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CRIAÇÃO DE TILÁPIA Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Medicina Veterinária da Anhanguera Educacional, Leme-SP, tendo por objetivo a aprovação parcial da disciplina de Ciências do Ambiente Aplicada a Medicina Veterinária. Professor: Heros José Máximo Leme – SP 2017 CRIAÇÃO DE TILÁPIA Professor: Heros José Máximo Leme – SP 2017 Sumário 1 INTRODUÇÃO..........................................................................................pag. 4 2 TILÁPIA DO NILO......…............................................................................pag. 6 3 BIOLOGIA……........................................................................................pag. 11 4 PATÓGENOS…………………….............................................................pag. 19 5 ORGANOGRAMA DO NEGÓCIO...........................................................pag. 21 6 TRATAMENTO DE QUEIMADURA COM PELE DE TILÁPIA.................pag.26 7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL.......................................................................pag. 27 8 ANEXOS .………………………....................................................…........pag. 28 9 CONCLUSÃO…......................................................................................pag. 32 9 REFERÊNCIAS.........................................................................…..........pag. 33 1 Introdução No brasil, a piscicultura vem se firmando como atividade profissional, tendo em vista a excelente qualidade dos recursos hídricos com disponibilidade de aproximadamente 5,3 milhões de hectares de agua doce, em reservatórios naturais e artificiais, com potencial para serem aproveitados na produção de organismos aquáticos, com condições climáticas favoráveis e o aproveitamento dos sistemas de produção gerados pelas instituições de pesquisa favorecem a produção do pescado brasileiro. Já tendo sido identificadas aproximadamente 70 espécies. As tilápias de importância comercial estão divididas em três principais grupos taxonômicos, distinguidos basicamente pelo comportamento reprodutivo. São eles as do gênero Tilápia spp. (incubam seus ovos em substratos), Oreochromis spp (incubam os ovos na boca da fêmea) e Sarotherodon spp (incubam os ovos na boca do macho ou de ambos). Encontrado em uma grande variedade de habitats de água doce como rios, lagos, canais de esgotos e canais de irrigação, estando presente em quase todas as grandes e médias bacias hidrográficas do Brasil. Talvez seja o ciclídeo mais comum em águas continentais no país. Ocasionalmente podem frequentar água salobra. Amplamente introduzido em todos os continentes (exceto Ártico) para fins da aquicultura, estando sem segundo lugar, atrás apenas das Carpas, causando sérios impactos ecológicos negativos após sua introdução. A produção de tilápia no Brasil aumentou 9,7% em 2015 e chegou a 219 mil toneladas entre janeiro e dezembro. O peixe é o mais criado pela piscicultura no país e chega a 45,4% do total da produção total. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na Pesquisa da Pecuária Municipal. Está concentrada principalmente em quatro estados, sendo o Paraná o maior produtor, com 28,8%. São Paulo produz 13,2%, seguido por Ceará, com 12,7%, e Santa Catarina, com 11,4%. O desempenho dos criadores de tilápia contribuiu para que a produção de peixes no Brasil crescesse 1,5% em 2015. Foram produzidas durante o ano 483,2 mil toneladas, com um valor de mais de R$ 3 bilhões. Rondônia responde por 17,5% dessa produção e por 18,5% do valor gerado pela piscicultura. 2 Tilápia do nilo O nome popular é Tilápia do Nilo (em inglês: Nile Tilapia), da família Cichlidae (Ciclídeos), a tilápia do Nilo (Oreochromis Niloticus) é uma espécie originária dos rios Africanos, introduzido em inúmeros países pelo mundo todo, de tamanho aproximado 60cm, mais comum encontrar com 40cm, tem uma expectativa de vida de mais ou menos 10anos, com um espaço mínimo de 150 cm X 50cm X 50 cm (375 L), com uma temperatura entre 14ºC e 33ºC, e um PH entre 6,0 a 8,6. As seguintes subespécies foram previamente reconhecidas: Oreochromis niloticus baringoensis, Oreochromis niloticus cancellatus, Oreochromis niloticus eduardianus, Oreochromis niloticus filoa, Oreochromis niloticus niloticus, Oreochromis niloticus sugutae, Oreohromis niloticus tana e Oreohromis niloticus vulcani. Na introdução da tilápia nilótica foram trazidos animais provenientes de Bouaké, na Costa do Marfim (continente africano), e introduzidos em Pentecostes, no estado do Ceará, pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Em 1996, foi realizada a segunda importação oficial, quando foram levados para o estado do Paraná 20.800 alevinos de tilápias do Nilo, procedentes da Tailândia. Nos anos de 2002 e 2005, foram introduzidas duas linhagens resultantes de programas de melhoramento. São elas: a GenoMar Supreme Tilápia (GST), produzida pela empresa Norueguesa Genomar e trazida ao Brasil pela piscicultura Aquabel (Rolândia, PR); e a linhagem Genetically Improved Farmed Tilapia – Gift–, originária da Malásia e desenvolvida inicialmente pelo International Center for Living Aquatic Resources Management (Iclarm), atual WorldFishCenter. Esta última é cultivada e selecionada no Brasil por pesquisadores do grupo PeixeGen da UEM. Apesar de a tilápia do Nilo ser a espécie mais cultivada no Brasil, o primeiro programa de melhoramento genético teve início em março de 2005, na UEM, baseado na informação individualizada e no uso de avaliação genética a partir de metodologias estatísticas já aplicadas em outras espécies domésticas. Nesse programa, o objetivo da seleção é aumentar a taxa de crescimento; para isso, o ganho em peso médio diário é utilizado como critério de seleção. Porém, outras características, como medidas corporais e mortalidade à idade comercial, têm sido coletadas para incrementar o número de informações por animal. As informações individuais de desempenho e da forma dos animais em tanques- -rede são obtidas por meio de microchips implantados na cavidade visceral. Esses animais são acompanhados individualmente, com biometrias mensais, cujas informações de desempenho de todas as gerações do programa de melhoramento, desde a sua implantação em 2006, são armazenadas em um banco de dados. Com base em tais informações e com o uso da metodologia das equações dos Modelos Mistos de Henderson, podem ser preditos os valores genéticos aditivos para ganho em peso diário. Por meio dos componentes de variâncias e parâmetros genéticos utilizados na seleção anual dos animais (machos e fêmeas), pode-se promover a substituição total do plantel de reprodução em atividade (geração discreta). A genética da tilapia do Nilo, é a mais fácil de se compreender pois, a maioria dos produtores mundiais tem preferência por essa raça pois a fêmea dessa raça é a que concede mais ovulação, chegando a ter 600 óvulos no intervalo de dois meses. Sua capacidade média depende das condições ambientais e bom manejo podem engordar rapidamente em até 8 meses. Outro melhoramento usado em alevinos, não necessitam da presença materna para o desenvolvimento dos filhotes, com isso ajuda o produtor e o técnico a definir o dimorfismo sexual da espécie. A cada três meses por conta do balanço nutricional deve ser usada a tática