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Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 1 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de CNC Centro de Usinagem ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 2 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” ©SENAI – SP, 2017 3ª edição, atualização 2017, adequação e atualização de informações. Trabalho elaborado e editorado pela Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior”, núcleo de CNC Diretor Jocilei Oliveira Coordenação Danilo de Jesus Oliveira Atualização Carlos Roberto Laureano Editoração Carlos Roberto Laureano 2ª edição, atualização 2011, atualização de informações e inclusão de exercícios. Trabalho elaborado e editorado pela Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior”, núcleo de CNC Diretor Jocilei Oliveira Coordenação Edson Luis Resende Atualização Ricardo Globekne Editoração Ricardo Globekne 1ª edição, 2010, elaboração da apostila. Trabalho elaborado e editorado pela Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior”, núcleo de CNC Diretor Jocilei Oliveira Coordenação Edson Luis Resende Atualização Ricardo Globekne Editoração Ricardo Globekne SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Praça Roberto Mange, nº 30 – Santa Rosália Sorocaba – SP – CEP 18090-110 Telefone: (15) 3212-7419 www.sorocaba.sp.senai.br Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 3 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Sumário O que é CNC ......................................................................................................................................... 7 Introdução ................................................................................................................................................. 7 Histórico .................................................................................................................................................... 8 O que é Comando Numérico? .................................................................................................................. 10 O que é Comando Numérico Computadorizado? .................................................................................... 10 Vantagens da Utilização do CNC ............................................................................................................. 10 Regras de Segurança ............................................................................................................................... 11 Regras de Manutenção ........................................................................................................................... 12 Conclusão ................................................................................................................................................ 13 Informações Preliminares ................................................................................................................... 14 Estudo do Desenho da Peça .................................................................................................................... 14 Estudo dos Métodos e Processos ............................................................................................................. 14 Escolha das Ferramentas ......................................................................................................................... 14 Definição dos Parâmetros de Corte ......................................................................................................... 14 Conhecer os Parâmetros Físicos da Máquina e sua Programação .......................................................... 14 Revisão de Matemática ...................................................................................................................... 15 Medidas Angulares .................................................................................................................................. 15 Classificação dos Ângulos ........................................................................................................................ 16 Relações Métricas .................................................................................................................................... 19 Teorema de Pitágoras ............................................................................................................................. 20 Relações Trigonométricas ....................................................................................................................... 20 Sistema de Coordenadas ..................................................................................................................... 24 Coordenadas Absolutas ........................................................................................................................... 26 Coordenadas Incrementais ...................................................................................................................... 27 Estrutura de Programação ................................................................................................................... 30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 4 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Funções Preparatórias “G” ...................................................................................................................... 30 Arquitetura do Programa ........................................................................................................................ 31 Cabeçalho Padrão ................................................................................................................................... 31 Aproximação e Trabalho ......................................................................................................................... 37 Afastamento e Finalização ...................................................................................................................... 38 Interpolação Circular .......................................................................................................................... 43 Funções G02 e G03 .................................................................................................................................. 43 Compensação do Raio de Corte .......................................................................................................... 47 Funções G40, G41 e G42 .......................................................................................................................... 47 Subprograma ..................................................................................................................................... 51 Repeat Label ............................................................................................................................................ 55 Parâmetros de Corte ........................................................................................................................... 57 Definição dos parâmetros de corte ......................................................................................................... 57 Vc – Velocidade de Corte ......................................................................................................................... 57 Ø – Diâmetro da Ferramenta ..................................................................................................................58 Fz – Avanço por Faca ............................................................................................................................... 58 Z – Número de Facas ............................................................................................................................... 58 Fresamento Discordante ......................................................................................................................... 59 Fresamento Concordante ........................................................................................................................ 60 Frame ................................................................................................................................................ 61 O que é Frame? ....................................................................................................................................... 61 Função TRANS e ATRANS ......................................................................................................................... 61 Função ROT e AROT ................................................................................................................................. 63 Ciclos Fixos ......................................................................................................................................... 68 CYCLE 82 – Furação Simples com Tempo de Espera ................................................................................ 69 MCALL – Chamada Modal ....................................................................................................................... 72 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 5 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” CYCLE83 – Quebra ou Descarga de Cavacos ........................................................................................... 72 CYCLE84 – Roscamento com Macho Rígido ............................................................................................. 75 HOLES1 – Linha de Posições..................................................................................................................... 78 HOLES2 – Círculo de Posições .................................................................................................................. 79 LONGHOLE – Ranhuras em Círculo .......................................................................................................... 81 SLOT1 – Ranhuras em Círculo .................................................................................................................. 83 SLOT2 – Ranhuras Circulares ................................................................................................................... 84 POCKET1 – Cavidades Retangulares ........................................................................................................ 87 POCKET2 – Alojamento Circular .............................................................................................................. 88 Lista de Códigos SIEMENS .................................................................................................................. 90 Funções Preparatórias ............................................................................................................................. 90 Funções Miscelâneas / Auxiliares ............................................................................................................ 91 Gerenciamento de Arquivos ................................................................................................................ 92 Transferência de Programas ..................................................................................................................... 92 Manual de Operação .......................................................................................................................... 94 Layout do Painel da Máquina .................................................................................................................. 94 Operação da Máquina ........................................................................................................................ 95 Procedimento Para Ligar a Máquina ....................................................................................................... 95 Procedimento Para Desligar a Máquina .................................................................................................. 95 Movimentar os Eixos Através de JOG Contínuo ....................................................................................... 96 Movimentar os Eixos Através de Controle Remoto ................................................................................. 96 Operação Via MDA – Entrada Manual de Dados .................................................................................... 97 Edição de Programas .......................................................................................................................... 