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Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Brasileira Projeto Consolidação e Sustentabilidade da Produção de Rochas para Revestimento na Construção Civil da Região Amazônica Autores Ivan S. C. Mello Cid Chiodi Filho Denize K. Chiodi Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia XI SUMÁRIO CAPITULO 1 - CONCEITOS E DEFINIÇÕES 13 1.1 TIPOLOGIA DOS MATERIAIS ROCHOSOS NATURAIS 17 Rochas Silicáticas (Granitos e Similares) 17 Rochas Carbonáticas (Mármores, Travertinos e Calcários) 18 Rochas Silicosas (Quartzitos, Cherts e Similares) 19 Rochas Síltico-Argilosas Foliadas (Ardósias) 20 Rochas Ultramáficas (Serpentinitos, Pedra-Sabão e Pedra-Talco) 21 1.2 PROSPECÇÃO E PESQUISA GEOLÓGICA DE JAZIDAS 23 Programas Exploratórios Regionais 23 Pesquisa de Detalhe 23 Avaliação de Reservas 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24 CAPITULO 2 - PANORAMA TÉCNICO-ECONÔMICO 25 DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS 2.1 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MUNDIAL E DO MERCADO INTERNACIONAL 27 Considerações Gerais 27 Produção Mundial 27 Mercado Internacional 28 Principais Exportadores 28 Principais Importadores 29 2.2 SITUAÇÃO BRASILEIRA 30 Aspectos Setoriais de Interesse 30 Perfil da Atividade Produtiva 30 Distribuição da Produção Brasileira 32 Exportações 32 Importações 35 Consumo Interno Aparente 36 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 37 CAPÍTULO 3 - CENÁRIO DA PRODUÇÃO E MERCADO 39 DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA AMAZÔNIA FONTES DE CONSULTA 45 CAPÍTULO 4 - ROCHAS ORNAMENTAIS E 47 PARA REVESTIMENTO DA AMAZÔNIA 4.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 49 4.2 MÉTODO DE TRABALHO 49 Seleção de Alvos 50 4.3 CARACTERIZAÇÃO DE ALVOS E OCORRÊNCIAS CADASTRADAS 56 Amapá 56 Amazonas 56 Maranhão 61 Mato Grosso 64 Pará 68 Rondônia 71 Roraima 76 Tocantins 76 CPRM - Serviço Geológico do Brasil XII 4.4 CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES 82 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 83 CAPÍTULO 5 - NECESSIDADES E ESTRATÉGIAS PARA 85 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PRODUÇÃO DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA AMAZÔNIA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 93 OUTRAS FONTES DE CONSULTA 93 CAPÍTULO 6 - CATÁLOGO DE ROCHAS ORNAMENTAIS DA AMAZÔNIA 95 AMAPÁ 97 AMAZONAS 105 MARANHÃO 125 MATO GROSSO 133 PARÁ 171 RONDÔNIA 199 RORAIMA 239 TOCANTINS 259 APÊNDICE A - ENSAIOS E NORMAS PARA 281 CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS FATORES DE DEGRADAÇÃO DOS REVESTIMENTOS 283 CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS 283 Petrografia Microscópica 283 Índices Físicos - Densidade, Porosidade e Absorção d’Água 284 Desgaste Amsler 284 Compressão Uniaxial Simples 284 Resistência à Tração na Flexão 284 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 284 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 286 APÊNDICE B - REFERÊNCIAS TECNOLÓGICAS DE ESPECIFICAÇÃO DE 289 ROCHAS ORNAMENTAIS E PARA REVESTIMENTO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 294 APÊNDICE C - USOS RECOMENDADOS PARA OS MATERIAIS CADASTRADOS 295 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Capítulo 1 Conceitos e Definições Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 15 Rochas podem ser definidas como corpos sólidos naturais, formados por agregados de um ou mais minerais¹. As rochas ornamentais e para revestimento, também designadas pedras naturais, rochas lapídeas, rochas dimensionais e materiais de cantaria, compreendem os materiais geológicos naturais que podem ser extraídos em blocos ou placas, cortados em formas variadas e beneficiados por meio de esquadrejamento, polimento, lustro, etc. Seus principais campos de aplicação incluem tanto o emprego em peças isoladas, como esculturas, tampos e pés de mesa, balcões, lápides e artefatos de arte funerária em geral, quanto em