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HOTEL UNIQUE
NOME: Douglas Castro de Oliveira
RA: B91847-0
TURMA: EC0Q07
ENGENHARIA CIVIL – 10º SEMESTRE
CAMPUS CHACARA I
SUMÁRIO:
RUY OHTAKE ........................................................................................ 3 
A HUMANIZAÇÃO NAS OBRAS DE RUY OHTAKE ............................ 3
PRINCIPAIS PROJETOS DO ARTISTA ................................................ 3 
HOTEL UNIQUE ..................................................................................... 4
ESTRUTURA METÁLICA E VIDRO ....................................................... 5
LUZ A PARTIR DA ARQUITETURA ...................................................... 6
APARTAMENTOS .................................................................................. 6
MAIS TRANSPARÊNCIAS ..................................................................... 7
CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCAMAIS JACAREÍ ................................................................................................ 7
MARCO NA PAISAGEM ........................................................................ 7
 PROGRAMA .......................................................................................... 8
 IMAGENS ............................................................................................ 10
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................... 11
Ruy Ohtake:
Formado pela FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1960, o arquiteto paulista Ruy Ohtake vem imprimindo uma linguagem própria em mais de 300 obras realizadas no Brasil e no exterior. Em sua arquitetura, mescla a pesquisa tecnológica, atenta a nossa indústria de construção, com depurada e original plasticidade. Graças a isso, a sua obra logra o difícil êxito de ser a um só tempo autoral e sensível às nossas condições e necessidades. Comprometido em realizar uma arquitetura brasileira contemporânea, tendo a inovação como princípio, Ruy Ohtake consegue colocar a sua marca em projetos para os mais variados fins: obras públicas, escolas, cinemas, teatros, edifícios de apartamentos e de escritórios e residências.
A humanização nas obras de Ruy Ohtake:
O que explica todo esse reconhecimento em especial é a humanização de seus projetos, que privilegiam as áreas de convivência e criam espaços aconchegantes e impressionantes através de formas arredondadas e traços imponentes. O artista é capaz de aliar um design arrojado à funcionalidade, com recortes únicos que encantam aos olhos e fazem as pessoas se sentirem bem. Não é à toa que ele é extremamente requisitado também para criar projetos de casas e escritórios, adaptando os espaços às necessidades de quem os utiliza.
Principais projetos do artista:
Em meio a tantos projetos premiados, destacamos alguns emblemáticos para abordar.
Em São Paulo, o empreendimento Othtake Cultural cria um espaço urbano inusitado, integrando escritórios, teatro, centro de convenções em um projeto que lhe rendeu o prêmio da 9ª Bienal de Arquitetura de Buenos Aires.
Na região dos Jardins, fica localizado o Hotel Unique, uma obra que já é referência da paisagem paulistana. Aliás, é justamente o arrojo da cidade é que está representado nas formas surpreendentes de um projeto que eleva o status das áreas de convivência para abrigar a diversidade desta metrópole.
Ainda em São Paulo, outro trabalho que se destaca são as obras na favela de Heliópolis, com os famosos prédios circulares nas construções residenciais apelidados de Redondinhos.
Já no Rio de Janeiro, está envolvido na recuperação da área portuária, o Porto Maravilha, contribuindo para a formação de um centro econômico e turístico renovado.
