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CULTURA DA AMEIXA (Prunus salicina) Diego Moura de Andrade Maria José Alves de Moura Nayara Rose da C. Lopes Vitor Hugo Farias Guedes INTRODUÇÃO Origem: Ásia Brasil: século XX X diferentes cultivares Brasil China Ameixa Japonesa (Prunus salicina) Mais tolerante as temperaturas do verão. Menos frio INTRODUÇÃO Espécie europeia (Prunus domestica) + 2.000 anos Oriunda do Cáucaso predomina no Hemisfério Norte Baixas temperaturas: por isso é pouco plantada no Brasil Comércio da fruta em forma de passas Brasil : Região Sul. Família: Rosaceae INTRODUÇÃO A maior parte da produção é voltada ao consumo in natura no país, porém tem boas perspectivas para exportação. Ainda que de forma incipiente, os europeus importam durante a entressafra local. Sabor doce Polpa firme e aromática Festas de fim de ano A fruta Ingrediente para geleias Recheios de tortas AMEIXA Características da Planta: Pode atingir de seis a dez metros de altura; Tronco grosso, ramos abertos e longos; Apresenta, com frequência, três flores por gema, que chegam a até cinco botões; Na florada, a copa das árvores fica coberta de pétalas brancas e ovaladas; A produção começa após dois anos de plantio e atinge seu pico entre seis e oito anos; As melhores épocas para plantar são no inverno, entre junho e julho, e o verão, de dezembro a janeiro; Evitar locais que tenham sido recentemente área de cultivo a outras frutíferas. AMEIXA Clima: O cultivo concentra-se no Sul e Sudeste, (clima temperado e subtropical). Novas cultivares: áreas mais altas de outras regiões, como em Mucugê – BA, na região Nordeste. Ideal: verão longo, seco e luminoso. Chuvas intensas no período de floração dificulta o trabalho dos insetos polinizadores. Chuvas prolongadas no período de colheita ocasiona o aparecimento de doenças no fruto. Geadas tardias afetam as flores ou os frutos recém-formados. AMEIXA Solo: pH 6,0; Férteis e bem drenados; O uso de matéria orgânica no plantio pode melhorar a estrutura física e química do solo. Árvores maiores, mais produtivas e mais longevas. Terrenos que permitem crescimento das raízes até 1m. AMEIXA Cultivares: A escolha das cultivares é dependente da região em que se vai produzir e das condições do mercado. Os produtores preferem: as que possuem boa coloração e amadureçam na época de final de ano. Cultivares europeias (plantadas nas regiões frias): D’Agen e Stanley AMEIXA Cultivares: Japonesas: Ozark Premier, Burbank e October Purple. Regiões quentes: Pluma-7, Gema de Ouro, Rosa Mineira, Roxa de Itaquera, Carmesim, Kelsey Paulista, etc. AMEIXA Instalação do Pomar: As melhores áreas: - Cultivadas anteriormente por culturas anuais; - As que oferecem proteção contra geadas tardias; - As com baixa incidência de granizo. Quebra ventos: Distância de 10 m Previne: cancro (Xanthomonas campestris pv. pruni). Não disseminar doenças A floração não deve coincidir com as ameixeiras. AMEIXA Instalação do Pomar: - Porta-enxerto de pêssego: colaboram para um florescimento mais intenso, produção mais precoce e são resistentes aos nematoides de galhas. - Deve-se fazer análise de solo para posterior correção da acidez do solo e adubação. Mudas: - Enxertadas em viveiros com boas referências. - Altura entre 70 centímetros e 1 m. - Diâmetro entre 15 e 20 milímetros. - Porta-enxertos mais utilizados pelos viveiristas são de pessegueiros (cultivar Okinawa). AMEIXA Plantio: Mudas plantadas no período do inverno (junho a agosto), quando as mudas estão sem folhas. Espaçamento: 6 x 4m ou 5 x 3m. Plantas conduzidas em forma de taça. Mudas Planta enxertada Pomar AMEIXA Adubação: Adubação de plantio: - Por cova: - 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral; - 1 kg de calcário magnesiano; - 200g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. - Em cobertura: ao redor da planta, aplicar 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses. Adubação de formação: - De acordo com a análise de solo, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e k2O, por ano de idade. - N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação. AMEIXA Adubação: Adubação de produção: - A partir do 5º ano, aplicar anualmente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral; - 100 a 200 kg/ha de N; - 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O. Em todas as fases, a adubação foliar e/ou fertirrigação com micronutrientes são essenciais para o bom crescimento e desenvolvimento das mudas. AMEIXA Cuidados Especiais: - Retirada dos ramos que crescem para o interior da copa, pois, esse causam sombreamento no interior da copa. - Tutoramento. - Amarrio do ramo ao tutor, pois esse não deve ser muito forte para não estrangular os ramos. Posição dos tutores Fixação dos tutores Poda AMEIXA Podas: Poda de Formação: realizada nos dois primeiros anos e vai depender