Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA CUSTOS DE PRODUÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Prof. Dr. Mário Luiz Evangelista Introdução Custos ... afinal, o que é isso V Conceitos de Custos "... os custos, ... , são a própria vida da empresa e como tais deveriam merecer toda a atenção dos próprios dirigentes que deveriam dedicar sua máxima atenção a eles. Os custos são fruto de tudo o que acontece nas fabricações: suprimentos, cadência, eficiência, produtividade, desperdícios, gastos excessivos, qualidade deficiente, projeção imperfeita, e muitos outros fatores. Todos eles se reúnem no custo. Não há nos contextos industriais, índice mais sintético e resolvido de que o custo; ele vai dizer se a empresa é ou não competitiva, se ela vai ou não vender, se ela vai ou não lucrar". ALLORA (1995) Para Horngren, Foster e Datar (1997), custo pode ser considerado um recurso sacrificado para o alcance de um determinado fim. Um dos grandes desafios nas últimas décadas entre executivos e acadêmicos, em função da crescente competitividade atual, é a determinação dos custos dos produtos e serviços, das providências tomadas para reduzi-los e conseqüente tomada de decisões empresarias adequadas. Apesar do fato de que a determinação dos custos que incidem diretamente nos produtos é relativamente simples de ser obtida, a alocação de recursos indiretos aos produtos/serviços prestados possui maior complexidade, fazendo com que esta apropriação seja feita através de vários modos de rateio diferentes (COGAN, 1999). Ferreira (2007) acrescenta que anteriormente à era da competitividade, o processo de formação de preço estava baseado na definição da margem de lucro estabelecida pelo empresário que adicionada ao custo de fabricação determinava o preço de venda Bornia (2002) enfatiza que a análise de um sistema de custos pode ser feita de acordo com dois pontos de vista diferentes: sob o enfoque princípio de custeio e sob o enfoque de método de custeio. No custeio por absorção total ou integral, todos os custos – fixos e variáveis incluindo as perdas, são distribuídos aos produtos ou serviços prestados (BEBER et al., 2004). A alocação dos custos diretos é feita diretamente aos produtos ou serviços e os custos indiretos são distribuídos de forma arbitrária. No custeio por absorção ideal, a lógica é de que tanto os custos fixos como os custos variáveis sejam alocados aos produtos, com exceção dos recursos relacionados às perdas. Insumos utilizados de forma ineficiente não são alocados aos produtos sendo mensurados na forma de perdas. (MONSER, 2003). No custeio variável ou custeio direto somente são alocados aos produtos e serviços os custos variáveis sejam eles diretos ou indiretos. Dentro desta lógica entende-se, que a curto prazo, apenas os custos variáveis devem incidir na construção do produto sendo que os custos fixos são tratados como despesas do período (BORNIA, 2002). Porque Estudar Custos? Antes da década de 70 (crise do petróleo – 1973) demanda maior que a oferta Preço = Custo + Lucro Após a década de 70 demanda menor que a oferta. Lucro = Preço – Custo Década de 90 (visão moderna - abertura das fronteiras) => Empresas dinâmicas, alta tecnologia e rápido poder de reação. Custo = Preço - Lucro Então, as empresas estudam custos para: Adaptar-se ao preço de venda e a necessidade de lucro do acionista. Gestão interna (identificar os principais custos) (cálculo dos custos) (controle dos custos) (gestão dos custos) Qualidade intrínseca de Marketing: Ex.: pata x galinha. Atendimento e Flexibilidade: Rápida reação ao mercado. Custos: Custos Sadios: Ex.: Pintura, manufatura Custos Podres: Ex.: Transporte interno, Inspeção. Principais Fatores de Competitividade: Controle: Quanto custa / Qual o resultado Planejamento: Definir Planos de ação / Política