Hotel Unique: 
Ficha Técnica:
Arquitetura: Ruy Ohtake
Arquitetura: Ruy Ohtake - Ruy Ohtake (autor); Alfred Talaat, Félix Araújo, Nancy Marques, Marcelo Jordão e Rubens Swappo (colaboradores)
Construção: Método Engenharia
Engenharia Estrutural - Estrutura de Concreto:Julio Kassoy e Mario Franco - SP
Projeto de Climatização e Ar-condicionado:MHA Engenharia
Projeto de Controle e Automação: Johnson Controls
Projeto de Fundação: Portella Alarcon
Projeto de Iluminação: Studio IX - Guinter Parschalk
Projeto de Interiores: João Armentano
Projeto de Paisagismo: Gilberto Elkis Paisagismo
Projeto e/ou Consultoria de Acústica: Akkerman Projetos Acústicos
Há 12 anos, quando foi projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, o hotel Unique chegou ao mercado com a proposta de ser único. Um hotel design – ou boutique –, com espaços diferenciados e atendimento personalizado. A arquitetura engenhosa aportou em plena avenida Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo, com uma estrutura inédita em forma de arco invertido, marcada pelo desenho de janelas circulares. Suspensa do solo, ela é apoiada parcialmente nas extremidades em duas empenas de concreto de 50 cm de espessura e em oito pilares distribuídos dentro do volume protegido por uma fachada de vidro.Sempre questionado sobre como chegou a essa forma – reconhecida como um barco por alguns, ou melancia, por outros – Ruy Ohtake revela que apenas começou a desenhar, mas o ponto de partida passou pelo fato de que na região onde o edifício está localizado só eram permitidos prédios de até sete andares, ou seja, 25 metros. “Para fazer um hotel com certa presença, eu precisava de algo bem maior... Então tive de me virar”, relembra o arquiteto de forma bem-humorada. A saída foi criar um partido que logo se destacasse pela arquitetura. O design inusitado alia-se também a soluções incomuns – como o planejamento do pavimento superior com mais quartos que o andar inferior, baseado no fato de todos preferirem se hospedar na área mais alta. Há, ainda, a lateral arredondada do prédio, que gerou um grande vazio central. Somado a isso existe por trás dessa estrutura um time de profissionais de peso – o arquiteto João Armentano, responsável dela decoração; o paisagista Gilberto Elkis e o lighting designer Guinter Parschalk –, o que explica por que o Unique continua sendo uma construção contemporânea.
Estrutura metálica e vidro:
A instigante fachada é, na verdade, uma grande estrutura metálica com proteção de vidro que avança para a cobertura, destacando-se do corpo da construção. Independente, ela serve de ancoragem para a caixilharia no sistema silicone glazing, com vidros laminados planos e curvos de 10 mm e 12 mm, na cor cinza-escura. Para fazer um hotel com certa presença, eu precisava de algo bem maior... Então tive de me virarRuy OhtakeTodo o sistema apoia-se no esqueleto de concreto armado. A face inferior exibe acabamento em maçaranduba, em réguas de 30 cm de largura. Para manter a transparência, foram projetadas treliças constituídas por cabos pré-tensionados, associados a uma grelha vertical que recebe os painéis de vidro encapsulado em silicone. Ruy Ohtake explica que as variações de tonalidade verde visualizadas no corpo do edifício devem-se ao revestimento das duas faces da estrutura com placas de cobre pré-oxidadas.No amplo lobby figuram 1.100 m² de vidros. A transparência permitida pelo material integra interior e exterior. Ruy Ohtake estabeleceu um recuo de 35 m, delimitando a fachada de vidro, de onde parte um jardim de pedras, de autoria de Gilberto Elkis. O projeto paisagístico – marcadamente horizontal e melhor observado da cobertura – privilegiou sinuosos caminhos de água. As plantas maiores foram iluminadas e destacadas por meio de projetores embutidos no piso.
Surpresas luminotécnicas
O conceito de iluminação do Hotel Unique acompanha as propostas diferenciadas do projeto. Soluções não convencionais e tecnologicamente inovadoras criadas por Guinter Parschalk proporcionam surpresas em cada um dos ambientes do hotel. Logo na entrada do lobby, uma parede saída de um piso elevado diferencia a entrada social da de serviço e bagagens. Destacada pela iluminação periférica abaixo do piso, ela parece flutuar entre o pavimento térreo e oinferior.Mais adiante, um nicho com pé-direito alto em forma de arco triangular e de paredes de concreto tingidas de vermelho expõe um enorme banco de madeira bruta de Hugo França. Para iluminá-lo e destacá-lo, foram instalados quatro projetores de foco de 4° que direcionam a luz para cima, onde estão fincadas quatro placas refletores, tipo ‘spiegel’ (espelho). Cada uma tem uma superfície plana, correspondente a ¼ da área, revestida de alumínio semiespecular plano em cor natural. Já os ¾ restantes estão cobertos com células convexas anodizadas na cor vermelha.
