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AUDITORIA E ATIVIDADES PERICIAIS
Unidade II
5 A MEDIAÇÃO E A ARBITRAGEM COMO FORMAS ALTERNATIVAS DE 
RESOLUÇÃO DE CONFLITOS E GARANTIA DO DIREITO FUNDAMENTAL
Iniciamos este tópico reiterando que o acesso à justiça é uma garantia a todo cidadão, é um 
instrumento à disposição de todos: assegura a efetividade da aplicação do Direito, e a arbitragem 
constitui-se num instrumento efetivo desse acesso.
O nosso ordenamento jurídico traz a arbitragem como meio alternativo de soluções de lides pela 
intervenção de uma ou mais partes que recebem poderes para decidir controvérsias sem a intervenção estatal.
O instituto jurídico da arbitragem é, portanto, um mecanismo privado de solução de litígios, por 
meio do qual um terceiro, escolhido pelos litigantes, impõe sua decisão – que deverá ser cumprida pelas 
partes. Por isso, a característica da solução arbitral é impositiva, distinta da característica da mediação, 
composta de meios autocompositivos de solução de litígios. Desse modo, não haverá decisão a ser 
imposta às partes pelo mediador, que sempre estará limitado à mera sugestão.
A arbitragem é um instrumento opcional e hábil, voltado à resolução dos conflitos.
As principais peculiaridades da arbitragem compreendem a autonomia da vontade, a 
imparcialidade, o livre-convencimento, a tecnicidade, a confidencialidade, a economia e os objetivos 
desejados pelos contratantes.
Em relação às vantagens da solução de controvérsias por meio da arbitragem, destaca-se a celeridade, 
tão invocada quando tratamos de solucionar lides por meio do Poder Judiciário. Acentuam-se, ainda, a 
simplicidade das formas e dos ritos processuais, a possibilidade de escolha, pelos litigantes, da norma a 
ser aplicada ao caso concreto e a possibilidade de definir árbitros especialistas na questão litigiosa.
Na visão moderna de solução de lide, há meios adequados para aplicá-los – exercendo-os como 
meios alternativos. É imprescindível ponderar que primeiro se deve tentar resolver controvérsias de 
forma razoável (por todos os meios legais), e a demanda judicial deve ser a última hipótese.
Nesse contexto, vem à tona a seguinte questão: Por que tratar esse tema como direito fundamental? 
Porque o direito processual civil precisa retomar a sua dimensão social, adequando-se historicamente às 
realidades e necessidades dos novos tempos, a começar pelo rompimento do mito de que tudo deve ser 
“judicializado” para ser garantido.
Nos termos da lei, é direito de qualquer cidadão, por meios extrajudiciais, solucionar controvérsias. 
Em especial, destaca-se o instituto da arbitragem. Então, é necessário fazer que a sociedade saiba das 
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vantagens obtidas por meio dos procedimentos arbitrais, uma vez que protegem o negócio e propiciam 
a continuidade das relações entre as partes, bem como a celeridade do processo.
A possibilidade de solucionar conflitos mediante arbitragem e mediação fortalece a dignidade da 
pessoa humana, no sentido de que as resoluções feitas por mediação, conciliação e arbitragem são 
mais importantes para a sociedade por seu enfoque na população em si, não somente no direito ou na 
justiça, mas também no bem-estar social e na formação psicológica de indivíduos que estão passando 
por conflitos.
O intuito é preservar e construir um grupo social com melhores bases emocionais, pois afasta a 
hipótese de qualquer trauma, inclusive a figura de vítima do caso.
Cabe destacar que não se confundem arbitragem, conciliação e mediação. O objetivo principal da 
arbitragem é obter solução de uma lide imposta por um terceiro imparcial; já na mediação a solução 
provém de um acordo.
Reitera-se que a lei da arbitragem garante às partes escolher livremente as regras do direito 
aplicáveis ao caso, desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. Essa decisão, 
chamada sentença arbitral, produz os mesmos efeitos de uma sentença proferida pelo Poder Judiciário; 
se condenatória, constituirá título executivo.
5.1 Soluções alternativas para os conflitos
5.1.1 Mediação
Nessa fase, almeja-se recuperar o diálogo entre as partes. É por esse motivo que são elas quem 
decidem. A princípio, as técnicas de abordagem do mediador tentam restaurar o diálogo para depois 
poder tratar do conflito. Então, será possível atingir a solução. Na mediação não é necessário interferência, 
pois ambas as partes chegam a um acordo sozinhas, e elas mantêm-se autoras de suas próprias soluções.
5.1.2 Conciliação
A conciliação pode ser mais indicada quando há uma identificação evidente do problema e quando 
este é de fato a razão do conflito. Não é a falta de comunicação que impede o resultado positivo. 
Diferentemente do mediador, o conciliador tem a prerrogativa de sugerir uma solução. Essa polarização 
pede uma intervenção do conciliador no sentido de um acordo justo para ambas as partes e no 
estabelecimento de como esse acordo será cumprido. Causas trabalhistas costumam ser um objeto pelo 
qual a conciliação atua com eficiência.
5.1.3 Arbitragem
A arbitragem se manifesta quando as partes não resolveram de modo amigável a questão. Então, as 
partes permitem que um terceiro, o árbitro, especialista na matéria discutida, decida a controvérsia. Sua 
decisão tem a força de uma sentença judicial e não admite recurso.
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As soluções alternativas dos conflitos ajudam a desobstruir a Justiça, socializam o processo de 
entendimento entre as pessoas e aceleram a resolução das adversidades.
A mediação é uma forma de autocomposição, pois uma ou ambas as partes devem abrir mão de 
porção ou da totalidade de seu interesse ou direito para solucionar o litígio.
Desse modo, a condução dos trabalhos é realizada por um terceiro, que detenha imparcialidade 
em relação aos demandantes. Imprescindível reiterar que o terceiro não decide nem impõe nenhuma 
decisão, mas ajuda as pessoas envolvidas na querela a chegarem a um ponto em comum, de modo que 
seja possível a solução da controvérsia sem a necessidade de acionar o Estado-Juiz.
Nesse mesmo sentido, Rodrigues Júnior aduz o que se segue:
A mediação é um processo informal de resolução de conflitos, em que um 
terceiro, imparcial e neutro, sem o poder de decisão, assiste às partes, para 
que a comunicação seja estabelecida e os interesses preservados, visando 
ao estabelecimento de um acordo. Na verdade, na mediação, as partes são 
guiadas por um terceiro (mediador) que não influenciará no resultado final. 
O mediador, sem decidir ou influenciar na decisão das partes, ajuda nas 
questões essenciais que devem ser resolvidas durante o processo.
O autor Juan Carlos Vezzulla a define como:
Técnica de resolução de conflitos não adversarial, que, sem imposições de 
sentenças ou de laudos e com um profissional devidamente formado, auxilia 
as partes a acharem seus verdadeiros interesses e a preservá-los num acordo 
criativo em que as duas partes ganhem (VEZZULLA, 1998, p. 16).
O artigo 5º da Constituição Federal ordena que a lei não excluirá da apreciação do Poder 
Judiciário lesão ou ameaça a direito. Isso não significa que, sempre que houver controvérsia ou a 
iminência de uma controvérsia, a pessoa deva ingressar em juízo como única forma de solução para 
fazer valer seu direito.
O fato é que a Constituição apenas garante o direito de acesso, não fazendo nenhuma imposição 
unilateral; muito pelo contrário, o próprio preâmbulo da Carta Maior enfatiza a busca de solução pacífica 
de disputas.
