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Técnica de Kato-Katz 1. Introdução O método de Kato-katz é o procedimento recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) tanto para estudos de diagnósticos individuais como para a pesquisa de medicamentos anti-helmínticos e para estudos epidemiológicos. O método de Kato-katz quantifica uma pequena porção de fezes, combinando um cartão retangular de papelão, com pequeno orifício central e o esfregaço espesso de fezes. O procedimento demonstra possuir excelente sensibilidade e reprodutibilidade. A grande vantagem do método é o uso de significativa porção de fezes (50 a 60mg), a qual é examinada diretamente sem o emprego de outros procedimentos de concentração. No método Kato-katz é obrigatório o uso de amostras fecais frescas ou refrigeradas (por um período de tempo pequeno), não possibilitando o uso de espécimes preservados pelos fixadores tradicionais, os quais promovem liquefação e diluição, possivelmente, as propriedades de clarificação da mistura de glicerina, prejudicando a execução do método. 2. Objetivo Este método é indicado para pesquisa de ovos de S. mansoni, A. lumbricoides, T. trichiura e Ancylostomidae. Cistos de protozoários não são visualizados nessa preparação. Não é possível a execução deste método em fezes diarréicas. 3. Amostra Amostras fecais frescas ou refrigeradas (por um período de tempo pequeno). Não usar fezes preservadas. CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA DISCIPLINA PARASITOLOGIA CLÍNICA PERÍODO 7º PERÍODO ALUNOS ANDERSON OLIVEIRA FRANCIJUNIOR ARAÚJO FACULDADE ANGLO-AMERICANO JOÃO PESSOA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA PARAÍBA 4. Material Espátula de madeira ou plástico Lamínula de celofane molhável de espessura média e 20x26 mm em tamanho Lâmina comum de microscopia (26x76mm) Tela de metal (60 ou 80 malhas) ou de náilon (105 malhas) Cartão retangular (3cm x 4cm 1,37mm) com um orifício central de 6mm de diâmetro Palito de madeira ou de plástico Papel absorvente 5. Reagente Verde de malaquita (Cl 42000) (C23H25N2)2. 3C2H2O4 Fenol fundido a 44ºC (C6H6O) Glicerina (C3H8O3) 6. Método Usar luvas durante todas as etapas do procedimento; Retira-se uma amostra de fezes com auxílio da espátula e colocar sobre um papael absorvente; Coloca-se sobre as fezes a tela de filtro comprimindo-a com a espátula, o que fará com que parte das fezes passe através da malha; Usar a espátula para recolher as fezes que passaram pela malha e depositar no orifício da placa perfurada, que já deverá estar sobre a lâmina de vidro de microscópio; Comprimir as fezes no orifício da placa perfurada até que esteja cheio; Passar a espátula sobre a placa perfurada para retirar o excesso de fezes. Descartar em lixo apropriado a espátula e a tela de filtro; Levantar, inclinando inicialmente uma das extremidades da placa perfurada e retira- la de modo a ficar sobre a lâmina de vidro o cilindro do material fecal. Descartar em lixo apropriado a placa perfurada; Coloca-se a solução do frasco em um recipiente e mergulha as lamínulas nesta solução e deixar embebida na solução previamente por 24 horas; Pegar a lamínula da solução, esperar que escorra o excesso e colocar sobre o cilindro da amostra de fezes, a lamínula pré-colorida; Inverte-se a preparação sobre uma superfície lisa e fazer pressão com o polegar sobre a região onde se encontra a amostra de fezes, de modo que o material se espalhe uniformemente entre a lâmina e lamínula. Evita-se que as fezes extravasem; Deixa-se a preparação em repouso durante 1 hora à temperatura ambiente; Levar a preparação ao microcópio para a observação e contagem de ovos helmintos. Inicialmente em objetiva de 10x e se necessário, usar a objetiva de 40x. 4. Referência DE CARLI, G.A. Parasotologia Clínica – Seleção de Métodos e Técnicas de Laboratório para o diagnóstico das Parasitoses Humanos. 2. Ed. São Paulo: Atheneu, 2008