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Universidade Federal da Paraíba
Centro de Ciências da Saúde
Departamento de Nutrição
Ética Profissional
Aluna: Karina Andrade de Souza
Resenha crítica: Um momento pode mudar tudo
João Pessoa
Novembro de 2017
O filme conta a história de Kate, uma ex-pianista bem sucedida, bem casada e ativa. Em sua festa de aniversário, Kate começa a notar problemas motores em sua mão e descobre ter uma terrível doença: o ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).
O filme pula um ano e meio onde mostra que toda aquela realidade que foi mostrada antes no filme se mudou completamente. Kate passou a depender do marido Evan ou da empregada para tudo. Não conseguia escovar os dentes sozinha, tomar banho, cozinhar e muito menos tocar piano que era um dos seus maiores amores. Ela resolve trocar de empregada para uma pessoa diferente, uma pessoa que possa cuidar dela e que se torne mais amiga dela, que possa a ajudar em tudo sempre, estar ali para isso. Ela queria poder ensinar a pessoa como fazer tudo o que ela precisa. Nisso ela resolve fazer uma seleção, junto ao marido para escolher uma pessoa ideal para o cargo e ai que aparece Becky que quer tentar essa vaga.
Becky é uma universitária que não sabe o que quer da vida, bebe demais, sai com o professor que é casado e sente que o mundo sempre conspira contra ela. Mesmo sem ter nenhum conhecimento sobre a doença, Becky consegue a vaga. Ela se apega rapidamente a Kate.
Com o avanço da doença, o casamento com Evan acaba atingindo um ponto crítico. Kate sendo dependente de tudo e de todos descobre que seu marido tem um caso com a secretária. Então Kate pede para Becky leva-la a uma espécie de "asilo" para todas as pessoas pois ia sair de casa, mas Becky renega seu pedido e pede para ela mandar Evan embora pois ele fez errado e ele deve sair, então Kate o expulsa de casa.
Com o passar do tempo os movimentos e a fala iam ficando cada vez mais difíceis e suas amigas se afastaram pois não sabiam como "lidar e agir" nessa situação. Se tem algum ponto positivo na separação do casal é que este será o início de uma proximidade maior com Becky, que acaba se tornando sua melhor amiga em pouco tempo. É incrível como cada uma muda a forma de pensar e de agir. Becky vai se tornando uma pessoa mais madura e responsável, enquanto Kate, apesar da doença, se torna mais alegre e flexível a diversas coisas.
Em uma sessão de hidroterapia, Kate e Backy conhecem um casal cuja mulher também sofre da mesma doença de Kate e rapidamente se tornam amigas, inclusive até celebram o dia de Ação de graças juntos.
Com o avanço da doença, agravando ainda mais a saúde de Kate, Evan volta para casa pra passar os últimos dias de sua esposa ao seu lado. Pouco depois de celebrarem o Natal, os pulmões de Kate começam a falhar consideravelmente e ela precisa ser internada. Seu desejo não era utilizar respirador, e sim ter uma morte pela ação da eutanásia, cuja decisão deixou nas mãos de Becky. Sua família não concordava com tal decisão, mas acabaram por respeitar seu desejo, e Kate passou seus últimos momentos de vida em casa.
Uma das últimas cenas do filme mostra Kate tocando piano mais uma vez, com a ajuda de Becky, ela pôde sentir novamente aquilo que lhe deu tanto prazer durante a vida.
A eutanásia é definida como a conduta pela qual se traz a um paciente em estado terminal, ou portador de enfermidade incurável que esteja em sofrimento constante, uma morte rápida e sem dor.
Entre as formas dessa prática existe a diferenciação entre eutanásia ativa, quando há assistência ou a participação de terceiro – quando uma pessoa mata intencionalmente o enfermo por meio de artifício que force o cessar das atividades vitais do paciente - e a eutanásia passiva, também conhecida como ortotanásia (morte correta – orto: certo, thanatos: morte), na qual se consiste em não realizar procedimentos de ressuscitação ou de procedimentos que tenham como fim único o prolongamento da vida, como medicamentos voltados para a ressuscitação do enfermo ou máquinas de suporte vital como a ventilação artificial, que remediariam momentaneamente a causa da morte do paciente e não consistiriam propriamente em tratamento da enfermidade ou do sofrimento do paciente, servindo apenas para prolongar a vida biológica e, consequentemente, o sofrimento.
A eutanásia não é um dilema recente, trata-se de uma discussão que permeia a história humana por tratar de um tema tão complexo e sensível: a escolha individual da vida pela vida, ou o direito a escolher quando o sofrimento ou a dor pode se tornar uma justificativa tangível para que se busque a morte como meio de alívio.

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