Prévia do material em texto
Ortopedia facial- Crescimento crânio-facial. Temos na especialidade tratamentos ortopédicos e ortodônticos. Tratamento ortodôntico: por meio de aparelhos se corrigia o posicionamento exclusivo dos dentes; Tratamento ortopédico : por meio de aparelhos se estimulava ou tentava restringir a resposta óssea, e por isso é ortopédico. Só consigo ter influência sobre o osso na época que ele tem alto metabolismo, ou quando ele está em crescimento. As cirurgias ortognáticas existem em função da relação maxilo/mandíbula não adequada, e que além de não ser adequada ela é muito fora do normal, e que exige correção, como não há resposta do crescimento ósseo ela deve ser feita por meio do reposicionamento cirúrgico. Crescimento Crescimento é aumento de tamanho. Atividade células dos osteoclástos e osteoblastos que resultam em crescimento. O processo de além de aumentar o tamanho, também mudar a proporção corresponde a maturação. Quando nós nascemos o complexo crânio/facial corresponde a 25% ( ¼), quando nascemos somos CABEÇA. Até que quando chegamos na fase adulta , a cabeça representa menos de 1/8 do comprimento total do corpo. Além de crescer, muda as proporções, isso faz sentido pois quando agente nasce agente precisa ter um crânio mais desenvolvido do que o resto para saber pelo menos respirar e comer, me manter vivo. Depois disso começa a exercer outras habilidades como andar, correr, e daí precisa de uma participação maior das estruturas músculo esquelética. Preciso que ao crescer e alterar as proporções, também tenho que desenvolver as funções. O crescimento e o desenvolvimento crânio facial, significa que o desenvolvimento é um procedimento continuo por toda a vida, enquanto eu estiver crescendo vou ter como produto final maior formação de osso do que reabsorção,no envelhecimento vou continuar tendo desenvolvimento a custa de metabolismo ósseo só que não vai produzir mais aumento do tamanho. Quando agente cresce agente cresce por um processo simultâneo e alternado de formação de osso de um lado e reabsorção do outro. PRESTA ATENÇÃO! É IMPORTANTE ENTENDER!!!! Imagine que o punho vai crescer, ele não vai crescer simples porque vai colocar osso aqui por fora e ele vai engrossando, se não você ficaria com a cortical óssea bem larga. A cortical óssea não aumenta significativamente em altura, o que aumenta praticamente é o interior do osso . Por que a cortical não aumenta? Porque a medida que vai formando osso na parte externa da cortical , vai absorvendo na porção interna ou endósteo. E se for uma deposição interna, vai formar no endósteo e reabsorver no periósteo, dai o osso vai crescendo.Sendo assim agente cresce em um processo seletivo , de um lado forma osso e no outro reabsorve osso. Quando a aumento participativo estou em fase de crescimento , quando o tanto que forma é igual ao tanto que reabsorve e só muda a forma, denomina se desenvolvimento. Desenvolvo a vida inteira, mais chega um momento que isso não produz mais aumento quantitativo, por isso que vamos envelhecendo, vai aprofundando os sulcos ósseos da face e ela passa a se parecer mais com uma pessoa mais velha. Crescimento: aumento de tamanho; Maturação: mudanças em proporção Desenvolvimento: complexidade do tecido. A medida que aumenta , que vai exigindo maior complexidade funcional, dai sua face vai moldando.No desenvolvimento se você passar a ter uma respiração bucal, você vai crescer o que a genética estabeleceu e parte das modificações iram vim introduzidas pelo desenvolvimento, pelo seu estímulo funcional. Como a estrutura cresce? Onde tiver cartilagem o processo osteogênico vai ser chamado de endocondral, gerado pela superfície cartilagenosa; Onde não tiver cartilagem ou for superfície óssea propriamente dita, vai crescer por um processo osteogênico chamado intramembranoso. De onde vai surgir o estimulo para o crescimento é que determina a forma de crescer. PROCESSO ENDOCONDRAL : se dá nas superfícies cartilagenosas . Como isso acontece? Por estímulo genético ou aumento de pressão ou por estimulo da função, as células presentes nos condrócitos começam a sofrer alterações. FIGURA: superfície externa é a cartilagem, embaixo da lamina de cartilagem temos as células ( condrócitos, condroblastos e condroclastos), pelo estimulo genético ou funcional, os condrocitos que estão posicionados mais na base próximo ao limite entre o osso cartilagenoso e mesenquimal começam a se proliferar, começam a “engordar”, até chegar o momento que ele hipertrofia tanto e degenera, explode, dai sobra uns buracos, como se fosse poros da cartilagem , esses espaços separados por finos trabiques ósseos são invadidos por suprimento sanguíneo da porção mesenquimal levando com eles os osteoblastos que começam a formar osso nos buracos. Sendo assim o processo endocondral se baseia na substituição na porção interna da cartilagem onde era cartilagem por osso, sendo assim a cartilagem é como se fosse um molde para a formação óssea. O que o crescimento endocondral precisa? Se dá a partir de uma cartilagem, a qual é substituída por osso; Ocorre onde tiver cartilagem; Especifico na face, onde temos cartilagem? Na base do occipital, septo nasal,côndilo, sincondrose . O que é uma sincondrose? São articulações da base do crânio. Nessa base do crânio existem três suturas, só que elas se diferem das outras suturas do nosso corpo pois elas tem um recheio de cartilagem, são preenchidas por cartilagem. A medida que a massa neural vai aumentando é como se essas articulações funcionassem como amortecedor. Além disso ocorre nas epistolas (dos ossos longos( fêmor , radio, uma, etc.) PROCESSO INTRAMEMBRANOSO: ocorre em toda superfície óssea que não seja cartilagem. Como que ele ocorre? Se apertar ou tencionar uma superfície óssea ele reabsorve. Provoca estiramento no periósteo a tendência é formar osso. Esse é o principio básico que justifica o medico orientar uma pessoa com mais de 40 anos, pra ele manter a atividade do metabolismo ósseo , para ele reduzir o processo do aumento da espongiosidade do trabeculado ósseo. Quando faz atividade, estimula as inserções musculares, e isso ativa o metabolismo ósseo, mantem o nível de desenvolvimento favorável. Tensão em uma superfície (endosteo ou periósteo): além do fator genético, a tensão vai estimular células do conjuntivo a se diferenciar em osteoblastos e vão produzir matriz osteóide que serão posteriormente calcificada. O processo é como que se uma vez os condrócitos já tivessem se degenerado e tivesse sobrado apenas as cavidades, e apartir delas formariam osso. O que difere um do outro é que não tem a participação da hipertrofia dos condrócitos. Então esse é o crescimento que temos nos ossos. Além disso os outros componentes que compõe a face temos o tecido mole. Esse tecido mole cresce pelo interstício, se for muscular é pelo aumento do tamanho das células, se for tecido epitelial normal por incremento ou de quantidade celular ou de tecido adiposo. O processo do crescimento se da pelo aumento quantitativo, porém não pode ser simplesmente um aumento equivalente em todas as regiões do osso, por que se não a mandíbula do nascimento perpetuaria pelo resto da vida, e o que existe é uma mudança na morfologia.Por que isso ocorre? Porque o processo do crescimento se da as custas de reabsorção de um lado e reabsorção do outro. Esse processo se chama REMODELAÇÃO. Sempre que estiver crescendo a área de formação vai predominar sobre a área antagônica de reabsorção. E quando eu parar (18 anos mais ou menos ) de crescer? Vai parar o processo de remodelação? NÃO! Eu vou envelhecer, só que a partir desse momento o que forma de um lado é praticamente o mesmo que reabsorve do outro. Dai eu continuo tendo maturação e desenvolvimento , mas deixo de ter o crescimento. A atividade óssea perpetua para o resto da vida. O processo de formação e reabsorção continua por que a forma o osso muda para que eu possa envelhecer. Esseprocesso provoca o movimento do crescimento: e esses movimentos vão acontecer conforme o meu sitio ou local de observação. Por exemplo: quero saber como cresce determinado ponto do ramo, esse é um ponto de observação, ai outro fala vamos ver como cresce o ramo inteiro, já é uma região, ai outro fala vamos observar mandibula inteira, já é o osso todo. De acordo com a extensão da área que eu quero observar vai gerar um ritmo de movimento, movimento de um ponto, movimento de uma região, ou de um osso como um todo. - Ranfrei(?) no final de 1800, um pesquisador, desconfiou q o osso crescia de um lado e reabsorvia do outro, então ele pegou a mandíbula de um porco e fez um buraco no meio e instalou dois fios metálicos passou no meio e amarrou um fio no ramo anterior e outro no ramo posterior, e o porco cresceu, depois ele sacrificou o porco, e viu o buraco q era no centro tinha deslocado pra frente, e ai concluiu q reabsorveu na frente e formou atrás, chamou esse movimento de recolocação(quando observo um ponto). Então o processo seletivo de formar osso de um lado e reabsorver do outro quando observado em um ponto é chamado de recolocação, onde o ponto descoloca em direção a reabsorção. Se o porco continuasse crescendo provavelmente o ponto poderia ‘sumir’. - Agora se eu avaliar o ramo inteiro eu vejo que ele cresceu pra tras, quando observo uma região, esse crescimento passa a ser chamado de deslizamento, aplicando isso pra nos, é o que nos fornece espaços pra caber os dentes, tanto os decíduos quando os permanentes, e o que gerou o espaço foi o deslizamento do ramo mandibular que reabsorveu de um lado e formou do outro. - Observando o osso como um todo, o movimento é chamado de deslocamento, a mandíbula estava reabsorvendo na região anterior e formando na posterior, ele ta formando pra tras, mas não entra na cavidade articular, ta formando atrás, mas ela anda pra frente. Na maxila, ela cresce pra frente e pra baixo, começa formar osso na região posterior, entre a maxila e o crânio, mas ela não entra no crânio, com o crescimento do crânio ele empurra a maxila, então, ela desloca pra frente e pra baixo. - Quando o movimento do osso é realizado pelo seu próprio crescimento, é chamado de movimento primário. Resumindo: • Formar osso de um lado e reabsorver do outro: o Se observo um ponto e chamado de recolocação; o Se vejo uma região é chamado de deslizamento; o Quando é o osso como um todo é chamado de deslocamento, se foi as custas do osso que esta sendo observado: deslocamento primário, se for as custas do osso adjacente: deslocamento secundário. Isso ocorre na face como um todo, mas pra efeito didático vamos dividir em regiões. ➢ REGIÕES DE CRESCIMENTO - Côndilo e ramo mandibular: cresce por dois processos o côndilo que é cartilagem (endocondral), o ramo (intra membranoso), cresce pelo processo de reabsorção anterior e remodelação posterior, além desse processo fazer a mandíbula crescer e deslocar, fornece o espaço para os dentes posteriores, devido ao aumento do corpo mandibular. Se tiver mandíbula pequena, deve forçar o posicionamento pra frente, gerando uma tensão das articulações posteriores, e quando a tensão, forma osso. A época que mais cresce é no estirão, no menino é o estirão em altura, na menina, seis meses depois da primeira menstruação, é a época que responde de maneira mais favorável. - Tuberosidades lingual e maxilar: Na tuberosidade lingual, divisa com região anterior do ramo, é região de reabsorção, fazendo com que a mandíbula deslize, gerando a oferta de espaço para os dentes posteriores. Por que reabsorve na região anterior e forma na região posterior. Na tuberosidade maxila é a região de formação de osso, para acompanhar o formação de osso da mandíbula, a maxila forma osso, então, o espaço para os dentes posteriores se da pela formação óssea na tuberosidade. - Processo alveolar: Existe para acomodar os dentes, quando nascemos praticamente não temos osso alveolar, de acordo com o crescimento o osso alveolar vai sendo formado. E o que acontece com quem perde os dentes, praticamente tem so osso basal, perde a conformação de processo alveolar, e também quando tem uma falha unitária, ou seja, so tenho osso alveolar quando tenho dentes, é DEPENDENTE da presença de dentes. - Suturas: São superfícies ósseas que respondem, ou seja, se pressionar reabsorve, se tracionar, forma osso. A não ser em superfícies endocondrais. A maxila cresce pra frente e pra baixo, como se brotasse, sempre precede o crescimento da mandíbula, mas ela tem uma época de crescimento compensatório, alcançando o crescimento da maxila, isso ocorre para que os molares já nasçam em oclusão normal, depois a maxila tem outro surto, na época do inicio sa dentadura mista, e mandíbula corre pra acompanhar, e o terceiro fase, da dentadura permanente, a mesma coisa, a mandíbula corre pra alcançar, isso ate aos 18 anos, quando termina a cronologia. Sendo assim, a mandíbula trata-se no estirão, na maxila o momento de tratar é antes, já que o crescimento na mandíbula em relação à maxila e ‘atrasado’, além do que as sutura se fecham por embricamento mecânico, quando mais tem embricamento, mais difícil tracionar a maxila, sendo esse o segundo motivo, que a tensão exercida nas sutura deve ser em uma fase em que as sinostoses, ou seja, o fechamento das suturas ainda é precário. Então as suturas quando tensionadas formam osso. - Septos: É uma região cartilaginosa, crescimento endocondral, acompanha o crescimento maxilar e da base do crânio e tem crescimento de interstício, e sofre influencia de trauma, o trauma restringe o crescimento. - Superfícies: Toda superfície que eu pressionar vai reabsorver, quando tracionar forma osso, isso quando em crescimento. Essas separações são feitas de forma didática, mas no organismo ocorrem juntas. INTRODUÇÃO À ORTODONTIA – AULA 1 – GUILHERME ORTODONTIA: Vem do grego e significa “dentes corretos”. No mundo essa especialidade se compõe da ortopedia e da ortodontia facial. - A ortodontia trata o posicionamento dos DENTES, coloca os dentes na posição correta. - A ortopedia diz respeito à estrutura óssea. - A estrutura óssea tem uma época e que seu metabolismo ósseo é maior que as demais = CRESCIMENTO. OBJETIVOS DA ORTODONTIA: - Crescimento e desenvolvimento crânio-facial - Cronologia das dentições - Fisiologia das oclusões decíduas e permanentes - Classificação das más oclusões - Etiologia das más oclusões ( pré disposição principal agente) - Bases do diagnóstico - Biomecânica da movimentação ortodôndica e/ou ortopédica A proposta PREVENTIVA: Diferença entre ortodontia preventiva e interceptativa: A Preventiva: é toda ação que evite que o surgimento de algum problema: Coroa clínica, aplicação de flúor, mantenedor de espaço e restaurações. Mantenedor de espaço: 1- Banda-alça: uma banda com uma alça soldada; fixado e não depende da vontade do paciente; usado em casos UNITÁRIOS; serve para arco superior e inferior. Aparelho fixo, passivo, indicado para crianças que perderam precocemente um dos molares decíduos. Tem como função preservar o perímetro do arco e é constituído de uma banda + alça metálica. 