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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA MEC 1702 – MECÂNICA DOS FLUIDOS II LABORATÓRIO 04: PERDA DE CARGA Prof. Dr. Kleiber Lima de Bessa Jonhattan Ferreira Rangel Willyam Brito de Almeida Santos João Vinícius Moreira de Souza Lucas Cavalcante Grangeiro INSTRUÇÕES 01 – Ler as instruções também faz parte do laboratório, qualquer descumprimento dos termos descritos não será justificado por não leitura, ou qualquer outro tipo de justificativa; 02 – Para os laboratórios serão formados grupos que se manterão por todas as práticas seguintes; 03 – O roteiro laboratorial deve ser lido antes do laboratório, e pelo menos um participante do grupo deve levá-lo impresso para a prática; 04 – Qualquer tipo de cópia (internet, livros, relatórios dos semestres anteriores, etc.) sem referências, será considerado plágio, sujeito a zero no relatório; 05 – Os relatórios devem seguir rigorosamente o template disposto no SIGAA, caso não seja seguido o mesmo estará sujeito à zero na nota; 06 – O relatório deve ser entregue na data prevista, ressalvando apenas possíveis eventualidades que impeçam a entrega dos mesmos, com autorização do professor; 07 – Pode utilizar softwares, imagens de livros e de autoria própria (fotos durante os experimentos), livros, etc. Obedecendo ao item 04, das instruções. INTRODUÇÃO Sistemas de bombeamento, e transporte de fluidos estão presentes no dia a dia de qualquer engenheiro mecânico. Sistemas de lubrificação, de transporte de combustíveis, bombeamento sanguíneo, abastecimento de água residencial e industrial, sistemas de refrigeração, entre outros. Para dimensionar esses sistemas, não podemos mais considerar o escoamento como sendo sem atrito (em muitos casos o regime também pode não ser permanente, nem ao longo de uma linha de corrente), desvalidando, por exemplo, o uso da equação de Bernoulli, que, em uma de suas hipóteses validadoras, não permite perdas (fluido sem viscosidade). Como os escoamentos reais possuem perdas, que em muitos casos são relativamente grandes, obrigando a utilização de dispositivos que cedam energia ao fluido (bombas, compressores, etc), uma nova análise da energia presente no sistema se faz necessária. (1) Observe que o no sistema as energias não mais se conservam. Podemos adicionar ou retirar parte da energia do sistema através de determinados dispositivos, porem sempre haverá perda de energia durante o escoamento, devido à viscosidade do fluido e a rugosidade da tubulação, entre outros parâmetros. A chamada perda de carga. A perda de carga pode ser dividida em distribuída e localizada, sendo essas: (2) (3) Onde L = comprimento da tubulação, D = diâmetro da tubulação, v = velocidade; g = gravidade; f = fator de atrito; K = constantes de perda de carga localizadas (tabeladas). Existem diversas maneiras para determinar o fator de atrito (f). O método mais utilizado é o diagrama de Moody, onde relacionando a rugosidade aparente (e/D) e o número de Reynolds (Re) obtemos o fator de atrito do trecho em questão. Observe o diagrama: Fator de atrito para escoamento completamente desenvolvido em tubos circulares. (Dados de Moody [8], usados com permissão.) (FOX et al., 2014) Como visto nos laboratórios 2 e 3, os perfis de velocidade variam de acordo com o regime de escoamento, tendo formatos e características diferentes de acordo com o seu tipo. Observe que pelo diagrama de Moody, os diferentes tipos de escoamentos possuem diferentes funções que regem o fator de atrito, isso é evidenciado no