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ETEC ESCOLA TÉCNICA DE MAIRINQUE 
Curso técnico em Química 
 
 
 
 
 
 
Beatriz Bezerra da Silva 
Lucimara Guedes dos Santos 
 
 
 
 
 
ESTUDO DA QUALIDADE DO AR DA CIDADE DE ALUMÍNIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mairinque 
2018 
 
 
Beatriz Bezerra da Silva 
Lucimara Guedes dos Santos 
 
 
 
 
 
ESTUDO DA QUALIDADE DO AR DA CIDADE DE ALUMÍNIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado ao Curso Técnico 
em Química da Etec de Mairinque, 
orientado pelo Profº Everton da Paz, e co- 
orientado pelo Profº Vinícius Cesar Dias 
como requisito parcial para 
obtenção do título de técnico em 
Química. 
 
 
RESUMO 
 
Neste estudo, objetivamos observar a qualidade do ar da cidade de Alumínio, São 
Paulo, vista através da perspectiva dos moradores do município. A região 
estudada, de forma geral, possui diversas atividades antrópicas – como a 
metalurgia – que aumentam a poluição atmosférica, afetando, consequentemente, 
a saúde da população e do meio ambiente. Ainda, neste trabalho, encontram-se 
estudos sobre três aspectos: os principais poluentes atmosféricos, a relação dos 
poluentes atmosféricos com o meio ambiente e a relação dos mesmos com a 
saúde humana. Após o levantamento bibliográfico acerca do tema, procedemos 
com aplicações de questionários com perguntas abertas e fechadas aos moradores 
da cidade. Os resultados indicaram que o nível de poluição atmosférica da região é 
acentuado, e que os órgãos fiscalizadores e as entidades municipais não 
atenderam rigorosamente a legislação referente à qualidade do ar, sobretudo no 
quesito disponibilidade dos dados e informações, justamente as de maior 
importância aos moradores do município, que são diretamente afetados pelas 
emissões dos poluentes atmosféricos. 
 
Palavras-chaves: Qualidade do ar. Poluição atmosférica. Saúde Pública. 
ABSTRACT 
 
In this study, we aimed to observe the air quality of the city of Alumínio, São Paulo, 
seen from the perspective of the residents of the municipality. The region studied, in 
general, has several anthropic activities - such as metallurgy - that increase 
atmospheric pollution, consequently affecting the health of the population and the 
environment. Also, in this work, there are studies on three aspects: the main 
atmospheric pollutants, the relation of the air pollutants with the environment and 
the relation of the same with the human health. After the bibliographic survey about 
the theme, we proceeded with applications of questionnaires with open and closed 
questions to the residents of the city. The results indicated that the level of 
atmospheric pollution in the region is accentuated, and that the inspection and 
municipal agencies did not strictly comply with the air quality legislation, especially 
in terms of the availability of data and information, precisely those of greater 
importance to the residents of the municipality , which are directly affected by 
emissions of air pollutants. 
 
Keywords: Air quality. Atmospheric pollution. Public health. 
LISTA DE ABREVIATURA 
 
 
AVC – Acidente Vascular Cerebral 
C2H4O - Acetaldeído 
CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 
CH4 - Metano 
CO – Monóxido de Carbono 
CO2 – Dióxido de Carbono 
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente 
DCNT – Doenças Crônicas Não Transmissíveis 
HC – Hidrocarbonetos 
H2CO – Formoldeído 
HFC - Hidrofluorcarbonetos 
H2SO3 – Ácido Sulfuroso 
MEC – Ministério da Educação 
MMA – Ministério do Meio Ambiente 
MP – Material Particulado 
MS – Ministério da Saúde 
NO – Óxido Nítrico 
NO2 – Dióxido de Nitrogênio 
O3 – Ozônio 
O2 – Oxigênio 
OMS – Organização Mundial da Saúde 
PCVC – Poluentes Climáticos de Vida Curta 
RCHO – Aldeídos 
SO2 – Dióxido de Enxofre 
S – Enxofre 
THC – Hidrocarbonetos totais
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 7 
2 METODOLOGIA .......................................................................................................................... 9 
3 CIDADE DE ALUMÍNIO ............................................................................................................. 10 
 3.1 Características climatológicas e topográficas ............................................................................ 11 
4 AR ATMOSFÉRICO ................................................................................................................... 12 
 4.1 Gases que compõem o ar ......................................................................................................... 12 
 4.2 Poluição atmosférica e os principais poluentes ......................................................................... 13 
5 POLUIÇÃO E O MEIO AMBIENTE ............................................................................................ 19 
 5.1 Principais impactos dos principais poluentes no meio ambiente ................................................ 19 
6 POLUIÇÃO E A SAÚDE ............................................................................................................. 22 
 6.1 Poluição atmosférica e as principais doenças ........................................................................... 22 
 6.2 Principais características das doenças ...................................................................................... 23 
7 LEGISLAÇÃO RELATIVA À QUALIDADE DO AR NO BRASIL .................................................. 35 
 7.1 Meio ambiente e a Constituição Federal .................................................................................... 35 
 7.2 A qualidade do ar e as resoluções do CONAMA ....................................................................... 36 
 7.3 Legislação do estado de São Paulo .......................................................................................... 38 
8 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................................... 40 
 8.1 Pesquisa com moradores da cidade de Alumínio ...................................................................... 40 
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................................... 48 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................. 49 
APÊNDICE ........................................................................................................................................ 53 
 
 
7 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Muito se ouve falar em efeito estufa, aquecimento global, buraco na 
camada de ozônio; entre outros fenômenos. Também são conhecidas, as causas 
dos inúmeros problemas que o planeta Terra tem enfrentado, entre elas está à 
poluição do ar. Segundo a OMS o problema de saúde da população mundial tem 
aumentado desde a revolução industrial. O uso de máquinas para execução de 
tarefas e para produção de materiais nas grandes indústrias acaba por liberar na 
atmosfera uma grande quantidade de produtos químicos, de forma que estes 
sejam prejudiciais à saúde do ser humano, provocando a má qualidade do ar. 
Pessoas que moram próximos a essas empresas, possuem maior propensão a 
doenças pulmonares devido à aspiração de químicos como SO2, CO2 e outros que 
dependem da fabricação em derredor. Além de prejudicar a fauna e flora local, 
dependendo dos produtos que foram entregues a atmosfera. 
Através destes problemas encontrados e este Trabalho de Conclusão de 
Curso, houve a necessidade e a oportunidadede desenvolver o tema aqui 
apresentado, considerando que a região possui atividades antrópicas. 
Para se entender a qualidade do ar da cidade de Alumínio, juntamente com 
a saúde da população bem como da fauna e flora, é importante realizar os 
seguintes questionamentos: quais os impactos ambientais que as atividades 
industriais apresentam para a cidade? Quais as medidas preventivas realizadas 
pelos órgãos responsáveis pela qualidade do ar em relação à proteção da cidade? 
De que maneira a cidade sente o impacto da qualidade do ar? Existem medidas 
que substituem ou que equilibrem a situação do ar na cidade? 
Como objetivo geral deste Trabalho de Conclusão de Curso, espera-se 
estudar a qualidade do ar e seus efeitos no município de Alumínio/SP através da 
visão e perspectiva dos moradores da microrregião aqui estudada. Para isso, é 
necessário obter análises anteriores dos principais poluentes atmosféricos da 
cidade de Alumínio; realizar uma pesquisa de campo com os moradores da cidade 
com o intuito de obter as perspectivas destes a respeito da qualidade do ar da 
região em que vivem; comparar a perspectiva dos moradores com a perspectiva 
das análises realizadas anteriormente. 
8 
 
 
Para este trabalho, foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica para 
levantamento de análises, informações e definições utilizando os principais autores 
segundo o tema apresentado, realizando então, um capítulo teórico. Este, por sua 
vez, serviu de base para a criação do formulário de pesquisa para a população da 
microrregião de Alumínio; esse formulário foi divulgado buscando o maior número 
de respostas possíveis. Através do número conseguido, foi possível analisar e 
comparar com o que disseram os autores, formulando então, uma conclusão para 
o problema aqui apresentado. 
O tipo de pesquisa aqui desenvolvido é considerado por Lakatos (2003) 
uma pesquisa documental tendo como definição a busca por materiais 
desenvolvidos por outros autores sendo estes análises, documentos, artigos e 
posteriormente, o estudo desses materiais a fim de realizar o desenvolvimento do 
trabalho segundo a sequencia pré-estabelecida. 
 
 
9 
 
2 METODOLOGIA 
 
Primeiramente foi realizado um levantamento bibliográfico acerca do tema, 
em seguida uma análise qualitativa descritiva com aspectos quantitativos. Como 
instrumento de coleta de dados, foi aplicado um questionário contendo 7 (sete) 
questões abertas e fechadas (em apêndice). A coleta de dados foi realizada entre 
os meses de fevereiro e março de 2018, sendo aplicados 123 questionários in loco 
para os moradores da região do município de Alumínio. É importante ressaltar que 
a população atual do município é de 16 845 habitantes de acordo com o Censo 
IBGE/2010. O objetivo do questionário foi levantar e analisar as relações entre a 
qualidade do ar da cidade na perspectiva dos moradores, como por exemplo, o que 
eles pensam sobre a qualidade do ar, se melhorou ou piorou nos últimos anos, e 
também para observarmos quais doenças ligadas à poluição do ar eles 
desenvolveram ou agravaram desde o período em que moram na cidade, para 
podermos ter noção do impacto que a má qualidade do ar pode causar na vida dos 
membros de uma população. Após o levantamento das informações, foram 
elaborados gráficos percentuais e posteriormente analisados e discutidos. 
 