de preços; Especificações de projeto e processos produtivos. Avaliação de desempenho: Verificar as variações entre os valores projetados e realizados. Finalidades do Levantamento dos Custos Histórico Idade Moderna - Produção artesanal. Empresas comerciais. Contabilidade financeira usada para apuração do lucro do período. Determinação do lucro Receita ( - ) Custo das mercadorias vendidas ( = ) Lucro Bruto ( - ) Despesas administrativas ( - ) Despesas comerciais ( - ) Despesas financeiras ( = ) Lucro líquido Custos Custos das mercadorias conhecidos. Sem dificuldades. Histórico Revolução industrial. Complexidade no levantamento dos custos dos produtos. Contabilidade de custos - avaliação dos estoques para a determinação do lucro. Histórico Crescimento das empresas. Aumento da complexida- de do sistema produtivo. Informações da contabi- lidade de custos usadas como auxílio gerencial. Custos como auxílio gerencial Apoio ao controle: Comparação do cus- to ocorrido com pa- drões e orçamentos. Mensuração das perdas e desper- dícios do sistema produtivo. Apoio à tomada de decisões Lucratividade e renta- bilidade de produtos. Ponto de equilíbrio. Fabricar ou comprar. Planejamento. Ações de melhoria. Determinação do lucro Receita ( - ) Custo dos produtos vendidos ( = ) Lucro Bruto ( - ) Despesas administrativas ( - ) Despesas comerciais ( - ) Despesas financeiras ( = ) Lucro líquido Princípio de custeio Variável Absorção ideal Absorção total Conceito usado Custo variável Custo Gasto Alocação das perdas aos produtos Não Não Sim Necessidade de definição de capacidade Não Sim Não Parcela apropriada Variável Fixa + variável Fixa + variável Aplicabilidade Gerencial – curto prazo Gerencial – médio e longo prazo Fisco Relevância para processo de medição de perdas Média Alta Baixa Comparativo entre os princípios de custeio Fonte: Müller (1996) A EMPRESA MODERNA O novo ambiente competitivo • Competição mais acirrada Com quem estamos competindo? Nossos concorrentes são internacionais ou concorrentes internos? Evolução Histórica: Relação Custo / Preço 1965-1990 PREÇO=CUSTO+RESULTADO(LUCRO) (Característica: Preço é função do custo ) 1990 2000 RESULTADO = PREÇO-CUSTO Preço: Função do mercado Custo: Gestão ABC Just in time qualidade total etc CUSTO = PREÇO - RESULTADO (Característica: custo é função do preço e da taxa de retorno do investimento) CUSTOS DE PRODUÇÃO 19 O novo ambiente competitivo • Mudanças nos produtos Como eram os produtos antes dos anos 90? Como são os produtos hoje? CUSTOS DE PRODUÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA -GESTÃO DE CUSTOS DE PRODUÇÃO Aula 2 CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Prof. Dr. Mário Luiz Evangelista Características dos produtos atuais Produtos possuem muitos modelos a preços competitivos; As inovações são frequentes; A vida útil dos artigos é curta; O prazo de entrega é curto; O prazo Time-to-Market (TMT) é curto; Produtos market-driven (orientação no mercado); Target Costing (custo-alvo x cost plus); Lotes de produção pequeno; Melhoria contínua (Kaizen); Life cicle costing (custo do ciclo de vida). CUSTOS DE PRODUÇÃO Desperdícios da empresa Esforços = trabalho + desperdícios Trabalho = trabalho que agrega valor + trabalho que não agrega valor Trabalho que agrega valor aumenta o valor do produto na ótica do consumidor Desperdícios não adicionam valor e nem fazem o trabalho mais efetivo, mas podem até diminuiro valor do produto CUSTOS DE PRODUÇÃO A eliminação do desperdício • A necessidade de mensuração dos desperdícios; • Identificação das atividades que não agregam valor; • Tipos de desperdício: • superprodução • transporte (movimentação de materiais) • processamento • fabricação de produtos defeituosos • movimento • espera • estoque • matéria-prima CUSTOS DE PRODUÇÃO CUSTOS DE PRODUÇÃO INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS •Noções Básicas de Contabilidade: ✓ Patrimônio e seus elementos componentes; ✓ Situações líquidas patrimoniais; ✓ Noções de débito e crédito; ✓ Demonstrações contábeis. 