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Resumão Protese parcial removivel (PPR)

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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS PRÓTESES PARCIAIS REMOVÍVEIS, CONCEITO, IMPORTÂNCIA NA 
PROMOÇÃO DA SAÚDE, PREVENÇÃO DA DOENÇA E TIPOS 
CONCEITO DE PRÓTESE DENTÁRIA 
Se trata da reposição dos dentes e tecidos bucais faltantes por elementos artificiais, que devem 
reproduzir a anatomia e função, devolvendo ao paciente a estética e a fonética, proporcionando saúde e 
conforto e, acima de tudo, protegendo as estruturas remanescentes (dentes e fibromucosa) e 
restabelecendo o equilíbrio do sistema estomatognático. 
CONCEITO DE PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
A PPR consiste na reposição de tecidos faltantes por elementos artificiais em um ou mais dentes e 
estruturas associadas, visto que o paciente é parcialmente desdentado, sendo que esta deve ser removida 
para sua higienização adequada. 
LIGAS METÁLICAS UTILIZADAS NA CONFECÇÃO DA ARMAÇÃO METÁLICA 
Três ligas podem ser escolhidas durante a fase de planejamento para a fundição da armação. São 
elas: as ligas áuricas, de Cobalto-Cromo (mais utilizadas) e as de Níquel-Cromo. 
As ligas de Cobalto-Cromo são as mais utilizadas por ter baixa densidade (metade do peso das 
ligas áuricas), ter alto módulo de elasticidade, o que garante o dobro de rigidez para uma determinada 
espessura, baixo custo do material e resistência à descoloração e a profundidade da área retentiva, usada 
para a retenção, pode ser reduzida pela metade com essa liga, o que permite a utilização de planos guia 
menos altos. 
As ligas Ni-Cr possuem características mecânicas intermediárias entre as outras duas ligas, porém 
o seu limite tracional final é baixo. 
As ligas devem ser biologicamente compatíveis para não desencadear reações alérgicas em 
contato com o tecido. As ligas Ni-Cr são as mais alergênicas. 
OBJETIVOS DE CONFECÇÃO DAS PPRs 
As PPRs visam restaurar a eficiência mastigatória, uma vez que ela se integra ao órgão de 
mastigação, desde que bem confeccionada, restaurar a fonética, devendo ser respeitada a área chapeável 
e o espaço anterior para a perfeita articulação dos sons, como no restabelecimento de dentes anterior, que 
permite que letras linguodentais possam ser pronunciadas, restabelecer a estética ao prover harmonia à 
face, pela forma, tamanho, posicionamento e a cor dos dentes, proporcionar conforto ao paciente não 
devendo a prótese ser incômoda ao paciente, integrar-se ao sistema mastigatório prevenindo danos a esse 
sistema, e preservar e proteger os tecidos remanescentes ao proporcionar uma oclusão saudável. 
INDICAÇÕES 
As PPRs são indicadas em extremidades livres uni ou bilaterais (ausência de suporte posterior), 
uma vez que a ausência desse suporte posterior torna a PPF inviável, espaços protéticos múltiplos, onde o 
fator biológico local é favorável, como p.ex., dentes de suporte bem implantados, rebordos alveolares 
sadios, etc, grandes espaços protéticos, principalmente se houver dentes com certa mobilidade e teme-se o 
êxito da PPF, prótese anterior com reabsorção óssea extensa, pois a PPR devolve suporte ao lábio, que 
antes era dado pelo tecido ósseo, e restabelece tecidos faltantes, como próteses temporárias e orientadores 
nas reabilitações complexas, onde são utilizadas em caráter temporário até que as reabilitações definitivas 
Ivan J. M. Oliveira Página 1 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
estejam prontas, como meio de ferulização ou contenção de dentes com mobilidade (durante e após o 
tratamento periodontal), como auxiliar nas contenções de fraturas maxilares, em pacientes com fissura 
palatina, pois a PPR é capaz de obliterar a fissura, na odontopediatria, em casos de agenesia ou com perda 
precoce dos dentes, e em pacientes com higienização adequada, pois uma boa higienização evita cárie, 
problemas periodontais e perda dos dentes, devendo o paciente ser bem orientado. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
A PPR é contra-indicada quando ocorre baixa resistência à cárie dentária e doença periodontal, 
uma vez que a escovação negligente causa os problemas já citados, pois a PPR acumula placa bacteriana, 
xerostomia (pouca secreção de saliva), o que também aumenta os índices de cárie e d. periodontal, 
microbiota específica alta, principalmente os microrganismos cariogênicos, saliva com pequeno efeito 
tampão e falta de coordenação motora, o que dificulta a higienização e a colocação/remoção da PPR. 
COMPONENTES BIOLÓGICO E MECÂNICO 
Estes componentes colaboram com o êxito da PPR. O c. biológico consiste na estrutura em íntimo 
contato com os elementos da PPR, esta deve estar hígida para ser utilizada como suporte e deve ser 
previamente tratada pelas fases curativa e preventiva, quando é utilizado o conhecimento de dentística 
(remoção de cáries previamente), endodontia (pulpite, etc, devem ser tratados), oclusão (DTMs e 
desarmonias oclusais devem ser resolvidas), radiologia (diagnóstico), etc. O c. mecânico é a prótese, 
engloba o seu planejamento e sua correta distribuição de forças e adaptação. 
Na elaboração da PPR a situação do paciente deve ser conhecida, para isso deve-se conhecer o 
que é “normal”. Um bom resultado será obtido com um exame clínico completo e um exame geral. 
ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS PPRs 
RETENTORES DIRETOS 
Exercem a função de retenção direta, ou seja, paralela à trajetória de inserção. Podem ser extra ou 
intracoronários. Os retentores extracoronários podem ser grampos ou encaixes, sendo que os grampos 
podem ser circunferenciais (constituídos por um braço de retenção, outro de oposição, um ou mais apoios 
oclusais e um conector menor) e por ação de ponto, que possui componentes semelhantes. 
Os retentores à encaixe podem ser de precisão (macho/fêmea) sendo pré-fabricados. 
Os retentores extracoronários ou grampos apresentam os seguintes elementos: (1) braço de 
retenção ou retentivo, responsável pela retenção direta, (2) braço de oposição ou recíproco, responsável 
pela reciprocidade e estabilidade, (3) apoio oclusal ou incisal, responsável pela fixação e pelo suporte, e (4) 
corpo do grampo, que é o elemento de união entre o apoio e os braços de retenção e oposição. 
O retentor direto abraça o dente de suporte, conferindo retenção paralela à trajetória de inserção, 
impedindo seu deslocamento sob forças de extrusão (língua, lábio, etc). 
Os retentores extracoronários localizam-se externamente à coroa do dente, entre o equador 
protético do dente e a região cervical ou numa depressão preparada para isso. A retenção é obtida por um 
braço de retenção, flexível e com o seu terço final localizado em área retentiva, gerando resistência ao 
deslocamento. 
A incidência de placa bacteriana e de cárie é maior nos dentes de suporte, assim a higienização 
adequada deve ser repassada ao paciente, esta consiste na escovação da boca e da prótese. 
Ivan J. M. Oliveira Página 2 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Os retentores diretos intracoronários são sempre do tipo encaixe (de precisão e semiprecisão), 
posicionados dentro dos limites dos contornos de próteses fixas ou unitárias. 
São confeccionados ou soldados dentro da coroa fundida ou são fundidos junto com a coroa. A 
retenção é dada pelo atrito macho/fêmea (friccional). Esse retentor exige maior desgaste do dente, porém 
proporciona retenção muito maior, além de ser mais estético. 
RETENTORES INDIRETOS 
Evitam que a prótese de extremidades livres execute movimentos rotacionais durante a mastigação 
e se desloque em uma trajetória diferente daquela estabelecida no planejamento. Proporciona manutenção 
da retenção direta. 
Os apoios oclusais são os mais utilizados como retentores indiretos. 
Para que seu efeito seja válido, devem ser realizados em dentes distantes do espaço protético sem 
suporte posterior. 
CONECTOR MAIOR 
Maxilar ou mandibular (com desenhos diferentes), une todos os elementos constituintes da PPR. 
Une os componentes localizados nos dois lados do arco, logo, direta ou indiretamente, está ligado 
àsoutras partes da prótese. 
Deve ser rígido (para distribuir os esforços aplicados por toda a área de sustentação) e resistir ao 
torque, que seria transmitido aos dentes de suporte, como ação de alavancas, e resistente à torção, além 
de respeitar tecidos moles e ósseos subjacentes. 
CONECTOR MENOR 
São elementos rígidos que unem o conector maior e os retentores entre si. 
Elemento que une o conector maior e os demais elementos constituintes da PPR. 
SELA 
Suporta os dentes artificiais à grade metálica e restabelece o volume de osso alveolar reabsorvido. 
No caso de prótese dentomucossuportada, a sela transmite a força mastigatória à mucosa e ao 
osso alveolar, já nas dentossuportadas, a força oclusal é transmitida aos dentes de suporte e destes ao 
osso alveolar. 
Podem ser: metálica, plástica ou metaloplástica. As selas metaloplásticas apresentam como 
vantagens: serem leves, coloração natural da gengiva, restabelecem o osso alveolar reabsorvido, permitem 
fácil conserto e reembasamento, são de fácil confecção e baixo custo. Já as selas metálicas, têm como 
vantagens, terem condutibilidade térmica favorecida pelo metal, estética favorável, com pequena 
reabsorção de osso alveolar, irritam pouco a mucosa gengival e são inalteráveis pelos fluidos gengivais. 
DENTES ARTIFICIAIS 
Em resina, porcelana, resina com superfície oclusal metálica ou em amálgama. 
Elementos que substituem estética e funcionalmente os dentes naturais perdidos. Além de 
auxiliarem na fonação, preenchem requisitos estéticos, recuperam e mantêm a eficiência mastigatória. Esse 
elemento devolve a normalidade à arcada dental e estabiliza essas condições por um longo tempo. 
Ivan J. M. Oliveira Página 3 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
CLASSIFICAÇÃO DO ARCO DENTÁRIO PARCIALMENTE DENTADO 
No arco dentário parcialmente dentado existem muitas possibilidades de combinação entre dentes e 
espaços protéticos. Em função disso, foi criada uma classificação, que possibilitou a visualização 
topográfica do arco dentário, assim como um esboço de planejamento do ponto de vista biomecânico. 
São utilizadas mais de uma classificação para se ter uma visão mais precisa do caso. 
CLASSIFICAÇÃO IDEAL 
A classificação ideal deveria permitir visualização imediata do tipo de arco dentário, o número e o 
tamanho de dentes remanescentes nesse arco, o tamanho e o número de espaços protéticos, permitir 
também a diferenciação imediata entre as PPRs dentossuportadas e as dentomucossuportadas e 
possibilitar a avaliação qualitativa de ambos os tecidos de suporte. Ser universalmente aceita entre os 
profissionais, obter bases mecânicas de planejamento e deve ser simples. 
BASES DA CLASSIFICAÇÃO 
São elas a topográfica e a biomecânica. Na primeira, há preocupação exclusiva com a distribuição 
dos dentes remanescentes e dos espaços desdentados e permite a identificação do tipo de suporte. Já a 
segunda, considera como os esforços mecânicos serão transmitidos pela PPR e recebidos pelas estruturas. 
CLASSIFICAÇÃO INTEGRAL 
Pode ser dento-suportada, dento-muco-suportada ou muco-dento-suportada, esta última quando há 
a ausência de muitos dentes. 
CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA - CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY 
Distribui os arcos em 4 classes de acordo com a relação entre os espaços protéticos e os dentes 
remanescentes, ou seja, de acordo com a frequência de combinações de arcos, portanto a Classe I de 
Kennedy é a mais comum. É a classificação mais utilizada. Os grupos de casos clínicos são: 
• Classe I: Desdentado posterior bilateral; 
• Classe II: Desdentado posterior unilateral; 
• Classe III: Desdentado intercalar, ex.: faltam pré-molares e 1oM unilateralmente, havendo todos os outros 
dentes, inclusive o 2oM nesse mesmo hemiarco. 
• Classe IV: Desdentado anterior: 
Essa é uma classificação topográfica, que não considera o número de dentes remanescentes nem a 
dimensão dos espaços desdentados. 
O que rege a classificação de Kennedy é a presença ou não de pilar posterior, uni ou bilateral. 
Espaços protéticos adicionais também são considerados, e denominados, de modificações. Por exemplo, 
classe III de Kennedy com ausência de outro elemento no hemiarco oposto, seria classe III modificação 1, 
pois ocorre o espaço principal e outro espaço protético secundário. 
Regras de Applegate para aplicar na classificação de Kennedy 
1. As áreas desdentadas posteriores determinam a classificação; 
2. As áreas desdentadas adicionais são chamadas modificações ou subclasses. 
3. A extensão da modificação não é considerada, mas apenas o número de áreas desdentadas. Se ocorre, 
além do espaço principal, 1 espaço protético, será modificação 1, se ocorrem 2, será modificação 2 ... 
4. A classe IV não apresenta modificação, sendo esta caracterizada pelo espaço protético anterior que 
cruza a linha mediana. A ausência de um único incisivo é classe III e dos dois é classe IV. 
Ivan J. M. Oliveira Página 4 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
5. A classificação deve ser feita após cirurgias ou PPFs. 
6. O 3o molar ausente não deve ser considerado. Se este for utilizado como suporte, será considerado. 
7. Quando não se planeja a reposição protética do 2oM (ausência de antagonista), a área não será levada 
em consideração. 
Devido a problemas com o fato da classificação de Kennedy ser somente topográfica, Applegate 
criou modificações, surgindo a classificação Kennedy-Applegate, sendo as classes I, II e IV sem 
modificações. A classe III passou a ser dividida assim: 
• Espaço protético intercalar unilateral, com resolução por prótese bilateral - Classe III. 
• Espaço protético intercalar unilateral, com o pilar anterior apto para ser suporte - Classe V. 
• Espaço protético intercalar unilateral, com resolução por PPR unilateral - Classe VI. 
Os planos biomecânicos contra-indicam a realização de próteses unilaterais. 
BASES DA CLASSIFICAÇÃO DE CUMMER 
Classificação de uso fundamental nos procedimentos de elaboração do plano. Permite a 
determinação ideal dos retentores diretos e indiretos. Por ter bases biomecânicas, considera o tipo de 
suporte, sendo que a classe I e II são de suporte misto dental e fibromucoso, podendo sofrer pequenos 
movimentos rotacionais em torno do fulcro que passa sobre os dois principais apoios, já as classes III e IV 
são dentossuportadas, logo, sem eixo de rotação reais. Também considera a localização ideal do retentor 
indireto, exigidos nos casos de classe I e II, que é determinada traçando-se uma perpendicular à linha de 
fulcro, equidistante dos dois dentes de suporte. Classe III e IV, como são de regime de trabalho 
exclusivamente dentário, não necessitam de retentores indiretos, possuem eixos de rotação virtual. Classe I 
ou diagonal precisa de 2 retentores dispostos diagonalmente ao arco. Classe II ou diametral, precisa de 2 
retentores diretos opostos diametralmente no arco. Classe III ou unilateral precisa de 2 ou mais retentores 
diretos no mesmo lado do arco. E classe IV ou multi/polilateral, precisa de 3 ou 4 retentores diretos em 
relação triangular ou quadrangular no arco. 
CLASSIFICAÇÃO DE WILD 
Tem base biomecânica, ou seja, não considera a distribuição topográfica dos dentes, e sim se o 
regime de trabalho da PPR resulta ou não em movimentos de alavanca. Divide-se em: 
1. Classe I: prótese de alavanca anterior ou posterior; 
2. Classe II: intercalares. Próteses totalmente dentossuportadas, com espaços protéticos intercalares. 
3. Classe III: mistas. Possuem uma extremidade livre que caracteriza o movimento de alavanca e 
possuem um espaço protético intercalar adicional. 
DELINEADORES: DESCRIÇÃO, TIPOS E FUNÇÃO 
Danos aos tecidos de suporte, como dentes e fibromucosa, podem ser causados pelas PPRs 
quando esta abusa mecanicamente da capacidade adaptativa biológica dos tecidos bucais. 
O delineador ou paralelômetro é o instrumento usado para a elaboração de um plano com bases 
científicas e obtenção de uma PPR que respeita os princípiosbiomecânicos. 
Um bom plano visa uma prótese com perspectiva menor de retenção de placa bacteriana, assim 
como maior facilidade de remoção pelo paciente. O paciente deve estar ciente da importância da remoção 
da placa bacteriana e dos controles periódicos para o sucesso da PPR. 
Ivan J. M. Oliveira Página 5 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
O paciente candidato à PPR deve ter seu exame bucal e questionário de saúde apontados na ficha 
clínica, tomadas radiográficas e os modelos de estudo devem ser precisos. 
Para que a prótese seja planejada quanto ao seu desempenho biomecânico, um dos fatores 
fundamentais é que sua estrutura seja confeccionada com materiais rígidos/pouco flexíveis, assim todos os 
elementos de uma PPR devem ser rígidos, ou seja, resistentes à deformação, exceto os braços de 
retenção, dos retentores e grampos, cuja atuação ocorre em áreas retentivas. 
Devido às variações anatômicas entre os dentes e a existência de giroversões, extrusões, 
mesializações, etc, ocorre falta de paralelismo. Estes fatores devem ser modificados para a PPR. 
DELINEAMENTO 
Delinear é o procedimento utilizado para estudar o paralelismo ou sua falta entre as superfícies 
dentais, os dentes entre si e os dentes ao rebordo ósseo a ser utilizado como suporte. 
O objetivo é selecionar uma trajetória de inserção em que haja o mínimo de interferências em 
dentes (retentores) e rebordo, promovendo retenção balanceada (equilibrada), quantidade menor de 
ameloplastia, adequando as forças a serem favoráveis à prótese e tecidos de suporte. 
PARTES COMPONENTES DE UM DELINEADOR 
O delineador é composto pelo parafuso de fixação da haste vertical móvel, haste vertical móvel 
(representa a trajetória de inserção), mandril de fixação das pontas acessórias, base horizontal fixa, 
parafuso da junta universal, platina, parafuso de fixação do modelo, haste vertical fixa, braço horizontal 
móvel e parafuso de fixação do braço horizontal móvel. 
A haste vertical móvel é perpendicular à base horizontal fixa e representa a trajetória de inserção. 
Ela pode realizar um movimento no sentido vertical, de cima para baixo. É utilizada para determinar o 
paralelismo relativo entre as superfícies de interesse protético. 
É na platina que o modelo é fixado para que seja determinada a sua trajetória de inserção. Sua 
junta universal permite a livre inclinação no sentido ântero-posterior e látero-lateral. 
Trajetória de inserção é o caminho que a PPR executa desde o primeiro contato de suas partes 
rígidas com os dentes de suporte até a sua posição de assentamento final. 
As pontas acessórias consistem nas pontas analisadoras, que são uma continuidade do paralelismo 
determinado pela haste vertical móvel, porta-grafite, que permite a determinação gráfica do equador 
protético, calibradores, encontrados em 3 formatos distintos (0,25; 0,50 e 0,75 mm) são utilizados na 
determinação do grau de retenção e no posicionamento correto do terminal retentivo do braço do retentor 
direto, e facas para corte, que são pontas cortantes utilizadas no planejamento dos planos guia e nos 
recortes de cera na fase laboratorial da PPR. 
PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS DOS DELINEADORES 
Linhas perpendiculares a um plano são paralelas entre si. 
Permite determinar o quão paralelo são as superfícies dentais e os detalhes anatômicos (rebordo 
alveolar) de interesse protético, entre si. 
A ponta do grafite traçadora registra a linha de máxima tangência, esta representa o equador 
dentário. Toda área abaixo dessa linha é retentiva em relação à haste vertical e toda área acima, é 
expulsiva. Se a inclinação do dente for diferente, haverá uma nova linha e diferentes áreas retentivas/ 
expulsivas. Portanto uma área é retentiva/expulsiva de acordo com o grau de inclinação do dente na platina. 
Ivan J. M. Oliveira Página 6 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Quando é analisada a relação entre a haste vertical com todos os dentes, obtém-se equadores de 
tangência máxima que se relacionam com todos os dentes, este é o equador protético. 
O ângulo formado entre a haste vertical e a área retentiva do dente é denominado ângulo de 
convergência cervical. A área expulsiva é denominada ângulo de divergência cervical. 
A melhor trajetória de inserção é determinada analisando-se interferências dentárias e de 
fibromucosa, planos guia, equilíbrio das retenções e estética. 
FUNÇÃO DOS DELINEADORES 
Os delineadores determinam a trajetória de inserção, localizam interferências, determinam a 
necessidade de planos guia e a sua localização, indicação e localização dos terminais retentivos, 
localização das áreas de alívio e o posicionamento dos encaixes de precisão e semiprecisão. 
MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRAJETÓRIA DE INSERÇÃO 
Método de Roach ou dos “Três pontos” 
Método mais fácil e mais utilizado. É baseado no princípio de que 3 pontos formam um plano. O 
objetivo do método é tornar o plano oclusal perpendicular à trajetória de inserção. Para isto, os 3 pontos 
devem se localizar nos seguintes acidentes anatômicos: para o arco dentário superior, nas fossetas mesiais 
dos 1oM direitos e esquerdos, entre os incisivos centrais na região palatina, onde o incisivos inferiores 
fazem contato, e para o arco dentário inferior, nas fossetas mesiais dos 1oM (D e E) e na superfície incisal 
entre os incisivos centrais. Caso alguma destas referências esteja ausente, esta será substituída por um 
rolete de cera. 
