que essas tendências já são realidade em algumas organizações; em outras, estão no discurso; e, 
em outras, ainda nem no discurso. Também é importante verificar se as tendências aplicam-se à determi-
nada organização.
Abordamos o tema CIRH, relembrando o papel geral de consultoria e esclarecendo o conceito e o 
papel da CIRH, assim como as exigências para o profissional de RH. 
Em seguida, tratamos de dois processos que têm sido utilizados pelas organizações e pelos pro-
fissionais: coaching e mentoring. Você teve a oportunidade de conhecer o conceito de cada processo e 
refletir sobre as suas utilizações.
Uma das tendências que têm chamado a atenção das organizações nos últimos anos, embora não 
seja uma ideia nova, é a QVT. Apresentamos alguns conceitos sobre o tema, resgatando sua importância 
no contexto organizacional. 
Contextualizamos e definimos a gestão por competências, permitindo a visualização de sua impor-
tância para as organizações.
Finalizando o capítulo, apresentamos o conceito de Endomarketing, permitindo que você reflita 
sobre seu foco e impacto para os colaboradores das organizações. 
Agora, vamos fixar os conteúdos deste capítulo, fazendo as atividades propostas. 
12.6 Resumo do Capítulo
Márcio Rodrigues Zenker
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92
Caro(a) aluno(a),
Aproveite as atividades a seguir para reforçar os conceitos vistos neste capítulo.
1. Leia as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
I – O coaching é um processo que visa a tornar o coachee capaz de estabelecer metas, identificar 
as melhores soluções para os problemas e/ou os obstáculos que aparecem e transformar suas 
intenções em ações. 
II – O mentor deve ser alguém da própria organização,pois o processo de mentoring tem como 
objetivo enfatizar a cultura organizacional.
III – Uma das diferenças entre os processos de mentoring e coaching é que o mentor não tem 
poder para decidir as ações que devem ser tomadas.
a) Todas as afirmações estão corretas.
b) As afirmações I e II estão corretas.
c) As afirmações I e III estão corretas.
d) As afirmações II e III estão corretas.
e) Todas as afirmações estão erradas.
2. Em uma fábrica de softwares, três programadores que tinham excelente desempenho técnico
foram promovidos para cargos de gestão. Como eles nunca haviam gerenciado uma equipe,
precisavam desenvolver competências gerenciais. Para desenvolver as competências necessá-
rias, seria adequado utilizar quais das técnicas de desenvolvimento de competências?
12.7 Atividades Propostas
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CAPÍTULO 1
1. Prezado(a) aluno(a), foi solicitado que você apresentasse dois objetivos organizacionais e dois
individuais. Vamos a eles: os dois objetivos organizacionais podem ser: lucratividade e produ-
tividade. E os dois objetivos individuais podem ser: qualidade de vida no trabalho e oportuni-
dade de crescimento.
2. Os três níveis de classificação estratégica da Administração na visão da Gestão de Pessoas são:
estratégico, tático e operacional.
3. O elemento de ênfase nos resultados se entende por eficácia.
CAPÍTULO 2
1. Caro(a) aluno(a), foi solicitado que você apresentasse as três etapas históricas mais importan-
tes para melhor entender as eras e períodos para a Gestão de Pessoas. São elas: a estrutura
organizacional, a cultura organizacional predominante, o ambiente organizacional, o modo
de lidar com as pessoas e a administração de pessoas.
2. Para o autor Frederick Herzberg, existem dois fatores que orientam o comportamento das
pessoas, que são: fatores higiênicos ou fatores extrínsecos, que se localizam no ambiente que
rodeia as pessoas e abrangem as condições dentro das quais elas desempenham seu trabalho.
Como essas condições são administrativas e decididas pela empresa, os fatores higiênicos
estão fora do controle das pessoas. E os fatores motivacionais ou fatores intrínsecos estão
relacionados com o conteúdo do cargo e com a natureza das tarefas que a pessoa executa. Os
fatores motivacionais estão sob o controle do indivíduo, pois estão relacionados com aquilo
que ele faz e desempenha.
3. O estilo de liderança em nível de excelência, tanto nas pessoas quanto na produção, que se
apresenta no grid gerencial é o Estilo 9.9 – Preocupação com as pessoas e com a produção.
Excelência.
RESPOSTAS COMENTADAS DAS 
ATIVIDADES PROPOSTAS
Ana Lúcia da Rocha Silva
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CAPÍTULO 3
1. Prezado(a) aluno(a), o conflito é inerente ao homem, mas para administrar conflitos seguem
três maneiras importantes que deverão reduzir o conflito entre linha e staff: demonstrar aos
gerentes de linha os benefícios de usar programas de GP, atribuir responsabilidades por certas
decisões de GP exclusivamente aos gerentes de linha e, outras exclusivamente aos especialis-
tas de GP, por fim treinar ambos os lados, gerentes de linha e especialistas de GP, em como tra-
balhar juntos e tomar decisões conjuntas. Esta alternativa é a mais eficaz se a organização tem
um padrão de carreiras que proporciona o rodízio entre posições de linha e de staff. A rotação
de cargos entre linha e staff ajuda cada grupo a compreender melhor os problemas do outro.
