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Esquemas de Reforço Um esquema de reforço é basicamente uma regra afirmando que as instâncias de um comportamento serão reforçadas. Em alguns casos, um comportamento pode ser reforçado cada vez que ocorre. Às vezes, um comportamento pode ser não reforçada sempre. O Reforço positivo ou Reforço Negativo podem ser usados, dependendo da situação. Em ambos os casos, o objetivo é sempre reforçar o comportamento e aumentar a probabilidade de ocorrer de novo no futuro. Existem dois tipos de esquemas de reforços: Reforço contínuo-que reforça a resposta desejada toda vez que ela ocorre. Reforço parcial(intermitente)-que reforça uma resposta apenas parte das vezes; resulta em aquisição mais lenta da resposta, mas em uma resistência muito maior à extinção do que o Reforço contínuo. Há quatro esquemas de Reforço parcial: 1. Esquemas de razão fixa: são aqueles em que uma resposta é reforçada somente após um determinado número de respostas. Este esquema produz uma taca alta e constante de resposta com apenas uma breve pausa após a entrega do reforçador. 2. Esquemas de razão variável: ocorrem quando uma resposta é reforçada após um número imprevisível de respostas. 3. Esquemas de intervalo fixo: são aqueles em que a primeira resposta é recompensada somente após um determinado período de tempo decorrido. Este esquema provoca grandes quantidades de respostas perto do fim do intervalo, mas um índice de respostas mais lento imediatamente após a entrega do reforçador. 4. Esquemas de intervalo variável: ocorrem quando uma resposta é recompensada depois de uma quantidade indeterminada de tempo. Este calendário produz um ritmo lento e constante de resposta. Punição O reforço eleva o comportamento e a punição faz o oposto. Sendo assim a Punição negativa é um conceito importante na teoria de condicionamento operante de Skinner. Na psicologia comportamental ,o objetivo da punição é diminuir o comportamento que a precede. No caso de punição negativa, envolve tirar algo de bom ou desejável para reduzir a ocorrência de um comportamento particular. Cognição e Condicionamento Operante A Terapia Cognitiva utiliza o conceito da estrutura “biopsicossocial” na determinação e compreensão dos fenômenos relativos a psicologia humana, no entanto constitui-se como uma abordagem que focaliza o trabalho sobre os fatores cognitivos da psicopatologia . As pessoas reagem de formas variadas a uma situação específica podendo chegar a conclusões também variadas. Em alguns momentos a resposta habitual pode ser uma característica geral dos indivíduos dentro de determinada cultura, em outros momentos estas respostas podem ser idiossincráticas derivadas de experiências particulares e peculiares a um indivíduo. Evidências dos processos cognitivos também provêm de estudos com ratos em labirintos, eles parecem desenvolver um mapa cognitivo, uma representação mental do labirinto. Os ratos experimentaram aprendizagem latente, aquela que se torna visível apenas quando há um incentivo ara demonstrá-la. Motivação Intríseca: conhecida como motivação interna, esse conceito está relacionado à força interior que é capaz de se manter ativa mesmo diante de adversidades. Este tipo de combustível se relaciona aos interesses individuais e que podem ser alterados apenas por escolha da pessoa. Geralmente, a motivação interna está associada a metas, objetivos e projetos pessoais que estimulam o indivíduo a acordar todos os dias, enfrentar o trânsito e se dedicar a horas intensas de trabalho. Este é um tipo de sentimento que está presente na maioria das pessoas, pois é o que gera força para estar em movimento, conquistar coisas e escrever sua história, tornando-se o protagonista da própria vida. Motivação Extrínseca: conhecida como motivação externa, o termo está conectado ao ambiente, às situações e aos fatores externos .È o desejo de se comportar de certas maneiras para receber recompensas externas ou evitar uma punção ameaçada. Mapa cognitivo :uma representação mental da estrutura do ambiente de um ser. Aprendizagem latente: aprendizagem que ocorre mas não é aparente até que surja um incentivo para demonstrá-la. O Condicionamento Operante È um método de aprendizado que ocorre através de recompensas e punições para o comportamento .Através do condicionamento operante, uma associação é feita entre um comportamento e uma consequência para esse comportamento. O condicionamento operante se baseia em uma premissa bastante simples, ações que são seguidas por reforço serão reforçadas e tem mais probabilidade de ocorrer novamente no futuro. O Condicionamento clássico Descoberto pelo fisiologista russo Ivan Pavlov, o condicionamento clássico é um processo de aprendizagem que ocorre através de associações entre um estímulo ambiental e um estímulo que ocorre naturalmente. Os estudos que surgiram sobre o condicionamento clássico nos ajudaram a compreender com mais profundidade muitos aspectos da aprendizagem humana. Graças a ele, conhecemos o surgimento das fobias ou a vinculação de emoções a novos estímulos. Portanto, Pavlov acendeu a faísca para entendermos muito do que sabemos hoje sobre a aprendizagem e o condicionamento. Tanto o condicionamento clássico como o operante são formados de aprendizagem associativa, e ambos envolvem aquisição, extinção, recuperação espontânea, generalização e discriminação. Aprendizagem por observação A aprendizagem por observação ocorre de acordo com o processo de socialização de cada individuo, ou seja, observamos e imitamos o meio social em que vivemos. Cada um tem uma cultura e valores diferentes que determinam o que poderá ser seguido e aprendido. Os neurônios-espelho ,localizados nos lobos frontais do cerébro, demonstram uma base neural para esse tipo aprendizagem. Eles disparam quando realizamos certas ações, ou quando observamos outra pessoa realizando-as. Aquisição: O observador reconhece, ao observar o modelo, as características distintivas de sua conduta; Retenção: O que foi observado é armazenado na memória; Desempenho: Se o observador aprova o comportamento do modelo e aceita as conseqüências, ele o reproduz. Consequências: Ao realizar a ação imitada, o observador recebe as consequências de tal ação, podendo ser reforçador ou enfraquecedor, ou seja, através das consequências pode-se analisar se a ação é viável. A aprendizagem por observação foi estudada por Albert Bandura (1925-1998), que desenvolveu várias experiências para fundamentar a sua teoria. Segundo Bandura, a aprendizagem social ocorre pela observação dos comportamentos daqueles com quem convivemos (pais, amigos, professores). Bandura designa por modelação ou modelagem o processo de aprendizagem social feito com base na observação e imitação sociais. É observando e imitando que as crianças aprendem a falar e a brincar, como por exemplo às casinhas ou aos polícias e ladrões. O adolescente aprende com os outros a gostar da roupa que quer comprar e ganha hábitos de fumar ou ir à discoteca. Também o adulto imita os outros nas roupas que escolhe, na preferência por determinadas marcas de automóvel, no tipo de férias que escolhe e na forma como educa os filhos. A ideia-chave das percepções de Bandura é que as pessoas podem aprender tão bem diretamente como indiretamente. O impacto da modelação pró-social e da antissocial , diz que crianças tendem a imitar o que um modelo faz e diz, podendo o comportamento modelado ser pró-social ou antissocial. Sendo que se as ações e as palavras de um modelo são incoerentes ,as crianças podem imitar a hipocrisia que observam. Podemos dizer então que a aprendizagem por observação é uma capacidade que o individuo tem de observare imitar. Enfatizando, ainda, a importância que a observação por aprendizagem tem em relação ao comportamento que modela a identidade de cada um: sem observação não seria possível aprender coisas básicas do dia a dia, como falar, andar, dançar, escrever, etc