2- Arco lingual de Nance: uma banda de cada lado (pode ser fixada no 1º molar permanente ou no 2º molar decíduo) e um arco soldado a essas bandas que contorna e toca os dentes anteriores. Atua como mantenedor porque não permite a alteração da distância, já que está soldado nos molares e nos incisivos, portanto para algum movimentar, o outro também tem que movimentar. Difere do banda-alça por ser exclusivo do arco inferior e para perdas múltiplas ou unitárias bilaterais. 3- Barra transpalatina: é uma barra que passa pelo palato, vai de um lado ao outro. Atua no princípio de que quanto mais caminha pra frente, mais o arco se torna estreito; quando o dente começa a caminhar, a raiz toca na cortical óssea e para. Exclusivo do arco superior,em perdas bilaterais ou múltiplas. Quando ativo, movimenta os molares no sentido vestíbulo-lingual, quando passiva, promove a ancoragem dos dentes posteriores, podendo, inclusive, substituir o botão de Nance. É constituída de duas bandas, adaptadas geralmente nos primeiros molares permanentes, e de uma estrutura metálica, que cruza o palato bilateralmente, sem tocá-lo, e que se une às bandas. 4- Mantenedor Funcional: Quando foram irromper os incisivos, esfoliou o canino do lado, assim aproveita o dente e faz uma plaquinha com ele. Mantem o espaço e a “função”. Pode também ser usado um dente de estoque. 5- Mantenedor Botão de Nance: Vai em toda a extensão do palato e tem um botão acrílico anterior. Exclusivo para o arco superior. - A instalação de um mantenedor de espaço é uma medida preventiva da ODONTOLOGIA e não apenas da ortodontia. - Nem sempre o mantenedor tem que ser colocado no 1º molar permanente. Se o mantenedor vai ficar por muito tempo, é melhor coloca no 2º molar decíduo, para poupar o permanente. Aparelho restrito a maxila, constituído de duas bandas com arco no palato + acrílico e é indicado para perdas múltiplas (igual aos da barra palatina),porém é pior para higienizar. 6- Aparelho removível: Tem como vantagem sobre os fixos, a estética, e permite a função durante a mastigação, porém necessita mais da colaboração do paciente. A Interceptativa: - já passou do momento de prevenir, mas não vai deixar o problema se estabelecer. - Más oclusões incipientes - Discrepância de modelo (falta ou excesso de espaço) Diastema ( positiva- excesso de espaço) Apinhamento (negativa- falta de espaço) - Hábitos bucais (Respirador bucal com alterações faciais) Se não for feita a prevenção e nem a interceptação, sobra a CORREÇÃO: alterações na posição dos dentes ou na relação entre maxila e mandíbula. - Quando é correção na posição dos dentes, deve reposicionar o dente = ortodontia; - Quando é correção é na harmonia óssea = ortopedia. (Tração gera crescimento; Pressão gera reabsorção). Correção das anomalias de posição, relação e harmonia dento-maxilo-facial; - Estende-se até o desenvolvimento, após essa fase, é necessária a correção associada à cirurgia, quando há disfunção óssea; - Mecânica ortodôntica: alinhamento; - Bionator: aparelho removível que fica totalmente solto na cavidade bucal. Usado, em fase de crescimento, para promover um reposicionamento anterior da mandíbula (correção do retrognatismo mandibular) Mecanismo de ação: paciente faz a mordida forçada, onde deveria estar, monta os modelos no articulador, posiciona o aparelho binator, volta para a boca, estica a região de côndilo e túber proporcionando a formação de osso e o reposicionamento dos arcos. • Qual o objetivo de estudar todos esses assuntos, prevenir, interceptar e corrigir as alterações? - A meta á devolver a fisiologia oclusal, devolver as condições mastigatórias (guias excursivas). Não deve ser um alinhador de dentes, deve ser instrumento para reestabelecer as funções. - Para reestabelecer a oclusão os ossos e os dentes devem estar bem posicionados e em equilíbrio. Isso oferece o nível máximo de estética. - Estética e equilíbrio das proporções é mais consequência do que objetivo. Especialidade que estuda a etiologia, diagnóstico, bases fisiológicas da movimentação ortodôntica que do ponto de vista terapêutico se presta a prevenir, interceptar e corrigir, tendo como foco primário a fisiologia oclusal e como consequência a estética. Fisiologia da Oclusão: Com o fim do reestabelecimento da oclusão e as funções bucais normais que conduzem ao equilíbrio das proporções e a estética facial, O melhor quadro estético é aquele que a fisiologia da oclusão está devidamente superposta. Ortodontia e Ortopedia facial: É o ramo da odontologia que tem por objetivo o estudo, a prevenção, a interceptação e a correção das anomalias de posição, relação e harmonia dento-maxila-faciais, com o fim de restabelecer a oclusão e as funções bucais normais que conduzem ao equilíbrio das proporções e á estética facial. CLASSIFICAÇÕES DAS MÁS OCLUSÕES: - Quando falamos de má oclusão temos em mente que é um dente mal posicionado. Oclusão normal falamos em guia canino, guia anterior, tripoidismo, côndilo centralizado na fossa, oclusão mutuamente protegida, estética, chave de oclusão – primeiro molar. Oclusão estática: é uma oclusão normal 1. Relação molar: é a relação de oclusão dos molares inferiores com superiores, toda vez eu o molar estiver bem encaixado, bem ocluido, os demais dentes tbm estarão. O 1M oclui perfeitamente com seu antagonista, o 2M vai ocluir entre o 1M e o 2M, e assim por diante o 1PM ocluindo entre os PM inferiores, ate a região anterior. Os únicos dentes que vão ocluir somente com um dente são os ICI (que oclue com os ICS) e o 2MS (que oclue com o 2MI) considerando a ausência dos 3M, os demais sempre vão ocluir um dente contra dois dentes. Ele avaliou a relação de cúspides - Vertente distal da cúspide disto vestibular do 1º molar superior oclui com a vertente mesial da cúspide mésio vestibular do 1º molar inferior. Ex: classe I de Angle (chave molar) 2. Angulação mésio-distal das coroas clínicas: Se a gente traçar uma linha no longo eixo da coroa clinica do dente, bem centralizada, projetamos ela para o plano oclusal. Se observamos essas linhas os dentes vão traçar uma certa inclinação, uma angulação mesio-distal. Todos os dentes vão ter uma angulação no sentido mesial. Qd essa angulação é no sentido mesial chamamos de positiva, qd é no sentido distal chamamos de negativa. Essa angulação vai da origem a uma curva de compensação que é a Curva de Spee. Ela é importante para a oclusão. Formam a curva de Spee: Positivo: para mesial; Negativo: para distal 3. Inclinação vestíbulo-lingual das coroas clínicas: faço uma linha tangente no centro da coroa clínica e projeto para a linha que representa o plano oclusão todos os dentes vão apresentar essa angulação. A angulação dos incisivos superiores é positiva, para vestibular/pra frente. Nos dentes posteriores ela é negativa. Nos incisivos inferiores ela começa no zero e vai aumentando a partir do canino para os dentes posteriores, eles tem uma inclinação para dentro é negativa. Essa angulação da origem a outra curva de compensação, a Curva de Wilson. Formam a curva de Wilson: Positivo: vestibular (incisivos); Negativo: lingual (molares) 4. Ponto de contato: todos os dentes vão ter contato com seu dente adjacente. Esse contato deve ser justo, ñ deve ter espaçamento. Na linha média o espaço é chamado diastema, lateral á linha média é espaçamento. 5. Ausência de rotações dentárias: os dentes devem estar em sua posição normal, sem giro. Como eu sei? Olhando a linha do sulco central dos dentes, elas devem estar bem alinhadas. 6. Curva de Spee: é a curvatura originada da inclinação dos dentes no sentido mesio-distal deve ser Plana e/ou suave; Profundidade Normal é em torno de 2mm; Vai do último dente em oclusão até a cúspide do canino. Obs: curva de Spee reversa (mordida aberta causa extrusão dental, invertendo a curva) SE O PACIENTE APRESENTAR ESSAS 6 CARAC PROVAVELMENTE ELE TERÁ UMA OCLUSÃO NORMAL E FUNCIONAL (só ñ terá funcional se envolver outros problemas, por ex na ATM). Algumas más oclusões tem características iguais/comuns. CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE – 1899 O que é classificar as más oclusões? É separar os diversos tipos de más oclusões de forma a agrupá-las em classes que apresentam características comuns. Porque classificar as más oclusões? Comunicação: rapidez na identificação do aspecto clínico; Comparação: casos clínicos com aspectos semelhantes; Autocomunicação: ortodontista raciocina sobre fatores etiológicos e possíveis formas de tratamento - É uma classificação mto antiga, mas é a mais aceita. - Ela é baseada na relação ântero-posterior da mandíbula com a maxila. Se tratando de oclusão estática,o paciente em oclusão. CLASSIFICAÇÃO: - CLASSE I; - CLASSE II: ° DIVISÃO 1; ° DIVISÃO 2; - CLASSE III - SUBDIVISÃO: Qd o indivíduo for classe II ou III em apenas um lado e o lado oposto for classe I. Prevalência das más oclusões: Pontos de referência para classificação de Angle: - Sulco mesio-vestibular do 1MI - Cúspide mesio-vestibular do 1MS Considerando dentes permanentes. - Se o paciente ñ tem o primeiro molar, ou se é da dentadura decídua, ou se o paciente extraiu esse 1M, ou o 1M é impossível utilizar para classificar? Vou classificar pela relação de caninos. (sejam eles decíduos ou permanentes) Classe I: - Característica: 1. Bilateral; 2. Oclusão justa (eixo cúspide x sulco encaixam) 3. O sulco m-v do 1MI vai ocluir contra a cúspide m-v do 1MS 4. Equilíbrio entre maxila e mandíbula 5. Equilibro das funções musculares periorais 6. Perfil tende a ser harmonioso A má oclusão vai ser: 1. Apinhamentos 2. Presença de espaço 3. Mordidas cruzadas 4. Mordidas abertas 5. Sobremordida profunda 6. Biprotrusões 7. Más posições dentais individuais. Obs: para ganhar espaços há 4 formas (distalização, expansão, desgaste ou extração) • Classe II (disto oclusão): Primeiro molar inferior oclui distalmente em relação ao primeiro molar superior, ou seja, o sulco mesio vestibular do primeiro molar inferior oclui por distal da cúspide mesio vestibular do primeiro molar superior. -A classe II pode ser divisão 1 ou classe II divisão 2 Classe II divisão 1: 1. Relação molar em distoclusão: sulco mesio vestibular do primeiro molar inferior ocluindo por distal da cúspide mesio vestibular do primeiro molar superior. 2. Incisivos superiores com inclinação para vestibular 3. Sobressaliência acentuada que se refere ao trespasse horizontal ou overjet 4. Curva de Spee acentuada 5. A forma do arco superior é em V, estreito, atrésico 6. Desequilíbrio muscular perioral (proveniente da sobre saliência acentuada,o paciente não consegue fechar a boca/ vedar os lábios) TRATAMENTO: tirar o overjet. Se tratar cedo se coloca o aparelho extra- bucal, temos 2 alternativas: - colocação de mioparafusos de cada lado e se consegue distalizar; - extrai dente (pré molares). Classe II divisão 2: 1. Melhor tratamento 2. Vestibularização do incisivo lateral superior 3. Verticalização ou lingualização do incisivo central superior 4. Sobremordida acentuada 5. Equilíbrio muscular perioral 6. Perfil facial tende a reto ou suavemente convexo Relação dos molares: sulco mesio vestibular do primeiro molar inferior oclui por distal da cúspide mesio vestibular do primeiro molar superior. Classe III: Quando o primeiro molar superior oclui por mesial ao sulco mesio vestibular do primeiro molar inferior. 1. Face com perfil côncavo 2. Incisivos inferiores normalmente apresentam inclinação para lingual, 3. Mordida cruzada anterior ou de topo a topo. 4. Perfil facial tende a côncavo 5. Existe o classe III dentário (perdeu algum molar decíduo inferior e ocorreu migração de dentes) e o classe III ósseo (por displasia óssea, crescimento em desequilíbrio). 6. A musculatura peribucal pode estar desequilibrada principalmente em classe III severa. Tratamento: cirurgia ortognática para progantismo mandibular, e aparelho quando é maxila. SUBDIVISÃO: Quando apenas um lado apresenta CLASSE II ou CLASSE III, e no lado oposto a relação dos molares é de CLASSE I. Ex: Classe III subdivisão direita Ex: Classse II divisão 1 subdivisão direita Ex: Classe II divisão 2 subdivisão direita com mordida cruzada unilateral lado direito Ex: Classe I com mordida cruzada (dento alveolar) *Das mas oclusões essa é a menos prevalente, mas é a mais difícil de tratar. *A subdivisão é do lado alterado. *Na impossibilidade de avaliar os primeiros molares, olha- se os caninos. *Dentadura decídua também classifica, mas avalia o canino. Classe II divisão 2 subdivisão direita com mordida cruzada posterior unilateral do lado direito. Classe IV: quando se tem classe II de um lado e classe III do outro se tem uma classe IV, q normalmente esta associada a perdas dentárias, agenesia, traumas. Não é uma classificação proposta por Angle. É uma condição muito rara sendo difícil de tratar. Criticas a classificação de Angle: 1. Falava-se que o primeiro molar permanente era estável geneticamente, mas observou- se que o primeiro molar pode irromper em qualquer lugar não existindo essa estabilidade que ele dizia. 2. Sua classificação considera somente o sentido antero-posterior das más oclusões deixando de fora os planos verticais e transverso. No vertical tem sobremordida e mordida aberta, e no transverso se tem a mordida cruzada. 