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UFLA – Departamento de Estatística Estatística Experimental Prof. Augusto Ramalho de Morais Análise da Variância de Experimento Fatorial 3x4 Um experimento foi conduzido no delineamento em blocos casualizado, com duas repetições, para avaliar a produção de três cultivares de trigo em associação com diferentes doses de adubo. Os tratamentos (combinação das cultivares com as doses de adubo) e os valores observados da produção, em kg, foram: Cultivar Doses Blocos Soma Média Adubo 1 2 A 0 40 60 100(2) 50 10 42 52 94 47 20 40 48 88 44 30 50 50 100 50 B 0 35 39 74 37 10 50 52 102 51 20 48 52 100 50 30 55 61 116 58 C 0 60 66 126 63 10 60 70 130 65 20 62 76 138 69 30 70 80 150 75 Soma 612(12) 706 1318(24) 54,9 Quando se planeja um experimento desse tipo tem-se como finalidade o estudo simultâneo dos dois fatores, cultivares de trigo e doses de adubo, sobre a produção. Os efeitos desses fatores e sua interação são medidos por meio de uma ou mais variáveis resposta; aqui é apresentada somente a produção. a) Fazer a análise de variância Cálculo das somas de quadrados: SQTotal = = 402 + 602 + ... + 802 - = = 3271,83 SQBlocos = = 368,16 SQTratamentos = = 2737,83 SQErro = SQTotal – SQBlocos – SQTratamentos = = 3271,82 – 368,16 – 2737,83 = 165,83 Os demais componentes da tabela de análise da variância, como quadrados médios, valores do teste F, podem ser feitos ou calculados na própria tabela. Tabela de análise da variância para a produção de trigo no experimento em blocos casualizados e os tratamentos sendo as combinações de três cultivares com quatro doses de adubo. Fontes de Graus de Soma de Quadrados Fc Ft(5%) Variação Liberdade Quadrados Médios Blocos 1 368,16 368,17 24,42 4,84 Tratamentos 11 2737,83 248,89 16,51 2,82 Erro 11 165,83 15,07 Total 23 3271,83 Como o valor crítico da distribuição de F é FT = 2,82, logo se rejeita H0, pois o valor de Fc é maior que o tabelado (crítico), indicando que existe alguma diferença significativa entre os tratamentos, logo os tratamentos afetam a produção de modo distinto. Nesse caso, deve-se estudar o efeito dos fatores que formam os tratamentos para verificar qual ou quais fatores que evidenciam o efeito dos tratamentos. b) Determinar a análise da variância com desdobramento dos tratamentos Para o estudo dos tratamentos é necessário a obtenção de tabela auxiliar com os totais dos tratamentos e dos fatores (É a tabela mais importante dos experimentos fatoriais). Tabela auxiliar com os totais de tratamentos. Cultivar Doses de adubo Soma de cultivar 0 10 20 30 A 100(2) 94 88 100 382(8) B 74 102 100 116 392 C 126 130 138 150 544 Soma de adubo 300(6) 326 326 366 1318(24) Assim, com os valores desta tabela auxiliar, pode-se calcular: SQCultivar = = 2060,33 SQDoses = = 371,16 SQCult x Doses = SQTratamentos – SQCultivar – SQRDoses = = - SQCultivar - SQDoses = = 2737,83 – 2060,33 – 371,16 = 306,33. E assim, obtém a principal tabela de análise da variância dos experimentos fatoriais. Tabela de análise da variância para a produção de trigo de experimento fatorial 3x4. Fontes de Graus de Soma de Quadrados Fc Ft(5%) Variação Liberdade Quadrados Médios Blocos 1 368,16 368,16 24,42* 4,84 (Tratamentos) (11) (2737,83) 248,89 16,51* 2,82 Cultivar 2 2060,33 1030,17 68,33* 3,98 Doses 3 371,16 123,72 8,21* 3,59 Cul x Doses 6 306,33 51,06 3,39* 3,09 Erro 11 165,83 15,07 Total 23 3271,83 * Valores significativos pelo teste F (5%). Como houve efeito significativo de cultivar, doses e interação é aconselhável proceder a um estudo complementar, estudando um fator dentro dos níveis do outro fator. Este procedimento é referido como desdobramento da interação e, no caso, de dois fatores existe duas opções que podem ser realizadas: i) comparar as cultivares em cada doses de adubo e ii) comparar as doses de adubo em cada cultivar. 