Esse método não considera isoladamente cada caso, assim muitas vezes, a trajetória de inserção 
exige um preparo de boca extenso e prejudicial. 
Método das bissetrizes (método de Roth) 
Método mais trabalhoso e que se baseia na inclinação dos longos eixos dos dentes de suporte. No 
modelo são traçadas as linhas paralelas ao longo eixo dos dentes de suporte no sentido mesio-distal, 
obtendo-se a bissetriz destas linhas. A bissetriz do lado direito é transferida para o lado esquerdo, obtendo- 
se a bissetriz das bissetrizes, o que representa a inclinação ântero-posterior. Da mesma forma, o longo eixo 
dos dentes de suporte é traçado no sentido vestibulo-lingual (na base posterior do modelo), obtendo-se a 
bissetriz dessas linhas, que representa a inclinação látero-lateral. 
Esse método não considera o contorno da coroa dos dentes e nem as outras regiões anatômicas de 
interesse protético, como a linha oblíqua interna e a inclinação do rebordo desdentado. 
Utilizado em casos que faz uso de encaixes de precisão ou semiprecisão, onde a média das 
inclinações dentárias são importantes para o preparo dos dentes de suporte e o posicionamento dos 
retentores. 
Método seletivo de Applegate ou das tentativas 
Baseia-se no equilíbrio das retenções, nos planos guia, nas interferências e na estética. 
Deve-se selecionar a melhor inclinação do modelo. O melhor posicionamento é aquele que 
apresenta maior vantagem de paralelismo, ou seja, menor desgaste de planos guia, maior retenção, melhor 
estética (casos anteriores) e menor interferência do rebordo. 
Ivan J. M. Oliveira Página 7 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Equilíbrio das retenções 
Cada caso apresenta diversas trajetórias de inserção, devendo ser selecionada a mais adequada 
ao preparo na boca e à eficiência mecânica. 
As inclinações no modelo alteram a posição da linha equatorial, alterando as áreas de retenção/ 
expulsão e tornando a trajetória de inserção mais ou menos favorável. 
Deve-se saber interpretar a altura da linha equatorial e a quantidade de retenção, se adequada ou 
exagerada. Sabe-se que a PPR deve ser rígida e não deve se deformar e para que isto ocorra ela 
deve se localizar em zonas expulsivas ou paralelas à trajetória de inserção e também que 1⁄3 do 
comprimento dos braços de retenção localizam-se em zonas retentivas e sua flexibilidade é alterada 
de acordo com o seu desenho, diâmetro ou comprimento. A retenção também se relaciona com a 
dureza da liga (resistência à deformação). Os retentores do lado De E devem ser calculados para 
que proporcionem equilíbrio mecânico. 
A localização do terminal retentivo relaciona-se com a altura do equador e amplitude do ângulo de 
convergência cervical. 
Devemos buscar o máximo de paralelismo entre os retentores, pois se o equador estiver muito alto, 
a prótese irá tocar primeiro nesse ponto, aumentando as chances de que possa ser gerado 
componentes horizontais de força durante sua inserção e retirada, podendo causar mobilidade no 
dente de suporte ou desconforto. 
Por apresentar melhores condições anatômicas, a superfície vestibular é eleita para a colocação do 
braço de retenção. O equador protético pode-se encontrar muito baixo (perto da cervical), com um 
ângulo de convergência pequeno, caracterizando pouca retenção. Para corrigir isso, deve-se tentar 
modificar o modelo na platina, alterando todas as relações dentárias quanto à trajetória de inserção. 
Nem sempre todos os dentes são favorecidos, o que requer modificações no planejamento ao invés 
de modificações na trajetória de inserção. 
As principais modificações clínicas do contorno dos dentes de suporte para garantir maior retenção 
mecânica é, em dentes hígidos, criar leves concavidades com brocas, aumentando o ângulo de 
convergência cervical, devendo ser aplicado flúor depois, ou alterar o contorno de caninos e PM, que 
geralmente são expulsivos, com restaurações classe V (côncavas ou convexas), e em inlays, coroas 
metálicas, coroas metalocerâmicas e coroas “venner”, modificando o contorno da região retentiva de 
acordo com a quantidade de retenção desejada. 
Planos guia 
Os dentes de suporte devem ser condicionados para receberem as forças de forma mais fisiológica 
possível. As superfícies “bojudas” confeccionadas denominam-se planos de guia, pois guiam a 
prótese ao seu assentamento e retirada, fornecendo uma superfície de contorno friccional, que 
resulta em maior estabilidade da PPR e do dente. 
Na superfície lingual, os planos de guia abaixam o equador protético. 
Toda retenção mecânica realizada por retentores à grampo gera componentes horizontais de força, 
sendo o braço de reciprocidade o elemento que neutraliza estes esforços deletérios. Este deve ser 
rígido e aplicado sobre um plano de guia. 
Ivan J. M. Oliveira Página 8 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Os planos de guia têm como funções, proporcionar uma única direção de inserção e remoção da 
PPR, segundo a trajetória de inserção predeterminada, eliminar forças tangenciais nocivas durante a 
inserção/remoção, proporcionar o princípio biomecânico de oposição ou reciprocidade do grampo, 
quando a ponta ativa transladar a linha equatorial, e impedir a retenção ou impacção de alimentos, 
pela diminuição do “espaço morto”. 
Os planos guia são realizados primeiramente no modelo de estudo com as facas de recorte. Caso o 
desgaste seja excessivo e atinja a dentina, o plano deve ser modificado. Estes mesmos desgastes 
serão realizados futuramente na boca do paciente. 
Interferências dentárias e fibromucosas 
Convexidade natural, mesializações, giroversões, etc, não tornam os retentores paralelos entre si. 
As áreas de interferências são todas as superfícies relacionadas às estruturas rígidas da prótese. A 
seleção da trajetória de inserção visa um preparo mais conservador possível. 
A escolha de uma outra trajetória de inserção poupa o dente de um desgaste excessivo. 
Nos espaços desdentados, pode ocorrer interferência do rebordo remanescente, este deve ser 
corrigido para evitar lesões em tecidos moles. 
Estética 
Deve ser levada em consideração desde que não comprometa os fatores biomecânicos. 
A PPR deve ter o mínimo de metal aparente. 
O atrito das partes rígidas da PPR sobre todos os planos guia simultaneamente causa efeito de 
retenção adicional (friccional), favorecendo a ação biomecânica e exigindo menor retenção por 
deformação dos braços e proporcionando maior proteção às estruturas de suporte. 
Resumo da técnica de Applegate ou tentativas 
• Interferências: considerar interferências dentárias e fibromucosas. Selecionar trajetória de inserção 
com o mínimo de interferência, mais fácil e conservadora. 
• Planos guia: selecionar trajetória que proporcione planos guia que estabilizem o dente e a prótese e 
que diminuia os “ângulos mortos”. 
• Retenção: equilibrar bilateralmente as retenções, de forma a evitar que a PPR seja removida por 
intermédio de movimentos rotacionais. 
• Estética: trajetória de inserção que diminui “ângulos mortos” e com o mínimo de metal visível. 
Análise crítica dos métodos de delineamento 
O método de Applegate é mais versátil e adapta-se a qualquer situação, sendo este método melhor 
em casos de dentes inclinados, girovertidos, fora de posição normal, o que são situações comuns. 
O método de 3 pontos e o de bissetrizes estabelecem o posicionamento padrão do modelo. 
Utilizando a técnica de Applegate, obtém-se retenção friccional, vantajosa sobre a retenção 
mecânica por terminais abaixo do equador protético, além de não causar forças horizontais e propiciar 
maior estabilidade, obtendo-se PPRs mais conservadoras e menos iatrogênicas, mais confotáveis e 
estéticas. 
FIXAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE INSERÇÃO 
Permite o reposicionamento preciso do modelo na platina. Há 3 métodos: 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
1. Pela cimentação de uma haste metálica no modelo: método mais preciso. O modelo deve ter uma base 
que resista à perfuração sem fraturar. É feita uma cavidade para a haste metálica com broca, esta haste 
é fixada no mandril do delineador e cimentada na perfuração. 
2. Por traços realizados no modelo: com a ponta analisadora cilíndrica na lateral faz-se um traço, obtendo 
a posição ântero-posterior, e um traço na região posterior, obtendo a posição látero-lateral. 
3. Seleção de três pontos: selecionam-se 3 pontos, 1 anterior e 2 posteriores, na mesma altura (mesmo 
plano), ou seja, que formam um plano paralelo horizontal, marcá-lo bem, e quando necessário 
reposicionar este plano novamente nos pontos. 
GUIA DE TRANSFERÊNCIA DO MODELO DE ESTUDO PARA O MODELO DE TRABALHO 
De acordo com a trajetória de inserção estabelecida para o caso, executamos os planos guia, 
preparos para apoios e coroas na boca. Realizar a moldagem e obter o modelo de trabalho, onde será 
confeccionada a PPR. 
Para transferir a mesma trajetória realizada no modelo para a boca é necessário fazer uma guia de 
transferência de trajetória de inserção. Esta é feita com uma placa acrílica que engloba 3 pontos, nestes é 
colocado resina acrílica com isolante para se adaptar a placa. Na polimerização, fixa-se uma haste metálica 
à placa acrílica. Este conjunto é removido do modelo de estudo e adaptado no delineador, onde será 
posicionado o modelo de trabalho, transferindo a trajetória de inserção. 
MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA DOS PLANOS DE GUIA PARA A BOCA 
Pode ser feita através da técnica à mão livre ou componente visual, onde deve-se paralisar a broca 
no modelo e levar para a boca, esta apresenta como vantagens o baixo custo e a facilidade e como 
desvantagem a necessidade de repetir as conferências e depende da habilidade do profissional. Já a 
técnica guiada por pinos consiste em um dispositivo com 2 pinos, sendo a broca paralela ao pino, este 
método é comparativo, tem como vantagens o baixo custo, facilidade, maior precisão que a mão livre, 
porém como desvantagens devem ser feitas repetidas conferências, tempo de laboratório, incorreto 
posicionamento da guia na boca e depende da habilidade do profissional. A técnica por casquetes ou coroas 
guias, tem como vantagens a facilidade, maior precisão que as anteriores e evitam moldagens repetidas, e 
como desvantagens, tempo de laboratório, risco de desgaste da resina e alto custo se feita em metal. Os 
aparelhos extra-orais têm as vantagens de facilidade, liberdade de movimento e evitam moldagens 
repetidas, e como desvantagens, o custo, disponibilidadeno mercado, manter o posicionamento da cabeça 
do paciente e o volume. Os aparelhos intra-orais têm como vantagens, facilidade, maior precisão e evitam 
moldagens repetidas, como desvantagens, custo, disponibilidade no mercado, tamanho e volume. 
O recontornamento pode ser feito com acréscimo ou decréscimo. 
Deve-se analisar a precisão dos métodos e a limitação laboratorial para a escolha da técnica. 
PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS DAS PRÓTESES PARCIAIS REMOVÍVEIS 
Os fracassos nas PPRs ocorrem pela ausência de orientação adequada quanto à higienização e 
pela realização de planejamentos que não respeitam os princípios biomecânicos. 
As PPRs são trabalhos de planejamento complexos devido ao fato dos tecidos de suporte terem 
comportamentos diferentes - dentes e fibromucosa. Logo, o planejamento é muito importante. 
Quanto às leis biomecânicas, é necessário que sejam entedidas a bioestática e a biomecânica. A 
bioestática estuda o mecanismo dos quais o organismo dispõe para se opor às forças aplicadas, evitando 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
lesão. Já a biomecânica estuda as reações de fenômenos mecânicos sobre organismos vivos, 
considerando a forma com que os esforças mecânicos são transmitidos e como são recebidos pelo tecido. 
MOVIMENTOS QUE AS PPRs PODEM SOFRER: ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO 
Movimentos que ocorrer na PPR sob função e durante sua inserção ou retirada. 
RotaçãoMovimento do corpo ao redor do seu eixo. Não é necessária sua simetria. 
Rotação no plano sagital 
Movimento da PPR de extremidade livre ao redor do fulcro (eixo) que passa sobre os dois apoios 
principais. Os efeitos das cargas mastigatórias podem ser minimizados por apoios oclusais e incisais, 
maior recobrimento da área chapeável, uso do conector maior adequado, etc. 
Rotação no plano frontal 
Provoca movimento látero-lateral. Ocorre principalmente em mastigação unilateral. É evitada por 
meio da rigidez do conector maior, recobrimento máximo da base, posicionamento dos dentes, 
desenho dos grampos e oclusão correta. 
Rotação no plano horizontal 
Ocorre devido aos planos inclinados das cúspides, que proporciona um componente horizontal de 
força. Pode ser ântero-posterior ou látero-lateral. É diminuído pelo recobrimento adequado da 
extensão distal, oclusão equilibrada e escolha adequada do conector maior, sendo influenciada pela 
reabsorção óssea. 
Translação 
Movimento de todos os pontos de um corpo em relação a um eixo distante dele próprio. 
Deslizamento do objeto. Pode ser retilíneo ou curvilíneo. 
Tais movimentos podem ocorrer simultaneamente. 
Translação vertical da sela 
Projetada nos planos sagital e frontal, representa o movimento de afastamento e aproximação da 
sela em relação ao rebordo alveolar, na direção oclusocervical. 
Translação horizontal da sela 
Movimento projetado no plano horizontal que pode ser em direção ântero-posterior, que ocorre 
devido aos contatos oclusais entre as posições de RC e OC, ou látero-lateral, provocada por contatos 
oclusais nos lados de trabalho e balanceio. 
Em casos de PPRs com extremidades livres, existem 3 movimentos de rotação e 3 de translação, 
podendo ocorrer associados. 
PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS 
Para um bom planejamento deve-se eleger a trajetória de inserção mais favorável. Considerar o no 
de dentes, sua distribuição no arco, a quantidade e qualidade de tec. ósseo e fibromucoso e a presença de 
eixos de rotação reais / virtuais. 
Quando em função, a PPR está submetida a todas as modalidades de força, esses esforços devem 
ser controlados pelo planejamento para que não ultrapassem os limites de tolerância tecidual. 
Diferentes esforços causam diferentes movimentos, cada um com o seu princípios biomecânicos 
diferentes, que são o princípio de retenção, composto pelas forças que atuam no sentido cervicoclusal 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
(alimentos pegajosos), suporte, que é a resistência aos componentes verticais das forças mastigatórias, 
fornecida pelos apoios, e estabilidade, composto pelas forças que ocorrem no plano horizontal, decorrente 
de contatos oclusais em plano inclinados, logo depende do antagonista, número de dentes, etc. 
RETENÇÃO 
Pode ser: fisiológica, que é dada pelo equilíbrio entre a PPR e a musculatura paraprotética, sendo a 
PPR mantida dentro da boca, física, representada pelos princípios físicos de adesão, coesão e pressão atm. 
entre sela e fibromucosa, e mecânica, obtida através de componentes mecânicos da PPR. Esta última pode 
ser direta, obtida pela utilização de retentores intracoronários e/ou extra, friccional, que é a somatória das 
áreas de contato da PPR com os planos guia dos dentes de suporte que fornecem retenção adicional, ou 
indireta, esta é necessária quando ocorrem eixos de rotação reais, ou seja, em casos de PPR com 
extremidades livres, assim são utilizados os retentores indiretos. 
Na retenção física, a adesão é a atração física da mucosa, saliva e acrílico (substâncias diferentes), 
muito bem adaptados. A diminuição na quantidade de saliva (xerostomia) compromete diretamente a 
adesão, assim como uma saliva menos espessa e viscosa. A coesão é a atração física de moléculas de 
uma mesma substância. Relaciona-se com a força retentiva da película de saliva. Também ha pressão 
atmosférica. 
Quanto melhor a adaptação do acrílico à mucosa e maior a área basal da PPR, melhores são a 
adesão, coesão e pressão atmosférica. 
SUPORTEÉ a resistência que a PPR oferece às forças mastigatórias verticais, prevenindo deslocamento desta 
contra os tecidos de suporte. É dado pelos apoios, encaixes, superfície basal da sela e conectores maiores 
para maxila. 
O suporte depende da rigidez dos componentes da PPR, do tipo de fibromucosa (rígida, flácida ou 
resiliente) e do fator ósseo dos tecidos envolvidos. 
LOCALIZAÇÃO DOS EIXOS DE ROTAÇÃO 
Os eixos de rotação podem ser reais ou virtuais, este último ocorre nos casos de PPRs 
dentossuportadas. Devido à disposição dos retentores diretos (3 ou +), não existe rotação real, pois 3 
pontos distantes entre si formam um plano, promovendo estabilização. 
ESTABILIDADE 
É a resistência da PPR às forças horizontais. É obtida através das porções rígidas dos grampos, 
pelos flancos V e L dos rebordos alveolares e por uma oclusão equilibrada. Outras fatores influenciam como 
o número, mobilidade e distribuição de dentes, quantidade e tipo de rebordo alveolar, grau de resiliência da 
fibromucosa, relação interoclusal, etc. 
______________________________________________________________________________________ 
APOIOS E PREPAROS PARA APOIOS 
Apoio é o elemento constituinte da PPR responsável pela fixação e suporte. Eles alojam-se em 
cavidades preparadas para recebê-los, os preparos para apoios. 
FUNÇÃO DOS APOIOS 
Fixação 
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Posição de assentamento final, onde o apoio impede que ocorra o movimento oclusocervical, logo a 
PPR não vai se deslocar além desse limite. O deslocamento cervical pode lesionar tecidos subjacentes. 
SuporteO periodonto de sustentação pode receber forças desde que dirigidas ao longo eixo do dente, ou 
seja, dirigidas axialmente aos dentes de suporte, para isso os apoios servem, pois eles transmitem as 
cargas mastigatórias recebidas pela base da prótese, aos dentes de suporte. 
Os apoios devem ser rígidos para que as forças sejam dirigidas e distribuídas às estruturas de 
suporte, caso contrário podem ser criadas forças lesivas aos dentes e fibromucosa. 
Retenção indireta 
Função restrita aos casos de extremidades livres, onde ocorrem movimentos de rotação reais. A 
retenção indireta é imprescindível para o sucesso da retenção direta. 
Restabelecer o plano oclusal 
Dentes perdidos podem promover migrações dentárias, como uma inclinação, assim o plano oclusal 
pode ser restabelecido com macroapoios ou apoios gigantes. Estes devolvem totalou parcialmente a 
anatomia da superfície oclusal. 
Fechar pequenos diastemas 
Minimiza a impacção de alimentos. 
Contatos interproximais são importantes, pois movimentos distais e mesiais da sela geram forças 
nos sentidos distomesial e mesiodistal, estas por sua vez são mais bem distribuídas quando ocorrer contato 
entre o dente suporte e o seu adjacente, funcionando como o ponto de contato. 
Estabilização horizontal da prótese 
Função obtida com os apoios geométricos, encaixes de precisão e semiprecisão, devido à grande 
profundidade vertical em que são aplicados. Devido à maior profundidade, esses apoios transmitem forças 
horizontais em maior magnitude do que apoios rasos preparados somente em esmalte, logo o princípio 
biomecânico de estabilização horizontal é mais bem alcançado com estes. 
CLASSIFICAÇÃO DOS APOIOS 
Quanto à localização 
• Oclusais: sobre a superfície oclusal de pré-molares e molares. 
• Incisais: na superfície incisal de incisivos e caninos. 
• Palatinos ou linguais: na superfície lingual de incisivos e caninos. 
• Interdentais: na superfície oclusal entre dois dentes posteriores ou incisal entre dois dentes anteriores. 
Quanto à natureza da superfície 
Classificam-se de acordo com a superfície em que são preparados em esmalte natural, amálgama 
ou resina composta ou prótese unitária e fixa. 
Quando à forma 
• Simples: preparados diretamente na boca, sobre esmalte, amálgama ou resina composta. 
• Geométricos: preparados sobre PPF. Têm uma forma geométrica definida, não tendo como objetivo 
principal gerar retenção direta friccional, mas suporte e estabilidade efetiva. 
• Encaixes de semi-precisão: possuem encaixes fabricados em laboratório. Possui custo atraente. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
• Encaixes de precisão: possuem encaixes pré-fabricados industrialmente que poderão ser incluídos no 
enceramento da PPF ou soldados a essa estrutura. A qualidade não depende da habilidade do técnico. 
PREPAROS PARA APOIOS 
Cavidades preparadas para alojar os apoios das PPRs. Também garantem espaço para colocação 
do apoio sem interferências na oclusão e garantem rigidez. 
Sua forma e contorno visam proporcionar à PPR melhor desempenho biomecânico e maior 
proteção ao dente de suporte, ou seja, visa ter uma PPR eficiente e não-iatrogênica. 
Preparos para apoio oclusal para pré-molares e molares 
O que difere um preparo oclusal entre PM e M é a sua dimensão. Para molares, deve-se dividir no 
sentido mesiodistal em quatro partes e no sentido vestibulolingual em três partes. O preparo deve ter a 
dimensão do quadrante mediodistal ou mediomesial. Para pré-molares, divide-se no sentido mesiodistal e 
vestibuloingual em três partes. 
Os planos guia deverão ser preparados antes dos preparos para não alterar suas dimensões. 
Os preparos para apoio devem ter um contorno na forma de “V” arredondado. Sua linha de 
terminação junto às superfícies V e L deve acabar suavemente, criando espaço para maior quantidade de 
metal, o que gera maior resistência ao grampo. O preparo deve mostrar uma superfície côncava e 
expulsiva, com a forma de uma colher. A região do preparo mais próxima ao centro do dente tem a parede 
pulpar mais profunda que a região proximal, assim a resultante das forças têm uma direção mais axial. 
