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www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 1 Continuidade Operacional Continuidade Operacional (NBC TA 570) De acordo com o pressuposto de continuidade operacional, a entidade é vista como continuando em operação em futuro previsível. As demonstrações contábeis, para fins gerais, são elaboradas com base na continuidade operacional, a menos que a administração pretenda liquidar a entidade ou interromper as operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista além dessas. Quando o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado, ativos e passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus passivos no curso normal dos negócios. A avaliação, pela administração, da capacidade de continuidade operacional, envolve exercer um julgamento, em determinado momento, sobre resultados futuros incertos de eventos ou condições, observados os seguintes fatores: o grau de incerteza aumenta significativamente quanto mais distante no futuro ocorrer o evento ou condição, ou o correspondente resultado; o tamanho e a complexidade da entidade, a natureza e a condição de seu negócio e o grau em que ela é afetada por fatores externos afetam o julgamento; qualquer julgamento sobre o futuro é baseado em informações disponíveis na época em que o julgamento é feito. Na ausência de informações ao contrário, a preparação das DCs presume a continuidade da empresa em regime operacional por um período previsível não inferior a 12 meses, a partir da data das demonstrações contábeis. Responsabilidade do auditor A responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria suficiente sobre a adequação do uso, pela administração, do pressuposto de continuidade operacional na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis e expressar uma conclusão sobre se existe incerteza significativa sobre a capacidade de continuidade operacional. O auditor não pode prever esses eventos ou condições futuras. Consequentemente, a ausência de qualquer referência à incerteza de continuidade operacional, no relatório do auditor independente, não pode ser considerada uma garantia da capacidade de continuidade operacional. Se as demonstrações contábeis foram elaboradas com base na continuidade operacional, mas no julgamento do auditor, o uso do pressuposto de continuidade utilizado pela administração é inapropriado, o auditor deve expressar uma opinião adversa, independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação dessa inadequação. Se for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis, o auditor deve expressar uma opinião sem ressalvas e incluir um parágrafo de ênfase em seu relatório para: (a) destacar a existência de incerteza significativa relacionada ao evento ou à condição que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional; e (b) chamar a atenção para a nota explicativa às demonstrações contábeis que divulga os assuntos referentes à continuidade operacional da empresa. Se não for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis, o auditor deve expressar uma opinião com ressalva ou adversa, conforme apropriado. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 2 Exemplos de eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional: Financeiro Patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto). Indicações de retirada de suporte financeiro por credores. Fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações contábeis históricas ou prospectivas. Principais índices financeiros adversos. Prejuízos operacionais significativos ou deterioração significativa do valor dos ativos usados para gerar fluxos de caixa. Incapacidade de pagar credores nas datas de vencimento. Exemplos de eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional: Operacional Intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações. Perda de pessoal chave da administração sem reposição. Perda de mercado importante, clientes importantes, franquia, licença, ou principais fornecedores. Dificuldades na manutenção de mão- de-obra. Falta de suprimentos importantes. Surgimento de concorrente altamente competitivo. Exemplos de eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional: Outros Descumprimento de exigências de capital, incluindo outras exigências legais. Processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade que podem, no caso de perda, resultar em indenização que a entidade provavelmente não terá capacidade de saldar. Mudanças de legislação, regulamentação ou política governamental, que supostamente afetam a entidade de maneira adversa. Catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior, quando de sua ocorrência. EXERCÍCIOS 1 - (ESAF / ANA / 2009) - No processo de auditoria independente, deve-se : (A) garantir a viabilidade futura da entidade. (B) dividir a responsabilidade entre a equipe técnica e o auditor. (C) abolir o uso de práticas consagradas pela Profissão Contábil. (D) certificar a continuidade da empresa pelos próximos 5 anos. (E) emitir o parecer com assinatura de contador devidamente registrado. 