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22 - Sistema genital feminino

Texto de anatomia do sistema genital feminino que descreve órgãos externos (monte do púbis, lábios maiores e menores, clitóris, bulbos e glândulas vestibulares) e internos (ovários, tubas, útero, vagina), com funções e detalhes do vestíbulo e do hímen.

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Sistema genital feminino 
Introdução 
• Os órgãos genitais externos femininos são o monte do púbis, os lábios maiores do pudendo 
(que circundam a rima do pudendo), os lábios menores do pudendo (que circundam o vestíbulo 
da vagina), o clitóris, os bulbos do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores e menores. 
• Os sinônimos vulva e pudendo incluem todas essas partes. 
• O pudendo serve: 
- Como tecido sensitivo e erétil para excitação e relação sexual; 
- Para orientar o fluxo de urina; 
- Para evitar a entrada de material estranho nos sistemas genital e urinário. 
• Os órgãos genitais internos femininos incluem os ovários, as tubas uterinas, o útero e a 
vagina. 
Monte do púbis 
• O monte do púbis é a eminência adiposa, arredondada, anterior à sínfise púbica, tubérculos 
púbicos e ramo superior do púbis. 
• A eminência é formada por massa de tecido adiposo subcutâneo. 
• A superfície do monte é contínua com a parede anterior do abdome. 
Lábios maiores do pudendo 
• Os lábios maiores do pudendo são pregas cutâneas proeminentes que proporcionam proteção 
indireta para o clitóris e para os óstios da uretra e da vagina. 
• Cada lábio maior é preenchido principalmente por um “prolongamento digital” de tecido 
subcutâneo frouxo contendo músculo liso e a extremidade do ligamento redondo do útero. 
• Os lábios maiores seguem em sentido inferoposterior do monte do púbis em direção ao ânus. 
• Os lábios maiores situam-se nas laterais de uma depressão central (uma fenda estreita quando 
as coxas são aduzidas), a rima do pudendo, no interior da qual estão os lábios menores do 
pudendo e o vestíbulo da vagina. 
• As faces externas dos lábios maiores na mulher adulta são cobertas por pele pigmentada 
contendo muitas glândulas sebáceas e por pelos pubianos encrespados. 
• As faces internas dos lábios são lisas, rosadas e não têm pelos. 
• Os lábios maiores do pudendo são mais espessos anteriormente, onde se unem para formar a 
comissura anterior. 
• Posteriormente, em mulheres nulíparas (que nunca tiveram filhos), fundem-se para formar uma 
crista, a comissura posterior, que está situada sobre o corpo do períneo e é o limite posterior da 
vulva. 
- Essa comissura geralmente desaparece após o primeiro parto vaginal. 
Lábios menores do pudendo. 
• Os lábios menores do pudendo são pregas arredondadas de pele sem pelos e sem tecido 
adiposo. 
• Estão situados na rima do pudendo, circundam imediatamente e fecham o vestíbulo da vagina, 
no qual se abrem os óstios externo da uretra e da vagina. 
• Eles têm um núcleo de tecido conjuntivo esponjoso contendo tecido erétil em sua base e 
muitos pequenos vasos sanguíneos. 
• Anteriormente, os lábios menores formam duas lâminas. 
- As lâminas mediais de cada lado se unem e formam o frênulo do clitóris. 
- As lâminas laterais unem-se anteriormente à glande do clitóris (ou muitas vezes anterior e 
inferiormente, assim superpondo-se à glande e encobrindo-a), e formam o prepúcio do clitóris. 
• Nas mulheres jovens, sobretudo as virgens, os lábios menores estão unidos posteriormente por 
uma pequena prega transversal, o frênulo dos lábios do pudendo. 
• Embora a face interna de cada lábio menor seja formada por pele fina e úmida, tem a cor rosa 
típica da túnica mucosa e contém muitas glândulas sebáceas e terminações nervosas sensitivas. 
Clitóris 
• O clitóris é um órgão erétil localizado no ponto de encontro dos lábios menores do pudendo 
anteriormente. 
• O clitóris consiste em uma raiz e um pequeno corpo cilíndrico, formados por dois ramos, dois 
corpos cavernosos e a glande do clitóris. 
