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Bases Morfofuncionais dos Sistemas I • Mitocôndria • Retículo Endoplasmático • Complexo de Golgi • Lisossomos • Núcleo Mitocôndrias Presentes em células eucariontes. Apresenta entre 0,5 μm e 1,0 μm. Estruturas alongadas (mitos) na maioria das células ou arredondadas (chondrion, pequenos grânulos) em intestino e fígado. Estão relacionadas à demanda energética da célula. Constituídas de duas membranas, estrutural e funcionalmente diferentes, que definem dois compartimentos: o espaço intermembranar e a matriz mitocondrial. • Membrana externa (50% de proteínas e 50% de lipídeos): Maior fluidez; além disso, apresenta uma proteína chamada porina, que forma canais. • Membrana interna (75% de proteínas e 25% de lipídeos): Proteínas com funções bem definidas e que conferem maior seletividade à entrada de substâncias. Mitocôndria: Componentes Cardiolipina: PL altamente hidrofóbico (4 cadeias de ácidos graxos) presente na m.i. da mitocôndria, reduzindo sua permeabilidade a íons. Algumas doenças degenerativas já foram associadas a mutações no DNA mitocondrial (que apresenta uma taxa de mutação maior do que o DNA nuclear, por não ter a maquinaria de reparo) Manifestações das Enfermidades Mitocondriais na Clínica Médica http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2001/RN%2009%2002/Pages%20from%20RN%2009%2002-4.pdf Bioenergética Etapas da produção de energia: • Glicólise– ocorre no citoplasma • Ciclo de Krebs – ocorre na matriz mitocondrial • Cadeia respiratória – ocorre nas cristas mitocondriais Bioenergética Retículo Endoplasmático Presente em todas as células eucarióticas. Suas membranas constituem aproximadamente mais da metade do total de membrana, de uma célula animal média. Forma um labirinto de tubos (10% do volume celular) que liga a membrana plasmática com o envoltório nuclear. ► Retículo endoplasmático agranular (REL): Tem forma de tubos, sem ribossomos. Atua na síntese de lipídios (fosfolipídios e colesterol) e esteróides. Faz glicogenólise (no fígado). Faz detoxificação (destrói substâncias tóxicas como álcool, agrotóxicos, medicamentos). Armazena cálcio. ► Retículo endoplasmático granular (RER ou ergatoplasma): Tem forma geralmente achatada e com ribossomos aderidos nas membranas. O RER atua na síntese celular de proteínas (glicoproteínas). A membrana do RE é o sítio de síntese de todas as proteínas transmembrana e lipídios, da maioria das organelas celulares. Os ribossomos aderidos à superfície do RE, formam regiões denominadas retículo endoplasmático rugoso (RER). Retículo Endoplasmático Rugoso Síntese protéica. Retículo Endoplasmático Rugoso RIBOSSOMO RNAm RNAt AMINOÁCIDOS Síntese protéica. Retículo Endoplasmático Rugoso Ver: http://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/images/6/68/Bio7.swf 2 tipos de proteínas são produzidas pelo RE: 1) Proteínas transmembrana, que permanecem inseridas no RE. Algumas vão fazer parte do próprio RE e outras serão destinadas à organelas e membrana plasmática. 2) Proteínas solúveis, que são completamente transportadas para o lúmen (interior) do RE. Posteriormente são destinadas ao lúmen de organelas ou para secreção. Retículo Endoplasmático Rugoso Existem, duas populações separadas de ribossomos no citoplasma: • Ribossomos ligados à membrana do RE: engajados na síntese de proteínas que são transportadas para o RE. • Ribossomos livres: Sintetizam as outras proteínas. OBS: Os dois tipos são estrutural e funcionalmente idênticos, diferindo apenas no tipo de proteína que estão sintetizando. Retículo Endoplasmático Rugoso • Proteínas produzidas no citoplasma pelos polirribossomos são para: mitocôndrias, cloroplastos, peroxissomos e interior do núcleo. • Proteínas produzidas pelos ribossomos unidos ao R.E. são para: RER, REL, complexo de Golgi, lisossomos, membranas e exportação para fora da célula. Ex: hormônios (lipídicos ou proteicos), glicoproteínas, enzimas Toda proteína que é dirigida para a membrana do RE apresenta um peptídeo-sinal e um mesmo mecanismo de transporte. Quando um ribossomo está sintetizando uma proteína com um peptídeo-sinal de RE, este o direciona para a membrana do RE. Quando