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ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA NO TRATAMENTO DA ANEMIA 
FALCIFORME & SÍNDROME TORACICA AGUDA EM ADOLESCENTE: RELATO 
DE EXPERIÊNCIA 
 
 
INTRODUÇÃO: A anemia falciforme ocorre por uma deformação que acomete a membrana 
dos eritrócitos. É uma doença genética e sistêmica que apresenta características clínicas e 
epidemiológicas importantes, podendo alterar qualquer órgão. É um dos distúrbios 
hematológicos mais comuns no mundo, afetando cerca de 280.000 nascidos vivos no mundo 
todo. As manifestações clínicas da doença falciforme podem ser atribuídas às alterações físicas 
no fluxo sanguíneo em nível da microcirculação. Há crises repetidas de agudização, sendo mais 
frequente as vaso-oclusivas podem ocorrer em qualquer órgão, incluindo o coração e os 
pulmões. O acometimento pulmonar pode ser de natureza aguda ou crônica. As complicações 
agudas são representadas pela hiper-reatividade brônquica, pelo tromboembolismo pulmonar e 
pela síndrome torácica aguda (STA). A STA consiste em uma combinação de sinais e sintomas 
incluindo dispneia, dor torácica, febre, tosse e um novo infiltrado pulmonar, em geral 
multifocal, na radiografia de tórax. É uma forma de doença pulmonar, potencialmente muito 
grave, que pode progredir para síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA). 
OBJETIVO: Analisar a abordagem fisioterapêutica no tratamento de paciente pediátrico com 
anemia falciforme e STA por meio de um relato de experiência. METODOLOGIA: trata-se de 
um relato de experiência, ocorrido no período 05 de novembro à 14 de novembro de 2018 na 
enfermaria pediátrica do Hospital Infantil Luis de França durante o estagio supervisionado II. 
As informações foram adquiridas a partir do prontuário do paciente, além de seus exames 
complementares e intervenção. Caso: Adolescente T.S.B, 12anos, sexo masculino, pardo, 
solteiro, estudante. Paciente foi internado após uma crise convulsiva, onde foi solicitado o 
exame de Eletroforese de Hemoglobina (Hb) que apresentou como resultados: A1 - 18,9%; A2 
- 2,0%; F - 18%; S - 61% e C - 0,0. Assim, diagnosticaram-na portadora de anemia falciforme. 
Diante dos sinais e do quadro sintomatológico, o paciente já internado apresentou dor 
abdominal e dor torácica. Apresentando-se em estado geral, orientado, cooperativo, 
verbalizando, com picos de febre de 38ºC, FR: 40irpm, desidratado, com icterícia cutânea 
moderada, abdome semi-globoso e fígado a cerca de 2cm do RCD, necessitando de assistência 
na UTI, onde foram solicitados hemograma completo, função renal e função hepática e 
realizado concentrado de hemácias. Foi diagnosticado hepatomegalia. Além da anemia 
falciforme, obteve como diagnóstica Síndrome da dor torácica aguda (STA). RESULTADOS: 
As principais condutas fisioterapêuticas adotadas durante meu acompanhamento ao paciente 
consistiram em minimizar o quadro álgico e fadiga muscular com conscientização e treino 
respiratório diafragmático, alongamento de músculos peitorais, ECOM e escalenos. Para 
auxiliar na manutenção da função pulmonar foram realizados exercícios de Inspiração 
fracionada em tempos associada com cinesioterapia de membros superiores. Para auxiliar o 
fluxo ventilatório foram realizadas manobras de aceleração do fluxo expiratório, mobilização 
torácica associada aos movimentos respiratórios, inspiração profunda associada ao freno labial. 
As referidas condutas permitiram que o paciente apresenta-se uma melhora na função pulmonar 
para níveis de normalidade, que resultou, posteriormente, em alta hospitalar. CONCLUSÃO: 
Diagnostico precoce é fundamental para prevenir complicações, é importante a manutenção de 
hidratação venosa adequada, o início precoce de fisioterapia respiratória e motora é essencial 
para proporcional melhor qualidade de vida ao paciente. 
 
 
 
Palavras-chaves: Anemia Falciforme.Doença Cardiopulmonar.Fisioterapia.Tratamento

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