• Os ramos fixam-se aos ramos inferiores do púbis e à membrana do períneo, profundamente aos 
lábios do pudendo. 
• O corpo do clitóris é coberto pelo prepúcio. 
• A glande do clitóris é a parte mais inervada do clitóris e tem densa provisão de terminações 
sensitivas. 
Vestíbulo da vagina 
• O vestíbulo da vagina é o espaço circundado pelos lábios menores do pudendo no qual se 
abrem os óstios da uretra e da vagina e os ductos das glândulas vestibulares maiores e menores. 
• O óstio externo da uretra está localizado posteroinferiormente à glande do clitóris e 
anteriormente ao óstio da vagina. 
• De cada lado do óstio externo da uretra há aberturas dos ductos das glândulas uretrais. 
• As aberturas dos ductos das glândulas vestibulares maiores estão localizadas nas faces mediais 
superiores dos lábios menores do pudendo. 
• O tamanho e a aparência do óstio da vagina variam com a condição do hímen, uma prega 
anular fina de mucosa, que proporciona oclusão parcial ou total do óstio da vagina. 
- Após a ruptura do hímen, são visíveis as carúnculas himenais remanescentes. 
- Esses remanescentes delimitam a vagina e o vestíbulo. 
- O hímen não tem função fisiológica estabelecida, é considerado basicamente um vestígio 
do desenvolvimento, mas sua condição (e a do frênulo dos lábios do pudendo) muitas vezes 
oferece dados decisivos em casos de abuso de crianças e de estupro. 
Bulbos do vestíbulo 
• Os bulbos do vestíbulo são duas massas de tecido erétil alongado. 
• Os bulbos do vestíbulo situam-se lateralmente ao longo do óstio da vagina, superior ou 
profundamente aos lábios menores do pudendo (não dentro), imediatamente inferiores à 
membrana do períneo. 
• São cobertos inferior e lateralmente pelos músculos bulboesponjosos que se estendem ao longo 
de seu comprimento. 
• Os bulbos do vestíbulo são homólogos ao bulbo do pênis. 
Glândulas vestibulares 
• As glândulas vestibulares maiores (glândulas de Bartholin) estão situadas no espaço 
superficial do períneo. 
• Situam-se de cada lado do vestíbulo da vagina, posterolateralmente ao óstio da vagina e 
inferiormente à membrana do períneo; assim, estão no espaço superficial do períneo 
• As glândulas vestibulares maiores são redondas ou ovais, sendo parcialmente superpostas 
posteriormente pelos bulbos do vestíbulo. 
• Como os bulbos, são parcialmente circundadas pelos músculos bulboesponjosos. 
• Os ductos delgados dessas glândulas seguem profundamente aos bulbos do vestíbulo e se 
abrem no vestíbulo de cada lado do óstio vaginal. 
• Essas glândulas secretam muco para o vestíbulo durante a excitação sexual. 
• Glândulas vestibulares menores 
- São pequenas glândulas de cada lado do vestíbulo da vagina que se abrem nele entre os 
óstios da uretra e da vagina. 
- Essas glândulas secretam muco para o vestíbulo da vagina, o que umedece os lábios do 
pudendo e o vestíbulo da vagina. 
Irrigação arterial e drenagem venosa do pudendo 
• Irrigação arterial 
- A irrigação abundante do pudendo provém das artérias pudendas externa e interna. 
- A artéria pudenda interna irriga a maior parte da pele, os órgãos genitais externos e os 
músculos do períneo. 
- As artérias labiais e do clitóris são ramos da artéria pudenda interna. 
• Drenagem venosa 
- As veias labiais são tributárias das veias pudendas internas e veias acompanhantes da 
artéria pudenda interna. 
Ovários 
• Os ovários são gônadas femininas com formato e tamanho semelhantes aos de uma amêndoa, 
nos quais se desenvolvem os ovócitos (gametas ou células germinativas femininas). 
• Também são glândulas endócrinas que produzem hormônios sexuais. 
• Cada ovário é suspenso por uma curta prega peritoneal ou mesentério, o mesovário. 
• O mesovário é uma subdivisão de um mesentério maior do útero, o ligamento largo. 