3. Baseada no posicionamento dentário não considerava a base genética. Muitas das más oclusões mostradas ocorrem por componente esquelético, se tinha displasia óssea, então maxila e mandibula não estavam na posição adequada porque o crescimento não foi favorável naquele individuo. 4. Tamanho de dentes. Se tem a base óssea, sendo que se pode ter dentes compatíveis com essa base óssea. As vezes a base óssea é boa e os dentes são pequenos, ficando espaçamentos dentais. Classificação de Lischer: Classificou no sentido: 1. -Antero- posterior dos arcos, 2. -No sentido vertical, 3. -No sentido transverso, 4. -Também o posicionamento individual dos dentes. 1.) Relação Antero-posterior dos arcos - Neutro-oclusão (Classe I de Angle) - Disto-oclusão ( Classe II de Angle) - Mesio-oclusão ( Classe III de Angle) - Normo-oclusão ( oclusão normal) 2. Alterações verticais: - Mordidas abertas/ anterior (mesial a canino) e posterior ( distal a canino); - Sobremordida profunda/ trespasse vertical / overbite (sinônimos), em média esse trespasse normal é de 3mm em permanentes, em decíduos é medido por percentual de coroa, sendo em torno de 0 a 25% do comprimento da coroa clinica, mordidas abertas anteriores (de canino a canino ou se prolongar para posterior até os molares) ou posteriores (da distal de canino até molares). Obs: trespasse normal 3. Alterações transversais: Mordidas cruzadas: Anterior (sagital) Posterior (unilateral/bilateral) Funcionais Dento alveolares (apenas inclinação dental s/ osso) Esqueléticas ( ortognáticas) Mordida Cruzada Posterior: - Geralmente está associada á hábitos deletérios. Ex: chupeta; - Dentadura mista ou decídua Mordida cruzada anterior: Tendência a Classe III dentes decíduos Mordida Cruzada funcional: Interferências dentárias (atresia maxilar); Ajustes musculares (látero-oclusão); Desvio linha média em oclusão habitual; Relação cêntrica ou boca aberta a linha média são coincidentes; Mordida unilateral OBS: prevalência de 80 a 97% das mordidas cruzadas unilaterais (associada a DTM) Alterações: Deslocamento do côndilo; Lado cruzado ( para dentro e acima na cavidade articular); Lado descruzado ( para baixo e fora da cavidade articular) Resultado: assimetria facial; Mordida Cruzada esquelética dento alveolar; Pacientes jovens com dentições mistas com inclinação dental mantendo o alvéolo é dento alveolar, já quando a base maxilar está comprometida e envolve osso é esquelética (Hábitos) Sobressaliência (overjet) Acentuada: mordida cruzada anterior Negativa: mordida cruzada invertida 4. Posicionamento dentário individual: Acrescenta o sufixo versão,á posição ocupada pelo dente: Vestibuloversão; linguoversão; Mesioversão; Distoversão; Supraversão (acima da linha de oclusão); Infraversão ( abaixo da linha média de oclusão); Giroversão; Axiversão ( eixo invertido); Transversão ou transposição (dentes trocados de posição) HABITOS BUCAIS: Existem vários hábitos bucais em crianças até 8 anos, como chupar dedo, chupeta, chupar o lábio e morder a língua, respiração bucale roer unha.*O que esses 6 hábitos bucais tem em comum¿ Tem um fator, todos tem alguma relação direta ou indireta com a cavidade bucal e os habitos na primeira infancia tem envolvimento direto com a cavidade bucal e é possível que provoquem alterações de desenvolvimento. HÁBITO: - Disposição adquirida pela repetição frequente de um ato - Os sentimentos interiores ou tensões são revelados por meio de algum movimento muscular ou ação. Pq a boca e não outras partes do corpo? Pq a cavidade bucal no inicio da vida, alem de servir pra definir o paladar como no resto da vida, ela tem outras funções. Uma das funções que a gente observa ate o segundo ano de vida é que a cav bucal e que determina a função tátil do que está ao seu redor. Alem disso cav bucal é que responde pelo posicionamento da mandíbula. O quê que define o posicionamento da mand? Pq que vc abre e fecha a boca na msma posição? São os proprioceptores do lig period a partir do contato dental, por isso que se há um contato errado, interferência muda a posição de repouso mand. Mas o recém nascido não tem dente, ele toca apenas os roletes gengivais posteriores umedecidos de saliva que são altamente escorregadios. Então ele poderia elevar a mand em varias posições a cada vez que abre a boca mas não, ele eleva no mesmo lugar todas as vezes, pq? Ele tem nas regiões anteriores os roletes entreabertos, e essa ausência de toque posterior permite que a lingua toque o lábio e crie um contato sensorial que permite a criação de um arco reflexo contraindo a musc e abre sempre na mesma posição. Então a cav bucal no inicio da vida alem de ter função de paladar, tem a funçao tátil tem tb a função de posicionamento mandibular. O quê que faz os dentes e o rebordo alveolar se manterem dentro da morfologia normal, o quê que faz um dente ficar parado? As forças musculares sobre eles, o lábio/bochecha e a língua. Os hábitos q vão acometer a cav bucal: resp bucal, sucçao de dedo e chupeta e interposição de língua. Aspectos que definem as alterações: 1. Depende da época que estão atuando. 2. Triade: Frequencia, duração e intensidade. Quanto maior pior as alterações. RESPIRAÇÃO BUCAL: Quando somos crianças como o sist imune não esta desenvolvido, a natureza colocou um órgão de defesa após a cav nasal e após a cav bucal que são adenóide ou vegetação adenoideana e amígdalas. Esses órgãos são de defesa de infecções principais. A medida que o sist imune vai se definindo eu começo a ter uma regressão desses tecidos pq vc não precisa mais deles. Eventualmente essas estruturas aumentam, quando acontece nas adenóides temos a diminuição da passagem do ar, qnd com as amígdalas elas forçam a língua pra frente e ocorre a tendência de vestibularização e ate mordida aberta. Pq temos que respirar pelo nariz? o nariz tem função de filtrar, aquecer e umidificar o ar. Outro aspecto é que o ar que passa pelo nariz estimula a parede ossea (palato / assoalho da cav nasal) a crescer. RESPIRAÇÃO BUCAL: Adaptação funcional quando estamos com a passagem do ar pelo nariz obstruída ou reduzida. AGENTES ETIOLOGICOS: Hipertrofia das adenóides; Desvio de septos; Hipertrofia dos cornetos; Rinites alérgicas: pq provoca edemasiamento das mucosas, as mucosas edemasiadas diminuem a passagem do ar pelo nariz. As rinites muito freqüentes causam um hábito de respirar pela boca. CONSEQUENCIAS: Perda de ar filtrado, aquecido e úmido ao chegar no pulmão. Efeito imediato a curto prazo: ar impuro, frio e seco. Isso provoca um ressecamento da mucosa/ Efeito a longo prazo: palato profundo e estreito, possível mordida cruzada posterior, incisivos centrais vestibularizados, overjet aumentado, perde o selamento labial, lábio superior hipotônico, incisivo inferiores verticalizados, possiblidade de mordida aberta. Essas são as características que o paciente passa a ter como efeito mediato. Tem uma quebra no equilíbrio muscular e nas proporções faciais. CARACTERISTICAS DE UM RESPIRADOR BUCAL: Cria uma face adenoideana ou face do respirador bucal; Rosto fino e alongado; Palato profundo pq não há estimulo do ar passando na cav nasal, palato estreito pq a língua desceu ao abrir a boca para respirar; Cria mordida cruzada posterior pela força das bochechas sem compensação das forças da língua; Passa a ter lábio superior hipotônico e curto; Vestibularização dos IC superiores; Perde selamento labial; Lábio inf se torna hipertônico; Verticalização IC inferiores; Aumento da sobressaliencia; Pode gerar mordida aberta anterior COMO TRATAR ORTODONTICAMENTE ESSE PACIENTE? Basicamente é expansão da maxila (maxila estreita), verticalizar ICS e vestibularizar ICI (overjet acentuado). Existem vários aparelhos no mercado que devem devolver a morfologia. OUTRAS ALTERAÇÕES: Alem disso as alterações acometem a face como um todo, e a tendência é que essa pessoa passe a ter as narinas estreitas (face mais fina e cumprida) face cresce mais pra baixo a ponto de alterar parcialmente a morfologia mandibular (o plano mandibular começa a inclinar mais para baixo perfil mais convexo; Face mais fina e cumprida; Perfil mais convexo; Coloração mais pálida devido a qualidade e quantidade do ar não adequada, esse ar não dá pra tds os órgãos na msma quantidade então tira da pele (extremidades), pela deficiência de oxigenação; Aspecto cansado de abatimento, amarelados; Não tem disposição, influencia no aprendizado; Devido a respiração mais curta e mais rápida começa a ter uma distancia do tórax menor e peito estufado (peito de pombo); Ângulo mandibular aberto e inclinado, os terços da face aumentado, palidez, tórax menor, problemas gengivais FATORES DETERMINANTES: Tipo de face (tende a tornar a face estreita e alongada). Existem dois tipos de face: mand com ângulo mais aberto, essa face não é longa então mais difícil de ocorrer pq teria que mudar a genetica. As alterações são mais fáceis de mudar em faces mais estreitas; Freqüência, intensidade e duração do habito; Grau de obstrução (total ou parcial); Desvio de septo (em uma ou nas duas narinas). DIAGNOSTICO: Teste: colocar um pouco de algodão nas narinas dele, se for respirador nasal o chumaço vai sair e se for resp bucal o chumaço vai ficar. Pode colocar um espelho e colocar debaixo do nariz, se embaçar é resp nasal e se não embaçar é resp bucal. O problema é se o paciente for no consultório em um dia que ele esta congestionado (falha do método). Outros recursos: inspiração forçada (em pessoas normais quando faz isso as narinas abrem e é gerado por uma msc que chama elevador da asa do nariz) pra quem respira pela boca a musc é atrofiada e não meche, não dilata. Em respirador bucal o normal é que não haja selamento labial e a narina não se dilata. A pessoa certa pra diagnosticar definitivo é o Otorrino, identificar o agente etiológico e propor o tratamento. O que cabe o CD é corrigir as alterações, como maxila estreita, mordida cruzada e overjet aumentado. Expande a maxila primeiro, pq pra verticalizar os dente precisa de espaço. CORREÇÃO: avaliação medica (identificar o agente) – tirar agente etiológico – corrigir alterações bucais morfológicas – fonoaudióloga (adequar o padrão respiratório). Se corrigir alteração e não tirar agente etiológico, vai voltar. Se tirar agente e não corrigir a forma não tem jeito de restabelecer a função. SUCÇÃO DE DEDO E CHUPETA: Pq q a criança as vzs pode desenvolver esse habito? pode desenvolver por vários motivos. AGENTES ETIOLOGICOS: Pode desenvolver esse hábito por vários motivos: Alimentação deficiente (começa a chupar o dedo porque está com fome); As vezes durante a erupção do primeiro molar decíduo (16º mês de vida), começa a coçar e a criança coloca o dedo tantas vezes que isso gera um hábito, e ela passa a colocar o dedo na boca onde nasceu o primeiro molar decíduo; Tensão emocional, insegurança. Ambiente familiarconturbado e a criança começa a exteriorizar sua atenção na chupeta ou chupando o dedo; Atrair a atenção (ex: a criança volta a chupar dedo, bico ou mamadeira pra chamar a atenção porque o irmão mais novo faz isso); Satisfazer o extinto de sucção. Quando a criança vai mamar no seio da mãe, aquele hábito não se restringe apenas ao aspecto alimentar, quando ela está mamando, para obter o leite, ela tem que sugar, tem que fazer esforço, e esse esforço é um estimulador funcional para o desenvolvimento da face. Quando ela acaba de mamar ela está suada, e ela dorme rapidamente de tanto esforço feito com a sucção. Quando por algum motivo a mãe não consegue amamentar ou a amamentação é insuficiente, tem que complementar com a mamadeira. Muitos pais tbm aumentam o furo da mamadeira e a criança não faz esforço nenhum pra mamar, fica totalmente fora do esforço fisiológico que é necessário pro desenvolvimento da face, então ele complementa esse esforço com na sucção da chupeta. O indesejado é criar um vinculo com a chupeta. Então quando eu tenho que complementar com a mamadeira, o furo tem que ser o mínimo possível pra que ele tenha que fazer esforço pra sugar o leite, esforço que é fisiológico. Resumindo: Posso ter Classe II, com mordida cruzada posterior, incisivo superior vestibularizado, inferior verticalizado e mordida aberta na região do dedo. Se o dedo sempre ficar mais no meio, a mordida aberta será no meio. A mandíbula vai ficando pra trás pq está sendo restringida pelo apoio da mão e deixa de ter selamento porque o overjet está aumentado. *Com quanto tempo que tira a chupeta? Depende das alterações que ela está provocando ou não na criança. Mas pelo menos até uns 4 anos é uma idade boa, a criança já começa a entender e já falta 2 anos pra começar a erupcionar os dentes, a criança já está na escola e já não vai querer levar a chupeta. Exemplo: Menino que chupava dedo, teve uma mordida aberta, mordida cruzada, o contorno do osso alveolar já esta começando a ser influenciado, mas ele não teve overjet aumentado, os insicivos sup e inf estão vestibularizados pq ele chupa o indicador e ele puxa pra frente, força ambos para fora. E se fosse a chupeta? Se chupar chupeta e ela for redonda, a mordida aberta vai ser mais alta e arredondada e começa a ter uma maxila estreita com mordida cruzada posterior e mordida aberta onde está a chupeta pq ela inibe o crescimento e a erupção dentaria. Quando ela succiona e puxa pra fora, passa a ter o dentes vestibularizados, eventualmente pode ter os incisivos verticalizados, quando ele pega a auréola do bico e coloca na boca, ao contrario. Se ele colocar a chupeta como um cachimbo, vai ter mordida aberta posterior do lado onde ele chupa. Então se a chupeta for cilíndrica vai ter uma mordida aberta mais cilíndrica, e os dentes vão vestibularizar ou verticalizar. Toda criança que chupa dedo vai ter alterações? O fator determinante é a predisposição. Obviamente também vai depender da intensidade, duração e freqüência do habito. As alterações vão depender da força de contração da sucção, da posição da chupeta, mas não quer dizer que toda criança que chupa chupeta vai ter essas alterações, tem que ter uma predisposição pra isso. Uma face mais quadrada e curta tem uma menor predisposição do que uma face mais longa, então a questão facial tbm conta. *Deve sempre orientar a mãe a comprar