A confecção do preparo oclusal deve seguir a sequência: 
1. Realizar o preparo com instrumentos de baixa rotação. Contorno inicial com broca troncocônica, este 
deve ser um pouco menor do que a forma final, deixar as paredes axiais com expulsividade adequada e 
a parede pulpar inclinada para o centro do dente. O resultado é um preparo com contorno nítido, 
geométrico e expulsivo, com a parede pulpar plana e inclinada para o centro do dente. 
• A profundidade final do preparo é de 1,2 mm na região proximal e 1,5 mm na região mais interna. 
2. Tornar côncava a parede pulpar com brocas esféricas. 
3. Arredondamento do ângulo cavossuperficial de todo o preparo, removendo assim prismas de esmalte e 
deixando o preparo mais arredondado, o que facilita a adaptação da armação metálica. 
• Preparos em amálgama podem ser mais profundos do que os em esmalte, devido à exposição da dentina. 
4. O acabamento dos preparos é feito com brocas esféricas e chama de vela. Após essa etapa, é feita 
aplicação tópica de flúor 8% ou verniz fluoretado. 
Apoios interdentais para molares e pré-molares 
Podem ser realizado entre 2 Ms, 2 PMs ou entre 1 PM e 1 M. São usados quando se planeja o uso 
de grampos gêmeos unidos pelo apoio. 
A parede pulpar é plana, o preparo estende-se ligeiramente até as paredes V e L oferecendo maior 
volume aos braços do grampo. As paredes proximais são ligeiramente expulsivas e o ângulo entre parede 
pulpar e proximal é ligeiramente arredondado. 
A sequência de etapas operatórias são: 
1. Caixa oclusal, com centralização dos dentes; 
2. Pronfundidade de 1,5 mm e largura de 2,2 mm; 
3. Obter divergência das paredes proximais para oclusal e arredondar o ângulo pulpoproximal; 
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4. Término do ângulo cavossuperficial e arredondamento dos ângulos pulpovestibular e lingual; 
Esse tipo de preparo para apoio só deve ser realizado quando o mesmo não comprometer o ponto 
de contato, e sua centralização pode ser ligeiramente comprometida buscando realizar o preparo sobre uma 
restauração, preservando estrutura hígida. 
O suporte pode ser aumentando com pequenos apoios oclusais na área remanescente. 
Apoios incisais para caninos 
Suas dimensões são 1,0-1,5 mm x 1,5-2,0 mm. Podem ser realizados em caninos, no ângulo distal 
ou mesial.Possuem a forma de “V”, estendendo-se para V e L para que o apoio transmita forças na direção 
axial. O sulco palatino indica a direção do preparo. Em caninos inferiores, em que este sulco não é muito 
evidente, a área para confecção do preparo deve ser a região intermediária entre a ponta da cúspide e o 
ângulo incisoproximal. 
O preparo deve ter seus ângulos arredondados de forma a haver um desaparecimento progressivo 
do preparo por palatino, até terminar em zero. 
Apoios incisais para incisivos 
São executados em incisivos, no ângulo mesial ou distal. 
Ocupam o ângulo incisoproximal, com o extensão do preparo por V e L na forma de bisel. A 
extensão na V é menor que na L, favorecendo a estética, mas sua presença é importante para o 
direcionamento das forças. Sua porção central deve ser mais profunda que a região proximal (convergindo 
para o centro do dente). 
A parede proximal deve ser expulsiva e a parede pulpar inclinada para o centro do dente. Os 
ângulos devem ser arredondados e a parede pulpar deve ser côncava. 
Incisivos superiores têm o seu preparo na L orientado pela direção do sulco de desenvolvimento. 
Preparos para apoios em cíngulo 
Indicados para CS, CI e IS com cíngulo proeminente. Para inferiores, o preparo é denominado 
preparo para apoio lingual. Ocupam toda a área de cíngulo com a forma de cunha inclinada para o centro 
do dente.Possui inclinação vantajosa para casos em que a oclusão é muito fechada e não há espaço para 
passagem do conector menor atingir o apoio incisal. Também apresenta estética e localização próxima ao 
fulcro do dente, o que minimiza o braço de alavanca formado sobre o suporte dental, protegendo o suporte 
periodontal. 
Apoios interdentais para dentes anteriores 
Indicados para ii, num mesmo nível oclusal e cuja estética não seja muito importante. Consiste na 
união de 2 preparos para apoios incisais, onde a parede pulpar é plana e as proximais expulsivas. Os 
ângulos V e L são biselados. Os ângulos incisoproximais devem ficar arredondados. 
APOIOS INCISAIS vs. CÍNGULO 
Os apoios em cíngulo apresentam maior estética, já o apoio incisal tem maior braço de alavanca, 
logo é necessário menos força para movimentá-lo, e também possui melhor transmissão de carga, pelo 
longo eixo do dente. 
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CONECTORES MAIORES 
Elemento da PPR cuja função é unir direta ou indiretamente todas as outras partes componentes 
entre si. Ainda pode participar do suporte, das retenções direta e indireta e da estabilização da PPR. Sua 
função de suporte é dada pelo seu íntimo contato com a fibromucosa. 
A retenção direta é dada pelos seguintes princípios físicos: adesão, coesão e pressão atmosférica. 
A retenção indireta depende do íntimo contato entre conector e tecido de suporte fibromucoso, impedindo 
que a PPR rotacione pelo fulcro formado pelos dois apoios oclusais. A fibromucosa perpendicular ao fulcro 
atua como retentor indireto durante a “rotação mesial”. A principal estabilidade é resultado do contato da 
armação metálica com os dentes de suporte. 
Os flancos linguais do palato realizam sua estabilização. Quanto mais profundo for o palato, maior a 
ação de estabilização horizontal. 
Estas características dependem do íntimo contato do conector com a fibromucosa e por uma 
armação metálica e selas que se adaptam perfeitamente. 
CARACTERÍSTICAS DOS CONECTORES MAIORES 
RigidezFundamental para que a PPR atinja seus objetivos de bom desempenho biomecânico, aliado à 
preservação dos tecidos remanescentes e conforto do paciente. A rigidez é responsável pela correta 
distribuição das forças verticais e horizontais que atingem a PPR. Se o conector se flexionar sob função, 
poderá intruir-se no tecido fibroso, traumatizando-o. 
Caso o conector maior se deforme, os dentes podem receber ação de torque, lesando o periodonto. 
Compatibilidade biológica 
Alguns materiais podem desencadear reações alérgicas quando em contato com os tecidos, como 
ligas Ni-Cr, e monômero residual em resinas acrílicas. 
CONECTORES MAIORES PARA A MAXILA 
Não há necessidade de alívio em todos os conectores para maxila. O palato participa do suporte da 
prótese. Esse contato, conector/tecidos, não é prejudicial desde que adequadamente suportado pelos 
apoios e suficientemente rígido. 
Os conectores maiores devem ficar afastados 4-6 mm da gengiva marginal livre, enquanto, aqueles 
que se situam nas rugosidades palatinas devem ter sua linha de terminação no vale entre duas 
rugosidades, para que o conector seja menos perceptível à língua. 
Barras palatinas 
São conectores estreitos, diferentemente dos recobrimentos, que são conectores mais largos. 
Quanto à sua localização, pode ser anterior, média e posterior, sendo que as barras anteriores 
ocupam a região de rugosidades palatinas, as médias, logo atrás das rugosidades, e as posteriores, à frente 
do limite palato duro e mole. 
Sua secção é em forma de “D”alongada, devendo ser espessa para fornecer rigidez. 
Quanto à sua indicação, têm sido muito utilizadas por serem de fácil confecção, entretanto são 
conectores pouco rígidos e pouco confortáveis, portanto as barras palatinas devem ser utilizadas apenas 
em casos de pequenos espaços protéticos de classes III e IV. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Recobrimentos parciais 
Sua localização, assim como barras palatinas, é de acordo com a posição que ocupam no palato. 
Quanto à sua secção e forma, devido à sua maior largura, sua espessura pode ser reduzida, sem 
prejuízo na rigidez. Devido à sua forma, são chamados de cinta plana. 
São indicados para classes I, II, III, IV, de espaços protéticos pequenos e médios. Quando ocorrem 
espaços protéticos grandes, podem ser associados dois recobrimentos, que ocupam as regiões média e 
anterior do palato simultaneamente p.ex. 
Recobrimento total 
Localiza-se em toda a área aproveitável do palato. Pode ser de metal ou resina. Deve reproduzir a 
anatomia do palato e da região das rugosidades. 
O metal reproduz melhor os detalhes do que a resina, assim como é mais leve e com melhor 
propriedade de condutibilidade térmica, porém sua confecção é mais difícil. 
Quanto à sua secção e forma apresenta aspecto de cinta plana. 
É indicada quando houver poucos elementos remanescentes, havendo a necessidade que o 
conector maior também participe do suporte, das retenções direta e indireta e da estabilização horizontal. É 
o conector de eleição na presença de apenas dentes anteriores dispostos em linha reta. 
Em casos terminais o peso do aparelho pode prejudicar a retenção, sendo mais indicado o 
recobrimento com resina. 
Dupla barra 
Quanto à sua localização, caracteriza-se pela presença de uma barra anterior e outra posterior, 
formando na região central um espaço livre em forma de anel. 
A forma e secção podem variar de acordo com a distribuição de espaços protéticos. A barra 
anterior deve ter a secção em cinta plana (triangular ???) e a barra posterior em forma de “D” alongada 
(cinta plana ???). Sua espessura e largura varia quanto às necessidades biomecânicas. 
É indicada para classes I, II, III, IV de Kennedy, logo têm indicação universal e excelente rigidez. 
Barra bipartida 
É bipartida, ou seja, na região anterior é única e subdivide-se em duas: uma que une elementos que 
têm contatos com os dentes e outra que une-se à sela, assim há certa liberdade de função. 
A porção anterior (dentária) que se une à sela possui secção em cinta plana, ou em casos de 
pequenos espaços protéticos, poderá ser em forma de “D”alongada. 
Indica-se quando se deseja poupar dentes remanescentes de uma sobrecarga mastigatória. 
CONECTORES MAIORES PARA A MANDÍBULA 
Barra lingual (clássica) 
Localiza-se o mais distante possível da gengiva marginal livre (2-4 mm). Inferiormente, ela deve-se 
manter acima dos tecidos móveis do assoalho da boca. 
A secção é em forma de meia pêra, com a parte mais espessa voltada para inferior. Quanto mais 
longa, maior deve ser sua espessura. 
Não deve ter contato com a mucosa, assim o alívio visa evitar a intrusão do conector nos tecidos. 
Em casos de extremidade livre, ocorre a rotação distal em torno do fulcro que passa entre os dois principais 
dentes de suporte, fazendo com que o conector sofra um movimento para frente e para cima. O alívio cria 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
espaço para essa movimentação, sem que haja intrusão no tecido. Este é menor quanto maior for a 
inclinação vestibular dos dentes e rebordos anteriores, quando maior a verticalização dos dentes anteriores, 
maior deve ser o alívio. 
Quanto à sua indicação, é de aplicação universal (classes I, II, III e IV de Kennedy), desde que haja 
espaço para sua aplicação, ou seja, a altura do rebordo lingual seja compatível com a largura da barra. 
Sua melhor posição é mais baixa possível, sem interferir nas inserções musculares. 
Chapeado lingual 
Quanto à sua localização, recobre desde o cíngulo dos dentes anteriores no limite superior até 
pouco além da gengiva marginal, no limite inferior. 
Quanto à sua forma e secção, deve contornar os dentes anteriores perfeitamente. A sua posição 
inferior deve apresentar secção em forma de meia pêra para proporcionar rigidez ao conector. 
Deve-se aliviar as ameias para que o conector não invada áreas retentivas interdentais. Toda a 
extensão sobre gengiva também deve ser aliviada para proteger gengivas marginal livre e inserida. 
Pode ser indicado para casos de espaço insuficiente para a colocação de uma barra lingual 
clássica, por altura reduzida do rebordo ou inserção muito alta dos tecidos moles e para casos de aumento 
de retenção indireta. Também para casos em que há expectativa de perda de algum elemento dental, onde 
que a região do dente avulsionado passa a ter a função de sela, onde será fixado um dente artificial. 
Também para pacientes com tórus mandibular, pela localização alta do chapeado lingual. 
Pode atuar como elemento de contenção periodontal. Mais confortável que a barra lingual. 
Split lingual 
Localiza-se em todo o terço médio e cervical dos dentes anteriores, sem atingir a gengiva marginal 
e podendo se limitar ao terço médio. 
Sua secção éde meia cana alongada. Deve contornar os dentes e com espessura compatível com 
a rigidez desejada. 
O alívio deve proteger as ameias. 
As indicações são iguais ao chapeado lingual, principalmente em casos com expectativa de grande 
movimentação da PPR e quando se deseja retenção indireta adicional. Uma indicação particular é em 
dentes anteriores reabilitados por PPF e que receberam um “degrau” na superfície lingual para o conector 
maior. 
Barra sublingual 
Localiza-se no sulco lingual, acima dos tecidos móveis do assolho da boca. Sua posição é mais 
baixa do que a barra lingual clássica. 
Sua secção é ovóide, sendo que seu maior eixo é disposto horizontalmente e sua parte mais 
espessa está por posterior, sob a língua. 
Seu alívio é igual aos das barras linguais. 
É indicado para casos cuja altura do rebordo é reduzida. Para sua utilização, a moldagem da 
região sublingual deve ser perfeita, sem compressão. 
Barra vestibular 
Localiza-se no sulco vestibular, acima do sulco gengivolabial. 
Sua secção é em forma de meia cana alongada, com espessura suficiente para a rigidez. 
Ivan J. M. Oliveira Página 18 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
O alívio é necessário para que haja um pequeno espaço entre conector e tecidos, paralelo ao longo 
do conector. Freio labial e eminência canina devem ser aliviadas. 
É indicado para casos com linguoversão excessiva de dentes anteriores, onde uma barra lingual 
clássica ficaria muito afastada do rebordo lingual. 
Barra bipartida 
Sua parte anterior tem a mesma localização da barra lingual clássica e de sua porção média, 
ramifica-se em duas. A parte inferior une-se à sela e a superior a todos os elementos constituintes. 
A região de barra única tem secção em forma de meia pêra. Após a bifurcação, a secção de ambas 
torna-se em forma de meia cana. 
O alívio é necessário pelas mesmas razões da barra lingual clássica. 
A barra bipartida é uma exceção por não atender aos requisitos de rigidez, assim é indicada para 
casos em que os dentes de suporte possuam suporte periodontal inadequado para que as forças recaiam 
com um mínimo de cargas sobre os dentes de suporte. Devido a isso, só deve ser indicada essa barra 
quando o osso apresenta-se radiograficamente denso e clinicamente estável à reabsorção. 
CONECTORES MENORES 
Elementos que ligam as partes da PPR ao conector maior, são ligados à sela. Possuem alívio 
quando inferior. Normalmente se localiza nos espaços interdentais. 
SISTEMAS DE SELAS E DENTES ARTIFICIAIS 
SELAS (BASES) 
São responsáveis pela fixação dos dentes artificiais, por parte do suporte da PPR, que implica na 
sua capacidade de absorver uma carga mastigatória, e pela reconstrução do volume de tecido ósseo 
alveolar perdido. 
Contribuem para o suporte, retenção física, conforto, estética, fonética e estabilidade, por ser uma 
área de suporte secundário (flancos V e L). 
Podem ser do tipo metálica, metalo-plástica e plásticas, esta última com ou sem reforço metálico. 
Relacionamento da sela com a fibromucosa 
• Relacionamento passivo: relacionamento entre a base da prótese e a fibromucosa em casos de PPRs 
dentossuportadas, onde as forças mastigatórias exercidas sobre as superfícies oclusais dos dentes 
artificiais são transmitidas para o tecido ósseo via dentes de suporte e tecidos periodontais, sendo que a 
sela atua de forma passiva, não comprimindo a fibromucosa. 
• Relacionamento ativo: corresponde aos casos de extremidades livres, onde que o conector maior provem, 
junto com bases, o suporte fibromucoso da prótese. Isso impõem que a barra palatina tenha a maior 
amplitude no sentido ântero-posterior, o que permite sua construção em pequena espessura, sem prejuízo 
à rigidez. Ao se tratar de uma participação ativa da fibromucosa na sustentação da PPR, alguma 
moldagem corretiva deverá ser usada para garantir melhor adaptação da sela ao rebordo residual. 
A sela pode ser constituído por: 
1. Metal: constitui um arcabouço de elementos que se entrelaçam e propiciam a fixação da outra parte de 
resina acrílica. A melhor forma é a em forma de grade. Ao se construir as malhas de uma sela, deve-se 
ficar atento ao limite vestibular desta estrutura, pois se as malhas avançarem muito para vestibular, o 
metal ficará a mostra e a estética será prejudicada. Normalmente o limite é da crista do rebordo. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
São indicadas para pequenos espaços intercalares com cristas alveolares estabilizadas e, 
excepcionalmente, para casos de extremidade livre e também em modificação de um dente. 
São contra-indicadas em casos de extrações recentes ou sobre tecidos basais instáveis. 
Apresenta como vantagens melhor adaptação, facilidade de limpeza, menor acúmulo de placa, 
melhor tolerância aos tecidos, estímulos térmicos, menor volume e maior resistência. 
Apresenta como desvantagens a impossibilidade de reembasamento, exige técnica apurada de 
laboratório e estética. 
2. Plástico: têm a função de fixar os dentes artificiais e atender os requisitos estéticos de volume, forma e 
cor. A resina permite o uso de recursos de caracterização e permite reembasamento. Podem ser 
inteiramente plásticas (PPRs provisórias) ou com reforço metálico (rede ou grade metálica), são usadas 
em tratamentos de maior longevidade. 
3. Plásticas com reforço metálico: o contato com a fibromucosa se faz somente pela resina, sua fixação à 
armação ocorre através de uma alma metálica que também tem função de reforço. Possui indicação 
universal, especialmente para casos de extremidades livres. Suas vantagens são sua facilidade de 
elaboração, possibilidades de reembasamento e recobrimento, facilidade de correção da base e borda 
por adição ou subtração, não ocorre percolação entre dentes de resina e base e pela possibilidade de 
montagem dos dentes artificiais na posição anteriormente ocupa pelos dentes naturais. Sua 
desvantagem é a porosidade. 
BASE IDEAL 
Deve apresentar boa adaptação aos tecidos e pequena alteração dimensional, superfície densa 
capaz de receber um bom acabamento, condutibilidade térmica, baixo peso, resistência à fratura e 
distorção, fácil limpeza, estética, possibilidade de reembasamento e baixo custo. 
SELAS METALO-PLÁSTICAS 
Na crista do rebordo alveolar há a parte metálica. A parte plástica complementa por V e L, de forma 
a sustentar os lábios. 
As cristas do rebordo são sempre recobertas por metal e as bordas por resina. 
São indicadas em casos de classe III, normalmente superior, com grandes perdas ósseas, e casos 
de extremidades livres, onde a vantagem é estabelecer bordas e forma e volumes corretos. 
DENTES ARTIFICIAIS 
Os dentes artificiais possuem as funções dos dentes naturais perdidos. Assim, deverão ter tamanho, 
forma e cor dos naturais. As informações devem ser colhidas na boca do paciente e em modelos de 
trabalho. Substituem anatomica e fisiologicamente os dentes naturais. 
Suas funções são restaurar o sistema mastigatório, manter a distância entre arcos, impedir 
extrusões dos dentes antagonistas, restabelecer estética e fonética e restabelecer guias de oclusão, 
anterior e canina. 
DENTE ARTIFICIAL IDEAL 
Deve ser tão semelhante quanto possível aos naturais, inquebráveis, resistentes, capazes de 
articular com qualquer tipo de oponente e sem defeitos diversos. 
TIPOS DE DENTES 
1. Estoque: resina ou porcelana, podem ser anatômicos, semianatômicos ou planos. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
2. De tubo: resina ou porcelana, com perfuração interna para retenção da base. 
3. Facetas: somente para anteriores. 
4. Fabricados em laboratório 
5. Com reforço metálico, metálicos, oclusais metálicas ou facetas intercambiáveis. 
Dentes de estoque em resina 
Possuem indicação universal, sendo contra-indicação, o desgaste, substituição de um único dente, 
pequena distância interoclusal e grande overbite. 
Suas vantagens são a quantidade de tipos,formas e cores, facilidade de ajuste, não abrasionam 
antagonistas e possuem ligação química com resina da base. 
Como desvantagens, apresentam desgaste rápido, o que altera sua forma, perda da DV e 
manchamento. 
Dentes de estoque em porcelana 
Apresentam excelente resistência à abrasão. 
São indicados em casos em que o antagonista é de porcelana ou resina e para substituição de 
dentes anteriores. 
São contra-indicados como antagonistas de metal ou esmalte, pois ele os desgasta. 
Suas vantagens são alta resistência ao desgaste, alto poder de corte (mastigação mais efetiva) e 
estabilidade de cor. 
Suas desvantagens são que esses dentes são muito friáveis, ocorre percolação entre dente-sela, 
ruídos na mastigação e montagem e desgaste difíceis. 
MontagemOcorrerá a atuação de certos obstáculos, como a presença de dentes remanescentes limitando os 
espaços protéticos e dificultando a colocação em posição dos dentes, a presença de elementos retentores, 
grampos ou encaixes, a presença de malhas metálicas da sela, que diminuem o espaço cérvico-oclusal, e a 
harmonização dos dentes artificiais com os seus oponentes naturais. 