 
10 
 
 
3 CIDADE DE ALUMÍNIO 
 
A cidade de Alumínio é um município brasileiro localizado no estado de 
São Paulo, situada na região metropolitana de Sorocaba. De acordo com o Censo 
IBGE/2010, a população é aproximadamente de 16.019 mil habitantes, com uma 
área de 83,73 km² 
A história da cidade de Alumínio teve seu início na construção da estrada 
de ferro Cia. Sorocabana e quando Antônio Rodovalho ao ser informado das 
reservas de calcário existentes na região, comprou terras nas proximidades de São 
Roque, nomeando-as de Fazenda Santo Antônio. Logo após adquirir as terras 
iniciou a fabricação de aglomerantes hidráulicos e foram tomadas iniciativas para 
construção de uma fabrica de cimentos. Após a concretização da obra iniciou-se a 
produção do cimento, sendo necessária também a construção de uma estação 
rodoviária para escoamento do cimento (BRASIL, 2018). 
Em 1921 por motivos que se desconhece a fabrica foi fechada e após 
vendida para um imigrante português (Antônio Pereira Ignácio), que continuou a 
fabricação do cimento. Com os bons resultados obtidos a partir da fábrica, houve a 
necessidade de uma expansão da mesma que passou a chamar cimentos votoran. 
Nessa época o que se chamava fazenda Santo Antônio, passou a fazer parte do 
município de Mairinque passando a se chamar Rodovalho. A visão empreendedora 
de Pereira Ignácio fez com que ele iniciasse a montagem de uma fabrica de 
Alumínio com o intuito de exploração do minério de bauxita para a produção do 
alumínio. Juntamente com o seu genro José Ermírio de Morais iniciou as atividades 
da fábrica nomeada de Cia. Brasileira de Alumínio (C.B.A), hoje conhecida 
mundialmente. Com a sua instalação o bairro passou a se chamar Alumínio 
(BRASIL, 2018). 
Após anos de luta o bairro passou a categoria de distrito da cidade de 
Mairinque pela Lei Estadual nº 2.343, de 14 de maio de 1980, aprovada pela 
Assembléia Estadual e promulgada pelo Governador Paulo Salim Maluf. Com a 
categoria de distrito o bairro recebeu a demarcação territorial, estabelendo as 
divisas entre os municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantin e Ibiúna (BRASIL, 
2018). 
11 
 
 
Após quatro anos como distrito iniciou a batalha por sua emancipação. 
Aprovada em 30/12/199, pela lei estadual nº 7644, de 30-12-1991, desmembrado 
do município de Mairinque (BRASIL, 2018). 
 
 3.1 Características climatológicas e topográficas 
 
 
O clima da cidade é considerado subtropical, com média de 18°C, sendo o 
mês de fevereiro mais quente com média em torno de 22°C e o mais frio o mês de 
julho com média de 14°C. E a precipitação pluviométrica anual na região de 
Alumínio gira em torno de 1400 mm (BRASIL, 2018). 
As características topográficas da região são montanhosas e se localiza 
em uma altitude na média dos 790 metros do nível do mar. Topografia montanhosa 
que é cortada pelo rio Pirajibu e córregos Varjão e do rio Bugre (BRASIL, 2018). 
12 
 
 
4 AR ATMOSFÉRICO 
 
 4.1 Gases que compõem o ar 
 
 
São considerados gases quando o estado físico da matéria está na sua 
forma mais simples, pois os átomos, íons e, principalmente, moléculas possuem 
deslocamento considerado livres e desordenados, além de serem facilmente 
compressíveis (ATKINS; JONES, 2006, p. 235). 
A maioria dos gases do cotidiano são misturas. A atmosfera, por exemplo, é 
uma mistura homogênea de gases essenciais para a vida na Terra, composta por 
gases como o nitrogênio, oxigênio, água e dióxido de carbono. Já o ar que 
inalamos é uma mistura química diferente do ar que exalamos, pois, o principal 
componente que inalamos é o gás oxigênio, e o principal que exalamos é o gás 
carbônico (ATKINS; JONES, 2006, p. 235). 
 
Dias, Neto e Miltão (2007) nos falam que 
 
 
Chama-se atmosfera terrestre a camada composta por radiação, gases e 
material particulado (aerossóis) que envolve a Terra e se estende por 
centenas de quilômetros. Os limites inferiores da atmosfera são, 
obviamente, as superfícies da crosta terrestre e dos oceanos. Contudo, os 
seus limites superiores não são bem definidos porque, com o aumento da 
altitude, a atmosfera vai se tornando cada vez mais tênue, em relação ao 
seu conteúdo de matéria, até que ela se confunda com o meio 
interplanetário. Para se ter uma ideia de quão rarefeita materialmente a 
atmosfera se torna à medidaque se afasta da superfície terrestre, basta 
saber que 99% de sua massa está contida numa camada de ≈ 32km. Para 
efeito de comparação lembremos que o raio da Terra é ≈ 6300km (DIAS; 
NETO; MILTÃO, 2007, p. 23). 
 
A química da atmosfera é dinâmica, pois sua composição e densidade 
variam com as diferentes regiões, altitudes, exposição à radiação solar, entre 
outros fatores (UNESP, 2012, p. 12). 
O ar seco é constituído por nitrogênio (78%), oxigênio (21%), gases nobres 
(0,97%) e dióxido de carbono (0,03%). O ar ainda pode conter outros gases 
provenientes de fontes antrópicas ou naturais, impurezas, micro-organismos e 
vapor d’água. O ar mais frio normalmente possui menos vapor d’agua do que o ar 
mais quente (LEME, 2010, p. 9). 
13 
 
 
 4.2 Poluição atmosférica e os principais poluentes 
 
 
Poluição atmosférica é tudo o que, em certo nível, possa tornar o ar 
impróprio, nocivo ou prejudicial à saúde, ao meio ambiente ou aos patrimônios, 
como edifícios e monumentos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) considera 
como poluentes atmosféricos não só partículas provenientes de fontes antrópicas, 
mas também de fontes naturais como, por exemplo, gases e partículas oriundas de 
incêndios de florestas e erupções vulcânicas. Além disso, também é incluído como 
poluente atmosférico as substâncias resultantes de reações entre certos poluentes, 
normalmente a radiação do Sol é o catalisador dessas reações (BRASIL, 2018). 
Os poluentes atmosféricos podem ser classificados em poluentes primários 
ou poluentes secundários. Poluentes primários são as partículas poluentes 
liberadas diretamente da fonte na atmosfera como, por exemplo, o gás carbônico 
proveniente dos gases liberados pelos automóveis. Poluentes secundários são as 
substâncias resultantes das reações entre os poluentes primários e outras 
partículas presentes na atmosfera como, por exemplo, o ozônio (O3) (BRASIL, 
2018). 
As concentrações das fontes dos poluentes atmosféricos podem ser 
classificadas em agrossilvopastoris, móveis ou fixas. Agrossilvopastoris está 
relacionado aos resíduos gerados de atividades relacionados à agropecuária, 
silvicultura e pecuária. As fontes móveis são os meios de transportes que, para se 
locomoverem, queimam combustíveis, gerando uma série de gases poluentes. As 
fontes fixas – ou estacionárias – se referem normalmente às indústrias, geradores 
de energia ou fontes pequenas que não se locomovem (BRASIL, 2018). 
 
 
Gase: 
O MMA considera como principais poluentes atmosféricos os seguintes 
 
 
• Aldeídos (RCHO); 
• Dióxido de Enxofre (SO2); 
• Dióxido de Nitrogênio (NO2); 
• Hidrocarbonetos (HC); 
• Material Particulado (MP); 
• Monóxido de Carbono (CO); 
14 
 
 
• Ozônio (O3); 
• Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC); 
 
Esses compostos possuem diferentes tempos de residência na atmosfera, 
assim, os que duram menos, acabam tendo um efeito próximo ao local de emissão. 
Mas alguns podem atingir elevados tempos de duração, causando efeitos em 
escala global, como é o caso do dióxido de carbono (UNESP, 2012, p. 13). 
 
 As principais características dos gases e poluentes 
 
 
Aldeídos (RCHO) 
 
 
São “compostos químicos resultantes da oxidação parcial dos álcoois ou de 
reações fotoquímicas na atmosfera, envolvendo hidrocarbonetos” (BRASIL, 2018). 
Os aldeídos são tóxicos e participam de reações fotoquímicas na formação de 
outros compostos, como na formação do ozônio na troposfera baixa. 
São emitidos principalmente por veículos movidos a diesel, pela queima de 
combustíveis fósseis e podem causar danos à saúde e ao meio ambiente. Dos 
principais aldeídos, destacam-se o formaldeído (H₂CO) e o acetaldeído (C₂H₄O). 
 