2 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - O auditor da empresa Encerramento S.A. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade, nos próximos 6 meses. Dessa forma, deve o auditor: a) informar, em parágrafo de ênfase no parecer, os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. b) emitir parecer com ressalva, limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 3 d) emitir parecer sem ressalva, mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis, de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. e) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona, trazendo os valores dos ativos e passivos, a valor de realização. 3 - (ESAF / SEFAZ/SP - APOFP / 2009) - Ao avaliar o pressuposto de continuidade operacional da entidade auditada, o auditor deve lançar mão de indicações que, isoladamente ou não, possam sugerir dificuldades na continuação normal dos negócios. Entre tais indicações, não se inclui: a) incapacidade financeira de a entidade pagar seus credores nos vencimentos. b) alteração na política econômica governamental que afete a todos os segmentos produtivos. c) existência de passivo a descoberto (Patrimônio Líquido negativo). d) posição negativa do Capital Circulante (deficiência de Capital Circulante). e) falta de capacidade financeira dos devedores em saldar seus compromissos com a entidade. 4 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - No processo de auditoria independente, deve-se: A) garantir a viabilidade futura da entidade. B) dividir a responsabilidade entre a equipe técnica e o auditor. C) abolir ouso de práticas consagradas pela Profissão Contábil. D) certificar a continuidade da empresa pelos próximos 5 anos. E) emitir o parecer com assinatura de contador devidamente registrado. 5 - (ESAF / SEFAZ-RN / 2005) - Na constatação de evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade, o auditor independente deverá emitir parecer: a) com abstenção de opinião. b) sem ressalva e sem parágrafo de ênfase. c) com ressalva e com parágrafo de ênfase. d) sem ressalva e com parágrafo de ênfase. e) adverso e com parágrafo de ênfase. 6 - (ESAF / SEFAZ-RN / 2005) - Para dimensionar se a empresa terá continuidade de suas atividades, o auditor deve avaliar se haverá normalidade nas operações da empresa pelo período de: a) seis meses após a data das demonstrações contábeis. b) dois anos após a data das demonstrações contábeis. c) um ano após a publicação das demonstrações contábeis. d) seis meses após a publicação das demonstrações contábeis. e) um ano após a data das demonstrações contábeis. 7 - (FGV / SEFAZ-RJ – Analista de CI / 2011) - Uma empresa de auditoria, às vésperas de emitir seu parecer de auditoria sem ressalvas para a empresa Alfa, recebe informação de que a matriz de Alfa entrou em processo de descontinuidade. Nessa situação, o auditor : (A) deve alterar seu parecer para a modalidade “adverso”. (B) deve alterar seu parecer para a modalidade “com ressalvas”. (C) deve alterar seu parecer para a modalidade “com abstenção de opinião”. (D) deverá renunciar ao trabalho. (E) deverá emitir parecer sem ressalvas. Representações Formais Representações Formais (NBC TA 580) Definição: É uma declaração escrita pela administração, fornecida ao auditor, para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 4 Representações formais, neste contexto, não incluem as demonstrações contábeis, as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios. Embora forneçam evidência de auditoria necessária, as representações formais, sozinhas, não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente a respeito de nenhum dos assuntos dos quais tratam. O auditor deve solicitar à administração que forneça representação formal: • de que ela cumpriu a sua responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo quando relevante a adequada apresentação; • de que forneceu ao auditor todas as informações e permitiu os acessos necessários conforme entendimentos nos termos do trabalho de auditoria; e • que todas as transações foram registradas e estão refletidas nas demonstrações contábeis. Quando o auditor entender que é necessário obter uma ou mais representações formais para corroborar outras evidências de auditoria relevantes para as demonstrações contábeis ou para uma ou mais afirmações específicas nas demonstrações contábeis, ele deve solicitar tais representações formais. A data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. As representações formais devem ter a forma de carta de representação dirigida ao auditor. Se as representações formais forem incompatíveis com outras evidências de auditoria, o auditor deve executar procedimentos de auditoria para tentar solucionar o assunto. Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve: (a) discutir o assunto com a administração; (b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e (c) tomar ações apropriadas, determinando o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria. Se o auditor concluir que as representações formais não são confiáveis, ele deve tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito na sua opinião no relatório de auditoria. O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis se: (a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo que as representações formais não sejam confiáveis; ou (b) a administração não fornecer as representações formais exigidas. Segundo a NBC TA 210, quando a administração não reconhecer sua responsabilidade, ou não concordar em fornecer as representações formais, não seria apropriado que o auditor aceitasse o trabalho de auditoria, a menos que seja exigido por lei ou regulamento. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 5 Representações Formais (NBC TA 580) Modelo de Representação Formal 8 - (FCC / ISS-SP / 2012) - A carta de responsabilidade da administração da empresa auditada responsabiliza: A) a diretoria financeira e a de controladoria. B) o conselho de administração e o conselho fiscal. C) a diretoria executiva. D) o conselho de administração. E) a governança e a administração. 9 - (FCC / ISS-SP / 2012) - A empresa Resistente S.A. não concordou em apresentar a carta de responsabilidade da administração. Nesse caso, o auditor: A) não deve aceitar o trabalho, em qualquer situação, ainda que exigido por lei. B) deve denunciar a empresa aos órgãos competentes e recusar a auditoria. C) deve aceitar o trabalho, estabelecendo a limitação de escopo e evidenciando a recusa no relatório da auditoria. D) não deve aceitar o trabalho a menos que seja exigido por lei ou regulamento. E) deve ressalvar o parecer, apresentando nota de ênfase em qualquer situação. 10 - (FCC / TRE-CE / 2012) - A empresa Resistente S.A. não concordou em apresentar a carta de responsabilidade da administração. Nesse caso, o auditor: A) não deve aceitar o trabalho, em qualquer situação, ainda que exigido por lei. B) deve denunciar a empresa aos órgãos competentes e recusar a auditoria. C) deve aceitar o trabalho, estabelecendo a limitação de escopo e evidenciando a recusa no relatório da auditoria. D) não deve aceitar o trabalho a menos que seja exigido por lei ou regulamento. E) deve ressalvar o parecer, apresentando nota de ênfase em qualquer situação. 11 - (FCC / SEFAZ-SP / 2009) - A carta de responsabilidade da administração é um documento que compõe os papéis de auditoria. Dessa forma, NÃO seria seu objetivo: A) impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. B) delimitar as responsabilidades do auditor independente e da administração. C) dar maior credibilidade às informações verbais recebidas durante a auditoria. D) dar garantia ao auditor independente quanto às suas responsabilidades, após a publicação das demonstrações. E) atender as normas de auditoria independente. 12 - (FCC / SEFAZ-PB / 2006) - Identifique entre os eventos abaixo aquele que a única evidência de auditoria é a carta de responsabilidade da administração. A) Manutenção de um investimento específico como investimento de Longo Prazo. B) Comprovação das responsabilidades e alçadas de cada Diretor. C) Existência de processos cíveis, trabalhistas e tributários contra a empresa. D) Confirmação da existência física de bens do Ativo Imobilizado. E) Saldo das Contas relativas a Tributos da empresa Ativos e Passivos de Curto e Longo Prazo. 13 - (ESAF / RECEITAFEDERAL / 2009) - O auditor, ao realizar auditoria na empresa Construção S.A., aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho, realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa, esta deve ser emitida na data: a) de encerramento das demonstrações contábeis. b) do término dos relatórios de revisão. c) da publicação das demonstrações contábeis. d) de emissão do parecer dos auditores. e) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 6 14 - (ESAF / SEFAZ/SP - APOFP / 2009) - Sempre que não possa ter expectativa razoável quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente, deve o auditor obter declarações por escrito da administração, sobre os assuntos significativos para as Demonstrações Contábeis, por meio da (o) chamada (o): a) Carta de Representação da Administração. b) Circularização dos Consultores Jurídicos. c) Carta de Responsabilidade da Administração. d) Termo de Diligência. e) Carta de Conforto. 