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No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre REFLETIR!
Para o Instituto Akatu, esse “R” se remete à lembrança de que qualquer ato de consumo causa impactos na sua vida, na sociedade, no país e no planeta e você deve procurar potencializar os impactos positivos e minimizar os negativos.
Na etimologia da palavra “reflexo”, do latim, “RE significa ‘outra vez, novamente’, mais FLEXUS, ‘dobrado, fletido’, do verbo FLECTERE, ‘dobrar’. ‘Reflexão’ tanto pode manifestar o fenômeno físico em que a direção de um tipo de energia (luminosa, sonora, p. ex.) é desviada, como o processo mental em que voltamos ou ‘dobramos’ nossos pensamentos para um assunto.”
Com isso explicado, quero convidá-lo a voltar o seu pensamento 100% para a questão da sustentabilidade, explicada neste artigo, aqui e agora.
Num artigo que escrevi em outro tempos, mas ainda válido, acredito na sustentabilidade transparente:
“Sustentabilidade é a condição de usufruir de recursos pensando na utilização dos mesmos por outras gerações, ou, simplesmente, deixar de ser egoísta. Eu digo sempre que a sustentabilidade é o resultado óbvio do planejamento, e que, o planejamento deve sim ser sempre sustentável, já que o objetivo é extrair ao máximo as possibilidades do que se faz e cumprindo os objetivos necessários sem prejudicar o que estiver à sua volta. É o planejamento sustentável. E a sustentabilidade planejada, da mesma maneira, é um termo óbvio. Já que para ser sustentável, deve-se planejar a utilização de recursos. O que é preciso que se entenda é que a SUSTENTABILIDADE não é verde, ou até é, também! Mas ser sustentável, não quer dizer ser eco chato. É isso, e mais um pouco. Mas não do jeito chato, do jeito prático.
Sustentabilidade é azul céu, é roxo uva, é verde dólar, e é preto, branco, vermelho, da cor de gente. O gesto (gosto dessa palavra, tem o mesmo significado de ato, mas soa bem mais sincero) de ser sustentável não é só cuidar das árvores, é cuidar de si, é cuidar de mim, é cuidar do que é nosso. E é ser altruísta, é pensar no outro e no que é de outro. Só queria deixar isso claro, para que eu não seja o lado verde folha da história, nem marrom tronco, nem amarelo sol, mas talvez branco, todas as cores juntas, sem parecer qualquer coisa. Transparente.”
O que eu quis dizer com “transparente”? Bom, uma simples forma de tentar extrair da cabeça das pessoas que a sustentabilidade existe apenas no quesito ambiental. O tripé da sustentabilidade significa que uma pessoa ou organização deve adotar como padrão de comportamento ou gestão ser ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável, de acordo com o conceito desenvolvido pelo britânico John Elkington.
E agora que você já sabe (ou lembrou) o significado da sustentabilidade, já pensou qual a sua parte nisso tudo? Bom, fica a seu critério o quanto e quando você deve ser parte dessa realidade (é, realidade, pois sustentabilidade não é mais tendência ou teoria).
{TEMPO PARA VOCÊ PENSAR. REFLETIR}.
A minha reflexão acerca desse assunto é a seguinte: desde que eu nasci eu impacto o mundo utilizando recursos provenientes da criação do homem ou da própria natureza. O consumo faz parte da meu dia-a-dia. E o que eu dou de volta para esse mundo que me dá tanto? Nada. Mesmo. Mas faço o possível para diminuir a quantidade desses recursos ou pelo menos, colaborar no processo dele, tanto de vinda (valorização da produção local, orgânica) quanto de ida (separar os recicláveis).
A mudança para uma vida um pouco menos agressiva exige pouco, pouquíssimo da gente.
Trocar o copo de plástico por uma caneca/copo de vidro é questão de hábito, assim como reutilizar vidros, imprimir como “rascunho”, fechar a torneira enquanto escova os dentes, apagar a luz quando sai do recinto, e tantas pequenas coisas que podemos mudar na nossa vida para tentarmos minimizar nosso impacto negativo no mundo.
Fonte: http://nossacausa.com/1-refletir-8-rs-da-sustentabilidade/
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre REDUZIR!
Pergunte-se a si mesmo o que você gostaria de reduzir na sua vida, no mundo em que você vive. A resposta pode não ser fácil, ou mesmo, parecer impossível de se realizar. Você pode querer reduzir o seu consumo de carne ou as altas temperaturas que nos deixam molengos o dia todo. Também é possível querer diminuir a quantidade de cigarros fumados durante o dia ou a população da terra, caso você acredite que isso pode solucionar vários problemas sociais concomitantemente.