uma chupeta ortodôntica. Como tratar? Remover o agente etiológico, corrigir as alterações morfológicas que são: estreitamento da maxila, mordida cruzada e mordida aberta. O que corrigir primeiro? A mordida cruzada. Porque pros dentes irromperem, vc vai estreitando a maxila, vai reduzindo o espaço dos dentes anterior e por isso ele são vestibularizados. Então primeiro eu vou alargar a maxila, gerar espaço pra que os dentes possam irromper, então faço a expansão. E para o dente irromper, tenho que tirar a chupeta, mas quando eu tiro a chupeta a língua ocupa o espaço, porque pra deglutir com a mordida aberta, tem que colocar a língua e fazer a deglutição, então pra língua não se projetar coloca uma grade recordatória, pq quando ele vai deglutir e vai bater a língua ela bate na grade. Em alguns casos recomendam colocar esporões voltados pra língua pra espetar a língua, mas ele não gosta. Então a mordida aberta eu corrijo com a grade palatina e a mordida cruzada com a expansão. INTERPOSIÇÃO DE LÍNGUA E LÁBIO: Consideramos como toda projeção forçada da língua e/ou lábio contra os dentes. Seja em uma região ou seja em todos os dentes. Quais são as funções da língua? Pra nós da odontologia, além do paladar, participa ativamente do posicionamento e estabilidade dos dentes, juntamente com lábio e bochecha. Então toda vez que eu aumentar a pressão da língua contra os dente, ele vão forçar os dentes pra vestibular. Temos dois tipos de deglutição: • Quando a gente nasce, só toca os rebordos posteriores e a região anterior é aberta. Ela é aberta para favorecer o aleitamento materno e também pra produzir condições anatômicas pra criança projetar a língua entre os rebordos, e tocar o lábio inferior. Isso vai ser importante pra criar o contato neurosensorial que permite estabelecer o arco reflexo de abertura e fechamento. Então essa criança que só toca rebordos posteriores, pra ela abrir e fechar a boca ela tem que projetar a língua entre os rebordos anteriores, e como os rebordos posteriores não tem referencia pra abrir e fechar sempre na mesma posição, toda a musculatura da face participa desse movimento de abertura e fechamento. Então jogo a língua entre os rebordos, toca o lábio e contrai toda a musculatura da face, então tipo faz uma mímica, uma careta. A deglutição infantil eu tenho um pouco de interposição da língua que se projeta entra os rebordos anteriores toca o lábio e cria um contato neurosensorial e que torna um reflexo e todos os músculos da face contraem. Isso vai perdurar até quando? Com 6 meses irrompem os incisivos. • Quando os incisivos irrompem a mordida fecha, ai não tem como a língua interpor a região anterior. Então a natureza salta o canino e já irrompem os molares, ganhando um referencial pra abertura e fechamento que vai ser a oclusão. Ai quem vai desencadear o arco reflexo vai ser a oclusão dos terceiros molares. Então alem de não ter mais jeito por causa do incisivos, eu não preciso mais projetar a língua pq tenho uma referencia, então a língua fica atrás da papila, num movimento de retroposicionamento, como se ela chicoteasse e levasse o alimento e a saliva pra parede. E quando eu tenho a referencia do molar não preciso mais da musculatura da face, pq a mandíbula não vai mais pra esquerda ou direita, só preciso agora da musculatura que eleva a mandíbula. Então num primeiro momento que eu interponho a língua entre os dentes é chamada de deglutição infantil normal que vai perdurar até a erupção do primeiro molar decíduo. Depois eu mudo esse padrão que vai persistir ate o resto da vida que é o padrão de erupção maduro. Diferença entre os padrões de deglutição: A diferença é que a participação da musculatura vai se restringir aos elevadores da mandíbula. Os lábios vão se tocar suavemente, a língua não vai mais interpor na região anterior, ela vai ficar atrás da papila incisiva, e ai eu vou proceder a deglutição. Então a interposição de língua na fase de deglutição infantil é normal, mas depois da erupção dos primeiros molares decíduos já passa a ser uma anormalidade funcional. O que provoca a interposição de língua? Presença de diastema na região anterior muito grande. Então a língua começa a projetar entre os incisivos, outra é a perda precoce na região anterior ou posterior que tbm favorecem a projeção da língua; Descontrole nervoso, mania de morder na língua; Amígdalas hipertrofiadas que jogam a língua pra frente; As anquilosesou macroglossias; Freio lingual extenso que dificulta ou inibe os movimentos da língua; Hábitos alimentares da infância que pode desencadear mordida aberta; Estado de nutrição, falta de vitamina E, língua começa a arder e a criança Poe ela pra fora pra ventilar. • Fatores hábitos capazes de produzir mordidas abertas: -Respiração bucal; -Sucção Por ser de caráter multifatorial, a forma de tratamento depende de qual é o agente em questão. Então, pra avaliar esse pacientes vamos ter alguns tipos de avaliações: Exame clinico e exames completares. • Exame Clinico: paciente pra deglutir ele entra em oclusão. Se ele entra em oclusão ele eleva os elevadores mandibulares, então uma das formas de saber se esse paciente entra em oclusão em pelo menos um dente é colocar a mão no temporal e mandar deglutir. Se ele entra em oclusão a musculatura vai contrair. As vezes o paciente pode ocluir um ou dois dentes mais ter mordida aberta no restante e interpor a língua. Então primeiro vou ver se ele oclui algum dente colocando a mão na região anterior do temporal, depois vou avaliar se ele contrai o lábio, e vou pegar o espelho e vou abaixar o lábio, e manda ele deglutir, se ele tiver os dentes em contato ele vai conseguir deglutir normal, se ele tiver uma mordida aberta você vai ver ele projetando a língua pra poder vedar essa região. E se ele interpõe língua ou lábio? Identifico o agente etiológico e removo, restabelece a mordida e encaminho pra fono pra educar a posição de língua e de lábio. • Exame Complementar: tamanho da língua, freio lingual e outros parâmetros anatômicos pra ele ter ficado com o freio extenso, normalmente o freio tem que ficar atrás dos ductos da glândula sublingual, quando é extenso tende a avançar na direção dos ductos da glândula sublinguai, avalio amígdalas, domínio motor (peço pra ele colocar a língua na comissura direita, esquerda, pra ver se ele controla) e presença de hábitos de produzem mordidas abertas (respira bem ou não, sucção de dedo ou chupeta). A partir do momento que identifico o agente vou definir o método de correção: Cirúrgico, freio extenso deve encaminhar pra cirurgia, se for amidalohipertrofia vai no otorrino, se for perda precoce de dente, coloca um prótese. Então de acordo com o agente que vai definir o modelo terapêutico. Se vai ser um modelo cirúrgico, ou aparelho removível ou fixo, mantenedor funcional, expansor pra corrigir mordida cruzada, grade pra mordida aberta, etc. Vai avaliar de acordo com o agente etiológico. Pode ser tbm combinação, cirúrgico + método educativo por exemplo. ETIOLOGIA DAS MÁS OCLUSÕES: 90% das crianças vai ter má oclusão – mais prevalente que a oclusão normal (é rara!). Etiologia: a palavra vem do latim/grego. Significa estudo das causas. É o estudo, a investigação e o diagnóstico das causas das anomalias faciais, das más oclusões. Objetivo de se estudar a etiologia: determinar as causas para facilitar: Prevenção: conhecendo as causas, é mais fácil de prevenir, evitar que aquela doença se instale. Interceptação: depois de instalada evitar que ela se agrave. Intervenção precoce da doença; Correção: após instalada a má oclusão; Evitar as recidivas: prevenir que a má oclusão se instale novamente. Fatores Etiológicos: Gerais: não estão diretamente relacionados com a cavidade bucal. Agem a distancia, muitas vezes durante a formação do individuo no período embriológico; Locais: relacionados diretamente com a cavidade bucal e suas estruturas. Gerais: - Hereditariedade: é o fator mais prevalente. Grande parte das más oclusões vão ser transmitidas dos pais para os seus descendentes. As misturas raciais aumentam a frequência das discrepâncias no tamanho dos maxilares e os transtornos oclusais são significativos. No Brasil, tem índios, brancos, negros, orientais. Brasileiro tem uma raça indefinida, uma miscigenação, que favorece o surgimento das más oclusões. Por exemplo, a raça amarela dos orientais tem prognatismo mandibular, é mais prevalente que nos brancos. Os negros, índios, tem mais facilidade de desenvolver o prognatismo, protrusão. A medida que vai se misturando, essas más oclusões vão surgindo. - Evolução do homem: vem mudando, a forma do individuo se alimentar, face vem sofrendo mudanças, as quais vem gerando más oclusões. - Tipos Faciais: *vai passar uma linha da base do nariz, uma na glabela, outra linha na base da mandíbula. É claro que existe subtipos, aqui são tipos extremos. Braquifacial Face mais curta e larga. Maior tendência de ter sobremordida profunda. O arco dentário vai acompanhar essa face. Arcos mais largos e mais rasos. A musculatura é forte, saliente. Mandibula mais curta, o ângulo formando entre o ramo da mandíbula e o corpo da mandíbula tende a ser mais fechado, curto. É mais calcificado, mais forte, a musculatura forte estimula o osso a ser mais forte. A mandíbula cresce mais pra frente, horizontal. Mesiofacial Rosto ovóide, mais equilibrado entre altura/largura. Mandibula e região de sínfise equilibrada. Arcada dentária mais parabólica (ovóide). Pode ter sobremordida ou mordida aberta. Mandibula mais equilibrada, na região de sínfise também. Osso mais frágil e menos calcificado pq tem uma musculatura também mais frágil. Crescimento da mandíbula é mais vertical. Dolicofacial Face mais estreita e alongada. Palato profundo acompanhando o padrão de face. Musculatura mais frágil. Frenquente mordida aberta. Sinfise alta. *Os ossos da face sempre vão acompanhar o padrão facial. -Fatores evolutivos: O crânio e a face foi modificando ao longo do tempo. Evolui de um individuo que tinha muito crânio e menos face para um que tem mais face e menos crânio. A mandíbula está regredindo. Alimentos mais duros, necessitada de uma mandíbula mais forte. A medida que os alimentos industrializados e o forno foram sido utilizados, foi mudando a musculatura (enfraquecendo). É a lei do uso e desuso. O que não é muito usado vai involuir, regredir. Do individuo primitivo para o homem moderno: aconteceu essa retroposição. ➢ A face sofreu uma retroposição, tá diminuindo a musculatura, tá diminuindo a demanda alimentar, tá diminuindo a quantidade de dentes. O primitivo tinha o quarto molar, o moderno muito deles não tem o terceiro molar. A tendência é que diminui cada vez mais os dentes, vai demorar!! Essa diferença do primitivo pra agora, é de cerca de 10 milhões de anos. O homo sapiens surgiu há =- 10 mil anos, somos uma espécie relativamente nova. Qual a diferença entre congênita x genética? Congênita: vai ocorrer durante a gestação. Vai acontecer a má formação durante a gestação. Muitas coisas pode ocorrer durante a gestação, e muitas dela pode ter punho genético. Genética: vem gravado no DNA, independente da gestação. Deformidades congênitas: (tem potencial de levar a más oclusões) Paralisia cerebral: às vezes ocorre uma lesão durante o parto, pode ser um cordão umbilical envolvido no pescoço, um parto difícil que cortou a circulação sanguínea do bebezinho; Pode causar a paralisia, aí o individuo não tem deficiência intelectual, porém vai ter dificuldade de coordenação devido a falta de oxigênio no parto. Se você não tem coordenação motora, seus dentes não vão ficar estabilizados, o que estabiliza, dá equilíbrio a eles, é a musculatura oriculares peribucal, linfa; Se essa musculatura não tiver em equilíbrio, muito provavelmente vai desenvolver uma má oclusão, não vai haver estabilidade do posicionamento dos dentes nem da morfologia dos arcos dentários. Tudo isso vai ser alterado. Altera a deglutição, mastigação, respiração, fala e a própria postura da cabeça. Fissuras labiopalatais: tem grande possibilidade de desenvolver má oclusão grave. É a falta de coalescência entre os segmentos que formam os lábios e o palato. *quanto tempo começa a fusão? As fissuras labiopalatais vãoocorrer na fusão desses processos nasal medial, nasal lateral e processo mandibular. Podem ocorrer só o lábio e a maxila, lábio e palato, pode ser de um lado, pode ser dos dois lados. As fissuras labiopalatais vão ocorrer em torno da sexta semana (6ª) de vida intra-uterina. É bastante prevalente: tem o fator genético (pais e mãe que tiveram, é cerca de 50% chance do filho ter, se um deles tiver cai pra 25% e se nenhum tiver é cerca de 5 a 10%). Muito relacionado com alguns fatores, como idade da mãe e ingestão de drogas licitas e ilícitas. É multidisciplinar: dentistas, cirurgião plástico, otorrinos. Disostose cleidocraniana: o individuo não tem a clavícula. Eles conseguem dobrar. Mas na realidade tem um problema físico. Tem tendência a ter uma protrusão mandibular. Criança, com dentição decídua, que já tem mordida aberta e classe III. Na radiografia panorâmica, visualiza diversos dentes supranumerários. É comum encontrar exostoses permanentes, retenção prolongada dos tecidos, os tecidos não esfoliam, os permanentes não esfoliam na mesma proporção. Displasias ectodérmicas: paciente especial tratamos no centrinho praticamente desde que nasceu. Com 3 anos tinha so um dente decíduo que ocluia na gengiva e cortava, tinha um forma anormal. Com a broca, o professor desgatou a ponta que estava aguda. *Se manifesta de diversas formas, tem mais de 100 tipos. Tem displasia muito branda que se manifesta com ausência de 2, 3 dentes, de alguma alteração no cabelo ou na orelha, e nas unhas./ Sempre tem 3 tecidos que estarão alterados( dente, pele, unhas, ausência de pelos ou diminuição da quantidade de pelos, glândulas sudoríparas)./O individuo quase não transpira!