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107 
12 RESTAURAÇÕES EM AMÁLGAMA. 
 
Material e instrumental necessários para restaurações em amálgama: 
 Plástico para bancada 
 alicate para rebite n° 141 
 arco de Ostby 
 bastões de godiva 
 Lamparina a álcool 
 brunidores para amálgama 29 e 33 
 Brunidor n° 6 de Hollenback 
 condensadores para amálgama (de Ward n° 00, 1, 2 e 3) 
 cunhas de madeira 
 disco de lixa de papel 
 esculpidor discóide-cleóide 
 esculpidores de Frahn 
 espelho plano 
 explorador duplo n° 5 
 Espátula n.1 de inserção 
 fio dental 
 grampos para isolamento do campo operatório 
 godiva de baixa fusão 
 esculpidores de Hollenback n° 3 e 3S 
 lençol de borracha para isolamento 
 mandril para contra-ângulo 
 perfurador de Ainsworth 
 pinça clínica 
 pinça hemostática tipo mosquito de ponta curva 
 pinça de Palmer 
 porta-amálgama 
 porta-matriz de Tofflemire 
 pote Dappen de silicone 
 removedor de excessos proximais 
 tesoura reta 
 tira de lixa aço 
 tira-matriz de aço inoxidável de 5 e 7mm 
 caneta de ponta porosa 
 curetas de dentina 
 pinça de Müller e papel carbono para articulação 
 avental, luvas, máscara, gorro e óculos de proteção 
 Aplicador para cimento de hidróxido de cálcio duplo 
 Placa de vidro ou bloco de papel 
 Espátula n. 22 
 Seringa Centrix 
 
 
 
 
12.1 RESTAURAÇÕES DAS CAVIDADES DE CLASSE I. 
 
 108 
A. Isolamento absoluto do campo operatório 
 
A técnica de isolamento absoluto do campo operatório já foi vista em 
teoria e consta de montagem do lençol de borracha no arco de Ostby,devendo ser 
feita a demarcação de no mínimo um dente antes e um depois do dente a ser 
restaurado. Como serão restaurados vários dentes posteriores de um mesmo 
hemiarco, deve-se proceder a demarcação do canino até o terceiro molar. A seguir 
faz-se a perfuração dessas demarcações. Para tal deve-se utilizar o orifício correto 
do perfurador, conforme descrito na Figura 12.1.1. 
 
 
Figura 12.1.1 – Escolha correta do orifício do perfurador de Ainsworth. 
 
A seguir deve ser verificado, com uso do fio dental, se os espaços 
interproximais não estão cortantes para que não rompa ou rasgue o lençol de 
borracha. Deve-se então amarrar um fio dental ao grampo e experimentar a sua 
adaptação no dente que o receberá. A posição da pinça e a empunhadura a ser 
utilizada, variam de acordo com a área a ser isolada (arcada inferior ou superior) 
(Figura 12.1.2). 
 
 
Figura 12.1.2 – Empunhaduras para isolamento do arco inferior (A) e superior (B) 
 
A B 
 109 
A seguir deve-se lubrificar a borracha com sabão cirúrgico e colocar o 
grampo n° 202 na perfuração mais distal que corresponde ao dente que receberá 
o grampo (Figura 12.1.3). 
 
 
Figura 12.1.3 – Adaptação do conjunto grampo/lençol de borracha ao dente 
 
A seguir procede-se a adaptação da borracha nos espaços 
interproximais empregando o fio dental. Após esta etapa deve-se invaginar o 
lençol de borracha no interior do sulco gengival empregando a espátula n°1 de 
inserção (Figura 12.1.4). 
 
 
 Figura 12.1.4 – Invaginação do lençol de borracha no sulco gengival. 
 110 
 
Este procedimento visa evitar o extravasamento de saliva e fluídos do 
sulco gengival para o campo operatório, como se observa na Figura 12.1.5. 
 
 
Figura 12.1.5 – Importância do correto invaginamento do lençol de borracha, bloqueando a 
penetração de fluídos no campo operatório. 
 
Se necessário, podemos fazer amarria no elemento 33 para estabilizar 
o conjunto. 
 
B. Técnica da Restauração 
 
 Disposição do instrumental para a restauração 
 Trituração do amálgama: mecânica ou manual 
 Remoção do excesso de mercúrio com lençol de camurça, se necessário. 
 Seleção de um condensador que seja capaz de alcançar as regiões mais 
profundas do preparo. 
 Com o porta-amálgama, levamos pequena porção do material ao interior da 
cavidade. 
 Condensação: consiste na adaptação do material às paredes cavitárias, 
usando um calcador de pequeno diâmetro (n° 1) condensando o amálgama, 
inicialmente, contra as zonas de retenção e depois contra as paredes 
cavitárias até preencher a cavidade com ligeiro excesso. O tempo total de 
 111 
condensação do material na cavidade não deve ser superior a 3 minutos. À 
medida que a cavidade vai sendo preenchida, vamos utilizando calcadores 
de maior diâmetro. 
 Brunidura pré-escultura: realizada após o preenchimento da cavidade, com o 
brunidor usado sob pressão, com a finalidade de adaptar o amálgama ao 
cavo superficial. 
 Escultura: iniciada após o início da cristalização do amálgama com o 
Hollenback 3S ou esculpidores de Frahn, determinando a região das fóssulas 
mesial e distal. O mesmo instrumento faz a escultura do sulco principal 
mésio-distal e sulco transversal vestíbulo-lingual. Determina-se também a 
inclinação das vertentes triturantes. O cleóide pode ser usado no 
acabamento da escultura das fossas. 
 Brunidura pós-escultura: o brunidor é aplicado sem pressão contra a 
superfície da restauração, tracionando-o para fora da cavidade (ou para o 
ângulo cavo superficial), a fim de conferir lisura para facilitar o polimento. 
 Acabamento e polimento: realizados após 24 ou 48 horas. 
 112 
12.2 RESTAURAÇÕES DAS CAVIDADES DE CLASSE V. 
 
A. Isolamento absoluto do campo operatório 
 
O isolamento é feito da mesma forma que para o exercício anterior. 
 
B. Técnica da Restauração 
 
Por se tratar de cavidade classe V extensa, há necessidade de 
utilização de matriz individual fenestrada, que permitirá fazer uma correta pressão 
de condensação para que a restauração não se solte. 
Leva-se o conjunto matriz e porta-matriz em posição no dente 36, com 
o porta-matriz posicionado lingualmente, e faz-se uma marca da posição onde a 
cavidade relaciona-se com a matriz. Remove-se o conjunto do dente e perfura-se 
essa marca com uma ponta diamantada esférica ou cilíndrica. Esta perfuração ou 
fenestração deve ter um diâmetro mínimo, apenas o suficiente para possibilitar a 
colocação do material restaurador e sua condensação. Recoloca-se a matriz em 
posição e aperta-se o porta-matriz (Figura 12.2.1). 
 
 
Figura 12.2.1 – Posicionamento da matriz fenestrada. 
 
Condensar o material com ligeiro excesso e aguardar o início da 
cristalização antes de remover a matriz. A seguir se realiza a brunidura pré-
escultura, escultura e brunidura pós-escultura. 
 113 
Ao realizar a escultura devemos tomar o cuidado de reproduzir o 
contorno da face livre que está sendo restaurada. Para isso devemos proceder a 
escultura em dois planos, devolvendo a convexidade da face que está sendo 
restaurada (Figura 12.2.2). 
 
 
Figura 12.2.2 – Escultura em dois planos. 
 114 
12.3 RESTAURAÇÕES DAS CAVIDADES DE CLASSE II NO 36 (MO) E 25 
(MOD) (COM MATRIZ UNIVERSAL). 
 
A - Isolamento absoluto compreendendo o hemiarco correspondente. 
 