a proteína não apresenta peptídeo-sinal, é liberada no próprio citoplasma. Retículo Endoplasmático Rugoso O peptídeo-sinal é removido das proteínas solúveis após a passagem para o lúmen do RE Retículo Endoplasmático Rugoso Proteínas transmembrana possuem um sinal de retenção interno (hidrofóbico) que faz com que a proteína fique presa à membrana: peptídeo stop-transfer Passagem de proteínas transmembrana Retículo Endoplasmático Rugoso A síntese de lipídios é catalisada por enzimas na membrana do RE que possuem os sítios ativos voltados para o citoplasma. Retículo Endoplasmático Liso No citoplasma se encontram todos os metabólitos necessários. Há um aumento da bicamada lipídica em apenas um lado. Retículo Endoplasmático Liso Para resolver este problema existem proteínas translocadoras de fosfolipídios (flippase). Os glicolipídeos são produzidos em colaboração com o Golgi (parte glicídica). O colesterol e os esteróides (produzidos a partir do colesterol nas gônadas e supra-renais) são produzidos em colaboração com a mitocôndria. Retículo Endoplasmático Liso Processos de detoxificação - Fígado, pele, rins e pulmões. O organismo converte substâncias tóxicas (herbicidas, conservantes, álcool, medicamentos, etc.) em substâncias inócuas ou de fácil excreção. Promove a hidroxilação (OH) dos compostos tóxicos, facilitando sua solubilidade em água → Facilita a excreção pelos rins. Na membrana do REL há o Citocromo P450. Retículo Endoplasmático Liso Atua no controle da concentração intracelular de Ca2+. Retículo Endoplasmático Liso Transporte vesicular: transporte de substâncias através de vesículas Complexo Golgiense Funções: • Sintetiza carboidratos (Parede celular de vegetais). • Une proteínas (do R.E.) com carboidratos formando glicoproteínas (Ex. Muco). • Recebe e modifica os produtos do retículo, acrescentando pequenos radicais próprios para sua função, que também são o endereço destas moléculas. OBS: Certos oligossacarídeos servem como marcas para o direcionamento específico de proteínas para diferentes destinos. • Embala os produtos da célula em vesículas e as encaminha ao destino. Ex. lisossomos, grânulos de secreção, acrossomo dos espermatozóides, ... Complexo Golgiense O complexo de Golgi é uma organela membranosa, formada por várias compartimentos na forma de pratos empilhados; cada pilha de Golgi é composta de 2 faces distintas: uma de entrada (Cis) e outra de saída (Trans). Ambas estão conectadas a compartimentos (Cis-Golgi-Network e Trans-Golgi-Network), que são compostos por uma rede de estruturas tubulares em forma de cisterna Complexo Golgiense O lúmen de cada compartimento é topologicamente equivalente ao exterior da célula e esses compartimentos estão todos em constante comunicação. Complexo Golgiense A face convexa fica virada para o R.E ou envoltório nuclear e deles recebe vesículas de transporte com seus produtos. É a face CIS: proximal ou de formação. No lado côncavo desprendem- se vesículas maiores chamadas de secreção. É a face TRANS: distal ou de maturação. A face trans liberta vesículas contendo as proteínas modificadas no Golgi, que são mantidas na célula ou enviadas para outras células. O transporte de substâncias do RE para o complexo de Golgi ocorre através de vesículas Complexo Golgiense As cadeias de oligossacarídeos são processadas no Golgi Glicosilaçãoinicial no RER transferência p/ o Golgi hidrólise parcial da fração glicídica das glicoproteínas adição de novos sacarídeos (glicosilação terminal). – Resulta na síntese de glicoproteínas diferentes - composição e destinos diversos Complexo Golgiense Lisossomos Os lisossomos são encontrados tanto em células animais quanto em células vegetais e nos protozoários. São vesículas delimitadas por membrana, com diâmetro de 0,05 a 0,5 m, contendo mais de 40 enzimas hidrolíticas (hidrolases), as quais são capazes de digerir a maioria das substâncias biológicas. Lisossomos Os lisossomos são vesículas de secreção brotadas do C.Golgi, cheias de enzimas digestivas, responsáveis pela digestão intracelular. Ao brotar do C.G., as enzimas lisossômicas são marcadas com manose-6-P. A maioria das enzimas lisossômicas, hidrolases ácidas, age em meio