25 CUSTOS DE PRODUÇÃO 26 CUSTOS DE PRODUÇÃO ➢ Balanço de Resultados 27 “Gasto - Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço, ...” “Investimento - Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos.” “Custo - Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.” “Despesas - Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para obtenção de receitas”. “Desembolso - Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.” “Perda - Bem ou serviço consumindo de forma anormal e involuntária.” Desperdício - Gasto em um bem ou serviço que não agrega valor ao produto. Terminologias Cogan (1999) MD Materiais Diretos Matéria-Prima Embalagem MOD Mão-de-Obra Direta Mensurada e identifi- cada de forma direta CIF Custos Indiretos Custos que não são MD nem MOD Despesas Gastos não associados à produção Custo total, contábil ou fabril Custo de transformação Custo primário ou direto Gastos totais ou custo integral Gastos Classificação dos Gastos Custos Custos Diretos Indiretos Estoques Materiais Diretos Produtos em Elaboração Produtos Acabados (+) Receitas (=) Resultado (-) Despesas (-)Custos das Vendas CMV CPV Demonstrativo de Resultado do Exercício Fluxo dos Custos Custos Indiretos Diretos Rateio Prod A Prod B Prod C Estoque (=) Resultado (-) Despesas Componentes principais: Material Direto (MD) Mão-de-Obra Direta (MOD) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (-) CPV (+) Receitas Custos Elementos de Custos Porque separar? Afinal, não vai tudo para o mesmo bolso? CUSTOS x DESPESAS Quanto à função: Custos de Fabricação ... (Custos industriais). Custos de vendas ... Custos de estrutura (despesa de vendas); Custos administrativos ... Custos de estrutura (despesa administrativas); Custos Financeiros ... Custos de estrutura (despesa financeira). Quanto ao momento do cálculo: Custos Históricos Custos Orçados CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS Quanto ao grau de medida: Custo Total Custo Unitário Quanto à facilidade de atribuição: Diretos Indiretos. Quanto à variação de volume: Fixos Variáveis Semi fixos Semi variáveis CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS Classificação –Variação Volume Fixos Variáveis Semivariáveis Semifixos Custos Semivariáveis Exemplo : Copiadora Quantidade Produzida Valor $ Custos Semifixos Exemplo : Conta de Água Quantidade Produzida Valor $ Quantidade Produzida Valor $ Custos Fixos Exemplo : Aluguel Custos Variáveis Exemplo : Mat Diretos Quantidade Produzida Valor $ Elementos de custos Material Direto (MD): todo material que pode ser alocado diretamente à unidade do produto que está sendo fabricado e que sai da fábrica incorporado ao produto. Exemplo: embalagem. Mão de Obra Direta (MOD): todo o salário pago ao operário que trabalha diretamente no produto, cujo tempo pode ser identificado com a unidade que está sendo produzida. Despesas Indiretas de Fabricação (DIF): todas as despesas relacionadas com a fabricação e que não podem ser economicamente separadas entre as unidades que estão sendo produzidas. A Margem de Contribuição indica o valor que cada unidade produzida colabora para cobrir os custos fixos e/ou formar o lucro da empresa. MC = RT - CV O Ponto de Equilíbrio indica o nível de operação em que não há lucro nem prejuízos. PE = CF / MC O Resultado Operacional indica o Lucro ou Prejuízo resultante da produção. RO = (MC * q) - CF MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO, PONTO DE EQUILÍBRIO E RESULTADO OPERACIONAL Margem de Contribuição RT- CV=MC $ CV q RT MC CUSTOS ! ...Ou nós o reduzimos! Ou ele nos engolirá! Mário Luiz Evangelista A filosofia de custeio indica