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UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI - UFVJM 1º PERÍODO – BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA LINCOLN BURGER BREMER RELATÓRIO – DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE VIA PÊNDULO SIMPLES Teófilo Otoni – MG Dezembro de 2018 UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI - UFVJM 1º PERÍODO – BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA LINCOLN BURGER BREMER RELATÓRIO – DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE VIA PÊNDULO SIMPLES Relatório técnico apresentado ao professor Carlos Henrique Alexandrino, referente à disciplina Introdução as Engenharias, do Curso Bacharelado em Ciência e Tecnologia, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Teófilo Otoni – MG Dezembro de 2018 Resumo. O presente relatório demonstra os procedimentos experimentais que foram realizados no laboratório de física da UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri). Sendo o principal objetivo desse experimento, determinar o valor da aceleração gravitacional local através da análise do movimento de um pêndulo simples. Foram utilizados dois métodos para a determinação da aceleração da gravidade, sendo de muita importância ambos os métodos. Tais métodos, demonstram de maneira aceitável os passos para se chegar ao resultado da aceleração da gravidade, utilizando-se de gráficos, tabelas e equações obtidas ao longo do processo. Palavras chave: pêndulo, gravidade, método dos mínimos quadrados. 1. INTRODUÇÃO A aceleração da gravidade é uma grandeza vetorial que indica a variação da velocidade do movimento de um corpo durante um período de tempo. Todos os corpos sofrem influência desta força, pois, segundo Newton o peso dos corpos seguem sempre o sentido do centro da terra, fazendo com que eles sofram variação em sua velocidade quando o campo gravitacional exercer atuação sobre tais corpos, acelerando sua gravidade. Essa aceleração pode ser obtida com base na Lei da Gravitação Universal, que diz que a força gravitacional é proporcional ao produto das massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância, ou pela Segunda Lei de Newton, que se baseia na constância da aceleração, afirmando que a força é igual ao produto da massa pela aceleração. Em meados do século XVI, foi descoberto por um estudioso que o movimento de um pêndulo simples, uma massa presa a um fio flexível e inextensível por uma de suas extremidades e livre por outra, é capaz de permitir a determinação da aceleração gravitacional (g). Este pêndulo pode ser representado através da ilustração abaixo: Figura 1 – Pêndulo simples Fonte: Google Imagens À medida que o pêndulo é deslocado de sua posição inicial de equilíbrio (m), ela sofre oscilação devido à ação da força peso, vindo a apresentar uma periodicidade em seus movimentos. Desconsiderando-se a resistência do ar, as outras forças que exercem atuação sobre o movimento do pêndulo são a tensão com o fio e o peso de sua massa. Figura 2 – Forças atuantes no pêndulo simples Fonte: Google Imagens Através da aceleração tangencial (at), é possível calcular a aceleração da gravidade local e o ângulo do pêndulo simples, utilizando-se da formula a seguir: g = −at sen θ Todavia, quando o ângulo utilizado para medição do experimento atingir um valor até 15º, considera-se senθ ≈ θ, pois nesta situação, o pêndulo irá exercer um movimento harmônico simples (MHS) e seu período (T) será calculado com base na expressão: T = 2π√ L G Onde, T é o período, L o comprimento do fio e G a gravidade. Este período (T) depende do comprimento (L) do pêndulo, que é medido durante o experimento