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ENTREVISTA PRÉ-INSERÇÃO DE DIU DE COBRE OBJETIVO Descrever e padronizar o atendimento das usuárias que optem pelo uso do DIU como método contraceptivo. DEFINIÇÃO A entrevista pré inserção de DIU deverá fornecer a usuária orientações sobre indicações, contra indicações e efeitos colaterais sobre este método e o profissional deverá avaliar critérios de elegibilidade para o mesmo, atendendo o desejo das mulheres que optaram pelo uso do DIU de forma segura. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO Indicação: Mulheres em idade fértil que desejarem colocar o dispositivo e estejam incluídas nos critérios 1 ou 2 de elegibilidade da OMS (Anexo 1). Pode ser inserido em qualquer momento do ciclo menstrual. Contra Indicação: mulheres que não desejam o DIU com método contraceptivo. PONTOS CRÍTICOS E RISCOS RESULTADO ESPERADO Indicação correta para inserção do DIU de acordo com o preconizado, garantido assim a segurança da usuária. DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Profissional Capacitado Orientar usuária sobre os métodos contraceptivos disponíveis; Confirmar desejo da inserção de DIU como método contraceptivo; Explicar detalhadamente e esclarecer dúvidas quanto ao método; Investigar as condições que contraindiquem o uso do DIU, aplicando quadro com critérios de elegibilidade e classificando a Anexo 1 – Pontos Críticos / Riscos Medidas Preventivas Usuário Dificuldade de entendimento Utilizar linguagem clara e evitar termos técnicos Ocupacional (Colaboradores) Não se aplica Não se aplica Ambiental Descarte inadequado de resíduos Realizar descarte adequado categoria que a mulher se enquadra (Anexo 1); Esclarecer à mulher que é frequente a ocorrência de cólicas, menstruação volumosa e um pouco de secreção vaginal após a inserção do DIU; Solicitar assinatura do Termo de Consentimento Informado às Usuárias de DIU (02 vias), sendo uma via da usuária e outra arquivar em prontuário (Anexo 2) e entregar 1 via para a usuária caso o DIU seja inserido, caso não, descartar; Questionar sobre a data da última menstruação e realizar teste rápido de gravidez (BHCG), caso resultado de BHCG positivo iniciar pré-natal conforme rotina pré-estabelecida; Caso não esteja usando nenhum método contraceptivo e não apresente atraso menstrual, solicitar exame de sangue BHCG ou aguardar atraso menstrual de pelo menos 15 dias para realizar teste rápido de gravidez (urina). Critérios de elegibilidade para uso do dispositivo intrauterino – DIU de cobre Anexo 2 – Termo de Consentimento REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26) 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 FLUXOGRAMA - ENTREVISTA PRÉ-INSERÇÃO DE DIU DE COBRE Não Sim Enfermeiro/Médico – Explicar detalhadamente e esclarecer dúvidas quanto ao método Investigar as condições que contraindiquem o uso do DIU, aplicando quadro com critérios de elegibilidade e classificando a categoria que a mulher se enquadra (Anexo 1) Agendar colocação conforme rotina Mulher opta pelo uso do DIU em consulta, demanda espontânea ou grupo Há contra indicação? Solicitar exame de BHCG na urina/sangue Orientar usuária e indicar outro método Não Sim BHCG +? Orientar usuária e iniciar Pré-Natal Vaginose ou outra alteração? Tratar vaginose, encaminhar para consulta médica (se necessário). Orientar/manter método contraceptivo em uso, reforçar importância da dupla proteção e agendar retorno para colocação do DIU Sim Não ANEXO 1 - CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE PARA USO DO DISPOSITIVO INTRAUTERINO – DIU DE COBRE Categoria 1: o método pode ser usado sem restrições. Quatro semanas ou mais após o parto. Pós-aborto (primeiro trimestre). Idade de 20 anos ou mais. Fumante (qualquer idade). Hipertensão: História de hipertensão, onde a pressão sanguínea não pode ser diagnosticada; Hipertensão arterial; História de pré-eclâmpsia; o Hipertensão adequadamente controlada, onde a pressão sanguínea pode ser diagnosticada. Múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular (como idade avançada, fumo, hipertensão e diabetes). Diabetes: História de diabetes gestacional; Diabetes (insulinodependente ou não); o Diabetes com lesão vascular ou duração maior que 20 anos. Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar atual ou no passado. História familiar de doença tromboembólica (parentesco de 1º grau). Cirurgias: Cirurgia de grande porte com ou sem imobilização prolongada; Cirurgia de pequeno porte sem imobilização. Varizes. Tromboflebite superficial. Doença cardíaca isquêmica atual ou passada. AVC. Hiperlipidemias. Doença cardíaca valvular complicada ou não. Cefaléia e enxaqueca com ou sem sintomas neurológicos focais. Nódulo mamário sem diagnóstico. Doença mamária benigna. Câncer de mama atual ou no passado. História familiar de câncer de mama. Ectopia cervical. Neoplasia intraepitelial cervical – NIC. Sangramento vaginal irregular não volumoso. Doença inflamatória pélvica no passado, sem fatores de risco para IST, com gravidez subsequente. Doença biliar sintomática ou assintomática. História de colestase relacionada à gravidez ou ao uso de anticoncepcional oral combinado. Hepatite: Hepatite viral aguda; Portador assintomático de hepatite viral. Cirrose hepática compensada ou descompensada. Tumor hepático benigno ou maligno. Antecedente de gravidez ectópica. Obesidade: IMC maior ou igual a 30 kg/m2. Tireoidopatias (bócio simples, hipertireoidismo, hipotireoidismo). Epilepsia. Esquistossomose não complicada ou com fibrose hepática. Malária. Uso de qualquer antibiótico, incluisive rifampicina e griseofulvina. Uso de anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, barbituratos, primidona). Multiparidade. Tuberculose não pélvica. Tumores ovarianos benignos (inclusive cistos). Cirurgia pélvica no passado. Categoria 2: o método pode ser usado. As vantagens geralmente superam riscos possíveis ou comprovados. As condições da Categoria 2 devem ser consideradas na escolha de um método. Se a mulher escolhe esse método, um acompanhamento mais rigoroso pode ser necessário. Menos de 48 horas pós-parto (lactante ou não): há aumento do risco para