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Prévia do material em texto

Discente: Larissa Kalume 
Docente: Sérgio Beltrão 
 
Resumo: Metodologia do Trabalho Cientifico. 
1. Atividades acadêmicas: 
1.1. Leitura: 
A leitura é essencial para qualquer estudo, possibilita a obtenção de informações 
básicas e especificas além de ampliar e aprofundar o conhecimento. Pode ser 
classificada em: 
a. Leitura de entretenimento ou distração: objetiva o lazer. É importante para que 
o indivíduo passe a ter o habito da leitura. 
b. Leitura de cultura geral ou informativa: permite a obtenção de conhecimento 
mas sem grande aprofundamento. 
c. Leitura de aproveitamento ou formativa: visa adquirir novos conhecimentos 
bem como o aprofundamento de conhecimentos prévios. 
Consoante a isso, para uma leitura eficiente são necessárias quatro operações: 
reconhecimento, organização, elaboração e valoração. Não existindo uma ordem fixa. 
O primeiro passo para a busca de um material de leitura é a identificação do texto, 
os elementos que auxiliam na seleção são: o título e o subtítulo, a data de publicação, 
a ficha catalográfica, a orelha, a introdução e as referências. 
Além disso, os tipos de leitura são classificados em: 
a. Scanning: procura certo tópico da obra no sumário ou por palavras-chaves nos 
parágrafos. 
b. Skimming: visa assimilar o assunto geral do texto, uso de títulos, subtítulos, 
ilustrações. 
c. Do significado: leitura única do texto procurando a visão ampla do conteúdo. 
d. De estudo: objetiva a absorção do conteúdo, permitindo a releitura e uso de 
dicionários. 
 
 
e. Crítica: forma um ponto de vista sobre o texto, relaciona as declarações do 
autor com conhecimentos anteriores. 
f. De erudição: a Leitura-trabalho objetiva o conhecimento científico do texto; a 
Leitura-crítica faz uma análise do conteúdo; a Leitura-descanso é uma leitura 
prazerosa, podendo ter bom rendimento se conciliada com um bom método. 
g. Leitura seletiva: realiza a seleção das informações com base nos objetivos do 
leitor. 
h. Leitura crítica ou reflexiva: faz a análise de um texto identificando a ideia diretriz 
e as secundárias. 
i. Leitura interpretativa: é a fase final da leitura, busca entender a afirmação do 
autor (hipóteses, teses e conclusão), relaciona a utilidade das informações do 
texto com os objetivos do leitor e, finalmente, faz o julgamento, buscando a 
veracidade das informações. 
 
1.2. Análise do texto: 
A análise do texto depende do objetivo a que se destina. Requer um método e 
disciplina intelectual. 
Acontece após a leitura inicial do texto, é a fase na qual se tem uma releitura para 
marcar e elucidar possíveis dúvidas e, depois de sanadas, faz uma segunda releitura 
para compreender o todo para interpretar as ideias e conclusões do autor. Permite 
conhecer um texto por dentro, evidenciando aspectos objetivos e imediatos. 
Os tipos de análise são: 
a. Identificação e classificação dos elementos: fragmentação do material em suas 
partes constitutivas. 
b. Explicitação das relações entre tais elementos: verificação de suas conexões e 
interações. 
c. Reconhecimento dos princípios de organização, tendo em vista sua disposição 
e estrutura. 
 
 
 
1.3. Seminário: 
O seminário é uma técnica de pesquisa que inclui pesquisa, discussão e debate. 
Desenvolve a capacidade de pesquisa, de análise, de raciocínio e de reflexão. 
É uma atividade em grupo onde cada um exerce uma função: o diretor, o professor 
ou o especialista no assunto a ser tratado, cabe a ele orientar o grupo; o relator, 
responsável por expor os resultados alcançados pelo grupo; o secretário, quem anota 
as conclusões do seminário após o debate; o comentador é a pessoa designada pelo 
diretor para fazer críticas adequadas ao tema antes do debate; os demais participam 
com perguntas pertinentes e reforçando argumentos. 
 
1.4. Conferência: 
A conferência é uma exposição científica oral em público por um especialista no 
tema que apresenta uma pesquisa ou os resultados de um trabalho concluído. 
É composta por uma breve introdução onde aborda o tema e os objetivos a serem 
tratados, um corpo da conferência composto por um texto que expõe as ideias 
principais e por uma conclusão resumindo os principais tópicos do texto. 
 