Deve-se levar em cosideração o material cujo dente foi confeccionado. Ele pode ser: 
• Dentes de resina acrílica: mais facilmente moldáveis às limitações de espaços, apresentam menor 
resistência ao desgaste, o que implica alterações negativas em oclusão. Sua utilização se dá em casos 
onde há certa precariedade no espaço cérvico-oclusal que impede o uso de dentes de porcelana, casos 
do arco mandibular de classe I de Kennedy com remanescentes de canino a canino e edentado total do 
arco superior, e casos de pacientes com musculatura delicada e que não são bruxómanos. Pode se optar 
também pelo emprego de superfícies oclusais metálicas. 
• Dentes de porcelana: não sofrem desgastes e conservam sua forma e cor. Porém, como desvantagens, 
são friáveis, não podem ser utilizados quando o espaço cérvico-oclusal é pequeno, sua montagem 
contígua aos dentes principais de suporte é inviável, uma vez que o volume do conector menor é um 
obstáculo. 
Os dentes de porcelana são os dentes de escolha quando há espaço para a sua montagem, sem 
prejuízos mecânicos. 
Os dentes devem ser selecionados a partir do princípio que estes devem ter cor, forma e tamanho 
adequados, e além disso, uma superfície oclusal duradoura. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
RETENTORES DIRETOS 
Fornece retenção à PPR na direção do eixo de inserção e no sentido contrário. 
Pode ser dada por fatores fisiológicos ou mecânicos, estes últimos são constituídos pelos retentores 
diretos. 
Podem ser do tipo intracoronário, que possui alto custo, extracoronários (grampos) ou intra- 
extracoronários. 
Obs.: O ângulo de convergência cervical consiste na somatória da trajetória de inserção com a superfície a 
ser estudada. 
Partes constituintes 
• Apoio oclusal (suporte); 
• Braço de retenção: é afilado e localiza-se abaixo do equador protético; 
• Braço de oposição: possui espessura uniforme, localiza-se acima do equador protético; 
• Corpo: normalmente localizado no plano guia; 
• Conector 
Obs.: No plano guia, o desgaste é menor quando este se localiza em extremidade livre, sendo no máximo 
no terço oclusal, isso evita torque durante a intrusão da PPR. 
GrampoApresenta o braço retentivo, cujo terço terminal fica abaixo do equador protético, permitindo maior 
flexão, além disso há o terço médio e o terço de união. 
Seu braço recíproco é um braço de oposição, é rígido e fornece estabilidade horizontal. 
O apoio oclusal permite a transferência da carga mastigatória para o osso alveolar, pelo longo eixo 
do dente, o deslizamento do grampo, evita a abertura dos braços do grampo, o que levaria à intrusão, e 
contrapõe aos movimentos horizontais. 
Corpo 
É rígido e une os braços e apoios entre si. 
Conector menor 
É rígido e une o corpo e os braços ao esqueleto metálico. 
Retentores extracoronários 
Princípios básicos de desenho 
O retentor extracoronário deve ter mais de 180o da maior circunferência da coroa, sendo 270o o 
ângulo ideal de circunscrição. 
O apoio oclusal deve impedir movimentos dos retentores para cervical (suporte). 
O terminal retentivo deve ficar oposto por um braço opositor. 
Obs.: a área de ação do braço de retenção consiste no momento do seu 1o toque em uma área expulsiva 
do dente, até a área em que ele se estabiliza. 
Deve haver abraçamento, ou seja, o contato da área interna do grampo e a área externa do dente 
na posição de assentamento final. 
Deve promover a retenção. 
Fatores que determinam a quantidade de retenção de um retentor 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
1. Tamanho do ângulo de convergência cervical: um ângulo pequeno gera pouca retenção. Deve existir 
um terminal retentivo a 1,5 mm abaixo do equador protético. Para obter isso, pode-se acrescentar 
resina, fazer uma ameloplastia (criar concavidades), criar uma cavidade de amálgama ou através de 
uma peça protética, tudo isso para criar a retenção. Não é possível alterar a trajetória de inserção. 
2. Localização do terminal retentivo no ângulo de convergência. 
3. Comprimento do grampo, onde que quanto maior o seu comprimento, maior é a sua flexibilidade e 
menor é a sua retenção. 
4. Diâmetro da secção transerval, onde que quanto maior é o diâmetro maior é a rigidez. 
5. Forma da secção transversal, sendo que quando cilíndricos ocorre flexão para todos os lados, já 
quando sua secção é meia cana, a flexão ocorre somente para um lado em 95% das vezes. 
6. Flexibilidade do braço do grampo, que depende do material utilizado e o tratamento térmico. 
7. Tipos de grampo: podem ser circunferenciais, cuja origem é em oclusal e a retenção é em cervical, ou 
de ação de ponta, cuja origem é em gengival e a retenção em cervical. 
Obs.: a placa proximal consiste em uma extensão do braço de oposição em proximal, esta garante 
estabilidade horizontal. 
Grampos circunferenciais 
Apresentam como vantagens serem mais simples e diretos, mais rígidos e fáceis de construir e são 
de melhor circunscrição. 
Apresentam como desvantagens, recobrirem maior área dentária, são menos adaptáveis por serem 
mais rígidos, aumentam a superfície oclusal e são menos estéticos. 
São eles: 
1. Akers: indicado para casos de classe III dentossuportada, seu apoio é vizinho ao espaço protético e 
terminal retentivo. 
2. Gillet: 
3. Jackson-Crib: indicado para casos de classe III cujo hemiarco é dentado, ocorre apoio em 3 dentes, 
retenção em vestibular, pode ser aberto (menor retenção) ou fechado e sua oposição é dada pelos 
conectores menores. 
4. Anel: indicado para cassos de classe IV, III, dentes e solados, possui 2 conectores menores nas 
proximais, 1 braço de apoio e 1 braço de retenção, também possui 2 apoios e não existe grampo em 
anel fechado. 
5. Falso anel / PM: possui 2 apoios e 1 conector menor. Utilizado para casos dentossuportados. 
Obs.: Dente anterior isolado ou vizinho ao espeço protético: utiliza-se de placa proximais nas áreas 
próximas ao espaço edêntulo. 
6. Martinet-Nally: possui as extremidades livres (pré-molar/canino), apoio longe do espaço protético, 
retenção em mésio-distal e não é feito em molar, pois apresenta muita flexibilidade. 
7. Gêmeos: associação de 2 grampos de Akers, são unidos pelo braço de oposição ou pelo preparo para 
apoio. Indicado para casos classe II e classe IV (hemiarco dentado). 
8. Half and half: indicados para pré-molares isolados com certa restrição, possui 2 terminais retentivos 
diametralmente opostos (forças anuladas por reciprocidade), 2 conectores menores e 2 apoios. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
9. Ação posterior: o conector menor encontra-se longe do espaço protético, o apoio é vizinho ao espaço 
protético, a retenção ocorre longe desse espaço e ele não é indicado. 
10. Equipoise: deve serfeito sobre peça protética. Ocorre apoio profundo na mesial, o que evita migração 
para vestibular, o plano guia é na lingual, a retenção em distovestibular e a extremidade livre. 
Grampos por ação de ponta 
Indicações: 
• T: caninos, pré-molares superiores e inferiores, dentes anteriores inferiores e molares; 
• L: mesial do canino inferior; 
• U: molares inferiores; 
• I: distal do canino (casos dentossuportados) e pré-molar superior; 
• RPI: caninos e pré-molares inferiores e superiores, casos de extremidades livres. Neste ocorre conector 
menor, grampo de I e placa proximal; 
GRAMPOS OU RETENTORES EXTRACORONÁRIOS 
Componentes cuja função é resistir às forças de deslocamento aplicadas à PPR, de forma a conferir 
suporte, retenção e estabilização à mesma, além de preservar a integridade das estruturas de suporte. 
Essas forças podem atuar vertical, horizontal ou obliquamente, e ainda, resultar em movimentos de rotação. 
Permite que a PPR fique em uma posição estável e fixa, sem ser deslocada durante os atos habituais. 
CLASSIFICAÇÃO 
Segundo a retenção 
• Direta: relacionam-se com os dentes principais de suporte, ou seja, adjacente aos espaços protéticos. 
• Indireta: relacionam-se com os dentes secundários de suporte, ou seja, a distância do espaço protético. 
Segundo a construção 
• Fundidos: resultantes de fundição por técnica da cera perdida com ligas áureas e as de Cr-Co. 
• Adaptados: construídos com fios de aço inoxidável ou de ouro trefilado. 
• Combinados: apresentam uma parte fundida e outra adaptada. 
TIPOS DE GRAMPOS 
Dois tipos se diferenciam pela sua forma, desenho e mecanismo de ação. São eles: 
Grampos circunferenciais 
Possuem forma circunferencial e abrangem grande parte da circunferência da coroa. 
São constituídos pelo apoio, corpo, braço de retenção e braço de oposição. 
Mantêm íntimo contato com o esmalte do dente de suporte, apresentam um traçado de oclusal para 
gengival, com sua maior extensão no terço médio. Os braços partem do corpo localizado por proximal, e 
percorrem as superfícies axiais, V e L, em direção à superfície proximal oposta. A extremidade do braço de 
retenção é denominada ponta ativa, estando localizada na área retentiva. A deformação elástica do braço 
de retenção ocorre pela flexão sofrida ao passar pelo equador protético. 
Os grampos circunferenciais conferem suporte, retenção, reciprocidade, estabilidade e abraçamento 
Grampos a barra ou por ação de ponta 
Possuem pequeno contato com a coroa dentária, o seu traçado é de gengival para oclusal, 
alcançando a zona retentiva sem cruzar a linha equatorial protética. Somente a extremidade da ponta ativa 
fará contato com essa zona, exceto o grampo em T. Esses grampos originam-se de uma sela, de onde se 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
dirigem para a zona retentiva, tangenciando em sua trajetória tecidos moles, sem tocá-los. Devem cruzar a 
gengiva marginal em 90o. 
Apresentam duas partes, o braço de acesso / conentor menor e a ponta ativa / terminal. 
Suas características de forma conferem a ele uma deformação por torção. 
Apresentam melhor capacidade retentiva que os grampos circunferenciais. Entretanto, os grampos 
circunferenciais se dipõem sozinhos de todos os elementos para atender aos princípios biomecânicos 
fundamentais, ao passo que grampo a barra sempre precisam da complementação de apoio oclusal, de 
outro grampo ou do braço de oposição de outro grampo circunferencial. 
Vantagens dos grampos a barra 
Vantagens e desvantagens dos grampos 
• Mais estéticos; 
circunferenciais 
• Mais retentivos devido à deformação 
• Conferem excelente suporte, estabilidade e 
elástica por torção. 
abraçamento; 
• Não retêm alimentos; 
• Suas desvantagens são insignificante, uma 
vez que os contornos axiais das coroas dos 
dentes de suporte são alterados no 
preparo. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS OU BÁSICOS DOS GRAMPOS 
• Suporte: impede a intrusão da PPR (apoio); 
• Retenção: resistir às forças que tentam tirar a PPR de sua posição de assentamento final (braço de 
retenção); 
• Reciprocidade: terminal retentivo aposto por um braço opositor. Quando na inserção da PPR, há toque 
concomitante dos braços (braço de oposição); 
• Estabilidade: PPR estável frente às forças durante movimentos funcionais e repouso (todos os elementos) 
• Circunscrição: mais de 180o da coroa sendo envolvida. O ideal é 270o. 
• Abraçamento: retentor direto adaptado em contato íntimo, entre a parte interna do grampo e a parte 
externa do dente. 
• Passividade: o grampo não deve exercer forças sob o dente de suporte. 
BRAÇO DE RETENÇÃO 
Localiza-se comumente por vestibular, sua função é a retenção frente às forças no sentido gengivo- 
oclusal e estabilidade horizontal. É constituído por 3 partes, sendo que o terço terminal é flexível e encontra- 
se na área retentiva. O terço médio apresenta flexibilidade limitada e cruza o equador protético, já o outro 
terço é rígido e fica junto ao corpo, acima da zona retentiva. 
Sua localização ideal, deve ser para os 2⁄3, exceto o 1⁄3 terminal, e o braço de oposição, acima do 
terço médio da coroa, logo acima do terço gengival, enquanto o 1⁄3 terminal está logo abaixo do terço médio, 
no terço gengival. Sendo assim, uma linha equatorial protética ideal coincidiria com este limite entre os 
terços médio e gengival e ainda que o ângulo de convergência cervical fosse tal que proporcionasse um 
ponto imediatamente abaixo deste limite para retenção. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Quanto à sua forma, usualmente sua secção transversal é em forma de meia-cana, uma vez que 
esta proporcionará menor flexibilidade e mais retenção, e o braço deverá ser uniforme em largura e 
espessura, estas constantes, numa relação espessua largura de 0,5, ou seja, largura = 2x espessura, 
podendo ser afilado de sua origem até sua ponta ativa. 
FATORES DE INFLUÊNCIA 
Valor do ângulo de convergência cervical 
Consiste no ângulo formado entre a trajetória de inserção da prótese e a superfície dentária da zona 
retentiva da coroa, tendo como variável a convexidade vestibular da coroa. 
Quanto maior for o ângulo de convergência cervical, maior será a força necessária para remover o 
grampo da região retentiva. 
Distância entre a ponta ativa do grampo e o equador protético dento do ângulo de convergência 
cervicalUma maior deformação elástica por flexão ocorrerá durante a remoção de um grampo cuja ponta se 
encontra mais afastada do equador. Sendo assim, quando ângulos de convergência são diferentes das 
distâncias das pontas ativas à linha do equador protético também será, uma vez selecionada a retenção. 
Para uma mesma retenção, quando o ângulo for maior, estará mais próxima à linha, e mais afastado quanto 
menor for o ângulo. Por isso a calibragem deve ser realizada, para determinar a retenção horizontal. 
Flexibilidade do braço ou grampo de retenção 
A retenção também é baseada na resistência do metal à deformação, que é proporcional à 
flexibilidade, esta depende do comprimento do braço de retenção, onde que quanto maior o comprimento, 
menor a retenção, pois este será mais flexível e menos resistente à deformação, ao diâmetro da secção 
transversal, que é diretamente proporcional à resistência, pois sua flexibilidade é menor, também depende 
da forma de secção transversal, tipo de liga usada na construção e do tratamento térmico realizado, pois 
este aumenta a flexibilidade. 
BRAÇO DE OPOSIÇÃO 
Fornece reciprocidade e estabilização. É rígido e largo no sentido gengivo-oclusal, com extensão 
mínima, devido ao íntimo contato com o dente. Suporte e retenção devem estar sobre planos guia. 
Sua localização é semelhante ao do braço de retenção, sendo mais indicado imediatamente acima 
do terço médio. 
Quanto à sua forma, pode possuir secção transversal em meia-cana, triangular, retangular, desde 
que seja rígido, e para isso é necessário mais volume,e ainda tenha diâmetro médio maior do que o braço 
de retenção. 
CORPO DO GRAMPO 
Une apoio, braço de retenção e de oposição e se liga ao conector menor que une as partes 
restantes da PPR. Deve ser rígido, com extensão até o limite entre terço médio/gengival. 
Estabiliza a prótese, e devido à retenção friccional, também promove retenção. 
PRINCIPAIS GRAMPOS 
Ackers 
Vizinho ao espaço protético (apoio), é indicado para casos classe III de Kennedy. Promovem maior 
retenção longe do espaço protético ? 
Ivan J. M. Oliveira Página 26 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Gillet 
Vizinho ao espaço protético, indicado para MI mesializados e com coroa clínica alta. O maior ponto 
de retenção é próximo ao espaço protético. 
Martinet-Nally (falso anel) 
Apoio e corpo localizam-se adjacentes ao espaço protético. Possui único braço de retenção e 
oposição. Indicado para PM e C vizinhos a espaços protéticos, casos de classe I, II (extremidade livre), pois 
muda o fulcro de local, deixando o terminal retentivo passivo na mastigação. Por ser flexível, pode também 
ser indicado para classes III e IV. 
Anel 
Possui 2 apoios, 1 próximo ao espaço protético e um distante, 2 conectores menores, sendo que 
PM com pequeno volume pode ter somente 1. 
Indicado para M e PM isolados e não indicados para dentes anteriores vizinhos ao espaço protético, 
onde que nestes últimos deve-se usar placa proximal, que aumenta a estabilidade e perpetua a trajetória de 
inserção. 
Half-halfPromove excesso de retenção, indicado para PM isolados. 
GêmeosPodem ser unidos pelo braço de oposição ou pelo apoio. 
São indicados para classe II, gemiarco dentado, e classe IV, cujas áreas de maior retenção são 
diametralmente opostas. 
Jackson-Crib 
Pode ser fechado, mais retentivo, ou aberto, menos retentivo. 
Sua reciprocidade é conferida pelos conectores menores. É indicado para classes III no hemiarco 
dentato (PM e M) e algumas classes IV. 
Sua retenção é indireta. 
Grampos por ação de ponta 
T 
Mais indicado, é usado em PPRs mucodento/dentomuco ou dentossuportada. Sua indicação é 
universal, porém com diminuição da estética em superiores. É comumente usado com placa proximal. 
Possui boa circunscrição. 
L 
Possui boa deformação elástica, é menos retentivo que o T e é indicado para CI (mesial) em casos 
de extremidade livre ou dentossuportada. 
U 
Indicado para MI com coroa clínica curta e pouca retenção. 
I 
Possui ótima estética, é pouco flexível e muito retentivo. São indicados para CI (distal) e é 
normalmente associado à apoios em cíngulo. 
Ivan J. M. Oliveira Página 27 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
RPI 
Realiza menor torque sobre o dente suporte, devido ao apoio oclusomesial (o dente tende a inclinar 
para M) e contato proximal com o dente adjacente. Possui boa circunscrição.É indicado para C, PMS e i. 
PERGUNTAS 
1. Quais os fatores que determinam o alívio da barra lingual? 
A barra lingual não deve ter contato com a mucosa. Nos casos de PPR dentossuportada, o alívio 
visa evitar a possível intrusão do conector nos tecidos, devido à migração fisiológica mesial dos dentes. 
Para casos de PPR com extremidade livre, o alívio é necessário devido à rotação distal que a prótese sofre 
em função. Essa rotação distal ocorre em torno do fulcro que passa entre os dois principais dentes de 
suporte, fazendo com que o conector sofra um movimento para frente e para trás. O alívio cria espaço à 
livre movimentação da barra lingual, sem sua intrusão nos tecidos. 
2. Quais características que deve apresentar um retentor direto confeccionado corretamente? 
Justifique. 
Um retentor direto deve apresentar o braço de retenção, braço de oposição e conector menor. 
O braço de retenção deve ser localizado por vestibular do dente suporte, este por sua vez deve 
possui uma ponta ativa, de flexibilidade máxima e localizada totalmente na área retentiva da coroa, um terço 
médio, de flexibilidade limitada, que cruza o equador protético e um último terço rígido, junto ao corpo do 
grampo e cuja localização deve ser totalmente não retentiva. Seu braço de retenção deve ser 
uniformemente afilado, da origem até a ponta ativa, sua secção transversal deve ser semicircular ou meia- 
cana. 
Já o seu braço de oposição deve ser rígido e largo no sentido oclusogengival, sua localização ideal 
é no terço médio da coroa, imediatamente acima do limite entre ele e o terço gengival, sendo que braço de 
retenção e oposição devem ficar em uma mesma altura. Sua secção transversal pode ser retangular, em 
meia-cana ou triangular. Seu diâmetro médio deve ser maior que o diâmetro do braço de retenção. 
O corpo do grampo deve ser rígido e se relacionar com os planos-guia proximais. Também deverá 
se estender até o limite do terço médio/gengival da coroa. 
Já o conector menor deve ser rígido, sendo que sua largura vestibulolingual está relacionada com a 
largura por proximal do apoio oclusal. Sua secção transversal deve ter forma retangular, com ângulos 
arredondados, quando localizados por proximal. Ainda deve ser largo no sentido vestibulolingual, para ter 
maior resistência, e mais estreito no sentido mesiodistal, para não interferir na montagem dos dentes. 
3. Dê indicação do apoio e localização do terminal retentivo dos retentores diretos Ackers, Gillet, 
Jackson Crib, Half-half e Martinet Nally. 
No grampo circunferencial de Ackers, o apoio delimita-se no ângulo cavossuperficial e o terminal 
retentivo a cerca de 2-3 mm abaixo da crista marginal, numa região acum ... 
No grampo de Gillet, ... 
4. O que determina a quantidade de alívio do conector? 
O alívio necessário é menor quanto maior for a inclinação vestibular dos dentes e rebordo anteriores 
porque encontram-se numa direção mais próxima do arco de movimento do conector. Alívios maiores são 
indicados quanto maior for a verticalização dos dentes anteriores. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
5. Indicações e contra-indicações da PPR? 
As PPRs são indicadas em casos de extremidades livres uni ou bilaterais (ausência de suporte 
posterior), espaços protéticos múltiplos, grandes espaços protéticos, prótese anterior com reabsorção óssea 
extensa, como próteses temporárias e orientadores nas reabilitações complexas, como meio de ferulização 
ou contenção de dentes com mobilidade (durante e após tratamento periodontal), como auxiliar nas 
contenções de fraturas maxilares, em odontopediatria (agenesia ou perda precoce dos dentes) e em 
pacientes cuja higienização é adequada. 
Já as contra-indicações para PPRs, são baixa resistência à cárie e doença periodontal, xerostomia, 
microbiota específica alta, saliva com pequeno efeito tampão e falta de coordenação motora. 
6. Como minimizar movimentos de selas? 
Se porventura se perceber que haverá uma participação do suporte fibromucoso na sustentação da 
sela de uma prótese, deve-se considerar ampliar a extensão da base da mesma, além de realizar 
moldagens corretivas, que irão garantir uma adaptação efetiva da sela ao rebordo residual. 