Mas vamos ser práticos. O que você é capaz de fazer? De reduzir? O que a sua insignificância, ou, sendo menos rude, o que, como primeiro passo de uma nova vida, a sua pessoa, ser humano, único e independente, pode reduzir na sua vida para contribuir com uma vida melhor para todos?
Por exemplo, você já pensou que quando compra aquelas embalagens gigantes de sabão em pó ou amaciante, você está utilizando menos embalagem do que se comprasse duas embalagens que no final contam com a mesma quantidade? E que reduzir o consumo de carne, por exemplo, é uma forma de colaborar com o controle do aquecimento global? Reduzir algo na sua vida não é tão difícil quanto parece, e no final, pode parecer que nunca fez falta.
Por que se você não fizer parte desse movimento, vai ficar reclamando que sua cidade ficou sem luz…você, aquele que sai do recinto e deixa as luzes acesas. Vai reclamar da falta de água, mas não percebe que quando limpa a calçada o faz com uma mangueira.
E se você alega que faz o bastante pagando seus impostos, votando nas eleições e respeitando o sinal vermelho, você é medíocre. E de pessoas medíocres (entenda o significado da palavra) o mundo está cheio. Veja 4 simples e óbvias dicas para você perceber que reduzir não é tão difícil assim – e você ainda pode economizar dinheiro com isso:
Não seja impulsivo.
Planeje-se.
Avalie.
Consuma apenas o necessário.
E se você sentir um vazio por reduzir algumas coisas, exagere em outras.
Exagere nas coisas boas da vida, naquelas que a gente não paga pra ter, que custam pouco e não devem acabar nunca. Exagere no amor, nas amizades, nos banhos de cachoeira, nas leituras diárias, na quantidade de músicas preferidas, nas novas receitas aprendidas, nas escaladas, partidas de futebol e picnics ao ar livre.
Mas colabora comigo, com o meu mundo, com o nosso mundo. Evite desperdiçar produtos, serviços, água, energia, alimentos e paciência.
PS: Guarde a paciência para aqueles que vão dizer que os recursos são infinitos e que quem paga a conta de luz deles são eles mesmos.
Menos é mais.
Fonte: http://nossacausa.com/3-reutilizar-8-rs-da-sustentabilidade/
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre REUTILIZAR!
Reutilizar. Usar outra vez, independente da forma ou função. Diferente de reciclar, que seria utilizar o produto apenas como matéria-prima.
Reutilizar as coisas é uma atitude muito difícil pra gente, pessoas com recursos financeiros suficientes para descartar um produto e adquirir um novo assim que sai uma lasca, perde a cor, enjoa. Porém, esquecemos que tem uma maioria lá fora que faz o impensável, às vezes com o mínimo, como um clips. E não estou falando do Magaiver, mas daqueles artesãos de rua que escrevem seu nome com um pedaço de arame.
Por isso convido vocês a refletirem. Primeiro sobre quais produtos são possíveis reduzir na sua vida, e, daqueles que ficam, daquelas embalagens que poderiam ir para o lixo, o que pode ser reutilizável? A lata do Nescau pode guardar caneta. O pote de café solúvel pode guardar outros alimentos. O livro lido e usado pode ir para outras pessoas que ainda não adquiriram aquele conhecimento. As garrafas pet podem fazer um puff (eu nunca fiz, mas tem gente que faz).
E para começarmos a termos essas atitudes (que são só 8) não é preciso mover mundos e fundos. É uma mudança de hábito. É sair da zona de conforto e repensar sobre seus atos. É também necessário um pouco de imaginação, às vezes tempo. Mas se você acredita não estar aptopara reutilizar seus materiais de consumo (duvido) que tal conversar com as pessoas para ver quem poderia ter interesse?
Sempre tem um conhecido com ideias bacanudas de como reutilizar algo. Ou mesmo pesquisar na web – tem bastante coisa – para encontrar ideias e desenvolver outros produtos criativos, diferentes e únicos. Uma coisa meio exclusiva, sabe?
Alguns outros exemplos simples de reutilização são:
a utilização de pilhas recarregáveis;
a utilização de todo o tipo de produtos não descartáveis, para usar mais de uma vez;
a doação de brinquedos ou roupas que já não utilize a entidades de caridade ou a amigos, família, vizinhos e outros;
consertar um móvel velho, ao invés de jogar fora;
reutilizar água da chuva ou da máquina para lavar embalagens para reciclagem ou limpar o chão.