Dióxido de Enxofre (SO2) 
 
 
É um gás incolor e tóxico. Naturalmente o dióxido de enxofre é produzido por 
vulcões. Já suas fontes antropogênicas são marcadas principalmente pela queima 
de combustíveis fósseis que contenham enxofre na sua composição, em industrias 
e em veículos, com isso, “as atividades de geração de energia, uso veicular e 
aquecimento doméstico são as que apresentam emissões mais significativas.” 
(BRASIL, 2018). 
O SO2 é um dos principais responsáveis pela chuva ácida, pois juntamente 
da água da chuva, é formado o ácido sulfúrico. Além disso, o dióxido de enxofre 
pode permanecer por grandes períodos na atmosfera, tendo um deslocamento 
considerável do ponto de emissão, atingindo maiores regiões, prejudicando o meio 
ambiente (BRAGA et al., 2001, p. 64). 
15 
 
 
Reações de formação da chuva ácida: 
S (s) + O2(g) → SO2 (g) 
SO2 (g) + H2O → HSO3 (aq) (ácido sulfuroso) 
SO2 (g) + ½ O2 (g) → SO3(g) 
SO3 (g) + H2O → H2SO4 (aq) (ácido sulfúrico) 
Além disso, esse gás na atmosfera pode reagir com outros compostos, 
formando e sendo precursor de material particulado (BRASIL, 2018). 
 
Dióxido de Nitrogênio (NO2) 
 
 
O NO2 é um gás poluente altamente corrosivo. Esse composto é formado 
quando o oxigênio reage com o nitrogênio em combustões sob elevadas 
temperaturas, podendo formar também outros óxidos de nitrogênio, como o óxido 
nítrico (NO). 
Reação de decomposição do ozônio e formação do dióxido de nitrogênio: 
NO + O3 → NO2 + O2 
São emitidos principalmente por fontes naturais, como ações vulcânicas, 
bacterianas e descargas elétricas. Mas também são emitidos por fontes 
antropogênicas, causadas pelas combustões. Porém, em razão de sua distribuição 
sobre o globo terrestre, os centros urbanos não sofrem tanto impacto desses 
poluentes (BRASIL, 2018). 
Esse gás está presente tanto em áreas externas, como em áreas internas, já 
que também são emitidos de fontes presentes nesses ambientes, como fogões a 
gás e pelo cigarro (BRAGA et al., 2001, p. 65). 
 
Hidrocarbonetos (HC) 
 
 
São constituídos de cadeias de hidrogênio e carbono, e podem se 
apresentar na forma de gotas, partículas finas e material particulado (BRASIL, 
2018). 
Os hidrocarbonetos podem ser subdivididos em 3 categorias: 
• THC – hidrocarbonetos totais; 
• CH4 – metano; hidrocarbonetos simples; 
16 
 
 
• NMHC – hidrocarbonetos que não são metanos. 
Os hidrocarbonetos são emitidos por fontes naturais e antropogênicas, 
sendo formados com a combustão incompleta do combustível (PEREIRA, 2014). 
Além de poderem causar danos no meio ambiente e à saúde humana, já que são 
precursores para a formação do ozônio troposférico. 
 
Material Particulado (MP) 
 
 
Também conhecido como aerossol atmosférico, são partículas de sólidos e 
líquidos tão leves que se misturam ao ar. Variando os tamanhos e suas 
características físicas e químicas, os MPs podem se tornar extremamente 
prejudiciais, principalmente, a saúde. 
Os materiais particulados podem ser classificados de acordo com o diâmetro 
das partículas, que variam de nanômetros (nm, 10-9m) até micra (μm, 10-6m). 
Suas principais fontes de emissão são pela “[...] queima de combustíveis 
fósseis, queima de biomassa vegetal, emissões de amônia na agricultura e 
emissões decorrentes de obras e pavimentação de vias” (BRASIL, 2018). 
 
Monóxido de Carbono (CO) 
 
 
É um gás imperceptível no meio ambiente pois é insípido, incolor e inodoro. 
O CO é produto de todos os modos de queima, por isso, tem origem em 
processos antropogênicos, como na emissão de gases de máquinas automotoras e 
em diversos processos nas indústrias que ocorrem a queima de combustíveis, e 
também se origina de processos naturais, como incêndios, que liberam grandes 
quantidades de CO (BRASIL, 2018). 
Reação da formação do monóxido de carbono pela combustão incompleta: 
CH4 + 3/2 O2 → CO + 2H2O 
Sua presença na atmosfera é normal, desde que em baixasquantidades. 
Porém, em grandes quantidades, é tóxico e traz uma série de riscos. 
17 
 
 
 
 
Dióxido de Carbono (CO2) 
 
 
O dióxido de carbono tem um grande papel no planeta pois interage com os 
seres vivos, o oceano e os materiais da crosta, e, em situações normais, sua 
concentração não possui grande oscilação, ficando em torno de 0,5 gramas por 
quilogramas de ar. Porém em regiões industrializadas e urbanizadas, o CO2 é 
encontrado em altas concentrações, se tornando muito prejudicial à saúde e ao 
meio ambiente. 
Reação da formação do dióxido de carbono pela combustão completa: 
CH4 + 2O2 → CO2 + 2H2O 
 
Ozônio (O3) 
 
 
O ozônio é encontrado de forma natural na ozonosfera, camada 
compreendida entre 10 e 70 km de altitude, possuindo vários benefícios ao meio 
ambiente. Na troposfera, camada mais próxima do solo, o ozônio possui ação 
altamente oxidante. 
Como já dito anteriormente, o ozônio é um poluente secundário, ou seja, não 
é emitido diretamente na atmosfera. Na troposfera, o ozônio é formado por 
reações complexas entre compostos orgânicos voláteis e NO2, catalisados pela 
radiação solar, além disso, “estes poluentes são emitidos principalmente na queima 
de combustíveis fósseis, volatilização de combustíveis, criação de animais e na 
agricultura” (BRASIL, 2018). 
 
Reação da formação do ozônio via reação entre o oxigênio atômico e 
moléculas e oxigênio: 
O + O2 → O3 
Reação da formação do ozônio via reação entre o monóxido de carbono e 
moléculas e oxigênio: 
CO + 2 O2 → CO2 + O3 
Reação da formação do ozônio via reação entre compostos voláteis e NO2: 
NO2 + O2 ⇌ NO + O3 
18 
 
 
 
 
Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC) 
 
 
São poluentes que possuem tempo de vida relativamente curtos e que 
agravam o efeito estufa, além de prejudicarem o meio ambiente e a saúde da 
população. 
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os principais PCVC são o metano, 
o carbono negro, o ozônio troposférico e os hidrofluorocarbonetos (HFC). 
Eles podem ser emitidos de diferentes tipos de fontes. O metano, por 
exemplo, pode ser emitido de fontes antropológicas na área da agricultura, criação 
de animais, em sistemas de óleo e gás, tratamentos de esgotos e aterros 
sanitários. O carbono negro, que é considerado um dos maiores causadores do 
aquecimento global, é emitido pelos motores a diesel, pelas queimas de 
combustíveis sólidos e de biomassa ao ar livre. Os HFC estão ligados 
principalmente aos sistemas de ar condicionado, refrigerações, solventes, 
supressores de queima e aerossóis (BRASIL, 2018). 
19 
 
 
5 POLUIÇÃO E O MEIO AMBIENTE 
 
O meio ambiente é definido como o conjunto de condições, leis, influência e 
interações de ordem física, química ou biológica, que abriga e rege a vida em todas 
as suas formas. CONSELHO NASCIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA, 
2002). 
De um modo geral, a qualidade do ar atmosférico é o resultado da interação 
de um grupo de fatores, entre eles destacam-se a topografia, a magnitude das 
emissões e as condições meteorológicas da região, propícios ou não a dispersão 
de poluentes (BRASIL, 2018). 
A boa qualidade do meio ambiente e especificamente do ar atmosférico é 
extremamente importante, pois a atmosfera possui elementos indispensáveis para 
a manutenção da vida, como, por exemplo, o carbono presente na atmosfera na 
forma de dióxido de carbono, essencial para a realização da fotossíntese, que é 
incorporado na cadeia alimentar. Podemos citar como exemplo também o oxigênio, 
fundamental na respiração vegetal e animal. Além disso, há a luz visível, um 
exemplo de radiação, que participam desses processos vitais (DIAS; NETO, 2007, 
p.39). 
Contudo, os processos industriais, o aumento de veículos automotores e as 
de mais atividades antrópicas vem degradando o meio ambiente, inserindo na 
atmosfera substâncias poluentes prejudiciais à saúde humana e causando danos a 
flora e a fauna (BRASIL, 2018). 
Em geral, os poluentes atmosféricos alteram as características e 
composições do meio ambiente, causando danos e perturbações nos ecossistemas 
(BRILHANTE, 1999, p. 20). 
 
 
 5.1 Principais impactos dos principais poluentes no meio ambiente 
 
 
Dióxido de enxofre (SO2) 
 
 
É reconhecido como o principal poluente atmosférico primário, tendo como 
principais características o seu caráter reativo, quando lançado na atmosfera 
terrestre sofre reações formando outros óxidos, como, o trióxido de enxofre (SO3), 
20 
 
 
que é formado através de reações entre o SO2 e o oxigênio do ar. Este, em contato 
com o vapor de água gera o ácido sulfúrico (H2SO4) (BRAGA JULIANA, 2005). 
Fazendo com que este, por sua característica ácida seja um dos principais 
componentes na formação da chuva ácida, que gera impactos ambientais como 
contaminação dos rios, danos em edifícios e monumentos, e a destruição de 
floresta. Por possuir também um tempo de vida longo, atinge maiores regiões, 
causando um grande impacto ambiental. Considerado assim, um dos principais 
problemas ambientais da atualidade (CAMPOS; COSTA, apud Freedman, 2017, p. 
187) . 
O dióxido de enxofre também causa o amarelamento de plantas (clorose), 
ou pode também deixá-las esbranquiçadas ou descoloridas (CAMPOS; COSTA, 
2017, p. 188). 
 