1º Caso – Comparar as cultivares em cada dose de adubo Neste tipo de desdobramento da interação tem-se como finalidade estudar ou comparar as diferentes cultivares em cada dose de adubo. As somas de quadrados são obtidas utilizando os totais de a tabela auxiliar. Calculam-se: SQCultivar d. dose 0 = = = 15676,00 – 15000,00 = 676,00 SQCultivar d. dose 10 = = 357,33 SQCultivar d. dose 20 = = 681,33 SQCultivar d. dose 30 = = 652,00 Com estes valores pode-se estruturar uma tabela de análise da variância a qual vai permitir avaliar se houve efeito entre as cultivares em cada dose de adubo. Tabela de análise da variância para estudar o efeito das cultivares em cada dose de adubo. Fontes de Graus de Soma de Quadrados Fc Ft(5%) Variação Liberdade Quadrados Médios Blocos 1 368,16 368,16 24,42* 4,84 (Tratamentos) (11) (2737,83) 248,89 16,51* 2,82 Doses 3 371,16 123,72 8,21* 3,59 Cultivar d. dose 0 2 676,00 338,00 22,42* 3,98 Cultivar d. dose 10 2 357,33 178,67 11,85* 3,98 Cultivar d. dose 20 2 681,33 340,67 22,60* 3,98 Cultivar d. dose 30 2 652,00 326,00 21,62* 3,95 Erro 11 165,84 15,07 Total 23 3271,83 Observa-se que houve efeito significativo entre as cultivares em todas as doses de adubo, nesse caso, deve-se aplicar um teste de comparação múltipla para identificar as cultivares mais adequadas. i) Para dose 0: médias ordenadas mC = 126/2 = 63 mA = 100/2 = 50 mB = 74/2 = 37 o valor da diferença mínima significativa para aplicação do teste de Tukey é = = = 10,5 kg Lembrando que este valor indica que, duas médias de tratamentos são consideradas diferentes, se a diferença entre suas médias for maior ou igual do que 10,5 kg. Como todas as diferenças entre duas médias são maiores do que 10,5, as três cultivares se diferem com relação à produção. Isto somente é válido para a dose 0. ii) Para dose 10: médias ordenadas mC = 130/2 = 65 mB = 102/2 = 51 mA = 94/2 = 47 aqui identifica-se que as cultivares A e B são iguais, a diferença entre elas é menor do que 10,5; e que a cultivar C difere das cultivares A e B. iii) Para a dose 20: médias ordenadas mC = 138/2 = 69 mB = 100/2 = 50 mA = 88/2 = 44 o valor da diferença mínima significativa é o mesmo de (i) e como a diferença entre as médias das cultivares A e B é menor do que 10,5, as duas cultivares não se diferem com relação a produção. Mas como as diferenças entre a média da cultivar C e as médias das cultivares A e B é maior do que 10,5, a cultivar C tem produção maior do que essas duas cultivares (na dose 20). iv) Para dose 30: médias ordenadas mC = 150/2 = 75 mB = 116/2 = 58 mA = 100/2 = 50 o valor da diferença mínima significativa é o mesmo de (i) e assim, verifica-se que a cultivar C difere das cultivares A e B; e que as cultivares A e B não se diferem. Estes resultados podem ser resumidos em uma tabela de dupla entrada. Tabela. Valores médios de produção (kg) em função das diferentes cultivares para cada uma das doses de adubo e na media geral. Cultivar Doses de adubo Média 0 10 20 30 A 50 b 47 b 44 b 50 b 47,8 b B37 c 51 b 50 b 58 b 49,0 b C 63 a 65 a 69 a 75 a 68,0 a Em todas as doses de adubo, as produções de a cultivar C foram maiores do que as