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MUSEUS DIGITAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Escola de ciência da informação Docente: Lorena Tavares Disciplina: Bibliotecas, Arquivos e Museus Digitais Discentes: Camila Roque, Letícia Santos, Paula Igreja e Sarah Vargas 2 “O que é um serviço de informação?” Uma apresentação conceitual 3 “ 4 Segundo AZEVEDO,2001: “Atividade destinada à identificação, aquisição, processamento e transmissão da informação ou de dados a seu fornecimento num produto de informação” (AZEVEDO apud ROZADOS ,2004). Segundo OLIVÉ GARCIA,1999: “ Diferentes formas de oferecer acesso à informação, variando seus atributos de dependência da localização relativa do provedor com respeito ao consumidor e as tecnologias e fontes utilizadas”(OLIVÉ GARCIA apud ROZADOS,2004). “ 5 Segundo FOSKETT (1969): “A função social de um serviço de informação é investigar o que se conhece acerca determinado assunto e proporcionar ao consulente tanta informação quanto seja necessária, a fim de preencher uma lacuna em seu conhecimento”(FOSKETT apud ROZADOS, 2004). De modo geral, o serviço de informação torna a informação disponível para a comunidade através de seus fazeres, como a seleção, aquisição, recuperação, descrição, processamento técnico, difusão... Sobre os museus digitais 6 Linhas gerais ▣ Quanto aos objetivos: - Conservar os itens da coleção; - Maximizar o acesso aos itens; - Maximizar o uso das informações contidas nos itens. ▣ Quanto à função: - Estabelecer contatos efetivos entre as fontes de informação (itens) e os usuários (transmissão e apropriação de conhecimento) ▣ Quanto aos seus componentes: - Entradas: seleção; aquisição; - Organização e controle: registro de identificação/ marcação; - Armazenagem / localização; classificação / catalogação; indexação. 7 Segundo FERREZ (1994,p. 68) MUSEUS DIGITAIS ▣ Um conceito recente, por isso ainda não é definitivo, está em constante reformulação. ▣ Também chamado de museu virtual, museu online, cibermuseu, museu. ▣ Possíveis conceitos: “Uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais compostos de variados suportes que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, possibilita-lhe transcender métodos tradicionais de comunicar e interagir com visitantes...; não há lugar ou espaço físico, seus objetos e as informações relacionadas podem ser disseminados em todo o mundo” (ANDREWS; SCHWEIBENZ, 1998). 8 MUSEUS DIGITAIS “Web museus de arte são sítios construídos e mantidos exclusivamente na Web, destinados a reunir virtualmente e a expor obras de arte geradas originalmente por processo de síntese e por meio de cópias digitais... As características da Internet hoje lhes conferem configuração hipertextual, propiciando a conectividade e ampliando as possibilidades de interação com a obra... Diferem dos museus físicos, ainda pelo seu caráter provisório e não necessariamente institucional, e pela imaterialidade inerente à imagem digital. (LOUREIRO, M.L., 2003, p.178).” 9 Metodologias e estudos de caso 10 Elementos para implementação de um museu digital: ▣ De acordo com Ferreira e Vidotti (2016), para a criação de um museu digital a arquitetura da informação é muito importante para garantia da usabilidade e recuperação da informação, por parte dos usuários, uma vez que uma importante ferramenta de mediação museológica é a organização, que deve possibilitar a compreensão de suas exposições. ▣ Quanto à usabilidade, importam as formas de navegação, busca e acessibilidade para a recuperação da informação. As informações a serem fornecidas devem ser selecionadas, organizadas e representadas de forma eficiente para garantir a recuperabilidade. 