Há inúmeras maneiras de reutilizar objetos e assim diminuir o consumo de novos bens, mas nenhum dele combina com a preguiça e a falta de boa vontade.
Mas se você já reutiliza produtos, conta pra gente o que costuma fazer com eles e abasteça a gente com ideias!
Fonte: http://nossacausa.com/3-reutilizar-8-rs-da-sustentabilidade/
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre RECICLAR!
Mudar o seu estilo de vida para uma estilo sustentável de ser não é difícil. Basta querer abandonar velhos hábitos e se adequar a novas atitudes que não só melhoram o meio ambiente, como impactam a sua vida social e econômica, da sua família e de todo mundo.
Pequenas atitudes diárias fazem toda a diferença, assim como cada pessoa exercendo-as. Você pode ser uma delas.
A reciclagem do lixo é uma dessas atitudes super importantes, que com a informação correta, você vai ver que é bem tranquilo de se fazer e o impacto que isso tem.
Hoje em dia, nas áreas urbanas aproximadamente 1,2 kg de lixo por ano são produzidos por pessoa, que poderiam ser reaproveitados. Mas não, o Brasil perde R$ 8 bilhões todos os anos ao desperdiçar os materiais que poderiam ser reciclados, valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em 2008, 13% dos resíduos gerados nas cidades já eram reciclados, e o número está aumentando. O setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano.
Infelizmente, apenas 994 dos 5464 municípios brasileiros tem coleta seletiva, mas sempre há a Secretaria do Meio Ambiente da sua cidade para informá-lo sobre a destinação correta dos resíduos. Segundo estimativas, o Brasil só vai conseguir universalizar a coleta de resíduos urbanos em 2020 ou depois. Por isso, se a sua cidade tem a coleta seletiva, comece a reciclar já. Se não, busque alternativas como organizar uma coleta seletiva no seu condomínio/bairro.
Mas agora vamos a questão prática! Comece a reciclar agora com essas informações que eu vou te passar!
Uma coisa muito importante que eu aprendi e acho válido informar é que: NÃO É PRECISO LAVAR O LIXO RECICLÁVEL.
Já foi alegado que isso é desperdício de água. Mas claro, ninguém quer a casa cheirando a peixe por que não lavou a latinha de atum. Uma dica é utilizar a água que sai da máquina de lavar para essa limpeza.
É simples! Tenha 2 lixos, um para o lixo seco (aquele que pode ser reciclado) e um para o lixo úmido (materiais orgânicos como restos de comida e materiais não recicláveis, como papel higiênico). Abaixo confira algumas dicas sobre o que é o que não é reciclável:
Reciclável
todos os papéis são recicláveis, inclusive as caixinhas de leite e de papelão. Só Não dá para reciclar papel com material orgânico, como caixa de pizza com gordura, fitas adesivas, fotografias, papel higiênico e etc. O importante é não amassar os papéis, dobrar pode.
plásticos. De todos os tipos imagináveis. Até brinquedo, se não der para consertar ou doar, separe-o como plástico. A borracha muito comum no rosto de bonecas, também é reciclável;
lâmpada fluorescente, contém mercúrio, que é tóxico. Pergunte ao fabricante para onde você pode destinar esse material;
madeira, pode virar chapa de compensado, mas o ideal é deixá-la em ecopontos especiais – informe-se na prefeitura de sua cidade;
aerossol. Separe o que pode ser reciclado como plástico. A lata não é tratada como metal comum, mas há cooperativas que a aceitam;
CD/DVD. Aproveita-se o acrílico da caixinha, o plástico do CD ou DVD e a prata da camada brilhante;
lata de tinta. A lata é triturada, e a tinta, separada do metal, e uma nova lata, limpinha, pode ser produzida;
saco de carvão para churrasco;
pneu. Borracharias e lojas de revenda de pneus recebem os antigos e os enviam para recicladoras. Viram asfalto e borracha para piso de grama sintética.
computador. Quase tudo do computador é reciclável. Consulte os endereços de coleta na prefeitura ou na internet. Esses locais também aceitam produtos como cabos e celular.
vidros, quase todos, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.
metais. Além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Mas atenção, clipes, grampos, canos e esponjas de aço não são recicláveis.
isopor é reciclável, mas não é um processo economicamente viável. Por isso, a ideia é reduzir o seu uso e evitar seu desperdício.
