Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Espermograma 
 
O exame de espermograma é ainda a principal maneira de avaliar o potencial reprodutivo 
masculino e o controle da vasectomia. Neste exame as características físicas e químicas do 
sêmen são avaliadas, bem como a concentração, motilidade (movimentação) e morfologia 
(forma) dos espermatozóides. O fluído seminal poderá também ser testado para presença de 
bactérias, glóbulos brancos e vermelhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivos: - Avaliar a fertilidade masculina; 
 - Comprovar a eficácia da vasectomia; 
 - Detectar sêmen no corpo ou na roupa de vítima suspeita de estupro; 
 - Excluir paternidade. 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
O espermograma possibilita a obtenção de dados relativos a quantidade e qualidade dos 
espermatozóides; mesmo um espermograma normal não é garantia de fertilidade do homem. 
A análise seminal não permite conclusão direta sobre a fertilidade do paciente, que depende 
de características do espermatozóide não-identificáveis por meio desse exame. Entretanto, o 
exame pode evidenciar o potencial de reprodução do indivíduo. 
Não é o número absoluto de espermatozóides que prediz o prognóstico de fertilidade, mas, 
sim, a sua capacidade funcional. Apenas as provas de função espermática podem dar 
informações referentes à probabilidade de um homem vir a engravidar a sua parceira. Estes 
testes podem auxiliar na indicação de cirurgias para infertilidade masculina, até ajudar a 
escolher a técnica mais apropriada para reprodução assistida, com uma boa relação custo-
benefício. 
Para que ocorra a fertilização não é suficiente o achado repetitivo de análises seminais dentro 
de limites normais. De fato, o espermatozóide, uma vez no trato feminino, deve ser capaz de 
atravessar a barreira endocervical, o útero e parte das tubas uterinas, para então mostrar sua 
capacidade de dispersar as células da granulosa, penetrar na zona pelúcida e fundir-se com o 
oolema. Todos esses eventos não são mostrados pela análise seminal, ficando assim 
estabelecida sua limitação em demonstrar a fertilidade do homem. Os testes funcionais com 
os espermatozóides objetivam evidenciar aspectos ligados aos fenômenos que se passam com 
os mesmos no trato feminino, basicamente a capacitação e a reação acrossômica. 
 
 
Avaliação 
 
O fator masculino está envolvido em 50% dos casos de infertilidade conjugal, por isso, uma 
avaliação inicial minuciosa deve ser realizada, no intuito de que doenças potencialmente 
curáveis possam ser diagnosticadas e tratadas adequadamente. É essencial na investigação do 
homem infértil um histórico detalhado e um exame físico minucioso. 
Tradicionalmente, o diagnóstico de infertilidade masculina depende de uma avaliação 
descritiva dos parâmetros do ejaculado, com ênfase na concentração, motilidade e morfologia 
dos espermatozóides. A filosofia fundamental dessa abordagem é que a fertilidade masculina 
pode ser definida em termos de um número mínimo de espermatozóides morfologicamente 
normais, com movimento progressivo, que deve ser excedido para que um determinado 
indivíduo seja considerado fértil. É necessário enfatizar que a análise seminal não é um teste 
de fertilidade, mas constitui-se na pedra básica da avaliação do fator masculino em 
reprodução assistida, pois é capaz de prover informações da produção testicular, de algumas 
propriedades funcionais dos espermatozóides e da função secretora das glândulas acessórias. 
Por razões de padronização e para que resultados obtidos em locais diferentes sejam 
comparáveis e confiáveis, os testes que envolvem sêmen devem ser realizados de acordo com 
diretrizes, como as estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta análise 
deve ser realizada com cuidado, pois pode fornecer dados sobre a espermatogênese e a 
permeabilidade do trato reprodutivo masculino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Líquido Seminal (Sêmen) 
 
Esperma: fluido que transporta os espermatozóides. 
 