comportamento das linhas. Para isso devemos nos atentar as regiões mais importantes no escoamento. Uma dessas regiões é a região de subcamada viscosa. O movimento do fluido confinado na subcamada viscosa é crítico para o escoamento como um todo. Nota-se que a condição de não escorregamento e a tensão de cisalhamento na parede ocorrem nessa região. Assim não é surpreendente que as propriedades do escoamento turbulento em condutos dependem bastante da rugosidade (diferente de escoamentos laminares) pequenas ranhuras na superfície do conduto podem afetar essa região, podem influenciar bruscamente o campo de escoamento. (MUNSON, 2004). Estrutura do escoamento turbulento num tubo: (a) tensão de cisalhamento e (b) velocidade média (MUNSON, 2004) OBS.: Para análise da espessura de subcamada viscosa, estudar a secção 8.3 do livro MUNSON, Bruce R., Fundamentos da Mecânica dos Fluidos / 4 ed., São Paulo: Edgard Blucher, 2004. OBJETIVO: Coletar a pressão experimental do manômetro 03 ou 04 (escolhido pelo monitor) e comparar o resultado com o determinado analiticamente pelo seu grupo; Calcular a espessura de subcamada viscosa no trecho entre os manômetros 03 e 04; Calcular a carga da bomba e seu rendimento através das pressões e alturas dos manômetros 01 e 02 e comparar com os dados obtidos através do fabricante; Verificar a ocorrência de cavitação no sistema; Traçar a linha de energia e linha piezométrica da válvula de pé e crivo até o manômetro 03. Lembrando sempre de expor seus desenvolvimentos e as suas análises. MOTODOLOGIA EXPERMENTAL: Para o experimento utilizaremos: 1. Bancada de bombeamento hidráulico; 2. Béquer; 3. Cronômetro; Com o circuito ligado será medida as pressões nos manômetros 1 (um) e 2 (dois) e com o béquer e um cronômetro determinar a vazão experimentalmente, através de 3 medições diferentes. Para os cálculos de perda de carga as dimensões se fazem necessárias e essas estão descritas no ANEXO 01. DADOS COLETADOS PRESSÃO NO MANÔMETRO 01 PRESSÃO NO MANÔMETRO 02 PRESSÃO NO MANÔMETRO 03 PRESSÃO NO MANÔMETRO 04 VAZÃO ALTURA DA SUPERFÍCIE DO FLUIDO QUESTIONAMENTOS Após a aquisição dos dados deve-se calcular o valor da pressão no manômetro _______ e comparar com o resultado experimental coletado. Deve-se também determinar a espessura da subcamada viscosa entre os manômetros 3 e 4. Após á analise, descreva seus resultados e explique a coerência ou não coerência, de acordo com seus dados analíticos, experimentais e a literatura. ANEXO ELEMENTOS QUANTIDADE JOELHO 90º 4 REDUTORES 2 VÁLVULA GAVETA 1 VÁLVULA PÉ E CRIVO 1 DIÂMETROS DAS TUBULAÇÕES 17 mm 1’’ REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FOX, Robert W., McDonald, Alan T. e Pritchard, Philip J., Introdução à Mecânica dos Fluidos / 8 ed., Rio de Janeiro: LTC, 2014. MUNSON, Bruce R., Fundamentos da Mecânica dos Fluidos / 4 ed., São Paulo: Edgard Blucher, 2004. BIOGRAFIA SUGERIDA WHITE, Frank M., Mecânica dos Fluidos, / 6 ed., Porto Alegre: AMGH, 2011. BRUNETTI, Franco, Mecânica dos Fluidos / 2 ed., São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008. ÇENGEL, Yunus A. e Cimbala, John M., Mecânica dos fluidos: fundamentos e aplicações / 3 ed., Porto Alegre: AMGH, 2015. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA MEC1702 – MECÂNICA DOS FLUIDOS 2 RESULTADOS – PERDA DE CARGADATA ___/_____/______ GRUPO __________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ DADOS COLETADOS PRESSÃO NO MANÔMETRO 01 PRESSÃO NO MANÔMETRO 02 PRESSÃO NO MANÔMETRO 03 PRESSÃO NO MANÔMETRO 04 VAZÃO ALTURA DA SUPERFÍCIE DO FLUIDO