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Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 
1 
Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br 
Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico 
SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 
 
 
Universidade Paulista – UNIP 
 UNIDADE BRASÍLIA 
CURSO ENGENHARIA CICLO BÁSICO 
 
 
 
BRENNO PIERRE S DO NASCIMENTO D396CJ4 
GUILHERME ALMEIDA NEVES D395726 
LUCAS BRITO GARCIA DE SOUZA D394983 
VICTOR KALEBE TEIXEIRA BENTO N1577H9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS 
Atividade Prática Supervisionada 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília - DF 
 2019 
Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 
2 
Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br 
Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico 
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CURSO ENGENHARIA CIVIL 
 
 
BRENNO PIERRE S DO NASCIMENTO RA: D396CJ4 
GUILHERME ALMEIDA NEVES RA: D395726 
LUCAS BRITO GARCIA DE SOUZA RA: D394983 
VICTOR KALEBE TEIXEIRA BENTO RA: N1577H9 
 
 
 
 
MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS 
Atividade Prática Supervisionada 
 
Trabalho elaborado para a disciplina de Atividade 
prática supervisionada com o objetivo de ampliação 
do conhecimento que envolve os materiais naturais 
e artificiais. Campus Brasília. 
Orientador: Rodrigo Marques Eneveli 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília - DF 
 2019 
Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 
3 
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Dedicamos este trabalho ao nosso o 
querido colega Victor Kalebe Teixeira 
Bento, que nos deixou há pouco tempo, 
mas fez tanto por nos ao longo da nossa 
caminha acadêmica. Dedicamos todo o 
esforço que depositamos neste 
trabalho a você que era um exemplo de 
caráter e dignidade. 
 
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SUMÁRIO 
1. Introdução ---------------------------------------------------------5 
2. Objetivo -----------------------------------------------------------6 
 2.1 Objetivos gerais------------------------------------------------5 
 3. Desenvolvimento teórico ------------------------------------------7 
 3.1 Estudo da terra -----------------------------------------------8 
3.2 Litosfera-------------------------------------------------------8 
3.3 Minerais -------------------------------------------------------8 
3.4 Diferença entre minerais e rochas -------------------------8 
3.5 Estudo das rochas --------------------------------------------9 
 4. Tipos de Rochas-----------------------------------------------------10 
 4.1 sedimentares-------------------------------------------------- 10 
 4.2 ígneas ou magmáticas --------------------------------------13 
 4.3 metamórficas-------------------------------------------------18 
 5. Impermeabilização de áreas molhadas--------------------------24 
 5.1 Impermeabilização -----------------------------------------25 
 5.2 Sistemas de impermeabilização --------------------------25 
 5.3 O custo benefício da impermeabilização ----------------26 
 5.4 Sustentabilidade e impermeabilização -------------------27 
 5.5 tipos de impermeabilização -------------------------------28 
 5.6 Aplicações ---------------------------------------------------30 
 5.7 Utilização em edificações ---------------------------------31 
 5.8 Impermeabilização em piscinas---------------------------35 
 6. Conclusão-----------------------------------------------------------37 
 7. Bibliografia---------------------------------------------------------38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
As rochas são, basicamente, associações naturais de dois ou mais minerais, agregados ou não. 
Algumas vezes são constituídas por apenas um mineral. Elas cobrem vastas áreas da crosta terrestre e 
são normalmente agrupadas de acordo com a sua origem, em três grandes classes: magmáticas ou ígneas, 
metamórficas e sedimentares. Os minerais são substâncias encontradas na natureza, formados por uma 
composição química equilibrada, resultante de milhões de anos de processos inorgânicos (ação do calor, 
pressão). Todos os minerais são sólidos, como feldspato, mica, quartzo. A água, apesar de ter fonte 
mineral, não é um minério, assim como o mercúrio (que é líquido em temperatura ambiente).Os 
materiais usados em construções se destinam a diversos fins, tais como acabamentos, estruturas, 
vedação, impermeabilizantes, etc., sendo que cada um deles exige características próprias para o fim a 
que se destinam. 
As propriedades básicas variarão de material para material. Compete a nós engenheiros conhecer os 
materiais disponíveis, ter domínio de suas propriedades básicas, em outras palavras, ter ciência dos 
materiais, o que permitirá com o seu emprego obter uma obra de aparência agradável quanto à sua forma, 
cor e acabamento, apresentando solidez que garanta durabilidade e que tenha seu custo bastante 
econômico. Neste trabalho, falaremos de um modo geral, sobre estes três tipos de rochas e sobre seus 
minerais constituintes e também sobre sua utilização na construção civil e também sobre 
impermeabilização. 
A impermeabilização é uma das etapas mais importantes na construção civil, mas vem sendo 
postergada, na maioria das vezes por buscar diminuição nos valores da obra e falta de informação, 
resultando no aparecimento de diversos problemas de impermeabilização, os custos do reparo desses 
problemas na maioria das vezes são maiores do que o custo de implementação, podendo chegar até 
mesmo a quinze vezes mais do que se fossem implementados no decorrer da obra. Esse trabalho 
apresenta análises sobre os tipos de impermeabilização, sobre seus benefícios e uma análise sobre um 
caso em específico. De forma a elucidar melhor sobre o assunto, primeiro foi realizado um estudo sobre 
os principais tipos de materiais utilizados no processo de impermeabilização e detalhes construtivos 
indispensáveis no processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. OBJETIVO 
O trabalho conforme edital disponibilizado pela Universidade paulista – UNIP tem como escopo 
uma exposição e uma apresentação dos diversos materiais naturais e artificiais da construção civil, bem 
como formas e possibilidades de seus usos na engenharia civil para o cumprimento com excelência das 
atividades exigidas. 
O estudo teve como objetivo a elaboração de uma pesquisa sobre os principais tipos de rochas: 
rochas ígneas, rochas sedimentares e rochas metamórficas. Para seudesenvolvimento foi realizada uma 
abordagem teórica sobre o tema e os principais processos de formação das rochas. Foi feita uma pesquisa 
em livros e sites relacionados ao assunto geologia, sua definição, os principais tipos de formações nas 
rochas, seus constituintes minerais e onde ocorrem na crosta terrestre. Fazer um estudo sobre 
impermeabilização e uma planta baixa de áreas molhadas, que deverá ser impermeabilizada com o 
material adequado. 
 