No homem adulto, a formação do esperma nos testículos é contínua (espermatogênese). Uma 
célula não especializada necessita de 72 a 74 dias para se converter numa célula germinal 
madura. A partir de cada testículo, o esperma dirige-se para o epidídimo (um tubo em forma 
de espiral, localizado na parte superior e posterior dos testículos), onde se armazena até que a 
ejaculação esteja prestes a acontecer. O esperma é transportado desde o epidídimo pelos vasos 
deferentes e pelo canal ejaculatório. Por outro lado, no canal ejaculatório, o líquido produzido 
pelas vesículas seminais é agregado ao esperma para formar o sêmen, que no momento da 
ejaculação se desloca pela uretra até sair para o exterior. 
Um aumento da temperatura dos testículos por uma febre prolongada ou a exposição ao calor 
excessivo reduzem consideravelmente a quantidade e a mobilidade do esperma e aumentam a 
quantidade de esperma anormal no sêmen. A formação de esperma é mais eficiente a cerca de 
34ºC, que é menor que a temperatura normal do corpo. Os testículos, que é onde se forma o 
esperma, mantêm-se a esta temperatura mais baixa graças à sua localização no escroto,que se 
encontra fora do que é propriamente a cavidade corporal. 
O sêmen é composto por quatro frações, provenientes das glândulas bulbouretrais e uretrais; 
testículos e epidídimo; próstata e, vesículas seminais. 
Os espermatozóides são produzidos nos testículos e amadurecem no epidídimo. São 
responsáveis por pequena parte do volume total do sêmen, enquanto a maior parte é fornecida 
pelas vesículas seminais na forma de um líquido viscoso que fornece frutose e outros 
nutrientes para manter os espermatozóides. Quando o sêmen não contém frutose, um açúcar 
produzido pelas vesículas seminais significa que faltam os vasos deferentes ou as vesículas 
ou, então, que existe uma obstrução nos canais ejaculatórios. 
Outra contribuição importante é a da próstata, que consiste num líquido leitoso que contém 
fosfatase ácida e enzimas proteolíticas que agem sobre o líquido proveniente das vesículas 
seminais, provocando a coagulação e a liquefação do sêmen. 
 
Vesículas Seminais: são duas glândulas que produzem um líquido viscoso, o líquido seminal, 
que vai se misturar à secreção prostática e aos espermatozóides vindos do ducto ejaculador 
para formar o sêmen. É o local onde se produz a maior quantidade (80%) do líquido seminal. 
Este líquido nutre os espermatozóides e facilita sua mobilidade. 
 
Próstata: A função da próstata é produzir e armazenar um fluido incolor e ligeiramente 
alcalino (pH 7.2) que constitui 10-30% do volume do fluido seminal, que juntamente com os 
espermatozóides constitui o sêmen. 
 
Glândula Bulbouretral: Também conhecida como Glândula de Cowper, é responsável pela 
secreção do fluido pré-ejaculatório que integra em cerca de 5% o fluido seminal. Esse fluido 
viscoso facilita a relação sexual, devido ao caráter lubrificante que apresenta. Essa glândula 
também é responsável por esterilizar a uretra durante o ato sexual, para que o esperma não 
seja contaminado. 
 
Epidídimo: É um pequeno ducto que coleta e armazena os espermatozóides produzidos pelo 
testículo. Depois de ter sido armazenado no epidídimo, o esperma avança através do canal 
deferente até a próstata, onde se mistura com o sêmen originário das vesículas seminais, 
movendo-se pela próstata até a uretra durante a ejaculação. 
 
Aparelho Reprodutor Masculino 
 
 
 
 
Espermatozóide 
 
O espermatozóide é uma célula com motilidade ativa, capaz de nadar livremente, consistindo 
em uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do 
espermatozóide, consiste no núcleo, onde o material genético está muito concentrado. Osdois 
terços anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma que, limitado por uma membrana 
contendo enzimas, facilita a penetração do espermatozóide no óvulo. A cauda é responsável 
pela motilidade do espermatozóide e na área intermediária da cauda encontramos os 
produtores de energia celular. Eles vivem em média 24 horas no trato genital feminino, porém 
alguns espermatozóides são capazes de fecundar o óvulo após três dias. 
Existem dois tipos de espermatozóides normais. Um deles contém o cromossomo X 
(responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro contém o cromossomo Y 
(responsável pela formação de um ser do sexo masculino). 
Os espermatozóides anormais apresentam problemas cromossômicos e problemas 
morfológicos. Durante a meiose das células, alguns erros podem acontecer e assim algumas 
células germinativas poderão ter 24 cromossomos ou 22 cromossomos, acontecendo uma 
anomalia cromossômica. Os raios X, reações alérgicas intensas e certos agentes 
antiespermatogênicos são os principais responsáveis por alterações morfológicas patogênicas, 
porém se a porcentagem dos espermatozóides alterados for menor do que 10%, a 
anormalidade não influenciará na fertilidade, pois os espermatozóides com anormalidades 
morfológicas são incapazes de fecundar o óvulo. 
Ao contrário do óvulo, o espermatozóide tem citoplasma escasso e é muito pequeno (mede de 
ponta a ponta 50 milésimos de milímetro). 
O principal objetivo do espermatozóide é fecundar o óvulo. Para que isso aconteça, o 
espermatozóide terá que passar por vários obstáculos e sofrerá forte concorrência. 
Para percorrer sua trajetória, o espermatozóide necessita nadar 11 centímetros por hora 
(equivalente a um homem atravessar uma piscina de 50 metros em 5 segundos). Geralmente 
200 a 500 milhões de espermatozóides são depositados na parte posterior da vagina, e apenas 
300 a 500 alcançam o local da fecundação. O tempo desta corrida pode ser de 5 a 45 minutos. 
O vencedor entra no óvulo (porém sua cauda não) e é responsável por uma nova vida. 
 