o princípio adotado na formação do custo unitário. Esta não altera o Ponto de Equilíbrio e/ou o Resultado da organização (Considerando que toda a produção é vendida no mesmo período em que é fabricada). Porém, afeta diretamente o custo unitário dos produtos, podendo influenciar significativamente na tomada de decisões. FILOSOFIAS DE CUSTEIO X ABSORÇÃO VARIÁVEL Qual Princípio de cálculo utilizar? ABSORÇÃO INTEGRAL: Absorve 100% dos custos fixos na formação dos custos unitários. ABSORÇÃO PARCIAL: O custo unitário absorve parte dos custos fixos proporcionalmente à utilização da capacidade produtiva. A diferença vai para o Resultado do Exercício. VARIÁVEL OU DIRETO: Os custos fixos não fazem parte do custo unitário dos produtos. São gastos de estrutura apresentados no demonstrativo de resultados. FILOSOFIAS DE CUSTEIO Os custos fixos não fazem parte do custo unitário dos produtos. São gastos de estrutura apresentados no demonstrativo de resultados. Cu = CV / q DRE (Gasto com Estrutura) = CF (Total) CUSTEIO VARIÁVEL OU DIRETO Visão de Engenharia Custeio Variável Não elaborar rateios! Apenas considerar no custo os gastos diretamente identificáveis aos produtos. Estoques Estoque de Matéria-Prima Estoque de Produtos em Processo Estoque de Produtos Acabados Produtos Vendidos Produtos Fabricados Compras de MP Outros Insumos MP utilizada MP PP PA Matéria-Prima (+) (-) Inventário inicial de matéria-prima Compras do período Inventário final de matéria-prima Custos de MP do período Custos dos Produtos Fabricados Inventário inicial de produtos em processo ( + ) Custos do período ( - ) Inventario final de produtos em processo ( = ) Custos dos produtos fabricados Custos de Fabricação Os custos de fabricação são a soma dos custos de matéria-prima (MP), mão-de-obra direta (MOD) e custos indiretos de fabricação (CIF). Custos = MP + MOD + CIF IIMP + compras MP - IFMP = MP CPVCPF Compras MOD MP MP PP PA CIF Receita - CPV = Lucro Bruto - Despesas = Lucro Líquido DRE IIPP +custos (MP+MOD+CIF) - IFPP = CPF IIPA + CPF - IFPA = CPV Matéria-Prima Relaciona-se com os materiais integrantes do produto acabado que podem ser relacionados a ele de forma conveniente. Alguns materiais pouco relevantes em termos de custos, como parafusos, pregos, etc, podem ser considerados material de consumo. Mão-de-Obra Direta Custos (salários + encargos) do trabalho humano relacionado com a fabricação do produto. Trabalhadores em atividades de suporte, como supervisores, são denominados mão-de-obra indireta. Custos Indiretos de Fabricação Todos os outros custos de produção, com exceção da matéria-prima e da mão-de-obra direta, são denominados custos indiretos de fabricação. Custos de Transformação Os custos de transformação (CT) são a soma dos custos de mão-de-obra direta (MOD) e custos indiretos de fabricação (CIF). CT = MOD +CIF Professor Mario Mello CUSTOS DE PRODUÇÃO INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS •Produção de Doce de Abóbora — Qual é o custo desse doce? •Valores pagos pelos ingredientes: ✓ 8 Kg de abóbora — $10,40 ✓ 1,5 Kg de açúcar — $ 2,25 ✓ 150 g de coco ralado — $ 3,25 ✓ 6 g de cravo-da-índia — $ 0,51 Total — $ 16,41 •Outros gastos de fabricação: ✓ Cozinha, gás, energia elétrica, fogão, mesa, panela, colher, faca, água, cinco recipientes de matéria plástica (capacidade de 1 Kg cada) e quatro horas de trabalho. 54 Professor Mario Mello CUSTOS DE PRODUÇÃO INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS •Elementos que contribuíram para fabricação do doce: ✓ Materiais— ingredientes e recipientes ✓ Mão-de-obra — horas trabalhadas ✓ Gastos gerais de fabricação — aluguel, gás, energia elétrica, depreciação de móveis e utensílios (fogão, mesa, panela, colher e faca). 