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NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA 
Professora: Larissa Cruz
Campos dos Goytacazes
Segurança 
Alimentar e 
Nutricional
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
O CÍRCULO VICIOSO DA FOME
 OS ARGUMENTOS EXISTENTES PARA EXPLICAR A FOME: 
• O mundo não produz alimentos suficientes;
• A fome existe porque tem muita gente para ser alimentada;
• Existem poucas terras para plantar.
 AS VERDADEIRAS CAUSAS:
• A fome não decorre de limitações de ordem natural;
• Fome, desnutrição e má alimentação são fenômenos sociais (????). 
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
São procedimentos próprios da sociedade:
• Falta de emprego; 
• Salários são baixos; 
• Se existem algumas poucas pessoas muito ricas e milhões de pessoas 
muito pobres ; 
• Se os alimentos custam muito caro.
Fenômenos sociais: 
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
Ao longo da História do Brasil, a insegurança
alimentar sempre esteve como possibilidade concreta
(população socialmente mais vulnerável).
Manifestações populares 
provocadas por crises de 
abastecimento alimentar.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
Reconhecimento acadêmico e político da Fome no Brasil:
Década de 40.
Nessa obra foi mapeada toda a
distribuição e concentração da fome
no Brasil. O resultado foi a
derrubada de alguns mitos: de que
a fome decorria de influências
climáticas ou de que tal processo era
culpa da improdutividade da
população que optava pelo ócio.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
 Primeiras sistematizações foram feitas por Josué de
Castro (metade séc. XX)
 Tentou mostrar o caráter intrinsecamente político e
social da fome e de suas sequelas orgânicas.
 Tema só seria retomado na década de 1980:
• Sindicalismo;
• Movimento Sanitário;
• Luta pela democratização do país.
1940: Organização das Nações Unidas para a Agricultura e 
Alimentação (FAO)
Discussão acerca da 
Segurança Alimentar 
(disponibilidade de 
alimentos): pobres e 
famintos.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
Artigo 3º da Lei 11.346
Lei Orgânica de 
Segurança Alimentar e 
Nutricional (LOSAN)
[...]realização do direito de todos ao acesso 
regular e permanente a alimentos de qualidade, 
em quantidade suficiente, sem comprometer o 
acesso a outras necessidades essenciais, tendo 
como base práticas alimentares promotoras de 
saúde, que respeitem a diversidade cultural e que 
sejam social, econômica e ambientalmente 
sustentáveis.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
 SAN não é somente o combate a fome, ou simplesmente
a qualidade sanitária dos alimentos (Food Safety).
SAN
Produção
Comercialização 
Qualidade
Problemas 
de saúde 
(obesidade)
Consumo
Acesso 
(disponibilidade)
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História
Linha do Tempo
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História
Linha do Tempo
 Primeiras referências ao conceito de Segurança
Alimentar no Brasil (1985):
• Proposta da Política Nacional de Segurança Alimentar
1) Atender necessidades alimentação e atingir auto-
suficiência;
2) Criação de Conselho Nacional de Segurança Alimentar
(CONSEA).
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História
 1991: governo paralelo (PT) apresenta proposta de Política
Nacional de Segurança Alimentar;
 Apresentada ao governo Collor (negada);
 Aceita no início de 1993 (governo de Itamar Franco):uma das
fundamentações para a instalação do Conselho Nacional de Segurança
Alimentar/CONSEA (criado em abril de 1993) = o que vem a contribuir
para a introdução do tema na agenda política nacional.
A origem da fome e carência alimentar, nessa época eram atribuídos ao desemprego, 
pobreza, agravados pela recessão dos anos 80. Por isso, a ênfase no crescimento econômico, 
implementação de políticas de regulação dos mercados como condicionante para a segurança 
alimentar.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História
• Programa Cartão Alimentação, para compra de alimentos pelas famílias, e o
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com compras públicas dirigidas
para a agricultura familiar, criação de cisternas no Sertão nordestino,
construção de restaurantes populares, a instrução sobre hábitos alimentares, a
distribuição de vitaminas e suplementos alimentares, o empréstimo
de microcrédito para famílias mais pobres.
FOME 
ZERO
• Voltado às famílias que viviam com uma renda familiar inferior a R$ 
70 mensais por pessoa. 