Luz a partir da arquitetura:
A fachada do edifício foi valorizada por uma iluminação tênue, porém dinâmica. Indireta, ela é refletida a partir do espelho d’água, por meio de três projetores de foco ultrafechados. Eles se projetam na pequena queda d’água, e a luz refletida na água em movimento se lança para o edifício. O resultado é uma mancha de luz quente e suave, flutuando sobre a fachada e permitindo a visualização das circulações internas com luz azulada. Na área central do arco invertido, o pé-direito se eleva até a cobertura, que recebeu luzes indiretas vindas de projetores e refletores ‘spiegel’, ressaltando os detalhes do espaço. A iluminação diferenciada está presente desde o corredor de entrada revestido com placas de pedra ônix translúcida. “Estas foram retroiluminadas, o que torna o espaço revestido e iluminado pelo próprio material; um efeito que lembra os tradicionais lustres de alabastro”, comenta Guinter.Ela foi iluminada com uma série de projetores com luz azul, instalados rente à parede, criando uma luz paralela que marca e amplifica as texturas e relevos desta parede de concreto Guinter Parschalk.
Apartamentos:
A estrutura de concreto protendido, inovadora para a época em que o hotel foi construído, define a forma curva externa do edifício também percebida no interior: os seis corredores são compostos por blocos curvos, e cada bloco abriga quatro apartamentos. Nos aposentos das extremidades, o desenho em arco da estrutura se reflete no piso e na parede que, unidos, formam um fundo infinito, permitindo literalmente ‘andar pelas paredes’. Nos seis andares, os 95 apartamentos – e corredores – são dotados de 129 janelas circulares, sem travessas, com abertura de 12 cm, vidros laminados de 12 mm e perfis de alumínio com pintura eletrostática e acabamento acetinado. Elas oferecem aos hóspedes uma vista emoldurada da cidade e acentuam a leveza da fachada.Nas suítes, banheiros e quartos são integrados por meio de uma janela com perfis de aço inoxidável escovado e abertura total do vão de 1,60 x 1,60 m. Desenhada pelo arquiteto João Armentano, a esquadria foi projetada para recolher-se no teto, preservando o espaço útil do apartamento. Composta por dois painéis de 1,60 m x 0,80 m, ela tem o peso sustentado por contrapesos colocados nos montantes laterais, embutidos nas paredes.Para marcar os corredores dos apartamentos curvos e irregulares, sancas acompanham o perímetro das paredes, onde foram instaladas fluorescentes de cor azul. O lighting designer Guinter ressalta que a solução gera a percepção de um ambiente ‘misterioso’, onde se destacam as identificações dos apartamentos, dadas por pequenas sinalizações luminosas, executadas em vidro jateado.
Mais transparências:
O átrio vai do lobby à cobertura e nele estão situados os halls dos elevadores e, na face oposta, uma grande empena de concreto bruto. “Ela foi iluminada com uma série de projetores com luz azul, instalados rente à parede, criando uma luz paralela que marca e amplifica as texturas e relevos desta parede de concreto”, explica o lighting designer. Em um dos trechos próximo ao bar, o piso de vidro que cobre o átrio foi preenchido com água, formando um espelho d’água. Através dele é possível visualizar até o lobby, no térreo. Guinter conta que foram criadas para o espelho velas convexas em gel transparente que ondulam sobre a água. O efeito é o de chamas flutuantes, observadas por quem está no restaurante e no lobby.
Centro de formação de professores EDUCAMAIS Jacareí:
Local: SP, Brasil
Início do projeto: 2010
Conclusão da obra: 2014
Área do terreno: 6.445 m²
Tipo de obra:
Centros Culturais
Tipologia:
Educação e Cultura
Diferenciais técnicos: 
Design
 Marco na paisagem:
“Quando imaginei a obra, pensei que ela deveria ter o caráter de um berro, de um grito de cultura que chama a atenção de quem está chegando na cidade de Jacareí”, relata Ruy Ohtake.