Conclui-se que as formas alternativas de resoluçãode litígios são efetivamente alternativas 
ao Poder Judiciário, que muitas vezes sofre com a morosidade e o volume de demandas repetitivas 
e desgastantes.
Na arbitragem, um terceiro igualmente neutro e imparcial tem o poder de emitir decisões quanto às 
objeções levadas pelas partes, que devem eleger o árbitro de comum acordo, ou, não havendo acordo, 
o juiz pode indicar o árbitro.
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O fato é que o árbitro emite decisões, não se tratando apenas de conduzir as partes a um acordo. 
Atua com poder decisório de mérito da demanda. Obviamente que a qualquer momento as partes 
podem celebrar um acordo, submetendo-o à homologação do árbitro. Assim, a lei da arbitragem (Lei nº 
9.307/96) preconiza em seu artigo 31 que a sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os 
mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui 
título executivo.
Sem dúvida, em relação à natureza jurídica da arbitragem, não se pode olvidar que o árbitro 
exerce verdadeira jurisdição, paralelamente à força estatal, fazendo-o com amparo da lei e da 
convenção celebrada.
Conforme ensinamento de José Cretella Neto (2009), a doutrina vê na arbitragem um instituto misto, 
sui generis, pois abriga aspecto contratual e também jurisdicional, que coexistem, posição defendida por 
Pierre Lalive e Philippe Fouchard.
Importante destacar que, havendo compromisso firmado entre as partes, não pode haver 
descumprimento de suas cláusulas, sob pena de violação do consagrado princípio do pacta sunt 
servanda, segundo o qual o contrato é lei entre as partes.
Consoante aduz Carlos Alberto Carmona (1998, p. 258), “a equiparação entre a sentença estatal e a 
arbitral faz com que a segunda produza os mesmos efeitos da primeira”.
6 PERÍCIA
Como estudamos, a perícia é uma avaliação realizada por uma equipe ou profissionais especializados 
para esclarecer a ocorrência de um acidente. Sua finalidade é apurar as causas do fato e chegar a uma 
conclusão definitiva. Por exemplo, quando ocorre algum acidente, com ou sem vítimas fatais, é preciso 
que a perícia seja chamada imediatamente para iniciar o processo investigativo. Assim, as causas e/ou 
culpados são identificados e responsabilizados pelo acontecido.
Para elaboração de uma perícia, há a figura do perito. A palavra origina-se do latim peritus, que 
significa o indivíduo que possui experiência, prática. Trata-se do sujeito ativo para produzir a prova 
pericial. Para tal, deve verificar os fatos relacionados à matéria em que é especialista.
Usualmente considera-se que o perito é “os olhos do juiz”, pois ele é quem vai a campo, inspeciona 
e analisa o local, processos, documentos, faz a oitiva das testemunhas, dos paradigmas e das partes 
envolvidas no processo. Após a conclusão de seu trabalho, emite o laudo pericial.
Dessa forma, oficialmente, o perito deve ser um homem de confiança do juiz. É responsável por 
contatar as partes, reclamante e reclamada, agendando a data para elaborar a visita in loco, solicitar 
documentos etc.
As partes podem contratar ou não assistentes técnicos. Esse profissional seria exatamente como o 
perito do juiz, porém de confiança das respectivas partes. É uma peça valiosa no processo pericial, pois 
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é mais um especialista a analisar e investigar os fatos e documentos. Também pode confabular com o 
perito, ou seja, ter conversas reservadas para discutir assuntos técnicos, pontos de vista e assim buscar 
um entendimento ou alinhamento sobre o assunto-alvo da ação pericial.
Em alguns casos, havendo perfeito alinhamento e concordância entre os especialistas, peritos e 
assistentes, poder-se-á optar pela elaboração de um laudo único e assinado por todos eles. Na área 
trabalhista não é o costume a elaboração de laudo conjunto, mas sim a criação de laudos separados. Um 
ponto importante é que, no rito processual da justiça do trabalho, o laudo elaborado pelos assistentes 
técnicos só poderá fazer parte dos autos se for entregue até a data em que o perito protocolar seu 
laudo. Caso isso não ocorra, o trabalho dos assistentes não fará parte dos autos. Poderá ser base de 
consulta para os advogados elaborarem suas contestações e questionamentos em pontos conflitantes 
com o laudo do perito, mas não fará parte dos autos. É crucial evitar tal situação, pois, quando há 
recursos em que o processo caminha para uma segunda instância, somente os documentos que estão 
nos autos serão considerados pelos juízes que analisarem o caso.
Outra característica na perícia trabalhista é que os laudos resultantes do trabalho dos assistentes e 
peritos são documentos que podem ser utilizados para meios judiciais ou não, devendo ser elaborados por 
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho, visando comprovar o nexo da causalidade, 
constatação de doenças profissionais, insalubridade, periculosidade e outros.
A Consolidação das Leis do Trabalho, em seu artigo 195, estabelece que:
a caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, 
segundo as normas do Ministério do Trabalho e Emprego, far-se-ão através 
de perícia a cargo de médico do trabalho ou engenheiro do trabalho, 
registrados no Ministério do Trabalho (BRASIL, 1943, grifo nosso).
Existem algumas situações específicas e próprias das questões trabalhistas em que há a necessidade 
de ação pericial. Subsequentemente vamos citar tais especificidades.
A doença ocupacional é a designação de várias doenças que causam alterações na saúde do 
trabalhador e que são provocadas por fatores relacionados com o ambiente de trabalho. Trata-se de 
um assunto de relevância mundial. Segundo a Organização Internacional do trabalho (OIT), existe 
uma estimativa de 160 milhões de pessoas sofrendo de doenças não letais oriundas do trabalho. Essas 
enfermidades são classificadas em doenças profissionais ou tecnopatias. Isso significa que advêm da 
atividade laboral executada pelo trabalhador. Há, ainda, as mesopatias, que podem ou não ser causadas 
pelo trabalho propriamente dito, sendo provocadas pelas condições do ambiente de trabalho.
Entre as doenças mais comuns, encontram-se as que afetam o sistema respiratório e da pele. Para 
proteger o trabalhador das doenças do trabalho, deve-se focar a prevenção. Essencialmente, a maioria 
das doenças ocupacionais possui difícil tratamento. Além disso, é um fator do sofrimento humano. 
Pode envolver os familiares do enfermo, que, em muitos casos, serão os responsáveis por ajudá-lo e 
acompanhá-lo em seu tratamento, havendo também impactos emocionais em todos os envolvidos.
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Essa é uma questão que sempre deve ser lembrada pelos profissionais de SST. A doença ocupacional, de 
uma forma geral, é aquela que foi adquirida quando o trabalhador, ao desenvolver suas atividades laborais, 
ficou exposto à insalubridade acima do limite permitido por lei. A NR 15, que trata de insalubridade, 
apresenta os limites considerados nesse quesito para agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, 
aos quais o trabalhador estava exposto sem proteção adequada ou apropriada ao risco em análise.
A proteção pode ser feita pelo uso do EPC ou do EPI. Neste caso, ambos devem atender a todos os 
requisitos da NR 6 para que sejam considerados efetivos legalmente na proteção do trabalhador. Nesse ponto, 
o trabalho do perito é fundamental, pois este profissional pode comprovar ou não a efetividade dessas medidas 
de proteção adotadas. Não se pode esquecer que há outras barreiras,como as medidas administrativas e 
organizacionais, as quais podem eliminar ou reduzir os riscos ou ainda eliminar os perigos. As principais 
vias de absorção de agentes nocivos são a pele, o sistema respiratório ou o digestório. No Brasil, a doença 
ocupacional é equiparada ao acidente de trabalho, gerando os mesmos direitos e benefícios.
