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Atlas de Rochas Ornamentais 
da Amazônia Brasileira
Projeto Consolidação e Sustentabilidade da Produção de Rochas para 
Revestimento na Construção Civil da Região Amazônica
Autores
Ivan S. C. Mello
Cid Chiodi Filho
Denize K. Chiodi
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
XI
SUMÁRIO
CAPITULO 1 - CONCEITOS E DEFINIÇÕES 13
1.1 TIPOLOGIA DOS MATERIAIS ROCHOSOS NATURAIS 17
 Rochas Silicáticas (Granitos e Similares) 17
 Rochas Carbonáticas (Mármores, Travertinos e Calcários) 18
 Rochas Silicosas (Quartzitos, Cherts e Similares) 19
 Rochas Síltico-Argilosas Foliadas (Ardósias) 20
 Rochas Ultramáficas (Serpentinitos, Pedra-Sabão e Pedra-Talco) 21
1.2 PROSPECÇÃO E PESQUISA GEOLÓGICA DE JAZIDAS 23
 Programas Exploratórios Regionais 23
 Pesquisa de Detalhe 23
 Avaliação de Reservas 24
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24
CAPITULO 2 - PANORAMA TÉCNICO-ECONÔMICO 25
DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS
2.1 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MUNDIAL E DO MERCADO INTERNACIONAL 27
 Considerações Gerais 27
 Produção Mundial 27
 Mercado Internacional 28
 Principais Exportadores 28
 Principais Importadores 29
 
2.2 SITUAÇÃO BRASILEIRA 30
 Aspectos Setoriais de Interesse 30
 Perfil da Atividade Produtiva 30
 Distribuição da Produção Brasileira 32
 Exportações 32
 Importações 35
 Consumo Interno Aparente 36
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 37
CAPÍTULO 3 - CENÁRIO DA PRODUÇÃO E MERCADO 39
DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA AMAZÔNIA
FONTES DE CONSULTA 45
CAPÍTULO 4 - ROCHAS ORNAMENTAIS E 47
PARA REVESTIMENTO DA AMAZÔNIA
4.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 49
4.2 MÉTODO DE TRABALHO 49
 Seleção de Alvos 50
4.3 CARACTERIZAÇÃO DE ALVOS E OCORRÊNCIAS CADASTRADAS 56
 Amapá 56
 Amazonas 56
 Maranhão 61
 Mato Grosso 64
 Pará 68
 Rondônia 71
 Roraima 76
 Tocantins 76
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
XII
4.4 CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES 82
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 83
 
CAPÍTULO 5 - NECESSIDADES E ESTRATÉGIAS PARA 85
O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PRODUÇÃO
DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA AMAZÔNIA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 93
OUTRAS FONTES DE CONSULTA 93
CAPÍTULO 6 - CATÁLOGO DE ROCHAS ORNAMENTAIS DA AMAZÔNIA 95
AMAPÁ 97
AMAZONAS 105
MARANHÃO 125
MATO GROSSO 133
PARÁ 171
RONDÔNIA 199
RORAIMA 239
TOCANTINS 259
APÊNDICE A - ENSAIOS E NORMAS PARA 281
CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS
FATORES DE DEGRADAÇÃO DOS REVESTIMENTOS 283
 
CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS 283
 Petrografia Microscópica 283
 Índices Físicos - Densidade, Porosidade e Absorção d’Água 284
 Desgaste Amsler 284
 Compressão Uniaxial Simples 284
 Resistência à Tração na Flexão 284
 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 284
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 286
APÊNDICE B - REFERÊNCIAS TECNOLÓGICAS DE ESPECIFICAÇÃO DE 289
ROCHAS ORNAMENTAIS E PARA REVESTIMENTO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 294
APÊNDICE C - USOS RECOMENDADOS PARA OS MATERIAIS CADASTRADOS 295
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Capítulo 1
Conceitos e Definições
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
15
Rochas podem ser definidas como corpos sólidos naturais, 
formados por agregados de um ou mais minerais¹. As rochas 
ornamentais e para revestimento, também designadas 
pedras naturais, rochas lapídeas, rochas dimensionais e 
materiais de cantaria, compreendem os materiais geológicos 
naturais que podem ser extraídos em blocos ou placas, 
cortados em formas variadas e beneficiados por meio de 
esquadrejamento, polimento, lustro, etc. Seus principais 
campos de aplicação incluem tanto o emprego em peças 
isoladas, como esculturas, tampos e pés de mesa, balcões, 
lápides e artefatos de arte funerária em geral, quanto em 
edificações, destacando-se, nesse caso, os revestimentos 
internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas, 
soleiras, etc.
Do ponto de vista geológico, as rochas são enquadradas 
em três grandes grupos genéticos: ígneas, sedimentares e 
metamórficas. As rochas ígneas, ou magmáticas, resultam 
da solidificação de material fundido (magma), em diferentes 
profundidades da crosta terrestre. As rochas sedimentares 
são formadas pela deposição química ou detrítica dos 
produtos da desagregação e erosão de rochas preexistentes, 
transportados e acumulados em bacias deposicionais de 
ambientes subaquáticos (fluviais, lacustres e marinhos) e 
eólicos (subaéreos). Rochas metamórficas são formadas 
pela transformação (metamorfismo) de outras preexistentes, 
normalmente como resultado do aumento da pressão e 
temperatura no ambiente geológico. 
Do ponto de vista comercial, as rochas ornamentais e 
para revestimento são basicamente subdivididas em granitos 
e mármores. Como granitos, enquadram-se, genericamente, 
as rochas silicáticas, enquanto os mármores englobam, 
lato sensu, as rochas carbonáticas. Alguns outros tipos 
litológicos, incluídos no campo das rochas ornamentais são 
os quartzitos, serpentinitos, travertinos, calcários (por vezes 
comercializados como limestones) e ardósias, também muito 
importantes setorialmente.
Granitos, lato sensu, são rochas ígneas, enquanto que os 
mármores são rochas metamórficas de origem sedimentar. 
Travertinos e calcários (limestones) são sedimentares, 
enquanto quartzitos e ardósias são metamórficas, também 
de origem sedimentar. Serpentinitos são rochas metamórficas 
de derivação magmática.
Também do ponto de vista comercial, rochas isótropas (sem 
orientação preferencial dos constituintes mineralógicos) são 
designadas homogêneas (Foto 1.1) e mais empregadas em 
obras de revestimento. Rochas anisótropas, com desenhos 
e orientação mineralógica, são chamadas movimentadas 
(Fotos 1.2 e 1.3) e mais utilizadas em peças isoladas. 
O padrão cromático é o principal atributo considerado 
para qualificação comercial de uma rocha. De acordo 
com as características cromáticas, os materiais são 
Capítulo 1
Conceitos e Definições
Foto 1.1 – Vermelho Brasília (Goiás): granito (biotita granito) 
homogêneo/isótropo.
Foto 1.2 – Porto Rosa (Minas Gerais): granito (anfibólio gnaisse) 
movimentado/anisótropo.
Foto 1.3 – Verde Van Gogh (Minas Gerais): granito (migmatito) 
movimentado, com padrão fantasia.
 ¹ Minerais, por sua vez, são elementos ou compostos químicos cristalizados e formados por processos inorgânicos naturais. A composição química, definida dentro de certos limites, 
propriedades e características próprias atribuem nome a cada tipo mineral, único entre as variedades existentes. Variedades essas que ocorrem de modo mais e menos comum, como 
constituintes dos diversos tipos de rochas.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
16
enquadrados como clássicos, comuns ou excepcionais. Os 
clássicos não sofrem influência de modismos e incluem 
mármores vermelhos, brancos, amarelos e negros, bem 
como granitos brancos, verdes, negros e vermelhos (Fotos 
1.4 e 1.5). Os comuns ou de “batalha”, de largo emprego 
em obras de revestimento, abrangem mármores beges e 
acinzentados, além de granitos acinzentados, rosados e 
amarronzados. Os materiais excepcionais são normalmente 
utilizados para peças isoladas e pequenos revestimentos, 
incluindo mármores azuis, violeta e verdes, além de 
granitos azuis (Fotos 1.6 e 1.7), amarelos, multicores e 
pegmatíticos, estes últimos definindo boa parte dos ora 
designados granitos exóticos (Fotos 1.8 e 1.9).
Os blocos extraídos nas pedreirastêm volume variável 
entre 5m3 e 8m3, podendo atingir, excepcionalmente, 12m3. 
Materiais com alto valor comercial permitem, no entanto, 
o aproveitamento de blocos a partir de 1m3, sobretudo por 
meio da serragem em talha-blocos. As dimensões-padrão 
especificadas para blocos de serragem em teares variam de 
2,4m x 1,2m x 0,6m (1,73m3) a 3,3m x 1,8m x 1,5m (8,9m3).
Os produtos comerciais obtidos a partir da extração de 
blocos e serragem de chapas, que sofrem algum tipo de 
tratamento de superfície (sobretudo polimento e lustro), são 
designados como produtos de acabamento especial (special 
finished products). Tal é o caso dos materiais que, no geral, 
aceitam polimento e recebem calibração, abrangendo os 
mármores, granitos, quartzitos maciços e serpentinitos.
Os produtos comerciais normalmente utilizados com 
superfícies naturais em peças não calibradas, obtidos quase que 
diretamente por delaminação mecânica e esquadrejamento de 
placas, são, por sua vez, designados produtos de acabamento 
simples (simple finished products). Para ilustração, no Brasil, é 
o caso dos produtos de quartzitos foliados (pedra São Tomé, 
pedra Mineira, pedra Goiana, etc.), pedra Cariri (calcários 
placóides), basaltos gaúchos, pedra Paduana ou Miracema 
(gnaisses folhiados), pedra Morisca, dentre outras (Foto 1.10).
Foto 1.4 – Branco Ceará (Ceará): granito (albita granito) branco.
Foto 1.5 – Ouro Brasil / New Venetian Gold (Espírito Santo): 
granito (granito gnaisse) amarelado.
Foto 1.6 – Azul Santa Vitória (Bahia): granito (sodalita sienito) 
azul movimentado.
Foto 1.7 – Blue Valley (Espírito Santo): granito (gnaisse a 
cordierita) azul escuro.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
17
1.1 TIPOLOGIA DOS MATERIAIS ROCHOSOS NATURAIS
 
Rochas Silicáticas (Granitos e Similares)
Para o setor de rochas ornamentais e para revestimento, o 
termo granito designa um amplo conjunto de rochas silicáticas, 
abrangendo monzonitos, granodioritos, charnockitos, 
sienitos, dioritos, diabásios/basaltos e os próprios granitos, 
geradas por fusão parcial ou total de materiais crustais 
preexistentes (Fotos 1.11 e 1.12).
A composição mineralógica desses “granitos” é definida 
por associações muito variáveis de quartzo, feldspato, micas 
(biotita e muscovita), anfibólios (sobretudo hornblenda), 
Foto 1.8 – Mascarello (Minas Gerais): granito (granito 
pegmatóide) exótico “infiltrado”. 
Foto 1.9 – Delicattus (Minas Gerais): granito (pegmatito) exótico 
“feldspatado” .
Foto 1.10 – Pedra Morisca (Piauí): arenito conglomerático 
plaqueado.
Foto 1.11 – Preto Cotaxé (Espírito Santo): granito (gabro norito) 
preto não-absoluto.
Foto 1.12 – Verde Pavão / Green Peacock (Espírito Santo): granito 
(charnockito) verde-escuro.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
18
piroxênios (aegirina, augita e hiperstênio) e olivina. Alguns 
desses constituintes podem estar ausentes em determinadas 
associações mineralógicas. Diversos outros minerais apresentam-
se em proporções bem mais reduzidas, como mineráis acessórios. 
Quartzo, feldspatos, micas e anfibólios são os minerais dominantes 
nas rochas graníticas e granitóides (Fotos 1.13 e 1.14).
A cor negra, variavelmente impregnada na matriz das rochas 
silicáticas, é conferida pelos minerais máficos (silicatos ferro-
magnesianos), sobretudo anfibólio (hornblenda) e mica (biotita), 
chamados, no ambiente produtivo, de “carvão”. Nos granitos 
mais leucocráticos (claros), portanto com menor quantidade de 
minerais ferro-magnesianos, o quartzo e o feldspato compõem, 
em média, entre 85% e 95% da rocha.
A textura das rochas silicáticas é determinada pela granulometria 
e hábito dos cristais, e a estrutura é definida pela distribuição 
desses cristais. Composição, textura e estrutura representam, 
assim, parâmetros de muito interesse para a caracterização de 
granitos e sua distinção dos mármores.
Rochas Carbonáticas (Mármores, Travertinos e 
Calcários)
As principais rochas carbonáticas abrangem calcários 
(limestones) e dolomitos, sendo os mármores seus 
correspondentes metamórficos (Fotos 1.15, 1.16 e 1.17). Os 
calcários são rochas sedimentares compostas principalmente de 
calcita (CaCO3), enquanto dolomitos são também sedimentares 
formadas, sobretudo, por dolomita (CaCO3 .MgCO3).
A maior parte das rochas carbonáticas tem origem 
biológica ou mais propriamente biodetrítica, formando-se em 
ambientes marinhos pela deposição de conchas e esqueletos 
de outros organismos (corais, briozoários, etc.). Essas conchas 
e esqueletos são preservados como fósseis mais e menos 
fragmentados, perfeitamente reconhecíveis nas rochas pouco 
ou não metamorfizadas (Foto 1.18).
Processos deposicionais conduzidos por precipitação 
química e bioquímica direta de carbonatos, em ambientes de 
Foto 1.13 – Café Brasil (Bahia): granito (nefelina sienito) marrom, 
isento de quartzo.
Foto 1.14 – Amazon Star (Rondônia): granito com quartzo 
azulado.
Foto 1.16 – Champagne Veiado (Espírito Santo): mármore de 
massa grossa.
Foto 1.15 – Branco Extra (Espírito Santo): mármore de massa 
grossa.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
19
água-doce (continentais), determinam a formação de rochas 
não-fossilíferas e bastante heterogêneas, como as dos tipos 
travertinos e margas (Foto 1.19).
Rochas carbonáticas representam, assim, materiais 
sedimentares e metassedimentares, constituídos por 50% ou 
mais dos minerais calcita e dolomita. Calcários (Foto 1.20), 
epicalcários e mármores calcíticos contêm calcita predominante, 
enquanto dolomitos, metadolomitos e mármores dolomíticos 
são rochas similares com predominância de dolomita. Impurezas 
comuns incluem argilas, quartzo, micas, anfibólios, matéria 
orgânica/grafitosa e sulfetos. É característica comum uma 
ampla variedade de cores, texturas, desenhos, cristalinidade e 
conteúdo fóssil.
Rochas Silicosas (Quartzitos, Cherts e Similares)
Quartzitos podem ser definidos como rochas metamórficas 
com textura sacaróide, derivadas de sedimentos arenosos, 
formadas por grãos de quartzo recristalizados e envolvidos 
ou não por cimento silicoso (Foto 1.21). Tanto quanto nos 
mármores, a recristalização mineralógica ocorre por efeito 
de pressão e temperatura atuantes sobre os sedimentos 
originais, tornando os quartzitos normalmente mais coesos 
e menos friáveis que os arenitos. Cherts são rochas silicosas, 
tanto microcristalinas quanto criptocristalinas, formadas pela 
precipitação química de sílica (SiO2) em ambientes subaquáticos 
(Fotos 1.22 e 1.23). Silexitos são rochas similares aos cherts, 
também de granulação muito fina (textura afanítica), por vezes 
resultantes de segregações metamórficas e hidrotermais. 
Os minerais acessórios (Fotos 1.24 e 1.25) mais comuns das 
rochas silicosas são as micas (filossilicatos), zircão, magnetita/
ilmenita e hidróxidos de ferro e de manganês. As feições 
estéticas dos quartzitos, sobretudo o padrão cromático, são 
determinadas pelos minerais acessórios.
Quartzitos com pequena participação de filossilicatos 
(normalmente mica branca) não desenvolvem foliação 
Foto 1.17 – Giallo Marfim (Santa Catarina): mármore de massa 
fina desenhado.
Foto 1.18 – Cappadocia (Paraná): mármore fossilífero com 
estromatólitos.
Foto 1.19 – Travertino Bege Bahia (Bahia): estrutura maciça.
Foto 1.20 – Bege Capri (Ceará): calcário plaqueado.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
20
metamórfica e planos preferenciais de partição. Esses 
quartzitos são, portanto, caracterizados como rochas maciças 
de textura sacaróide granoblástica, extraídos como blocos nas 
pedreiras e, posteriormente, serrados em chapas. 
Quando há mais micas isorientadas, os quartzitos desenvolvem 
textura sacaróide granolepidoblástica, com planos preferenciais 
de partição/delaminação aproveitados para extração direta de 
placas no maciço rochoso lavrado (Foto1.26). Vários quartzitos e 
metaconglomerados silicosos (Foto 1.27), que, conforme referido, 
constituem rochas metamórficas de derivação sedimentar, ainda 
são incorretamente chamados de granitos. 
Rochas Síltico-Argilosas Foliadas (Ardósias)
Ardósias são rochas metassedimentares, de baixo grau 
metamórfico, formadas a partir de sequências argilosas e 
síltico-argilosas. A definição científica de ardósia baseia-se, Foto 1.23 – Ônix Bamboo (Tocantins): chert / silexito desenhado.
Foto 1.21 – Green Salmon (Bahia): metarenito bege bandado.
Foto 1.22 – Iron Red (Minas Gerais): quartzito com hematita / 
formação ferrífera bandada / itabirito.
Foto 1.24 – Azul Boquira (Bahia): quartzito maciço com 
dumortierita.
Foto 1.25 – Sauípe (Bahia): quartzito maciço com fuchsita.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
21
entretanto, na presença de planos preferenciais paralelos de 
partição, que proporcionam a “clivagem ardosiana”. 
Os planos de clivagem são formados pela isorientação de 
minerais placóides e prismáticos, compondo uma estrutura 
xistosa comum a boa parte das rochas metamórficas. A 
distinção das ardósias, entre as demais rochas com planos 
preferenciais de clivagem, é determinada por sua granulação 
muito fina e pela maior capacidade de partição em superfícies 
paralelas.
Seus principais constituintes mineralógicos incluem mica-
branca fina (sericita), quartzo, clorita e grafita. Quantidades 
variáveis, em geral acessórias, de carbonato, turmalina, titanita, 
rutilo, feldspato, óxidos de ferro e pirita podem ocorrer.
Sendo essencialmente constituídas por minerais estáveis, 
como o quartzo e filossilicatos (mica e clorita), as ardósias 
são resistentes à meteorização e, por isso, bastante duráveis. 
Algumas impurezas, sobretudo as carbonáticas, podem 
contribuir para a diminuição de durabilidade das ardósias, 
quando atacadas por soluções ácidas.
As variedades existentes são comercialmente tipificadas pela 
cor, anotando-se ardósias cinza, verde, roxa (vinho), preta 
e grafite (Fotos 1.28, 1.29, 1.30 e 1.31). As ardósias de cor 
cinza, preta e grafite podem dar origem à ardósia “ferrugem” 
(Foto 1.32), como resultado da oxidação de finas lamelas 
interestratificadas de pirita (sulfeto de ferro). 
Rochas Ultramáficas (Serpentinitos, Pedra-Sabão e 
Pedra-Talco)
Serpentinito, pedra-sabão e pedra-talco são designações 
técnicas e comerciais, aplicadas para variedades metamórficas 
Foto 1.26 – Pedra São Tomé (Minas Gerais): quartzito foliado 
branco.
Foto 1.27 – Marinace (Bahia): metaconglomerado polimítico 
verde.
Foto 1.28 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e 
cromáticas de ardósia cinza.
Foto 1.29 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e 
cromáticas de ardósia grafite e preta.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
22
de rochas ultramáficas. A constituição mineralógica dessas 
variedades é basicamente definida por serpentina, tremolita/
actinolita, clorita, talco e carbonato, em diversas associações, 
marcadas pela ausência de quartzo e feldspato.
Os serpentinitos têm cor verde-escuro ou vermelho-
escuro (Fotos 1.33 e 1.34), mostram mais resistência à 
abrasão e aceitam polimento, sendo assim utilizados para 
revestimentos. No setor de rochas ornamentais e para 
revestimento, os serpentinitos são comumente tratados 
como mármores verdes (por exemplo, Verde Alpi e Verde 
Guatemala).
A pedra-sabão, um pouco mais macia que os serpentinitos, 
tem coloração cinza-escura e destina-se, sobretudo, à elaboração 
de fornos domésticos, lareiras, pequenos revestimentos, panelas, 
caçarolas, chapas e grelhas para alimentos, além de outros 
usos decorativos. Sua principal característica é aceitar altas 
temperaturas (até 1.500oC) e reter calor, permanecendo aquecida 
por longos períodos. 
Foto 1.30 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e 
cromáticas de ardósia verde.
Foto 1.31 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e 
cromáticas de ardósia vinho/roxa.
Foto 1.32 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e 
cromáticas de ardósia ferrugem/multicolor ou rusty.
Foto 1.33 – Verde Dunito (Goiás): serpentinito.
Foto 1.34 – Rosso Sacramento (Minas Gerais): serpentinito.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
23
A denominada pedra-talco é riscada pela unha e 
untuosa ao tato, exibindo aspecto mosqueado e cores que 
vão do marrom ao esverdeado. É utilizada principalmente 
para a confecção de objetos decorativos, destacando-se a 
arte estatuária.
 
1.2 PROSPECÇÃO E PESQUISA GEOLÓGICA DE 
JAZIDAS
As faixas potenciais e a forma de distribuição das rochas; 
a vocação dos terrenos para ocorrência de materiais 
comuns, clássicos, excepcionais e exóticos; as feições 
estéticas esperadas; o presumível quadro de reservas; as 
perspectivas de alteração estética dos materiais aplicados; 
a dimensão dos blocos lavráveis; e o próprio método 
mais recomendado de lavra, entre outros parâmetros de 
interesse, podem ser inferidos por meio de condicionantes 
geológicas regionais e locais. 
Tanto em programas exploratórios regionais quanto 
na pesquisa de detalhe, os levantamentos geológicos 
são orientados para a definição de bons materiais, 
em condições físicas e quantidades apropriadas para 
exploração. Todos os fatores interferentes negativos, para 
a qualificação de materiais, devem ser cuidadosamente 
avaliados antes de se atribuir favorabilidade a uma região 
ou alvo específico.
Programas Exploratórios Regionais 
Em âmbito regional, a simples distinção dos ambientes 
geológicos e dos domínios geotectônicos permite fixar bases 
previsionais para diferentes tipos de rochas. A coloração 
azul, por exemplo, muito valorizada comercialmente, é 
devida à presença de minerais como sodalita (em intrusões 
e complexos alcalinos, sobretudo sieníticos), dumortierita 
(em quartzitos), cordierita (em gnaisses) e quartzo 
azulado (em rochas vulcânicas, subvulcânicas e graníticas 
ácidas, associadas a ambientes de alta pressão). As rochas 
portadoras desses minerais estão, via de regra, associadas a 
ambientes específicos, caracterizáveis em mapas geológicos 
para efeito de prospecção.
Da mesma forma, os granitos movimentados e 
desenhados, com padrão fantasia, representam expressão 
de rochas gnáissico-migmatíticas, devendo ser assim 
procurados em faixas antigas de embasamento cristalino. 
Os granitos homogêneos, não movimentados, associam-se 
a corpos intrusivos com formas elípticas ou arredondadas, 
mais ou menos bem delimitadas no terreno, rastreáveis 
em fotos aéreas convencionais e imagens de satélite, por 
meio de estruturas circulares/semicirculares. Em muitos 
casos, assinaturas aerogeofísicas gamaespectrométricas 
(canais de U, Th, K, relações U/Th, Th/K e contagem total), 
além de composições coloridas falsa-cor de imagens de 
satélite, podem compor padrões amostrais de interesse 
para prospecção.
Para os mármores, algumas condicionantes geológicas 
importantes podem ser também mencionadas: 
• estruturas organógenas, do tipo estromatólito, que 
são, no Brasil, geneticamente associadas a paleoambientes 
específicos das faixas de dobramento proterozóicas 
portadoras de sequências carbonáticas, definem padrões 
estéticos movimentados e muito apreciados no mercado; 
• concentrações de matéria orgânica e outras impurezas 
contidas em sequências carbonáticas podem dar origem a 
mármores negros e com outros padrões cromáticos muito 
valorizados comercialmente;
• a massa fina de alguns mármores, como, por exemplo, 
daqueles explorados na região de Carrara, na Itália, parece 
ser mais característica dos materiais dolomíticos do que dos 
materiais calcíticos, pois estes últimos mostram tendência 
à recristalização, com aumento de grãos minerais durante 
o metamorfismo; e
• as rochas carbonáticas de caráter dolomítico são 
mais competentes que ascalcíticas durante os processos 
de deformação que acompanham o metamorfismo. Essa 
característica física implica o quebramento e a formação de 
veios, do tipo Arabescato, nos mármores dolomíticos, e em 
dobramento, nos mármores calcíticos. 
Todos os parâmetros mencionados, tanto para mármores 
quanto para granitos, podem ser geologicamente 
discriminados e utilizados nas campanhas de avaliação 
regional, representando guias prospectivos de interesse 
para materiais com algumas características estéticas 
desejáveis.
Programas exploratórios regionais constituem, assim, 
principalmente em áreas mais ínvias e geologicamente 
ainda pouco conhecidas, importante ferramenta para o 
desenvolvimento do setor de rochas ornamentais. Seus 
objetivos e a execução revestem-se de caráter institucional 
sendo, por isso, recomendados como ação governamental.
Pesquisa de Detalhe
Os objetivos da pesquisa de detalhe estão relacionados à 
qualificação dos materiais e à viabilização da lavra, sobretudo 
em maciços rochosos. Os trabalhos necessários envolvem 
reconhecimento e amostragem das variedades litológicas 
aflorantes, caracterização petrográfica de rochas selecionadas, 
tipificação e caracterização comercial dos materiais priorizados, 
cálculo aproximado de reservas, indicação de métodos de 
lavra, testes de serragem e polimento, bem como avaliação de 
mercado e divulgação comercial dos materiais selecionados. 
As variedades litológicas aflorantes devem ser avaliadas, 
priorizando-se as feições estruturais, composicionais e 
fisiográficas do maciço. Diferenciações litológicas muito 
acentuadas ocasionam problemas na tipificação comercial 
dos materiais, podendo dificultar a garantia de suprimento 
de padrões estéticos homogêneos. A capa de intemperismo 
pode ter espessura variável e produz alterações cromáticas, 
principalmente em granitos, merecendo por isso algum tipo 
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
24
de verificação no terreno. A dimensão de blocos e matacões 
em superfície fornece uma noção preliminar sobre o grau 
de fraturamento do maciço, permitindo assim inferências a 
respeito do tipo de lavra e dimensão dos blocos lavráveis.
Amostras de pequeno volume coletadas em superfície, 
selecionadas e representativas, sem restrições estruturais 
e composicionais, devem ser utilizadas para a elaboração 
de placas de mostruário. Materiais que apresentarem bons 
resultados (fechamento, brilho, espelhamento, padrão 
cromático e desenho) podem ser submetidos a ensaios de 
caracterização tecnológica, a fim de definir sua adequação a 
padrões normatizados. 
Testes de serragem e polimento devem ser efetuados, com 
os materiais selecionados, em blocos de dimensões exigidas 
para o beneficiamento industrial (serragem em teares ou talha-
bloco e lustração das chapas em politrizes-padrão). Esses testes 
dependem de uma lavra-piloto e são efetuados mediante a 
efetiva caracterização de materiais com boa qualidade, que 
mostrem quantidade adequada para a lavra.
A lavra-piloto ou experimental é de fundamental importância 
para a conclusão da pesquisa de detalhe, da caracterização 
da jazida e do teste de mercado dos materiais. Com a lavra 
experimental, são determinados os índices esperados de 
recuperação na lavra final e definida a viabilidade econômica do 
empreendimento mineiro. Muitas vezes, a recuperação próxima 
à capa de alteração do maciço não reflete a realidade do corpo 
rochoso subjacente, sendo necessária a abertura de bancadas 
e, portanto, a remoção de volume mais considerável de estéril. 
Avaliação de Reservas 
Para a determinação preliminar e expedita de reservas, 
efetua-se o cálculo do volume da frente considerada, por 
meio da simulação de figuras geométricas (em relevos 
alongados) ou de seções transversais com bancadas 
hipotéticas (em relevos abobadados). Do volume calculado, 
subtrai-se 20% correspondentes a capeamentos de solo e 
imperfeições do relevo; do restante, subtrai-se 50% relativos 
a perdas presumíveis na lavra, estimando-se assim a reserva 
potencial teoricamente explotável. 
Como materiais aproveitados em volume, pequenas 
reservas de rochas ornamentais permitem longos períodos 
de exploração. Por exemplo, um maciço com apenas 
100m x 100m x 50m, desmontado a uma razão de 
1.000 m3/mês, tem reservas suficientes para 42 anos de 
atividade. Com uma taxa de recuperação de 50%, a lavra 
desse maciço permitirá a produção de 7,5 milhões m2 de 
chapas, durante a vida útil do empreendimento. 
Mais do que pela exaustão de suas reservas, um 
jazimento, ou pedreira, como o antes referido, encerrará suas 
atividades pela saturação de mercado do material extraído. 
A quantidade de reservas não é assim tão importante 
como a sua qualidade. Ao contrário das commodities 
minerais metálicas, no setor de rochas pode-se dispensar 
o atributo quantitativo como vetor principal de valorização 
ou valoração das jazidas. Isto é verdadeiro tanto para um 
jazimento específico quanto para o quadro de reservas de 
um país ou região, não fazendo muito sentido referir que 
essas reservas são suficientes para centenas ou milhares de 
anos de explotação.
Assim, é o mercado que quase invariavelmente determina 
o encerramento das atividades de uma pedreira ou polo 
produtor, não a exaustão de suas reservas. Mesmo nos 
materiais pegmatíticos exóticos, em que os corpos são 
relativamente pequenos e as reservas naturalmente reduzidas, 
a lavra não é normalmente paralisada pelo esgotamento da 
jazida, mas pelo deslocamento da empresa extratora para 
outras frentes com novos materiais. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHIODI FILHO, C. Aspectos técnicos e econômicos do 
setor de rochas ornamentais. Rio de Janeiro: CNPq/Cetem, 
1995. 75 p. Série Estudos e Documentos, 28.
CHIODI FILHO, Cid, RODRIGUES, E. de P. Guia de aplicação 
de rochas em revestimentos. São Paulo: Abirochas, 2009. 
160 p.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Capítulo 2
Panorama Técnico-Econômico do
Setor de Rochas Ornamentais
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
27
2.1 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MUNDIAL E DO 
MERCADO INTERNACIONAL 
Considerações Gerais
A produção mundial noticiada de rochas ornamentais e 
para revestimento evoluiu de 1,8 milhão t/ano, na década 
de 1920, para um patamar atual de 105 milhões t/ano. 
Cerca de 41 milhões t de rochas brutas e beneficiadas 
foram comercializadas no mercado internacional, em 2009¹, 
destacando-se que o notável crescimento do intercâmbio 
mundial caracterizou as décadas de 1980 e 1990 como a 
“nova idade da pedra” e, o próprio setor de rochas, como 
uma das mais importantes áreas emergentes de negócios 
mineroindustriais. Em âmbito mundial, estima-se que o 
setor de rochas esteja atualmente movimentando transações 
comerciais de US$ 100-120 bilhões/ano.
Uma condicionante setorial relevante é o cada vez mais 
intenso controle ambiental das atividades produtivas, 
determinante para a necessidade de conservação de energia e a 
extração e o uso otimizados de matérias-primas. Cresce, assim, 
a oferta e demanda de tecnologias limpas para atividades 
extrativas e industriais; a elaboração de chapas mais delgadas 
para revestimentos em geral; e a oferta de materiais artificiais 
aglomerados, importantes para o aproveitamento de rejeitos e 
melhoria dos índices de recuperação na lavra e beneficiamento.
As projeções de consumo/produção e intercâmbio mundial, 
das matérias-primas minerais para construção civil, não 
apontam mudanças de paradigmas, sugerindo a manutenção 
da tendência de crescimento da demanda dos materiais 
rochosos naturais para revestimento. Estima-se que, no ano de 
2025, a produção mundial de rochas ornamentais ultrapassará 
a casa dos 400 milhões t, correspondentes a quase 5 bilhões 
m² equivalentes/ano, multiplicando-se por cinco o volume físico 
das transações internacionais anteo patamar de 2006 (Figura 2.1).
Produção Mundial
Segundo MONTANI (2010), a produção mundial estimada 
de rochas ornamentais, no ano de 2009, totalizou 104,5 
milhões t, correspondentes a cerca de 1,14 bilhões m² 
equivalentes de chapas com 2 cm de espessura. Essa produção 
envolveu 60,9 milhões t (58,2%) de rochas carbonáticas, 38,0 
milhões t (36,4%) de rochas silicáticas e 5,7 milhões t (5,4%) 
de ardósias e outras rochas xistosas (Tabela 2.1).