11 Museu digital da Universidade do Porto 1. Normalização de procedimentos e de instrumentos para a gestão de coleções e serviços; 2. Normalização da produção, armazenamento, gestão e preservação a longo prazo de conteúdos digitais; 3. Criação de uma plataforma tecnológica (hardware e software) de suporte à constituição de uma rede colaborativa; 4. Concepção, desenvolvimento, implementação e manutenção da interface/portal Museu Digital da U.Porto; 5. Promoção da autossustentabilidade do repositório de informação e do portal digital, (...) processos de produção, desenvolvimento, preservação e comunicação de conteúdos, da meta-informação associada e da plataforma tecnológica no longo prazo. (U.Porto citado por RUA, 2017, p.220)12 Museus Digitais no Brasil 13 Dados estatísticos ▣ 14 15 Infográfico 16 Infográfico 17 MUSEUS DIGITAIS ▣ O termo recente e ainda com dificuldades faz com que não sejam citados os museus digitais nem no site Museus do Brasil nem no Registro de Museus Ibero-americanos. ▣ Entre os museus denominados virtuais,pouco menos da metade se aproxima das definições de museu digital. ▣ Muitos dos museus classificados como virtuais no site Museus do Brasil são apenas uma página de espaços físicos, 23 dos 48 possuem acervo que pode ser acessado virtualmente. 18 Museus Digitais como Serviço de Informação 19 Como os museus digitais podem ser considerados serviços de informação? ▣ Os serviços de informação fazem o tratamento da informação para que essa seja oferecida à comunidade com o objetivo de agregar novos conhecimentos e atender suas necessidades informacionais. ▣ Nesse contexto, os museus digitais oferecem os meios para que o usuário tenha sua demanda respondida. Eles tem como finalidade a preservação e disseminação de sua coleção. 20 Algumas ações : 21 ▣ Políticas de aquisição e incorporação ▣ Delimitação de áreas de interesse ▣ Políticas de acesso ▣ Metodologias de catalogação e descrição ▣ Normalização terminológica ▣ Sistema busca e recuperação dos conteúdos ▣ Formatação de instrumentos de pesquisa ▣ Definição de responsabilidades ▣ Delimitação conceitual dos acervos Museu da Pessoa 22 Justificativa O Museu da Pessoa se propõe a ser um museu colaborativo, responsável por registrar a história de milhares de brasileiros. Dada a relevância de seu trabalho, justifica-se o interesse e a escolha como exemplo de museu digital. Inovação O Museu diferente de outros porque seu principal material de trabalho são fotos e vídeos retratando a vida de brasileiros. Além disso, seu sistema de indexação foi desenvolvido por um mestrando. 23 Sobre o acervo Para a composição do acervo, foram feitos cerca de 80 projetos de memória, com a digitalização de cerca de 60 mil fotos e documentos. Coletadas de 17 mil histórias de brasileiros em entrevistas gravadas em vídeo; Crescimento do acervo através do envio de vídeos narrativos pelos próprios usuários. São disponibilizados histórias, vídeos, áudios e imagens, completos. Estratégias para a recuperação de Informações Licença de Uso do Conteúdo Usuários potenciais Todos que queiram contar sua história pessoal ou estejam pesquisando sobre relatos. 25 Categorização e Classificação da Informação Organização: Histórias e Coleções. Dificuldade de indexar depoimentos de história oral; Indexadores associados a timecodes (trechos) do vídeo, não ao material completo. Arquitetura da Informação Uso de convenções de navegação; Ausência de breadcrumps. 