55 Professor Mario Mello CUSTOS DE PRODUÇÃO INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS •O custo pode ser dividido em duas partes: ✓ Custos diretos: elementos cujos valores e quantidades são facilmente identificáveis; ✓ Custos indiretos: elementos cujos valores e quantidades não podem ser facilmente identificáveis. 56 Capa da Obra • Aluguel: área ocupada e horas trabalhadas Aluguel = $ 660 Área que a cozinha ocupa em relação ao imóvel total = 10% Teremos: 10% de $660 = $66 (aluguel mensal da cozinha). Considerando: ✓ tempo de fabricação do doce = 4 horas ✓ Turno diário = 8 horas ✓ Dias úteis do mês = 22 dias Teremos: $66/22dias = $ 3 por dia • Valor do aluguel: $ 1,50 por meio dia de trabalho. Exemplo de rateio para o cálculo dos custos indiretos: CUSTOS DE PRODUÇÃO Professor Mario Mello 57 Capa da Obra • Gás Base de rateio = horas trabalhadas Suponhamos que: ✓ Valor do botijão de gás de 13 Kg = $ 76,00 ✓ Consumo total do gás = 130 horas (uma boca acesa) Teremos: 76/130 = $ 0,59 por hora de gás consumido ✓ Para fazer o doce, uma boca ficou acesa 2,5 horas Custo do gás consumido: $2,5 horas x $ 0,59 = $ 1,48 CUSTOS DE PRODUÇÃO Professor Mario Mello 58 Capa da Obra • Cálculo do custo de fabricação dos 5 Kg de doce de abóbora: Custos Diretos Materiais 8 Kg de abóbora 10,40 1,5 Kg de açúcar 2,25 150 g de coco ralado 3,25 6 g de cravo-da-índia 0,51 5 recipientes para embalagem 5,00 Total dos Materiais 21,41 Mão-de-obra Salário da confeiteira 20,00 Total dos Custos Diretos 41,41 CUSTOS DE PRODUÇÃO Professor Mario Mello 59 Capa da Obra • Cálculo do custo de fabricação dos 5 Kg de doce de abóbora: CUSTOS DE PRODUÇÃO Professor Mario Mello 60 Custos Indiretos Gastos Gerais de Fabricação Aluguel 1,5 Gás 1,48 Energia Elétrica 0,25 Depreciação 0,22 Total dos Custos Indiretos 3,45 Total dos Custos Diretos 41,41 CUSTO TOTAL 44,86 CUSTO UNITÁRIO 8,97 EXERCÍCIOS Exercícios: 1 (2.2) – Em um período, foram produzidos 10.000 kg de produtos acabados. Houve a compra de 20.000 kg de Matérias-Primas, mas ó 13.000 kg foram utilizados. Parafabricar 1 kg de produto acabado, são empregados 1,25 kg de MP, pois 0,25 kg normalmente se perde no processo (quebra). Quantificar em kg, o gasto, o custo ideal, o desperdício normal e o desperdício anormal relacionados com essa MP. Item kg Produção 10.000 Compra de MP 20.000 MP consumida 13.000 Item kg Gasto (= compras) 20.000 Custo Ideal (10000 x 1 kg) 10.000 Desperdício normal (10000 x 0,25 kg) 2.500 Desperdício Anormal kg MP Consumida 13.000 (-) Custo Ideal 10.000 (-) Desperdício normal 2.500 (=) Total Desperdício anormal 500 Exercícios: 2 (2.8) – A empresa Demonstra A.S. comprou MP no valor de $ 100.000 em 2008. Os custos de MOD foram de $ 50.000, os CIF totalizaram $ 30.000 e as despesas administrativas, comerciais e financeiras equivaleram a $ 45.000. No ano em questão, as vendas foram de $ 250.000. Considerando-se que não haja estoques na empresa, prepare a DRE para ano de 2008. Item $ Compra de MP 100.000 MOD 50.000 CIF 30.000 Despesas 45.000 Vendas 250.000 Custo Fabricação I Ini PP - (+) Custo MP 100.000 (+) MOD 50.000 (+) CIF 30.000 (-) I FINAL PP - Total 180.000 DRE Receitas Totais 250.000 (-) CPV 180.000 (=) Lucro Bruto 70.000 (-) Despesas 45.000 (=) Lucro Líquido 25.000 EXERCÍCIO DRE EXERCÍCIO A Cia Exemplar Ltda apresentou a seguinte informação em 2017: Vendas do ano : 4.000 un. $ 200 / un. Estoques no começo do ano : - Matéria-prima : $ 40.000,00 - Produtos em processo $ 80.000,00 - Produtos acabados $ 50.000,00 Estoques no fim do ano: - Matéria-prima: $ 50.000,00 - Produtos em processo $ 50.000,00 - Produtos acabados $ 60.000,00 Compras de MP no ano: $ 360.000,00 Custos de MOD: $ 160.000,00 CIF $ 150.000,00 Despesas: - $ 100.000,00 Apresente o lucro líquido da empresa, através de uma Demonstração de Resultados do Exercício. IIMP + compras MP - IFMP = MP CPVCPF Compras MOD MP MP PP PA CIF Receita - CPV = Lucro