O segundo quesito relevante são as perícias de responsabilidade civil. Neste assunto, em 
especial os médicos, que podem atuar como peritos judiciais, assistentes técnicos de processos cíveis, 
trabalhistas, criminais ou mesmo previdenciários, precisam resguardar-se de possíveis processos de 
responsabilização, como os temíveis danos morais. O estudo da responsabilidade civil, pela teoria geral 
e, especificamente, aplicada às perícias médicas, é imprescindível para a prevenção de riscos na atuação 
profissional, bem como para entender sua aplicabilidade e extensão. A ideia de responsabilidade civil 
relacionava-se, tradicionalmente, com o princípio elementar de que o dano injusto, ou seja, o dano 
causado pelo descumprimento de dever jurídico, deve ser reparado. Na questão previdenciária há uma 
grande dificuldade, pois a legislação está sempre sofrendo alterações. Há diversas instruções normativas 
que orientam os médicos. Contudo, pela sobrecarga, muitos não conseguem manter-se atualizados 
como se espera, o que torna a matéria um desafio constante.
Temos ainda as perícias de insalubridade, que são um dos quesitos que mais movimentam as 
atividades periciais nas ações trabalhistas. Ao se falar em insalubridade no ambiente de trabalho, 
entendemo-la como o contato do trabalhador com agentes nocivos à saúde, devendo então considerar 
o tipo de atividade desempenhada ao longo da sua jornada de trabalho, bem como os limites de 
tolerância previstos em lei, e o tempo de exposição em que o trabalhador, ao longo da sua jornada 
de trabalho, permanece exposto a esses elementos. Dessa forma, pode-se reputar que as atividades laborais 
insalubres são aquelas que, de alguma forma, expõem o trabalhador a situações nas quais os limites de 
tolerância e/ou tempo de exposição ultrapassam os limites determinados por lei. A discriminação dos 
agentes considerados nocivos à saúde, bem como os limites de tolerância mencionados, estão previstos 
nos anexos da NR 15.
Para caracterizar e classificar a insalubridade em consonância com as normas baixadas pelo MTE, será 
necessária perícia médica por profissional competente e devidamente registrado pelo órgão. O exercício 
de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo MTE, assegura a 
percepção de adicional, conforme prevê o artigo 192 da CLT, que determina o grau para cada situação:
Art. 192. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites 
de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção 
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de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte 
por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se 
classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo (BRASIL, 1943, grifo nosso).
O laudo técnico de insalubridade trata-se da avaliação pericial conclusiva sobre os aspectos e as 
condições no ambiente de trabalho referente à análise da exposição de trabalhadores aos agentes insalubres.
7 PERICULOSIDADE
Outro item relevante da auditoria compreende as perícias de periculosidade. A periculosidade 
em saúde e segurança do trabalho, por sua vez, é a caracterização de um risco imediato, oriundo de 
atividades ou operações nas quais a natureza ou os seus métodos de trabalho configure um contato 
permanente ou risco acentuado. A legislação contempla as atividades associadas a explosivos e 
inflamáveis, conforme consta na CLT, artigo 193, que diz:
Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da 
regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas 
que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado 
em virtude de exposição permanente do trabalhador a: (Redação dada pela 
Lei nº 12.740, de 2012)
I – inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; (Incluído pela Lei nº 12.740, 
de 2012)
II – roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais 
de segurança pessoal ou patrimonial (BRASIL, 1943).
A periculosidade é caracterizada por perícia a cargo de engenheiro de segurança do trabalho ou 
médico do trabalho, ambos registrados no MTE. Faz jus ao adicional de periculosidade o empregado 
exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, 
apenas, quando o contato dá-se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo 
habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido, salvo se estiver previsto em acordo ou convenção 
coletiva de trabalho. O artigo 195 da CLT acentua: “A caracterização e a classificação da insalubridade e 
da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de 
Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho” (BRASIL, 1943).
“Entende-se que atividades perigosas não necessariamente são contempladas pela periculosidade, 
como popularmente se acredita. É sim perigoso trabalhar em área com risco de animais peçonhentos, 
mas isto não dá direito ao adicional de periculosidade” (BRASIL, 1943).
O laudo técnico de periculosidade é um documento de análise referente 
às condições do ambiente de trabalho em relação às avaliações sobre os 
seguintes riscos: explosivos; líquidos inflamáveis; inflamáveis gasosos; 
radiação ionizante e outras substâncias radioativas (BRASIL, 1943).
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Destacam-se, ainda, as perícias de acidentes do trabalho:
Em matéria trabalhista psiquiátrica/psicológico-forense, é essencial, num 
primeiro passo, o perito certificar-se da relação íntima entre a psicopatologia 
e o acidente sofrido. Se houver, poderá ser de quatro tipos:
— o trabalhador passou a apresentar psicopatologia após sofrer acidente 
de trabalho;
— o trabalhador tinha predisposição à doença e o acidente causou a 
psicopatologia;
— o trabalhador já era doente e o acidente agravou a psicopatologia;
— o acidente é fruto da psicopatologia.
Quanto ao procedimento pericial em acidente de trabalho, primeiramente o 
perito precisa assegurar-se de qual é o tipo de relação entre a psicopatologia 
e o acidente. Para isso, terá de estudar a curva vital do periciando, quais os 
seus antecedentes psicológicos, qual a estrutura psíquica anterior ao fato, 
como se portava funcionalmente antes do evento etc.; depois, terá de valorar 
o momento do acidente, de que natureza foi, em que circunstâncias e qual a 
extensão do trauma ocasionado; e, em seguida, verificar o que ocorreu depois 
do acidente, quais as manifestações mórbidas apresentadas, quanto tempo 
depois começaram a ocorrer etc. Assim procedendo, poderá ter noção clara da 
existência do nexo causal entre acidente e patologia (BRASIL, 1943).
O LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) retrata as condições do ambiente de trabalho 
de acordo com as avaliações de riscos, concluindo sobre a caracterização da atividade como especial. Deve ser 
elaborado para todo ambiente de trabalho e, quando houver qualquer alteração neste, refeito e atualizado. Por 
se tratar de um laudo, deverá ter a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) recolhida. Em muitas situações, 
na elaboração do PPRA (NR 9), se neste houver a análise ambiental, com as descrições do ambiente de forma 
adequada, poderá conter em sua estrutura as informações necessáriaspara atender às necessidades do LTCAT.
 Observação
No caso apresentado, o recolhimento de ART se faz necessário, pois 
apresenta um laudo.
Segundo o site da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul – Tribunal Regional do Trabalho Região 4,
O site regional do Programa Trabalho Seguro do TRT-RS publicou diretrizes e 
enunciados sobre prova pericial em ações que envolvem matéria acidentária. 
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O material é resultado de um fórum virtual, promovido pelo comitê gestor 
nacional do Programa, que envolveu os 24 Tribunais Regionais do Trabalho 
do país para debater um modelo de condução das provas periciais neste tipo 
de matéria. As diretrizes e os enunciados não têm caráter vinculante, mas 
podem servir como um guia para magistrados e peritos.
As sugestões do comitê gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, contidas 
nas diretrizes e enunciados, abrangem temas como a nomeação e a capacitação 
de peritos, e a condução das provas periciais. Elas têm por base normas 
regulamentadoras sobre o tema, entre elas a Resolução 1.488/98 do Conselho 
Federal de Medicina. “Quando se trata de matéria acidentária, podemos estar 
diante de incapacitações, mutilações e mortes de trabalhadores. Isso aumenta a 
responsabilidade do juiz e do perito. A intenção das diretrizes e dos enunciados 
é contribuir para uma perícia mais objetiva e transparente”, explica o gestor 
regional do Programa, desembargador Raul Zoratto Sanvicente.