• Nas mulheres pré-púberes, a cápsula de tecido conjuntivo (túnica albugínea do ovário) que 
forma a superfície do ovário é coberta por uma lâmina lisa de mesotélio ovariano ou epitélio 
superficial (germinativo). 
- Uma única camada de células cúbicas que confere à superfície uma aparência acinzentada, 
fosca, que contrasta com a superfície brilhante do mesovário peritoneal adjacente com o qual é 
contínua. 
• Os vasos sanguíneos e linfáticose os nervos ovarianos cruzam a margem da pelve, entrando e 
saindo da face superolateral do ovário dentro de uma prega peritoneal, o ligamento suspensor do 
ovário, que se torna contínuo com o mesovário do ligamento largo. 
• Medialmente no mesovário, um ligamento útero-ovárico curto fixa o ovário ao útero. 
- O ligamento útero-ovárico une a extremidade proximal (uterina) do ovário ao ângulo 
lateral do útero, imediatamente inferior à entrada da tuba uterina. 
Tubas uterinas 
• As tubas uterinas (trompas de Falópio) conduzem o oócito, que é liberado mensalmente de um 
ovário durante a vida fértil, da cavidade peritoneal periovariana para a cavidade uterina. 
• Também são o local habitual de fertilização. 
• As tubas estendem-se lateralmente a partir dos cornos uterinos e se abrem na cavidade 
peritoneal perto dos ovários. 
• As tubas uterinas estão em um mesentério estreito, a mesossalpinge, que forma as margens 
livres anterossuperiores dos ligamentos largos. 
• Na disposição “ideal”, tipicamente mostrada pelas ilustrações, as tubas estendem-se 
simetricamente em direção posterolateral até as paredes laterais da pelve, onde se curvam anterior 
e superiormente aos ovários no ligamento largo em posição horizontal. 
• As tubas uterinas podem ser divididas em quatro partes, da região lateral para a medial: 
- Infundíbulo: a extremidade distal afunilada da tuba que se abre na cavidade peritoneal 
através do óstio abdominal. Os processos digitiformes da extremidade fimbriada do infundíbulo 
(fímbrias) abrem-se sobre a face medial do ovário; uma grande fímbria ovárica está fixada ao 
polo superior do ovário; 
- Ampola: a parte mais larga e mais longa da tuba, que começa na extremidade medial do 
infundíbulo; a fertilização do ovócito geralmente ocorre na ampola; 
- Istmo: a parte da tuba que tem parede espessa e entra no corno uterino; 
- Parte uterina: o segmento intramural curto da tuba que atravessa a parede do útero e se 
abre, através do óstio uterino, para a cavidade do útero no corno do útero. 
Irrigação arterial e drenagem venosa dos ovários e das tubas uterinas 
• Irrigação arterial 
- As artérias ováricas originam-se da parte abdominal da aorta e descem ao longo da parede 
abdominal posterior. 
- Na margem da pelve, cruzam sobre os vasos ilíacos externos e entram nos ligamentos 
suspensores, aproximando-se das faces laterais dos ovários e das tubas uterinas. 
- Os ramos ascendentes das artérias uterinas (ramos das artérias ilíacas internas) seguem ao 
longo das faces laterais do útero e se aproximam das faces mediais dos ovários e tubas uterinas. 
- Tanto a artéria ovárica quanto a artéria uterina ascendente terminam bifurcando-se em 
ramos ováricos e tubários, que irrigam ovários e tubas uterinas das extremidades opostas e 
anastomosam-se entre si, criando uma circulação colateral de origem abdominal e pélvica para 
ambas as estruturas. 
• Drenagem venosa 
- As veias que drenam o ovário formam um plexo venoso pampiniforme, semelhante a uma 
trepadeira, no ligamento largo perto do ovário e da tuba uterina. 
- As veias do plexo geralmente se fundem para formar uma única veia ovárica, que deixa a 
pelve menor com a artéria ovárica. 
- A veia ovárica direita ascende e entra na veia cava inferior; a veia ovárica esquerda drena 
para a veia renal esquerda. 
- As veias tubárias drenam para as veias ováricas e para o plexo venoso uterino 
(uterovaginal). 
Útero 
• O útero é um órgão muscular oco, piriforme, com paredes espessas. 