2.1 Objetivos gerais 
• Apresentar um estudo sobre os tipos de rochas sua aplicação na construção civil e sobre 
impermeabilização em áreas molhadas. 
• Compreensão de forma pratica do conteúdo de matérias naturais e artificiais administrado em 
sala de aula. 
• Aumento dos conhecimentos adquiridos com base na atividade pratica que será exercida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO 
Até meados dos Séc. XVIII persistiu um "obscurantismo" com relação ao interesse pelos fenômenos 
geológicos naturais. É provável que esse desinteresse tenha sido influenciado pelas ideias dominantes 
na época proveniente de uma observância do livro do Gênesis, que considerava que todo o tempo 
geológico não ultrapassava alguns poucos milhares de anos. Segundo tais ideias, as rochas sedimentares 
tiveram origem na ação do dilúvio bíblico e os fósseis eram interpretados como evidência de seres de 
invenções diabólicas afogados pelo dilúvio. 
Não havia até então estímulos à especulação pela crosta terrestre, exceto na busca de minerais úteis. 
Nessa época, além das observações esparsas de filósofos gregos haviam surgido manuais de Mineralogia 
que tratavam de métodos de mineração e metalurgia escritos (1494-1555). 
Na segunda metade do Séc. XVIII, as observações científicas de Steno, na Itália, e Hooke, na 
Inglaterra, produziram interpretações corretas do significado cronológico da sucessão de rochas 
estratificadas. www.tiberiogeo.com.br – A Geografia Levada a Sério Página 2 Universidade Estadual 
Vale do Acaraú – UVA – Disciplina: Geologia Geral – Professor: Tibério Mendonça Arduíno, em 1760, 
c1assificou rochas de uma região da Itália em primárias, rochas cristalinas; secundárias, rochas 
estratificadas com fósseis; e terciárias, rochas pouco consolidadas com conchas. 
James Hutton (1726-1797) recusou-se a imaginar a criação da Terra a partir de um dilúvio, ou seja, 
um evento repentino e único. Examinando as rochas estratificadas, encontrou vestígios de repetidas 
perturbações nas rochas em alternância com longos e calmos períodos de sedimentação. Em muitos 
lugares constatou que uma sequência de estratos assenta sobre camadas revolvidas, enquanto, em outros, 
corta camadas inclinadas. Ele explicou que inicialmente ambas as camadas eram horizontais, porém a 
inferior foi erguida e erodida antes da deposição da camada seguinte. Dessa forma, a história da crosta 
terrestre era a da "sucessão de mundos anteriores". Suas contestações foram resumidas na célebre frase 
"não encontramos nenhum sinal de um começo, nenhuma perspectiva de um fim". 
O ponto de vista de Hutton veio a ser chamado "uniformitarismo", pois seus argumentos baseavam-
se nas observações da erosão nos rios, vales e encostas, concluindo que todas as rochas se formaram de 
material levado de outras rochas mais antigas e explicando a formação de todas as rochas com base nos 
processos que estão agora operando, não se exigindo, para isto, outra coisa senão o tempo. 
Abraham G. Werner (1749-1815), um dos mais persuasivos e influentes mestres europeus, defendia 
ardorosamente uma doutrina denominada "netunista", a qual se coadunava melhor com a história bíblica. 
Tal doutrina sustentava que todas as rochas haviam sido formadas a partir de um oceano primitivo único 
que no passado cobriu toda a Terra. As rochas calcárias, graníticas e basálticas formavam-se a partir de 
precipitados químicos. Quando a água recuou, ficaram expostas todas as rochas com a configuração que 
hoje se encontra por sobre toda a superfície terrestre. 
A tese de Hutton sobre o uniformitarismo, embora muito popular, não conseguiu suplantar a de 
Werner naquela época, só logrando liderança efetiva com Charles Lyell (1797-1875). William Smith 
(1769-1839), modesto engenheiro inglês, prestou pouca atenção às controvérsias existentes na época 
entre os "netunistas" e os "uniformitaristas", se é que realmente teve notícias da existência de tais 
discussões. 
Trabalhando com movimentação de terras, escavações de canais e construção de estradas, foi 
incorporado a uma equipe que trabalhava na construção do canal de Somerset. Para isto havia sido 
enviado inicialmente para o norte da Inglaterra para estudar métodos de construção de canais. 
Aproveitando a viagem para examinar as rochas expostas, cada vez mais se confirmavam suas suspeitas: 
as mesmas formações que conhecia no sul da Inglaterra se estendiam pelo norte e dentro, da mesma 
ordem. Smith trabalhou cinco anos no canal de Somerset, quando descobriu que, entre diversas 
formações já conhecidas, à primeira vista, muitas eram semelhantes, porém tinham uma característica 
que as diferenciava: os fósseis que continham não eram os mesmos. Descobriu, então, que os sedimentos 
de cada época tinham seus fósseis específicos. Smith divulga, nessa ocasião, o primeiro mapa geológico, 
com divisões estratigráficas baseadas nos fósseis. 
Com a fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, a partir de 1876 tem o Brasil iniciada a formação 
de geólogos que viriam a trazer grande impulso à pesquisa e ao ensino de Geologia nos país. 
 
 
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3.1 O ESTUDO DA TERRA 
No planeta Terra, sob uma cobertura de detritos, solo, vegetação, água e gelo, ocorrem materiais 
sólidos denominados rochas. Rochedos, encostas de morros, cortes de estradas ou ilhas estéreis, 
constituem afloramentos de rochas, perfazendo 3% da superfície dos continentes. Rochas são definidas 
como quaisquer agregados naturais sólidos, compostos de um ou mais minerais, e constituem parte 
essencial da crosta terrestre. As rochas são estudadas em diferentes níveis de observação (afloramentos, 
amostras de mão e diversos tipos de lâminas) e sob vários aspectos. Denomina-se estrutura o aspecto 
geral externo da rocha, que pode ser maciço, orientado, com cavidades, etc. Já a textura, se revela por 
meio da observação mais detalhada do tamanho, forma e relacionamento entre os cristais ou grãos 
constituintes da rocha. Para os estudos das rochas também é importante a determinação de seus minerais 
constituintes. Um agregado de minerais constitui uma rocha, composta por minerais essenciais e 
acessórios. A nomenclatura de uma rocha é dada pelos minerais essenciais. 
Os materiais sempre tiveram um papel fundamental na vida da humanidade. As civilizações antigas 
foram designadas de acordo com o domínio dos materiais, idade da pedra, idade do ferro, etc. No início 
o homem só tinha acesso aos materiais naturais, tais como pedras, madeira, ossos e peles. A noção inicial 
baseava-se na dureza. Após o domínio do fogo, tomou-se noção dos materiais inflamáveis e não-
inflamáveis bem como outras transformações decorrentes da temperatura. Como passar do tempo foi 
se descobrindo a possibilidade de criação de novos materiais, como cerâmica e outros metais. Em 
seguida os tratamentos térmicos e outros processos tiveram grande importância. 
Existem vários elementos naturais que formam as paisagens terrestres, dentre eles as rochas e os 
minerais. Para conhecer mais sobre as características físicas do planeta Terra, é ideal que se conheça o 
que são rochas e minerais, as diferenças entre estes dois conceitos, bem como quais os tipos existentes 
no planeta. Essas composições estão a todo momento na vida das pessoas, mesmo que nem sempre 
notadas. 
 
3.2 A LITOSFERA 
A Litosfera é uma das camadas terrestres, também conhecida como crosta terrestre. É a camada mais 
superficial dentre as camadas do planeta Terra. Abaixo da litosfera está o manto, e na porção mais 
interna do planeta está o núcleo. A Litosfera é formada por rochas e minerais, sendo que ela é a camada 
sólida do planeta Terra. 
 
3.3 MINERAIS 
Os minerais são substâncias encontradas na natureza, resultantes de milhões de anos de dinâmicas 
naturais. Os minerais são, portanto, compostos naturais sólidos. Eles possuem cor, brilho e composição 
física bem definida e diferenciada. Nos minerais, facilmente se podem identificar os elementos 
formadores destes. 
As rochas estão em todos os lugares do planeta, distribuídas em formas diversificadas e originadas 
por fatores diversos. Basicamente, as rochas são agregadas de minerais, constituindo materiais sólidos 
que formam a crosta terrestre. 
A litosfera, que é a camada sólida mais externa do planeta terra, por exemplo, é formada de rochas 
e minerais, as quais são comumente chamadas de “pedras”. 
Existem três categorias básicas para conceituação das rochas, sendo elas magmáticas, sedimentares 
e metamórficas, e dentro destas, outras tantas categorias conforme características de formação. 
 
3.4 DIFERENÇA ENTRE MINERAIS E ROCHAS 
As rochas são constituídas de minerais, no entanto, nem todos os minerais são caracterizados como 
rochas. Os minerais são, basicamente, compostos naturais sólidos, os quais possuem cor, brilho e uma 
composição química bem definida e especificada. 
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Magmáticas, sedimentares e metamórficas são os três tipos de rochas 
 
Assim, facilmente são definidos os elementos da composição de um mineral, pois não são 
agregados, mas sim homogêneos. Já as rochas são agregadas de minerais, o que significa que quando há 
a união de um ou mais minerais, estes formam as rochas. 
Muitas vezes, minerais e rochas possuem um valor comercial, por vezes bastante alto, passando a 
ser denominados de “minérios”. Assim, os minérios são elementos dos quais os seres humanos obtém 
valores monetários, como é o caso do ouro, do ferro, dos diamantes, etc. 
 
3.5 ESTUDO DAS ROCHAS 
Existem campos da ciência próprios ao estudo das rochas, como é o caso da “Petrologia”, a qual é 
uma ciência que se preocupa com as rochas, pesquisando sua mineralogia, ou seja, composição dos 
minerais que as formam, textura, bem como sua composição química, classificação e suas estruturas. 
No caso específico da Geografia, a parte da ciência que se preocupa mais fielmente com o estudo 
das rochas é a “Geologia”, sendo que esta tem como objeto de estudos a formação geológica do planeta 
Terra, envolvendo, portanto, também o estudo das rochas que o formam. 
A Geologia estende seus estudos ainda para a compreensão da origem, da história, da vida e da 
estrutura da Terra, perpassando pelas condições de formação das rochas, bem como pela diversidade 
destas existentes no planeta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. TIPOS DE ROCHAS 
4.1 Sedimentares 
 