Como resultado do desenvolvimento de tecnologias mais 
adequadas para lavra e beneficiamento de materiais duros, a 
participação das rochas silicáticas no total da produção evoluiu 
de 10%, na década de 1920, para o patamar atual de quase 
40%. Um dos principais responsáveis por esse crescimento foi, 
sem dúvida, o Brasil, que, a partir da década de 1980, colocou 
centenas de novos granitos no mercado internacional.
A China foi a maior produtora mundial, em 2009, com 
31,0 milhões t. O segundo maior produtor mundial foi a 
Índia, com 13,2 milhões t. Seguem, com produção entre 
7,0-8,0 milhões t, o Brasil, a Turquia e a Itália. 
Figura 2.1 - Evolução e projeção da produção e do intercâmbio mundial de rochas ornamentais e para revestimento (2000-2025).
Fonte: MONTANI, 2007.
Capítulo 2
Panorama Técnico-Econômico do Setor de Rochas Ornamentais
1 As informações disponíveis sobre o mercado internacional, quando da elaboração deste texto (novembro/2010), são referentes ao ano de 2009 e devidas a MONTANI (2010).
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
28
Ao longo da década de 2000, cresceu significativamente a 
produção de países extra-europeus, caso da China, Índia, Irã, 
Turquia e Brasil, enquanto permaneceu inalterada, ou até com 
leve declínio, a produção dos players europeus tradicionais, 
como a Itália, Espanha, Portugal e Grécia.
Mercado Internacional
A evolução recente do mercado internacional é mostrada na 
Tabela 2.2, em que se observa o aumento da participação das 
rochas processadas especiais (posição NCM2 6802) no total do 
volume físico comercializado. A maior parte dessa expansão 
está sendo canalizada pela China e Turquia, atualmente os 
maiores exportadores de rochas processadas (vide Figura 
2.3). A redução do volume físico do comércio internacional, 
em 2008, foi a primeira registrada desde o início formal da 
tabulação de dados mundiais, na década de 1970. 
Principais Exportadores
A China foi responsável por 28,6% do total do volume 
físico das exportações mundiais de rochas ornamentais em 
2009 (Tabela 2.3), tendo-se, na sequência, a Índia (12,9%), 
a Turquia (11,9%), a Itália (6,9%), o Egito (4,8%), a Espanha 
(4,8%) e o Brasil (4,1%). 
Mais especificamente, em 2009, o Brasil foi o segundo maior 
exportador de rochas silicáticas brutas (código NCM 2516), 
representadas por blocos de granito; o quinto maior exportador 
de rochas processadas especiais (código NCM 6802), relativas, 
sobretudo, a chapas polidas de granito; o terceiro maior 
exportador de produtos de ardósia (código NCM 6803), atrás 
da Espanha e China; e o sétimo maior exportador de rochas 
processadas simples (código NCM 6801), representadas, no 
caso brasileiro, quase que essencialmente por produtos de 
quartzitos foliados (pedras do tipo São Tomé). 
ANO
MÁRMORES GRANITOS ARDÓSIAS TOTAL
1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t
1926 1.175 65,6 175 9,8 440 24,6 1.790
1976 13.600 76,4 3.400 19,1 800 4,5 17.800
1986 13.130 60,5 7.385 34,0 1.195 5,5 21.710
1996 26.450 56,9 17.625 37,9 2.425 5,2 46.500
1998 29.400 57,6 19.000 37,3 2.600 5,1 51.000
2000 34.500 57,8 21.700 36,3 3.450 5,9 59.650
2002 39.000 57,8 25.000 37,0 3.500 5,2 67.500
2004 43.750 53,9 33.000 40,6 4.500 5,5 81.250
2006 53.350 57,5 34.800 37,5 4.600 5,0 92.750
2008 61.000 58,0 38.300 36,5 5.700 5,5 105.000
2009 60.850 58,2 38.000 36,4 5.650 5,4 104.500
Fonte: compilado a partir dos dados de MONTANI (2010).
Tabela 2.1 
Produção Mundial de Rochas Ornamentais - Perfil Histórico.
Tabela 2.2 
Evolução do Mercado Internacional de Rochas Ornamentais e para Revestimento (2005-2009).
PRODUTOS /
CÓDIGO NCM
2005 2006 2007 2008 2009
1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t %
RSB 2516 10.266 28,5 10.562 25,5 11.429 24,7 10.816 23,9 8.909 21,7
RCB 2515 6.265 17,4 7.495 18,1 8.271 17,9 9.384 20,8 9.466 23,0
RPE 6802 14.582 40,4 18.138 43,8 21.150 45,8 19.791 43,8 18.199 44,3
RPS 6801 3.689 10,2 3.804 9,2 3.814 8,2 3.702 8,2 3.262 8,0
PA 6803 1.256 3,5 1.369 3,3 1.568 3,4 1.500 3,3 1.242 3,0
Total 36.058 100 41.368 100 46.232 100 45.193 100 41.078 100
RSB – rochas silicáticas brutas; RCB – rochas carbonáticas brutas; RPE – rochas processadas especiais; RPS – rochas processadas simples; 
PA – produtos de ardósia. 
Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010). 
2 Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) é um sistema harmonizado, de codificação e classificação de mercadorias para comércio internacional, aplicado pelos países desse bloco 
econômico.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
29
Principais Importadores
Na Tabela 2.4, são mostrados os 12 maiores importadores 
mundiais, responsáveis por 60,6% do total das importações 
efetuadas em 2009, o que revela a concentração de vendas em 
poucos mercados.
Existem, no caso, três perfis de mercados ou países 
importadores: 
a) países principalmente importadores de rochas brutas, que 
as beneficiam para atendimento do mercado doméstico e para 
exportações, como, por exemplo, a China e Itália. Esses países 
são também, invariavelmente, grandes produtores;
b) países importadores de rochas brutas e processadas, 
basicamente para atendimento do mercado doméstico como, 
por exemplo, o Reino Unido, Taiwan e a Alemanha. Esses países 
são, normalmente, produtores pouco expressivos; 
c) países principalmente importadores de rochas 
processadas, para atendimento do mercado doméstico 
como, por exemplo, o Japão, os EUA e a Coréia do 
Sul. Esses países, da mesma forma, são produtores e 
exportadores pouco expressivos.
A China foi a maior importadora mundial, em 2009, 
praticamente só adquirindo rochas brutas. Em segundo 
lugar ficaram os EUA, país importador quase só de 
rochas processadas. A variação anual registrada entre 
os anos de 2005 e 2007 traduziu o aquecimento da 
economia mundial e a pressão de demanda exercida 
por determinados mercados imobiliários, como os da 
China, dos EUA, do Golfo Pérsico e de alguns países da 
Europa. Com a mudança do cenário internacional, tanto o 
mercado americano, quanto outros importantes mercados 
importadores, sofreram retração em 2008 e 2009.
Tabela 2.3 
Principais Países Exportadores de Rochas Ornamentais - Evolução do Volume Físico e Participação Porcentual no Total Mundial 
(2005-2009).
PAÍSES
2005 2006 2007 2008 2009
1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t %
China 8.896 24,7 10.338 25,0 11.533 25,0 11.793 26,1 11.733 28,6
Índia 4.044 11,2 4.522 10,9 5.571 12,1 5.426 12,0 5.311 12,9
Turquia 3.045 8,4 4.041 9,8 4.736 10,2 4.886 10,8 4.868 11,9
Itália 3.122 8,7 3.261 7,9 3.342 7,2 3.154 7,0 2.835 6,9
Espanha 2.442 6,8 2.403 5,8 2.635 5,7 2.445 5,4 1.968 4,8
Egito 972 2,7 1.094 2,6 1.330 2,9 2.085 4,6 1.973 4,8
Brasil 2.157 6,0 2.536 6,1 2.475 5,4 1.990 4,4 1.673 4,1
Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010).
Tabela 2.4 
Principais Importadores Mundiais de Rochas Ornamentais – Volume Físico (2005-2009).
PAÍSES
2005 2006 2007 2008 2009
1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t %
China 4.554 12,6 6.007 14,5 7.245 15,7 8.207 18,2 8.166 19,9
EUA 3.727 10,3 4.943 11,9 5.277 11,4 3.956 8,8 3.147 7,7
Itália 2.483 6,9 2.738 6,6 2.655 5,7 2.307 5,1 1.594 3,9
Taiwan 1.896 5,3 1.931 4,7 1.608 3,5 1.484 3,3 1.312 3,2
Coréia do Sul 1.833 5,1 2.110 5,1 2.526 5,5 2.528 5,6 2.470 6,0
Alemanha 1.795 5,0 2.407 5,8 2.596 5,6 2.098 4,6 1.967 4,8
Japão1.735 4,8 1.563 3,8 1.459 3,2 1.238 2,7 1.223 3,0
Espanha 1.430 4,0 1.573 3,8 1.653 3,6 1.273 2,8 858 2,1
Holanda 1.308 3,6 1.3012 3,2 1.226 2,7 1.199 2,7 903 2,2
Bélgica 1.115 3,1 1.415 3,4 1.453 3,1 1.177 2,6 1.091 2,7
França 1.093 3,0 1.340 3,2 1.331 2,9 1.286 2,8 1.095 2,7
Reino Unido 994 2,8 1.336 3,2 1.387 3,0 1.185 2,6 991 2,4
Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010).
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
30
2.2 SITUAÇÃO BRASILEIRA
Aspectos Setoriais de Interesse
Os produtos comerciais do setor de rochas ornamentais, 
incluindo blocos, não devem ser entendidos e tratados como 
commodities, mas sim como specialties ou manufaturas. 
A garantia de mercado, que traduz a efetiva capacidade de 
comercialização dos produtos do setor, é assim tão importante 
quanto a garantia de produção e beneficiamento de suas 
matérias-primas.
O setor de rochas é fundamentalmente integrado 
por micro e pequenas empresas3 de lavra (mineradoras), 
beneficiamento (serrarias), acabamento (marmorarias) e 
serviços, cuja realidade é muito distinta das grandes empresas 
do setor mineral. As micro e pequenas empresas brasileiras 
ainda não têm suas necessidades bem atendidas e entendidas 
pelos programas governamentais de fomento, que são 
tradicionalmente mais focados e dirigidos para as grandes 
empresas e projetos mineroindustriais de commodities. 
Pelo exemplo que se tem do Estado do Espírito Santo, a 
estruturação de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) é um dos 
elementos mais importantes para o desenvolvimento do setor 
de rochas no Brasil. Essa estruturação depende, entre outras 
coisas, da verticalização da atividade produtiva, com lavra e 
beneficiamento das matérias-primas de interesse comercial. O 
fortalecimento dos APL’s só é dinamizado mediante concessão 
de incentivos fiscais e tributários, como base para atração de 
empreendimentos e desoneração da produção. 
São tecnicamente conhecidas as diversas possibilidades de 
aproveitamento de rejeitos/resíduos de rochas ornamentais 
como matéria-prima de uso industrial. É preciso promover a 
aproximação entre as indústrias potencialmente consumidoras 
desses resíduos e os possíveis fornecedores, em um trabalho 
conhecido como simbiose industrial. 
Em função da crise econômica internacional instalada em 
2008, barreiras tarifárias e, sobretudo, não tarifárias têm 
sido cada vez mais utilizadas como mecanismo de proteção 
de mercados. Constituem exemplos as taxas de importação 
mantidas pela China, já antes de 2008, para produtos 
acabados e semiacabados, que inviabilizam a entrada de 
chapas polidas brasileiras em seu mercado; a tentativa de 
desqualificação das telhas de ardósia brasileira no mercado 
europeu e, particularmente, na marca CE, por iniciativa 
de entidades e produtores concorrentes espanhóis; e a 
campanha movida contra a utilização de bancadas de granito, 
em ambientes internos, no mercado dos EUA, sob a alegação 
de que emitiriam gás radônio.
As bases competitivas desejáveis para o setor de rochas são 
sistêmicas e muitas vezes dependentes de fatores externos ao 
próprio setor, vinculados a políticas públicas e mecanismos 
institucionais de fomento para a atividade produtiva, como os 
que agora se tenta promover por meio do primeiro Atlas de 
Rochas Ornamentais da Amazônia. 
Perfil da Atividade Produtiva
A cadeia produtiva de rochas ornamentais e para 
revestimento envolve, em seu eixo principal, a extração 
de matérias-primas em pedreiras, seu desdobramento por 
Figura 2.2 – Cadeia produtiva de rochas ornamentais. 
Fonte: MELLO, 2004.
3 Sob qualquer critério de classificação, são muito raras, no setor de rochas, as empresas de médio porte e inexistentes as de grande porte.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
31
serragem em produtos semiacabados e o recorte e preparação 
de produtos finais (Figura 2.2). Participam ainda, dessa cadeia 
produtiva, fabricantes de máquinas, equipamentos e insumos 
diversos utilizados pelos elos centrais, bem como fabricantes 
de produtos para limpeza e conservação, após aplicação e uso 
dos revestimentos.
As serrarias de blocos e polimento de chapas, junto com 
as marmorarias, shoppings da construção e depósitos de 
chapas, são os principais integrantes da estrutura de oferta 
(produção), enquanto que as construtoras e os consumidores 
individuais são os principais integrantes da estrutura de 
demanda (consumo). As serrarias constituem atualmente os 
principais fornecedores das construtoras e suas obras maiores, 
enquanto as marmorarias permanecem como fornecedoras 
preferenciais dos pequenos consumidores (consumidores 
individuais ou pequenas obras). Pode-se, ainda, observar 
que os denominados depósitos de chapas são os principais 
fornecedores dos materiais importados, apesar do crescimento 
das importações diretas efetuadas pelas grandes construtoras.
Estima-se que os negócios brasileiros do setor de rochas 
ornamentais, nos mercados interno e externo, inclusive 
relativos aos serviços e à comercialização de máquinas, 
equipamentos e insumos, tenham movimentado cerca 
de US$ 3,8 bilhões em 20094. Cerca de 10 mil empresas 
(Tabela 2.5), dentre as quais pelo menos 500 exportadoras, 
integram sua cadeia produtiva e respondem por 120 mil 
empregos diretos e 360 mil indiretos.
As marmorarias perfazem mais de 60% das empresas 
do setor e são responsáveis pela maior parte dos empregos 
agregados, conforme apontado na Tabela 2.6. Destaca-se 
que, no Brasil, é de apenas US$ 10 mil o custo estimado para 
a geração de um emprego direto no setor de rochas, contra 
algumas centenas de milhares de dólares, por exemplo, na 
indústria automobilística.
O parque brasileiro de beneficiamento tem capacidade 
instalada, de serragem e polimento de chapas, para 70 
milhões m²/ano, a partir de rochas extraídas em blocos e 
caracterizadas por gerarem a maior parte dos denominados 
produtos de processamento especial (special finished and 
semifinished products). Essa capacidade é acrescida de mais 
50 milhões m²/ano em produtos de processamento simples 
(simple finished products), obtidos principalmente a partir de 
rochas portadoras de planos naturais de desplacamento (ardósias, 
quartzitos e gnaisses foliados, calcários e basaltos plaqueados, etc.).
SEGMENTO Nº ESTIMADO DE EMPRESAS PARTICIPAÇÃO
Marmoraria 6.100 61,0%
Beneficiamento 2.000 20,0%
Lavra 900 9,0%
Exportadoras 500 5,0%
Serviços 400 4,0%
Indústrias de Máquinas, Equipamentos e Insumos 100 1,0%
Total 10.000 100%
Fonte: CHIODI FILHO (2009b).
Tabela 2.5
Empresas do Setor de Rochas Ornamentais Operantes no Brasil - 2009.
Tabela 2.6
Distribuição dos Empregos por Ramo de Atividade na Cadeia Produtiva do Setor de Rochas Ornamentais – 2009.
SEGMENTO Nº ESTIMADODE EMPREGOS PARTICIPAÇÃO
Marmoraria 60.000 50%
Beneficiamento 32.000 27%
Lavra 18.000 15%
Exportadoras 2.000 2%
Ensino e Serviços 4.000 4%
Indústrias de Máquinas, Equipamentos e Insumos 2.000 2%
Total 120.000 100%
Fonte: CHIODI FILHO (2009b).
4 Este texto foi elaborado em novembro/2010 sendo, portanto, de 2009 as últimas informações atualizadas para o Brasil.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
32
A maior parte das atividades de lavra e beneficiamento 
primário concentra-se em APL’s, como os de mármores e 
granitos do Espírito Santo, de ardósias e quartzitos foliados 
de Minas Gerais, de gnaisses foliados do Rio de Janeiro, de 
basaltos plaqueados do Rio Grande do Sul, de travertinos da 
Bahia, de calcários plaqueados do Ceará, etc. Os Estados da 
Região Sudeste do Brasil, com destaque para São Paulo, têm 
a maior concentração de marmorarias (cerca de 70% do total 
brasileiro), além da maior capacidade instalada para trabalhos 
de acabamento.
A estrutura de preços dos diversos produtos comerciais do 
setor de rochas é bastante diferenciada, entre os mercadosinterno e externo. Os preços de produtos brasileiros para o 
mercado interno são quase sempre inferiores àqueles praticados 
para o mercado externo, em uma proporção de até 1:3. Esse 
diferencial pode oscilar para menos, nos mármores (1:1), e para 
mais, nas ardósias (1:10). Os materiais e produtos brasileiros de 
primeira linha são preferencialmente exportados. 
Os produtos semiacabados, a exemplo das chapas polidas, 
agregam de três a quatro vezes mais valor de comercialização 
que o dos blocos das matérias-primas que lhes deram origem. 
Os produtos acabados, como tampos de pias, mesas e 
balcões, dentre outros, agregam até dez vezes mais valor que 
o de suas matérias-primas. A partir dos dados registrados para 
as exportações brasileiras de 2008 e 2009, apresenta-se na 
Tabela 2.7 o preço médio dos principais grupos de produtos 
colocados no mercado internacional. 
Distribuição da Produção Brasileira
A partir de estudos realizados pelo INSTITUTO METAS (2002), 
para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), evidenciou-
se a existência de 18 aglomerações produtivas relacionadas 
ao setor de rochas ornamentais e de revestimento no Brasil, 
envolvendo atividades de lavra em 10 estados e 80 municípios 
da Federação (Tabela 2.8). Mais amplamente, foram registrados 
370 municípios com recolhimento da Compensação Financeira 
pela Exploração Mineral (CFEM), para extração de rochas 
ornamentais.
A Região Sudeste tem a maior concentração desses 
aglomerados, demonstrando a relação direta entre polos de 
produção e consumo regionais. Os Estados da Região Norte, 
que total ou parcialmente integram a área de abrangência 
da Amazônia Legal, constituem as últimas grandes fronteiras 
brasileiras para produção e beneficiamento de rochas 
ornamentais. 
A produção brasileira de materiais rochosos naturais, para 
ornamentação e revestimento, foi estimada em 7,6 milhões t, 
em 2009. Essa produção inclui granitos e similares, mármores, 
travertinos, ardósias, quartzitos maciços e foliados, basaltos 
e gabros, serpentinitos, pedra-sabão e pedra-talco, calcários, 
metaconglomerados polimíticos e oligomíticos, cherts, arenitos, 
xistos diversos, etc. Assume-se a existência de 1.400 frentes 
ativas de lavra, sempre a céu aberto e em maciço ou matacões, 
responsáveis por cerca de 900 variedades comerciais de rochas 
colocadas nos mercados interno e externo.
O perfil da produção brasileira, por tipo de rocha, é mostrado 
na Tabela 2.9, observando-se que os materiais comercialmente 
classificados como granitos correspondem a quase 50% do 
total produzido. A distribuição regional dessa produção é 
mostrada na Tabela 2.10, salientando-se que a Região Sudeste 
do Brasil responde por quase 70% do total. A distribuição da 
produção pelos Estados é mostrada na Tabela 2.11, tendo-se o 
Espírito Santo e Minas Gerais como os dois principais polos de 
lavra do Brasil.
Exportações 
A partir da década de 1990, o Brasil experimentou 
notável adensamento de atividades em todos os segmentos 
da cadeia produtiva do setor de rochas ornamentais e para 
revestimento5. Os principais avanços decorreram do aumento 
das exportações, que evidenciaram forte evolução qualitativa 
e quantitativa.
Qualitativamente, foi modificado o perfil das exportações, 
com o incremento da venda de rochas processadas 
semiacabadas, principalmente chapas polidas de granito, bem 
como produtos acabados de ardósias e quartzitos foliados. 
Tabela 2.7
Preço Médio dos Principais Produtos Brasileiros de Exportação no Setor de Rochas – (2008/2009).
Produtos Preço Médio Faixa de Variação do Preço Códigos Fiscais de Referência
Blocos de granito e similares US$ 540/m³ US$ 300 - 1.500/m³ 2516.12.00; 2516.11.00
Blocos de mármore e similares US$ 780/m³ US$ 600 - 1.200/m³ 2515.12.10 
Chapas polidas de granito US$ 46/m² US$ 30 - 200/m² 6802.93.90; 6802.23.00
Chapas polidas de mármore US$ 56/m² US$ 35 - 150/m² 6802.21.00; 6802.91.00
Produtos de ardósia US$ 13/m² US$ 10 - 25/m² 6803.00.00
Produtos de quartzito foliado US$ 17/m² US$ 12 - 40/m² 6801.00.00
Produtos de pedra-sabão US$ 80/m² US$ 60 - 120/m² 6802.29.00
Fonte: compilado a partir de consulta à base Alice (http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/), do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior.
5 Neste texto, designa-se como rocha ornamental e de revestimento apenas os materiais rochosos naturais, excluindo-se os produtos aglomerados/industrializados a partir de ligantes 
resinóides.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
33
Tabela 2.8
Principais Aglomerações Produtivas do Setor de Rochas no Brasil.
REGIÃO AGLOMERAÇÕES IDENTIFICADAS ESTADO NÚMERO DE MUNICÍPIOS 
Sudeste
Pedra Paduana RJ 1
Ardósias Papagaio MG 8
Mármores e Granitos Cachoeiro de Itapemirim ES 8
Granitos Nova Venécia ES 6
Quartzitos São Thomé MG 6
Granitos Baixo Guandu ES 4
Granitos Medina MG 4
Granitos Candeias - Caldas MG 16
Granitos Bragança Paulista SP 4
Quartzitos e Pedra-Sabão Ouro Preto MG 4
Quartzitos Alpinópolis MG 2
Região Centro-Oeste Quartzitos Pirenópolis GO 2
Região Sul
Basaltos Nova Prata RS 7
Ardósias Trombudo Central SC 1
Região Nordeste
Travertinos Ourolândia BA 2
Granitos Teixeira de Freitas BA 2
Pedra Cariri CE 2
Pedra Morisca PI 1
Total 18 Aglomerações Produtivas de Rochas 10 Estados 80 Municípios
Fonte: INSTITUTO METAS (2002).
Tabela 2.9
Perfil da Produção Brasileira por Tipo de Rocha – 2009.
Fonte: CHIODI FILHO (2009b).
TIPO DE ROCHA PRODUÇÃO (MILHÃO t) PARTICIPAÇÃO
Granito e similares 3,6 47%
Mármore e Travertino 1,3 17%
Ardósia 0,7 9%
Quartzito Foliado 0,6 8%
Quartzito Maciço 0,2 3%
Pedra Miracema 0,2 3%
Outros (Basalto, Pedra Cariri, Pedra-Sabão, Pedra Morisca, etc.) 1,0 13%
Total estimado 7,6 100%
Tabela 2.10
Distribuição Regional da Produção Bruta de Rochas Ornamentais no Brasil - 2009.
REGIÃO PRODUÇÃO (MILHÃO t) PARTICIPAÇÃO
Sudeste 5,10 67,2%
Nordeste 1,78 23,4%
Sul 0,30 3,9%
Centro-Oeste 0,32 4,2%
Norte 0,10 1,3%
Total estimado 7,60 100%
FONTE: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
34
Quantitativamente, essas exportações evoluíram de 900 
mil t, em 1997, para 2,5 milhões t, em 2007, alavancadas 
pelas vendas de blocos para a China e de chapas polidas 
para os EUA.
No ano de 2006, o Brasil chegou, assim, a colocar-se como 
o quarto maior produtor e exportador mundial de rochas 
ornamentais e para revestimento, superando vários players 
europeus tradicionais e notabilizando-se pela excepcional 
geodiversidade de suas matérias-primas. O crescimento 
brasileiro foi simpático a uma expressiva rearticulação 
mundial do setor, marcada pelo deslocamento de atividades 
FIGURA 2.4 - Evolução anual do faturamento das exportações brasileiras de rochas ornamentais – 1998-2009. RSB: blocos de granito; 
RCB: blocos de mármore; RP: rochas processadas. (*) 2010 projetado. FONTE: CHIODI FILHO (2010), com atualizações.
de lavra e beneficiamento para países extraeuropeus, como 
China, Índia, Turquia, Irã e o próprio Brasil (Figura 2.3). 
Com a instalação da crise do mercado imobiliário dos 
EUA, em 2007, e posteriormente, já em 2009, com a 
recessão da economia mundial, recuaram tanto a produção 
quanto, sobretudo, as exportações brasileiras de rochas 
ornamentais. O volume físico dessas exportações recuou de 
2,5 milhões t, em 2007, para 1,99 milhões t, em 2008, 
e 1,67 milhões t em 2009, enquanto o faturamento caiu 
respectivamente de US$ 1,1 bilhão para US$ 955 milhões e 
US$ 724 milhões (Figura 2.4).
Os 12 principais destinos das exportações 
brasileiras de rochas ornamentais, em 2009, são 
mostrados na Tabela 2.12, em que se observa 
a grande concentração de vendas para os 
mercados dos EUA e da China. A participação 
dos EUA, no faturamento dessas exportações, 
recuou de60,5%, em 2006, para 50,1%, em 
2009. A participação da China é crescente, 
tendo alcançado 10,4% do faturamento e 
29,2% do volume físico das exportações em 
2009. 
De janeiro a novembro de 2010, as 
exportações brasileiras atingiram um 
faturamento de US$ 883,9 milhões, com 
variação positiva de 35,13%, em relação ao 
mesmo período de 2009. Essa elevação foi 
motivada pela recomposição do estoque 
de chapas nos EUA e pela ainda aquecida 
demanda de blocos na China. Estima-se que as 
exportações brasileiras de rochas ornamentais 
fechem o ano de 2010 com um faturamento 
próximo de US$ 940 milhões (vide Figura 2.4), 
correspondentes a uma expansão de 30% 
sobre a de 2009.
Figura 2.3 – Rearticulação mundial do setor de rochas ornamentais e de reves-
timento: evolução da participação relativa no mercado internacional de rochas 
processadas especiais – Código NCM 6802. 
Fonte: CHIODI FILHO, 2009b, com atualizações.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
35
Importações
As importações brasileiras de rochas ornamentais 
evidenciaram dois picos de elevação ao longo dos últimos 15 
anos. O primeiro ocorreu em 1998, com 73,5 mil t importadas, 
e o segundo em 2008, com 91,2 mil t (Figura 2.5). Ambos 
coincidiram com períodos de aquecimento da economia e 
queda da cotação do dólar. 
Apesar de ainda estimulada pela valorização do Real e pelo 
aquecimento do mercado interno da construção civil, a taxa 
de variação das importações foi negativa, em 2009, refletindo 
o impacto da crise econômica internacional. A exemplo 
das exportações, essas importações de rochas ornamentais 
ganharam novo impulso em 2010, tendo-se registrado 81,2 
mil t e um incremento de 38,4%, no período de janeiro a 
novembro, se considerado o mesmo período de 2009. 
Figura 2.5 - Evolução do volume físico das importações brasileiras de rochas ornamentais – 1994-2009. (*) 2010 projetado. FONTE: 
CHIODI FILHO (2009a), com atualizações.
REGIÃO ESTADO PRODUÇÃO (1.000 t) TIPO DE ROCHA
Sudeste
Espírito Santo 3.000 Granito e mármore
Minas Gerais 1.800 Granito, ardósia, quartzito foliado, pedra-sabão, pedra-talco, serpentinito, mármore e basalto
Rio de Janeiro 200 Granito, mármore e pedra Paduana
São Paulo 100 Granito, quartzito foliado 
Sul
Paraná 100 Granito e mármore
Rio Grande do Sul 100 Granito, basalto e quartzito
Santa Catarina 100 Granito, ardósia e mármore
Centro-Oeste
Goiás 270 Granito, quartzito foliado, serpentinito
Mato Grosso 20 Granito
Mato Grosso do Sul 30 Granito e mármore
Nordeste
Bahia 600 Granito, mármore, travertino, arenito e quartzito
Ceará 430 Granito e pedra Cariri
Paraíba 350 Granito e conglomerado
Pernambuco 100 Granito e quartzito
Alagoas 130 Granito
Rio Grande Norte 100 Mármore e granito
Piauí 70 Pedra Morisca e ardósia
Norte
Rondônia 50 Granito
Roraima 10 Granito
Pará 20 Granito
Tocantins 20 Granito, chert (quartzito), serpentinito
Total Brasil 7.600
Tabela 2.11
Distribuição Estadual da Produção de Rochas Ornamentais no Brasil - 2009.
Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
36
PAÍS FATURAMENTO(US$ 1.000)
PARTICIPAÇÃO 
PERCENTUAL (%)
VOLUME FÍSICO
(TONELADAS)
PARTICIPAÇÃO 
PERCENTUAL (%)
EUA 362.695,68 50,1 454.292,72 27,2
China 75.049,05 10,4 488.207,28 29,2
Itália 41,847,79 5,8 153.133,94 9,2
Canadá 25.456,90 3,5 27.086,65 1,6
Reino Unido 18.927,96 2,6 47,111,50 2,8
Venezuela 18.898,29 2,6 29.554,35 1,8
Alemanha 18.255,87 2,5 42.469,38 2,5
México 16.868,30 2,3 26.743,12 1,6
Espanha 14.952,34 2,1 39.332,30 2,4
Holanda 10.216,86 1,4 21.099,62 1,3
Hong Kong 10.141,52 1,4 51.304,05 3,1
Taiwan 9.368,36 1,3 56.694,36 3,4
Fonte: compilado a partir de consulta à base Alice – MDIC (http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/) .
Tabela 2.12
Principais Destinos das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais – 2009.
A maior parte das importações brasileiras de materiais 
rochosos naturais refere-se a chapas polidas de mármores, 
travertinos e calcários provenientes da Turquia, Espanha, Itália 
e Grécia. Tem-se observado crescimento, também bastante 
expressivo, de chapas aglomeradas, nesse caso importadas, 
sobretudo, da China. No período de janeiro a novembro de 
2010 essas importações totalizaram 25,4 mil t, o que representa 
aumento de 44,2% em relação a 2009.
Consumo Interno Aparente
A partir dos dados de produção, exportação e importação, 
é mostrado, na Tabela 2.13, o consumo interno aparente 
de rochas ornamentais, estimado em 59,3 milhões m² 
equivalentes (chapas com 2 cm de espessura), no ano de 
2009. Estima-se que esse consumo interno deva aproximar-se 
dos 70 milhões m² equivalentes em 2010.
Tabela 2.13
Consumo Interno Aparente de Rochas Ornamentais e para Revestimento no Brasil - 2009.
TIPO DE ROCHA CONSUMO (MILHÕES M2 EQUIVALENTES)* PARTICIPAÇÃO
Granito 27,0 46%
Mármore e Travertino 15,0 25%
Ardósia 5,0 9%
Quartzitos Maciço e Foliado 5,5 9%
Outros 5,4 9%
Mármores importados 1,4 2%
Total estimado 59,3 100%
(*) Chapas com 2 cm de espessura equivalentes. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações.
Tabela 2.14
Distribuição do Consumo Interno Aparente de Rochas Ornamentais no Brasil, por Estados e Regiões - 2009.
ESTADO/REGIÃO CONSUMO (MILHÕES M2 EQUIVALENTES)* PARTICIPAÇÃO
São Paulo 27,3 46%
Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais 14,2 24%
Região Sul 8,3 14%
Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste 9,5 16%
Total estimado 59,3 100%
(*) Chapas com 2 cm de espessura equivalentes. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
37
A distribuição estimada desse consumo interno é 
apresentada na Tabela 2.14. O Estado de São Paulo respondeu 
por quase 50% do total, que atinge 70%, quando somados 
todos os Estados da Região Sudeste.
Tabela 2.15
Brasil: Repartição da Produção, Intercâmbio e Consumo Interno de Rochas Ornamentais - 2007/2009 (valores em 1.000 t).