 
 
 
 
Espermatogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espermatozóides 
 
Morfologia 
 
 
 
 
 
 
 
Espermatozóide Normal 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espermatozóides Anômalos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coleta 
 
A coleta deve ser bem feita para que a avaliação da fertilidade masculina seja precisa. Para 
isso, o paciente deve receber orientações detalhadas. 
As amostras devem ser colhidas em recipientes estéreis após 3 dias de abstinência sexual. 
A coleta é feita por masturbação automática. A sala de coleta deveria ser apropriada para que 
o paciente se sinta à vontade. 
Sempre que possível, a amostra deve ser colhida em laboratório, mas se isso não for viável, 
deverá ser mantida em temperatura ambiente e entregue em até uma hora ao laboratório, onde 
deverá ser anotado a hora da coleta, e não a hora do recebimento da amostra. Não se 
recomenda o uso de preservativos na coleta de amostra para exames de infertilidade, pois 
podem conter substâncias espermaticidas e lubrificantes. 
É importante respeitar o prazo de abstinência sexual pois em um período maior de abstinência 
podemos encontrar um aumento de espermatozóides mortos e baixa motilidade, enquanto que 
se o período for menor do que o estipulado podemos encontrar formas imaturas 
(espermátides), e diminuição da concentração de espermatozóides. 
 
 
Na avaliação de casos de infertilidade, são analisados os seguintes parâmetros: volume, 
viscosidade, pH, contagem, motilidade, morfologia dos espermatozóides e, o tempo de 
coagulação e liquefação. 
 
 
Tempo de Coagulação e Liquefação 
 
O esperma é ejaculado na forma líquida, permanecendo líquido por ± 5 à 6 minutos. Só então 
começa a coagular-se. O esperma permanece coagulado por no máximo 30 minutos, se 
liquefazendo novamente de forma definitiva devido à ação das enzimas proteolíticas 
(provenientes da próstata). 
Este mecanismo é responsável pela sobrevivência dos espermatozóides. O líquido seminal é 
lançado no interior da vagina e automaticamente se coagula. Próximo ao canal cervical este 
coágulo vai se desfazendo (liquefazendo) e, deste modo os espermatozóides são lançados 
íntegros ao interior do cérvix, podendo assim fecundar o óvulo. Este coágulo age como um 
tampão ao pH vaginal que é ácido e, como proteção aos espermatozóides contra o ataque de 
bactérias. 
 
Interpretação: 
 
Liquefação completa até 60 minutos – ação das enzimas do líquido seminal 
Liquefação incompleta – disfunção prostática, coágulos de proteína, infecção seminal 
 
 
Volume e Viscosidade 
 
O volume normal do sêmen é de 2 à 5 ml. 
Para medí-lo, despeja-se a amostra em tubo cônico graduado. 
A viscosidade pode ser determinada enquanto a amostra está sendo despejada no tubo cônico: 
se normal, a amostra gotejará e não se mostrará aglutinada ou filamentosa. 
Deve-se ter certeza de que a amostra se liquefez por completo antes da determinação da 
viscosidade. 
Interpretação: 
 
Normoespermia: volume entre 2 e 5 ml 
Hipoespermia (volume diminuído): obstrução ou agenesia/hipoplasia das vias eferentes 
(ductos ejaculatórios, vesículas seminais ou deferente) ou por não obedecido o período de 
abstinência sexual. 
Hiperespermia (volume acima de 5 ml): ocasionado por um período maior de abstinência 
sexual ou hiperatividade da vesícula seminal ou por um processo inflamatório. 
Aspermia (ausência do ejaculado após orgasmo): alteração neurológica dos mecanismos de 
emissão ou ejaculação retrógrada. 
 
Viscosidade: filância – 3 a 5 cm: normal 
 – menor 5 cm: infecção seminal 
 
 
Aspecto e Cor 
 
Na ejaculação o sêmen apresenta-se espesso e gelatinoso, após ± 5 minutos torna-se fluido e 
opalescente (opaco). 
 
Interpretação: 
 
Branco opalescente ou acinzentado: normal 
Ligeiramente amarelado: normal – aumento do nº de gametas 
Amarelado: leucospermia 
Avermelhado: hemospermia – hemorragia, rupturas de vasos (próstata e/ou vesícula seminal) 
 
 
Odor 
 
“ Sui gêneris” 
Amoniacal. Torna-se mais forte quando é maior o período de abstinência sexual ou 
hiperfunção prostática. 
O odor é proveniente de 3 substâncias de origem prostática: putrescina, espermina e 
espermidina. 
 
 
pH 
 
O pH do sêmen normal é ligeiramente alcalino, de 7,2 à 8,0. 
Pode ser medido com o uso de papel tornassol – papel sensível ao pH (pHâmetro). 
Se a relação entre o líquido prostático e o seminal for anormalmente elevada, o pH poderá ser 
mais ácido. 
Esperma recém emitido, sem estar exposto ao ar livre, é geralmente alcalino ( 8,0 á 9,0). 
 
Interpretação: 
 
Básico: prostatite 
Ácido e volume reduzido: obstrução dos ductos ejaculatórios, vesículas seminais ou ductos 
deferentes. 
Morfologia 
 
Na análise da morfologia observam-se cauda e cabeça. 
A infertilidade pode ser causada por espermatozóides morfologicamente incapazes de 
fertilizar. 
O espermatozóide normal tem cabeça oval e cauda longa e afilada. As anormalidades 
estruturais da cabeça dificultam a penetração no óvulo. A motilidade é mais difícil nos 
espermatozóides com caudas duplas ou espiraladas. 
 
Interpretação: 
 
Cabeça oval, lisa, sem defeitos de peça intermediária ou cauda: normal 
Menos de 4% espermatozóides ovais: prognóstico ruim 
De 4 a 14% espermatozóides ovais: prognóstico bom 
Acima de 14% espermatozóides ovais: prognóstico excelente 
 
 
Motilidade 
 
A motilidade é muito importante, pois depois de chegarem ao colo do útero, os 
espermatozóides precisam deslocar-se através dastubas uterinas e alcançar o óvulo. 
Os espermatozóides devem ser avaliados em seu movimento progressivo para frente. 
 
Interpretação: 
 
Grau A: progressão linear rápida 
Grau B: progressão linear lenta ou irregular 
Grau C: sem progressão, movimentos circulares 
Grau D: imóveis 
 
 
Distúrbios Encontrados na Próstata e Vesícula Seminal 
 
A – Inflamação na vesícula seminal: ocorre diminuição no tempo de coagulação. 
B – Hipofunção da vesícula seminal: ocorre prejuízo na formação do coágulo. 
C – Hiperfunção da vesícula seminal: ocorre aumento do tempo de liquefação. 
D – Tumor de próstata: ocorre hiperfunção, aumento do líquido prostático e diminuição do 
tempo de coagulação. 
E – Ausência de coagulação: devido a diminuição da testosterona, ocorre hipofunção da 
vesícula seminal e hiperfunção da próstata. 
 
 
Hormônios Masculinos e a Produção de Espermatozóides 
 
A hipófise produz dois hormônios que são mandados para os testículos: o LH, com a função 
de produzir a testosterona e o FSH, com a função de estimular a produção de 
espermatozóides. Havendo equilíbrio na liberação desses hormônios, serão normais os 
espermatozóides e os níveis de testosterona. 
 
 
Roteiro para o Exame de Espermograma 
 
 
Análises Macroscópicas 
 
– Tempo de coagulação e liquefação: pode ser determinado por observações sucessivas do 
material em placa de petri ou próprio frasco coletor. 
– Volume 
– Aspecto 
– Cor 
– pH 
– Odor 
– Viscosidade 
 
 
Análises Microscópicas 
 
Morfologia 
 
Considera-se normal a amostra que contenha menos de 30 % de formas anormais. 
É analisado pela coloração de panótico rápido, leishman, giemsa ou papanicolau no aumento 
de 1000 x. 
Faz-se um esfregaço redondo em lâmina. 
Contar 100 células (espermatozóides). 
 