/ Precisa tratar, principalmente pela estética. Nosso DNA tem 4 bases nitrogenada: timina, guanina, tirosina, citosina. Nesse gene 11.053 teve uma alteração: onde deveria ser uma guanina houve uma substituição, e foi responsável por toda essa genética aqui. Hipohidrótica: relacionada com água, é o individuo que transpira pouco ou não transpira. O individuo não tem a glândula sudorípara bem formada. Não pode ficar no ar condicionado, tem que passar hidratante, tem que tomar 3, 4 banhos por dia. Os médicos não estão preparados pra diagnosticar em recém nascidos. Essa manifestação em dentes é mais evidente posteriormente, até que o médico atina que pode ser dispalasia ectodérmica, a mãe e o filho sofrem, alguns chegam a falecer. Hipertremia: aumento de temperatura do corpo. Se fica em lugar quente, enrolado nos paninhos, vai ter hipertermia. Tratou com aparelho, colocou uma prótese parcial removível (estética e conforto mastigatório). Displasia hidrótica: ele transpira. Mas tem ausência múltiplas de dentes. É menos grave, pois esse individuo tem mais conforto ao longo da vida por respirar. Eventualmente não tem cabelo nem dente. Sifilis congênita: leva a alterações no formato principalmente de molares, não vai ter oclusão adequada. Hábitos bucais deletérios: são os fatores etiológicos das más oclusões que podem ser preveníveis. Podemos orientar as mães para que elas consigam eliminar o hábito dos seus filhos. São eles: sucção digital (suga um, dois, três dedos, varia muito): a forma mais comum é o polegar, relaxa, a criança dorme. *A sucção é nata, já chupa o dedo na vida intrauterina dentro do útero, a partir do 7 ou 8º mês. Vai conhecer o mundo através da boca. Criança que chupa o dedo não pode reprimir, as vezes ela tá querendo é carinho e atenção. Conversa com a criança num primeiro momento. Se ela não conseguir deixar o hábito, faz uso de aparelhos, numa segunda fase. Esse habito leva a má oclusão: mordida aberta, dentes projetados, espaçados, a fala também fica prejudicada. Esteticamente é feio. A boca fica aberta, projeta a língua. *Tratamento: banda dos primeiros molares permanentes constrói esse arco e coloca essa grade recordatória (recordar pra criança que ela não deve por o dedo nem deve passar a língua atrás dessa grade, é um limite!). Quando o dedo tocar lá, ela lembra e tira. Se ela não parar de colocar o dedo, ela vai colocar de ladinho, vai se virar! *Essa grade vai até a cervical lingual dos incisivos inferiores, de forma que a língua consiga entrar por baixo. *Após 3 meses da instalação dessa grade, a mordida já fechou. Após 6 meses já tem trespasse vertical, já tem guia incisiva. Pode remover a grade, a criança parou de chupar dedo, não precisa mais da grade.*Essa inclinação desses dentes, chama fase do patinho feio, o canino comprime; sucção de lábio; chupetas; onicofagia (roer unhas); respiração bucal predominante (tem obstrução nasal, ou alguma rinite que respira pela boca predominante, fica com a boca aberta respirando. A boca é o complemente pra passagem de ar, sempre que demanda o ar/oxigênio por 25%, a gente abre a boca, aumenta a pressão sanguínea, aumenta a demanda cardíaca, aumenta a demanda no oxigênio, e aí abre a boca. No repouso temos que estar com a boca fechada, respirando pelo nariz) Interposição lingual atípica: ocorre durante a deglutição ou durante a fala. Habitos bucais, temos a relação: forma x função. Quem tem a forma dos arcos dentários alterados, a função bucal também vai estar. A tendência vai tender a ocupar esses espaços vazios da oclusão. É o fator secundário. Porem a alteração da função, também vai gerar uma alteração no formato da arcada. A língua e musculatura peribucal são formadas por musculo, e consegue mudar o posicionamento do osso, e pode alterar o posicionamento dos dentes. Sucção de Lábio: -O lábio da criança fica hipertônico, a musculatura fica muito forte. Quando se tem este habito inclina os dentes superiores para vestibular, e os inferiores para a lingual, gerando a mordida aberta. Para estes casos utilizamos o aparelho ortopédico chamado Bionator. Respiração bucal predominante – (individuo adulto que teve respiração bucal predominante na fase de crescimento): • Os fatos que ocorrem são: Face entristecida; Incapacidade de fechar o lábio, somente forçando (quando isto ocorre chamamos de selamento labial ativo), isto ocorre devido ao aumento do terço antero inferior da face; Os rebordos alveolares crescem, por isso o paciente fica com a face alongada e, com isso, o paciente fica com dificuldade de selamento labial; O músculo bucinador comprime o arco durante a abertura de boca; O palato fica profundo; Aumenta o espaço funcional livre e o dente vai irrompendo e o osso alveolar vai descendo. Lateralmento o rebordo vai ficar achatado e os dentes inclinam para frente que gera mordida aberta. Este paciente é classificado como classe II divisão 1 por causa da respiração. Ao mesmo tempo que o bucinador esta empurrando o arco dental, a língua não faz força lateral na maxila, então favorece o estreitamento, mordida cruzada e atresia. Pacientes que respiram pela boca dormem mal, ele respira mal. Síndrome do respirador bucal – todo este aspecto facial e funcional do paciente. Individuo mais jovem faz-se uma radiografia para constatar se não tem alterações nas vias aéreas ou se era só hábito. A diferença da mordida aberta por hábito de respirar pela boca ou de interpor língua na fala é que a mordida aberta não é localizada na região anterior, ela se prolonga para a região posterior dos arcos, você vê o início mas não vê o fim. Tratamento: Aparelho recordatório: mesmo tratamento do indivíduo que tem hábito de sucção, colocamos uma grade, só que nessa nós já colocamos com um aparelho ortodôntico fixo, para impedir a língua. Localizou que tem hábito de respirar pela boca, é encaminhado para o otorrino, este ira avaliar as vias aereas, se tem obstrução, se há necessidade de fazer alguma cirurgia de desvio de septo, etc. se não tiver nada disso vai para a fonoaudiologia que vai ensinar o individuo a fechar a boca e respirar pelo nariz, ela vai treinar o paciente. Modificouo padrão respiratório a oclusão vai melhorar. Fatores Locais relacionados diretamente com a Cavidade Bucal: • Relacionados com dentes: 1. Anomalias de número - supranumerários; extranumerários; agenesia (agenesia não é correto, o correto é falar ausência dentaria); hipodontia (poucos dentes ausentes (até 3 ou 4 dentes)); oligodontia (ausência de muitos dentes, mais de 5 ou 10 dentes); anodontia (não tem dentes). Qual a diferença entre Supranumerário e Extranumerário? A diferença é a morfologia. Quando ele tem morfologia semelhante a algum dente do arco é chamado de extranumerário e quando tem morfologia anormal é chamado de supranumerário. Qual dente deve-se manter na cavidade bucal: Primeiramente deve fazer uma radiografia para diagnostico, para que nela possamos observar qual tem uma melhor condição radicular; depois iremos extrair aquele mais perto do problema, porque ira movimentar menos dentes. Então devemos levar em consideração a movimentação ortodôntica e a saúde do elemento dentário. 2. Anomalias de Tamanho: Macrodontias: Localizada: 1 ou 2 dentes estão com tamanho anormal; Generalizada: vários dentes com tamanho anormal; Relativa: o individuo tem dentes grandes porque tem um arco pequeno, alguma coisa alterou o arco. Microdontia: Mesma coisa: Localizada, Generalizada e Relativa. (mesma coisa do anterior). Macrodontia Real:- Dente muito largo: o dente foi desgastado mas ainda assim ficou grande, a gente consegue desgastar o dente até um certo ponto antes de chegar na dentina e também imagina que a raiz desse dente é normal, logo, você não pode desgastar além do volume da raiz, então tem um limite do desgaste. Macrodontia Relativa - a menina tem um arco atrésico e os dentes relativamente grandes. Herdou os dentes grandes do pai e o arco atrésico da mãe, provavelmente associadas a algum tipo de hábito, por isso ficou com o arco atresico. Microdontia Generalizada (dentes são pequenos) e Localizada (dente conóide). Freios e Bridas: Diferença entre estes dois conceitos: Freio está no plano sagital mediano, e brida lateralmente ao plano sagital mediano. São inserções musculares. Temos o freio labial superior, freio labial inferior e freio lingual, e bridas que são inserções musculares laterais. Inserções baixas de freios labiais - verificar a origem dos diastemas, então quando temos a inserção baixa do freio, normalmente teremos a presença de um diastema, mas vamos verificar se esse diastema tem algum outro fator que não seja o freio, que pode ser: presença de supranumerários, mesiodentes, habitos, se é hereditário todo mundo tem um diastema nos incisivos, diastemas é sempre entre os incisivos centrais, na linha media, lateral a linha media denomina-se espaçamento e agenesias. Alguns tipos de Freios Labiais: Ele mostra 3 casos de diastemas que são considerados normais provocados por motivos que não sejam inserção incorreta de freios e 2 casos em que quando se puxa, traciona o lábio cria-se uma isquemia que comprova a inserção baixa de freio, essa é patológica, causando o diastema, neste caso associada a interposição de língua que causou ainda a mordida aberta. Diagnostico: Traciona, verifica se o freio abre em leque e se ele isquemia a papila incisiva. Além disso tem que avaliar radiograficamente, se não tem nenhum dente supranumerários, se não tem agenesias e se não é um diastema genético. ➢ Como fazer a Frenectomia? A melhor época para se fazer a frenectomia é depois que os caninos permanentes irrompem na cavidade bucal, porque se for a fase do “patinho feio” os diastemas irão fechar, mas se for mesmo diastemas devido a inserção baixa de freios, nos vamos colocar o aparelho ortodôntico, fechar o espaço, para só então fazer a frenectomia. O freio labial é uma inserção muscular, inserção muscular ela tem papel importante no crescimento alveolar, se você fizer a frenectomia desnecessária em uma fase precoce você pode estar criando uma hipotonicidade do lábio, criando um sorriso gengivoso. É preciso ter cautela. Faz frenectomia antes da erupção dos caninos somente quando a inserção for muito patogênica, que dificulta a fala e a movimentação. Perda precoce de dentes decíduos gera migração. Os dentes posteriores a perda tendem a migrar para a mesial e os dentes anteriores a perda tendem a migrar para a distal e vai bloquear ou dificultar a erupção dos permanentes. Eventualmente pode causar atraso na erupção, porque quando você extrai um dente, com a sutura você cria uma cicatriz na gengiva dificultando a erupção do permanente que vai vim mais tarde. Espaços na boca geralmente são ocupados pela língua, então, perda de dentes anteriores gera mordida aberta e o hábito de interpor língua, gerando uma mordida aberta verdadeira no futuro. Perda de pontos de contato, migrações dentárias, diminuição do perímetro do arco (relacionadas com perdas superiores), extrusões de antagonistas e instalação de hábitos (relaciona-se a perdas de anteriores), atraso na erupção dos permanentes e problemas psicológicos, então crianças que perdem os dentes pode gerar apelidos e pode ocorrer alterações psicológicas por isso. Perdas de caninos decíduos geram desvios de linha média, então, dependendo do tipo de perda, vai ocorrer a má oclusão. As alterações no perímetro do arco geralmente são relacionadas com perdas posteriores. Perda de caninos decíduos gera perda de linha media. • Perda precoce de dente permante: indivíduo adulto com perda precoce de dente permanente, observa que a inclinação dos dentes posteriores, então o dente vai inclinando para a distal e abre mordida. Mordida aberta com inclinação severa dos dentes tem um prognóstico muito ruim. Para corrigir eu deveria verticalizar o dentes, mas certicalizando essa mordida eu vou piorar a mordida aberta, o caso dela é cirúrgico. Então tem que colocar o aparelho ortodontico, desinclinar os dentes, a mordida aberta vai ficar muito grande, ai vai para a ortognática e faz a redução da altura facial. • Perdeu o primeiro molar permanente muito cedo, os dentes migram até achar estabilidade. • Retenção prolongada de decíduos: quadro de dentes decíduos e os permanentes irrompendo de forma ectópica, por algum motivo não ocorreu a rizólize e isso fez com que o eixo de erupção do permanente desviasse, fazendo com que o dente irrompa fora. Principais causas são a falta de sincronia entre rizólize e rizogênese, anquilose do decíduo, ou as vezes tem retenção por ter ausência do permanente. Consequências: Atraso na erupção dos permanentes e erupção ectópica e modificações no perímetro do arco, migrações e apinhamentos de dentes. Caso de retenção prolongada deve extrai os decíduos. Alguns pacientes, não sabe exatamente por que, os decíduos não reabsorvem adequadamente. • Causas de Erupção tardia dos permanentes: Presença de suprenumerários; Raíz residual de algum dente decíduo; Fibrose gengival: vai estar presente em casos de perde, se tiver que extrair, suturou vai criar uma camada de gengiva muito dura, muito fibrosa, uma camada cicatricial, que eventualmente o dente não consegue romper, é ai que se deve fazer a famosa ulectomia para o dente trespassar; Consequências: Dilacerações radiculares (raiz vai sofrer uma curvatura, pois o ápice está crescendo mas está bloqueado, então ele curva); Migrações dentárias (vai para uma posição ectópica). Posição ectópica e falta de espaço no arco: Dentes mais acometidos: Caninos superiores (últimos dentes superiores); 2º pré molares (últimos dentes inferiores) devido o fato de serem os últimos dentes da série. Os dentes que irromper primeiro vai irromper e vão bloquear o espaço para os que vem depois, caso tenho dificuldade de espaço. Osso alveolar está a 3mm da gengiva - espaço biológico, gengiva é tapete de osso, logo o osso acompanha a gengiva e mantêm o espaço biológico.Isso deve ser preservado. Transposições - mudanças de posição no arco Anquilose - crescimento ósseo ligando a lâmina dura ao cemento alveolar. A região do ligamento periodontal passa a não existir mais. Dente anquilosado não movimenta fisiologicamente e nem induzido (mov. Ortodôntica), nem cresce (não busca a linha de oclusão). Então é fácil identificar um dente decíduo anquilosado, ele vai estar sempre abaixo da linha de oclusão e o permanente, percebe-se que ele está anquilosado pela mudança de cor, de som, e também pela radiografia