7. Requisitos dos grampos? 
Os princípios necessários para que um grampo atenda plenamente à sua finalidade são os 
seguintes: 
• Fixação (suporte): o grampo deve resistir às forças que tendam a deslocá-lo no sentido ocluso/ 
incisogengival. O apoio é o elemento responsável por este princípio; 
• Retenção: o grampo deve resistir às forças que tendem a remover o aparelho do seu local de 
assentamento. É proporcionada pelos braços de retenção; 
• Reciprocidade: permite a estabilização do dente frente às forças horizontais que tendem a deslocá-lo 
durante os atos de inserção ou retirada da PPR, bem como durante sua função. É conferida pelo braço de 
oposição; 
• Estabilidade: garante a estabilidade do aparelho durante atos funcionais ou repouso. É conferida por 
todas as partes do aparelho, em trabalho simultâneo; 
• Abraçamento adequado: mais que 180o da circunferência total da coroa dodente suporte; 
• Passividade: um grampo não deverá imprimir no dente suporte qualquer força. Ele deve permanecer 
passivo; 
8. Desenho do apoio, como é e por quê? 
A forma do apoio desempenha papel fundamental na orientação da força que será transmitida ao 
dente de suporte. Suas dimensões variam com o tamanho do dente que irá recebê-lo, onde que molares 
devem ser divididos em quatro partes no sentido mesiodistal e em três partes no sentido vestibulolingual, já 
pré-molares, devem ser divididos em três partes tanto no sentido vestibulolingual quanto no mesiodistal. 
Quando vistos por oclusal, o desenho do apoio deve ter a forma de “V”arredondado e com superfície 
côncava, totalmente expulsiva, como uma “colher”. A parede pulpar deve ser plana e inclinada para o centro 
do dente. Todos os ângulos devem ser arredondados. 
9. Como determinar a área de alívio da sela? 
Em casos cuja barra palatina deve ter a maior amplitude possível no sentido ântero-posterior e que 
a sutura mediana esteja muito proeminente, haverá a necessidade de um alívio na sua região. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
PREPAROS PRÉVIOS À INSTALAÇÃO DAS PPRs - PREPARO DE BOCA I 
PLANEJAMENTO 
O planejamento consiste no estabelecimento de uma sequência lógica do tratamento, essas 
intervenções são curativas, restauradoras, substitutivas ou preventivas. É analisada a situação clínica do 
paciente e definido a ordem dos procedimentos. 
PLANO DE TRATAMENTO 
Na PP Removível o plano de tratamento é divido em: 
1. Preparo de boca I: planejamento curativo, inespecífico e que não está ligado diretamente à PPR. Muitas 
vezes se relaciona com o preparo de boca 2, como uma coroa metálica que será retentor de uma PPR, 
logo o preparo dessa coroa (preparo para apoio, planos guias, etc) deve ser alterado através de um 
desgaste compensatório. Pode ser necessário ortodontia primeiramente. 
2. Preparo de boca II: específico para a PPR, consiste no planejamento protético. 
DIAGNÓSTICO 
Para formular o diagnóstico é necessário de anamnese, exame clínico e radiográfico e modelos de 
estudo preferencialmente montados em articulador. 
SEQUÊNCIA DE TRATAMENTO 
1. Anamnese, exame clínico e radiográfico e modelos de estudo. Na anamnese observa-se os 
anseios do paciente. No exame clínico é analisado o tipo de cárie (crônica ou de progressão rápida), 
se há a fratura coronária e sua causa (acidente ou bruxismo), a profundidade e extensão da cárie 
(tratamento conservador ou endodôntico), se o dente será suporte de uma prótese deve ser analisado 
se o tratamento vai ser radical ou não, se há mobilidade dentária, a situação e posição do dente de 
suporte, o que também influencia o planejamento da PPR, a presença e a causa de desgaste oclusal. 
Quanto à gengiva, deve ser analisada a sua cor, forma, quantidade de gengiva inserida, limpeza do 
paciente, profundidade de sulco, presença de bolsa ativa/inativa. Necessidade de confecção de uma 
PPR provisória. Análise do rebordo. No exame radiográfico observa-se se ocorre e a profundidade da 
lesão, qualidade das restaurações, qualidade e tempo das endodontias, se ocorre perda horizontal ou 
vertical, se a lâmina dura está intacta ou não, tipo de reabsorção óssea, altura do osso alveolar, se 
ocorre lesão perio-endo ou endo-periodontal. O modelo de estudo sempre será montado em RC, 
mesmo que a reabilitação seja feita em OC, em RC será analisada se há interferências oclusais e se 
esta é cabível de ajuste, o tipo de preparo que será feito, confecção de provisório, enceramento 
diagnóstico e a confecção de moldeiras individuais. Na fase curativa são feitas urgências, raspagem 
supra-gengival, correção dos excessos de restauração, orientação de higiene bucal, é feita a parte 
básica de periodontia, remoção de cárie, planejar as extrações, confecção de provisórios, tratamento 
endodôntico. Feita a perio e a endo, se necessária é feita a ortodontia. Nas etapas finais são feitas as 
reavaliações, terapia periodontal, controle de placa, raspagem coronária e radicular, pequenos 
movimentos ortodônticos, ajuste oclusal e cirurgia periodontal e paraendoôntica. 
FASE PROTÉTICA - PREPARO DE BOCA II 
Deve-se observar qual material vai ser usado para restaurar o dente tratado, se haverá algum 
conflito com os outros dentes ou com a própria PPR. O material deve ser selecionado de acordo com o 
tratamento, seja uma coroa, um núcleo, etc. A PPR pode ser feita com ouro, cobalto-cromo, níquel-cromo e 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
titânio, cada material com suas vantagens e desvantagens. Realização de cavidade para apoio em cíngulo 
p.ex. Modificação no preparo da restauração para ter espessura para o apoio. Realização de restaurações 
estéticas e em dentes posteriores (extensão preventiva). Manutenção, controle e liberação do paciente 
através de comparação com radiografia anterior e analisar o que foi feito. 
SEMINÁRIO 
1. Dentado total superior / Classe III inferior 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Arco facial, registro; 
3. Preparo de plano guia, preparo para apoio, moldagem de conferência; 
4. Moldagem de trabalho; 
5. Prova da armação; 
6. Montagem no modelo inferior em ASA; 
7. Prova dos dentes; 
8. Ajuste / entrega; 
9. 3 sessões de controle; 
2. Desdentado total superior / Classe I inferior 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Moldagem funcional superior; 
3. Arco facial, escolha dos dentes e montagem em ASA; 
4. Preparo de plano guia, preparo para apoio, moldagem de conferência inferior; 
5. Moldagem de trabalho inferior; 
6. Prova da armação; 
7. Montagem do modelo inferior no ASA; 
8. Montagem dos dentes; 
9. Ajuste e entrega; 
10. 3 sessões de controle; 
3. Classe II superior / Classe I inferior / perio no inferior / restauração 23 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Tomada do arco facial e registro, montagem do modelo de estudo em ASA; 
3. Orientação de higiene / raspagem periodontal; 
4. Restauração em RC no 23; 
5. Preparo de plano guia, apoio (superior) e polimento da restauração; 
6. Preparo de plano guia, apoio (inferior) e moldagem de conferência; 
7. Moldagem (modelo de trabalho); 
8. Prova da armação; 
9. Arco facial, registro de mordida e montagem dos modelos em ASA; 
10. Prova dos dentes, reavaliação periodontal; 
11. Ajuste e entrega; 
12. 3 sessões de controle; 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
4. Classe III superior / Classe I inferior / 34 - retentor direto com porção coronária destruída / 
necessidade de tratamento periodontal 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Montagem em ASA; 
3. Tratamento endodôntico; 
4. Tratamento endodôntico; 
5. Preparo do remanescente coronário e conduto e colocação de provisório no 34; 
6. Modelagem; 
7. Prova do retentor, cimentação e provisório; 
8. Tratamento periodontal; 
9. Tratamento periodontal; 
10. Moldagem; 
11. Montagem do modelo inferior no articulador; 
12. Prova e ajuste da estrutura metálica; 
13. Prova e ajuste da cerâmica; 
14. Cimentação; 
15. Preparo de plano guai, preparo para apoio e moldagem de conferência superior; 
16. Preparo de plano guai, preparo para apoio e moldagem de conferência inferior; 
17. Moldagem de trabalho; 
18. Prova da armação; 
19. Montagem dos modelos superior i inferior no ASA; 
20. Prova dos dentes; 
21. Ajuste e entrega; 
22. 3 sessões de controle; 
5. Classe IV sup. / Classe I inf. / necessidade de exodontia dos ii. 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Arco facial / registro (montagem em ASA); 
3. Cirurgia (exo ii), adaptação do provisório; 
4. Pós-operatório; 
5. Preparo para plano guia, preparo para apoio, moldagem de conferência (sup); 
6. Moldagem de trabalho (sup); 
7. Prova da armação (sup); 
8. Montagemem ASA (sup); 
9. Moldagem inferior de estudo; 
10.Preparo de plano guia, preparo para apoio e moldagem de conferência (inf); 
11. Moldagem de trabalho (inf); 
12.Prova da armação (inf); 
13.Montagem em ASA (inf) 
14.Prova dos dentes; 
15. Ajuste e entrega; 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
16. 3 sessões de controle. 
6 . Dentado total superior / Classe II inf / 33 e 35 retentores / sem porção coronária / tratamento 
endodôntico realizado 
1. Exame clínico, anamnese, exame radiográfico, modelo de estudo; 
2. Arco facial / registro (montagem em ASA); 
3. Preparo coronário (33 e 35), preparo do conduto e confecção de provisório; 
4. Moldagem dos condutos 33 e 35; 
5. Prova e cimentação dos retentores / provisórios; 
6. Moldagem; 
7. Montagem do modelo inferior em ASA, confecção da coroa; 
8. Prova e ajuste da estrutura metálica; 
9. Prova e ajuste da estrutura cerâmica; 
10. Cimentação; 
11. Preparo de plano guia, para apoio e moldagem de conferência; 
12. Prova da armação; 
13. Prova dos dentes; 
14. Ajuste e entrega; 
15. 3 sessões de controle; 
BIOMECÂNICA 
PRINCIPAL CAUSA DA MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL DAS PPRs 
A principal causa são os diferentes sistemas de suporte, casos dentossuportados não apresentam 
esse tipo de problema, pois devido ao tipo de suporte não haverá movimentação. O problema da PPR é 
quando ocorre um suporte fibromucoso, anterior ou posterior ao espaço protético, principalmente casos de 
ausência de suporte posterior. O periodonto saudável apresenta uma micromovimentação em torno de 0,3 
mm e a fibromucosa varia até 2 mm, logo quando ocorre uma pressão nessa área a prótese vai intruir - girar 
sobre o eixo de rotação e vai sobrecarregar a fibromucosa. O que esta à frente do eixo de rotação vai em 
direção à oclusal e o que está atrás vai intruir. 
No planejamento da PPR deve-se tentar diminuir essa movimentação. A intrusão não pode ser 
eliminada completamente e sim minimizada (rotação distal), os outros movimentos (rotação mesial, 
movimento látero-lateral, ocluso-gengival) podem ser eliminados. 
A intrusão da sela na fibromucosa causa uma migração do dente suporte junto com a 
movimentação da prótese, levando a uma perda de osso de suporte e consequentemente a perda do 
elemento. 
MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL DAS PPRs 
É aceitável até o limite de resistência fisiológica do periodonto (torque - movimento - perda óssea). 
Planos de projeção tridimensional 
A movimentação da prótese deve ser imaginada segundo os planos frontal, sagital e horizontal. No 
plano horizontal, pode ocorrer o movimento de translação látero-lateral, ântero-posterior e ocluso-cervical, 
assim ocorre 6 movimento de translação segundo esse plano. Também ocorrem 6 movimentos de rotação 
se for trocado o plano por um eixo, assim em um eixo látero-lateral, a prótese vai girar no sentido ântero- 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
posterior, se ocorrer um eixo ântero-posterior, a prótese vai girar no sentido látero-lateral e no eixo vertical, a 
prótese vai girar látero-lateralmente. Todos esses 12 movimentos devem ser controlados durante o 
planejamento da PPR. 
Plano sagital, horizontal e frontal 
No movimento de translação sagital, os seguintes componentes da PPR evitam que a mesma fique 
movimentando látero-lateralmente: braço de oposição (desde que sejam colocados diametralmente opostos/ 
iguais, ou seja, se é colocado um braço de oposição na lingual em um lado, do outro lado devem ser 
colocado outro braço de oposição na lingual também. Se o braço de oposição for colocado na vestibular do 
PM e no outro hemiarco na lingual, a prótese vai realizar movimento lateral - portanto o braço de oposição 
deve ser colocado na mesma face e em hemiarcos opostos para evitar a movimentação), alguns casos de 
sela, alguns casos de conectores maiores (ex.: conector maior na maxila em caso de palato ogival). 
O que evita a intrusão e a extrusão da prótese em um plano são o apoio, sela e alguns conectores 
maiores (intrusão) e o retentor indireto vai evitar que a prótese extrua. Na movimentação ântero-posterior da 
prótese, alguns conectores maiores da mandíbula (splint-lingual) evita essa movimentação anterior, mas o 
mais relacionado com essa movimentação são o corpo do grampo e o conector menor, que desde que bem 
adaptados não haverá essa movimentação. Portanto a movimentação anterior está relacionada com um 
plano guia bem feito e uma boa adaptação do corpo do grampo e do conector menor na proximal do dente. 
Em um caso de classe I, em que se quer evitar a movimentação ântero-posterior da prótese, o movimento 
anterior é evitado com um preparo para plano guia bem feito e um conector menor bem adaptado, e o 
movimento posterior na translação é evitado pela circunscrição do grampo, um de suas características que 
são requisitos, o que fornece estabilidade contra esse movimento. 
MOVIMENTOS DAS PPRs DE EXTREMIDADE LIVRE 
O grande problema, que ocorre em casos classe I, II, alguns casos de classe IV e alguns casos de 
classe III, é que ocorre movimento de rotação real. 
Em um movimento de intrusão da sela, o que está a frente da linha de fulcro vai extruir, sendo que o 
retentor indireto nesse movimento não possui função alguma, pois na extrusão ele sai do preparo para 
apoio, já na intrusão... 
Em uma região de extremidade livre, na rotação distal - intrusão da prótese, o fulcro será no apoio 
mais distal do hemiarco, durante esse movimento o retentor indireto sobe, logo ele não possui função na 
rotação indireta. Essa rotação distal pode ser reduzida aumentando a área chapeável, diminuindo a 
plataforma oclusal dos dentes, através de um condicionamento da fibromucosa / da gengiva, que passe de 
flácida para resiliente e realizar a mesialização de forças. Não adianta alterar a localização dos apoios. 
* Quanto maior é a alavanca, maior é o fulcro. 
Quando ocorre uma transrotação da prótese, ou seja, o rebordo é tão reabsorvido que a prótese 
tende a ir para um lado e para posterior, nesses casos geralmente é necessário fazer a contenção ou a 
ferulização de vários elementos para evitar esse movimento. Esse movimento ocorre devido à quantidade e 
flacidez da fibromucosa, moldagem imperfeita, rebordo inclinado e oclusão insatisfatória. 
ROTAÇÃOO eixo real de rotação está presente em casos que ocorre a participação de fibromucosa. 
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O eixo virtual de rotação está presente em casos sem participação de fibromucosa, ou casos 
dentossuportados. O eixo é formado por 2 apoios, assim podem ocorrer vários em um mesmo caso. 
Quanto mais espaços protéticos se têm, maior é o número de eixos virtuais. Quanto menor a quantidade de 
dentes, menor a quantidade de eixos de rotação virtuais e maior o número de eixos de rotação reais. 
* Classe I: eixo de rotação de pré-molar a pré-molar, assim o ponto de fulcro é o último dente do hemiarco. 
* Classe II e IV: se é usado grampo gêmeos, o eixo de rotação passa no meio destes, assim no movimento 
de rotação, o que está anterior a este eixo de rotação extrui e o que está posterior a este intrui. Na intrusão 
o terminal retentivo vai para baixo e o grampo passa a não tocar mais no dente, o que não é um problema 
pois esta intrusão ocorre quando o paciente está com a boca fechada, logo a prótese não sai. O problema é 
no movimento de intrusão, em que haverá torque pelo fato do terminal retentivo se deformar, sair da área de 
0,25 de retenção, e gerar uma força no dente denominada torque, isso ocorre sempre no caso de classe II e 
não pode ser removido, somente melhorado ao se diminuir a quantidade de rotação distal. O torque 
excessivo causado por muita rotação distal ocasiona a perda do dente que recebe o grampo. 
A função do retentor indireto é trabalhar quando se tem uma força de rotação não paralela à 
trajetória de inserção - uma força de extrusãoda prótese, quando o paciente come algum alimento pegajoso 
p.ex., na extrusão o retentor direto está girando para a distal e sai do dente junto com a prótese, que 
também sai de sua posição de assentamento final. O retentor indireto fica anterior ao fulcro e muda o eixo 
de rotação e faz o retentor direto funcionar. Ele muda o fulcro, levando o giro próximo à trajetória de 
inserção. Resumindo, sua função é mudar a posição do eixo de rotação. 
No caso de classe IV, haverá 2 eixos de rotação, um mais anterior e outro mais posterior, se o 
paciente comer algo pegajoso o eixo será no apoio mais posterior no hemiarco. Nos casos de classe IV 
deve-se observar qual movimento se está trabalhando, se é extrusão ou intrusão da sela, logo deve ser feito 
2 planejamentos. O planejamento mais importante é o da extrusão. No planejamento deve ser encontrada 
um forma do retentor indireto fazer o retentor direto funcionar, nos dois eixos. O que mais atua evitando o 
movimento ântero-posterior são o corpo do grampo e o conector menor colocados na proximal e também 
alguns tipos de conectores maiores. O que mais atua para evitar o movimento látero-lateral é a localização 
do braço de oposição, que deve estar na mesma face em hemiarcos diferentes, diferente do plano guia, que 
devem estar em faces diferentes e no mesmo hemiarco. Colocação adequada de apoios e retentores 
diretos. 
Em um caso de classe II com reabsorção do rebordo ocorre movimento de rotação e de translação. 
Para aumentar a sobrevida desses dentes que suportam toda essa movimentação da prótese devido à 
reabsorção óssea, assim o rebordo remanescente é muito importante no planejamento da PPR, em uma 
situação com rebordo descendente para distal ocorrem esses movimentos, para a PPR não prejudicar os 
dentes remanescentes é feito (minimizadores de movimentos das selas): 
• Fazer uma contenção e usar ao invés de um, dois grampos gêmeos, de forma a limitar a translocação 
desse prótese. Porém haverá maior desgaste do dente para os apoios e não haverá a simetria que a PPR 
deve ter para a adequada trajetória de inserção. Sem simetria, o lado que vai sair primeiro é o lado com 
menos grampos, o que faz com que a prótese saia girando, levando também ao torque nos dentes 
remanescentes. 
• Condicionamento do tecido, quando se tem uma fibromucosa flácida. 
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• Remoção cirúrgica do tecido flácido. 
• Planos guias para evitarem a movimentação ântero-posterior da prótese. 
• Conectores maiores, que devem ser rígidos. 
• Sela bem adaptada - boa moldagem. A moldagem funcional da fibromucosa vai garantir uma boa 
adaptação da sela. 
• Contenção dos dentes vizinhos: união dos dentes vizinhos ao retentor direto. Em extremidade livre, 
sempre deve ser feita uma contenção no dente suporte vizinho ao espaço protético, evitando a migração 
e até a perda do dente. Na contenção são feitos dois preparos para apoio no dente vizinho ao espaço 
protético e um outro preparo para apoio na mesial (?). As características do rebordo residual do paciente 
vão definir o tamanho e a localização da contenção. 
Localização dos apoios 
Não se consegue acabar com o movimento de intrusão da sela e esse movimento pode gerar 
torque em dente suporte, por isso o apoio deve ser localizado longe do espaço protético, pois o retentor 
durante o movimento da sela vai para baixo e do outro lado o retentor vai para cima e vai dar torque no 
dente. Esse planejamento é errado. Em rebordo descendente para a distal. 
Em uma rotação distal, quando ocorre intrusão o grampo que está a frente do ponto de rotação - do 
apoio, está extruindo, logo está indo para cervical, tendo que se deformar para ultrapassar o equador 
protético. Essa movimentação gera uma força nociva sobre o dente de suporte, chamada torque. Se o apoio 
estiver posicionado na mesial, o eixo de rotação foi deslocado para anterior em relação ao último caso. 
Portanto se a rotação é distal e o apoio está localizado na distal isso é mecanicamente 
desfavorável, se a rotação for mesial e o apoio estiver na distal é favorável e em um caso de Classe IV de 
Kennedy, em uma rotação mesial há redução da curvatura anterior, o que reduz a alavanca e ocorre a 
tendência do eixo de rotação a tornar-se virtual. 
Quanto mais inclinado for o rebordo, maior é o fulcro que se tem, havendo um problema. Quanto mais 
“quadrado” for o arco menor o fulcro e menor a dependência da fibromucosa. 
Casos classe III não têm eixo real de rotação. O que deve ser analisado é o conforto do paciente, pois a 
posição de um apoio na mesial p.ex. não causa alteração biomecânica. 
- Casos dentossuportados o apoio deve ser colocado vizinho ao espaço protético para o conforto do 
paciente (não há alteração biomecânica). Em extremidade livre o apoio deve ficar longe do espaço 
protético para não haver torque no dente de suporte, além disso uma contenção do dente vizinho deve ser 
feita. 