2. Pesquisa bibliográfica: 
2.1. Pesquisa: 
A pesquisa é uma investigação de problemas teóricos e práticos utilizando 
métodos científicos. 
Dessa forma, pode-se distinguir a pesquisa em pesquisa quantitativa, 
caracterizada pelo conhecimento positivista, enfatizando o uso da racionalidade e a 
configuração experimental, e em pesquisa qualitativa, comumente vista nas Ciências 
Sociais, busca os significados, os motivos e os valores. As duas formas são 
complementares uma à outra. 
 
 
Além disso, pode ser classificada ainda em pesquisa bibliográfica, de campo e de 
laboratório. A bibliográfica é feita a partir de levantamento de dados a partir de fontes 
disponíveis, podendo ser obtida a partir de documentação direta –quando ocorre no 
local, a partir de pesquisa de campo, de laboratório ou experimental- ou de 
documentação indireta –quando utiliza dados levantados por outra pessoa. 
De mesmo modo, a documentação indireta também pode ser classificada. Em 
primeiro lugar, observa-se as fontes primárias, que são aquelas vindas dos órgãos 
que as coletaram, ainda sem análise cabendo ao pesquisador fazê-las. Em segundo 
lugar, as fontes secundárias se ressaltam, são provenientes de levantamentos já 
publicados em forma de artigos científicos, livros, teses de doutorado e mestrado. 
 
2.2. Fases da pesquisa bibliográfica: 
A primeira fase é a escolha do tema, que é o assunto que o pesquisador tem 
interesse em desenvolver, deve levar em consideração as suas aptidões, as 
qualificações pessoais e a relevância do objeto. 
A segunda fase é a elaboração do plano de trabalho, pode preceder o fichamento 
ou pode ocorrer depois do seu início, nessa fase inclui: introdução com formulação 
clara do tema bem como sua delimitação, importância, justificativa e metodologia 
empregada; desenvolvimento onde há a fundamentação lógica, é composta por 
explicação, discussão e demonstração do tema; e conclusão, onde há o resumo 
completo da argumentação demonstrada do desenvolvimento. 
A terceira fase é a identificação, onde há o reconhecimento do assunto pertinente 
ao tema. A quarta fase é a localização, fase na qual há o levantamento das referências 
bem como a identificação das obras. A quinta é a compilação que é a reunião do 
material. A sexta fase é o fichamento, onde o pesquisador transcreve as fontes de 
referência com o máximo de exatidão. Por último, a redação, essa pode variar de 
acordo com o trabalho do pesquisador. 
 
 
 
 
2.3. Fichas: 
É um instrumento essencial para a pesquisa, é onde o pesquisador anota todas as 
fontes utilizadas. Com elas é possível identificar as obras e seus conteúdos, fazer 
análises e críticas além de facilitar as citações ao decorrer do trabalho. 
2.4. Resumos: 
Os resumos são extremamente necessários para a elaboração de um trabalho, 
uma vez que eles permitem que o leitor avalie se o interessa ou não por meio de uma 
apresentação concisa apresentando os elementos mais importantes do texto. Para 
um resumo ser valido deve constar, de forma sintética e clara, os objetivos da 
pesquisa e os principais resultados encontrados. 
Os resumos podem ser classificados em: 
a. Indicativo ou descritivo: faz referências aos elementos mais importantes do 
texto, utiliza frases curtas. 
b. Informativo ou analítico: é mais aprofundado que o anterior, salienta os 
objetivos e assuntos do texto, seus métodos e os resultados encontrados. 
c. Crítico: faz um julgamento dos elementos dotexto, critica-se a metodologia, o 
conteúdo, o seu desenvolvimento e a técnica de apresentação do autor. Nessa 
classificação não permite citações do texto. 
 
3. Publicações científicas: 
3.1. Comunicação científica: 
A finalidade da comunicação científica é repassar conhecimento para a sociedade. 
A estrutura dessa comunicação foi estabelecida em um padrão mundial, podendo 
divergir em conteúdo mas não no aspecto formal. Ela abrange: introdução, 
desenvolvimento e conclusão. 
Os tipos de comunicação são: estudos breves, sugestões, textos de filósofos, 
apreciação, fixação de enfoque, recensão particular de um livro e crônicas inéditas de 
congressos. 
 
 
A comunicação também pode ser escrita e segue os seguintes critérios: 
a. Folha de rosto: designação do local, local de realização, data do evento, 
patrocinadores, título do trabalho, nomes dos autores e seus cargos. 
b. Resumo analítico do trabalho: devendo ser em português e em uma língua 
estrangeira. 
c. Conteúdo: introdução, desenvolvimento e conclusão. 
d. Referências bibliográficas. 
 