edificações, destacando-se, nesse caso, os revestimentos internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas, soleiras, etc. Do ponto de vista geológico, as rochas são enquadradas em três grandes grupos genéticos: ígneas, sedimentares e metamórficas. As rochas ígneas, ou magmáticas, resultam da solidificação de material fundido (magma), em diferentes profundidades da crosta terrestre. As rochas sedimentares são formadas pela deposição química ou detrítica dos produtos da desagregação e erosão de rochas preexistentes, transportados e acumulados em bacias deposicionais de ambientes subaquáticos (fluviais, lacustres e marinhos) e eólicos (subaéreos). Rochas metamórficas são formadas pela transformação (metamorfismo) de outras preexistentes, normalmente como resultado do aumento da pressão e temperatura no ambiente geológico. Do ponto de vista comercial, as rochas ornamentais e para revestimento são basicamente subdivididas em granitos e mármores. Como granitos, enquadram-se, genericamente, as rochas silicáticas, enquanto os mármores englobam, lato sensu, as rochas carbonáticas. Alguns outros tipos litológicos, incluídos no campo das rochas ornamentais são os quartzitos, serpentinitos, travertinos, calcários (por vezes comercializados como limestones) e ardósias, também muito importantes setorialmente. Granitos, lato sensu, são rochas ígneas, enquanto que os mármores são rochas metamórficas de origem sedimentar. Travertinos e calcários (limestones) são sedimentares, enquanto quartzitos e ardósias são metamórficas, também de origem sedimentar. Serpentinitos são rochas metamórficas de derivação magmática. Também do ponto de vista comercial, rochas isótropas (sem orientação preferencial dos constituintes mineralógicos) são designadas homogêneas (Foto 1.1) e mais empregadas em obras de revestimento. Rochas anisótropas, com desenhos e orientação mineralógica, são chamadas movimentadas (Fotos 1.2 e 1.3) e mais utilizadas em peças isoladas. O padrão cromático é o principal atributo considerado para qualificação comercial de uma rocha. De acordo com as características cromáticas, os materiais são Capítulo 1 Conceitos e Definições Foto 1.1 – Vermelho Brasília (Goiás): granito (biotita granito) homogêneo/isótropo. Foto 1.2 – Porto Rosa (Minas Gerais): granito (anfibólio gnaisse) movimentado/anisótropo. Foto 1.3 – Verde Van Gogh (Minas Gerais): granito (migmatito) movimentado, com padrão fantasia. ¹ Minerais, por sua vez, são elementos ou compostos químicos cristalizados e formados por processos inorgânicos naturais. A composição química, definida dentro de certos limites, propriedades e características próprias atribuem nome a cada tipo mineral, único entre as variedades existentes. Variedades essas que ocorrem de modo mais e menos comum, como constituintes dos diversos tipos de rochas. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 16 enquadrados como clássicos, comuns ou excepcionais. Os clássicos não sofrem influência de modismos e incluem mármores vermelhos, brancos, amarelos e negros, bem como granitos brancos, verdes, negros e vermelhos (Fotos 1.4 e 1.5). Os comuns ou de “batalha”, de largo emprego em obras de revestimento, abrangem mármores beges e acinzentados, além de granitos acinzentados, rosados e amarronzados. Os materiais excepcionais são normalmente utilizados para peças isoladas e pequenos revestimentos, incluindo mármores azuis, violeta e verdes, além de granitos azuis (Fotos 1.6 e 1.7), amarelos, multicores e pegmatíticos, estes últimos definindo boa parte dos ora designados granitos exóticos (Fotos 1.8 e 1.9). Os blocos extraídos nas pedreirastêm volume variável entre 5m3 e 8m3, podendo atingir, excepcionalmente, 12m3. Materiais com alto valor comercial permitem, no entanto, o aproveitamento de blocos a partir de 1m3, sobretudo por meio da serragem em talha-blocos. As dimensões-padrão especificadas para blocos de serragem em teares variam de 2,4m x 1,2m x 0,6m (1,73m3) a 3,3m x 1,8m x 1,5m (8,9m3). Os produtos comerciais obtidos a partir da extração de blocos e serragem de chapas, que sofrem algum tipo de tratamento de superfície (sobretudo polimento e lustro), são designados como produtos de acabamento especial (special finished products). Tal é o caso dos materiais que, no geral, aceitam polimento e recebem calibração, abrangendo os mármores, granitos, quartzitos maciços e serpentinitos. Os produtos comerciais normalmente utilizados com superfícies naturais em peças não calibradas, obtidos quase que diretamente por delaminação mecânica e esquadrejamento de placas, são, por sua vez, designados produtos de acabamento simples (simple finished products). Para ilustração, no Brasil, é o caso dos produtos de quartzitos foliados (pedra São Tomé, pedra Mineira, pedra Goiana, etc.), pedra Cariri (calcários placóides), basaltos gaúchos, pedra Paduana ou Miracema (gnaisses folhiados), pedra Morisca, dentre outras (Foto 1.10). Foto 1.4 – Branco Ceará (Ceará): granito (albita granito) branco. Foto 1.5 – Ouro Brasil / New Venetian Gold (Espírito Santo): granito (granito gnaisse) amarelado. Foto 1.6 – Azul Santa Vitória (Bahia): granito (sodalita sienito) azul movimentado. Foto 1.7 – Blue Valley (Espírito Santo): granito (gnaisse a cordierita) azul escuro. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 17 1.1 TIPOLOGIA DOS MATERIAIS ROCHOSOS NATURAIS Rochas Silicáticas (Granitos e Similares) Para o setor de rochas ornamentais e para revestimento, o termo granito designa um amplo conjunto de rochas silicáticas, abrangendo monzonitos, granodioritos, charnockitos, sienitos, dioritos, diabásios/basaltos e os próprios granitos, geradas por fusão parcial ou total de materiais crustais preexistentes (Fotos 1.11 e 1.12). A composição mineralógica desses “granitos” é definida por associações muito variáveis de quartzo, feldspato, micas (biotita e muscovita), anfibólios (sobretudo hornblenda), Foto 1.8 – Mascarello (Minas Gerais): granito (granito pegmatóide) exótico “infiltrado”. Foto 1.9 – Delicattus (Minas Gerais): granito (pegmatito) exótico “feldspatado” . Foto 1.10 – Pedra Morisca (Piauí): arenito conglomerático plaqueado. Foto 1.11 – Preto Cotaxé (Espírito Santo): granito (gabro norito) preto não-absoluto. Foto 1.12 – Verde Pavão / Green Peacock (Espírito Santo): granito (charnockito) verde-escuro. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 18 piroxênios (aegirina, augita e hiperstênio) e olivina. Alguns desses constituintes podem estar ausentes em determinadas associações mineralógicas. Diversos outros minerais apresentam- se em proporções bem mais reduzidas, como mineráis acessórios. Quartzo, feldspatos, micas e anfibólios são os minerais dominantes nas rochas graníticas e granitóides (Fotos 1.13 e 1.14). A cor negra, variavelmente impregnada na matriz das rochas silicáticas, é conferida pelos minerais máficos (silicatos ferro- magnesianos), sobretudo anfibólio (hornblenda) e mica (biotita), chamados, no ambiente produtivo, de “carvão”. Nos granitos mais leucocráticos (claros), portanto com menor quantidade de minerais ferro-magnesianos, o quartzo e o feldspato compõem, em média, entre 85% e 95% da rocha. A textura das rochas silicáticas é determinada pela granulometria e hábito dos cristais, e a estrutura é definida pela distribuição desses cristais. Composição, textura e estrutura representam, assim, parâmetros de muito interesse para a caracterização de granitos e sua distinção dos mármores. Rochas Carbonáticas (Mármores, Travertinos e Calcários) As principais rochas carbonáticas abrangem calcários (limestones) e dolomitos, sendo os mármores seus correspondentes metamórficos (Fotos 1.15, 1.16 e 1.17). Os calcários são rochas sedimentares compostas principalmente de calcita (CaCO3), enquanto dolomitos são também sedimentares formadas, sobretudo, por dolomita (CaCO3 .MgCO3). A maior parte das rochas carbonáticas tem origem biológica ou mais propriamente biodetrítica, formando-se em ambientes