- No planejamento primeiramente deve-se definir a localização do eixo de rotação, depois deve-se dividir o 
arco em dois, no 1o se é extremidade livre define-se o apoio (longe do espaço protético - na mesial) e a 
presença de contenção, no outro hemi-arco, dentossuportado, define-se o apoio (vizinho ao espaço 
protético) e depois se tem várias opções de grampos a serem escolhidos de acordo com a posição do 
apoio desse grampo. Cada hemi-arco deve ser tratado especificamente. Podem ocorrer algumas 
modificações. 
PLANEJAMENTO EM PP REMOVÍVEL 
As próteses que têm alavanca são as classe I, II e IV (dependendo do tamanho do espaço edêntulo) 
e classe III muito extensa também pode ter alavanca. Nesses casos em que há alavanca é necessário 
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utilizar alguns elementos constituintes para impedir esses movimentos. Não se consegue impedir 100% dos 
movimentos e sempre uma coisa vai prevalecer sobre outra, como a estética, função ou torque. 
Para planejar uma prótese deve-se levar em consideração os componentes mecânicos e biológicos, 
p.ex. o IL é um retentor direto ruim devido à sua característica de raiz. 
O planejamento também permite passar confiança e o prazo de tratamento ao paciente. 
O planejamento é definido pela elaboração de um roteiro para a realização do tratamento em etapas 
seguindo alguns princípios de forma que não seja necessário voltar em etapas anteriores e de forma a 
concluir satisfatoriamente esse tratamento. Para isso uma sequência de tratamento deve ser elaborada e 
um objetivo definido, que é a PPR. Para fazer o planejamento do tratamento o planejamento da armação já 
deve estar obtido. 
Para a elaboração do planejamento é necessário o conhecimento de biomecânica, o exame clínico 
completo, de forma a correlacionar os dois fatores para a elaboração de uma prótese eficaz ao paciente. 
P.ex. em um dente vizinho ao espaço protético mas com suporte periodontal comprometido, este talvez não 
poderá ser usado como elemento de suporte caso haja mobilidade, a força que esse dente vai receber pode 
ser dividida com o dente vizinho através de um apoio neste unido através de um braço de oposição 
(ferulização). 
Sempre o objetivo é a eliminação da doença e o controle do paciente. Não se coloca PPR antes de 
eliminar os problemas, como um problema periodontal, do paciente. Não se coloca nada se há problema, e 
sim se há comprometimento. Deve-se sempre preservar as estruturas e manter a saúde do sistema 
estomatognático. É necessário ter um diagnóstico para se saber a razão da perda dos dentes, a presença 
de hábitos parafuncionais, etc, pois estes fatores podem influenciar na PPR. Isso é sabido através da 
anamnese, do exame clínico e do modelo de estudo. O exame radiográfico também é necessário e com ele 
é possível visualizar o alicerce da PPR - os dentes suporte e suas raízes. Na anamnese deve haver um 
histórico do paciente, que vai dizer a causa do edentulismodo paciente, se o paciente está tomando algum 
medicamento e a expectativa do paciente. No exame clínico uma boa profilaxia deve ser feita no início 
(exceto se o paciente tem uma boa higiene) para possibilitar uma boa visualização, em um caso com muito 
tecido cariado e em muitas cavidades devem ser feitas as restaurações temporárias, pode haver 
comprometimento endodôntico, preenchimento do periograma e do odontograma, para possibilitar o 
planejamento na ausência do paciente. Depois disso é seguido para o preparo de boca II. 
No modelo de estudo deve ser visualizado os acidentes anatômicos presentes e que poderão 
atrapalhar a PPR, como o tórus, inclinação dos dentes, excesso de retenção, rebordo estrangulado, etc, a 
visualização desses elementos vai permitir a determinação dos limites da prótese e o desenho da armação. 
A montagem no articulador é importante para a visualizar se existe espaço para a nova prótese, se 
são necessárias correções, etc, para ser feita uma prótese que respeite a curva antero-posterior e 
mantenha o equilíbrio do sistema estomatognático. 
Quanto menor a base (da prótese) menor é a estabilidade dela frente a uma carga oclusal, por isso 
a área chapeável (tamanho da sela) deve ser mais extensa possível e a redução do número de dentes 
(redução da plataforma oclusal) possibilita a redução na incidência de carga. Quando for feito o ajuste 
oclusal não pode se perder as características anatômicas do dentes, pois se não ocorrem as cúspides é 
necessário maior esforço para macerar o alimento. Portanto para diminuir a carga sobre o rebordo pode-se 
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fazer: (1) aumento da área chapeável para melhor distribuição da carga, (2) redução da plataforma oclusal e 
(3) no momento do ajuste oclusal é necessário dentes que triturem o alimento de forma adequada, manter a 
prótese em íntimo contato, messiânicas o máximo os aipos, boa moldagem e remodelaremos ósseo 
cirúrgico quando indicado. 
Fornecer o prognóstico ao paciente. Em um caso com poucos elementos remanescentes a 
alavanca pode ser grande, o torque que os dentes suporte sofrem pode ser maior e o prognóstico da 
prótese pode não ser bom, ainda mais se o antagonista for dente ou uma prótese implantosuportada. 
PLANEJAMENTO DA ESTRUTURA METÁLICA 
Já com o planejamento (plano de tratamento) em mãos é feito o tratamento prévio / preparo de boca 
I e o tratamento específico / preparo de boca II, este último seria o preparo de plano guia e o preparo de 
apoio. O planejamento deve ser feito para que não ocorram surpresas e para que não seja necessário voltar 
a uma etapa anterior durante o tratamento. Se houve muita alteração no preparo de boca I uma nova 
moldagem deve ser feita assim como um novo modelo de estudo. 
Durante a realização dos tratamento prévios deve-se avaliar se o paciente está evoluindo. Deve 
se analisar os fatores modificadores do paciente, que são o estado de sua saúde geral, a idade, as 
condições musculares e articulares, analisar o suporte, hábitos alimentares, como é feita a desoclusão do 
paciente, assim como os outros movimentos da mandíbula, higiene, presença de cárie e doença peridontal. 
MODIFICADORES - OBSERVAR PARA REALIZAR O PLANEJAMENTO 
É melhor que a PPR seja apoiada em um molar do que em um pré-molar, pois o molar possui maior 
extensão, assim o grampo fica mais flexível e no movimento de intrusão e extrusão do grampo ele é mais 
flexível, logo transmite menos carga para o dente de suporte (torque) no molar. 
Em um dente curto a confecção de um grampo é dificultada. 
O estado do dente também deve ser analisado, como uma restauração que envolve cúspide, etc. 
Quanto maior o número e mais divergentes são as raízes do dente suporte melhor é a dissipação 
da carga e esta é menos danosa ao ligamento periodontal e ao tecido ósseo. 
No caso de um comprometimento do tecido periodontal, a alavanca de força é menor que a raiz, 
logo pouca força poderá ser feita nessa raiz - é necessário que uma menor força seja aplicada para causar 
um grande dano devido à pequena inserção do dente. 1⁄3 de inserção da raiz não é adequado à confecção 
da PPR, 2⁄3 são. Em um caso de uma raiz com prognóstico ruim, no planejamento as forças devem ser 
distribuídas através da ferulização dos dentes. 
Quanto ao rebordo, se ele for em lâmina de faca não é bom para o apoio da sela, assim como um 
rebordo alto e estreito ou sua ausência, nesses casos a estabilidade da sela é afetada. Correção cirúrgica 
pode ser feita, assim como o reembasamento contínuo da sela e a realização de alívio da sela. O que 
fornece estabilidade nesses casos são os dentes, sendo o prognóstico ruim para eles, assim deve ser feita 
a união de mais dentes para maior dissipação de forças, se possível. O rebordo ideal é com formato que 
forneça bom suporte e bom abraçamento pela sela, o que fornece estabilidade no sentido látero-lateral. 
A direção do rebordo também é importante, uma vez que dependendo deste é necessário alterar o 
plano de guia. Rebordo descendente para distal vai deslocar em direção ao trígono de forma a tracionar o 
dente suporte para a distal também, assim no planejamento deve ser definido um apoio longe ao espaço 
protético e a união dos dentes vizinhos ao espaço protético. 
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Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
A mobilidade dental também vai interferir no planejamento, assim um conector que não incide carga 
nos elementos móveis como uma barra lingual vai atuar somente como retentor indireto, não havendo 
problema. A presença de um rebordo flácido aumenta a rotação e também o torque nos dentes suporte. 
PLANEJAMENTO 
Estrutura metálica 
São requisitos a essa estrutura para que ela proporcione conforto ao paciente, ser o mais simples 
possível, pois quanto maior o número de elementos/componentes maior é o acúmulo de placa e mais 
estruturas estão presentes dentro da boca do paciente e pior é o seu conforto. Em se tratando de uma 
classe III modificação 1 ou uma classe I ou IV, é necessário simetria entre o hemiarcos quando possível, 
pois o mesmo número de elementos entre os lados possibilita que o paciente exerça a mesma força nos 
dois lados para remover a prótese e esta sai corretamente em sua trajetória de inserção, ao contrário de 
uma classe II p.ex., onde não há simetria e na remoção será necessária mais força de um lado do que do 
outro para esta sair na sua trajetória de inserção sem rotacionar, o que gera torque nos dentes e 
deformação da prótese. Outro fator causador de deformação da prótese é o método de sua inserção, caso 
fora da trajetória de inserção ela irá se deformar. A estrutura metálica deve fornecer proteção aos tecidos 
seja pela sua localização (deve-se respeitar uma distância em relação à cervical dos dentes, p.ex. para 
posicionar o conector, como a barra lingual que deve estar 4 mm afastada da cervical dos dentes), o alívio 
também protege tecidos moles, que é a distância que o conector maior vai estar distante da mucosa, como 
na barra lingual que deve estar afastada da mucosa, sendo que o seu valor depende da inclinação dos 
dentes, pois quanto mais vestibularizado é o dente menor é o alívio e quanto mais verticalizado mais alívio é 
necessário. Se o dente está lingualizado a barra lingual não pode ser usada, passando a ser estudada a 
barra vestibular. A fibromucosa flácida na região posterior também interfere pois haverá uma movimentação 
maior da sela. O tamanho da área edêntula influencia através do tamanho da alavanca que esta resulta, o 
que aumenta o movimento da prótese. Esses fatores determinam o alívio que permite a proteção dos 
tecidos.Quanto ao dente deve ser analisada a possibilidade de ferulização com o dente adjacente para 
redução da carga que o dente suporte recebe. 
Além disso há a estética, pois quanto menos elementos presentes mais estética é a prótese. 
QUAIS OS ELEMENTOS CONSTITUINTES QUE PODEMDAR ESTABILIDADE À PRÓTESE? 
São eles o retentor indireto, que dá estabilidade na rotação mesial (classe I e II - retentor anterior) e 
na rotação distal (classe IV - retentor posterior), este impede o movimento de extrusão da sela. No caso de 
classe I e II em rotação distal o retentor indireto não atua, sendo que nesse movimento o que vai deixá-la 
estável é a área chapeável, plataforma oclusal, o correto contato entre sela e fibromucosa e os dentes 
estarem com as vertentes triturantes corretas. Por isso, uma sela que permita reembasamento deve ser 
utilizada - sela plástica com reforço metálico. 
A estabilidade também será dada pelo plano de guia e pelo braço de oposição (reciprocidade). 
No caso de uma prótese dentosuportada (classe III modificação I p.ex.) os apoios se localizam perto 
ou longe do espaço protético, pois funcionalmente não ocorre rotação, caso seja colocado vizinho ao 
espaço o conector poderá descer direto na sela, o que proporciona mais conforto ao paciente. O que vai 
definir é a situação do dente suporte também. O planejamento clássico de uma classe III é o apoio mesial e 
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distal. Em um caso de extremidade livre o apoio deve estar longe do espaço protético para evitar o torque 
no dente. Se a sela sofrer uma rotação que leva à sua extrusão o grampo vai intruir, indo para uma área 
mais retentiva, perde contato com o dente e não gera torque (coisas pegajosas), no caso de uma 
mastigação, ocorre a intrusão da sela, o grampo vai extruir chegando mais próximo do equador protético, o 
grampo se deforma gerando torque no dente. O apoio ter que estar na mesial (longe do espaço protético) e 
a retenção para trás dela. 
O retentor indireto tem que estar perpendicular ao eixo de rotação. Em um caso classe I o apoio se 
localiza na mesial do PM, assim o eixo de rotação passa de mesial a mesial de PM, logo o retentor indireto 
estará no meio dos incisivos, como o incisivo não é um bom local de apoio ele é dividido em 45o para cada 
lado, sendo nos 2 caninos, além disso usa um grampo de ação de ponta ou Martinet-Nally. O conector é 
barra lingual e a sela plástica com reforço metálico. 
Quanto à localização do apoio, em classe III o apoio é vizinho ao espaço protético, o apoio não 
deve alterar a oclusão e o seu nicho não deve ser grande o suficiente ao ponto de expor dentina. 
Se uma alavanca é grande e prejudicial ao elemento ou sua raiz suporte está prejudicada, ou é 
curta ou pequena inserção é feita a divisão com o dente vizinho (ferulização). 
A prótese rotaciona nos apoios. Ex.: o braço de retenção mesial ao apoio é o retentor direto. 
Se existe rotação no que está sendo planejado deverá haver um retentor indireto, se não houver 
rotação não é necessário retentor indireto, o que simplifica a armação. 
Eixos nos quais não ocorrem movimentos são eixos virtuais. Os apoios são posicionados vizinhos 
ao espaço protético. 
Em prótese convencional será escolhido um retentor direto que pode ser extra-coronário, se este 
estiver conjugado ele será intra ou associação entre os dois (intra-extracoronário). Em um dente hígido, o 
grampo extra-coronário deve ter o mesmo contorno do dente (ele não sobresai do dente), já o braço de 
retenção e oposição aumenta o contorno coronário da coroa, se o dente não for hígido (optou por fazer uma 
coroa) na fixa já é feito o espaço para os braços de oposição na coroa, assim só o braço de retenção fica 
fora da coroa - degrau na coroa para caber o braço de oposição (coroa fresada), assim o perfil de 
emergência do dente é melhorado havendo menor retenção de alimento e também melhora o 
massageamento da gengiva pelo alimento 
O grampo circunferencial é escolhido junto ao ação de ponta por diversos fatores, se for molar coloca o 
circunferencial, se for canino o ação de ponta e se for PM depende, se for coroa pequena coloca o ação de 
ponta e se for grande o circunferencial. Se colocar circunferencial em coroa pequena o braço de renteção 
fica curto e rígido. A rigidez do ação de ponta vai depender do tamanho do espaço protético, onde que se o 
braço de aproximação do grampo de ação de ponta for pequeno ele também será rígido, sendo melhor 
utilizar um circunferencial. É necessário que o braço de aproximação tenha o tamanho de no mínimo 2 
elementos para que ocorra flexibilidade. Se o rebordo for estrangulado no local onde o braço de 
aproximação do ação de ponta vai chegar ele terá que ser bem aliviado, havendo um grande espaço morto, 
nesse caso é melhor utilizar o circunferencial. O ação de ponta é melhor em estética, entretanto ele não 
fornece circunscrição (< 180o), sendo 270o o grau adequado de circunscrição em um caso de desdentado 
posterior, logo nesse caso é melhor o grampo de ação de ponta em T ou 7 do que em I, que tem menor 
circunscrição. 
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INDICAÇÃO DOS GRAMPOS 
O QUE É NECESSÁRIO COMO CARACTERÍSTICA NO CONECTOR MENOR? 
O conector menor é o elo de ligação entre dente e conector maior, então todo ele deve ser capaz de 
transferir toda a carga que incidir sobre ele para o conector maior e deve ser rígido. A quantidade de 
conector menor vai aumentar a rigidez da armação, porém é perdido o conforto e a simplicidade. Ele 
também deve evitar a compressão em área de alívio em tecido mole, logo este deve possuir alívio. 
O QUE É NECESSÁRIO COMO CARACTERÍSTICA NO CONECTOR MAIOR? 
O conector maior tem que ser rígido, pois no momento de uma mordida p.ex. ele deve transferir a 
carga para todos os elementos de suporte independentemente do lado, além disso, na mandíbula, deve 
respeitar as distâncias da cervical dos dentes até o seu início (4 mm) e na maxila, de 4 a 5 mm da cervical. 
A união entre conector maior e menor não deve ter ângulo. O metal deve ser mais espesso que a 
grade metálica da sela, sendo criado um degrau, pois quando a resina for colocada tudo deve ficar no 
mesmo plano, não havendo degrau no final. Esse degrau feito na armação é chamado linha de término ou 
finish line. 
O tamanho do conector maior deve acompanhar o tamanho da área de edêntula, ambos são 
diretamente proporcionais. 
SELA 
As selas existentes são as metálicas, metalo-plásticas e plástica com reforço metálico. 
As metálicas ocorre metal em contato com a fibromucosa. Não é reposto tecido gengival, somente 
dentes. 
Na metalo-plástica vai ter metal em contato com a fibromucosa até a crista do rebordo e na 
vestibular, que é a área estética, ocorrerá resina. 
Na plástica com reforço metálico ocorre uma sela com uma estrutura metálica que serve como 
retenção para a resina, sem contato com a fibromucosa (sanduíche). 
Quanto às suas vantagens e desvantagens, a metálica em um recobrimento total de palato haverá 
a vantagem de poder ser mais delgada (metal tem maior resistência), transfere melhor o calor do que a 
resina, possui uso restrito a pequenos espaços intercalares, estabilidade dimensional e reprodução de 
detalhes. A metaloplástica apresenta como vantagem a possibilidade de reembasamento, também 
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apresenta facilidade de confecção e restabelece estrutura de suporte perdida. A grande vantagem da sela 
plástica com reforço metálico é poder ser reembasada e a união dente x resina é melhor. 
Se for uma sela pequena, utilizar a sela metálica (Se não houver reabsorção e se não for 
necessária gengiva na vestibular). 
Com uma grande reabsorção óssea do rebordo e sem suporte labial deve-se utilizar uma sela 
plástica com reforço metálico para devolver esse suporte, e sem reabsorção óssea o suporte labial dado 
pelo osso não foi perdido, assim se for colocada uma sela com reforço metálico ou metaloplástica o volume 
do lábio ficará muito aumentado, logo será usada somente uma sela metálica. 
Se o rebordo inferior for muito inclinado para vestibular a trajetória de inserçãotem de ser alterada 
para que a sela consiga chegar até o fundo. 
* PLANEJAMENTO BÁSICO 
Em uma classe III só há eixo de rotação virtual, não deve se colocar um retentor indireto, no molar 
seria colocado um akers com apoio na mesial em ambos os lados, nos caninos apoio em cíngulo e grampo 
em I (não é necessária circunscrição) e o conector maior seria um recobrimento parcial médio-anterior 
(sup). A sela é plástica com reforço metálico (área edêntula grande). 
Na classe I o finish line se localiza na distal do pré. Na classe III ele é representado como 2 linhas, 
le é um degrau entre conector maior e resina, logo tem que acompanhar o desenho do conector maior. 
É necessário um plano de guia bem feito para que não seja gerado torque nos dentes, isso ocorre 
porque ela está limitada entre dois dentes. Isso faz com que a armação classe III seja a mais difícil. 
Em classe I e II o problema é a diferença nos tecidos de suporte, onde que a fibromucosa cede de 
1-3 mm e o dente movimenta 0,1 a 0,2 mm, logo a diferença de movimentação é muito grande, isso causa 
uma rotação e uma sobrecarga nesses dentes. 
Em uma classe I, o eixo é de mesial dos PMs - eixo de rotação real, logo precisa de um retentor 
indireto nos caninos (faz a retenção indireta e divide a carga com o PM pela ferulização), o apoio é na 
mesial, o retentor adequado é o em T, Martinet Nally (precisa de circunscrição). Sela metaloplástica pois é 
necessário resina por vestibular. 
Em um caso de comprometimento periodontal a carga pode ser dividida com os outros dentes, isso 
é denominado grampo contínuo de kenedy, este é um conector maior que é uma barra lingual, com apoio 
em cíngulo e com um reforço passando pelo cíngulo de todos os dentes anteriores. O split lingual não pode 
ser feito quando os dentes são apinhados. 
Em uma classe II não há simetria, assim o apoio é na mesial do PM e no M vai ser na distal quando 
a alavanca for pequena sendo feito um Akers e um retentor indireto e se o espaço edêntulo for muito 
extenso - alavanca grande, deve-se colocar grampo gêmeos, apoio em cíngulo e do outro lado, para 
equilibrar a retenção da prótese, um grampo por ação de ponta (fornece mais retenção que o circunferencial 
pela ação de tropeço “rodo”), se for colocado um circunferencial na remoção da prótese ele vai soltar mais 
facilmente que o outro lado e esta vai entortar. Deve-se buscar mais próximo do equilíbrio. 
Em uma classe II modificação 1 deve-se mudar no planejamento o apoio do M que passou a ser 
na M e a do OM vizinho a ele na distal, tem que ser cirucnferencial - Akers e do outro lado um ação de 
ponta em T. ... 
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Em uma classe IV os apoios são em cíngulo, o eixo de rotação é de canino a canino, o grampo 
ideal é o gêmeos e o retentor indireto será nos molares (o braço de retenção anterior ao apoio), o apoio é 
no cíngulo dos caninos e um de passagem na outra região. O conecotr maior de escolha é o dupla barra. O 
grampo foi colocado no molar e no canino. O que vai dar retenção é uma placa proximal na mesial dos 
caninos, o que vai fornecer uma retenção friccional (2 superfícies paralelas realizadas pelo plano de guia) 
esse conjunto deve ser rígido para apoiar no canino. 