Bruto - Despesas = Lucro Líquido DRE IIPP +custos (MP+MOD+CIF) - IFPP = CPF IIPA + CPF - IFPA = CPV RESPOSTA EXERCÍCIO DRE Custo Fabricação I Ini PP 80.000 (+) Custo MP 350.000 (+) MOD 160.000 (+) CIF 150.000 (-) I FINAL PP 50.000 Total 690.000 Custo MP Inv Inicial 40.000 (+) Compras 360.000 (-) Inv. Final 50.000 Total 350.000 RESPOSTA EXERCÍCIO DRE Custo Prod Vendido (CPV) Inv Inicial PA 50.000 (+) Custo Fabricação 690.000 (-) Inv. Final PA 60.000 Total 680.000 DRE Receitas Totais 800.000 (-) CPV 680.000 (=) Lucro Bruto 120.000 (-) Despesas 100.000 (=) Lucro Líquido 20.000 CUSTO X DESPESA Preço de Venda Unitário 100,00 Custo Total do Período 50.000,00 Despesa Total do Período 10.000,00 Total de Gasto do Período 60.000,00 Quantidade Produzida 1.000 Quantidade Vendida 1.000 Estoque - Custo Unitário DRE Receita Total (-) CPV (-) Despesa Não Apropriada aos Custos (=) Resultado Operacional Imposto de Renda (35%) Separando Custos de Despesas 50,00 DRE 100.000,00 50.000,00 10.000,00 40.000,00 14.000,00 Não Separando Custos de Despesas 60,00 DRE 100.000,00 60.000,00 - 40.000,00 14.000,00 CUSTO X DESPESA Preço de Venda Unitário 100,00 Custo Total do Período 50.000,00 Despesa Total do Período 10.000,00 Total de Gasto do Período 60.000,00 Quantidade Produzida 1.000 Quantidade Vendida 200 Estoque 800 Custo Unitário DRE Receita Total (-) CPV (-) Despesa Não Apropriada aos Custos (=) Resultado Operacional Imposto de Renda (35%) Separando Custos de Despesas 50,00 DRE 20.000,00 10.000,00 10.000,00 - - Não Separando Custos de Despesas 60,00 DRE 20.000,00 12.000,00 - 8.000,00 2.800,00 ALLORA, Franz. UP’ Unidade de medida da produção para custos e controles gerenciais das fabricações. São Paulo: Pioneira, 1995. ATKINSON, Anthony A.; BANKER, Rajiv D; KAPLAN, Robert. S; YOUNG, S. Mark. Contabilidade Gerencial. São Paulo, SP: Editora Atlas, 2000. 812p. BEBER, Sedinei José Nardelli; SILVA, Edson Zílio; DIÓGENES, Mara Chagas; KLIEMANN, José Francisco. Princípios de custeio: uma nova abordagem. In: ENEGEP, XXIV, 2004, Florianópolis – SC. BORNIA,Antonio Cezar. Análise Gerencial de Custos: Aplicação em Empresas Modernas. Porto Alegre: Editora Bookman, 2002, 203p. COGAN, Samuel. Custos e Preços: formação e análise. São Paulo, Cengage Learning Editores, 157 p., 1999. FERREIRA, José Ângelo. Custos Industriais: Uma ênfase gerencial. São Paulo, Editora STS, 171p., 2007. HORNGREN, Charles T., FOSTER, George. DATAR, Srikant M. Contabilidade de Custos. 9 ed. Livros Técnicos e Científicos,1997. KLIEMANN, José Francisco. Apostila da disciplina de Custos Industriais. Curso de Engenharia de Produção, UFRGS, Porto Alegre, RS, 2005. KRAEMER, Tânia, Henke. Discussão de um Sistema de Custeio Adaptado as Exigências da Nova Competição Global. Porto Alegre: UFRGS, 1995. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP. Porto Alegre, RS, Brasil, 1995. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Editora Atlas, 2001. 378p. MONSER, Neusa. Teresinha. Balardin. Sistema de Informação de Custos: O Método de Custeio ABC (Activity-Based Costing) como Ferramenta de Gestão de Instituições de Ensino. Porto Alegre: UFRGS, 2003. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP. Porto Alegre, RS, Brasil, 2003. MÜLLER, Cláudio José. A. Evolução dos sistemas de manufatura e a necessidade de mudança nos sistemas de controle e custeio. Porto Alegre, RS: Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de produção, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996. ROBLES JR. A. Custos da Qualidade: Uma estratégia para a competição global. São Paulo: ATLAS, 1994 WARREN, Carl. S; REEVE, James. M; FESS, Philip. E. Contabilidade Gerencial. São Paulo, SP. Cengage Learning Editores, 2001. 463p. WERNKE, Rodney. Gestão de custos: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2004. Referências