Dióxido de nitrogênio (NO2) 
 
 
Assim como o monóxido de nitrogênio, o NO2 possui tempo de vida curto, 
afetando o meio ambiente nos locais próximos da sua emissão. Na vegetação, 
esses compostos podem causar lesões, marrons ou brancas, no tecido intercostal 
e perto das margens das folhas. (CAMPOS; COSTA, 2017, p. 188) 
Os óxidos de nitrogênio em contato com o vapor de água formam o ácido 
nítrico (NO3) que juntamente com o H2SO4 são percussores da chuva ácida. 
(SILVA; VIEIRA, 2017). 
 
 
 
Ozônio (O3) 
 
 
O ozônio troposférico é resultante da interação com outros gases. Este gás 
em altas concentrações provoca danos aos animais e plantas. Existe em duas 
formas, na estratosfera é considerado como poluente, já na ozosfera serve para 
proteger a terra dos raios solares mais intensos. (CARVALHO, 2009) 
21 
 
 
O ozônio possui tempo de vida consideravelmente curto, assim, em locais 
próximos da sua formação, pode causar perdas agrícolas e injurias nas plantas. 
(CAMPOS; COSTA, 2017, p. 187). 
Alem disso é responsável por fenômenos das mudanças climáticas, como 
alteração nos regimes de chuvas e ventos. (CARVALHO, 2009) 
Em níveis elevados tem a capacidade de corroer materiais, edifícios e 
tecidos vivos. Reduz também a capacidade das plantas de realizarem a 
fotossíntese impedindo a absorção do CO2. Prejudica o crescimento e reprodução 
das plantas, diminuindo o crescimento das florestas. (CETESB, 2013) 
 
 
Material Particulado (MP10) e Fumaça 
 
 
Segundo a CETESB (2010), esses compostos podem contaminar os solos, 
pois alteram a radiação solar que os atinge, alterando suas temperaturas e, 
consequentemente, causando danos na vegetação e no seu crescimento. Além 
também de deteriorar a visibilidade do local. 
22 
 
 
6 POLUIÇÃO E A SAÚDE 
 
A exposição dos seres humanos a poluição do ar tem trazido sérias 
consequências à saúde, devido ao grande aumento de indústrias e automóveis nas 
grandes e pequenas cidades. Assim, o aumento da preocupação com os efeitos 
dessa exposição vem crescendo, principalmente, nas últimas décadas. (DJANIRA 
& FRANCINE, 2003). 
Embora todas as pessoas em contato com uma atmosfera poluída são 
afetadas por ela, a curto ou a longo prazo, deve-se levar em consideração que 
“alguns grupos de pessoas são mais vulneráveis a poluição, incluindo os que 
sofrem de doenças respiratóriase cardiovasculares, as crianças e os idosos”. 
(BRASIL, 2018). Assim, os malefícios da poluição do ar incluem: pior qualidade de 
vida para a população, que passa a sofrer com as doenças causadas pela 
poluição, e ainda maiores custos médicos para a sociedade. (BRASIL, 2018). 
O Ministério do Meio Ambiente nos diz que 
 
os efeitos da má qualidade do ar não são tão visíveis. Contudo, considera 
que, os estudos epidemiológicos têm demonstrado correlações entre a 
exposição aos poluentes atmosféricos e os efeitos de morbidade e 
mortalidade, causadas por problemas respiratórios (asma, bronquite, 
enfisema pulmonar e câncer de pulmão) e cardiovasculares, mesmo 
quando as concentrações dos poluentes na atmosfera não ultrapassam os 
padrões de qualidade do ar vigentes. (BRASIL, 2018, p.25). 
 
 
Com isso, os conhecimentos adquiridos nas últimas décadas sobre a 
origem, composição, interações, comportamentos e mecanismos de ação destes 
poluentes têm mobilizando esforços, tecnologias e recursos financeiros visando 
resultados mais significativos (BRAGA apud MARIA & AMARAL, 2003). 
 
 
 6.1 Poluição atmosférica e as principais doenças 
 
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2016), as doenças mais comuns 
associadas à poluição do ar são: 
• Acidente vascular cerebral (AVC); 
• Problemas respiratórios; 
• Diabetes; 
23 
 
 
• Doenças do coração; 
• Câncer; 
• Parkinson 
 
 
 6.2 Principais características das doenças 
 
 
Doenças respiratórias das vias aéreas superiores e inferiores 
 
 
Segundo Netter (2000), o sistema respiratório tem como principal função 
proporcionar ao organismo troca de gases com o ar atmosférico, possibilitando 
permanentes concentrações de oxigênio no sangue, necessárias para as reações 
metabólicas, auxiliando também na eliminação de gases residuais como o gás 
carbônico. 
Esse sistema é constituído pelas vias aéreas superiores e inferiores. O 
trato respiratório superior refere-se às estruturas que pertencem ao sistema 
respiratório que encontram-se fora do tórax. Os principais órgãos que a constituem 
são: faringe, laringe, boca, nariz e seios paranasais. Tendo como principal função 
aquecer, umidificar e filtrar o ar, protegendo as superfícies das vias inferiores, a 
parte inferior da traquéia, bronquíolos, pulmões, alvéolos e os brônquios (NETTER, 
2000). 
O trato respiratório inferior refere-se às estruturas que pertencem ao 
sistema respiratório que estão localizados na caixa torácica, traqueia brônquios, 
bronquíolos, alvéolos pulmonares e pulmão (APARECIDA, 2000). 
 
 
Rinite 
 
 
A rinite alérgica é definida como a inflamação da mucosa nasal, causada 
pela exposição à alérgenos que sensibilizam e estimulam uma resposta 
inflamatória, podendo resultar em sintomas crônicos ou recorrentes. Dentre os 
principais sintomas estão os espirros, rinorréia aquosa, obstrução nasal e sintomas 
oculares. 
24 
 
 
A rinite pode ser considerada a doença respiratória crônica de maior 
prevalência, apesar de não pertencer ao grupo de maior gravidade, afeta a 
qualidade de vida de muitos, dificultando também o controle da asma. (CUNHA et 
al., 2008). 
A sua incidência tem aumentado ao longo dos anos, encontrando-se entre 
uma das dez principais razões para procura de atendimento médico (CUNHA et al., 
2008). 
A rinite alérgica pode ser desenvolvida ou agravada devido a exposição à 
aeroalergénos, que são elementos de baixo peso molecular, que possuem a 
facilidade de se dispersarem no ar e penetrarem no trato respiratório. Sendo de 
maior relevância os ácaros. Além dos aeroalergénos, atuam como desencadeantes 
da rinite as mudanças climáticas e a inalação de irritantes como: fumaça de 
cigarros, gás de cozinha e poluentes atmosféricos. Sendo estes, o PM10, NO2, O3, 
NOx e SO2. (CUNHA et al., 2008). 
Portanto, nota-se que poluentes como o MP, O3, SO2, entre outros, em 
contato com o trato respiratório, causam doenças como asma e rinite, gerando um 
grande prejuízo a saúde respiratória das pessoas. (NAZARETH, 2003, p.4) 
Em relação a rinite alérgica como consequência da poluição atmosférica, a 
OMS nos diz que 
A poluição ambiental cada vez mais apresenta evidências epidemiológicas 
de atuar como fator precipitante e agravante de rinite alérgica. Há estudos 
mostrando a associação entre emissões industriais e veiculares com o 
aumento no risco de rinite alérgica. Entre os poluentes mais importantes 
para o risco de doenças alérgicas estão os óxidos de nitrogênio (NOx ), o 
dióxido sulfúrico (SO2 ), o ozônio (O3 ), além dos materiais particulados 
com diâmetros < 10 μm (PM10).30 Observa-se correlação positiva entre 
poluição de tráfego com NO2 e de áreas industriais com ozônio, com rinite 
alérgica em crianças (BRASIL, 2018, p.55). 
 
Asma 
 
 
A asma é uma doença inflamatória, crônica, em que as vias aéreas podem 
ser obstruídas tornando-se reativas, causando tosse, desconforto torácico e 
dispnéia, de modo periódico. Pode ser classificada como leve, moderada ou grave. 
É caracterizada por períodos de piora dos sintomas e da função pulmonar, 
resultando em pior qualidade de vida e prejuízos nas atividades do dia a dia. A 
25 
 
 
inflamação das vias aéreas permanece cronicamente, mesmo em períodos sem 
crises (REIS, MARIA & LOUZADA, 2003). 
A prevalência da asma brônquica tem aumentado em todo o planeta, 
particularmente em regiões urbanas densamente industrializadas. Estudos 
prospectivos sugerem que a exposição aos poluentes aéreos possa levar 
ao desenvolvimento de novos casos de asma. Um exemplo é o grande 
aumento da incidência de asma na China após o recente desenvolvimento 
industrial e, em consequência, o grande aumento da concentração dos 
poluentes (ABDO et al. 2012, p.44). 
 
 
Estudos apontam a associação crônica por material particulado e doenças 
respiratórias, aumento da asma e câncer de pulmão. O ozônio e o dióxido de 
nitrogênio também são apontados como agravantes das doenças respiratórias 
como a asma (NAZARETH, 2003). 
NAZARETH (2003, p. 8) afirma que “adultos e crianças asmáticas sofrem 
os efeitos de MP10 e O3 em dias quentes e do MP10 no inverno. A associação maior 
de sintomas de asma e exposição ao MP10 ocorre após uma a oito horas de 
exposição”. 
Os aldeídos causam irritação nas mucosas dos olhos, do nariz e das vias 
respiratórias, em geral, podendo ainda causar crises asmáticas. (BRASIL, 2018). 
 