expulsão do DIU. Pós-aborto no segundo trimestre: há alguma preocupação sobre o risco de expulsão após aborto no segundo trimestre. Menarca até < 20 anos: há aumento do risco de expulsão em mulheres jovens devido à nuliparidade e o risco de IST deve ser considerado. Doença cardíaca valvular complicada(hipertensão pulmonar, risco de fibrilação atrial, história de endocardite bacteriana subaguda, uso de anticoagulação) é aconselhável o uso de antibioticoprofilaxia antes da inserção, se a mulher não está usando antibióticos regularmente. Sangramento volumoso e prolongado avaliar anemia, se presente enquadra-se na categoria 3 Sangramento vaginal inexplicado (para continuação do uso): não é necessário remover o DIU antes da avaliação. Passado de doença inflamatória pélvica, sem fatores de risco atuais e sem gravidez subsequente: o risco atual de IST e o desejo de gravidez são fatores relevantes na escolha do método. Vaginite sem cervicite pururenta. Mioma uterino, sem distorção da cavidade uterina: miomas uterinos preexistentes podem distorcer a cavidade uterina e dificultar o correto posicionamento do DIU. Talassemia. Anemia falciforme. Anemia ferropriva: o DIU pode aumentar a perda sanguínea. Nuliparidade: está associada com aumento do risco para expulsão. Alterações anatômicas que não distorcem a cavidade uterina ou não interferem com a inserção do DIU (incluindo estenose ou lacerações de colo). Dismenorreia grave: pode haver piora da dismenorreia. Endometriose. Categoria 3 e 4: o método não deve ser usado. Os riscos possíveis e comprovados superam os benefícios do método. 48 horas a 4 semanas após o parto: existe aumento do risco de perfuração uterina em inserções entre 48 horas e 28 dias pós-parto. Risco aumentado para IST/HIV: existe aumento do risco para doença inflamatória pélvica. Aids: para iniciar o uso, essa condição enquadra-se na Categoria 3. Para continuação de uso, enquadra-se na Categoria 2. Se a mulher estiver clinicamente bem, mas em terapia ARV, essa condição enquadra-se na Categoria 2. Tuberculose pélvica: existe aumento do risco para infecção secundária e sangramento. Câncer de ovário. Gravidez: nenhum método é indicado durante a gravidez. O uso de DIU durante a gravidez aumenta bastante o risco para abortamento espontâneo e aborto séptico. Infecção puerperal. Após aborto séptico. Sangramento vaginal inexplicado (suspeita de condições sérias), antes do diagnóstico: se há suspeita de gravidez ou alguma condição clínica subjacente, deve-se investigar e a classificação da categoria deve ser avaliada após o diagnóstico. Não é necessário remover o DIU durante a investigação. Câncer de colo uterino: pode aumentar o risco para infecção e sangramento durante a inserção, que pode piorar a situação; o DIU deve ser removido ao começar o tratamento. Câncer de endométrio: pode aumentar o risco para infecção, perfuração e sangramento durante a inserção, que podem piorar a condição; o DIU deve ser removido ao começar o tratamento. Doença inflamatória pélvica atual ou nos últimos três meses (para iniciar o uso): o DIU aumenta muito o risco de doença inflamatória pélvica para essas mulheres. Há sérias preocupações de que o DIU possa piorar uma DIP. Uma DIP recente é forte fator de risco para uma DIP subsequente. A continuação de uso depende dos fatores de risco da mulher para IST e DIP e deve ser uma decisão informada. Doença sexualmente transmissível atual ou nos últimos três meses, incluindo cervicite purulenta: há sérias preocupações sobre o aumento do risco de DIP em mulheres com IST, ou em alto risco para elas, que inserem DIU. Doença trofoblástica benigna e maligna: há risco maior de perfuração uterina porque o tratamento da condição inclui curetagens repetidas. Alterações anatômicas que distorcem a cavidade uterina: o correto posicionamento do DIU na cavidade uterina pode ser impossível. Mioma uterino com distorção da cavidade uterina. CRITÉRIOS E TÉCNICA PARA INSERÇÃO DE DIU OBJETIVO Descrever e padronizar os critérios e técnica para colocação do DIU (Dispositivo Intrauterino). DEFINIÇÃO O dispositivo intrauterino consiste em um objeto sólido em formato de T que é inserido através do colo uterino na cavidade uterina, com o objetivo de evitar a gestação. O DIU TCu 380 é feito de cobre e tem durabilidade de 10 anos. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO Indicação: Mulheres em idade fértil que desejarem colocar o dispositivo e estejam incluídas nos critérios 1 ou 2 de elegibilidade da OMS (Anexo 1). Não é obrigatória a participação no grupo de planejamento reprodutivo. Não são contra indicações: Não estar menstruada Não apresentar USG prévio Não apresentar Papanicolaou recente (últimos 6 meses) Nuliparidade Adolescência Contra Indicação: Gravidez; Aborto infectado nos últimos 03 meses; Alergia ao cobre; Alterações anatômicas do útero que impeçam uma correta posição do DIU; Antecedentes de doença inflamatória pélvica por 02 ou mais vezes; Câncer cérvico-uterino, do endométrio, do ovário ou coriocarcinoma; Cervicites por Chlamydia, Micoplasma, Ureaplasma ou Neisseria; Doença inflamatória pélvica atual ou nos últimos 03 meses; Doença trofoblástica benigna; Endometrite pós-parto; HIV positivo ou AIDS, ou risco para HIV; Risco ou Infecção sexualmente transmissível (IST) atual ou nos últimos 3 meses, incluindo cervicite purulenta; Mioma uterino com distorção da cavidade uterina; Portadoras de displasia cervical; Pós-parto imediato ou pós-aborto (entre 48 horas e 4 semanas); Sangramento genital sem diagnóstico etiológico estabelecido; Suspeita ou confirmação de gravidez; Tuberculose pélvica. PONTOS CRÍTICOS E RISCOS Pontos Críticos / Riscos Medidas Preventivas Usuário Doença inflamatória pélvica Endometrite Septicemia Incrustação Perfuração do útero Aborto espontâneo/ Aborto séptico Gravidez Remoção difícil Expulsão do DIU Irregularidade menstrual Prolongamento do fluxo menstrual Dismenorréia Orientação sobre os fatores de risco para DIP, bem como seus possíveis efeitos na fertilidade futura. Avaliar técnica de inserção. Gestantes cujo DIU permanece in situ devem ser advertidas de que existe risco aumentado para sepse, aborto espontâneo e parto