Não se pode fazer grampo saindo da sela do canino (chifrinho). 
Na classe IV a sela vai depender da reabsorção, se for acentuada é plástica com reforço metálico, se não 
houver reabsorção ou se o rebordo tiver uma inclinação vestibular muito grande vai ser metálica (não cabe 
resina na região anterior / não cabe). 
Se existe rotação tem que haver retentor indireto. 
No antagonista a oclusão deve ser elvada em consideração, onde que PT contra PPR a carga 
oclusal é pequena, se for PPR contra PPR a situação também poderá ser de equilíbrio, se for PPF vs PPR 
ou Implante vs PPR a carga oclusal é grande. 
Pode ocorrer do dente não estar ocluindo, assim pode ser feito um macroapoio, que se estende por 
toda a oclusal do dente restituindo todo o espaço faltante, pode ser feita uma coroa também. 
REGRAS BÁSICAS 
Se a DVO está satisfatória não deve ser alterada, se for necessário o método escolhido são os 
métodos reversíveis - placa, armação metálica onde a oclusal dos dentes são vários macroapoios, diminuir 
a DV é menos crítico que aumentá-la. 
A RC é a posição em que o côndilo está mais superior e posterior na fossa / em relação à maxila, 
sendo uma referência à confecção da PPR pois esta referência foi perdida. Normalmente RC é diferente de 
OC, se muito diferentes o percurso a percorrer entre RC e OC é grande, logo podem ocorrer mais 
interferências, porém se ocorre uma guia anterior satisfatória a desoclusão também é. Se a guia anterior 
não é satisfatória porém não há sintomatologia não altera nada. Se houver dor deve-se diminuir a distância 
entre RC e OC de forma a diminuir as interferências e os contatos prematuros fornecendo um equilíbrio 
maior à oclusão (RC = OC). 
No equilíbrio do sistema estomatológico os dentes anteriores são guias (protegem os dentes 
posteriores) e os posteriores funcionam como stop da mordida para que o fechamento não seja muito 
grande e não ocorra sobrecarga no longo eixo dos anteriores. A guia de lateral segue a mesma regra. 
O planejamento adequado da PPR vai possibilitar a obtenção de resultados como a reposição de 
estruturas perdidas e do estado de saúde do indivíduo e a obtenção do equilíbrio do sistema 
estomatognático. Para manter isso a higiene é fundamental, assim monitoramentos são necessários 
podendo ser de 6-6 meses ou a cada ano se a higiene do paciente for boa, ao entregar a prótese os 
controles devem ser mais freqüentes. 
MOLDAGEM EM PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
MOLDAGEM 
É o ato de moldar ou copiar com um material de moldagem. É o procedimento clínico que resulta na 
obtenção de um molde. 
MOLDE 
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Cópia negativa, fiel, do objeto moldado. 
MODELOCópia fiel positiva do objeto moldado. 
MATERIAIS DE MOLDAGEM 
Podem ser ceras, guta percha, godiva, hidrocolóides, pasta de OZE, mercaptanas, siliconas e 
poliéter. 
DIFERENTES SUPORTES - MATERIAIS DIFERENTES 
• Dentes: material elástico; 
• Fibromucosa: material elástico ou anelástico; 
• Dentes e fibromucosa: moldagem em fase única com material elástico ou moldagem mista (em duas 
fases) com material anelástico (godiva e pasta zinco eugenólica - estruturas não rígidas) e elástico 
(hidrocolóides e elastômeros - estruturas rígidas). 
TÉCNICAS DE MOLDAGEM 
1. Mucostática: sem movimento de tecido; 
2. Dinâmica ou funcional: com movimento de tecido - muitos ajustes em freios e bridas são necessários; 
3. Boca aberta; 
4. Boca fechada; 
FILOSOFIAS DE MOLDAGEM 
Pode ser compressiva, feita com alginato e godiva para confeccionar o modelo de estudo, com 
pressão seletiva onde que há alívio da pressão de material regular, ou de mínima pressão, feita com 
pasta OZE que é um material leve ou ultra-leve (silicone). 
Em um caso de extremidade livre a técnica de moldagem vai ser ditada pela característica da 
fibromucosa. 
MOLDAGEM PARA CASOS DENTOSSUPORTADOS 
Anatômica 
Feita em uma fase, a moldeira é de estoque e o material um hidrocolóide. Ideal para fibromucosas 
aderidas. 
Funcional 
Normalmente de fase única, a moldeira é individual em resina e o material um elastômero. 
MOLDAGENS PARA CASOS DENTO-MUCO OU MUCO-DENTOSSUPORTADOS 
Anatômica 
Feita em duas fases / mista, com moldeira de estoque e o material pode ser godiva e alginato, ou 
cera e alginato ou silicona em duas consistências. 
Funcional 
Feita em fase única, com moldeira individual em resina e o material é um elastômero. 
Funcional - boca fechada 
Modelo alterado (serrado)? 
TÉCNICA PARA MOLDAGEM ANATÔMICA 
Com moldeira de estoque 
• Individualização da moldeira (godiva, cera, Optosil, cera) sem tirar a retenção da moldeira. 
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• Molde sem bolhas, superfície dos dentes bem moldadas, fundo de sulco sem bolhas, material de fundo 
não pode aparecer. 
• Cuidados: não diminuir as retenções da moldeira, espaço adequado para o material de moldagem. 
TÉCNICA PARA MOLDAGEM FUNCIONAL 
Com moldeira individual 
Pode ser com moldeiras de RAAQ ou RAAT. Boca fechada. McCracken. 
Como obter a moldeira individual? 
1. Moldagem anatômica; 
2. Modelos de estudo; 
3. Alívio em cera (dentes) - espessura do material de moldagem; 
4. Moldeira; 
Moldagem com moldeira individual 
É feita a individualização do rebordo. Adesivo específico para cada elastômero. 
Técnica para moldagem funcional - boca fechada 
Realizada após montagem e prova dos dentes, para recobrimentos, se durante a fase de moldagem 
funcional for impossível moldar a área edêntula. 
A moldeira é a própria base usada para montar os dentes. 
O material usado é a pasta zinco eugenólica ou elastômero (adesivo). 
Só pode ser indicada quando a armação metálica estiver estável no modelo. 
Casos classe III extensa e classe II. 
Técnica para moldagem funcional - modelo alterado / serrado (McCracken) 
• Moldeira feita sob a grade da sela, limitada pela área chapeável. 
• Material: elastômero, pasto zinco-eugenólica. 
• Cortar o modelo na região do molde até não tocar na resina. 
• Classe III extensa e classe II. 
• Vedar a periferia com cera utilidade, hidratar e verter o gesso novamente. 
• “Moldagem funcional”da área edêntula. 
PPR PROVISÓRIA 
• Moldagem em PPR. 
• Base de resina e moldagem com Xantopren. 
• Deixar a base na boca e com a moldeira de estoque e alginato moldar por cima a boca toda. Remover o 
conjunto (moldeira - base - Xantopren) e verter o gesso. 
• Obtenção do modelo de gesso, montagem no ASA e “extrações” no modelo. 
• Montagem de dentes, acrilização. 
• Extração no paciente e instalação da PPR provisória. 
DESIFECÇÃO DO MOLDE 
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PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
PROCESSAMENTO LABORATORIAL 
É a forma em que é montada uma PPR, onde determinadas situações são necessária à montagem 
de um modelo de revestimento no articulador para ser feito o enceramento da PPR. 
Todos os passos na confecção da PPR devem ser feitos de forma correta, para reduzir a 
possibilidade de haver alterações que prejudiquem a PPR no final. 
Em outros casos no modelo de gesso é feito um enceramento que é retirado e incluído em 
revestimento, onde o material (metal ou cerâmica) é injetado e obtém-se a estrutura metálica. Na PPR não 
é possível fazer isso porque o enceramento não pode ser feito no modelo de trabalho, então é utilizado um 
outro método, descrito a seguir na sequência: 
1. É feito o exame clínico, exame radiográfico, anamnese, confecção do modelo de estudo e 
montagem do mesmo no articulador. 
2. É feito o delineamento e planejamento. 
3. É feito o preparo de boca II e confecção do modelo de trabalho. 
• No modelo de estudo já se tem a trajetória de inserção e o desenho da armação metálica a ser 
confeccionada. 
• No modelo de trabalho não devem ser feitos desenhos, pois o carbono do grafite contamina a futura 
liga metálica que será aplicada, além disso o desgaste ao apagar os desenhos pode alterar o modelo de 
trabalho. 
4. O modelo de estudo já com o desenho é enviado ao laboratório, assim como a placa de 
transferência da trajetória de inserção de modelo para modelo e o modelo de trabalho. O laboratório vai 
tentar copiar a armação planejada. 
5. No laboratório, o modelo de trabalho será colocado na mesma trajetória de inserção escolhida 
pelo CD em articulador, nesse modelo serão feitos alguns alívios em cera para que o modelo seja 
duplicado. As regiões que recebem os alívios são áreas abaixo do equador protético (exceto onde se 
localiza a área retentiva do grampo), áreas de papila, áreas correspondentes à sela plástica com reforço 
metálico (haverá resina interposta na região, logo é necessária uma distância de 2 mm), áreas de 
conector menor e área de conector maior da mandíbula (barra lingual). 
6. O modelo de trabalho, já com os alívios prontos, será duplicado. O primeiro passo é hidratar o 
modelo, colocando-o parcialmente sob a água, depois o modelo deve ser incluído em um material de 
moldagem, que pode ser alginato, silicone ou ágar (hidrocolóide reversível - mais barato e reutilizável), o 
modelo é colocado em uma mufla para duplicação que é vedada com cera ou massa de vidraceiro. O 
protético irá colocar o material de duplicação em uma temperatura em torno de 100oC, esse material 
(ágar) se fluidifica e quando colocado no modelo derrete a cera do alívio, a temperatura é reduzida para 
40-50oC e é feita a duplicação. Depois de preenchida a mufla e tomada a presa do material, o modelo 
de trabalho deve ser removido com muito cuidado. O molde é preenchido com material refratário de 
qualidade, espera a sua presa e inicia-se a desinclusão do modelo que começa a ser feita com o recorte 
do ágar que será reutilizado em uma nova duplicação. O modelo de revestimento é muito frágil, assim 
um acabamento em sua superfície para aumentar a rigidez é feita através da colocação do modelo em 
um forno, onde este é desidratado e segue para um banho de cera (cera de carnaúba, etc), o modelo é 
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mergulhado e logo após estará pronto para ser iniciado o enceramento. O banho de cera tem a função 
de aumentar a dureza superficial, melhorar a lisura e facilitar a adesão do material de enceramento no 
modelo refratário. 
• Os materiais de moldagem hidrocolóides reversíveis não são mais utilizados devido à 
biossegurança. 
7. É feito o enceramento dos elementos da PPR, podendo ser utilizados elementos pré-fabricados, 
após isso deve ser colocado um conduto de alimentação que permite que a liga chegue à cera. No 
modelo inferior o conduto é feito na base do modelo, já no modelo de superior é feito na base do palato, 
assim o material será injetado por cima da armação metálica. É feita uma dicagem nos modelos com um 
papel qualquer e tudo é completado com revestimento. Assim a armação ficará incluída entre dois 
revestimentos, seguindo para o forno para ser realizada a fundição (1.120oC para Cobalto-Cromo), que 
pode ser feito com maçarico, entretanto este pode queimar a liga dependendo da característica da 
chama, por indução (mais utilizado) ou por arco voltáico. No forno a cera evapora, a temperatura do 
refratário também aumenta, a liga é colocada e a centrífuga é disparada, ocorrendo a injeção da liga. 
Ocorre o resfriamento e a armação é desincluída. 
8. Após a desinclusão é feito o acabamento com torno de alta rotação devido à grande rigidez da 
armação, e posteriormente é feito o polimento. Primeiramente os condutos de alimentação são cortados, 
a armação é passada pelo torno, várias pontas são utilizadas para a remoção de excessos e bolhas, 
seguido pelo polimento da armação metálica e por um banho eletrolítico para dar um acabamento 
superficial na mesma. 
RELAÇÕES MAXILO-MANDIBULARES EM PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL 
Previamente ao envio do modelo montado em articulador para o protético realizar a montagem de 
dentes, é necessário estabelecer em que posição será trabalhado no paciente, basicamente ocorrem as 
posição de RC e OC, sendo que a posição de RC será utilizada em prótese total, assim na removível vai 
depender da situação de reabilitação que ocorre, podendo ser feita em RC, OC, logo é uma posição que 
deve ser determinada no início. Porém, toda montagem de um modelo de estudo deve ser feita em RC, 
independente da existência de contatos prematuros, pois a partir de RC pode-se ter OC e o contrário não 
ocorre quando utilizando um ASA. 
A importância em se restabelecer-se a relação maxilo-mandibular do paciente que serão tratados 
com PPR são: (1) devolver a harmonia dos músculos da mastigação, onde que qualquerproblema muscular 
deve ser resolvido antes da reabilitação do paciente, sendo que a reabilitação também não pode causar 
problemas musculares, (2) fornecer ao paciente uma eficiência mastigatória, que pode ser comprometida 
pela limitação que ocorre com uma prótese, (3) diminuir carga no sentido do longo eixo do dente, pois o 
ligamento periodontal aceita melhor esse carregamento, além de distribuir melhor a carga na fibromucosa 
quando esta participa do suporte, (4) regularizar os contatos oclusais, de forma a eliminar contatos 
prematuros, (5) diminuir alavanca sobre os dentes remanescentes, limitando ou eliminando o torque gerado 
pela reabilitação com PPR, (6) promover estética e função, (7) respeitar os anseios do paciente, sabido pela 
anamnese e (8) conforto. 
A relação maxilo-mandibular é definida pelas posições que a mandíbula se encontra em relação à 
maxila, são elas: RC, OC, DVR e DVO. As guias de oclusão não são posições mandibulares e sim 
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determinantes da oclusão (guia incisiva, guia canina, guia condilar, inclinação da fossa glenóide e distância 
inter-condilar), sua importância é determinar a característica da face oclusal dos dentes posteriores, como 
cúspides altas ou não. O ângulo de Bennett fornece a angulação dos sulcos de escape dos dentes 
posteriores. Em ASA é possível individualizar todas essas posições. 
Clinicamente, sabe-se que o paciente está com o côndilo em posição mais supero-anterior ou 
póstero-superior na cavidade glenóide (em RC) através da abertura e fechamento do mandíbula em um 
eixo, onde os côndilo estão centralizados e ocorre uma rotação pura, sendo uma posição de RC clínica. O 
que interessa é ser possível reproduzir esta posição. Também existem dispositivos que reproduzem a RC, 
como dispositivos como o gig , assim a RC é reproduzível quando necessário, ao contrário da OC. 
A OC é uma posição de máxima intercuspidação, logo é necessária a existência dos dentes para 
que esta ocorra. 
O registro é muito difícil e variável, assim pode ser utilizada uma cera ou silicone interposto para o 
registro da mesma. 
É importante obter a DVR e DVO no registro, assim existem vários métodos para a sua 
determinação, como o compasso de Willis, método da deglutição, entre outros, sendo o adequado a 
associação de vários deles. Também existe o método de Boss, onde eletrodos são usados para determinar 
a DVO, o método que usa a moldagem da face do paciente, em desuso atualmente e o método da plenitude 
facial, onde é observado a presença de contração do lábio para contatar os lábios. O indicado é a 
associação dos métodos: (1o) compasso de Willis, (2o) método da deglutição e (3o) plenitude facial. 
Existem alguns métodos para ser determinada a RC, como Dalson, Gig, etc. O método de Peter 
Dalson, diz que a RC do paciente é uma posição mais ântero-superior, então foi desenvolvida uma 
manipulação onde o paciente está deitado, operador atrás, polegares no mento, outros dedo no ângulo da 
mandíbula, realização de movimentos de abertura e fechamento para determinar o eixo de rotação e com 
os outros dedos tenta-se levar o côndilo para anterior, o problema dessa manipulação é não ter uma mão 
livre para checar a oclusão com carbono ou colocar material de registro, sendo necessária a presença do 
auxiliar. Para Ranfiord, a manipulação é com o operador à frente, polegar no mento, paciente sentado, 
realização de movimentos de abertura e fechamento tentando levar o côndilo para posterior, o problema 
dessa manipulação é que a força aplicada no polegar pode gerar uma compressão da zona bilaminar, onde 
que se a reabilitação ocorrer nessa posição ocorrerá uma inflamação no local, sua vantagem é ter uma mão 
livre para registro e verificação dos contatos oclusais. O gig, dispositivo feito de resina acrilica, é utilizado na 
região anterior, este cria um plano inclinado na mandíbula, onde o paciente vai fechar e a mandíbula vai 
escorregá-la para posterior, sendo RC a posição mais posterior. O gig pode ser usado no ajuste oclusal, 
facilitando-o. O espaçador de Longue são tiras de acetato interpostas nos dentes anteriores que são 
posicionadas até não haver mais contato em dentes posteriores, de forma a criar um plano inclinado que 
leva a mandíbula para posterior. A placa frontal é como um gig que vai de canino a canino, esta também cria 
um plano inclinado, feito na hora com RAAT, também tem a função de devolver a guia canina. A função 
desses sistemas é ter uma ausência de contato em dentes posteriores. 
A placa interoclusal têm a função de desprogramar a ação muscular, permitindo os movimento 
mandibulares. 
Ivan J. M. Oliveira Página 48 
Prótese Parcial Removível FOSJC / UNESP 
Também existe um meio em que é confeccionada uma plataforma que é fixada no arco superior e 
no inferior há um dispositivo semelhante à pua inscritora da PT, são feitos movimentos de lateralidade e 
protrusão, sendo a RC o ponto de origem desses movimentos, que ficam registrados na pua. Esse registro 
não importa ter uma grande altura, pois em até 2,5 cm de abertura o côndilo ainda está alojado na cavidade 
glenóide.Depois de feito o registro o modelo é montado em articulador com a RC determinada. 
No exame clínico do paciente, é visto se a DVO será mantida ou não, se deve ser aumentada ou 
diminuída, isso acarreta no desgaste de dentes ou troca de próteses no caso da DVO diminuída. Observa- 
se se é possível trabalhar em OC ou RC, ou RC = OC. Quando necessário o aumento da DVO isso é feito 
de modo reversível. 
O problema são os casos de dimensão vertical aumentada, observada pela contração do mento 
para tocar os lábios, dificuldade fonética pela invasão do espaço funcional livre, reabsorção alveolar 
acelerada, tudo podendo ser visto no exame clínico. 
Quando já não há mais referências, como casos desdentados, a reabilitação será feita em RC. 
O paciente será reabilitado utilizando RC diferente de OC quando o paciente parcialmente dentado 
ou totalmente dentado tiver um OC estável, DV e guia anterior satisfatória, a montagem no ASA será em 
OC, diferente de RC. Trabalha-se com RC = OC quando se tem o antagonista desdentado, quando não se 
tem referência (sem contatos e estabilidade oclusal), em casos de disfunção articular será feito um ajuste 
oclusal para deixar o paciente com RC = OC e sem disfunção ou dor, seguindo para a reabilitação. Quando 
feito ajuste oclusal com desgaste seletivo sempre será perdida estrutura de dente e o paciente vai perder 
um pouco da DV que ele tinha. Sem guia anterior utiliza-se RC = OC, assim como quando precisa ser feito 
reposicionamento mandibular por perda do disco articular e quando tem que alterar a DV. 
Na montagem do arco facial, o arco deve passar sobre o forame infra-orbitário e as ogivas devem 
estar na posição correta. Com a godiva ou cera no arco, são feitos os contatos no modelo primeiro e depois 
na boca, sendo que quando o paciente não tem dentes posteriores o rebordo posterior deve ser copiado 
com uma extensão maior de godiva, tendo uma margem de erro pelo fato da fibromucosa estar interferindo. 
Para montar o modelo inferior, a forma de registro é uma placa de cera, podendo ser feito também por 
outros métodos. Se houver contatos satisfatórios não é necessário o registro, somente posicionar os dois 
modelos e montar em ASA. Quando não há estabilidade entre os 2 modelos pode-se usar cera, onde que 
esta é colocada dobrada em dois e marcada no modelo superior, sendo que esta é cortada no limite 
vestibular dos dentes, de forma a obter o registro, também pode ser usada cera e em alguns pontos pode- 
se utilizar adesivo e silicone, ou também faz-se o registro com gig e silicona para registro oclusal, o que é 
bom pelo fato do silicone não deformar, podendo ser usado o mesmo registro sempre. 
Em paciente desdentado total, deve ser feita uma base de resina na área chapeável fazendo uma 
chapa deprova superior e inferior, seguido pela confecção do rolete de cera e a montagem em ASA. 
Na cera do registro devem ser impressas somente ponta de cúspide, e não grande parte do dente. 
CUIDADOS APÓS A INSTALAÇÃO DAS PRÓTESES PARCIAIS REMOVÍVEIS 
Na sequência clínica, o modelo de trabalho é enviado ao laboratório, onde todo o processamento 
será feito, quando essa armação volta ela deve ser provada na boca do paciente sendo que alguns ajustes 
podem ser necessários, seguindo para a tomada das relações maxilo-mandibulares. 
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Após a tomada das relações maxilo-mandibulares, o técnico irá fazer a montagem dos dentes 
artificiais, que também devem ser provados, sendo que caso seja aprovado, a prótese será encaminhada 
para a acrilização seguida da instalação e orientação dos cuidados posteriores ao paciente, que é de 
grande importância, assim como às outras etapas. 