ácido. Para ativar essas enzimas, ocorre a acidificação dos lisossomos por bombas de H+, presentes na membrana destas vesículas. A membrana do lisossomo é rica em glicoproteínas e proteínas de transporte dos produtos de degradação. Funções: - Digestão intracelular (ex. partículas fagocitadas, partículas LDL…) e extracelular (ex. osteoclastos). - Destruição celular programada. Lisossomos Heterofagia - É a digestão de partículas englobadas por pinocitose ou por fagocitose, no interior da célula Autofagia: digestão de estruturas inativas, como organelas Lisossomos Os materiais são transportados para os lisossomos por 3 vias: 1. Endocitose; 2. Autofagia; 3. Fagocitose. Os lisossomos são centrais de encontro. Os lisossomos são o último compartimento da via endocítica. Para eles convergem e se fundem os fagossomas, os endossomas contendo moléculas endocitadas via receptor ou por fase fluida e vacúolos autofágicos com organelas velhas ou sobrando. Do grego nux (semente) O formato varia de acordo com A célula: arredondado, alongado, achatado. Suas funções são: regular as reações químicas que ocorrem dentro da célula e armazenar as Informações genéticas. Núcleo NÚCLEO INTERFÁSICO: é o núcleo da célula no intervalo entre duas divisões celulares. NÚCLEO MITÓTICO: é o núcleo durante a mitose ou meiose. Núcleo Componentes de uma célula em intérfase: Carioteca - envoltório nuclear, formada por 2 membranas com poros, onde há intercâmbio de substâncias entre o núcleo e o citoplasma. Nucleoplasma, Cariolinfa ou Suco Nuclear- é uma região constituída basicamente por água e proteínas. Nucléolo - Corpúsculo desprovido de membranas, que se encontra em contato direto com o nucleoplasma, rico em RNA ribossômico. Cromatina - representa o material genético, com proteínas e moléculas de DNA. Núcleo Envoltório nuclear ou carioteca Membranas externa e interna Constituem o envoltório nuclear. A membrana externa possui ribossomos e está ligada ao R.E. R. A membrana interna, do lado nuclear, repousa sobre a lâmina nuclear. Lâmina nuclear Formada por filamentos intermediários. É o citoesqueleto do núcleo. Cisterna perinuclear Espaço entre as duas membranas. Poros nucleares Poros circulares que comunicam o núcleo com o citoplasma. Cada poro é rodeado por proteínas que controlam sua abertura: complexo do poro. Núcleo Nucleoplasma ou Cariolinfa É um material com aspecto gelatinoso que preenche o núcleo. Formado por proteínas (DNA polimerase, RNA polimerase), nucleotídeos, RNA nascentes. Nucléolo Tem aspecto de grânulo, mas não é limitado por membrana. É formado por RNA, proteínas e um pouco de DNA. É o centro de produção dos ribossomos. A área azul mais escura é o nucléolo onde se observa a transcrição do DNA em RNAr e sua complexação com proteínas vindas do citoplasma para formar as subunidades dos ribossomos que atravessam os poros do envoltório e no citoplasma unem-se ao RNAm, iniciando o processo de Tradução. Cromatina Contém as informações genéticas. Formada por proteínas (histonas) e moléculas de DNA. Têm aspecto emaranhado de filamentos longos e finos, os cromonemas. Esses apresentam regiões condensadas chamadas de heterocromatinas, e regiões distendidas chamadas eucromatinas. Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam-se, tornando-se mais curtos e mais grossos e passam a ser chamados de cromossomos. Núcleo Núcleo Material genético descondensado – cromatina Material genético condensado – cromossomo Proteínas histonas - Proteínas responsáveis pelo processo de compactação e descompactação do DNA. Importantes na regulação dos genes, tornando os genes mais ou menos acessíveis à ação da RNA- polimerase. Proteínas não-histônicas - Proporcionam condições para que haja associações entre as histonas e a cromatina. Pelos graus de compactação do DNA, é possível que em um pequeno cromossomo, abrigue uma longa cadeia de DNA. Através da ação das histonas, o processo de compactação da cromatina pode levar à uma redução de 8.000 a 10.000 vezes do tamanho original da molécula Núcleo Dogma central da biologia molecular A ligação molecular entre o código de DNA dos genes e o código de aminoácidos das proteínas é o ácido ribonucléico (RNA).