periapical (não vê a lâmina dura). Dentes mais acometidos: Molares decíduos (pois é o dente que fica mais tempo na boca); Caninos (devido às impacções); Incisivos superiores (pois é o dente mais exposto ao trauma). Envolta da raiz do dente decíduo existe uma camada de cementoblastos e essa camada sofre apoptose, logo, tem uma vida útil limitada. Quando não tem a camada de cementoblastos, o organismos vai reconhecer o dente como osso e vai ocorrer então um processo chamado “TUNOVER” que é a reabsorção e reminieralização do osso e o ligamento periodontal some e o dente fica anquilosado. O osso alveolar do dente anquilosado NÃO CRESCE, o dente vai ficar abaixo da linha de oclusão. A cárie dental é uma causa bastante freqüente das más oclusões. A perda precoce dos dentes vai provocar migrações, inclinações, giroversões e extrusões. Lembre-se que o dente procura sempre um ponto de contato tanto no sentido proximal quanto no antagonista, se faltou esse ponto de contato ele continua migrando, o antagonista vai continuar descendo e as proximais vão migrar tentando preencher aquele espaço. Diminuição do perímetro do arco: Perdeu dentes ocorre apinhamento que gera falta de espaço. Fatores Iatrogênicos: Eventualmente o nosso tratamento ao invés de melhorar, acaba piorando. Próteses mal adaptadas, cirurgias mal feiras, ortodontia e ortopedia mal conduzida, dentística (excesso ou falta de material restaurador). Biogênese da Oclusão • Se vocês tivessem que confeccionar uma prótese total para uma criança de 4 anos e para uma de 15, vocês confeccionariam essa prótese de forma semelhante ou distinta? Seria distinta, seria diferente no tamanho dos dentes, na cor. • Agora, extrapolando mais um pouco, se eu quisesse olhando a parte funcional individualizada das duas crianças, as vias excursivas, eu avaliaria sob os mesmos parâmetros ou sobre parâmetros distintos? Imagine se você fosse fazer um ajuste oclusal numa criança de 4 anos seria a mesma coisa ou diferente? • Imagine que a sua melhor amiga ganhou um filho, e aí você já recebeu todos os indicativos que será o padrinho, o que você vai fazer? Vai visitar e a pessoa pede pra ver se está tudo normal com a criança. O que você olharia e o que seria o normal? Quais as caracteristicas que a criança vai ter a medida que fica mais velha? • Algumas coisas a maioria vai acertar, que é quando nasce o primeiro dente (6 meses), qual dente (incisivo inferior). • Um outro aspecto intrigante é como que os dentes permanentes que são na maioria maiores do que os decíduos assumem posição na cavidade bucal? Nós vamos falar do crescimento num aspecto: nos dentes posteriores, na maxila, tem a posição óssea no túber e na mandíbula tem reabsorção na porção anterior do ramo. Isso significa que muda o tamanho, muda as dimensões. A princípio essas mudanças são sugestivas de uma mudança no sentido de aumento.Tenho que usar o mesmo parametro: se você vai medir por exemplo o arco dentário, você tem que medir na decídua até a distal do segundo molar. E quem corresponde a distal do segundo molar da dentição decídua na dentadura permanente? A mesial do primeiro molar permanente ou a distal do segundo pré. Mas o que aconteceria com a mesma dimensão? Ela é evidentemente de aumento? Então essa aula de hoje é pra que a gente saia daqui sabendo responder essas perguntas que são essenciais pra quem exerce a odontologia, não importa a área de atuação. Essa aula é sobre o desenvolvimento da oclusão desde o período da fecundação até o estabelecimento da dentadura permanente. Fase embriológica O desenvolvimento dos dentes se inicia na sexta semana, então quando a mãe descobre que está grávida, os dentes já estão começando a se formar. Como isso acontece? A gente tem nos tecidos embrionários o ectoderma e ele começa a proliferar. Na medida em que ele vai proliferando ele vai formando um ducto, que é chamado de lâmina dentária. Nessa lamina dentária, em pontos específicos que futuramente serão os dentes, os tecidos começam a se especializarem em tecidos que vão gerar parte dos componentes dos dentes. Esses pontos específicos passam a ser chamados de brotos dentários. Nesses brotos dentários, os tecidos especializados vão gerar os componentes específicos dos dentes (esmalte, dentina, polpa, cemento). Isso acontece de uma forma que se usa o mesênquima como matriz, como sítio do desenvolvimento. Isso se dá por 4 etapas: 1. A primeira fase é quando se inicia no mesênquima a formação do broto dentário (fase de iniciação). 2. Depois acontece a fase em que ele cresce e se desenvolve no mesênquima chamada fase da proliferação. 3. A partir daí esse tecido que proliferou dentro do mesênquima ele começa a especializar em tecidos que vão dar origem a partes distintas dos dentes, passa a ter uma histodiferenciação. 4. Quando ocorre a histodiferenciação, começa a elaboração dos componentes dos dentes que é a fase de aposição. Eu vou ter então, a formação de cada dente e na medida em que se desenvolvem inicia o processo de erupção e vão surgir na cavidade bucal. Todo esse processo acontece tanto pra dente decíduo quanto para dente permanente. O processo se inicia com a formação da coroa e depois que ela está formada começa a formação da raiz que se finaliza com o fechamento do ápice apical. Existem vários trabalhos na literatura que tentaram determinar a época de surgimento dos dentes, considerando o dimorfismo sexual, a idade cronológica e descobriu-se que existe uma variação muito grande. Nós vamos ver que existem crianças com 9 anos já com todos os dentes permanentes na boca e crianças com 13 anos ainda trocando dentes. Entre esses estudos o que apresentou um índice mais positivo foi quando se avaliou época de erupção por estagio radicular. Foi feito um trabalho radiográfico, em vários estágios em crianças e descobriu-se que um dente apresenta 11 estágios de desenvolvimento: - O primeiro estágio foi quando radiografou e não tinha sinal nenhum, não dava nem pra dizer que ali iria existir um dente algum dia. - Numa etapa seguinte era possível ver a presença da cripta que indicava que ali formaria alguma coisa que no mínimo se pareceria com um dente. - A partir daí esse dente iniciava a sua calcificação da parte inicial da coroa, 1/3 de coroa, 2/3 de coroa, coroa quase completa e depois aconteceria a fase progressiva de formação da raiz. O que isso tem haver com o que nos vamos falar? Foi percebido que o estágio de formação do dente tem alta correlação com o seu trajeto de erupção. Percebe-se que somente a partir de um determinado grau de formação do dente é que ele começa a caminhar em direção à cavidade bucal e, ao atingir a cavidade bucal. Ao atingir a cavidade bucal, quando ele entra em oclusão, ele fecha o seu ápice radicular. De uma forma mais especifica conclui-se que um dente inicia o seu caminho em direção à crista óssea quando ele está com a coroa formada e em condições de normalidade (ausencia de perdas precoces) ele atinge a crista óssea quando ele tem metade ou 2/3 da raiz formada. O interesse nessa informação é puramente clinico e pode ser ilustrado com um exemplo especifico: - Paciente com 4 ou 6 anos de idade, perde o 1º molar decíduo. É preciso colocar um mantenedor de espaço ou não? Se você não colocar vai favorecer uma eminente perde de espaço que vai comprometer o espaço do sucessor permanentee vai assumir um papel etiológico de uma má-oclusão, que vai ser causada por você. Como eu definiria se eu preciso ou não colocar um mantenedor de espaço? Considerando a alta correlação entre época de erupção e formação dentária, quem me responderia seria a imagem radiográfica: eu teria que radiografar e avaliar a formação do dente permanente. Se esse dente permanente estivesse terminando de formar a coroa significa que ele nem começou a caminhar em direção à crista óssea, então evidentemente eu preciso de um mantenedor. E mais ainda eu preciso de um mantenedor que não saia porque esse menino vai usar ele por um período muito grande. Se colocar um removível, com 6-8 meses ele já vai estar cansado e vai perder espaço. Agora, se eu avaliar a radiografia e o dente estiver com metade da raiz formada significa que esse dente já está muito próximo da crista óssea alveolar e não há a necessidade de se colocar um mantenedor de espaço. A partir de agora o que vai determinar se vamos colocar ou não um mantenedor de espaço em perdas precoces e do tipo de mantenedor, vai ser a informação que a imagem radiográfica nos dá, porque existe uma alta correlação entre erupção dentária e formação do dente. Formação dos dentes decíduos Ele disse que não gosta muito dessas tabelas de sequência, mas em média o que vai ser observado é o início de erupção dos decíduos em torno dos 6 meses de idades com os dentes inferiores sempre precedendo os dentes superiores: Incisivo central inferior, lateral inferior, central superior, lateral superior, 1º molar inferior, 1º molar superior, canino inferior, canino superior, 2º molar inferior e 2º molar superior. O que causa estranhesa nessa sequência? É o primeiro molar decíduo precedendo o canino decíduo. Essa sequencia ocorre no intervalo entre o 6º mês de vida até o 2º ano e dentro desse intervalo tem como destaque o estabelecimento da primeira dimensão vertical de oclusão. Isso ocorre por volta do 16º e 18º mês de vida ou próximo de 1,5 anos de vida, que é quando eu vou ter a erupção dos 1º molares e depois dos caninos. Qual é a leitura que a natureza faz durante a erupção dos dentes? Vamos tentar ser a cavidade bucal. Então eu vim com o central inferior, lateral, central superior e lateral. Aí era pra vim o canino, só que do ponto de vista funcional quando a criança fecha a boca só toca os incisivos, não tem nenhum apoio posterior. Não tem nenhum estabelecimento de dimensão vertical que vem influenciar na postura de repouso da mandíbula. Em cima dessa deficiência, o que a natureza faz? Ela lança o 1º molar decíduo antes do canino para estabelecer a primeira dimensão. Então foi atendida uma emergência e depois volta a sequencia normal, que é o canino e depois o 2º molar decíduo. Então um dos motivos do 1º molar preceder o canino é pela necessidade funcional de se estabelecer a primeira dimensão vertical. Esses período de 6 meses até dois anos pode variar de criança pra criança, mas quando se tem uma discrepância cronológica que foge muito da média, nesses casos suspeita-se que pode haver algum distúrbio endócrino ou uma alteração genética com repercussão direta sobre a cavidade bucal. (Exemplo, Síndrome de Down em que as erupções são tardias tanto dos decíduos quanto dos permanentes. Outra característica dessa síndrome é que as crianças tendem a ser classe III, e apresentarem mordida cruzada por causa da hipotonia da língua. Essas são características dessa síndrome.) Então se eu tenho a presença de características e a criança ainda não apresenta a dentadura decídua completa até os 3 anos eu posso começar a levantar suspeitas e solicitar uma investigação genética ou hormonal. Crianças com hipertireoidismo, tendem a acelerar o desenvolvimento, crianças com hipotireoidismo tendem a retardam o desenvolvimento não só dos dentes como do próprio crescimento. Voltando ao exemplo inicial, quando nasce uma criança, na visita a mãe pede para dar uma olhada na criança. E aí, quais as características dessa criança? Os recém-nascidos vão ter características que são inerentes deles e fogem da normalidade de uma criança. Uma das características é que os roletes gengivais só se tocam na região posterior, vai ter uma mordida aberta. Essa mordida aberta é uma condição anatômica que favorece a amamentação. Essa condição é importante nesse período, mas obviamente quando a criança deixar de amamentar no seio da mãe ela vai se reestabelecer. Essa mordida aberta não tem relação NENHUMA com a possibilidade vir a ter mordida aberta no futuro. Outra característica é que normalmente nessa fase a mandíbula no sentido ântero-posterior ela se posiciona em média 2,5 mm atrás da maxila, que é uma condição que também favorece a amamentação. Como visto na aula anterior, o crescimento mandibular sempre vai ser após o da maxila na tentativa de reestabelecer a normalidade. Então quando a criança nasce ela não tem queixo. Essa discrepância da mandíbula vai ser corrigida quando se dá a erupção dos 1º molares decíduos (1,5 anos). Se essa mandíbula não zerar esses 2,5 mm os molares vão irromper em classe II (superiores a frente dos inferiores). Então o que essa mandíbula tem que fazer? Zerar essa diferença até o 1º molar entrar em contato, se não corrigir essa criança vai ser classe II. Então essa discrepância tem hora pra corrigir, senão essa criança vai ser classe II. Mandibula é o ultimo osso em relação a maxila a parar de crescer!!! Então esses são os critérios de avaliação do recém-nascido. Como é a dentadura decídua? Voltando a pergunta inicial da prótese total: Se você tivesse que fazer uma prótese total para uma criança de 4 anos quais os cuidados que você teria? Os cuidados que correspondem às características de normalidade. A dentadura decídua tem características próprias que diferem da permanente até no aspecto funcional. Uma das características da dentadura decídua é a inclinação do eixo dos incisivos. Os incisivos decíduos superiores e inferiores não têm nenhuma inclinação de longo eixo, o longo eixo em relação ao plano oclusal e a face é perpendicular. Então quando eu for montar os dentes da prótese total, eu vou pegar os incisivos e não posso inclinar ele nem pra vestibular, nem pra lingual, nem mesial, nem distal, eles se encontram verticalizados, diferente dos incisivos permanentes que tem inclinação pra vestibular. Essa condição não acontece somente com os incisivos e sim com todos os dentes decíduos, nenhum dente tem inclinação. O longo eixo é verticalizado em relação à base e isso provoca algumas diferenças. Isso impede que eu tenha curvas compensatórias (curva de Wilson e Spee). O que é uma curva de Wilson? É uma inclinação presente nos dentes permanentes porque os dentes posteriores tem uma inclinação progressiva para lingual na medida em que se caminha pra região posterior. E por que existe a curva de