• As paredes musculares adaptam-se ao crescimento do feto e garantem a força para sua 
expulsão durante o parto. 
• O útero não grávido geralmente está localizado na pelve menor, com o corpo sobre a bexiga 
urinária e o colo entre a bexiga urinária e o reto. 
• Na mulher adulta, o útero geralmente encontra-se antevertido (inclinado anterossuperiormente 
em relação ao eixo da vagina) e antefletido (fletido ou curvado anteriormente em relação ao colo, 
criando o ângulo de flexão), de modo que sua massa fica sobre a bexiga urinária. 
• O útero pode ser dividido em duas partes principais: 
- Corpo; 
→ O corpo do útero, que forma os dois terços superiores do órgão, inclui o fundo do útero, 
a parte arredondada situada superiormente aos óstios uterinos. 
→ O corpo está situado entre as lâminas do ligamento largo e é livremente móvel. 
→ Tem duas faces: anterior (relacionada com a bexiga urinária) e posterior (intestinal). 
→ O corpo do útero é separado do colo pelo istmo do útero, um segmento relativamente 
estreitado. 
- Colo. 
→ O colo do útero é o terço inferior cilíndrico e relativamente estreito do útero. 
→ Para fins descritivos, é dividido em duas porções: uma porção supravaginal entre o 
istmo e a vagina, e uma porção vaginal, que se projeta para a parte superior da parede anterior 
da vagina. 
↳A porção vaginal arredondada circunda o óstio do útero e, por sua vez, é 
circundada por um recesso estreito, o fórnice da vagina. 
↳A porção supravaginal é separada da bexiga urinária anteriormente por tecido 
conjuntivo frouxo e do reto posteriormente pela escavação retouterina. 
• A cavidade do útero é semelhante a uma fenda e continua inferiormente como o canal do colo 
do útero. 
• Os cornos do útero são as regiões superolaterais da cavidade do útero, onde penetram as tubas 
uterinas. 
• O canal fusiforme estende-se de um estreitamento no interior do istmo do corpo do útero, o 
óstio anatômico interno, atravessa as porções supravaginal e vaginal do colo, comunicando-se 
com o lúmen da vagina através do óstio uterino. 
• A cavidade do útero (em particular, o canal do colo do útero) e o lúmen da vagina juntos 
constituem o canal de parto que o feto atravessa ao fim da gestação. 
• A parede do corpo do útero é formada por três camadas ou lâminas: 
- Perimétrio — a serosa ou revestimento seroso externo — consiste em peritônio sustentado 
por uma fina lâmina de tecido conjuntivo; 
- Miométrio — a camada média de músculo liso — é muito distendido (mais extenso, 
porém muito mais fino) durante a gravidez. Os principais ramos dos vasos sanguíneos e nervos 
do útero estão localizados nessa camada; 
- Endométrio — a camada mucosa interna — está firmemente aderido ao miométrio 
subjacente. O endométrio participa ativamente do ciclo menstrual, sofrendo modificações de sua 
estrutura a cada estágio do ciclo. 
• A quantidade de tecido muscular no colo do útero é bem menor do que no corpo. 
• Ligamentos do útero 
- Externamente, o ligamento útero-ovárico fixa-se ao útero posteroinferiormente à junção 
uterotubária. O ligamento redondo do útero fixa-se anteroinferiormente a essa junção. 
- O ligamento largo do útero é uma dupla lâmina de peritônio (mesentério) que se estende 
das laterais do útero até as paredes laterais e o assoalho da pelve. Esse ligamento ajuda a manter 
o útero em posição. 
- As duas lâminas do ligamento largo são contínuas entre si em uma margem livre que 
circunda a tuba uterina. 
- Lateralmente, o peritônio do ligamento largo é prolongado superiormente sobre os vasos 
como o ligamento suspensor do ovário. 
- Entre as lâminas do ligamento largo de cada lado do útero, o ligamento útero-ovárico situa-
se posterossuperiormente e o ligamento redondo do útero situa-se anteroinferiormente. 
- A parte maior do ligamento largo, inferior ao mesossalpinge e ao mesovário, que serve 
como mesentério para o próprio útero, é o mesométrio. 
