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Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 1 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Universidade Paulista – UNIP UNIDADE BRASÍLIA CURSO ENGENHARIA CICLO BÁSICO BRENNO PIERRE S DO NASCIMENTO D396CJ4 GUILHERME ALMEIDA NEVES D395726 LUCAS BRITO GARCIA DE SOUZA D394983 VICTOR KALEBE TEIXEIRA BENTO N1577H9 MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS Atividade Prática Supervisionada Brasília - DF 2019 Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 2 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 CURSO ENGENHARIA CIVIL BRENNO PIERRE S DO NASCIMENTO RA: D396CJ4 GUILHERME ALMEIDA NEVES RA: D395726 LUCAS BRITO GARCIA DE SOUZA RA: D394983 VICTOR KALEBE TEIXEIRA BENTO RA: N1577H9 MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS Atividade Prática Supervisionada Trabalho elaborado para a disciplina de Atividade prática supervisionada com o objetivo de ampliação do conhecimento que envolve os materiais naturais e artificiais. Campus Brasília. Orientador: Rodrigo Marques Eneveli Brasília - DF 2019 Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 3 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Dedicamos este trabalho ao nosso o querido colega Victor Kalebe Teixeira Bento, que nos deixou há pouco tempo, mas fez tanto por nos ao longo da nossa caminha acadêmica. Dedicamos todo o esforço que depositamos neste trabalho a você que era um exemplo de caráter e dignidade. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 4 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 SUMÁRIO 1. Introdução ---------------------------------------------------------5 2. Objetivo -----------------------------------------------------------6 2.1 Objetivos gerais------------------------------------------------5 3. Desenvolvimento teórico ------------------------------------------7 3.1 Estudo da terra -----------------------------------------------8 3.2 Litosfera-------------------------------------------------------8 3.3 Minerais -------------------------------------------------------8 3.4 Diferença entre minerais e rochas -------------------------8 3.5 Estudo das rochas --------------------------------------------9 4. Tipos de Rochas-----------------------------------------------------10 4.1 sedimentares-------------------------------------------------- 10 4.2 ígneas ou magmáticas --------------------------------------13 4.3 metamórficas-------------------------------------------------18 5. Impermeabilização de áreas molhadas--------------------------24 5.1 Impermeabilização -----------------------------------------25 5.2 Sistemas de impermeabilização --------------------------25 5.3 O custo benefício da impermeabilização ----------------26 5.4 Sustentabilidade e impermeabilização -------------------27 5.5 tipos de impermeabilização -------------------------------28 5.6 Aplicações ---------------------------------------------------30 5.7 Utilização em edificações ---------------------------------31 5.8 Impermeabilização em piscinas---------------------------35 6. Conclusão-----------------------------------------------------------37 7. Bibliografia---------------------------------------------------------38 Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 5 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 1. INTRODUÇÃO As rochas são, basicamente, associações naturais de dois ou mais minerais, agregados ou não. Algumas vezes são constituídas por apenas um mineral. Elas cobrem vastas áreas da crosta terrestre e são normalmente agrupadas de acordo com a sua origem, em três grandes classes: magmáticas ou ígneas, metamórficas e sedimentares. Os minerais são substâncias encontradas na natureza, formados por uma composição química equilibrada, resultante de milhões de anos de processos inorgânicos (ação do calor, pressão). Todos os minerais são sólidos, como feldspato, mica, quartzo. A água, apesar de ter fonte mineral, não é um minério, assim como o mercúrio (que é líquido em temperatura ambiente).Os materiais usados em construções se destinam a diversos fins, tais como acabamentos, estruturas, vedação, impermeabilizantes, etc., sendo que cada um deles exige características próprias para o fim a que se destinam. As propriedades básicas variarão de material para material. Compete a nós engenheiros conhecer os materiais disponíveis, ter domínio de suas propriedades básicas, em outras palavras, ter ciência dos materiais, o que permitirá com o seu emprego obter uma obra de aparência agradável quanto à sua forma, cor e acabamento, apresentando solidez que garanta durabilidade e que tenha seu custo bastante econômico. Neste trabalho, falaremos de um modo geral, sobre estes três tipos de rochas e sobre seus minerais constituintes e também sobre sua utilização na construção civil e também sobre impermeabilização. A impermeabilização é uma das etapas mais importantes na construção civil, mas vem sendo postergada, na maioria das vezes por buscar diminuição nos valores da obra e falta de informação, resultando no aparecimento de diversos problemas de impermeabilização, os custos do reparo desses problemas na maioria das vezes são maiores do que o custo de implementação, podendo chegar até mesmo a quinze vezes mais do que se fossem implementados no decorrer da obra. Esse trabalho apresenta análises sobre os tipos de impermeabilização, sobre seus benefícios e uma análise sobre um caso em específico. De forma a elucidar melhor sobre o assunto, primeiro foi realizado um estudo sobre os principais tipos de materiais utilizados no processo de impermeabilização e detalhes construtivos indispensáveis no processo. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 6 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 2. OBJETIVO O trabalho conforme edital disponibilizado pela Universidade paulista – UNIP tem como escopo uma exposição e uma apresentação dos diversos materiais naturais e artificiais da construção civil, bem como formas e possibilidades de seus usos na engenharia civil para o cumprimento com excelência das atividades exigidas. O estudo teve como objetivo a elaboração de uma pesquisa sobre os principais tipos de rochas: rochas ígneas, rochas sedimentares e rochas metamórficas. Para seudesenvolvimento foi realizada uma abordagem teórica sobre o tema e os principais processos de formação das rochas. Foi feita uma pesquisa em livros e sites relacionados ao assunto geologia, sua definição, os principais tipos de formações nas rochas, seus constituintes minerais e onde ocorrem na crosta terrestre. Fazer um estudo sobre impermeabilização e uma planta baixa de áreas molhadas, que deverá ser impermeabilizada com o material adequado. 2.1 Objetivos gerais • Apresentar um estudo sobre os tipos de rochas sua aplicação na construção civil e sobre impermeabilização em áreas molhadas. • Compreensão de forma pratica do conteúdo de matérias naturais e artificiais administrado em sala de aula. • Aumento dos conhecimentos adquiridos com base na atividade pratica que será exercida. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 7 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 3. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO Até meados dos Séc. XVIII persistiu um "obscurantismo" com relação ao interesse pelos fenômenos geológicos naturais. É provável que esse desinteresse tenha sido influenciado pelas ideias dominantes na época proveniente de uma observância do livro do Gênesis, que considerava que todo o tempo geológico não ultrapassava alguns poucos milhares de anos. Segundo tais ideias, as rochas sedimentares tiveram origem na ação do dilúvio bíblico e os fósseis eram interpretados como evidência de seres de invenções diabólicas afogados pelo dilúvio. Não havia até então estímulos à especulação pela crosta terrestre, exceto na busca de minerais úteis. Nessa época, além das observações esparsas de filósofos gregos haviam surgido manuais de Mineralogia que tratavam de métodos de mineração e metalurgia escritos (1494-1555). Na segunda metade do Séc. XVIII, as observações científicas de Steno, na Itália, e Hooke, na Inglaterra, produziram interpretações corretas do significado cronológico da sucessão de rochas estratificadas. www.tiberiogeo.com.br – A Geografia Levada a Sério Página 2 Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA – Disciplina: Geologia Geral – Professor: Tibério Mendonça Arduíno, em 1760, c1assificou rochas de uma região da Itália em primárias, rochas cristalinas; secundárias, rochas estratificadas com fósseis; e terciárias, rochas pouco consolidadas com conchas. James Hutton (1726-1797) recusou-se a imaginar a criação da Terra a partir de um dilúvio, ou seja, um evento repentino e único. Examinando as rochas estratificadas, encontrou vestígios de repetidas perturbações nas rochas em alternância com longos e calmos períodos de sedimentação. Em muitos lugares constatou que uma sequência de estratos assenta sobre camadas revolvidas, enquanto, em outros, corta camadas inclinadas. Ele explicou que inicialmente ambas as camadas eram horizontais, porém a inferior foi erguida e erodida antes da deposição da camada seguinte. Dessa forma, a história da crosta terrestre era a da "sucessão de mundos anteriores". Suas contestações foram resumidas na célebre frase "não encontramos nenhum sinal de um começo, nenhuma perspectiva de um fim". O ponto de vista de Hutton veio a ser chamado "uniformitarismo", pois seus argumentos baseavam- se nas observações da erosão nos rios, vales e encostas, concluindo que todas as rochas se formaram de material levado de outras rochas mais antigas e explicando a formação de todas as rochas com base nos processos que estão agora operando, não se exigindo, para isto, outra coisa senão o tempo. Abraham G. Werner (1749-1815), um dos mais persuasivos e influentes mestres europeus, defendia ardorosamente uma doutrina denominada "netunista", a qual se coadunava melhor com a história bíblica. Tal doutrina sustentava que todas as rochas haviam sido formadas a partir de um oceano primitivo único que no passado cobriu toda a Terra. As rochas calcárias, graníticas e basálticas formavam-se a partir de precipitados químicos. Quando a água recuou, ficaram expostas todas as rochas com a configuração que hoje se encontra por sobre toda a superfície terrestre. A tese de Hutton sobre o uniformitarismo, embora muito popular, não conseguiu suplantar a de Werner naquela época, só logrando liderança efetiva com Charles Lyell (1797-1875). William Smith (1769-1839), modesto engenheiro inglês, prestou pouca atenção às controvérsias existentes na época entre os "netunistas" e os "uniformitaristas", se é que realmente teve notícias da existência de tais discussões. Trabalhando com movimentação de terras, escavações de canais e construção de estradas, foi incorporado a uma equipe que trabalhava na construção do canal de Somerset. Para isto havia sido enviado inicialmente para o norte da Inglaterra para estudar métodos de construção de canais. Aproveitando a viagem para examinar as rochas expostas, cada vez mais se confirmavam suas suspeitas: as mesmas formações que conhecia no sul da Inglaterra se estendiam pelo norte e dentro, da mesma ordem. Smith trabalhou cinco anos no canal de Somerset, quando descobriu que, entre diversas formações já conhecidas, à primeira vista, muitas eram semelhantes, porém tinham uma característica que as diferenciava: os fósseis que continham não eram os mesmos. Descobriu, então, que os sedimentos de cada época tinham seus fósseis específicos. Smith divulga, nessa ocasião, o primeiro mapa geológico, com divisões estratigráficas baseadas nos fósseis. Com a fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, a partir de 1876 tem o Brasil iniciada a formação de geólogos que viriam a trazer grande impulso à pesquisa e ao ensino de Geologia nos país. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 8 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 3.1 O ESTUDO DA TERRA No planeta Terra, sob uma cobertura de detritos, solo, vegetação, água e gelo, ocorrem materiais sólidos denominados rochas. Rochedos, encostas de morros, cortes de estradas ou ilhas estéreis, constituem afloramentos de rochas, perfazendo 3% da superfície dos continentes. Rochas são definidas como quaisquer agregados naturais sólidos, compostos de um ou mais minerais, e constituem parte essencial da crosta terrestre. As rochas são estudadas em diferentes níveis de observação (afloramentos, amostras de mão e diversos tipos de lâminas) e sob vários aspectos. Denomina-se estrutura o aspecto geral externo da rocha, que pode ser maciço, orientado, com cavidades, etc. Já a textura, se revela por meio da observação mais detalhada do tamanho, forma e relacionamento entre os cristais ou grãos constituintes da rocha. Para os estudos das rochas também é importante a determinação de seus minerais constituintes. Um agregado de minerais constitui uma rocha, composta por minerais essenciais e acessórios. A nomenclatura de uma rocha é dada pelos minerais essenciais. Os materiais sempre tiveram um papel fundamental na vida da humanidade. As civilizações antigas foram designadas de acordo com o domínio dos materiais, idade da pedra, idade do ferro, etc. No início o homem só tinha acesso aos materiais naturais, tais como pedras, madeira, ossos e peles. A noção inicial baseava-se na dureza. Após o domínio do fogo, tomou-se noção dos materiais inflamáveis e não- inflamáveis bem como outras transformações decorrentes da temperatura. Como passar do tempo foi se descobrindo a possibilidade de criação de novos materiais, como cerâmica e outros metais. Em seguida os tratamentos térmicos e outros processos tiveram grande importância. Existem vários elementos naturais que formam as paisagens terrestres, dentre eles as rochas e os minerais. Para conhecer mais sobre as características físicas do planeta Terra, é ideal que se conheça o que são rochas e minerais, as diferenças entre estes dois conceitos, bem como quais os tipos existentes no planeta. Essas composições estão a todo momento na vida das pessoas, mesmo que nem sempre notadas. 3.2 A LITOSFERA A Litosfera é uma das camadas terrestres, também conhecida como crosta terrestre. É a camada mais superficial dentre as camadas do planeta Terra. Abaixo da litosfera está o manto, e na porção mais interna do planeta está o núcleo. A Litosfera é formada por rochas e minerais, sendo que ela é a camada sólida do planeta Terra. 3.3 MINERAIS Os minerais são substâncias encontradas na natureza, resultantes de milhões de anos de dinâmicas naturais. Os minerais são, portanto, compostos naturais sólidos. Eles possuem cor, brilho e composição física bem definida e diferenciada. Nos minerais, facilmente se podem identificar os elementos formadores destes. As rochas estão em todos os lugares do planeta, distribuídas em formas diversificadas e originadas por fatores diversos. Basicamente, as rochas são agregadas de minerais, constituindo materiais sólidos que formam a crosta terrestre. A litosfera, que é a camada sólida mais externa do planeta terra, por exemplo, é formada de rochas e minerais, as quais são comumente chamadas de “pedras”. Existem três categorias básicas para conceituação das rochas, sendo elas magmáticas, sedimentares e metamórficas, e dentro destas, outras tantas categorias conforme características de formação. 3.4 DIFERENÇA ENTRE MINERAIS E ROCHAS As rochas são constituídas de minerais, no entanto, nem todos os minerais são caracterizados como rochas. Os minerais são, basicamente, compostos naturais sólidos, os quais possuem cor, brilho e uma composição química bem definida e especificada. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 9 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Magmáticas, sedimentares e metamórficas são os três tipos de rochas Assim, facilmente são definidos os elementos da composição de um mineral, pois não são agregados, mas sim homogêneos. Já as rochas são agregadas de minerais, o que significa que quando há a união de um ou mais minerais, estes formam as rochas. Muitas vezes, minerais e rochas possuem um valor comercial, por vezes bastante alto, passando a ser denominados de “minérios”. Assim, os minérios são elementos dos quais os seres humanos obtém valores monetários, como é o caso do ouro, do ferro, dos diamantes, etc. 3.5 ESTUDO DAS ROCHAS Existem campos da ciência próprios ao estudo das rochas, como é o caso da “Petrologia”, a qual é uma ciência que se preocupa com as rochas, pesquisando sua mineralogia, ou seja, composição dos minerais que as formam, textura, bem como sua composição química, classificação e suas estruturas. No caso específico da Geografia, a parte da ciência que se preocupa mais fielmente com o estudo das rochas é a “Geologia”, sendo que esta tem como objeto de estudos a formação geológica do planeta Terra, envolvendo, portanto, também o estudo das rochas que o formam. A Geologia estende seus estudos ainda para a compreensão da origem, da história, da vida e da estrutura da Terra, perpassando pelas condições de formação das rochas, bem como pela diversidade destas existentes no planeta. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 10 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 4. TIPOS DE ROCHAS 4.1 Sedimentares Rochas Sedimentares São rochas que se formam na superfície da crosta terrestre sob temperaturas e pressões relativamente baixas, pela desagregação de rochas pré-existentes seguida de transporte e de deposição dos detritos ou, menos comumente, por acumulação química. Conforme a natureza desse material podem ser detríticas ou não detríticas. Possuem porosidade e permeabilidade, uma marcante estratificação e baixa resistência mecânica. São muito difíceis de polir e podem conter fósseis. As camadas de rochas sedimentares podem totalizar vários quilômetros de espessura. Exemplos de rochas sedimentares muito conhecidas no Brasil são as que formam os morros de Vila Velha (PR), a Chapada Diamantina (BA) e a Gruta de Maquiné (MG). No exterior, é muito conhecido o Gran Canyon (Colorado, EUA). De um modo geral e amplo, as rochas sedimentares mais comuns podem ser divididas em arenosas (detríticas), argilosas (detríticas) e carbonatadas (não detríticas), estas últimas subdivididas em calcários e dolomitos. Rochas sedimentares detríticas (também chamadas de clásticas) são aquelas formadas pela deposição de fragmentos de outras rochas (ígneas, metamórficas ou mesmo sedimentares). Esses fragmentos, principalmente quartzo e silicatos, constituem os sedimentos e surgem por efeito da erosão. Chuva, vento, calor e gelo vão fragmentando as rochas e os pedaços que se soltam são transportados para lugares mais baixos pela ação da gravidade, de rios, de geleiras ou do vento. O mais extenso e mais duradouro dos ambientes de deposição é o marinho. Ele é o destino final de todos os sedimentos e nele estão a maior parte dos sedimentos detríticos. Conforme o diâmetro dos grãos desses sedimentos, eles podem ser, do maior para o menor: cascalho, areia, silte ou argila (conforme tabela a seguir). Cascalhos formam conglomerados e brechas, areias formam arenitos, siltes formam siltitos e argilas formam argilitos. SEDIMENTO DIÂMETRO ROCHA SEDIMENTAR Cascalho Muito grosso (matacões) Grosso Médio (seixos) Fino (grânulos) mais de 256 mm de 64 mm a 256 mm de 4 mm a 64 mm de 2 mm a 4 mm Conglomerado (fragmentos arredondados) ou brecha (fragmentos angulosos) Areia Muito grossa Grossa Média Fina Muito fina de 1 mm a 2 mm de 0,5 mm a 1 mm de 0,25 mm a 0,5 mm de 0,125 mm a 0,25 mm de 0,062 (ou 0,05) mm a 0,125 mm Arenitos Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 11 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Silte de 0,005 mm a 0,062 (ou 0,05) mm Siltitos Argila menos de 0,005 mm Argilitos Esses sedimentos são transportados até uma bacia sedimentar, deserto ou delta de rio e, então, começam a ser compactados pelo peso de mais sedimentos que sobre eles se depositam. As rochas argilosas são as mais abundantes das rochas sedimentares, mas também as mais difíceis de estudar, devido à granulação fina dos sedimentos que as formam. A deposição começa sempre pelas partículas maiores e mais pesadas. As menores, mais leves e menos esféricas tendem a prosseguir, sendo depositadas depois e mais adiante. Com o tempo, os grãos ou seixos vão se unindo, muitas vezes pela precipitação, entre eles os de óxido de ferro ou de carbonato de cálcio, de modo a ficaremcimentados, originando então a rocha sedimentar. Se o sedimento for areia, formará um arenito; se for argila, formará uma argilito etc., conforme visto na tabela acima. As mudanças na textura e na composição sofridas pelos sedimentos em temperaturas relativamente baixas e que levam à formação da rocha sedimentar chamam-se diagênese. Ela pode ocorrer logo após a deposição ou bem depois. Rochas sedimentares não detríticas surgem pela precipitação química de sais ou pela acumulação de restos orgânicos de animais e plantas. Quando formadas por sais, são chamadas de químicas. Ex.: calcário e evaporito. Se formadas por restos orgânicas, são chamadas de orgânicas. Ex.: guano e carvão. As rochas sedimentares químicas são formadas principalmente por carbonatos, sulfatos, sílica, fosfatos e haloides. As principais rochas calcárias são o calcário (composto essencialmente de calcita) e o dolomito (composto de dolomita). Tipos mistos são os calcários dolomíticos. Afora os carbonatos, costumam conter quartzo, argila e outros minerais. As rochas sedimentares costumam ser muito porosas, o que permite que nelas se acumule água. São, por isso, importantes fontes de água subterrânea. Aquelas que possuem água em poros que se interconectam (isso é, que são porosas e permeáveis) constituem aquíferos, ou seja, massa rochosa capaz de armazenar e fornecer água. Arenitos costumam ser ótimos aquíferos. 4.1.1 ROCHAS UTILIZADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 4.1.2 Arenito • Composição: grãos de sílica ou quartzo; • Cores: variam de branco a rosa/avermelhada; • Características: razoável resistência ao risco; • Utilização: revestimentos de pisos e paredes. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 12 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 4.1.3 Calcário e dolomito • Composição: material carbonato; • Cores: variam de transparente a coloridas, dependendo das impurezas; • Características: composição química importante, solubilidade; • Utilização: matéria-prima para indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica, corretor de solo, adubo químico, brita e agregado para concreto. 4.1.4 Argila • Composição: silicatos e alumina hidratados; • Cores: • Características: baixo índice de granulometria, plasticidade em função de água, ação do calor pode ocasionar variação na densidade, porosidade, dureza, resistência etc • Utilização: construção de blocos cerâmicos, como tijolos; Argila expandida* Argila Expandida: material de formato arredondado que se destaca pela leveza. Na construção civil, é uma excelente opção para formação de concreto leve — misturando o elemento com sistema de concreto monolítico. Nesse sentido, serve para fechamentos e fundações de edifícios, recuperação estrutural e até projetos de pontes. A rigidez da casca da argila expandida é outra vantagem, pois proporciona alta resistência ao local aplicado. Devido à sua inércia química e alta durabilidade, também pode ser exposta a ambientes extremamente agressivos, como plataformas marítimas. Produzida através do aquecimento artificial de certas argilas, em fornos rotativos que atinjam temperatura de 1.200°C. Por meio desse processo, a argila retém gases e se expande. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 13 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 4.2 ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS Conquanto se conheçam cerca de 2000 minerais, apenas uns 15 são suficientes para serem considerados como formadores de rochas. •silicatos: feldspato, mica, quartzo, serpentina, clorita, talco; •óxidos: hematita, magnetita, limonita; •carbonatos: calcita, dolomita; •sulfatos: gesso, anidrita. Feldspatos: são silicatos duplos de Al e de um metal alcalino ou alcalinoterroso (K, Na ou Ca). Os principais são ortoclasita, anortita e albita. Há ainda combinações dos dois últimos, chamados de plagioclásios. Os feldspatos sofrem decomposição mais ou menos acentuada pelos agentes da natureza; pela ação da água carregada de CO2 é característica a alteração em argila branca, denominada caulim. Constituem quase a metade dos minerais da crosta terrestre. Micas: são, geralmente, ortossilicatos de Al, Mg, K, Na ou Li e, mais raramente, de Mn e Cr. Distinguem-se imediatamente por suas delgadas lâminas flexíveis e por sua clivagem extremamente fácil. Os principais tipos são a muscovita (mica branca), a mais abundante, e a biotita (mica preta). Quartzo: é o mais importante dos minerais do grupo dos silicatos. Sua composição química é SiO2, sílica cristalina pura. Os seus cristais apresentam a forma de um prisma hexagonal, tendo, nas bases, pirâmides hexagonais. É facilmente identificado macroscopicamente. Devido à sua estabilidade química e dureza, é um dos minerais mais resistentes aos habituais agentes de intemperismo, tais como a água e a variação de temperatura; por isso, passa quase incólume da rocha aos solos. O quartzo apresenta-se, também, em formas amorfas, como é o caso da opala. Serpentina, clorita e talco: os dois primeiros de tonalidade verde e, o último, branco ou branco-esverdeado; a serpentina dá origem à rocha de mesmo nome. Hematita, magnetita e limonita: são os principais minerais entre os óxidos de ferro; suas fórmulas químicas são hematita (Fe2O3), magnetita (Fe3O4) e limonita (Fe2O3 · H2O). Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 14 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Calcita e dolomita: são os mais importantes minerais no grupo dos carbonatos. Embora tenham propriedades físicas semelhantes, a dolomita [(CO3)2 CaMg] difere da calcita (CO3Ca) pela sua maior dureza e fraca reação (mesmo quando pulverizada) em contato com o HCl. Gesso e anidrita: diferenciam-se pela “água estrutural” e, consequentemente, pelos valores da densidade e da dureza: gesso (SO4Ca · 2H2O) e anidrita (SO4Ca). Minerais argílicos: são complexos de silicatos de alumínio hidratados, formadores de solos. Os minerais mais comuns, e que se destacam por exibirem comportamentos peculiares, são: caulinita, ilita e montmorilonita; de dimensões muito reduzidas, somente são reconhecidos por ensaios de raios X. As argilas são muito expansivas e, portanto, instáveis na presença da água. Com relação à porcentagem da sílica, as rochas se classificam em: ácidas, se a porcentagem é maior que 66%; intermediárias, se entre 66 e 52%; básicas, se menor que 52%. Quanto à gênese, as rochas são classificadas em três grandes grupos: magmáticas ou ígneas, sedimentares ou metamórficas. ROCHAS MAGMÁTICAS As rochas ígneas (do latim ignis, “fogo”) são formadas a partir de um líquido, de rocha fundida, denominado magma. O magma é um material líquido natural, composto de uma mistura dos elementos mais abundantes na Terra, O e Si, associados a quantidades menores de Al, Ca, Mg, Fe, Na e K, além de outros elementos químicos. O magma pode se formar em profundidades maiores ou menores. Há magmas que se originam no interior da crosta terrestre, enquanto alguns outros podem ter sido formados no próprio manto. Normalmente as temperaturas encontradas em magmas variam entre700 e 1.200o C. Quando o magma atinge a superfície da Terra e extravasa, passa a se denominar lava. No primeiro caso, as rochas assim formadas chamam-se rochas vulcânicas ou extrusivas, enquanto as formadas sob grandes profundidades na crosta recebem o nome de rochas plutônicas ou intrusivas. Todas fazem parte da categoria das rochas magmáticas ou ígneas. Exemplos de rochas intrusivas: granito, gabro e sienito; de extrusivas: obsidiana, riolito e andesito. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 15 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 4.2.1 CARACTERÍSTICAS DAS ROCHAS MAGMÁTICAS • aspecto maciço ou compacto; • grãos imbricados em rochas cristalinas; • distribuição espalhada e homogênea; ausência de camadas ou estratos; • presença eventual de poros, cavidades, espaços vazios e/ou amígdalas, observáveis a olho nu; característica restrita a algumas rochas vulcânicas, como pedra-pomes e outras; • constituintes com formas irregulares ou geométricas, jamais arredondados mecanicamente, mas às vezes redondas devido à cristalização; • ausência de orientação ou foliação. 4.2.2 TIPOS DE ROCHAS MAGMÁTICAS 4.3.3 INTRUSIVAS GRANITO: O granito é a rocha ígnea mais comum. Ocorre com diversas cores, cinza claro a cinza escuro, amarelo, rosa ou vermelho. A variação de cor provém, normalmente da cor dos feldspatos, que é o mineral mais frequente nos granitos. É constituído por ortoclásio (rosa), predominantemente, e quartzo (incolor); freqüentemente ocorre ainda plagioclásio sódico (leitoso). Contém ainda biotita (preta) ou muscovita (cinza) e anfibólio (escuro), mais comumente hornblenda. A maioria dos granitos possui textura granular hipidiomórfica, ou seja, apresenta grãos equidimensionais. A estrutura em geral é maciça, onde os constituintes em geral não apresentam orientação preferencialmente (orientada). A granulação pode variar de milimétrica a centimétrica. No Rio Grande do Sul, os granitos são rochas muito comuns, fazendo parte do denominado Escudo Sul-Riograndense. Em Porto Alegre, como em muitas cidades, nossas casas estão construídas sobre rochas graníticas. Os granitos são utilizados na construção civil como material de pavimentação, em estradas, revestimentos de fachadas, churrasqueiras, bancadas de cozinha, pias. GABRO: O gabro é uma rocha magmática máfica (escura) formada a grandes profundidades (intrusiva) e com textura fanerítica hipidiomórfica formada por minerais maiores que os do diabásio. O principal constituinte dos gabros é o feldspato calco-sódico (plagioclásio), de cor branca. Os minerais escuros são representados por augita e hiperstênio (piroxênios) e olivinas. Sua composição química é pobre em sílica e rica em álcalis. Há uma grande variedade de tipos diferentes de gabros, dependendo dos minerais que apresentam. O magma de origem é o mesmo que aquele que forma os diabásios e os basaltos. Os gabros ocorroem em sills, diques grandes e stocks. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 16 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 SIENITO: É uma rocha ígnea plutônica, composta essencialmente de feldspato potássico rosa (ortoclásio) e oligoclásio (leitoso), com pequenas quantidades de hornblenda, biotita e piroxênio (os três escuros). Assemelha-se, assim, a um granito, na aparência, mas difere dele porque contém menos de 5% de quartzo. São rochas faneríticas (com grãos grandes), em geral de textura granular. Dada à fraca proporção de minerais ferro-magnesianos (escuros) as cores predominantes são claras, sendo as mais comuns a branca, a rosada, a vermelha, a cinzenta e também a amarelada. Os sienitos apresentam variedades conforme a natureza do mineral máfico dominante. Por outro lado, dos tipos que apresentam feldspatóides, portanto com alguma sub-saturação em sílica, os mais comuns são os que contém nefelina e/ou sodalita. No RS, existe só uma ocorrência conhecida como sienito Piquiri, no município de Cachoeira do Sul. A principal utilidade dessa rocha é como material de ornamentação, sendo exportada em grandes blocos, cada uma com mais ou menos 20 toneladas de peso. 4.2.4 EXTRUSIVAS RIOLITO: Rocha ígnea vulcânica, correspondente extrusiva do granito. É densa e possui uma granulação fina. Também é chamado de quartzo-pórfiro. Sua cor é cinza avermelhada, rosada, podendo ser até preta. A textura é porfirítica, possuindo em alguns casos um certo arranjo orientado como conseqüência do movimento da lava. Dá-se a este aspecto o nome de textura fluidal. A massa fundamental ou matriz afanítica (não se visualiza os minerais a olho nu) ou vítrea. Os fenocristais são normalmente de quartzo e feldspatos. Em relação aos basaltos, também rochas extrusivas, possuem uma ocorrência muito menor, não chegando a formar grandes corpos. Uma ocorrência é na Av. Bento Gonçalves, em Viamão, junto ao Parque Saint Hilaire. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 17 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 BASALTO: São as rochas vulcânicas mais abundantes, tendo como equivalente plutônico (intrusivo) o gabro. A textura é microcristalina (grãos muito pequenos, só visíveis ao microscópio), vítrea (com vidro) ou porfirítica (alguns grãos grandes em uma massa de grãos menores). Pode ser às vezes vesicular, o que torna a rocha porosa, semelhante a uma esponja. Os basaltos calco-alcalinos são produtos principais dos vulcões do tipo havaiano; predominam entre as lavas dos cinturões orogênicos (das cadeias de montanhas). Onde se extravasaram a partir de grandes fissuras, formaram enormes platôs como, por exemplo, a Bacia do Paraná, cuja maior extensão localiza-se em território brasileiro. Atualmente, o Brasil não possui nenhum vulcão ativo. O vulcanismo mais moderno foi responsável pela formação de diversas ilhas do Atlântico brasileiro, como Fernando de Noronha, Trindade, Rochedo e Abrolhos. O principal uso dos basaltos é na pavimentação e ornamentação de fachadas. Belos cristais de quartzo- ametistas são explorados no RS, no interior de grandes amígdalas, oca por dentro e atapetadas internamente. OBSIDIANA: Se encontra na categoria de vidros vulcânicos. É um produto da lava vulcânica que, por se resfriar rapidamente na superfície terrestre, não permite a formação em quantidade substancial de cristais, sendo considerada um mineraloide. Não se encontram obsidianas datadas de antes do Período Cretáceo devido a sua metaestabilidade, uma vez que o seu processo de decomposição é acelerado pela presença de água. Contudo, sabe-se que suas aplicações na vida do ser humano são recorrentes desde a Pré-História como produção de lâminas cortantes, pontas de flechas e de lanças, utilizadas como ferramentas de caça, uso decorativo no Antigo Egito, foi muito utilizada pelos videntes, como espelhos e esferas no auxílio na visão astral, e na contemporaneidade a obsidiana também tem aplicações na medicina moderna, as lâminas feitas deste material apresentam cortes mais finos que causam menos danos ao tecido corporal, diminuindo o tempo de recuperação por feridas cirúrgicas. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 18 UniversidadePaulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 4.3 METAMÓRFICAS As rochas metamórficas são oriundas de transformações sofridas por outros tipos de rochas preexistentes que foram submetidas a processos geológicos variados, os quais produziram novas texturas e novos minerais, geralmente através do procedimento chamado Metamorfismo, que quer dizer mudanças mineralógicas e estruturais que sofrem as rochas (sem que sofram fusão) quando submetidas a condições físicas e químicas diferentes daquelas que originalmente as formaram. Esse tipo de rocha recebe nomes diferentes dependendo de sua procedência. Quando elas se originam a partir de rochas sedimentares, são chamadas de parametamórficas; quando são oriundas de rochas ígneas, são chamadas de ortometamórficas. Além desses dois tipos, existem também aquelas originadas de outras rochas metamórficas. Essas rochas podem resguardar algumas características de suas rochas formadoras (chamadas de protólitos), incluindo a base de alguns minerais, a sua estruturação e composição química. Portanto, pode-se dizer que o tipo de protólito é determinante para as características das rochas metamórficas. Rochas metamórficas têm porosidade que varia com o grau de metamorfismo. Os principais exemplos de rochas metamórficas são: Gnaisse: é uma rocha metamórfica muito utilizada na construção civil e na pavimentação. Ela é originada a partir do granito. O Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, é uma formação rochosa em gnaisse. Ardósia: formada a partir do xisto, que é também uma rocha metamórfica, a ardósia é outra rocha muito utilizada na construção civil. É comum nos pisos em bordas de piscinas, em fachadas e muros. Mármore: tipo de rocha metamórfica originada do calcário exposto à alta temperatura e pressão. É muito utilizado na produção de pias, bancadas, fachadas, pisos e na construção em várias aplicações. Esses tipos de rochas têm muita importância econômica em virtude de sua ampla utilização na construção civil e na fabricação de objetos ornamentais, pois são materiais de revestimento muito duráveis, além de conferirem solidez e nobreza aos produtos. 4.3.1 Rochas utilizadas na Construção Civil 4.3.2 Gnaisse • Resultante da deformação de sedimentos arcósicos ou de granitos; • Sua composição é de diversos minerais, mais de 20% de feldspatopotássico, plagioclásio, e ainda quartzo e biotita; • Empregada como brita na construção civil e pavimentação além do uso ornamental; • Descrição visual: Possui bandeamentos, ou faixas, resultado da segregação de seus minerais escuros (máficos), dos claros; • Descrição da textura (ao tato): É uma rocha de alta dureza, bastante áspera e rugosa; • Apresenta textura silte a silte-arenosa, com diferentes graus de alteração devido ao diaclasamento e a complexidade estrutural, mantendo planos de foliação; • Um exemplo de formação rochosa em gnaisse é o Pão de Açúcar. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 19 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Gnaisse em brita Palácio do Catete – Gnaisse usado na ornamentação Gnaisse utilizada na pavimentação 4.3.3 Ardósia • Tem grade estabilidade e não conduz energia elétrica; • O Brasil é o segundo maior produtor mundial de ardósia, sendo o estado de Minas Gerais responsável por aproximadamente 97% da produção nacional; • É considerado na Construção Civil um revestimento de pedra versátil; • É um revestimento decorativo muito bonito e resistente que apresenta diversas opções de cores e texturas; • Usada geralmente na forma polida; • Quando utilizada na forma não polida/antiderrapante é ideal para revestimentos exteriores ou onde há probabilidade de conato com a umidade ou água da chuva; • Antigamente as folhas finas de ardósias preta ou cinza escuro eram utilizadas na produção de lousas escolares; • Hoje em dia, a Ardósia escura é utilizada para fins variados como: o Ladrilhos de amanhos e espessuras diversas; o Revestimentos de paredes internas e externas; o Tampos de mesa (normal e de bilhar); o Degraus; o Pingadeiras. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 20 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 • Algumas produtoras possibilitam que o cliente escolha o tamanho do revestimento que necessita, podendo encontrar até mesmo peças de mais de dois metros de largura, também conhecidos como lajões; • Também é aplicada em telhas e são duráveis e impermeáveis. As telhas de ardósia preta são vendidas em tamanhos variados e podem vir também com acabamento em algumas peças que ficarão expostas; • Existe também o piso elevado de ardósia, que facilita instalações elétricas e passagens de cabos em sua parte inferior, permitindo uma reforma e a troca do revestimento de maneira pratica e realmente útil. Ele é vendido em formato de painel, com tamanhos variados. Piso revestido de ladrilhos de ardósia Fachada revestida de peças de ardósia sem polimento 4.3.4 Mármore • O mármore é uma rocha metamórfica que contém mais de 50 % de minerais carbonáticos (calcita e dolomita), formados a partir do metamorfismo de rochas sedimentares calcíticas ou dolomíticas. Apresenta granulação variada e cores branca, rosada, cinzenta e esverdeada; • São utilizados principalmente como rocha ornamental em ambientes interiores, podendo ser aplicados em: o Pisos e paredes o Lavatórios, o Lareiras, o Mesas, o Balcões, o Tampos. • A fixação do mármore como rocha ornamental é feita com o uso de argamassas próprias para o tipo de rocha. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 21 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Mármore utilizado na ornamentação e design de uma cozinha Mármore utilizado na ornamentação externa de uma casa 4.3.5 Anfibolito • Mineralogia principal - anfibólio (hornblenda, actinolita), plagioclásio (labradorita, albita); • Principais acessórios - quartzo, feldspato potássico, titanita e epidoto; • Composição Química – básica; • Estrutura - maciça, foliada, linear • Texturas - granoblástica, nematoblástica; • Tipos de metamorfismo - metamorfismo regional e de contato; • Fácies metamórfica - xisto verde a anfibolito; • Principais rochas pré-existentes - Rochas magmáticas de natureza básica e sedimentos margosos; • Observações - Os anfibolitos podem ser utilizados como rocha ornamental, levando-se em consideração várias características. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 22 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Principais litotipos da Unidade Tróia: a) anfibolito intercalado com lentes de metathrondjemito, ponto DC164; b) fotomicrografia dos cumulatos em hornblendito;c) metathrondjemito com lineação mineral, intercalado com anfibolito, ponto DC-425;d) fotomicrografia do metathrondjemito; e) serpentinito, ponto DC-307; f) fotomicrografia do serpentinito 4.3.6 Quartzito • Mineralogia principal – quartzo • Constituintes menores - muscovita, biotita, sericita, turmalina, dumortierita • Composição Química – silicosa • Estrutura - maciça ou foliada • Texturas - granoblástica a granolepidoblástica • Tipos de metamorfismo - metamorfismo regional e de contato • Principais rochas pré-metamórficas - Arenitos mais ou menos puros e cherts. • Observações - Rocha fonte de materiais para tijolos e refratários de sílica, usada na siderurgia e para o preparo do leito de fusão dos altos-fornos, rocha ornamental utilizada de diferentes maneiras (rústica, talhada, polida, etc). Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 23 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Quartzo amarelo em filete na ornamentação de uma sala Banheiro revestido com quartzo filetado Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 24 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 5 IMPERMEABILIZAÇÃO DE ÁREAS MOLHADAS 5.1 Impermeabilização e sua utilização Uma preocupação do homem desde os primórdios em que habitavam cavernas era a úmida. O homem primitivo passou a se refugiar em cavernas para se proteger das chuvas,a nimasi e do frio. Percebeu que a umidade ascendo do solo e penetrava pelas paredes, o que tornava a vida dentro das cavernas difícil. Com esses problemas o homem teve que aprimorar os seus métodos construtivos e de isolamento da sua habitação. A água, o calor e a abrasão foram e semprao saro um dos principais fatores de desgaste e depreciação das contstrçoes, a agua, principalmente, dado a sua facilidade de penetração. Sendo uma das principais etapas na construção, a impermeabilização propicia conforto aos usuários finais das construções. Uma eficiente proteção deve ser ofericada aos diversos elementos de uma obra sujeit as ações das intempéries, com o intuito de proteger a edificaçai de inúmeros problemas patológicos que poderão surgir com a infiltração de agaua, integradas ao oxigênio e outros componentes agressivos da atmosfera. A vida útil de uma edificaçao depende diretamente de uma eficiente realização da impermeabilização. Considerada ainda um grande desafio para a conctruçao civil, a umidade precisa ser combatida e é uma preocupação constante da aréa devido aos efeitos negativos da má impermeabilização. Entre os principais problemas em obras de construção civil, a falta de imperabilizaçao é um dos mais citados. Pelo fato de . na maioria das vezes estar fora do alcance visual após a edificação estar concluída, geralmente a impermeabilização é negligenciada não sendo tratada com a necessária importância ou, ate mesmo, não sendo utilizada. Diariamente, as construções e empreendimentos estão vulneráveis a ação de infiltrações e ações do ambiente. Isso é potencializado pelo clima, as chuvas e a situação de exposição constante destas obras. Sendo assim, a impermeabilização se torna uma alternativa para reduzir possíveis reformas, tornando as soluções mais eficientes e os serviços mais completos. No setor da construção civil, esse recurso apresenta um grande potencial, que alia eficiência e sustentabilidade, além de reduzir de forma significativa os futuros problemas que a empresa contratada e o contratante podem ter. Impermeabilização consiste em uma técnica de aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel. As aplicações têm por objetivo minimizar a ação de umidade e água, proveniente da chuva, lavagem, banhos ou outras origens. De acordo com a NBR 9575:2003, a impermeabilização objetiva proteger as construções contra a ação deletéria de fluidos, de vapores e da umidade; produto (conjunto de componentes ou o elemento) resultante destes serviços. Geralmente a impermeabilização é composta de um conjunto de camadas, com funções específicas. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 25 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Com uma boa impermeabilização são evitados problemas decorrentes da degradação precoce das estruturas. O setor de construção civil tem neste procedimento um grande ganho. Afinal, há redução de queixas de infiltrações, vazamentos e outros problemas relacionados. A NBR 9575:2003 também define conceito importantes relacionados a impermeabilização Estanqueidade: Propriedade de um elemento (ou de um conjunto de componentes) de impedir a penetração ou passagem de fluídos através de si. Impermeabilidade: Propriedade de um produto de ser impermeável. A sua determinação está associada a uma pressão limite convencionada em ensaios específicos. Impermeável: Produto (material ou componente) impenetrável por fluídos. 5.2 Sistemas de Impermeabilizaçao Base; Camada de regularização; Camada de berço; Camada impermeável; Camada separadora; Camada de amortecimento; Proteção térmica. Proteção mecânica. 5.2.1 Base: Determina algumas exigências ao sistema de impermeabilização, em função de: • Grau de fissuração; • Deformabilidade devido a cargas; • Movimentação térmica. 5.2.2 Camada de regularização: Tem a função de regularizar o substrato (base), proporcionando uma superfície uniforme de apoio adequada à camada impermeável, e de fornecer a ele um certo caimento. Deve possuir uma certa declividade (mínimo 1%) sempre que for necessário 5.2.3 Camada de berço: Função de apoio e proteção da camada impermeável contra agressões provenientes do substrato. Ex: - adesivo elastomérico; - asfáltico; - geotêxtil de poliéster ou PP; - manta asfáltica; - EPS. Função de absorver e dissipar esforços atuantes sob a camada impermeável, de modo a protegê-la contra a ação deletéria destes esforços. 5.2.4 Camada impermeável: Tem a função de prover uma barreira contra a passagem de fluidos (NBR 9575/2010). Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 26 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 5.2.5 Camada separadora: Função de evitar a aderência de outros materiais sobre a camada impermeável (NBR 9575/2010) • Papel kraft sobre camada geotêxtil •Papel kraft betumado; • Lâmina plástica flexível (filme de PE). Evita que os esforços de dilatação e contração da argamassa de proteção mecânica danifiquem a impermeabilização 5.2.6 Camada de amortecimento: Absorve e dissipa esforços estáticos ou dinâmicos que atuam sobre a camada impermeável. Utilizada em conjunto com a camada de berço. Ex: - areia, cimento e emulsão asfáltica; - geotêxtil de poliéster ou polipropileno (PP) - emulsão asfáltica com borracha moída; - poliestireno expandido ou extrudado; Protege mecanicamente a impermeabilização, minimizando as variaçõesde temperatura nesta camada. Aumenta a durabilidade do sistema dobrando a sua vida útil. 5.2.7 Proteção térmica: Função de reduzir o gradiente térmico atuante sobre a camada impermeável (NBR 9575/2010) Aumenta a vida útil da camada impermeável; Recomendável em áreas sob ação intensiva das intempéries (sol, chuva, neve, geada, ...). • Argamassas com pérolas de isopor ou vermiculita; concreto celular,solo. • EPS, PU, lã de rocha ou de vidro 5.2.8 Proteção mecânica: Função de absorver e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada impermeável, de modo a protegê-la contra a ação deletéria destes esforços (NBR 9575/2010). Deve ser aplicada sobre camada separadora. Ex: argamassa, concreto, geotêxtil, metal, solo, agregado. 5.3 O custo-benefício da Impermeabilização Para que uma obra seja executada de maneira adequada, muitos aspectos devem ser observados. Os custos e os prazos são as principais preocupações – tanto do contratante quanto da empresa contratada*. Como já citado anteriormente, a impermeabilização reduz o risco de vazamentos e infiltrações nas obras, aumentando sua vida útil. Mas em relação aos custos, quais são as vantagens de adotar o processo? Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 27 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 O valor destinado à impermeabilização representa a menor porcentagem do valor total da obra. Apesar de sua importância, a impermeabilização é deixada de lado em muitas obras. Os principais motivos da não adoção do processo são a desinformação e a ideia de que assim, é possível conter gastos. Importante salientar que, se for executada apenas depois de serem constatados problemas com infiltrações em construções já finalizadas, a impermeabilização ultrapassa o percentual citado, e pode chegar a até 25% do custo total da obra, pois os revestimentos, que estão entre os itens mais caros da obra, precisarão ser removidos e depois repostos. O projeto de impermeabilização deve ser desenvolvido em conjunto e compatibilizado com os demais projetos da obra, para que sejam usados produtos adequados para cada finalidade. Projetos residenciais, industriais ou comerciais apresentam características distintas, que devem ser consideradas. * Os termos, contratante e empresa contratada, no relatório significam Construtoras e Fornecedores de soluções e serviços de impermeabilização. 