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* * Sistema Digestório: Motilidade do trato gatrointestinal (TGI) Profª Tayanne Malafaia Doutoranda Universidade do Estado do Rio de Janeiro Centro Biomédico Faculdade de Ciências Médicas Disciplina: Fisiologia * * Motilidade; Secreção; Digestão; Absorção de nutrientes e água. Funções * * Composição Mecânica Química Da boca ao ânus: ± 8 m * * Passagem dos alimentos, após a ingestão, pelas extremidades do TGI. Direção: Oral Caudal. Para o processamento correto do alimento no TGI, o período que ele deve permanecer em cada segmento do trato é crítico, e a mistura apropriada também deve ocorrer. Guyton & Hall. 12ªed Fundamentos de Fisiologia, 2011. * * Mucosa Submucosa Muscular externa Plexo mioentérico e submucoso SN Entérico Serosa ou adventícia Epitélio Lamina própria Muscular da mucosa Circular Longitudinal * * Mucosa Epitélio Secreção de Muco Proteção do epitélio; Facilita passagem do alimento no TGI; Lâmina Própria Rica em vários tipos de glândulas; Nutre o epitélio e absorve nutrientes; Contém linfonodos; Muscular da mucosa Células musculares lisas que produzem movimentos locais da mucosa. * * Submucosa Vasos sanguíneos e linfáticos; Linfonodos; Plexo nervoso submucoso; Muscular Externa Plexo Mioentérico; Segmentação (Mistura) e Peristálse (Motilidade). * * Dobras Glândula esofágica submucosa Plexo submucoso (ou plexo de Meissner) Plexo mioentérico (ou plexo de Auerbach) Glândula gástrica Glândulas duodenais Secreções pancreáticas e hepáticas Criptas intestinais Músculo circular Músculo longitudinal * * Parácrina – Subts parácrinas regulam funções secretórias e motoras do TGI. Ex: Histamina Co-fator necessário para estimular a produção de ácido clorídrico nas células parietais do estômago. Endócrina * Neurócrina Simpática (inibe a motilidade) Parassimpática (estimula) Entérico * * Estômago Duodeno ou Jejuno Ilhotas Pancr Ileo ou Colon Localizacao das Cels Produtoras de Horm Hormonios Gastrina Secretina Grelina GIP Motilina Colecistocinina (CKK) Insulina Glucagon Peptideo YY Somatostatina Estômago Int. Delgado Pâncreas I. Grosso * * O SNE faz parte do SNA e trata-se de uma rede de neurónios que integram o SD (trato gastrointestinal, pâncreas, e vesícula biliar). É formado principalmente pelos plexos mioentérico e submucoso. Pode funcionar de modo independente, mas o SNS e o SNP são capazes de ativar ou inibir as suas funções. Controle dos esfíncteres no TGI * * e submucosa Fibras pré-ganglionares atividade motora da muscular externa atividade secretora do TGI atividade secretora do TGI Embora o sistema nervoso entérico possa funcionar por si próprio, independentemente desses nervos extrínsecos, a estimulação dos sistemas parassimpático e simpático pode ativar ou inibir ainda mais as funções gastrintestinais Celíaco mesentérico NOREPINEFRINA * * Parassimpático Simpático Nervo Vago Peristálse Peristálse Fase Cefálica → Início do estímulo SNAP * * Reservas energéticas → Inicia-se a busca pelo alimento Regulação Parácrina e Endócrina: - Estimulação vagal das secreções salivar e gástrica Expectativa da refeição, o seu aroma, aspecto e textura * * Inicia-se voluntariamente: Lubrificar o alimento (muco salivar); Misturar o alimento à amilase salivar; Triturar mecanicamente o alimento para que possa ser deglutido e mais rapidamente misturado às secreções digestivas (aumenta a superfície de contato do alimento → aumenta a velocidade e melhora a digestão). * Voluntário x Reflexo o o o o P medial P lateral Digastrico * * Fases: Oral Faríngea Esofágica Fase voluntária Fase involuntária Fase involuntária * * Principais eventos que participam do reflexo da deglutição Fase oral ou voluntária A língua separa parte do bolo alimentar (BA) e o comprime contra o palato duro, para cima e para trás da boca, forçando o BA contra a faringe, onde estímulos tácteis iniciam o reflexo da deglutição. Vander, Sherman & Luciano, 1997; http://people.bu.edu/fgarcia/lectures/gi/index.htm Palato duro Língua Glote Traquéia * * B e C) Fase faríngea Fechamento das cordas vocais, da epiglote, levantamento da faringe e abertura do esfíncter esofágico