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GENERALIDADES O que é FOSSA SÉPTICA? • É um tanque de armazenamento, por isso chamado pela Norma de TANQUE SÉPTICO, onde nós temos a presença de um esgoto primário e um esgoto secundário. • É uma unidade de tratamento de esgoto. • É um recipiente que faz a degradação de todo o esgoto primário e esgoto secundário, que é descartado nesse local. O que vai para a FOSSA SÉPTICA? • Todo efluente sanitário – esgoto primário e esgoto secundário. - São encaminhados a fossa todos os despejos oriundos da cozinha, lavanderias domiciliares, chuveiros, lavatórios, bacias sanitárias, banheiros, mictórios, ralos de piso, etc... • No caso específico da cozinha, existe a chamada CAIXA DE GORDURA – antes do efluente ser direcionado para a fossa séptica. • É VEDADO o lançamento das águas pluviais na Fossa Séptica. CAIXA DE GORDURA • É a responsável por acumular a gordura que sai da pia da cozinha, impedindo que ela vá para a rede de esgoto. • É instalada do lado de fora das casas. Em conjuntos residenciais, apenas uma caixa atende todos os apartamentos. • De acordo com a norma NBR 8160, da ABNT, o equipamento deve ser instalado em um local ventilado e que possa ser facilmente acessado. • É importante que a caixa seja vedada, impedindo a entrada de insetos e roedores. • Basicamente, toda a gordura da pia e da máquina de lavar louça desce junto com a água para o equipamento, que a retém na forma de blocos e garante que somente a água seja destinada à rede de esgoto. • A cada três meses as caixas instaladas em apartamentos devem ser limpas. • A limpeza pode ser feita por algum morador ou por uma empresa especializada. É necessário apenas retirar os blocos de gordura, colocá-los em sacos plásticos e jogar no lixo orgânico. Há ainda a possibilidade de comprar bactérias biológicas, vendidas na forma de farelo, que digerem a gordura e também limpam o equipamento. • A limpeza da caixa de gordura não deve ser adiada e isto porque quando o limite da capacidade do equipamento é atingido, há risco de entupimento dos canos, o que resulta em escoamento lento da água, cheiro desagradável e até no aparecimento de pragas como ratos e baratas. COMO FUNCIONA ? • É indispensável a presença de matéria orgânica na Fossa Séptica. Porque são os microorganismos – as bactérias anaeróbicas (que trabalham sem o oxigênio) contidos na fossa séptica e nos dejetos orgânicos, que fazem a fossa ter funcionalidade, eficiência. Todo o efluente sanitário, que vem da residência, é descartado na Fossa Séptica. Dentro do tanque séptico existem três camadas: - LODO: é o material sedimentado (alocado no fundo do tanque). - ESCUMA: é uma camada de matéria orgânica. A escuma é produzida quando submetida a um processo de tratamento, ou seja, a um processo de degradação. - EFLUENTE: é o material que transporta o esgoto primário e esgoto secundário, para o nível intermediário. É o agente transportador. Sofre influência da escuma, no processo de tratamento. Permanência cíclica. • O esgoto – lodo e escuma - sofre a ação de bactérias anaeróbicas, provocando uma destruição total ou parcial dos organismos. • A fossa séptica se caracteriza pela deposição dos resíduos sólidos no fundo e na superfície pela flutuação forma-se a escuma. • Os resíduos sólidos sofrem um processo de degradação biológica que melhora a qualidade do material para reaproveitá-lo. • A escuma trabalha com a função de depurar/ degradar, porque nelas existem organismos degradadores. • A fase líquida segue para o sumidouro ou vala de infiltração. • A fossa séptica deve ter pelo menos uma tampa para inspeção e limpeza. Essa tampa deve ficar próxima a entrada. • A fossa séptica deve estar selada – fechada com CAP (tampão). • A NBR-7229, recomenda-se distâncias mínimas para a Fossa Séptica. LOCALIZAÇÃO • As fossa sépticas não podem ser locadas em qualquer lugar do meu terreno. • Ao locar a fossa séptica, visualizar uma possível rede coletora pública passando pelas redondezas. • Às vezes não tem rede coletora, porém se tivermos, a fossa séptica perde sua função. Já que a rede coletora leva e trata o esgotamento