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NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA Professora: Larissa Cruz Campos dos Goytacazes Segurança Alimentar e Nutricional SAN: Segurança Alimentar e Nutricional O CÍRCULO VICIOSO DA FOME OS ARGUMENTOS EXISTENTES PARA EXPLICAR A FOME: • O mundo não produz alimentos suficientes; • A fome existe porque tem muita gente para ser alimentada; • Existem poucas terras para plantar. AS VERDADEIRAS CAUSAS: • A fome não decorre de limitações de ordem natural; • Fome, desnutrição e má alimentação são fenômenos sociais (????). SAN: Segurança Alimentar e Nutricional São procedimentos próprios da sociedade: • Falta de emprego; • Salários são baixos; • Se existem algumas poucas pessoas muito ricas e milhões de pessoas muito pobres ; • Se os alimentos custam muito caro. Fenômenos sociais: SAN: Segurança Alimentar e Nutricional SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Ao longo da História do Brasil, a insegurança alimentar sempre esteve como possibilidade concreta (população socialmente mais vulnerável). Manifestações populares provocadas por crises de abastecimento alimentar. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Reconhecimento acadêmico e político da Fome no Brasil: Década de 40. Nessa obra foi mapeada toda a distribuição e concentração da fome no Brasil. O resultado foi a derrubada de alguns mitos: de que a fome decorria de influências climáticas ou de que tal processo era culpa da improdutividade da população que optava pelo ócio. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Primeiras sistematizações foram feitas por Josué de Castro (metade séc. XX) Tentou mostrar o caráter intrinsecamente político e social da fome e de suas sequelas orgânicas. Tema só seria retomado na década de 1980: • Sindicalismo; • Movimento Sanitário; • Luta pela democratização do país. 1940: Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) Discussão acerca da Segurança Alimentar (disponibilidade de alimentos): pobres e famintos. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Artigo 3º da Lei 11.346 Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN) [...]realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional SAN não é somente o combate a fome, ou simplesmente a qualidade sanitária dos alimentos (Food Safety). SAN Produção Comercialização Qualidade Problemas de saúde (obesidade) Consumo Acesso (disponibilidade) SAN: Segurança Alimentar e Nutricional SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História Linha do Tempo SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História Linha do Tempo Primeiras referências ao conceito de Segurança Alimentar no Brasil (1985): • Proposta da Política Nacional de Segurança Alimentar 1) Atender necessidades alimentação e atingir auto- suficiência; 2) Criação de Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA). SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História 1991: governo paralelo (PT) apresenta proposta de Política Nacional de Segurança Alimentar; Apresentada ao governo Collor (negada); Aceita no início de 1993 (governo de Itamar Franco):uma das fundamentações para a instalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar/CONSEA (criado em abril de 1993) = o que vem a contribuir para a introdução do tema na agenda política nacional. A origem da fome e carência alimentar, nessa época eram atribuídos ao desemprego, pobreza, agravados pela recessão dos anos 80. Por isso, a ênfase no crescimento econômico, implementação de políticas de regulação dos mercados como condicionante para a segurança alimentar. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - História • Programa Cartão Alimentação, para compra de alimentos pelas famílias, e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com compras públicas dirigidas para a agricultura familiar, criação de cisternas no Sertão nordestino, construção de restaurantes populares, a instrução sobre hábitos alimentares, a distribuição de vitaminas e suplementos alimentares, o empréstimo de microcrédito para famílias mais pobres. FOME ZERO • Voltado às famílias que viviam com uma renda familiar inferior a R$ 70 mensais por pessoa. • Plano é baseado em três pilares: garantia de renda, acesso aos serviços públicos, visando melhorar as condições de educação, saúde e cidadania das famílias; e inclusão produtiva, com o objetivo de aumentar as capacidades e as oportunidades de trabalho e geração de renda entre as famílias mais pobres do campo e das cidades. Brasil Sem Miséria No Brasil direciona-se: SAN: Segurança Alimentar e Nutricional • Direito Humano à Alimentação Adequada • Soberania Alimentar • Intersetorialidade • Participação e Controle Social Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) Artigo 2º da Lei 11.346 Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN) A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população. https://youtu.be/DtrbM7-o01w Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) Realiza-se “quando todo homem, mulher e criança, sozinho ou em comunidade com outros, tem acesso físico e econômico, ininterruptamente, a uma alimentação adequada ou aos meios necessários para sua obtenção”. Violação do direito: ação direta OU omissão (do Estado). Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) A promoção da garantia do DHAA passa pela promoção da: Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) • Reforma agrária; • Agricultura familiar; • Políticas de abastecimento; • Incentivo à práticas agroecológicas; • Vigilância sanitária dos alimentos; • Abastecimento de água; • Saneamento básico; • Alimentação escolar; • Atendimento pré-natal de qualidade; • Viabilidade de praticar a amamentação; • Não discriminação de povos, etnia e gênero, etc. Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) Agora temos uma nutricionista na diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA). http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/12/RevistaDigital_Edicao_2.pdf Brasil: diversas realidades, com particularidades e dificuldades em cada uma delas para o alcance do DHAA. • Indígenas; • População sem recursos financeiros; • Famílias de pequenos agricultores; • Portadores de necessidades alimentares especiais. Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) Exemplos de políticas públicas que promovem a SAN e contribuem para a garantia do DHAA: • PRONAF (Produção/Abastecimento); • SM, PBF, Previdência Social (Renda); • PNAE, Restaurantes populares (Alimentação); • ESF, ACS (Agentes Comunitários de Saúde), PBF (Saúde). Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) Países devem ser soberanos para garantir a SAN de seus povos, respeitando as características culturais. Cada nação tem o direito de definir políticas que garantam SAN de seus povos. Preservação de práticas de produção e práticas alimentares tradicionais de cada cultura. Garantir bases sustentáveis (ambiental, econômicae social). SOBERANIA ALIMENTAR SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Prioridades em: 1. Prioridade aos pequenos e médios agricultores; 2. Produtos com base agroecológicos; 3. Combate do uso dos agrotóxicos; 4. Combate à produção de transgênicos. SOBERANIA ALIMENTAR SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Ações articuladas e coordenadas; Utilização de recursos existentes em cada setor; Direcionados para ações por escala de prioridades: • PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar); • PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador); • PBF (Programa Bolsa Família); INTERSETORIALIDADE SAN: Segurança Alimentar e Nutricional 1993 - Instrumento de articulação entre governo e sociedade civil: propor diretrizes para as ações na área da alimentação e nutrição. • Caráter consultivo (assessoria ao Presidente da República) Acompanha e propõe diferentes programas: • Bolsa Família; • Alimentação Escolar; • Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar; • Vigilância Alimentar e Nutricional. CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL FUNCIONAMENTO DO CONSEA O Consea tem a seguinte organização: a) Plenário, composto pelos 60 membros: 40 da sociedade civil (dois terços) e 20 do governo (um terço); b) Secretaria Geral; c) Secretaria Executiva; d) Mesa Diretiva; e) Comissões Permanentes e Grupos de Trabalho; f) Comissão de Presidentes de Conselhos Estaduais e do Distrito Federal de Segurança Alimentar e Nutricional. CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição CONSEA: Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/12/RevistaDigital_Edicao_2.pdf ACESSO À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA SAN: Segurança Alimentar e Nutricional ACESSO À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA Segurança Insegurança Em 2009, 65,6 milhões de brasileiros se alimentavam inadequadamente (Pnad, IBGE). SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Segurança • Feira de alimentos agroecológicos e orgânicos em João Pessoa – PB • Menos de 3% do crédito do Plano Safra 2012/2013 é destinado à produção sem agrotóxicos. Insegurança • Trabalhador aplicando veneno • Brasil consome 20% dos agrotóxicos do mundo • 5,3 kg/habitante/ ano • É possível o “uso seguro”? SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Segurança Academia da Cidade em diversas capitais Programa de academias do SUS. Insegurança 57,7% dos homens e 50,5% das mulheres brasileiras estão acima do peso. No Brasil 60% da população brasileira é sedentária (VIGTEL, 2016) SAN: Segurança Alimentar e Nutricional • A publicidade é um dos principais fatores formadores dos hábitos de consumo, inclusive alimentares. • Em dezembro de 2011, o Procon multou a rede de lanchonetes McDonald’s em mais de R$ 3 milhões pela venda de alimentos com brinquedos. • 1/3 das crianças de 4 a 9 anos está acima do peso (IBGE 2009). Segurança Insegurança SAN: Segurança Alimentar e Nutricional • A valorização dos circuitos locais de abastecimentos garante alimentos com menor custo, mais frescos e menos dependentes de aditivos químicos • Também propicia a oferta diversificada de alimentos, contribuindo para uma dieta diversificada. Segurança Insegurança • A concentração mercadológica concentra o poder de decisão nas mãos de poucas empresas; • No Brasil, 46% do setor varejista pertence a 5 grupos empresariais. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Segurança Insegurança • A biodiversidade e seu manejo sustentável é uma das principais garantias de soberania e SAN, todavia, as 10 maiores empresas de sementes do mundo controlam 67% do mercado mundial. CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA SAN: Segurança Alimentar e Nutricional CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA SAN: Segurança Alimentar e Nutricional Valorizar espécies e saberes da sociobiodiversidade brasileira mediante a investigação sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC): Jambolão Taioba Noni Araruta Siriguela Jambo Bertalha SAN – Avanços Recentes LOSAN Lei Orgânica da SAN (Lei nº 11.346) sancionada em 15 de Setembro de 2006. • Criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e • Determinou a formulação de uma Política Nacional intersetorial, a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN). SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços Objetivos: • Formular e implementar políticas e planos de SAN; • Estimular a integração dos esforços entre governo e sociedade civil; • Promover o acompanhamento, o monitoramento e a avaliação da SAN do País. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços Monitoramento englobará dimensões da SAN: •Produção, condições de comercialização e disponibilidade de alimentos; •Acesso ao trabalho digno, renda e condições básicas de vida; •Acesso à alimentação saudável, logística de distribuição e tendências do consumo alimentar; •Saúde e acesso à prestação aos serviços públicos de saúde, etc... Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN): Ela regulamentará a LOSAN quanto a: • Gestão do SISAN, • Relações e pactos interfederativos e intersetoriais, • Financiamentos, • Parâmetros para a elaboração do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional • Sistema de monitoramento e avaliação. Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços A segurança alimentar e nutricional abrange: I – ampliação das condições de acesso aos alimentos por meio da produção, em especial da agricultura tradicional e familiar, do processamento, da industrialização, da comercialização, incluindo-se os acordos internacionais, do abastecimento e da distribuição dos alimentos, incluindo a água, bem como da geração de emprego e da redistribuição de renda; II – conservação da biodiversidade e utilização sustentável dos recursos; III – a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população, incluindo-se grupos populacionais específicos e populações em situação de vulnerabilidade social; IV – a garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos, bem como seu aproveitamento, estimulando práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a diversidade étnica e racial e cultural da população; V – a produção de conhecimento e o acesso à informação; e VI – a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos, respeitando- se as múltiplas características culturais do País. SAN: Segurança Alimentar e Nutricional - Avanços Como avaliar a SAN? “Desde a década de 90 têm sido desenvolvidos, em âmbito internacional, métodos e instrumentos cientificamente balizados para avaliar a Segurança Alimentar das famílias. A maioria deles baseados em estudos antropológicos e quantitativos realizados nos Estados Unidos, desde a década de 80, o que tem permitido estimativas de prevalência daquela condição”. Segurança Alimentar e Nutricional SAN •Método da FAO; • Pesquisas de Orçamentos Domésticos; • Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos; • Pesquisas Antropométricas; • Pesquisas de Percepção de Insegurança Alimentar e Fome. Segurança Alimentar e Nutricional Segurança Alimentar e Nutricional Método da FAO Informações nacionais sobre: estoques, produção, importação, exportação e desperdício de alimentos; Disponibilidade de kcal/per capita (a ingestão calórica média, o coeficiente de variação desta ingestão e o valor de referência (ou ponto de corte) que estabelecea necessidade calórica mínima per capita); Vantagem: Custo. Desvantagens: Dados não precisos (produção), mede a disponibilidade, mas não o acesso aos alimentos ou a qualidade da dieta em termos de nutrientes. Importância ao consumo médio de energia e não a distribuição desta energia. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Orçamentos Domésticos Entrevistas domiciliares: • preços dos alimentos consumidos dentro e fora do domicílio; • quantidades compradas ou as despesas efetuadas; • alimentos recebidos, por algum membro da família (presente ou forma de pagamento por trabalho realizado); • alimentos produzidos no domicílio para consumo. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Orçamentos Domésticos Vantagens: •Possibilidade de realizar medições múltiplas, válidas e pertinentes em termos de ação, dos seguintes aspectos: (1) adequação da energia alimentar nos domicílios; (2) variedade do regime alimentar (é uma medida da qualidade da alimentação) (3) % dos rendimentos gasto com a alimentação (é uma medida da vulnerabilidade à penúria de alimentos). Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Orçamentos Domésticos Desvantagens: Investigam a aquisição de alimentos para o domicílio como um todo→→→ resultado obtido corresponde não à efetiva ingestão de alimentos por parte de cada morador, mas sim à disponibilidade média per capita de alimentos decorrentes das aquisições no período de referência. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos Entrevistas domiciliares: • Perguntam a efetiva ingestão de cada indivíduo ( diretamente a ele ou a algum membro habilitado de sua família); • Identificação do histórico alimentar, relação dos alimentos ingeridos nas 24 horas precedentes, aplicação de um questionário (pré-definido) de freqüência alimentar, registro do peso dos alimentos ingeridos. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos Vantagens: • Avaliação direta da ingestão de alimentos; • Possibilidade de detectar problemas na alimentação de cada indivíduo – tanto na quantidade (adequação de calorias), como na qualidade (adequação de macro e micronutrientes). Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Ingestão Individual de Alimentos Desvantagens: • Requerem que os indivíduos recordem e informem, com precisão, todos os alimentos ingeridos durante o período de referência. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas Antropométricas Avaliação Antropométrica • Os índices antropométricos mais comumente empregados nas pesquisas nacionais: Peso e Comprimento/Altura e comparação com valores de referência. Vantagem: Custo e monitoramento desde o nível nacional até o nível individual. Desvantagens: dados antropométricos não refletem, exclusivamente, a adequação do consumo alimentar ou a suficiência da ingestão energética (influência de outros fatores). Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Percepção de Insegurança Alimentar e Fome Consiste na aplicação de questionários que cobrem uma escala: Percepção de preocupação e angústia frente à possibilidade de não dispor de alimentos regularmente. Percepção de problemas na adequação da dieta (na diversidade e/ou na quantidade de alimentos). Fome (definida como passar pelo menos um dia inteiro sem comer durante o período de referência. Segurança Alimentar e Nutricional Pesquisas de Percepção de Insegurança Alimentar e Fome Vantagens: o modo como as pessoas mais atingidas percebem a insegurança alimentar e a fome. Único que permite captar as dimensões psicológicas da insegurança alimentar (além das físicas) Desvantagem: Medida subjetiva (prestígio/benefício). Escala brasileira foi validada em 2003-2004, com aplicação da escala em 5 regiões (com diferentes hábitos alimentares e perfil socioeconômico); Participação de várias instituições de pesquisa: Unicamp, UNB, UFPB, UFMT, Inst. Nac. Pesq. Amazônia e Universidade de Connecticut (EUA) 2010: Reformulação. ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA 1- Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio tiveram a preocupação de que a comida acabasse antes que tivessem dinheiro para comprar mais comida? 2- Nos últimos três meses, os alimentos acabaram antes que os moradores desse domicílio tivessem dinheiro para comprar mais comida? 3 - Nos últimos três meses, os moradores desse domicílio ficaram sem dinheiro para ter uma alimentação saudável e variada? 4 - Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio comeram apenas alguns poucos tipos de alimentos que ainda tinham porque o dinheiro acabou? ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA 5 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade deixou de fazer alguma refeição porque não havia dinheiro para comprar comida? 6 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade comeu menos do que achou que devia porque não havia dinheiro para comprar comida? 7 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade sentiu fome, mas não comeu porque não tinha dinheiro para comprar comida? 8 - Nos últimos três meses, algum morador de 18 anos ou mais de idade ficou o dia inteiro sem comer ou teve apenas uma refeição ao dia porque não tinha dinheiro para comprar comida? ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA 9 - Nos últimos três meses, os moradores com menos de 18 anos de idade não puderam ter uma alimentação saudável e variada, porque não havia dinheiro para comprar comida? 10 - Nos últimos três meses, os moradores com menos de 18 anos de idade comeram apenas alguns poucos tipos de alimentos que ainda havia neste domicílio, porque o dinheiro acabou? 11 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de idade comeu menos do que você achou que devia, porque não havia dinheiro para comprar comida? ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA 12 - Nos últimos três meses, foi diminuída a quantidade de alimentos das refeições de algum morador com menos de 18 anos de idade, porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida? 13 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de idade deixou de fazer alguma refeição, porque não havia dinheiro suficiente para comprar a comida? 14 - Nos últimos três meses, algum morador com menos de 18 anos de idade sentiu fome, mas não comeu porque não havia dinheiro para comprar mais comida? ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANCA ALIMENTAR/EBIA *As perguntas 9 a 14 valem apenas para famílias com crianças até 18 anos. ** Se a resposta é afirmativa, pergunta-se a freqüência de ocorrência do evento nesse período: ‘em quase todos os dias’, ‘em alguns dias’ e ‘em apenas um ou dois dias’”. Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacionalde Atenção Básica – SAN - EBIA Resultados da Política Nacional de Atenção Básica – SAN - EBIA CONCLUSÃO Há insegurança alimentar e nutricional sempre que se produz alimentos sem respeito ao meio ambiente, com uso de agrotóxicos que afetam a saúde de trabalhadores/as e consumidores/as, sem respeito ao princípio da precaução, ou, ainda, quando há ações, incluindo publicidade, que conduzem ao consumo de alimentos que fazem mal a saúde ou que induzem ao distanciamento de hábitos tradicionais de alimentação. Referências Bibliográficas Referências Pessanha, L.; Santos, C. V.; Mitchell, P.V. Indicadores para avaliar a Segurança Alimentar e Nutricional e a garantia do Direito Humano à Alimentação: metodologias e fontes de dados. XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 2008. http://www4.planalto.gov.br/consea/acesso-a-informacao/institucional/conceitos https://youtu.be/DtrbM7-o01w; http://slideplayer.com.br/slide/2527107/ http://caritas.org.br/mds-disponibiliza-dados-sobre-seguranca-alimentar-nutricional/11578