marinhos pela deposição de conchas e esqueletos de outros organismos (corais, briozoários, etc.). Essas conchas e esqueletos são preservados como fósseis mais e menos fragmentados, perfeitamente reconhecíveis nas rochas pouco ou não metamorfizadas (Foto 1.18). Processos deposicionais conduzidos por precipitação química e bioquímica direta de carbonatos, em ambientes de Foto 1.13 – Café Brasil (Bahia): granito (nefelina sienito) marrom, isento de quartzo. Foto 1.14 – Amazon Star (Rondônia): granito com quartzo azulado. Foto 1.16 – Champagne Veiado (Espírito Santo): mármore de massa grossa. Foto 1.15 – Branco Extra (Espírito Santo): mármore de massa grossa. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 19 água-doce (continentais), determinam a formação de rochas não-fossilíferas e bastante heterogêneas, como as dos tipos travertinos e margas (Foto 1.19). Rochas carbonáticas representam, assim, materiais sedimentares e metassedimentares, constituídos por 50% ou mais dos minerais calcita e dolomita. Calcários (Foto 1.20), epicalcários e mármores calcíticos contêm calcita predominante, enquanto dolomitos, metadolomitos e mármores dolomíticos são rochas similares com predominância de dolomita. Impurezas comuns incluem argilas, quartzo, micas, anfibólios, matéria orgânica/grafitosa e sulfetos. É característica comum uma ampla variedade de cores, texturas, desenhos, cristalinidade e conteúdo fóssil. Rochas Silicosas (Quartzitos, Cherts e Similares) Quartzitos podem ser definidos como rochas metamórficas com textura sacaróide, derivadas de sedimentos arenosos, formadas por grãos de quartzo recristalizados e envolvidos ou não por cimento silicoso (Foto 1.21). Tanto quanto nos mármores, a recristalização mineralógica ocorre por efeito de pressão e temperatura atuantes sobre os sedimentos originais, tornando os quartzitos normalmente mais coesos e menos friáveis que os arenitos. Cherts são rochas silicosas, tanto microcristalinas quanto criptocristalinas, formadas pela precipitação química de sílica (SiO2) em ambientes subaquáticos (Fotos 1.22 e 1.23). Silexitos são rochas similares aos cherts, também de granulação muito fina (textura afanítica), por vezes resultantes de segregações metamórficas e hidrotermais. Os minerais acessórios (Fotos 1.24 e 1.25) mais comuns das rochas silicosas são as micas (filossilicatos), zircão, magnetita/ ilmenita e hidróxidos de ferro e de manganês. As feições estéticas dos quartzitos, sobretudo o padrão cromático, são determinadas pelos minerais acessórios. Quartzitos com pequena participação de filossilicatos (normalmente mica branca) não desenvolvem foliação Foto 1.17 – Giallo Marfim (Santa Catarina): mármore de massa fina desenhado. Foto 1.18 – Cappadocia (Paraná): mármore fossilífero com estromatólitos. Foto 1.19 – Travertino Bege Bahia (Bahia): estrutura maciça. Foto 1.20 – Bege Capri (Ceará): calcário plaqueado. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 20 metamórfica e planos preferenciais de partição. Esses quartzitos são, portanto, caracterizados como rochas maciças de textura sacaróide granoblástica, extraídos como blocos nas pedreiras e, posteriormente, serrados em chapas. Quando há mais micas isorientadas, os quartzitos desenvolvem textura sacaróide granolepidoblástica, com planos preferenciais de partição/delaminação aproveitados para extração direta de placas no maciço rochoso lavrado (Foto1.26). Vários quartzitos e metaconglomerados silicosos (Foto 1.27), que, conforme referido, constituem rochas metamórficas de derivação sedimentar, ainda são incorretamente chamados de granitos. Rochas Síltico-Argilosas Foliadas (Ardósias) Ardósias são rochas metassedimentares, de baixo grau metamórfico, formadas a partir de sequências argilosas e síltico-argilosas. A definição científica de ardósia baseia-se, Foto 1.23 – Ônix Bamboo (Tocantins): chert / silexito desenhado. Foto 1.21 – Green Salmon (Bahia): metarenito bege bandado. Foto 1.22 – Iron Red (Minas Gerais): quartzito com hematita / formação ferrífera bandada / itabirito. Foto 1.24 – Azul Boquira (Bahia): quartzito maciço com dumortierita. Foto 1.25 – Sauípe (Bahia): quartzito maciço com fuchsita. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 21 entretanto, na presença de planos preferenciais paralelos de partição, que proporcionam a “clivagem ardosiana”. Os planos de clivagem são formados pela isorientação de minerais placóides e prismáticos, compondo uma estrutura xistosa comum a boa parte das rochas metamórficas. A distinção das ardósias, entre as demais rochas com planos preferenciais de clivagem, é determinada por sua granulação muito fina e pela maior capacidade de partição em superfícies paralelas. Seus principais constituintes mineralógicos incluem mica- branca fina (sericita), quartzo, clorita e grafita. Quantidades variáveis, em geral acessórias, de carbonato, turmalina, titanita, rutilo, feldspato, óxidos de ferro e pirita podem ocorrer. Sendo essencialmente constituídas por minerais estáveis, como o quartzo e filossilicatos (mica e clorita), as ardósias são resistentes à meteorização e, por isso, bastante duráveis. Algumas impurezas, sobretudo as carbonáticas, podem contribuir para a diminuição de durabilidade das ardósias, quando atacadas por soluções ácidas. As variedades existentes são comercialmente tipificadas pela cor, anotando-se ardósias cinza, verde, roxa (vinho), preta e grafite (Fotos 1.28, 1.29, 1.30 e 1.31). As ardósias de cor cinza, preta e grafite podem dar origem à ardósia “ferrugem” (Foto 1.32), como resultado da oxidação de finas lamelas interestratificadas de pirita (sulfeto de ferro). Rochas Ultramáficas (Serpentinitos, Pedra-Sabão e Pedra-Talco) Serpentinito, pedra-sabão e pedra-talco são designações técnicas e comerciais, aplicadas para variedades metamórficas Foto 1.26 – Pedra São Tomé (Minas Gerais): quartzito foliado branco. Foto 1.27 – Marinace (Bahia): metaconglomerado polimítico verde. Foto 1.28 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e cromáticas de ardósia cinza. Foto 1.29 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e cromáticas de ardósia grafite e preta. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 22 de rochas ultramáficas. A constituição mineralógica dessas variedades é basicamente definida por serpentina, tremolita/ actinolita, clorita, talco e carbonato, em diversas associações, marcadas pela ausência de quartzo e feldspato. Os serpentinitos têm cor verde-escuro ou vermelho- escuro (Fotos 1.33 e 1.34), mostram mais resistência à abrasão e aceitam polimento, sendo assim utilizados para revestimentos. No setor de rochas ornamentais e para revestimento, os serpentinitos são comumente tratados como mármores verdes (por exemplo, Verde Alpi e Verde Guatemala). A pedra-sabão, um pouco mais macia que os serpentinitos, tem coloração cinza-escura e destina-se, sobretudo, à elaboração de fornos domésticos, lareiras, pequenos revestimentos, panelas, caçarolas, chapas e grelhas para alimentos, além de outros usos decorativos. Sua principal característica é aceitar altas temperaturas (até 1.500oC) e reter calor, permanecendo aquecida por longos períodos. Foto 1.30 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e cromáticas de ardósia verde. Foto 1.31 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e cromáticas de ardósia vinho/roxa. Foto 1.32 – Ardósia (Minas Gerais): variedades texturais e cromáticas de ardósia ferrugem/multicolor ou rusty. Foto 1.33 – Verde Dunito (Goiás): serpentinito. Foto 1.34 – Rosso Sacramento (Minas Gerais): serpentinito. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 23 A denominada pedra-talco é riscada pela unha e untuosa ao tato, exibindo aspecto mosqueado e cores que vão do marrom ao esverdeado. É utilizada principalmente para a confecção de objetos decorativos, destacando-se a arte estatuária. 1.2 PROSPECÇÃO E PESQUISA GEOLÓGICA DE JAZIDAS As faixas potenciais e a forma de distribuição das rochas; a vocação dos terrenos para ocorrência de materiais comuns, clássicos, excepcionais e exóticos; as feições estéticas esperadas; o presumível quadro de reservas; as perspectivas de alteração estética dos materiais aplicados; a dimensão dos blocos lavráveis; e o próprio método mais recomendado de lavra, entre outros parâmetros de interesse, podem ser inferidos por meio de condicionantes geológicas regionais e locais. Tanto em programas exploratórios regionais quanto na pesquisa de detalhe, os levantamentos geológicos são orientados para a definição de bons materiais, em condições físicas e quantidades apropriadas para exploração. Todos os fatores interferentes negativos, para a qualificação de materiais, devem ser cuidadosamente avaliados antes de se atribuir favorabilidade a uma região ou alvo específico. Programas Exploratórios Regionais Em âmbito regional, a simples distinção dos ambientes geológicos e dos domínios geotectônicos permite fixar bases previsionais para diferentes tipos de rochas. A coloração azul, por exemplo, muito valorizada comercialmente, é devida à presença de minerais como sodalita (em intrusões e complexos alcalinos, sobretudo sieníticos), dumortierita (em quartzitos), cordierita (em gnaisses) e quartzo azulado (em rochas vulcânicas, subvulcânicas e graníticas ácidas, associadas a ambientes de alta pressão). As rochas portadoras desses minerais estão, via de regra, associadas a ambientes específicos, caracterizáveis em mapas geológicos para efeito de prospecção. Da mesma forma, os granitos movimentados e desenhados, com padrão fantasia, representam expressão de rochas gnáissico-migmatíticas, devendo ser assim procurados em faixas antigas de embasamento cristalino. Os granitos homogêneos, não movimentados, associam-se a corpos intrusivos com formas elípticas ou arredondadas, mais ou menos bem delimitadas no terreno, rastreáveis em fotos aéreas convencionais e imagens de satélite, por meio de estruturas circulares/semicirculares. Em muitos casos, assinaturas aerogeofísicas gamaespectrométricas (canais de U, Th, K, relações U/Th, Th/K e contagem total), além de composições coloridas falsa-cor de imagens de satélite, podem compor padrões amostrais de interesse para prospecção. Para os mármores, algumas condicionantes geológicas importantes podem ser também mencionadas: • estruturas organógenas, do tipo estromatólito, que são, no Brasil, geneticamente associadas a paleoambientes específicos das faixas de dobramento proterozóicas portadoras de sequências carbonáticas, definem padrões estéticos movimentados e muito apreciados no mercado; • concentrações de matéria orgânica e outras impurezas contidas em sequências carbonáticas podem dar origem a mármores negros e com outros padrões cromáticos muito valorizados comercialmente; • a massa fina de alguns mármores, como, por exemplo, daqueles explorados na região de Carrara, na Itália, parece ser mais característica dos materiais dolomíticos do que dos materiais calcíticos, pois estes últimos mostram tendência à recristalização, com aumento de grãos minerais durante o metamorfismo; e • as rochas carbonáticas de caráter dolomítico são mais competentes que ascalcíticas durante os processos de deformação que acompanham o metamorfismo. Essa característica física implica o quebramento e a formação de veios, do tipo Arabescato, nos mármores dolomíticos, e em dobramento, nos mármores calcíticos. Todos os parâmetros mencionados, tanto para mármores quanto para granitos, podem ser geologicamente discriminados e utilizados nas campanhas de avaliação regional, representando guias prospectivos de interesse para materiais com algumas características estéticas desejáveis. Programas exploratórios regionais constituem, assim, principalmente em áreas mais ínvias e geologicamente ainda pouco conhecidas, importante ferramenta para o desenvolvimento do setor de rochas ornamentais. Seus objetivos e a execução revestem-se de caráter institucional sendo, por isso, recomendados