Sinusite 
 
 
A sinusite ou rinossinusite como é atualmente conhecida, é um processo 
inflamatório dos seios paranasais, que é classificada de acordo com a sua 
evolução e sintomas. Aguda quando menor que 12 semanas ou crônica quando 
maior ou igual há 12 semanas. Também pode ser classificada de acordo a 
gravidade dos sintomas (leve, moderada ou grave). A gravidade é definida através 
de uma escala analógica visual de 0 a 10 cm. É solicitado aos pacientes quantificar 
de 0 a 10 o grau de desconforto causado pelos sintomas, sendo assim classificada 
como: leve; 0-3 cm; moderado; >3-7 cm; e severo; >7-10 cm (TEREZINHA et.al., 
2015). 
O O3 troposférico interage com a atmosfera na presença de calor podendo 
causar danos à saúde e ao meio ambiente. Este apresenta alta toxidade. Esta 
toxidade se deve a sua capacidade de interagir com as moléculas de água 
presentes no organismo, originando espécies ativas de oxigênio, como o peróxido 
26 
 
 
de hidrogênio. O O3 é originado a partir de reações entre os poluentes e a radiação 
solar, em contato com os pulmões podem ocasionar inflamações, além de quadros 
de rinites e sinusites (CÉSAR, CARVALHO E NASCIMENTO, 2012). 
 
 
Bronquite 
 
 
A bronquite é a inflamação dos brônquios, canais que levam o ar inaladoaté os alvéolos pulmonares. Esta se aloja quando os cílios que revestem os 
brônquios param de eliminar o muco presente nas vias aéreas respiratórias. Esse 
acúmulo de secreção faz com que eles fiquem inflamados e contraídos. 
A bronquite pode ser aguda ou crônica. A distinção consiste no tempo e no 
agravamento das crises, sendo classificada como aguda quando os sintomas 
persistem por uma ou duas semanas, ou crônica quando não desaparecem. Há 
indícios de piora pela manhã e se manifestam por três meses ou mais durante um 
período de dois anos consecutivos (HELENA, 2011). 
De acordo com Nazareth (2003, p.5), “a exposição crônica ao Material 
Particulado tem sido associada ao aumento nos índices de bronquite e doenças 
respiratórias, com diminuição da função pulmonar e aumento do risco de contrair 
câncer pulmonar”. 
 
Pneumonia 
 
 
Pneumonias são infecções que afetam os pulmões, que se localizam na 
caixa torácica, podendo acometer a região dos alvéolos pulmonares onde se 
encontram as regiões terminais dos brônquios, e às vezes os interstícios (espaços 
entre os alvéolos). São provocadas por penetração de algum agente infeccioso ou 
irritante (fungos, bactérias e por reações alérgicas) nos alvéolos, onde ocorrem as 
trocas gasosas (HELENA, 2011). 
 
Em um estudo feito na cidade de São Paulo pela revista Saúde Pública, 
observou-se associação entre o SO2 e o atendimento por pneumonia ou gripe em 
idosos. O SO2 é um irritante respiratório que afeta a função pulmonar 
27 
 
 
principalmente em pessoas com doenças preexistentes. (CONCEIÇÃO, et.al. 
2002). 
 
 
Câncer de pulmão 
 
 
 
A palavra câncer se origina da palavra karkínos, que quer dizer caranguejo, 
utilizada pela primeira vez por Hipócrates. Atualmente é o nome dado ao conjunto 
de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado das células, que tendem 
a invadir tecidos e órgãos vizinhos. (BRASIL, 2011). 
 
 
O corpo humano é todo formado por células que se organizam em tecidos 
e órgãos. As células normais se dividem, amadurecem e morrem, 
renovando-se a cada ciclo. O câncer se desenvolve quando células 
anormais deixam de seguir esse processo natural, sofrendo mutação que 
pode provocar danos em um ou mais genes de uma única célula. 
(BRASIL, 2011 p.22) 
 
 
O câncer de pulmão é caracterizado pelo crescimento celular 
descontrolado dos tecidos dos pulmões, caracterizado pela quebra dos 
mecanismos celulares naturais, estimulado pelos carcinogênicos ao longo dos 
anos. (BRASIL, 2011). 
Segundo dados da Organização Mundial Da Saúde (OMS, 2018), nove em 
cada dez pessoas respiram ar contendo níveis altos de poluição. Estimativa 
atualizada diz que sete milhões de pessoas morrem todo ano por causa da 
poluição de ambientes exteriores e interiores. 
As partículas finas do ar poluído penetram profundamente nos pulmões 
causando câncer de pulmão, doenças pulmonares obstrutivas crônicas entre outras 
doenças. (OMS, 2018). 
Segundo a OMS (2018) apenas a poluição atmosférica já causou cerca de 
4,2 milhões de mortes em 2016, enquanto a poluição do ar por cozimento usando 
combustíveis ou tecnologias poluentes causou aproximadamente 3,8 milhões de 
mortes no mesmo período. 
28 
 
 
A OMS reconhece que a poluição do ar é um fator de risco crítico para 
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), causando cerca de um quarto (24%) 
das mortes por doenças cardíacas, 25% por acidentes vasculares cerebrais, 43% 
por doença pulmonar obstrutiva crônica e 29% por câncer de pulmão. 
 
 
Doenças cardiovasculares 
 
 
Acidente vascular cerebral (AVC) 
 
 
Ocorre quando há o entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos 
que levam sangue ao cérebro, provocando a paralisia da área. Existem dois tipos 
de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. (HELENA, 2011). 
1) Isquêmico: falta de circulação em uma área do cérebro que provoca o 
infarto, com dano irreversível. É provocado por obstrução das artérias de 
grandes ou pequenos vasos, tromboses ou embolias. Ocorrem geralmente 
em pessoas mais velhas, com problemas vasculares, hipertensão arterial, 
diabetes, colesterol e fumantes. (VARELLA, 2011). 
2) Hemorrágico: Segundo Varella (2011, p.1), o AVC hemorrágico é definido 
como “sangramento cerebral provocado pelo rompimento de uma artéria ou 
vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na 
coagulação do sangue, traumatismos. Pode ocorrer em pessoas mais jovens 
e a evolução é mais grave”. 
 
O monóxido de carbono apresenta afinidade pela hemoglobina 240 vezes 
maior que a do oxigênio, o que faz com que uma pequena quantidade de CO 
possa saturar uma grande quantidade de moléculas de hemoglobina, diminuindo a 
capacidade do sangue de transportar O2. Atua também desviando a curva de 
dissociação da hemoglobina para a esquerda levando a uma diminuição da 
liberação de O2 nos tecidos. 
29 
 
 
Ataque cardíaco 
 
 
É a morte das células cardíacas causada pela falta de irrigação sanguínea 
que leva oxigênio e nutrientes ao coração. Ocorre devido a diversos fatores 
acumulados durante os anos, mas geralmente é caracterizado pela obstrução de 
artérias coronárias ocasionado por um processo inflamatório associado à aderência 
de colesterol em suas paredes. 
A desagregação de uma parte dessas placas ou a formação de coágulo 
dentro das artérias causa o bloqueio do fluxo sanguíneo causando danos sérios e 
até mesmo irreparáveis ao coração, ou seja, uma necrose do músculo cardíaco. 
(VARELLA, 2011). 
Quando o O3 e os MPs são inalados em concentrações normalmente 
encontradas nas cidades, as artérias do corpo se comprimem reduzindo o fluxo 
sanguíneo e o fornecimento de oxigênio ao coração, e, por esse motivo, a poluição 
atmosférica é considerada um agravante das doenças cardíacas e da asma. 
(RICARDO, 2011). 
Segundo BRAGA et al. (2001, p.66), “a mortalidade por doenças 
cardiovasculares também tem sido relacionada à poluição atmosférica urbana, 
sendo novamente o material particulado inalável o poluente frequentemente 
associado”. 
Em estudos feitos pela OMS, as doenças cardiovasculares são as 
principais causas de mortes relacionadas ao meio ambiente, sendo 2,5 milhões de 
mortes causadas por derrame e 2,3 milhões por doenças coronarianas por ano. 
(ONUBR, 2016). 
Autores relacionam a exposição ao monóxido de carbono com as doenças 
cardiovasculares, pois ele tem a propriedade de se interagir com a hemoglobina do 
sangue com uma afinidade 200 vezes maior que o O2, diminuindo a capacidade do 
sangue de transportar O2. Após se combinar com a hemoglobina do sangue exerce 
efeito tóxico para o pulmão. 
30 
 
 
A exposição ao CO pode causar desde dores de cabeça até efeitos 
cardíacos. Além de estar relacionado com o aumento de hospitalizações por 
problemas cardiovasculares. (NAZARETH, 2003). 
 