superior. Logo após a passagem do BA, abrem-se as cordas vocais, a epiglote relaxa e o EES se fecha. Vander, Sherman & Luciano, 1997; http://people.bu.edu/fgarcia/lectures/gi/index.htm EES Epiglote Palato duro Palato mole Glote Língua Traquéia Esôfago * * C e D) Fase esofágica Podemos considerar a motilidade esofágica como sendo a continuação da deglutição: uma onda peristáltica começa logo abaixo do EES que desloca-se até o esfíncter esofágico inferior (EEI), relaxando-o e permitindo a entrada do BA no estômago (relaxamento receptivo). Vander, Sherman & Luciano, 1997; http://people.bu.edu/fgarcia/lectures/gi/index.htm Palato duro Palato mole Glote EES Epiglote Palato duro Palato mole Glote Língua Traquéia Esôfago * * Vander, Sherman & Luciano, 1997; http://people.bu.edu/fgarcia/lectures/gi/index.htm EES Epiglote Palato duro Palato mole Glote Faringe A) A língua separa parte do bolo alimentar (BA) e o comprime contra o palato duro, para cima e para trás da boca, forçando o BA contra a faringe, onde estímulos tácteis iniciam o reflexo da deglutição. B)Fechamento das cordas vocais, da epiglote, levantamento da faringe e abertura do EES(B e C). Logo após a passagem do BA, abrem-se as cordas vocais, a epiglote relaxa e o EES se fecha. C e D) Motilidade esofágica a continuação da deglutição: uma onda peristáltica começa logo abaixo do EES que desloca-se até o esfíncter esofágico inferior (EEI), relaxando-o e permitindo a entrada do BA no estômago (relaxamento receptivo). Língua Traquéia Esôfago * * * * Movimentos de mistura http://medweb.bham.ac.uk/research/toescu/Teaching/OverviewGITY2.html mistura Tipos Básicos de Movimentos do SD São bastante diferentes nas diversas partes do tubo alimentar; Em algumas áreas → Contrações peristálticas provocam a maior parte da mistura (presença de esfíncter); Contrações constritivas locais que acontecem perto da parede intestinal “cortando” o conteúdo lumial. * * Movimentos peristálticos (ou propulsivos) Propulsivo ou peristáltico http://medweb.bham.ac.uk/research/toescu/Teaching/OverviewGITY2.html Movimento propulsivo básico do tubo gastrintestinal; Um anel contrátil aparece em torno do intestino → move-se para adiante; Estimulação em qualquer ponto determina o aparecimento de um anel contrátil que, a seguir, se propaga ao longo do tubo; Tubo gastrintestinal, dutos biliares, em outros dutos glandulares; do organismo, nos ureteres e em muitos outros tubos de músculo liso do organismo. * * Veja as propriedades do músculo liso do TGI Mas como estes movimentos acontecem? * * Muscular longitudinal Encurta o tubo Muscular circular Diminui o diâmetro do tubo Características da parede gastrointestinal Músculo liso gastrintestinal - Sua função como sincício Permite o movimento com baixa resistência de íons de uma célula para outra Os sinais elétricos podem passar rapidamente de uma fibra para outra Potencial de ação é desencadeado em qualquer parte no interior da massa muscular, dirige-se em geral em todas as direções pelo músculo Fibras musculares Eletricamente conectadas umas às outras * * Inervado Ramos do Nervo vago Musculatura Superior: estriado (primeira porção) Médio:liso e estriado Inferior: liso EES e EEI; Doenças Incompetências do EEI: RGE x Acalásia * * Refluxo gastroesofágico (REG) Lesão da mucosa esofágica inflamação Pressão no esôfago torácico é próxima a pressão intra-abdominal Enfraquecimento do diafragma ou Hérnia de Hiato * * Como resultado, o esôfago torna-se distendido e preenchido com os alimentos, e passa o alimento para o estômago muito lentamente. É muitas vezes associada: dor no peito durante comer, perda de peso e regurgitação de alimentos. Acalásia * * Funções: Servir como reservatório gástrico; Fracionar o alimento em partículas menores e misturá- lo com as secreções gástricas ; Esvaziar o conteúdo no duodeno de modo controlado; * * Cardia Fundo Corpo Duodeno Piloro Antro Glândulas mucosas Esôfago * * Inervação SNE; Plexos Intramurais Músculo liso e Cels secretoras Parassimpático: Motilidade e secreções gástricas Nervos vagos Simpático: Motilidade e secreções gástricas Plexo celíaco * * Proximal FUNDO E CORPO Contrações