B - Instalação do conjunto matriz e porta-matriz 
 
Para esta restauração iremos empregar o porta-matriz de Tofflemire, 
mostrado na Figura 12.3.1. 
 
 
Figura 12.3.1 – Porta-matriz de Tofflemire e suas partes constituintes. 
 
Recortar um pedaço de tira de matriz de altura correspondente ao dente 
a ser restaurado. Devemos lembrar que a matriz utilizada deve ficar de 1 a 2mm 
acima da crista marginal do dente vizinho e de 1 a 1,5mm além do cavo-superficial 
gengival (Figura 12.3.2). 
 
 
 
Figura 12.3.2 – Altura correta da matriz. 
 115 
Para dar à matriz a convexidade correspondente à face proximal, deve-
se brunir a tira matriz contra um bloco de papel, utilizando o brunidor nº 29 antes 
de prendê-la ao porta-matriz,feito isso, une-semercúrio as duas pontas para 
formar uma alça (Figura 12.3.3 A). As pontas são colocadas na fenda diagonal e o 
restante da alça deve passar por uma das fendas guias (Figura 12.3.3 B) 
 
 
Figura 12.3.3 – Colocação da matriz no porta matriz 
 
A escolha de qual fenda guia será utilizada depende do dente a ser 
restaurado. Geralmente posiciona-se a armação do porta-matriz por vestibular, 
com o seu longo eixo paralelo à arcada dental. Contudo, a sua posição pode variar 
de acordo com a conveniência em cada situação (Figura 12.3.4). 
 
 
Figura 12.3.4 – Opções de posicionamento da matriz nas fendas guia. 
 
A B 
 116 
 
A maçaneta externa deve ser girada no sentido horário para apertar o 
parafuso contra a tira de matriz e promover sua fixação (Figura 12.3.5). 
 
 
 
Figura 12.3.5 – Fixação da matriz no porta-matriz 
 
 
De acordo com o dente a ser restaurado, o tamanho da alça da tira 
matriz pode ser aumentado ou diminuído girando a maçaneta interna no sentido 
anti-horário ou horário, respectivamente (Figura 12.3.6). 
 
 
Figura 12.3.6 – Modificação do diâmetro da alça da tira matriz 
 
Para melhorar o contorno da matriz e facilitar o posicionamento pode-se 
empregar o cabo de um espelho ou pinça clínica, como mostrado na Figura 
12.3.7. 
 117 
 
Figura 12.3.7 – Contornamento da tira de matriz 
 
A seguir realiza-se a estabilização da matriz no dente segurando o 
conjunto com o dedo indicador da mão esquerda e girando a maçaneta interna no 
sentido horário com a mão direita (Figura 12.3.8). 
 
 
Figura 12.3.8 – Estabilização do porta-matriz. 
 
O porta-matriz tipo Tofflemire, deve ser posicionado de tal forma que as 
fendas estejam voltadas para a gengiva, de forma a facilitar sua posterior remoção 
(Figura 12.3.9). 
 
 118 
 
Figura 12.3.9 – Colocação correta do porta-matriz com as fendas voltadas para a gengiva. 
 
 
Com o porta-matriz adequadamente posicionado e estabilizado verifica-
se a fenda guia centralizada na face vestibular (Figura 12.3.10). 
 
 
Figura 12.3.10 – Posicionamento final do conjunto matriz/porta-matriz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 119 
C - Inserção da cunha de madeira através da ameia mais volumosa utilizando a 
pinça hemostática tipo mosquito (Figura 12.3.11). 
 
 
Figura 12.3.11 – Inserção da cunha na ameia lingual. 
 
A adaptação da matriz na região cervical deve ser testada por meio de 
uma sonda exploradora, forçando o instrumento entre a matriz e o cavo-superficial 
gengival. 
 
D - Seleção do condensador capaz de alcançar as regiões mais profundas do 
preparo (Figura 12.3.12). 
 
Figura 12.3.12 – Seleção do condensador 
 120 
E - Levar o material à cavidade por meio de um porta-amálgama, inicialmente na 
caixa proximal (Figura 12.3.13). 
 
Figura 12.3.13 – Inserção do amálgama 
 
F - Condensação do material. 
 
Iniciar pelas regiões mais profundas e nos locais onde foram realizadas 
as retenções adicionais empregando o condensador de menor diâmetro (Figura 
12.3.14) 
 
Figura 12.3.14 – Início da condensação 
 
A cavidade deve ser preenchida com excesso de material, aumentando 
gradualmente o tamanho do condensador (Figura 12.3.15). 
 
Figura 12.3.15 – Preenchimento da cavidade em excesso 
 121 
G – Realizar a brunidura pré-escultura 
 
Pressionar o material no sentido das margens para melhorar a 
adaptação (Figura 12.3.16). 
 
 
 
Figura 12.3.16 – A -brunidura pré-escultura. B – Pressionar o material restaurador no sentido 
da margem 
 
H – Realizar a escultura 
 
Ela deve ser iniciada pela vertente proximal da crista marginal, 
utilizando para isso uma sonda exploradora (Figura 12.3.17). 
 
 
Figura 12.3.17 – Delimitação da vertente proximal da crista marginal. 
A B 
 122 
Iniciar a escultura da superfície oclusal utilizando o esculpidor de 
Hollenback, Frahn ou cleóide (Figura 12.3.18). 
 
 
Figura 12.3.18 – Início da escultura. 
 
Deve-se tomar o cuidado de não aprofundar demasiadamente a 
escultura. A ponta do instrumento deve estar localizada na região do futuro sulco 
central, enquanto a lateral deve tocar o cavo-superficial (Figura 12.3.19). 
 
 
Figura 12.3.19 – Posicionamento correto do esculpidor. 
 123 
O instrumento deve ser movimentado seguindo o contorno do 
remanescente, removendo gradualmente o excesso de material (Figura 12.3.20). 
 
 
Figura 12.3.20 – Realização da escultura acompanhando o contorno do remanescente. 
 
I - Remover o porta-matriz e a tira matriz. 
 
Inicialmente remove-se o porta-matriz e a seguir, a tira matriz de forma 
cuidadosa no sentido vestíbulo-lingual, evitando a fratura do material (Figura 
12.3.21). 
 
Figura 12.3.21 – Remoção cuidadosa da matriz. 
 124 
Devemos proceder então os retoques na escultura, de forma a devolver 
a anatomia dental original (Figura 12.3.22). 
 
 
Figura 12.3.22 – Refinamento da escultura. 
 
J – Realizar a brunidura pós-escultura. 
 
K – Checagem da oclusão 
 
Deve-se empregar o papel carbono para articulação e a pinça de 
Müller. O carbono é interposto entre os dentes do manequim, devendo o arco 
inferior ser movimentado com a mão, realizando movimentos de fechamento e 
lateralidade. Caso algum contato prematuro seja detectado, ele deve ser 
imediatamente ajustado com os esculpidores. A área ajustada deve ser 
novamente brunida. 
É completamente contra-indicada a realização de ajuste oclusal 
imediato utilizando instrumento rotatório, o qual poderia prejudicar as propriedades 
físicas do amálgama recém-condensado. 
 125 
12.4 RESTAURAÇÕES EM AMÁLGAMA DAS CAVIDADES DE CLASSE I 
COMPOSTAS. 
 
A. Isolamento absoluto do campo operatório 
 
Deve-se isolar no mínimo 1 dente antes e 1 depois daquele que será 
restaurado, colocando-se o grampo no último dente. Contudo, visando possibilitar 
um melhor treinamento, serão isolados os dentes de canino até o terceiro molar. 
 