prematuro. Inserção durante a menstruação Encaminhar para centro especializado. Avaliação da cavidade. Uso de anti-inflamatórios Ocupacional (Colaboradores) Acidente pérfuro-cortante Contaminação biológica Manuseio adequado do material Use de EPIs (Avental, óculos, luva, máscara e calçado fechado) Uso de material estéril e descartável Ambiental Contaminação ambiental Descarte e manipulação adequada do material Seguir PGRSS (Plano de Gerenciametno de Resíduos Sólidos RESULTADO ESPERADO Inserção correta e segura do DIU. DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Médico PRÉ INSERÇÃO Atender usuária, confirmar identificação: nome completo e data de nascimento; Anexo 1 – Critérios de elegibilidade Informar usuária quanto ao procedimento Certificar-se de que a usuária esta incluída nas categorias 01 ou 02 dos critérios de elegibilidade da OMS (Organização Mundial da Saúde) (2007) Anexo 01; Solicitar a usuária que leia, ou auxilia-la se necessário, o termo de consentimento e esclarecer dúvidas. A usuária deverá assinar o Termo de Consentimento Informado às Usuárias de DIU (02 vias), sendo uma via da usuária e outra arquivar em prontuário; Conferir se a usuária possui resultado do USG TV (avaliar mal formação), não obrigatório. Pode-se dar Ibuprofeno (200–400 mg), paracetamol (325–1000mg) ou outro analgésico 30 minutos antes da inserção para ajudar a reduzir as cólicas e a dor e prescrever para uso, se dor, pós inserção para uso do dispositivo intrauterino – DIU de cobre Anexo 2 – Termo de Consentimento Médico INSERÇÃO Lavar as mãos; Usar EPIs indicado; Solicitar que a usuária retire a parte de baixo e oferecer avental Colocar a usuária em posição ginecológica; Realizar exame pélvico bimanual que determinará o tamanho, posição, consistência e mobilidade do útero e buscando identificar pontos dolorosos que possam indicar a existência de infecção; Introduzir o espéculo e realizar assepsia com clorexidina solução aquosa à 0,2%; Visualizar a cérvice uterina; Até este momento pode ser utilizada uma luva de procedimento, a partir de então, colocar luva estéril; Pinçar o lábio anterior do colo com pozzi, se o útero for retrovertido pinçar o lábio posterior do colo; Realizar uma ligeira tração para retificar o canal cervical; Introduzir o histerômetro através do canal cervical até o fundo da cavidade uterina para medir a profundidade e confirmar a direção do útero; Abrir o invólucro estéril completamente; Carregar o dispositivo no tubo de inserção sem tirar o DIU do pacote estéril; Não dobrar os braços do DIU por mais de 5 minutos antes de sua introdução no útero; Não dobrar os braços do DIU no sentido contrário; Ajustar o guia azul de modo que indique a profundidade na qual o DIU será inserido, de acordo com a histerometria aferida; Adotar uma técnica cuidadosa e lenta durante todas as fases da histerometria e inserção, isso reduz o desconforto para a mulher e minimiza as chances de perfuração uterina, laceração do colo do útero e outras complicações. Durante a inserção mantenha as hastes do DIU na posição horizontal; Inserir o dispositivo de inserção carregado através do canal cervical; Empurrar delicadamente o insertor para o fundo do útero, até o anel de medição encostar-se à cérvice; Segurar o êmbolo e retrair o tubo de inserção para liberar os braços do DIU; Mover o tubo de inserção suavemente para cima, até que sentir a Materiais: Luvas de procedimento Óculos de proteção Máscara descartável Avental Foco de luz DIU de cobre Luva estéril Gaze Pinça Cheron Histerômetro descartável Tesoura Espéculo Pinça Pozzi Solução anti- séptica – Clorexedine aquosa 0,2% resistência do fundo do útero; Retirar o êmbolo segurando o tubo de inserção fixo; Retirar o tubo de inserção; Cortar os fios deixando aproximadamente 2 a 3 cm visíveis para fora da cérvice; Limpar o excesso de secreção e retirar a pinça pozzi e o espéculo; Retirar a usuária da posição ginecológica. PÓS INSERÇÃO Após inserção orientar usuária a procurar o serviço de saúde nas seguintes situações: ausência de menstruação; exposição à doença sexualmente transmissível; dor intensa no baixo ventre; sangramento volumoso; sensação de objeto de consistência dura na vagina ou no colo do útero; Na ocorrência de coito desprotegido, recomendar a anticoncepção de emergência, antes do 30 dias pós inserção; Orientar usuária a realizar repouso no dia da inserção observando sinais de infecção como febre, calafrios, dor pélvica; Orientar a abstinência sexual e não imersão em água por uma semana; Realizar controle ecográfico (ultrassom transvaginal)2 após a inserção e a cada 6 meses no primeiro ano após a inserção, nos demais anualmente; Orientar sobre a possibilidade de: um pouco de cólica durante um ou dois dias após a inserção; caso sinta cólicas, ela poderá tomar analgésicos; um pouco de secreção vaginal durante algumas semanas após a inserção, que é normal; sangramento menstrual mais volumoso e, possivelmente, sangramentos ou manchas nos intervalos entre as menstruações, especialmente nos primeiros meses após a inserção do DIU. Preencher devidamente o cartão de controle do DIU, entregar à via da usuária e anexar no prontuário à via do médico; Agendar retorno em 30 a 45 dias, ou antes, caso a mulher julgue necessário; Anotar em prontuário o procedimento realizado e intercorrências quando houver Seguir rotina de acompanhamento Nota: 1. Não é necessário realizar ultrassonografia, após a inserção, como rotina. A ultrassonografia deve ser realizada quando existe dúvida se o DIU está corretamente posicionado e na condução de casos com suspeita ou presença de complicações (BRASIL, 2002c). Anexo 2 – Cartão de Controle do DIU REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26) 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. 3. Optima DIU TCu 380A. Responsável Técnico Celina da Cunha, São Paulo: Injeflex Ind e Com LTDA. 2016. Instruções de Uso. 4. Conselho Regional de Enfermagem. CÂMARA TÉCNICA.ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 060/2016 Assunto: Inserção de DIU (Dispositivo Intra Uterino) pelo Enfermeiro. Disponível em: http://portal.coren- sp.gov.br/sites/default/files/Orienta%C3%A7%C3%A3o%20Fundamentada%20-%20060_1.pdf. Acessado em 10 dez 2017. 