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Anais do XIX Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária

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XIX Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária http://www.xixcbpv.com
(http://www.xixcbpv.com)
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PST ­ 059 ­ SESSÃO DE PÔSTER 01 08/08/2016 de 09:00 às 18:00, ÁREA DE EXPOSIÇÃO DE PÔSTERES
164  ­  GNATHOSTOMOSE  CANINA  NO  MUNICÍPIO  DE  SÃO  JOSÉ  DO  RIO  PRETO  –  SP:  RELATO  DE
CASO 
DANIEL  FONTANA  FERREIRA CARDIA ;  ANA  PAULA  PRUDENTE  JACINTHO ;  ROSANA  DA  CRUZ  LINO
SALVADOR ;  JULIANA  GIANTOMASSI  MACHADO ;  LUCILENE  GRANUZZIO  CAMOSSI ;  FABIANA
AZEVEDO VOORWALD . 
1,5.UNICAMP, CAMPINAS ­ SP ­ BRASIL; 2,3,4,6.UNIRP, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ­ SP ­ BRASIL.
Palavras­chave: GNATHOSTOMA;CÃO;CASO CLÍNICO
Uma  cadela,  raça  Shar­Pei,  com  cinco  anos  de  idade,  domiciliada,  sem  convívio  com  outros  animais,
alimentada  com  dieta  caseira  e  ração,  foi  atendida  no  Hospital  Veterinário  “Dr.  Halim  Atique”  ­  UNIRP  da
cidade  de  São  José  do  Rio  Preto,  com  histórico  de  hiporexia  há  15  dias,  apresentava  vermifugação  e
vacinação desatualizadas. Na palpação demonstrava aumento de volume abdominal e discreta sensibilidade.
O  hemograma  revelou  leucocitose  por  neutrofilia  e  eosinofilia.  Na  ultrassonografia  abdominal  foi  descrito
esplenomegalia e possível aumento dos cornos uterinos. Citologia de efusão abdominal  revelou  transudato
modificado.  Animal  foi  então  submetido  a  procedimento  cirúrgico  (ovário­salpingo­histerectomia),  com
suspeita inicial de piometra. Durante cirurgia foi revelada presença de um parasito de aproximadamente dois
centímetros aderido  firmemente ao mesentério, além de  linfadenite em  trato gastrointestinal com presença
de massa em região abdominal e esplenomegalia. O exemplar removido durante procedimento cirúrgico foi
encaminhado para identificação parasitológica. Realizou­se microscopia estereoscópica e óptica do exemplar
antes e após acidificação e clarificação com ácido acético a 80% e eugenol. A morfologia da larva de quarto
estágio  (L4),  permitiu  a  identificação  do  helminto  como  pertencente  ao  Filo  Nematoda,  Ordem  Spirurida,
Superfamília Gnathostomatoidea, Família Gnathostomatidae, com características morfométricas e biológicas
(localização característica na cavidade abdominal, durante migração no hospedeiro definitivo e forte adesão
aos  tecidos)  compatíveis  com  o  gênero  Gnathostoma  spp.,  parasito  da  mucosa  estomacal  de  diversas
espécies de mamíferos, especialmente carnívoros, adquirido pela ingestão de larvas de terceiro estágio (L3),
encistadas  nos  tecidos  de  hospedeiros  intermediários  ou  paratênicos,  tais  como  peixes,  anfíbios,  répteis,
aves e  roedores. Após achado,  retomou­se anamnese com a proprietária,  que  relatou que a cadela havia
ingerido  vísceras  de  peixe  descartadas  no  lixo  domicilar,  após  atividade  de  pescaria  realizada  pela
proprietária. Este é primeiro registro de diagnóstico de Gnathostoma sp. em canino, a partir da recuperação
de forma larval por procedimento cirúrgico no Brasil.
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