Os enunciados e diretrizes têm utilidade tanto para orientar o trabalho dos 
peritos quanto para fundamentar as decisões judiciais. Raul Sanvicente 
acredita que eles podem contribuir para a qualidade das provas. Como 
exemplo, cita a sugestão de que as Escolas Judiciais ofereçam cursos de 
preparação e atualização para os peritos. “Penso que essa é uma oportunidade 
de os Tribunais organizarem corpos de peritos, para que a nomeação no 
processo seja o menos subjetiva possível, e cada vez mais orientada por 
critérios como a capacidade profissional e a isenção”, explica. O magistrado 
também destaca o enunciado número quatro, o qual sugere que as ações 
envolvendo matéria acidentária sejam propostas e julgadas de forma 
separada, mesmo em Varas do Trabalho não especializadas na matéria. Outro 
exemplo que considera interessante é o enunciado 12, que recomenda que as 
perícias sempre levem em consideração a existência ou não do Nexo Técnico 
Epidemiológico (metodologia da Previdência Social que demonstra a relação 
entre certas doenças e a prática de determinadas atividades profissionais). 
“É importante que as perícias retratem com fidelidade o que aconteceu e 
quais foram os danos decorrentes, se existirem, para que possamos julgar os 
processos da forma mais justa possível”, conclui (BRASIL, 2015c).
Estudando algumas situações reais, vamos analisar a necessidade da perícia nesses casos.
Consideremos um processo trabalhista que apresenta um trabalhador que atua em um galpão de 
armazenamento de diversas matérias que estão sendo importadas ou exportadas e aguardam o seu 
embarque, em um porto ou aeroporto, ou mesmo em um sistema rodoviário. Conforme cada modal 
de transporte, algumas exigências ou restrições poderão ser aplicadas de forma diferenciada. Contudo, 
supondo que o funcionário entrou com um pedido de adicional de periculosidade, o que ocorre na grande 
maioria das vezes, o juiz deverá determinar um perito para que possa verificar in loco as condições do 
local e as atividades desenvolvidas pelo reclamante.
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Após a nomeação do perito, este irá fazer o contato com a reclamada e solicitar documentos, por 
exemplo, o próprio PPRA (NR 9), as fichas de entrega de EPIs, a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança 
de Produtos Químicos) etc.
Depois, a perícia será agendada e, quando da sua realização, o perito deverá iniciar os trabalhos 
através da perícia administrativa, em que serão analisados os documentos enviados conforme solicitado 
ou disponibilizados naquele momento. Em seguida, o perito define como vai conduzir os trabalhos, se 
irá fazer oitiva de paradigmas, funcionários das partes, se fará a diligência no local ou nos locais onde 
o reclamante desenvolvia suas atividades, e assim por diante. Também poderá decidir se fará medições 
como pressão sonora, temperatura, entre outros, e quais equipamentos e metodologia utilizar.
Subsequentemente, há de se determinar quem participará da diligência nos locais de trabalho a 
serem inspecionados. Em muitos casos, o juiz já determinou quem está autorizado, principalmente do 
lado do reclamante, que deve requisitar ao juiz quem gostaria que o acompanhasse.
Deve-se ressaltar que, para entrar nas áreas a serem inspecionadas, todos, inclusive o perito, precisam 
seguir as regras de segurança da empresa e fazer uso dos respectivos EPIs.
Outro ponto importante é que, no momento das medições, é obrigatório certificar-se de que os 
especialistas (perito e assistentes) estejam de acordo com a forma a ser feita, equipamento, calibragem etc.
Em muitos casos, poderá haver divergências em alguns pontos técnicos, o que será alvo de 
questionamentos após a entrega dos laudos. Essa será a fase em que haverá a contestação das partes, 
que apresentam seus argumentos técnico-legais, seguidos pelas réplicas e tréplicas, e assim por diante.
Uma ferramenta de extrema relevância, sem dúvida, são as fotografias que registram e documentam 
as situações encontradas no momento da perícia. Como o perito representa “os olhos do juiz”, nada 
mais justo que registrar com as imagens a situação real encontrada no momento pericial. Em seguida, 
o perito elabora seu parecer com o embasamento técnico-legal.
Então, retornemos ao cenário inicialmente criado, que representa um armazém.
7.1 Características de armazenamento
 Observação
A movimentação de carga e armazenamento é tratada na NR 11 e deve 
ser observada em sua totalidade para a correta adequação à legislação. 
Nos casos de líquidos combustíveis, a NR 20 também se aplica e deve ser 
observada em conjunto.
Vamos destacar alguns registros de situações que devem ser observadas.
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Figura 4 – Armazém
São muitas as informações a serem verificadas e registradas no exemplo da Figura 4. A estrutura de 
um armazém deve ser bem-descrita, como é o piso, sua condição de manutenção, o pé-direito do local, 
se há ventilação natural ou artificial e se a iluminação é adequada. Nessa situação, pode-se observar 
o seguinte: que o piso é de concreto, ventilação natural no alto das paredes, iluminação natural e 
artificial e um pé-direito de aproximadamente 12 m. Então, constata-se que os produtos estocados são 
alimentos e não há risco de contaminação do trabalhador por alguma substância maléfica à saúde, nem 
risco por produtos inflamáveis ou explosivos descritos na NR 16.
Figura 5 
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Unidade II
Já no armazém da figura anterior, nota-se que a situação é distinta. Há uma série de produtos 
químicos estocados. Logo na entrada dos corredores, apresentam-se as informações dos riscos, e é 
possível notar a indicação de produto inflamável e um quadro indicativo da classificação de produtos 
perigosos. Pelo quadro já se pode ter uma ideia de que há todo tipo de produto perigoso conservado 
no local, inclusive produtos radioativos. Obviamente, se fosse tão simples decidir se o trabalhador teria 
direito à percepçãode algum adicional, de periculosidade ou insalubridade, não haveria necessidade de 
um perito, e sim de um fotógrafo.
É imperioso verificar se as mercadorias estão em suas embalagens originais, se estão fechadas e 
lacradas pelo fabricante, as condições de seu armazenamento, a forma de manuseio etc.
Figura 6 
As informações que o perito obterá com a diligência in loco vão lhe fornecer subsídios técnico-
legais que poderão influenciar a decisão do juiz. Nessa análise, o perito poderá verificar não só uma 
situação em especial, mas também tudo o que a cerca, os procedimentos que são feitos, o treinamento 
dos trabalhadores que atuam no local, a forma pela qual estão desenvolvendo as suas tarefas e que, 
muitas vezes, não constam nos documentos. Deve-se entender que sempre há alguma diferença entre 
a atividade prescrita e a atividade real. Se o trabalho que é alvo da perícia não for acompanhado, será 
impossível determinar com certeza a real situação em que os trabalhadores se encontram.
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Figura 7 
Com a facilidade de movimentação de mercadorias pelo mundo e com um mercado globalizado, não 
é difícil encontrar produtos classificados que não possuem as informações de segurança necessárias, 
que estejam em desacordo com a legislação nacional e, portanto, oferecendo riscos adicionais aos 
trabalhadores. Se não houver o pleno conhecimento dos riscos, como o trabalhador poderá se proteger?