de fazer um hemograma completo estatístico em cada tanque, para avaliar a sanidade e o bem-estar animal para melhor aproveitamento genético. Para o desenvolvimento de programas de melhoramento genético, sugerem-se as seguintes: Descrição ou desenvolvimento do sistema de produção. O programa de melhoramento deve ser conduzido em condições ambientais semelhantes às do sistema de produção em que os peixes serão cultivados. No Brasil, as tilápias são produzidas em sistema intensivo, em que se usam tanques escavados e tanques-rede, em diversas condições climáticas.Tais peculiaridades devem ser consideradas para o sucesso de programas de seleção, de maneira que eles sejam realizados em situações distintas de cultivo, explorando a interação genótipo/ambiente. Escolha da espécie, variedades e sistemas de cruzamentos. Neste ponto é importante levar em conta a viabilidade da produção das espécies escolhidas. Formulação do objetivo de seleção. Consiste em definir o que se deseja melhorar no sentido de atender às demandas do mercado consumidor. Os objetivos de seleção podem variar para cada mercado consumidor, conduzindo o programa de melhoramento genético a caminhos distintos. Definição dos critérios de seleção. Este tópico aponta para a eleição das características que serão usadas a fim de definir a qualidade genética dos animais, de acordo com o objetivo de seleção preestabelecido. Devem ser de fácil mensuração, apresentar resposta à seleção e estar relacionadas com o objetivo da seleção. No programa de melhoramento genético de tilápias, o critério de seleção é o ganho de peso diário, no menor tempo. Delineamento do sistema de avaliação genética. Trata da definição da metodologia empregada na determinação do valor genético dos animais a partir dos dados coletados; é utilizada a metodologia Equações dos Modelos Mistos. Seleção dos animais e definição do sistema de acasalamento. Refere-se à escolha daqueles que serão utilizados como reprodutores. Desenho do sistema para expansão e disseminação dos estoques melhorados. Tais ações permitem a chegada dos animais geneticamente superiores de forma rápida ao setor produtivo, intensificando o fluxo de genes entre os diferentes componentes do setor produtivo: Núcleo, Multiplicadores e Produtores. Monitoramento e comparação de programas alternativos. Estabelecem-se um sistema de avaliação do programa que permita a checagem dos resultados e mudança de rumo, se necessário. Comparam-se o desempenho das progênies dos animais selecionados com a progênie de animais que apresentam desempenho médio, utilizados como população controle. Para tilápias do Nilo existem mercados consumidores com preferências distintas. No estado do Ceará, por exemplo, os consumidores preferem o peixe inteiro, enquanto nas regiões Sul e Sudeste o filé de tilápias é o mais visado. Estas diferen- ças influenciam na escolha dos objetivos e critérios de seleção, estabelecendo a necessidade de genótipos específicos para cada região/mercado consumidor/ sistema de produção. Resultados expressivos Após cinco anos de acasalamentos, o programa de melhoramento apresenta resultados expressivos para as características de interesse econômico, como peso à despesca, rendimento de filé e velocidade de crescimento. A avaliação do valor genético médio dos animais de cada geração demonstrou uma elevação da média do ganho de peso diário, e do ganho genético, medido em relação à média do valor observado no teste de desempenho em campo. O retorno de informações de campo obtidas a partir de parceiros do programa indica uma redução do período de cultivo de até 21 dias, pelo uso de animais da linhagem Gift, uma redução expressiva no tempo e custos de produção. Ao realizar uma avaliação para rendimento de filé com irmãos dos animais avaliados na estação de produção de 2010, foi estimada uma média de 38% do rendimento de filé. A partir dessas informações identificam-se famílias que apresentam maior potencial para rendimento de filé. O impacto da seleção em características de carcaça é evidente pela evolução do tamanho do corpo do animal, sem alterações nas proporções dos comprimentos da cabeça e da cauda no comprimento total, ou seja, da parte comestível do animal. A tendência genética para comprimento do corpo do peixe, descontados a cauda e cabeça, é positiva. Isso significa incremento nos valores genéticos para esta característica ao longo das gerações. O que se espera de um programa de melhoramento genético é que o produto gerado seja distribuído aos produtores. Desde os primeiros resultados do melhoramento de tilápias do Nilo é feita a comercialização de reprodutores para alevino cultores de diversas regiões do país (Recife, PE; Santana do Acaranguá e Santa Fé do Sul, SP; Sorriso, MT; Camboriú, SC) e países como Cuba e Uruguai. Após sete anos de introdução da linhagem Gift, 58% do alevino cultores do estado do Paraná utilizam essa linhagem e destes, mais de 80% estão satisfeitos com o material disponibilizado. Fluxo gênico em programas de melhoramento genéticoCentros de avaliação Nucleo de seleção Multiplicadores s Comercial Núcleo de seleção: local de avaliação, controle de acasalamento e seleção dos animais. Multiplicadores: alevino cultores que multiplicam os animais selecionados pelo núcleo. Comercial: produtores de peixes. Centros de avaliação: locais para avaliação de desempenho, em condições ambientais diferentes ao núcleo de seleção. 3 Biologia FISIOLOGIA DAS TILÁPIAS A Tilápia do Nilo pode ser facilmente conhecida devido à presença de listras escuras na cauda. Alimenta-se principalmente de plâncton e detritos do fundo, mas aceita muito bem ração. Sua principal característica é a alta taxa de reprodução: a postura ocorre em intervalos de 1,5 a 2 meses com uma produção de 500 a 600 ovos na boca por fêmea. Após a fecundação, a fêmea guarda os ovos da boca em caso de perigo: devido a este fato, ela se alimenta irregularmente até que os filhotes não precisem mais de proteção e provoca uma excessiva densidade local, que pode determinar atrofiamento individual. IMPORTÂNCIA DA TEMPERATURA Poucos fatores ambientais desempenham tanta influência sobre a produção animal como a temperatura. Os animais ectotérmicos, como a grande maioria dos peixes teleósteos tem sua temperatura variada de acordo com a temperatura ambiente, ocasionando em alterações metabólicas provocadas pelo aumento ou redução da temperatura, já os animais endotérmicos, usam a energia metabólica para realizar a termo regulação, nas diferentes condições ambientais. A temperatura é um dos fatores mais importantes que afeta a fisiologia, crescimento, reprodução e metabolismo da tilápia. Ela é de extrema importância em regiões temperadas e subtropicais, que se caracterizam por flutuações sazonais da temperatura da água (EL-SAYED, 2006). As tilápias são peixes que apresentam distribuição geográfica restrita a regiões com temperaturas não inferiores a 20°C, apresentando seus melhores resultados entre 26 e 32°C. Em temperaturas inferiores a 15°C, praticamente interrompem seu consumo de alimento, valores letais de temperatura encontram-se na faixa de 10 a 12°C. Esses animais suportam baixas quantidades de oxigênio dissolvido na água, podendo sobreviver em níveis de 1mg/l. porém a concentração de 0,1 mg/l é considerada letal. O pH ideal é entre 