do sistema de condução (vaso ou taça aberta), a poda deve ser direcionada de forma a deixar quatro a seis ramos dispostos lateralmente ao redor da planta. Poda de Produção ou de Inverno: realizada de maio a junho. - 1º ano: formação do “esqueleto da planta”; - 2º ano: retirada de ramos quebrados, doentes, secos ou mal localizados. - 3º ano: prepara a planta para o início da fase produtiva, e nesse ano retira-se os tutores. Poda de Limpeza: realizada durante todo o segundo semestre do ano visando à retirada do excesso de brotação e ramos mal localizados. AMEIXA Tratos Culturais: - Eliminação de plantas invasoras; - Controle de geadas (com quebra vento; queima de material combustível ou aspersão de água). - Raleio dos frutos. Consorciação: Em períodos de queda das folhas e interrupção da brotação - repouso hibernal: - Plantação de leguminosas (soja ou feijão) ou de gramíneas, como o milho, entre as linhas das ameixeiras. - Cobertura verde + proteção do solo + rendimento extra ao produtor. AMEIXA Controle de Pragas e Doenças: Principais pragas: Mariposa – oriental; mosca-das-frutas; Pulgões; Ácaros e cochonilhas. As pragas podem ser monitoradas e controladas com armadilhas e, em casos de necessidade aplicação de inseticidas. AMEIXA Controle de Pragas e Doenças: Principais doenças: Escaldadura-das-folhas (Xyllela fastidiosa); Bacteriose (Xanthomonas campestris pv. pruni); Podridão parda (Molinia fruticticola) e Ferrugem (Tranzschelia pruni-spinosae). Devem ser controladas de forma preventiva e curativa com a aplicação de fungicidas e bactericidas. A obtenção de mudas sadias e uma boa nutrição também são essenciais para amenizar alguns problemas. AMEIXA Colheita: • Se estende de novembro a março. Mercado de frutas frescas Colhida antes de completar o estágio de maturação. Os fatores de maturação são: firmeza (através do penetrômetro), cor da polpa, conteúdo de sólidos solúveis, cor da película e acidez. AMEIXA Colheita: Cuidados: - Não danificar os frutos com as unhas; - Colocar suavemente as ameixas em sacolas e caixas de plástico que precisamestá limpas e desinfetadas com solução de hipoclorito de sódio à 1% ; - Não deixar completamente cheias para não causar danos mecânicos nos frutos; - Os frutos colhidos permanecem a sombra aguardando o transporte. AMEIXA Colheita: Cuidados: - Frutos podres devem ser recolhidos e enterrados; - É importante que as estradas até o galpão de classificação estejam em bom estado; - A seleção e classificação dos frutos é feito em máquinas que separam os frutos por peso e diâmetro; - Na seleção eliminam-se as ameixas com feridas, danos mecânicos e também muito maduras; - Depois de classificadas por tamanho as ameixas são colocadas em embalagens padronizadas. AMEIXA Armazenamento: - 1º pré-resfriamento (água fria ou ar frio forçado). - O tempo entre a colheita e o pré-resfriamento não deve passar de 6 horas. - Armazenadas a baixas temperaturas, -0,5°C e 0° C (Algumas cultivares – escurecimento da polpa). Aconselha-se: Armazená-la por 10 dias à 0° C, em seguida por mais 10 dias a uma temperatura de 7-8° C, e novamente por mais 10 dias à 0° C. Afetada pelo armazenamento por frio. AMEIXA Armazenamento: - A umidade da câmara deve ficar entre 90 e 95%. - A atmosfera controlada prolonga o período de armazenamento e diminui o escurecimento da polpa. - Reduzir as perdas de água nos frutos: cobrir as ameixas com filme polietileno, elevar a umidade relativa, ou usar ésteres de sacarose para prolongar o armazenamento e preservar a qualidade. Problemas durante o armazenamento: desintegração interna (escurecimento da polpa); golpe de sol (manchas na epiderme causadas pela insolação forte) e vitrescências (áreas translúcidas na polpa). - Quando armazenadas por muito tempo é necessário que sejam feitas supervisões na qualidade dos frutos. AMEIXA Comercialização: As ameixas japonesas mantidas à uma temperatura de 20 a 21°C no local de comercialização permanecem em boas condições por cinco dias; e entre 22 a 29° C permanecem em boas condições por apenas dois ou três dias. Além de vendidas como frutas frescas, as frutas são comercializadas para as indústrias, destinando-se à fabricação de sucos, néctar, ameixa seca ou em calda, entre outros. AMEIXA Referencias Bibliográficas: CHAGAS, E.A.; PIO, R.; BARBOSA, W.; DALL `ORTO, F.A.C.. Aspectos técnicos do cultivo da ameixeira. 2006. Artigo em Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2006_3/ameixeira/index.htm>. Acesso em: 18/1/2017 CASTRO, L.A.S. de; et al. Coleção Plantar: A cultura da ameixa. EMBRAPA – SPI. Brasília, DF. 1994. MATIAS, João. Ameixa. Revista Globo Rural. Disponível em: <http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1067412-4529- 2,00.html> OBRIGADO PELA ATENÇÃO!! Diego Moura de Andrade Maria José Alves de Moura Nayara Rose da C. Lopes Vitor Hugo Farias Guedes