Rochas Sedimentares 
São rochas que se formam na superfície da crosta terrestre sob temperaturas e pressões relativamente 
baixas, pela desagregação de rochas pré-existentes seguida de transporte e de deposição dos detritos ou, 
menos comumente, por acumulação química. Conforme a natureza desse material podem ser detríticas 
ou não detríticas. 
Possuem porosidade e permeabilidade, uma marcante estratificação e baixa resistência mecânica. 
São muito difíceis de polir e podem conter fósseis. As camadas de rochas sedimentares podem totalizar 
vários quilômetros de espessura. 
Exemplos de rochas sedimentares muito conhecidas no Brasil são as que formam os morros de Vila 
Velha (PR), a Chapada Diamantina (BA) e a Gruta de Maquiné (MG). No exterior, é muito conhecido 
o Gran Canyon (Colorado, EUA). 
De um modo geral e amplo, as rochas sedimentares mais comuns podem ser divididas em arenosas 
(detríticas), argilosas (detríticas) e carbonatadas (não detríticas), estas últimas subdivididas em calcários 
e dolomitos. 
Rochas sedimentares detríticas (também chamadas de clásticas) são aquelas formadas pela 
deposição de fragmentos de outras rochas (ígneas, metamórficas ou mesmo sedimentares). Esses 
fragmentos, principalmente quartzo e silicatos, constituem os sedimentos e surgem por efeito da erosão. 
Chuva, vento, calor e gelo vão fragmentando as rochas e os pedaços que se soltam são transportados 
para lugares mais baixos pela ação da gravidade, de rios, de geleiras ou do vento. 
O mais extenso e mais duradouro dos ambientes de deposição é o marinho. Ele é o destino final de 
todos os sedimentos e nele estão a maior parte dos sedimentos detríticos. 
Conforme o diâmetro dos grãos desses sedimentos, eles podem ser, do maior para o menor: cascalho, 
areia, silte ou argila (conforme tabela a seguir). Cascalhos formam conglomerados e brechas, areias 
formam arenitos, siltes formam siltitos e argilas formam argilitos. 
 
SEDIMENTO DIÂMETRO ROCHA SEDIMENTAR 
Cascalho 
Muito grosso (matacões) 
Grosso 
Médio (seixos) 
Fino (grânulos) 
mais de 256 mm 
de 64 mm a 256 mm 
de 4 mm a 64 mm 
de 2 mm a 4 mm 
Conglomerado 
(fragmentos 
arredondados) 
ou brecha 
(fragmentos angulosos) 
Areia 
Muito grossa 
Grossa 
Média 
Fina 
Muito fina 
de 1 mm a 2 mm 
de 0,5 mm a 1 mm 
de 0,25 mm a 0,5 mm 
de 0,125 mm a 0,25 mm 
de 0,062 (ou 0,05) mm a 0,125 
mm 
 
 
Arenitos 
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Silte de 0,005 mm a 0,062 (ou 0,05) 
mm 
Siltitos 
Argila menos de 0,005 mm Argilitos 
 
Esses sedimentos são transportados até uma bacia sedimentar, deserto ou delta de rio e, então, 
começam a ser compactados pelo peso de mais sedimentos que sobre eles se depositam. 
As rochas argilosas são as mais abundantes das rochas sedimentares, mas também as mais difíceis 
de estudar, devido à granulação fina dos sedimentos que as formam. 
A deposição começa sempre pelas partículas maiores e mais pesadas. As menores, mais leves e 
menos esféricas tendem a prosseguir, sendo depositadas depois e mais adiante. 
Com o tempo, os grãos ou seixos vão se unindo, muitas vezes pela precipitação, entre eles os de 
óxido de ferro ou de carbonato de cálcio, de modo a ficaremcimentados, originando então a rocha 
sedimentar. Se o sedimento for areia, formará um arenito; se for argila, formará uma argilito etc., 
conforme visto na tabela acima. 
As mudanças na textura e na composição sofridas pelos sedimentos em temperaturas relativamente 
baixas e que levam à formação da rocha sedimentar chamam-se diagênese. Ela pode ocorrer logo após 
a deposição ou bem depois. 
Rochas sedimentares não detríticas surgem pela precipitação química de sais ou pela acumulação 
de restos orgânicos de animais e plantas. Quando formadas por sais, são chamadas de químicas. Ex.: 
calcário e evaporito. Se formadas por restos orgânicas, são chamadas de orgânicas. Ex.: guano e carvão. 
As rochas sedimentares químicas são formadas principalmente por carbonatos, sulfatos, sílica, 
fosfatos e haloides. As principais rochas calcárias são o calcário (composto essencialmente de calcita) e 
o dolomito (composto de dolomita). Tipos mistos são os calcários dolomíticos. Afora os carbonatos, 
costumam conter quartzo, argila e outros minerais. 
As rochas sedimentares costumam ser muito porosas, o que permite que nelas se acumule água. São, 
por isso, importantes fontes de água subterrânea. Aquelas que possuem água em poros que se 
interconectam (isso é, que são porosas e permeáveis) constituem aquíferos, ou seja, massa rochosa capaz 
de armazenar e fornecer água. Arenitos costumam ser ótimos aquíferos. 
 
4.1.1 ROCHAS UTILIZADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
4.1.2 Arenito 
• Composição: grãos de sílica ou quartzo; 
• Cores: variam de branco a rosa/avermelhada; 
• Características: razoável resistência ao risco; 
• Utilização: revestimentos de pisos e paredes. 
 
 
 
 
 
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4.1.3 Calcário e dolomito 
 
• Composição: material carbonato; 
• Cores: variam de transparente a coloridas, dependendo das impurezas; 
• Características: composição química importante, solubilidade; 
• Utilização: matéria-prima para indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica, corretor de 
solo, adubo químico, brita e agregado para concreto. 
 
 
 
4.1.4 Argila 
• Composição: silicatos e alumina hidratados; 
• Cores: 
• Características: baixo índice de granulometria, plasticidade em função de água, ação do calor 
pode ocasionar variação na densidade, porosidade, dureza, resistência etc 
• Utilização: construção de blocos cerâmicos, como tijolos; Argila expandida* 
Argila Expandida: material de formato arredondado que se destaca pela leveza. Na construção civil, 
é uma excelente opção para formação de concreto leve — misturando o elemento com sistema de 
concreto monolítico. Nesse sentido, serve para fechamentos e fundações de edifícios, recuperação 
estrutural e até projetos de pontes. 
A rigidez da casca da argila expandida é outra vantagem, pois proporciona alta resistência ao local 
aplicado. Devido à sua inércia química e alta durabilidade, também pode ser exposta a ambientes 
extremamente agressivos, como plataformas marítimas. 
Produzida através do aquecimento artificial de certas argilas, em fornos rotativos que atinjam 
temperatura de 1.200°C. Por meio desse processo, a argila retém gases e se expande. 
 
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4.2 ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS 
Conquanto se conheçam cerca de 2000 minerais, apenas uns 15 são suficientes para serem considerados 
como formadores de rochas. 
•silicatos: feldspato, mica, quartzo, serpentina, clorita, talco; 
•óxidos: hematita, magnetita, limonita; 
•carbonatos: calcita, dolomita; 
•sulfatos: gesso, anidrita. 
Feldspatos: são silicatos duplos de Al e de um metal alcalino ou 
alcalinoterroso (K, Na ou Ca). Os principais são ortoclasita, anortita e albita. 
Há ainda combinações dos dois últimos, chamados de plagioclásios. Os 
feldspatos sofrem decomposição mais ou menos acentuada pelos agentes da 
natureza; pela ação da água carregada de CO2 é característica a alteração em 
argila branca, denominada caulim. Constituem quase a metade dos minerais 
da crosta terrestre. 
 
Micas: são, geralmente, ortossilicatos de Al, Mg, K, Na ou Li e, mais 
raramente, de Mn e Cr. Distinguem-se imediatamente por suas delgadas 
lâminas flexíveis e por sua clivagem extremamente fácil. Os principais tipos 
são a muscovita (mica branca), a mais abundante, e a biotita (mica preta). 
 
 
Quartzo: é o mais importante dos minerais do grupo dos silicatos. Sua 
composição química é SiO2, sílica cristalina pura. Os seus cristais 
apresentam a forma de um prisma hexagonal, tendo, nas bases, pirâmides 
hexagonais. É facilmente identificado macroscopicamente. Devido à sua 
estabilidade química e dureza, é um dos minerais mais resistentes aos 
habituais agentes de intemperismo, tais como a água e a variação de 
temperatura; por isso, passa quase incólume da rocha aos solos. O quartzo 
apresenta-se, também, em formas amorfas, como é o caso da opala. 
 
Serpentina, clorita e talco: os dois primeiros de tonalidade verde e, o 
último, branco ou branco-esverdeado; a serpentina dá origem à rocha de 
mesmo nome. 
 
 
 
 
 
Hematita, magnetita e limonita: são os principais minerais entre os 
óxidos de ferro; suas fórmulas químicas são hematita (Fe2O3), magnetita 
(Fe3O4) e limonita (Fe2O3 · H2O). 
 