• Plano é baseado em três pilares: garantia de renda, acesso aos 
serviços públicos, visando melhorar as condições de educação, saúde 
e cidadania das famílias; e inclusão produtiva, com o objetivo de 
aumentar as capacidades e as oportunidades de trabalho e geração de 
renda entre as famílias mais pobres do campo e das cidades.
Brasil Sem 
Miséria
 No Brasil direciona-se:
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
• Direito Humano à Alimentação Adequada
• Soberania Alimentar
• Intersetorialidade
• Participação e Controle Social
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
Artigo 2º da Lei 11.346
Lei Orgânica de 
Segurança Alimentar e 
Nutricional (LOSAN)
A alimentação adequada é direito fundamental 
do ser humano, inerente à dignidade da pessoa 
humana e indispensável à realização dos 
direitos consagrados na Constituição Federal, 
devendo o poder público adotar as políticas e 
ações que se façam necessárias para 
promover e garantir a segurança alimentar e 
nutricional da população.
https://youtu.be/DtrbM7-o01w
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
 Realiza-se “quando todo homem, mulher e criança,
sozinho ou em comunidade com outros, tem acesso físico
e econômico, ininterruptamente, a uma alimentação
adequada ou aos meios necessários para sua obtenção”.
 Violação do direito: ação direta OU omissão (do Estado).
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
 A promoção da garantia do DHAA passa pela promoção da:
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
• Reforma agrária;
• Agricultura familiar;
• Políticas de abastecimento;
• Incentivo à práticas agroecológicas;
• Vigilância sanitária dos alimentos;
• Abastecimento de água;
• Saneamento básico;
• Alimentação escolar;
• Atendimento pré-natal de
qualidade;
• Viabilidade de praticar a
amamentação;
• Não discriminação de povos, etnia
e gênero, etc.
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
Agora temos uma nutricionista na 
diretoria da Associação Brasileira de 
Agroecologia (ABA). 
http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/12/RevistaDigital_Edicao_2.pdf
 Brasil: diversas realidades, com particularidades e
dificuldades em cada uma delas para o alcance do DHAA.
• Indígenas;
• População sem recursos financeiros;
• Famílias de pequenos agricultores;
• Portadores de necessidades alimentares especiais.
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
 Exemplos de políticas públicas que promovem a SAN e
contribuem para a garantia do DHAA:
• PRONAF (Produção/Abastecimento);
• SM, PBF, Previdência Social (Renda);
• PNAE, Restaurantes populares (Alimentação);
• ESF, ACS (Agentes Comunitários de Saúde), PBF
(Saúde).
Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)
 Países devem ser soberanos para garantir a SAN de seus
povos, respeitando as características culturais.
 Cada nação tem o direito de definir políticas que garantam
SAN de seus povos.
 Preservação de práticas de produção e práticas alimentares
tradicionais de cada cultura.
 Garantir bases sustentáveis (ambiental, econômicae social).
SOBERANIA ALIMENTAR
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
 Prioridades em:
1. Prioridade aos pequenos e médios agricultores;
2. Produtos com base agroecológicos;
3. Combate do uso dos agrotóxicos;
4. Combate à produção de transgênicos.
SOBERANIA ALIMENTAR
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
 Ações articuladas e coordenadas;
 Utilização de recursos existentes em cada setor;
 Direcionados para ações por escala de prioridades:
• PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar);
• PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador);
• PBF (Programa Bolsa Família);
INTERSETORIALIDADE
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
 1993 - Instrumento de articulação entre governo e
sociedade civil: propor diretrizes para as ações na área da
alimentação e nutrição.
• Caráter consultivo (assessoria ao Presidente da República)
 Acompanha e propõe diferentes programas:
• Bolsa Família;
• Alimentação Escolar;
• Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar;
• Vigilância Alimentar e Nutricional.
CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição
PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL
FUNCIONAMENTO DO CONSEA
O Consea tem a seguinte organização:
a) Plenário, composto pelos 60 membros: 40 da sociedade 
civil (dois terços) e 20 do governo (um terço);
b) Secretaria Geral;
c) Secretaria Executiva;
d) Mesa Diretiva;
e) Comissões Permanentes e Grupos de Trabalho;
f) Comissão de Presidentes de Conselhos Estaduais e do 
Distrito Federal de Segurança Alimentar e Nutricional.
CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição
CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição
http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/12/RevistaDigital_Edicao_2.pdf
ACESSO À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
ACESSO À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA
Segurança Insegurança
Em 2009, 65,6 milhões de brasileiros se
alimentavam inadequadamente (Pnad,
IBGE).
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional
Segurança
• Feira de alimentos agroecológicos e
orgânicos em João Pessoa – PB
• Menos de 3% do crédito do Plano Safra
2012/2013 é destinado à produção sem
agrotóxicos.
Insegurança
• Trabalhador aplicando veneno
• Brasil consome 20% dos agrotóxicos
do mundo
• 5,3 kg/habitante/ ano
• É possível o “uso seguro”?
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
Segurança
Academia da Cidade em diversas capitais
Programa de academias do SUS.
Insegurança
57,7% dos homens e 50,5% das mulheres
brasileiras estão acima do peso.
No Brasil 60% da população brasileira é
sedentária (VIGTEL, 2016)
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
• A publicidade é um dos principais fatores
formadores dos hábitos de consumo, inclusive
alimentares.
• Em dezembro de 2011, o Procon multou a rede de
lanchonetes McDonald’s em mais de R$ 3 milhões
pela venda de alimentos com brinquedos.
• 1/3 das crianças de 4 a 9 anos está acima do peso
(IBGE 2009).
Segurança Insegurança
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
• A valorização dos circuitos locais de
abastecimentos garante alimentos com menor
custo, mais frescos e menos dependentes de
aditivos químicos
• Também propicia a oferta diversificada de
alimentos, contribuindo para uma dieta
diversificada.
Segurança Insegurança
• A concentração mercadológica concentra o
poder de decisão nas mãos de poucas
empresas;
• No Brasil, 46% do setor varejista pertence a 5
grupos empresariais.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
Segurança
Insegurança
• A biodiversidade e seu manejo sustentável é
uma das principais garantias de soberania e
SAN, todavia, as 10 maiores empresas de
sementes do mundo controlam 67% do
mercado mundial.
CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 
Valorizar espécies e saberes da sociobiodiversidade brasileira
mediante a investigação sobre Plantas Alimentícias Não
Convencionais (PANC):
Jambolão
Taioba
Noni
Araruta Siriguela Jambo
Bertalha
SAN – Avanços Recentes
LOSAN
 Lei Orgânica da SAN (Lei nº 11.346)
sancionada em 15 de Setembro de 2006.
• Criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (SISAN) e
• Determinou a formulação de uma Política Nacional
intersetorial, a Política Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (PNSAN).
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços 
Objetivos:
• Formular e implementar
políticas e planos de SAN;
• Estimular a integração dos
esforços entre governo e
sociedade civil;
• Promover o 
acompanhamento, o 
monitoramento e a avaliação 
da SAN do País.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços 
Monitoramento englobará dimensões da SAN:
•Produção, condições de comercialização e disponibilidade
de alimentos;
•Acesso ao trabalho digno, renda e condições básicas de vida;
•Acesso à alimentação saudável, logística de distribuição e
tendências do consumo alimentar;
•Saúde e acesso à prestação aos serviços públicos de saúde,
etc...
Sistema Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional (SISAN):
Ela regulamentará a LOSAN quanto a:
• Gestão do SISAN,
• Relações e pactos interfederativos e intersetoriais,
• Financiamentos,
• Parâmetros para a elaboração do Plano Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional
• Sistema de monitoramento e avaliação.
Política Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional (PNSAN)
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços 
A segurança alimentar e nutricional abrange:
I – ampliação das condições de acesso aos alimentos por meio da
produção, em especial da agricultura tradicional e familiar, do
processamento, da industrialização, da comercialização, incluindo-se
os acordos internacionais, do abastecimento e da distribuição dos
alimentos, incluindo a água, bem como da geração de emprego e da
redistribuição de renda;
II – conservação da biodiversidade e utilização sustentável dos
recursos;
III – a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população,
incluindo-se grupos populacionais específicos e populações em
situação de vulnerabilidade social;
IV – a garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e
tecnológica dos alimentos, bem como seu aproveitamento, estimulando
práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a
diversidade étnica e racial e cultural da população;
V – a produção de conhecimento e o acesso à informação; e
VI – a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e
participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos,
respeitando- se as múltiplas características culturais do País.
SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços 
Como avaliar a SAN?
“Desde a década de 90 têm sido desenvolvidos, em 
âmbito internacional, métodos e instrumentos 
cientificamente balizados para avaliar a Segurança 
Alimentar das famílias. A maioria deles baseados em 
estudos antropológicos e quantitativos realizados nos 
Estados Unidos, desde a década de 80, o que tem 
permitido estimativas de prevalência daquela 
condição”.
Segurança Alimentar e Nutricional
SAN
•Método da FAO;
• Pesquisas de Orçamentos Domésticos;
• Pesquisas de Ingestão Individual de
Alimentos;
• Pesquisas Antropométricas;
• Pesquisas de Percepção de Insegurança
Alimentar e Fome.
Segurança Alimentar e Nutricional
Segurança Alimentar e Nutricional
Método da FAO
Informações nacionais sobre: estoques, produção,
importação, exportação e desperdício de alimentos;
Disponibilidade de kcal/per capita (a ingestão calórica média, o 
coeficiente de variação desta ingestão e o valor de referência (ou ponto de 
corte) que estabelecea necessidade calórica mínima per capita);
Vantagem: Custo.
Desvantagens: Dados não precisos (produção), mede a disponibilidade, mas 
não o acesso aos alimentos ou a qualidade da dieta em termos de nutrientes. 
Importância ao consumo médio de energia e não a distribuição desta energia.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Orçamentos Domésticos
Entrevistas domiciliares:
• preços dos alimentos consumidos dentro e fora do domicílio;
• quantidades compradas ou as despesas efetuadas;
• alimentos recebidos, por algum membro da família (presente
ou forma de pagamento por trabalho realizado);
• alimentos produzidos no domicílio para consumo.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Orçamentos Domésticos
Vantagens:
•Possibilidade de realizar medições múltiplas, válidas e
pertinentes em termos de ação, dos seguintes aspectos:
(1) adequação da energia alimentar nos domicílios;
(2) variedade do regime alimentar (é uma medida da qualidade da alimentação)
(3) % dos rendimentos gasto com a alimentação (é uma medida da
vulnerabilidade à penúria de alimentos).
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Orçamentos Domésticos
Desvantagens:
Investigam a aquisição de alimentos para o domicílio como
um todo→→→ resultado obtido corresponde não à efetiva
ingestão de alimentos por parte de cada morador, mas sim à
disponibilidade média per capita de alimentos decorrentes
das aquisições no período de referência.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos
Entrevistas domiciliares:
• Perguntam a efetiva ingestão de cada indivíduo ( diretamente a ele ou a
algum membro habilitado de sua família);
• Identificação do histórico alimentar, relação dos alimentos
ingeridos nas 24 horas precedentes, aplicação de um questionário
(pré-definido) de freqüência alimentar, registro do peso dos
alimentos ingeridos.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos
Vantagens:
• Avaliação direta da ingestão de alimentos;
• Possibilidade de detectar problemas na alimentação de cada
indivíduo – tanto na quantidade (adequação de calorias), como
na qualidade (adequação de macro e micronutrientes).
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos
Desvantagens:
• Requerem que os indivíduos recordem e informem, com
precisão, todos os alimentos ingeridos durante o período de
referência.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas Antropométricas
Avaliação Antropométrica
• Os índices antropométricos mais comumente empregados nas
pesquisas nacionais: Peso e Comprimento/Altura e comparação com
valores de referência.
Vantagem: Custo e monitoramento desde o nível nacional até o 
nível individual.
Desvantagens: dados antropométricos não refletem,
exclusivamente, a adequação do consumo alimentar ou a suficiência
da ingestão energética (influência de outros fatores).
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Percepção de Insegurança Alimentar e Fome
Consiste na aplicação de questionários que cobrem uma
escala:
Percepção de 
preocupação e 
angústia frente à 
possibilidade de não 
dispor de alimentos 
regularmente.