B. Utilização da Matriz de Barton 
 
Coloca-se a matriz universal no dente, utilizando o porta-matriz de 
Tofflemire por vestibular e, em seguida, adapta-se um pedaço de tira matriz na 
região do degrau lingual, de modo que este pedaço de tira matriz ultrapasse os 
limites da caixa em 1mm no mínimo (Figura 12.4.1 A, B e C). A seguir deve-se 
aquecer um bastão de godiva de baixa fusão e impregnar a ponta de uma cunha 
de madeira (Figura 12.4.1 D, E e F). Esta cunha deverá calçar a matriz recortada 
contra a superfície lingual do dente, sendo colocada entre ela e a matriz universal, 
procurando dar estabilidade à matriz, para permitir a condensação do amálgama. 
Para tal, deve-se afastar a matriz recortada do dente através de algum 
instrumento de ponta fina, como a sonda exploradora, e a seguir inserir a cunha 
com a godiva (Figura 12.4.1 G). A seqüência técnica pode ser observada na 
Figura 12.4.1. 
 
 
 
 
 126 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 12.4.1 - Confecção da Matriz de Barton 
 
A 
B 
C 
D E F 
G H 
 127 
C. Técnica da Restauração 
 
Os passos são os mesmos do exercício anterior com relação ao 
preparo do instrumental, trituração do amálgama, e restauração da cavidade de 
classe I simples. 
Para a restauração das cavidades compostas, iniciar a condensação 
pela caixa lingual, condensando o material restaurador contra as retenções nos 
triedros e em toda parede gengival, com o menor condensador. Vai-se 
preenchendo toda a caixa lingual até atingir o nível da parede pulpar, passando à 
condensação de todacaixa oclusal, com ligeiro excesso. Em seguida é feita a 
brunidura pré-escultura e, após o início da cristalização do amálgama, iniciamos a 
escultura. 
Escultura: com o explorador, remover o excesso de amálgama da face 
lingual, passando a ponta deste instrumento contra a matriz, de distal para mesial, 
determinando a inclinação desta face (Figura 12.4.1 H). A escultura da face 
oclusal segue a mesma orientação das anteriores, isto é, o Hollenback 3S 
determina a região do sulco ocluso-lingual que será terminado após a remoção da 
matriz. 
A seguir deve-se remover a matriz: soltando-se o parafuso que 
determina o diâmetro da matriz universal para depois remover a godiva e a matriz 
de Barton. O próximo passo é a brunidura pós-escultura, dirigindo o brunidor do 
centro do amálgama para o ângulo cavo superficial. A avaliação oclusal deve ser 
feita e os ajustes cabíveis realizados. O acabamento e polimento deve ser 
realizado no mínimo após 24 ou 48 horas. 
 128 
12.5 RESTAURAÇÕES DAS CAVIDADES DE CLASSE II (MODV) COM MATRIZ 
INDIVIDUAL REBITADA. 
 
A. Confecção da matriz individual 
 
De posse de uma tira de matriz de aço inoxidável de largura 
ligeiramente superior à altura do dente a ser restaurado, medimos o diâmetro do 
dente e cortamos a tira com 1cm de excesso, para que possamos segurá-la com 
firmeza. Recolocando-a no dente, fazemos uma demarcação no local 
correspondente ao correto diâmetro do mesmo utilizando um alicate de bico chato 
ou uma pinça mosquito. Remove-se a tira do dente e, no local demarcado, com o 
alicate 141 realizamos 1 ou 2 perfurações. Invertemos a posição do alicate e 
rebitamos as rebarbas das perfurações. Voltamos a matriz em posição no dente e 
dobramos as pontas sobre a superfície vestibular (Figura 12.5.1). 
 
 
Figura 12.5.1 – Confecção da matriz rebitada. 
 
Após a adaptação da matriz, as cunhas de madeira são inseridas por 
lingual nas faces proximais mesial e distal, utilizando uma pinça hemostática tipo 
mosquito. A seguir verificamos se a matriz está tocando o dente adjacente, de 
forma a possibilitar a correta restituição do ponto de contato. 
 129 
Esse conjunto de matriz e cunha poderá ser estabilizado por godiva de 
baixa fusão plastificada e comprimida sobre o conjunto por vestibular e por lingual, 
tomando-se cuidado para que a godiva não penetre no preparo cavitário. Para 
maior reforço dessa estabilização, podemos aquecer um pedaço de fio de aço 
dobrado em U e colocá-lo sobre o conjunto, unindo as duas porções de godiva. 
 
C. Técnica da Restauração 
Os procedimentos restauradores são os mesmos realizados 
anteriormente. Por se tratar de um preparo tipo MODV com orifício para 
amalgapin, inicia-se a condensação pela caixa distal, na região correspondente ao 
orifício, depois a mesial e a seguir a oclusal. 
A escultura é iniciada pelas cristas marginais com o explorador de 
modo que a ponta do instrumento encoste-se à tira matriz e, ao ser tracionado de 
vestibular para lingual e vice-versa, sua porção lateral determine a altura da crista 
e a inclinação da vertente externa da crista marginal. Em seguida, com o 
Hollenback 3S, será esculpida a porção oclusal das cristas, o sulco principal 
mésio-distal e as fossas mesial e distal. 
Realiza-se a brunidura pós-escultura sem pressão e, para a remoção 
da matriz, inicialmente remove-se o fio de aço em U, a godiva, as cunhas e 
finalmente corta-se a matriz para poder removê-la. 
A avaliação oclusal deve ser feita e os ajustes cabíveis realizados com 
instrumentos manuais. 
O acabamento e polimento serão realizados na sessão seguinte. 
 
 130 
13 ACABAMENTO E POLIMENTO DAS RESTAURAÇÕES DE AMÁLGAMA. 
 
A. Introdução 
 
A finalidade do acabamento e polimento das restaurações de 
amálgama será proporcionar melhor adaptação marginal da restauração, ajustar o 
contorno e a oclusão dentária, tornar a superfície lisa e menos susceptível ao 
desenvolvimento de biofilme e ao acúmulo de resíduos responsáveis pelas 
manchas e corrosão. 
Neste procedimento operatório devemos utilizar instrumentos e 
materiais em ordem decrescente de abrasividade, de preferência em baixa 
velocidade, com pequena pressão, evitando o superaquecimento do dente. 
 
B. Material e instrumental 
 
 pinça, espelho e explorador 
 tiras de lixa de aço e tesoura 
 contra-ângulo e mandril para contra-ângulo 
 taça de borracha 
 Escova de Robinson 
 Brocas multilaminadas de 30 lâminas 
 conjunto de borrachas abrasivas para polimento de amálgama 
 pote Dappen 
 
C. Seqüência 
 
C.1 – Acabamento 
 
Por meio de uma sonda exploradora devemos verificar a adaptação 
marginal e a presença de excessos (Figura 13.1 A). Com as brocas 
multilaminadas em baixa rotação melhoramos a escultura da face oclusal das 
restaurações e da região das margens proximais (Figura 13.1 B). As tiras de lixa 
 131 
de aço podem ser usadas para a remoção de eventuais excessos na região 
cervical. 
 
Figura 13.1 – A – checagem das margens. B – Acabamento com broca de 12 lâminas. 
 
C.2 – Polimento 
 
Para o polimento das restaurações de amálgama podemos optar por 
duas técnicas: a Convencional e a das borrachas abrasivas. Os resultados finais 
de ambas as técnicas são semelhantes, diferindo apenas no custo final do 
procedimento, que é maior na técnica das borrachas. 
A técnica Convencional consiste em se promover a abrasão da 
superfície da restauração com uma pasta de pedra pomes e água, através de uma 
escova de Robinson (Figura 13.2 A). A seguir devemos lavar a região para 
remover os resíduos de abrasivo e então aplicar uma pasta de Branco de Espanha 
ou Óxido de Zinco com álcool, por meio de uma taça de borracha (Figura 13.2 B). 
É extremamente importante que o local a ser polido esteja constantemente 
impregnado com o agente abrasivo. Para tal, ele deve ser constantemente 
reaplicado durante o procedimento. 
 