 
 
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Calcita e dolomita: são os mais importantes minerais no grupo dos 
carbonatos. Embora tenham propriedades físicas semelhantes, a dolomita 
[(CO3)2 CaMg] difere da calcita (CO3Ca) pela sua maior dureza e fraca 
reação (mesmo quando pulverizada) em contato com o HCl. 
 
 
Gesso e anidrita: diferenciam-se pela “água estrutural” e, 
consequentemente, pelos valores da densidade e da dureza: gesso (SO4Ca 
· 2H2O) e anidrita (SO4Ca). 
 
 
 
 
 
 
 
Minerais argílicos: são complexos de silicatos de alumínio hidratados, 
formadores de solos. Os minerais mais comuns, e que se destacam por 
exibirem comportamentos peculiares, são: caulinita, ilita e 
montmorilonita; de dimensões muito reduzidas, somente são 
reconhecidos por ensaios de raios X. As argilas são muito expansivas e, 
portanto, instáveis na presença da água. 
 
Com relação à porcentagem da sílica, as rochas se classificam 
em: ácidas, se a porcentagem é maior que 66%; intermediárias, se entre 66 e 52%; básicas, se menor 
que 52%. Quanto à gênese, as rochas são classificadas em três grandes grupos: magmáticas ou ígneas, 
sedimentares ou metamórficas. 
 
 
ROCHAS MAGMÁTICAS 
As rochas ígneas (do latim ignis, “fogo”) são formadas a partir de um líquido, de rocha fundida, 
denominado magma. O magma é um material líquido natural, composto de uma mistura dos elementos 
mais abundantes na Terra, O e Si, associados a quantidades menores de Al, Ca, Mg, Fe, Na e K, além 
de outros elementos químicos. O magma pode se formar em profundidades maiores ou menores. Há 
magmas que se originam no interior da crosta terrestre, enquanto alguns outros podem ter sido formados 
no próprio manto. Normalmente as temperaturas encontradas em magmas variam entre700 e 1.200o C. 
Quando o magma atinge a superfície da Terra e extravasa, passa a se denominar lava. No primeiro caso, 
as rochas assim formadas chamam-se rochas vulcânicas ou extrusivas, enquanto as formadas sob 
grandes profundidades na crosta recebem o nome de rochas plutônicas ou intrusivas. Todas fazem parte 
da categoria das rochas magmáticas ou ígneas. 
Exemplos de rochas intrusivas: granito, gabro e sienito; de extrusivas: obsidiana, riolito e andesito. 
 
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4.2.1 CARACTERÍSTICAS DAS ROCHAS MAGMÁTICAS 
• aspecto maciço ou compacto; 
• grãos imbricados em rochas cristalinas; 
• distribuição espalhada e homogênea; ausência de camadas ou estratos; 
• presença eventual de poros, cavidades, espaços vazios e/ou amígdalas, observáveis a olho nu; 
característica restrita a algumas rochas vulcânicas, como pedra-pomes e outras; 
• constituintes com formas irregulares ou geométricas, jamais arredondados mecanicamente, mas às 
vezes redondas devido à cristalização; 
• ausência de orientação ou foliação. 
 
 
4.2.2 TIPOS DE ROCHAS MAGMÁTICAS 
 
4.3.3 INTRUSIVAS 
GRANITO: O granito é a rocha ígnea mais comum. Ocorre com diversas cores, cinza claro a cinza 
escuro, amarelo, rosa ou vermelho. A variação de cor provém, normalmente da cor dos feldspatos, que 
é o mineral mais frequente nos granitos. É constituído por ortoclásio (rosa), predominantemente, e 
quartzo (incolor); freqüentemente ocorre ainda plagioclásio sódico (leitoso). Contém ainda biotita 
(preta) ou muscovita (cinza) e anfibólio (escuro), mais comumente hornblenda. A maioria dos granitos 
possui textura granular hipidiomórfica, ou seja, apresenta grãos equidimensionais. A estrutura em geral 
é maciça, onde os constituintes em geral não apresentam orientação preferencialmente (orientada). A 
granulação pode variar de milimétrica a centimétrica. No Rio Grande do Sul, os granitos são rochas 
muito comuns, fazendo parte do denominado Escudo Sul-Riograndense. Em Porto Alegre, como em 
muitas cidades, nossas casas estão construídas sobre rochas graníticas. Os granitos são utilizados na 
construção civil como material de pavimentação, em estradas, revestimentos de fachadas, 
churrasqueiras, bancadas de cozinha, pias. 
 
 
 
GABRO: O gabro é uma rocha magmática máfica (escura) formada a grandes profundidades (intrusiva) 
e com textura fanerítica hipidiomórfica formada por minerais maiores que os do diabásio. O principal 
constituinte dos gabros é o feldspato calco-sódico (plagioclásio), de cor branca. Os minerais escuros são 
representados por augita e hiperstênio (piroxênios) e olivinas. Sua composição química é pobre em sílica 
e rica em álcalis. Há uma grande variedade de tipos diferentes de gabros, dependendo dos minerais que 
apresentam. O magma de origem é o mesmo que aquele que forma os diabásios e os basaltos. Os gabros 
ocorroem em sills, diques grandes e stocks. 
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SIENITO: É uma rocha ígnea plutônica, composta essencialmente de feldspato potássico rosa 
(ortoclásio) e oligoclásio (leitoso), com pequenas quantidades de hornblenda, biotita e piroxênio (os três 
escuros). Assemelha-se, assim, a um granito, na aparência, mas difere dele porque contém menos de 5% 
de quartzo. São rochas faneríticas (com grãos grandes), em geral de textura granular. Dada à fraca 
proporção de minerais ferro-magnesianos (escuros) as cores predominantes são claras, sendo as mais 
comuns a branca, a rosada, a vermelha, a cinzenta e também a amarelada. Os sienitos apresentam 
variedades conforme a natureza do mineral máfico dominante. Por outro lado, dos tipos que apresentam 
feldspatóides, portanto com alguma sub-saturação em sílica, os mais comuns são os que contém nefelina 
e/ou sodalita. No RS, existe só uma ocorrência conhecida como sienito Piquiri, no município de 
Cachoeira do Sul. A principal utilidade dessa rocha é como material de ornamentação, sendo exportada 
em grandes blocos, cada uma com mais ou menos 20 toneladas de peso. 
 
 
 
4.2.4 EXTRUSIVAS 
RIOLITO: Rocha ígnea vulcânica, correspondente extrusiva do granito. É densa e possui uma 
granulação fina. Também é chamado de quartzo-pórfiro. Sua cor é cinza avermelhada, rosada, podendo 
ser até preta. A textura é porfirítica, possuindo em alguns casos um certo arranjo orientado como 
conseqüência do movimento da lava. Dá-se a este aspecto o nome de textura fluidal. A massa 
fundamental ou matriz afanítica (não se visualiza os minerais a olho nu) ou vítrea. Os fenocristais são 
normalmente de quartzo e feldspatos. Em relação aos basaltos, também rochas extrusivas, possuem uma 
ocorrência muito menor, não chegando a formar grandes corpos. Uma ocorrência é na Av. Bento 
Gonçalves, em Viamão, junto ao Parque Saint Hilaire. 
 
 
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BASALTO: São as rochas vulcânicas mais abundantes, tendo como equivalente plutônico (intrusivo) o 
gabro. A textura é microcristalina (grãos muito pequenos, só visíveis ao microscópio), vítrea (com vidro) 
ou porfirítica (alguns grãos grandes em uma massa de grãos menores). Pode ser às vezes vesicular, o 
que torna a rocha porosa, semelhante a uma esponja. Os basaltos calco-alcalinos são produtos principais 
dos vulcões do tipo havaiano; predominam entre as lavas dos cinturões orogênicos (das cadeias de 
montanhas). Onde se extravasaram a partir de grandes fissuras, formaram enormes platôs como, por 
exemplo, a Bacia do Paraná, cuja maior extensão localiza-se em território brasileiro. Atualmente, o 
Brasil não possui nenhum vulcão ativo. O vulcanismo mais moderno foi responsável pela formação de 
diversas ilhas do Atlântico brasileiro, como Fernando de Noronha, Trindade, Rochedo e Abrolhos. O 
principal uso dos basaltos é na pavimentação e ornamentação de fachadas. Belos cristais de quartzo-
ametistas são explorados no RS, no interior de grandes amígdalas, oca por dentro e atapetadas 
internamente. 
 