O Centro de Formação de Professores EducaMais Jacareí, projeto arquitetônico de Ruy Ohtake, é uma peça cultural de grande importância para a cidade e para o vale do Parnaíba. Localizado na via Dutra, precisava ser chamativo. “Por isso, quando imaginei a obra, pensei que ela deveria ter o caráter de um berro, de um grito de cultura que chama a atenção de quem está chegando na cidade de Jacareí. Ele tinha de ser forte, não poderia ser um grito no vazio. Por isso, além da forma diferenciada, pintei a fachada com quatro tons de vermelho, transformando a construção em um marco na paisagem”, relata o arquiteto Ruy Ohtake.
A obra é uma lâmina ondulada de concreto na cor vermelha, com 80 m de comprimento. Ocupa uma área de 6.445 m e caracteriza o esforço da cidade em promover atividades culturais e formar futuros artistas. “É quase inacreditável ver que um município de 200 mil habitantes pode fazer uma obra cultural desse porte”, admira-se Ruy Ohtake. As dependências do centro dão acesso ao Teatro, ao Centro de Artes Visuais e ao de Formação de Professores.
Se o show tiver a perspectiva de ser muito grande, atrás do teatro há um estacionamento com 152 vagas que pode ser integrado ao evento. Basta a cortina abrir para trás, e o espetáculo ao ar livre passa a ser dirigido ao público externo. Esta área anexada abriga 8 mil lugares Ruy Ohtake.
Programa:
Com um amplo programa nos quase 10 mil metros quadrados, o projeto abriga um teatro com formato circular, palco de 15 x 14 m, orquestra, camarins, almoxarifado de cenografias, amplo foyer e capacidade para 720 pessoas. “Se o show tiver a perspectiva de ser muito grande, atrás do teatro há um estacionamento com 152 vagas que pode ser integrado ao evento. Basta a cortina abrir para trás, e o espetáculo ao ar livre passa a ser dirigido ao público externo. Esta área anexada abriga 8 mil lugares”, revela Ruy Ohtake.
Do lado direito, com entrada independente, mas integrando o mesmo edifício, fica o setor de artes visuais, com grande hall de exposições que comporta três eventos simultaneamente – pinturas, fotografias, entre outros temas, sendo uma delas para o acervo de obras de arte do município. A área ainda comporta ateliês de aulas e trabalhos.
No setor de formação e aperfeiçoamento dos professores há nove auditórios: três para 100 pessoas, cada, e seis menores para 50 pessoas, cada. O local ainda acomoda salas de reunião, administração e conjunto de lanchonete, loja de artesanato e livraria. Complementando o equipamento, o arquiteto Ruy Ohtake também projetou uma creche e um pavilhão para atividades destinadas à terceira idade. “É um espaço importantíssimo para a formação e o aperfeiçoamento de professores da região. Além disso, a creche e o salão para atividades de pessoas idosas complementam esse conjunto, oferecendo mais versatilidade a diferentes faixas etárias”, conclui.
Materiais e acústica
A estrutura de concreto leva pintura com argamassa mineral nos quatro tons de vermelho do edifício. No teatro, a estrutura é metálica, e o forro, o piso e as paredes apresentam características acústicas, com revestimento que absorve o som. “A peça e o concerto não podem ser interrompidos. Por isso, o interior foi isolado, sem problemas acústicos”, garante Ruy Ohtake. Além da luz natural, o projeto de iluminaçãoadapta-se aos espetáculos, podendo ser ajustado antes de cada peça. “É possível acertar a luz para permitir os mais variados tipos de foco e efeitos especiais”, conta o arquiteto.
Design contemporâneo
No design da obra há uma liberdade de desenhocom estilo atual, mas sem perder a brasilidade e dentro de uma linguagem de expressão internacional. Ruy Ohtake confessa que o grande desafio é ser contemporâneo e manter as raízes brasileiras. “Essa é uma função muito importante da arquitetura: fazer uma obra surpreendente, uma manifestação cultural. E edificação precisa ser amiga da cidade, da população, para que todos tenham orgulho da sua arquitetura”.

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