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Universidade Federal de Alagoas – UFAL Campus do Sertão - Eixo Tecnológico Cursos de Engenharia Civil e de Produção Disciplina: Laboratório 2 de Física Professor: Cícero Rita da Silva Experimento 2 CUBA ELETROSTÁTICA: CARGA, CAMPO E POTENCIAL ELÉTRICO Delmiro Gouveia - Alagoas Maio de 2015 Gabriel Duarte Viana Rodrigues Iva Emanuelly Pereira Lima Joyce Danielle de Araújo Experimento 2 CUBA ELETROSTÁTICA: CARGA, CAMPO E POTENCIAL ELÉTRICO Delmiro Gouveia - Alagoas Maio de 2015 Relatório apresentado à disciplina de Laboratório de Física 2, como requisito de nota parcial da Avaliação Bimestral 1 do semestre 2015.1, dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia de Produção da Universidade Federal de Alagoas. Sob orientação do professor Cícero Rita da Silva. SUMÁRIO 1. Introdução - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 04 2. Objetivos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 04 3. Materiais utilizados - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 05 4. Fundamentação Teórica - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 05 5. Procedimento Experimental - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 06 6. Resultados obtidos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 07 7. Conclusão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 09 8. Referências bibliográficas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 10 9. Anexos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 11 1. INTRODUÇÃO A eletrostática estuda as propriedades das cargas elétricas em repouso e o comportamento dos fenômenos decorrentes do equilíbrio da eletricidade dos corpos que estão eletrizados (possuem um número total de prótons diferente do número total de elétrons). Dessa forma, a energia eletrostática é a energia necessária para fornecer uma distribuição de cargas elétricas estáticas, e o seu processo é estabelecido de forma que há um princípio da conservação de cargas elétricas, onde em um sistema isolado a soma total das cargas elétricas é sempre constante. A carga elétrica está presente em tudo o que é matéria, e a mesma é uma propriedade essencial e fundamental que determina as interações entre corpos. Ao estar em equilíbrio, os corpos não apresentam diferenças de carga e assim não possuem carga elétrica perceptível, mas quando há uma desigualdade, esta pode apresentar um sinal positivo ou negativo e a sua visibilidade é bem mais significativa. Devido às interações entre cargas, uma carga Q com uma carga de prova q, ocorre efeitos elétricos nas proximidades destas, e esta característica pode ser explicada e caracterizada pela existência de um campo elétrico neste local. Além disso, o campo elétrico é um vetor e o seu sentido é determinado de acordo com o sinal da sua carga, e assim, dependendo do sinal de cada carga, elas podem se atrair ou repelir, e esta capacidade de atração ou repulsão entre cargas elétricas é o potencial elétrico. Dessa forma, este relatório tem como objetivo entender a relação de eletrostática, carga, campo e potencial elétricos, além de analisar e compreender na prática os mecanismos decorrentes de cada característica citada. 2. OBJETIVOS - Entender o conceito de eletrostática e como este processo ocorre; - Compreender o conceito de carga, campo e potencial elétricos, e quais as relações existentes entre eles; - Evidenciar na prática as decorrências das características de potencial elétrico, bem como estudar as superfícies que possuem potencial elétrico igual; - Observar como se dá o processo das superfícies que possuem potencial elétrico igual e analisar o que acontece, além de caracterizar um campo elétrico uniforme; 3. MATERIAIS UTILIZADOS Para o presente experimento o grupo fez uso dos seguintes materiais: - Uma fonte de tensão CC- com tensões entre 19 e 21 Volts; - Um multímetro; - Uma cuba de plástico transparente; - Dois eletrodos retilíneos; - Um eletrodo circular; - Uma haste fina; - Água não destilada; - Papel milimetrado; - Sal de cozinha (NaCl); - Régua. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O campo elétrico é um campo vetorial, sendo constituído por vetores distribuídos para cada ponto de uma região em torno de um objeto eletricamente carregado. Se temos um campo E e alguma carga inserida em um determinado ponto deste campo, chamamos essa carga de carga de prova q. Cargas deste tipo estão sujeitas a força eletrostática. Daí tira-se a relação entre o campo e uma carga de prova, obtendo a seguinte equação de campo elétrico: �⃗� = 𝐹 𝑞0 O campo elétrico produzido por E a uma distância r pode ser determinado pela Lei de Coulomb, onde fundamenta-se o módulo da força eletrostática que age sobre q da senguinte forma, 𝐹 = 1 4𝜋𝜀0 |𝑞1||𝑞2| 𝑟2 no qual, é a constante de permissividade do vácuo 𝜀 tem o valor igual a 8,85 ∗ 10−12𝐶2/𝑁 ∗ 𝑚2 O sentido da força eletrostática dependerá da carga pontual q. Se a carga pontual tem mesmo sinal que a carga de prova, então tem-se uma repulsão entre elas. Por outro lado, se a carga pontual tiver sinal oposto ao da carga de prova, então tem-se uma atração entre elas. Desta forma, o vetor campo tem o mesmo sentido da força eletrostática. Ademais o campo elétrico pode ser dado através do conceito de potencial em um ponto do espaço. O potencial elétrico pode ser definido como a capacidade que um corpo energizado tem de atrair ou repelir outras cargas ao redor do seu campo elétrico. Podemos expressar o potencial elétrico da seguinte forma: 𝑉 = 𝐸𝑝 𝑞 onde 𝐸𝑝 é a energia potencial. Uma superfície em que todos os pontos sobre ela possuem o mesmo potencial é denominada superfície equipotencial. Uma linha a qual todos os pontos dela tenham o mesmo potencial pode ser chamada, igualmente, de superfície equipotencial. Além disso, o trabalho realizado para deslocar uma carga de prova depende da diferença de potencial; para superfícies equipotenciais o trabalho é nulo. Portanto, as linhas de forças e o vetor campo elétrico são sempre paralelas e perpendiculares, respectivamente, as superfícies equipotenciais. 5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL O procedimento experimental foi dividido em algumas etapas. A primeira etapa foi composta em montar todo o esquema para a realização do presente experimento (Anexo- imagem 01). Alguns dos materiais utilizados foram: uma fonte de tensão CC, multímetro, cuba de plástico transparente, eletrodos retilíneos e circulares, dentre outros (Anexo- imagem 02). Os eletrodos retilíneos foram conectados em paralelo nas extremidades da cuba; em uma folha de papel milimetrado duas linhas bem centralizadas foram marcadas, na horizontal e na vertical, e logo após esta folha foi posicionada abaixo da cuba, levando em conta que os eletrodos estivessem paralelos às linhas demarcadas; foi colocada água não destilada (água da torneira) na cuba até os eletrodos ficarem submersos; foi adicionado sal de cozinha (NaCl) à água para aumentar o processo de condutividade. Para a segunda etapa, depois da organização do esquema para a realização da experiência,o processo inicial da prática foi dado por: Inicialmente, a ponta de prova do multímetro foi colocada em contato com os eletrodos da fonte, e verificou- se qual o lado que possuía o sentido negativo e o positivo, e assim a ponta de prova foi conectada com o eletrodo que estava ligado ao negativo da fonte, para que as medidas de voltagem fossem medidas em relação ao potencial deste ponto; A fonte de tensão CC foi ligada na escala de 200 V, o