 
OBSIDIANA: Se encontra na categoria de vidros vulcânicos. É um produto da lava vulcânica que, por 
se resfriar rapidamente na superfície terrestre, não permite a formação em quantidade substancial de 
cristais, sendo considerada um mineraloide. Não se encontram obsidianas datadas de antes do Período 
Cretáceo devido a sua metaestabilidade, uma vez que o seu processo de decomposição é acelerado pela 
presença de água. Contudo, sabe-se que suas aplicações na vida do ser humano são recorrentes desde a 
Pré-História como produção de lâminas cortantes, pontas de flechas e de lanças, utilizadas como 
ferramentas de caça, uso decorativo no Antigo Egito, foi muito utilizada pelos videntes, como espelhos 
e esferas no auxílio na visão astral, e na contemporaneidade a obsidiana também tem aplicações na 
medicina moderna, as lâminas feitas deste material apresentam cortes mais finos que causam menos 
danos ao tecido corporal, diminuindo o tempo de recuperação por feridas cirúrgicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.3 METAMÓRFICAS 
As rochas metamórficas são oriundas de transformações sofridas por outros tipos de rochas 
preexistentes que foram submetidas a processos geológicos variados, os quais produziram novas texturas 
e novos minerais, geralmente através do procedimento chamado Metamorfismo, que quer dizer 
mudanças mineralógicas e estruturais que sofrem as rochas (sem que sofram fusão) quando submetidas 
a condições físicas e químicas diferentes daquelas que originalmente as formaram. 
Esse tipo de rocha recebe nomes diferentes dependendo de sua procedência. Quando elas se 
originam a partir de rochas sedimentares, são chamadas de parametamórficas; quando são oriundas de 
rochas ígneas, são chamadas de ortometamórficas. Além desses dois tipos, existem também aquelas 
originadas de outras rochas metamórficas. 
Essas rochas podem resguardar algumas características de suas rochas formadoras (chamadas de 
protólitos), incluindo a base de alguns minerais, a sua estruturação e composição química. Portanto, 
pode-se dizer que o tipo de protólito é determinante para as características das rochas metamórficas. 
Rochas metamórficas têm porosidade que varia com o grau de metamorfismo. 
Os principais exemplos de rochas metamórficas são: Gnaisse: é uma rocha metamórfica muito 
utilizada na construção civil e na pavimentação. Ela é originada a partir do granito. O Pão de Açúcar, 
no Rio de Janeiro, é uma formação rochosa em gnaisse. Ardósia: formada a partir do xisto, que é também 
uma rocha metamórfica, a ardósia é outra rocha muito utilizada na construção civil. É comum nos pisos 
em bordas de piscinas, em fachadas e muros. Mármore: tipo de rocha metamórfica originada do calcário 
exposto à alta temperatura e pressão. É muito utilizado na produção de pias, bancadas, fachadas, pisos 
e na construção em várias aplicações. 
Esses tipos de rochas têm muita importância econômica em virtude de sua ampla utilização na 
construção civil e na fabricação de objetos ornamentais, pois são materiais de revestimento muito 
duráveis, além de conferirem solidez e nobreza aos produtos. 
 
 
 
4.3.1 Rochas utilizadas na Construção Civil 
4.3.2 Gnaisse 
• Resultante da deformação de sedimentos arcósicos ou de granitos; 
• Sua composição é de diversos minerais, mais de 20% de feldspatopotássico, plagioclásio, e 
ainda quartzo e biotita; 
• Empregada como brita na construção civil e pavimentação além do uso ornamental; 
• Descrição visual: Possui bandeamentos, ou faixas, resultado da segregação de seus minerais 
escuros (máficos), dos claros; 
• Descrição da textura (ao tato): É uma rocha de alta dureza, bastante áspera e rugosa; 
• Apresenta textura silte a silte-arenosa, com diferentes graus de alteração devido ao 
diaclasamento e a complexidade estrutural, mantendo planos de foliação; 
• Um exemplo de formação rochosa em gnaisse é o Pão de Açúcar. 
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Gnaisse em brita 
 
 
 
 
 
 
Palácio do Catete – Gnaisse usado na ornamentação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gnaisse utilizada na pavimentação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.3.3 Ardósia 
• Tem grade estabilidade e não conduz energia elétrica; 
• O Brasil é o segundo maior produtor mundial de ardósia, sendo o estado de Minas Gerais 
responsável por aproximadamente 97% da produção nacional; 
• É considerado na Construção Civil um revestimento de pedra versátil; 
• É um revestimento decorativo muito bonito e resistente que apresenta diversas opções de 
cores e texturas; 
• Usada geralmente na forma polida; 
• Quando utilizada na forma não polida/antiderrapante é ideal para revestimentos exteriores 
ou onde há probabilidade de conato com a umidade ou água da chuva; 
• Antigamente as folhas finas de ardósias preta ou cinza escuro eram utilizadas na produção 
de lousas escolares; 
• Hoje em dia, a Ardósia escura é utilizada para fins variados como: 
o Ladrilhos de amanhos e espessuras diversas; 
o Revestimentos de paredes internas e externas; 
o Tampos de mesa (normal e de bilhar); 
o Degraus; 
o Pingadeiras. 
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• Algumas produtoras possibilitam que o cliente escolha o tamanho do revestimento que 
necessita, podendo encontrar até mesmo peças de mais de dois metros de largura, também 
conhecidos como lajões; 
• Também é aplicada em telhas e são duráveis e impermeáveis. As telhas de ardósia preta são 
vendidas em tamanhos variados e podem vir também com acabamento em algumas peças 
que ficarão expostas; 
• Existe também o piso elevado de ardósia, que facilita instalações elétricas e passagens de 
cabos em sua parte inferior, permitindo uma reforma e a troca do revestimento de maneira 
pratica e realmente útil. Ele é vendido em formato de painel, com tamanhos variados. 
 
 
Piso revestido de ladrilhos de ardósia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fachada revestida de peças de ardósia sem polimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.3.4 Mármore 
• O mármore é uma rocha metamórfica que contém mais de 50 % de minerais carbonáticos 
(calcita e dolomita), formados a partir do metamorfismo de rochas sedimentares calcíticas 
ou dolomíticas. Apresenta granulação variada e cores branca, rosada, cinzenta e esverdeada; 
• São utilizados principalmente como rocha ornamental em ambientes interiores, podendo ser 
aplicados em: 
o Pisos e paredes 
o Lavatórios, 
o Lareiras, 
o Mesas, 
o Balcões, 
o Tampos. 
• A fixação do mármore como rocha ornamental é feita com o uso de argamassas próprias 
para o tipo de rocha. 
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Mármore utilizado na ornamentação e design de uma 
cozinha 
 
 
 
 
 
 
 
Mármore utilizado na ornamentação externa de uma 
casa 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.3.5 Anfibolito 
• Mineralogia principal - anfibólio (hornblenda, actinolita), plagioclásio (labradorita, albita); 
• Principais acessórios - quartzo, feldspato potássico, titanita e epidoto; 
• Composição Química – básica; 
• Estrutura - maciça, foliada, linear 
• Texturas - granoblástica, nematoblástica; 
• Tipos de metamorfismo - metamorfismo regional e de contato; 
• Fácies metamórfica - xisto verde a anfibolito; 
• Principais rochas pré-existentes - Rochas magmáticas de natureza básica e sedimentos 
margosos; 
• Observações - Os anfibolitos podem ser utilizados como rocha ornamental, levando-se em 
consideração várias características. 
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Principais litotipos da Unidade Tróia: a) anfibolito intercalado com lentes de metathrondjemito, ponto 
DC164; b) fotomicrografia dos cumulatos em hornblendito;c) metathrondjemito com lineação mineral, 
intercalado com anfibolito, ponto DC-425;d) fotomicrografia do metathrondjemito; e) serpentinito, 
ponto DC-307; f) fotomicrografia do serpentinito 
 
4.3.6 Quartzito 
• Mineralogia principal – quartzo 
• Constituintes menores - muscovita, biotita, sericita, turmalina, dumortierita 
• Composição Química – silicosa 
• Estrutura - maciça ou foliada 
• Texturas - granoblástica a granolepidoblástica 
• Tipos de metamorfismo - metamorfismo regional e de contato 
• Principais rochas pré-metamórficas - Arenitos mais ou menos puros e cherts. 
• Observações - Rocha fonte de materiais para tijolos e refratários de sílica, usada na 
siderurgia e para o preparo do leito de fusão dos altos-fornos, rocha ornamental utilizada de 
diferentes maneiras (rústica, talhada, polida, etc). 
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Quartzo amarelo em filete na ornamentação de uma 
sala 
 