Vitalidade 
 
Técnica: coloração com eosina 
Realizada quando o nº de espermatozóides móveis é inferior a 30%. 
Preparar em um tubo de ensaio: 100 µl do esperma + 100 µl de eosina amarela. 
Pipetar 50 µl desta mistura e montar uma lâmina com lamínula. 
Observar ao microscópio 100 espermatozóides. 
 
Interpretação: 
 
Corados em rosa: espermatozóides mortos 
Não corados ou brancos: espermatozóides vivos 
 
Normalidade: 75% de espermatozóides vivos 
 
Motilidade 
 
Considera-se normal uma motilidade mínima de 50% à 60% com boa qualidade em amostras 
analisadas dentro de 3 horas. 
Pipetar 50 µl do esperma em lâmina com lamínula. 
Observar ao microscópio 100 espermatozóides. 
 
 
 
 
Interpretação: 
 
% estáticos (parados) 
% direcionais 
% não direcionais 
 
Normalidade: 50% com progressão A e B ou 25% com progressão A nos primeiros 60 
minutos após a ejaculação. 
 
 
Contagem em Câmara de Neubauer 
 
Preparar uma diluição 1:40 (0,1ml de sêmen + 3,9ml sol. fisiológica). 
Contar 4 quadrantes laterais e multiplicar o resultado por 100.000. 
 
Detalhes do cálculo: 
 
y espermatozóides X 40 (diluição) 
.......................................................................................... 
4 (quadrantes) X 0,1 µl (volume câmara neubauer) 
 
 
Resultado: y espermatozóides/µl 
 
Obs.: 0,1 ml = 100 µl 
 1,0 ml = 1000 µl 
 
Sendo o resultado expresso em ml, deve-se multiplicar o valor do cálculo acima por 1000 e o 
resultado final pelo volume do ejaculado. Assim obtêm-se o valor total de espermatozóides 
encontrado em todo volume do ejaculado em mm³. 
 
Os valores normais comumente vão de 20 à 160 milhões/mm³. 
 
Leucócitos e Hemácias: 
 
A contagem de leucócitos e hemácias é feita na câmara de neubauer ao mesmo tempo que se 
faz a contagem dos espermatozóides. 
 
Contar 4 quadrantes e multiplicar por 1.000. 
Valor normal: até 1.000 células/mm³ (hemácias e leucócitos). 
 
Eritrospermia: > 1.000 hemácias/mm³ 
Leucospermia: > 1.000 leucócitos/mm³ 
 
 
 
 
 
 
 
Terminologia 
 
 
– Normozoospermia: ejaculado sem alterações segundo os critérios de normalidade 
– Hipoespermia: volume de ejaculado menor que 1,5 ml 
– Hiperespermia: volume de ejaculado maior que 5,0 ml 
– Oligozoospermia: quantidade diminuída de espermatozóides. Pode ser: leve (de 20 à 15 
milhões/ml), moderada (de 10 à 15 milhões/ml) e severa (abaixo de 10 milhões/ml). A causa 
destas variações podem ser desde infecções do trato genital, anomalias cromossômicas 
(síndrome de Kleinifelter), alterações hormonais e até períodos insuficientes de abstinência 
sexual. 
– Azoospermia: ausência de espermatozóides. Ocorre em indivíduos vasectomizados, 
evolução da oligozoospermia ou destruição bilateral de testículos e epidídimos. 
– Aspermia: ausência do ejaculado. 
– Teratospermia: morfologia normal menor que 14% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questionário para Fixação I 
 
1 – Qual é o objetivo da análise do líquido seminal ? 
2 – Onde são produzidos os espermatozóides ? 
3 – Qual a importância da próstata para a composição do líquido seminal ? 
4 – Qual a importância da vesícula seminal para a composição do líquido seminal ? 
5 – Fale sobre a importância do período de abstinência sexual. 
6 – Cite as análises micro e macroscópicas do exame de espermograma. 
7 – Cite dois distúrbios encontrados na próstata e vesícula seminal. 
8 – Quais são os hormônios envolvidos na produção de espermatozóides ? Explique. 
 
Questionário para Fixação II 
 
1 – Explique como é feita a análise morfológica dos espermatozóides. 
2 – Qual é o corante utilizado para se observar a vitalidade dos espermatozóides ? Qual o 
resultado obtido ? 
3 – Como é feita a contagem dos espermatozóides em câmara de neubauer ? 
4 – Qual a importância da análise de motilidade no espermograma ? 
5 – Explique o que é: 
 a) Azoospermia 
 b) Teratospermia 
 c) Hipoespermia 
 d) Hiperespermia

Mais conteúdos dessa disciplina