2. Seguem algumas das atribuições para a moderna Gestão de Pessoas: contratação e demissão
de novos profissionais e cuidar de pessoas; aprimoramento com os gestores para atingir resul-
tados em equipe; atuar como consultores internos; identificação de necessidades de mudan-
ças e visão de pessoas como parceiras.
3. As definições do conhecimento, habilidade e competência do talento humano na Gestão de
Pessoas são: conhecimento – pesquisar para aprender a aprender; habilidade – aplicar o co-
nhecimento e resolver problemas; e atitudes – alcançar metas, agregar valores e empreender.
CAPÍTULO 4
1. Caro(a) aluno(a), com base no mercado de trabalho seguem as características: em oferta – ex-
cesso de vagas e de oportunidades de emprego no mercado de trabalho e, quanto à procura,
baixos investimentos em recrutamento devido à oferta de candidatos.
2. Quanto ao entendimento do conceito, podemos citar a definição de recrutamento como um
conjunto de técnicas e procedimentos que visa a atrair candidatos potencialmente qualifica-
dos e capazes de ocupar cargos dentro da organização.
3. Uma das definições de seleção de pessoal é o processo de agregar e selecionar pessoas, esco-
lhendo os melhores candidatos para a organização; é, ainda, um processo de comparação e
decisão na escolha ou classificação de candidatos. A base da seleção de pessoas é a colheita
de informações sobre o cargo, através da descrição e análise do cargo.
CAPÍTULO 5
1. Prezado(a) aluno(a), segue a definição de modelagem de cargos: a estrutura de cargos é con-
dicionada pelo desenho organizacional no qual está contida. Os cargos fazem parte integran-
te do formato estrutural da organização. Cargo é a composição de todas as atividades desem-
penhadas por uma pessoa, que são englobadas em um todo unificado e que figura em uma
posição formal do organograma. O desenho do cargo envolve a especificação do conteúdo
dos métodos de trabalho e das relações com os demais cargos.
2. Os três exemplos de critérios da avaliação de desempenho são: a capacidade de realização, o
conhecimento do cargo e o conhecimento do negócio.
Gestão de Pessoas 
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CAPÍTULO 6
1. Prezado(a) aluno(a), os tipos de recompensas são: financeira (salário direto, férias e gratifica-
ções) e não financeira (oportunidade de desenvolvimento, reconhecimento e autoestima e
qualidade de vida).
2. Os benefícios podem ser classificados sob diversas maneiras: quanto à sua exibilidade legal
podem ser legais ou espontâneos; quanto à sua natureza podem ser monetários; quanto aos
seus objetivos podem ser assistenciais, recreativos e supletivos.
CAPÍTULO 7
1. Prezado(a) aluno(a), segue uma das definições de treinamento e desenvolvimento que se
aplica na realidade empresarial: o treinamento e desenvolvimento são orientados para o pre-
sente, focalizando o cargo atual e busca melhorar as habilidades e capacidades relacionadas
com o desempenho imediato do cargo (curto prazo). O desenvolvimento de pessoas focaliza
geralmente os cargos a serem ocupados futuramente na organização e as novas habilidades
e capacidades que serão requeridas. Ambos, treinamento e desenvolvimento (T&D), consti-
tuem processos de aprendizagem.
2. O diagnóstico empresarial para o treinamento e desenvolvimento de pessoas, é o levanta-
mento das necessidades de treinamento a serem satisfeitas. Além dos métodos de levanta-
mento de necessidades, existem indicadores que apontam necessidades futuras (a priori) e 
passadas (a posteriori).
CAPÍTULO 8
1. Caro(a) aluno(a), a definição do 5º processo de GP – mantendo pessoas, são as relações com
os colaboradores que dependem do estilo de administração que predomina na organização.
O desenho de um programa de relações com colaboradores deve atender os objetivos da
ARH, dos gerentes de linha e dos funcionários. Programas de sugestões e de reconhecimento,
higiene e segurança do trabalho que assegure qualidade de vida na organização.
2. Uma das definições de Higiene e a Segurança do Trabalho é cuidar da prevenção de doen-
ças e acidentes relacionados com o trabalho. A higiene do trabalho está relacionada com as
condições ambientais de trabalho que assegurem saúde física e mental às pessoas. Os seus
principais itens são: ambiente físico de trabalho (como iluminação, ventilação, temperatura,
ruídos), ambiente psicológico (redução do estresse), aplicaçãode princípios de ergonomia e
saúde ocupacional.