Figura 8 
A forma pela qual o material se movimenta também pode criar riscos específicos. Somente com o 
acompanhamento dos procedimentos no local o perito poderá verificar tudo o que envolve as atividades 
do trabalhador e quais os reais riscos a que ele estaria exposto.
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Unidade II
Num armazém é comum o uso de empilhadeiras. Na figura anterior, pode-se notar que as 
empilhadeiras são movidas a gás. Nessa situação, o perito deverá verificar onde é feito quem faz o 
abastecimento das máquinas, pois, ainda que não seja o trabalhador, se a área do pit stop não estiver de 
acordo com as regras de segurança, o trabalhador poderá se encontrar na área de risco; assim, conforme 
a NR 16, ele tem direito ao adicional de periculosidade.
Entretanto, caso o ambiente apresente empilhadeiras elétricas ou paleteiras, o trabalhador não 
estará exposto ao risco em análise, não tendo direito ao adicional.
Um aspecto importante é que o perito faça sua análise focada nos autos, nos dados iniciais do 
processo. Isso significa que seu trabalho será focado nos pontos que se encontram no processo, no que 
foi levantado pelos advogados e está na parte inicial da análise.
Às vezes outras situações relacionadas à segurança do trabalho são observadas. Contudo, quando se 
trata de uma ação trabalhista, o perito terá de se ater às questões levantadas no processo inicial e que 
dizem respeito a periculosidade ou insalubridade. São essas as questões que se tornam essenciais à perícia.
A perícia também poderá ocorrer em situações de acidentes, em que há lesões graves ou incapacitantes, 
ou mesmo acidentes fatais. Neste último caso, a polícia científica vai fazer a sua perícia. Todavia, se 
houver uma ação para questões de reparação de danos, poderá ocorrer uma perícia designada pelo juiz 
que estará julgando o caso. Assim, torna-se imprescindível o perito relatar todas as situações referentes 
à segurança que forem observadas por ele.
Também poderá haver perícias decorrentes de processos coletivos, movidos por sindicatos, bem 
como de ações do Ministério Público do Trabalho, ente outros. Nesses casos, costuma-se observar 
todas as condições de trabalho, não só no que diz respeito a subsídios a adicional de insalubridade ou 
periculosidade, mas também a questões que garantam ambientes seguros e de qualidade, para que o 
trabalhador possa desenvolver suas atividades de forma segura, sem ficar exposto a riscos que possam 
afetar sua integridade física ou sua saúde.
De uma forma geral, o laudo deverá ser estruturado com elementos básicos para todos os laudos. 
Vejamos:
• identificação: abrange os dados referentes à organização que está sendo periciada; deve conter o 
nome da empresa, o código nacional da atividade econômica, CNAE e CNPJ, respectivamente, seu 
grau de risco e endereço completo;
• identificação dos postos de trabalho periciados: descrição do(s) local(is) e do(s) posto(s) de trabalho 
que foram periciados.
• objetivos: deve descrever qual o objetivo do laudo em questão, sua abrangência e fundamentação;
• aspectos legais: de uma forma geral, as perícias em ações trabalhistas tratam de questões de 
insalubridade e periculosidade, portanto vão se preocupar com as consequentes caracterização e 
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classificação da periculosidade, que deverão ser nos termos da Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 
1977, e da Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978.
Segundo o artigo 195 da lei, “A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, 
segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho 
ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho” (BRASIL, 1977).
Destacam-se a seguir os anexos da NR 15:
• anexo I – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente;
• anexo II – Limites de Tolerância para Ruídos de Impacto;
• anexo III – Limites de Tolerância para Exposição ao Calor;
• anexo IV – (Revogado);
• anexo V – Radiações Ionizantes;
• anexo VI – Trabalho sob Condições Hiperbáricas;
• anexo VII – Radiações não Ionizantes;
• anexo VIII – Vibrações;
• anexo IX – Frio;
• anexo X – Umidade;
• anexo XI – Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção 
no Local de Trabalho;
• anexo XII – Limites de Tolerância para Poeiras Minerais;
• anexo XIII – Agentes Químicos;
• anexo XIII A – Benzeno;
• anexo XIV – Agentes Biológicos.
Em relação aos aspectos normativos, o perito deve descrever quais as normas e os dados técnicos 
que serão considerados na sua análise.
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Unidade II
Acentua-se também o reconhecimento do cenário periciado. Nessa etapa, o perito faz uma 
descrição detalhada do ambiente a ser periciado, sua realidade, características etc.
No que tange à metodologia, o perito deverá ilustrar qual o método a ser empregado para a 
elaboração do laudo. Atualmente não há uma norma que determine um procedimento-padrão. Contudo, 
apesar de ter sido revogada, a Portaria MTB nº 3.311, de 29 de novembro de 1989, é uma instrução que 
orientava os auditores fiscais do trabalho na elaboração dos seus laudos, sendo uma ótima referência.
Evidenciam-se, ainda, os critérios e técnicas de avaliação. De forma geral, e seguindo a Lei 
nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, o laudo deverá estar embasado nas NRs aplicáveis à 
atividade-alvo da perícia.
A seção XIII dessa lei trata especificamente das atividades consideradas insalubres ou periculosas.
Art. 189. Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas 
que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os 
empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância 
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de 
exposição aos seus efeitos (BRASIL, 1977).
Na seção apresentada, revelam-se os critérios para a eliminação ou neutralização de condições 
insalubres.Essa ação poderá ocorrer quando a empresa adotar medidas para que o ambiente de trabalho 
permaneça dentro dos limites de tolerância indicados na NR 15. Outra forma será a utilização de EPIs, 
obedecendo à NR 6, para que possam diminuir a intensidade do agente agressivo e deixá-lo abaixo dos 
limites de tolerância previstos na norma.
 Observação
Legalmente, caso seja comprovada falha no atendimento à NR 6, a 
Justiça vai considerar que o trabalhador não utiliza EPI, ficando exposto 
aos agentes de risco do ambiente. Portanto, todos os pontos, sem 
exceção, da NR 6 devem ser bem-observados, caso essa seja a medida 
preventiva adotada.
Para as questões relativas à periculosidade, ilustra-se o seguinte:
Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da 
regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua 
natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com 
inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
Deve-se saber que, em situações nas quais o trabalhador se encontra simultaneamente exposto à 
insalubridade e à periculosidade, ele deverá optar por uma delas, não podendo acumular os adicionais.
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8 CONCLUSÃO DA AUDITORIA
Um ponto que deve ser acentuado é que a segurança do trabalho não é estática, mas dinâmica. 
Assim, é fundamental a inspeção no local de trabalho para que o perito possa avaliar a atividade real e 
então identificar qualquer fator que esteja relacionado com periculosidade ou insalubridade.
Desse modo, pode-se dizer que a inspeção realizada no local de trabalho – da forma que foi colocada 
pelo legislador – busca não somente verificar a existência de uma condição de risco acentuado no local 
onde o trabalhador desenvolve suas atividades laborais, mas também garantir que o perito seja capaz 
de perceber, avaliar e interpretar a intensidade dos agentes de risco que estão presentes no posto de 
trabalho ou nas etapas de trabalho executadas ao longo da jornada em questão. Então, espera-se que o 
perito faça o levantamento das medidas de proteção, do tempo de exposição a que ele está sujeito, da 
forma que o produto ou a substância é empregada em sua tarefa, como é transportada e armazenada, 
tendo discernimento necessário para interpretar corretamente a diferença entre os conceitos legais 
de manuseio, armazenamento, manipulação e fabricação. Deve ter ciência, ainda, das questões de 
inflamabilidade, explosividade, entre outras.