voltímetro também foi ligado, medido a sua diferença de potencial (ddp) e foi registrada esta medição. Ainda para a segunda etapa, para a marcação das coordenadas e fazer a análise dos pontos onde as voltagens e o potencial elétrico possuíam o mesmo valor, foi necessário: marcar o primeiro ponto de medida, ou seja, marcar um ponto de referência onde o potencial elétrico é zero e alinhar as retas que já estavam traçadas no papel milimetrado com este ponto (Anexo- Imagem 03); Depois com uma fita isolante, um ponto de prova do multímetro foi fixado na extremidade da cuba onde a voltagem media 0 V, e o outro ficou livre para medir o potencial eletrostático de outros pontos que possuíam o mesmo valor de potencial. Na terceira etapa, foram verificados cinco pontos que possuíam o mesmo valor de potencial para cada voltagem diferente, as superfícies equipotenciais deveriam medir 0 V, 2 V, 4 V, 5 V e 7 V. Feito isto, as coordenadas (X, Y) destes pontos foram anotadas (Anexo- imagem 04). Este processo foi feito de modo análogo para todas as superfícies equipotenciais citadas anteriormente (Anexo- imagens 05 a 06). A quarta etapa foi constituída em: através das coordenadas marcadas de cada ponto que possuíam o mesmo potencial elétrico foi ligada uma curva média no papel milimetrado; após marcar as curvas referentes a cada voltagem, foi feita uma curva para a de 0 V, 2 V, 4 V, 5 V e 7 V, cada, foi desenhado um conjunto de linhas ortogonais a cada curva; feita a marcação do conjunto de linhas ortogonais, foi feita a análise da localização das linhas de campo e o porquê delas serem ortogonais às superfícies equipotenciais; Foram desenhados cinco vetores de campo elétrico, colineares com as linhas tracejadas (Anexo- gráfico 01), e foram calculados os valores referentes para o valor médio do campo elétrico entre duas superfícies equipotenciais a e b de cada ponto, a fórmula utilizada para este cálculo foi: ǀVabǀ= ǀEabǀ.∆.d Ainda para a quarta etapa, após fazer a realização dos cálculos sobre cinco linhas de campo elétrico desenhadas, o campo elétrico foi analisado e observado se o mesmo poderia ser considerado como um campo elétrico uniforme e assim, foram feitas as anotações e conclusões. 6. RESULTADOS OBTIDOS Ao fazer a montagem de todo o esquema para a realização deste experimento, foi adicionado sal de cozinha (NaCl) à água, isto foi feito para aumentar a condutividade do sistema, uma vez que a água além de dissolver o sal, dissocia a molécula do sal por solvatação, onde o sódio elementar (Na) apresenta um elétron em excesso e o cloro (Cl) apresenta uma forte afinidade por elétrons, o sódio perde um elétron para o cloro, havendo a formação dos íons Cl- e Na+, e com a presença destes íons a condutividade da água é aumentada. E assim, ocorre uma melhor facilitação ao marcar os pontos que possuem o mesmo potencial elétrico (superfícies equipotenciais). Ao colocar o ponto de prova nas laterais e ligar a fonte de tensão CC na escala de 200 V e o voltímetro, foi medido a sua diferença de potencial (ddp). Foi registrado um valor de 19,9 V (tensão de entrada), e esta é a energia que está sendo aplicada, inicialmente. Com um ponto de prova fixo e outro livre para fazer a análise dos pontos onde as voltagens e o potencial elétrico possuíam o mesmo valor, foram realizadas as marcações das coordenadas (X,Y) para cada voltagem, e as coordenadas foram as seguintes: Para 2 V: (2,1; 3) cm (2,5; 5,4) cm (1,6; 0) cm (1,7; -2,6) cm (2,1; -6,1) cm Para 4 V: (4,2; 5) cm (3,6; 1,9) cm (3,1; 0) cm (4; -4,9) cm (3,6; -3,5) cm Para 5 V: (5,6; 4,6) cm (3,9; 0,6) cm (4; 0) cm (5,6; -6,9) cm (4,1; -2,6) cm Para 7 V: (10,3; 5,3) cm (10,7; 4,3) cm (5,4; 0) cm (8,8; -7,4) cm (6,85; -4,4) cm Com um papel mlimetrado, marcou-se os pontos com mesmo potencial e interligou com uma projeção de uma curva. Feito isso, desenhou-se ortogonalmente as linhas de campo às superfícies equipotenciais, já que se as linhas de campo não fossem perpendiculares as superfícies equipotenciais, não realizariam trabalho por partículas carregadas. Tendo concluído o gráfico, analisou-se os pontos e calculou o campo elétrico entre as superfícies equipotenciais. Para obter a distância, observou os pontos onde as linhas de campo passavam entre duas superfícies equipotenciais, calculando a diferença entre os pontos no eixo cartesiano, obteve-se a distância pelo Teorema de Pitágoras. Campo entre superfície de 0 a 2V (Vf-Vi)= E.d => E = 125 N/C Campo entre superfície de 2 a 4V (Vf-Vi)= E.d => E = 124,2 N/C Campo entre superfície de 4 a 5V (Vf-Vi)= E.d => E = 99,8 N/C Campo entre superfície de 5 a 7V (Vf-Vi)= E.d => E = 104,2 N/C Analisando o gráfico 01 e os resultados obtidos neste experimento, pode-se considerar o campo elétrico como uniforme, uma vez que o vetor campo tem mesma direção, sentido e intensidade em cada superfície equipotencial. Além disso, o campo elétrico diminui com o aumento do quadrado da distância, e as linhas de força de um campo são sempre tangentes ao vetor campo, e portanto, em um campo uniforme as linhas de força são retas e paralelas, e nas superfícies equipotenciais o vetor campo tem o mesmo valor para qualquer ponto da mesma. 7. CONCLUSÃO A carga de um objeto eletricamente carregado é caracterizada pela presença de um campo elétrico, neste existe vetores que são tangentes a superfície do objeto em questão, e ao redor do mesmo, um corpo energizado tem a capacidade de atrair ou repelir outras cargas presentes, e este fenômeno é denominado potencial elétrico. As regiões em que o potencial tem a mesma intensidade são conhecidas como superfícies equipotenciais. Portanto, o grupo pode concluir que há, de fato, uma relação entre carga, campo e potencial elétrico. No relatório em questão, foi demonstrado que um campo elétrico uniforme é composto por vetores campo que têm mesma direção, sentido e intensidade, e isto foi observado através do gráfico de linhas de campo das superfícies equipotenciais. Assim, os conceitos estudados em sala sobre carga, campo e potencial elétricos foram comprovados em prática. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GOTO, Mario. Campo eletrostático de uma carga em repouso num campo gravitacional uniforme. Revista Brasileira de Ensino de Física, 2009, v.31, n.4, 4307. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbef/v31n4/v31n4a09.pdf. Acesso em 30 de abril de 2015. HALLIDAY, David. Fundamentos de Física, volume 3: eletromagnetismo, 8ª edição. Tradução: Ronaldo Sérgio de Biase. Rio de Janeiro. LTC, 2009. Notas das aulas de Laboratório 2 de Física, Engenharia Civil e Engenharia de Produção, 5º semestre, Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão, professor Cícero Rita, maio de 2015. ANEXOS Imagem 01- Montagem dos materiais para o experimento Cuba Eletrostática: Carga, Campo e Potencial Elétricos. Fonte: Própria. Imagem 02- Alguns dos materiais utilizados: Fonte de tensão CC, multímetro, cuba deplástico transparente, dentre outros. Fonte: Própria. Imagem 03: Marcação de um ponto de referência para analisar as superfícies equipotenciais. Fonte: Própria. Imagem 04: Analisando as coordenadas (X, Y) dos cinco pontos que possuíam o mesmo valor de potencial. Fonte: Própria. Imagem 05: Repetindo o processo de analisar as superfícies equipotenciais para cada voltagem. Fonte: Própria. Imagem 06: Processo análogo de analisar as superfícies equipotenciais para cada voltagem. Fonte: Própria. Gráfico 01: Traços das superfícies equipotenciais do dipolo analisado no experimento em questão. Fonte: Própria.