3.2. Artigos científicos: 
Os artigos são estudos pequenos e completos sobre uma questão científica. 
Normalmente abordam um estudo pessoal ou uma descoberta, objetiva levar o 
conhecimento para um público intelectual ou especializado no assunto. 
Podem ser: artigo de argumento teórico, com a exposição de uma teoria e 
argumentos para prova-la ou nega-la; artigo de análise, descreve, classifica e define 
o assunto; artigo classificatório, procura classificar e definir todas as partes de um 
assunto com o objetivo de explica-las. 
Sua estrutura é semelhante a de outros trabalhos científicos: apresenta 
preliminares com título e subtítulo do trabalho, nome dos autores e suas credenciais 
e local de atividade; sinopse; corpo do artigo com introdução, material e método, 
resultados, discussão e conclusão; e parte referencial com referências, apêndices, 
agradecimentos e data. 
 
3.3. Informe científico: 
O informe é a divulgação de uma notícia de grande interesse para a comunidade 
científica. 
 
 
 
 
3.4. Difusão e divulgação científica: 
Difusão científica leva o conhecimento da pesquisa em linguagem formal e técnica, 
de acordo com as normas do local de onde será apresentado. Já a divulgação 
científica abrange o público geral, é repassada em linguagem comum e acessível. 
 
3.5. Resenha crítica: 
É um gênero de texto científico e jornalístico realizada por especialistas, é uma 
descrição criteriosa do texto acompanhada de uma crítica analítica. Consiste na 
leitura, no resumo, na crítica e na formulação de um conceito de valor. 
Sua estrutura consiste em: referência bibliográfica, credenciais dos autores, 
conhecimento, conclusão do autor, quadro de referência do autor e apreciação com 
julgamento e mérito da obra, estilo, forma e indicação. 
 
4. Projeto e relatório de pesquisa: 
4.1. Estrutura do projeto: 
O projeto começa com a apresentação, responde a pergunta “quem? ”, o primeiro 
elemento é a capa onde é possível identificar o nome da entidade, o título do tema 
(que se refere aos objetivos, não ao tema), o nome do coordenador, o local e a data. 
A primeira página do projeto é dedicada à relação do pessoal técnico. 
Em segundo lugar, observa-se o objeto, correspondente ao tema do projeto, é o 
assunto que a pesquisa irá desenvolver, responde a pergunta “o que? ”. O tema 
precisa ser delimitado de forma a definir a delimitação geográfica e temporal, precisa, 
também, elucidar a dificuldade ou problema que se pretende resolver com a pesquisa. 
Em seguida, há o objetivo, esse responde às perguntas “para que? ” e “para 
quem?”. O objetivo geral é a visão geral relacionada ao tema enquanto os específicos 
mostram como atingir o objetivo geral e como aplica-lo a diferentes situações. 
 
 
Também é importante ressaltar a justificativa, que procede o objetivo, pois é a 
única que responde a pergunta “por que? ” e contribui direta com a aceitação da 
pesquisa, é a descrição das razões que tornam a pesquisa importante. Após isso, tem-
se a metodologia, que responde as questões “como? ” “com que?” “onde? ” e 
“quanto?”, descreve os métodos de abordagem, de procedimento, as técnicas de 
pesquisa, a delimitação do universo, os tipos de amostragem e o tratamento 
estatístico. 
Ainda respondendo ao questionamento “como? ” o embasamento teórico aparece 
com os elementos de fundamentação teórica da pesquisa bem como os conceitos que 
foram empregados ao longo de sua realização. 
O cronograma responde a pergunta “quando? ” pois descreve a previsão dos 
pesquisadores do tempo necessário de cada fase. 
O orçamento responde a questão “quanto será necessário despender? ” 
distribuindo os gastos em: orçamento pessoal, do pessoal e dos pesquisadores, e 
orçamento material, abrangendo os elementos consumidos na realização da pesquisa 
e os elementos que a posse pode retornar a entidade financiadora. 
Por fim, as referências bibliográficas que foram utilizadas nas diferentes fases da 
pesquisa, abrangem livros, teses e artigos científicos. 
 
4.2. Pesquisa-piloto ou pré-teste: 
A pesquisa-piloto três funções: testar o instrumento de coleta de dados, verificando 
se o entrevistado irá compreende-lo, verificar a adequação do tipo de amostragem, 
utilizando o mesmo processo que será utilizado durante a pesquisa de fato e formar 
uma estimativa dos resultados da pesquisa. 
 
4.3. Estrutura do relatório: 
Composta por apresentação, que compreende a capa e a folha de rosto, sinopse, 
sumário, introdução, objetivos, justificativa, objeto, metodologia, embasamento 
 
 
teórico, revisão da bibliografia, apresentação dos dados e análise, interpretação dos 
resultados, conclusões, recomendações, apêndices, anexos e referências 
bibliográficas. 
 