PARÂMETROS 2007 2008 2009
Produção de Rochas Brutas 7.970 7.800 7.600
Importação de Rochas Brutas 14,34 21,20 15,53
Disponibilidade de Rochas Brutas 7.984,34 7.821,20 7.615,53
Exportação de Rochas Brutas 1.185,76 912,55 809,60
Rochas Brutas para Processamento 6.798,58 6.908,65 6.805,93
Rejeito de Processamento (41%) 2.787,42 2.832,55 2.790,43
Produção de Rochas Processadas 4.011,16 4.076,10 4.015,50
Importação de Rochas Processadas 62,57 70,04 51,08
Disponibilidade de Rochas Processadas 4.073,73 4.146,14 4.066,58
Exportação de Rochas Processadas 1.315,93 1.077,22 863,03
Consumo Interno 2.757,80 3.068,92 3.203,55
Consumo em m2 equivalente x 1.000.000 51,07 56,83 59,33
Consumo per capita (m2 x 2 cm espessura)* 0,28 0,31 0,31
Consumo per capita (kg)** 14,91 16,58 16,86
(*) 54 kg/m²; (**) 190 milhões de habitantes em 2009. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações.
A planilha de cálculo do consumo per capita, para os anos de 
2007 a 2009, é mostrada na Tabela 2.15. Mesmo ainda inferior 
a 20 kg/ano, o consumo per capita brasileiro já é significativo, 
em relação ao dos países economicamente mais desenvolvidos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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interno de rochas ornamentais e de revestimento. Informe 
Abirochas, São Paulo, n. 22, 2006.
______ Balanço das exportações e importações brasileiras 
de rochas ornamentais em 2008. Informe Abirochas, São 
Paulo, n. 03, 2009a. 
______ O setor de rochas ornamentais e de revestimento. In: 
FENAFEG – Feira Nacional de Fornecedores e Empresas de 
Geologia, 4, 2009, São Paulo. Palestra..., São Paulo: Instituto 
de Geociências-USP, 2009b.
______ Síntese das exportações brasileiras de rochas 
ornamentais e de revestimento em 2009. Informe Abirochas, 
São Paulo, n. 01, 2010. 
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classificação de arranjos produtivos de base mineral 
e de demanda mineral significativa no Brasil. Belo 
Horizonte: MCT/CGEE/CNPq/Fiemg, 2002. 1 CD-ROM.
MELLO, I. S. C. A cadeia produtiva de rochas ornamentais e para 
revestimento: situação, desafios e alternativas para inovação e 
competitividade dos elos de produção. In: MELLO, I. S. C. (coord.) 
A Cadeia Produtiva de Rochas Ornamentais e para 
Revestimento no Estado de São Paulo. São Paulo: IPT, 
2004. p. 27-79.
MONTANI, C. Stone – repertorio economico mondiale. Milano: 
Faenza Editrice, edições de 1998 a 2009.
MONTANI, C. Stone – XXI rapporto: marmo e pietre nel 
mondo. Carrara: Aldus Casa di Edizioni in Carrara, 2010. 195 p.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
Capítulo 3
Cenário da Produção e Mercado de 
Rochas Ornamentais na Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
41
A produção estimada de lavra de rochas ornamentais na 
região amazônica ainda não ultrapassa 120 mil t/ano, o que 
corresponde a menos de 2% do total brasileiro (Figura 3.1). 
Atividades formais de lavra são noticiadas apenas nas porções 
sul-sudeste de Rondônia, norte-noroeste do Mato Grosso, 
centro-norte do Tocantins e sul do Pará (Foto 3.1). Novas 
frentes de lavra, experimentais, estão sendo desenvolvidas 
nos Estados de Roraima e Mato Grosso (Foto 3.2).
Figura 3.1 – Participação dos Estados na produção extrativa de rochas para revestimento no Brasil.
Foto 3.1 – Pedreira em maciço da Gramazon, desenvolvida sobre 
charnockitos com quartzo azul (granito Blue Star), próximo à localidade 
de Jarú, em Rondônia. Lavra em bancadas altas, com furação coplanar 
adjacente para os cortes de traseira. Fios diamantados são utilizados 
para cortes laterais e de levante.
Foto 3.2 – Lavra experimental da empresa Criúva Florestal 
e Mineradora, desenvolvida em maciço granítico próximo à 
localidade de Nova Bandeirante, no norte do Mato Grosso.
Capítulo 3
Cenário da Produção e Mercado de Rochas Ornamentais na Amazônia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
42
A maior parte da produção conhecida é de materiais exóticos, 
incluindo granitos com quartzo azul (Rondônia), metabasaltos 
com estrutura de pillow lava (Pará), cherts/quartzitos (Pará, Mato 
Grosso e Tocantins) e metaconglomerados polimíticos (Pará). O 
perfil dos materiais extraídos sugere que a atividade produtiva está 
ainda condicionada a produtos exóticos de alto valor agregado, 
devido aos elevados custos de produção e transporte vigentes. 
Esses materiais são lavrados na forma de blocos com dimensões 
adequadas para serragem de chapas em teares. A extração de 
paralelos e pedras marroadas, geralmente para calçamento e 
meio-fio, tem distribuição geográfica mais ampla do que a dos 
blocos, envolvendo rochas graníticas convencionais (Foto 3.3). 
Ainda mais restrito que a lavra de blocos, é o seu 
beneficiamento na região amazônica. Apenas a Gramazon 
Granitos da Amazônia, empresa instalada na cidade de Ji-Paraná, 
em Rondônia, possui planta industrial de beneficiamento, para 
serragem de blocos e produção de chapas e lajotas. 
A planta industrial da Gramazon opera com modernos 
equipamentos importados (Itália) e tem capacidade instalada para 
a produção de 22 mil m²/mês de chapas e lajotas. São utilizados 
teares multilâmina e talha-blocos multidisco, automáticos, além 
de politrizes multicabeça, também automáticas, para tratamento 
de chapas e bordas esquadrejadas (Fotos 3.4 a 3.14). 
Foto 3.3 – Exploração de pedra marroada e paralelos, por 
associados da Coopergran, a partir de matacões graníticos 
aflorantes nas proximidades de Alta Floresta (MT).
Foto 3.5 – Pátio de estocagem de blocos destinados à serragem em 
teares e talha-blocos na Gramazon. Observa-se que o carregamento 
de containers com produtos beneficiados é efetuada na própria 
empresa.
Foto 3.6 – Conjunto de teares multilâmina de aço, automáticos, 
utilizados para obtenção de chapas a partir da serragem de blocos 
na Gramazon.
Foto 3.7 – Talha-bloco multidisco, utilizado para elaboração de 
tiras e lajotas padronizadas na Gramazon.
Foto 3.8 – Serra-ponte automática utilizada para esquadrejamento 
de chapas na Gramazon.
Foto 3.4 – Galpão industrial da empresa Gramazon, localizada na 
cidade de Ji-Paraná (RO).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
43
Os produtos comerciais da Gramazon são todos elaborados 
com materiais extraídos pela própria empresa, a maior parte dos 
quais em Rondônia e uma fração menor no Mato Grosso. Esses 
produtos são comercializados nos mercados interno (40% em 
volume) e externo (60% em volume), podendo ser encontrados em 
várias das grandes marmorarias instaladas nas capitais amazônicas 
e nas demais regiões brasileiras. 
As exportações diretas da Gramazon são efetuadas pelo porto 
de Manaus, depois de transporte hidroviário a partir de Porto Velho. 
Não são poucas as traders que adquirem produtos da Gramazon e 
depois os exportam, tanto por portos do Norte e Nordeste quanto, 
sobretudo, do Sudeste e, particularmente, de Vitória (ES).
As únicas exportações registradas para a região amazônica 
são, a propósito, do Estado de Rondônia e essencialmente devidas 
à Gramazon. No período de janeiro a outubro de 2010, essas 
exportações somaram US$ 773,8 mil, dos quais US$ 730,2 mil 
referentes a chapas polidas de granito (código fiscal 6802.93.90). 
A maior parte dos materiais extraídos nos Estados do Pará 
e do Tocantins é exportada. Essas exportações são de produtos 
beneficiados e creditadas a outros Estados da Federação em que o 
beneficiamento e o embarque são realizados. 
O mercado de materiais rochosos naturais de revestimento, da 
região amazônica e suas capitais, é preferencialmente atendido por 
marmorarias, apesar do avanço recente das serrarias do Espírito 
Santo no fornecimento direto às grandes construtoras. Cerca de 
80% dos materiais comercializados por essas marmorarias são 
Foto 3.9 – Inspeção de chapas polidas na Gramazon.
Foto 3.10 – Carregamento de chapas polidas para atendimento de 
mercado regional na Gramazon.
Foto 3.11 – Lajotas calibradas e polidas, acondicionadas em pallets 
cintados, para exportação, na Gramazon.
Foto 3.12 – Estação de tratamento de água e separação de lama 
da serragem e polimento, com uso de filtros-prensa na Gramazon.
Foto 3.13 – Corte de cubetes e pedra pavê, executado com prensa 
hidráulica, nas instalações da Gramazon. Todos os materiais são 
extraídos em áreas próprias da empresa.
Foto 3.14 – Aproveitamento de casqueiros (sobras laterais dos blo-
cos serrados em teares), para lajes de pavimentação, na Gramazon.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
44
adquiridos como chapas polidas, procedentes do Estado do Espírito 
Santo (Foto 3.15); 10% vêm de outras regiões, principalmente do 
Nordeste do Brasil e, particularmente, do Ceará; e os restantes 10% 
são produtos da empresa Gramazon (granitos) ou importados 
(mármores), neste caso, também preferencialmente fornecidos 
por empresas do Espírito Santo. 
Algumas das maiores marmorarias já estão oferecendo chapas 
de produtos aglomerados (compound stones ou engineered 
stones), cujo consumo parece tender ao crescimento.
Importações diretas de materiais rochosos naturais, 
principalmente chapas polidas de mármores e travertinos 
europeus, têm sido efetuadas por empresas de Rondônia, do 
Amazonas, do Tocantins, do Pará, de Roraima e do Amapá. 
Observa-se aumento dessas importações (Tabela 3.1), como 
decorrência direta do aquecimento da demanda do mercado 
imobiliário. Pela mesma razão, é crescente a importação dos 
produtos artificiais de ornamentação e revestimento a base de 
rochas (aglomerados), que evoluiu de 74,9 t, em 2007, para 
320,6 t, em 2008, e alcançou 442,8 t, em 2009. 
A partir de contatos efetuados e entrevistas realizadas em 
marmorarias das cidades de Porto Velho (RO),Belém (PA) e 
Manaus (AM), foram percebidas questões de interesse relativas a 
esse segmento de atividades, destacando-se que: 
• o mercado imobiliário está superaquecido no Norte do País, 
o que é devido às grandes obras de infraestrutura em execução e 
à própria expansão das cidades da região. Como exemplo disso, a 
despeito de dificuldades de oferta, apenas no mercado da região 
metropolitana de Manaus, onde atuam cerca de 50 marmorarias 
e três distribuidoras de chapas, há uma demanda estimada em 
40 mil m²/ano a 50 mil m²/ano de rochas para revestimento;
• há dificuldade em contratar e manter pessoal qualificado. 
É evidente a demanda por treinamento para profissionais da 
marmoraria, em especial os acabadores e medidores;
 • os principais integrantes da estrutura de demanda são as 
construtoras, para grandes obras residenciais e comerciais, e os 
consumidores individuais, para obras menores de construção e 
reforma residencial;
• a maior parte das grandes obras está sendo diretamente 
atendida por serrarias do Espírito Santo e pela própria Gramazon, 
que fornecem o revestimento mais amplo de pisos e fachadas. Os 
consumidores individuais são atendidos pelas marmorarias, que 
oferecem recortes e acabamentos especiais, sob medida, para 
projetos residenciais;
• fachadas e outros revestimentos em granito são muito 
valorizados nas capitais da Região Norte. A demanda ainda é 
concentrada em materiais comuns ou de “batalha” como os de 
coloração cinza, amarelada, verde e negra, comercializados em 
uma faixa de preços entre R$ 150/m² e R$ 250/m² (vide Foto 
3.15). Os materiais nacionais mais caros podem, por sua vez, 
atingir R$ 380/m², enquanto o preço dos materiais importados 
varia de R$ 500-800/m²;
• o custo do frete tem forte impacto na formação do preço 
final dos produtos procedentes da Região Sudeste. Ilustra isso o 
fato que, seja por cabotagem ou rodovia, o custo do transporte de 
chapas, por exemplo, para Manaus, equivale a cerca de 30% de 
seu valor na origem, no Estado do Espírito Santo; 
• é muito difícil competir em preço com as cerâmicas, bastante 
utilizadas para o revestimento de áreas de banho. Está aumentando 
a oferta de chapas aglomeradas, apesar de seu preço bem mais 
elevado do que o de outros produtos de revestimento. Os preços 
dos produtos das rochas regionais, fornecidos pela Gramazon, são 
próximos entre si e mais elevados que os do Espírito Santo;
• obras maiores, principalmente governamentais, exigem 
caracterização tecnológica dos materiais de revestimento 
especificados. Poucas exigências são feitas pelos consumidores 
Foto 3.15 – Mostruário de materiais procedentes do Estado do 
Espírito Santo, oferecidos pela marmoraria Marbras, localizada em 
Porto Velho (RO).
Tabela 3.1 
Importações de Materiais Rochosos Naturais pela Região Amazônica.
ESTADOS IMPORTADORES 2006 2007 2008 2009 2010*
Amapá - - 0,1 - -
Amazonas 116,8 147,7 229,8 251,8 244,7
Pará 274,5 478,2 234,6 110,5 356,5
Rondônia - 23,3 218,1 739,0 486,4
Roraima - - 36,3 49,6 12,3
Tocantins - - - 24,3 97,9
Total 391,3 649,2 718,9 1.175,2 1.197,8
(*) Período janeiro-novembro
Fonte: Base Alice, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
45
individuais, o que acirra a concorrência baseada mais no preço do 
que na qualidade;
• apesar da alegada redução da margem de lucro das 
marmorarias contatadas, existe bastante expectativa de expansão 
das suas atividades. Isto está sendo determinado por um notável 
aquecimento da construção civil, em geral, e do mercado 
imobiliário, em particular. A demanda reprimida para imóveis 
residenciais parece ser, inclusive, mais acentuada na Região Norte 
do País;
• há um desconhecimento, quase absoluto, de fornecedores, 
especificadores e consumidores, do potencial amazônico para 
rochas de revestimento. Os únicos materiais regionais, conhecidos 
e mencionados pelos marmoristas, são os da Gramazon;
• é ainda pouco expressivo o nível de agregação tecnológica 
nas marmorarias, principalmente para máquinas, e equipamentos 
e insumos de corte a úmido, cuja utilização se tornou recentemente 
obrigatória por legislação trabalhista. Há grande dificuldade, 
manifestada, para incorporação dessas máquinas e instalações 
periféricas, pelos entraves de acesso a crédito e até pela escassez 
de oferta no mercado. 
O que sobressai, assim, em perspectiva, para a Região 
Amazônica, é o incremento da lavra de rochas ornamentais e 
a ampliação de seu consumo na própria região, que tem como 
principal exemplo a pedra Manaus (arenitos da Formação Alter 
do Chão), utilizada em várias obras arquitetônicas da cidade de 
Manaus (Fotos 3.16a e 3.16b). Tanto para esse objetivo quanto 
Foto 3.16 – Exemplo de utilização da pedra Manaus (arenito Alter 
do Chão): (a) em áreas de acesso ao Teatro Amazonas, localizado 
no centro da cidade de Manaus e inaugurado em 1896; (b) no 
detalhe, observa-se aplicação de peças irregulares (opus incertum) e 
retangulares almofadadas.
para exportação de produtos com maior valor agregado, é 
necessária a verticalização da cadeia produtiva, pela lavra e 
beneficiamento das matérias-primas.
Vale ainda destacar iniciativas como a do projeto Utilização de 
Artefatos de Pedra na Indústria da Construção Civil, capitaneado 
pela Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), com 
parceria do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), 
ora em desenvolvimento na região de Alta Floresta, norte do 
Estado do Mato Grosso. Com esse projeto, a Metamat prepara 
mão de obra para artesanato mineral com rochas e pedras coradas, 
em sintonia com as atividades da Cooperativa de Produção 
Comunitária de Artefatos de Pedra para Obra e Construção Civil 
(Coopergran), bem como promove bases para a nucleação de 
empreendimentos de rochas ornamentais (Fotos 3.17a e 3.17b).
(a)
(b)
FONTES DE CONSULTA
Entrevistas realizadas nas empresas Gramazon (Ji-Paraná, RO); 
Marbras (Porto Velho, RO); Marmoraria Bela Vista (Alta Floresta 
D’Oeste, RO); Italtop do Brasil (Manaus, AM); Granmarmore 
(Manaus, AM); Unigran (Manaus, AM); Muralha Mármores e 
Granitos (Manaus, AM); Metamat (Alta Floresta, MT); e no 12º 
Distrito do DNPM (Cuiabá, MT).
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio 
Exterior - MDIC. Base Aliceweb. Disponível em <http://
aliceweb.desenvolvimento.gov.br>. Acesso em 06 dez. 2010.
Foto 3.17 (a) e (b) – Instalações da Coopergran, em Alta 
Floresta (MT).
(a)
(b)
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Capítulo 4
Rochas Ornamentais e para 
Revestimento da Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
49
Capítulo 4
Rochas Ornamentais e para Revestimento da Amazônia
4.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
A Amazônia Legal compreende uma área de 5,2 milhões 
de quilometros quadrados, equivalente a 61% do território 
brasileiro.
O primeiro imperativo para a prospecção de rochas 
ornamentais em região tão vasta, com características 
fisiográficas particulares e os desafios logísticos que 
caracterizam a Amazônia é determinar o que se busca e onde 
buscar os materiais de interesse.
Destaca-se nesse caso, a excepcional diversidade geológica 
dos terrenos que a compõem. Mesmo que as unidades líticas 
amazônicas sejam mostradas de modo bastante simplificado, 
como indicado na Figura 4.1 em agrupamentos maiores e 
mais abrangentes, cada uma delas representará um elevado e 
variado número de tipos rochosos.
Vale lembrar, também, que a extração de rochas 
ornamentais é amplamente praticada nos chamados terrenos 
cristalinos, aqueles que, na Figura 4.1, englobam todas as 
faixas com idades proterozoicas a arqueanas, de onde provém 
a maioria das rochas silicáticas (granitos, quartzitos e outros), 
ardósias e mármores. As unidades fanerozóicas, constituídaspor coberturas sedimentares, rochas vulcânicas e, em menor 
escala, por intrusivas ígneas, com muito menor frequência 
podem ser a origem de granitos pretos e arenitos, entre outros 
tipos. Não há, evidentemente, possibilidade da ocorrência de 
depósitos de rochas para revestimento associada aos materiais 
inconsolidados (areias, argilas, cascalhos), constituintes 
principais das extensas coberturas sedimentares cenozóicas da 
Amazônia.
A partir da geodiversidade da região e das informações 
sobre as ocorrências de rochas ornamentais, pode-se atribuir 
aos diversos terrenos amazônicos potencialidade geológica 
diferenciada quanto à existência de depósitos. Neste trabalho, 
foram adotadas três categorias de potencialidade: factual, 
hipotética, ou especulativa, conforme indicado na Figura 4.2.
Tomando-se essas classes de potencialidade, pode-se dizer 
que:
 • terrenos/corpos com potencial factual são aqueles nos 
quais ocorrências promissoras/depósitos/jazidas já foram 
descobertos;
 • terrenos/corpos com potencial hipotético são aqueles 
em que ocorrências promissoras/depósitos/jazidas, embora 
não descobertos, podem ter existência presumida, em razão 
de representarem a extensão das unidades nas quais há 
ocorrências, ou por possuírem características geológicas muito 
semelhantes às dos terrenos factuais;
 • terrenos/corpos com potencial especulativo são aqueles 
em que ocorrências promissoras/depósitos/jazidas, embora 
não descobertos, podem ter existência admitida, em razão 
apenas da favorabilidade geológica (natureza geológica), 
independentemente da associação com ocorrências 
conhecidas1.
Outro fator essencial a ser destacado, tendo em vista a 
demanda, é o maior interesse que devem receber, da prospecção, 
certos tipos comerciais, dentre os materiais especiais, clássicos, 
exóticos, e mesmo comuns, ou de “batalha”. Quanto a isso, 
podem ser citados:
 • rochas com cor predominante ou subordinada azul;
 • granitos brancos, amarelos, marrons, beges, verdes, pretos 
absolutos e vermelhos absolutos;
 • movimentados multicoloridos;
 • mármores brancos, creme ou coloridos;
 • quartzitos ou arenitos coloridos;
 • ardósias;
 • quartzitos placóides ou foliados;
 • rochas exóticas: conglomerados, brechas, silexitos, cherts, 
calciossilicáticas, pegmatitos e escarnitos, entre vários outros;
 • granitos mais comuns, cinzentos e róseos (com mercado 
regional cativo, em decorrência de menores preços de venda).
Por outro lado, tendo em vista as necessárias condições 
objetivas para extração e o consequente maior interesse dos 
produtores, tomaram-se como elementos também centrais, 
orientadores da busca de depósitos e amostragem, os 
condicionantes que se seguem:
 • modos de ocorrência adequados, ou seja, maciços 
rochosos volumosos e pouco fraturados, ou campos de matacão 
expressivos, em ambos os casos com reduzida cobertura de solo/
vegetação (especialmente se primária);
 • disponibilidade de água e a presença, o quanto possível, 
de infraestrutura favorável – energia, proximidade de estradas (e 
ainda hidrovias/portos/aeroportos), e centros urbanos (recursos 
operacionais, serviços de apoio e mão de obra);
 • ocorrências com localização dissociada de áreas com 
impedimentos definitivos à atividade extrativa mineral – áreas de 
preservação ambiental integral ou terras indígenas.
4.2 MÉTODO DE TRABALHO
Os trabalhos realizados têm as principais etapas e atividades 
discriminadas na Figura 4.3.
A respeito dos elementos que compõem a Figura 4.3, cabe 
destacar que:
 • o Geobank contém o acervo de dados geológicos digitais 
georreferenciados da CPRM/SGB, em parte disponível a todos os 
usuários da Internet em www.cprm.gov.br. Afora as informações 
de interesse obtidas diretamente no Geobank, ou pesquisadas 
na bibliografia geológica, colheram-se dados diretamente 
com o corpo técnico das unidades regionais da CPRM/SGB 
atuantes na Amazônia, situadas em Belém, Manaus, Goiânia, 
Porto Velho e Boa Vista. Para isso, por meio do preenchimento 
1 Para a classificação da potencialidade hipotética e especulativa faz-se um paralelo com a hierarquização de MACHADO (1989) quanto a recursos minerais não descobertos.
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
50
sistemático de planilhas eletrônicas, reuniu-se o conhecimento 
tácito acumulado pelas equipes técnicas daquelas regionais, 
que traduzem trabalhos inéditos ou ainda não consolidados no 
Geobank. Isso contribuiu substancialmente para a objetividade e 
a precisão do estudo;
 • a Figura 4.2, é exemplo de mapa de previsibilidade, 
preparado e utilizado para os trabalhos;
 • os alvos para prospecção foram selecionados com base no 
geoprocessamento dos diversos parâmetros centrais orientadores 
do estudo, aspecto que será mais adiante detalhado;
 • os trabalhos de campo foram realizados durante dois 
períodos, em 2009 e em 2010, aproveitando-se a fase de 
estiagem, que, na maior parte da região, com alguma variação, 
se estende entre os meses de maio a outubro;
 • os tipos rochosos para ornamentação e revestimento 
levantados pelo projeto tiveram suas características tecnológicas 
determinadas por análises e ensaios realizados no Instituto 
de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Esses 
resultados laboratoriais integram as fichas que compõem o 
Capítulo 6 deste Atlas;
 • imagens dos materiais rochosos selecionados, disponíveis 
naquelas mesmas fichas, foram obtidas por escâner, a partir 
da superfície polida de ladrilhos que, em sua maioria, foram 
preparados na marmoraria-escola do Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial (Senai-SP)/Escola Mario Amato, em São 
Bernardo do Campo (SP).
 • na Figura 4.3, o indicado Sistema de Informações 
Geográficas (SIG) corresponde à edição da versão digital deste 
Atlas, com nota explicativa, base de dados georreferenciados e 
interface para acesso aos mesmos, o que facilitará atualizações 
e complementações periódicas do Atlas, além de novas edições 
impressas, integrais ou parciais.
Seleção de Alvos
Como apontado na parte introdutória deste capítulo, a 
vastidão dos terrenos com potencialidade maior ou menor 
de ocorrência das rochas ornamentais, na Amazônia, tornou 
essencial a delimitação de áreas específicas para serem 
preferencialmente focadas.
A definição desses alvos foi feita por meio de ferramentas de 
geoprocessamento, em ambiente SIG, empregadas a partir do 
programa computacional ArcGis, versão 9.3.
Os temas utilizados estão listados em seguida.
Grau de detalhamento da cartografia geológica:
 • geração de raster com base em quatro classes, de acordo 
com a escala dos mapeamentos existentes: escala maior que 
1:50.000, peso dez; escala entre 1:50.000 e 1:100.000, peso 
sete; escala entre 1:100.000 e 1:250.000, peso quatro; e escala 
menor que 1:250.000, peso dois.
Grau de detalhamento dos levantamentos aerogeofísicos:
 • geração de raster com cinco classes, de acordo com 
espaçamento de linha de voo dos levantamentos geofísicos 
existentes: espaçamento entre 200m e 500m, peso dez; entre 
500m e 1.000m, peso oito; entre 1.000m e 2.000m, peso quatro; 
entre 2.000m e 25.000m, peso dois; e, sem levantamento, peso 
zero.
Ocorrências minerais (bibliografia, Geobank e conhecimento 
tácito) e títulos minerais2:
 • geração de raster cujo valor de célula, equivalente em 
área a uma folha de 1:100.000, correspondeu ao número de 
ocorrências disponíveis, divididas em quatro classes: mais de dez 
ocorrências, peso dez; entre cinco e dez ocorrências, peso sete; 
entre uma e cinco ocorrências, peso três; e sem ocorrências, peso 
zero.
Infraestrutura (malha viária e cidades):
 • geração de mapa de densidade Kernel para cidades com 
base em três classes: com intervalos de densidade de zero a um, 
peso um; com densidade entre um e cinco,peso sete; e com 
densidade entre 5 e 20, peso dez.
Figura 4.3 - Etapas de trabalho e atividades desenvolvidas.
2 Títulos minerais de interesse corresponderam a registros, em qualquer estágio de processos para outorga de direitos minerais, via regimes de Autorização e Concessão, ou Licenciamento, 
para substâncias como “revestimento”, “pedra ornamental”, “granito ornamental”, entre outros, listadas na base de dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). 
Verificados por meio da interface Cadastro Mineiro. Disponível em: www.dnpm.gov.br . Acessos: abr./maio de 2009.
Figura 4.1 - Principais unidades litoestruturais da Amazônia Legal
Figura 4.2 – Potencialidade geológica para rochas ornamentais e revestimento na Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
55
 • geração de mapa de densidade Kernel para malha viária: 
densidade entre zero e um, peso um; densidade entre um e 
cinco, peso sete; e densidade entre 5 e 21, peso dez.
Áreas restritivas à mineração:
 • Conversão de shape com áreas de impedimento para raster. 
Com essas áreas divididas em duas categorias: com restrição 
integral e com restrição parcial3.
Demarcaram-se alvos com base em células equivalentes a 
folhas topográficas de 1:100.000, cujos pesos relativos foram 
obtidos a partir de soma ponderada, segundo a fórmula seguinte.
Disso resultou a seleção de 22 áreas para prospecção. Ao final 
do processamento, foi feita uma estatística de bloco para cada 
alvo individualmente, que então puderam ser classificados de 
modo comparativo em três categorias de prioridade (Figura 4.4), 
independentemente da presença de áreas restritivas. Para isso, 
também não foi levada em conta a existência, ou não, de títulos 
minerários outorgados, uma vez que essa situação é variável, ao 
longo do tempo. Mais, ainda, porque a exploração de rochas 
Figura 4.4 – Alvos selecionados para prospecção de rochas ornamentais.
Peso da 
célula 
(ocorrências minerais*0,4)+(malha viária*0,3)+
+(municípios*0,1)+(geologia*0,1)+(geofísica*0,1)
3 Como áreas com restrição total à mineração, foram consideradas áreas federais de proteção integral, como previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza 
(Snuc) – parques nacionais; estações ecológicas; reservas biológicas; monumentos naturais e refúgios da vida silvestre. A essas se somaram, como áreas restritivas integrais, as terras 
indígenas. Como áreas de restrição parcial à mineração, também como estabelece o Snuc, foram consideradas áreas de proteção ambiental; áreas de relevante interesse ecológico; 
florestas nacionais; reservas extrativistas; reservas de fauna; e reservas de desenvolvimento sustentável. Para a configuração dos limites dessas áreas, recorreu-se a shapes disponíveis no 
Geobank e a outros acervos da CPRM/SGB.
=
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
56
ornamentais, ao ocupar áreas com dimensões em geral discretas, 
torna plenamente possível, sendo o caso, pensar-se na negociação 
parcial de títulos minerais de terceiros. Em particular na região 
Amazônica, onde áreas requeridas para mineração possuem 
dimensões aumentadas, previstas no Código de Mineração, em 
sua maior parte dirigidas à lavra de bens metálicos ou gemas.
Corretamente definidas, nas bases metodológicas adotadas, 
as prioridades relativas dos alvos terminaram por ser consideradas 
de modo pragmático, optando-se por estender o estudo a 
todos os Estados da Amazônia, com a cobertura do maior 
número possível de alvos4. Nesse sentido, também, os próprios 
conhecimentos acumulados durante o desenvolvimento dos 
trabalhos sugeriram, por vezes, como esperado, atualizações 
nas prioridades indicadas inicialmente pelo modelo de 
previsibilidade. Modelo plenamente válido, como comprovam 
os resultados obtidos, porém com indicações que variam, 
obviamente, na razão direta das alterações e atualizações dos 
fatores individuais utilizados no geoprocessamento.
Por outro lado, os trabalhos de investigação geológica, em 
nenhum momento, foram dirigidos às áreas com restrição 
total à mineração, por vezes presentes nos limites dos alvos de 
prospecção. Também foram evitadas, quase sempre, áreas com 
impedimentos parciais à atividade extrativa mineral.
4.3 CARACTERIZAÇÃO DE ALVOS E OCORRÊNCIAS 
CADASTRADAS
Dentro dos limites de tempo, dos recursos e da logística 
disponíveis, foram trabalhados 14 dos 22 alvos selecionados 
para prospecção: um, entre os dois do Amapá; os dois do 
Amazonas; o do Maranhão (que se estende até o Pará); dois, 
entre os seis do Mato Grosso; dois, entre os três do Pará 
(inclusive o alvo PA/MA); três, entre os quatro de Rondônia; 
o de Roraima; e três, entre os quatro do Tocantins5. Ao final 
das campanhas de campo, foram cadastradas 80 ocorrências. 
Dessas, apenas cinco não se situam nos limites dos alvos de 
prospecção previamente demarcados, e correspondem a 
pontos indicados pelos conhecimentos e contatos acumulados 
durante a progressão dos trabalhos.
A Figura 4.5 indica a localização das 80 ocorrências 
cadastradas e a distribuição das áreas efetivamente 
trabalhadas, correspondentes a alvos ou a grupos de alvos 
demarcados inicialmente.
Entre as 80 ocorrências citadas, 65 correspondem a 
novidades. Nas outras 15, situadas nos Estados de Rondônia, 
Mato Grosso e Roraima, rochas ornamentais já vêm sendo 
extraídas, de modo permanente, sazonal ou experimental.
As ocorrências com novos materiais cercam-se de 
características que atendem em grau elevado aos condicionantes 
tomados como referência para estímulo do interesse de 
empreendedores do setor mineral: tipos com beleza e apelo 
comercial, alguns excepcionais; modos de ocorrência propícios; 
fácil acesso; infraestrutura regional favorável; e inexistência 
de impedimentos totais, ou mesmo, na maioria das vezes, 
inexistência de impedimentos parciais à atividade extrativa.
Além do conjunto de 80 ocorrências, que compõem 
o Capítulo 6 e o Apêndice C, este Atlas registra também 
a existência de oito materiais adicionais, um cedido pela 
Brilasa, do Pará, e sete outros pela Corcovado, provenientes 
do Tocantins e Pará. Esse conjunto de materiais compõem 
uma coleção de rochas exóticas, com estética diferenciada, 
categoria com crescente inserção nos mercados nacional 
e internacional. Muito embora não se tenha conseguido 
acesso direto aos depósitos, os dados obtidos sobre eles estão 
colocados em suas respectivas fichas, no Capítulo 6, e ilustram 
a grande potencialidade amazônica para tipos comerciais 
especiais.
