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VIEIRA, J.R.B. Prof. Dr. José Roberto de Barros Vieira DOUTOR EM CIÊNCIAS MÉDICAS 2016 VIEIRA, J.R.B. Extrator antigo Extratores modernos VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES DENTAIS ALAVANCA ? Diz respeito a uma das ações dos extratores. ELEVADORES ? É impróprio, já que a raiz ou dente seriam elevados só se tratando de dentes inferiores. * EXTRATORES DENTAIS É um instrumento odontológico utilizado em cirurgia bucal, para luxação e extração, de dentes e/ou restos radiculares. VIEIRA, J.R.B. PARTES DO INSTRUMENTO: PARTE PASSIVA = CABO. PORÇÃO INTERMEDIÁRIA = HASTE. PARTE ATIVA = LÂMINA. VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES APICAIS: São mais indicados para luxação do dente e/ou resto radicular , antes da aplicação do fórceps. VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES SELDIN (Ponta de Lança): Mais indicados para extração de raízes. VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES SELDIN (Forma de Flâmula) São fornecidos em par. Mais indicados para restos radiculares que fraturam e permanecem no alvéolo. VIEIRA, J.R.B. EXTRATORES POTTS APICAIS: Indicado para extração de restos radiculares. VIEIRA, J.R.B. INDICAÇÕES PARA OS EXTRATORES DENTAIS: Dentes não irrompidos. Dentes muito cariados. Dentes ectópicos. Dentes com inclinação acentuada. Raízes residuais e/ou fraturadas. Promover a luxação para o fórceps. VIEIRA, J.R.B. COM RELAÇÃO AOS EXTRATORES DENTAIS: São essencialmente o segundo instrumento de escolha para uma extração em relação ao fórceps Dependem dos tecidos circunvizinhos para seu apoio. Não podem ser utilizados em todos os procedimentos de extração. São indicados em situações onde a coroa e/ou raiz do dente não é acessível ao fórceps. Indicados em condições patológicas do dente ou área ao redor, sendo que o extrator causará menos dano que um fórceps. VIEIRA, J.R.B. “Antes de tentar o domínio do uso dos extratores, é necessário ter o total domínio dos fórceps” * O enfatizado hoje em dia é: “O mais simples instrumento, exercendo o mínimo de força” VIEIRA, J.R.B. Princípio mecânico no uso dos extratores dentais: Existem 3 princípios mecânicos nos quais o uso dos extratores dentais são baseados: Princípio de alavanca. Princípio de cunha. Princípio de sarilho VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE ALAVANCA: “Dei-me uma alavanca e um ponto de apoio e moverei o mundo.” (Arquimedes) VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. PRINCÍPIO DE ALAVANCA É o mais freqüente princípio , aplicado ao uso dos extratores O extrator é uma alavanca de primeira classe ou interfixa. Numa alavanca interfixa, a posição do fulcro, está situada entre a potência e a resistência. Vantagem mecânica = braço de potência maior que braço de resistência. VIEIRA, J.R.B. Os extratores com ação de alavanca podem ser usados em: Raízes isoladas, sem ponto de aplicação para os fórceps. Dentes com pequena implantação e sem ponto de aplicação para os fórceps. Dentes retidos após o seccionamento dental. VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE CUNHA “Dois corpos não podem ocupar num mesmo tempo, o mesmo lugar no espaço.” VIEIRA, J.R.B. Alguns extratores são projetados, primeiramente para serem usados como cunha.(retos) A ponta ativa do extrator deve ser inserida entre o septo interdental e o dente ou raiz a extrair. AÇÃO DE CUNHA VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE CUNHA Através de uma pressão exercida sobre o cabo (extrator), ela será inserida entre o alvéolo e o dente, (cunha) ocupando um espaço no alvéolo, VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE CUNHA Obedecendo o princípio dos planos inclinados o extrator é dirigido para baixo (cunha) e o dente é forçado para cima. VIEIRA, J.R.B. Uso dos extratores com ação de cunha: Raízes ou dentes com pequeno suporte ósseo; porém deve ser evitado em restos radiculares de pré-molares e molares superiores. ( acidente – seio maxilar ) Luxação do dente e/ou restos radiculares para a aplicação dos fórceps. VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE SARILHO VIEIRA, J.R.B. AÇÃO DE SARILHO O uso de um extrator, pela rotação ao redor do longo eixo da haste, tem sido apresentado na literatura como sendo uma verdadeira ação de roldana ou de sarilho. VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. * AÇÃO DE SARILHO Normalmente a ação de sarilho não é utilizada separadamente e sim junto à ação de cunha e, algumas vezes, com a de alavanca. VIEIRA, J.R.B. Vantagens mecânicas pelo uso dos extratores: A vantagem mecânica pelo uso de um extrator depende da forma da ação de seu emprego (cunha, sarilho ou alavanca). VIEIRA, J.R.B. A força máxima que um extrator pode gerar depende de muitas variáveis: Comprimento do extrator; Diâmetro do cabo; Comprimento da lâmina; Ângulo da lâmina; Potência muscular do operador; Tipo de empunhadura(palmar, digital). Formato do cabo; Fatores relacionados com o dente e estruturas anexas. VIEIRA, J.R.B. De acordo com ARCHER, em termos de força aplicada e força obtida em um extrator: VIEIRA, J.R.B. “Quanto maior o resultante das forças maior a agressão local durante a extração.” VIEIRA, J.R.B. Um extrator que produza tensão extrema, indica que o extrator lesa os tecidos subjacentes e, em termos práticos, aumenta a necrose tecidual dificultando a reparação tecidual. VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: Devem ser empunhados em posição dígito-palmar, sendo que, para evitar seu deslizamento,o dedo indicador deve repousar sobre a haste. VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: A lâmina de um extrator deve ser aplicada no tecido ósseo entre os dentes, por mesial ou distal ( fulcro – ponto de apoio ) entre o alvéolo do dente a ser extraído e o dente vizinho,( este nunca deve ser usado como fulcro, a não ser em exodontias seriadas ) VIEIRA, J.R.B. extrator ERRO VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: Não usar um