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Capitulo 3
Seção 3.1
A gestão da ação docente
Gestão do trabalho docente na escola
A gestão pedagógica possui uma variedade de atribuições que incluem questões administrativas e pedagógicas junto aos professores, comunidade e alunos. Mas, o acompanhamento da práxis educativa e formação docente tem grande importância no seu trabalho cotidiano. Dentre as diversas atribuições da gestão pedagógica, está a formação continuada dos docentes e acompanhamento da 90 U3 - A gestão da ação docente práxis educativa. E é esta temática que vamos estudar nesta seção. A formação docente deve ser, inclusive, o eixo central na gestão pedagógica, apoiando e proporcionando oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento dos docentes.
Portanto, a gestão pedagógica deve investir em uma cultura formativa no ambiente escolar, pautada na perspectiva emancipatória, superando o desafio da desigualdade social e econômica e promovendo um contexto de possibilidades de desenvolvimento aos professores e acesso e permanência dos alunos nas escolas.
O gestor pedagógico, independente da sua formação inicial, deve estar constantemente atento à sua formação continuada para, junto dos conhecimentos teóricos, desenvolver também habilidades relacionais, estratégias de formação e de ensino, construção e gestão de grupo, domínio de fundamentos da educação e áreas correlatas, questões atuais da sociedade, conhecimentos em aprendizagem para os diferentes níveis de ensino, entre outros. Estudos e pesquisas mostram as várias lacunas na formação dos professores na educação brasileira, desde a formação inicial até a formação continuada, nos vários níveis e modalidades de ensino, principalmente na capacidade de problematização, reflexão e autonomia. Portanto, o papel da gestão pedagógica e escolar deve possuir como foco a luta constante para proporcionar um ambiente educativo mais formativo, de apoio e orientação da prática educativa. É por meio do diálogo e reflexão que as diferentes situações cotidianas podem ser experimentadas e percebidas, promovendo a compreensão e criticidade sobre os desafios cotidianos e também o jogo de interesses políticos ou econômicos presentes nas políticas educacionais brasileiras.
As coordenadoras pedagógicas da Escola Monteiro Lobato têm percebido limitações e despreparo no trabalho docente frente aos desafios de uma sociedade digital e global. Elas identificam diversos motivos nestas limitações como uma formação inicial inadequada, falta de continuidade nos estudos, tempo escasso para dedicação dos professores a uma formação e reflexão da sua prática, entre outros.
Atividades
1)
2)
3)
Seção 3.2
Trabalho pedagógico reflexivo
Os professores têm relatado muita angustia por não saber se estão atuando da forma mais correta e adequada. A gestão pedagógica está preocupada em acompanhar, apoiar e oferecer formação aos professores e toda a equipe escolar. A gestão pedagógica precisa aprender e investir no relacionamento humano com membros escolares, agindo com bom senso, conhecendo os pais, os alunos e os professores, estimulando a participação da equipe, dando voz ao grupo, ouvindo as insatisfações, os desejos, as posições a respeito da educação e da escola.
A gestão pedagógica deve proporcionar espaços de constante reflexão sobre a prática, mas também trabalho compartilhado, colaborativo e com muito apoio. O trabalho em equipe deve ter como premissa o compromisso e prazer, na busca por uma educação emancipatória. O acompanhamento e apoio aos professores por parte da gestão pedagógica deve iniciar desde o seu ingresso na escola, apresentando toda a estrutura física e organizacional e, principalmente, a cultura escolar. Acreditamos que o papel da gestão seja o de quebrar resistências, por meio de uma mediação que se revele efetiva no avanço da práxis e do desenvolvimento dos sujeitos.
Sob essa perspectiva, da constante formação coletiva dos atores da escola, podemos entender que o modo mais interessante de se conquistar os objetivos do projeto educativo implica na constante reflexão coletiva, conjunta, sobre prática e teoria, num movimento permanente de pensar as ações, considerando a realidade e o que se quer para a escola de qualidade. Essa reflexão coletiva, que oportuniza ações conscientes, planejadas para objetivos bem delimitados e condizentes com as necessidades reais, busca uma nova organização da escola, que olhe para o seu papel e reflita sobre si mesma. Uma escola constituída sob essas bases, recebe a diversidade e, portanto, é inclusiva, porque buscará acolher todos os seus atores e oferecer a eles um espaço de possibilidades e de potencialidades. Basicamente, no desenvolvimento desse pensamento, a reflexão na ação implica no professor refletir sobre sua ação enquanto a está executando, em tempo real da sua prática. Prática reflexiva, incentivada pela gestão pedagógica, e respaldada por ela, foi permitindo ao grupo docente pensar sobre suas ações, resgatando teorias a partir da prática diária. Constante participação coletiva e democrática acabou por resgatar uma escola reflexiva que estava adormecida, promoveu um movimento vivo e constante em que a prática e teoria caminhavam juntas para objetivos comuns.
Atividades
1)
2)
3)
Seção 3.3
Formação docente continuada
A ideia de Formação Continuada dos Professores ganha força no Brasil a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação n° 9.394/1996 (LDB). Com uma mudança mais significativa na educação brasileira, e a transformação da sociedade a partir da década de 1990, preparar os professores e educadores passou a ser uma necessidade mais urgente e constante. Na década de 1980, o Brasil passou por momentos de muitas discussões e reivindicações por parte de movimentos sociais, sindicatos e cidadãos em busca da redemocratização do País e fim da ditadura militar.
A nova LDB trouxe mudanças significativas para a Educação em comparação com as anteriores. Entre as mudanças e novas configurações estão os princípios democráticos da organização da educação, uma visão mais ampla da educação, reconhecendo as diferentes etapas do desenvolvimento humano, ampliação do tempo escolar, expansão das oportunidades educacionais à população, reconhecimento da educação profissional, entre outros. A formação continuada como processo de formação que estamos adotando neste material, pressupõe a aprendizagem de forma contínua, como defende Nóvoa (2001), abrangendo a experiência do docente como aluno (educação de base), como aluno-mestre (graduação), como estagiário (práticas de supervisão), como iniciante (nos primeiros anos da profissão) e como titular (formação continuada), sob a perspectiva de reflexão permanente. Falar em formação continuada pressupõe falar em desenvolvimento pessoal e profissional que depende de um esforço e caminho individual, mas também do contexto onde está inserido. Compreender que este processo de formação inclui formar e formar-se, conhecimento e autoconhecimento, construção e desconstrução. A gestão pedagógica deve promover, no contexto escolar, espaços que favoreçam um exercício coletivo, mas também autônomo de aprendizagem e desenvolvimento.
Ainda são poucas as iniciativas de promoção de espaços de aprendizagem e desenvolvimento de todos os educadores no ambiente escolar pautados no diálogo, na reflexão e na escuta atenta. As coordenadoras devem, como primeiro passo, promover diálogos e discussões com todo o grupo de educadores e gestores da escola para compreensão do que é a formação continuada e o que se busca com a mesma.
Atividades
1)
2)
3)

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