26 Metadados do museu 27 ● Integração através do uso de diferentes padrões de metadados (PLANO-B, 2018): ○ Schema.org (tags que permitem que o site seja encontrado pelos motores de busca); ○ Open Graph (Facebook); ○ NOBRADE (Norma brasileira de descrição arquivística - CONARQ); ○ DCMI (Dublin Core Metadata Initiative). ● Integração com outras plataformas e aplicaçõesatravés de importação e exportação em diferentes formatos. ○ XML; ○ JSON; ○ APIs; ○ relatórios online e XLS. Sistema de gerenciamento de conteúdo: Shiro, da empresa Plano B. Museu de Arte de São Paulo 28 Sobre o acervo O acervo do museu físico é composto por cerca de 10000 peças, abrangendo arte africana, das Américas, asiática, brasileira e europeia, desde a Antiguidade até o século 21, incluindo pinturas, esculturas, desenhos, fotografias e roupas, entre outros. (ACERVO…, 2018). O museu digital disponibiliza ao visitante um recorte de aproximadamente 2 mil obras da coleção. Arquitetura da Informação ▣ A navegação por hipertexto no site é feita através de links e das grandes categorias do site e das classes a que elas estão subordinadas. Esses links dão acesso mais rápido a informações do interesse do usuário e é possível que se volte a página inicial clicando no canto superior esquerdo, no ícone do nome do museu. ▣ Presença de links estruturais, que são “links que apontam sistematicamente a outros níveis da estrutura do site, bem como irmãos e filhos em uma hierarquia” (MEMÓRIA, [201-]). ▣ Quanto às convenções de navegação, os “breadcrumbs", o site não apresenta essa possibilidade. 30 Categorização e Classificação da Informação ▣ As informações são compiladas seguindo critérios de organização que facilitam a navegação dos usuários, eles podem procurar informações por: ▫ Visite ▫ Acervo ▫ Exposições ▫ Mediação ▫ Cursos ▫ Sobre o MASP. 31 Metadados do museu ▣ Usa o padrão de metadados SPECTRUM (Standard Procedures for Collecting Recording Used in Museums) que é um padrão criado pelo MDA (Museum Documentation Association) e que segue a norma SPECTRUM. ▣ Campos de metadados usados pelo MASP: □ Autor □ Dados Biográficos □ Título □ Data da Obra □ Técnica □ Dimensões □ Aquisição □ Designação □ Número de Inventário □ Créditos da fotografia. 32 Licença de Uso do Conteúdo ▣ No site do museu não é explicitada nenhuma licença de uso, no entanto cada obra do acervo possui na sua descrição física um campo chamado “Créditos da fotografia” que traz o nome do autor da fotografia e o campo de “Autor” que traz o nome do autor da obra. Quanto a reprodução e a solicitação das imagens, ela deve ser feita observando a Política de Uso de Imagens que é descrita no Formulário de Requisição. 33 Usuários potenciais O museu tem como usuários potenciais pessoas que se interessam pela arte, sejam eles estudantes, pesquisadores ou o cidadão comum. O site também busca alcançar os visitantes do museu físico que querem conhecer ainda mais o acervo do museu e busca também atrair pessoas para visitarem o museu físico. 34 REFERÊNCIAS SEMINÁRIO SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO EM MUSEUS, 3., 2014, São Paulo, SP).; MARINGELLI, Isabel Cristina Ayres da Silva; OGBECHIE, Sylvester Okwunodu. III Seminário Serviços de Informação em Museus: colecionar e significar : documentação de acervos e seus desafios. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2016. 239 p. PLANO B. Shiro 3.0. [S.l.] : [s.n.], 2018. Disponível em: < http://www.plano-b.com.br/shiro >, acesso em 04 maio 2018. Museus do Brasil. Disponível em: <http://www.museus.gov.br/os-museus/museus-do-brasil/>. Acesso em: 5 Maio 2018 às 20:30. Museus.Disponível em: <http://museus.cultura.gov.br/busca/>. Acesso em: 5 Maio 2018 às 20:35. OLIVÉ GARCÍA,Aleida. Innovaciones en Ciencias de la Información. INFOLAC, v.12,n.1,p. 4- 12, jan./mar. 1999. FOSKETT, D. J. Serviço de informação em bibliotecas. São Paulo, Polígono, 1969. 35 REFERÊNCIAS AZEVEDO,Ana. Serviço de informação. FEUP/MGI,2001. 35 transparências color. Disponível em: <http://www.fe.up.pt/~fsilva/mgi/files/PSI2001apre.ppt>. Acesso em: 3 Maio 2018 às 19:20. ROZADOS , H. B. F. Indicadores como ferramenta para gestão de serviços de informação tecnológica. 2004. 233 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)- Faculdade de Biblioteconomia e Documentação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2004. 36