5. Realização de trabalhos científicos: estrutura e apresentação gráfica. 
5.1. Aspectos gráficos do texto: 
Todo trabalho científico segue as normas nacionais da ABNT ou as internacionais 
de Vancouver. 
O texto é redigido em papel A4 com margem superior e esquerda de 3cm e inferior 
e direita de 2cm, numeração das folhas em número arábico e com cada elemento em 
uma folha separada. 
 
5.2. Trabalho de conclusão de curso: 
O TCC é uma monografia, um estudo científico de um tema específico bem 
delimitado que tenha relevância à ciência. Deve ser sistemático, completo, deve ser 
investigado de diferentes ângulos e deve ter dois objetivos, um interno e um externo. 
 
5.3. Dissertação de mestrado: 
A dissertação é um estudo teórico reflexivo com objetivo de analisar certo tema. 
Exige sistematização, ordenação e interpretação dos dados e, por ser um estudo 
formal, exige metodologia própria do trabalho científico. 
Pode ser expositiva, reunindo material de diversas fontes, ou argumentativa, 
interpretando as ideias e expondo o posicionamento do autor. 
 
 
 
 
 
5.4. Tese de doutorado: 
É o nível mais alto da pesquisa, além da exposição e análise do levantamento 
obtido também requer um alto nível de análise e interpretação dos dados. Objetiva 
além do título de doutor em determinado assunto a contribuição científica. 
 
5.5. Redação: 
É a expressão dos resultados da investigação. Deve ter linguagem simples, clara 
e precisa, a exposição de ideias deve ser concisa e imparcial, o conteúdo precisa ser 
original e objetivo e a estrutura deve ser apresentada de forma ordinal e harmônica. 
Seu objetivo é a persuasão do leitor. 
Ela pode ser classificada em: redação coloquial, com certo nível de informalidade; 
literária, dotada de subjetividade e estética; técnica, própria de trabalhos científicos, é 
precisa, objetiva,exata e sóbria, tem o objetivo de convencer o leitor com argumentos 
bem estruturados. 
 
6. Como fazer citações e elaborar referências bibliográficas: 
6.1. Citações no corpo do trabalho: 
A citação é a menção de uma informação não pessoal, extraída de outra fonte, 
podendo ser direta ou indireta. A direta é a transcrição do texto original e sempre 
acompanhada da chamada do autor original. 
 
6.2. Elaboração de referências bibliográficas: 
A referência é “conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um 
documento, que permite sua identificação individual” (NBR 6023:2002, parágrafo 3.9). 
Quando feita a livros deve ser feita a identificação dos autores, título, edição, local, 
editora e data de publicação, com destaque no nome do livro. Quando feita a artigos 
ou matérias de revista deve constar autor, título do artigo ou matéria, local de 
 
 
publicação, número do volume e/ou ano, fascículo ou número da paginação inicial e 
final do artigo ou matéria, informações de período e data de publicação. Quando feita 
a artigos ou matéria de jornais, se diferencia da anterior pela presença dos seguintes 
elementos: nome do jornal, seção, caderno e página correspondente, e quando feita 
a artigos assinados de jornal em meio eletrônico acrescenta-se a descrição física do 
meio. 
As referências a eventos precisam do nome do evento, numeração, ano e local, 
título, local de publicação, editora e data de publicação. Quando feita a eventos em 
meio eletrônico segue o mesmo padrão. 
Quando feitas a legislação os elementos essenciais são jurisdição ou cabeçalho 
da entidade (no caso de tratar de normas), título, numeração e data, ementa, dados 
da publicação. Ao final da referência podem-se acrescentar notas relativas a outros 
dados necessários para identificação do documento. Já quando feita a jurisprudência 
é preciso constar local, jurisdição e órgão competente, título, número, partes 
envolvidas, relator local e dados da publicação. 
As referências feitas a filmes precisam de título, diretor, produtor, local, produtora, 
data e especificação do suporte em unidades físicas. A feita para microfilmes segue 
as mesmas normas das feitas para livros, acrescentando o termo microfilme no final. 
Quando feitas a entrevista e depoimentos podem entrar tanto pela instituição 
depositária quanto pelo nome do entrevistado. 
O pesquisador pode ordenar as referências quanto a ordem alfabética, pelo 
sistema autor-data, e quanto a ordem numérica, usando a sequência numérica 
utilizada no texto. 
 
 
Referência: 
MARCONI, M. D. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia do Trabalho Científico. 8a. ed. 
São Paulo: Atlas, 2017. 227 p

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