produções das cultivares A e B. Na dose 0 de adubo, houve diferença significativa entre as cultivares A e B, sendo a cultivar A mais produtiva do que a cultivar B. Nas demais doses de adubo, não houve diferença significativa entre as cultivares A e B. Na ausência de adubo a cultivar A difere da B e, na presença de adubo, ambas as cultivares não se diferem. Em casos desse tipo, recomenda-se o uso da cultivar C por apresentar maiores produções e, estas serem diferentes de as produções das demais cultivares. Aqui, o comportamento diferente e que deve ser o maior responsável pela interação ter sido significativa, foi o observado na dose 0. 2º Caso – Comparar as doses de adubo em cada cultivar Neste tipo de desdobramento da interação tem-se como finalidade estudar o efeito das diferentes doses de adubo sobre as produções em cada uma das cultivares. As somas de quadrados são obtidas utilizando os totais de a tabela auxiliar. Calculam-se: SQDoses d. Cult A = = 68,25 SQDoses d. Cult B = = 1826,25 SQDoses d. Cult C = = 1899,00 Com estes valores pode-se estruturar uma tabela de análise da variância a qual permite avaliar se houve efeito significativo das doses de adubo em cada cultivar. Tabela de análise da variância para produção para estudar o efeito das doses de adubo em cada cultivar. Fontes de Graus de Soma de Quadrados Fc Ft(5%) Variação Liberdade Quadrados Médios Blocos 2 368,16 368,16 24,42* 4,84 (Tratamentos) (11) (2737,83) 248,89 16,51* 2,82 Cultivar 2 2060,33 1030,17 68,33* 3,98 Doses d. Cult A 3 49,50 16,50 1,09ns 3,59 Doses d. Cult B 3 460,00 153,33 10,17* 3,59 Doses d. Cult C 3 168,00 56,00 3,72* 3,09 Erro 11 165,83 15,08 Total 23 3271,83 * Valores significativos pelo teste F (5%). Houve efeito significativo das doses de adubo sobre a produção das cultivares B e C, já para a cultivar A não houve efeito significativo. Nesse caso, como os níveis das doses de adubo são quantitativos é mais adequado utilizar a regressão para estudar o comportamento da produção em função das doses de adubo em cada cultivar. Aqui será mostrada apenas a regressão linear (simples), cujos cálculos podem ser feitos facilmente. i) Cultivar A Para a cultivar A, na qual não teve efeito significativo das doses de adubo, em geral não se procede-se os cálculos da análise de regressão. No caso de a cultivar A que não houve efeito significativo das doses, pode-se representar o seu comportamento pela média, ficando a equação de regressão do seguinte modo . E, podendo ainda plotar em um gráfico os valores médios observados. ii) Cultivar B Para a cultivar B (e toda situação em que houve efeito significativo) apresenta-se uma sequencia de passos para a avaliação das doses de adubo por meio da análise de regressão. Tabela auxiliar com valores médios para a cultivar B: I X Média = y Xy X2 1 0 37 0 0 2 10 51 510 100 3 20 50 1000 400 4 30 58 1740 900 Soma 60 196 3250 1400 Tem-se , , Calculam-se SQx = = = 500 SPxy = = = 310 Cálculo da soma de quadrados de regressão: SQRL = = = 384,40 em que r é o número de repetições ou de dados usados para calcular as médias das doses de adubo na cultivar B. SQDesvios = SQConc. d Cult B – SQRL = 460,00 - 384,40 = 75,60 Obtenção das estimativas dos parâmetros i) coeficiente de regressão (b1) ou inclinação ou coeficiente angular: = = 0,62 kg ii) coeficiente linear (b0) ou intercepto: = = 39,7 kg Logo, a equação de regressão linear estimada é (0 ≤ xi ≤30) A equação ajustada indica que, para cada uma (1) unidade que se aumenta na dose de adubo, espera-se