5.4 Sustentabilidade e Impermeabilização O processo de impermeabilização pode ser sustentável. Para que isso seja possível, podem ser usados produtos que contemplem esse conceito na sua fabricação e forma de aplicação. Mas a sustentabilidade pode ser pensada sob diversos aspectos. Entre eles: Impactos ambientais decorrentes da aplicação do produto – e também de seu descarte depois de expirada sua vida útil; Agressão que o produto pode oferecer ao meio ambiente e ao instalador, no momento em que for utilizado; Resultados esperados com relação à estanqueidade e conforto proporcionado por uma impermeabilização adequada Nas atividades relacionadas à impermeabilização, ainda não há especificações definidas que classifiquem um produto sustentável ou não sustentável. Mas é necessário que aspectos básicos da sustentabilidade sejam observados nesse contexto. Em relação aos impactos ambientais dos produtos, esses devem ser considerados não somente no momento de sua aplicação, como também após os trabalhos realizados.Nas atividades relacionadas à impermeabilização, ainda não há especificações definidas que classifiquem um produto sustentável ou não sustentável. Mas é necessário que aspectos básicos da sustentabilidade sejam observados nesse contexto. Em relação aos impactos ambientais dos produtos, esses devem ser considerados não somente no momento de sua aplicação, como também após os trabalhos realizados. […] hoje já podemos afirmar que a indústria possui tecnologia suficiente para oferecer ao mercado produtos de baixa agressão ao meio ambiente com garantia de estanqueidade e durabilidade, colaborando de forma eficaz para a sustentabilidade da edificação […] Adilson Munin, técnico responsável pelo setor de pesquisa e desenvolvimento na Unidade de Asfaltos da Viapol, em artigopublicado no portal do IBDA. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 28 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 5.5 TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO Começamos diferenciando pela rigidez do sistema 5.5.1 Impermeabilização Rígida Impermeabilização rígida é aquela que torna a área aplicada impermeável pela inclusão de aditivos químicos, aliado a correta granulometria dos agregados e redução da porosidade do elemento, entre outros. Os impermeabilizantes rígidos não trabalham junto com a estrutura, o que leva a exclusão de áreas expostas a grandes variações de temperatura. Este tipo de impermeabilização é indicado para locais que não estão sujeitos a trincas ou fissuras, tais como: • Locais com carga estrutural estabilizada: poço de elevador, reservatório inferior de água (enterrado); • Pequenas estruturas isostáticas expostas; • Condições de temperatura constantes: subsolos, galerias e piscinas enterradas, galeria de barragens. Tipos: Concreto “Impermeável” • Com aditivos impermeabilizantes; • Sem aditivos. Argamassa “Impermeável” • Argamassa com hidrofugantes; • Argamassas poliméricas (aditivadas com polímeros). Cimentos Poliméricos e Cristalizantes • Cimentos impermeabilizantes e polímeros; • Cimentos impermeabilizantes e líquidos seladores; • Bloqueadores Hidráulicos. Nas impermeabilizações RÍGIDAS a camada estanque é aplicada diretamente sobre a base e geralmente sem outras camadas complementares. 5.5.2 Impermeabilização flexível Impermeabilização flexível compreende o conjunto de materiais ou produtos aplicáveis nas partes construtivas sujeitas à fissuração que podem ser divididos em dois tipos: moldados no local, chamados de membranas e também os pré-fabricados, chamados de mantas. O sistema flexível de impermeabilização é normalmente empregado em locais tais como: • Reservatórios de água superior; • Varandas, terraços e coberturas; • Lajes maciças, mistas ou pré-moldadas; • Piscinas suspensas e espelhos d’água; • Calhas de grandes dimensões; • Galerias de trens; Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 29 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 • Pisos frios (banheiros, cozinhas, áreas de serviço). Tipos: Membranas Moldadas no Local • Asfálticas; • Poliméricas: o Elastoméricas (Neoprene, Hypalon) o Acrílicas. Mantas Pré-Formadas • Asfálticas; • Poliméricas: o Elastoméricas (butílicas, EPDM); o Plásticas (PVC, PEAD). Flexíveis - Membranas: Asfálticas • A quente (asfalto oxidado fundido); • A frio (emulsão asfáltica); • Solução asfáltica modificada com polímeros(geralmente a frio). Acrílicas • Sem adição de cimento; • Com adição de cimento (MAI). Elastoméricas • Neoprene, Hypalon. Flexíveis - Mantas: Asfálticas • Estruturadas; • Não estruturadas. Poliméricas • PVC; • PEAD. Elastoméricas• Butílicas; • Hypalon; • EPDM. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 30 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 5.6 APLICAÇÕES Fundações e Cortinas • Membranas e mantas asfálticas; • Membranas poliméricas; • Impermeabilizações rígidas. Caixas D’Água e Piscinas • Impermeabilizações rígidas; • Membranas poliméricas; • Mantas poliméricas; • Mantas asfálticas (exceto para caixas d’água potáveis). Coberturas e Áreas Externas • Mantas e membranas asfálticas; • Mantas e membranas poliméricas. Áreas Internas de Edifícios • Membranas poliméricas e asfálticas; • Mantas asfálticas; • Argamassas poliméricas. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 31 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 5.7 UTILIZAÇÃO EM EDIFICAÇÕES Argamassa Impermeável com Aditivo Hidrófugo • Aditivos: estearatos (agentes hidrófugos) e silicatos + cloretos (formam géis de tamponamento); • Principais marcas comerciais: Vedacit (Otto Baumgart) e SIKA 1 (Sika), Masterseal® 302 (Degussa); Duas a três camadas de argamassa aditivada (2 litros por saco de cimento); • Impermeabilização rígida: não admite movimentações da base (trincas e fissuras); Uso: revestimentos estanques para paredes e reservatórios; o Uso em fundações e muros de arrimo (pressão positiva) é totalmente questionável devido à durabilidade limitada (perde o efeito hidrófugo após alguns anos). Argamassas e Cimentos Poliméricos • Material: argamassas e pastas cimentícias com adição de resinas poliméricas (acrílicas e SBR – estireno butadieno) e aditivos diversos; • Tipos: o Pré-dosada - cimento modificado com polímero e argamassa polimérica; o Dosada em canteiro - argamassa modificada com polímero (mistura com resinas adequadas). • Para solicitações de água de percolação e condensação: o Pisos não sujeitos a movimentações excessivas da base (p.ex.: pisos internos) e paredes expostas (p.ex.: proteção do concreto); o Uso difundido em banheiros, cozinhas e varandas de edificações residenciais. • Para solicitações de água sob pressão: o Reservatórios de água potável - algumas resinas não são recomendáveis (avaliar garantias dos fabricantes). Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 32 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Mantas Pré-Moldadas – Asfálticas • Compostas de mantas pré-fabricadas de asfalto oxidado (3 a 5 mm) ou modificado com polímeros, estruturada internamente por véu ou tela de fibra de vidro, poliéster ou nylon; • Podem ser emendadas por fusão do asfalto da própria manta (maçarico) ou de asfalto oxidado externo (forno). Mantas Pré-Moldadas - Asfálticas • Manta Asfáltica PP o Camadas: ▪ Polietileno ▪ Asfalto oxidado estruturado com fibras ▪ Polietileno o Soldagem com maçarico a gás Antes da aplicação da manta aplica-se uma demão de primer de emulsão asfáltica (a frio). Sobre o primer, com o maçarico, vai se desenrolando a manta. As emendas das mantas, com sobreposição de 10 cm, são aderidas pela fusão do asfalto com o maçarico. Depois da aplicação da manta, antes da camada de proteção mecânica, deve-se testar a estanqueidade do sistema. As mantas devem subir 30 a 40 cm nos planos verticais e devem ser arrematadas de forma correta • Manta Asfáltica AA o Camadas: ▪ Partículas de Areia ▪ Asfalto oxidado estruturado com fibras ▪ Partículas de Areia o Soldagem com asfalto fundido a quente Sobre a regularização aplica-se uma demão de primer. A manta é aderida ao substrato através de uma camada de asfalto fundido a quente. Aplica-se 1 demão de asfalto com 2 mm de espessura, simultaneamente desenrola-se a manta sobre a superfície do asfalto. As emendas das mantas, com sobreposição de 10 cm, recebem um banho de asfalto modificado para obter perfeita vedação. Depois da aplicação da manta, antes da camada de proteção mecânica, deve-se testar a estanqueidade do sistema. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 33 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Mantas Pré-Moldadas - PVC • Para impermeabilizações de alto desempenho; • Fabricadas de compostos de PVC com aditivos plastificantes, estabilizadores, etc.; • Flexibilidade, resistência química e resistência aos raios ultravioleta; • Podem ser aderidas ou não ao substrato; • Fornecidas em rolos de 1,40 a 2,20 m de largura; • Emendas por termofusão. Mantas Pré-Moldadas - PEAD • Laminadas flexíveis de Polietileno de Alta Densidade; • Possuem alta resistência à tração e química a ácidos, bases, sais e solventes orgânicos e inorgânicos; • Oferecem alto grau de segurança de impermeabilidade. Mantas Pré-Moldadas - EPDM Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 34 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 • São mantas de borracha (espessura 0,8mm); • Muito duráveis, resistindo bem à umidade, álcalis, ácidos e ao envelhecimento; • Suportam alongamentos de até 400%. Membranas Moldadas no Local – Asfalto Elastomérico Aplicado a Quente O asfalto sólido é fundido a 200º C em fornos a gás e espalhado na forma líquida sobre a superfície a ser impermeabilizada. O espalhamento do asfalto fundido sobre a superfície é feito com desempenadeira metálica ou esfregão. Membranas Moldadas no Local – Asfalto Elastomérico Aplicado a Quente Após o esfriamento forma-se a membrana flexível e contínua de asfalto. Como reforço estruturante usa-se feltro asfáltico. Membranas Moldadas no Local – Emulsão Asfáltica Aplicada a Frio Asfalto diluído (com ou sem elastômeros) na forma de emulsão é aplicado sobre a superfície a ser impermeabilizada. É necessária a aplicação de várias demãos (5 a 7) para se conseguir a espessura adequada. O asfalto diluído é aplicado em várias demãos, 3 ou 4, intercaladas com estruturantes colocados após a 2ª demão. Alcançam 1,5 mm de espessura com cerca de sete demãos. Membranas Moldadas no Local – Emulsão a Base de Cimento MAI Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 35 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Cimentos poliméricos e cristalizantes em conjunto com aditivos e agregados minerais, formam uma camada de revestimento semiflexível e impermeável. Após a 3 demãos deve-se aguardar 72 h para cura do revestimento, antes do teste de estanqueidade. Revestimentos cerâmicos podem ser aplicados diretamente sobre a impermeabilização, sem a necessidade de chapisco ou proteção mecânica. 5.8 IMPERMEABILIZAÇÃO EM PISCINAS Escolhemos para estudo de caso a impermeabilizaçãoda área molhada de piscinas, fizemos a planta baixa de uma piscina convencional domestica e apontamos a melhor impermeabilização para ela de acordo com as características da construção da piscina e do material utilizado para impermeabilização. Nas piscinas, os vazamentos são piores, pois além de comprometer a estrutura de concreto, resultam em elevado consumo de água e podem chegar a comprometer, por infiltrações no subsolo, a estrutura do imóvel. Especificamente para o lazer, o risco é ter a piscina interditada por um período de manutenção e a contaminação da água por elementos externos em estruturas enterradas. De modo geral, o local a ser impermeabilizado determinará o que deverá ser feito e o produto a ser usado. O ideal é que a impermeabilização seja prevista já no projeto do imóvel, mas nada impede que, se necessário, seja realizada a qualquer tempo. No caso das piscinas, entretanto, recomenda-se que seja feita ainda na execução da obra. O tipo e inclinação do solo, a quantidade de água ou umidade prevista para o ambiente, a condição das estruturas, utilização interna ou externa são fatores que também devem ser analisados antes de iniciar a impermeabilização. É importante, porém, que um profissional habilitado avalie o local e indique o tipo de produto mais indicado para cada situação. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 36 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 Para isso Escolhemos o método de Membranas Moldadas no Local – Emulsão a Base de Cimento MAI, pois os melhores métodos para impermeabilizar piscinas são a base de Membranas poliméricas; Piscina com Emulsão a Base de Cimento MAI Piscina com Emulsão a Base de Cimento MAI Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 37 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 6 CONCLUSÃO Após a pesquisa sobre as rochas, entendemos a sua variedade existente no planeta. Cada uma tem sua função para o equilíbrio ecológico na natureza. As rochas sedimentares, por exemplo, são muito utilizadas pelos homens. Foi interessante notar o ciclo das rochas que nos conscientiza de que tudo tem sua importância no ambiente. Por fim, as rochas representam bens minerais de grande importância para a humanidade. São utilizadas das mais diversas formas, como por exemplo nas áreas de construção civil, rochas ornamentais, brita, entre outras. Ao realizar essa pesquisa encaramos alguns dos transtornos e dificuldades de se realizar uma pesquisa tão aprofundada sobre um assunto, como por exemplo encontrar fontes de confiança e filtrar as melhores informações para constituir o escopo do trabalho e também na realização da planta baixa com a identificação do melhor método de impermeabilização. Ao finalizarmos o projeto concluímos que mesmo com as dificuldades que enfrentamos os resultados encontrados e o conhecimento adquirido com esta experiência valeram os esforços pois aprendemos muito sobre a importância das rochas e sua aplicação na construção civil e acima de tudo reforçamos o valor do trabalho em equipe que fez com que nos conseguíssemos concluir o projeto no prazo estimado. Curso de Engenharia – Atividade Prática Supervisionada 38 Universidade Paulista – UNIP. www.unip.br Curso de Engenharia – APS – Carro Elétrico SGAS Quadra 913, s/nº - Conjunto B - Asa Sul - Brasília – DF CEP 70390-130 - Tel.: (61) 2192-7080 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • http://www.ufjf.br/nugeo/files/2009/11/Geologia-Cap6.pdf • https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/rochas-metamorficas.htm • https://brasilescola.uol.com.br/geografia/rochas-metamorficas.htm • http://geologiadc.blogspot.com/2008/04/gnaisse.html • http://construindodecor.com.br/ardosia/ • https://pt.slideshare.net/130682/trabalho-de-mineralogia-gnaisse • http://ciencias-geologia.blogspot.com/2013/07/lista-de-rochas-metamorficas.html • https://www.researchgate.net/figure/Figura-35-Principais-litotipos-da-Unidade-Troia-a- anfibolito-intercalado-com-lentes-de_fig5_280739897 • http://construindodecor.com.br/quartzito-na-construcao-civil-pedra-decorativa/ • https://archiurban.wordpress.com/2014/12/26/as-rochas-utilizadas-na-engenharia/ • Material cientifico da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Fonte: http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede- Ametista/Canal-Escola/Rochas-1107.html • https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v5/pdf-v5/TD_V-a5.pdf https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/7741/RIGHI%2C%20GEOVANE%20VENTU RINI.pdf?sequence=1&isAllowed=y • Fonte: MUNIN, A., Importância da impermeabilização para a sustentabilidade das edificações, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (2015). • Fonte: O que é impermeabilização, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (2015). • Sistemas de Impermeabilização na Construção Civil, Portal Metalica (2015) e O que é impermeabilização, Instituto Brasileiro de Impermeabilização – IBI (2015). • https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v5/pdf-v5/TD_V-a5.pdf https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/7741/RIGHI%2C%20GEOVANE%20VENTU RINI.pdf?sequence=1&isAllowed=y • http://aei.org.br/impermeabilizacao-na-construcao-civil/ • http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUOS- 9A4J2Y/09_09_2012__monografia_final.pdf?sequence=1 • http://www.dcc.ufpr.br/mediawiki/images/9/96/TC_025_13_Impermeabiliza%C3%A7%C3% A3o.pdf • CAPUTO, Homero Pinto; CAPUTO, Armando Negreiros; RODRIGUES, J. Martinho de A. Mecânica dos Solos e suas Aplicações - Mecânica das Rochas, Fundações e Obras de Terra. Vol. 2. 7° ed. 2015. • REVISTA USP, São Paulo, n.72, p. 62-73, dezembro/fevereiro 2006-2007 • http://www.ufrgs.br/museumin/ROTextoRochas.htm • https://www.minasjr.com.br/obsidiana-aplicacoes/