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Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Parasitologia II Classificação e Morfologia Trypanosomatidae Professor Dr. Carlos Luiz Massard 2016 Classificação • Império Eucaryota -Organismos com material nuclear e organelas especializadas. • Império Eucaryota - Reino Archeozoa - Reino Protozoa nuclear e organelas especializadas. • Império Procaryota -Organismos com material nuclear não delimitado por membrana. - Reino Protozoa - Reino Chromista - Reino Fungi - Reino Animalia - Reino Plantae Classificação • Filo: EuglenozoaCavalier-Smith, 1981 Organismo com um a quatro flagelos, aparelho de Golgi desenvolvido; divisão nuclear com nucléolo persistente; crista mitocondrial discoidal (cinetoplasto). • Classe: Kinetoplastidea Honigberg, 1963 Organismo com um ou dois flagelos; mitocôndria única e desenvolvida e cinetoplasto presente.desenvolvida e cinetoplasto presente. • Ordem: Trypanosomatida, Kent, 1880 Cinetoplasto presente; um ou mais flagelos, livres ou não, associados ou não à membrana ondulante. • Família: Trypanosomatidae (Doflein, 1901) Grobben, 1905 Flagelo único com origem no blefaroplasto, flagelo livre e membrana ondulante presentes ou não. Gênero Trypanosoma TrypanozoonTrypanozoon: : T. T. bruceibrucei bruceibrucei, T. b. gambiense, T. b. rhodesiense, T. T. evansievansi e e T. T. equiperdumequiperdum DuttonellaDuttonella: : T. T. vivaxvivax Nannomonas: T. congolense e T. simiae Salivari a •Eliminaç ão via saliva Subgê nero Espécie Nannomonas: T. congolense e T. simiaesaliva •Transmis são inoculativ a Stercorária •Eliminação via fezes •Transmissão contaminativ a Schizotrypanum: T. cruzi Picnomonas: T. suis Herpetosoma: T. lewisi MegatrypanumMegatrypanum: : TT. . theileritheileri Gênero Trypanosoma sp. Porção anterior Porção Posterior Aspectos Morfológicos • Esférica •• Alongada Fig. 1: Tripomastigota de Trypanosoma sp. Fig. 2: Amastigota de Leishmania sp. Fonte: Fiocruz/IOC. Morfologia • Classe Kinetoplastidea • Fases evolutivas (a) – Promastigota – o flagelo emerge da parte anterior da célula; (b) – Epimastigota- o flagelo emerge ao lado do núcleo da célula; (c) –Tripomastigota - o flagelo emerge da parte posterior da célula; (d) –Amastigota – somente o cinetoplasto é visível. Não há flagelo. Trypanosoma cruzi (A) Tubo digestório. (B) Inseto (barbeiro) hematófago ingerindo sangue com formas tripomastigotas presentes em ummamífero infectado. (C) No estômago do barbeiro, as formas tripomastigotas se diferenciam em epimastigotas e algumas esferomastigotas. (D) Ao chegar ao intestino, as formas(D) Ao chegar ao intestino, as formas epimastigotas começam a se multiplicar por divisão binária e se aderem ao epitélio intestinal (E). (F) No reto, tripomastigotas metacíclicos aderidos ao epitélio. (G) Os parasitas se soltam do epitélio, podendo ser eliminados na urina ou fezes do inseto. Fonte: Atlas didático, website, 2013. Trypanosoma cruzi • Amastigota (músculo HV) -Forma circular, ovóide ou alongada, com a presença de núcleo excêntrico -Cinetoplasto presente -Flagelo reduzido -Ausência de flagelo livre Cinetoplasto Ninho leishmanióide -Ausência de flagelo livre • Citoplasma de células dos músculos, do fígado, do baço, do sistema nervoso, dos testículos, dos ovários e do sistemamononuclear fagocitário • Megalias • Amastigota (HV) Epimastigota (passagem). Fig. 3: Morfologia da forma amastigota; Ninho leishmanióide em musculatura esquelética (tecido de coração). Fonte: CDC, 2011. Trypanosoma cruzi • Epimastigota (passagem -HV) -Forma alongada com cinetoplasto e blefaroplasto próximos e anteriores ao núcleo; -Núcleo localizado próximo à metade do comprimento do Cinetoplasto metade do comprimento do corpo, -Flagelo presente e emergindo fora da extremidade anterior do corpo -Flagelo livre na extremidade anterior. -Epimastigota Fig. 4: Formas de epimastigota em cultivo celular. Fonte: USP, 2010.. Tripomastigota Trypanosoma cruzi • Tripomastigota (sangue circulante -HV) - Pequeno porte Cinetoplasto - Forma de C - Cinetoplasto grande e subterminal -Extremidade posterior nitidamente pontiaguda. -Forma infectante para HI (Ordem Hemiptera). Fig. 5: Esfregaço sanguíneo contendo formas tripomastigotas de T. cruzi. Fonte: CDC, 2011. Trypanosoma brucei • Tripomastigota (infec.- HI) -Flagelo livre presente ou ausente, polimórfico ou pleomórfico - Cinetoplasto pequeno e subterminal Cinetoplasto • Tripomastigota procíclico (intestino) Epimastigota (gld. sal.) Tripomastigota metacíclica (gld. salivar de Glossina spp) Fig. 6: Esfregaço sanguíneo contendo formas tripomastigotas de T. brucei. Fonte: CDC, 2011. Infec. HV Trypanosoma vivax • Tripomastigota -Extremidade posterior do corpo arredondado com cinetoplasto grande e geralmente terminal, às vezes marginal Cinetoplasto terminal, às vezes marginal -Membrana ondulante desenvolvida e flagelo livre presente. • Transmissão mecânica de Tripomastigota, ciclo cíclico. Fig. 7: Esfregaço sanguíneo contendo formas tripomastigotas de T. vivax. Fonte: Souza, 2005. T. vivax Trypanosoma evansi • Tripomastigota -Varia entre as cepas: -Cinetoplasto pequeno e subterminal; -Cinetoplasto invisível à microscopia ótica e pode ocorrer namicroscopia ótica e pode ocorrer na forma delgada com flagelo livre desenvolvido, na forma intermediária ou na forma curta com flagelo livre reduzido. • Transmissão mecânica de tripomastigota, ciclo cíclico (Stomoxys e Tabanus). Fig. 8: Esfregaço sanguíneo contendo formas tripomastigotas de T. evansi. Fonte: Hindwai Journal, 2006. Trypanosoma equiperdum • Tripomastigota -Formas curtas com núcleo posterior podem ser observadas; - Cinetoplasto é pequeno, subterminal pode ser invisível à microscopia ótica;microscopia ótica; • Transmissão: contato direto (coito) • Não tem ocorrência confirmada nas Américas. Frequente na Ásia eÁfrica Fig. 9: Esfregaço sanguíneo contendo formas tripomastigotas de T. equiperdum. Fonte: Hindwai Journal, 2006.