um acréscimo médio na altura de plantas de 0,62 kg, quando se utiliza a cultivar B. Espera-se um aumento médio na produção de trigo de 0,62 kg para cada unidade que se adiciona de adubo. Espera-se obter uma produção de 39,7 kg caso não se faça uso do adubo. O modelo ajustado permite estimar produções em todo o intervalo estudado, de 0 a 30 kg de adubo. Por exemplo, pode-se estimar a produção para a dose de adubo de 15 kg; o valor esperado de produção caso fosse usar a concentração de 15 kg de MAP é = 49,0 kg de produção Este valor indica que: espera-se que ocorra uma produção de 49 kg, quando se utilizar o adubo em a dose de 15 kg. Para valores de X fora desse intervalo, que é o domínio da função, não se deve fazer predição. Coeficiente de determinação: O coeficiente de determinação é estimado por = 83,6% indicando que, das variações ocorridas nas produções que são devidas ao adubo aplicado para a cultivar B, a equação de regressão linear explica 83,6%; o coeficiente de determinação mostra que 83,6% das variações ocorridas na produção devido ao adubo foram explicadas pela regressão linear. Obtenção dos valores médios de altura de produção estimados e seus respectivos desvios de regressão. Tabela auxiliar que apresenta os valores médios de produção de grãos, os valores estimados (ou esperados) pela regressão linear, em função das diferentes adubações, e respectivos desvios de regressão. I Dose de adubo Médias observadas Médias estimadas Desvios (x) Y y - i = 1 0 37 39,7 -2,7 i = 2 10 51 45,9 5,1 i = 3 20 50 52,1 -2,1 i = 4 30 58 58,3 -0,3 Soma 60 196 196 0,0 iii) Cultivar C Tabela auxiliar com valores médios para a cultivar C: i X Média = y Xy X2 1 0 63 0 0 2 10 65 650 100 3 20 69 1380 400 4 30 75 2250 900 Soma 60 272 4280 1400 Tem-se , , Calculam-se SQx = = = 500 SPxy = = = 200 Cálculo da soma de quadrados de regressão: SQRL = = = 160,00 em que r é o número de repetições ou de dados usados para calcular as médias das doses de adubo na cultivar B. SQDesvios = SQDoses d. Cult C – SQRL = 168,00 - 160,00 = 8,00 Obtenção das estimativas dos parâmetros i) coeficiente de regressão (b1) ou inclinação ou coeficiente angular: = = 0,40 kg ii) coeficiente linear (b0) ou intercepto: = = 62,0 kg Logo, a equação de regressão linear estimada para a cultivar C é , O coeficiente de determinação é: = 95,2% Indicando que, das variações ocorridas na cultivar C devidas as doses de adubo, 95,2% são explicadas pela regressão linear. A tabela a seguir mostra o estudo do efeito do adubo sobre as produções em cada cultivar; incluem-se o desdobramento do efeito das doses de adubos em efeitos de regressão e de desvios de regressão para cada cultivar. Tabela de análise da variância para a produção com desdobramento da interação doses x cultivar e com estudo da regressão linear em cada cultivar. Fontes de Graus de Soma de Quadrados Fc Ft(5%) Variação Liberdade Quadrados Médios Blocos 1 368,16 368,17 24,42* 4,84 (Tratamentos) (11) (2737,83) 2,82 Cultivar 2 2060,33 1030,17 68,33* 3,98 Doses d. Cult A 3 49,50 16,50 1,09ns 3,59 Doses d. Cult B (3) (460,00) 153,33 10,17* 3,59 Regressão linear 1 384,40 384,40 25,50* 4,84 Desvios 2 75,60 37,80 2,51ns 3,98 Doses d. Cult C (3) (168,00) 56,00 3,72* 3,59 Regressão linear 1 160,00 160,11 10,61* 4,84 Desvios 2 8,00 4,00 0,26ns 3,98 Erro 22 165,84 15,07 Total 35 3271,83 * Valores significativospelo teste F (5%). Interpretar os resultados obtidos Observa-se para a cultivar A não houve efeito significativo das doses de adubo