98 Inserir Novo Programa ............................................................................................................................ 98 Selecionar Programa para Usinagem, Verificação, Edição ..................................................................... 98 Apagar Programa da Memória ............................................................................................................... 99 Copiar um Programa Completo para um Novo Programa ...................................................................... 99 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 6 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Copiar Parte de um Programa para um Novo Programa ........................................................................ 99 Copiar Parte do Programa para o Mesmo Programa............................................................................ 100 Presetting na Máquina ...................................................................................................................... 101 O que é Presetting? ............................................................................................................................... 101 Zero Peça nos Eixos X e Y – Centro da Peça ........................................................................................... 103 Zero Peça nos Eixos X e Y – Vértice da Peça .......................................................................................... 104 Zero Peça no Eixo Z – Face Superior da Peça ......................................................................................... 105 Pressete de Ferramenta – Altura ........................................................................................................... 106 Teste de Programa .............................................................................................................................. 108 Introdução ............................................................................................................................................. 108 Teste Gráfico em 3D .............................................................................................................................. 108 Referências ........................................................................................................................................ 110 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 7 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” O que é CNC Introdução Quando procuramos por explicação de o que é CNC, encontramos a resposta pronta. CNC são as iniciais de Controle Numérico Computadorizado. Para aprofundar no assunto, mudamos a pergunta para: O que é Controle Numérico Computadorizado? Encontramos então abem-humorada resposta: “Controle Numérico Computadorizado são as palavras que dão origem a sigla CNC”. Com isso entramos em um ciclo vicioso e não encontramos explicação satisfatória para a nossa indagação inicial. Vamos então fazer uma viagem pela história e conhecer a origem e evolução do CNC. Desde os tempos mais remotos, o homem busca racionalizar e automatizar os seus trabalhos por meio de novas técnicas. A automatização simplifica o trabalho do homem seja ele físico ou mental. Exemplos comuns da automatização do trabalho são: Calculadoras eletrônicas (mental) As máquinas substituindo os trabalhos manuais – Revolução Industrial (físico) Os tratores substituindo as enxadas (físico) As máquinas carregadeiras substituindo os carregamentos manuais (físico) No processo de pesquisa para melhoria dos produtos, aliado ao desenvolvimento dos computadores, foi possível chegar às primeiras máquinas controladas numericamente. A segunda guerra mundial criou muitas necessidades em ritmo de produção em alta escala e grande precisão. Exemplo disso foi o consumo dos aviões, tanques, barcos, navios, armas, caminhões, etc. Também grande parte da mão de obra masculina especializada foi consumida. Surgiu a necessidade de desenvolver a mão de obra feminina com os mesmos reflexos na produtividade e qualidade da masculina. Isso demandaria muito tempo. Foi o início dos estudos para automatização das máquinas para fabricação de peças, com grande produção e alta qualidade. Assim nasceu a idéia de construir uma máquina que não tivesse a necessidade da mão de obra do ser humano. Surgiu então a Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 8 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” primeira máquina comandada numericamente, foi uma fresadora de três eixos da Cincinnati que teve seus comandos manuais substituídos pelo comando numérico. Histórico Século XIV – Aplicação de cilindros com canais, utilizados para controlar o movimento de figuras ornamentais em relógios de igrejas. 1808 – Joseph M. Jacquard através de furos perfurados sobre cartões de chapas de metal, arranjados de várias formas, pode controlar automaticamente as máquinas de tecelagem. A presença ou ausência de furos determinavam a necessidade ou não de ativar um ponto, definindo assim o desenho desejado. 1863 – M. Founeaux desenvolveu o controle automático das pianolas. Conforme a passagem de ar podia-se controlar e ativar o mecanismo do teclado e assim produzir as melodias. 1948 – John C. Parsons cria o método numérico para controle de trajetórias. Nesta mesma época, em função do grande desafio de produzir componentes aeronáuticos de formas complexas e de precisão, tal método foi incorporado a uma máquina-ferramenta. A idéia era desenvolver uma máquina que controlasse seu posicionamento (fuso) diretamente da saída do computador. Assim, John C. Parsons e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) propuseram os seguintes passos: Uso do computador para calcular o caminho da ferramenta e armazenar estes dados em cartões perfurados Uso de dispositivos de leituras na máquina-ferramenta para ler estes cartões perfurados Uso de um sistema de controle, que, continuamente, fornecem os dados apropriados para os motores de acionamentos, que seriam conectados aos fusos de roscar das máquinas. Esse controle faria o sincronismo entre a rotação e o avanço 1949 – No laboratório de Servomecanismo do MIT, com a união da U.S. Air Force (Força Aérea Norte Americana) e a empresa Parsons Corporation of Traverse City – Michigan, foi adotada a fresadora de três eixos, a Hydrotel, da Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 9 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Cincinnati Milling Machine Company. Os controles e comandos convencionais foram retirados e substituídos pelo comando numérico (CN), dotado de leitora de fita de papel perfurado, unidade de processamento de dados e servomecanismo nos eixos. 1952 – A primeira máquina ferramenta controlada numericamente foi demonstrada com sucesso. A unidade de controle era constituída de válvulas, controlando 3 eixos e com dispositivo de leitura de fita perfurada (código binário). O uso do computador era exigido, principalmente, devido às complexas trajetórias da ferramenta de corte. A união do computador ao "hardware" da máquina caracterizou a segunda revolução industrial. 1953 – Publicação dos relatórios do novo sistema. 1956 – Trocador automático de ferramentas e adaptação de máquinas convencionais. APT – (Automatically Programmed Tools), linguagem automática desenvolvida pelo MIT para programação de máquinas. 1957 – Aplicação na U.S. Air Force das máquinas NC. Cooperação entre a Associação da Indústria Aeronáutica e o MIT. Nos Estados Unidos, a grande corrida para fabricação de máquinas CN. Auto Prompt – (Automatic Programming of Machine Tools). 1958 – Controle de posicionamento ponto a ponto e geração contínua de contornos. EIA – (Electronics Industries Association) padronização dos tipos de linguagem. Fita perfurada – para entrada de dados em máquinas CN RS–244 depois EIA244A ou ASCII – atualmente é o meio mais utilizado na entrada de dados para o CNC via computador. 1960 – Aplicação bastante ampla das máquinas NC nas indústrias de manufatura. 1967 – Primeiras máquinas controladas numericamente no Brasil importadas dos Estados Unidos. 1970 – Primeiras máquinas CN no Brasil de fabricação nacional. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 10 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 1980 – Surgimento dos sistemas CAD/CAM e DNC para geração e transmissão de programas para as máquinas CNC. Aparecimento dos sistemas FMS (Sistema Flexível de Manufatura) com a utilização de máquinas CNC. O que é Comando Numérico? Comando numérico são as informações geométricas e dimensionais de uma peça, transmitidas através de desenho técnico mecânico e escritas em uma linguagem própria em forma de comando. O que é Comando Numérico Computadorizado? Instruções de programa. São as instruções entendidas e processadas através de um CNC (hardware) possibilitando a automação da operação de usinagem. Em outras palavras, a habilidade manual que era exigida dos técnicos responsáveis pelas máquinas, passou a ser habilidade intelectual. O trabalho que o ser humano fazia com as mãos, passou a ser feita virtualmente através das informações. Os sinais elétricos são responsáveis pelo acionamento e controle dos motores que darão à máquina os movimentos desejados com todas as características da usinagem, realizando a operação na sequência programada sem a intervenção do operador. O CNC não pode ser visto apenas como um programa (software) ou como um sistema eletrônico (hardware) que atua diretamente no equipamento, ele é um processo responsável por mudanças na cultura da empresa. Ele envolve pessoas (peopleware). Ele é o conjunto dos três elementos: “Software”, “Hardware” e “Peopleware”. Vantagens da Utilização do CNC Redução nos tempos de fabricação de peças. Maior repetibilidade na sequência das operações, fazendo com que os as tolerâncias sejam cada vez menores e os tempos padrões previstos sejam cada vez mais seguros e mais curtos. Maior precisão nos cálculos de custos, nos controles de carga máquina, nos controles de carga homem (man power) com melhor aproveitamento de todos os recursos existentes na empresa. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 11 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Melhor controle no consumo de ferramentas. Maior facilidade no controle do estoque. Melhor desenvolvimento e teste defornecedores. Redução nos tempos de preparação (setup) tornando viável a produção de pequenos e médios lotes. Redução de itens acabados no estoque. Redução nos tempos e na frequência com que as inspeções de qualidade são efetuadas. Redução nos índices de refugos e retrabalhos. Repetibilidade na qualidade produzida. Maior precisão dimensional e geométrica na operação. Redução no consumo de ferramentas por trabalhar nas condições de corte mais adequadas e constantes. Redução na variedade e nos custos de ferramentas especiais Redução na fadiga do operador, acarretando uma produção constante e aumento na eficiência, com menor esforço. Isso permite passar o trabalho físico do homem para o trabalho intelectual e o trabalho braçal para as máquinas. Regras de Segurança Em estudo feito durante as décadas de 60 e 70, a máquina CNC foi considerada uma das mais perigosas quanto à operação. É uma máquina computadorizada e só funciona com a ordem do ser humano, o operador. Quando o ser humano emite uma ordem, a máquina simplesmente obedece. Ela por si só não sabe diferenciar o que é certo ou o que é errado. Por esse motivo, o responsável pela máquina equipada com CNC deve ser muito bem preparado quanto às operações e as regras de segurança pessoal e do equipamento, para poder assumir as responsabilidades que a máquina CNC exige. Apresentamos abaixo, algumas medidas de segurança importantes a serem seguidas. Trajar os EPI’s como óculos de segurança, roupas, luvas e sapatos adequados para ambiente de produção em usinagem. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 12 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Não trajar anéis, brincos, pulseiras, relógio de pulso, colar, roupas demasiadamente largas ou qualquer objeto que possa provocar armadilhas ao operário durante o trabalho. Cabelos compridos devem ser amarrados e presos por redes ou por sua própria roupa. Tomada de decisão o operador deve saber, antes de emitir a ordem de partida de comando para a máquina, quais serão os movimentos que a máquina irá executar com o comando. Só depois de saber, pode emitir a ordem de partida. Não operar máquinas CNC com portas abertas. Ter certeza do funcionamento dos limites de segurança da máquina. Regras de Manutenção Toda máquina equipada com CNC é montada com elementos de alta precisão, qualidade e confiabilidade. Geralmente muito caros e delicados. Para garantir seu bom funcionamento, sempre conforme a necessidade é necessária a atenção para com a manutenção. Apresentamos a seguir itens considerados importantes para a manutenção: Sistemática: manutenção que deve ser feita diariamente após seu uso. Conservação: são cuidados apresentados no plano de manutenção. Lubrificação: internamente é feita através de central. O nível baixo do reservatório de óleo provoca erro e a máquina para. Ele deve ser mantido sempre acima do mínimo para manter a máquina ativa. As partes que não recebem pinturas devem ser mantidas cobertas com uma película protetora de lubrificante apropriado evitando assim a oxidação prematura. Preventiva: são itens que devem ser verificados periodicamente conforme o plano de manutenção da máquina. Preditiva: técnica que permite determinar um problema logo em seu início (análise de ruídos, análise de comportamentos, análise de vibração, termo grafia, ferro grafia, análise de óleo, ultrassom, etc.). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 13 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Conclusão Hoje, próximo a segunda década do século XXI, podemos concluir que CNC pode ser visto por diferentes pontos de vista. CNC é um sistema que elimina os comandos manuais e coloca comandos automáticos em uma máquina convencional. Sistema que automatiza uma máquina convencional CNC são as iniciais de Comando Numérico Computadorizado – Software CNC são as iniciais de Controle Numérico Computadorizado – Hardware Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 14 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Informações Preliminares Requisitos necessários que devemos nos atentar antes de se programar uma máquina equipada com CNC. Estudo do Desenho da Peça Há necessidade de uma análise sobre a viabilidade de execução da peça em conta, as dimensões exigidas, sobremetal, ferramental necessário, fixação do material, etc. Estudo dos Métodos e Processos Definir as fases de usinagem de cada peça a ser executada, estabelecendo assim o que fazer e quando fazer. Escolha das Ferramentas A escolha de um bom ferramental é fundamental para um bom aproveitamento do equipamento, bem como, a sua posição no magazine para minimizar o tempo de troca. Definição dos Parâmetros de Corte Em função do material a ser usinado, buscar junto ao fabricante de ferramentas os dados de corte como velocidade de avanço (F), rotação do eixo árvore (S), profundidade de corte (Ap) e avanço lateral da ferramenta (Ae). Conhecer os Parâmetros Físicos da Máquina e sua Programação É preciso conhecer todos os recursos de programação disponíveis e a capacidade de remoção de cavacos, bem como, rotação máxima do eixo árvore e número de ferramentas, visando otimizar a programação e operação. Além destes itens, o programa para centro de usinagem poderá conter sub- rotinas ou subprogramas. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 15 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Revisão de Matemática Controle Numérico Computadorizado – CNC – são todas as informações geométricas e dimensionais de uma peça, transmitidas através de desenho técnico mecânico, entendidas e processadas através de um comando, possibilitando assim a automação da operação de usinagem sem a interferência do homem. Por esse motivo o ser humano que trabalha no chão de fábrica deixou de utilizar as suas habilidades manuais para desenvolver suas habilidades intelectuais. Para tornar essa realidade viável, os projetos de máquinas foram revistos e atualizados e as máquinas equipadas com CNC são construídas obedecendo rigorosamente às regras de matemática. Portanto, para um melhor entendimento dos conceitos de CNC, temos necessidade de lembrar alguns conceitos importantes da matemática que ajudarão o entendimento de como é construída a máquina equipada com CNC. Medidas Angulares Para medir ângulos usamos um instrumento denominado transferidor de ângulos. Quando medimos um ângulo, precisamos observar duas linhas básicas: A linha horizontal que recai sobre 0° A linha vertical que recai sobre 90° Ao medirmos um ângulo, colocamos o transferidor sobre ele de modo que a linha horizontal fique sobre um dos lados do ângulo e a linha vertical encontre o vértice do ângulo que fica sobre a parte graduada. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 16 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Veja na figura a seguir o ângulo de 59º sendo medido no transferidor: Classificação dos Ângulos Os ângulos eles são classificados em: 1. Ângulos retos 2. Ângulos agudos 3. Ângulos obtusos 4. Ângulos complementares 5. Ângulos suplementares 6. Ângulos opostos pelo vértice 7. Ângulos alternos internos e externos 1. Ângulos retos: são os ângulos que medem 90°. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 17 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 2. Ângulos agudos: são os ângulos menores que 90°. 3. Ângulosobtusos: são os ângulos maiores que 90°. 4. Ângulos complementares: dois ou mais ângulos são complementares quando a soma de suas medidas é igual a 90°. Dizemos neste caso que um ângulo é o complemento do outro. Por exemplo, 20º é complementar de 70º ou 70º é complementar de 20º. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 18 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 5. Ângulos suplementares: dois ou mais ângulos são suplementares quando a soma de suas medidas é 180°. Dizemos neste caso, que um ângulo é suplementar do outro. Por exemplo, 110º é suplementar de 70º ou 70º é suplementar de 110º. 6. Ângulos opostos pelo vértice: duas retas que se interceptam dão origem a quatro ângulos opostos pelo vértice dois a dois. Os ângulos opostos pelo vértice são iguais. Ângulo A é igual ao ângulo B. Ângulo C é igual ao ângulo D. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 19 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 7. Ângulos alternos internos e externos: duas retas paralelas interceptadas por outras duas retas paralelas dão origem a oito ângulos. Quatro são alternos internos e quatro alternos externos. Os ângulos alternos internos e os ângulos alternos externos são suplementares. Os ângulos A e B são suplementares dos ângulos C e D Relações Métricas O triângulo retângulo, como o próprio nome diz, é aquele que tem um ângulo reto (90º). Todo triângulo é formado por três lados. Os dois lados que formam o ângulo de 90º recebem o nome de catetos. O terceiro lado é oposto ao ângulo de 90º e liga as duas extremidades dos catetos e recebe o nome de hipotenusa (o maior lado de um triângulo retângulo). Os dois ângulos formados pela hipotenusa e os catetos, são complementares, ou seja, a soma entre eles é 90º. A figura a seguir ilustra o triângulo retângulo com sua nomenclatura. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 20 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Teorema de Pitágoras Segundo o Teorema de Pitágoras temos: A soma do quadrado dos Catetos é igual ao quadrado da Hipotenusa. Matematicamente temos a expressão: hipotenusa2 = cateto2 + cateto2 Utilizando a b c como o nome dos lados do triângulo retângulo, podemos escrever o Teorema de Pitágoras como a2 = b2 + c2. Veja na figura a seguir: Relações Trigonométricas Considerando no triângulo retângulo, qualquer dos lados em relação a um dos ângulos, diferente do ângulo reto (90°), temos as seguintes relações: Seno de um ângulo: é a relação existente entre o Cateto Oposto e a Hipotenusa. A abreviação da palavra seno é sen(α) e lê-se seno de um ângulo. SEN(α) = CO / HIP Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 21 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Cosseno de um ângulo: é a relação existente entre o Cateto Adjacente e a Hipotenusa. A abreviação da palavra cosseno é cos(α) e lê-se cosseno de um ângulo. COS(α) = CA / HIP Tangente de um ângulo: é a relação existente entre o Cateto Oposto e o Cateto Adjacente. A abreviação da palavra tangente é tan(α) e lê-se tangente de um ângulo. TAN(α) = CO / CA Na figura abaixo, um resumo da teoria vista anteriormente Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 22 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” . Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 23 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 24 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Sistema de Coordenadas Os dados numéricos utilizados na programação de máquinas CNC podem ser cotas de posicionamento, quantidades ou valores reais, como por exemplo, RPM. As cotas de posicionamento são definidas segundo um sistema de coordenadas cartesianas (Norma DIN-66217). Este sistema garante à ferramenta ser comandada exatamente através dos percursos que realize, porque os pontos na área de trabalho da máquina estão definidos. Todas as máquinas ferramenta CNC são comandadas por um sistema de coordenadas cartesianas na elaboração de qualquer perfil geométrico. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 25 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Para que este sistema possa ser usado no espaço tridimensional, criou-se um terceiro eixo, identificado pela letra Z ortogonal aos outros dois como mostra a figura a seguir: Para que a máquina possa trabalhar com as posições especificadas, estas têm que ser declaradas em um sistema de referência, que corresponde ao sentido do movimento da ferramenta (eixos X Y Z). O sistema de coordenadas da máquina é formado por todos os eixos existentes fisicamente na máquina. Eixo X refere-se às medidas na direção Longitudinal da mesa Eixo Y refere-se às medidas na direção Transversal da mesa Eixo Z refere-se às medidas na direção Vertical da ferramenta As direções dos eixos seguem a “regra da mão direita”. As pontas dos dedos indicam o sentido positivo dos eixos. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 26 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Coordenadas Absolutas No modo de programação em absoluto as posições são medidas a partir da posição zero atual (zero peça) estabelecido. Com vista ao movimento da ferramenta isto significa: A dimensão absoluta descreve a posição para a qual a ferramenta deve ir. As coordenadas absolutas são definidas através do código G90 e seus valores sempre estarão em relação ao ponto zero da peça. Exemplo: Exercício Faça o deslocamento, partindo da referência dada, contornando o perfil da peça a seguir utilizando o sistema de coordenadas absolutas. Ponto Eixo X Eixo Y P1 20 35 P2 50 60 P3 70 20 Ponto Eixo X Eixo Y O A B C D E F G H O Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 27 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Coordenadas Incrementais No modo de programação em incremental as posições dos eixos são medidas a partir da posição anteriormente estabelecida. Com vista ao movimento da ferramenta isto significa: A dimensão incremental descreve a distância a ser percorrida pela ferramenta a partir da posição atual da mesma. As coordenadas incrementais são definidas através do código G91 e seus valores sempre estarão em relação a posição anteriormente estabelecida. Exemplo: Exercício Faça o deslocamento, partindo da referência dada, contornando o perfil da peça a seguir utilizando o sistema de coordenadas incrementais. Ponto Eixo X Eixo Y P1 20 35 P2 30 25 P3 20 -40 Ponto Eixo X Eixo Y O A B C D E F G H O Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 ComandoSIEMENS 810D 28 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” EIXO X EIXO Y A B C D E Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 29 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 30 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Estrutura de Programação Funções Preparatórias “G” As funções preparatórias G indicam ao comando o modo de trabalho, ou seja, indicam a máquina o que fazer, preparando-a para executar um tipo de operação, ou para receber uma determinada informação. Essas funções são dadas pela letra “G”, que é seguida também por um número que indica a função. Este número, geralmente formado por dois dígitos (de 00 a 99), define ao comando o modo de trabalho ou a condição de trajetória a executar. De fabricante para fabricante existem diferenças quanto as funções representadas pelos códigos G ou mesmo pelas funções M que estudaremos mais adiante. Você pode ver a lista dessas funções no final desta apostila. A norma DIN 66025 estabelece os códigos utilizados na programação de CNC, mas alguns fabricantes de comandos não seguem estas normas e usam instruções semelhantes ou teclado com símbolos próprios. As funções de programação se dividem em dois grupos: Modais: são as funções que uma vez programadas permanecem na memória do comando, valendo para todos os blocos posteriores, a menos que modificadas ou canceladas por outra função do mesmo grupo. Não modais: são as funções que todas as vezes que requeridas, devem ser programadas, ou seja, são validas somente no bloco que as contem. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 31 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Na linguagem “G”, utilizaremos algumas letras do alfabeto para poder passar as informações necessárias à máquina. N Endereço para número de blocos de (N1 a N9999). G Endereço para função de trajetória, funções preparatórias. X Y Z Endereço para eixos de posição. CR Endereço para raios na interpolação circular. I J K Endereço para centro do raio na interpolação circular. AC Endereço Absoluto não modal. IC Endereço Incremental não modal. S Endereço para rotação do eixo arvore em RPM (Rotações por Minuto). F Endereço para velocidade de avanço da ferramenta. T Endereço para chamada de ferramenta. M Endereço para funções miscelâneas (auxiliares). P Endereço para temporização, repetição de sub-rotina. D Endereço para correção de altura e de raio da ferramenta. Arquitetura do Programa Um programa de CNC bem estruturado pode ser dividido em cinco partes. Cabeçalho Padrão Aproximação Trabalho Afastamento Finalização Cabeçalho Padrão É a parte do programa onde definimos as funções preparatórias e preparamos a máquina para iniciar a execução de um programa. Todo programa deve ter um cabeçalho, em sua grande maioria os cabeçalhos terão a mesma sequência de informações. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 32 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Exemplo: EXEMPLO.MPF Identificação do programa. N05 G17 G71 G64 G90 G94 Funções preparatórias. N10 T03 ; FRESA DIAM 10MM Chamada da ferramenta que será utilizada. N15 M06 Executa a troca de ferramenta. N20 G54 S3200 M03 Informa a posição da peça, liga eixo árvore a 3200RPM no sentido horário. N25 G00 D01 Z100 Informa velocidade de deslocamento e altura da ferramenta. Funções G17, G18 e G19 – aplicação: seleciona o Plano de Trabalho As funções G17, G18 e G19 permitem selecionar o plano no qual se pretende executar interpolação circular (incluindo compensação de raio de ferramenta). Estas funções são modais. G17 seleciona o plano de trabalho para os eixos XY G18 seleciona o plano de trabalho para os eixos XZ G19 seleciona o plano de trabalho para os eixos YZ Observação: O plano de trabalho G17 é o mais utilizado para gerar perfis e por isso será utilizado como padrão. Porém em alguns casos é necessário trabalhar nos demais planos. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 33 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Funções G70 e G71 – aplicação: seleciona o Sistema de Unidade de Medida Um bloco G70 no início do programa instrui o comando para usar valores em polegadas para os posicionamentos e movimentos dos eixos, avanços e correções. A função G70 é modal. Um bloco G71 no início do programa instrui o comando para usar valores em milímetros para os posicionamentos e movimentos dos eixos, avanços e correções. A função G71 é modal. Funções G60 e G64 – aplicação: seleciona o Posicionamento da Ferramenta A função G60 é utilizada para executar movimentos exatos, por exemplo, cantos vivos. Com isso a cada movimento executado, o comando gera uma pequena parada dos eixos envolvidos nestes movimentos (default). A função G60 é modal. A função G64 é utilizada para que o comando possa ler alguns blocos a frente e fazer os movimentos de forma contínua, sem parar os eixos entre um bloco e outro. A função G64 é modal. Funções G90 e G91 – aplicação: seleciona o Sistema de Coordenadas A função G90 prepara a máquina para executar os movimentos da ferramenta em coordenadas absolutas tendo uma origem pré-fixada para a programação (ponto zero da peça). A função G90 é modal. X=AC(50) Y=AC(35) Z=AC(-10) (não modal). A função G91 prepara a máquina para executar os movimentos da ferramenta em coordenadas incrementais. Assim, todas as medidas são feitas através da distância a se deslocar. A função G91 é modal. X=IC(50) Y=IC(35) Z=IC(-10) (não modal). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 34 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Funções G94 e G95 – aplicação: seleciona a Velocidade de Avanço da Ferramenta A função G94 prepara a máquina para executar os movimentos da ferramenta com velocidade de avanço em mm/minuto ou polegada/minuto. A função G94 é modal. A função G95 prepara a máquina para executar os movimentos da ferramenta com velocidade de avanço em mm/revolução ou polegada/revolução. A função G95 é modal. Obs.: a velocidade de avanço é programada através do endereço F. Funções T e M06 – aplicação: seleciona a Ferramenta e Executa a Troca Através da programação do endereço T seguido do número da ferramenta, ocorre a seleção da ferramenta e posicionamento do magazine de ferramentas. Para liberar a troca da ferramenta deve-se programar a função M6 ou M06 para auxiliar a função T. No comando SIEMENS, esses comandos são programados em blocos separados. Funções G54 a G57 – aplicação: seleciona o Sistema de Coordenadas de Trabalho O sistema de coordenadas de trabalho define como zero um determinado ponto referenciado na peça. Por este ponto passará o Plano Cartesiano da Peça (Ponto Zero Peça). Ponto zero peça é a distância medida do ponto zero da máquina até o ponto zero da peça. Este sistema pode ser estabelecido por uma das funções G54, G55, G56 e G57 e seus valores devem ser inseridos na página de Deslocamento de Ponto Zero Peça. Estas funções são modais. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 35 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Funções S e M – aplicação: seleciona a Rotação do Eixo Árvore e Sentido de Giro Para ativar o giro do eixo árvore deve-se programar a função S seguida do valor da rotação desejada em RPM (rotações por minuto) acompanhada da função M que indica o sentido de giro. M3 ou M03 liga a rotação do eixoárvore no sentido horário. M4 ou M04 liga a rotação do eixo árvore sentido no anti-horário. M5 ou M05 desliga a rotação do eixo árvore. A rotação do eixo árvore é um dado de corte muito importante, obtido através de fórmula, levando-se em consideração o material da ferramenta de corte, o material a ser usinado, acabamento superficial desejado e a operação a ser realizada. Está diretamente relacionada com o diâmetro da ferramenta e a Vc (velocidade de corte), este último fornecido através de catálogos pelos fabricantes das ferramentas de corte. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 36 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Função G00 – aplicação: Interpolação Linear com Avanço Rápido A função G0 ou G00 define o modo de movimentação dos eixos. Usa-se esta função sempre que a ferramenta não está em contato com a peça, em movimentos de aproximação e recuo, nunca em usinagem, pois a máquina move-se para a posição programada com a maior velocidade de avanço disponível. Com esta função obtêm- se movimentos retilíneos dos eixos. A função G00 é modal. Função D01 – aplicação: Compensação de Altura e Raio da Ferramenta A uma ferramenta podemos atribuir de 1 até 3 corretores para cada ferramenta. O endereço “D” corresponde tanto ao comprimento quanto ao raio da ferramenta. Estas informações são cadastradas na máquina pelo operador. Comprimento Raio da Ferramenta Corretores de ferramenta D01 D02 D03 Ferramenta Comprimento Raio Comprimento Raio Comprimento Raio T01 123,96 6,00 135,06 6,00 T05 196,22 10,00 196,22 10,05 196,15 9,98 T19 155,01 8,00 T21 201,45 4,00 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 37 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Aproximação e Trabalho Trabalho é o seguimento do programa onde a ferramenta realiza seu trabalho de usinagem, ou seja, a ferramenta realiza o seu trabalho de transformação da matéria prima em produto acabado ou semiacabado através da remoção de cavacos. Sempre antes de executar o trabalho fazemos um posicionamento de aproximação da ferramenta até o PES (Ponto de Entrada e Saída). Para usinagens externas adotaremos como padrão uma distância de aproximação igual a 3x o raio da ferramenta para o cálculo do PES. Exemplo: N30 G00 X-15 Y-15 ; PES Vá rápido até a coordenada X-15 Y-15. N35 G00 Z10 M08 Vá rápido até a coordenada Z10 ligando a refrigeração externa. N40 G01 Z-4 F600 ; AP Vá com avanço programado até a coordenada Z-4. N45 G01 X0 Y-5 ; A Vá com avanço programado até a coordenada X0 Y-5. N50 G01 X0 Y60 ; B Vá com avanço programado até a coordenada X0 Y60. N55 G01 X100 Y60 ; C Vá com avanço programado até a coordenada X100 Y60. N60 G01 X100 Y0 ; D Vá com avanço programado até a coordenada X100 Y0. N65 G01 X-5 Y0 ; E Vá com avanço programado até a coordenada X-5 Y0. N70 G01 X-15 Y-15 ; PES Vá com avanço programado até a coordenada X-15 Y-15. Função G01 – aplicação: Interpolação Linear com Avanço Programado A função G1 ou G01 define o modo de movimentação dos eixos. Usa-se esta função sempre que a ferramenta está em contato com a peça, em movimentos de usinagem, pois a máquina move-se para a posição programada com a velocidade de avanço F definida pelo programador. Com esta função obtêm-se movimentos retilíneos dos eixos. A função G01 é modal. Função F – aplicação: Velocidade de Avanço Geralmente em Centros de Usinagem a CNC utiliza-se o avanço em mm/min (G94), mas este também pode ser utilizado em mm/rev (G95). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 38 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” A velocidade de avanço é um dado de corte muito importante, obtido através de fórmula, levando-se em consideração o material da ferramenta, o material a ser usinado, acabamento superficial desejado e a operação a ser realizada. Afastamento e Finalização Finalização é a parte do programa que faz os cancelamentos das funções ativadas para encerrar o programa que foi executado e reiniciar um novo ciclo. Sempre antes de finalizar o trabalho fazemos um posicionamento de afastamento da ferramenta. Exemplo: N75 G00 Z100 M09 Vá rápido até a coordenada Z50 desligando a refrigeração externa. N80 G53 X-380 Y0 Vá rápido até o ponto de troca de peça. N85 M30 Fim de programa com retorno ao início. Função G53 – aplicação: seleciona o Sistema de Coordenadas de Máquina O sistema de coordenadas de máquina define como zero um determinado ponto referenciado na máquina. Por este ponto passará o Plano Cartesiano da Máquina (Ponto Zero Máquina). Ponto zero máquina é ponto de construção da máquina onde nascem todos os outros sistemas de coordenadas. Função M30 – aplicação: Fim de Programa com Retorno ao Início Esta função é utilizada para finalizar o programa e “rebobinar” o programar. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 39 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” EXEMPLO.MPF Identificação do programa. N05 G17 G71 G64 G90 G94 Funções preparatórias. N10 T03 ; FRESA DIAM 10MM Chamada da ferramenta. N15 M06 Executa troca de ferramenta. N20 G54 S3200 M03 Ponto zero da peça e liga eixo árvore sentido horário. N25 G00 D01 Z100 Vá rápido, compensando a altura da ferram. até a altura de segurança. N30 G00 X-15 Y-15 ; PES Afastamento da ferramenta (PES). N35 G00 Z10 M08 Aproximação da ferramenta em Z. N40 G01 Z-4 F600 ; AP Profundidade de usinagem (AP). N45 G01 X0 Y-5 ; A Deslocamento de usinagem (A). N50 G01 X0 Y60 ; B Deslocamento de usinagem (B). N55 G01 X100 Y60 ; C Deslocamento de usinagem (C). N60 G01 X100 Y0 ; D Deslocamento de usinagem (D). N65 G01 X-5 Y0 ; E Deslocamento de usinagem (E). N70 G01 X-15 Y-15 ; PES Afastamento da ferramenta (PES). N75 G00 Z100 M09 Recuo até altura de segurança. N80 G53 X-380 Y0 Recuo da mesa até o ponto de troca de peça. N85 M30 Fim de programa com retorno ao início. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 40 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 41 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 42 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 43 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Interpolação Circular Funções G02 e G03 Estas funções executam operações de usinagem de arcos pré-definidos através de uma movimentação apropriada e simultânea dos eixos. Podem-se gerar arcos no sentido horário G2 ou G02 e no sentido anti-horário G3 ou G03 de acordo com o sentido da trajetória da ferramenta, permitindo produzir círculos inteiros ou arcos de círculo. Exemplo de sintaxe: G2 / G3 X__ Y__ Z__ CR=__ F__ G2 / G3 X__ Y__ Z__ I__ J__ K__ F__ X Y Z = coordenadas do ponto final dainterpolação CR = valor do raio da interpolação I = centro da interpolação no eixo X J = centro da interpolação no eixo Y K = centro da interpolação no eixo Z (utilizado nos planos G18 ou G19) F = velocidade de avanço (opcional) Regra geral para utilização de G02 / G03 no plano G17 Para se programar uma interpolação circular no plano G17, temos a opção de informar apenas o valor do raio da interpolação através do endereço CR=, bem como definirmos o centro do raio da interpolação através dos endereços I e J. Durante nosso curso iremos programar utilizando os endereços I e J, para isso temos que seguir três regras básicas: 1. Definir o sentido da interpolação G02 – sentido horário G03 – sentido anti-horário Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 44 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 2. Definir as coordenadas (absolutas) do ponto final da interpolação nos eixos X e Y 3. Definir as coordenadas (incrementais) do ponto central do raio, tendo como referência o ponto de início da interpolação nos eixos I e J I – paralelo ao eixo X J – paralelo ao eixo Y A Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 45 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 46 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 47 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Compensação do Raio de Corte Funções G40, G41 e G42 A compensação do raio de ferramenta permite corrigir a diferença entre o raio da ferramenta programado e o atual, através de um valor inserido na página de corretores de ferramenta. G40 = desliga a compensação de raio da ferramenta. G41 = liga a compensação de raio da ferramenta quando a mesma trabalha a esquerda do perfil. G42 = liga a compensação de raio da ferramenta quando a mesma trabalha a direita do perfil. Para o cálculo dos percursos da ferramenta o comando necessita das seguintes informações: T (número da ferramenta) e D (corretor da ferramenta). Obs.: No comando SIEMENS geralmente usa-se D1 como corretor da ferramenta. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 48 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Para ligar ou desligar a compensação do raio da ferramenta G40, G41 ou G42 temos de programar um comando de posicionamento com G00 ou G01 (o comando não executa a compensação do raio da ferramenta em interpolação circular), com movimento de pelo menos um eixo (preferencialmente os dois) X e/ou Y no plano G17. Regra geral: para ativar ou desativar a compensação de raio de ferramenta, deve- se posicionar a ferramenta a uma distância segura da peça, para que a máquina tenha espaço suficiente para executar o comando. Recomenda-se uma distância igual ao diâmetro da ferramenta. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 49 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Profundidade: 12 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 50 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 51 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Subprograma Por princípio, um subprograma é constituído da mesma maneira que um programa de peças e compõem-se de blocos com comando de movimentos. O subprograma contém uma sequência de operações de trabalho que devem ser executadas várias vezes e pode ser chamado e executado por qualquer programa principal ou até mesmo por outro subprograma. A estrutura do subprograma é idêntica à do programa principal, somente um item os diferenciam: Subprogramas são terminados com a função M17 – fim de subprograma Programas principais são terminados com a função M30 – fim de programa com retorno ao início Como o comando trata os programas e subprogramas como arquivos, para diferenciá-los são dadas extensões diferentes: MPF para os programas principais e SPF para os subprogramas. Cabe ao subprograma toda a parte de usinagem da peça, ou seja, Trabalho e as partes Cabeçalho Padrão e Finalização devem ficar no programa principal. Em alguns casos podemos programar a Aproximação e o Afastamento em um subprograma de posicionamento o qual irá chamar o subprograma de usinagem. Portanto iremos trabalhar com dois ou mais programas, cada um com uma função diferente ao invés de submetermos todas as funções em um único programa. Logo após o Cabeçalho Padrão devemos colocar uma linha de chamada de subprograma que deve ser escrita da seguinte maneira: N45 SUB_PECA1 P15 SUB_PECA1 – nome (endereço) do subprograma P – letra auxiliar para as repetições do subprograma Quando desejamos que o subprograma seja executado apenas uma vez podemos escrever da seguinte maneira. N45 SUB_PECA1 ou N45 SUB_PECA1 P1 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 52 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Na falta de identificação do número de repetições a máquina interpretará como um único passe. Profundidade total a ser usinada (PROF): 6mm Quantidade máxima de material a ser removida por passe (AP): 2mm (inc = abreviação para incremento de corte) A quantidade de repetições do subprograma é calculada através da fórmula: REP = PROF / AP Onde: REP – quantidade de repetições do subprograma PROF – profundidade total do perfil AP – incremento de corte no eixo Z Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 53 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Cabeçalho Finalização Trabalho PAG52.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T01 ; FRESA DIAM 12MM N15 M06 N20 G54 S3200 M03 N25 G00 D01 Z100 N30 G00 X-68 Y-48 ; PES N35 G00 Z10 M08 N40 G01 Z0 F800 ; Z INICIAL N45 PAG52_1 P3 N50 G00 Z100 M09 N55 G53 X-380 Y0 N60 M30 PAG52_1.SPF N05 G01 Z=IC(-2) ; AP N10 G01 G41 X-50 Y-36 ; A N15 G01 X-50 Y15 ; B N20 G02 X-35 Y30 I15 J0 ; C N25 G01 X10 Y30 ; D N30 G03 X30 Y30 I10 J0 ; E N35 G02 X50 Y10 I0 J-20 ; F N40 G01 X50 Y-30 ; G N45 G01 X-56 Y-30 ; H N50 G01 G40 X-68 Y-48 ; PES N55 M17 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 54 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 55 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Repeat Label Ao contrário da técnica do subprograma onde devemos fazer um programa auxiliar, podemos gerar uma sub-rotina para repetir trechos que já estão definidos no próprio programa principal. Em alguns casos podemos usar essa técnica repetindo trechos já programados dentro de uma sub-rotina. LABEL = palavrade endereçamento para marcar o início e fim do desvio, ou bloco a ser repetido. REPEAT = parâmetro de repetição e vem seguido do LABEL_INICIO, LABEL_FIM e da função P que determina o número de repetições. PAG52.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T01 ; FRESA DIAM 12MM N15 M06 N20 G54 S3200 M03 N25 G00 D01 Z100 N30 G00 X-68 Y-48 ; PES N35 G00 Z10 M08 N40 G01 Z0 F800 ; Z INICIAL N45 INICIO: N50 G01 Z=IC(-2) ; AP N55 G01 G41 X-50 Y-36 ; A N60 G01 X-50 Y15 ; B N65 G02 X-35 Y30 I15 J0 ; C N70 G01 X10 Y30 ; D N75 G03 X30 Y30 I10 J0 ; E N80 G02 X50 Y10 I0 J-20 ; F N85 G01 X50 Y-30 ; G N90 G01 X-56 Y-30 ; H N95 G01 G40 X-68 Y-48 ; PES N100 FIM: N105 REPEAT INICIO FIM P2 N110 G00 Z100 M09 N115 G53 X-380 Y0 N120 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 56 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 57 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Parâmetros de Corte Definição dos parâmetros de corte Em função do material a ser usinado, bem como da ferramenta de corte utilizada e da operação executada, o programador deve estabelecer as rotações do eixo árvore e as velocidades de avanços das ferramentas que serão utilizadas. Para o cálculo de tais valores são necessários os parâmetros: Vc – velocidade de corte Ø – diâmetro da ferramenta Fz – avanço por faca Z – número de facas Vc – Velocidade de Corte A velocidade de corte é uma grandeza dada em m/min (metros por minuto) e é o espaço que a ferramenta percorre cortando um material dentro de um determinado tempo. Esse dado é necessário para calcular o RPM (rotações por minuto) do eixo árvore. Ela possui também grande efeito sobre o acabamento superficial da peça usinada, e depende de uma série de fatores tais como: Tipo de material da ferramenta Tipo de material a ser usinado Tipo de operação a ser realizada Condições de refrigeração Condições da máquina Vida da ferramenta Tolerância dimensional Acabamento superficial Estes valores são fornecidos nas tabelas dos fabricantes de ferramentas de corte de acordo com o material tanto da ferramenta quanto da peça e também da operação a ser realizada. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 58 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Ø – Diâmetro da Ferramenta Levando em consideração a formula por si só o diâmetro não deve sempre ser interpretado com o diâmetro da ferramenta, pois este deve ser o diâmetro do elemento rotativo, no caso de fresadoras e centro de usinagem se trata do diâmetro da ferramenta, mais em tornos, por exemplo, utiliza-se o diâmetro do material a ser usinado. Fz – Avanço por Faca Este valor, assim como a Vc, é obtido em tabelas e catálogos dos fabricantes de ferramentas de corte e representa a quantidade de material que será removido pela ferramenta a cada revolução completa. Z – Número de Facas O número de facas em alguns catálogos e livros podem ser denominados como número de dentes ou número de arestas. É a quantidade de insertos montados nos cabeçotes de fresamento ou o número de hélices nas fresas de topo inteiriças. Após termos todos os valores basta executar o cálculo utilizando as seguintes formulas: η = (VC * 1000) / (π * Ø) → (rpm) F = η * Fz * Z → (mm/min) Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 59 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Fresamento Discordante A maior espessura do cavaco é no final do corte. O movimento de avanço da mesa é oposto à rotação da ferramenta de corte. Vantagens: Contaminações ou escamas na superfície não afetam a vida da ferramenta; O progresso de corte é suave, desde que as facas da fresa estejam bem afiadas; Recomendado para máquinas convencionais. Desvantagens: A ferramenta tem a tendência de trepidar; A peça tem a tendência de ser puxada para cima, sendo importante uma fixação adequada; Desgaste mais rápido da ferramenta em relação ao fresamento concordante; Os cavacos caem na frente da fresa, disposição dos cavacos é difícil; É necessária uma potência maior devido ao atrito aumentado ocasionado pelo começo do cavaco na espessura mínima; O acabamento da superfície é prejudicado devido aos cavacos serem carregados para cima pela aresta de corte. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 60 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Fresamento Concordante O corte inicia-se na localização mais grossa do cavaco. O movimento de avanço da mesa e a rotação da ferramenta de corte têm a mesma direção. Vantagens: O componente para baixo da força de corte mantém a peça no seu lugar, especialmente para peças finas; Disposição dos cavacos mais fácil, pois os cavacos são removidos por detrás da fresa; Menor desgaste – a vida da ferramenta aumenta em até 50%; Melhor acabamento da superfície – é menos provável que os cavacos sejam carregados pelas arestas de corte da ferramenta; Necessita-se potência menor podendo ser utilizada uma fresa com ângulo de incidência elevado. Desvantagens: Este fresamento não é adequado para usinar peças que tenham escamas superficiais, tais como os metais trabalhados a quente, forjados e fundidos, pois as escamas são duras e abrasivas, causando desgaste excessivo e danos às facas da fresa, reduzindo assim a vida da ferramenta. Ø Ferramenta Z nº facas Material da peça Vc m/min Fz mm/faca RPM rot/min F (avanço) mm/min Ø 12 02 SAE 1045 180 0.22 Ø 03 02 SAE 1020 210 0.15 Ø 50 05 H 13 140 0.20 Ø 12 04 SAE 1045 180 0.22 Ø 16 02 H 13 140 0.15 Ø 16 04 Cobre 250 0.33 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 61 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Frame O que é Frame? Frame é uma expressão geométrica que descreve uma regra para o cálculo como, por exemplo, translação e rotação. Mediante os frames descreve-se, declarando coordenadas ou ângulos e partindo do sistema de coordenadas atual da peça, a posição de um sistema de coordenadas de alvo. As instruções Frame são programadas cada uma em um bloco próprio e executadas pela ordem da sua programação. No comando SIEMENS 810D estas funções são executadas através dos códigos: TRANS e ATRANS – deslocamento da origem de trabalho ROT e AROT – rotação do plano cartesiano de trabalho Função TRANS e ATRANS A função TRANS e ATRANS permite programar deslocamentos da origem de trabalho para todos os eixos na direção desejada. Com isso é possível trabalhar com pontos zeros alternativos no caso de usinagem repetida em posições diferentes da peça ou devido a limitação da quantidade de pontos zeros disponíveis no comando. A função TRANS X__Y__Z__ é utilizada para deslocar a origem de trabalho em relação ao ponto zero peça programado (G54 a G57) sempre em coordenadas absolutas. Para cancelarmos um deslocamento de zero peça deve-se programar o comando TRANS sem os deslocamentos dos eixos. N200 TRANS Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 62 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Exemplo de deslocamento de ponto zero peça: PAG62.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T04 ; FRESA DIAM 4MM N15 M06 N20 G54 S3200 M03 N25 G00 D01 Z100 N30 TRANS X20 Y20 ; 1 N35 G00 X-6 Y-6 ; PES N40 G00 Z10 M08 N45 G01 Z0 F800 ; Z INICIAL N50 PAG62_1 P10 N55 G00 Z10N60 TRANS X20 Y50 ; 2 N65 G00 X-6 Y-6 ; PES N70 G01 Z0 ; Z INICIAL N75 PAG62_1 P10 N80 G00 Z10 N85 G52 X70 Y20 ; 3 N90 G00 X-6 Y-6 ; PES N95 G01 Z0 ; Z INICIAL N100 PAG62_1 P10 N105 G00 Z100 M09 N110 TRANS N115 G53 X-380 Y0 N120 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 63 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Função ROT e AROT A função ROT e AROT permite programar um ângulo para o sistema de coordenadas de trabalho em relação ao plano de trabalho selecionado. Essa função também é aplicada em conjunto com a função TRANS ou ATRANS, deslocando primeiro o ponto zero da peça e depois rotacionando o sistema de coordenadas. Para ativarmos o comando programamos ROT RPL=__, onde: RPL – ângulo em que será rotacionado o sistema de coordenadas de trabalho Para cancelarmos a rotação do sistema de coordenadas de trabalho devemos programar a função ROT. NOTA: A função AROT deve ser usada sempre que um deslocamento de ponto zero estiver acionado com a função TRANS. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 64 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Exemplo de rotação de ponto zero peça: PAG64.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T04 ; FRESA DIAM 4MM N15 M06 N20 G54 S3200 M03 N25 G00 D01 Z100 N30 TRANS X20 Y10 ; 1 N35 G00 X-6 Y-6 ; PES N40 G00 Z10 M08 N45 G01 Z0 F800 ; Z INICIAL N50 PAG64_1 P10 N55 G00 Z10 N60 TRANS X20 Y40 ; 2 N65 AROT RPL=60 N70 G00 X-6 Y-6 ; PES N75 G01 Z0 ; Z INICIAL N80 PAG64_1 P10 N85 G00 Z10 N90 TRANS X55 Y35 ; 3 N95 AROT RPL=45 N100 G00 X-6 Y-6 ; PES N105 G01 Z0 ; Z INICIAL N110 PAG64_1 P10 N115 G00 Z100 M09 N120 TRANS N125 ROT N130 G53 X-380 Y0 N135 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 65 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 66 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 67 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 68 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Ciclos Fixos Os ciclos fixos são sub-rotinas que já vêm pré-programadas pelo fabricante do comando para facilitar a programação CNC. No comando SIEMENS temos nos ciclos de furação: furação simples, com quebra cavaco, roscamento, madrilamento entre outros. Nos ciclos de usinagem temos: usinagens de cavidades, faceamentos, roscas interpoladas entre outros. Os ciclos são compostos de um nome seguido de números, dispostos dentro de parênteses e separados por virgulas. Cada número representa uma ação ou dimensão que o programador deve definir. CYCLE __ (__ , __ , __ , __ , __ , __ , __ , __ , __) Notas: Nunca utilizar um nome de programa similar ao nome de um ciclo fixo pois o comando pode interpretar como chamada de sub-rotina Os dados de corte como avanço e rotação devem ser programados anteriormente em um bloco separado Devemos programar apenas um valor para a profundidade final DP = coordenada absoluta DPR = coordenada incremental a partir do plano de referência RFP Os parâmetros não necessários podem ser omitidos no bloco de programação ou receberem valor zero (0). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 69 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” CYCLE 82 – Furação Simples com Tempo de Espera A ferramenta fura com a rotação do eixo árvore e avança o eixo Z até a profundidade programada. Depois de atingida a profundidade pode-se programar um tempo de permanência. CYCLE82 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, DTB) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade da furação relativa ao plano de referência (RFP) DTB Tempo de espera na profundidade final da furação (segundos) PAG69.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T09 ; BROCA CENTRO N15 M06 N20 G54 S1000 M03 N25 G00 D01 Z100 N30 G00 X25 Y25 F50 M08 N35 CYCLE82 (10,0,3,-7,0,2) N40 G00 X50 Y60 N45 CYCLE82 (10,0,3,-7,0,2) N50 G00 Z100 M09 N55 T15 ; BROCA DIAM 12MM N60 M06 N65 G54 S530 M03 N70 G00 D01 Z100 N75 G00 X25 Y25 F53 M08 N80 CYCLE82 (10,0,3,-29,0,0) N85 G00 X50 Y60 N90 CYCLE82 (10,0,3,-29,0,0) N95 G00 Z100 M09 N100 G53 X-380 Y0 N105 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 70 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 71 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 72 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” MCALL – Chamada Modal Com esta função podemos executar os ciclos de forma modal. MCALL CYCLE__ ( __, __, __, __, __ ) ; Como será a furação X ... Y... ; Coordenada de furação X ... Y... ; Coordenada de furação X ... Y... ; Coordenada de furação MCALL ; Cancela a chamada modal A programação permite chamar sub-rotinas e ciclos também de forma modal, mantendo seus valores prévios de parâmetros. A chamada modal da sub- rotina é gerada através da função MCALL. Para desativarmos uma chamada de sub-rotina pela função MCALL basta programarmos a função sem o nome do ciclo. CYCLE83 – Quebra ou Descarga de Cavacos A ferramenta fura com a rotação do eixo árvore e avança o eixo até a profundidade programada, de forma que a profundidade final é atingida com sucessivas penetrações, podendo a ferramenta recuar até o plano de referência para eliminar os cavacos ou recuar 1 mm para quebra-los. CYCLE83 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, FDEP, FDPR, DAM, DTB, DTS, FRF, VARI) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade da furação relativa ao plano de referência (RFP) FDEP Coordenada para a primeira penetração da furação (absoluta) a partir do zero peça FDPR Primeira profundidade de furação relativa ao plano de referência (RFP) DAM Valor de decremento (AP, quebra cavaco) DTB Tempo de espera na profundidade final da furação (segundos) DTS Tempo de espera no ponto inicial e eliminação de cavacos FRF Fator de avanço para a primeira profundidade de avanço (FDEP ou FDPR) Gama de valores: 0,1 (10%) ... 1 (100%) VARI Modo de trabalho 0 = quebra de cavacos 1 = eliminar cavacos Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 73 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” PAG73.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T09 ; BROCA CENTRO N20 G54 S1000 M03 N25 G00 D01 Z100 F50 M08 N30 MCALL CYCLE82 (10,0,3,-7,0,2) N35 X30 Y30 N40 X45 Y30 N45 MCALL N50 G00 Z100 M09 N55 T05 ; BROCA DIAM 5MM N60 M06 N65 G54 S1200 M03 N70 G00 D01 Z100 F120 M08 N75 MCALL CYCLE83 (10,0,3, -100,0,-15,0,5,0,0,0.75,1)N80 X30 Y30 N85 X45 Y30 N90 MCALL N95 G00 Z100 M09 N100 G53 X-380 Y0 N105 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 74 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 75 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” CYCLE84 – Roscamento com Macho Rígido A máquina executa o roscamento com macho em fixação rígida. CYCLE84 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, DTB, SDAC, MPIT, PIT, POSS, SST, SST1) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade da furação relativa ao plano de referência (RFP) DTB Tempo de espera no fundo da rosca (quebra cavaco) SDAC Sentido de giro após o fim do ciclo. Valores 3 (M3), 4 (M4) ou 5 (M5) MPIT Passo da rosca como diâmetro de rosca (com sinal) Gama de valores: 3 (M3); 4 (M4); 5 (M5); ...; 48 (M48) Para roscas métricas normalizadas O sinal determina o sentido do roscamento (positivo = direita) PIT Passo da rosca como valor métrico (com sinal) Gama de valores: 0,001; ...; 5; 6; 8; ...; 2000 Roscas de modo geral (passo da rosca) O sinal determina o sentido do roscamento (positivo = direita) POSS Posição do fuso para a parada orientada do fuso no ciclo (graus) SST Rotação para roscamento (entrada) SST1 Rotação para retorno (saída) Notas: Devemos programar apenas um valor para o passo da rosca: MPIT (diâmetro da rosca) ou PIT (passo da rosca). Este processo permite roscar furos utilizando macho com fixação rígida. Roscas à esquerda ou roscas à direita são especificadas através do sinal dos parâmetros de passo MPIT ou PIT. Valor positivo = à direita (M3) Valor negativo = à esquerda (M4) O sentido de giro é sempre invertido automaticamente no retorno da ferramenta. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 76 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” PAG76.MPF N05 G17 G71 G64 G90 G94 N10 T09 ; BROCA CENTRO N20 G54 S1000 M03 N25 G00 D01 Z100 F50 M08 N30 X30 Y30 N35 CYCLE82 (10,0,3,-7,0,2) N40 G00 Z100 M09 N45 T08 ; BROCA DIAM 8.5MM N50 M06 N55 G54 S700 M03 N60 G00 D01 Z100 F70 M08 N65 X30 Y30 N70 CYCLE83 (10,0,3,-40,0, -15,0,5,0,0,0.75,1) N75 G00 Z100 M09 N80 T06 ; MACHO M10 x 1.5 N85 M06 N90 G54 S100 M03 N95 G00 D01 Z100 M08 N100 X30 Y30 N105 CYCLE84 (10,0,3, -40,0,0,3,10,0,0,100,200) N110 G00 Z100 M09 N115 G53 X-380 Y0 N120 M30 Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 77 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 78 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” HOLES1 – Linha de Posições Esta função permite introduzir em determinados ciclos inúmeras posições dispostas em linha reta e com distâncias equivalentes. HOLES1 SPCA, SPCO, STA1, FDIS, DBH, NUM) SPCA Ponto de referência no eixo X (absoluto) SPCO Ponto de referência no eixo Y (absoluto) STA1 Ângulo de alinhamento Valores= -180°< STA1 <= 180º. (O valor deve ser menor que 180) FDIS Distância do primeiro posicionamento em relação ao ponto de referência (sem sinal) DBH Distância entre as posições (sem sinal) NUM Número de furos Notas: A partir do ponto de referência (SPCA e SPCO) o ciclo se desloca em movimento rápido ao primeiro posicionamento através de coordenadas polares (ângulo STA1 e comprimento FDIS). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 79 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” HOLES2 – Círculo de Posições Esta função permite introduzir em determinados ciclos inúmeras posições dispostas em formato circular e com distâncias equivalentes. HOLES2 (CPA, CPO, RAD, STA1, INDA, NUM) CPA Centro do círculo de posições no eixo X (absoluto) CPO Centro do círculo de posições no eixo Y (absoluto) RAD Raio do círculo de posições STA1 Ângulo inicial Valores: -180º < STA1 <= 180º (O valor deve ser menor que 180) INDA Ângulo entre as posições NUM Número de posições Notas: O círculo de posições é definido através do centro (CPA e CPO) e do raio (RAD). Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 80 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Profundidades dos furos: Diam. 8mm = passante Diam. 3mm e 4mm = 15mm Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 81 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” LONGHOLE – Ranhuras em Círculo Esta função permite a usinagem (desbaste) de ranhuras oblongas com a largura igual ao diâmetro da fresa e dispostas sobre um círculo. LONGHOLE (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, NUM, LENG, CPA, CPO, RAD, STA1, INDA, FFD, FFP1, MID) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade da furação relativa ao plano de referência (RFP) NUM Número de ranhuras LENG Comprimento da ranhura (sem sinal) CPA Centro do círculo no eixo X (absoluto) CPO Centro do círculo no eixo Y (absoluto) RAD Raio do círculo (sem sinal) STA1 Ângulo inicial Valores: -180º < STA1 <= 180º ( O valor deve ser menor que 180 ) INDA Ângulo de incremento FFP Avanço de penetração (avanço em Z) FFP1 Avanço de desbaste (avanço em X e Y) MID Profundidade de corte máxima (sem sinal / AP) Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 82 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Notas: Este ciclo requer uma fresa com corte pelo centro. A posição de aproximação pode ser qualquer uma desde que não haja risco de colisão, pois os pontos de início das ranhuras são atingidos através de movimentos rápidos. Antes de ativarmos o ciclo devemos ativar o corretor da ferramenta (D1) correspondente, pois o comando monitora a ferramenta durante o ciclo. No caso de violação do contorno das ranhuras oblongas, surgirá uma mensagem de erro abordando a usinagem. Durante a usinagem, o sistema de coordenadas é rotacionado, com isso os valores mostrados no display serão como se usinado sobre o 1º eixo. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 83 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” SLOT1 – Ranhuras em Círculo Esta função permite a usinagem (desbaste e acabamento) de ranhuras oblongas com o raio menor que o diâmetro da fresa e dispostas sobre um círculo. SLOT1 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, NUM, LENG, WID, CPA, CPO, RAD, STA1, INDA, FFD, FFP1, MID, CDIR, FAL, VARI, MIDF, FFP2, SSF) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga paraaproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade do alojamento relativa ao plano de referência (RFP) NUM Número de ranhuras LENG Comprimento da ranhura (sem sinal) WID Largura da ranhura (sem sinal) CPA Centro do círculo no eixo X (absoluto) CPO Centro do círculo no eixo Y (absoluto) RAD Raio do círculo (sem sinal) STA1 Ângulo inicial Valores: -180º < STA1 <= 180º ( Valor menor que 180) INDA Ângulo de incremento FFP Avanço de penetração (avanço em Z) FFP1 Avanço de desbaste (avanço em X e Y) MID Profundidade de corte máxima (sem sinal / AP) CDIR Direção do desbaste Valores: 2 = para G2 e 3 = para G3 FAL Sobremetal para acabamento nas laterais (sem sinal) VARI Modo de trabalho Valores: 0 = desbastar e acabar, 1 = desbastar e 2 = acabar MIDF Profundidade de corte para acabamento (sem sinal) FFP2 Avanço de acabamento (avanço em X e Y) SSF Rotação do eixo árvore para acabamento Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 84 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Notas: Este ciclo requer uma fresa com corte pelo centro. O diâmetro da fresa deve ser maior que a metade do rasgo. SLOT2 – Ranhuras Circulares Esta função permite a usinagem (desbaste e acabamento) de ranhuras circulares com o raio menor que o diâmetro da fresa e dispostas sobre um círculo. SLOT2 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, NUM, AFSL, WID, CPA, CPO, RAD, STA1, INDA, FFD, FFP1, MID, CDIR, FAL, VARI, MIDF, FFP2, SSF) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade do alojamento relativa ao plano de referência (RFP) NUM Número de ranhuras SFSL Comprimento angular da ranhura (sem sinal) WID Largura da ranhura (sem sinal) CPA Centro do círculo no eixo X (absoluto) CPO Centro do círculo no eixo Y (absoluto) RAD Raio do círculo (sem sinal) Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 85 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” STA1 Ângulo inicial Valores: -180º < STA1 <= 180º ( Valor menor que 180) INDA Ângulo de incremento FFP Avanço de penetração (avanço em Z) FFP1 Avanço de desbaste (avanço em X e Y) MID Profundidade de corte máxima (sem sinal / AP) CDIR Direção do desbaste Valores: 2 = para G2 e 3 = para G3 FAL Sobremetal para acabamento nas laterais (sem sinal) VARI Modo de trabalho Valores: 0 = desbastar e acabar, 1 = desbastar e 2 = acabar MIDF Profundidade de corte para acabamento (sem sinal) FFP2 Avanço de acabamento (avanço em X e Y) SSF Rotação do eixo árvore para acabamento Notas: Este ciclo requer uma fresa com corte pelo centro. O diâmetro da fresa deve ser maior que a metade do rasgo. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 86 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 87 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” POCKET1 – Cavidades Retangulares Esta função permite a usinagem (desbaste e acabamento) de alojamentos retangulares em qualquer posição ou ângulo. POCKET1 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, LENG, WID, CRAD, CPA, CPO, STA1, FFD, FFP1, MID, CDIR, FAL, VARI, MIDF, FFP2, SSF) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade do alojamento relativa ao plano de referência (RFP) LENG Comprimento do alojamento (sem sinal) WID Largura do alojamento CRAD Raio do canto do alojamento (sem sinal) CPA Centro do alojamento em X (absoluto) CPO Centro do alojamento em Y (absoluto) STA1 Ângulo entre o eixo longitudinal do alojamento e o eixo X (sem sinal) Faixa de valores: -180º < STA <= 180º. ( Valor menor que 180 ) FFD Avanço para o incremento na profundidade (avanço em Z) FFP1 Avanço para a usinagem da superfície (avanço em X e Y) MID Profundidade de corte máxima (sem sinal, AP) CDIR Direção do desbaste: Valores: 2 = para G2 e 3 = para G3 FAL Sobremetal para acabamento nas laterais do alojamento (sem sinal) VARI Modo de trabalho: Valores: 0 = desbastar e acabar, 1 = desbastar e 2 = acabar MIDF Profundidade de corte para acabamento FFP2 Avanço de acabamento SSF Rotação do eixo árvore para acabamento Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 88 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” POCKET2 – Alojamento Circular Esta função permite a usinagem (desbaste e acabamento) de alojamentos circulares em qualquer posição. POCKET2 (RTP, RFP, SDIS, DP, DPR, PRAD, CPA, CPO, FFD, FFP1, MID, CDIR, FAL, VARI, MIDF, FFP2, SSF) RTP Plano (altura) de retorno da ferramenta após o fim do ciclo (absoluto) RFP Plano (altura) de referência (Z inicial – absoluto) SDIS Distância segura (folga para aproximação) a partir do RFP DP Profundidade final da furação (absoluta) a partir do zero peça DPR Profundidade do alojamento relativa ao plano de referência (RFP) PRAD Raio do alojamento (sem sinal) CPA Centro do alojamento em X (absoluto) CPO Centro do alojamento em Y (absoluto) FFD Avanço para o incremento na profundidade (avanço em Z) FFP1 Avanço para a usinagem da superfície (avanço em X e Y) MID Profundidade de corte máxima (sem sinal, AP) CDIR Direção do desbaste Valores: 2 = para G2 3 = para G3 FAL Sobremetal para acabamento nas laterais do alojamento (sem sinal) VARI Modo de trabalho Valores: 0 = desbastar e acabar, 1 = desbastar e 2 = acabar MIDF Profundidade de corte para acabamento (sem sinal) FFP2 Avanço de acabamento SSF Rotação do eixo árvore para acabamento Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 89 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 90 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Lista de Códigos SIEMENS Funções Preparatórias G00 Interpolação linear com avanço rápido G01 Interpolação linear com avanço programado G02 Interpolação circular/helicoidal sentido horário G03 Interpolação circular/helicoidal sentido anti-horário G04 Tempo de espera G15 Cancela coordenada polar G16 Ativa coordenada polar G17 Plano de trabalho X Y G18 Plano de trabalho X Z G19 Plano de trabalho Y Z G40 Cancela compensação de raio de corte G41 Compensa raio de corte à esquerda da peça G42 Compensa raio de corte à direita da peça G43 Compensa altura da ferramenta G70 Sistema de coordenadas em polegadas G71 Sistema de coordenadas em milímetros G90 Sistema de coordenadas absolutas G91 Sistema de coordenadas incrementais G94 Avanço em mm/min ou pol./min G95 Avanço em mm/rotação ou pol./rotação G96 Rotação em m/min (velocidade de corte constante) G97 Rotação fixa em RPM Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 91 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Funções Miscelâneas / Auxiliares M00Parada programada M02 Final de programa sem retorno ao início M03 Liga eixo árvore sentido horário M04 Liga eixo árvore sentido anti-horário M05 Desliga eixo árvore M06 Troca automática de ferramentas M08 Liga refrigeração M09 Desliga refrigeração M17 Fim de subprograma M19 Orientação do eixo árvore M30 Final de programa com retorno ao início Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 92 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Gerenciamento de Arquivos Para um manuseio mais flexível de dados e programas estes podem ser visualizados, armazenados e organizados de acordo com diferentes critérios. Os programas e arquivos são armazenados em diferentes diretórios (pastas), ou seja, estes arquivos serão armazenados de acordo com a função ou características. Esses diretórios são: Arquivos de Programas Programas principais Subprogramas Comentários; Ciclos Padrão Ciclos de usuário Cada programa corresponde a um arquivo e todo arquivo possui uma extensão que por sua vez define qual o tipo de arquivo estamos trabalhando. Essas extensões são: MPF – Programa principal SPF – Subprograma TOA – Correções de ferramenta UFR – Deslocamento de ponto zero INI – Arquivos de inicialização COM – Comentário Transferência de Programas Para enviarmos os arquivos de programas CNC para máquina via RS232 (comunicação serial), devemos endereçá-los para o diretório correspondente de acordo com o tipo de arquivo a ser armazenado. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 93 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Exemplos de endereçamento de programas: MPF = Programa principal %_N_NOMEDOPROGRAMA_MPF ;$PATH=/_N_MPF_DIR SPF = Subprograma %_N_NOMEDOSUBPROGRAMA_SPF ;$PATH=/_N_SPF_DIR Além do cabeçalho acima, devemos utilizar um programa de comunicação adequado e com as configurações de comunicação corretas de acordo com a máquina CNC (verificar no manual do comando) para fazer a transferência de programas. Exemplos de programas de comunicação: Terminal.exe do Windows 3.11 PCIN.exe da Siemens Como a memória da máquina é limitada, muitas vezes para se fazer uma usinagem mais complexa (programa grande ±1500 KB) precisamos executar essa usinagem transmitindo o programa para a máquina enquanto ela está usinando, lendo o programa ON LINE de um PC ou um Cartão de Memória. Este programa não fica gravado na memória da máquina e para isto chamamos de Executar do Externo. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 94 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Manual de Operação Layout do Painel da Máquina Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 95 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Operação da Máquina Procedimento Para Ligar a Máquina Ligar chave geral Ligar o Ar Desativar botão de emergência Aguardar o Boot do computador (Irá carregar o ShopMill) Acionar Menu Select Acionar CNC ISO e CNC ISO novamente Ligar CNC Ligar Feed Start e Spindle Right Acionar Reset Liberar o avanço (40% a 60%) CYCLE START para iniciar a referência de máquina. Notas: Ao ligar a máquina o comando irá ativar uma rotina de referenciamento automaticamente Os eixos serão referenciados na seguinte ordem: primeiro o eixo Z e depois os demais eixos simultaneamente. Nunca desligar a máquina com os eixos fora do ponto de descanso. Procedimento Para Desligar a Máquina Acionar Machine Pressionar os botões de emergência Fechar o ar comprimido Desligar a chave geral Obs.: Verificar se todos os vidros da máquina estão limpos. Se não estiverem, limpar todas as marcas com papel toalha. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 96 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Movimentar os Eixos Através de JOG Contínuo Para movimentar a máquina, deve-se ter a garantia de que os limites de fim curso de software estejam ativos. Esta garantia é dada somente depois que a máquina foi referenciada, ou seja, depois que a máquina encontrou automaticamente os pontos de referência de cada eixo. Esse procedimento aciona o fim de curso por software. Obs.: Essa operação deve ser feita com as duas mãos, uma no controle de avanço (potenciômetro) e outra no botão de sentido do avanço. Acionar Machine Acionar JOG No painel de operação selecionar eixo desejado: X, Y, Z ou W (opcional) Manter pressionado o botão + ou o – para dar o sentido do movimento Para ter um movimento mais rápido pressionar simultaneamente com o sentido a tecla de avanço rápido. Movimentar os Eixos Através de Controle Remoto Acionar Machine Acionar JOG No painel de operação selecionar eixo desejado: X, Y, Z ou W (opcional) Pressionar o botão de Segurança atrás do Controle Remoto No painel de operação, selecionar o incremento desejado através das teclas: 1, 10, 100, 1000 (incremento) Executar o movimento dos eixos através da manivela observando o sentido + / - Obs.: A cada acionamento do respectivo botão de sentido de movimento dos eixos a máquina deslocará o incremento selecionado no painel de operações: Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 97 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 1 = 0,001mm 10 = 0,010mm 100 = 0,100mm 1000 = 1,000mm Operação Via MDA – Entrada Manual de Dados Essa operação só deve ser executada com a porta da máquina fechada e com a máquina já referenciada. Essa condição nos dá a segurança de que os limites de fim de curso estejam sobre a supervisão do software. Troca de ferramenta através de MDA Acionar Machine Acionar MDA Acionar Reset Acionar (se necessário) Apagar Programa MDA Fechar o potenciômetro Digitar T01 – INPUT – M06 Acionar CYCLE START Ligar eixo árvore através de MDA Acionar Machine Acionar MDA Acionar Reset Acionar (se necessário) Apagar Programa MDA Fechar o potenciômetro Digitar S3000 – ESPAÇO – M03 Acionar CYCLE START Obs.: Para cancelar qualquer comando dado via MDA deve-se obedecer ao seguinte procedimento: Acionar CLYCLE STOP Acionar RESET Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 98 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Edição de Programas Edição de programa é um modo de operação de máquina utilizado para manipulação de programas. A manipulação de programas tem vários objetivos: Inserir novo programa Selecionar programa para usinagem, verificação, edição Apagar programa da memória Copiar um programa completo para um novo programa Copiar parte de um programa para um novo programa Copiar parte do programa para o mesmo programa Inserir Novo Programa Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Acionar Input Acionar Novo Inserir o nome do programa (ex.: BUCHA_N001) No campo Tipo selecionar a extensão desejada (MPF ou SPF) Acionar OK Digitar o programa Ao finalizar a digitação acionar Fechar Selecionar Programa para Usinagem, Verificação, Edição Acionar Auto Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 99 Escola SENAI “GasparRicardo Júnior” Acionar Input Posicionar o cursor no programa desejado Acionar Seleção de Programa Apagar Programa da Memória Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Acionar Input Com o cursor selecionar programa desejado Acionar Apagar Acionar OK Copiar um Programa Completo para um Novo Programa Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Acionar Input Com o cursor selecionar programa desejado Acionar Copiar Acionar Colar Digitar novo nome Acionar OK Copiar Parte de um Programa para um Novo Programa Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 100 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Acionar Input Com o cursor selecionar programa desejado Acionar Input Levar o cursor no bloco de início da cópia Acionar Marcar Bloco Levar cursor no bloco de finalização da cópia Acionar Copiar Bloco Acionar Fechar Com o cursor selecionar o programa ou subprograma desejado Acionar Input Levar cursor onde deseja ser inserido o texto copiado Acionar Inserir Bloco Copiar Parte do Programa para o Mesmo Programa Acionar Menu Select Acionar Programa Acionar Peças de Trabalho Posicionar o cursor na pasta desejada Acionar Input Com o cursor selecionar programa desejado Acionar Input Levar o cursor no bloco de início da cópia Acionar Marcar Bloco Levar cursor no bloco de finalização da cópia Acionar Copiar Bloco Levar cursor onde deseja ser inserido o texto copiado. Acionar Inserir Bloco Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 101 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Presetting na Máquina O que é Presetting? Setting significa a ação de colocar a máquina em condições de trabalhar. O prefixo Pre significa antes. No tema CNC, existem dois termos que são muito utilizados: Setup de máquina – é tudo o que devemos preparar na máquina antes de iniciar a produção de uma determinada peça, ou seja, colocar a máquina em condições de produzir uma determinada peça com as qualidades exigidas. Presetting – é a ação de preparar tudo o que podemos antes de iniciar o setup da máquina, isto é, preparar tudo fora da máquina enquanto ela ainda está produzindo. Nas grandes empresas as ferramentas são montadas em um departamento próprio de pré-montagem. Depois, antes de iniciar o setup da máquina, essas ferramentas são levadas montadas e com as dimensões geométricas definidas ao preparador onde são colocadas na máquina e seus valores de geometria digitados na tabela de correção de ferramentas (offset), ganhando-se assim tempo de máquina. Nas pequenas e médias empresas, ou mesmo aquelas que fazem a opção de não ter o departamento de pré-montagem, o presetting é feito na própria máquina. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 102 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Vamos estudar os procedimentos de presetting na máquina lembrando que deve ser feito presetting do deslocamento de zero peça nos eixos X Y Z (G54 a G57). Depois fazemos o presetting das ferramentas que serão utilizadas (altura e raio). Como já vimos, setup de máquina é deixar a máquina em condições de produzir uma peça dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo desenho. Para isso basta seguir os seguintes passos: Montar, alinhar e fixar o dispositivo de fixação; Montar as ferramentas que serão utilizadas em seus respectivos suportes; Montar os suportes com as ferramentas na máquina; Pressetar o deslocamento de zero peça; Pressetar as ferramentas que serão utilizadas. Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 103 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Zero Peça nos Eixos X e Y – Centro da Peça 1. Carregar o Ponto Zero Peça desejado via MDA 2. Efetuar a troca de ferramenta via MDA 3. Acionar MCS (Coordenadas Cartesianas de Máquina) 4. Em JOG acionar o Controle Remoto e selecionar o incremento desejado 1 = 0.001mm 10 = 0.010mm 100 = 0.100mm 1000 = 1.000mm 5. Selecionar o eixo que se deseja movimentar e o sentido + / – 6. Aproximar a ferramenta em uma das faces laterais da peça, sem tocar na peça A ferramenta deve ficar posicionada próxima à lateral da peça e um pouco abaixo da face da peça (aproximadamente 5mm) 7. Abrir a porta e acionar a chave de segurança 8. Tocar a ferramenta na face lateral da peça com auxílio do papel 9. Carregar o valor encontrado em MCS no Ponto Zero Peça selecionado Menu Select Parâmetro Deslocamento de Zero 10. Acionar WCS (Coordenadas Cartesianas de Trabalho) 11. Selecionar o eixo Z + e afastar a ferramenta da peça 12. Aproximar a ferramenta na face oposta à face de referência, sem tocar na peça A ferramenta deve ficar posicionada próxima à lateral da peça e um pouco abaixo da face da peça (aproximadamente 5mm) Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 104 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 13. Abrir a porta e acionar a chave de segurança 14. Tocar a ferramenta na face lateral da peça com auxílio do papel 15. Dividir por 2 o valor encontrado em WCS 16. Selecionar o eixo Z + e afastar a ferramenta da peça 17. Posicionar a ferramenta no centro da peça 18. Acionar MCS (Coordenadas Cartesianas de Máquina) 19. Carregar o valor encontrado em MCS no Ponto Zero Peça selecionado Menu Select Parâmetro Deslocamento de Zero 20. Acionar WCS (Coordenadas Cartesianas de Trabalho) 21. Acionar Machine 22. O valor encontrado em WCS deve ser igual a zero Zero Peça nos Eixos X e Y – Vértice da Peça 1. Encontrar o centro da peça seguindo os procedimentos anteriores A ferramenta estará posicionada no centro da peça 2. Para deslocar o Ponto Zero Peça para o vértice da peça utilizar as medidas do desenho Ex.: Ponto Zero Peça no vértice inferior esquerdo A peça tem medidas acabadas de 100mm x 60mm Deslocar no eixo X 50mm e no eixo Y 30mm (negativos) 3. Deslocar o Ponto Zero Peça para o vértice da peça Menu Select Parâmetro Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 105 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Deslocamento de Zero 4. Posicionar o cursor no eixo X do Ponto Zero Peça Selecionado 5. Acionar Insert 6. Digitar -50 7. Acionar Input 8. Acionar Machine 9. O valor encontrado em WCS deve ser igual a X50 Realizar os mesmos procedimentos para o eixo Y Zero Peça no Eixo Z – Face Superior da Peça 1. Carregar o Ponto Zero Peça desejado via MDA 2. Efetuar a troca de ferramenta via MDA (chamar T0) 3. Acionar MCS (Coordenadas Cartesianas de Máquina) 4. Em JOG acionar o Controle Remoto e selecionar o incremento desejado 1 = 0.001mm 10 = 0.010mm 100 = 0.100mm 1000 = 1.000mm 5. Selecionar o eixo que se deseja movimentar e o sentido + / – 6. Aproximar a face do eixo árvore da face superior da peça, sem tocar na peça A face do eixo árvore deve ficar posicionada próxima à face superior da peça (aproximadamente 100mm) 7. Abrir a porta e acionar a chave de segurança 8. Colocar o padrão de zeramento na face superior da peça Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 106 Escola SENAI “GasparRicardo Júnior” 9. Tocar a face do eixo árvore na face do padrão de zeramento 10. Carregar o valor encontrado em MCS no Ponto Zero Peça selecionado Menu Select Parâmetro Deslocamento de Zero 11. Acionar WCS (Coordenadas Cartesianas de Trabalho) 12. Acionar Machine 13. O valor encontrado em WCS deve ser igual a 100mm Pressete de Ferramenta – Altura 1. Carregar o Ponto Zero Peça desejado via MDA 2. Efetuar a troca de ferramenta via MDA (carregar corretor D0) Corretor D0 desliga a compensação de altura da ferramenta 3. Acionar WCS (Coordenadas Cartesianas de Trabalho) 4. Em JOG acionar o Controle Remoto e selecionar o incremento desejado 1 = 0.001mm 10 = 0.010mm 100 = 0.100mm 1000 = 1.000mm 5. Selecionar o eixo que se deseja movimentar e o sentido + / – 6. Aproximar a face da ferramenta da face superior da peça, sem tocar na peça A face da ferramenta deve ficar posicionada próxima à face superior da peça (aproximadamente 10mm) 7. Abrir a porta e acionar a chave de segurança Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 107 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” 8. Tocar a face da ferramenta na face da peça 9. Carregar o valor encontrado em WCS no corretor da ferramenta selecionada Menu Select Parâmetro Lista de Ferramentas 10. Acionar Machine 11. Carregar o corretor de ferramenta D01 via MDA 12. O valor encontrado em WCS deve ser igual a zero Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 108 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Teste de Programa Introdução Todo programa novo, antes de ser utilizado ou liberado para produção, deve ser testado em várias etapas para depois ser aprovado. Teste Gráfico em 3D Carregar o ShopMill Menu Select Shop Mill Abrir o programa da peça Menu Select Programas Abrir o programa Acionar Simulação Alterar as Configurações No campo Peça Bruta selecionar a opção Ligar Selecionar vértice 1 Preencher os campos X, Y e Z do vértice 01 de acordo com as dimensões da peça em Coordenadas Absolutas Selecionar vértice 02 Preencher os campos X, Y e Z do vértice 01 de acordo com as dimensões da peça em Coordenadas Absolutas Acionar Voltar Escolher a tela de simulação Vista superior Vista em Planos Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 109 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Vista Tridimensional Notas: A tela para simulação Vista Tridimensional não mostra a ferramenta se deslocando na peça. Por isso se desejar simular com essa tela deve-se sempre atualizar a página para que a simulação seja melhor aproveitada. Detalhes Atualizar Para visualizar a peça em 3D e em corte após a simulação Vista Tridimensional Detalhes Posicionar as linhas de corte com os cursores nos eixos X e Y Posicionar a linha de corte com as teclas Page UP e Page DOWN o eixo Z Acionar a tecla correspondente à peça em corte Programação e Operação de Centro de Usinagem CNC – ROMI DISCOVERY 760 Comando SIEMENS 810D 110 Escola SENAI “Gaspar Ricardo Júnior” Referências Manual de Operação ROMI Discovery 760 comando SIEMENS 810D Manual de Programação ROMI Discovery 760 comando SIEMENS 810D Apostilas Escolas SENAI