A coleção completa de materiais da Amazônia, apresentada 
neste Atlas, reúne, portanto, 88 materiais, 75% deles 
novidades, cadastradas de forma original.
Para efeito comparativo, apenas sete tipos comerciais 
de rochas da região enfocada, produzidos nos Estados de 
Rondônia e do Mato Grosso, constam do atual Catálogo 
Brasileiro de Rochas Ornamentais, organizado pela Associação 
Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) e o 
Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) – disponível em: www.
abirochas.com.br.
Amapá
No Alvo AP-1 do Amapá (Figuras 4.5 e 4.6), relativamente 
próximo da capital Macapá e com acesso pela BR-210 e pela 
BR-156, foram selecionados três novos materiais (Quadro 4.1)6.
Os materiais cadastrados correspondem a variações de rochas 
charnockíticas esverdeadas e um granitóide cinzento (Foto 4.1), 
por ora associados aos chamados Granulitos Ácidos, na base 
geológica disponível, em escala 1:1.000.000 (CPRM, 2004a). 
Essas rochas deverão surgir como integrantes do Granito Porto 
Grande – corpo a ser destacado em mapas geológicos mais 
detalhados, em fase de finalização pela CPRM/SGB.
Outros materiais para ornamentação e revestimento foram 
selecionados, naquele Estado, por trabalhos realizados no início 
desta década, e colocadas no Portfólio de Rochas Ornamentais 
doEstado do Amapá (PINTO, 2001). Parte dessa coleção de 
rochas localiza-se nos limites dos alvos AP-1 e AP-2, cabendo 
destaque, dentre essas, a granitos verdes, de cor creme, e 
vermelhos.
Amazonas
No Amazonas, foram trabalhados os dois alvos demarcados: 
o AM-1, na região de Presidente Figueiredo; e o AM-2, na região 
de Apuí-Manicoré, respectivamente situados no nordeste e sul do 
Estado (vide Figura 4.5).
No Alvo AM-1, foram selecionados cinco materiais com 
estética variada, equivalentes a tipos comerciais de granito 
(Quadro 4.2 e Figura 4.7). Quanto a esses, cabe destaque ao 
Vermelho Atroari (ponto AM-1), ao Pau-Brasil (ponto AM-3) e 
ao Abre Alas (ponto AM-4), equivalentes, respectivamente, a 
granitóide róseo com presença variável de quartzo azul (Suíte 
4 Exemplo disso, áreas com menor prioridade inicial, como as do Amazonas, acabaram por ser investigadas em razão da oportunidade da descoberta de depósitos para atendimento da 
crescente demanda estadual. Mesmo diante da escassez relativa, naquele Estado, de terrenos cristalinos e de condicionantes francamente favoráveis à lavra.
5 Os levantamentos foram realizados de maneira suficiente para atestar a potencialidade dos alvos de prospecção. Na maioria das vezes, isso esteve longe de esgotar todo o potencial daquelas áreas.
6 O acompanhamento das informações contidas nesse subitem, bem como de todos os demais, que integram, na sequência, o Capítulo 4, pode ser melhor conduzido a partir da consulta 
simultânea ao Capítulo 6, para observação da aparência das rochas selecionadas em cada alvo de prospecção. 
Figura 4.5 – Áreas trabalhadas e ocorrências de rochas ornamentais cadastradas na Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
59
Figura 4.6 – Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AP-1.
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
60
Figura 4.7 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AM-1.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
61
Mapuera)7 , e à subvulcânicas de aparência pouco comum (Suíte 
Mapuera e Grupo Iricoumé).
No Alvo AM-2, cadastraram-se quatro tipos rochosos (Quadro 
4.3 e Figura 4.8), todos nos domínios da Suíte Serra da Providência, 
dentre os quais, pela aparência, salienta-se o Marrom Amazonas 
(ponto AM-7, Foto 4.2).
Maranhão
Na divisa do Maranhão com o Pará (rio Gurupi), foram 
catalogadas rochas no trecho maranhense do Alvo MA-PA 
(Quadro 4.4, e Figuras 4.5 e 4.9). Bom resultado, especialmente 
diante das dimensões reduzidas da faixa do embasamento Foto 4.1 – Detalhe da amostragem de rochas no Alvo AP-1.
Quadro 4.2 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amazonas (Alvo AM-1).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
AM-1 Vermelho Atroari Suíte Mapuera
Sienogranito 
leucocrático, com 
granulação média 
a grossa, de cor 
róseo-avermelhado, 
portador de quartzo 
azulado
Lajedos decamétricos expostos em 
pedreiras para brita. Coberturas 
métricas de solo. Relevo de morros 
arredondados de pequena amplitude
AM-2 Chão de Estrelas
Suíte Água 
Branca
Tonalito/quartzo 
diorito, mesocrático, 
granulação média a 
grossa, cinzento.
Matacões e paredões em área de 
mineração de brita. Coberturas 
métricas a decamétricas de solo. 
Relevo ondulado com amplitude 
pequena a moderada
AM-3 Pau -Brasil Grupo Iricoumé
Tufo-ignimbrito 
porfiróide de 
matriz fina e cor 
avermelhada, com 
níveis milimétricos 
rosados e 
amarronzados
Campos de matacões métricos e 
blocos semi-enterrados, dispostos em 
meias encostas de relevo ondulado de 
baixa amplitude
AM-4 Abre Alas Suíte Mapuera
Subvulcânica 
(microgranito) 
porfiróide de matriz 
fina, cinza a róseo
Pequenos campos de matacões e 
blocos, na meia encosta de relevo 
ondulado de baixa amplitude
AM-5 Tucuxi Suíte Água Branca
Granodiorito cinza-
claro a esbranquiçado
Blocos e matacões métricos semi 
enterrados
7 Esse tipo granitóide aparece em vários pontos do Alvo, em alguns deles explorado para brita. Situação que se repete em vários pontos da região amazônica – Amapá, Rondônia e 
Tocantins são exemplos disso – envolvendo rochas de estética diferenciada e modos de ocorrência favoráveis para seu aproveitamento como rochas ornamentais. Isso se dá em razão 
da forte demanda por agregados para construção civil pois, com frequência, há escassez de maciços rochosos nas proximidades dos maiores centros consumidores, situação crítica em 
casos como o de Manaus.
Quadro 4.1 – Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amapá (Alvo AP-1).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO
MODO DE 
OCORRÊNCIA
AP-1 Jatobá
Granulitos Ácidos 
(Granito Porto 
Grande)
Rocha de granulação grossa, 
coloração cinza, levemente 
foliada e com a presença de 
fenocristais orientados de 
álcali feldspato
Blocos e paredões de 
centenas de metros, em 
área de extração de brita
AP-2 Amapari
Granulitos Ácidos 
(Granito Porto 
Grande)
Charnockito de granulação 
média e coloração 
esverdeada
Matacões arredondados 
com mais de 2,5m de 
diâmetro
AP-3 Verde Amapá
Granulitos Ácidos 
(Granito Porto 
Grande)
Rocha de granulação grossa, 
coloração esverdeada, 
com textura porfirítica 
(fenocristais de álcali 
feldspato)
Blocos e paredão 
quilométrico de rocha
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
62
Figura 4.8 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AM-2.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
64
cristalino maranhense e da inexistência de registros anteriores 
de ocorrências de rochas ornamentais naquele trecho. Também 
pela estética dos materiais cadastrados, que estabelecem um 
padrão de granitos esverdeados pouco comuns, inclusos, pela 
base geológica utilizada (CPRM, 2004a), na Suíte Intrusiva 
Tromaí. Dentre os tipos catalogados, sobressai-se o Verde 
Bálsamo (ponto MA-2, Foto 4.3).
Mato Grosso
No Mato Grosso, foi trabalhada uma grande área, ao norte 
do Estado, na região da cidade de Alta Floresta (Figura 4.10). 
Essa área abrange dois alvos originais de prospecção, o MT-4 
e o MT-6 (vide Figura 4.5).
Quadro 4.3 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amazonas (Alvo AM-2).
Foto 4.2 – Aspecto do afloramento do Marrom Amazonas (AM-7).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
AM-6 Rosa Triunfo Suíte Serra da Providência
Monzogranito porfiróide, 
de matriz média a grossa, 
e cor cinza a róseo
Matacões e lajedos distribuídos 
da parte baixa da topografia à 
meia encosta. Região de pequenas 
serras e morros que se destacam 
da paisagem mais arrasada
AM-7 Marrom Amazonas
Suíte Serra da 
Providência
Sienogranito equigranular 
de granulação grossa, 
textura localmente rapakivi, 
e cor avermelhada
Grande número de blocos e 
matacões com tamanhos diversos, 
em região de morros e colinas 
suaves
AM-8 Juma Suíte Serra da Providência
Gabronorito equigranular 
de granulação fina, 
cinza-escuro 
Lajedos em área de campo aberto
AM-9 Álacre Amazônia
Suíte Serra da 
Providência
Monzogranito 
leucocrático, de matriz fina 
a média e cor rosa-claro
Lajedos e matacões em área de 
campo aberto
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PI AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
MA-1 Verde Aguapés Suíte Intrusiva Tromaí
Tonalito inequigranular médio 
com cor verde dada pela 
alteração dos máficos para 
clorita e saussuritização do 
plagioclásio
Matacões métricos 
aflorantes em região com 
relevo arrasado
MA-2 Verde Bálsamo Suíte Intrusiva Tromaí
Granodiorito inequigranular 
fino, com cor esbranquiçada a 
esverdeada, com foliação pouco 
pronunciada
Lajedos e matacões 
métricos em área de relevo 
arrasado
MA-3 Cipó Esmeralda Suíte Intrusiva Tromaí
Tonalito inequigranular médio 
com cor verde dada pela 
alteração dos máficos para 
clorita e saussuritização do 
plagioclásio
Lajedos e matacões 
métricos em área de relevo 
arrasado
Quadro 4.4 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Maranhão 
(Alvo PA-MA).
Foto 4.3 – Afloramento do Verde Balsamo (MA-2) na região do rio 
Gurupi, no Maranhão.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
66
A atenção sobre essa faixa do território matogrossense 
foi aumentada a partir de contatos com a Companhia 
Matogrossense de Mineração (Metamat) e o Departamento 
Nacional de Produção Mineral (DNPM)/Distrito de Cuiabá. 
Houve convergência de interesses, uma vez que essas duas 
entidades, em parceria, como assinalado no Capítulo 3, 
desenvolvem naquela região o projeto Utilização de Artefatos 
de Pedra na Indústria da Construção Civil, em sintonia com 
as atividades da Cooperativa de Produção Comunitária de 
Artefatos de Pedra para Obras e Construção Civil (Coopergran), 
promovendo bases para a nucleação de empreendimentos de 
rochas ornamentais. 
A soma de objetivos e conhecimentos permitiu a seleção 
de 15 materiais na região (Quadro 4.5).As rochas dessa região 
do norte matogrossense compõem coleção bastante variada, 
entre materiais tradicionais e um exótico. No conjunto dos 
tradicionais, todos eles granitos, no sentido comercial do 
termo – um branco, granitos rosa, vermelho, cinza, multicolor, 
creme, marrom, e um granito preto absoluto. Essas rochas 
estão relacionadas, de maneira individual ou agrupada, às 
diversas unidades geológicas encontradas na região, registro 
da ampla geodiversidade naquela faixa.
Dentre os materiais mais propriamente tradicionais, pode 
ser dado destaque à estética de quase metade do conjunto 
– o Floresta Negra (MT-4), o Rosa Caiabi (MT-5, Foto 4.4), 
o Barroco Juruena (MT-8), o Branco Mato Grosso (MT-9), o 
Curupira (MT-14) e o Marrom Cristalino (MT-15).
O tipo exótico corresponde a uma rocha milonítica, de 
muita beleza e cor predominante verde, o Esmeralda da 
Amazônia (MT-06, Foto 4.5), que corta a Suíte Intrusiva 
Paranaíta.
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BI AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
MT-1 Angelim Suíte Intrusiva Juruena
Granitóides com textura 
equigranular a inequigranular, 
granulação fina a média e tons 
variados, cinzentos, róseos, e 
predominantemente róseos 
esverdeados (epidotização) 
Campos de matacões, em sua 
maioria métricos, aflorantes a 
semi enterrados. Constituem, 
muitas vezes, altos relativos em 
terrenos aplainados a colinosos 
de baixa amplitude
MT-2 Rosa Bromélia Suíte Intrusiva Juruena
Granitóides com textura 
equigranular a inequigranular, 
granulação média a grossa, 
róseo-esverdeado, em 
decorrência da epidotização
Campos de matacões, em sua 
maioria métricos, aflorantes a 
semi enterrados. Constituem, 
muitas vezes, altos relativos em 
terrenos aplainados a colinosos 
de baixa amplitude
MT-3 Prata Aurora Suíte Intrusiva Juruena
Granitóide equigranular, de 
granulação fina a média, cor 
róseo-claro, leucocrático.
Grande lajedo alongado, que 
constitui pequena elevação em 
relação aos terrenos vizinhos
MT-4 Floresta Negra
Intrusiva 
Máfica 
Guadalupe
Rocha gabróide equigranular, 
de granulação fina a média, e 
cor preta.
Lajedos aplainados, com 
fraturamento baixo a médio, que 
se estendem continuamente por 
centenas de metros, à beira da 
estrada vicinal
MT-5 Rosa Caiabi Suíte Intrusiva Paranaíta
Granitóide levemente gnáissico, 
mesocrático, de granulação 
grossa e cor róseo-claro
Extensos lajedos, pouco 
fraturados, expostos em terreno 
levemente ondulado
MT -6 Esmeralda da Amazônia
Suíte Intrusiva 
São Pedro
Milonito cataclástico, de cor 
esverdeada, decorrente da 
matriz da rocha, possuidora 
de granulação fina, xistosa, 
que contrasta com grãos 
milimétricos de quartzo 
transparente subarredondados 
(protoclataclásticos ?)
Zona de cisalhamento em terreno 
granitóide, com dezenas de 
metros de espessura e centenas 
de metros de extensão, sentido 
NW-SE, subvertival. A rocha 
milonítica por vezes constitui 
cristas ligeiramente salientes ante 
os terrenos vizinhos, alongadas 
segundo a direção do lineamento
Quadro 4.5 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Mato Grosso (Alvos MT-4, MT-6, e outros 
pontos).
Foto 4.4 – Maciço aflorante do Rosa Caiabi (MT-5).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
MT -7 Canela Grupo Colider
Rocha vulcânica ácida a 
intermediária, constituída de matriz 
fina marrom-escuro e pórfiros de 
feldspato avermelhado e quartzo 
leitoso a transparente
Lajedos e cristas com grau 
de fraturamento médio, 
presentes em zonas 
aplainadas e altos com 
amplitude baixa a média
MT-8 Barroco Juruena
Granito 
Aripuanã
Granitóide equigranular de 
granulação fina, leucocrático, 
com leve orientação mineral, cor 
avermelhada. Possui pintas de 
minerais verdes, decorrentes de 
alteração pervasiva de feldspatos
Grandes lajedos e matacões
MT-9 Branco Mato Grosso
Granito 
Aripuanã
Granitóide equigranular a 
inequigranular, granulação grossa, 
mesocrático e com grãos minerais 
arredondados (recristalizados), de 
cor branco-esverdeado
Grandes lajedos e matacões
MT-10 Bordô Japuranã
Suíte 
Intrusiva São 
Pedro
Granitóide equigranular a 
inequigranular, granulação média, 
e textura levemente orientada, de 
cor vermelho-escuro
Grandes lajedos e matacões
MT-11 Amêndoa Gold
Suíte 
Intrusiva São 
Pedro
Granitóide porfiróide, de 
matriz com granulação média, 
equigranular a inequigranular, 
mesocrática a melanocrática, e 
megacristais ovalados de feldspato. 
Cor cinza-rosado
Grandes lajedos e matacões
MT-12 Cinza Paranaíta
Suíte Intrusva 
Paranaíta
Granitóide porfiróide com matriz 
equigranular a inequigranular, 
mesocrático, de cor cinza
Campos de matacões e 
lajedos de granitos, em 
terrenos aplainados
MT-13 Violeta Apiacás
Suíte Intrusva 
Paranaíta
Granitóide equigranular a 
inequigranular, grãos arredondados 
(recristalização), granulação média 
a grossa, e cor predominante 
marrom, com pintas e manchas 
verdes decorrentes de alteração 
mineral pervasiva de feldspatos
Campos de matacões 
e lajedos, em terrenos 
aplainados
MT-14 Curupira
Suíte 
Intrusiva São 
Pedro
Granitóide gnáissico, equigranular 
a inequigranular, de cor vermelhae manchas pretas dadas pela 
concentração de máficos
Campos de matacões e 
lajedos de granitos, em 
terrenos aplainados
MT-15 Marrom Cristalino
Corpo Sienito 
Cristalino
Sienitóide equigranular de 
granulação grossa e cor 
amarronzada
Campos de matacões e 
lajedos de granitos, em 
terrenos aplainados a 
ondulados, neste caso com 
elevações de amplitude 
pequena a média
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MT-16 Crema Brasil
Grupo Alto 
Paraguai 
(Formação 
Araras)
Mármore vesicular com matriz fina 
e cor creme a bege, com ou sem 
laminações, ondulações marrom-
avermelhado e níveis de silexitos
Bancos de metacalcários, 
por vezes tabulares, com 
exposições decamétricas a 
hectamétricas, e coberturas 
variáveis de solos
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A MT-17 Prata da Amazônia
Suíte 
Intrusiva 
Serra da 
Providência
Sienogranito equigranular de 
matriz grossa, e cor cinza a 
prateado. São comuns encraves 
centimétricos a decimétricos preto-
esverdeados
Maciço rochoso com 
dimensões quilométricas
MT-18 Café da Amazõnia
Suíte 
Intrusiva 
Serra da 
Providência
Sienogranito equigranular, de 
matriz grossa e cor marrom-claro
Campos de matacões 
em relevo colinoso e de 
pequenas serras
Quadro 4.5 (cont.) - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Mato Grosso (Alvos MT-4, MT-6, e outros 
pontos).
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
68
Integram o conjunto de tipos anteriores o Bordô Japuranã 
(Foto 4.6) e o Amêndoa Gold, lavrados de modo experimental 
pela Criuva Florestal e Mineradora, com boas perspectivas 
comerciais. Essa empresa cedeu os dados sobre seus depósitos, 
acompanhou visita às suas frentes de lavra, e ainda colaborou 
com o trabalho de amostragem desses e de outros materiais da 
região (o Barroco Juruena e o Branco Mato Grosso).
Foram também cadastrados dois materiais, explorados, 
no extremo noroeste do Mato Grosso, pela Gramazon, 
de Rondônia. Esses tipos rochosos integram o catálogo 
permanente de produtos daquela empresa e correspondem 
a variações granitóides da Suíte Intrusiva Serra da 
Providência: o Prata da Amazônia (MT-17) e o Café da 
Amazônia (MT-18) – vide Figura 4.5, Quadro 4.5, Foto 4.7 
e Foto 4.8.
Completa o conjunto de rochas selecionadas 
matogrossenses um mármore/limestone da Formação 
Araras (Grupo Alto Paraguai) – vide Figura 4.5 e Quadro 
4.5 –, como registro do potencial para essas rochas naquela 
faixa do Estado e naquele ambiente geológico. A rocha, 
denominada Crema Brasil, possui cor creme acinzentado e 
massa fina, com algumas estruturas vesiculares orientadas 
semelhantes às do Travertino Romano, produzido na Itália.
Rochas ornamentais foram registradas no Mato 
Grosso também por outros trabalhos. Dentre esses, como 
exemplos, podem ser citados:
 • o Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado de Mato 
Grosso (RAJAB, 1998), com a indicação de 17 materiais 
(um mármore, 17 granitos), distribuídos pelo território 
matogrossense; e
 • publicações, com o registro de rochas ornamentais e 
para revestimento em áreas do sudoeste do embasamento 
cristalino do Estado, região do Alvo MT-2 (SILVA et. al., 
2009), e no Granito São Vicente (Alvo MT-1), logo a sul da 
capital Cuiabá (SILVA et. al., 2010).
Pará
No Pará, foram trabalhados dois alvos, o antes citado 
PA-MA (subitem 4.3.3), na divisa com o Maranhão, e o alvo 
PA-1, próximo das cidades de Pacajás e Novo Repartimento, 
região de Tucuruí, no centro-sul do Estado.
Na primeira dessas áreas, foram cadastrados dois 
granitóides, o Cinza Novo Mundo (PA-9) e o Ocre Bacajá 
(PA-10), associados ao Granito Japiim, de acordo com a 
base geológica utilizada (CPRM, 2004a) – rever Figura 4.9 e 
ver Quadro 4.6.
No Alvo PA-1, que é cortado pela rodovia Transamazônica, 
foi selecionada uma coleção de granitos cinzentos, vermelhos e 
marrons (Quadro 4.6, e Figuras 4.5 e 4.11), todos eles integrantes 
da Suíte Intrusiva Arapari. Desse conjunto de rochas, merecem 
citação especial, pela estética, o movimentado Urucum (PA-2, Foto 
4.9), o Kayapó (PA-6, Foto 4.10) e o Carmim Pará (PA-8, foto 4.11).
Foto 4.5 – Detalhe do afloramento do Verde Esmeralda (MT-6).
Foto 4.6 – Maciço aflorante do Bordô Japuranã (MT-10).
Foto 4.7 – Lavra em maciço do Prata da Amazônia (MT-17).
Foto 4.8 – Lavra em matacões do Café da Amazônia (MT-18).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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Quadro 4.6 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Pará (Alvos PA-MA, PA-1 e outros pontos).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
PA-1 Vermelho Tucuruí
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide levemente 
gnáissico, avermelhado, de 
granulação predominante 
média a grossa
Grandes matacões, aflorantes e 
semi-enterrados, presentes em alto 
de região com relevo ondulado de 
baixa amplitude
PA-2 Urucum
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide gnáissico 
com matriz cinzenta de 
granulação média e níveis 
centimétricos avermelhados 
de feldspato potássico
Lajedos e matacões métricos a 
decamétricos, dispostos no alto 
e na meia encosta de morraria 
alongada no sendo leste-oeste
PA-3 Pacajás
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide inequigranular de 
granulação predominante 
grossa, matriz acinzentada e 
cristais róseos de feldspato 
potássico
Matacões métricos, no alto e na 
encosta de morraria alongada de 
leste a oeste, presente em terreno 
de baixa a média amplitude
PA-4 Sucupira
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide de granulação 
fina, isótropo a levemente 
orientado, e cor róseo a 
amarronzado
Paredão rochoso em corte da 
rodovia, na sequência de exposições, 
vistas desse ponto até próximo ao 
ramal 249 norte
PA-5 Jequitibá
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide de granulação 
média, isótropo a levemente 
orientado, e cor róseo a 
amarronzado
Paredão rochoso em corte da 
rodovia
PA -6 Kayapó
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide equigranular a 
inequigranular, isótropo, 
granulação média a grossa, 
de matriz cinza e cristais 
avermelhados de feldspato 
potássico
Matacões e lajedos, que se 
estendem por bom trecho da 
estrada de acesso, nas cercanias do 
ponto destacado. Região formada 
por terrenos ondulados de baixa 
amplitude
PA -7 Vermelho Arapari
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide equigranular a 
inequigranular, isótropo, 
granulação média a grossa, 
de cor avermelhado 
predominante
Matacões e lajedos, que se estendem 
por bom trecho da estrada de acesso, 
nas cercanias do ponto destacado. 
Região formada por terrenos 
ondulados de baixa amplitude
PA-8 Carmim Pará
Suíte 
Intrusiva 
Arapari
Granitóide avermelhado 
mesocrático, isótropo, de 
granulação média a grossa
Lajedos e matacões no alto e na 
meia encosta de terreno ondulado 
de baixa amplitude
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PA-9 Cinza Novo Mundo
Granito 
Japiim
Granitóide a duas micas, 
equigranular fino a médio, 
de cor esbranquiçada
Lajedos e matacões métricos a 
decamétricos em área de relevo de 
pouca amplitude
PA-10 Ocre Bacajá Granito Japiim
Sienogranito equigranular 
médio, róseo
Lajedos e matacões métricos em 
área de relevo de pouca amplitude
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PA -11 Carmim da Amazônia
Grupo 
Beneficente
Metassiltito vermelho 
bandado, com intercalações 
milimétricas a centimétricas 
cinza-esbranquiçadas
Lajedos e matacões tabulares, pouco 
fraturados, e bandamento com 
mergulho de alto grau. Constituemserra alongada, com dezenas de 
quilómetros de comprimento
PA-12 Camaiurá Grupo Beneficente
Metassiltito verde bandado, 
constituído de níveis 
centimétricos com diferentes 
tons esverdeados
Lajedos e matacões tabulares, pouco 
fraturados, e bandamento com 
mergulho de alto grau. Constituem 
serra alongada, com dezenas de 
quilómetros de comprimento
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
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Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
71
Como registro de materiais interessantes, localizados fora dos 
alvos de prospecção, no Pará, podem ser indicadas duas rochas 
exóticas, de aparência especial, correspondentes a variedades de 
siltitos/metassiltitos bandados, do Grupo Beneficente (vide Figura 
4.5 e Quadro 4.6). Essas ocorrências estão no extremo sul do 
Estado, na divisa com o Mato Grosso, área de influência da cidade 
de Alta Floresta (MT).
Completam a coleção paraense o Paládio e o Vitória 
Régia. O Paládio é um metaconglomerado polimítico, de cor 
predominante marrom8, há tempos extraído pela Brilasa, de 
Belém. O Vitória-Régia é um metabasalto extraído no Pará pela 
empresa Corcovado (PA-14, Foto 4.12). Ambos os materiais são 
comercializados nos mercados interno e externo. 
Rondônia
Em Rondônia, estado da Amazônia no qual a produção de 
rochas ornamentais e para revestimento é mais significativa, 
foram catalogados, além dos materiais em produção contínua ou 
descontínua, pela Gramazon9, nove outros materiais, perfazendo 
um total de 19 rochas cadastradas (Quadro 4.7).
Ao todo, foram cobertos os Alvos RO-1, RO-2 e RO-3 
(Figura 4.5).
No Alvo RO-1, região de Machadinho d‘Oeste (Quadro 4.7, e 
Figuras 4.5 e 4.12), afora os conhecidos Blue Star (RO-1, Foto 4.13) 
e Amazon Star (RO-2, Foto 4.14), da Gramazon, foi cadastrado 
material exótico, correspondente a uma rocha brechóide de cor 
cinza-escuro, o Vulcano Amazônia (RO-3, Foto 4.15). Todos os 
materiais estão inclusos nos domínios da Suíte Serra da Providência.
Na área do Alvo 2, região de Ouro Preto d’Oeste/Ministro 
Mario Andreazza (Quadro 4.7, e Figuras 4.5 e 4.13), 
ocorrem nove do conjunto de materiais rondonienses, 
quatro integrantes em produção pela Gramazon – o Marrom 
Castor (RO-8, Foto 4.16), o Castor Imperial (RO-9), o Preto 
Solimões (RO-10) e o Amazon Flower (RO-11, Foto 4.17). 
Afora o Amazon Lilás (RO-4), cuja lavra está paralisada, mas 
também integra a lista de produtos daquela empresa.
Entre os quatro outros materiais, levantados naquela 
área, cabe destaque ao Marrom Cacoal (RO-6, Foto 4.18) 
e Cinza Real (RO-7), granitos com quartzo azul e/ou textura 
pouco comum.
Todas as rochas citadas do Alvo 2 integram, mais uma 
vez, a Suíte Intrusiva Serra da Providência, com exceção do 
Amazon Lilás (Suíte Intrusiva Rio Pardo).
Foto 4.9 – Ocorrência do Urucum (PA-2).
Foto 4.10 – Amostragem de lajedo do Kayapó (PA-6).
Foto 4.11 – Amostragem de matacão do Carmim Pará (PA-8).
Foto 4.12 – Frente de lavra do Vitória Régia (PA-14).
Foto 4.13 – Frente de lavra do Blue Star (RO-1).
8 Não houve acesso aos dados sobre a localização e os detalhes a respeito da ocorrência do Paládio. Por outro lado, foram cedidos, pela Brilasa, ladrilhos do Paládio, para que o material 
integrasse este Atlas (Capítulo 6).
9 Os produtos da Gramazon, todos da classe comercial granito, são conhecidos, nacional e internacionalmente, por possuir, boa parte deles, estética bastante característica e diferenciada, 
ditada pela textura dos materiais e/ou presença de quartzo azul.
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
72
Figura 4.12 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo RO-1.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
R0-1 Blue Star Suíte Intrusiva Serra da Providência
Charnockito verde com cristais 
de quartzo azul com até 2 cm
Maciço rochoso em relevo 
pouco ondulado
RO-2 Amazon Star Suíte Intrusiva Serra da Providência
Sienogranito equigranular de 
matriz grossa e cor 
vermelho-azulado
Campos de matacões, em 
relevo de morros com altura 
média de 70 metros
RO-3 Vulcano Amazônia
Suite Intrusiva Serra 
da Providência
Rocha brechóide cinza-escuro 
a preto
Campo de matacões 
métricos
RO-4 Amazon Lilás Suíte Intrusiva Rio Pardo
Sienogranito equigranular, 
de granulação média e cor 
vermelho-claro
Lajedos e extenso campo de 
matacões. Relevo saliente em 
relação à média da área, que 
possui elevações da ordem 
de 80 a 100 metros
R0-5 Verde Rondônia
Suíte Intrusiva Serra 
da Providência
Charnockito equigranular, de 
granulação grossa, verde-
escuro
Maciço rochoso e campo 
de matacões distribuídos na 
direção norte/sul, em relevo 
com desníveis médios em 
torno de 70 metros
RO-6 Marrom Cacoal
Suíte Intrusiva Serra 
da Providência
Sienogranito porfiróide com 
cristais avermelhados de 
feldspato e quartzo azul
Maciço rochoso e campos de 
matacões métricos esparsos
RO-7 Cinza Real Suíte Intrusiva Serra da Providência
Sienogranito de matriz grossa/
muito grossa, cor acinzentado 
com megacristais ovalados 
de feldspato potássico, 
rapakivitico.
Maciço rochoso e campos de 
matacões métricos esparsos
RO-8 Marrom Castor Suíte Intrusiva Serra da Providência
Sienogranito fino a médio 
equigranular, bege a 
marrom-escuro
Maciços associados a 
matacões esparsos, em 
relevo levemente ondulado
RO-9 Castor Imperial Suíte Intrusiva Serra da Providência
Sienogranito fino a médio 
equigranular, bege a 
marrom-escuro
Maciços associados a 
matacões esparsos, em 
relevo levemente ondulado
RO-10 Preto Solimões Complexo Jamari
Ortognaisse sienogranítico. 
Possui trama foliada e 
estiramento dos feldspatos. 
Localmente apresentam 
textura tipo augen
Maciços com dimensões 
hectamétricas, com menos 
de 100 metros de altura, 
que se destacam em relevo 
regional aplainado
RO-11 Amazon Flower
Suíte Intrusiva Serra 
da Providência
Sienogranito porfiróide 
marrom-azulado, matriz 
média a grossa
Ocorrência de matacões 
métricos e lajedos, estes 
quase sempre cobertos por 
espessuras de solo inferiores 
a 3 metros
RO-12 Estrela do Norte
Suíte Intrusiva Serra 
da Providência
Riolito com pórfiros de até 
1,5cm de feldspato potássico 
e de plagioclásio, de cor 
cinza-escuro a esverdeada 
(epidotização)
Maciços rochosos associados 
a campo de matacões, 
em paisagem de morros e 
pequenas serras
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RO-13 Alto Alegre Suíte Intrusiva Rio Pardo
Monzogranito equigranular, de 
granulação média e cor rosa-
claro a cinza-rosado
Campo de matacões 
esparsos e maciços rochosos, 
em relevo ondulado de baixa 
a média amplitude
RO-14 Pororoca Formação Migrantinópolis
Rocha calciossilicática foliada 
e deformada. Observa-se 
alternância rítmica de níveis 
centimétricos verdes e 
branco-acizentados
Maciços associados a 
matacões métricos em serra 
com direção nordeste e 
altura média de 60 a 80 
metros
Quadro 4.7 – Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em 
Rondônia (alvos RO-1, RO-2, RO-3 e outrospontos).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
RO-15 Forest Green
Suíte Intrusiva 
Rondônia (Younger 
granites)
Sienogranito equigranular de 
matriz grossa e cor verde
Maciço com área aflorante 
de 150m x 150m, que 
se destaca em relevo 
relativamente plano 
R0-16 Bordô Madeira
Suíte Intrusiva 
Rondônia (Younger 
granites)
Granitóide equigranular fino 
de cor vermelho a rosa
Maciço em relevo tipo meia-
laranja
RO-17 Sonho Jamari Complexo Jamari Granada gnaisse porfiroblástico, de cor cinza
Campo de matacões 
métricos em relevo ondulado
RO-18 Pérola Branca Amazônia
Suíte Intrusiva 
Rondônia (Younger 
granites)
Albita granito equigranular 
de matriz fina e cor branco a 
levemente rosado
Maciço com área 
aproximada de 2km x 0,3km 
que se salienta em relevo 
plano com pequenas serras 
isoladas
R0-19 Pérola Rosa Amazônia
Suíte Intrusiva 
Rondônia (Younger 
granites)
Albita granito equigranular 
de matriz fina e cor rosa a 
levemente esbranquiçado
Maciço com área 
aproximada de 2km x 0,3km 
que se salienta em relevo 
plano com pequenas serras 
isoladas
Foto 4.14 – Lavra do Amazon Star (RO-2).
Foto 4.15 – Detalhe de afloramento do Vulcano Amazônia (RO-3).
Foto 4.16 – Frente de lavra do Marrom Castor (RO-9).
Foto 4.17 – Frente de lavra paralisada do Amazon Flower (RO-11).
Quadro 4.7 (cont.)– Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em 
Rondônia (alvos RO-1, RO-2, RO-3 e outros pontos).
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
76
Na área do Alvo RO-3 (Figuras 4.5 e 4.13), região de Rolim 
de Moura, destacam-se dois materiais: um granito cinza, o 
Alto Alegre (RO-13), representante da Suíte Intrusiva Rio 
Pardo, com ampla exposição na região; e um representante 
de materiais exóticos, o Pororoca (RO-14, Foto 4.19), rocha 
integrante das coberturas supracrustais deformadas da 
Formação Migrantinópolis, possuidora de estética favorável.
Situados fora dos alvos priorizados (vide Figura 4.5), 
completam as rochas cadastradas em Rondônia quatro materiais: 
três deles são rochas do catálogo regular de produtos da 
Gramazon, todos provenientes dos chamados granitos jovens de 
Rondônia: o Forest Green (RO-15), e duas variações faciológicas, 
de um mesmo maciço, o Pérola Branca Amazônia (RO-18, Foto 
4.20) e o Pérola Rosa Amazônia (RO-19, Foto 4.21). Quanto 
aos outros dois materiais, o Bordô Madeira (RO-16) também 
representa um corpo dos granitos jovens rondonianos (Suíte 
Intrusiva Rondônia); o segundo é um movimentado, o Sonho 
Jamari (RO-17), integrante do substrato rochoso mais antigo – 
Complexo Jamari.
Roraima 
Em 2009, a CPRM/SGB preparou e publicou um portfólio de 
rochas ornamentais para o Estado de Roraima (CPRM, 2009a). Boa 
parte dos materiais selecionados naquele trabalho está localizada 
dentro dos limites do Alvo RR-1, na parte centro-norte do Estado10.
Alguns desses materiais, somados a outros agora levantados, 
compõem a coleção de materiais de Roraima aqui catalogados 
(Quadro 4.8, e Figuras 4.5 e 4.14).
Em Roraima, Estado com a metade do território coberto 
por áreas impeditivas à mineração, conta-se, na parte aberta 
à atividade extrativa mineral, com um conjunto de rochas 
bastante variado e interessante, todos elas granitos, com 
variedades de cor cinza, róseo, marrom, verde, azulado, e 
amarelado. Alguns se aproximam, pela textura e cor, dos tipos 
explorados em Rondônia, e outros são bastante particulares, 
ou provenientes de corpos geológicos relativamente raros na 
natureza. Cabe destaque ao Bege Mucajaí (RR-1), Dama da Noite 
(RR-3), Amarelo Mucajaí (RR-4, Foto 4.22), Verde Amazônia 
(RR-6) e Dourado Amazônia (RR-9, Foto 4.23), materiais 
relacionados a diversas unidades da rica geodiversidade de 
Roraima. Do corpo Anortosito Repartimento, que exemplifica 
tipos rochosos pouco comuns na natureza, é proveniente o 
Azul da Amazônia (RR-7, Foto 4.24), granito cinza-esverdeado 
escuro com minerais que suscitam efeito de labradorescência, 
ou seja, reflexos de cor azul intenso à luz, característica 
semelhante ao Azul da Noruega, rocha ornamental frequente 
nas importações brasileiras.
Tocantins
Para o Tocantins, foi editado, em 2009, o Catálogo de 
Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins (FREITAS, 
2009), por iniciativa da Companhia de Mineração do 
Tocantins (Mineratins). A publicação lista 21 materiais para 
ornamentação e revestimento existentes aquele Estado.
Aqui são reapresentados quatro daqueles materiais, 
selecionados entre os de melhor estética, todos eles 
Foto 4.19 – Detalhe de afloramento do Pororoca (RO-14).
Foto 4.20 – Lavra do Pérola Branca Amazônia (RO-18).
Foto 4.21 – Afloramento de lajedo do Sonho Jamari (RO-17).
10 Para esclarecimento da relação de causa e efeito, ressalte-se que, em razão do método adotado para demarcação de alvos para prospecção, com o peso preponderante atribuído às 
ocorrências cadastradas, as mesmas foram decisivas para a indicação do alvo.
Foto 4.18 – Amostragem do Marrom Cacoal (RO-6).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
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Quadro 4.8 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em Roraima (Alvo RR-1, e ponto RR-8).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
RR-1 Bege Mucajaí Suíte Intrusiva Mucajaí
Hornblenda monzogranito 
porfirítico (megacristais ovóides), 
foliado, de cor cinza a creme
Pedreira de pequeno porte 
localizada em sopé de morro
RR-2 Alecrim Granito Igarapé Azul
Biotita leucomonzogranito 
esbranquiçado, com tonalidade 
amarelada
Matacões, métricos a 
decamétricos, e lajedos em 
extensa região aplainada
RR-3 Dama da Noite Suíte Intrusiva Serra da Prata
Mangerito esverdeado escuro, 
de granulação média a grossa 
portador de quartzo azul
Blocos e campos de matações 
com dimensões variadas
RR-4 Amarelo Mucajaí
Suíte Intrusiva 
Mucajaí
Sienogranito, de granulação 
grossa, textura rapakivi e 
megacristais ovalados de 
fedspato. Cor cinza-amarelado
Lajedo em encosta suave de 
morro tipo meia-laranja, com 
cerca de 40 metros de altura. 
Maciço rochoso bastante 
homogêneo e pouco fraturado
RR-5 Amêndoa Floresta
Suíte 
Metamórfica 
Rio Urubu
Gnaisse charnockítico, com 
granulação grossa, foliado, de 
cor esverdeada
Afloramento de blocos e 
matacões de rocha próximo à 
estrada
RR-6 Verde Amazônia
Suíte Serra da 
Prata
Charnockito equigranular, 
granulação grossa e cor verde
Lajedo pouco fraturado, em 
encosta de morro tipo pão-de-
açucar, com 30 metros de altura 
e flancos íngremes
RR-7 Azul da Amazônia
Anortosito 
Repartimento
Anortosito equigranular, matriz 
com granulçao grossa, e cor 
cinza-esverdeado
Afloramento rochoso pouco 
fraturado, parcialmente 
encoberto por solo e vegetação
RR-8 Aprazível Roraima
Suíte Intrusiva 
Saracura
Leucomonzogranito cataclástico, 
de granulação média e grossa, e 
cor creme a esbranquiçada
Extenso lajedo
RR-9 Dourado Amazônia
Suíte 
Metamórfica 
Rio Urubu
Biotita granodiorito 
equigranular, matriz grossa e cor 
cinzento a amarelado
Lajedos pouco fraturados em 
morros de baixa amplitude, em 
encostas suaves com escassa 
cobertura vegetal
Foto 4.23 – Afloramento de maciço do Dourado Amazônia (RR-9).Foto 4.22 – Maciço aflorante do Amarelo Mucajaí (RR-4).
Atlas de Rochas Ornamentais daAmazônia
79
Foto 4.24 – Aspecto de um afloramento do Azul da Amazônia 
(RR-7).
reamostrados e submetidos à nova caracterização tecnológica. 
A esses, foram acrescidos dez novos materiais que, por sua vez, 
reúnem quatro rochas rastreadas em campo, e seis materiais 
cedidos pela Corcovado, os últimos explorados na parte norte 
do Estado e beneficiados na região da grande Vitória (ES), 
pela Brasigran, do mesmo grupo empresarial (Quadro 4.9 e 
Figura 4.15).
À exceção dos materiais da Corcovado, tanto as rochas 
selecionadas a partir do trabalho anterior, da Mineratins (TO-01, 
TO-02, TO-5 e TO-6), quanto as rochas agora cadastradas pela 
CPRM/SGB (TO-3, TO-4 e TO-7), estão situadas nos limites dos 
alvos TO-1, TO-3 e TO-4 (vide Figuras 4.5 e 4.15)11.
Todos esses materiais, dos mais tradicionais aos exóticos, 
constituem um conjunto interessante de rochas para 
ornamentação e revestimento, com padrões estéticos no geral 
incomuns e muito belos, associados a diferentes unidades do 
embasamento cristalino do Tocantins. De fato, em termos 
de variedade estética e de geodiversidade, a coleção desse 
Estado alinha-se entre as de maior requinte, dentre os 
conjuntos de rochas, por Estado, levantados na Amazônia, 
já que compreendem granitos em sentido bastante amplo, 
Quadro 4.9 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Tocantins (Alvos TO-1, TO-3 e TO-4).
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AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA
TO-1 Salmão Paraíso Suíte Serrote
Granitóide com granulação 
média a grossa e cor 
avermelhada
Grande paredões rochosos, com 
aproximadamente 30 metros de 
altura 
TO-2 Estrela Tocantins
Suíte Carreira 
Comprida
Gabro preto com matriz de 
granulação fina e pórfiros 
radiais de feldpastos. Textura 
tipo snow flake
Grande extensão de 
paredões rochosos com, 
aproximadamente, 50 metros de 
altura, em média
TO-3 Tamba Tajá Grupo Serra da Mesa
Calciossilicática heterogênea 
de cor predominante verde, 
portadora de veios
Grande extensão de afloramento, 
na forma de paredões rochosos 
com aproximadamente 100 
metros de altura
TO-4 Folha Imperial Suíte Mata Azul
Pegmatito quartzo 
feldspático, de cor branco-
acinzentado
Lajedos de grande extensão
TO-5 Azul Ipueiras
Granitóides 
Tardi a Pós-
Tectônicos (Suíte 
Ipueiras)
Granito com quartzo azul, 
granulação média
Extensos paredões com 
aproximadamente 20 metros de 
rocha aflorante 
TO-6 Verde Nazaré
Granitóides 
Tardi a Pós-
Tectônicos
Charnockito de granulação 
média a grossa, e cor 
esverdeada a amarelada
Lajedos e paredões rochosos
TO-7 Jalapão
Formação 
Monte do 
Carmo
Metaconglomerado 
polimítico, com 
clastos centimétricos a 
decamétricos, de cor cinza 
predominante
Lajedo com cerca de 400 metros 
quadrados de área exposta
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S TO-8 Rosso Fiorentino
____ Chert ferruginoso Maciço rochoso
TO-9 Moulin Rouge ____ Serpentinito brechado Maciço rochoso
TO-10 Oak Bamboo ____ Formação ferrífera bandada (BIF) Maciço rochoso
TO-11 Onyx Bamboo ____ Chert bandado Maciço rochoso
TO-12 Yellow Bamboo
____ Metasilexito oxidado Maciço rochoso
TO-13 Abissay ____ Silexito ferruginoso Maciço rochoso
11 Não houve acesso a dados sobre a localização precisa das jazidas da Corcovado, que se situam, segundo a empresa, no norte do Tocantins. A Corcovado cedeu alguns dados cadastrais 
e ladrilhos de cada um dos seus materiais, que foram utilizados para sua inclusão nas fichas do Capítulo 6.
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
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Figura 4.15 - Geologia simplificada e pontos amostrados nos Alvos TO-1, TO-2 e TO-3.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
81
pegmatitos e rochas metassedimentares, com cores, texturas 
e estruturas muito diversificadas entre si (Fotos 4.25 a 4.28).
O cenário anterior, por si só favorável, é ainda 
francamente reforçado ao levar-se em conta, também, 
os materiais exóticos produzidos pela Corcovado, raros 
em beleza e indicadores de mais ambientes e situações 
geológicas a serem objetivados decisivamente pela 
prospecção, como sequências metassedimentares e 
metavulcanossedimentares, ou, ainda, zonas de alteração 
de rochas cristalinas (Fotos 4.29 a 4.31).
Modos de ocorrência bastante favoráveis à lavra, próprios 
a vários dos depósitos listados, e a efetiva produção de parte 
daqueles materiais reforçam, ainda mais, um cenário que 
beira o excepcional para rochas ornamentais no Tocantins, a 
exemplo de Rondônia, em especial, e também Roraima, caso 
se considere apenas a disponibilidade de matérias-primas.
Foto 4.26 – Detalhe do afloramento de Tamba Tajá (TO-3).
Foto 4.27 – Detalhe do pegmatito Folha Imperial (TO-4).
Foto 4.28 – Amostragem de afloramento do conglomerado 
Jalapão (TO-7).
Foto 4.29 – Pedreira do Rosso Fiorentino (TO-18).
Foto 4.30 – Frente de lavra do Yellow Bamboo (TO-12).
Foto 4.31 – Lavra do Abissay (TO-13).
Foto 4.25 – Amostragem do Estrela Tocantins (TO-2)
CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil
82
4.4 CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES
O relato dos procedimentos de busca e os resultados 
alcançados, no que se refere às rochas ornamentais na 
região amazônica, aliados a iniciativas, nesse mesmo sentido, 
empreendidas por entidades como a Metamat e Mineratins, 
conduzem a alguns aspectos relevantes, cabendo destacar;
1) O desenvolvimento de métodos de prospecção 
adequados são importantes para a obtenção de resultados 
relevantes, no que se refere à descoberta de depósitos. Mais 
ainda se considerados as dimensões da região e os trechos 
ínvios, característicos de grande parte da Amazônia;
2) Os avanços metodológicos aqui apresentados, para 
análise exploratória e prospecção de depósitos, assentados no 
tratamento geomático de informações geológicas e elementos 
de infraestrutura podem ser aperfeiçoados. Isso na razão 
direta da progressão do conhecimento geológico, e com 
inovações, que passam pelo aproveitamento de ferramentas 
como sensoriamento remoto e aerogeofísica. Isso sempre 
foi considerado por este trabalho, e a não exploração de 
algumas rotas metodológicas decorreu, basicamente, de 
limites ditados por tempo e necessidades operacionais. Nesse 
sentido, é possível que a edição digital deste Atlas já contenha 
complementações;
3) Considera-se que os resultados alcançados são bastante 
significativos e reforçam a expectativa positiva que determinou 
a formatação do estudo. Ainda mais ao se ter em conta 
o caráter eminentemente amostral do trabalho, que não 
alcançou a totalidade dos alvos selecionados, e tampouco 
esgotou a potencialidade dos alvos focados. A prospecção 
cobriu tão somente alguns trechos, bastante discretos 
diante da vastidão da área potencial amazônica para rochas 
ornamentais. Pode ser usado como exemplo o Estado do Pará. 
Com geodiversidade privilegiada, aquele Estado possui, na sua 
parte sul e em áreas como a do não detalhado Alvo PA-2, na 
região do rio Tapajós, materiais muito promissores, como os 
reunidos na Figura 4.32, a partir da observação do conteúdo 
da litoteca da CPRM/SGB, em Belém, ou obtidos diretamente 
das equipes de mapeamento geológico da regional paraense 
da empresa;
4) Algumas unidades geológicas destacam-se como origem 
de rochas ornamentais, já exploradas ou sugeridas neste Atlas. 
Exemplo marcante é o da Suíte Intrusiva Serra da providência, 
fonte de materiais diferenciados em Rondônia, Mato Grosso 
e no Amazonas. O mapeamento faciológico de mais detalhe, 
em curso e cobrindo vários trechos dessa unidade, a cargo de 
equipes da CPRM/SGB e outros, será um instrumento valiosopara entendimento da distribuição desses materiais e deverá 
contribuir com novas e significativas descobertas;
5) A crescente demanda por materiais exóticos amplia 
substancialmente a potencialidade amazônica. Exemplificados 
pelos materiais descobertos em Rondônia, Mato Grosso e Pará, 
e, talvez mais ainda, pelos materiais produzidos pela Corcovado 
e Brasigran, no Tocantins e Pará, essas rochas constituem uma 
vertente muito importante para a busca geológica na região; e
6) Tratando-se de Rondônia, já é clara a existência de distritos 
minerais, no sentido exato do termo12, relativamente às rochas 
ornamentais. Imagina-se que a progressão do conhecimento 
geológico e o correto direcionamento da busca por esses 
recursos possam, no médio prazo, configurar a mesma situação 
em Estados como Tocantins, Mato Grosso, Roraima e Pará.
Em termos geológicos, portanto, podem ser feitas previsões 
otimistas quanto às rochas ornamentais na Amazônia. A 
efetiva interiorização das fronteiras de produção desses e de 
outros bens minerais no Brasil, especialmente no que se refere 
à classe das rochas e minerais industriais, entretanto, passa pela 
superação de uma série de desafios, os principais tratados no 
Capítulo 5, em seguida.
Figura 4.32– Tipos rochosos com estética favorável à ornamentação e revestimento, do centro-sul do Pará.
12 Distritos minerais podem ser designados como áreas de tamanho variável, em média com 5 mil km2, com predominância de determinado bem mineral, associado a uma tipologia 
metalogenética específica. Podem abranger diversas minas, ativas ou não, depósitos e ocorrências de bens minerais. Ver, nesse sentido, CPRM/SGB (2009b).
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
83
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMPANHIA DA PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS – CPRM/SGB. 
Carta geológica do Brasil ao milionésimo. Sistema de Informação 
Geográfica. Rio de janeiro, 2004a. Caixa de 41 CD-ROMs.
______. Geologia e recursos minerais do estado de Mato 
Grosso. Escala 1:1.000.000. Cuiabá, 2004b. 235 p.
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Rondônia. Escala 1:1.000.000. 2007. CD-ROM.
______. Projeto rochas ornamentais de Roraima. Série Informe 
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HENSLEY, S., KOBRICK, M., PALLER, M., RODRIGUEX, E., 
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JARVIS, A., H.I. REUTER, A. NELSON, E. GUEVARA. Hole-filled 
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2001
RAJAB, A. Catálogo de rochas ornamentais do Estado de 
Mato Grosso. Cuiabá: DNPM, 1998. 78p.
SILVA, J. A. da, GODOY, A. M., ARAÚJO, L. M. B de, Ruiz, A. 
S. Padrões estéticos e tecnológicos das rochas ornamentais e de 
revestimento SW de Mato Grosso. XI SIMPÓSIO DE GEOLOGIA 
DA AMAZÔNIA. Anais... Manaus, 2009. CD-ROM.
____, ____, L. M. B. de, MANZANO, J. C., MELLO JÚNIOR, A. F. 
de, CHAGURI, G. F., BOLONINI, T. M. Potencialidade do "vermelho 
pantanal", batólito São Vicente (MT), para uso como rochas 
ornamentais de revestimento. 45 CONGRESSO BRASILEIRO DE 
GEOLOGIA. Anais... Belém, 2010. CD-ROM.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
Capítulo 5
Necessidades e Estratégias para o 
Desenvolvimento Sustentável da Produção 
de Rochas Ornamentais na Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
87
Capítulo 5
Necessidades e Estratégias para o Desenvolvimento Sustentável da Produção de 
Rochas Ornamentais na Amazônia
A região amazônica sempre foi preferencialmente atendida 
por produtos oriundos da Região Sudeste brasileira. Esta 
condição, histórica, é determinada pela pequena escala de 
demanda dos mercados locais, para diversos bens de consumo, 
bem como por gargalos logísticos remetidos principalmente 
à infraestrutura de transporte disponível. Por causa de suas 
grandes dimensões e particularidades fisiográficas, ferrovias e 
hidrovias são considerados os modais prioritários para reduzir 
as desigualdades competitivas existentes.
Talvez de forma mais aguda do que outras regiões brasileiras, 
faltam rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais portuários 
adequados, o que eleva sensivelmente os custos de frete. Para o 
setor de rochas ornamentais, o custo de transporte de chapas, 
entre Vitória (ES) e Manaus (AM), pode variar de R$ 20/m2 (por 
cabotagem) e R$ 40/m2 (por rodovia). Por sua vez, o tempo 
para esse transporte pode variar de 15 dias (cabotagem) a 30 
dias (rodovia).
Não há dúvida de que adequações logísticas trariam 
vantagens relevantes para o norte do Brasil em geral, tanto em 
relação aos países vizinhos quanto aos Estados do sul, sudeste 
e centro-oeste. Os custos de frete deixariam de ser, assim, uma 
das principais barreiras para a entrada e saída de produtos 
comerciais na área da Amazônia Legal. 
Investimentos significativos orientados pelo Plano Nacional 
de Logística e Transporte (PNLT) e pelo Plano Nacional de 
Logística Portuária (PNLP) têm sido contemplados na atual fase 
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), período 
2007-2010, e estão previstos no PAC 2 (2011-2014). O PAC 
é uma referência norteadora da ação do governo federal, que 
estabelece os investimentos necessários para superação dos 
desafios projetados na área de infraestrutura.
No caso dos transportes e sua logística, o PAC teve como 
base o PNLT, que aponta como um de seus principais objetivos 
o melhor balanceamento da matriz de transporte de cargas 
(Figura 5.1). O balanceamento objetivado privilegia hidrovias 
e ferrovias, fundamentais para a área de abrangência dos 
denominados Vetor Amazônico e Vetor Centro-Norte (Figura 
5.2).
Figura 5.1 - Matriz de transporte - atual e futura revisada.
Fonte: PERRUPATO (2009). Processamento PNLT, considerando consumo de energia
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
2005 2015 2020 2025
58%
30%
25%
35%
13%
29%
3,6%
5%
0,4% 1%
Rodoviário
Ferroviário
Aquaviário
Dutoviário
Aéreo
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
88
A caracterização desses vetores logísticos do PNLT focou 
tanto a integração nacional quanto a integração continental, 
também muito importante para a competitividade de 
empreendimentos mineroindustriais na Amazônia Legal 
(Figura 5.3). Os investimentos recomendados pelo PLNT 
totalizam R$ 290,1 bilhões, até 2023, dos quais R$ 28,4 
bilhões deverão ser alocados no Vetor Amazônico e R$ 26,2 
bilhões no Vetor Centro-Norte (Figura 5.4). 
O PNLP, a partir de uma radiografia do atual sistema 
de transportes, definiu, por sua vez, as necessidades de 
investimentos públicos e privados nos portos brasileiros e 
também em ferrovias, rodovias e hidrovias, para um horizonte 
de 20 anos, buscando atender à demanda projetada e 
aumentar a eficiência de plataformas logísticas, dentro de 
uma visão sistêmica da cadeia de transportes (PIRES, 2010). 
O estudo Norte Competitivo, contratado pelas federações 
das indústrias dos Estados da Região Norte, já concluído, 
analisa os gargalos logísticos e as melhores alternativas de 
investimento em programas e projetos, parte das quais já 
assinaladas no PNLT. Esse estudo apontou os nove principais 
eixos de integração regional, envolvendo a BR-264, a Hidrovia 
do Madeira, a FerroviaCarajás, o Complexo Hidrorrodoviário 
Manaus-Belém-Brasília, a Ferronorte, a Hidrovia Juruena-
Tapajós, o Complexo Hidrorrodoviário de Integração da BR-
163 à Vila do Conde (Pará), a Hidrovia Rio Tocantins/BR-362, e 
a Hidrovia do Paraguai-Paraná (MAIA, 2010). 
Atualmente, ainda de acordo com o estudo Norte 
Competitivo, o custo do transporte de todos os produtos 
originados ou destinados à região é estimado em R$ 17 bilhões/
ano, valor que poderia ser reduzido para R$ 3,8 bilhões/ano 
com o atendimento das demandas logísticas identificadas. A 
melhoria do transporte hidroviário seria a mais importante e 
de maior impacto, devido aos menores custos de investimento 
e utilização. 
Da mesma forma, estudos para um plano estratégico 
hidroviário estão sendo contratados pela Agência Nacional de 
Figura 5.2 – Distribuição espacial dos vetores logísticos considerados no PNLT.
Fonte: PERRUPATO (2009)
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
89
Figura 5.3 – Vetores logísticos e de integração continental. 
Fonte: PERRUPATO (2009)
Figura 5.4 – Brasil: investimentos do PNLT por vetores logísticos até 2023 – R$ 290,8 bilhões.
Fonte: PERRUPATO (2009)
28%
23%
15%
10%
9%
8%
7%
Centro-Sudeste Leste
Sul Amazônico
Centro-Norte Nordeste Setentrional
Nordeste Meridional
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
90
Transporte Aquaviário (Antac), com recursos do Banco Mundial. 
O resgate das hidrovias é considerado fundamental para a exigida 
descentralização da produção brasileira e para a mobilidade 
social das Regiões Norte e Nordeste (TORRES, 2010). 
Algumas pesquisas prevêem a reconfiguração da produção 
nacional e a ampliação geográfica das áreas de consumo. 
Dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE) evidenciam que a média do crescimento 
do varejo, já em 2010, será puxada pelas Regiões Norte 
(+16,5%) e Nordeste (+12,5%). O cenário é o mesmo para 
2011, com projeções de crescimento entre 8,5% e 10% no 
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e de 6% a 7% nas regiões 
Sul e Sudeste.
Pode-se considerar como questão definitiva a necessidade 
de interiorização das fronteiras minerais brasileiras. Isso fica 
claro quando se observa o esgotamento das reservas e as 
restrições ambientais, para diversas formas de uso e ocupação 
dos solos, em áreas mais densamente povoadas, como as do 
Sul e Sudeste do Brasil. Nos Estados de São Paulo e Rio de 
Janeiro, por exemplo, a própria lavra de rochas ornamentais 
já foi fortemente obstaculizada pelo processo de expansão 
urbana, o que também deverá brevemente ocorrer em Minas 
Gerais e Espírito Santo.
Também se aposta na navegação de cabotagem, para 
transporte doméstico de mercadorias ao longo da costa e 
portos interiores, como vetor positivo na interiorização. 
As rotas do sul-sudeste para o norte-nordeste já estão 
superaquecidas, devido à recente mobilidade das classes 
sociais de baixa renda para patamares mais elevados de 
consumo. 
Além disso, a mudança conjuntural e de perfil do 
crescimento brasileiro tem permitido a redução dos contratos 
spot, efetuados pelos transportadores para operações 
individuais/pontuais. Abre-se espaço para contratos nos 
médio e longo prazos, garantidos por uma demanda mais 
consistente e bem estruturada, sobretudo por meio de 
ferrovias e rodovias. 
Com relação às ferrovias, atribui-se fundamental 
importância à implantação e/ou consolidação de alguns eixos 
primários, envolvendo os trechos Cuiabá (MT)-Santarém (PA) 
e Cuiabá-Porto Velho (RO)/Ferronorte; Cuiabá-Santos (SP)-
Ferroban/EF-364; Belém (PA)-Panorama (SP)/Ferrovia Norte-
Sul/EF-151; Vilhena (RO)-Porto de Açú (RJ)/EF-354; Lucas 
do Rio Verde (MT)-Ilhéus (BA)/EF-334; e Marabá (PA)-
Recife (PE) /EF-232.
Até o transporte rodoviário deverá sofrer mudanças 
positivas e transformar-se em alternativa real de escoamento 
da produção, para algumas situações na Região Norte, 
aumentando a oferta de soluções integradas montadas sob 
medida para cargas industriais e commodities. É, neste caso, 
muito importante a finalização do asfaltamento da BR-319, 
entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM), e as obras necessárias 
para melhoria do tráfego nas BRs 364, 163, 174, 230, 010 
e 153, o que favoreceria tanto o consumo de produtos 
regionais quanto o seu escoamento para outros mercados. 
Vislumbra-se, assim, a superação de alguns importantes 
gargalos logísticos, o que permitirá baratear os custos de 
frete, bem como ampliar significativamente o volume 
de cargas transportadas. Vislumbra-se, ainda, sensível 
ampliação da demanda na Região Norte, já bem perceptível 
no macrossetor da construção civil e, particularmente, no 
mercado imobiliário. 
A efetivação dos programas e projetos do PAC, 
PNLT, PNLP e outros constitui a base da viabilidade para 
empreendimentos mineroindustriais do setor de rochas 
ornamentais na Amazônia Legal, transformando-a em uma 
nova fronteira de produção, beneficiamento e consumo. 
As perspectivas abrangem a possibilidade de atendimento 
de países vizinhos e do próprio mercado interno da Região 
Sudeste, sendo também aventada a viabilização de alguns 
outros corredores de integração comercial, com países do 
hemisfério norte, por meio do escoamento da produção em 
portos do Oceano Pacífico.
Os eixos de integração regionais e continentais, observados 
por meio da plataforma logística, atual e planejada, para o 
sistema de transporte na Amazônia Legal, são mostrados na 
Figura 5.5.
Conforme acertadamente destacado durante o seminário 
Desafios para a Amazônia 2011, promovido pelo Fórum 
Amazônia Sustentável e realizado na cidade de Belém (PA), 
em novembro de 2010, pode-se estar diante de um novo 
ciclo de desenvolvimento da região. O caminho passa pelo 
fortalecimento da economia florestal, que preconiza a 
multiplicidade de usos desse bioma. Esse caminho também 
pressupõe o fortalecimento da logística de transporte e a 
montagem de infraestrutura mais adequada às condições 
amazônicas, bem como a exploração sustentável de seus 
recursos minerais e a formação de uma base industrial, 
capazes de dar escala à economia regional.
Em um futuro próximo, a marca “Amazônia”, grafada em 
produtos com selo ambiental de qualidade e sustentabilidade, 
constituirá vantagem competitiva para as empresas ali 
instaladas. A disponibilidade de matérias-primas, para o 
desenvolvimento de polos mineroindustriais de rochas 
ornamentais, é garantida pelo enorme potencial geológico já 
identificado e registrado neste Atlas.
Do ponto de vista da exportação de produtos amazônicos, 
um grande impulso será dado pela implantação de rotas de 
transporte que permitirão melhor acesso aos mercados da 
costa oeste norte-americana, Europa e Ásia, por integrações 
multimodais com o Peru, Bolivia, Chile, Venezuela e Guianas. 
Com grandes investimentos já efetuados ou contratados, o 
Brasil está se abrindo para os vizinhos hispânicos do norte e 
oeste da América do Sul, por meio da construção de pontes, 
estradas e hidrovias de ligação aos portos do Pacífico, a 
partir do Peru, do Chile e do Equador. Vislumbra-se, assim, 
a redução, em aproximadamente 6.000km, da distância 
comercial com os mercados da Ásia e costa oeste dos EUA, 
o que baratearia em até US$ 30 o custo da tonelada dos 
produtos brasileiros exportados.
Figura 5.5 – Principais eixos logísticos de integração regional e continental (FONTE: Ministério dos Transportes, 2010)
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia
93
Rodovias integradas ao Corredor Biocêanico estão sendo 
concluídas no leste e centro-leste da Bolivia, possibilitando 
o acesso brasileiro, a partir do Mato Grosso e São Paulo, 
para Cochabamba, Santa Cruz de La Sierra e La Paz, com 
passagem para os portos de Antofagasta e Arica no Chile.
Tambem a Rota do Pacífico (Corredor Vial Interoceánico 
Sur), que ligará Rio Branco (AC) aosportos de Ilo, Matarane 
e San Juan, no Peru, servirá de alternativa para escoamento 
de produtos das regiões norte e centro-oeste do Brasil 
para países da Ásia, evitando que eles sejam embarcados 
nos portos de Santos e Paranaguá, após percorrer cerca de 
3.000km, em território nacional. No trecho brasileiro, a Rota 
do Pacífico será integrada pela BR-317 (Acre-Amazonas), 
BR-319 (Amazonas-Roraima) e BR-174 (Roraima-Venezuela), 
bem como com a BR-230 (Rodovia Transamazônica).
Conforme assinalado no Capítulo 3, o que se coloca 
em perspectiva para a região amazônica é o incremento 
da lavra de rochas ornamentais e a ampliação de seu 
consumo na própria região. Tanto para esse objetivo quanto 
para a exportação de rochas processadas, com mais valor 
agregado, impõe-se a verticalização da cadeia produtiva, 
com lavra e beneficiamento das matérias-primas. 
Julga-se muito apropriada a atração de empresas fortes 
do setor e já atuantes no Brasil, que possam mostrar sua 
experiência para atividades de lavra e beneficiamento. 
Mais do que tudo, essas empresas poderão trazer sua 
experiência de mercado, fundamental para o sucesso de 
empreendimentos mineroindustriais do setor de rochas 
ornamentais.
Além disso, é importante promover a modernização das 
marmorarias nas capitais e cidades maiores dos Estados 
amazônicos, principalmente quanto ao acesso às máquinas 
de corte a úmido agora exigidas pela legislação trabalhista. 
Outra questão fundamental colocada para as marmorarias é 
a formação e o treinamento de mão de obra especializada, 
da qual o setor é hoje ainda muito carente. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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estudo. Valor Econômico, São Paulo, p. A4, 11 nov. 
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OUTRAS FONTES DE CONSULTA
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p. F1-F8. Especial.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Capítulo 6
Catálogo de Rochas Ornamentais 
da Amazônia Brasileira
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Amapá
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
98
AP-1 Jatobá
Localização
Pedreira da Gran Amapá Britas (Ferreira Gomes) Coord. Geográficas: 0º47’21”N 51º19’48”O
Coord. UTM/ZONA: 463295 0087234/22N
Descrição Macroscópica
Rocha de granulação grossa, coloração cinza, levemente foliada e com a presença de fenocristais orientados 
de álcali-feldspato
Modo de Ocorrência
Blocos e paredões de centenas de metros, em área de extração de brita
Unidade Geológica
Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) 
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza-rosado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
99
XXXXXXXX
Classificação Petrográfica
Sienogranito porfirítico gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.637 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 155,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,42 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,42 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,17 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 300/10
Usos Recomendados
Moderada resistência à abrasão, flexão e compressão. Baixa absorção d’água. Observar coeficiente de segurança (4) e
espessuras mínimas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Sem restrições tecnológicas ao uso
xxxJatobá
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
100
AP-2 Amapari
Localização
Margem direita do rio Araguari, no balneário Pontal das Pedras (Ferreira Coord. Geográficas: 0º46’16”N 51º20’57”O
Gomes)
Coord. UTM/ZONA: 461153 0085224/22N
Descrição Macroscópica
Charnockito de granulação média e coloração esverdeada
Modo de Ocorrência
Matacões arredondados com mais de 2,5m de diâmetro
Unidade Geológica
Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
101
Amapari
Classificação Petrográfica
Gnaisse com granada
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.638 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 154,2*/156,4** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,36 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 14,91* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 301/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d‘água. Boa resistência à flexão, compressão e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em
revestimentos
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
102
AP-3 Verde Amapá
Localização
Margem direita do Rio Araguari, no Sítio Santa Maria Coord. Geográficas: 0º44’27”N 51º22’03”O
Coord. UTM/ZONA: 459095 0081881/22N
Descrição Macroscópica
Rocha de granulação grossa, coloração esverdeada, com textura porfirítica (fenocristais de álcali-feldspato)
Modo de Ocorrência
Blocos e paredão quilométrico de rocha 
Unidade Geológica
Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não Explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
103
Classificação Petrográfica
Gnaisse charnockítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.648 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 193,8*/128,3** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,17 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 16,99* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 302/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água. Baixa porosidade. Boa resistência à flexão e compressão. Alta resistência à abrasão. 
Observar coeficiente de segurança exigido (6) para especificação de pisos elevados e, sobretudo, fachadas aeradas
xxxxxxxVerde Amapá
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Amazonas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
106
AM-1 Vermelho Atroari
Localização
Pedreira do Vagner, no km 199 da BR-174 (Manaus-Boa Vista) Coord. Geográficas: 01º20’07”S60º22’45”O
Coord. UTM/ZONA: 791658 9852257/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito leucocrático, com granulação média a grossa, de cor róseo-avermelhado, portador de quartzo azulado
Modo de Ocorrência
Lajedos decamétricos expostos em pedreiras para brita. Coberturas métricas de solo. Relevo de morros arredondados
de pequena amplitude
Unidade Geológica
Suíte Mapuera
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
107
xxxxxxx
Classificação Petrográfica
Ferro-hastingsita microclínio granito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.650 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,29 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 163,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,11 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,77 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 13,74 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 064/10
Usos Recomendados
Moderada resistência à abrasão e à flexão (módulo de ruptura). Baixo coeficiente de dilatação térmica. Uso inadequado
com superfície polida em pisos de alto tráfego. Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Vermelho Atroari
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
108
AM-2 Chão de Estrelas
Localização
Pedreira Amazônia. Saída à esquerda, no km 135 da BR-174 (Manaus- Coord. Geográficas: 01º50’17”S 60º07’23”O
Boa Vista)
Coord. UTM/ZONA: 820115 9796578/20S
Descrição Macroscópica
Tonalito/quartzo diorito, mesocrático, granulação média a grossa, cinzento
Modo de Ocorrência
Matacões e paredões em área de mineração de brita. Coberturas métricas a decamétricas de solo. Relevo ondulado
com amplitude pequena a moderada
Unidade Geológica
Suíte Água Branca
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
109
Classificação Petrográfica
Meta quartzo monzogabro
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.815 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 195,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,05 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 24,07 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 065/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão e à flexão. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego.
Aumentar espaçamento de rejuntes em áreas externas
Chão de Estrelas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
110
AM-3 Pau-Brasil
Localização
Vicinal Canoas da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Fazenda próxima a Vila do Coord. Geográficas: 01º49’49”S 60º11’19”O
Canoas
Coord. UTM/ZONA: 812809 9797461/20S
Descrição Macroscópica
Tufo-ignimbrito porfiróide de matriz fina e cor avermelhada, com níveis milimétricos rosados e amarronzados
Modo de Ocorrência
Campos de matacões métricos e blocos semi-enterrados, dispostos em meias encostas de relevo ondulado de baixa
amplitude
Unidade Geológica
Grupo Iricoumé
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho escuro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
111
Classificação Petrográfica
Álcali feldspato riolito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.656 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 252,7*/311,8** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,12 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,7 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 29,10* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 066/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão, flexão e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em
revestimentos
Pau-Brasil
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
112
AM-4 Abre Alas
Localização
Vicinal Canoas da BR 174 (Manaus- Boa Vista) Coord. Geográficas: 01º48’44”S 60º11’43”O
Coord. UTM/ZONA: 812051 9799445/20S
Descrição Macroscópica
Subvulcânica (microgranito) porfiróide de matriz fina, cinza a róseo
Modo de Ocorrência
Pequenos campos de matacões e blocos, na meia encosta de relevo ondulado de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Mapuera
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Roseo esverdeado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
113
Classificação Petrográfica
Riolito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.708 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 297,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,33 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,05 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 35,50 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 067/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão e flexão. Boa resistência à abrasão. Sem restrições 
tecnológicas para uso em revestimentos.
Abre Alas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
114
AM-5 Tucuxi
Localização
Vicinal Novo Rumo da BR 174 (Manaus-Boa Vista). Local distante cerca Coord. Geográficas: 01º34’19”S 60º09’55”O
de 2,5km da vila Novo Rumo
Coord. UTM/ZONA: 815452 0826037/20S
Descrição Macroscópica
Granodiorito cinza claro a esbranquiçado
Modo de Ocorrência
Blocos e matacões métricos semi enterrados
Unidade Geológica
Suíte Água Branca
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
115
Classificação Petrográfica
Hornblenda granodiorito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.723 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,07 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 219,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,70 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,20 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 24,42 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 068/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e baixo coeficiente de dilatação térmica. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego.
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Tucuxi
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
116
AM-6 Rosa Triunfo
Localização
Sítio Boa Esperança, na vicinal do Triunfo (sentido rodovia Coord. Geográficas: 07º49’10”S 61º27’34”O
Transamazônica)
Coord. UTM/ZONA: 669865 9135366/20S
Descrição Macroscópica
Monzogranito porfiróide, de matriz média a grossa, e cor cinza a rósea
Modo de Ocorrência
Matacões e lajedos distribuídos da parte baixa da topografia à meia encosta. Região de pequenas serras e morros quese destacam da paisagem mais arrasada
Unidade Geológica
Suíte Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
117
Classificação Petrográfica
Biotita sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.642 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,57 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,1 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,24 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,87 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 069/10
Usos Recomendados
Moderada resistência à flexão. Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas, observando coeficiente
de segurança exigido (4) para especificação
Rosa Triunfo
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
118
AM-7 Marrom Amazonas
Localização
Vicinal Bom Futuro da BR-230 (Apuí-Humaitá) Coord. Geográficas: 07º44’40”S 61º25’52”O
Coord. UTM/ZONA: 673013 9143639/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular de granulação grossa, textura localmente rapakivi, e cor avermelhada
Modo de Ocorrência
Grande número de blocos e matacões com tamanhos diversos, em região de morros e colinas suaves
Unidade Geológica
Suíte Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
119
Classificação Petrográfica
Biotita microclínio granito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.619 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 10,46 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 070/10
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à flexão, compressão e desgaste. Observar coeficiente de segurança (4) e adequar
espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Aumentar espaçamento do rejunte e utilizar argamassas flexíveis
de rejuntamento em ambientes externos
Marrom Amazonas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
120
AM-8 Juma
Localização
Vicinal à esquerda da BR-230 (Apuí-Humaitá), sentido Humaitá. Entrada Coord. Geográficas: 07º54’45”S 61º27’33”O
cerca de 2 km da comunidade Nova Maravilha
Coord. UTM/ZONA: 669849 9125048/20S
Descrição Macroscópica
Gabronorito equigranular de granulação fina, cinza escuro 
Modo de Ocorrência
Lajedos em área de campo aberto
Unidade Geológica
Suíte Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza escuro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
121
Classificação Petrográfica
Meta quartzo monzogabro
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.917 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,05 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 259,0 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,15 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 30,29 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 071/10
Usos Recomendados
Densidade elevada. Baixa absorção d’água. Alta resistência à compressão e flexão. Sem restrições tecnológicas para uso
em revestimentos
Juma
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
122
AM-9 Álacre Amazônia
Localização
Vicinal da BR-230 (Apuí-Humaitá) Coord. Geográficas: 07º55’46”S 61º27’16”O
Coord. UTM/ZONA: 670355 9123193/20S
Descrição Macroscópica
Monzogranito leucocrático, de matriz fina a média e cor rosa claro
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões em área de campo aberto
Unidade Geológica
Suíte Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
123
Álacre Amazônia
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.615 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 220,6 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,31 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 20,59 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 072/10
Usos Recomendados
Baixo coeficiente de dilatação térmica. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Maranhão
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
126
MA-1 Verde Aguapés
Localização
MA-306, entre Centro Novo do Maranhão e Chega Tudo Coord. Geográficas: 2º09’10”S 46º10’51”O
Coord. UTM/ZONA: 368694 9762003/23S
Descrição Macroscópica
Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclásio
Modo de Ocorrência
Matacões métricos aflorantes em região com relevo arrasado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Tromaí
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
127
Classificação Petrográfica
Tonalito gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.760 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 166,6 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 24,44 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 311/10
Usos Recomendados
Baixos índices de absorção d’água e porosidade. Grande resistência à flexão. Valor limite de resistência à abrasão. 
Desaconselhado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento de rejuntes e utilizar
argamassas flexíveis em áreas externas
Verde Aguapés
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
128
MA-2 Verde Bálsamo
Localização
MA-306, entre Centro Novo do Maranhão e Chega Tudo Coord. Geográficas: 2º10’10”S 46º13’42”O
Coord. UTM/ZONA: 363410 9760156/23S
Descrição Macroscópica
Granodiorito inequigranular fino, com cor esbranquiçada a esverdeada, com foliação pouco pronunciada
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões métricos em área de relevo arrasado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Tromaí
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
129
Classificação Petrográfica
Granodiorito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.683 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,69 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de DilataçãoTérmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,45 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 10,64 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 313/10
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à flexão e à abrasão. Atenção com superfícies polidas em pisos de alto tráfego. Respeitar
coeficientes de segurança exigidos (6) em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Verde Bálsamo
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
130
MA-3 Cipó Esmeralda
Localização
Patrimônio Agrícola São Francisco – estrada vicinal entre MA-306 e vila Coord. Geográficas: 2º13’05”S 46º14’20”O
Cipoeiro
Coord. UTM/ZONA: 362232 9754779/23S
Descrição Macroscópica
Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclá-
sio
Modo de Ocorrência
Lajeados e matacões métricos em área de relevo arrasado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Tromaí
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
131
Classificação Petrográfica
Hornblenda tonalito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.857 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 190,5 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,83 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,26 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 22,8 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 312/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água. Boa resistência à flexão e compressão. Valor limite de resistência à abrasão. Não indicado com
superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar espessuras de rejuntes em áreas externas e utilizar argamassas flexíveis
Cipó Esmeralda
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Mato Grosso
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
134
MT-1 Angelim
Localização
Fazenda São Francisco, nas cercanias de Alta Floresta, à beira da rodo-
via Coord. Geográficas: 09º55’00”S 55º59’17”O
para Cuiabá (lado esquerdo, sentido capital)
Coord. UTM/ZONA: 610946 8903625/21S
Descrição Macroscópica
Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação fina a média e tons variados, cinzentos, róseos, e 
predominantemente róseos esverdeados (epidotização)
Modo de Ocorrência
Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semienterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos
em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Juruena
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
135
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.666 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,84 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 14,73 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 286/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à abrasão. Não indicado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente
de segurança (4) e espessuras mínimas em pisos elevados e fachadas aeradas. Preferência para argamassas flexíveis em
áreas externas
Angelim
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
136
MT-2 Rosa Bromélia
Localização
Fazenda Universal, nas cercanias de Alta Floresta, à beira da rodovia Coord. Geográficas: 09º55’15”S 56º01’04”O
para Cuiabá (lado direito, sentido capital)
Coord. UTM/ZONA: 607688 8903177/21S
Descrição Macroscópica
Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação média a grossa, e cor róseo-esverdeado, em decorrência
da epidotização
Modo de Ocorrência
Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semienterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos
em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Juruena
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
137
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.662 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 202,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,45 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 17,14 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 287/10
Usos Recomendados
Não indicado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (3) e espessuras
mínimas de rejunte e utilizar argamassas flexíveis em áreas externas
Rosa Bromélia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
138
MT-3 Prata Aurora
Localização
Sítio do Bigode, nas cercanias de Alta Floresta, estrada para Paranaíta Coord. Geográficas: 09º50’51”S 56º12’55”O
(próximo ao km 14 km). Beira da estrada, à direita, sentido Paranaíta)
Coord. UTM/ZONA: 586053 8911350/21S
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular, de granulação fina a média, cor róseo-claro, leucocrático.
Modo de Ocorrência
Grande lajedo alongado, que constitui pequena elevação em relação aos terrenos vizinhos
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Juruena
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa claro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
139
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.622 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,32 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 190,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,89 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,85 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 9,25 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 288/10
Usos Recomendados
Material desaconselhável para áreas de molhamento frequente. Restrição para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. 
Recomenda-se impermeabilização do emboço e/ou contrapiso nas áreas de aplicação
Prata Aurora
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
140
MT-4 Floresta Negra
Localização
Fazenda dos Metralha. Vicinal nos arredores de Alta Floresta, com Coord. Geográficas: 09º53’47”S 56º08’14”O
acesso pela estrada que segue para Paranaíta
Coord. UTM/ZONA: 594578 8905922/21S
Descrição Macroscópica
Rocha gabróide equigranular, de granulação fina a média, e cor preta
Modo de Ocorrência
Lajedos aplainados, com fraturamento baixo a médio, que se estendem continuamente por centenas de metros
Unidade Geológica
Intrusiva Máfica Guadalupe
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Preto Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
141
Classificação Petrográfica
Hiperstênio gabro
Caracterização TecnológicaNorma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 3.069 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,01 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 231,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 24,1 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 289/10
Usos Recomendados
Densidade elevada. Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à flexão e compressão. Valor limite de resistência à
abrasão para pisos de alto tráfego. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Floresta Negra
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
142
MT-5 Rosa Caiabi
Localização
Fazenda Manoel Xavier, na vicinal 208, arredores de Alta Floresta Coord. Geográficas: 10º02’10”S 55º49’13”O
Coord. UTM/ZONA: 629287 8890367/21S
Descrição Macroscópica
Granitóide levemente gnáissico, mesocrático, de granulação grossa e cor róseo-claro
Modo de Ocorrência
Extensos lajedos, pouco fraturados, expostos em terreno levemente ondulado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Paraíta
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa claro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
143
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.643 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,21 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,82 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,55 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,59 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 290/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em
ambientes internos e externos
Rosa Caiabi
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
144
MT-6 Esmeralda da Amazônia
Localização
Laterais da estrada Paranaíta-Apiacás, à altura do km 53, próximo da Coord. Geográficas: 09º31’32”S 56º49’31”O
Fazenda São Cristóvão
Coord. UTM/ZONA: 519172 8947038/21S
Descrição Macroscópica
Milonito cataclástico, de cor esverdeada, decorrente da matriz da rocha, possuidora de granulação fina, xistosa, que 
contrasta com grãos milimétricos de quartzo transparente subarredondados (protoclataclásticos ?)
Modo de Ocorrência
Zona de cisalhamento em terreno granitóide, com dezenas de metros de espessura e centenas de metros de extensão, 
sentido NW-SE, subvertival. A rocha milonítica por vezes cosntitui cristas ligeiramente salientes ante os terrenos vizinhos, 
alongadas segundo a direção do lineamento
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva São Pedro
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
145
Classificação Petrográfica
Sericita-quartzo xisto (milonítico)
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.702 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 66,6*/77,2** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,26 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 10,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,54 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 5,96* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 291/10
Usos Recomendados
Baixa resistência à abrasão, flexão e compressão. Elevado coeficiente de dilatação térmica. Material indicado para peças
decorativas, tampos e outras aplicações em ambientes internos. Exceto pisos elevados
Esmeralda da Amazônia
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
146
MT-7 Canela
Localização
Fazenda São José, em vicinal que sai à altura do km 35 da estrada Coord. Geográficas: 09º27’58”S 56º40’03”O
Paranatai-Apiacás (saída à direita, sentido Apiacás)
Coord. UTM/ZONA: 536504 8953591/21S
Descrição Macroscópica
Rocha vulcânica ácida a intermediária, constituída de matriz fina marrom-escuro e pórfiros de feldspato avermelhado e
quartzo leitoso a transparente
Modo de Ocorrência
Lajedos e cristas com grau de fraturamento médio, presentes em zonas aplainadas e altos com ampitude baixa a média
Unidade Geológica
Grupo Colider
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom-escuro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
147
Classificação Petrográfica
Microclínio riolito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.657 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,03 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 317,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,33 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,1 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,08 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 27,63 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 292/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água e porosidade. Elevada resistência à flexão, compresso e abrasão. Sem restrições
tecnológicas para uso em revestimentos
Canela
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
148
MT-8 Barroco Juruena
Localização
Acesso por vicinais até ponto a aproximadamente 36km a sul-sudoeste Coord. Geográficas: 10º21’16”S 58º10’50”O
da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Nova Floresta, 
Coord. UTM/ZONA: 370720 8855158/21Sregião de Nova Bandeirantes
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular de granulação fina, leucocrático, com leve orientação mineral, de cor avermelhada. Possui pintas
de minerais verdes, possivelmente decorrentes de alteração pervasiva de feldspatos
Modo de Ocorrência
Grandes lajedos e matacões
Unidade Geológica
Granito Aripuanã
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
149
Classificação Petrográfica
Sienogranito gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 188,3*/183,6** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,39 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,37* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 353/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos, em ambientes internos e externos
Barroco Juruena
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
150
MT-9 Branco Mato Grosso
Localização
Acesso por vicinais até ponto a aproximadamente 45km a sul-sudoeste Coord. Geográficas: 10º15’49”S 58º10’43”O
da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Nova Floresta, região
Coord. UTM/ZONA: 370926 8865204/21Sde Nova Bandeirantes
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular a inequigranular,granulação grossa, mesocrático e com grãos minerais arredondados (recris-
tali-
zados), de cor predominante branco-esverdeado
Modo de Ocorrência
Grandes lajedos e matacões
Unidade Geológica
Granito Aripuanã
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Branco Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
151
Classificação Petrográfica
Epídoto gnaisse
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.667 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,38 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 215,4*/205,8** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 1,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 9,16* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 354/10
Usos Recomendados
Valores limite para absorção d’água e flexão. Porosidade elevada. Moderada resistência à abrasão. Utilizar argamassas
colantes, preferencialmente brancas, para assentamento. Pouco indicado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Branco Mato Grosso
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
152
MT-10 Bordô Japuranã
Localização
Fazenda Juventude, região da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Coord. Geográficas: 10º00’02”S 58º03’45”O
de Nova Floresta, região de Nova Bandeirantes. Estrada a esquerda, após 
Coord. UTM/ZONA: 383543 8894330/21Sentrada principal da Fazenda, sentido rio Juruena. Dista 9km de Japuranã
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular a inequigranular, granulação média, e textura levemente orientada, de cor vermelho-escuro
Modo de Ocorrência
Grandes lajedos e matacões
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva São Pedro
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Mina
Dados do Produtor
Empresa: Criúva Florestal e Mineradora
Telefone: (54) 3229-2977 Fax:
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
153
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.630 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,1 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 163,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,10 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,5 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 16,50*** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação de Ciência e Tecnologia - Cientec
Boletim de Análise 20808/70662
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e alta resistência ao desgaste abrasivo. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Bordô Japuranã
*** Flexão 4 apoios (ASTM C990)
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
154
MT-11 Amêndoa Gold
Localização
Fazenda Juventude, região da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Coord. Geográficas: 10º05’22”S 58º03’16”O
de Nova Floresta, região de Nova Bandeirantes. Estrada a esquerda, após 
Coord. UTM/ZONA: 384463 8884511/21Sentrada principal da Fazenda, sentido rio Juruena. Dista 19km de Japuranã
Descrição Macroscópica
Granitóide porfiróide, de matriz com granulação média, equigranular a inequigranular, mesocrática a melanocrática, e
megacristais ovalados de feldspato. Cor cinza-rosado. Apresenta orientação mineral
Modo de Ocorrência
Grandes lajedos e matacões
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva São Pedro
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Mina
Dados do Produtor
Empresa: Criúva Florestal e Mineradora
Telefone: (54) 3229-2977 Fax:
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
155
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.640 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,2 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 108,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,30 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,8 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 8,34*** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação de Ciência e Tecnologia - Cientec
Boletim de Análise 20808/70663
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à compressão e flexão. Baixa absorção d’água e moderada resistência ao desgaste abrasivo. 
Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras mínimas para pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Amêndoa Gold
*** Flexão 4 apoios (ASTM C990)
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
156
MT-12 Cinza Paranaíta
Localização
Rodovia MT-206, Paranaíta/Apiacás. Saída à direita no km 35, sentido Coord. Geográficas: 09º30’22”S 56º40’05”O
Pontal do Rio Paranaita, e percurso de 2km até a Fazenda Filizóla
Coord. UTM/ZONA: 536423 8949184/21S
Descrição Macroscópica
Granitóide porfiróide com matriz equigranular a inequigranular, mesocrático, de cor cinza
Modo de Ocorrência
Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Paranaíta
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza amarelado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
157
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.668 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,0 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,01 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 295/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência abrasiva para pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras
mínimas de rejunte em áreas externas, sem outras restrições para uso em revestimentos
Cinza Paranaíta
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
158
MT-13 Violeta Apiacás
Localização
Comunidade (garimpo) Mutum – Assentamento Melhorança, a 40 km Coord. Geográficas: 09º22’26”S 57º14’25”O
da Cidade de Apiacás
Coord. UTM/ZONA: 473619 8963803/21S
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular a inequigranular, grãos arredondados (recristalização), granulaçao média a grossa, e cor pre-
dominante marrom, com pintas e manchas verdes decorrentes de alteração mineral pervasiva de feldspatos
Modo de Ocorrência
Campos de matacões e lajedos, em terrenos aplainados
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Paranaíta
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
159
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.636 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 203,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,46 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,41 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 296/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos, em ambientesinternos e externos
Violeta Apiacás
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
160
MT-14 Curupira
Localização
Rodovia MT–208, Alta Floresta/Nova Monte Verde. Saída no km 100, à Coord. Geográficas: 10º02’03”S 57º51’12”O
esquerda, sentido Juára por 12km, atá a fazenda Caiabi, do Sr. Antônio
Coord. UTM/ZONA: 406481 8890679/21SPassos
Descrição Macroscópica
Granitóide gnáissico, equigranular a inequigranular, de cor vermelha e manchas pretas dadas pela concentração de
máficos
Modo de Ocorrência
Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva São Pedro
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
161
Classificação Petrográfica
Sillimanita gnaisse com cordierita
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.728 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 172,7*/132,7** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,79 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 8,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,46 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 17,11* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 297/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento de rejuntes e utilizar
argamassas flexíveis em ambientes externos
Curupira
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
162
MT-15 Marrom Cristalino
Localização
MT-325, cerca de 15km ao norte de Alta Floresta, no sentido da balsa Coord. Geográficas: 09º40’38”S 56º00’49”O
que faz a travessia do rio Teles Pires para o lado paraense
Coord. UTM/ZONA: 608201 8930119/21S
Descrição Macroscópica
Sienitóide equigranular de granulação grossa e cor amarronzada
Modo de Ocorrência
Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados a ondulados, neste caso com elevações de ampli-
tude pequena a média
Unidade Geológica
Corpo Sienito Cristalino
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
163
Classificação Petrográfica
Quartzo sienito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.624 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,43 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 128,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,61 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,7 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 1,20 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 13,15 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 298/10
Usos Recomendados
Porosidade elevada e valores limite de absorção d’água, resistência à abrasão e à compressão. Material desaconselhável
para pisos flutuantes e fachadas aeradas.Recomenda-se utilização de argamassas colantes de fixação e rejuntamento
Marrom Cristalino
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
164
MT-16 Crema Brasil
Localização
Pedreira da ECOPLAM, na BR-364/163. Serra das Araras, município Coord. Geográficas: 14º44’38”S 56º22’2”O
de Nobres
Coord. UTM/ZONA: 567511 8369906/21S
Descrição Macroscópica
Mármore vesicular com matriz fina e cor creme a bege, com ou sem laminações, ondulações marrom-avermelhado e
níveis de silexitos
Modo de Ocorrência
Bancos de metacalcários, por vezes tabulares, com exposições decamétricas a hectamétricas, e coberturas variáveis de
solos
Unidade Geológica
Grupo Alto Paraguai (Formação Araras)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Mármore Bege Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
165
Classificação Petrográfica
Dolomito oolítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.605 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 1,78 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,3*/136,7** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 2,90 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 4,61 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 19,34 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 355/10
Usos Recomendados
Porosidade e absorção d’água elevadas. Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Sensibilidade a produtos ácidos. Uso
recomendado para áreas sociais de ambientes internos, tampos (exceto de pias de cozinha) e peças decorativas
Crema Brasil
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
166
MT-17 Prata da Amazônia
Localização
Linha 7 a 12km da cidade de Rondolândia. Sítio Gramazon Coord. Geográficas: 10º53’37”S 61º26’37”O
Coord. UTM/ZONA: 670116 8795343/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular de matriz grossa, e cor cinza a prateado. São comuns encraves centimétricos a decimétricos
preto-esverdeados
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso com dimensões quilométricas
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
167
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.680 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 169,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,57 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,33 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,32 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 265/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à flexão. Baixa absorção d’água. Observar coeficiente de segurança (4), espessuras mínimas e
integridade das peças em pisos elevados e fachadas ventiladas
Prata da Amazônia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
168
MT-18 Café da Amazônia 
Localização
Fazenda do Curió/Paraíso, Linha 70 Coord. Geográficas: 10º15’58”S 61º29’13”O
Coord. UTM/ZONA: 665698 8864754/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular, de matriz grossa e cor marrom-claro
Modo de Ocorrência
Campos de matacões em relevo colinoso e de pequenas serras
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
169
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.688 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,19 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 177,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,51 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 9,52 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsávelpelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 264/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras mínimas requeridas em pisos
flutuantes e, sobretudo, fachadas ventiladas
Café da Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Pará
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
172
PA-1 Vermelho Tucuruí
Localização
Entroncamento de dois ramais que saem para sul, próximos um ao Coord. Geográficas: 03º57’04”S 50º23’32”O
outro, aproximadamente a 60km de Novo Repartimento, sentido Pacajás, 
Coord. UTM/ZONA: 567486 9563261/22Sna Transamazônica. O entroncamento dista 9,2km da rodovia
Descrição Macroscópica
Granitóide levemente gnáissico, avermelhado, de granulação predominante média a grossa
Modo de Ocorrência
Grandes matacões, aflorantes e semi-enterrados, presentes em alto de região com relevo ondulado de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
173
Classificação Petrográfica
Gnaisse monzogranítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,10 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 179,5*/174,6** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,46 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,27 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 17,4* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 303/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água. Bons índices de resistência à flexão, compressão e abrasão. Sem restrições tecnológicas
para uso em revestimentos
Vermelho Tucuruí
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
174
PA-2 Urucum
Localização
Ponto à esquerda do ramal 249, distante 12,4km da Transamazônica, Coord. Geográficas: 03º40’03”S 50º49’09”O
no ramal 239 norte
Coord. UTM/ZONA: 520075 9594633/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide gnáissico com matriz cinzenta, de granulação média e níveis centimétricos avermelhados de feldspato potássico
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões métricos a decamétricos, dispostos no alto e na meia encosta de morraria alongada no sentido
leste-oeste
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
175
Classificação Petrográfica
Monzogranito gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.675 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,05 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 179,8*/180,6** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,38 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,14 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 21,72* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 304/10
Usos Recomendados
Material com ótimos indicadores físico-mecânicos. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Urucum
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
176
PA-3 Pacajás
Localização
Ponto à esquerda do ramal 249, distante 8,8km da Transamazônica, no Coord. Geográficas: 03º41’39”S 50º49’30”O
ramal 239 norte
Coord. UTM/ZONA: 519440 9591678/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide inequigranular de granulação predominante grossa, matriz acinzentada e cristais róseos de feldspato potássico
Modo de Ocorrência
Matacões métricos, no alto e na encosta de morraria alongada de leste a oeste, presente em terreno de baixa a média
amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
177
Classificação Petrográfica
Granodiorito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.672 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,08 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 187,2*/168,7** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,52 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,34* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 305/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência para pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas
Pacajás
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
178
PA-4 Sucupira
Localização
Ponto à esquerda da Transamazônica, na altura do km 16,9 a partir de Coord. Geográficas: 03º47’01”S 50º47’55”O
Pacajás, sentido Anapu
Coord. UTM/ZONA: 522373 9581797/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide de granulação fina, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado
Modo de Ocorrência
Paredão rochoso em corte da rodovia, na sequência de exposições da mesma rocha, com pequenas variações, vistas
desse ponto até próximo ao ramal 249 norte
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
179
Classificação Petrográfica
Monzogranito gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.640 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,03 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 208,0*/231,3** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,52 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,08 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 21,29* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 306/10
Usos Recomendados
Baixíssima absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Material adequado para áreas de molhamento
frequente
Sucupira
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
180
PA-5 Jequitibá
Localização
Ponto à esquerda da Transamazônica, na altura do km 14,9 a partir de Coord. Geográficas: 03º47’26”S 50º46’19”O
Pacajás, sentido Anapu
Coord. UTM/ZONA: 525332 9581014/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide de granulação média, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado
Modo de Ocorrência
Paredão rochoso em corte da rodovia
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
181
xxxxxxx
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.634 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 184,9*/142,8** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão- Amsler (1.000m) 0,47 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,31 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 19,75 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 307/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas de especificação para usos diversos
Jequitibá
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
182
PA-6 Kayapó
Localização
Ramal Morada Nova, km 15,8, sentido norte da Transamazônica. Lado Coord. Geográficas: 03º50’58”S 50º17’01”O
direito da vicinal, a partir da Rodovia. Esse ramal dista cerca de 32km
Coord. UTM/ZONA: 579525 9574483/22Sde Pacajás, no trecho entre aquela cidade e Novo Empreendimento
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de matriz cinza e cristais avermelhados
de feldspato potássico
Modo de Ocorrência
Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região
formada por terrenos ondulados de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
183
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.712 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 154,6*/131,2** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,7 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,13 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 308/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (6); e espessuras mínimas exigidas para pisos
flutuantes e fachadas ventiladas
Kayapó
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
184
PA-7 Vermelho Arapari
Localização
Ramal Morada Nova, sentido norte da Transamazônica, km 15. Lado Coord. Geográficas: 03º51’01”S 50º17’15”O
direito da vicinal, vindo-se da Rodovia. Esse ramal dista cerca de 32km
Coord. UTM/ZONA: 579120 9574384/22Sde Pacajás, no trecho Novo Empreendimento-Pacajás
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de cor avermelhado predominante
Modo de Ocorrência
Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região
formada por terrenos ondulados de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
185
Classificação Petrográfica
Biotita monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.652 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 156,5 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,6 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,53 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,68 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 309/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas de especificação. Observar coeficiente de segurança (3); e espessuras mínimas exigidas para
pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Vermelho Arapari
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
186
PA-8 Carmim Pará
Localização
Vicinal 258, ao norte da Transamazônica, km 5,7 Coord. Geográficas: 03º51’17”S 50º23’27”O
Coord. UTM/ZONA: 567624 9573921/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide avermelhado mesocrático, isótropo, de granulação média a grossa
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões no alto e na meia encosta de terreno ondulado de baixa amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Arapari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
187
Classificação Petrográfica
Gnaisse monzogranítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.675 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 132,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,25 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,95 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 310/10
Usos Recomendados
Observar coeficiente de segurança (6) exigido para especificação de pisos flutuantes e fachadas, sobretudo ventiladas. 
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Carmim Pará
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
188
PA-9 Cinza Novo Mundo
Localização
PA-108, Fazenda das Pedras Coord. Geográficas: 01º50’02”S 46º40’55”O
Coord. UTM/ZONA: 312915 9797220/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide a duas micas, equigranular fino a médio, de cor esbranquiçada
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões métricos a decamétricos em área de relevo de pouca amplitude
Unidade Geológica
Granito Japiim
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza claro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
189
Classificação Petrográfica
Muscovita monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.653 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,14 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 130,1 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,75 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,36 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,55 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 314/10
Usos Recomendados
Moderada resistência à flexão e abrasão. Material desaconselhado com superfície polida em pisos de alto tráfego. 
Observar espessuras exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Cinza Novo Mundo
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
190
PA-10 Ocre Bacajá
Localização
Sítio Kimura - vicinal entre Cachoeira do Piriá e vila Faveiro Coord. Geográficas: 01º59’17”S 46º34’21”O
Coord. UTM/ZONA: 325110 9780161/23S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular médio, róseo
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões métricos em área de relevo de pouca amplitude
Unidade Geológica
Granito Japiim
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
191
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.656 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,18 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,0*/198,8** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,2mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,49 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão *18,62 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 315/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Ocre Bacajá
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
192
PA-11 Carmim da Amazônia
Localização
Estrada vicinal na Fazenda Independência, região do Rio Cristalino, Coord. Geográficas: 09º23’36”S 55º47’21”O
cerca de 80 km ao norte de Alta Floresta, após o rio Teles Pires
Coord. UTM/ZONA: 632955 8961421/21S
Descrição Macroscópica
Metassiltito vermelho bandado, com intercalações milimétricas a centimétricas cinza-esbranquiçadas
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituem serra alongada, 
com dezenas de quilômetros de comprimento
Unidade Geológica
Grupo Beneficente
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
193
Classificação Petrográfica
Metaargilito ferruginoso / Metaquartzoarenito calcítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.659 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 178,2*/218,9** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 36,61** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 293/10
Usos Recomendados
Observar coeficiente de segurança exigido (6) em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Não recomendado com superfície
polida em pisos de alto tráfego. Possível sensibilidade a produtos químicos agressivos (ácidos)
Carmim da Amazônia
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
194
PA-12 Camaiurá
Localização
Estrada vicinal na Fazenda Independência, região do Rio Cristalino, Coord. Geográficas: 09º23’36”S 55º47’21”O
cerca de 80 km ao norte de Alta Floresta, após o rio Teles Pires
Coord. UTM/ZONA: 632955 8961421/21S
Descrição Macroscópica
Metassiltito verde bandado, constituído de níveis centimétricos com diferentes tons esverdeados
Modo de Ocorrência
Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituem serra 
alongada, com dezenas de quilômetros de comprimento
Unidade Geológica
Grupo Beneficente
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
195
Classificação Petrográfica
Metamarga
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.888 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,38 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 192,7*/154,9** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,47 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,4 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 1,10 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 25,47** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 294/10
Usos Recomendados
Material adequado para ambientes internos, sem molhamento frequente e não sujeitos a umidade ascendente do em
boço ou contrapiso. Utilizar argamassas colantes de assentamento. Possível sensibilidade a produtos químicos
Camaiurá
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
196
Localização
Estado do Pará
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Conglomerado Marrom Mina
Dados do Produtor
Empresa: Brilasa
Telefone: (91) 3210-8800 Fax: (91) 3249-5399
PA-13 Paládio 
Paládio
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
197
Localização
Sul do Pará
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Metabasalto Verde Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos 
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
PA-14 Vitória Régia
Vitória Régia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Rondônia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
200
RO-1 Blue Star
Localização
RO -133, 2km ao sul do 5º BEC-Batalhão de Engenharia Civil do Coord. Geográficas: 9º41’14”S 62º12’01”O
Exército
Coord. UTM/ZONA: 587741 8929080/20S
Descrição Macroscópica
Charnockito verde com cristais de quartzo azul com até 2 cm
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso em relevo pouco ondulado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
201
Classificação Petrográfica
Charnockito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.694 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,24 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 112,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,86 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,2 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,64 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 9,96 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 258/10
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à flexão, compressão e abrasão. Material desaconselhado com superfície polida em pisos de
alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras mínimas exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Blue Star
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
202
RO-2 Amazon Star
Localização
Linha 115, MC3, 2km ao norte do 5º BEC-Batalhão de Engenharia Civil Coord. Geográficas: 9º39’48”S 62º11’48”O
do Exército
Coord. UTM/ZONA: 588125 8931717/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor vermelho azulado
Modo de Ocorrência
Campos de matacões, em relevo de morros com altura média de 70 metros
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
203
Amazon Star
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.681 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,5 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,73 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 7,37 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 259/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Material desaconselhado em pisos flutuantes e fachadasventiladas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
204
RO-3 Vulcano Amazônia
Localização
Linha J09 gleba 4, 28km ao norte de Machadinho d´Oeste Coord. Geográficas: 09º12’27”S 61º59’56”O
Coord. UTM/ZONA: 609964 8982066/20S
Descrição Macroscópica
Rocha brechóide cinza-escuro a preto
Modo de Ocorrência
Campo de matacões métricos
Unidade Geológica
Suite Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Cinza escuro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
205
Vulcano Amazônia
Classificação Petrográfica
Brecha calciossilicática
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.808 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 229,5 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,33 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,43 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 252/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
206
RO-4 Amazon Lilás
Localização
Sítio do Sr. Cici, km 23. Acesso a linha da Canela. Entrada em frente à Coord.Geográficas:11º23’27”S 60º54’11”O
 igreja adventista 
Coord. UTM/ZONA: 728826 8739983/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular, de granulação média e cor vermelho claro
Modo de Ocorrência
Lajedos associados a extenso campo de matacões. Relevo bastante saliente em relação à média da área, que possui
elevações da ordem de 80 a 100 metros
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rio Pardo
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa Jazida
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
207
Amazon Lilás
Classificação Petrográfica
Sienogranito gnáissico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.624 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,26 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,1 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,2 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,69 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 10,23 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 247/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à flexão. Observar dimensões exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Avaliar
espaçamento dos rejuntes em áreas externas. Preferência para argamassas colantes flexíveis
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
208
RO-5 Verde Rondônia
Localização
BR-364, na entrada da cidade de Ouro Preto d´Oeste. Coord. Geográficas: 10º42’30”S 62º15’21”O
Coord. UTM/ZONA: 581382 8816167/20S
Descrição Macroscópica
Charnockito equigranular, de granulação grossa, verde escuro
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso e campo de matacões distribuídos na direção norte/sul, em relevo ondulado com desníveis médios em
torno de 70 m
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
209
Verde Rondônia
Classificação Petrográfica
Charnockito com granada
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.806 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,7*/190,6** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 7,73*/12,39** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 253/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água. Material não recomendado para pisos flutuantes, fachadas ventiladas e com superfície polida
em pisos de alto tráfego
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
210
RO-6 Marrom Cacoal
Localização
Linha 5. Acesso que liga de Cacoal a Ministro Andreazza, km 6 Coord. Geográficas: 11º23’22”S 61º31’04”O
Coord. UTM/ZONA: 661724 8740544/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito porfiróide com cristais avermelhados de feldspato e quartzo azul
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
211
Marrom Cacoal
Classificação Petrográfica
Biotita sienogranito porfirítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.695 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,19 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 141,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,50 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,82 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 249/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente
de segurança (6); e dimensões exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
212
RO-7 Cinza Real
Localização
Linha 5. Acesso que liga de Cacoal a Ministro Andreazza, km 15 Coord. Geográficas: 11º18’43”S 61º31’01”O
Coord. UTM/ZONA: 661847 8749120/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito de matriz grossa a muito grossa, de cor acinzentada, com megacristais ovalados de feldspato potássico, 
rapakivitico
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
213
Cinza Real
Classificação Petrográfica
Sienogranito porfirítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.689 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,1 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,7 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,44 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 6,84 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 250/10
Usos Recomendados
Material desaconselhável para pisos flutuantes, fachadas ventiladas e pisos polidos em áreas de alto tráfego. Uso geral
adequado em pisos e paredes convencionais, internos e externos
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
214
RO-8 Marrom Castor
Localização
Sitio Pedra Preta, linha 7km a 12km da cidade de Cacoal, sentido Coord.Geográficas:11º19’53”S 61º26’50”O
Cacoal – Ministro Andreaza 
Coord. UTM/ZONA: 669463 8746927/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito fino a médio equigranular, begea marrom escuro
Modo de Ocorrência
Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
215
Marrom Castor
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.629 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,0 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,1 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,42 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 8,94 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 261/10
Usos Recomendados
Pouco recomendado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Adequado para áreas de molhamento frequente, 
inclusive pisos e balcões de cozinha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
216
RO-9 Castor Imperial
Localização
Sitio Pedra Preta, linha 7 a 12km da cidade de Cacoal, sentido Coord.Geográficas:11º19’53”S 61º26’50”O
Cacoal – Ministro Andreaza 
Coord. UTM/ZONA: 669463 8746927/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito fino a médio equigranular, bege a marrom escuro
Modo de Ocorrência
Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
217
 Castor Imperial
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.631 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 162,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,60 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,22 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 262/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e moderada resistência à abrasão. Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de
segurança (4); e espessuras mínimas exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
218
RO-10 Preto Solimões
Localização
Linha 101, a 29 km de Jí-Paraná. Acesso pela BR-364, km 365 Coord.Geográficas:10º44’12”S 62º06’54”O
 
Coord. UTM/ZONA: 596781 8812984/20S
Descrição Macroscópica
Ortognaisse sienogranítico. Possui trama foliada e estiramento dos feldspatos. Localmente apresentam textura tipo 
augen
Modo de Ocorrência
Maciços com dimensões aflorantes a sub-aflorantes hectamétricas, com menos de 100 metros de altura, que se
destacam em relevo regional aplainado
Unidade Geológica
Complexo Jamari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
219
 Preto Solimões
Classificação Petrográfica
Biotita hornblenda gnaisse
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.705 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 156,4*/163,5** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,01 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,54 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 16,62*/19,91** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 260/10
Usos Recomendados
Não adequado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento dos rejuntes e utilizar arga
massas colantes em áreas externas. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
220
RO-11 Amazon Flower
Localização
Sítio Florestal, linha 6. Distante 9km da cidade de Ministro Andreazza Coord.Geográficas:11º09’41”S 61º27’31”O
 
Coord. UTM/ZONA: 668303 8765743/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito porfiróide marron-azulado, matriz média a grossa
Modo de Ocorrência
Expressiva ocorrência de matacões métricos e lajedos, estes quase sempre cobertos por espessuras de solo inferiores
a 3 metros
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom-azulado Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
221
 Amazon Flower
Classificação Petrográfica
Sienogranito porfirítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.673 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,5 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,64 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,12 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 266/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e boa resistência à compressão. Pouco recomendado para pisos de alto tráfego com superfície
polida. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
222
RO-12 Estrela do Norte
Localização
Sítio Esperança. A partir de Ministro Andreaza acesso pela linha 5, e em Coord. Geográficas: 11º05’07”S 61º36’47”O
seguida linha 3 e linha 114.
Coord. UTM/ZONA: 651479 8774244/20S
Descrição Macroscópica
Riolito com pórfiros de até 1,5cm de feldspato potássico e mais raramente de plagioclásio, de cor cinza escuro, por
vezes esverdeada (epidotização)
Modo de Ocorrência
Maciços rochosos associados a campo de matacões, em paisagem de morros e pequenas serras
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Providência
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza escuro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
223
Estrela do Norte
Classificação Petrográfica
Quartzo traquito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.691 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 234,0 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,36 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 23,69 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 255/10
Usos Recomendados
Alta resistência à flexão e compressão. Baixa absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Sem restrições
tecnológicas para uso em revestimentos, em áreas internase externas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
224
 
RO-13 Alto Alegre
Localização
Sítio Alto Alegre. Acesso Rolim de Moura – Santa Luzia, km 13. Coord. Geográficas: 11º50’50”S 61º46’44”O
Margem esquerda da estrada
Coord. UTM/ZONA: 632999 8690062/20S
Descrição Macroscópica
Monzogranito equigranular, de granulação média e cor rosa claro a cinza rosado
Modo de Ocorrência
Campo de matacões esparsos e maciços rochosos, em relevo ondulado de baixa a média amplitude
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rio Pardo
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
225
Alto Alegre
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.650 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,30 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 131,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 3,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,81 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 10,6 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 248/10
Usos Recomendados
Valores limite de absorção d’água, flexão, compressão e abrasão. Material mais adequado para ambientes internos. 
Recomenda-se utilização de argamassas colantes de fixação e rejuntamento em áreas de molhamento frequente
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
226
RO-14 Pororoca
Localização
Linha 10, a 10km da cidade de Seringueira Coord. Geográficas: 11º41’50”S 63º08’04”O
Coord. UTM/ZONA: 485334 8706927/20S
Descrição Macroscópica
Rocha calciossilicática foliada e deformada. Observa-se alternância rítmica de níveis centimétricos verdes e branco-
acinzentados
Modo de Ocorrência
Maciços associados a matacões métricos em serra com direção nordeste e altura média de 60 a 80 metros
Unidade Geológica
Formação Migrantinópolis
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
227
Pororoca
Classificação Petrográfica
Rocha calciossilicática
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.966 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,13 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 213,6*/230,9** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,60 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,38 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 14,44* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 251/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água. Adequado para áreas de molhamento frequente e pouco recomendado para pisos com
superfície polida em áreas de alto tráfego
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
228
RO-15 Forest Green
Localização
BR-364. Entrada para Rio Crespo, 1km à direita Coord.Geográficas:09º42’31”S 63º06’15”O
 
Coord. UTM/ZONA: 488563 8926805/20S
Descrição Macroscópica
Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor verde
Modo de Ocorrência
Maciço com área aflorante de 150m x 150m, que se destaca em relevo relativamente plano 
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
229
Forest Green
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.655 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,08 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 157,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,1 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 8,33 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 257/10
Usos Recomendados
Valor limite de resistência à flexão. Material pouco adequado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. 
Recomendado para áreas de molhamento frequente e/ou umidade ascendente
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
230
RO-16 Bordô Madeira
Localização
Pedreira do 5º BEC – Batalhão de Engenharia do Exército, no Maciço Coord. Geográficas: 08º49’37”S 63º57’45”O
São Carlos. BR 364, próximo à Porto Velho. Saída à esquerda (sentido
Coord. UTM/ZONA: 394165 9024153/20SRio Branco)
Descrição Macroscópica
Granitóide equigranular fino de cor vermelho a rosa
Modo de Ocorrência
Maciço em relevo tipo meia-laranja
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Marrom Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
231
Bordô Madeira
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 208,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,42 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,17 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 21,33 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 256/10
Usos Recomendados
Material com baixa porosidade e grande resistência físico-mecânica. Sem restrições tecnológicas para uso em
revestimentos
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
232
RO-17 Sonho Jamari
Localização
RO-464, acesso Jaru-Teobroma, km 6,8 Coord. Geográficas: 10º22’03”S 62º28’35”O
Coord. UTM/ZONA: 557318 8853912/20S
Descrição Macroscópica
Granada gnaisse porfiroblástico, de cor cinza
Modo de Ocorrência
Campo de matacões métricos em relevo ondulado
Unidade Geológica
Complexo Jamari
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
233
Sonho Jamari
Classificação Petrográfica
Biotita-granada gnaisse
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.752 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 162,8*/122,0** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,12 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,34 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,28*/19,43** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 254/10
Usos Recomendados
Baixa resistência à abrasão e baixa absorção d’água. Material adequado para áreas de molhamento frequente e não
recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (7); e espessuras
exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
234
RO-18 Pérola Branca Amazônia 
Localização
Linha 90, travessão B-20. Localizado a 12kmda BR 364 Coord.Geográficas:09º39’52”S 63º19’57”O
 
Coord. UTM/ZONA: 463509 8931682/20S
Descrição Macroscópica
Albita granito equigranular de matriz fina e cor branco a levemente rosado
Modo de Ocorrência
Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa claro Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
235
Pérola Branca Amazônia
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.620 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,26 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,83 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,68 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 12,78 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 263/10
Usos Recomendados
Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras restrições para uso em revestimentos, 
em áreas internas e externas
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
236
RO-19 Pérola Rosa Amazônia
Localização
Linha 90, travessão B-20. Localizado a 12km da BR-364 Coord.Geográficas:09º39’52”S 63º19’57”O
 
Coord. UTM/ZONA: 463509 8931682/20S
Descrição Macroscópica
Albita granito equigranular de matriz fina, de cor rosa a levemente esbranquiçado
Modo de Ocorrência
Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa claro Mina
Dados do Produtor
Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon
Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
237
Pérola Rosa Amazônia
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.631 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,30 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,0 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,79 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 10,81 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 267/10
Usos Recomendados
Valores limite de absorção d’água e resistência à flexão e abrasão. Material não recomendado com superfície polida
em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras mínimas exigidas para especificação em
pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Roraima
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
240
RR-1 Bege Mucajaí
Localização
Pedreira do Zezinho, vicinal do Roxinho, com entrada em torno de Coord. Geográficas: 2º22’32”N 61º07’32”O
25km a oeste da BR-174
Coord. UTM/ZONA: 708426 0262705/20N
Descrição Macroscópica
Hornblenda monzogranito porfirítico (megacristais ovóides), foliado, de cor cinza a creme
Modo de Ocorrência
Pedreira de pequeno porte localizada em sopé de morro
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Mucajaí
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza rosado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
241
Classificação Petrográfica
Biotita gnaisse monzogranítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.644 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,23 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 172,3*/160,9** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,89 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 8,75* MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 073/10
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à abrasão e flexão. Material adequado para uso geral, em revestimento de paredes e pisos
convencionais
Bege Mucajaí
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
242
RR-2 Alecrim
Localização
Vicinal 13 de Rorainópolis, a cerca de 3km da BR-174 no rumo oeste, Coord. Geográficas: 0º44’42”N 60º29’03”O
lado sul da vicinal
Coord. UTM/ZONA: 780031 0082430/20N
Descrição Macroscópica
Biotita leucomonzogranito esbranquiçado, com tonalidade amarelada
Modo de Ocorrência
Matacões, métricos a decamétricos, e lajedos em extensa região aplainada
Unidade Geológica
Granito Igarapé Azul
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa-claro Mina
Dados do Produtor
Empresa: J.M. de Freitas Mineração e Meio Ambiente
Telefone: (95) 9971-6476 Fax: (95) 9971-6476
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
243
Classificação Petrográfica
Biotita monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.616 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,37 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 145,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,96 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 14,46 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 074/10
Usos Recomendados
Valor limite de absorção d’água. Índice elevado de porosidade aparente. Recomenda-se impermeabilização do sistema
rocha/argamassas. Observar coeficiente de segurança (4). Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Alecrim
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
244
RR-3 Dama da Noite
Localização
Vicinal 15km à sudoeste da cidade de Iracema, a oeste da BR-174 Coord. Geográficas: 2º04’49”N 61º08’53”O
Coord. UTM/ZONA: 705974 0230067/20N
Descrição Macroscópica
Mangerito esverdeado escuro , de granulação média a grossa, portador de quartzo azul
Modo de Ocorrência
Blocos e campos de matacões com dimensões variadas
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Serra da Prata
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde-azulado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
245
Classificação Petrográfica
Charnokito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.723 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 174,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,77 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,16 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,4 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 163/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e baixo coeficiente de dilatação térmica. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego. Sem
outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Dama da Noite
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
246RR-4 Amarelo Mucajaí
Localização
Imediações do km 67 da estrada do Apiaú, Município de Mucajaí Coord. Geográficas: 2º19’30”N 61º25’28”O
Coord. UTM/ZONA: 675199 0282636/20N
Descrição Macroscópica
Sienogranito, de granulação grossa, textura rapakivi e megacristais ovalados de feldspato. Cor cinza amarelado
Modo de Ocorrência
Lajedo em encosta suave de morro tipo meia-laranja, com cerca de 40 metros de altura. Maciço rochoso bastante
homogêneo e pouco fraturado
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Mucajaí
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza amarelado Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
247
Classificação Petrográfica
Arfvedsonita sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.690 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 127,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,91 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 21,7 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec
Boletim de Análise 29/08
Usos Recomendados
Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em
revestimentos
Amarelo Mucajaí
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
248
RR-5 Amêndoa Floresta
Localização
Próximo a Serra da Lua, cerca de 55km ao sul da cidade de Boa Vista, Coord. Geográficas: 2º19’26”N 60º41’21”O
Município do Cantá
Coord. UTM/ZONA: 756998 0257071/20N
Descrição Macroscópica
Gnaisse charnockítico, com granulação grossa , foliado, de cor esverdeada
Modo de Ocorrência
Afloramento de blocos e matacões de rocha proxima à estrada
Unidade Geológica
Suite Metamórfica Rio Urubu
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
249
Classificação Petrográfica
Gnaisse charnockítico
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.680 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 143,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,80 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 16,3 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec
Boletim de Análise 26/08
Usos Recomendados
Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em
revestimentos
 Amêndoa Floresta
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
250
RR-6 Verde Amazônia
Localização
Sítio São Francisco, Município de Iracema Coord. Geográficas: 2º13’52”N 61º26’45”O
Coord. UTM/ZONA: 672830 0246697/20N
Descrição Macroscópica
Charnockito equigranular, granulação grossa e cor verde
Modo de Ocorrência
Lajedo pouco fraturado em encosta de morro tipo pão-de-açúcar, com 30m de altura e flancos íngremes
Unidade Geológica
Suíte Serra da Prata
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
251
Classificação Petrográfica
Charnockito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.800 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 108,2 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,04 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,1 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec
Boletim de Análise 21/08
Usos Recomendados
Valores limite de resistência à flexão e compressão. Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Adequar espessuras em pisos
flutuantes e fachadas ventiladas, observando coeficiente de segurança exigido (6)
Verde Amazônia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
252
RR-7 Azul da Amazônia
Localização
Aproximadamente 50km a oeste da cidade de Iracema. Acesso pela Coord. Geográficas: 2º10’16”N 61º29’21”O
 vicinal do Roxinho
Coord. UTM/ZONA: 668017 0240058/20N
Descrição Macroscópica
Anortosito equigranular, matriz com granulação grossa, e cor cinza esverdeado
Modo de Ocorrência
Afloramento rochoso pouco fraturado, parcialmente encoberto por solo e vegetação
Unidade Geológica
Anortosito Repartimento
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza escuro esverdeado Mina
Dados do Produtor
Empresa: J.M. de Freitas Mineração e Meio Ambiente LTDA
Telefone: (95) 9971-6476 Fax: (95) 3627-9298
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
253
Classificação Petrográfica
Anortosito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.760 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,07 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 131,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,99 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 14,8 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec
Boletim de Análise 55/08
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e porosidade aparente. Valor limite de resistência à compressão para fachadas aeradas e 
convencionais. Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego, e recomendado para áreas
de molhamento frequente.
Azul da Amazônia
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
254
RR-8 Aprazível Roraima
Localização
Afloramento em antiga pedreira próxima à ponte do rio Cambaru Coord. Geográficas: 4º13’55”N 60º30’15”O
Coord. UTM/ZONA: 777058 0468210/20N
Descrição Macroscópica
Leucomonzogranito cataclástico, de granulação média a grossa, e cor creme a esbranquiçada
Modo de Ocorrência
Extenso lajedo
Unidade Geológica
Suíte Intrusiva Saracura
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Rosa claro Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
255
Classificação Petrográfica
Monzogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.616 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 202,7 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,67 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,57 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 24,1 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 164/10
Usos Recomendados
Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos
Aprazível Roraima
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
256
RR-9 Dourado Amazônia
Localização
Fazenda Teso Alto, cerca de 35km a nordeste da Vila Vilhena, Municí- Coord. Geográficas: 2º29’03”N 59º59’48”O
pio de Bonfim
Coord. UTM/ZONA: 834037 0274956/20N
Descrição Macroscópica
Biotita granodiorito equigranular, matriz grossa e cor cinzenta a amarelado
Modo de Ocorrência
Lajedos pouco fraturados em morros de baixa amplitude, em encostas suaves com escassa cobertura vegetal
Unidade Geológica
Suite Metamórfica Rio Urubu
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza-amarelado Não explorada
Atlas de RochasOrnamentais da Amazônia
257
Classificação Petrográfica
Biotita granodiorito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.720 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,25 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,30 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,69 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 18,0 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec
Boletim de Análise 23/08
Usos Recomendados
Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras
restrições tecnológicas para uso em revestimentos
 Dourado Amazônia
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Tocantins
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
260
TO-1 Salmão Paraíso
Localização
Cerca de 22km da cidade Paraíso do Tocantins, sentido Cristalândia Coord. Geográficas: 10º21’45”S 48º55’16”O
Coord. UTM/ZONA: 727617 8853756/22S
Descrição Macroscópica
Granitóide com granulação média a grossa e cor avermelhada
Modo de Ocorrência
Grandes paredões rochosos, com aproximadamente 30 metros de altura 
Unidade Geológica
Suíte Serrote
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Vermelho Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
261
Classificação Petrográfica
Sienogranito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.606 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,39 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 160,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 1,02 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 11,24 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 219/10
Usos Recomendados
Material adequado para uso geral, em pisos e paredes convencionais de ambientes internos, sem molhamento frequente. 
Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras exigidas em pisos flutuantes e, sobretudo, fachadas ventiladas. Preferir
argamassas colantes
Salmão Paraíso
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
262
TO-2 Estrela Tocantins
Localização
Próximo a 16km da cidade de Silvanópolis, sentido Brejinho de Nazaré Coord. Geográficas: 11º03’14”S 48º17’19”O
Coord. UTM/ZONA: 796258 8776703/22S
Descrição Macroscópica
Gabro preto com matriz de granulação fina e pórfiros radiais de feldpastos. Textura tipo snow flake
Modo de Ocorrência
Grande extensão de paredões rochosos com, aproximadamente, 50m de altura, em média
Unidade Geológica
Suíte Carreira Comprida
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Preto Mina Paralisada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
263
Classificação Petrográfica
Meta gabro
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.954 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,04 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 200,4 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,11 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 23,98 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 220/10
Usos Recomendados
Baixa absorção d’água e baixa porosidade aparente. Alta resistência à compressão e flexão. Boa resistência à abrasão. 
Recomendado para áreas de molhamento frequente e/ou umidade ascendente
Estrela Tocantins
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
264
TO-3 Tamba Tajá
Localização
Cerca de 15km da cidade de Jaú do Tocantins, sentido Palmeirópolis Coord. Geográficas: 12º43’01”S 48º27’56”O
Coord. UTM/ZONA: 775228 8592835/22S
Descrição Macroscópica
Calciossilicática heterogênea de cor predominante verde, portadora de veios
Modo de Ocorrência
Grande extensão de afloramento, na forma de paredões rochosos com aproximadamente 100 metros de altura
Unidade Geológica
Grupo Serra da Mesa
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Rocha silicática Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
265
Classificação Petrográfica
Rocha calciossilicática
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.831 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,24 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,7*/124,4** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,64 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,9 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,67 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 3,95*/9,76** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 221/10
Usos Recomendados
Material mais adequado para peças decorativas, tampos e revestimento convencional de pisos e paredes. Não
recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego, pisos flutuantes e fachadas ventiladas
Tamba Tajá
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
266
TO-4 Folha Imperial
Localização
Próximo a 25km da cidade de Jaú do Tocantins, sentido Palmeirópolis Coord. Geográficas: 12º48’56”S 48º26’37”O
Coord. UTM/ZONA: 777512 8581876/22S
Descrição Macroscópica
Pegmatito quartzo feldspático, de cor branco acinzentado
Modo de Ocorrência
Lajedos de grande extensão
Unidade Geológica
Suíte Mata Azul
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Branco Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
267
Classificação Petrográfica
Rocha pegmatítica
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.638 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,35 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 66,3 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,98 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,94 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 2,52 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 222/10
Usos Recomendados
Material mais adequado para tampos, peças decorativas e pisos sociais de baixo tráfego. Recomenda-se utilização de selantes
impregnantes (hidro e óleo-repelentes) na face das peças aplicadas
Folha Imperial
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
268
TO-5 Azul Ipueiras
Localização
2km da cidade Ipueiras Coord. Geográficas: 11º13’58”S 48º26’57”O
Coord. UTM/ZONA: 778531 8757074/22S
Descrição Macroscópica
Granito cinza com quartzo azul, granulação média
Modo de Ocorrência
Extensos paredões com aproximadamente 20m de rocha aflorante
Unidade Geológica
Granitóides Tardi a Pós-Tectônicos (Suíte Ipueiras)
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Cinza Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
269
Classificação Petrográfica
Hornblenda riodacito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.699 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 173,8 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,68 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação TérmicaLinear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 13,54 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 217/10
Usos Recomendados
Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras restrições para uso em revestimentos
Azul Ipueiras
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
270
TO-6 Verde Nazaré
Localização
12km de Brejinho de Nazaré Coord. Geográficas: 10º58’32”S 48º39’36”O
Coord. UTM/ZONA: 755733 8785714/22S
Descrição Macroscópica
Charnockito de granulação média a grossa, e cor esverdeada a amarelada
Modo de Ocorrência
Lajedos e paredões rochosos
Unidade Geológica
Granitóides Tardi a Pós-Tectônicos
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Granito Verde Não explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
271
Classificação Petrográfica
Charnockito
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.686 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 165,9 MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,84 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,1 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 6,84 MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 218/10
Usos Recomendados
Material não recomendado para fachadas, pisos elevados e pisos polidos em ambiente de alto tráfego
Verde Nazaré
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
272
TO-7 Jalapão
Localização
50km de Brejinho de Nazaré, sentido Balsa do Pepi Coord. Geográficas: 11º20’49”S 48º31’59”O
Coord. UTM/ZONA: 769252 8744517/22S
Descrição Macroscópica
Metaconglomerado polimítico, com clastos centimétricos a decamétricos, de cor cinza predominante
Modo de Ocorrência
Lajedo com cerca de 400m quadrados de área exposta
Unidade Geológica
Formação Monte do Carmo
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Conglomerado Cinza Não Explorada
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
273
Classificação Petrográfica
Metaconglomerado
Caracterização Tecnológica Norma Técnica
Massa Específica Aparente (Densidade) 2.684 kg/m3 NBR 12.766/92
Absorção d´Água 0,14 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 105,1*/80,3** MPa NBR 12.767/92
Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,65 mm NBR 12.042/90
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 10,8 mm/m 0C NBR 12.765/92
Porosidade Aparente 0,38 % NBR 12.766/92
Resistência Mecânica à Flexão 6,01*/19,55** MPa NBR 12.763/92
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A
Boletim de Análise 285/10
Usos Recomendados
Material adequado para pisos e paredes de ambientes internos. Aumentar espaçamento dos rejuntes e utilizar arga
massas flexíveis em pisos e paredes convencionais de áreas externas
Jalapão
* Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha
** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
274
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Chert Vermelho escuro Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-8 Rosso Fiorentino
Rosso Fiorentino
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
275
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Serpentinito Bordô Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-9 Moulin Rouge
Moulin Rouge
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
276
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Formação Ferrífera Marrom Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos 
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-10 Oak Bamboo
 Oak Bamboo
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
277
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Chert bandado Amarelo Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-11 Onyx Bamboo
Onyx Bamboo
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
278
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Metasilexito Amarelo Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos 
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-12 Yellow Bamboo
Yellow Bamboo
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
279
Localização
Norte do Tocantins
Modo de Ocorrência
Maciço rochoso
Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência
Silexito Vermelho Mina
Dados do Produtor
Empresa: Corcovado Granitos 
Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716
TO-13 Abissay
Abissay
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Apêndice A
Ensaios e Normas para Caracterização 
Tecnológica de Rochas
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
283
APÊNDICE A
Ensaios e Normas para Caracterização Tecnológica de Rochas
FATORES DE DEGRADAÇÃO DOS REVESTIMENTOS
Todos os materiais sólidos utilizados em revestimentos, quer 
se tratem de cerâmicas, metais, vidros, papel e tecidos, quer 
de produtos naturais, como rochas, couros e madeiras, sofrem 
agressões químicas e físico-mecânicas, por vezes bastante 
enérgicas, em seus variados ambientes de aplicação. Essas 
agressões podem causar ou desencadear, até nos materiais mais 
resistentes como os rochosos, processos de desgaste abrasivo, 
perda de resistência mecânica, fissuração, manchamentos, 
mudanças de coloração, crostificações por eflorescência de 
sais, e outras patologias menos frequentes. 
Os principais agentes de agressão, formadores de patologias 
nos revestimentos, referem-se tanto a substâncias ácidas ou 
alcalinas, convencionalmente manuseadas nos ambientes 
internos (residenciais e industriais), quanto a chuvas ácidas 
e outras manifestações de poluição atmosférica incidentes, 
sobretudo, nos revestimentos externos. 
Dentre os agentes agressivos nos ambientes domésticos, 
podem-se salientar as frutas cítricas (principalmente limão), 
vinagre, produtos de limpeza, refrigerantes gasosos, bebidas 
isotônicas, cosméticos, gasolina, querosene, bebidas alcoólicas 
coradas (destaque para o vinho tinto), líquidos e massas com 
oleosidade, óleos, graxas e tintas em geral. 
Os impactos negativos das chuvas ácidas, provocados 
pelo conteúdo e ação dos ácidos carbônico (H2CO3), sulfúrico 
(H2SO4), nítrico (HNO3), clorídrico (HCl) e orgânicos em geral 
(carboxílicos), manifestam-se pela corrosão de estruturas 
metálicas e superfícies pintadas, bem como pela deterioração 
dos materiais de construção, papel, couro, tecidos e rochas. 
Quanto a esses últimos materiais, mais expressivamente nas 
rochas carbonáticas (mármores, travertinos, calcários, etc.) que 
nas rochas silicáticas (granitos e outros).
Como noção geral de adequação aos usos mais 
recomendados de cada material, pode ser apontado que 
as rochas carbonáticas (mármores, travertinos, calcários/
limestones) e ultramáficas (serpentinitos/“mármores verdes”) 
são menos resistentes ao desgaste abrasivo e quimicamente 
mais reativas que as rochas silicáticas, exigindo pressupostos 
rígidos de manutenção se especificadas em fachadas, pisos e 
áreas de serviço. 
Rochas silicáticas (granitos em geral) e silicosas(quartzitos) 
são mais resistentes ao desgaste abrasivo e quimicamente 
menos reativas que as rochas carbonáticas, exigindo cuidados 
para prevenir o manchamento produzido por infiltrações de 
líquidos, sobretudo provenientes de umidade residual e excesso 
de água e de oleosidade nas argamassas de fixação e rejunte. 
Rochas síltico-argilosas (ardósias) têm resistência 
intermediária entre granitos e mármores, quanto ao ataque 
químico e abrasão, devendo-se observar as espessuras mínimas 
aceitáveis para pisos, o espaçamento das juntas em ambientes 
externos, e a correta especificação de argamassas de fixação e 
rejunte.
CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS
A maior parte dos problemas, observados nas obras e 
relatados por consumidores, poderia ser prevenida se conhecidas 
as características tecnológicas das rochas, a especificação de 
argamassas e as técnicas adequadas de fixação e rejuntamento 
e, em casos específicos, pela utilização de selantes na face e 
tardoz das placas. 
Amostras provenientes de setores pré-qualificados para 
a lavra de rochas ornamentais, que sejam representativas da 
frente explotável e apresentem bons resultados em testes de 
polimento, devem ser, portanto, submetidas a ensaios de 
caracterização tecnológica. Os ensaios objetivam balizar mais 
precisamente os campos de aplicação dos materiais, segundo 
os padrões normatizados exigidos pelos grandes compradores, 
e inseri-los como itens obrigatórios em catálogos fotográficos 
promocionais.
Os procedimentos e padrões de avaliação dos resultados 
de ensaios tecnológicos são determinados por normas 
técnicas. Os principais conjuntos de normas, nem sempre 
equivalentes em suas especificações, são definidos pelas 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), American 
Society for Testing and Materials (ASTM), Deutsch Institut für 
Normung (DIN), Association Française de Normalizatio (Afnor), 
Asociación Española de Normalización (Aenor), British 
Standard (BS), Ente Nazionale Italiano di Unificazione (UNI), 
European Norm (EN), etc. 
Os seis ensaios mais importantes, designados como “índices 
de qualidade”, incluem análise petrográfica, definição dos 
índices físicos (densidade, porosidade aparente e absorção 
d’água), teste de desgaste Amsler, compressão uniaxial ao 
natural, resistência à flexão em três apoios, e coeficiente 
de dilatação térmica linear. Esses ensaios podem ser assim 
sumarizados:
Petrografia Microscópica 
A análise petrográfica é o único método de investigação 
laboratorial que possibilita a visualização detalhada dos 
constituintes da rocha, permitindo avaliar as implicações de 
suas propriedades no comportamento posterior dos produtos 
aplicados (oxidação de minerais metálicos, escarificação 
de megacristais fraturados, desgaste abrasivo preferencial, 
estado microfissural dos cristais e outros). A fotomicrografia 
funciona como uma impressão digital, servindo de base para a 
identificação inequívoca do material analisado.
CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil
284
Índices Físicos - Densidade, Porosidade Aparente e 
Absorção d’água
A porosidade aparente mostra relação direta com a resistência 
físico-mecânica da rocha (quanto maior a porosidade aparente, 
maior será o volume de espaços vazios e, possivelmente, a 
porosidade efetiva, que tende a tornar o material menos resistente 
do ponto de vista físico-mecânico). O índice de absorção d’água 
aponta a possibilidade de infiltração de líquidos e, portanto, do 
grau de alterabilidade da rocha. A massa específica aparente 
(densidade) permite fazer inferências sobre a resistência físico-
mecânica da rocha, bem como calcular com mais precisão o peso 
individual das placas especificadas no projeto da edificação.
Desgaste Amsler
O teste Amsler permite avaliar a resistência da rocha ante 
a solicitação abrasiva. A resistência ao desgaste é normalmente 
proporcional à dureza, na escala de Mohs, dos minerais 
constituintes da rocha, bem como da textura e imbricamento dos 
minerais constituintes. Esse teste é particularmente importante 
para seleção de materiais destinados ao revestimento de pisos.
Compressão Uniaxial Simples 
A tensão de ruptura, por compressão uniaxial, é indicativa da 
resistência da rocha ao cisalhamento, quando submetida à pressão 
de carga, o que normalmente ocorre em funções estruturais. Esse 
ensaio é exigível para todos os empregos possíveis de uma rocha 
de revestimento (superfícies verticais, pisos, degraus e tampos). A 
resistência à compressão é sugestiva da sanidade e robustez da 
rocha, com valores mínimos de referência adotados pela ASTM.
Resistência à Tração na Flexão 
A avaliação da resistência à ruptura por flexão é cada vez mais 
importante perante as modernas técnicas de revestimento em 
pisos e fachadas, respectivamente de pisos elevados e fachadas 
aeradas. Também nas bancadas, e em diversas outras situações, a 
avaliação da resistência ao esforço de carga perpendicular à maior 
superfície da placa é fundamental para a qualificação das rochas 
objetivadas. Assim como no índice de compressão, a resistência 
à flexão é indicativa da sanidade e robustez da rocha, também 
com valores mínimos sugeridos pela ASTM para alguns grupos 
litológicos.
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear
Em climas tropicais e subtropicais, como é o caso do 
Brasil, são elevadas as temperaturas máximas nos períodos 
mais quentes, o que acarreta sensível processo de dilatação 
das rochas, especialmente daquelas aplicadas em fachadas 
e revestimentos de pisos sujeitos à insolação. O coeficiente 
de dilatação térmica permite definir o espaçamento mínimo 
recomendável entre as chapas do revestimento, de forma a 
evitar seu contato, a compressão lateral e o imbricamento. 
Os coeficientes mais elevados determinam a necessidade 
de especificação de argamassas flexíveis, tanto de fixação 
quanto de rejuntamento.
Outros ensaios tecnológicos, também muito relevantes, 
são exigidos, sobretudo para a qualificação das rochas 
destinadas ao mercado externo. Tais ensaios avaliam 
a resistência ao impacto (norma ABNT NBR 12764), a 
alterabilidade por imersão em líquidos reativos (norma 
ABNT NBR 9446) e o módulo de deformabilidade 
estático (norma ABNT NBR D3148), determinando ainda 
a resistência à ruptura por compressão após vários ciclos 
de congelamento e degelo das rochas (norma ABNT NBR 
12769), a existência de descontinuidades por meio da 
velocidade de propagação de ondas ultrassônicas (norma 
ABNT NBR D2845) e a resistência à flexão em quatro apoios 
(Norma ASTM C880).
As normas para especificação desses ensaios e os resultados 
exigíveis são apresentados na Tabela A1.
Os ensaios podem ser realizados em rochas brutas e 
em beneficiadas. Os ensaios em rochas brutas objetivam 
representar as diferentes solicitações às quais a rocha estará 
ENSAIO UNIDADE NORMA RESULTADO EXIGÍVEL
Densidade aparente seca
Density kg/m³
ASTM C97
ABNT NBR 12.766 ≥ 2560 kg/m³ (granitos)
Absorção de água
Water Absorption %
ASTM C97
ABNT NBR 12.766
≤ 0,40% (granitos)
≤ 0,75% (mármores)
Porosidade aparente
Apparent Porosity %
ASTM C97
ABNT NBR 12.766 sem especificação
Desgaste Amsler
Amsler Wear Test mm ABNT NBR 12.042 sem especificação
Resistência ao impacto
Impact Resistance m ABNT NBR 12.764 sem especificação
Compressão uniaxial simples no estado natural
Compression Breaking Load at the Natural MPa
ASTM C170
ABNT NBR 12.767
≥ 131 MPa (granitos)
≥ 52 MPa (mármores)
Dilatação térmica linear
Linear Thermal Expansion mm/mºC x 10
-3 ASTM E228
ABNT NBR 12.765 sem especificação
Tabela A1 – Normas para especificação tecnológica de rochas para revestimento.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
285
ENSAIO UNIDADE NORMA RESULTADO EXIGÍVEL
Resistência à tração na flexão
Modulus of Rupture MPa
ASTM C99
ABNT NBR 12.763
≥ 10,34MPa (granitos)
≥ 7 MPa (mármores)
Resistência à flexão
Flexural Strength MPa ASTM C880 ≥ 8,27 MPa
Módulo de deformabilidade estática
Static Deformability Modulus GPa ASTM D3148 Sem especificação
Velocidade de propagação de ondas 
ultrassônicas
Ultrasonic Pulse Velocity
m/s ASTM D2845 Sem especificação
Alterabilidade
Weatherability / Aging Sem unidade ABNT NBR 9.446 Sem especificação
Abreviaturas e símbolos: kg – quilograma; m³ – metros cúbicos; % - porcentagem; mm – milímetro; m – metro; MPa – megapascal; °C – 
graus Celsius; GPa – gigapascal; m/s – metros por segundo; ≥ - maior ou igual; ≤ - menor ou igual.
Fonte: CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009, p. 50
Tabela A1 (cont.) – Normas para especificação tecnológica de rochas para revestimento.
submetida durante todo o processamento até seu uso 
final, quais sejam: extração, esquadrejamento de blocos, 
serragem de chapas, polimento e lustração de placas, recorte 
em ladrilhos, etc. Os ensaios em rochas beneficiadas visam 
à obtenção de parâmetros para dimensionamento das 
placas nos revestimentos de fachadas e pisos, bem como 
a verificação de seu comportamento após a aplicação. 
Ganham cada vez mais destaque os ensaios de alterabilidade 
ou envelhecimento acelerado, que preveem possíveis 
deteriorações/manchamentos decorrentes de manutenção e/
ou limpeza inadequadas.
Atualmente, pela intensidade da poluição atmosférica 
e diversidade dos produtos de limpeza, esses testes de 
alterabilidade, parte dos quais são conhecidos como 
ensaios de envelhecimento acelerado, são considerados 
muito importantes quer para a caracterização de rochas 
brutas, quer, sobretudo, de rochas processadas. FRASCÁ 
(2007) designa tais ensaios como de “alteração acelerada”, 
observando que “o conhecimento dos mecanismos e da 
taxa de atuação dos agentes degradadores é muito útil para 
o estabelecimento de medidas preventivas e de proteção do 
material rochoso”, para garantir o aumento de sua vida útil. 
Segundo Frascá (op.cit.), os ensaios de alteração acelerada 
simulam situações potencialmente degradadoras, expondo 
a rocha a agentes intempéricos e poluentes atmosféricos em 
condições de laboratório. O conjunto de ensaios existentes 
e seus objetivos são mostrados na Tabela A2. 
Com base nos resultados possíveis para os principais 
ensaios tecnológicos convencionalmente efetuados em 
materiais rochosos, é apresentada, na Tabela A3, uma 
proposta geral de qualificação para o seu uso como 
revestimentos. O objetivo dessa tabela é, justamente, 
Tabela A2 – Ensaios de alteração acelerada e seus objetivos.
ENSAIO OBJETIVO
Intempéries
Congelamento e degelo
(EN 12371:2001 / ABNT NBR 12.769:1992)
Verificação da eventual queda de resistência da rocha (por ensaios 
mecânicos) após 25 ciclos de congelamento e degelo
Choque térmico
(EN 14066:2003)
Verificação da eventual queda de resistência da rocha (por ensaios 
mecânicos), após simulação de variações térmicas bruscas que propiciem 
dilatação e contração constantes
Exposição a atmosferas salinas
(EN 14147:2004)
Simulação, em câmaras climáticas, de ambientes litorâneos ricos em sais 
e potencialmente degradadores, e verificação visual das modificações 
decorrentes
Saturação e secagem
Não há norma específica
Simulação de intemperismo, realizada pela verificação da eventual queda 
de resistência mecânica da rocha, após ciclos de umedecimento em água 
e secagem em estufa
Intemperismo artificial
Não há norma específica
Simulação da exposição ao intemperismo, por ciclos de umedecimento 
e secagem em câmaras de condensação e radiação de luz ultravioleta. 
Especialmente indicado para verificação de possível fotodegradação de 
resinas aplicadas em rochas, a serem usadas em exteriores
CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil
286
ENSAIO OBJETIVO
Ação de Poluentes
Exposição a atmosferas de dióxido de 
enxofre
Simulação, em câmaras climáticas, de ambientes urbanos poluídos 
(umidade e H2SO4), potencialmente degradadores de materiais rochosos, 
e verificação visual das modificações decorrentes
Cristalização de Sais
Ação da cristalização de sais 
(EN 13919:2002)
Imersão parcial de corpos-de-prova em soluções de natureza ácida 
(ácido sulfúrico) para simular a cristalização de sais (eflorescências e 
subeflorescências) na face polida dos ladrilhos
Ação da cristalização de sais
(EN 12370:1999)
Consiste em número determinado de ciclos de imersão de corpos-de-
prova em solução salina e secagem em estufa. Rochas porosas (arenitos, 
por exemplo) podem se desintegrar antes do final do ensaio. Pouco 
apropriado para granitos
Limpeza
Resistência ao ataque químico
(ABNT NBR 13.819/87, Anexo H, 
modificado)
Consiste na exposição, por tempos predeterminados, da superfície polida 
da rocha a alguns reagentes comumente utilizados em produtos de 
limpeza, para verificar a susceptibilidade da rocha ao seu uso
Manchamento
Resistência ao manchamento
(ABNT NBR 13.819/87, Anexo G, 
modificado
Verificação da ação deletéria de agentes manchantes selecionados, de 
uso cotidiano doméstico e/ou comercial, quando em contato com a 
rocha. Objetiva a orientação do uso da rocha como tampos de pias de 
cozinha ou de mesas residenciais ou de escritórios
Fonte: FRASCÁ (2007), in: CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009, p. 54
evidenciar que algumas linhagens de rochas são 
naturalmente superiores a outras para determinados 
ambientes e solicitações, não do ponto de vista estético, 
mas sim tecnológico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHIODI FILHO, C. RODRIGUES, E. de P. Guia de aplicação 
de rochas em revestimentos. São Paulo: Abirochas, 
2009. 160 p.
FRASCÁ, Maria Heloísa Barros de Oliveira. Rocha como 
material de construção. In: ISAIA. G. C. ed. Materiais 
de construção civil e princípios de ciência e engenharia 
de materiais. São Paulo: Ibracon, 2007. 2v. v.1, Parte III, 
Capítulo 15.
Tabela A2 (cont.) – Ensaios de alteração acelerada e seus objetivos.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
287
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Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Apêndice B
Referências Tecnológicas para 
Especificação de Rochas 
Ornamentais e para Revestimento
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
291
APÊNDICE B
Referências Tecnológicas de Especificação de Rochas Ornamentais e para 
Revestimento
Conforme sinalizado no Apêndice A, as rochas de 
revestimento podem ser especificadas por meio de ensaios de 
caracterização tecnológica. Os resultados permitem balizar os 
campos mais adequados de aplicação ou usos recomendados 
para cada material, de acordo com padrões normatizados ou 
valores de referência sugeridos em estudos especializados. 
Os parâmetros tecnológicos de especificação aqui adotados 
são apresentados, em seguida, para dois grupos distintos de 
materiais rochosos naturais: o das rochas silicáticas/silicosas, 
envolvendo granitos, quartzitos, metaconglomerados e 
outros (Tabelas B1 e B2); e o das rochas carbonáticas, 
basicamente representadas por mármores e travertinos 
(Tabelas B3 e B4). 
Utilizou-se como referência o Guia de Aplicação de Rochas em 
Revestimentos (CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009), publicado pela 
Abirochas. 
Os parâmetros tecnológicos discriminados consideram o tipo 
de revestimento (vertical ou horizontal), seu ambiente de aplicação 
(interno ou externo) e as possíveis condições de uso. Para os 
revestimentos horizontais, são abordados os pisos convencionais 
e elevados/flutuantes, subdividindo os revestimentos verticais em 
paredes internas, fachadas convencionais e fachadas ventiladas. 
Nos pisos convencionais e paredes internas, faz referência às 
superfícies de molhamento frequente e eventual, e discrimina, 
quanto aos pisos convencionais, aqueles com alto, médio e baixo 
tráfegos de pedestres.
Tabela B1 - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em 
revestimentos horizontais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos.
CONDIÇÕES DE USO 
PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1)
Internos (2)
Externos (2) Internos Externos
Molhamento Eventual Molhamento Frequente
ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≤ 1,0 ≤ 0,4 ≤ 0,4 ≤ 1,0 ≤ 0,4
DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m³) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560(≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400)
COEFICIENTE DE ATRITO (3) (RESISTÊNCIA AO ESCORREGAMENTO) – Norma ABNT-NBR 13818
Superfície Horizontal ≥ 0,4 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,4 ≥ 0,6
Superfície Inclinada ≥ 0,6 ≥ 0,8 ≥ 0,8 - -
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8, 27 ≥ 8, 27 ≥ 8, 27
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0
DESGASTE ABRASIVO AMSLER (mm/1000 m) – Normas ABNT-NBR 12042
Baixo Tráfego ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0
Médio Tráfego ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5
Alto Tráfego (4) ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 
ABRASÃO SUPERFICIAL (5) – CLASSE PEI – Norma ABNT-NBR 13818 / ANEXO E
Baixo Tráfego 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5
Médio Tráfego 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5
Alto Tráfego 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5
CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil
292
RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Granitos (6)
Médio Tráfego ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25
RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Quartzitos (7)
Médio Tráfego ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8
Alto Tráfego ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12
(1) Assentados ou apoiados sobre base rígida de concreto.
(2) Em pisos sujeitos à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e também do contrapiso. 
(3) O Anexo N da norma ABNT NBR 13818/97 estabelece um valor mínimo de 0,4 para a superfície de pavimentos onde se requer 
resistência ao escorregamento. Esse valor mínimo é aqui sugerido para superfícies secas de pavimentos não inclinados. O risco de 
escorregamento e queda de pedestres pode ser minimizado pela redução do tamanho das placas e aumento da largura das juntas de 
colocação, bem como pela aplicação de produtos antiderrapantes já disponíveis no mercado.
(4) Em um mesmo piso, não se recomenda a utilização de duas ou mais rochas cuja diferença de resistência à abrasão seja superior a 
20%.
(5) Ensaio utilizado em revestimentos cerâmicos, aqui apresentado para avaliação comparativa.
(6) Pela Norma ASTM-C241, é de 25 o valor mínimo sugerido para a dureza abrasiva (abrasive hardness) de rochas graníticas (gran-
ites), em pisos submetidos a tráfego normal de pedestres (flooring subject to normal foot traffic), aqui indicados como de “médio 
tráfego”. Não existem valores de referência apresentados para pisos de baixo e alto tráfego de pedestres.
(7) Pela Norma ASTM-C241, são de 8 e 12 os valores mínimos de dureza abrasiva sugeridos respectivamente para pisos de tráfego 
normal e de alto tráfego de pedestres, revestidos com rochas quartzosas (quartz-based stones). 
Nota: Valores entre parênteses, grafados para densidade aparente seca, são referentes a rochas silicosas. FONTE: CHIODI FILHO, 
RODRIGUES (2009). p. 102-3.
Tabela B2 - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em 
revestimentos verticais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos.
LOCAIS DE APLICAÇÃO
PAREDES INTERNAS (1)
FACHADAS CONVENCIONAIS (1)
FACHADAS AERADAS/
VENTILADAS(2)Molhamento Eventual Molhamento Frequente
ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
≤ 1,0 ≤ 0,4 ≤ 0,4 ≤ 0,4
DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400)
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228
≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99
≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880
≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8,27
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170
≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0
(1) Em paredes e fachadas sujeitas à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e do emboço. 
(2) As características tecnológicas exigidas para qualquer tipo de rocha, em fachadas aeradas/ventiladas, são definidas pelo projeto de 
revestimento das edificações,tendo-se como variáveis a resistência à flexão, a resistência a ancoragens, a dimensão individual das placas 
(comprimento, largura e espessura) e o número de inserts de ancoragem. Essas variáveis são inter-relacionadas e especificadas para 
cada obra individualmente. Pelos padrões europeus e norte-americanos, as placas de revestimento em fachadas aeradas não devem ter 
espessura inferior a 3,0 cm, admitindo-se 2,5 cm apenas para rochas muito compactas. Fachadas aeradas/ventiladas são de maneira geral 
recomendadas para revestimentos posicionados acima de 15 m de altura.
Nota: Valores entre parênteses, grafados para densidade aparente seca, são referentes a rochas silicosas. FONTE: CHIODI FILHO, 
RODRIGUES (2009). p. 107.
Tabela B1 ( cont.) - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em 
revestimentos horizontais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos.
CONDIÇÕES DE USO 
PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1)
Internos (2)
Externos (2) Internos Externos
Molhamento Eventual Molhamento Frequente
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
293
Tabela B3 - Rochas carbonáticas (mármores e travertinos) em revestimentos horizontais: parâmetros 
tecnológicos sugeridos para especificação de usos.
CONDIÇÕES DE USO
PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1)
Internos (2)
Externos (2) Internos Externos
Molhamento Eventual Molhamento Frequente
ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≤ 1,0 (≤ 2,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0) ≤ 1,0 (≤ 2,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0)
DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300)
COEFICIENTE DE ATRITO (3) (RESISTÊNCIA AO ESCORREGAMENTO) – Norma ABNT-NBR 13818
Superfície Horizontal ≥ 0,4 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,6
Superfície Inclinada ≥ 0,6 ≥ 0,8 ≥ 0,8 - -
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170
Baixo, Médio e Alto 
Tráfego
≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0
DESGASTE ABRASIVO AMSLER (mm/1000 m) – Normas ABNT-NBR 12042
Baixo Tráfego ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0
Médio Tráfego ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0
Alto Tráfego (4) ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5
ABRASÃO SUPERFICIAL (5) – CLASSE PEI – Norma ABNT-NBR 13818 / ANEXO E
Baixo Tráfego 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5
Médio Tráfego 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5
Alto Tráfego 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5
RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Mármores(6)
Médio Tráfego ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10
Alto Tráfego(4) ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12
(1) Assentados ou apoiados sobre base rígida de concreto.
(2) Em pisos sujeitos à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e também do 
contrapiso. 
(3) O Anexo N da norma ABNT NBR 13.818/97 estabelece um valor mínimo de 0,4 para a superfície de pavimentos onde se 
requer resistência ao escorregamento. Esse valor mínimo é aqui sugerido para superfícies secas de pavimentos não-inclinados. 
O risco de escorregamento e queda de pedestres pode ser minimizado pela redução do tamanho das placas e aumento da 
largura das juntas de colocação, bem como pela aplicação de produtos antiderrapantes já disponíveis no mercado.
(4) Em um mesmo piso, não se recomenda a utilização de duas ou mais rochas cuja diferença de resistência à abrasão seja 
superior a 20%.
(5) Ensaio em revestimentos cerâmicos aqui apresentado para avaliação comparativa.
(6) Pela Norma ASTM-C241, são de 10 e 12 os valores mínimos de dureza abrasiva (abrasion hardness) sugeridos 
respectivamente para pisos de tráfego normal (aqui indicados como de médio tráfego) e de alto tráfego de pedestres, revestidos 
tanto com mármore quanto com ônix (mármore ônix), travertino, serpentinitos (mármores verdes) e calcários (limestones).
Nota: os valores entre parênteses no índice de Absorção d’Água e Densidade Aparente Seca são indicados para travertinos. 
FONTE: CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 112-113.
CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil
294
Tabela B4 - Rochas carbonáticas (mármores e travertinos) em revestimentos verticais: parâmetros 
tecnológicos sugeridos para especificação de usos.
LOCAIS DE APLICAÇÃO
PAREDES INTERNAS (1)
FACHADAS CONVENCIONAIS (1)
FACHADAS AERADAS/VENTI-
LADAS(2)Molhamento Eventual Molhamento Frequente
ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
≤ 1,0 (≤2,0) ≤ 0,2 (≤1,0) ≤ 0,2 (≤1,0) ≤ 0,2 (≤1,0)
DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97
≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300)
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228
≤12,0 x 10-3 ≤12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99
≥ 7,5 ≥ 7,5 ≥ 7,5 ≥ 7,5
RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880
≥ 5,8 ≥ 5,8 ≥ 5,8 ≥ 5,8
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170
≥ 60,0 ≥ 60,0 ≥ 60,0 ≥ 60,0
(1) Em paredes e fachadas sujeitas à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e do em-
boço. 
(2) As características tecnológicas exigidas para qualquer tipo de rocha, em fachadas aeradas/ventiladas, são definidas pelo projeto 
de revestimento das edificações, tendo-se como variáveis a resistência à flexão, a resistência a ancoragens, a dimensão individual das 
placas (comprimento, largura e espessura) e o número de inserts de ancoragem. Essas variáveis são inter-relacionadas e especificadas 
para cada obra individualmente. Pelos padrões europeus e norte-americanos, as placas de revestimento em fachadas aeradas não 
devem ter espessura inferior a 3,0 cm, admitindo-se 2,5 cm apenas para rochas muito compactas. Fachadas aeradas/ventiladas são de 
maneira geral recomendadas para revestimentos posicionados acima de 15 m de altura.
Nota: Os valores entre parenteses no Índice de Absorção d’Água e Densidade Aparente Seca são indicados para travertinos. FONTE: 
CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 118.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CHIODI FILHO, Cid, RODRIGUES, Eleno de Paula. Guia 
de aplicação de rochas em revestimentos. São Paulo: 
Abirochas, 2009. 160 p.
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
Apêndice C
Usos Recomendados para 
os Materiais Cadastrados
Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
297
APÊNDICE C
Usos Recomendados para os Materiais Cadastrados
A cultura do uso da pedra nas edificações na região 
amazônica, apesar das dificuldades de abastecimento, maiores 
ou menores, é constatada de vários modos.
Quanto a isso, a presença da rocha, como elemento 
estrutural, revestimento, ou ornamentação, pode ser observada 
nas construções históricas da região:
• em pontes antigas;
• em revestimentos de paredes, soleiras e peitoris, de 
casarões e sobrados centenários; 
• em igrejas históricas – dentre outras tantas, a Igreja de 
Nazaré, em Belém, cuja fachada e ambientes interiores (pisos, 
paredes, colunas) se mostram ricas em composições utilizando 
mármores europeus;
• como elementos construtivos de calçadas de centros-
velhos (nos calçadões do centro histórico de Belémpermanecem os registros do emprego extensivo de 
mármores portugueses);
• o uso em construções monumentais, como o Teatro 
Amazonas, em Manaus, cujos muros, pisos e paredes externos 
se mostram plenamente revestidos pelo Arenito Manaus, 
trabalhado de formas diversas.
No mesmo sentido, ressalte-se que revestimentos em pedra 
são observados nas grandes construções modernas amazônicas 
(aeroportos, shopping centers, edifícios comerciais, residenciais 
e hotéis). Nesses casos, a utilização da pedra é diretamente 
proporcional à sua competitividade frente a outros materiais. 
Em Manaus, por exemplo, a reduzida utilização de rochas 
para revestimento, apesar do boom construtivo por que passa 
a cidade, está relacionada à escassez de oferta. Isso não está 
ocorrendo nas demais capitais amazônicas, onde rochas são 
revestimentos fortemente competitivos.
Rochas em revestimentos são também comumente 
empregadas em edificações menores, tanto residenciais 
quanto comerciais, nas capitais e cidades do interior. A 
utilização de materiais importados, de custo mais elevado que 
os nacionais, apesar de ainda restrita a construções de alto 
padrão, fornece indicação da valorização regional de materiais 
rochosos naturais.
Neste apêndice é destacado, de forma objetiva, para 
cada material cadastrado no Atlas e submetido a ensaios 
tecnológicos1, o uso apropriado no revestimento de 
edificações (Quadro C1). Com isso, pretende-se salientar a 
viabilidade da utilização sustentável dos materiais amazônicos 
na construção civil, reforçando-se a oportunidade de 
intensificação dos processos de produção e comercialização 
focados nos mercados interno e externo. Ao mesmo tempo, 
busca-se reforçar as bases para estímulo à regionalização 
do beneficiamento e do consumo de materiais produzidos 
na própria Amazônia, sobretudo neste período de notável 
expansão da construção civil, que inclui a região norte do 
Brasil.
As indicações de uso propostas refletem as características 
tecnológicas desejáveis para adequação dos materiais a 
diferentes ambientes de aplicação, de acordo com os critérios 
referidos no Apêndice B.
Em função da aderência dos resultados de ensaio aos 
índices tecnológicos adotados para especificação, foram 
aventados três níveis possíveis de adequação dos materiais 
para os ambientes de aplicação considerados.
• Uso sem restrição aparente – quando os resultados 
dos ensaios de caracterização tecnológica da rocha foram 
compatíveis com os valores de referência sugeridos para 
especificação (vide Apêndice B).
• Uso inadequado – quando os ensaios de caracterização 
tecnológica da rocha apresentaram resultados incompatíveis 
com aqueles de referência sugeridos para especificação. Essa 
indicação de incompatibilidade tem por objetivo preservar o 
material de usos inadequados e que podem comprometer sua 
qualificação mercadológica para outras aplicações.
• Uso com restrições – quando os resultados dos ensaios 
de caracterização tecnológica apresentaram valores próximos 
aos parâmetros de especificação ou não compatíveis com 
alguns desses parâmetros. Esses casos configuram situações 
em que o uso do material é viabilizado por procedimentos 
específicos de assentamento, rejuntamento e/ou 
impermeabilização de superfície das peças de revestimentos.
Conforme já referido, todos os materiais ainda não 
explorados como rocha ornamental, incluídos neste Atlas, 
foram amostrados em afloramentos naturais, de maciços ou 
matacões, e em taludes artificiais, de rodovias ou pedreiras 
de brita.
Embora tenha sido buscada, sistematicamente, a obtenção 
de amostras sãs, esses materiais podem ter sofrido alterações 
químicas e físico-mecânicas em grau variável, provocadas por 
intemperismo ou pelo impacto de detonações. As alterações 
aventadas são capazes de condicionar aumento da absorção 
d’água e perda de resistência mecânica (flexão e compressão), 
bem como perda de resistência abrasiva no teste de desgaste 
Amsler.
No entanto, os resultados tecnológicos obtidos para 
os materiais foram utilizados, sem qualquer reserva, como 
referência de especificação dos usos recomendados, 
sintetizados no Quadro C1.
Considerados os aspectos anteriores, deve-se observar que, 
se a amostragem fosse efetuada em rochas perfeitamente sãs, 
parte dos materiais teria – e provavelmente terá – propriedades 
tecnológicas menos restritivas ao uso, caso dos tipos MT – 15 
(Marrom Cristalino) e TO-4 (Folha Imperial), entre outros.
1 Em razão de não terem sido submetidos aos mesmos procedimentos de coleta e análises laboratoriais que as demais rochas constantes do Atlas, não são apresentados resultados de 
caracterização tecnológica para os materiais das empresas Corcovado/Brasigran e Brilasa/Marmobraz.
CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil
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Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia
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