Não reciclável
fotografia;
pote mole de iogurte;
esponja de limpeza;
espelho, pirex, porcelana e cerâmica;
saco de cimento;
papel de bala e pacote de salgadinho;
papel celofane;
materiais em EVA;
rolha de vinho.
Na dúvida, consulte os centros de reciclagem ou o fabricante sobre como e onde descartar.
E vai aqui um infográfico produzido pelo G1 com um resumo do que já foi dito:
Uma das minhas fontes para o desenvolvimento desse artigo foi o Manual de Etiqueta do Planeta Sustentável, material que tenho sempre a mão. Outra dica para encontrar o melhor lugar para descartar o seu lixo é o site E-cycle, que pode te ajudar bastante se você procura informações mais precisas e aprofundadas sobre descarte de lixo e reciclagem.
Espero que esse artigo te ajude a refletir sobre o seu consumo para assim reduzí-lo, e o que não puder ser reutilizado, que seja reciclado. Recicle seus resíduos, recicle suas ideias. O mundo precisa de atitudes e você, de novos hábitos.
Fonte: http://nossacausa.com/4-reciclar-8-rs-da-sustentabilidade/#prettyPhoto
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre RESPEITAR!
“Respeito é bom e todo mundo gosta”, já diz a sabedoria popular.
Até me pergunto a necessidade de escrever esse artigo, tão óbvio. A resposta? Na minha janela, no caminho ao mercado, na tela da minha televisão, na timeline do meu Facebook. Alguém, por acaso, ainda lembra o que significa respeito?
Do latim respectus, que significa “olhar para trás“. A ideia é de algo que merece um segundo olhar e que tem qualidades que levam a uma atitude de consideração, reverência e gratidão.
Respeitar alguém, ou algo, é demonstrar um sentimento de estima para com esse alguém ou algo. Traduz-se também em consideração pelas suas qualidades reais ou por uma norma, por exemplo, respeitar pai e mãe é um dever de todos, não importando quem são eles, pois eles, de alguma forma, nos possibilitaram existir.
Algumas culturas possuem morais específicas de respeito fundamental, como, acredito eu, a questão religiosa aqui no Brasil. Somos um país enorme com diversas crenças (27, segundo pesquisa do IBGE em 2010). Se ainda não temos casos extremistas – como homens-bomba – relacionados à religião é por que deve ter gente respeitando a crença do outro, do vizinho de porta, do companheiro de trabalho.
É importante entender a diferença entre respeito e tolerância. A tolerância é passiva, o respeito é ativo. A tolerância não está ligada necessariamente a sentimentos positivos. O respeito implica, em sua maioria, ser digno de.
Respeitar também pode ser sinônimo de:
considerar importante (“eu respeito/honro os meus compromissos”);
subordinação (“eu respeito as regras”);
deixar de prejudicar (“eu respeito o meio ambiente/as tradições”);
não perturbar (“eu respeito o aviso de silêncio”).Aposto que com essa lista de significados a identificação com o conceito de respeito foi rápida, né? E aí, você está respeitando o mundo em que nós vivemos?
“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.” – Albert Schweitzer
Fonte - http://nossacausa.com/5-responsabilizar-se-8-rs-da-sustentabilidade/
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre REPARAR!
No dicionário Michaelis, a definição de reparar é longa, mas friso os significados que são referentes ao consumo consciente: pôr em bom estado, fazer voltar ao estado primitivo ou fazer melhor, consertar, restabelecer, reconstituir, fortificar.
Estragou? Tente consertar. Quebrou? Tente colar. Brigou? Peça desculpas. Reparar o que foi danificado é dar outra oportunidade para que isso funcione de forma igual ou melhor.
Fonte - http://nossacausa.com/6-responsabilizar-se-8-rs-da-sustentabilidade/
No episódio de hoje dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre RESPONSABILIZAR-SE!
Responsabilidade é qualidade do que tem obrigação de responder por atos próprios ou alheios ou por algo que lhe é confiado. Somos todos responsáveis tanto pelo que nos pertence, quanto pelo que compartilhamos. Somos tão responsáveis por cuidar da nossa vida quanto do rio que cruza nossa cidade, por exemplo. E quando digo isso, não significa que você tem que fazer um mutirão de limpeza desse rio, mas mantê-lo limpo, ou seja, não sujá-lo.
A vida não vem com manual de instruções, e vamos corrigindo nossos deslizes conforme vamos errando. Quando insultamos alguém, devemos estar preparados para ouvirmos o que às vezes não queremos. Somos responsáveis pelas reações de nossas ações.