dente adjacente como fulcro do extrator, a não ser que tenha de ser avulsionado (extrações múltiplas). VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: Não usar as corticais vestibulares e/ou linguais e/ou palatinas como apoio. ( são finas e não suportam a força – menos resistentes que os dentes, estas fraturam ) VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: Usar sempre os dedos da mão que não empunha o extrator para a proteção das estruturas circunvizinhas e a avaliação tátil dos resultados do trabalho efetuado. VIEIRA, J.R.B. Regras para a utilização dos extratores: Aplicar as forças em ponto bem selecionado, ( fulcro ) de forma progressiva e controlada. VIEIRA, J.R.B. Complicações do uso dos extratores: Fraturas (dentais, óssea ) e quebra do extrator. Luxação (dentes, A.T.M) Esmagamento ósseo. Penetração de dentes e/ou restos radiculares (seio maxilar, vias digestivas, vias aéreas, processos patológicos, cavidade nasal) VIEIRA, J.R.B. VIEIRA, J.R.B. Broca de Zekrya Odontosecção VIEIRA, J.R.B. Cinzel bi-biselado Martelo cirúrgico Odontosecção VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com raízes muito divergentes: Após retalho e ostectomia faz-se o seccionamento de uma das raízes (brocas de baixa rotação, irrigação com soro fisiologico esterelizado ) VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com raízes muito divergentes: Com o auxílio do fórceps 17, faz-se a exodontia da coroa e da raiz que não foi seccionada VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com raízes muito divergentes: Por via do alvéolo vazio fazemos e exodontia da outra raiz através do princípio de sarilho. VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com coroa destruída: Após retalho e ostectomia a broca é utilizada para seccionar as raízes. VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com coroa destruída: Utilizando um extrator angulado com os princípios de cunha e sarilho, fazemos a exodontiade uma das raízes. VIEIRA, J.R.B. Molares inferiores com coroa destruída: Com um outro extrator angulado, via alvéolo vazio, fazemos a exodontia da outra raiz com o princípio da sarilho ( pode-se utilizar o septo intrarradicular como fulcro ) VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com raízes divergentes: Após retalho e ostectomia,que permita que a broca seja usada para separar as raízes vestibulares da coroa do dente. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com raízes divergentes: Um fórceps para molar superior é usado para remover a coroa do dente junto com a raiz palatina. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com raízes divergentes: Um extrator reto é utilizado para luxar as raízes vestibulares e pode ocasionalmente ser usado para extração destas raízes. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com raízes divergentes: Um extrator angulado pode ser utilizado com o princípio de sarilho, via alvéolo vazio para a extração da raiz. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com coroa destruída Após retalho e pequena ostectomia usamos a broca para dividirmos as raízes em 3 raízes independentes. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com coroa destruída Após ter-se luxado as raízes com um extrator reto,uma das raízes vestibulares é extraída com um extrator angulado com os princípios de cunha e rsarilho juntos. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com coroa destruída Um extrator angulado pode ser usado com o princípio de sarilho, via alvéolo vazio. VIEIRA, J.R.B. Molares superiores com coroa destruída Um extrator reto pode ser usado para remover a raiz palatina na direção vestíbulo-oclusal com delicada pressão de deslocamento. VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raiz e ápices radiculares: Quando uma pequena parte (2 a 4mm) do ápice da raiz é fraturada ,um extrator apical pode ser usado para removê-la VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raiz e ápices radiculares: Uma lima endodôntica pode ser inserida dentro do canal com o porta agulha que segura a lima e usando-se o dente adjacente como fulcro (um pedaço de gaze protege o dente). VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raiz e ápices radiculares: Quando uma grande porção de raiz permanece no alvéolo uma broca esférica pode ser usada para fazer um orifício na raiz, utilizando a peça de mão para remover a raiz. VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raiz e ápices radiculares: Técnica aberta: Após retalho e ostectomia vestibular, um extrator reto é utilizado é usado para luxar e remover o resto radicular no sentido vestibular. VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raiz e ápices radiculares: Técnica aberta: A técnica de abrir uma janela no osso para remoção da raiz é indicada quando o osso da crista alveolar vestibular precisa ser mantido, faz-se um retalho triangular. VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raízes e ápices radiculares: Técnica aberta: Em seguida usa-se uma broca para descobrir o ápice da raiz e permitir o acesso necessário para inserção do extrator reto. VIEIRA, J.R.B. Remoção de pequenos fragmentos de raízes e ápices radiculares: Técnica aberta: Um extrator reto é então usado para deslocar o dente para fora do alvéolo. VIEIRA, J.R.B. Cuidado com restos radiculares de pré-molares e molares superiores: Um extrator reto pode ser utilizado como cunha para deslocar a raiz, porém pressões excessivas na direção apical resulta em deslocamento da raiz para locais indesejáveis, como o seio maxilar. * CRITÉRIOS PARA SE DEIXAR FRAGMENTOS RADICULARES: “Mais importante que saber fazer a cirurgia é saber quando não fazer.” VIEIRA, J.R.B. Devem existir 3 condições para uma raiz ser deixada no alvéolo: Fragmentos pequenos,não mais que 5mm. Ausência de infecções. Proximidade com estruturas anatômicas nobres. * Protocolo: Avisar ao paciente e anotar na ficha, com assinatura do paciente; Fazer antibioticoterapia e controle radiográfico. *