15 - (ESAF / SUSEP / 2006) - A ação a ser praticada pelo auditor, quando da recusa por parte da administração da empresa auditada na apresentação de cartas de declarações de responsabilidade é: a) emitir parecer com ressalva ou com abstenção de opinião. b) emitir parecer sem ressalva, desde que conste das notas explicativas. c) emitir um parecer com abstenção de opinião ou adverso. d) recusar os trabalhos, e não emitir nenhum parecer. e) emitir um parecer sem ressalva ou adverso. Contingências Contingências (NBC TG 25) Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Ativo contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. Passivo contingente é uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque: • não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou • o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. A administração da entidade é a responsável pela adoção de políticas e procedimentos para identificar, avaliar, contabilizar e/ou divulgar, adequadamente, os passivos não registrados e as contingências. Entretanto, o auditor deve considerar alguns procedimentos na realização de um exame para identificar passivos não registrados e contingências ativas ou passivas, e assegurar-se de sua adequada contabilização e/ou divulgação nas demonstrações contábeis examinadas. Com respeito aos passivos não-registrados e às contingências, o auditor deve, entre outras coisas: www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 7 a)indagar e discutir com a administração a respeito das políticas e dos procedimentos adotados para identificar, avaliar e contabilizar e/ou divulgar os passivos não- registrados e as contingências; b) obter, formalmente, da administração uma descrição das contingências na data de encerramento das Demonstrações Contábeis. c) obter representação formal da administração, contendo a lista de consultores ou assessores jurídicos que cuidam do assunto. 16 - (FCC / ISS-SP / 2012) - A empresa Terceserv S.A. possui prejuízos fiscais decorrentes de resultados negativos apurados nos últimos dois anos no valor de R$ 1.000.000,00. Opera em Mercado extremamente competitivo e não há por parte da administração expectativa de obtenção de lucros nos próximos 5 anos. A empresa aposta na qualidade dos serviços prestados para superar a concorrência e começar a gerar lucro. Como não há prescrição do crédito tributário, a empresa constituiu provisão ativa para reconhecimento do crédito. Nesse caso, o auditor externo deve: (A) ressalvar o relatório de auditoria, mesmo que o valor seja irrelevante, uma vez que a empresa infringe regra contábil e fiscal. (B) abster-se de emitir o relatório de auditoria, em virtude de não atender aos pronunciamentos contábeis vigentes. (C) solicitar que a empresa reverta o lançamento, caso a empresa não atenda ressalvar o relatório de auditoria. (D) manter o lançamento, uma vez que o crédito é devido, e emitir relatório de auditoria sem ressalva ou ênfase. (E) recomendar que seja apropriado parte para o resultado do período, uma vez que o benefício já é devido, e emitir relatório de auditoria sem ressalva. 17 - (FCC / TCE AM / 2012) – O auditor externo da empresa Pública S.A. (entidade de economia mista) elaborou a revisão das contingências trabalhistas, cíveis e tributárias constatando a seguinte posição de probabilidades de perdas: Prováveis R$ 100.000,00 Possíveis R$ 50.000,00 Remotas R$ 30.000,00 Ao examinar as provisões constituídas e notas explicativas e considerando as normas vigentes pertinentes a contingências, para validar as demonstrações contábeis com relação a esses fatos, deverá contar que a empresa: (A) não reconheceu provisões, visto que empresas públicas e entidades de economia mista não estão sujeitas à contestação judicial. (B) reconheceu, no passivo, provisões no valor de R$ 180.000,00. (C) reconheceu, no passivo, provisões no valor de R$ 150.000,00 e apresentou nota explicativa, evidenciando as contingências remotas no valor de R$ 30.000,00. (D) reconheceu, no passivo, provisões no valor de R$ 100.000,00 e evidenciou, em nota explicativa, o valor de R$ 50.000,00, relativo às possíveis perdas. (E) reconheceu, no passivo, provisões no valor de R$ 100.000,00 e evidenciou em nota explicativa. 18 - (FCC / SEFAZ/SP - APOFP / 2010) - NÃO pode ser entendida e contabilizada como provisão para contingência a provisão para: a) danos ambientais. b) autuações fiscais. c) indenizações trabalhistas. d) garantias de produtos. e) 13o salário e férias. 19 - (FGV / SEFAZ-RJ – Analista de CI / 2011) - Em resposta a uma circularização, os advogados da entidade auditada assim classificaram as chances de perda nos processos judiciais em que aquela (auditada) era ré: www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 8 Considerando a situação acima e sabendo que o contador adotou os procedimentos corretos, consoante a regulamentação do CFC para estimativas e contingências, o auditor deverá certificar-se de que (sabendo que os saldos são relevantes): (A) não foram mencionados quaisquer dos valores acima, uma vez que ainda não houve decisão judicial definitiva. (B) apenas as contingências fiscais devem ser contabilizadas. (C) todas as contingências acima devem ser contabilizadas. (D) em relação à contingência trabalhista enquadrada como remota, não deve ser feito registro no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas explicativas. (E) a contingência trabalhista classificada como provável não deve ser contabilizada. 