Percepção de 
problemas na 
adequação da 
dieta (na diversidade 
e/ou na quantidade de 
alimentos).
Fome (definida 
como passar pelo 
menos um dia 
inteiro sem comer 
durante o período 
de referência.
Segurança Alimentar e Nutricional
Pesquisas de Percepção de Insegurança Alimentar e Fome
Vantagens: o modo como as pessoas mais atingidas percebem a
insegurança alimentar e a fome. Único que permite captar as
dimensões psicológicas da insegurança alimentar (além das físicas)
Desvantagem: Medida subjetiva (prestígio/benefício).
 Escala brasileira foi validada em 2003-2004, com aplicação
da escala em 5 regiões (com diferentes hábitos alimentares e
perfil socioeconômico);
Participação de várias instituições de pesquisa: Unicamp,
UNB, UFPB, UFMT, Inst. Nac. Pesq. Amazônia e
Universidade de Connecticut (EUA)
 2010: Reformulação.
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA 
ALIMENTAR/EBIA
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
1- Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio tiveram a 
preocupação de que a comida acabasse antes que tivessem dinheiro para 
comprar mais comida?
2- Nos últimos três meses, os alimentos acabaram antes que os 
moradores desse domicílio tivessem dinheiro para comprar mais comida?
3 - Nos últimos três meses, os moradores desse domicílio ficaram sem 
dinheiro para ter uma alimentação saudável e variada?
4 - Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio comeram 
apenas alguns poucos tipos de alimentos que ainda tinham porque o 
dinheiro acabou?
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
5 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade
deixou de fazer alguma refeição porque não havia dinheiro para comprar
comida?
6 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade
comeu menos do que achou que devia porque não havia dinheiro para
comprar comida?
7 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade
sentiu fome, mas não comeu porque não tinha dinheiro para comprar
comida?
8 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade
ficou o dia inteiro sem comer ou teve apenas uma refeição ao dia porque
não tinha dinheiro para comprar comida?
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
9 - Nos últimos três meses, os moradores com menos de 18 anos de
idade não puderam ter uma alimentação saudável e variada, porque
não havia dinheiro para comprar comida?
10 - Nos últimos três meses, os moradores com menos de 18 anos de
idade comeram apenas alguns poucos tipos de alimentos que ainda
havia neste domicílio, porque o dinheiro acabou?
11 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de
idade comeu menos do que você achou que devia, porque não havia
dinheiro para comprar comida?
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
12 - Nos últimos três meses, foi diminuída a quantidade de alimentos 
das refeições de algum morador com menos de 18 anos de idade, 
porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida?
13 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos 
de idade deixou de fazer alguma refeição, porque não havia dinheiro 
suficiente para comprar a comida?
14 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos 
de idade sentiu fome, mas não comeu porque não havia dinheiro para 
comprar mais comida?
ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA
*As perguntas 9 a 14 valem apenas para famílias com crianças até 18 anos.
** Se a resposta é afirmativa, pergunta-se a freqüência de ocorrência do evento nesse período: ‘em 
quase todos os dias’, ‘em alguns dias’ e ‘em apenas um ou dois dias’”.
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacionalde Atenção Básica – SAN - EBIA
Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA
CONCLUSÃO
Há insegurança alimentar e nutricional sempre que se
produz alimentos sem respeito ao meio ambiente, com uso
de agrotóxicos que afetam a saúde de trabalhadores/as e
consumidores/as, sem respeito ao princípio da precaução,
ou, ainda, quando há ações, incluindo publicidade, que
conduzem ao consumo de alimentos que fazem mal a saúde
ou que induzem ao distanciamento de hábitos tradicionais
de alimentação.
Referências Bibliográficas
Referências
Pessanha, L.; Santos, C. V.; Mitchell, P.V. Indicadores para avaliar a Segurança Alimentar e 
Nutricional e a garantia do Direito Humano à Alimentação: metodologias e fontes de dados. XVI 
Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 2008.
http://www4.planalto.gov.br/consea/acesso-a-informacao/institucional/conceitos
https://youtu.be/DtrbM7-o01w;
http://slideplayer.com.br/slide/2527107/
http://caritas.org.br/mds-disponibiliza-dados-sobre-seguranca-alimentar-nutricional/11578

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