5. Conselho Federal de Enfermagem. PARECER Nº 17/2010/ COFEN/ CTLN. Disponível em: http://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/Orienta%C3%A7%C3%A3o%20Fundamentada%20- %20060_1.pdf. Acessado em 10 dez 2017. ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 FLUXOGRAMA - TÉCNICA PARA INSERÇÃO DE DIU Enfermeiro/Médico: Colocar usuária em posição ginecológica realizar exame pélvico bimanual (toque) Cortar o fio do DIU, deixando de 2 a 3 centímetros visíveis Mover o tubo de inserção suavemente para cima, até que sentir a resistência do fundo do útero, retirar tubo e embolo Agendar retorno de 30 a 45 dias. Orientar usuária em relação ao acompanhamento. Usuária autoriza a inserção de DIU de Cobre Reposicionar usuária, realizar orientações pós inserção e reforçar necessidade de dupla proteção Realizar anotação em prontuário. Preencher cartão de DIU e entregar para usuária Introduzir o espéculo e realizar assepsia com clorexidina solução aquosa à 0,2% Medir profundidade, confirmar direção do útero e proceder a inserção do DIU ANEXO 1 - CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE PARA USO DO DISPOSITIVO INTRAUTERINO – DIU DE COBRE Categoria 1: o método pode ser usado sem restrições. Quatro semanas ou mais após o parto. Pós-aborto (primeiro trimestre). Idade de 20 anos ou mais. Fumante (qualquer idade). Hipertensão: História de hipertensão, onde a pressão sanguínea não pode ser diagnosticada; Hipertensão arterial; História de pré-eclâmpsia; o Hipertensãoadequadamente controlada, onde a pressão sanguínea pode ser diagnosticada. Múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular (como idade avançada, fumo, hipertensão e diabetes). Diabetes: História de diabetes gestacional; Diabetes (insulinodependente ou não); o Diabetes com lesão vascular ou duração maior que 20 anos. Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar atual ou no passado. História familiar de doença tromboembólica (parentesco de 1º grau). Cirurgias: Cirurgia de grande porte com ou sem imobilização prolongada; Cirurgia de pequeno porte sem imobilização. Varizes. Tromboflebite superficial. Doença cardíaca isquêmica atual ou passada. AVC. Hiperlipidemias. Doença cardíaca valvular complicada ou não. Cefaléia e enxaqueca com ou sem sintomas neurológicos focais. Nódulo mamário sem diagnóstico. Doença mamária benigna. Câncer de mama atual ou no passado. História familiar de câncer de mama. Ectopia cervical. Neoplasia intraepitelial cervical – NIC. Sangramento vaginal irregular não volumoso. Doença inflamatória pélvica no passado, sem fatores de risco para IST, com gravidez subsequente. Doença biliar sintomática ou assintomática. História de colestase relacionada à gravidez ou ao uso de anticoncepcional oral combinado. Hepatite: Hepatite viral aguda; Portador assintomático de hepatite viral. Cirrose hepática compensada ou descompensada. Tumor hepático benigno ou maligno. Antecedente de gravidez ectópica. Obesidade: IMC maior ou igual a 30 kg/m2. Tireoidopatias (bócio simples, hipertireoidismo, hipotireoidismo). Epilepsia. Esquistossomose não complicada ou com fibrose hepática. Malária. Uso de qualquer antibiótico, incluisive rifampicina e griseofulvina. Uso de anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, barbituratos, primidona). Multiparidade. Tuberculose não pélvica. Tumores ovarianos benignos (inclusive cistos). Cirurgia pélvica no passado. Categoria 2: o método pode ser usado. As vantagens geralmente superam riscos possíveis ou comprovados. As condições da Categoria 2 devem ser consideradas na escolha de um método. Se a mulher escolhe esse método, um acompanhamento mais rigoroso pode ser necessário. Menos de 48 horas pós-parto (lactante ou não): há aumento do risco para expulsão do DIU. Pós-aborto no segundo trimestre: há alguma preocupação sobre o risco de expulsão após aborto no segundo trimestre. Menarca até < 20 anos: há aumento do risco de expulsão em mulheres jovens devido à nuliparidade e o risco de IST deve ser considerado. Doença cardíaca valvular complicada (hipertensão pulmonar, risco de fibrilação atrial, história de endocardite bacteriana subaguda, uso de anticoagulação) é aconselhável o uso de antibioticoprofilaxia antes da inserção, se a mulher não está usando antibióticos regularmente. Sangramento volumoso e prolongado avaliar anemia, se presente enquadra-se na categoria 3 Sangramento vaginal inexplicado (para continuação do uso): não é necessário remover o DIU antes da avaliação. Passado de doença inflamatória pélvica, sem fatores de risco atuais e sem gravidez subsequente: o risco atual de IST e o desejo de gravidez são fatores relevantes na escolha do método. Vaginite sem cervicite pururenta. Mioma uterino, sem distorção da cavidade uterina: miomas uterinos preexistentes podem distorcer a cavidade uterina e dificultar o correto posicionamento do DIU. Talassemia. Anemia falciforme. Anemia ferropriva: o DIU pode aumentar a perda sanguínea. Nuliparidade: está associada com aumento do risco para expulsão. Alterações anatômicas que não distorcem a cavidade uterina ou não interferem com a inserção do DIU (incluindo estenose ou lacerações de colo). Dismenorreia grave: pode haver piora da dismenorreia. Endometriose. Categoria 3 e 4: o método não deve ser usado. Os riscos possíveis e comprovados superam os benefícios do método. 48 horas a 4 semanas após o parto: existe aumento do risco de perfuração uterina em inserções entre 48 horas e 28 dias pós-parto. Risco aumentado para IST/HIV: existe aumento do risco para doença inflamatória pélvica. Aids: para iniciar o uso, essa condição enquadra-se na Categoria 3. Para continuação de uso, enquadra-se na Categoria 2. Se a mulher estiver clinicamente bem, mas em terapia ARV, essa condição enquadra-se na Categoria 2. Tuberculose pélvica: existe aumento do risco para infecção secundária e sangramento. Câncer de ovário. Gravidez: nenhum método é indicado durante a gravidez. O uso de DIU durante a gravidez aumenta bastante o risco para abortamento espontâneo e aborto séptico. Infecção puerperal. Após aborto séptico. Sangramento vaginal inexplicado (suspeita de condições sérias), antes do diagnóstico: se há suspeita de gravidez ou alguma condição clínica subjacente, deve-se investigar e a classificação da categoria deve ser avaliada após o diagnóstico. Não é necessário remover o DIU durante a investigação. Câncer de colo uterino: pode aumentar o risco para infecção e sangramento durante a inserção, que pode piorar a situação; o DIU deve ser removido ao começar o tratamento. Câncer de endométrio: pode aumentar o risco para infecção, perfuração e sangramento durante a inserção, que podem piorar a condição; o DIU deve ser removido ao começar o tratamento. Doença inflamatória pélvica atual ou nos últimos três meses (para iniciar o uso): o DIU aumenta muito o risco de doença inflamatória pélvica para essas mulheres. Há sérias preocupações de que o DIU possa piorar uma DIP. Uma DIP recente é forte fator de risco para uma DIP subsequente. A continuação de uso depende dos fatores de risco da mulher para IST e DIP e deve ser uma decisão informada. Doença sexualmente transmissível atual ou nos últimos três meses, incluindo cervicite purulenta: há sérias preocupações sobre o aumento do risco de DIP em mulheres com IST, ou em alto risco para elas, que inserem DIU. Doença trofoblástica benigna e maligna: há risco maior de perfuração uterina porque o tratamento da condição inclui curetagens repetidas. Alterações anatômicas que distorcem a cavidade uterina: o correto posicionamento do DIU na cavidade uterina pode ser impossível. Mioma uterino com distorção da cavidade uterina. ANEXO 2 – TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO PARA COLOCAÇÃO DE DISPOSITICO INTRAUTERINO (DIU) ANEXO 3 - CARTÃO DE CONTROLE DO DIU ACOMPANHAMENTO PÓS-INSERÇÃO DE DIU OBJETIVO Descrever e padronizar o fluxo de acompanhamento após a inserção do DIU; verificar por meio do exame físico a localização do DIU e sinais de infecção durante o todo o período de uso do mesmo. DEFINIÇÃO Para garantir a eficácia do método é necessário que a usuária seja acompanhada para que a localização e outros fatores que possam interferir na ação do método possam ser identificados e solucionados, atentando quanto aos sinais de alerta. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO Indicação: mulheres que realizaram a inserção do DIU. Contra Indicação: não há PONTOS CRÍTICOS E RISCOS RESULTADO ESPERADO Contracepção efetiva, sem complicações associados ao uso do método. DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Médico/ Enfermeiro Capacitado Agendar consulta de retorno dentro de 30 a 45 dias, depois da inserção, para avaliação do posicionamento do DIU; Assegurar acesso ao acompanhamento eagenda aberta para consultas em caso de intercorrências; Pontos Críticos / Riscos Medidas Preventivas Usuário Gravidez indesejada Expulsão do DIU Má localização do DIU Associar uso de preservativo Comparecer aos retornos agendados Ocupacional (Colaboradores) Acidente pérfuro-cortante Contaminação biológica Uso de EPI’s Técnica correta Ambiental Contaminação ambiental Descarte adequado de resíduos Realizar controle ecográfico (ultrassom transvaginal)2 após a inserção e a cada 6 meses no primeiro ano após a inserção, nos demais anualmente (solicitação médica); Retornos subsequentes a cada seis meses no primeiro ano, demais retornos anuais; Nos retornos, acompanhar o prazo de duração do DIU e da data de remoção; Verificar presença e tamanho do fio do DIU, quando puérpera ou colocação após abortamento cortar fio do DIU; Avaliar e pesquisar condições clínicas que possam indicar a descontinuação do método; e avaliar a aceitabilidade do método; Atentar para sinais de alerta: i. Ausência de menstruação, ou suspeita de gravidez, especialmente se também apresenta sintomas de gravidez ectópica, tais como sangramento vaginal anormal, dor abdominal ou sensibilidade abdominal e/ou desmaios. ii. Exposição a ISTs ou diagnóstico de HIV/Aids. iii. Queixa de deslocamento do contraceptivo ou um objeto de consistência dura na vagina ou no colo, que pode ser parte do DIU. iv. Dor intensa, ou que vem aumentando no baixo ventre, especialmente se acompanhada de febre e/ou sangramento nos intervalos entre as menstruações (sinais e sintomas de doença inflamatória pélvica). v. Parceiro sexual sente os fios do DIU durante a relação sexual e isso o incomoda. Nesse caso, os fios podem ser aparados no serviço de saúde. vi. Sangramento volumoso ou prolongado que incomoda a mulher. vii. A mulher ou o seu parceiro não estão satisfeito com o DIU. Monitorar data de vencimento do DIU.. Programar e trocar o DIU a cada 10 anos. REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 FLUXOGRAMA - ACOMPANHAMENTO PÓS-INSERÇÃO DE DIU Agendar consulta de retorno com médico dentro de 30 a 45 dias, depois da inserção, para avaliação de ultrassom 2 , exame pélvico e revisão, quando puérpera ou colocação após abortamento Cortar fio do DIU Avaliar e pesquisar condições clínicas que possam indicar a descontinuação do método; e avaliar a aceitabilidade do método, investigar sinais de alerta, encaminhar para consulta médica se necessário, acompanhar o prazo de duração do DIU e da data de remoção; Programar e trocar o DIU a cada 10 anos Mulher pós-inserção do DIU PRIMEIRO ANO - Programar retornos semestrais de controle; DEMAIS RETORNOS ANUAIS INTERCORRÊNCIAS QUANDO USO DO DIU OBJETIVO Descrever e padronizar o processo de encaminhamento de usuárias que apresentarem intercorrências relativas ao DIU (Dispositivo Intra Uterino); identificar as intercorrências previstas quando uso do DIU; favorecer método contraceptivo seguro e com qualidade. MANEJO DE INTERCORRÊNCIAS OU COMPLICAÇÕES: 1) Sangramento vaginal prolongado e volumoso: Realizar exame pélvico para afastar doença cervical, gravidez ectópica ou doença inflamatória pélvica ou outra anormalidade e encaminhar quando necessário. Avaliar se o sangramento prolongado e volumoso está relacionado com menos de três meses da inserção do dispositivo, se sim o sangramento está dentro do esperado como normal, tranquilizar a mulher explicando que as alterações menstruais são normais e provavelmente diminuirão com o tempo. Incentivar o consumo de alimentos ricos em ferro e recomendar sua ingestão. Se necessário, fornecer suplementação de ferro. Investigar se usuária deseja manter uso do dispositivo e sim orientar retorno em três meses para reavaliação. Sangramento persistente recomendar uso de ibuprofeno ou outra droga anti-inflamatória não esteroide para ajudar a diminuir a perda de sangue Remover DIU quando desejo da usuária e incentivar o uso de outro método contraceptivo. 2) Sangramento após três meses da inserção do dispositivo e sem sinais de infecção ou outra anormalidade: Avaliar queixa de sangramento ou dor intensa, avaliar hipótese de remoção do DIU de Cobre, incentivar escolha de um novo contraceptivo. Solicitar hemograma para avaliar série vermelha, fornecer suplementação de ferro por três meses se anemia confirmada e indicar remoção do dispositivo. 3) Sangramento vaginal inexplicado e anormal que sugira gravidez ou condição clínica subjacente: A mulher pode continuar a usar o DIU enquanto se submete à investigação. Avaliar e tratar a condição clínica subjacente ou encaminhar para tratamento. 4) Dor em baixo ventre que sugira doença inflamatória pélvica – DIPA: Investigar a história e realizar o exame físico e valorizar região pélvica. Se os seguintes achados forem encontrados, encaminhar para serviço de referência: Ausência de menstruação, atraso menstrual ou gravidez. Parto ou aborto recente. Dor ou sensibilidade à palpação do abdome durante o exame. Sangramento vaginal. Massa pélvica. Se a mulher não apresentar nenhuma das condições acima, diagnosticar DIPA, caso apresente quaisquer dos seguintes achados: Febre. Corrimento vaginal ou cervical anormal. Dor à mobilização do colo uterino durante exame pélvico. Sensibilidade sobre a região pélvica. Parceiro sexual com secreção uretral ou tratado para gonorreia. O diagnóstico de DIPA pode ser difícil. Os sinais e sintomas podem ser leves ou ausentes, ou podem se confundir com sinais e sintomas de outras condições como gravidez ectópica e apendicite. Em caso de DIPA, tratar ou encaminhar para tratamento imediatamente, de acordo com o protocolo da abordagem sindrômica para IST e tratar o parceiro. 5) Infecção sexualmente transmissível em atividade ou nos últimos três meses Mulheres assintomáticas para DIPA, quando apresentam culturas positivas para gonorreia ou clamídia, devem ser tratadas com as drogas recomendadas, sem a remoção do DIU. Entretanto, se existirem sintomas ou sinais de DIPA, o DIU deve ser retirado prontamente. Em caso de vaginose bacteriana, deve ser tratada, sem a necessidade de retirada do DIU 6) Gravidez: Se os fios do DIU estão visíveis e a gravidez está no primeiro trimestre: explicar à mulher que a remoção é indicada devido ao risco de infecção. Explicar também que ela corre o risco de abortamento espontâneo. Se aceitarremover o DIU encaminhar para a remoção em ambiente hospitalar. Se a gravidez já passou do primeiro trimestre, com o DIU distante do orifício interno do colo, as tentativas de retirada devem ser evitadas, pois a ocorrência de insucesso é muito alta. Nesses casos, é importante o aconselhamento da gestante, ressaltando que aquela gestação possui risco aumentado de abortamentos, trabalho de parto prematuro e infecções. A gestante deve ser encaminhada para atenção ao pré-natal de alto risco 7) O parceiro se queixa dos fios Explicar à mulher (e ao seu parceiro, se possível) que uma sensibilidade ao fio do DIU é esperado, realizar exame especular e avaliar se os fios podem ser aparados mais curtos, recomendar nova tentativa e se persistência do incômodo avaliar remoção do DIU. 8) Não visualização do fio do DIU Os cordões podem frequentemente ser extraídos do canal cervical rotando-se uma citoescova cervical de esfregaço de Papanicolaou no canal endocervical. Caso este procedimento não resolva a situação, deve ser feita a verificação ultrassonográfica da localização do DIU na cavidade uterina, solicitar retorno para reavaliação e incentivar a dupla proteção. 9) Expulsão do DIU Incentivar outro método contraceptivo em casos de expulsão do dispositivo, porém um novo DIU poderá ser inserido se for desejo da usuária. As usuárias devem ser instruídas sobre a necessidade de uma outra forma de contracepção em casos de expulsão do dispositivo. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. CRITÉRIOS PARA ENCAMINHAMENTO AO HOSPITAL Usuárias que apresentarem intercorrências na colocação, manutenção ou necessitarem realizar a retirada de DIU intra-hospitalar. DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Médico Atender usuária em consulta agendada ou de encaixe; Confirmar identificação, nome completo e data de nascimento; Avaliar e pesquisar condições clínicas que possam indicar a descontinuação do método; incluindo a aceitabilidade; Avaliar usuária e orientá-la, consultar manejo de intercorrências e definir conduta de acordo com indicado, favorecer a resolução do caso; Verificar necessidade de encaminhamento ao hospital de referência neste caso preencher guia de referência e contra referência (Anexo 01); Caso necessário movimentação para rede hospitalar seguir rotina preestabelecida, solicitando ambulância para o encaminhamento; Manter acompanhamento da usuária com o uso do DIU ou indicar outro método contraceptivo; Registrar atendimento em prontuário e dados de produção. Impresso Guia de referência e contra referência (Anexo 01) ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. FLUXOGRAMA INTERCORRÊNCIA COM USO DE DIU Usuária apresenta intercorrência com uso do DIU Médico: Atender a usuária em consulta demanda espontânea /agendada, avaliar risco e indicar conduta necessária Necessita de atendimento hospitalar? Preencher guia de Referência/ Contra Referência (Anexo 01) para hospital de referencia Manter acompanhamento ou indicar outro método contraceptivo Definir conduta de acordo com o indicado, favorecer a resolução do caso Não Sim Avaliar e pesquisar condições clínicas que possam indicar a descontinuação do método; incluindo a aceitabilidade do mesmo Avaliar usuária e orientá-la, consultar manejo de intercorrências e definir conduta de acordo com indicado Seguir rotina preestabelecida, solicitando ambulância para o encaminhamento ANEXO 1 – FICHA DE REFERÊNCIA/CONTRA REFERÊNCIA FRENTE 1 - DE 1ª DOBRA 2 - PARA UNIDADE DE REFERÊNCIA ENDEREÇO BAIRRO FONE LOCALIZAÇÃO / PONTO DE REFERÊNCIA _______________________________________________________________________________ SERVIÇO DE 2ª DOBRA COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE FICHA REFERÊNCIA / CONTRA - REFERÊNCIA CARIMBO DA UNIDADE SOLICITANTE (ESPECIALIDADE, PROGRAM A, ATIVIDADE) VERSO: NOME DO USUÁRIO: Nº DO REGISTRO: IDADE: COR: AMARELA BRANCA PARDA PRETA SEXO: MASCULINO FEMININO ENDEREÇO: BAIRRO: TELEFONE PARA CONTATO: HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: MOTIVO DO ENCAMINHAMENTO: EXAMES E PROCEDIMENTOS REALIZADOS: AGENDADO EM _____ / _____ / ______ PARA O DIA _____ / _____ / ______ RELATÓRIO DA CONSULTA: PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS: ASSINATURA E CARIMBO DO PROFISSIONAL RESPONSÁVEL ASSINATURA E CARIMBO DO PROFISSIONAL RESPONSÁVEL ÀS ___________HS ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA DO CONSULTÓRIO PARA INSERÇÃO DE DIU OBJETIVO Descrever e padronizar a rotina de limpeza, organização e funcionamento dos consultórios que serão utilizados para inserção/avaliação/remoção de DIU; garantir privacidade e ambiente adequado; favorecer ambiente limpo e seguro para a realização do procedimento. DEFINIÇÃO O consultório para realização de inserção/avaliação e remoção de DIU deve garantir a privacidade e segurança da usuária. Deve conter, no mínimo: maca com perneiras, foco de luz, banqueta giratória, mesa, cadeira, e pia. Preferencialmente: armário, biombo e mesa auxiliar. A limpeza do consultório deve ocorrer de acordo com a rotina de área crítica Garantindo um melhor planejamento orienta-se estabelecer cronograma de limpeza, para melhor orientação segue o padrão estabelecida pela Anvisa de acordo com a classificação e tipo de limpeza: terminal ou concorrente. LIMPEZA TERMINAL: “Trata-se de uma limpeza mais completa, incluindo todas as superfícies horizontais e verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, painel de gases, equipamentos, todos os mobiliários, armários, bancadas, janelas, vidros, portas, peitoris, luminárias, filtros e grades de ar condicionado.” ANVISA, 2010 Quadro 1 - Frequência de Limpeza Terminal Programada. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FREQUÊNCIA Área críticas Semanal (data, horário, dia da semana preestabelecido). LIMPEZA CONCORRENTE: “É o procedimento de limpeza realizado, diariamente, em todas as unidades dos estabelecimentos de saúde com a finalidade de limpar e organizar o ambiente.” ANVISA, 2010 Quadro 2 - Frequência de limpeza concorrente. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FREQUÊNCIA MÍNIMA Área críticas 3x por dia; data e horário preestabelecido e sempre que necessário. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO Indicação: unidades que realizem inserção/avaliação e remoção de DIU. Contra Indicação: não há PONTOS CRÍTICOS E RISCOS RESULTADO ESPERADO Garantir ambiente adequado para inserção/avaliação e remoçãode DIU; favorecer a higiene e segurança do procedimento. DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Equipe de higiene Auxiliar de enfermagem Organizar a sala; Realizar limpeza concorrente no início de cada plantão; Realizar a limpeza concorrente e terminal de acordo com cronograma e rotina preestabelecida; Pontos Críticos / Riscos Medidas Preventivas Usuário Risco de Infecção Seguir normas e rotinas para realização dos procedimentos Estabelecer cronograma de limpeza mensal Garantir limpeza do consultório Ocupacional (Colaboradores) Acidente de trabalho Seguir normas da NR 32 Ambiental Descarte inadequado de resíduos Descarte adequado de resíduos Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da sala Realizar a limpeza concorrente sempre que solicitado; Repor papeleira e sabão líquido conforme estabelecido em rotina específica. Auxiliar de enfermagem da sala Organizar a sala; Realizar limpeza concorrente no início de cada plantão; Realizar a limpeza concorrente e terminal de acordo com cronograma e rotina preestabelecida; Lavar e organizar as bandejas em uso, diariamente; No início do plantão providenciar recipiente com tampa, identificado como material sujo, para transporte ao Expurgo; Trocar as almotolias, previamente limpas identificadas e datadas, semanalmente colocando novas soluções. As almotolias devem ser preenchidas 50% do volume total; Repor materiais (soluções, instrumentais, etc) e impressos próprios e específicos; Conferir a data de validade de materiais esterilizados e de consumo mensalmente garantindo validade dos insumos/materiais utilizados, repor sempre indicado; Checar o funcionamento dos equipamentos da sala; Manter arquivos organizados; Arquivar (pasta ou livro) as fichas de inserção de dispositivo intra- uterino (DIU) na sala. Anexo 1 – Planilha de Controle de Limpeza Concorrente e Terminal Materias de limpeza: água, sabão ou detergente; álcool 70%; panos/Compressa s; Enfermeiro Estabelecer cronograma de limpeza concorrente e terminal; Supervisionar a limpeza realizada pela equipe de higiene e enfermagem; Conferir a data de validade de materiais esterilizados antes da utilização; Checar o funcionamento dos equipamentos da sala; Manter arquivos organizados; Arquivar (pasta ou livro) as fichas de inserção de dispositivo intra- uterino (DIU) na sala; Manter setor limpo e organizado ao final do expediente ou término de uso da sala. Anexo 1 – Planilha de Controle de Limpeza Concorrente e Terminal REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26) 2. Paraná, Secretaria Municipal da Saúde – Colombo. POP Procedimentos Operacionais Padrão Para As Unidades Básicas De Saúde. 2012. Disponível em: http://www.colombo.pr.gov.br/downloads/saude/062012/11-PROCEDIMENTOS- OPERACIONAIS-PADRAO-PARA-UBS-VERSAO-2012.PDF Acesso em: 07/02/2018. 3. Secretaria da Saúde. Manual técnico: normatização das rotinas e procedimentos de enfermagem nas Unidades Básicas de Saúde / Secretaria da Saúde, Coordenação da Atenção Básica. 2. ed. - São Paulo: SMS, 2016. 