sanitário. A fossa séptica pode ser circular ou prismática. De acordo com a NBR-7229, a Fossa Séptica tem que ter medidas internas mínimas. INSPEÇÃO: ESTANQUEIDADE As fossas sépticas podem ser feitas em concreto, comprá-las pré-moldadas ou em PVC. Fossa séptica pré-moldada e em PVC. DIMENSIONAMENTO • Depois que o efluente sai da fossa ou tanque séptico, será descartado no sumidouro ou na vala de infiltração. • Só é descartado diretamente em um determinado corpo hídrico (rios, lagoas), se as características físicas e químicas estiverem nas condições apropriadas. • A própria fossa séptica já atingiu esse nível de qualidade do efluente para ser descartado diretamente no corpo hídrico. SUMIDOURO • É um recipiente circular ou prismático (tanque enterrado), quando não tem- se uma área livre (grande), cujo fundo possui uma superfície drenante (material permeável – brita, areia). • É um poço sem laje de fundo o qual permite a infiltração do efluente da fossa séptica no solo. • Podem ser feitos com tijolo maciço ou blocos de concreto ou até mesmo com anéis pré-moldados de concreto. • Seu diâmetro e profundidade dependem da quantidade de efluentes e também do tipo de solo. • Não devem ficar muito perto das moradias para evitar mau cheiro, nem muito longe para evitar tubulações muito longas, que são mais caras e exigem fossas mais profundas. • A distância recomendada é de 4 metros. • Deve ser construída ao lado do banheiro para evitar curvas nas canalizações. • Também devem ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços ou de qualquer outra fonte de captação de água (no mínimo, a 30 metros de distância), para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento. • Vantagem do sumidouro: - Concentra-se em um único local, ponto de descarte, quando não tem área muito grande. COMO É MONTADO? • A construção de um sumidouro começa pela escavação do buraco, a cerca de 3 metros da fossa séptica e num nível um pouco mais baixo, para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade. • A profundidade do buraco deve ser 70 cm maior que a altura final do sumidouro. Isso permite a colocação de uma camada de pedra, no fundo do sumidouro,para infiltração mais rápida do solo, e de uma camada de terra, 20 cm, sobre a tampa do sumidouro. • Muitas vezes o volume é tanto, que não é possível ter somente um único sumidouro para atender uma área total que garanta a distância mínima do lençol freático. Assim, gera a necessidade de 2, 3 ou 4 sumidouros. Determinação da área de Infiltração necessária (Tempo de infiltração) VALAS DE INFILTRAÇÃO • Quando se tem uma área muito grande, pode-se espalhar as valas de infiltração. • São escavadas as valas e colocadas tubulações que possuem diâmetro mínimo de 100 mm, espalhadas pelo terreno. • A cada 10 cm, essa tubulação é furada, para a água não ficar retida na tubulação. • Essa água precisa escoar, e por isso envolvendo a tubulação coloca-se superfícies drenantes (quem vai dizer é o projeto: areia, brita 1, 2 ou 3, depende da capacidade da permeabilidade do solo). CARACTERÍSTICAS • O comprimento máximo de cada vala de infiltração é de 30 m; • Deverá haver pelo menos duas valas de infiltração; • As valas escavadas no terreno deverão ter profundidade mínima de 0,60 m (garantir a dissipação de esforços) e máxima de 1,00 m. • Largura mínima de 0,50 m e máxima de 1,00 m. • O diâmetro mínimo da tubulação é de 100 mm. • Bidim: é um geotêxtil que tem a função de permitir que a água passe, mas as partículas sólidas não. Evitara erosão, que a chuva vá “lavando” ou contamine. • Não adianta ter na camada permeável uma quantidade enorme de material pulvurolento, vai inibir a permeabilidade do solo. • Duas funções: evitar a erosão e preservar a permeabilidade. • Não adianta a área do entorno ficar estanque, ou seja, a água que vai vim para a nossa tubulação, na vala de infiltração, não vai ter superfície para o efluente. • Material que gere vazios em seu meio ou entre os seus componentes para que permita o escoamento do efluente, que chegue até o solo. DIMENSÕES MÍNIMAS • Item 5.8 da NBR 7229-Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34