PROVA DA ARMAÇÃO METÁLICA 
Quando a armação metálica chega do laboratório, ela passou por um trabalho árduo de 
acabamento e polimento, sendo que a sua adaptação tanto em modelo quanto na boca do paciente vai 
depender da qualidade das etapas anteriores, como na moldagem. 
Quando a armação metálica chega do laboratório devem ser analisados: (1) se o planejamento foi 
respeitado pelo técnico, como a trajetória de inserção e localização dos elementos, (2) a qualidade da 
fundição, se ocorre bolhas, interferências, etc, (3) se a trajetória de inserção definida pelo CD foi respeitada, 
(4) a adaptação da armação, ou seja, se todos os elementos constituintes estão corretos, assim como os 
apoios bem contidos em seus nichos, conectores menores e maiores na posição correta, (4) as 
características biomecânicas, onde serão verificadas a retenção e a estabilidade, (5) a estética e a fonética 
e o (6) aspecto oclusal, como contatos prematuros em algum elemento constituinte, sendo necessário o 
ajuste. 
A primeira análise é feita no modelo de estudo, sem o paciente, observando o planejamento feito, a 
qualidade da fundição assim como o acabamento e polimento (presença de riscos no metal, de bolhas / 
porosidades, rugosidades, etc) que são situações que podem levar ao desconforto do paciente e que 
também podem ser nichos de acúmulo de placa bacteriana, falhas na fundição, como bolhas e porosidades 
que geram regiões mais frágeis na estrutura, isso torna necessária uma nova fundição da estrutura. A 
trajetória de inserção também é avaliada, assim como a adaptação da armação, que pode vir bem adaptada 
no modelo entretanto observam-se desgastes no modelo de gesso, logo a armação não estará bem 
adaptada em boca, sendo o seu ajuste mais trabalhoso. Em relação às qualidades biomecânicas, em 
modelo de gesso, podem ser analisadas como a rigidez, avaliada pela espessura adequada dos conetores 
maiores, seu formato e confecção, se os braços de retenção e oposição estão em espessura e forma 
adequados, conectores maiores devem estar bem adaptados no modelo de trabalho (maxila sem alívio e 
mandibular com alívio), assim todos os elementos constituintes serão analisados (volume, forma, posição). 
A grade metálica também é analisada, se a sua confecção foi adequada, assim como o "finish line”. 
Estando adequada a análise inicial em modelo, segue-se para a etapa que ocorre na boca do 
paciente, onde será feita a prova. Caso a armação metálica não se adapte à boca do paciente, mesmo após 
os ajustes, não houver um assentamento perfeito, a única opção é a repetição da moldagem e nova 
fundição da armação. Entre a moldagem de trabalho e a prova da armação não pode ser esperado um 
intervalo, sendo que quanto mais tempo demorar maior é a chance de não haver adaptação na boca, pois 
pode ocorrer migração dos dentes nesse período de tempo. Na boca, tudo o que foi analisado no modelo 
será avaliado novamente, como a trajetória de inserção, a quantidade de retenção nos dentes, em relação à 
adaptação serão verificados os conectores maiores e seus alívios (maxilar deve estar em justaposição com 
a fibromucosa, ou seja, sem alívio, ao contrário do inferior), são analisados os outros elementos 
constituintes, se ocorrem interferências ou uma boa adaptação, onde que o carbono líquido pode ser usado 
para verificação da ocorrência de interferências. As regiões mais prováveis para a ocorrência de 
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interferências são as regiões de conectores menores (proximal ou lingual), parte interna do braço de 
oposição e os 2/3 iniciais do braço de retenção, sendo que o terço final, por ser flexível geralmente não 
causa interferência, somente partes rígidas. Nos locais onde o carbono líquido foi removido é feito um 
pequeno desgaste com broca esférica, sendo feito o ajuste interno. Após os ajustes, a armação é levada em 
posição na boca novamente e verifica-se mais uma vez até o seu assentamento final - elementos 
constituintes em suas corretas posições. Quando a peça está em assentamento final começa a ser 
analisada a parte biomecânica, onde será analisada a estabilidade da mesma através de movimentos 
induzidos, como movimentos de rotação mesial ou distal. Também é analisada a qualidade dos grampos e a 
sua capacidade de promover uma retenção adequada da peça, a estética, se ocorrem elementos muito 
visíveis no sorriso, a quantidade de exposição de grampos, etc. O paciente deve ser orientado sobre a 
estética, a presença de grampos visíveis, etc, desde o início do tratamento. A fonética é analisada através 
de testes com fonemas realizados na fase de montagem dos dentes e na instalação da prótese. O aspecto 
oclusal, de grande importância, também é analisada, onde que o apoio, que impede a intrusão da PPR 
fornece um suporte ao absorver e direcionar cargas oclusais, estes devem ter a espessura e assentamento 
adequados para que o nível oclusal seja mantido, o ajuste é determinado com papel carbono, que identifica 
contatos prematuros e que geralmente ocorrem nos apoios ou braços de oposição. O padrão oclusal do 
paciente deve ser mantido, como se o paciente não estivesse com a armação em boca. 
Feita a prova da armação metálica, o próximo passo é a tomada das relações maxilo-mandibulares, 
feitas de acordo com cada caso. Com a tomada e o registro dessas relações feitos, a seleção dos dentes 
artificiais será feita e será encaminhado para o laboratório fazer a montagem dos dentes. Após isso, segue- 
se para uma nova prova dos dentes artificiais e os seus respectivos ajustes. 
PROVA ESTÉTICA E FUNCIONAL DOS DENTES ARTIFICIAIS 
Nessa sessão são checados o aspecto oclusal, sendo verificados os contatos em abertura e 
fechamento, movimentos excursivos, checagem na DVO, da fonética e da estética, onde são avaliadas a 
cor, forma, disposição, verificando a harmonia facial e o resultado satisfatório ou não. 
Quanto ao aspecto oclusal será verificada a DVO, sendo que quando os dentes remanescentes 
mantêm a DVO, na montagem esse padrão será mantido, tendo também contatos nos dentes artificiais, 
havendo o maior número de contatos bilaterais, simultâneos e na mesma intensidade. Se ocorre um caso 
onde o antagonista é parcialmente ou totalmente desdentado, ou seja, houve a perda da referência da DVO, 
é necessário encontrar a DVO através das relações maxilo-mandibulares, logo quando chegar na prova dos 
dentes deve ser verificado se essa DVO foi respeitada. Em abertura e fechamento, com o carbono serão 
detectados contatos prematuros nos dentes artificiais montados, dependendo da intensidade desse contato 
a montagem deve ser modificada, e se for pequeno com uma broca é feito o ajuste, de forma a estabelecer 
a harmonia entre os contatos no fechamento. Verifica-se se RC é coincidente ou discrepante com a OC, o 
que depende do padrão definido anteriormente na fase de registro. 
Nos movimentos excursivos serão verificadas as guias anterior e canina em movimento de 
lateralidade,tomando cuidado com o deslocamento dos dentes montados em cera. Se a guia canina e 
anterior foi mantida em dente natural a checagem desses movimentos pode ser feita para verificar se os 
dentes artificiais não provocam nenhuma interferência. 
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A checagem da fonética, importante principalmente na reposição de dentes anteriores ou quando 
houve alteração na DVO e DVR, é feita através de sons sibilantes e permite verificar o tamanho do EFL e 
EFP, sendo que se estes estiverem pequenos há contato entre os dentes ou se aumentados os sons saem 
alterados, assim se estão incorretos a DVO deve ser checada novamente e os dentes devem ser 
remontados. 
A estética é verificada quanto à forma, cor, posição e anseios do paciente. Se ocorre um caso 
parcialmente dentado os dentes remanescentes servem de referência para a escolha dos dentes artificiais. 
Também envolve a harmonia facial, a dimensão deve ser devolvida corretamente para repor a posição dos 
tecidos, além dos dentes. 
Aprovados esses parâmetros, as peças são enviadas ao laboratório para ser feita a acrilização das 
mesmas. Quando a prótese chega já acrilizada, na próxima consulta será feita a instalação do aparelho, 
este será colocado em posição, feito os ajustes, orientações são passadas ao paciente quanto ao uso da 
prótese. 
INSTALAÇÃO DA PRÓTESE 
Tudo será checado novamente para verificar se a prótese está realmente pronta para o uso. Podem 
haver dificuldades na adaptação do paciente. 
Uma nova análise da prótese é feita fora da boca do paciente, verificando o aspecto da sela, da 
armação metálica, a presença de alguma mancha, espículas, nódulos ou porosidade, verificação do 
acabamento e polimento, se estão adequados para evitar o acúmulo de placa, também é verificada a 
espessura da base e as bordas da prótese, se estão arredondadas e não cortantes. Todas essas análise 
são feitas em PPR provisórias ou definitivas. 
Feito isso, as análises passam a serem feitas na boca do paciente, verificação da relação da 
estrutura metálica com os preparos, dentes remanescentes e suportes devem ser iguais às relações na 
prova da armação, assim como a situação do assentamento final. Áreas retentivas na fibromucosa como 
reabsorções na vestibular podem gerar dificuldades em se chegar na posição de assentamento final da 
peça, entretanto isso já deveria ter sido percebido na fase de planejamento, de determinação de trajetória 
de inserção, onde uma trajetória deve ser selecionada para fugir dessa interferência. Verifica-se alterações 
na posição dos elementos, assim como a posição adequada dos retentores que devem estar em posição de 
assentamento final adequada. Se ocorrem distorções, na maioria das vezes somente um pequeno ajuste é 
suficiente, se a distorção for grande deve-se voltar à etapa de moldagem e refazer tudo. 
A mudança na posição dos dentes remanescentes pode ocorrer se demora muito para instalar a 
prótese, podendo ocorrer a migração, o que gera dificuldade no assentamento da peça. Deve haver um 
bom planejamento para após a moldagem a peça ser instalada em 3 semanas. 
Com a peça em posição, é necessário ter o mesmo relacionamento entre as estruturas metálicas 
com os preparos que ocorrem fora de boca, em posição de assentamento final adequado. 
Na sessão de instalação alguns ajustes podem ser necessários, como ajustes para corrigir regiões 
que geram desconforto ao paciente, no 1o controle que o paciente geralmente se queixa de desconfortos. 
Algum ajuste interno na sela já pode ser feito na sessão de instalação. Esse ajuste pode ser feito de 
diversas maneiras, uma delas é através do lápis cópia, este é complicado pois não é possível verificar na 
fibromucosa a região de desconforto, com o lápis cópia feridas são pintadas e leva a prótese em posição 
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para identificar a área da peça que causa o trauma. Outra maneira é com a parte leve da silicona de 
condensação (Xantopren), que é colocado na peça e levada em posição. A região de compressão da sela 
vai ter o silicone rasgado ou transparente, indicando a área causadora do trauma que será ajustada. 
Também pode ser feita com a pasta branca da Lysanda, cujo método é igual ao do silicone. 
Com a prótese em assentamento final, após a remoção de interferências que causam desconforto ao 
paciente, segue-se para as outras análises e testes feito na sessão de instalação, sendo verificada a (1) 
retenção e estabilidade dessa prótese com testes feitos com o dedo que simulam uma rotação mesial ou 
distal, de forma a verificar a amplitude dos movimentos feitos pela prótese, isso é evitado com um 
planejamento adequado, (2) teste da fonética e estética, que já deve ter sido feito na fase de prova dos 
dentes, entretanto deve ser feito novamente porque alterações podem ter ocorrido durante a acrilização da 
peça, quanto à (3) estética analisa-se novamente a harmonia facial, cor, forma, posição dos dentes 
artificiais, assim são feitas provas estéticas e funcionais no momento da instalação da prótese. 
Os aspectos importantes a serem analisados é a parte oclusal também, um ajuste mais fino já foi 
feito na prova dos dentes evitando contatos prematuros, e com a prótese finalizada um ajuste refinado é 
feito. Verifica-se novamente a DVO do paciente, se ela foi mantida pelos dentes remanescentes a oclusão é 
checada para verificar se ocorrem contatos oclusais entre eles e se a DVO teve que ser restabelecida é 
necessário verificar se a DVO está mantida e adequada. Inicia-se os ajustes oclusais com movimentos de 
abertura e fechamento onde tem que ocorrer o máximo de contatos bilaterais e simultâneos nos dentes 
naturais, esses contatos são checados com duas pinças Müller e papel carbono, assim é checada a máxima 
intercuspidação, os movimentos excursivos (movimentos laterais e protrusivos) de forma a checar a guia 
canina, se ocorre oclusão bilateral balanceada e os contatos anteriores e posteriores em protrusão. 
Finalizados os ajustes e todas as partes aprovadas, com as peças prontas para o uso, as 
orientações inerentes ao uso da prótese são passadas ao paciente. É explicado como é feita a inserção e 
remoção da prótese, que haverá um período de adaptação à prótese, instruções em relação à alimentação, 
higienização, possibilidade de causar alguns ferimentos, responsabilidade para o bom funcionamento da 
peça e orientação quanto ao retornos e controles que são necessários. 
Quanto à inserção e remoção, um espelho deve ser usado para orientar, a prótese deve ser inserida 
em uma trajetória onde ambos os lados se encaixam simultaneamente, na remoção os indicadores são 
usados no corpo dos retentores ou nos dentes artificiais para realizar o tracionamento em ambos os lados 
para realizar a remoção da peça, evitar de inserir a prótese mordendo ou removê-la com a língua. 
Orientar que o paciente passará por um período de adaptação, que pode ser maior para casos em 
que é a 1a prótese do paciente ou que usa a mesma prótese a muito tempo, que podem ocorrer lesões e 
com os ajustes e com o tempo o paciente se acostuma. 
UTILIZAÇÃO 
O ideal é que o paciente remova as próteses durante a noite para promover um descanso, 
circulação e auto limpeza pela saliva nos tecidos. Entretanto a maioria dos pacientes não querem dormir 
com as próteses. Recomenda-se remover a prótese durante o banho ou em alguns outros períodos do dia. 
ALIMENTAÇÃO 
Instruir o paciente que ele vai ter que “reaprender” a mastigar com os dentes artificiais e no início só 
se deve alimentar de alimentos não muito consistentes. 
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HIGIENIZAÇÃO 
Salientar a sua importância, quanto à relação com a saúde geral, como a causa de infecções. A 
higienização deve ser feita sempre que o paciente comer alguma coisa. É indicado sabão neutro ou um 
dentifríciode baixa abrasividade para evitar desgastes em água corrente, há escovas adequadas, evitar 
escova com cerdas duras. Deve-se encher a pia de água para caso a prótese caia não venha a fraturar. 
Agentes de limpeza química podem ser utilizados, estes dissolvem placas e tártaro, mas não substituem a 
escovação. 
Em pacientes parcialmente dentados os dentes remanescentes também devem ser higienizados 
com fio dental, escova unitufo, e escova comum. A higienização desses dentes permite maior longevidade 
da prótese. 
FERIMENTOS 
O paciente pode reclamar de ferimentos, o paciente vai começar a utilizar a prótese e 
provavelmente o seu uso vai incomodar, assim o paciente deve ser orientado para usá-la o máximo que 
conseguir, caso a prótese esteja lesionando muito ele deve parar de usá-la e procurar o seu dentista para 
serem feitos novos ajustes. Um dia antes de retornar o paciente deve usar a prótese se possível para 
facilitar a localização da área que provoca o ferimento. 
RETORNOS 
O paciente deve retornar idealmente após 24 horas de uso da prótese podendo se estender para 
retornos semanais (em casos onde não há incômodos). 
Na sessão de controles serão colhidas informações a respeito do conforto e da eficiência dessa 
prótese, se houve feridas, incômodos, se o paciente gostou da estética, da eficiência mastigatória e 
fonética. 
CONTROLES 
O profissional deve ouvir as queixas do paciente, estas devem ser identificadas e resolvidas. 
Informações complementares também podem ser passadas ao paciente. 
As principais queixas são: (1) perda de retenção por erros no planejamento, causas inerentes ao 
paciente como a salivação, características da fibromucosa e rebordos, entretanto estes fatores já devem ter 
sido identificados na anamnese e exame clínico, extensão ou subextensão da prótese, interferências 
oclusais, (2) dor devido a uma ferida causada pela prótese, podendo ser causada pela superextensão que 
provoca interferências nos movimentos da musculatura, devendo serem feitos os ajustes, (3) compressão 
de acidentes anatômicos, como situações onde o forame está na altura da crista do rebordo, devendo terem 
sido feitos alívios nessas regiões, assim os alívios devem ser aumentados, (4) torque nos dentes de 
suporte, mais em relação a peças justapostas, (5) interferências oclusais que podem fazer com que a 
prótese intrua mais em determinada região, (6) senilidade, onde há maior dificuldade na adaptação e (7) 
reclamações de estética, como a posição dos retentores ou de outros elementos, posição dos dentes 
anteriores e volume gengival, DVO (rosto alongado), sendo a solução refazer a prótese. Todas essas 
situações podem ser controladas durante as fases de confecção da prótese. 
Recomenda-se três sessões de controle, para a realização de ajustes, entretanto devem ser feitos 
quantos retornos forem necessários, até não haver mais queixas do paciente. Também devem ser feitos 
retornos a cada 6 meses para checar toda a prótese, sua higienização e estado dos dentes e tecidos. 
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CONECTORES MAIORES 
Tipos Indicações Forma da secção 
transversal 
Áreas de alívio 
Dupla barra Universal - classe I, II, III, 
IV de Kennedy 
Variável, de acordo com a necessidade biomecânica 
Chapeado parcial médio Podem ser utilizados em 
classes I, II, III e IV, de espaços protéticos pequenos e médios. Quando os espaços são maiores podem ser associados dois recobrimentos, como anterior e médio simultaneamente. 
Sua espessura pode ser reduzida devido à maior largura, sua secção é em forma de cinta plana. 
Barra palatina anterior Casos de pequenos 
espaços protéticos de Classes III e IV. 
Secção em forma de “D” alongado. 
Chapeado lingual Casos onde não há espaço 
para uma barra lingual, casos em que há um aumento de retenção indireta, casos em que há expectativa de perda de algum elemento por DP p.ex., casos com tórus mandibular 
Forma de meia pêra, contornar os dentes anteriores de forma anatômica e delgada 
Área de ameia. Toda a extensão sobre a gengiva deve ser aliviada para proteger gengiva marginal livre e inserida. 
Área de ameia. Toda a extensão sobre a gengiva deve ser aliviada para proteger gengiva marginal livre e inserida. 
Área de ameia. Toda a extensão sobre a gengiva deve ser aliviada para proteger gengiva marginal livre e inserida. 
Splint lingual Igual ao do chapeado 
lingual, principalmente para ter retenção indireta adicional. 
Meia cana longa (D) Área de ameia 
Barra lingual Universal - classe I, II, III e 
IV de Kennedy 
Meia pêra O alívio visa criar espaço para evitar a intrusão nos tecidos em casos de rotação distal. O alívio necessário é menor quanto maior for a inclinação vestibular dos dentes e rebordo anteriores, alívios maiores são indicados quanto maior for a verticalização dos dentes anteriores 
Recobrimento total do palato 
Poucos elementos remanescentes e casos onde ocorre dentes anteriores dispostos em linha reta. 
Cinta plana 
Cinta plana 
Barra bipartida inferior Indicado para casos em 
que o dente suporte não pode receber cargas por problemas periodontais, somente para casos em que há um fator ósseo positivo. 
A região de barra única é em forma de meia pêra. Após a bifurcação, torna-se em forma de meia cana. 
Igual à barra lingual. 
Igual à barra lingual. 
Recobrimento parcial posterior 
Igual ao chapeado parcial médio 
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INDICAÇÕES DOS GRAMPOS 
GRAMPOS CIRCUNFERENCIAIS 
Grampo circunferencial de Ackers 
Indicado para molares, pré-molares e, eventualmente caninos em próteses dentossuportadas e quando 
a zona de maior retenção se localizar a distância do espaço edêntulo. 
Grampo de Gillet 
Indicado para dentes posteriores, quando a porção retentiva se localiza próximo ao apoio, ou seja, o 
terminal retentiva e o apoio se localizam no mesmo lado. 
Grampo circunferencial em anel 
Indicado para molares posteriormente a um espaço protético, não inclinado para mesial, porém 
inclinados para lingual no arco inferior e vestibular no arco superior. Por ter dois apoios também é indicado 
em pré-molares e molares isolados entre dois espaços protéticos dentossuportados. 
Grampo Half and Half 
A forma clássica dos dois apoios está indicada para pré-molares e molares em posição normal e 
localizados entre dois espaços protéticos intercalares. 
Grampos gêmeos 
Ambas as suas formas são indicadas para dentes secundários de suporte de uma prótese classe II, III 
e IV. São grampos de retenção indireta. 
Grampo de Jackson Crib 
São grampos de retenção indireta indicados geralmente para primeiros molares e pré-molares em 
casos classe IV, II e III. 
Grampo continuo de Kennedy 
Grampos por ação de ponta 
T 
Indicado para incisivos, caninos, pré-molares e molares inferiores e superiores. Combinado com um 
apoio mesial e uma placa proximal é indicado em áreas de retenção adjacente ao espaço protético. 
U 
Indicado para molares e pré-molares com coroa curta, áreas retentivas por mésio e distovestibular. 
L 
Caninos, pré-molares e molares em áreas de maior retenção à distância do espaço profético. 
I 
Indicado para caninos e pré-molares havendo suporte dentário em região posterior, logo não é indicado 
para próteses de extremidade livre. 
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