Aproveitando que estamos falando da Lei nº 6.514/77, nunca é demais reforçar a questão da 
habilitação necessária do perito para atuar nesta área, apresentada no artigo seguinte: “Art. 195 - A 
caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério 
do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, 
registrados no Ministério do Trabalho”.
A Lei nº 6.514, em seu parágrafo 2º, determina que o juiz deverá designar um perito habilitado 
quando houver na inicial referência a situações de exposição do trabalhador a ambientes e/ou atividades 
nas quais haja insalubridade ou periculosidade, cabendo ao perito caracterizar e classificar ou delimitar 
tais tarefas (BRASIL, 1977).
 Saiba mais
Para saber mais sobre essa lei, leia:
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos 
Jurídicos. Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Altera o Capítulo V do 
Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, 1977. Disponível 
em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6514.htm>. Acesso em: 5 
maio 2016.
Materiais ou substâncias perigosas ou nocivas à saúde manipulados ou transportados pelo 
trabalhador devem conter em seu rótulo as informações sobre a sua composição, bem como as 
recomendações para o socorro imediato em casos de acidentes, além da simbologia internacional que 
representa o perigo correspondente.
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Unidade II
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Sobre rotulagem preventiva, a NR que trata do assunto é a 26 – 
Sinalização de Segurança, definindo algumas regras para essa questão.
A seguir, alguns exemplos de rotulagens que não apresentam todas as informações obrigatórias. Em 
alguns casos, as informações estão em língua estrangeira.
Figura 9 Figura 10 
Figura 11 Figura 12 
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Figura 13 Figura 14 
 Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre rotulagem de segurança, leia:
ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química). Departamento 
de Assuntos Técnicos. O que é o GHS? Sistema harmonizado globalmente 
para a rotulagem de produtos químicos. Disponível em: <http://abiquim.
org.br/pdfs/manual_ghs.pdf. Acesso em: 10 maio 2016.
Figura 15 Figura 16 
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Unidade II
Todo material armazenado em área classificada precisa ter o seu acesso controlado, devendo-se 
restringir a entrada apenas a pessoas autorizadas.
Figura 17
Figura 18
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Figura 19 
Figura 20 
Mesmo os produtos que estejam armazenados para descarte, mas que possam apresentar 
resíduos inflamáveis, embalagens que contiveram produtos tóxicos etc. também devem ter acesso 
restrito e controlado.
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Unidade II
Figura 21 
Figura 22 
As cabines primárias e de distribuição de energia, além do acesso controlado, devem permanecer 
fechadas, e não se deve permitir a entrada de indivíduos não autorizados.
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Figura 23 – Barreira de proteção
Na figura anterior, pode-se verificar que, apesar da barreira de proteção, o portão está destravado, 
sem cadeado ou fechadura para impedir a entrada de pessoas. Esses detalhes só são observados nas 
diligências in loco, nas quais o perito deve verificar as condições das barreiras de proteção instaladas e 
a sua eficácia.
Figura 24 
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Unidade II
Figura 25 
Em se tratando de instalações elétricas, é obrigatório que os painéis fiquem trancados, atendendo 
ao disposto na NR 10.
 Lembrete
A NR 10 trata da segurança dos eletricistas, definindo as medidas de 
controle, os procedimentos, a capacitação, a habilitação e a qualificação 
dos trabalhadores, bem como o padrão correto para as instalações elétricas.
Figura 26 – Pit stop
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Outro item relevante para o perito é o pit stop para abastecimento de empilhadeiras. Na figura 
anterior, os operadores não possuem uma distância segura dessa área. Nesse caso em especial, é preciso 
destacar um ponto: ao se acompanhar o ciclo do abastecimento, pode-se observar que o operador da 
empilhadeira permaneceu ao lado da máquina enquanto o responsável pelo abastecimento efetuava a 
operação. Assim, pode-se concluir que o protocolo que deveria ser efetuado não condizcom a rotina 
diária, sendo vital que o perito verifique e comprove a realidade dos fatos para que o juiz possa embasar 
sua decisão corretamente.
Figura 27 
Figura 28 
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Unidade II
A condição do estoque dos materiais deve ser observada, pois, em muitas situações, o ambiente 
torna-se um catalisador para uma catástrofe.
Figura 29 
Em muitos casos, uma atividade que está sendo executada no local inspecionado, mesmo que não 
seja o posto que o perito estiver analisando, pode contaminar o ambiente e se tornar um fator de risco 
para os demais que desenvolvem atividades próximas. Os fumos metálicos oriundos de operações de 
solda devem ser eliminados mediante um sistema de exaustão, do contrário tornam-se um risco para a 
saúde de todos os que ali se encontram. Observando tal situação, o perito deverá requisitar uma análise 
de fumos metálicos no ambiente para comprovar, ou não, a existência de substâncias contaminantes.
Figura 30 
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AUDITORIA E ATIVIDADES PERICIAIS
Figura 31 
Algumas ocorrências devem ser registradas para esclarecer nos autos a existência de condições 
totalmente fora do atendimento legal. Um exemplo pode ser visto na fotografia anterior, que ilustra 
uma prensa de chaveta com acionamento manual mecânico em operação, colocando em risco os 
trabalhadores que a manuseiam. Prensas desse tipo devem ser modificadas para atender à legislação e 
garantir que não haja acionamento enquanto a área de operação não estiver protegida, impedindo que 
o trabalhador tenha acesso a ela. Assim, pode acioná-la por botoeira bimanual.
Figura 32 – Esmeril
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Unidade II
Outro exemplo pode ser visto na figura anterior. O esmeril é uma fonte de ruído e cria materiais 
particulados. Além do risco da quebra do rebolo, que pode ser arremessado e atingir os trabalhadores 
mais próximos.
Já na figura a seguir temos um exemplo de uma dosimetria feita em um trabalhador. Por meio 
dessa avaliação, o perito poderá comprovar a exposição real do trabalhador ao longo de sua jornada de 
trabalho. Por se tratar de uma análise demorada, geralmente o perito requisita que a medição seja feita 
por uma empresa reconhecida, garantindo qualidade e imparcialidade no resultado obtido.
Figura 33 
 Saiba mais
Sobre a exposição ao ruído, você poderá aprofundar seus 
conhecimentos em:
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Norma de Higiene 
Ocupacional. Procedimento Técnico. NHO 01 – Avaliação da Exposição 
Ocupacional ao Ruído. Brasília, 2001. Disponível em <http://www.
fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-ocupacional/download/
Publicacao/195/NHO01-pdf>. Acesso em: 6 maio 2016.
Agora vamos retornar à estrutura do laudo. Abordaremos cinco etapas.
Inicialmente, temos as técnicas adicionais, que devem esclarecer o que o perito vai considerar em 
seu laudo quando da ausência de orientações das normas nacionais. Nessas situações, serão aplicadas 
outras normas internacionais, como: American Conference Governamental Industrial Hygienist (ACGIH), 
OIT e National Institute for Occupational Safety and Health (Niosh), com base no estabelecido na 
NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
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Depois, seguem os conceitos básicos. Nesse ponto, o perito deve esclarecer os conceitos que ele está 
utilizando no seu parecer e apresentá-los de forma clara para que seja interpretado corretamente por quem 
consultá-lo. O documento tem valor, será empregado em num processo e analisado por advogados e juízes. 
As definições dos termos mais desenvolvidos na SST serão registrados no laudo, como a questão da diferença 
entre risco e perigo, risco acentuado, condição de periculosidade, inflamável, área classificada etc.