Figura 13.2 – A - polimento inicial com pedra pomes e escova de Robinson. B – polimento final 
com pasta de óxido de Zn e taça de borracha. 
A B 
A B 
 132 
A técnica das borrachas abrasivas consiste na utilização de pontas ou 
taças de borracha impregnadas com materiais abrasivos, da maior para a menor 
granulação. Deve-se aplicar inicialmente a borracha de cor marrom, depois a 
verde e por último a azul. Estas borrachas devem ser utilizadas com movimentos 
intermitentes e de preferência lubrificadas com gel próprio para este fim, de forma 
a se evitar um aquecimento muito intenso. 
Podemos optar por uma técnica ou outra, não sendo recomendada a 
sua associação, pois poderíamos promover ranhuras numa superfície previamente 
polida. 
 133 
14 PREPAROS CAVITÁRIOS PARA MATERIAIS ESTÉTICOS EM DENTES 
ANTERIORES. 
 
14.1 PREPARO DE CAVIDADE DE CLASSE III. 
 
A. Introdução 
 
Este tipo de preparo está indicado para as faces proximais de dentes 
anteriores. A superfície de contato não deve ser incluída no preparo, a não ser que 
esteja atingida pela lesão cariosa. Em algumas situações podemos lançar mão de 
técnicas de separação dental para diminuir a perda de estrutura dental sadia. 
Sempre que possível, é preferível o acesso por lingual, uma vez que a 
estética será superior com a preservação da porção vestibular. Há situações em 
que o preparo deverá ser feito com acesso vestibular, por exemplo, quando a cárie 
já destruiu a estrutura dentária por vestibular ou quando há necessidade de troca 
de restauração cujo acesso tenha sido por vestibular. Quando não existir o dente 
adjacente ou quando da realização de um preparo num dente vizinho a cavidade 
já preparada, podemos optar pelo preparo estritamenteproximal. 
 
B. Manobras Prévias 
 
B1. Checagem dos contatos oclusais 
 
Antes de iniciar o preparo cavitário, um pedaço de carbono para 
articulação deve ser adaptado na pinça de Müller. Este deve ser posicionado entre 
as arcadas, devendo o aluno fazer com que o manequim oclua sobre ele, 
deslocando o arco inferior com a mão em movimentos de fechamento (lado preto 
do carbono), protrusão e lateralidade (lado vermelho do carbono), os quais devem 
ser repetidos algumas vezes, até que as marcações dos contatos e as guias 
sejam observadas. 
 
 
 134 
B2. Técnica de preparo 
 
1 ° tempo operatório: abertura 
 
Inicialmente deve-se proteger a superfície proximal do dente vizinho 
utilizando-se uma tira matriz de aço. Com uma ponta diamantada esférica 1011 ou 
broca esférica lisa n° ½ ou 1, iniciar a penetração por lingual a 0.5mm da 
superfície proximal onde se localiza a lesão de cárie, para evitar injúrias ao dente 
vizinho. A broca dirige-se perpendicularmente ao longo eixo do dente (Figura 
14.1.1). Deve-se evitar, sempre que possível, a destruição completa das cristas 
marginais (Figura 14.1.2). 
 
Figura 14.1.1 – Direção de penetração com a broca esférica 
 
 
 
 
Figura 14.1.2 Direção correta de abertura da cavidade 
 
 
 
 
 
 135 
2° tempo operatório: contorno 
 
A forma de contorno em preparos para materiais estéticos limita-se à 
remoção do tecido cariado, não sendo realizado nenhum tipo de extensão 
preventiva. 
Após a abertura, a broca vai sendo dirigida para vestibular com 
movimentos pendulares para cervical e incisal sem ampliar muito e sem atingir a 
face vestibular (Figura 14.1.3), porém, removendo toda parede proximal da face 
em questão (mesial ou distal) (Figura 14.1.4). O contato interproximal é mantido. 
 
 
Figura 14.1.3 – Vista proximal do contorno final da cavidade 
 
 
Figura 14.1.4 – Vista mésio-distal do contorno final da cavidade 
 136 
3° tempo operatório: resistência 
 
Para a regularização das paredes cavitárias utilizamos uma ponta 
diamantada esférica compatível com o tamanho da cavidade. Dessa forma, o 
preparo se caracteriza por ângulos internos arredondados. 
 
4° tempo operatório: retenção 
 
Quando o preparo se destina a restauração com resina composta, a 
retenção será dada pelo condicionamento ácido do esmalte e dentina e aplicação 
do sistema adesivo. 
 
5° tempo operatório: remoção da dentina cariada 
 
Broca esférica em baixa rotação. 
 
6° tempo operatório: acabamento das paredes de esmalte 
 
Quando a cavidade se destina à restauração com resina composta, um 
bisel será realizado no esmalte apenas na região do ângulo cavo superficial 
vestibular, utilizando a ponta diamantada cônica 1061. 
 
7° tempo operatório: limpeza da cavidade 
 
Feita com jatos de ar. 
 
 
 
 
 
 
 
 137 
Quando se optar pelo acesso vestibular, a parede lingual pode ser 
preservada e deve ser realizado um bisel no cavo-superficial vestibular Figura 
14.1.5 e 14.1.6. 
 
Figura 14.1.5 – Acesso vestibular. Vista proximal 
 
 
Figura 14.1.6 – Acesso vestibular. Vista mésio-distal 
 
Quando se optar pelo acesso estritamente proximal, as paredes 
vestibular e lingual devem ser preservadas, não sendo necessária a realização de 
bisel (Figura 14.1.7). 
 
 
 
Figura 14.1.7 – Contorno da cavidade estritamente proximal 
 138 
14.2 PREPARO DE CAVIDADES DE CLASSE V EM ESMALTE NA 
VESTIBULAR DO DENTE 21. 
 
Este preparo será realizado no terço cervical sem atingir cemento, 
ficando com todo ângulo cavo-superficial em esmalte. 
Caracteriza-se por uma cavidade realizada com ponta diamantada 
esférica, apresentando os ângulos internos arredondados, profundidade de 1mm e 
confecção de bisel de 0,5 a 1,0mm em todo o ângulo cavo-superficial (Figura 
14.2.1). 
 
 
 
 
Figura 14.2.1 – Características finais do preparo 
 139 
14.3 PREPARO DA CAVIDADE DE CLASSE V NO LIMITE AMELO-
CEMENTÁRIO NA VESTIBULAR NO 43. 
 
Há situações em que a cárie atinge a porção radicular do dente 
envolvendo o cemento. Nestes casos não deve ser realizado bisel na região 
cervical, pois não há presença de esmalte para ser condicionado. 
O preparo consiste numa cavidade realizada com brocas esféricas, 
ângulos internos levemente arredondados e bisel no ângulo cavo superficial incisal 
(Figura 14.3.1). 
 
 
 
Figura 14.3.1 – Contorno do preparo e realização do bisel 
 140 
14.4 PREPARO DE CLASSE IV. 
 
As cavidades de classe IV são preparadas nas faces proximais de 
incisivos e caninos com remoção do ângulo incisal (Figua 14.4.1). 
 
Técnica do preparo: 
 Proteção do dente vizinho com tira matriz de aço 
 Abertura: ponta diamantada esférica 1011 
 Forma de contorno 
 conservadora, preservando o máximo de tecido sadio 
 varia de acordo com o tamanho da lesão de cárie, fratura ou 
restauração pré-existente 
 normalmente envolvem as faces V e L e o ângulo incisal 
 paredes circundantes perpendiculares à superfície externa. 
 Remoção do tecido cariado com broca carbide grande em baixa 
rotação 
 Ângulos internos arredondados 
 Acabamento das paredes 
 bisel no esmalte na região do ângulo cavo-superficial vestibular, 
com a ponta diamantada cônica 1061. 
 
