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Parasitologia I – Tunga Penetrans
Luis Fernando Wu
Nick Chang
Rafael Rick Matsuo de Carvalho
Caso Clínico
Caso Clínico
Nome: China Tatu	
Idade: 30 anos
Sexo: Masculino
Etnia: Amarelo
Sintomas: Dor intensa, prurido nos pés (região plantar, área sob as unhas dos pés e dedos do pé), inflamação e sensação de corpos estranhos na expansão da pele com o aparecimento de eritema e um ponto preto no centro.
Parasita “Bicho de pé”
Nome científico: Tunga penetrans
Ordem: Siphonaptera (pulga)
Tamanho: aproxidamente 1 milímetro (menor pulga do mundo)
Hematófagos, 3 pares de patas
 
Fêmea Tunga penetrans. Fonte: HEUKELBACH, Jorg. Tungiasis. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo
Morfologia: 
 fronte angulosa 
 olhos pequenos
 mandíbulas longas e serrilhadas
 achatados lateralmente
Áreas endêmicas
América do sul e África (regiões quentes)
No Brasil a incidência ocorre em áreas rurais, principalmente em chiqueiros (ambiente propício)
Ciclo de vida
Historia natural da Tunga penetrans
Segundo a classificação de Fortaleza, tem-se as 5 fases da doença:
Historia natural da Tunga penetrans
Fase 2: inicia a hipertrofia e deslocamento do canal anal-genital que aparece como um ponto preto central - 1 a 2 dias
Fase 1: penetração da fêmea na epiderme levando ao processo inflamatório – 30 minutos
Fase 3: hipertrofia máxima (macroscópico) e ocorre a produção e liberação de ovos – 2 a 3 semanas
Historia natural da Tunga penetrans
*As lesões são usualmente dolorosas e produzem a sensação de corpo estranho ao longo da pele.
Fase 4: deposição dos ovos, o parasita morre e carapaça é expelida - 3 a 5 semanas
Fase 5: reorganização de epiderme, mecanismos reparadores da pele, formando posteriormente uma cicatriz
Historia natural da Tunga penetrans
Lesão característica
Fonte: HEUKELBACH, Jorg. Tungiasis. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo
Locais de lesões
 Fonte: GATTI, Flávia Romero et al . Tungíase disseminada tratada com ivermectina. An. Bras. Dermatol.,
.
 Fonte: GATTI, Flávia Romero et al . Tungíase disseminada tratada com ivermectina. An. Bras. Dermatol.,
Locais de lesões
Diagnóstico diferencial: Tungíase
Histórico do paciente associado à lesão característica.
Paciente deambula descalço em regiões rurais ou próximas de animais e possui sensação de corpos estranhos na expansão da pele
Lesão: avermelhada com ponto preto no centro
Exames laboratoriais 
Não são necessários já que o histórico do paciente associado à lesão são suficientes para o diagnóstico.
Entretanto, há registros de exames histológicos em países europeus e da América do Norte. Os cortes histológicos geralmente mostram a presença do parasita, ovos ou fragmentos quitinosos.
Caso Clínico
Tratamento e conduta
Lesão isolada: retirada mecânica, com realização de assepsia da área afetada e de curativos.
Quando é disseminada não há consenso quanto à melhor opção terapêutica
Sequelas em casos de negligência
Deformação e perda de unhas dos pés, bem como a deformação de dígitos
Lesões super infectadas levar à formação de pústulas, supuração e úlceras.
Fonte: HEUKELBACH, Jorg. Tungiasis. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo
Infecções secundárias
A ferida na pele causado ​​pela pulga é uma porta de entrada para bactérias causando infecções - Staphylococcus aureus,Streptococcus pyogenes, Klebsiella aerogenes, Enterobacter agglomerans, Escherichia coli e outras enterobacterias.
Em pacientes sem imunização podem adquirir tétano, através do Clostridium tetani (encontrada comumente no solo)
Outras complicações levam à formação de pústulas, supuração,úlceras, linfedema, gangrena e à amputação de dedos 
Profilaxia
Contra tugíase: andar sempre calçado, emprego de repelentes e educação sanitária, pulverização do solo com Malathion a 0,5%.
Para evitar infeccções secundárias: vacina anti-tetânica, anti-séptico.
Referências bibliográficas
GATTI, Flávia Romero et al . Tungíase disseminada tratada com ivermectina. An. Bras. Dermatol.,  Rio de Janeiro ,  v. 83, n. 4, p. 339-342, Aug.  2008 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962008000400009&lng=en&nrm=iso>. access on  29  Feb.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962008000400009 
MATIAS, Ricardo Soares. Epidemia de tungíase no Rio Grande do Sul. Rev. Soc. Bras. Med. Trop.,  Uberaba ,  v. 22, n. 3, p. 137-142, Sept.  1989 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-86821989000300005&lng=en&nrm=iso>. access on  29  Feb.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86821989000300005 
HEUKELBACH, Jorg. Tungiasis. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo,  São Paulo ,  v. 47, n. 6, p. 307-313, Dec.  2005 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0036-46652005000600001&lng=en&nrm=iso>. access on  29  Feb.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46652005000600001.

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