 Lembrete
O perigo é a fonte com o potencial de causar dano, já o risco é a 
probabilidade da ocorrência da gravidade do dano que poderá causar.
Subsequentemente, destaca-se a etapa de reconhecimento e avaliação. Relata-se o que se 
levantou nas áreas visitadas e nos postos analisados, os funcionários que foram entrevistados, quem 
acompanhou o processo, o que foi registrado etc.
A penúltima fase é a de avaliação e resultados. Nesse momento, ilustra-se a análise do laudo com 
base em fundamentos legais para que tenha subsistência jurídica. As fotos do registro são importantes 
nessa etapa.
Já na conclusão, o perito documenta sua conclusão sobre o trabalho efetuado, apresentando sempre 
seu parecer embasado nos aspectos legais.
Após esses trâmites, as partes devem responder aos quesitos formulados. Para tal, o perito deverá 
reportar-se aos dados acentuados em seu laudo para justificar suas respostas.
Por fim, os documentos que foram colhidos e que sejam indispensáveis poderão ser anexados ao laudo.
 Resumo
Esta unidade relatou o valor da atividade pericial como fonte de 
provas e sustentação técnica legal para decisões judiciais, evidenciando a 
importância do perito.
Em relação às perícias trabalhistas, o livro-texto destacou a CLT, em 
especial os pormenores do artigo 195, bem como a Lei nº 6.514/77. Ambas 
determinam que as perícias para questões de percepção de adicionais de 
insalubridade ou periculosidade só poderão ser executadas por médico do 
trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.
Vimos que qualquer funcionário designado pela empresa poderá 
acompanhar o processo de auditoria e atender às requisições de documentos 
e informações feitas pelo perito.
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Unidade II
Também se evidenciou a estrutura que um laudo deve apresentar, de 
forma que possa cumprir as técnicas legais que o assunto exige.
Ilustrou-se, ainda, uma série de exemplos de alguns dos principais 
pontos críticos em ações trabalhistas, por meio de fotografias, que são 
uma ferramenta essencial para registrar fatos e situações, permitindo uma 
compreensão melhor por parte dos advogados e juízes.
Por fim, constatou-se que há outras situações que podem requisitar 
perícias: acidentes graves ou fatais; ações do MP; ou quando há denúncias 
de condições inadequadas e que estejam colocando em risco a saúde e a 
vida dos trabalhadores.
 Exercícios
Questão 1. As novas políticas de pessoal, recentemente implantadas na Confecção Norma Modas, 
trouxeram insatisfação, estresse e uma série de doenças ocupacionais. Essa situação foi detectada a 
partir dos seguintes indicadores:
I – custos associados a doenças ocupacionais;
II – violência no trabalho;
III – nível de responsabilidade atribuída ao cargo;
IV – inclinações pessoais;
V – absenteísmo e rotatividade.
Considerando os indicadores como fontes adequadas de investigação, é correto apenas o que se 
destaca nas afirmativas: 
A) I, II e V.
B) I, III e V.
C) II, III e IV.
D) II, IV e V.
E) III, IV e V.
Resposta correta: alternativa A.
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AUDITORIA E ATIVIDADES PERICIAIS
Análise das alternativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo a OMS, as doenças ocupacionais, como LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e Dort 
(Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), são causadas por condições desfavoráveis oferecidas 
para o desempenho do trabalho. O estresse relacionado a essasdoenças gera alto custo para as organizações. 
II – Afirmativa correta.
Justificativa: algumas das mais importantes categorias de indicadores de desempenho de QVT 
(Qualidade de Vida no Trabalho) são as que medem o nível de relacionamento, a integração social, a 
privacidade, a liberdade de expressão e o direito à proteção. Esses indicadores apontam a existência de 
tipos diversos de práticas violentas no ambiente de trabalho. Essas práticas resultam em estresse, em alto 
nível de insatisfação entre os colaboradores de uma organização, em ausências e em baixa produtividade.
III – Afirmativa incorreta.
Justificativa: um indicador de responsabilidade atribuída ao cargo está relacionado à política de 
cargos e salários. A indicação da responsabilidade atribuída ao cargo, por si só, não serve como parâmetro 
para medir o nível de insatisfação e de estresse do colaborador empossado nele.
IV – Afirmativa incorreta.
Justificativa: as inclinações pessoais não podem ser consideradas indicadores de insatisfação e de 
estresse para o caso em estudo.
V – Afirmativa correta.
Justificativa: o absenteísmo refere-se às ausências, aos atrasos e ao não cumprimento de obrigações 
pelo trabalhador. Dentre suas causas, encontram-se as doenças ocupacionais, a alta rotatividade e 
outras causas. Segundo Souto (1980), o absenteísmo afeta negativamente tanto o processo de trabalho 
quanto a remuneração do trabalhador, com descontos no salário ou aumento do índice de rotatividade 
de pessoal. Os resultados são a baixa motivação no desempenho das funções e o aumento das despesas 
com os processos demissionais e admissionais decorrentes.
Questão 2. No Brasil, os resíduos sólidos foram, por muitos anos, depositados em lixões, sem que 
houvesse sistema adequado de controle de poluição. Com isso, esses lixões se transformaram em áreas 
potencialmente contaminadas, que precisam passar por processos de remediação.
Sobre a remediação dos lixões, analise as seguintes afirmativas: 
I – Os gases captados do lixão têm alto poder calorífico, o que potencializa sua utilização energética, 
apesar dos altos custos financeiros característicos dos processos de pressurização do gás metano.
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Unidade II
II – A aceleração da decomposição da matéria orgânica presente no lixão é feita injetando-se, dentro 
da massa de resíduos, solução concentrada de microrganismos decompositores e/ou ar atmosférico.
III – O chorume coletado no lixão apresenta níveis de DBO muito acima daqueles verificados para os 
esgotos domésticos, por isso a estabilização de sua carga orgânica requer nível terciário de tratamento.
IV – A implantação de sistemas de drenagem de águas pluviais afasta as águas de chuva do lixão, 
evitando que essa água penetre na massa de lixo e, consequentemente, haja formação de mais chorume 
e gases.
V – Os sistemas de drenagem de gases tipo espinha de peixe são indicados para captação dos gases 
presentes nos lixões por não exigirem, para sua instalação, grande movimentação na massa de resíduo 
depositada.
É correto apenas o que se destaca nas afirmativas:
A) I, II e IV.
B) I, III e IV.
C) I, III e V.
D) II, III e IV.
E) II, IV e V.
Resolução desta questão na plataforma.
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 2
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) NBR ISO 19011. Diretrizes para auditoria de 
sistemas de gestão. Rio de Janeiro, 2012. p. 13. Disponível em: <https://www.abntcatalogo.com.br/
norma.aspx?ID=90603>. Acesso em: 10 maio 2016.
Figura 3
1411613728WBJSR.JPG. Disponível em: <http://cdn.morguefile.com/imageData/public/files/s/
Sinoca/09/l/1411613728wbjsr.jpg>. Acesso em: 9 maio 2016.
REFERÊNCIAS
Audiovisuais
APOLLO 13: do desastre ao triunfo. Dir. Ron Howard. EUA: 1995. 140 minutos.
Textuais
ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química). Departamento de Assuntos Técnicos. O que é 
o GHS? Sistema harmonizado globalmente para a rotulagem de produtos químicos. Disponível em: 
<http://abiquim.org.br/pdfs/manual_ghs.pdf. Acesso em: 10 maio 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT) NBR ISO 19011. Diretrizes para auditoria de 
sistemas de gestão. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: <https://www.abntcatalogo.com.br/norma.
aspx?ID=90603>. Acesso em: 10 maio 2016.