7 e 8, valores entre 3,5 e acima de 12 causam mortalidade em menos de 6 horas de exposição. As tilápias também apresentam grande tolerância a altas salinidades. A temperatura, como um fator de controle, tem um importante papel na regulação da taxa metabólica de peixes, e assim, torna-se uma variável ambiental importante para as atividades de crescimento. Dentro da faixa de temperatura adequada, a intensidade metabólica dos peixes está positivamente relacionada com a temperatura (NURDIANI & ZENG 2007). Cada espécie de peixe possui uma faixa de temperatura na qual expressam maior potencial de crescimento (PIEDRAS et al., 2004), entretanto para a maioria das espécies de clima tropical, a faixa de temperatura de 25 a 28ºC é a que proporciona melhores resultados na produção, e a variação desses valores além dos limites da faixa ideal pode reduzir ou até mesmo cessar a alimentação. ANATOMIA Os peixes são organismos pertencentes ao filo Chordata (animais com corda dorsal – notocorda) e subfilo Vertebrata (animais com crânio cartilagíneo ou ósseo; com vértebras ou arcos vertebrais). Existem duas classes distintas de peixes: Osteichthyes (Fig. 1) ou peixes ósseos (e.g., sargos e robalos) e Chondrichthyes (Fig. 2) ou peixescartilagíneos (tubarões, raias e quimeras). Os peixes cartilagíneos, vulgarmente referidos pelos pescadores como “peixes-couro”, têm uma pele com escamas placóides e cinco a sete pares de brânquias em câmaras separadas. Os peixes ósseos têm uma pele com escamas ganóides, ciclóides ou ctenóides e quatro pares de brânquias numa cavidade comum. ESQUELETO Axial, Crânio, Coluna vertebral, Costelas, Ossos intermusculares, Apendicular, Raias das nadadeiras, Visceral, Conjunto das escamas (exoesqueleto). BRÂNQUIAS FUNÇÕES: Respiração, Excreção, Regulação de sais. SISTEMA MUSCULAR Fibras musculares: Lisas, estriadas esquelética, Cardíaca. Músculo estriado: Fibras brancas e vermelhas, A maior parte da musculatura é estriada branca, sucessivos segmentos. Em algumas espécies, os músculos estriados são modificados (corrente elétrica). BIOQUÍMICOS Frente à exigência dos consumidores modernos, referentes a mudanças nas preferências e nos hábitos alimentares, seja por maiores quantidades de cortes nobres ou por melhorias na qualidade da carne, têm-se adotado novas tecnologias na área de nutrição 5 animais. Dentre essas tecnologias se destacam os aditivos alimentares. Aditivos são substâncias com propriedades funcionais digestivas ou equilibradoras da microbiota do trato digestório, que são adicionadas aos produtos ou água de consumo dos animais ou administrados diretamente por via oral. Os aditivos podem ainda ser referenciados como substâncias ou microrganismos adicionados intencionalmente aos alimentos com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades. Dentre os aditivos, os modificadores metabólicos têm utilidade na produção animal, uma vez que possuem a capacidade de alterar o crescimento animal. Neste contexto, os aditivos modificadores do metabolismo animal podem alterar as taxas de síntese proteica, modificar a proporção da proteína em relação à gordura, alterar o perfil de ácidos graxos na carne ou alterar o metabolismo post mortem. Alguns modificadores metabólicos são compostos por vitaminas, metabólitos vitamínicos e compostos semelhantes à vitamina, que fornecem benefícios adicionais à carcaça quando adicionados além da exigência dos animais. Apesar de as melhorias causadas pelos aditivos, alguns países, principalmente da União Europeia, não aceitam o uso destes produtos na criação animal. Os aditivos conhecidos como modificadores de carcaça são de grande interesse na produção animal, uma vez que possuem características capazes de alterarem o metabolismo, como a promoção de respostas celulares que resultam no aumento da deposição proteica e diminuição da quantidade de gordura, entre eles, destaca-se a ractopamina. Este aditivo redireciona os nutrientes para o anabolismo proteico em detrimento do lipídico, contribuindo para a produção de carcaças com menor teor de gordura. Em peixes, a ractopamina tem sido pouco estudada, mas os resultados obtidos em sua maioria são condizentes com os efeitos observados em outras espécies, ou seja, é observado um aumento na taxa de crescimento, redução da gordura na carne e aumento da síntese proteica. Sendo observadas variações em função da dose, da espécie e do tempo de 7 tratamento. Segundo, a suplementação com ractopamina pode ter efeito negativo sobre o bem-estar animal, como o aumento da concentração do cortisol, refletindo na qualidade do produto final. NUTRIÇÃO IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO Em função do sistema de produção adotado, as rações podem compor 40 a 70% do custo de produção, representando o principal item de custo na piscicultura intensiva de tilápias. Portanto, uma das maneiras mais eficazes dos produtores minimizarem este custo é ajustar adequadamente a qualidade das rações e o manejo alimentar às diferentes fases de produção e ao sistema de cultivo utilizado. A adequada nutrição e manejo alimentar: -Possibilita o melhor aproveitamento do potencial de crescimento dos peixes. -Acelera o crescimento dos peixes, aumentando o número de safras anuais. -Melhora a eficiência alimentar, minimizando os custos de produção. -Reduz o impacto poluente dos efluentes da piscicultura intensiva, contribuindo para o aumento da produtividade por área de produção. -Confere adequada saúde e maior tolerância às doenças e parasitoses. -Melhora a tolerância dos peixes ao manuseio e transporte vivo. -Aumenta o desempenho reprodutivo das matrizes e a qualidade das pós-larvas e alevinos. -E, consequentemente, possibilita otimizar a produção e maximizar as receitas da piscicultura. Os animais necessitam de energia para a manutenção de processos fisiológicos e metabólicos vitais, para as atividades rotineiras, o crescimento e a reprodução. Esta energia provém do metabolismo de carboidratos, lipídios (gorduras e óleos) e proteínas. Os peixes são mais eficientes no uso da energia comparados às aves e aos mamíferos, pois não gastam energia para regular a temperatura corporal. Desta forma, grande parte da energia é utilizada para crescimento. Este é um dos fatores que explicam os melhores índices de conversão alimentar dos peixes (0,9 a 1,8) comparados às aves (1,6 a 1,9) e suínos (2,5 a 2,9). Tilápias aproveitam bem carboidratos e gorduras como fonte de energia, poupando assim a proteína das rações para crescimento. O balanço energia digestível/proteína (ED/PB) nas rações é fundamental para maximizar a eficiência alimentar e o crescimento dos peixes. Além disso, também determina a composição corporal em gordura. A relação ED/PB em rações completas para tilápias deve variar de 8 a 10 kcal ED/g de PB. Alta ED/PB resulta em excessiva deposição de gordura visceral, reduzindo o rendimento de carcaça no processamento. Por outro lado, uma baixa ED/PB faz os peixes utilizarem proteína como fonte de energia, prejudicando o crescimento e a conversão alimentar. O conhecimento da energia digestível dos alimentos é fundamental para a formulação de rações suplementares e completas para as tilápias. Resume informações sobre a energia digestível dos principais ingredientes utilizados em rações comerciais para tilápias. A energia digestível das rações depende da combinação dos ingredientes, da habilidade digestiva dos peixes, do grau de moagem e do tipo de processamento (peletização, extrusão seca, extrusão úmida) que determina o grau de gelatinização do amido e a destruição de fatores antinutricionais presentes nos alimentos. A IMPORTÂNCIA DO ALIMENTO NATURAL NA NUTRIÇÃO DE TILÁPIAS Em ambientes naturais os peixes equilibram sua dieta, escolhendo os alimentos que melhor suprem suas exigências nutricionais e preferências alimentares. Raramente são observados sinais de deficiência nutricional nestas condições. O alimento natural dos peixes é composto de inúmeros organismos vegetais (algas, plantas aquáticas, frutos, sementes, entre outros) ou animais (crustáceos, larvas e ninfas de insetos, vermes, moluscos, anfíbios, peixes, entre outros). Em geral, os alimentos naturais explorados pelos peixes são ricos em energia e em proteína de alta qualidade, e servem como fonte de minerais e vitaminas. Estudos realizados em Israel (Gur 1997) demonstraram, com base no crescimento dos peixes, não ser necessário o enriquecimento vitamínico em rações usadas no cultivo de tilápias em viveiros com disponibilidade de alimentos naturais. No entanto, a suplementação vitamínica destas rações melhorou a sobrevivência dos peixes. Em Israel, a suplementação vitamínica completa é apenas feita em rações destinadas às pós-larvas e ao cultivo em sistemas de produção mais intensivos, e em rações usadas no período de inverno e no tratamento de peixes doentes ou sob estresse. Tilápias são eficientes no aproveitamento de alimentos naturais, notadamente o plâncton. Em viveiros com baixa renovação de água, cerca de 50% a 70% do crescimento de tilápias foi atribuído ao consumo de alimentos naturais (Schroeder 1983), mesmo com o fornecimento de ração suplementar. Este detalhe explica o menor custo de produção de tilápias em viveiros de baixa renovação deágua comparado ao cultivo intensivo em tanques-rede e raceways. RAÇÕES SUPLEMENTARES A produção de tilápias em viveiros de baixa renovação de água pode ser feita de forma eficaz com o uso de rações nutricionalmente incompletas ou rações suplementares. De um modo geral estas rações não dispõem de um correto balanço em aminoácidos essenciais, possuem menores níveis proteicos (22% a 24%), maior relação energia/proteína e não são suplementadas, ou o são apenas parcialmente, com premix vitamínico e mineral. BEM-ESTAR ANIMAL E ESTRESSE De acordo com, o bem-estar animal é o estado de harmonia entre o animal e seu ambiente, caracterizado por condições físicas e fisiológicas ótimas e alta qualidade de vida do animal. Na área de produção animal, o termo está atrelado a outros conceitos como necessidades, liberdades, felicidade, adaptação, controle, capacidade de previsão, sentimentos, sofrimento, dor, ansiedade, medo, tédio, estresse, saúde e possibilidade de expressão do comportamento natural. Os fatores inerentes ao estresse estão entre os principais indicadores utilizados para avaliação do bem-estar animal. Vários autores descrevem que, animais sob estresse têm sua homeostasia ameaçada e em resposta a isso, desenvolvem mecanismos de adaptação. Esses mecanismos envolvem uma série de respostas neuroendócrinas e comportamentais, que visam manter o equilíbrio das funções vitais. As respostas ao estresse são divididas em primárias (neural e neuroendócrinas), secundárias (consequências fisiológicas resultantes das primárias) e terciárias (alterações comportamentais, diminuição de crescimento e aumento da suscetibilidade a doenças). Entre os efeitos primários, encontra-se o aumento de catecolaminas (epinefrina e noradrenalina) e do cortisol no plasma. Entre as secundárias, estão as alterações da glicemia, do glicogênio hepático, glicogênio muscular, acumulo de ácido lático muscular, alterações no hematócrito, número de linfócitos, efeitos eletrolíticos (alterações nas concentrações plasmáticas de cloro, sódio, potássio, proteínas) e na osmolaridade do plasma. Os efeitos terciários principais são a redução de desempenho produtivo e reprodutivo e a diminuição da resistência às doenças dividiram a reação aos estressores nos peixes em dois momentos: primeiro os efeitos que ameaçam ou perturbam o equilíbrio homeostático e, em seguida, o desencadeamento de diversas respostas fisiológicas compensatórias e adaptativas, visando a superação das ameaças. RAÇÕES NUTRICIONALMENTE COMPLETAS Estas rações devem ser empregadas em sistemas de produção onde a disponibilidade ou o acesso ao alimento natural é limitado ou nenhum. O sucesso econômico dos sistemas de produção em tanques de alto fluxo de água (raceways) ou em tanques-rede e gaiolas depende do uso de rações completas. Estas rações também são necessárias em viveiros quando a biomassa ultrapassa 6.000 kg/ha. Nas rações completas todos os nutrientes devem estar presentes de forma equilibrada e em quantidades que supram as exigências dos peixes para um adequado crescimento, saúde e reprodução. O enriquecimento em vitaminas e micro minerais é completo. MANEJO MANEJO EM PISCICULTURA ALIMENTAR Os alimentos de baixa qualidade possuem menor estabilidade na água e consequentemente maior carga poluente, levando a uma menor produtividade ao dissolver na água. Já a ração de alta qualidade possui maior estabilidade na água, menor carga poluente e promove uma maior produtividade. Como ponto fundamental a ração deve possuir a quantidade correta de proteína e energia para cada tipo de peixe e de acordo com a fase de crescimento. Também deve possuir componentes de alta digestibilidade, o que vai melhorar o desempenho do peixe, diminuir a necessidade de ração e o volume de fezes excretado por ele, minimizando a eutrofização do ambiente. Além disso, a ração deve possuir propriedades físicas adequadas (estabilidade na água, granulometria e tamanho). Quanto à espécie, há uma diferença básica: peixes carnívoros possuem maiores exigências de proteína e energia na ração do que peixes onívoros. Por isso, na hora da escolha da ração deve-se levar em conta qual a espécie a ser criada. 4. Patógenos Como em toda produção animal, a tilapicultura enfrenta alguns entraves como o trabalhoso e demorado licenciamento ambiental, inúmeros órgãos e instituições envolvidos nas regularizações da atividade aquícola dificultando todo o processo, gestão inadequada, mão-de-obra 14 não qualificada e recorrentes problemas de manejo zootécnico. Dentre as dificuldades encontradas no manejo nas pisciculturas comerciais pode-se destacar o aspecto sanitário dos peixes e do meio ambiente, decorrente da alta densidade de estocagem no qual os peixes são submetidos, acumulando excretas e restos de ração, predispondo o ambiente ao aumento da carga de matéria orgânica decorrente da intensificação desta produção. Apesar da crescente intensificação na criação desta espécie, os cuidados sanitários não têm sido considerados por grande parte dos produtores. O aparecimento de doenças acontece justamente quando ocorrem situações de desequilíbrio na tríade epidemiológica hospedeiro/ambiente/agente etiológico, sendo que habitualmente na produção de peixes, as enfermidades ocorrem através de infestações parasitárias, as quais causam injúrias aos tecidos do hospedeiro, permitindo a instalação e propagação de agentes oportunistas como bactérias e fungos. Poucos são os protocolos utilizados para o tratamento de enfermidades de peixes no mundo. No Brasil somente dois antimicrobianos são licenciados para utilização na aquicultura continental, sendo eles o florfenicol e a oxitetraciclina. No entanto, o uso indiscriminado destes fármacos na produção animal pode acarretar prejuízos, assim como, a presença de resíduo nos filés se o período de carência não for respeitado, contaminação ambiental, predispondo diversos organismos da cadeia trófica, incluindo os seres humanos, à resistência bacteriana. Não há nenhum antiparasitário registrado para o uso na aquicultura no Brasil. Todas estas limitações motivam o desenvolvimento de estudos sobre as práticas preventivas nas pisciculturas comerciais, e uma delas é o estudo detalhado da ecologia parasitária, abrangendo os sítios preferíveis de infestações, a sazonalidade, as relações dos níveis dos parasitismos com fatores bióticos e abióticos, as fases de criação mais propensas a doenças e suas patologias. Sendo assim, a seguir serão abordados os principais grupos de parasitos encontrados especificamente na tilápias-do-Nilo. Identificou Lamproglena monodi parasitando as brânquias de tilápiado-Nilo produzidas em tanques-rede com maior abundância de infestação no outono e inverno. O estudo também comprovou, pela primeira vez no Brasil as alterações branquiais provocadas pelo parasito durante sua fixação no hospedeiro, como hipertrofia do epitélio lamelar, infiltrado de células inflamatórias eosinofílicas e mononucleares, congestão, telangectasia e áreas de necrose celular, as quais, em infestações severas podem ocasionar mortes. Este estudo vem comprovar a necessidade de acompanhamento mensal dos peixes de produção para reduzir a infestação de parasitos, principalmente Lamproglena monodi e contribuir com a adoção de programas de biosseguridade para controle parasitário. Aspectos sanitários Com a expansão da piscicultura no Brasil a partir da década de 80, observou-se um crescente interesse por parte dos criadores no que diz respeito aos prejuízos econômicos causados pela mortalidade de peixes. No tanque de piscicultura deve haver equilíbrio entre a saúde do hospedeiro, a proliferação de agentes patógenos e as condições do ambiente aquático. Desse modo, a má qualidade de água, a redução de oxigênio dissolvido, alterações bruscas de temperatura, alta densidade de peixes, manejo inadequado ou nutrição desequilibrada são fatores capazes de produzir estresse aos animais, predispondo-os a diferentes infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias. Considera-sea água um ambiente extremamente favorável para a proliferação destes agentes sendo as parasitoses responsáveis por grandes perdas nas pisciculturas em nível mundial, sendo de maior relevância no neotrópico, devido às características climáticas destas regiões (MARTINS, 1998; THATCHER; BRITES NETO, 1994). Principais ectoparasitas diagnosticados em criações comerciais de tilápias-do-Nilo Protozoários do Filo Ciliophora como o Ichthyophthirius multifilis assim como os do gênero Trichodina sp., Ambiphyra sp., e Apiosoma sp. além dos parasitas pertencentes ao Filo Platyhelminthes como os da Classe Monogenoidea e Digenea podem acometer criações comerciais de tilápias-do-Nilo (SHOEMAKER; KLESIUS; EVANS, 2000). A gravidade das lesões provocadas pelos parasitas depende de vários fatores como o grupo do parasita em questão, a sua localização e o modo particular como atuam sobre o hospedeiro sendo as lesões branquiais particularmente importantes, uma vez que esse órgão reage fortemente à presença de parasitas provocando, assim, uma acentuada proliferação celular implicando na diminuição ou perda da respectiva atividade respiratória, o que, nos casos mais graves, pode provocar a morte do hospedeiro por asfixia (PAVANELLI; EIRAS; TAKEMOTO, 1998). Filo Platyhelminthes Classe Monogenoidea Os monogenóideos são ectoparasitos em sua grande maioria, pertencem ao grupo dos platelmintes e considerados, como responsável pela parasitose mais importante da piscicultura no Brasil (MARTINS, 1998). Estes se caracterizam pela presença de um aparelho de fixação localizado geralmente na parte posterior do corpo, denominado haptor. Esta estrutura é formada por ganchos, barras e âncoras, de diferentes números e tamanhos de acordo com a espécie. Sua função é auxiliar os parasitos a fixaremse ao hospedeiro (GERASEV, 1990). Os adultos possuem forma alongada, ovóide ou circular e medem de um milímetro a três centímetros. São hermafroditas, de ciclo direto facilitando assim às reinfestações parasitárias e estão entre os mais importantes para a piscicultura. Os monogenóideos pertencem a duas grandes famílias: Gyrodactylidae e Dactylogyridae. Os girodactilídeos, em geral, são vivíparos, ou seja, no interior do corpo do indivíduo adulto já se verifica a presença de um outro semelhante a este até atingir quatro gerações no mesmo animal. Organismos desta família são, na sua maioria, parasitas de brânquias e da superfície do corpo dos peixes. Já, os dactilogirídeos são ovíparos e quanto às manchas ocelares (olhos), podem estar ausentes, possuírem dois e ou quatro, facilmente identificadas por microscopia. Quase sempre é encontrado nas brânquias, podendo se alojar também nas cavidades nasais e, mais raramente, em outras partes do corpo (KUBTIZA; KUBTIZA, 1999). A presença dos monogenóideos nas brânquias dos peixes pode provocar hiperplasia celular, hipersecreção de muco e, em alguns casos, fusão de filamentos das lamelas branquiais. Nos casos de produção excessiva de muco, pode ocorrer a impermeabilização das brânquias dificultando a respiração dos animais. Quando esses ectoparasitas se encontram junto ao tegumento, geralmente causam lesões menos acentuadas, no entanto, podendo abrir caminhos para instalação de infecções secundárias (PAVANELLI; EIRAS; TAKEMOTO, 1998). Martins e Romero (1996) relataram alterações em lamelas branquiais primárias e secundárias associadas com múltiplas hemorragias, edema com desprendimento do epitélio respiratório e evidentes focos necróticos em peixes com altas infestações por monogenóideos. Buchmann, Koie e Prento (1987) por estudos histológicos e histoquímicos observaram a presença de muco, células epiteliais e sangue ingerido por Pseudodactylogyrus anguillae, parasitando as brânquias de enguias européias Anguilla anguilla. Molnár (1994) observou em um experimento utilizando carpas comuns, que, ao diminuir gradativamente as taxas de oxigênio dissolvido na água, os grupos controles, livres de parasitismo branquial por monogenóideos Dactylogyrus vastator obtiveram maior sobrevivência quando comparado aos animais experimentalmente parasitados. Koskivaara, Valtonen e Prost (1991) pesquisaram a presença de dactilogirídeos em 660 espécimes de Rutilus rutilus provenientes de quatro lagos interligados na região central da Finlândia entre fevereiro e novembro de 1986. Neste trabalho, a intensidade de infestação apresentou-se mais intensa em três dos quatro lagos estudados, sendo que, estes se apresentaram poluídos e eutrofizados quando comparados com o lago onde apresentou baixos níveis de infestação, mostrando assim, a importância das características do ambiente de criação para proliferação destes parasitos. Filo Ciliophora Outro importante grupo capaz de acometer criações comerciais de tilápias são os protozoários do Filo Ciliophora, destacando-se, os do gênero Trichodina sp. e o Ichthyophthirius multifilis. Aparentemente estes ciliados vivem como ectocomensais no tegumento e nas brânquias dos peixes sem causarem grandes prejuízos, a não ser em grandes infestações. Grandes infestações podem ser observadas em condições favoráveis de reprodução o que é particularmente evidente nas espécies que se multiplicam rapidamente por divisões binárias sucessivas principalmente em ambientes com excesso de matéria orgânica e baixas quantidades de oxigênio dissolvido nos ambientes de criação (EIRAS, 1994). Trichodina sp. É um protozoário ciliado muito comum que pode ocorrer tanto em ambientes de água doce como de água salgada além de não apresentarem especificidade de hospedeiro, o que favorece a sua ampla distribuição. Sua morfologia é característica apresentando forma circular e presença de um disco adesivo com uma série de dentículos podendo ser facilmente observados em microscopia óptico. São usualmente considerados ectoparasitas de pele e brânquias do hospedeiro podendo se proliferar rapidamente na presença de material em decomposição (HECKMANN, 1996). Sua patogenia deve-se aos movimentos giratórios que esses ciliados realizam sobre as brânquias e tegumento do hospedeiro. A patogenia deve-se, principalmente, a ação abrasiva das estruturas esqueléticas e dentículos presentes no disco adesivo, que danificam as células epiteliais. Sinais de tricodinidíase incluem perda de apetite, letargia, excesso de produção de muco no epitélio branquial e pele, eritema, e às vezes hemorragias cutâneas (HECKMANN, 1996). Altas mortalidades foram observadas em juvenis de salmões (Oncorhynchus keta) três semanas após infestação experimental diminuindo gradativamente essa mortalidade até a sexta semana de experimento, mostrando assim, um aumento de resistência dos animais ao longo do crescimento (URAWA, 1992). Pesadas infestações por tricodinídos ocorrem com maior frequência em sistemas intensivos de criação de tilápias principalmente durante a fase de reversão sexual na etapa de pós-larvas e alevinos (KUBTIZA, 2000). Outro protozoário que pode acometer criações de tilápias é o Ichthyophthirius multifilis, um dos ciliados mais comuns em peixes de água doce. Estes protozoários encontram-se distribuídos mundialmente e não apresentam especificidade parasitária. Apesar de normalmente ser citado como ectoparasita, localiza-se sub epidermicamente, apresentando aparência de pequenos pontos brancos na pele e nas brânquias dos peixes (EIRAS, 1994). O parasito adulto denominado trofonte caracteriza-se pela presença de um macronúcleo em forma de ferradura e está presente no tecido branquial ou na pele de peixes infestados. Atingindo a maturidade, sai do hospedeiro e aloja-se no substrato dos tanques de cultivo, denominando-se tomonte. O tomonte secreta uma parede cística e sofre divisões binárias, originando vários tomitos que se transformarão em terontes que são as formas infectantes, claviformes e repletas de cílios que necessitam encontrar um novo hospedeiro (EWING; KOCAN, 1987). Provavelmente esse seja o protozoário que mais prejuízos causa às pisciculturas no mundo. Os peixes jovens normalmente são mais susceptíveis. Altas infestações geralmenteestão associadas a quedas bruscas de temperatura na água de criação. Devido às lesões provocadas por estes agentes em infecções intensas, aliadas à enorme capacidade reprodutora do protozoário, estes podem provocar grandes taxas de mortalidade mesmo em populações selvagens (EIRAS, 1994). Casas et al. (1997) relataram mortalidades de tilápias (Oreochromis aureus) em pisciculturas na região central do México associados a infecções mistas de Aeromonas hydrophila e I. multifilis. Ao corte histológico de brânquias observou-se hiperplasia do epitélio branquial, infiltração severa de células inflamatórias e numerosos protozoários. Ewing, Kocan e Ewing (1985) relataram a ruptura de uma ou mais células do hospedeiro pela penetração da forma infectante (terontes) de I. multifilis resultando em necrose, predispondo os animais a infecções secundárias por bactérias e fungos. Patogenia A patogenia dos ectoparasitas depende diretamente da idade do animal, estado nutricional e do grau de infestação. Quanto maior a infestação de ectoparasitas junto ao hospedeiro maior será a espoliação do mesmo, seja em pele ou em brânquias. Ambientes eutrofizados com excesso de matéria orgânica e compostos nitrogenados geralmente estão associados com quedas bruscas nos níveis de oxigenação, que, além de serem diretamente prejudiciais aos animais, são favoráveis para proliferação e disseminação dos ectoparasitas. Dessa forma, ambientes de criação bem manejados tendem a diminuir as grandes infestações parasitárias e consequentemente a espoliação junto aos hospedeiros. Uma grande característica da criação em sistemas tipo tanques-rede é a renovação contínua de água existente, que, apesar das altas densidades de estocagem, evita o acúmulo de matéria orgânica e consequentemente proporciona uma boa oxigenação da água. Sintomatologia Os peixes, quando em ambientes favoráveis, podem conviver com os ectoparasitas em baixas infestações sem causarem grandes prejuízos e consequentemente sem causar sintomatologia de um animal doente. Normalmente peixes acometidos por altas infestações de ectoparasitas apresentam sintomas inespecíficos compatíveis com excesso de produção de muco em brânquias e tegumento, mudança de coloração e dificuldade respiratória. O principal sintoma observado quando os animais apresentam dificuldade respiratória é a mudança de comportamento dirigindo-se a superfície ou à entrada de água no viveiro, locais que apresentam maior teor de oxigênio dissolvido. Outro comportamento observado é a tendência dos peixes de raspar-se ou chocar-se contra as paredes dos tanques ou objetos do fundo, como que tentando retirar algo que está incomodando. Deve-se lembrar a importância da observação por parte dos técnicos de possíveis mudanças comportamentais dos animais, já que, podem ser indicadores do início de alguma doença (EIRAS, 1994; MARTINS, 1998; PAVANELLI; EIRAS; TAKEMOTO, 1998). Profilaxia Quando um organismo aquático se encontra intensamente parasitado ou tomado por lesões profundas, dificilmente recupera a saúde com tratamento normal. Portanto, o criador deve concentrar sua atenção na prevenção das doenças, tendo em vista que, a administração de produtos químicos pode apresentar consequências para o peixe, para o meio ambiente onde se aplica e para saúde do consumidor (MARTINS, 1998). Normalmente os ectoparasitos como os monogenóideos e os protozoários ciliados se encontram normalmente nos ambientes de cultivo. Por esse motivo, deve-se aprender a conviver com estes agentes, tentando manter as boas condições aquáticas do cultivo através do monitoramento constante dos parâmetros aquáticos, evitando assim ambientes eutrofizados com excesso de matéria orgânica e baixas quantidades de oxigênio na água que são favoráveis para proliferação e disseminação destes ectoparasitos (MARTINS, 199). 