 
 
 
 
 
 
 
Banheiro revestido com quartzo filetado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 IMPERMEABILIZAÇÃO DE ÁREAS MOLHADAS 
5.1 Impermeabilização e sua utilização 
Uma preocupação do homem desde os primórdios em que habitavam cavernas era a úmida. O 
homem primitivo passou a se refugiar em cavernas para se proteger das chuvas,a nimasi e do frio. 
Percebeu que a umidade ascendo do solo e penetrava pelas paredes, o que tornava a vida dentro das 
cavernas difícil. 
Com esses problemas o homem teve que aprimorar os seus métodos construtivos e de isolamento 
da sua habitação. A água, o calor e a abrasão foram e semprao saro um dos principais fatores de desgaste 
e depreciação das contstrçoes, a agua, principalmente, dado a sua facilidade de penetração. 
Sendo uma das principais etapas na construção, a impermeabilização propicia conforto aos usuários 
finais das construções. Uma eficiente proteção deve ser ofericada aos diversos elementos de uma obra 
sujeit as ações das intempéries, com o intuito de proteger a edificaçai de inúmeros problemas patológicos 
que poderão surgir com a infiltração de agaua, integradas ao oxigênio e outros componentes agressivos 
da atmosfera. A vida útil de uma edificaçao depende diretamente de uma eficiente realização da 
impermeabilização. 
Considerada ainda um grande desafio para a conctruçao civil, a umidade precisa ser combatida e é 
uma preocupação constante da aréa devido aos efeitos negativos da má impermeabilização. Entre os 
principais problemas em obras de construção civil, a falta de imperabilizaçao é um dos mais citados. 
Pelo fato de . na maioria das vezes estar fora do alcance visual após a edificação estar concluída, 
geralmente a impermeabilização é negligenciada não sendo tratada com a necessária importância ou, ate 
mesmo, não sendo utilizada. 
 
Diariamente, as construções e empreendimentos estão vulneráveis a ação de infiltrações e ações do 
ambiente. Isso é potencializado pelo clima, as chuvas e a situação de exposição constante destas obras. 
Sendo assim, a impermeabilização se torna uma alternativa para reduzir possíveis reformas, tornando as 
soluções mais eficientes e os serviços mais completos. No setor da construção civil, esse recurso 
apresenta um grande potencial, que alia eficiência e sustentabilidade, além de reduzir de forma 
significativa os futuros problemas que a empresa contratada e o contratante podem ter. 
Impermeabilização consiste em uma técnica de aplicação de produtos específicos com o objetivo de 
proteger as diversas áreas de um imóvel. As aplicações têm por objetivo minimizar a ação de umidade 
e água, proveniente da chuva, lavagem, banhos ou outras origens. 
De acordo com a NBR 9575:2003, a impermeabilização objetiva proteger as construções contra a 
ação deletéria de fluidos, de vapores e da umidade; produto (conjunto de componentes ou o elemento) 
resultante destes serviços. Geralmente a impermeabilização é composta de um conjunto de 
camadas, com funções específicas. 
 
 
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Com uma boa impermeabilização são evitados problemas decorrentes da degradação precoce das 
estruturas. O setor de construção civil tem neste procedimento um grande ganho. Afinal, há redução de 
queixas de infiltrações, vazamentos e outros problemas relacionados. 
A NBR 9575:2003 também define conceito importantes relacionados a impermeabilização 
Estanqueidade: Propriedade de um elemento (ou de um conjunto de componentes) de impedir a 
penetração ou passagem de fluídos através de si. 
Impermeabilidade: Propriedade de um produto de ser impermeável. A sua determinação está 
associada a uma pressão limite convencionada em ensaios específicos.  
Impermeável: Produto (material ou componente) impenetrável por fluídos. 
 
5.2 Sistemas de Impermeabilizaçao 
Base; 
Camada de regularização; 
Camada de berço; 
Camada impermeável; 
Camada separadora; 
Camada de amortecimento; 
Proteção térmica. 
Proteção mecânica. 
 
 
5.2.1 Base: 
Determina algumas exigências ao sistema de impermeabilização, em função de: 
• Grau de fissuração; 
• Deformabilidade devido a cargas; 
• Movimentação térmica. 
 
5.2.2 Camada de regularização: 
Tem a função de regularizar o substrato (base), proporcionando uma superfície uniforme de apoio 
adequada à camada impermeável, e de fornecer a ele um certo caimento. 
Deve possuir uma certa declividade (mínimo 1%) sempre que for necessário 
 
5.2.3 Camada de berço: 
Função de apoio e proteção da camada impermeável contra agressões provenientes do substrato. Ex: 
 - adesivo elastomérico; 
- asfáltico; 
- geotêxtil de poliéster ou PP; 
- manta asfáltica; 
- EPS. 
Função de absorver e dissipar esforços atuantes sob a camada impermeável, de modo a protegê-la 
contra a ação deletéria destes esforços. 
 
5.2.4 Camada impermeável: 
Tem a função de prover uma barreira contra a passagem de fluidos (NBR 9575/2010). 
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5.2.5 Camada separadora: 
Função de evitar a aderência de outros materiais sobre a camada impermeável (NBR 9575/2010) 
• Papel kraft sobre camada geotêxtil 
•Papel kraft betumado; 
 • Lâmina plástica flexível (filme de PE). 
Evita que os esforços de dilatação e contração da argamassa de proteção mecânica danifiquem a 
impermeabilização 
5.2.6 Camada de amortecimento: 
Absorve e dissipa esforços estáticos ou dinâmicos que atuam sobre a camada impermeável. 
Utilizada em conjunto com a camada de berço. Ex: 
 - areia, cimento e emulsão asfáltica; 
- geotêxtil de poliéster ou polipropileno (PP) 
- emulsão asfáltica com borracha moída; 
- poliestireno expandido ou extrudado; Protege mecanicamente a impermeabilização, minimizando 
as variaçõesde temperatura nesta camada. Aumenta a durabilidade do sistema dobrando a sua vida útil. 
 
5.2.7 Proteção térmica: 
Função de reduzir o gradiente térmico atuante sobre a camada impermeável (NBR 9575/2010) 
Aumenta a vida útil da camada impermeável; Recomendável em áreas sob ação intensiva das 
intempéries (sol, chuva, neve, geada, ...). 
• Argamassas com pérolas de isopor ou vermiculita; concreto celular,solo. 
• EPS, PU, lã de rocha ou de vidro 
 
5.2.8 Proteção mecânica: 
Função de absorver e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada 
impermeável, de modo a protegê-la contra a ação deletéria destes esforços (NBR 9575/2010). Deve ser 
aplicada sobre camada separadora. Ex: argamassa, concreto, geotêxtil, metal, solo, agregado. 
 
5.3 O custo-benefício da Impermeabilização 
Para que uma obra seja executada de maneira adequada, muitos aspectos devem ser observados. Os 
custos e os prazos são as principais preocupações – tanto do contratante quanto da empresa contratada*. 
Como já citado anteriormente, a impermeabilização reduz o risco de vazamentos e infiltrações nas obras, 
aumentando sua vida útil. Mas em relação aos custos, quais são as vantagens de adotar o processo? 
 
 
 
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O valor destinado à impermeabilização representa a menor porcentagem do valor total da obra. 
Apesar de sua importância, a impermeabilização é deixada de lado em muitas obras. Os principais 
motivos da não adoção do processo são a desinformação e a ideia de que assim, é possível conter gastos. 
Importante salientar que, se for executada apenas depois de serem constatados problemas com 
infiltrações em construções já finalizadas, a impermeabilização ultrapassa o percentual citado, e pode 
chegar a até 25% do custo total da obra, pois os revestimentos, que estão entre os itens mais caros da 
obra, precisarão ser removidos e depois repostos. O projeto de impermeabilização deve ser desenvolvido 
em conjunto e compatibilizado com os demais projetos da obra, para que sejam usados produtos 
adequados para cada finalidade. Projetos residenciais, industriais ou comerciais apresentam 
características distintas, que devem ser consideradas. 
* Os termos, contratante e empresa contratada, no relatório significam Construtoras e Fornecedores de 
soluções e serviços de impermeabilização. 
 