e de sua gravidade (G). A relação entre esses três fatores é obtida através da fórmula: 𝑔 = 4π²L T²(L) 2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 2.1 Materiais Suporte de fixação do pêndulo Fio de comprimento variando entre 50 cm a 200 cm Trena para medição do comprimento do fio Cronômetro para medida do intervalo de oscilação Figura 3 – Materiais necessários para medição 2.2 Procedimentos Com o propósito de atender os resultados necessários através deste experimento, foram realizados os seguintes processos, atendendo-se a ordem citada: 1. Com a ajuda do suporte de fixação do pêndulo, ajusta-se o comprimento do fio na medida necessária para medição do primeiro intervalo, de modo que esta medição seja determinada da ponta presa do fio, até o centro de massa do corpo, preso em sua outra ponta. Esse comprimento é medido em centímetros para o alcance de um resultado mais preciso. 2. Desloca-se o corpo da posição de equilíbrio até que o mesmo atinja um ângulo entre =10º e =15º, não podendo este ângulo ultrapassar o valor de 15º, uma vez que a angulação do pêndulo deve ser pequena para ser considerado simples. 3. Após o deslocamento do pêndulo até o local desejável, dentro dos parâmetros de valores da angulação, solta-se a massa, deixando o pêndulo oscilar, anotando o tempo necessário para que ele repita o mesmo movimento durante 10 oscilações completas. Para compensação do erro humano na contagem do tempo, é recomendável repetir essa operação ao menos 4 vezes para cada comprimento medido no fio, estimando os resultados pela média dos valores obtidos em cada oscilação. 4. Posterior a esta etapa, repete-se a experiência para outros 8 a 10 diferentes comprimentos de fios, anotando-se sempre todos os valores obtidos de oscilações em razão do comprimento e tabulam-se os dados em um arquivo do Excel, que utiliza do Método dos Mínimos Quadrados (MMQ), baseado na relação existente entre duas variáveis quantitativas de tal forma que uma delas pode ser prevista por entre a outra. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Valor de referência da aceleração da gravidade: Gravidade ± 9,81 m/s² Através da realização do experimento no laboratório de física da UFVJM, foram coletados os seguintes dados, acompanhando-se o passo a passo explicado nos procedimentos, sendo gerada uma tabela com essas informações, onde I é o número de experimentos realizados, L o comprimento do fio e T(Δ)x10 o tempo de 10 oscilações do pêndulo. Tabela 1 – Dados coletados no experimento Fonte: Elaborado pelo autor (2018) 1° método Mediante os valores obtidos, utiliza-se da fórmula de gravidade citada anteriormente, para cada valor do comprimento (L) a fim e chegar ao valor da gravidade (G), logo depois sendo calculada a média dos valores da gravidade, aplicando os valores na fórmula de desvio padrão, atingindo o principal objetivo da realização do experimento no laboratório, sendo esta a obtenção do valor da aceleração da gravidade. I L(m) T(Δ)x10 (s) 1 0,5 14,3 2 0,7 16,75 3 1,0 19,9 4 1,25 22,45 5 1,44 24,1 6 1,61 25,45 7 1,69 26,01 8 1,79 26,8 9 1,87 27,48 10 2,0 28,35 Sendo, ∑: símbolo de somatório MA: média aritmética dos dados Xi:valor na posição i no conjunto de dados n: quantidade de dados Como resultado disso, foi obtida a seguinte tabela: Tabela 2 – Dados do experimento após cálculo da aceleração da gravidade i T(Δ)x10 (s) L(m) T2(s) Gravidade L2 LxT2 1 14,3 0,5 2,04 9,65 0,25 1,02 2 16,75 0,7 2,81 9,85 0,49 1,96 3 19,9 1,0 3,96 9,97 1,0 3,96 4 22,45 1,25 5,04 9,79 1,56 6,3 5 24,1 1,44 5,81 9,79 2,07 8,86 6 25,45 1,61 6,48 9,81 2,59 10,43 7 26,01 1,69 6,77 9,86 2,86 11,43 8 26,8 1,79 7,18 9,81 3,19 12,82 9 27,48 