 
Figura 14.4.1 – Características finais do preparo 
 141 
15 RESTAURAÇÕES COM RESINA COMPOSTA EM DENTES ANTERIORES. 
 
A. Instrumental e material 
 Plástico para bancada; 
 Avental, luvas, óculos de proteção, gorro e máscara; 
 Manequim; 
 Material completo para isolamento do campo operatório 
 Grampos 210 e 212, além de todos os demais grampos 
eventuamente necessários; 
 Espelho, pinça, explorador n° 5; 
 Tira matriz de poliéster; 
 Cunhas de madeira de diversas espessuras; 
 Espátula de inserção n° 1 
 Espátulas anti-aderentes dourada; 
 Aplicadores do tipo Microbrush; 
 Gel de ácido fosfórico; 
 Bolinhas de algodão para secagem da cavidade preparadas 
previamente; 
 Pincel chato; 
 Tesoura reta; 
 2 potes dappen, sendo um deles opaco; 
 Pincel chato modelo 4B – Synthetic, marca Kota; 
 Placa de vidro para colocação da resina composta; 
 Pontas diamantadas douradas para acabamento de resina 
composta; 
 Pontas de borracha abrasivas para polimento de resina composta; 
 Bisturi n° 15; 
 Cabo para bisturi; 
 Tiras de lixa para acabamento de resina composta; 
 Discos de óxido de alumínio para polimento de resina composta - 
Sof-Lex (3M) sortidos; 
 142 
 Discos de feltro; 
 Pasta para polimento de resina composta; 
 Mandril para contra-ângulo; 
 Carbono para articulação e pinça de Müller. 
 Calcador de fio afastador gengival de ponta arredondada 
 Fio de afastamento gengival 
 Seringa Centrix 
 Compaço de pontas secas 
 
B. Técnica da restauração: 
 
1. Seleção da cor; 
2. Isolamento absoluto; 
3. Profilaxia: na clínica ela será realizada com uma pasta com pedra-pomes e 
água, que será empregada para limpeza da superfície do esmalte dental, 
utilizando escova de Robinson. No laboratório não será realizada. 
4. Lavagem e secagem do dente; 
5 Proteção dos dentes vizinhos com um pedaço de tira matriz de poliéster. 
6. Condicionamento ácido total - aplicação por 15 s em esmalte + 15 s em 
esmalte e dentina, em uma extensão de mais ou menos 1 mm além do bisel 
do esmalte circundante do preparo; 
7. Lavagem por 30 segundos e secagem com papel absorvente; 
8. Aplicação do sistema adesivo, remoção dos excessos e fotopolimerização 
por 10 seg. 
9 Colocação de matriz de poliéster e cunha demadeira para os preparos que 
envolvam a superfície proximal (Figura 15.1). 
 
 143 
 
Figura 15.1 – Posicionamento da tira de poliéster e da cunha de madeira 
 
10. Inserção da resina composta fotoativada - retira-se pequena porção da 
bisnaga da cor escolhida no bloco pequeno de papel ou placa de vidro e 
cobre-se para evitar penetração da luz natural. Em seguida, através da 
técnica incremental faz-se a colocação da resina na cavidade, evitando unir 
mais de duas paredes simultâneamente, fotopolimerizando cada porção de 2 
mm por 40 segundos ou seguindo orientação do fabricante. Quando 
necessário, deve-se usar resinas de dentina e esmalte. Faz-se a inserção da 
resina até completo preenchimento da cavidade, dando contorno e ponto de 
contato, restabelecendo anatomia de cada dente. Na última porção pode-se 
envolver o dente com a tira-matriz para perfeito contorno da estrutura dental 
(Figura 15.2); 
 
Figura 15.2 – Após a inserção da resina a tira é puxada para formar o contorno proximal da 
restauração 
 
 144 
11. Manipulação e inserção da resina composta quimicamente ativada - retira-se 
duas porções iguais das pastas básica e catalisadora da resina composta e 
manipula-se por 20 segundos. Insere-se a pasta homogênea no preparo em 
incremento único e envolve-se o dente com a tira matriz de poliéster para 
perfeito contorno da estrutura dental. Aguarda-se de 3 a 5 minutos para 
polimerização final. 
12. Acabamento - remoção dos excessos maiores com pontas diamantadas 
douradas ou bisturi ou ainda utilizando o disco Sof-Lex de maior abrasividade 
(Preto). Ao retirarmos os excessos com as pontas diamantadas, devemos ter 
o cuidado de não tocar no dente e nem nas regiões de contato. Na face 
proximal, os excessos são retirados com tiras de lixa de granulação mais 
grossa; 
13. Polimento - após 24 horas, na superfície palatina deve-se empregar o 
sistema de pontas abrasivas de silicone. Nas superfícies planas, como a 
vestibular e a borda incisal, empregam-se os discos de óxido de alumínio 
(Sof-Lex 3M), na seqüência da cor azul mais escura (granulação mais 
grossa) até a mais clara (granulação fina), que devem ser usados em 
ausência de umidade e em baixa velocidade. Nas faces proximais, o 
polimento é dado com tiras de lixa de granulação mais fina. 
 145 
16 PREPARO TIPO TÚNEL. 
 
É considerado uma alternativa aos preparos tradicionais para o acesso 
às lesões interproximais. É uma técnica conservadora para a restauração de 
pequenas lesões de cárie interproximais. Este tipo de preparo permite não só a 
preservação da crista marginal, como também conserva esmalte e dentina sadios, 
que seriam sacrificados em um preparo convencional. 
 
A. Vantagens: 
 
 Preservação da crista marginal. 
 Menor perda de estrutura dental. 
 Manutenção da relação de contato entre os dentes envolvidos em estrutura 
dental sadia. 
 Redução no perímetro da restauração, minimizando assim a possibilidade 
de microinfiltração. 
 Não ocorrência de excessos ao nível gengival. 
 Se necessário, devido a uma maior extensão da cárie do que inicialmente 
pensado, pode ser facilmente transformado em um preparo convencional 
classe ll. 
 
B. Desvantagens: 
 
 É um preparo altamente sensível à técnica, demandando um controle 
cuidadoso do operador. 
 A angulação do preparo frequentemente passa próximo à polpa. Alguns 
estudos têm demonstrado que o preparo tipo túnel geralmente passa em 
torno de 1 mm da polpa. Um preparo convencional de classe II tende a 
deixar uma espessura maior de dentina nesta região. 
 146 
 Devido à natureza conservadora do preparo, a visibilidade do operador fica 
prejudicada e conseqüentemente a remoção de todo o tecido cariado é 
mais incerta. 
 Existe preocupação quanto a uma redução na resistência da crista 
marginal. À medida que o diâmetro do preparo aumenta, a resistência da 
crista marginal diminui. 
 
C. Indicações e contra-indicações 
 
Indicado para lesões incipientes de cárie proximal, que 
radiograficamente atingem a dentina, porém restando uma quantidade substancial 
de estrutura dental entre o topo da lesão e a superfície da crista marginal, de 
cerca de 2mm. 
Este tipo de preparo deve ser evitado quando são diagnosticadas 
extensas lesões de cárie; quando o acesso é particularmente difícil; quando a 
crista marginal envolvida está sujeita a fortes esforços oclusais ou apresenta 
trincas; quando a lesão proximal coincidir ou envolver a área de contato; ou nos 
casos com dentes de coroa clínica muito alta e que a lesão proximal se estende 
subgengivalmente. 
 
D. Características do preparo 
 
As lesões de cárie proximais geralmente iniciam-se abaixo ou ao redor 
do ponto ou área de contato. Histológica e clinicamente, essas lesões serão 
geralmente maiores do que aparecem radiograficamente. 
 