Tônicas, lentas, contínuas (empurram o conteúdo p/ o distal) Pressão intragástrica aumenta Regulação impulsos neurais hormonais * * Distal INFERIOR + ANTRO Contrações fásicas, rítmicas (trituram o alimento) + Circulares (empurram p/ o piloro) * * No Duodeno: pH ácido: Força de contração gástrica Secreção de secretina Reflexos neurais Prod. Digestão de gorduras: libera CCK/ GIP (peptídeo inibidor gástrico) Peptídeos e aminoácidos lib. de Gastrina (constricção do piloro) * * http://www.owensboro.kctcs.edu/gcaplan/anat2/notes/Notes8%20Digestive%20Physiology.htm Motilidade gástrica Ondas peristálticas no antro e piloro (“bomba pilórica”) * * Maior atividade de mistura do Quimo antral * * Córtex Superior: - Sensações (Odor, olfato, visão) Memória Medo Antecipação Agentes nocivos ao corpo - Proteção REFLEXO DO VÔMITO Peristalse Gástrica reversa: Vômito Uso de medicamentos Estímulos de outras partes do SD * * Funções: Misturam o quimo com as secreções digestivas; Renovam o contato do quimo c/ a superfície absortiva; Impulsionam o quimo colón. * * Duodeno e Jejuno – maior digestão e absorção Movimentos do ID: Misturam o quimo com as secreções digestivas; Promovem o contato do quimo c/ a superfície absortiva dos microvilos; Impulsionam o quimo cólon * * Segmentação ou Mistura (mistura o quimo c/ secreções digestivas) Peristálse (contração progressiva distal) * * Complexo mioelétrico migratório (CMM) (remove partículas não digeridas ao longo do TGI duram em média 90 a 120 minutos) Fase I – Ondas lentas ~30 min - prolongado período de quiescência Fase II - Ondas lentas a potenciais de ação ~30 min - atividade mioelétrica máxima Fase III – 3 a 10 min – Movimentos segmentares agressivos Fase IV – 5 a 10 min – Declínio da atividade (elétrica e contrátil – Períodos de Repouso) Inicio no estômago íleo distal Muitas horas depois de uma refeição ou jejum A alimentação interrompe o padrão de repetição do complexo mioelétrico migratório e inicia a atividade elétrica característica do estado de alimentação * * Contrações: Misturam o quimo Fazem o circular Lento: 5-10 cm/hora Movimento de massa ( 1- 3 x dia) * * Cólon: Recebe de ½ a 1,5l de quimo/dia do Íleo Contrações colônias – misturam o quimo e o fazem circular Quimo torna-se semi-sólido: Mistura semelhante a um proc. de moldagem Progressão do conteúdo colônico: Lenta 5-10 cm/ hora Movimento de massa – onda de contração (1-3 x dia) ~ Onda Peristáltica Conteúdo de extensão: Cólon anal Segmentos permanecem contraidos por Algum tempo * * Nervo Vago: - Ascendente Transverso Nervo Pélvico: - Descendente - Sigmóide - Reto Músculo Circular (ondas lentas regulares) Músculo Longitudinal (oscilações potencial) Estrutura Inervação * * No ceco e proximal Contrações segmentares; Haustrações; Padrões antipropulsivos; Central e Distal Movimento de massa; Haustrações; Reto e canal anal Movimento de massa enche reto relaxamento do esfíncter interno + constrição do externo. * * Haustrações Movimentos de massa * * Lei do intestino – Presença de volume de material no ID, impulsiona o bolo na direção: oral anal (abosal) Reflexo Gastroileal Motilidade estômago Motilidade parte terminal do íleo Motilidade do Cólon: Reflexo Intestinointestinal (Colonocolônico) - Distensão de uma parte do cólon causa relaxamento reflexo de outras partes. Reflexo Gastrocólico – aumento dos mov. de massa - Após refeição motilidade do cólon proximal e distal e frequência dos movimentos de massa * * O reflexo da defecação: Se inicia com o estiramento da parede do reto Reflexo parassimpático Parede do cólon sigmóide e do reto contraem e há relaxamento do esfincter anal interno O esfíncter externo tem controle voluntário Se falhar: o reflexo para até outro movimento de massa * * http://www.youtube.com/watch?v=Ii1BqYbtqpU * * Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia Médica, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição; Aires. Fisiologia, Editora Guanabara Koogan, 2007; Berne, Levy, Koepen e Stanton. Fisiologia, Editora Elsevier, 2006, 5ª edição; - West. Fisiologia Respiratória Moderna, Editora Manole, 1999. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *