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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
Bacharelado em Ciência e Tecnologia - BCT 
 
 
 
SOLUBILIZAÇÃO DE POLÍMEROS 
 
 
Arthur Araújo 120.197 
José Carlos do Prado Junior 120.471 
Maria Victória Siqueira 120.529 
 
 
 
 
 
 
Professora Drª. Ana Paula Lemes 
 
 
São José dos Campos - SP 
Abril de 2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
1. Objetivo……………………………………………………………………………….. 2 
2. Procedimento Experimental………………………………………………………. 2 
3. Resultados e discussão…………………………………………………………….3 
4. Conclusão……………………………………………………………………………..6 
5. Referências bibliográficas………………………………………………………....6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. Objetivo 
 
A prática realizada teve como objetivo titular uma solução polimérica (poli-álcool 
vinílico - PVA) com acetona até o ponto de névoa e determinar o volume máximo de 
acetona antes da solução atingir a condição ​θ. 
 
2. Procedimento Experimental 
2.1. Materiais 
Os materiais utilizados na realização do experimento foram: 
1. Béquer de vidro de 100 mL 
2. Bureta graduada 50 mL 
3. Pipeta volumétrica 10 mL 
4. Pipetador de borracha (pêra) 
5. 3 erlenmeyers de 50 mL 
 
2.2. Procedimento 
Foi adicionado a um béquer de vidro de 100 mL, cerca de 40 mL de acetona e 
completou-se o volume de uma bureta graduada de 50 mL até a marca de 30 mL e 
essa marcação foi adotada como o zero. 
Com o auxílio de uma pipeta volumétrica de 10 mL e um pipetador de borracha 
(pêra) adicionou-se 10mL da solução de poli-álcool vinílico (PVA) 1,5% m/v em três 
erlenmeyers. Logo em seguida, a solução de PVA do primeiro erlenmeyer foi titulada 
com a acetona contida na bureta, até a solução titulada alcançar a aparência 
levemente esbranquiçada, denominada ponto de névoa. Repetiu-se o processo com as 
outras duas soluções de 10 mL de PVA e o volume de acetona gasto, foi anotado. 
 
 
 
 
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3. Resultados e Discussão 
Os volumes de acetona obtidos após a titulação estão na tabela a seguir. 
 
/ Medição de acetona na bureta 
graduada 
Volume adicionado 
Amostra 1 Vol. inicial - 30 mL 
Vol. final - 40 mL 
10mL 
Amostra 2 Vol. inicial - 40 mL 
Vol. final - 49,3 mL 
9,3 mL 
 Repreenchimento da bureta 
Amostra 3 Vol. inicial - 36 mL 
Vol. final - 45,6 mL 
9,6 mL 
Tabela 3 -​Volume de acetona utilizado 
 
O volume médio de acetona utilizada foi de 9,63± 0,286 mL. A partir da solução 
de 10 mL de poli(álcool-vinílico) (PVA) 1,5% m/v, encontra-se o valor de 9,85 mL de 
água na solução. O volume total em solução foi de 19,48 mL, a partir de uma regra de 
três, as suas porcentagens em solução são 49,43% de acetona e 50,56% de água, 
com isso, suas frações volumétricas são respectivamentes 0,4943 e 0,5056. 
Os parâmetros de solubilidade do polímero foram fornecidos, e os da água e 
acetona estão na tabela a seguir. 
Reagente δ​p δ​h ϕ 
PVA 8,1 18,8 - 
Água 15,3 16,7 0,5056 
Acetona 5,08 3,42 0,4943 
Tabela 4 -​ Parâmetros de Solubilidade [1] 
 
 
 
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Para encontrar o raio de interação do PVA, é necessário calcular os parâmetros 
δp e ​δh do Tiner (Solução água + acetona). O parâmetro de solubilidade quanto às 
ligações de hidrogênio (δh​m​), usa-se a equação: 
 
δ​h​m​= ϕ​água ​δ​hágua​ + ϕ​acetona ​δ​hacetona 
 
e obtemos o valor de 10,13. 
O parâmetro de solubilidade quanto às interações dipolo-dipolo (δp​m​), utilizou-se 
da equação abaixo: 
δ​p​m​= ϕ​água ​δ​págua​ + ϕ​acetona ​δ​pacetona 
 
e obtemos o valor de 10,24. 
a partir desses dados, é possível calcular o raio de interação do polímero, 
seguindo a equação abaixo: 
 
 
 
o raio encontrado foi R ≥ 8,34. 
Para comparar se os dados experimentais obtidos coincidem com os da 
literatura, foi gerado o gráfico de solubilidade abaixo, com os parâmetros do polímero, 
solvente e não-solvente. A partir das frações volumétricas, encontra-se o máximo de 
não-solvente (Acetona) que pode ser adicionado no solvente (Água), encontrando o 
raio de solubilização máximo. 
 
 
 
 
 
 
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Gráfico 1 -​ Representação gráfica dos parâmetros de solubilidade 
O raio de interação do Polímero de acordo com o gráfico foi R=9,4, que é 
equivalente a R ≥ 8,34, encontrado analiticamente anteriormente. Essa diferença pode 
se dar pela condição θ ser sensível, e o polímero passar do ponto de névoa e se 
precipitar demais na titulação. 
 
 
 
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4. Conclusão 
A partir da análise dos dados experimentais e, em conjunto com os dados da 
literatura, obtém-se o raio de interação do PVA. Os dados estão de acordo, pois o raio 
gráfico é de 9,4; enquanto o calculado indica R ≥ 8,34. 
Depreende-se que a acetona é não-solvente do polímero PVA pois, com a 
adição da acetona na solução polimérica, o polímero tem maior interação 
intermolecular que interação polímero-solvente, o que ocasiona a sua precipitação. 
Desta maneira, o gel translúcido formado entre PVA e solvente se torna 
levemente túrbido, indicando a iminência de precipitação do polímero. Se fosse 
solvente do polímero, a acetona não causaria a precipitação devido sua adição. 
 
5. Referências Bibliográficas 
[1] Canevarolo, Jr., Sebastião V. Ciência dos Polímeros: Um texto básico para 
tecnólogos e engenheiros. São Paulo: Artliber Editora, 2002. 
 
 
 
 
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