Acredito muito que cada pessoa é fruto de suas escolhas. Escolher um caminho é uma responsabilidade inerente ao ser humano e que vai influenciar quem somos e quem vamos ser, a cada dia que passa.
Se você tem a consciência de que faz parte de uma sociedade, e por isso não deve agir só no âmbito individual, mas também sistematicamente, compreende que todos temos responsabilidades acerca do mundo que nos cerca. Tanto pelo mundo, com o qual devemos ter uma relação simbiótica, cujos beneficiados estejam dos dois lados, quanto com os nossos relacionamentos.
Tudo o que fazemos, como nos comportamos, o que falamos, com quem falamos, de que forma o fazemos, impacta de certa forma, em diferentes graus, em diferentes impactados. O impacto pode ser bom, mas pode ser ruim. Saiba apenas que a responsabilidade é sua.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” ( A. S. Exupéry)
Fonte - http://nossacausa.com/7-responsabilizar-se-8-rs-da-sustentabilidade/
No último episódio dos 8 R’s da sustentabilidade, vamos falar sobre REPASSAR!
Para começar a escrever os artigos dessa série, sempre busco o significado das palavras pelo dicionário. A forma mais óbvia de eu explicar para vocês cada uma delas, algumas até com explicações repetitivas e desencessários. No entanto, para fechar com chave de ouro, trago aqui a definição exata de “repassar” no conceito da sustentabilidade, que estudamos aqui. O sinônimo para essa palavra é “transferir recursos“. Autoexplicativo. Eu poderia acabar aqui, mas isso não seria o suficiente para você entender a importância desse último R.
Tenho o costume de dizer que “conteúdo guardado é conteúdo imprestável“. Todo o conhecimento do mundo deveria pertencer a todo o mundo. A lógica é que, se você tem condições de fazer um curso caríssimo e de um conhecimento único, você deve espalhas seus aprendizados com quem puder e valer a pena, para que juntos possam construir coisas cada vez melhores.
Eu não entendo aquelas pessoas que descobrem algo novo, por exemplo, e fazem o possível para esconder dos outros. Não é mais justo mostrar a oportunidade a todos e que “vença o melhor”, como numa entrevista de emprego. De que adianta reduzir a concorrência, se a possibilidade também é reduzir a qualidade? Não estamos procurando cada vez coisas melhores, pessoas melhores, novas ideias? Não teremos novas ideias guardando todas as novidades com a gente mesmo. É compartilhando nosso valores que se constrói uma sociedade justa e democrática.
Numa entrevista que li esses dias, havia a frase: “Alguém uma vez disse que a inovação acontece quando ideias têm relações sexuais.” Entenda, coisas novas só surgem quando o conhecimento é repassado de uma pessoa a outra, e a partir disso, um terceiro surge.
Por isso, eu peço: repasse essa série de artigos com alguém, com muitos “alguéns”. Consumo consciente parece um tema batido, mas muita gente ainda não compreende a dimensão do que pode ser feito para controlar o avanço do impacto negativo que milhões de pessoas e empresas causam no nosso ecossistema.
Quantas coisas você compartilha diariamente no seu Facebook, Instagram, Twitter? Que tal, apenas uma vez por dia, repassar um conteúdo que possa fazer a diferença na vida de alguém do outro lado? E não precisa ser daqui da Nossa Causa. Há diversos sites que compartilham inspirações para o bem, incentivando as pessoas a participarem da transformação para um modo de vida muito melhor. Isso é possível, nós podemos fazê-lo, mas é imprescindível que cada um entenda a sua parte.
Retuite, compartilhe, reencaminhe, conte a novidade. Espalhe pelo mundo coisas boas. Repasse para as pessoas algo que faça diferença na vida delas. Seja um causador, um ativista (mesmo que seja de sofá, eu ainda hei de te convencer a sair de casa e colocar a mão na massa), um revolucionário, um referencial. Seja aquele para quem as pessoas pedem conselhos, opiniões, tiram dúvidas. Use o conhecimento a seu favor, repasse-o.
Muito obrigada a quem acompanhou a série! Tudo o que foi escrito é atemporal, ou seja, pelos próximos 50 anos, ainda vão valer. Então use as dicas que passamos aqui, insira novos hábitos no seu dia-a-dia, busque acreditar que a mudança e possível e seja parte disso.
Fonte: http://nossacausa.com/8-reciclar-8-rs-da-sustentabilidade