Outros tipos de doenças 
 
Diabetes 
 
O diabetes é caracterizado como um grupo de doenças metabólicas 
causada por má absorção ou falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas 
cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, 
afim de que todas as células possam ser beneficiadas. A ausência desse hormônio 
faz com que as moléculas de açúcar não sejam quebradas, podendo ainda 
transformá-las em outras substâncias como gordura, proteínas e músculos. 
Segundo Böek 
 
os males causados pelos poluentes atmosféricos vão além dos efeitos 
sobre o sistema cardiorrespiratório, o qual foi primeiro e exaustivamente 
avaliado. Estudos demonstraram evidências de relação da exposição à 
poluição do ar com o desenvolvimento de síndrome metabólica e 
obesidade, infertilidade masculina, autismo, diabetes, Alzheimer e 
Parkinson.(2017, p. 16) 
 
 
Parkinson 
 
 
É uma doença neurológica, crônica e progressiva que atinge o sistema 
nervoso central afetando a coordenação motora. Causada pela morte das células 
do cérebro responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que 
controla os movimentos. Geralmente surge a partir dos 55 anos e sua prevalência 
aumenta a partir dos 70 anos. 
Os sintomas da doença variam de paciente para outro. No início, 
geralmente, os sintomas aparecem de forma lenta. Os tremores geralmente são os 
primeiros sinais da doença, seguido de rigidez muscular, redução da quantidade de 
movimentos, diminuição do tamanho das letras, dificuldade para engolir, 
depressão, dores, tonturas, distúrbios respiratórios e urinários. (VARELLA, 2011). 
31 
 
 
Vaitsman, Afonso & Dutra (apud Rocha, 2012, p. 47) dizem que ӎ 
reconhecida a relação entre o excesso de manganês no organismo e a Síndrome 
de Parkinson, bem como psicoses, insônias e a perda de expressão facial. A 
intoxicação por este elemento químico causa efeitos neurológicos e falta de 
coordenação motora”. 
 
 
Tabela 1 - Principais poluentes atmosféricos áreas de ação no sistema respiratório 
e efeitos sobre a saúde humana. 
 
 
Poluentes Penetração no sistema respiratório Fisiopatologia 
 
MP10 
 
Traquéia, brônquios, bronquíolos 
Diminui a atividade muco ciliar e dos 
macrófagos. 
Produz irritação nas vias respiratórias. 
Causa estresse oxidativo e, em consequência, 
inflamação pulmonar e sistêmica. 
Exposição crônica produz remodelamento 
brônquico 
e DPOC. Pode ser cancerígeno. 
 
MP2, 5 
 
Alvéolos 
 
MP0, 1 
Alvéolos, tecido pulmonar, corrente 
sanguínea 
 
 
 
 
 
O3 
 
 
 
 
 
Traquéia, brônquios, bronquíolos, alvéolos 
É um agente oxidante fotoquímico e muito 
irritante. Provoca inflamação da mucosa do trato 
respiratório. Em altas concentrações, irrita os 
olhos, mucosa nasal e da orofaringe. Provoca 
tosse e desconforto torácico. Exposição por 
várias horas leva a lesão no tecido epitelial de 
revestimento das vias aéreas. Provoca 
inflamação e obstrução das vias aéreas a 
estímulos como o frio e exercícios. 
 
 
 
 
NOx , NO2 
 
 
 
 
Traquéia, brônquios, bronquíolos, alvéolos 
Irritante. Afeta a mucosa dos olhos, nariz, 
garganta e do trato respiratório inferior. 
Aumenta a reatividade brônquica e a 
suscetibilidade às infecções e aos alérgenos. 
É considerado um bom marcador da poluição 
veicular. 
32 
 
 
 
 
SO2 
 
Vias aéreas superiores, traquéia, brônquios, 
bronquíolos 
Irritante. Afeta a mucosa dos olhos, nariz, 
garganta e do trato respiratório. 
Causa tosse e aumenta a reatividade brônquica, 
facilitando a bronco constrição. 
 
 
 
CO 
 
 
 
Alvéolos, corrente sanguínea 
União com a hemoglobina, interferindo no 
transporte de oxigênio. 
Provoca cefaléia, náuseas e tontura. Tem efeito 
deletério sobre o feto. Está associado com 
recém-nascidos de baixo peso e morte fetal 
 
 
Fonte: Biblioteca Digital da Produção Intelectual – BDPI. Universidade de são Paulo. 
 
 
 
Assim, é importante ressaltar outros efeitos dos poluentes atmosféricos no 
organismo humano: 
 
 
Material particulado 
 
 
Os efeitos desse poluente no organismo são diversos, variando de acordo 
com a natureza química de seu diâmetro. O tamanho da partícula interfere na 
localização e na distribuição deste nas vias aéreas. As partículas grossas se 
depositam no trato respiratório superior, enquanto as menores se depositam no 
trato inferior. podendo atingir os alvéolos pulmonares. Sendo que quanto menor o 
tamanho da partícula, maior o efeito sobre a saúde, atingindo principalmente 
pessoas com doenças pulmonares, asmas, bronquites e mortes prematuras. Além 
de alterar o peso de recém-nascidos podendo levar ao parto prematuro. 
A medida que essas partículas se depositam no trato respiratório, passam 
a ser removidas por algum mecanismo de defesa, como o espirro e a tosse. 
O MP também é considerado um dos maiores transportadores de 
poluentes para o interior do nosso organismo. (NAZARETH,2003). 
 
 
Monóxido de carbono (CO) 
33 
 
 
Um dos seus principais efeitos sobre a saúde está em sua capacidade de 
transporte de O2 pela hemoglobina. Pois o CO apresenta uma afinidade com a 
hemoglobina do sangue 240 vezes maior do que o O2, reduzindo a capacidade do 
sangue de transportar O2, reduzindo também a liberação de O2 nos tecidos. 
(BRAGA, 2001). Portanto, nos pulmões ocorre à troca de CO2 por 02 e nos tecidos 
ocorre o inverso, O2 por CO2 (NAZARETH, 2003). 
Segundo NAZARETH, (2003) a exposição ao monóxido de carbono pode 
causar dores de cabeça, sintomas parecidos com o da gripe, efeitos cardíacos 
diversos e efeitos neurológicos, como mudança na percepção visual auditiva, 
psicomotora e orientação. Também está associado ao aumento de internações por 
problemas cardiovasculares. 
 
Ozônio (O3) 
 
 
O ozônio é considerado um gás oxidante responsável por provocar lesões 
nas células das vias aéreas, causando irritações e aumento de alergias e sintomas 
da asma, além de aumentar o número de internações por doenças respiratórias. 
Segundo NAZARETH (2003), “as doenças induzidas pelo O3 são as conjuntivites, 
irritação das vias aéreas superiores, tosse, falta de ar, diminuição do volume 
respiratório, náusea, mal-estar e dor de cabeça”. 
 
Dióxido de enxofre (SO2) 
 
 
O SO2 possui com principal característica: sua alta solubilidade com a 
água. Grande parte do SO2 inalado pelas pessoas é absorvido pelas vias aéreas 
superiores onde se dissolve na secreção úmida, chegando as vias inferiores, 
provocando espasmos dos bronquíolos, mesmo quando absorvido em pequenas 
quantidades. Em altas concentrações, causa irritações em todo o sistema 
respiratório, prejudicando os tecidos dos pulmões. (NAZARETH, 2003). 
O SO2 também está associado com o agravamento de doenças 
respiratórias pré-existentes. Responsável também para o aparecimento das 
mesmas. Ao lesar as vias respiratórias causa traqueobronquite crônica. 
34 
 
 
A exposição a altas concentrações de SO2 causa alterações na defesa 
pulmonar, doenças respiratórias e agravamento de doenças cardiovasculares. 
Também pode causar irritação nos olhos nariz e garganta. 
 
 
Dióxido de nitrogênio (NO2) 
 
 
A exposição dos seres humanos ao NO2 aumenta os sintomas da asma e 
da bronquite, diminui a resistência a infecções respiratórias e pode levar a 
processos carcinogênicos. Provoca intoxicação, lesões celulares, edemas 
pulmonares, insuficiências respiratórias e hemorragias alveolares (NAZARETH, 
2003). 
 
 
Aldeídos 
 
 
Seus principais efeitos sobre a saúde são as irritações, que podem 
acometer olhos, mucosas e vias respiratórias, podem causar crises asmáticas. 
Também é caracterizado como composto carcinogênico (BRASIL, 2018). 
 
Poluentes climáticos de vida curta 
 
Também conhecido como carbono negro, o PVCV é um dos componentes 
do MP, apresentando efeitos nocivos sobre o sistema respiratório e sanguíneo, 
podendo causar óbito. (BRASIL,2018) 
35 
 
 
7 LEGISLAÇÃO RELATIVA À QUALIDADE DO AR NO BRASIL 
 
Uma das prerrogativas mais importantes para a vida, se não for a mais 
importante, é o direito ao meio ambiente saudável. Assim, desde o século passado, 
as normas que regem as sociedades vêm avançando, tentando reparar e evitar que 
a poluição prejudique o meio ambiente e a saúde humana, formulando leis 
punitivas e rigorosas, obrigando qualquer pessoa, jurídica ou física, incluindo o 
Estado, a preservar e cuidar desse bem fundamental para a vidana Terra (FILHO, 
2004, p. 28). 
 