1,87 7,55 9,75 3,48 14,08 10 28,35 2,0 8,04 9,82 4,0 16,07 Σ 13,84 55,67 21,49 86,45 Média 9,81 Variância 0,01 Desv.P. 0,08 Fonte: Elaborado pelo autor (2018) Com isso chegamos ao valor da aceleração da gravidade: Gravidade 9,81 ± 0,08 m/s² 2° Método A partir da tabela 2, é possível elaborar um gráfico na ferramenta Excel do T2 (período ao quadrado) x L (comprimento). A ferramenta utiliza-se do MMQ para chegar a equação da reta, essa que será usada para determinar o valor da gravidade. Gráfico 1 – Gráfico do período em função do comprimento Fonte: Elaborado pelo autor (2018) Através da análise do gráfico é possível perceber uma ligação direta entre o tamanho do comprimento do fio do pêndulo com o seu tempo de oscilação, assumindo a ideia de que quanto maior este comprimento, maior será o seu tempo de oscilações. Pelo gráfico temos: 𝑦 = 4,02𝐿 − 0,006 (eq. 1) Coeficiente angular (a) Coeficiente linear (b) Coeficiente de correlação linear (R2) 4,02 -0,006 0,9998 Dado a equação: 𝑇2(𝐿) = 4×𝜋2 𝑔 × 𝐿 (eq. 2), sendo o coeficiente angular 𝑎 = 4×𝜋2 𝑔 × 𝐿 Relacionando a equação 1 a 2, temos que: 𝑎 × 𝐿 = 4 × 𝜋2 𝑔 × 𝐿 y = 4,027L - 0,0062 R² = 0,9998 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 P er ío d o 2 (T 2 ) (s ) Comprimento (L) (m) Período2 x Comprimento Logo, chegamos a equação para determinar a aceleração da gravidade. 𝑔 = 4×𝜋2 𝑎 (eq. 3) A partir da equação 3, chegamos ao seguinte valor: Gravidade 9,82 m/s² Quadro comparativo entre os métodos: Tabela 3 – Valores da gravidade obtido em cada método utilizado Método Gravidade Valor de referência 1° 9,81 ± 0,08 m/s² ± 9,81 m/s² 2° 9,82 m/s² ± 9,81 m/s² Logo, chegamos à conclusão que as estimativas da aceleração da gravidade em ambos os métodos foram compatíveis com o valor esperado. 4. CONCLUSÃO A partir da observação dos resultados, percebe-se que as medidas usadas no comprimento do fio (L) e os valores obtidos do período de oscilação do pêndulo (T2) possuem uma correlação, fato que se comprova pelo valor do coeficiente de correlação linear (R2) encontrado através da plataforma Excel. Através da análise dos resultados, com os experimentos realizados no pendulo simples, foi possível observar que quanto maior o comprimento do fio (L) maior será o período do pêndulo, também se percebe que a massa não interfere no período. Através dos dados coletados, foi possível utilizar dois métodos para a determinação da aceleração da gravidade, o primeiro método teve como resultado g=9,81 ± 0,08 m/s². Já o segundo método obteve resultado g=9,82 m/s². Portanto, conclui-se que os valores obtidos satisfazem o valor de referência adotado. Por fim, pode se dizer que a experimentação alcançou resultados aceitáveis, mesmo que não foram usadas ferramentas com um menor índice de erro, não somente erro das ferramentas, mas também erros humanos. Sendo assim, com ferramentas mais precisas, possivelmente os resultados serão mais satisfatórios. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Observatório Educativo Itinerante. Determinação da aceleração da gravidade. Disponível em:< http://www.if.ufrgs.br/~riffel/notas_aula/ensino_astro/roteiros/Roteiro_gravidade.html >. Acesso em: 29/11/2018. CDCC - USP. Mecânica Gráfica para alunos do ensino médio utilizando o SAM. Disponível em:< http://www.cdcc.usp.br/exper/medio/fisica/kit1_mecanicaI/mecanicaI_sam/exp6_sam >. pdf. Acesso em: 29/11/2018. Só Física. Gravitação universal. Disponível em:< http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/GravitacaoUniversal/gu.php>. Acesso em: 02/12/2018. Só Física. Formulas MHS. Disponível em:< https://www.sofisica.com.br/conteudos/FormulasEDicas/formulas12.php>. Acesso em: 02/12/2018.