5.4 Sustentabilidade e Impermeabilização 
O processo de impermeabilização pode ser sustentável. Para que isso seja possível, podem ser 
usados produtos que contemplem esse conceito na sua fabricação e forma de aplicação. Mas a 
sustentabilidade pode ser pensada sob diversos aspectos. Entre eles: 
Impactos ambientais decorrentes da aplicação do produto – e também de seu descarte depois de expirada 
sua vida útil; 
Agressão que o produto pode oferecer ao meio ambiente e ao instalador, no momento em que for 
utilizado; 
Resultados esperados com relação à estanqueidade e conforto proporcionado por uma 
impermeabilização adequada 
 
 
 
Nas atividades relacionadas à impermeabilização, ainda não há especificações definidas que 
classifiquem um produto sustentável ou não sustentável. Mas é necessário que aspectos básicos da 
sustentabilidade sejam observados nesse contexto. Em relação aos impactos ambientais dos produtos, 
esses devem ser considerados não somente no momento de sua aplicação, como também após os 
trabalhos realizados.Nas atividades relacionadas à impermeabilização, ainda não há especificações 
definidas que classifiquem um produto sustentável ou não sustentável. Mas é necessário que aspectos 
básicos da sustentabilidade sejam observados nesse contexto. Em relação aos impactos ambientais dos 
produtos, esses devem ser considerados não somente no momento de sua aplicação, como também após 
os trabalhos realizados. 
[…] hoje já podemos afirmar que a indústria possui tecnologia suficiente para oferecer ao mercado 
produtos de baixa agressão ao meio ambiente com garantia de estanqueidade e durabilidade, 
colaborando de forma eficaz para a sustentabilidade da edificação […] 
Adilson Munin, técnico responsável pelo setor de pesquisa e desenvolvimento na Unidade de Asfaltos 
da Viapol, em artigopublicado no portal do IBDA. 
 
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5.5 TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO 
Começamos diferenciando pela rigidez do sistema 
 
5.5.1 Impermeabilização Rígida 
Impermeabilização rígida é aquela que torna a área aplicada impermeável pela inclusão de aditivos 
químicos, aliado a correta granulometria dos agregados e redução da porosidade do elemento, entre 
outros. Os impermeabilizantes rígidos não trabalham junto com a estrutura, o que leva a exclusão de 
áreas expostas a grandes variações de temperatura. Este tipo de impermeabilização é indicado para locais 
que não estão sujeitos a trincas ou fissuras, tais como: 
• Locais com carga estrutural estabilizada: poço de elevador, reservatório inferior de água 
(enterrado); 
• Pequenas estruturas isostáticas expostas; 
• Condições de temperatura constantes: subsolos, galerias e piscinas enterradas, galeria de 
barragens. 
Tipos: 
Concreto “Impermeável” 
• Com aditivos impermeabilizantes; 
• Sem aditivos. 
Argamassa “Impermeável” 
• Argamassa com hidrofugantes; 
• Argamassas poliméricas (aditivadas com polímeros). 
Cimentos Poliméricos e Cristalizantes 
• Cimentos impermeabilizantes e polímeros; 
• Cimentos impermeabilizantes e líquidos seladores; 
• Bloqueadores Hidráulicos. 
Nas impermeabilizações RÍGIDAS a camada estanque é aplicada diretamente sobre a base e 
geralmente sem outras camadas complementares. 
 
5.5.2 Impermeabilização flexível 
Impermeabilização flexível compreende o conjunto de materiais ou produtos aplicáveis nas partes 
construtivas sujeitas à fissuração que podem ser divididos em dois tipos: moldados no local, chamados 
de membranas e também os pré-fabricados, chamados de mantas. O sistema flexível de 
impermeabilização é normalmente empregado em locais tais como: 
• Reservatórios de água superior; 
• Varandas, terraços e coberturas; 
• Lajes maciças, mistas ou pré-moldadas; 
• Piscinas suspensas e espelhos d’água; 
• Calhas de grandes dimensões; 
• Galerias de trens; 
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• Pisos frios (banheiros, cozinhas, áreas de serviço). 
Tipos: 
Membranas Moldadas no Local 
• Asfálticas; 
• Poliméricas: 
o Elastoméricas (Neoprene, Hypalon) 
o Acrílicas. 
Mantas Pré-Formadas 
• Asfálticas; 
• Poliméricas: 
o Elastoméricas (butílicas, EPDM); 
o Plásticas (PVC, PEAD). 
Flexíveis - Membranas: 
Asfálticas 
• A quente (asfalto oxidado fundido);  
• A frio (emulsão asfáltica); 
• Solução asfáltica modificada com polímeros(geralmente a frio). 
Acrílicas 
• Sem adição de cimento; 
•  Com adição de cimento (MAI).  
Elastoméricas 
• Neoprene, Hypalon. 
Flexíveis - Mantas: 
Asfálticas 
• Estruturadas; 
• Não estruturadas. 
Poliméricas 
• PVC; 
• PEAD. 
Elastoméricas• Butílicas; 
• Hypalon; 
• EPDM. 
 
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5.6 APLICAÇÕES 
 
Fundações e Cortinas 
• Membranas e mantas asfálticas;  
• Membranas poliméricas; 
• Impermeabilizações rígidas. 
Caixas D’Água e Piscinas 
• Impermeabilizações rígidas; 
• Membranas poliméricas; 
• Mantas poliméricas; 
• Mantas asfálticas (exceto para caixas d’água potáveis). 
Coberturas e Áreas Externas 
• Mantas e membranas asfálticas; 
• Mantas e membranas poliméricas. 
Áreas Internas de Edifícios 
• Membranas poliméricas e asfálticas; 
• Mantas asfálticas; 
• Argamassas poliméricas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.7 UTILIZAÇÃO EM EDIFICAÇÕES 
 
Argamassa Impermeável com Aditivo Hidrófugo 
 
• Aditivos: estearatos (agentes hidrófugos) e silicatos + cloretos (formam géis de tamponamento); 
• Principais marcas comerciais: Vedacit (Otto Baumgart) e SIKA 1 (Sika), Masterseal® 302 
(Degussa); Duas a três camadas de argamassa aditivada (2 litros por saco de cimento); 
• Impermeabilização rígida: não admite movimentações da base (trincas e fissuras);  Uso: 
revestimentos estanques para paredes e reservatórios; 
o Uso em fundações e muros de arrimo (pressão positiva) é totalmente questionável 
devido à durabilidade limitada (perde o efeito hidrófugo após alguns anos). 
 
Argamassas e Cimentos Poliméricos 
 
• Material: argamassas e pastas cimentícias com adição de resinas poliméricas (acrílicas e SBR – 
estireno butadieno) e aditivos diversos; 
• Tipos: 
o Pré-dosada - cimento modificado com polímero e argamassa polimérica; 
o Dosada em canteiro - argamassa modificada com polímero (mistura com resinas 
adequadas). 
• Para solicitações de água de percolação e condensação: 
o Pisos não sujeitos a movimentações excessivas da base (p.ex.: pisos internos) e paredes 
expostas (p.ex.: proteção do concreto); 
o Uso difundido em banheiros, cozinhas e varandas de edificações residenciais. 
• Para solicitações de água sob pressão: 
o Reservatórios de água potável - algumas resinas não são recomendáveis (avaliar 
garantias dos fabricantes). 
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Mantas Pré-Moldadas – Asfálticas 
 
• Compostas de mantas pré-fabricadas de asfalto oxidado (3 a 5 mm) ou modificado com 
polímeros, estruturada internamente por véu ou tela de fibra de vidro, poliéster ou nylon; 
• Podem ser emendadas por fusão do asfalto da própria manta (maçarico) ou de asfalto oxidado 
externo (forno). 
 
Mantas Pré-Moldadas - Asfálticas 
• Manta Asfáltica PP 
o Camadas: 
▪ Polietileno 
▪ Asfalto oxidado estruturado com fibras 
▪ Polietileno 
o Soldagem com maçarico a gás 
Antes da aplicação da manta aplica-se uma demão de primer de emulsão asfáltica (a frio). Sobre o 
primer, com o maçarico, vai se desenrolando a manta. 
As emendas das mantas, com sobreposição de 10 cm, são aderidas pela fusão do asfalto com o 
maçarico. 
Depois da aplicação da manta, antes da camada de proteção mecânica, deve-se testar a 
estanqueidade do sistema. 
As mantas devem subir 30 a 40 cm nos planos verticais e devem ser arrematadas de forma correta 
• Manta Asfáltica AA 
o Camadas: 
▪ Partículas de Areia 
▪ Asfalto oxidado estruturado com fibras 
▪ Partículas de Areia 
o Soldagem com asfalto fundido a quente 
Sobre a regularização aplica-se uma demão de primer. 
A manta é aderida ao substrato através de uma camada de asfalto fundido a quente. 
Aplica-se 1 demão de asfalto com 2 mm de espessura, simultaneamente desenrola-se a manta sobre 
a superfície do asfalto. 
As emendas das mantas, com sobreposição de 10 cm, recebem um banho de asfalto modificado para 
obter perfeita vedação. 
Depois da aplicação da manta, antes da camada de proteção mecânica, deve-se testar a 
estanqueidade do sistema. 
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Mantas Pré-Moldadas - PVC 
 
• Para impermeabilizações de alto desempenho; 
• Fabricadas de compostos de PVC com aditivos plastificantes, estabilizadores, etc.; 
• Flexibilidade, resistência química e resistência aos raios ultravioleta; 
• Podem ser aderidas ou não ao substrato; 
• Fornecidas em rolos de 1,40 a 2,20 m de largura; 
• Emendas por termofusão. 
 