Spee? Porque os incisivos tem inclinação de longo eixo para a vestibular. Se você colocar todos os dentes exatamente em pé, vai formar uma linha reta ai não vai ter curva de Spee e de Wilson, então essas curvas são consequências das inclinações dos dentes permanentes e como na dentadura decídua não tem inclinação do longo eixo, não tem curvas compensatórias. Outra característica é que dos 3,5 anos aos 5,5 anos não há mudança na largura e nem no comprimento dos arcos, porque não precisa já que nesse período não acontece nada, não vai vim ninguém e quem tinha pra chegar já chegou. Então se não precisa pra que vai crescer? Só cresce a altura do osso alveolar, porque está formando o dente permanente em baixo se não crescer não tem como formar o dente permanente. Então só tem crescimento em altura, isso significa dizer que se você moldar uma criança com 3 anos pra colocar uma placa e ele sumir e voltar 1 ano depois, teoricamente você não precisaria moldar o paciente porque não há alteração dimensional nesse período, então se você fizer a placa é possível que ela váservir. Outra característica da dentadura decídua é que nessa fase aquela mandíbula que no inicio não tinha uma morfologia própria está em fase de implementação, de crescimento e remodelação óssea. Então como isso ainda está em processo de instalação, o plano oclusal praticamente está no nível da ATM que ainda está também em fase de formação. Então nessa fase da dentadura mista há uma relativa proximidade do nivelamento do plano oclusal com a ATM. Como uma pessoa sem curva compensatória e com um certo nivelamento do plano oclusal com a ATM mastiga? Isso tudo significa que a criança não tem guias excursivas. Então você não vai pedir pra criança fazer protusão e lateralidade, porque quando fizer protusão vão tocas os incisivos e todos os dentes, quando fizer lateralidade pro lado direito vai ser em grupo e com toque em todos os dentes em balanceio, porque eles estão todos verticalizados e não tem curvas compensatórias, a articulação está praticamente nivelada com o plano oclusal. Então dentadura decídua não existe guia excursiva. Agora imagine então se eu não tenho guias excursivas e vou mastigar, quando eu faço protusiva tem vários contatos prematuros nos dentes posteriores, quando eu faço lateralidade muitos contatos prematuros no lado de balanceio, como se resolve essa limitação funcional transitória? Uma das características frente a essa limitação dada pela posição verticalizada de todos os dentes - ausência de curvas compensatórias e vias excursivas; e do nivelamento do plano oclusal e ATM é a atrição que está presente nessa dentadura. Então a maioria dos questionamentos das mães é em relação à atrição, pois quando os filhos dormem eles rangem os dentes e isso é normal. O bruxismo se dá quando a atrição fisiológica assume papel patológico. O que não pode ter é um desgaste excessivo, exposição da dentina causando sensibilidade, hipercementose ou mobilidade, aí eu já teria características patológicas. Olhar sempre o nível de desgaste de acordo com a idade, comparando com os dentes permanentes que não devem estar desgastados (6, 7 anos tem nivel de desgastes nos molares deciduos mais acentuado.) A última característica, é que na dentição decídua nos podemos ter crianças com diastemas em todos os dentes e crianças sem nenhum diastema. Uma observação: é muito comum encontrar crianças que tem diastema em todos os dentes e as pessoas dizerem “esse aí nunca vai ter problema de espaço”, como também é comum crianças que não tem espaços entre os dentes e as pessoas dizerem “vai ser difícil caber dente permanente numa boca desse tamanho”. Isso pode ser verdade, mas depende de uma serie de outros fatores, por exemplo, porque que uma criança que não tem espaços entre os dentes não podem ter os dentes permanentes pequenos e um crescimento de arco dentário que compense essa deficiência? Isso pode acontecer, assim como uma criança com diastema generalizado pode ter os dentes muito grandes e mesmo com os diastemas ela vai ter apinhamento. É claro que uma criança que não tem espaço entre os dentes tem mais chance de ter apinhamento, mas não dá pra dizer que isso vai acontecer. A criança que tem diastema generalizado os arcos são chamados de arcos tipo 1 de Baume. Então nós temos os arcos que tem espaços entre os dentes e outros que não tem espaços, que são os arcos tipo 2 de Baume. Os dois são normais, atendem a demanda, só que quando se diz espaços generalizados nós estamos falando de vários espaços, mas há exceções em dois espaços específicos. Um deles é o chamado espaços primatas que no arco superior se localiza na mesial do canino superior. No arco inferior isso se altera, não é mais na mesial do canino e sim na distal. Na dentadura decídua quando eu falo que a criança tem arco tipo 1 ou 2, com ou sem diastema, tem-se as exceções dos espaços primatas que são característicos da dentadura decídua e deveriam existir em todas as pessoas, quem não tem vai ter problema. Porque que no superior é na mesial e no inferior é na distal? Na natureza, tudo que contraria a lógica tem uma explicação. Por que um espaço é na mesial e outro na distal? Porque precisa, tem que ser assim, no arco superior na região de incisivos eu vou precisar de espaço. Se pararmos pra pensar nos decíduos e permanentes, onde existe maior diferença de tamanho são nos incisivos superiores, em que a discrepância é maior. É muita diferença entre um central decíduo e um permanente. Em média o central superior permanente a medida mésio-distal é de 9 mm, o decíduo mede 6,5 mm. O central superior permanente é 1/3 maior que o decíduo e o lateral permanente mede em torno de 6,5 mm o decíduo 5,0 mm. Se você somar essas diferenças dá em torno de 3,8 mm por quadrante de mesial de canino a mesial de canino a diferença é 7,6 mm, 7,6 mm corresponde a um pré-molar. Então eu tenho que arrumar espaço compatível à medida de um pré- molar e a natureza sabendo disso ela já olha e fala “aqui eu vou ter que dar uma mão”, ai ela faz uma reserva de espaço para que quando trocar os incisivos já vai estar ali. Então o diastema na mesial do canino superior, chamado espaço primata superior, ele existe para uma função: fornecer espaço para os incisivos permanentes que são muito maiores do que os decíduos. Por que ele está na mesial? Porque ele está voltado para a área onde vai ficar os incisivos, não faria sentido ele estar na distal do canino se o espaço que está necessitado é na mesial. Então esse espaço está localizado na mesial do canino e serve para o alinhamento dos incisivos superiores. E o inferior? Ele se localiza na distal, se ele está na distal não é para alinhar os incisivos inferiores, porque, apesar de existir diferença de tamanho entre decíduos e permanentes, essa diferença é menor. Quando você soma por quadrante dá 3 mm e multiplicado pelos dois quadrantes dá 6 mm, ainda assim é uma diferença significativa, aqui ainda vai faltar espaço, só que outros fatores serão incumbidos de fornecer esse espaço, não há necessidade de incluir nisso o espaço primata. O espaço primata inferior vai se localizar na distal do canino porque ele vai atuar no estabelecimento da relação molar. Como que o primeiro molar permanente irrompe? Ele vai irromper guiado pela face distal dos primeiros molares decíduos, ele vai vim aqui e vai deslizar nesse sentido, então o guia para a erupção do primeiro molar permanente é a distal do segundo molar decíduo. Significa que esse relação distal dos segundos molares decíduos é que vai determinar momentaneamente a relação do molar, se ele vai ser normal, classe II ou classe III. Então como é essa relação distal que a gente chama de plano terminal? A maioria das pessoas tem o plano terminal que é reto (76%). Se você tem ele reto, o que vai acontecer com o primeiro molar permanente? Explicou: ele ta aqui, o superior tem duas cúspides e o inferior tem três então ele vem... se ele é reto a largura mesio-vestibular é a mesma do superior com o inferior então eles vão ocluir “aqui” e o certo é que a cúspide mesio-vestibular fique no sulco mesio-vestibular do inferior. Então na condição de normalidade todo mundo seria classe II, mas não é o que acontece. Essa cúspide de alguma forma tem que encontrar o sulco mésio-vestibular do inferior. Ai tem-se duas saídas: criar uma força sobrenatural que contrariasse a resultante da mastigação que é pra frente e distalizasse o molar superior, mas isso não vai acontecer, não existe. Você poderia criar condições para que a resultante da mastigação no molar inferior fizesse ele andar pra frente, mesializar que é o que acontece quando perde o primeiro molar, que o segundo molar faz isso. Para isso acontecer precisa de espaço para que o molar possa mesializar e um dos espaços para que isso aconteça vai ser fornecido por esse espaço na distal do canino inferior, chamado espaço primata. Então quando o primeiro molar permanente começar a irromper, pela ação de forcas mastigatórias pra frenteele vai irrompendo e fechando o espaço primata, de forma que aproxime esse sulco mesio-vestibular no nível da cúspide mesio-vestibular do superior, por isso que esse espaço está voltado para a distal. BIOGENESE DA OCLUSAO Em condições normais as cúspides mésiovestibular do primeiro molar superior e inferior ocluiriam de topo. Uma forma de caminhar com esse sulco mesiovestibular pra frente é ocupando o espaço primata. Uma cúspide dessa tem em média 7mm, significa dizer que para o espaço primata resolver esta situação e fazer andar essa quantidade que seria a metade, ele teria que ter uma dimensão de 3,5 mm, mas ele tem 1 mm ou próximo disso. Significa dizer que só ele não consegue levar esta cúspide mésiovestibular para frente. Na verdade se tanto o inferior quanto o superior mesialisarem eu preciso que o inferior mesialise 3,5mm a mais, obviamente então, existem outros fatores que auxiliam nisto ai. FATORES RESPONSÁVEIS PARA O AJUSTE DA RELAÇÃO MOLAR: A combinação desses três fatores permitem com que essa cúspede mesio vestibular possa se posicionar ao nível sulco mesiovestibular superior. 1. Fechamento do espaço primata inferior 2. Crescimento diferencial maxilo-mandibular: Da mesma forma que quando a criança nasceu que a mandíbula chegou a diferença de 2,5mm para que os primeiros molares decíduos ocluissem normalmente, nesta fase a maxila também teve um surto de crescimento, e a mandíbula está em um surto de crescimento compensatório pra alcançar a maxila. Sendo assim, os dentes inferiores que estão posicionados na mandíbula, quando ela cresce, são levados juntamente com ela. 3. Utilização do espaço disponível de Nance: É a diferença da somatória dos diâmetros mésiodistais do canino decíduo, primeiro molar e segundo molar, seja superior ou inferior, em relação aos sucessores permanentes. Normalmente nós temos uma idéia ou tendência a considerar que todo dente permanente é maior do que o decíduo, isso não é verdade. A maioria sim, mas os PM são menores do que os M decíduos, especialmente o 2PM em relação aos 2M decíduos. Quando substitui-se os caninos e molares decíduos pelos sucessores permanentes, tanto no inferior quanto no superior, há uma sobra de espaços. Esses espaços permitem com que os primeiros molares mesializem. Existe algum problema do M superior mesializar? NÃO, desde que a mesialização do inferior seja maior. Então os fatores que permitem o ajuste são: ocupação do espaço primata inferior, crescimento diferencial da mandíbula e o espaço de nance (new way space inferior maior que o new way space superior). Na dentadura mista começa a nascer os dentes permanentes, e tem 3 fases específicas Primeira fase: INICIO: Há erupção dos primeiros molares permanentes e dos incisivos, chamado de primeiro período transitório; Segunda fase: LATENCIA: não tem nenhuma troca, pq os pré- molares e caninos acabaram de formar suas coroas e estão iniciando a fase da raiz, e só vão iniciar o trajeto de erupção quando metade dessa raiz tiver formada (metade a 2/3). Chamado de período intertransitório; Terceiro período: erupção dos dentes que faltam (C e M), quando já estão com a metade da raiz formada. Chamado de segundo período transitório ou segundo período de transição ou de finalização. A partir daí, começa a ter a dentardura permanente. Os 1M permanentes irrompem guiados pela distal dos 2M decíduos. Seguindo esse raciocínio, os 2M permanentes vão ser guiados pela distal dos 1M, e os 3M pela distal dos 2M. Pré-molares se alojam nas raízes dos M decíduos, que guiam seu trajeto de erupção. Os incisivos irrompem pela palatina dos incisivos decíduos, ao irromperem eles são vestibularizados. Têm se então uma diferença da dentadura decídua, os incisivos eram verticalizados e agora vão ter inclinação para a vestibular. O que faz um dente ficar parado é a língua forçando ele (incisivos) pra fora e a bochecha forçando ele pra dentro, sendo as forças antagônicas equivalentes, quando o incisivo irrompe por lingual ele vai receber uma maior força da língua, então a língua se encarrega de dar a inclinação pra vestibular do longo eixo do incisivo. Isso sempre vai ocorrer desde que haja espaço. É muito comum a mãe levar seus filhos ao ortodondista desesperada porque o dente erupcionou por lingual, o que se deve fazer é eliminar a retenção prolongada, às vezes só a face palatina da raiz, e o dente decíduo continua. Ou seja, havendo espaço suficiente, a língua vai se encarregar de resolver. Na primeira parte foi dito que os incisivos apresentam as maiores discrepâncias, principalmente os superiores, de onde vem esses espaços? Eles vem do crescimento na largura. Dos 3,5 amos aos 5,5 não muda nada, só na altura, a partir de então começa a mudar na largura. Junto ao processo de aumento da distância intercaninos, tem a vestibularização dos incisivos até a força da língua equilibrar com o lábio. Se o dente é vestibularizado, gera ganho de espaço. Então o que resolve os 6mm do arco anterior são: crescimento na largura intercaninos e o trajeto de erupção. No arco superior são esses dois fatores acrescidos do espaço primata. A discrepância é de 7,6mm (correspondente a um pré) e no inferior 6mm (correspondente