- O colo do útero é a parte menos móvel do órgão em razão da sustentação passiva 
proporcionada por condensações de fáscia parietal da pelve (ligamentos) fixadas a ele, que 
também contém músculo liso: 
→ Ligamentos transversos do colo estendem-se da porção supravaginal do colo e das 
partes laterais do fórnice da vagina até as paredes laterais da pelve; 
→ Ligamentos retouterinos seguem superiormente e um pouco posteroinferiormentedas 
laterais do colo do útero até o meio do sacro; são palpáveis ao toque retal. 
• Irrigação arterial 
- A vascularização do útero provém principalmente das artérias uterinas, com possível 
irrigação colateral das artérias ováricas. 
• Drenagem venosa 
- As veias uterinas penetram nos ligamentos largos com as artérias e formam um plexo 
venoso uterino de cada lado do colo. 
- As veias do plexo uterino drenam para as veias ilíacas internas. 
• Relações anatômicas do útero 
- Anteriormente (anteroinferiormente em sua posição antevertida normal): a escavação 
vesicouterina e a face superior da bexiga urinária; a porção supravaginal do colo tem relação com 
a bexiga urinária e é separada dela apenas por tecido conjuntivo fibroso. 
- Posteriormente: a escavação retouterina contendo alças de intestino delgado e a face 
anterior do reto; apenas a fáscia visceral da pelve que une o reto e o útero nesse local resiste ao 
aumento da pressão intra-abdominal. 
- Lateralmente: o ligamento largo peritoneal ladeando o corpo do útero e os ligamentos 
transversos do colo, fasciais, de cada lado do colo do útero e da vagina; na transição entre os dois 
ligamentos, os ureteres seguem anteriormente, um pouco superiores à parte lateral do fórnice da 
vagina e inferiores às artérias uterinas. 
Vagina 
• A vagina, um tubo musculomembranáceo distensível, estende-se do meio do colo do útero até 
o óstio da vagina, a abertura na sua extremidade inferior. 
• O óstio da vagina, o óstio externo da uretra e os ductos da glândula vestibular maior e as 
glândulas vestibulares menores abrem-se no vestíbulo da vagina, a fenda entre os lábios menores 
do pudendo. 
• A parte vaginal do colo do útero está localizada anteriormente na parte superior da vagina. 
• A vagina: 
- Serve como canal para o líquido menstrual; 
- Forma a parte inferior do canal de parto; 
- Recebe o pênis e o ejaculado durante a relação sexual; 
- Comunica-se superiormente com o canal do colo do útero e inferiormente com o vestíbulo 
da vagina. 
• A vagina geralmente encontra-se colapsada. 
• A vagina situa-se posteriormente à bexiga urinária e à uretra, sendo que esta se projeta ao 
longo da linha mediana de sua parede anteroinferior. 
• A vagina situa-se anteriormente ao reto, passando entre as margens mediais do músculo 
levantador do ânus (puborretal). 
• O fórnice da vagina, o recesso ao redor do colo, tem partes anterior, posterior e lateral. 
• A parte posterior do fórnice da vagina é a mais profunda e tem íntima relação com a escavação 
retouterina. 
• Quatro músculos comprimem a vagina e atuam como esfíncteres: pubovaginal, esfíncter 
externo da uretra, esfíncter uretrovaginal e bulboesponjoso. 
• A vagina está relacionada: 
- Anteriormente com o fundo da bexiga e a uretra; 
- Lateralmente com o músculo levantador do ânus, a fáscia visceral da pelve e os ureteres; 
- Posteriormente (da parte inferior para a superior) com o canal anal, o reto e a escavação 
retouterina. 
• Irrigação arterial 
- Parte superior da vagina → originam-se das artérias uterinas. 
- Partes média e inferior da vagina → ramos das artérias vaginal e pudenda interna. 
• Drenagem venosa 
- As veias vaginais formam plexos venosos vaginais ao longo das laterais da vagina e na 
túnica mucosa vaginal. 
- Essas veias são contínuas com o plexo venoso uterino, formando o plexo venoso 
uterovaginal, e drenam para as veias ilíacas internas através da veia uterina. 
- Esse plexo também se comunica com os plexos venosos vesical e retal.

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