 
 7.1 Meio ambiente e a Constituição Federal 
 
 
A I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano 
(1972) realizada na Suécia e as crescentes preocupações em nível mundial que 
começaram a se acentuar a partir de então, foram essenciais para a formulação, 
pela primeira vez, de um capítulo específico a questão ambiental na Constituição 
Federal de 1988, fortalecendo a proteção do meio ambiente. (FILHO, 2004, p. 28) 
E assim, o artigo 225 da Constituição Federal determina que todos temos 
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo 
e essencial a sadia qualidade de vida, e impõe o dever de pessoas físicas e 
jurídicas proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas 
formas, conforme o artigo 23, inc. VI da Constituição Federal de 88. 
Com as discussões sobre o meio ambiente em pauta, foi criada a Lei nº 
8.723 em 1993, que trata da poluição por veículos automotores, obrigando os 
fabricantes dos veículos e dos combustíveis a diminuírem os níveis de emissão, 
estabelecendo limites fixados para a emissão de álcoois, aldeídos, fuligem, 
hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, material particulado, monóxido de carbono, 
entre outros poluentes, nos veículos comercializados no Brasil. 
Com o passar dos anos, leis específicas foram sendo aprovadas como a 
Lei 9.605/1998, que trata de Crimes Ambientais e a Lei 9.795/1999 sobre a Política 
Nacional de Educação Ambiental. 
36 
 
 
Uma das principais leis a salientar é a Lei federal nº 10.650, de 16 de abril 
de 2003, pois garante o acesso público aos dados e informações ambientais 
existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional do Meio 
Ambiente – Sisnama. O Art. 2° desta lei obriga que: 
 
 
Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública, direta, indireta e 
fundacional, integrantes do Sisnama, ficam obrigados a permitir o acesso 
público aos documentos, expedientes e processos administrativos que 
tratem de matéria ambiental e a fornecer todas as informações ambientais 
que estejam sob sua guarda, em meio escrito, visual, sonoro ou eletrônico 
[...] 
Lei nº 10.650, de 16 de abril de 2003 
(BRASIL, 2018) 
 
 
 7.2 A qualidade do ar e as resoluções do CONAMA 
 
 
A Organização Mundial da Saúde, com base nos impactos dos poluentes 
na saúde humana, elaborou limites de emissões dos principais poluentes 
atmosféricos, revisado em 2005, para que assim, os países usassem esses valores 
como referência para criar leis que definam os limites dos poluentes de cada 
estado, e que devem se levar em consideração e variar de acordo com o local e as 
necessidades de cada região. Por tanto, as leis do Brasil que abrangem o controle 
da qualidade do ar foram baseadas nos valores estabelecidos pela OMS (CETESB, 
2018). 
 
 
Assim, no Brasil, os padrões nacionais da qualidade do ar foram 
estabelecidos pela resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) 
003 de junho de 1990, atribuídos pela Lei nº 6.938/1981, que determina as 
concentrações máximas de emissões dos poluentes na atmosfera e estabelece 
padrões e critérios de uso relativos ao controle da qualidade do ar e dos recursos 
do meio ambiente. (Brasil, 2018) 
A resolução CONAMA nº 3/1990 estabelece limites de emissões para os 
seguintes poluentes: 
a) Partículas totais em suspensão; 
37 
 
 
b) Fumaça; 
c) Partículas inaláveis; 
d) Dióxido de enxofre; 
e) Monóxido de carbono; 
f) Ozônio; 
g) Dióxido de nitrogênio. 
 
Para cada um destes poluentes, foi estabelecido valores de limites 
máximos de concentrações (em microgramas por metro cúbico de ar), separados 
em padrões primários e padrões secundários. Assim, o Ministério do Meio 
Ambiente (2018) reconhece as seguintes definições para padrões primários e 
secundários: 
São padrões primários de qualidade do ar as concentrações de poluentes 
que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população. Podem ser 
entendidos como níveis máximos toleráveis de concentração de poluentes 
atmosféricos, constituindo-se em metas de curto e médio prazo. 
São padrões secundários de qualidade do ar as concentrações de 
poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso 
sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e a 
flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral. Podem ser entendidos 
como níveis desejados de concentração de poluentes, constituindo-se em 
meta de longo prazo (BRASIL, 2018, p.55). 
 
 
Tabela 1: Limites de emissão dos poluentes segundo a resolução 
CONAMA nº3/1990 
 
 
 
 
POLUENTE 
TEMPO 
DE 
AMOSTRAGEM 
PADRÃ 
O 
PRIMÁRIO 
(µg/m³) 
PADRÃ 
O 
SECUNDÁRIO 
(µg/m³) 
 
Partículas totais 
em 
suspensão 
1* 80 60 
 
2 
 
240 
 
150 
 
Partículas 
inaláveis 
1 50 50 
2 150 150 
 
 
Fumaça 
1 60 40 
2 150 100 
38 
 
 
 
 
Dióxido de enxofre 
1 80 40 
2 365 100 
 
Dióxido de 
nitrogênio 
1 100 100 
2* 320 190 
 
Monóxido de 
carbono 
 
1** 
10.000 - 
9 ppm 
10.000 - 
9 ppm 
2** 
40.000 - 
35 ppm 
40.000 - 
35 ppm 
 
Ozônio 
 
1*** 
 
160 
 
160 
Fonte: elaborado pelos autores 
Legenda: 
 
 
 
 
ano. 
ano. 
1 = concentração média aritmética anual. 
1* = concentração média geométrica anual. 
1** = concentração média de oito horas, que não deve ser excedido mais de uma vez por 
1*** = concentração média de uma hora, que não deve ser excedida mais de uma vez por 
2 = concentração média de vinte e quatro horas, que não deve ser excedida mais de uma 
vez por ano. 
2* = concentração média de uma hora. 
2**= concentração média de uma hora, que não deve ser excedida mais de uma vez por 
ano. 
 
 
Entre outros artigos da resolução CONAMA nº3/1990, está estabelecido o 
monitoramento da qualidade do ar da região como dever dos estados, conforme o 
artigo 5º. 
 
 
 7.3 Legislação do estado de São Paulo 
 
 
No estado de São Paulo, foi atribuído a CETESB (Companhia de 
Tecnologia de Saneamento Ambiental) a responsabilidade sobre a qualidade do ar 
e do controle das emissões dos poluentes. Portanto, a CETESB atua em diversas 
formas, como na fiscalização de fontes de poluição relacionada ao cumprimento 
das legislações ambientais, e também atua na execução de ações de prevenção, 
recuperação e controle da poluição do ar, do solo e das águas (CETESB, 2018). 
39 
 
 
É atribuído como responsabilidade da CETESB também as licenças de 
fontes de poluição, o controle e inspeções periódicas das indústrias e as demais 
supostas fontes de poluição. (CETESB, 2018) 
Além disso, a CETESB atua diretamente com o atendimento de 
reclamações da população das cidades pertencentes ao estado de São Paulo 
relacionado ao descumprimento das leis e acidentes ambientais, e também, cabe- 
se ao seu dever gerar e fornecer dados e informações técnicas de emissões dos 
poluentes solicitadas pela população e os demais órgãos públicos e entidades, 
como as prefeituras municipais. (CETESB, 2018) 
Portanto, considerando todas as leis ambientais que temos em vigor no 
Brasil e no Estado de São Paulo, conclui-se que a legislação brasileira que 
abrange o meio ambiente pode vir a receber aprimorações, mas possui 
instrumentos mais que capacitados para um bom gerenciamento e controle dos 
recursos naturais, para garantir a qualidade do meio ambiente imposta pela 
Constituição Federal (SENNA, 2015, p.13).
40 
 
 
 
8 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
 
 8.1 Pesquisa com moradores da cidade de Alumínio 
 
 
A pesquisa foi respondida anonimamente por 123 pessoas, que 
responderama todas as perguntas, o que corresponde a, aproximadamente, 
0,75% da população. 
 
Gráfico 1: Fator idade 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
Conforme mostra o gráfico acima, 51 pessoas das entrevistadas possuem 
mais do que 45 anos de idade, representando 41,5% da população entrevistada, a 
segunda maior parcela dos entrevistados estão na faixa dos 22 e 45 anos, 
representando 30,9%, e a menor parcela, porém em quantidade considerável, 
estão entre 13 e 21 anos, com 27,6%. Isto é, 72 pessoas estão com 45 anos ou 
abaixo desta idade. . O dado é relevante uma vez que quase a metade dos 
entrevistados são pessoas adultas que moram no município.Por tanto, a pesquisa 
foi abrangente em relação a idade dos moradores, entrevistando pessoas de todas 
as faixas etárias, desde jovens até pessoas mais velhas, exceto crianças. 
41 
 
 
Gráfico 2: Fator tempo de moradia 
 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
A segunda pergunta é relacionada a quanto tempo eles moram na cidade 
de Alumínio. Nesse quesito, devemos levar em consideração que quanto mais 
tempo uma pessoa convive em um ambiente poluído, maior é a chance de 
observarmos o que os poluentes causam também a prazos maiores. O resultado 
foi que mais da metade das pessoas que responderam ao questionário (52%) 
moram em Alumínio a mais de 20 anos. Também é importante levarmos em 
consideração que 81,7% das pessoas que responderam à pesquisa, moram a pelo 
menos 11 anos na cidade, mostrando também que muitas pessoas viveram a vida 
toda, ou pelo menos passaram a maior parte da vida, no munícipio. 
 