20 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014)– O auditor independente da Companhia RR identificou, nos seus testes, que há uma obrigação possível de um passivo contingente significativo que pode requerer, mas provavelmente não irá requerer, uma saída de recursos. O tratamento dado pela Companhia a essa situação foi de não reconhecer nenhuma provisão e de não fazer divulgação alguma relacionada a esse passivo contingente. Qual a recomendação do auditor nessa situação? A) Propor a provisão no passivo. B) Concordar com a posição da Companhia. C) Propor a provisão no passivo e a sua divulgação em nota explicativa. D) Propor a divulgação em nota explicativa. E) Comunicar aos órgãos reguladores. 21 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – Assinale a alternativa que não representa, em uma auditoria, uma fonte de informação para identificação de possíveis contingências tributárias. A) Relatório com opinião modificada dos auditores independentes do ano anterior. B) Nota explicativa sobre riscos contingentes passivos considerados possíveis, porém não provisionados. C) Relatório de consultoria tributária. D) Resposta da confirmação externa do saldo disponível nos bancos. E) Autuação fiscal do ano anterior. 22 - (CETRO / ISS-SP / 2014) - Um Auditor Independente, auditando as demonstrações financeiras de um cliente no ano de 2013, notou que, no ano de 2012, a empresa deixou de reconhecer uma despesa de depreciação no valor de R$18.000,00. Notou, também, que uma provisão para pagamento de processos trabalhistas no valor de R$25.000,00, contabilizada em 2012, deve ter o seu valor revertido, pois o departamento jurídico da empresa informou que, segundo novas informações do processo, a perda desse valor é remota, não justificando mais a sua contabilização. O acerto dessas duas operações em 2013 causará o seguinte impacto no resultado líquido da empresa: (A) aumento de R$43.000,00. (B) aumento de R$18.000,00. (C) redução de R$43.000,00. (D) aumento de R$25.000,00. (E) redução de R$25.000,00. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 9 QUESTÕES EXTRAS 23 - (COPS / ICMS-PR / 2012) - Quanto à continuidade normal dos negócios da empresa auditada, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a responsabilidade do auditor. a) Apresentar parágrafo de ênfase no relatório de auditoria eximindo-se da responsabilidade da continuidade dos negócios da empresa auditada, por ser esta uma responsabilidade da administração. b) Determinar um período mínimo de continuidade operacional da empresa auditada, contado da data de elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, e expressar em seu relatório a certeza quanto à capacidade de continuidade operacional. c) Obter evidência de que a entidade auditada não venha a sofrer solução de continuidade, no mínimo cinco anos contados da data das demonstrações contábeis objeto da auditoria. d) Obter dos administradores uma carta de responsabilidade com o objetivo de garantir a permanência da entidade auditada no mercado por período não inferior a um ano, a contar da data do balanço objeto da auditoria. e) Obter suficiente evidência de auditoria sobre a adequação do uso pela administração do pressuposto de continuidade operacional na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, e expressar uma conclusão sobre a existência de incerteza significativa quanto à capacidade de continuidade operacional. 24 - (CETRO / ISS-SP / 2014) - Um Auditor Independente, ao analisar a continuidade dos negócios de seu cliente, deparou-se com as seguintes situações: I. existe a grande probabilidade de perda de um fornecedor estratégico para a atividade da empresa. II. a empresa está com dificuldades de substituir o Diretor Financeiro e o de Produção que pediram demissão da empresa. III. a empresa apresenta Passivo a Descoberto. Com base nas situações acima, considera- se um indicador financeiro de descontinuidade o que está contido em: (A) I e II, apenas. (B) II e III, apenas. (C) II, apenas. (D) I e III, apenas. (E) III, apenas. 25 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC TA 570 – Continuidade Operacional, quando a entidade apresenta incerteza relevante em relação a sua continuidade, mas o auditor conclui que o pressuposto de continuidade sustentado pela administração é apropriado, o auditor deve: a) Estar satisfeito sobre a adequação das informações prestadas em notas explicativas e incluir um parágrafo de ênfase sobre a incerteza, fazendo menção da nota explicativa que trata do assunto. b) Avaliar se as notas explicativas divulgam toda a informação requerida pela norma, e, em caso positivo, ressalvar sua opinião, chamando a atenção dos usuários sobre a incerteza de continuidade. c) Avaliar se as notas explicativas divulgam toda a informação requerida pela norma, e, em caso positivo, incluir parágrafo de outros assuntos. d) Emitir sua opinião sem qualquer modificação ou parágrafo de ênfase ou de outros assuntos, já que conclui que o pressuposto de continuidade continua válido. e) Emitir opinião adversa. 26 - (VUNESP/CESP/2009) - Na hipótese de haver evidências de riscos na continuidade normal dos negócios da entidade, o auditor independente deve: (A) solicitar a rescisão do contrato de prestação dos serviços de auditoria, cobrando antecipadamente pelos serviços já executados. (B) informar os órgãos competentes sobre o risco na continuidade, sobretudo a comissão de valores mobiliários. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 10 (C) contatar os credores para que eles acionem a justiça para solicitar a falência da entidade. (D) enumerar as causas que levaram a entidade à situação atual e solicitar imediatas providências para que tais fatos não voltem a ocorrer. (E) avaliar os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis, especialmente quanto à realização dos ativos. 27 - (ESAF/SEFAZ-MG/2005/adaptada) - O não fornecimento, pela administração da empresa auditada, das Representações Formais exigidas ao auditor independente caracteriza: A) limitação de escopo. B) impossibilidade de auditoria. C) suspensão da auditoria. D) fraude em auditoria. E) a renúncia ao trabalho. 28 - (ESAF/SEFAZ-MG/2005/adaptada) - O auditor, ao não solicitar representações formais relativas às responsabilidades da administração à empresa auditada, não estaria atendendo: A) ao conteúdo da documentação de auditoria. B) aos princípios contábeis brasileiros. C) ao processo de emissão de parecer adequado. D) às demonstrações contábeis. E) aos procedimentos ligados aos testes de superavaliação. 29 - (ESAF / AFRFB / 2003) - Dos objetivos a seguir relacionados, qual não corresponde aos objetivos do auditor na obtenção da Carta de Responsabilidade da Administração. a) Atender às normas contábeis geralmente aceitas. b) Obter evidência auditorial por escrito. c) Delimitar as responsabilidades do auditor e da administração. d) Dar mais confiabilidade às informações verbais obtidas. e) Atender às normas de auditoria independente. 30 - (FUNDATEC/SEFAZ-RS/2014) – O auditor independente da Companhia DS recebeu a recusa da administração em fornecer as representações formais exigidas e a permissão aos acessos necessários, conforme entendimentos nos termos do trabalho de auditoria, e foi informado que todas as transações foram registradas e estão refletidas nas demonstrações contábeis. Diante dessa situação, o auditor deve: A) Emitir opinião adversa no relatório sobreas demonstrações contábeis. B) Emitir opinião com ressalva no relatório sobre as demonstrações contábeis. C) Abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis. D) Emitir opinião sem ressalva no relatório sobre as demonstrações contábeis e informar aos responsáveis pela governança. E) Convocar uma assembleia geral. 31 - (CETRO / ISS-SP / 2014) - O Auditor Independente, ao verificar as demonstrações financeiras da empresa AUDITADA S/A, verificou que a empresa mantém valores depositados em juízo no montante aproximado de R$2.150 mil, relacionados, principalmente, a processos trabalhistas, para os quais não possui informações suficientes para justificar a sua manutenção como ativo, além de estar envolvida em processos trabalhistas classificados como perdas prováveis por seus consultores legais em montante aproximado de R$950 mil, para os quais não mantém provisão para perdas, sendo as distorções relevantes para a empresa. Na opinião do Auditor, exceto pelos possíveis efeitos do assunto citado anteriormente, os demonstrativos financeiros da empresa AUDITADA S/A apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da empresa. 32. (CETRO / ISS-SP / 2014) – Com base nas informações descritas, é correto afirmar que o Auditor www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 11 Independente deverá emitir, ao final do seu trabalho, um relatório de auditoria: (A) sem ressalvas. (B) com abstenção de opinião. (C) com parágrafo de ênfase. (D) com ressalva. (E) com negativa de opinião. 33- (CETRO / ISS-SP / 2014) - Quanto aos procedimentos que devem ser executados pelo Auditor Independente, no que diz respeito aos passivos não registrados e às contingências, analise as assertivas abaixo. I. Indagar e discutir com a administração a respeito das políticas e dos procedimentos adotados para identificar, avaliar e contabilizar e/ou divulgar os passivos não registrados e as contingências. II. Examinar os documentos em poder do cliente, vinculados aos passivos não registrados e às contingências, incluindo correspondências e faturas de consultores jurídicos. III. Obter, formalmente, da administração, uma descrição das contingências na data do encerramento das Demonstrações Contábeis e para o período que abrange essa data e a data de emissão do parecer de Auditoria sobre essas demonstrações, incluindo a identificação dos assuntos sob os cuidados profissionais de consultores jurídicos. É correto o que se afirma em: (A) I e II, apenas. (B) I e III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) III, apenas. (E) I, II e III. www.cers.com.br AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL Auditoria – Aula 7 Rodrigo Fontenelle 12 GABARITO 1. E 2. A 3. B 4. E 5. D 6. E 7. E 8. E 9. D 10. D 11. A 12. A 13. D 14. C 15. A 16. C 17. D 18. E 19. D 20. D 21. D 22. D 23. E 24. E 25. A 26. E 27. A 28. A 29. A 30. C 31. D 32. D 33. E