292 p. – (Série Enfermagem) ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 FLUXOGRAMA - ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA DOCONSULTÓRIO PARA INSERÇÃO DE DIU Enfermeiro - Estabelecer cronograma de limpeza concorrente e terminal Supervisionar a limpeza realizada pela equipe de higiene e enfermagem Conferir a data de validade de materiais esterilizados antes da utilização e Checar o funcionamento dos equipamentos da sala Manter setor limpo e organizado ao final do expediente ou término de uso da sala Organização e limpeza do consultório para inserção/avaliação e remoção de DIU ANEXO 1 - PLANILHA DE CONTROLE DE LIMPEZA CONCORRENTE E TERMINAL REMOÇÃO DE DIU OBJETIVO Descrever e padronizar a rotina para a retirada de DIU; favorecer método contraceptivo seguro. DEFINIÇÃO A remoção do DIU consiste na retirada do método da cavidade uterina ou vaginal devido ao vencimento do mesmo, expulsão parcial, não adaptação da mulher ao método ou outras indicações clinicas, tais como: gravidez, doença inflamatória, sangramento vaginal anormal e volumoso, perfuração do útero, após um ano da menopausa. A remoção pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual, embora possa ser um pouco mais fácil durante a menstruação, quando o canal cervical está dilatado. APLICAÇÃO Unidades Básicas de Saúde. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO Indicação: vencimento, expulsão parcial, DIU Infra posicionado, não adaptação da mulher ao método ou indicação clinica, tais como: gravidez, doença inflamatória, sangramento vaginal anormal e volumoso, perfuração do útero, após um ano da menopausa. Contra Indicação: gravidez no segundo trimestre. PONTOS CRÍTICOS E RISCOS RESULTADO ESPERADO Retirada de DIU de forma segura para a usuária. Pontos Críticos / Riscos Medidas Preventivas Usuário Infecção Abortamento Monitoramento da usuária que faz uso do método Orientar usuário quanto aos sinais de alarme Garantir acolhimento imediato a usuária que apresentem eventos adversos Esclarecer dúvidas e validar a informação Seguir normas e rotinas para retirada de DIU Ocupacional (Colaboradores) Contaminação com material biológico Utilizar EPI’s Ambiental Descarte inadequado de residuos Descarte adequado de resíduos DESCRIÇÃO DA ROTINA Profissional Responsável Ação Material Necessário Médico Atender usuária em consulta agendada ou encaixe, confirmando identificação: nome completo e data de nascimento; Verificar motivo da remoção do DIU, bem como indicações pertinentes; Nos casos de remoção por motivo de gravidez, encaminhar usuária para avaliação do GO de referência; Nos casos de remoção por intercorrência, o procedimento deverá ser realizado pelo médico ou GO de referência; Explicar o procedimento para usuária; Lavar as mãos e utilizar luvas de procedimentos; Colocar a usuária em posição ginecológica; Introduzir o espéculo e realizar assepsia com clorexidina solução aquosa à 0,2%; Visualizar a cérvice uterina e identificar os fios do dispositivo; Fios visíveis, continuar com a retirada; Fios não visíveis: introduzir uma citoescova cervical de esfregaço de Papanicolaou no canal endocervical e verificar se os fios são visualizados, permanecendo ausência do fio, solicitar USG 1 para verificar posicionamento do DIU; Utilizar uma pinça de Kelly longa ou Cherron para remoção do dispositivo tracionando os fios conjuntamentee suavemente 2 . Retirar o espéculo; Retirar a usuária da posição ginecológica; Orientar sobre método contraceptivo e dupla proteção, caso a retirada seja por vencimento outro DIU pode ser inserido. Nota: 1. Nos casos de intercorrências encaminhar usuária para Hospital de Referência, preenchendo impresso de referencia-contra referencia, seguir fluxo estabelecido. Água e sabão Luvas de procedimentos Clorexidina solução aquosa à 0,2 Espéculo P, M ou G Citoescova cervical de esfregaço de Papanicolaou Pinça de Kelly longa ou Cherron esterilizada DIU de cobre REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 3. Optima DIU TCu 380A. Responsável Técnico Celina da Cunha, São Paulo: Injeflex Ind e Com LTDA. 2016. Instruções de Uso. ELABORADO POR REVISADO POR APROVADO POR GTPa Selma Eloy Machado - COREN 210915 Mauricio Kucharsky – CRM 130.642 Maria Aparecida Domingeus – Coren 82.401 GTP Luciana Carvalho – COREN 0340.258 Dra Denise de Azevedo Martins – CRM 94681 CEJAM-OS Sueli Doreto Rodrigues - CRM. 39 923 Fernanda Fuscaldi – Gerente da Qualidade Versão 01 – Fevereiro/ 2018 Próxima revisão: Fevereiro / 2019 FLUXOGRAMA - REMOÇÃO DE DIU Sim Não Médico/Enfermeiro Capacitado - Colocar usuária em posição ginecologia, realizar exame especular Orientar usuária quanto ao retorno Usuária com indicação/desejo de retirar DIU Fio visível? Introduzir uma citoescova cervical de esfregaço de Papanicolaou no canal endocervical Utilizar uma pinça de Kelly longa ou Cheron para remoção do dispositivo tracionando os fios conjuntamente e suavemente. Se intercorrência encaminhar para rede hospitalar 2 . Encaminhar usuária para avaliação do GO de referência Oferecer outro método e orientar sobre dupla proteção Introduzir novo DIU ou oferecer outro método e orientar sobre dupla proteção Caso o fio permaneça não visível, solicitar USG1 Retirada por não adaptação ao método/ expulsão/ indicação clinica Retirada por vencimento Retirada por gestação Seguir rotina de Pré Natal ANEXO 1 – FICHA DE REFERÊNCIA/CONTRA REFERÊNCIA FRENTE 1 - DE 1ª DOBRA 2 - PARA UNIDADE DE REFERÊNCIA ENDEREÇO BAIRRO FONE LOCALIZAÇÃO / PONTO DE REFERÊNCIA _______________________________________________________________________________ SERVIÇO DE 2ª DOBRA COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE FICHA REFERÊNCIA / CONTRA - REFERÊNCIA CARIMBO DA UNIDADE SOLICITANTE (ESPECIALIDADE, PROGRAM A, ATIVIDADE) VERSO: NOME DO USUÁRIO: Nº DO REGISTRO: IDADE: COR: AMARELA BRANCA PARDA PRETA SEXO: MASCULINO FEMININO ENDEREÇO: BAIRRO: TELEFONE PARA CONTATO: HIPÓTESE DIAGNÓSTICA: MOTIVO DO ENCAMINHAMENTO: EXAMES E PROCEDIMENTOS REALIZADOS: AGENDADO EM _____ / _____ / ______ PARA O DIA _____ / _____ / ______ RELATÓRIO DA CONSULTA: PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS: ASSINATURA E CARIMBO DO PROFISSIONAL RESPONSÁVEL ASSINATURA E CARIMBO DO PROFISSIONAL RESPONSÁVEL ÀS ___________HS