1 Instrumental 
 
Todo material clínico requerido para os preparos cavitários 
anteriormente citados. 
Ponta diamantada esférica 1011 ou broca esférica 1. 
 147 
2 Tempos operatórios 
 
Inicialmente deve-se proteger o dente vizinho com um pedaço de tira 
matriz de aço. Na fossa próxima à lesão, com a broca esférica n°1, inicia-se o 
acesso. Este ponto de acesso oclusal deve ficar aproximadamente a 2 mm da 
crista marginal, de modo que seja mantida uma borda oclusal resistente em 
esmalte. 
A broca deve ser inicialmente inclinada em direção à lesão, ou seja, em 
direção à face proximal do dente, até aproximadamente 1 mm abaixo do ponto de 
contato (Figura 16.1). É fundamental que a broca entre e saia do preparo girando, 
de forma a evitar a fratura da mesma. 
 
 
Figura 16.1 – Abertura da cavidade 
 
Com a broca esférica n° 2 executam-se movimentos pendulares de 
vestibular para lingual, para ampliar a cavidade de acesso oclusal à lesão (Figura 
16.2). 
 
Figura 16.2 – Acesso à lesão proximal preservando a crista marginal 
 148 
A remoção do tecido cariado simulado deve ser realizada com brocas 
esféricas em baixa rotação. 
 
CARACTERÍSTICAS FINAIS DA CAVIDADE 
 
 Abertura de acesso oclusal na fossa D de forma a permitir a 
remoção do tecido cariado e inserção do material restaurador. 
 Crista marginal remanescente com no mínimo 2 mm nos sentidos 
horizontal e vertical. 
 
 
 
 
Figura 16.3 – Características finais da cavidade 
 149 
17 PREPARO PARA FACETA DIRETA. 
 
A. Introdução 
A faceta estética é uma opção para restauração de dentes anteriores. 
Pode ser direta e indireta. 
A técnica direta é realizada em uma única sessão e, portanto, mais 
econômica. Porém, o profissional necessita excelente habilidade manual e 
conhecimentos para devolver ao dente harmonia de forma, posição e a cor dos 
dentes. 
A técnica indireta é mais estética, mais resistente à abrasão e 
manchamento. Porém, o sucesso também depende de habilidade da técnica de 
laboratório para conseguir detalhes de morfologia, cor, caracterização, opacidade, 
translucidez e textura superficial a fim de criar aspecto natural e harmônico. 
 
B. Material e instrumental 
 
Manequim 
Ponta diamantada 1012 ou 1013 
Ponta diamantada 2135 ou 4138 
 
C. Posição manequim Operador 
 
Superior anterior 
 
D. Visão 
 
Direta 
 
E. Tempos Operatórios 
 
1° tempo operatório – Canaleta de orientação periférica 
 
Desenhar a lápis o contorno da canaleta. Com a ponta diamantada 
esférica n° 1012 ou 1013, montada em contra-ângulo com sua haste em 45° com 
o plano vestibular, inicia-se a execução da canaleta cervical, para delinear o 
 150 
"entalhe" das margens do preparo ou sulco periférico com profundidademínima de 
0,5 a 1 mm. Esta canaleta deve ser estendida pelas superfícies proximais até os 
ângulos mésio-incisal e disto-incisal, formando uma letra U invertida (Figura 17.1). 
 
Figura 17.1 – Canaleta de orientação periférica 
 
2° tempo operatório - Sulco de orientação 
 
Sulco de orientação – Desenhar inicialmente com lápis. Com a ponta 
diamantada cônica de ponta arredondada 2135 ou 4138 com sua parte ativa 
paralela à face vestibular, executa-se um sulco de orientação no sentido gengivo-
incisal, com profundidade de 0,3 a 1,0mm acompanhando a convexidade da face 
vestibular (terço gengival, médio e incisal) (Figura 17.2). Esse sulco é realizado no 
centro da face vestibular (Figura 17.3). 
 
 
Figura 17.2 – Desgaste em 3 planos acompanhando a inclinação da coroa 
 151 
 
Figura 17.3 – Sulco cervico-incisal 
 
3° tempo operatório - Desgaste vestibular 
 
Desgaste vestibular - Com a ponta diamantada de ponta arredondada 
2135 ou 4138 executa-se o desgaste da estrutura do remanescente da face 
vestibular colocando a broca no sulco de orientação central e movimentando para 
distal, indo de encontro à canaleta cérvico-incisal distal, desgastando toda essa 
área. O mesmo é realizado para o preparo da metade mésio-vestibular do dente 
Figuras 17.4 e 17.5. 
 
 
Figura 17.4 – Desgaste vestibular 
 
 
Figura 17.5 – Desgaste vestibular visão incisal 
 152 
4° tempo operatório – Acabamento. 
 
Por meio da ponta diamantada dourada 2135F ou 4138F faz-se o 
acabamento do preparo e alisamento de todas as irregularidades. 
 
5° tempo operatório - limpeza da cavidade. 
 
Limpeza de cavidade - Os resíduos devem ser removidos com jatos de 
água/ar. 
 
CARACTERÍSTICAS FINAIS DA CAVIDADE 
 
 Redução vestibular com 0,5 a 1,0mm. 
 Paredes planas, regulares e lisas, seguindo o contorno anatômico 
vestibular. 
 Término do preparo em chanfro. 
 Extensão proximal envolvendo metade da distância vestíbulo-
lingual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17.6 – Características finais da cavidade 
 153 
18 PREPARO PARA RESINA COMPOSTA EM DENTE POSTERIOR. 
 
O preparo para resina composta nos dentes posteriores deve restringir-se à 
remoção do tecido cariado. Inicialmente deve-se proteger o dente vizinho com 
uma tira de aço. No laboratório iniciaremos a abertura da cavidade com ponta 
diamantada ou broca esférica ou broca 330, de forma que a largura V-L na região 
do preparo seja ligeiramente maior do que o diâmetro da broca. A caixa proximal 
deve ter forma de gota, com as paredes V e L convergentes para oclusal. 
 
CARACTERÍSTICAS FINAIS DA CAVIDADE 
 
Caixa oclusal 
 Largura V-L de ¼ da distância entre os vértices da cúspides; 
 Paredes V-L convergentes para oclusal; 
 Parede pulpar côncava; 
 Ângulos arredondados; 
 Ângulo cavo-superficial sem bisel. 
Caixa proximal 
 Forma de gota 
 Limites periféricos em esmalte 
 Paredes V e L convergentes para oclusal e divergentes para proximal 
 Ângulos arredondados 
 Parede gengival côncava 
 Ângulo cavo-superficial sem bisel 
 Parede axial plana no sentido V-L e expulsiva para oclusal. 
 
Figura 18.1 – Características finais da cavidade. 
 154 
19 RESTAURAÇÕES EM RC NOS DENTES POSTERIORES 
 
Materiais necessários: 
 
 Plástico para bancada; 
 Avental, luvas, óculos de proteção, gorro e máscara; 
 Manequim 
 Espelho, pinça, explorador n° 5; 
 Tira matriz de aço; 
 Porta matriz tipo Tofflemire; 
 Matrizes seccionais (TDV); 
 Matrizes de fixação integrada (TDV) 
 Cunhas de madeira de diversas espessuras; 
 Espátula de inserção n° 1 e espátula anti-aderente dourada; 
 Aplicadores do tipo Microbrush; 
 Gel de ácido fosfórico; 
 Bolinhas de algodão para secagem da cavidade preparadas previamente; 
 Tesoura reta; 
 Placa de vidro para colocação da resina composta 
 Pontas diamantadas douradas para acabamento de resina composta; 
 Pontas de borracha abrasivas para polimento de resina composta; 
 Bisturi n° 15; 
 Cabo para bisturi; 
 Pinça hemostática tipo mosquito curva; 
 Tiras de lixa para acabamento de resina composta; 
 Discos de óxido de alumínio para polimento de RC – Sof-Lex (3M) sortidos. 
 Mandril para contra-ângulo; 
 Cones e discos de feltro; 
 Pasta para polimento de resina composta; 
 Carbono para articulação e pinça de Müller. 
 Espátula para contato proximal 
 Placa de vidro ou bloco de papel 
 155 
 Espátula 22 
 Seringa Centrix 
 Espátulas anti-aderentes douradas 
 Material para isolamento do campo operatório 
 
Em virtude da viscosidade do material e da sua falta de condensabilidade, a 
grande dificuldade na realização de restaurações de resina composta em 
cavidades de classe II é a realização de um adequado contato interproximal. Por 
este motivo, os exercícios que iremos realizar têm por objetivo dominar algumas 
técnicas para solucionar este problema. 
 