a um incisivo). No arco superior são esses mesmos dois fatores acrescidos do espaço primata. Os incisivos permanentes irrompem guiados pela face palatina dos Incisivos decíduos. A largura entre os caninos pára de aumentar quando os caninos irrompem. A largura que se tem entre caninos quando tem 12 anos, não vai mais aumentar, se tiver que acontecer alguma coisa com ela, ela via é diminuir. Pode ocorrer a diminuição pelos desgastes proximais e por outros fatores. A largura entre os molares é a mesma coisa, pára de aumentar assim que irrompem os terceiros molares, depois disso nunca mais vai aumentar. “Para quem gosta de memorizar” ele aumenta 5mm no canino superior, 4m no molar, 3m no canino inferior e 2 no molar inferior. Algumas dimensões vão sofrer alterações, já vimos que a largura aumenta, outras dimensões que temos é o comprimento do arco dentário (AA?), vai da distal do segundo molar decíduo até as proximais dos incisivos centrais (nos decíduos), para comparar a com a permanente, tem que ter os mesmos parâmetros, então, mede das proximais dos incisivos centrais até a distal do segundo pré, ou mesial do primeiro molar, então esse é o comprimento do arco. Temos também o perímetro do arco, também chamado de circunferência, ela traz a distância la do segundo molar decíduo, caminha pelas cúspides vestibulares, as incisais dos dentes anteriores e vai terminar do outro lado na distal do segundo molar decíduo. Quando for comparar com os permanentes é a mesma coisa, porém começa e terminha da distal do segundo pré. Então, essas são as grandezas que se avaliam nos arcos dentários. Para aumentar o comprimento do arco: vestibularizar os incisivos; distalizar os molares (decíduos) ou segundos prés (permantes), e Para diminuir o comprimento do arco: vertilicaliza os incisivos; mesializa os molares ou prés. O crescimento da largura não tem interferência nenhuma no comprimento. Mas se eu mudar a largura eu mudo a circunferência, se aumentar um o outro aumenta, se diminuir um o outro diminui. O que faz aumentar essa circunferência? Aumento da largura, vestibularização do incisivo, ou distalização do segundo pré. O que faz diminuir? Verticularização do incisivo, ou mesialização do segundo pré No arco superior, em relação ao comprimento do arco decíduo e do permanente, em algumas pessoas aumenta, em outras diminuem e em outras continuam iguais. No arco inferior, em TODAS as pessoas o arco vai DIMINUIR. Ao longo do tempo, existe o contato interproximal dos dentes, e isso gera desgaste. Mas não se observa espaço entre os dentes, isso ocorre porque o componente anterior de forças mastigatórias, que vai mesializar os dentes posteriores. O desgaste interproximal e o componente anterior mastigatóriosão dois fatores que vão influenciar na diminuição do arco ao longo da vida. Os incisivos superiores sofrem uma vestibularização, que vai aumentar o comprimento do arco, em algumas pessoas, o fator de aumento pela inclinação pode ser praticamente o mesmo que os fatores de diminuição. Quando o fator de ganho for maior que o fator de perda o arco aumenta. O espaço primata inferior atua no ajuste do molar, mesializando o primeiro molar permanente, então aqui se tem mais um fator de perda que não tinha na dentadura permanente. Além disso, no arco inferior, ainda tem uma inclinação lingual dos incisivos inferiores. Os incisivos inferiores irrompem por lingual e são vestibularizados, só que na adolescência vai ocorrer um processo de regressão das amígdalas, e ao regredirem vão aumentar o espaço pra língua, então, a pressão da língua sobre os incisivos vai diminuir, ou seja, o incisivo vai sofrer uma ligeira verticalização. Então por esses fatores que quando uma criança tem os pais muito grandes, e tem a tendência de ficar muito grande, isso não vai influenciar no crescimento do arco. O crescimento basal e o crescimento do arco dentário do osso alveolar são totalmente independentes. Quando começou a nascer os incisivos inferior, e já ta com falta de espaço, quando chegar no final da dentadura mista, com a perda do comprimento do arco, vai estar pior. Mas a pessoa cresce e o acontece apinhamento? Sim, porque os crescimentos são independentes. Em relação ao perímetro, ocorre da mesma forma que o comprimento, no arco superior é variável e no inferior diminui. O espaço disponível de Nance, os desgastes interproximais e forças anteriores diminuem o perímetro do arco. O trajeto de erupção do arco aumenta o perímetro. Mas agora além do fator de ganho, tem o crescimento transversal, porém é muito pequeno, e não é capaz de mudar essa variabilidade do perímetro do arco superior. Para o arco inferior, esses fatores mencionados têm o mesmo comportamento, tem os de ganho e os de perda, e aqui normalmente o espaço primata inferior e a inclinação lingual dos incisivos atuam como fator de perda.mTanto o comprimento do arco inferior quanto o perímetro no arco inferior sempre vão DIMINUIR. Então só reforçando, quando eu avalio o comprimento e o perímetro do arco inferior da dentadura decídua para a permanente ele diminui. Qual foi o momento da sua vida que você teve o maior perímetro do arco inferior? Quando tava final da dentadura decídua querendo começar a permanente. Na moldagem que você fez no menino de 6 anos e a que você fez no final da dentadura permanente, se você medir o comprimento e o perímetro tomando as mesma referencias você vai ver que diminuiu. Então se você fizer um aparelho utilizando essas moldagens a tendência é de que o da decídua para a permanente não vai servir, vai ficar largo o aparelho, não vai encaixar. Só no inferior? Sim. No superior as vezes vai encaixar, em outros vai ficar largo e em outros vai ficar apertado, pq vai variar. Mas o importante é a aplicação clínica para que haja a quebra dessa impressão dessa tendência de achar que porque você cresceu o arco seguiu a mesma proporção. Ele seguiu se você considerar o 1º, 2º e o 3º molar mas se você usar o mesmo parâmetro para comparar você perdeu e vai perder o resto da vida pq o desgaste interproximal e a resultante anterior de força vão continuar atuando. Então ai se você medir com 13 anos de idade, dentadura permanente jovem, e depois com 80 voce vai ver que você continuou perdendo. Os caninos permanentes são os dentes que tem o maior trajeto, que percorrem a maior distancia para irromper. Esses dentes são guiados pela distal dos laterais, tanto superior quanto inferior. O canino inferior vem, acha a distal do lateral inferior e sobe. Então a guia para os caninos são as distais dos laterais. Só que tem um problema, no arco superior no caminho do canino tem a cavidade nasal. O canino a hora que ele vem, ele precisa de osso pra percorrer, e nesse trajeto se ele fosse descer verticalizado teria a cavidade nasal. O canino vem na parte óssea e ele vem de lado, tangenciado a cavidade nasal. O canino vai deslizar pela distal do lateral, que é a guia dele. Só que ele está inclinado, quando ele bate no ápice do lateral, ele empurra esse ápice pro plano sagital, daí os laterais e os centrais fazem isso, abrem em leque. Esse posicionamento é chamado de Estágio do patinho feio, pq fica feio. Só que ele continua descendo e aquela força que ele fez no ápice agora caminha em direção a coroa e ai os dentes vão fechando e voltam a ter o espaço que eles tinham no início. Se não tinha fecha tudo, se tinha um pouco fica com aquele pouco dependendo do tamanho do canino. Por isso que muita gente as vezes fazem o reposicionamento do freio, acham que isso é causado pelo freio sendo que não é. Só que a indicação do reposicionamento do freio só justifica se você distender o lábio e tiver isquemia ou tiver limitação da mobilidade do arco interferindo inclusive na fala. Demora cerca de 3 anos para o canino encostar lá em cima e sair “aqui embaixo”. Nessa fase se eu tenho um posicionamento muito adverso o que é possível fazer é só nivelar. Na hora de colar a peça eu tenho que colar até torta pra não mexer na raiz e usar fios finos pra dar liberdade do movimento do processo fisiológico. De preferência não seria oportuno ficar interferindo nessa fase. Então vocês vão ver muito isso, a mãe vai falar pra vocês: nossa parece que os dentes do meu filho tão abrindo, não era assim. Ai você vai explicar que isso aqui ocorre por causa da cavidade nasal mas que é uma fase de normalidade fisiológica. Como seria a erupção dos dentes? O normal na seqüência é o inferior sempre precedendo o superior: Central inf, lateral inf, central sup, lateral sup, 1º molar inf, 1º mol sup. Depois fica faltando caninos e prés. No arco superior o normal é vir canino, 1º pré e 2º pré. E no superior é 1º pré, 2º pré e o canino. Então pra você não esquecer que o canino é o ultimo antes dos 2º molares, lembra que é muito comum as pessoas terem o canino pra fora, aqueles caninos vestíbulos versão apinhados. Pq que acontece isso? Pq ele é o ultimo a chegar, ele fica com o que sobra. Se isso tudo ocorrer de forma agônica, nós vamos ter 3% das pessoas com oclusão perfeita; 27% contendo algum pequeno desvio, um pouquinho de espaço, algum giro no dente mas que embora exista indicação de correção ela não é necessária e 70% vão ter má oclusão. Então a capacidade de interferência desses fatores nós vimos que aqui se discute é 1 mm, 0,7mm, 0,9mm, são migalhas. Então quando você estiver la fazendo uma restauração classe 2 no seu paciente, principalmente na dentadura decídua, se por um acaso você não respeitar o diâmetro mesio distal original do dente, você vai estar tendo uma atuação etiológica significativa para desenvolver uma falta de espaço ou um apinhamento, pq a conta é no ápice, 1,0 mm significa muito no desenvolvimento da oclusão. (pergunta da sala) Voce acha que a maioria dessas má oclusões são por conta de traumas, dessas perdas ou genética? Você tem o fator genético, você tem o fator iatrogênico que eu acho que já foi maior hoje é menor (antigamente os dentistas falavam pra mãe pra que fazer uma pulpectomia, daqui 1 ano já vai trocar o dente.. mas o dente além de um aspecto estético tem um papel de mantenedor de espaço preponderante, decisivo) e outro aspecto que contribui muito hoje em dia é o fator ambiental, por exemplo, os fatores respiratórios tem maior incidência, problemas de deglutição, são os hábitos bucais que tem incidência grande hoje. É esse conjunto de fatores que torna a incidência da má oclusão tão grande. Agora a atuação sobre essa faixa etária, tem que corresponde a esse rigor, se você vai se propor a trabalhar com essa faixa etária você precisa ter rigor. Então que que euto querendo dizer, essa fase de troca é importantíssimo os cuidados, de não perder espaço, de manter integridade, de cuidar do dente decíduo, isso é extremamente importante. E aí nos temos talvez a alteração mais atuante, mais incidente sejam os apinhamentos. Os apinhamentos nós podemos ter 3 tipos: Primário, Secundário e Terciário. O primário é aquele apinhamento que na hora que começa as trocas dos dentes você já detecta, quando começou a nascer o primeiro incisivo central você já viu que não ia ter espaço, então eu detecto logo no começo, fase primária. As causas são hereditárias. O secundário é quando acontece, por exemplo, a erupção correta dos incisivos mas quando chega a hora dos prés e dos caninos o apinhamento aparece. Esse acontece principalmente por característica genética mais uma grande influencia ambiental do dentista não respeitando diâmetro mesio distal, aceitando perda precoce de dentes. Então ele tem ai uma influencia iatrogênica. E o terceiro que é o apinhamento terciário que vai incidir sobre os incisivos e que normalmente acontece por volta dos 16, 18 anos de idade época coincidente com a erupção dos terceiros molares. Só que é possível que o 3º exerça alguma influencia? Não é descartável essa hipótese, mas registra-se que apinhamentos terciários ocorrem em quem não tem terceiros molares também. Extrair os terceiros molares não isenta o paciente de ter apinhamento terciário. Quando extrai o terceiro? Quando não tem espaço, quando não vai irromper, quando tem agenesia do antagonista. Mas qual é o fator que justifica o apinhamento terciário quando não tem o terceiro molar? Crescimento mandibular, quando o primeiro vai nascer a mandíbula está 2,5mm atrás, alcançou para irromper os primeiros molares, na dentadura mista a maxila sai pra frente, a mandíbula alcançou para ajustar os primeiros molares. Depois no surto de crescimento da puberdade a maxila sai na frente, e a mandíbula vem e alcança. Quando é que ela finaliza o alcance? 16 anos na menina, 18 no menino, coincide na época dos 3º molares. E o que que acontece? Imagina que você tem os dentes anteriores ajustados, e essa mandíbula cresce um pouquinho mais pra frente. Quando ela cresce um pouco mais pra frente o incisivo superior vai estatuando como anteparo do inferior, que acontece com o incisivo inferior? Inclina pra lingual. Quando você joga o dente para fora, abre até diastema, o dente anterior movimenta em leque. Se você tiver os contatos interproximais dos dentes serrados e vestibularizados ele apinha. Então esse apinhamento terciário ele é atribuído principalmente ao crescimento residual da mandíbula, no ajuste final do crescimento. SER DIFIODONTE: é um ser que tem duas dentições: ou ela é A ou ela é a B. Ou ela é a decídua ou ela é a permanente. Voce só tem duas dentições, mas você tem três fases de composição dessas dentições. Voce tem uma fase que só existe em dente decíduo, você tem uma outra fase que só existe em dente permanente e você tem uma fase que mescla decíduos e permanentes, mas isso não é uma dentição, isso é uma composição de duas dentições. Então quando a gente menciona dentição só existe a decídua e a permanente. Não existe dentição mista, dentição mista seria uma fase em que os dentes presentes na boca tivessem parte decídua e parte permanente, não existe isso. O que você tem são três fases de composição que são chamados de dentaduras. Então você tem a dentadura decídua, a mista e a permanente mas dente só tem decíduo e permanente. É muito comum a gente fala dentição mista, NÃO existe dentição mista! Existe a decídua ou permanente.