sobre a produção e, desse modo, não se procedeu a utilização da análise de regressão. Para as cultivares B e C, verificou-se que o ajuste do modelo de regressão linear ajustou as produções em função das doses de adubo de modo adequado, podendo-se considerar que ocorreu um bom ajuste, fato evidenciado pela significância da regressão linear na análise da variância e da não significância dos desvios de regressão. Como as regressões lineares foram significativas isto indica que as produções podem ser representadas por pelas equações de regressão linear obtidas para as cultivares B e C. Pelos coeficientes de determinação pode-se observar que os ajustes podem ser considerados bons, explicando 83,6% para a cultivar B e 95,2% para a cultivar C das variações ocorridas nas produções devidas as doses de adubo. Nesse caso, os resultados podem ser sumarizados como na Figura 1, na qual se pode observar que o tracejar dos valores estimados pela equação de regressão se aproximam bem dos valores observados. Na escolha de um modelo de regressão não se deve atentar somente para o coeficiente de determinação, em geral ele deve ser o último item a ser avaliado; em primeiro, deve-se verificar a significância do modelo de regressão, a significância dos desvios de regressão e somente depois o coeficiente de determinação (R2). Observa-se na Figura 1 que à medida que se aumenta a dose de adubo houve um acréscimo na produção das cultivares B e C, sendo que para a cultivar A não se nota esse acréscimo. Para o caso de a cultivar B, espera-se um aumento médio na produção de 0,62 kg para cada uma unidade que se adiciona de adubo. FIGURA 1. Representação gráfica, equação de regressão e coeficiente de determinação (R2) para a produção de três cultivares de trigo em função de diferentes doses de adubo. Lavras, 2015. Nota-se que o comportamento da cultivar C foi semelhante ao da cultivar B, com taxa de acréscimo similar (0,62 kg para cultivar B e de 0,40 kg para cultivar C). As produções das cultivares B e C apresentam acréscimos significativos com o aumento da adubação e a cultivar A não responde ao aumento da adubação. ANEXO - Esboço do sorteio dos tratamentos na área experimental relativos a experimento fatorial 3 x4, com três cultivares (A, B, C) de trigo e quatro doses de adubo (), 10, 20, 30) e valores obtidos da produção (kg). Bloco 1 1 B 10: 50 2 C 20: 62 3 C 10: 60 4 A 20: 40 5 A 10: 42 6 B 0: 35 12 A 30: 50 11 B 30: 55 10 A 0: 40 9 C 0: 60 8 B 20: 48 7 C 30: 70 Bloco 2 1 C 20:76 2 A 10: 52 3 B 0: 39 4 C 0: 66 5 A 20: 48 6 C 10: 70 12 B 10: 52 11 C 30: 80 10 A 0: 60 9 B 30: 61 8 B 20: 52 7 A 30: 50 1, ..., 12 Os índices indicam as parcelas em cada bloco. _1494331697.unknown _1494333485.unknown _1494333861.unknown _1494652698.unknown _1494652766.unknown _1494653010.unknown _1494654654.unknown _1494652851.unknown _1494652721.unknown _1494334371.unknown _1494516407.unknown _1494516198.unknown _1494334148.unknown _1494333749.unknown _1494333790.unknown _1494333537.unknown _1494333327.unknown _1494333390.unknown _1494333457.unknown _1494331760.unknown _1494308230.unknown _1494309075.unknown _1494309115.unknown _1494331613.unknown _1494309089.unknown _1494308272.unknown _1494308368.unknown _1494308270.unknown _1426866888.unknown _1494307400.unknown _1494307837.unknown _1494307890.unknown _1494307773.unknown _1494307289.unknown _1494307324.unknown _1426706642.unknown _1426706815.unknown _1332876989.unknown _1332875545.unknown _1332875956.unknown _1332875351.unknown