 
Gráfico 3: Respostas a pergunta “você é informado sobre a qualidade do ar 
da sua região? ” 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
42 
 
 
 
 
Quando os moradores são questionados se são informados sobre a 
qualidade do ar da cidade, 82,1% afirmaram que não, 9,8% responderam que às 
vezes são informados e 8,1% confirmaram que são informados acerca da 
qualidade do ar, no entanto não sabiam responder qual o órgão ou empresa 
responsável por realizar a análise. É importante destacar que a prefeitura da 
cidade nos informou que as análises do ar da cidade de Alumínio são realizadas 
por uma indústria local e a mesma não fornece os resultados e dados à prefeitura, 
ou seja, a própria secretaria do meio ambiente da cidade não tem acesso às 
informações da situação do ar do município. 
Embora a CETESB divulgue diariamente a qualidade do ar da região 
metropolitana de São Paulo, atualizado a cada uma hora por um website em que 
todos com acesso à internet podem consultar, contendo informações sobre a 
qualidade do ar, como valores do índice dos principais poluentes classificados em 
bom, moderado, ruim, muito ruim ou péssimo, variando conforme os níveis de 
riscos à saúde pública e deixando a população informada sobre a qualidade do ar 
da sua cidade, isso não ocorre no município de Alumínio. 
É importante salientar que, conforme a Lei nº 10.650, de 16 de abril de 
2003, apontada no capítulo de legislação relativa a qualidade do ar, qualquer 
cidadão tem direito ao acesso a dados e informações ambientais existentes nos 
órgãos e entidades integrantes do Sisnama. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Website: https://servicos.cetesb.sp.gov.br/qa/ 
43 
 
 
Gráfico 4 : Respostas a pergunta “Sente algum incomodo com o cheiro do 
ar da cidade? ” 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
A pesquisa nos mostrou que 45,5% da população entrevistada 
normalmente sentem incômodo com o cheiro do ar do município em que vivem, e 
28,5% responderam que as vezes se sentem incomodados, ou seja, no geral pelo 
menos 74% da população em questão já sentiu algum incômodo com o cheiro do 
ar da cidade. Segundo Dias e Neto (2007), no verão há uma diminuição do dióxido 
de carbono em razão de ocorrer uma maior realização de fotossíntese, ou seja, no 
inverno, o índice deste poluente na atmosfera é maior. 
Essa concentração maior dos poluentes no inverno também acontece com 
alguns outros poluentes, como o material particulado, apontado por Amorim (2004), 
que nos mostra que sua concentração é maior no inverno. Portanto, isto pode estar 
relacionado às pessoas que responderam que às vezes sentem incômodo com o 
cheiro do ar da cidade, como, por exemplo, sentir um maior incômodo nos dias 
mais frios. 
Ainda nesta perspectiva Engler et al (2008) explicam, que as pessoas 
passam a se acostumar com o mau cheiro do ar, achando normal e sem perigo 
para a saúde, mesmo havendo alta concentração de poluentes e 
consequentemente diminuindo a preocupação das pessoas com a qualidade do ar 
atmosférico, o que pode ser o caso de pessoas que, como mostram no gráfico 2, 
vivem há mais de onze anos na cidade. 
44 
 
 
 
 
Gráfico 5: Respostas a pergunta “No dia a dia você nota alguma diferença 
na coloração do ar? ” 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
De acordo com o gráfico 5, 36,6% dos entrevistados notam a diferença na 
coloração do ar no dia a dia, outros 24,4% afirmaram também notar essa diferença 
às vezes, e 39% apontaram que não percebem diferença na coloração do ar, pois 
passam desapercebidos com as atividades rotineiras. Para Brilhante (1999), a 
poluição tem diminuído a transparência do ar, e essa diferença na coloração do ar 
são neblinas escuras formadas a partir da junção de poluentes atmosféricos, 
material particulado e neblina, incluindo componentes nocivos à saúde humana e 
prejudiciais ao meio ambiente, que podem ser provenientes das atividades 
industriais da região. 
Além disso, como foi discutido no gráfico 3, em dias mais frios, a 
concentração dos poluentes no ar próximos a crosta terrestres é maior, o que pode 
explicar o caso de mais da metade da população entrevistada que responderam 
que às vezes notam diferença na coloração do ar, e as vezes não. 
45 
 
 
Gráfico 6: Respostas a pergunta “Você acha que a qualidade do ar 
melhorou ou piorou nos últimos 5 anos? ” 
 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
De acordo com o gráfico 5, 53,7% dos entrevistados afirmam que a 
qualidade do ar piorou nos últimos cinco anos, 27,6% não souberam informar, 13% 
afirmaram que não houve mudanças e apenas 5,7% apontaram que melhorou, 
apesar de sentirem um cheiro rotineiramente, o que de forma geral há uma 
insatisfação por parte dos moradores quanto à qualidade do ar. Como a maioria 
dos moradores entrevistados afirmaram não serem informados sobre a qualidade 
do ar do município de Alumínio, conforme mostra o resultado da pesquisa no 
gráfico 3, e como não tivemos acesso a qualquer dado ou informação relacionado 
a isso, não foi possível fazer uma comparação da opinião dos moradores com as 
análises já feitas. 
46 
 
 
Gráfico 7: Respostas a pergunta “Quais doenças abaixo você desenvolveu 
ou agravou no período em que mora na cidade de Alumínio? ” 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2018) 
 
 
 
Quando os entrevistados são questionados acerca se já desenvolveram ou 
agravou algum caso de doença respiratória, observa-se um dado preocupante em 
relação ao quadro de doenças, com maior ênfase as respiratórias. Do total de 
pessoas entrevistadas, quase metade da população possui rinite, correspondendo 
a 48,8% dos entrevistados, 37,4% disseram ter sinusite, 11,4% afirmaram ter 
asma, 14,6% disseram ter bronquite, além de 7,3% da população ter diabetes e 
1,6% pneumonia. Apenas 30,9% das pessoas afirmaram não possuir nenhuma das 
doenças citadas. 
Duchiade (1992) a partir de um levantamento bibliográfico nacional e 
internacional sobre estudos epidemiológicos relacionados à qualidade de ar e 
doenças respiratóriasapontam indicações sobre a existência de associações entre 
os poluentes e a saúde humana. Além disso, há a necessidade de aprofundar o 
estudo dos efeitos da poluição do ar sobre a saúde humana, tanto do ponto de 
47 
 
 
vista epidemiológico quanto do ponto de vista biológico e até mesmo físico- 
químico, parece ter ficado bastante evidente. 
Ainda nesta discussão, Gouveia et al (2003) a partir de um estudo 
comparativo sobre a poluição do ar e os efeitos à saúde, nas cidades de São Paulo 
e Rio de Janeiro, apontaram que os níveis de poluição vivenciados em São Paulo e 
no Rio de Janeiro são suficientes para causar agravos respiratórios e 
cardiovasculares em idosos e crianças. Apesar de muitos poluentes apresentarem 
níveis considerados dentro do limite aceitável, principalmente no Rio de Janeiro, tal 
fato chama a atenção para a necessidade de se conhecer mais precisamente a 
relação entre níveis de poluentes e efeitos deletérios à saúde humana. 
Apesar de não obtermos informações alguma para relacionar o número de 
patologias dos moradores da cidade de Alumínio com a qualidade do ar do 
município através de análises obtidas anteriormente, podemos notar que temos um 
elevado número de moradores com doenças respiratórias, como a rinite e a 
bronquite, que são diretamente afetadas pela poluição atmosférica, o que pode 
indicar um número de poluentes consideráveis no ar da cidade, tais como o dióxido 
de enxofre, ozônio, material particulado, entre outros. 
48 
 
 
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
A pesquisa realizada na cidade de Alumínio sobre a qualidade do ar, na 
perspectiva dos moradores apontaram que o nível de poluição atmosférica da 
região é acentuado, porém não foi possível apontar com precisão quais poluentes 
estão sendo emitidos nesta região, e nem se as emissões dos mesmos na 
atmosfera estão dentro dos limites estabelecido pelo CONAMA. No entanto a 
saúde da população está sendo afetada, uma vez que 8 a cada 10 moradores 
entrevistados da cidade de Alumínio não são informados sobre a qualidade do ar e 
não sabem a que poluentes estão expostos todos os dias, e nem com qual 
intensidade, não sabem se a qualidade do ar está melhorando ou piorando, e nem 
o que as autoridades municipais fazem a respeito. 
Há uma necessidade de aprofundar o estudo, ampliando o número de 
entrevistados, visto que apenas menos de 1% da população total foi entrevistada. 
Além disso, se faz necessário uma atuação mais coerente dos órgãos competentes 
responsáveis pela realização das análises que envolvem a qualidade do ar do 
município de Alumínio, de modo que os resultados sejam acessíveis a população 
local com vistas aos possíveis problemas à saúde e ao meio ambiente. 
49 
 
 
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53 
 
 
APÊNDICE 
 
Formulário: 
 
 
O questionário aplicado foi: 
1) Qual a sua idade? 
a) Menor que 13 anos. 
b) Entre 13 e 21 anos. 
c) Entre 22 e 45 anos. 
d) Acima de 45 anos. 
 
2) A quanto tempo você mora na cidade de Alumínio? 
a) Menos que 5 anos. 
b) Entre 5 e 10 anos. 
c) Entre 11 e 20 anos. 
d) Mais que 20 anos. 
 
3) Você é informado sobre a qualidade do ar da região? 
a) Sim. 
b) Não. 
c) Às vezes. 
 
4) Sente algum incomodo com o cheiro da cidade? 
a) Sim. 
b) Não. 
c) Às vezes. 
 
5) No dia a dia, você nota alguma diferença na coloração do ar? 
a) Sim. 
b) Não. 
c) Às vezes. 
 
6) Você acha que a qualidade do ar melhorou ou piorou nos últimos 5 
anos? 
a) Melhorou. 
b) Piorou. 
c) Não houve mudanças. 
d) Não sei informar. 
 
7) Quais doenças abaixo você desenvolveu ou agravou no período em 
que mora na cidade de Alumínio? (Podendo escolher mais de uma 
alternativa). 
a) Rinite. 
b) Asma. 
c) Bronquite. 
54 
 
 
d) Pneumonia. 
e) Sinusite. 
f) Diabetes. 
g) Nenhuma.

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