19.1 Utilização da matriz seccional com anel de afastamento dental. 
 
A matriz seccional tem como vantagem o fato de, em cavidades com 
envolvimento de apenas uma face proximal, não ser necessário passar a tira 
metálica pela face que não será restaurada. Evita-se desta forma que ela ocupe 
um espaço desnecessário entre os dentes, e desloque o dente em questão no 
sentido da cavidade aberta, dificultando a obtenção do contato. Além disso, o anel 
de fixação promove um afastamento dental, aumentando o espaço entre a face a 
ser restaurada e o dente vizinho. Outro aspecto interessante é o fato de serem 
pré-contornadas, mostrando uma convexidade similar à superfície proximal de um 
dente íntegro. Em caso de cavidades MOD, deve-se primeiro colocar a matriz e 
restaurar um dos lados. A seguir, remove-se a matriz desta região,coloca-se outra 
matriz na face oposta, e restaura-se o outro lado. 
 
Para utilização da matriz seccional, os seguintes passos devem ser 
seguidos: 
 
1. Aplicar o sistema adesivo; 
2. Colocar a matriz em posição utilizando uma pinça clínica. A parte côncava 
deve ficar voltada para a cavidade a ser restaurada (Figura 19.1.1). 
 156 
 
 
Figura 19.1.1 – Posicionamento da matriz seccional 
 
 
 
 
3. Levar a cunha em posição, penetrando pela maior ameia (Figura 19.1.2) 
 
 
Figura 19.1.2 – Inserção da cunha de madeira 
 
 
 
 
 157 
4. Posicionar o anel de fixação utilizando a pinça porta grampo de Palmer (Figura 
19.1.3). 
 
Figura 19.1.3 – Posicionamento do anel de fixação 
 
5. Checar a adaptação cervical da matriz empregando uma sonda exploradora. 
Fazer uma brunidura na matriz em direção ao dente vizinho empregando o 
dorso de uma cureta de dentina. O conjunto deve estar devidamente 
estabilizado (Figura 19.1.4). 
 
 
Figura 19.1.4 – Matriz seccional adequadamente posicionada 
 
6. Inserir a resina composta em técnica incremental. Deve-se iniciar a 
reconstrução da superfície proximal perdida, em contato com a matriz. A 
resina deve ser inserida em técnica incremental, em inserção obliqua, evitando 
 158 
unir mais de duas paredes simultâneamente (Figura 19.1.5). Cada incremento 
deve ser polimerizado por 40s. 
 
 
 
Figura 19.1.5 – Inserção incremental da resina composta na caixa proximal 
 
 
Após esta etapa teremos a superfície proximal perdida adequadamente 
restaurada, fazendo com que a cavidade venha a parecer uma cavidade de 
classe I (Figura 19.1.6). Nesse momento pode-se remover a matriz para 
facilitar o restante da restauração. 
 
 
Figura 19.1.6 – A) Cavidade preparada; B)Restauração da parede proximalA B C 
D E F 
A B 
 159 
7. A seguir deve-se inciar a restauração da caixa oclusal, também utilizando 
incrementos oblíquos. Os incrementos mais internos podem ser feitos com 
resina de baixa translucidez (Opaca ou Dentina). A superfície pode ser 
restaurada com uma resina com maior translucidez (Esmalte) (19.1.7). 
 
 
 
Figura 19.1.7 – Inserção incremental na caixa oclusal 
 
 
19.2 Utilização da matriz individual com fixação integrada e uso da esfera 
pré-polimerizada. 
 
Nesse exercício iremos utilizar a técnica de inserção das esferas pré-
polimerizadas para auxiliar na obtenção dos contatos proximais. Para tal, após a 
aplicação do sistema adesivo, adapta-se a matriz de aço com fixação integrada da 
TDV e uma cunha de madeira (Figura 19.2.1 B). A seguir, o anel de alumínio do 
sistema de fixação deve ser pressionado para que a matriz se adapte ao dente. 
A B C 
D E F 
 160 
 
Figura 19.2.1 – Adaptação da matriz e da cunha 
 
 
Deve-se confeccionar uma esfera em resina composta com diâmetro 
ligeiramente maior do que a distância entre a matriz e a parede axial, a qual deve 
ser adequadamente polimerizada fora da cavidade. A seguir, um pequeno 
incremento horizontal de resina composta deve ser adaptado na parede gengival 
do preparo, não sendo polimerizada ainda (Figura 19.2.2). 
 
Figura 19.2.2 – Adaptação do primeiro incremento sobre a parede gengival 
 
A esfera pré-polimerizada deve, então, ser inserida sobre a camada de 
resina não polimerizada, de forma que ela estabeleça um forte contato entre a 
matriz e a parede axial (Figura 19.2.3). Para auxiliar neste processo pode-se 
utilizar um instrumento condensador. A seguir realiza-se a polimerização por 40s. 
 161 
 
Figura 19.2.3 – Inserção da esfera pré-polimerizada 
 
Os próximos incrementos devem ser inseridos para refazer a face proximal 
perdida (Figura 19.2.4), como realizado no exercício anterior (Figura 19.1.5). 
 
Figura 19.2.4 – Complementação da parede proximal 
 
A caixa oclusal pode ser preenchida como realizado no exercício anterior 
(Figura 19.1.7). 
 
19.3 Restauração com caracterização de sulco. 
Nesse exercício, a técnica de inserção da resina composta será semelhante 
à descrita na Figura 19.1.7. Deve-se deixar um sulco central bem demarcado 
 162 
(Figura 19.3.1 A). Após o último incremento, uma pequena porção de pigmento 
marrom será aplicada no sulco utilizando uma sonda exploradora. O excesso deve 
ser removido com um aplicador tipo Microbrush seco. A seguir realiza-se a 
fotopolimerização (Figura 19.3.1 B). 
 
 
 
 
 
Figura 19.3.1 – A)Sulco bem demarcado; B) Aplicação do pigmento marrom 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A 
B 
 163 
19.4 Utilização da matriz universal e espátula para contato proximal. 
 
Nesse exercício iremos utilizar uma espátula de plástico para realização do 
contato proximal. Será utilizada a tira de matriz de aço presa em porta matriz tipo 
Tofflemire. Por se tratar de uma cavidade MOD, será utilizada a técnica das 
cunhas alternadas. 
Em primeiro lugar deve-se posicionar a matriz de aço. A seguir será inserida 
a cunha de madeira apenas no espaço interproximal da mesial (Figura 19.4.1). 
 
 
Figura 19.4.1 – Colocação da matriz de aço e cunha em um dos lados 
 
Deve-se então ser adaptado um pequeno incremento horizontal de resina 
composta na região cervical da cavidade. A espátula será inserida sobre esta 
resina, e pressionada no sentido do contato com o dente vizinho (Figura 19.4.2). 
Realiza-se então a polimerização por 40s, aplicando a luz sobre a espátula. 
 
 
Figura 19.4.2 – A) Inserção de um incremento na região cervical. B) Utilização da espátula para 
pressionar a tira matriz 
A B 
A B 
 164 
A parede proximal deve ser complementada com resina, empregando 
incrementos oblíquos, como descrito na Figura 19.1.5, e adequadamente 
polimerizada (Figura 19.4.3). 
 