5 Organograma de negócio Projeto de Planta para o Negócio 1° para tanques Semi – intensivo, cada tanque terá no mínimo mil metros quadrados, para suportar a criação usando a troca de água de 10% diariamente, com solo de profundidade dois metros quadrados, de terreno plano, com infiltração. Os tanques irão abranger graças ao tipo argiloso, para caso de impermeabilização. De três em três meses os tanques terão de ser adubados com compostos orgânicos, para evitar a proliferação de fungos e bactérias saprófitos, e alguns fito plânctons. Nas épocas de seca por causa do inverno, meses de baixo índice de chuva, agosto e setembro existirá a redução de reprodução dos peixes, por isso também será necessário o sistema intensivo para transferências desses animais, durante esse período. Já na época de evaporação e umidade existe uma relação de conta de constante densidade/volume, com isso é posto redes de laminas de 2,5 centímetros nas quais acumulam orvalho chegando até 3 litros por dia. A Água nos tanques deve ser mantida com cor clara para ter melhora na reprodução, e também para prevenção de doenças, não deverão ser bombeadas águas de rios mas sim de poços artesianos. Tilápias só podem estar em sistema semi intensivo na época de produção para engordar, o tanque deverá ter cinco peixes por metros quadrado, chegando a abrigar até 800 peixes. Vazio sanitário obedece a norma de 20 dias, entre transferência de cada fase de crescimento até o abate. Metragem de tanques para partes específica: Gaiolas de contenção deve ter malha de cinco mil milímetros até cem mil milímetros, a rede suporta quinhentos quilogramas por hectare. Tamanho de rede para apanhamento de peixes 0,25 milímetros o fio da rede. Tanques de sistema semi- intensivo deve ter a metragem no mínimo mil metros quadrado de extensão e medindo vinte de diâmetro Há vazão por litro da agua 4 a 8 litros por minutos com uma bomba instalada. Falta de oxigênio da água 3ppm á 5ppm por (milhões de oxigênio por porção de minuto), caso isso o peixe entra em hipertermia ou hipotermia. Para mão de obra capacitada deve ter 15% de curso e aprendizagem para manejo dos peixes. 2° criação de super-intensivo, o terreno deve ser plano ou se o terreno houver algum declívio ou depressão deve ser usado o sistema de terraplanagem. A metragem do terreno de no mínimo 200 metros com espaçamento de cada tanque uns 10 centímetros, o litro por dia de 200 litros, por tanque sendo que deve se trocar diariamente no mínimo seis metros cúbicos de agua nesse tanque, tem a capacidade de comportar quinze peixes por metro quadrado, sendo que necessita de sistemas de canos e bombas para filtração de limpeza, através de decantação. O oxigênio deve ser reposto toda hora seus tanques de lona não podem ser feitos de magnésio isso pode soltar toxinas e causar prejuízos, são colocados em caixas d'águas de no mínimo 2.000 mil litros O sistema super-intensivo é para abrigos de alevinos, e peixes em épocas de piracema tendo dois machos para cada cinco fêmeas no tanque, há cada cinco dias deve ser drenado os dejetos. Esse tipo de tanque não precisa de tanta mão de obra pois os maquinários fazem partes dos processos. Metragem para sistemas intensivos: Sistema de piscicultura foi inicialmente aplicado quase tão somente para cultivar trutas. Quando os tanques puderam ser fabricados de materiais não Perecíveis e a fabricação dos alimentos artificiais comprimidos Tornou-se possível, a piscicultura superintensa à foi expandida para cultivos de outras espécies de peixes mais preciosas, como a enguia, bagre de canal (EUA) bagre da Europa, tilapia nilótica, salmão do Atlântico, etc. No caso da piscicultura superintensa à uma única espécie de peixe é cultivada em alta densidade de povoação (em cada metro cúbico de gaiola ou tanques pequenos coloca-se de 20 a 200 peixes). Os tanques-rede podem ser encontrados de diferentes materiais no mercado. O tipo mais indicado possui as Características descritas abaixo Composição tanque rede Dimensões: 2,0 m x 2,0 m x 1,7 m, com 4,0 m Quadro: tubos redondos de ferro de 1,1/2”, parede 2mm, Galvanizadoa fogo. Curvas: em ferro modular para fechamento do quadro tubular, galvanizado a fogo. Suporte: em ferro nodular galvanizado a fogo. Trava central: bocal nodular e tubo 1,1/2”, parede de 1,2 mm Flutuadores: quatro boias de 37 litros, em polietileno, na cor amarela, com proteção ante- UV. Tampa: basculante em cantoneira de ferro ¾ x 1/8, com porcas soldadas (tipo MIG) para fixar a tela galvanizada a fogo e varetas BWG 6 galvanizadas, para fixar, onde se entrelaçam com a tela em malha 19 mm, arame 1,24 mm (18) ou 1,65 mm (16), em PVC de cor s duas metades superiores do tanque. Fixadores de telas: varetas galvanizadas BWG 6; Parafusos, porcas e arruelas: galvanizados a fogo Centrifugado. Costura para emenda de telas: arame1,24mm (18) ou 1,65 mm (16), em PVC cor cinza. Corpo: tela em malha 19 mm no arame de 1,24 mm revestido com PVC de alta aderência. Tela de nylon (40 cm) cobrindo todo perímetro, como retentor de ração. CAPITAL DE GIRO O capital de giro da empresa contou com financiamento de bancos como banco BNDS, com taxa de 0,2% ao ano, com apoio de financiamento de R$1.200.000,00 para abertura de negócio, com isenção fiscal de todos do governo durante 5 anos. SEGUNDO APOIO DO SABRA E PREÇOS DE COTAÇÃO DOS LAGOS FARÃO, MAS EM CONTA: Tanque de sistema semi -extensivo para engorrada de peixes: R$70.000,00 Tanque para sistema intensivo de reprodução: R$80.000,00 Tanque de criação de alevinos: R$50.000,000 Quilo de compra de peixe para criação: R$2,50 cada Quilo de compra de peixe para comercialização: R$20,00 CADA. Preço do caminhão pipa para reabastecer os reservatórios: R$250,00 reais mensalmente. PREÇO DE CONSTRUÇÃO E INVESTIMENTO O comércio terá retorno de financiamento em 5 anos, para construir o imóvel a empreiteira cobrou por 2 galões e as construções do tanque em R$500.000,00 Para compra de ração mensalmente: R$2.500,00 Para manutenção geral será em torno de: R$30.000,000 TABELA DE MANTIMENTO DE GASTOS: Para manter agua, luz e impostos: isenção fiscal de 5 anos Para manter funcionários em geral: R$60.000,00 Para manter serviço de telefone mias internet: R$120,00 HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: De segunda a sexta abriremos das :8horas da manhã até 6horas da tarde. De sábado abriremos das: 8 horas até as 2horas da tarde. *exceto domingos e feriados. PONTOS POSITIVOS. Para se criar a tilápia do Nilo é preciso: Modo de fácil adaptação em lugares de clima tropical úmido pois o peixe necessita da humanidade para sobrevivência pela taxa de oxigênio favorável, também fácil adaptação para criação em solos argilosos pois PH solo traz vitaminas para evitar patologias das brânquias e bactérias. Com isso o peixe atinge o peso de engorda de 2,5kg até 5,6kg em sua fase juvenil com oito meses. Benefício de criação de no sistema semi–intensivo para engorda do peixe o solo não precisa de revisões as trocas de agua para reposição de oxigênio é mais demorada, fácil escoamento de dejetos, cabe mais peixes por metro quadrado, peixe pode se alimentar de plânctons, fora não há risco de patógenos nas aguas. Para o sistema intensivo onde se encontra os alevinos e peixes de reprodução é de fácil manter, diariamente o custo de manutenção, escoamento de dejetos, não necessita de tanta mão de obra, mas fácil de desenvolvimento do peixe em épocas de inverno no período seco climatológica mente. A tendendo essa regra de bom manejo e todo parecesse envolvido durante o ano a produção anual de estimativa 4 toneladas cresce para 18 toneladas, com isso fácil comercialização de todas as partes do peixe, as fêmeas têm período menor para entrar em tempo fértil, isso contem dobra de ovulação. Esse peixe foi de fácil adaptação em solo brasileiro, as vendas a cada dia mas vem alimentando cada vez mais e o brasileiro com isso está consumindo mais peixes isso significa que é otimista para esse mercado, com isso facilmente não há empecilhos fiscais, ainda com tudo peixe consegue ser tratado com bem-estar pede em suas regras para criação de peixes. 6 Tratamento de queimadura com pele de Tilápia. Pesquisa com curativo biológico é desenvolvida há dois anos no Ceará. Tratamento inédito é aplicado em pessoas desde 2016. O hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, já utiliza o método de tratamento de queimadura com pele de peixe em 56 pacientes. O tratamento com o "curativo biológico" é aplicado em pessoas desde 2016, no Núcleo de Queimados da unidade. Uma das pacientes foi Letícia Brasiliano, que sofreu uma queimadura de 3º grau com gasolina em 2016. A mãe da paciente aprovou o método: “Seria urgente uma reconstituição de pele na barriga da minha filha. E isso nos causava muito sofrimento. No começo ficamos apreensivas quanto ao resultado, mas graças a esse tratamento não foi necessária uma cirurgia de enxerto de pele O tratamento é desenvolvido há dois anos no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC), com participação de pesquisadores do Ceará, Pernambuco e Goiás. De acordo com os pesquisadores, a curativo com base em animais aquáticos é inédito no mundo. O coordenador da pesquisa, médico Edmar Maciel, explica que além, da eficiência, a pele da tilápia reduz os custos do atendimento. “Trata-se de um curativo biológico temporário com o objetivo de fechar a ferida evitando a contaminação de fora para dentro, a desidratação e as trocas diárias de curativos, que ocasionam desconforto e dor aos pacientes, e, em consequência reduz os custos do tratamento”. O procedimento é utilizado em queimaduras de 2º grau profundo e 3°grau. Ainda de acordo com os pesquisadores, as primeiras etapas do estudo mostraram que a utilização clínica da pele da tilápia era propícia, tendo em vista as semelhanças do material com a pele humana, como grau de umidade, alta qualidade de colágeno e resistência. Testes em animais terrestres também descartaram possíveis riscos de contaminação com a técnica que, de acordo com os realizadores, tem mais poder de cicatrização que os métodos convencionais e reduz a sensação de desconforto, dor, perda de líquido e ocorrência de infecção. Tratamento com pele de peixe para tratar queimaduras é desenvolvido no Ceará desde 2015 7 Educação Ambiental EDUCAÇÃO AMBIENTAL APLICADA A CRIAÇÃO DE TILÁPIAS. A criação de tilápias, que em primeira estância, surgiu para resolver os problemas do impacto ambiental dos dejetos de suínos que eram lançados aos rios, tornou-se a atividade principal a atualmente, juntamente com a criação de suínos e as lavouras de milho a soja, constituem a fonte de renda dos produtores. A comercialização do pescado na região vem ocorrendo de duas maneiras: alguns produtores entregam os peixes para filetagem às empresas integradoras ou à associação e outros comercializam seus peixes com os pesque pague dos estados de São Paulo, Minas Gerais dentre outros. A piscicultura nacional esbarra, porém, no ápice do processo de produção e comercialização. Alternativas para que isso não seja impedimento ao sucesso da atividade já existem a exemplos como o do Paraná, onde a adoção de tecnologia para aumento de produção e criatividade para comercialização são constantes e devem ser seguidos. A piscicultura é uma atividade muito antiga, os chineses já a praticavam há vários séculos antes de Cristo. A criação de espécies exóticas, como a carpa, a tilápia, a truta e de espécies nativas, como o pacu e o tambaqui, vem crescendo a cada dia. Atualmente, o Brasil produz mais de 60 milhões desses peixes juvenis por ano em suas cinco regiões fisio climáticas: Norte, Nordeste, Central, Sudeste a Sul. No quadro abaixo, podemos observar as cinco espécies mais produzidas, que ultrapassam cinco milhões de juvenis, e como isso se distribui pelas regiões. A principal dificuldade da atividade é a comercialização. O alto preço do peixe em relação a outras carnes, como o frango e a carne bovina têm feito comque o peixe perca essa competição, sendo menos consumido. O alto preço está relacionado com a baixa produção e a fácil perecibilidade do pescado. A tilápia, devido à facilidade de produção de alevinos, vem se destacando como “carro chefe” na busca do aumento da produção a baixo custo e em processos alternativos de comercialização, pois ela desova naturalmente nos tanques; com 3 meses já começa a se reproduzir e a cada 60 dias, quando a temperatura é superior a 22°C, ela já está pronta para reproduzir novamente. "Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade." Política Nacional de Educação Ambiental - Lei nº 9795/1999, Art 1º. 8 Anexos ANATOMIA A anatomia de um peixe não é uma necessidade para um aquarista mais claro que quanto mais você saiba a respeito de um animal que vocÊ deseja criar melhor este animal será criado e, com certeza, mais bonito ele ficará. SISTEMA ÓSSEO BRÂNQUIAS FIBRAS MUSCULARES TANQUE REDE -SISTEMA SEMI INTENSIVO: -SUPER INTENSIVO 9 Conclusão Com base nas informações apresentadas no trabalho pode-se concluir que a tilápia do nilo é amplamente disseminada nas regiões tropicais e subtropicais. No Brasil foi introduzida no Nordeste difundindo-se para todo o país. A tilápia tem um potencial muito grande para a aquicultura por características como: crescimento rápido, capacidade fisiológica de adaptar-se em diferentes ambientes, sistemas de produção e etc. A tilápia do nilo em tempo de escassez de alimento pode comer larvas de peixes alevinos da própria espécie e de outras espécies, e tem capacidade de adaptação a lagos poluídos, por sobreviver em condições com baixas concentrações de oxigênio. Por fim as tilápias do nilo são uma espécie que se adapta as circunstâncias e por isso são mais procuradas para a comercialização. Apesar da alta prevalência de ectoparasitas diagnosticados nos diferentes sistemas de criações de tilápia-do-Nilo, deve-se ressaltar a importância do ambiente de criação na epidemiologia e patogenia destas parasitoses. Sabe-se que o equilíbrio da relação parasito-hospedeiro-ambiente é de fundamental importância para o bem-estar dos animais e um bom crescimento dos mesmos. Nos ambientes de criação deve haver equilíbrio entre a saúde do hospedeiro, a proliferação de agentes patógenos e as condições do ambiente aquático (MARTINS, 1998). Desse modo, a má qualidade de água, a redução do oxigênio dissolvido, altos níveis de amônia e nitrito, alterações bruscas de temperatura, alta densidade populacional de peixes, manejo inadequado ou nutrição desequilibrada são fatores capazes de produzir estresse nos animais, predispondo-os a diferentes infecções parasitárias. 10 Referências MENEZES, José Roberto Rezende. YANCEY, Dean Romayn. Manual de Criação de peixes. Edição 1984, Campinas-SP. 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