Mantas Pré-Moldadas - PEAD 
 
• Laminadas flexíveis de Polietileno de Alta Densidade; 
• Possuem alta resistência à tração e química a ácidos, bases, sais e solventes orgânicos e 
inorgânicos; 
• Oferecem alto grau de segurança de impermeabilidade. 
 
Mantas Pré-Moldadas - EPDM 
 
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• São mantas de borracha (espessura 0,8mm); 
• Muito duráveis, resistindo bem à umidade, álcalis, ácidos e ao envelhecimento; 
• Suportam alongamentos de até 400%. 
 
Membranas Moldadas no Local – Asfalto Elastomérico Aplicado a Quente 
 
O asfalto sólido é fundido a 200º C em fornos a gás e espalhado na forma líquida sobre a superfície 
a ser impermeabilizada. 
O espalhamento do asfalto fundido sobre a superfície é feito com desempenadeira metálica ou 
esfregão. 
Membranas Moldadas no Local – Asfalto Elastomérico Aplicado a Quente 
Após o esfriamento forma-se a membrana flexível e contínua de asfalto. Como reforço estruturante 
usa-se feltro asfáltico. 
 
Membranas Moldadas no Local – Emulsão Asfáltica Aplicada a Frio 
 
Asfalto diluído (com ou sem elastômeros) na forma de emulsão é aplicado sobre a superfície a ser 
impermeabilizada. 
É necessária a aplicação de várias demãos (5 a 7) para se conseguir a espessura adequada. 
O asfalto diluído é aplicado em várias demãos, 3 ou 4, intercaladas com estruturantes colocados 
após a 2ª demão. 
Alcançam 1,5 mm de espessura com cerca de sete demãos. 
Membranas Moldadas no Local – Emulsão a Base de Cimento MAI 
 
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Cimentos poliméricos e cristalizantes em conjunto com aditivos e agregados minerais, formam uma 
camada de revestimento semiflexível e impermeável. 
Após a 3 demãos deve-se aguardar 72 h para cura do revestimento, antes do teste de estanqueidade. 
Revestimentos cerâmicos podem ser aplicados diretamente sobre a impermeabilização, sem a 
necessidade de chapisco ou proteção mecânica. 
 
5.8 IMPERMEABILIZAÇÃO EM PISCINAS 
Escolhemos para estudo de caso a impermeabilizaçãoda área molhada de piscinas, fizemos a planta 
baixa de uma piscina convencional domestica e apontamos a melhor impermeabilização para ela de 
acordo com as características da construção da piscina e do material utilizado para impermeabilização. 
Nas piscinas, os vazamentos são piores, pois além de comprometer a estrutura de concreto, resultam 
em elevado consumo de água e podem chegar a comprometer, por infiltrações no subsolo, a estrutura 
do imóvel. Especificamente para o lazer, o risco é ter a piscina interditada por um período de manutenção 
e a contaminação da água por elementos externos em estruturas enterradas. 
De modo geral, o local a ser impermeabilizado determinará o que deverá ser feito e o produto a ser 
usado. O ideal é que a impermeabilização seja prevista já no projeto do imóvel, mas nada impede que, 
se necessário, seja realizada a qualquer tempo. No caso das piscinas, entretanto, recomenda-se que seja 
feita ainda na execução da obra. 
O tipo e inclinação do solo, a quantidade de água ou umidade prevista para o ambiente, a condição 
das estruturas, utilização interna ou externa são fatores que também devem ser analisados antes de iniciar 
a impermeabilização. É importante, porém, que um profissional habilitado avalie o local e indique o tipo 
de produto mais indicado para cada situação. 
 
 
 
 
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Para isso Escolhemos o método de Membranas Moldadas no Local – Emulsão a Base de Cimento 
MAI, pois os melhores métodos para impermeabilizar piscinas são a base de Membranas poliméricas; 
 
Piscina com Emulsão a Base de Cimento MAI 
 
 
Piscina com Emulsão a Base de Cimento MAI 
 
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6 CONCLUSÃO 
Após a pesquisa sobre as rochas, entendemos a sua variedade existente no planeta. Cada uma 
tem sua função para o equilíbrio ecológico na natureza. As rochas sedimentares, por exemplo, são muito 
utilizadas pelos homens. Foi interessante notar o ciclo das rochas que nos conscientiza de que tudo tem 
sua importância no ambiente. Por fim, as rochas representam bens minerais de grande importância para 
a humanidade. São utilizadas das mais diversas formas, como por exemplo nas áreas de construção civil, 
rochas ornamentais, brita, entre outras. 
Ao realizar essa pesquisa encaramos alguns dos transtornos e dificuldades de se realizar uma 
pesquisa tão aprofundada sobre um assunto, como por exemplo encontrar fontes de confiança e filtrar 
as melhores informações para constituir o escopo do trabalho e também na realização da planta baixa 
com a identificação do melhor método de impermeabilização. 
Ao finalizarmos o projeto concluímos que mesmo com as dificuldades que enfrentamos os 
resultados encontrados e o conhecimento adquirido com esta experiência valeram os esforços pois 
aprendemos muito sobre a importância das rochas e sua aplicação na construção civil e acima de tudo 
reforçamos o valor do trabalho em equipe que fez com que nos conseguíssemos concluir o projeto no 
prazo estimado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
• http://www.ufjf.br/nugeo/files/2009/11/Geologia-Cap6.pdf 
• https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/rochas-metamorficas.htm 
• https://brasilescola.uol.com.br/geografia/rochas-metamorficas.htm 
• http://geologiadc.blogspot.com/2008/04/gnaisse.html 
• http://construindodecor.com.br/ardosia/ 
• https://pt.slideshare.net/130682/trabalho-de-mineralogia-gnaisse 
• http://ciencias-geologia.blogspot.com/2013/07/lista-de-rochas-metamorficas.html 
• https://www.researchgate.net/figure/Figura-35-Principais-litotipos-da-Unidade-Troia-a-
anfibolito-intercalado-com-lentes-de_fig5_280739897 
• http://construindodecor.com.br/quartzito-na-construcao-civil-pedra-decorativa/ 
• https://archiurban.wordpress.com/2014/12/26/as-rochas-utilizadas-na-engenharia/ 
• Material cientifico da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Fonte: 
http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-
Ametista/Canal-Escola/Rochas-1107.html 
• https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v5/pdf-v5/TD_V-a5.pdf 
https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/7741/RIGHI%2C%20GEOVANE%20VENTU
RINI.pdf?sequence=1&isAllowed=y 
• Fonte: MUNIN, A., Importância da impermeabilização para a sustentabilidade das edificações, 
Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (2015). 
• Fonte: O que é impermeabilização, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura 
(2015). 
• Sistemas de Impermeabilização na Construção Civil, Portal Metalica (2015) e O que é 
impermeabilização, Instituto Brasileiro de Impermeabilização – IBI (2015). 
• https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v5/pdf-v5/TD_V-a5.pdf 
https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/7741/RIGHI%2C%20GEOVANE%20VENTU
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• http://aei.org.br/impermeabilizacao-na-construcao-civil/ 
• http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUOS-
9A4J2Y/09_09_2012__monografia_final.pdf?sequence=1 
• http://www.dcc.ufpr.br/mediawiki/images/9/96/TC_025_13_Impermeabiliza%C3%A7%C3%
A3o.pdf 
• CAPUTO, Homero Pinto; CAPUTO, Armando Negreiros; RODRIGUES, J. Martinho de A. 
Mecânica dos Solos e suas Aplicações - Mecânica das Rochas, Fundações e Obras de Terra. 
Vol. 2. 7° ed. 2015. 
• REVISTA USP, São Paulo, n.72, p. 62-73, dezembro/fevereiro 2006-2007 
• http://www.ufrgs.br/museumin/ROTextoRochas.htm 
• https://www.minasjr.com.br/obsidiana-aplicacoes/

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