 
 
Figura 19.4.3 – A) Primeira porção adequadamenete polimerizada. B) Reconstrução da parede 
proximal 
 
 
A seguir a cunha deve ser removida do espaço interproximal mesial, e 
inserida na distal. O mesmo processo realizado na mesial deve ser agora repetido 
na distal (Figura 19.4.4). Após a restauração das caixas proximais, a matriz pode 
ser removida e a caixa oclusal adequadamente restaurada, como descrito nas 
Figuras 19.4.4 E e F. 
 
 
 
 
 
 
A B 
 165 
 
 
 
 
 
Figura 19.4.4 - A – E) Restauração da caixa distal. F) Restauração da caixa oclusal 
 
A B 
C D 
E F 
 166 
20 CLASSIFICAÇÃO DE MOUNT & HUME 
 
Esta classificação se baseia no uso de dois descritores para 
caracterizar uma lesão na estrutura dental, sendo eles a localização e o tamanho. 
Seu uso conjunto nos permite ter uma idéia do envolvimento da estrutura dental 
pela lesão e propor as técnicas restauradoras mais adequadas para cada 
situação. Esta classificação facilita também o armazenamento de dados em meio 
eletrônico e subseqüente comunicação entre os profissionais. 
 
DE ACORDO COM A LOCALIZAÇÃO: 
 
LOCAL 1- Descreve todas as lesões originadas em sulcos e fossetas na 
superfície oclusal dos dentes posteriores e outros defeitos em superfícies lisas do 
esmalte na coroa de um dente. Isto inclui fossetas na superfície vestibular de 
molares inferiores, sulcos linguais em molares superiores, fossetas na região de 
cíngulo nos dentes anteriores e defeitos similares, bem como lesões de erosão e 
abrasão nos ângulos incisais dos dentes anteriores e na superfície oclusal dos 
dentes posteriores. Inclui todas as lesões identificadas na Classe I de Black, mas 
também inclui outras superfícies lisas. 
 
LOCAL 2 – Descreve todas as lesões associadas com áreas de contato e 
localizadas abaixo delas, nos dois terços oclusais da coroa dental, tanto em 
dentes anteriores quanto posteriores. Estão incluídas todas as lesões Classe II, 
Classe III e Classe IV de Black. 
 
LOCAL 3 – Descreve todas as lesões originadas próximas às margens gengivais, 
no terço cervical da coroa ou numa área de raiz exposta, tanto em esmalte quanto 
em cemento/dentina, ao redor de toda a circunferência de um dente. Isto inclui as 
cavidades Classe V de Black e também se estende às lesões de superfície 
radicular ocorrendo nas faces mesial ou distal, após recessão gengival. 
 
 167 
DE ACORDO COM O TAMANHO: 
 
TAMANHO 0 (INCIPIENTE) – Trata-se de uma lesão pequena e subsuperficial, 
sem cavitação, que pode ser remineralizável ou que já sofreu remineralização e 
restou o manchamento residual. Significa que nenhuma restauração é necessária. 
TAMANHO 1 (MÍNIMA) - Trata-se de uma lesão que progrediu exatamente até o 
ponto de transição onde ela não pode mais ser tratada exclusivamente de forma 
conservadora, de tal maneira que a intervenção operatória é indicada. Constata-se 
a presença de pequena cavitação e um mínimo envolvimento da dentina. 
 
TAMANHO 2 (MODERADA) – Trata-se de uma lesão larga, mas onde permanece 
estrutura dental sadia suficiente para suportar a restauração, sem a necessidade 
de modificações adicionais no preparo cavitário além da remoção do tecido 
cariado. Existe um moderado envolvimento da dentina. Após o preparo cavitário o 
esmalte remanescente é sadio e bem suportado por dentina, resistente às cargas 
oclusais. 
 
TAMANHO 3 (GRANDE) – Trata-se de uma lesão mais extensa, de tal maneira 
que a estrutura dental remanescente esteja enfraquecida e com risco de 
ocorrência de fratura em bloco, através do desenvolvimento de uma trinca na base 
de uma cúspide ou do risco de perda de um ângulo incisal. Éprovável que o 
desenho cavitário deva ser modificado ou alargado para estender a restauração, 
de forma que a estrutura dental remanescente possa ser protegida do estresse 
excessivo resultante da carga oclusal. 
 
TAMANHO 4 (MUITO GRANDE) – Trata-se de uma lesão em que já ocorreu uma 
séria perda de estrutura dental, tal como uma perda de cúspide de um dente 
posterior ou envolvimento de um ângulo incisal de um dente anterior. 
 
 
 
 168 
A aplicação da classificação deve incluir o uso dos dois descritores 
(LOCALIZAÇÃO E TAMANHO), conforme se observa na Tabela 20.1: 
 
Tabela 20.1 – Classificação de Mount & Hume. 
LOCALIZAÇÃO 
TAMANHO 
0 
INCIPIENTE 
1 
MÍNIMA 
2 
MODERADA 
3 
GRANDE 
4 
MUITO 
GRANDE 
1 – FOSSETAS E 
SULCOS 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 
2 – ÁREAS DE 
CONTATO 2.0 2.1 2.2 2.3 2.4 
3 – REGIÃO 
CERVICAL 3.0 3.1 3.2 3.3 3.4 
 
 
 
Se existirem múltiplas lesões num mesmo dente, cada uma delas deve ser 
relatada separadamente. Para relacionar-se uma lesão a um dente específico 
deve-se dizer por exemplo: 
“Existe uma lesão 2.4 na face distal do dente 12”, indicando que a lesão 
na face distal do dente 12 progrediu de tal forma que ocorreu a perda do ângulo 
incisal, sugerindo a necessidade de uma grande restauração estética neste 
elemento. 
“Existe uma lesão 2.1 na face mesial do dente 46”, indicando que existe 
uma lesão pequena na face proximal mesial do dente 46, sugerindo a 
possibilidade de realização de preparos cavitários conservadores como o tipo 
túnel ou um slot. 
“Existe uma lesão 2.2 na ocluso-distal do dente 36”, indicando que 
existe uma lesão de tamanho moderado envolvendo as faces oclusal e distal do 
dente 36, mas que resta estrutura dental suficiente para conferir resistência ao 
remanescente, podendo-se optar por uma restauração de amálgama ou de resina 
composta sem maiores inconvenientes. 
“Existe uma lesão 3.1 na face vestibular e uma lesão 2.2 na mésio-
ocluso-distal do dente 47”, indicando que existe no elemento 47 duas lesões 
distintas. Uma lesão cervical de pequeno tamanho na face vestibular e uma lesão 
de tamanho moderado envolvendo as faces mesial, oclusal e distal. 
 169 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1. CANDIDO, M.S.M. et al. Nomenclatura e classificação das cavidades e 
princípios gerais do preparo cavitário. In: BUSATO, A.L.S. Dentística: Filosofia, 
Conceitos e Prática Clínica. São Paulo: Artes Médicas, 2005, p.65-94. 
2. LASFARGUES, G.M.; KAELEKA, R.; LOUIS, J.J. New concepts of minimally 
invasive preparations: a SI/STA concept. In: ROULET, J.F.; DEGRANGE, M. 
Adhesion: the silent revolution. Quintessence, London, 2000, p.107-152. 
3. MOUNT, G.J.; HUME, W.R. A new cavity classification. Aust Dent J, v.43, n.3, 
p.153-9, 1998. 
4. MOUNT, G.J.; HUME, W.R. A revised classification of carious lesions by site 
and size. Quintessence Int, v.28, n.5, p.301-3, 1997. 
5. http://www.dent.ucla.edu/ce/caries/sectionB.html

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