BASTOS, R. Q. Implicações do nexo técnico epidemiológico previdenciário sobre a ação indenizatória 
por acidente do trabalho. Âmbito Jurídico, Rio Grande, v. 15, n. 106, nov 2012. Disponível em: <http://
www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12396>. Acesso 
em: 19 maio 2016.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição da 
República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Brasília, 1988. Disponível em: <http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 29 abr. 2016.
___. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Norma de Higiene Ocupacional (NHO). Procedimento 
Técnico. NHO 01 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído. Brasília, 2001. Disponível em <http://
www.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-ocupacional/download/Publicacao/195/
NHO01-pdf>. Acesso em: 6 maio 2016.
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___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria GM nº 3.214, de 8 de junho de 1978. 
Norma Regulamentadora nº 1 – Disposições Gerais. Brasília: MTPS, 1978. Disponível em: <https://www.
bauru.unesp.br/Home/CIPA/nr_01_at.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 
1994. Norma Regulamentadora nº 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Brasília, 1994. 
Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR-09atualizada2014III.pdf>. 
Acesso em: 9 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 82, de 1º de junho de 
2004. Norma Regulamentadora nº 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de 
Materiais. Brasília, 2004a. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/
normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-11-transporte-movimentacao-
armazenagem-e-manuseio-de-materiais>. Acesso em: 4 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria GM nº 598, de 7 de dezembro de 
2004. Norma Regulamentadora nº 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Brasília, 
2004b. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR10.pdf>. Acesso em: 6 
maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 194, de 22 de dezembro de 2006. 
Norma Regulamentadora nº 6 – Equipamento de Proteção Individual (EPC). Brasília, 2006. Disponível em: 
<http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf>. Acesso em: 4 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 199, de 17 de janeiro de 2011. 
Norma Regulamentadora nº 3 – Embargo ou Interdição. Brasília, 2011a. Disponível em: <http://www.
mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR3.pdf>. Acesso em: 7 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 229, de 24 de maio de 2011. 
Norma Regulamentadora nº 26 – Sinalização de Segurança. Brasília, 2011b. Disponível em: <http://
www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR26.pdf>. Acesso em: 9 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 247, de 12 de julho de 2011. Norma 
Regulamentadora nº 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes(Cipa). Brasília, 2011c. Disponível em: 
<http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria SIT nº 291, de 8 de dezembro de 2011. 
Norma Regulamentadora nº 15 – Atividades e Operações Insalubres. Brasília, 2011d. Disponível em: 
<http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/
norma-regulamentadora-n-15-atividades-e-operacoes-insalubres>. Acesso em: 6 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria MTE nº 1.892, de 9 de dezembro 
de 2013. Norma Regulamentadora nº 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 
Brasília, 2013. Disponível em: http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/
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normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-07-programas-de-controle-medico-de-saude-
ocupacional-pcmso. Acesso em: 8 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria MTE nº 594, de 28 de abril de 
2014. Norma Regulamentadora nº 13 – Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações. Brasília, 2014a. 
Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-
regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-13-caldeiras-vasos-de-pressao-e-tubulacoes>. Acesso 
em: 5 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria MTE nº 1.079, de 16 de julho de 2014. 
Norma Regulamentadora nº 20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis. 
Brasília, 2014b. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/
normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-20-seguranca-e-saude-no-
trabalho-com-inflamaveis-e-combustiveis>. Acesso em: 8 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria MTE nº 5, de 7 de janeiro de 2015. 
Norma Regulamentadora nº 16 – Atividades e Operações Perigosas. Brasília, 2015a. Disponível em: 
<http://www.mtps.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR16.pdf>. Acesso em: 8 maio 2016.
___. Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Portaria MTPS nº 208, de 8 de dezembro 
de 2015. Norma Regulamentadora nº 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria 
da Construção. Brasília, 2015d. Disponível em: <http://www.mtps.gov.br/seguranca-e-saude-no-
trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-18-condicoes-e-meio-
ambiente-de-trabalho-na-industria-da-construcao>. Acesso em: 5 maio 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Decreto-Lei nº 5.452, de 
1° de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Rio de Janeiro, 1943. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452.htm>. Acesso em: 7 maio 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 6.514, de 22 de 
dezembro de 1977. Altera o Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, 1977. 
Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6514.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 9.307, de 23 de 
setembro de 1996. Dispõe sobre a arbitragem. Brasília, 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/leis/L9307.htm>. Acesso em: 10 maio 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei Complementar nº 123, 
de 14 de dezembro de 2006. Brasília, 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
LCP/Lcp123.htm>. Acesso em: 30 abr. 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 13.105, de 16 de 
março de 2015. Código de Processo Civil. Brasília, 2015b. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm>. Acesso em: 8 maio 2016.
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___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Portaria MTb nº 
402, de 28 de abril de 1995. Brasília, 1995. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/diarios/
DOU/1995/04/28>. Acesso em: 5 maio 2016.
___. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Portaria nº 3.158, de 
18 de maio de 1971. Brasília, 1971. Disponível em: <http://www.fiscosoft.com.br/g/1prx/portaria-
ministro-de-estado-do-trabalho-mtb-n-3158-de-18051971>. Acesso em: 6 maio 2016.
___. Tribunal Regional do Trabalho. 4a região. Rio Grande do Sul. Programa Trabalho Seguro publica 
diretrizes e enunciados sobre prova pericial. 30 jul. 2015. Brasília, 2015c. Disponível em: <http://www.
trt4.jus.br/portal/portal/trt4/comunicacao/noticia/info/NoticiaWindow?cod=1168306&action=2>. 
Acesso em: 7 maio 2016.
CARMONA, C. A. Arbitragem e processo. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
CRETELLA NETO, J. Curso de arbitragem. 2. ed. Campinas: Millennium, 2009.
RODRIGUES JÚNIOR, W. E. A prática da mediação e o acesso à justiça. São Paulo: Brasiliense, 2007.
SOUTO, D. F. Absenteísmo: preocupação constante das organizações. Projeto n. 23/78 GRIDIS. Rio de 
Janeiro, 1980. 47 p. 
VEZZULLA, J. C. Teoria e prática da mediação. Curitiba: Instituto de mediação e arbitragem no Brasil, 1998.
Exercícios
Unidade I – Questão 1: SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (Sinaes). 
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2008: Prova de Engenharia do Grupo VI. 
Questão 32. Disponível em: <https://www.uniritter.edu.br/files/enade/2008/ENGENHARIA_G6.pdf>. 
Acesso em: 15 maio 2016.
Unidade I – Questão 2: SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (Sinaes). Exame 
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2010: Componente específico (Tecnologia em Gestão 
Ambiental). Questão 12. Disponível em: <http://public.inep.gov.br/enade2010/tecnologia_gestao_
ambiental_gabarito_preliminar.pdf>. Acesso em: 15 maio 2016.
Unidade II – Questão 1: SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (Sinaes). Exame 
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2006: Componente específico (Administração). 
Questão 17. Disponível em: <https://www.uniritter.edu.br/files/enade/2006/ADMINISTRACAO.pdf>. 
Acesso em: 16 maio 2016.
Unidade II – Questão 2: SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (Sinaes). Exame 
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2010: Componente específico (Tecnologia em Gestão 
Ambiental). Questão 15. Disponível em: <http://public.inep.gov.br/enade2010/tecnologia_gestao_
ambiental_gabarito_preliminar.pdf>. Acesso em: 18 maio 2016.
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Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000

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