CAPÍTULO 9
1. Caro(a) aluno(a), o modelo de cultura organizacional propícia para melhor aplicar o 6º pro-
cesso nas empresas. É uma cultura democrática e participativa, onde o controle externo deve
ser substituído pelo autocontrole e autonomia das pessoas em direção a metas e resultados
a serem alcançados.
Ana Lúcia da Rocha Silva
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2. Uma das definições dos conceitos de banco de dados e sistema de informação de Gestão de
Pessoas é a base das relações e captação de dados para o banco de dados e sistemas de in-
formações, para que os especialistas de Gestão de Pessoas, gerentes de linha e colaboradores
possam obter informação e tomar decisões adequadas, torna-se necessário um sistema de
gestão integrada de GP. Entende-se que contribui para acompanhar e administrar os procedi-
mentos e políticas de Gestão de Pessoas, com um sistema de gestão integrada para a organi-
zação das informações e dados de GP.
CAPÍTULO 10
1. Caro(a) aluno(a), a etapa do objetivo de projeto é o alvo que se deseja atingir. No início de
cada trabalho, sempre devemos conhecer qual o resultado que desejamos alcançar. Podemos
chamar isto de “realidade virtual”, a qual, no final de qualquer processo, nos possibilita analisar
e comparar o resultado real alcançado efetivamente com a expectativa desejada. Para des-
crever um objetivo devem-se tomar alguns cuidados, a saber: transparência, compreensão,
mensuração.
2. A importância da etapa de Benefícios em projeto para os resultados empresariais se entende
em citar quais as vantagens que a implantação do projeto em questão trará em relação à si-
tuação vigente, às melhorias de qualidade, no sentido amplo, damos o título de Vantagens e
Desvantagens, quando realmente identificamos esses dois fatores e acreditamos que devam
ser mencionados com transparência, isto é, realmente existem as vantagens, como existem
algumas desvantagens.
CAPÍTULO 11
1. Prezado(a) aluno(a), o cenário de competências é fundamental para o desenvolvimento da
gestão e tem como objetivo: buscar o desenvolvimento das competências relacionadas com a
interação e persuasão da equipe; demonstrar estar à frente dos processos através de atitudes
proativas; aprender é: aprender a aprender o tempo todo. Jamais desistir de buscar o conhe-
cimento.
2. Um dos papéis da Gestão de Pessoas para o futuro se entende na atuação de competência
nos negócios: a GP precisa focar seus clientes, suas necessidades e aspirações e ser parceira
em seus propósitos e objetivos. Principalmente no que tange aos negócios da organização.
Márcio Rodrigues Zenker
CAPÍTULO 12
1. b) As afirmações I e II estão corretas.
A afirmação I está correta – Conforme vimos no capítulo, o coach pode oferecer condições para 
que seu cliente (coachee – aquele que recebe o processo de coaching) seja capaz de estabele-
cer metas, determinar prioridades e identificar as melhores soluções para os problemas que se 
apresentam no dia a dia. Sua função é dar ao cliente poder para que produza, para que suas 
intenções transformem-se em ações, que, por sua vez, traduzem-se em resultados. 
A afirmação II está correta – Ressaltamos, no capítulo, que o mentoring tem como objetivo 
tornar o “mentoreado” um “aliado” da organização. Para isso, é preciso trabalhar os valores e a 
estrutura política da organização. Sendo assim, para ser capaz de realizar esse objetivo, o men-
tor deve ser alguém da própria organização. 
A afirmação III está errada – Nem o mentor nem o coach têm poder para decidir as ações a se-
rem tomadas. O papel/objetivo do coach e do mentor não é dizer/determinar o que deve ser 
feito, mas discutir, orientar. 
2. Esta questão não tem uma resposta única. Você poderá identificar diferentes possibilidades
para desenvolver as competências gerenciais. É possível, inclusive, utilizar mais de uma téc-
nica. A seguir, há exemplos de quais técnicas poderiam ser utilizadas, individualmente ou em
conjunto.
Possibilidade 1: para ter contato com os conceitos gerenciais, os três promovidos poderiam
participar de cursos e palestras (eventos em geral) sobre os temas relacionados à gestão de
pessoas/equipes.
Possibilidade 2: os três promovidos poderiam usar uma modalidade de treinamento on the job
(no local de trabalho). Assim, eles poderiam acompanhar como gestores com experiência exe-
cutam suas ações gerenciais e, depois, esses gestores acompanhariam a atuação prática dos
três promovidos.
Possibilidade 3: os três promovidos poderiam participar de um processo de coaching, no qual,
juntamente ao coach, cada promovido identificaria quais competências gerenciais precisariam
desenvolver e quais as formas que cada um poderia utilizar.
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BLAKE, R. R.; MOUTON, J. S. A estruturação de uma empresa dinâmica através do desenvolvimento 
organizacional do tipo grid. São Paulo: Edgard Blücher, 1976. 
BOOG, G. G. Manual de treinamento e desenvolvimento ABNT. 3. ed. São Paulo: Makron, 1999.
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