como ação governamental. Pesquisa de Detalhe Os objetivos da pesquisa de detalhe estão relacionados à qualificação dos materiais e à viabilização da lavra, sobretudo em maciços rochosos. Os trabalhos necessários envolvem reconhecimento e amostragem das variedades litológicas aflorantes, caracterização petrográfica de rochas selecionadas, tipificação e caracterização comercial dos materiais priorizados, cálculo aproximado de reservas, indicação de métodos de lavra, testes de serragem e polimento, bem como avaliação de mercado e divulgação comercial dos materiais selecionados. As variedades litológicas aflorantes devem ser avaliadas, priorizando-se as feições estruturais, composicionais e fisiográficas do maciço. Diferenciações litológicas muito acentuadas ocasionam problemas na tipificação comercial dos materiais, podendo dificultar a garantia de suprimento de padrões estéticos homogêneos. A capa de intemperismo pode ter espessura variável e produz alterações cromáticas, principalmente em granitos, merecendo por isso algum tipo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 24 de verificação no terreno. A dimensão de blocos e matacões em superfície fornece uma noção preliminar sobre o grau de fraturamento do maciço, permitindo assim inferências a respeito do tipo de lavra e dimensão dos blocos lavráveis. Amostras de pequeno volume coletadas em superfície, selecionadas e representativas, sem restrições estruturais e composicionais, devem ser utilizadas para a elaboração de placas de mostruário. Materiais que apresentarem bons resultados (fechamento, brilho, espelhamento, padrão cromático e desenho) podem ser submetidos a ensaios de caracterização tecnológica, a fim de definir sua adequação a padrões normatizados. Testes de serragem e polimento devem ser efetuados, com os materiais selecionados, em blocos de dimensões exigidas para o beneficiamento industrial (serragem em teares ou talha- bloco e lustração das chapas em politrizes-padrão). Esses testes dependem de uma lavra-piloto e são efetuados mediante a efetiva caracterização de materiais com boa qualidade, que mostrem quantidade adequada para a lavra. A lavra-piloto ou experimental é de fundamental importância para a conclusão da pesquisa de detalhe, da caracterização da jazida e do teste de mercado dos materiais. Com a lavra experimental, são determinados os índices esperados de recuperação na lavra final e definida a viabilidade econômica do empreendimento mineiro. Muitas vezes, a recuperação próxima à capa de alteração do maciço não reflete a realidade do corpo rochoso subjacente, sendo necessária a abertura de bancadas e, portanto, a remoção de volume mais considerável de estéril. Avaliação de Reservas Para a determinação preliminar e expedita de reservas, efetua-se o cálculo do volume da frente considerada, por meio da simulação de figuras geométricas (em relevos alongados) ou de seções transversais com bancadas hipotéticas (em relevos abobadados). Do volume calculado, subtrai-se 20% correspondentes a capeamentos de solo e imperfeições do relevo; do restante, subtrai-se 50% relativos a perdas presumíveis na lavra, estimando-se assim a reserva potencial teoricamente explotável. Como materiais aproveitados em volume, pequenas reservas de rochas ornamentais permitem longos períodos de exploração. Por exemplo, um maciço com apenas 100m x 100m x 50m, desmontado a uma razão de 1.000 m3/mês, tem reservas suficientes para 42 anos de atividade. Com uma taxa de recuperação de 50%, a lavra desse maciço permitirá a produção de 7,5 milhões m2 de chapas, durante a vida útil do empreendimento. Mais do que pela exaustão de suas reservas, um jazimento, ou pedreira, como o antes referido, encerrará suas atividades pela saturação de mercado do material extraído. A quantidade de reservas não é assim tão importante como a sua qualidade. Ao contrário das commodities minerais metálicas, no setor de rochas pode-se dispensar o atributo quantitativo como vetor principal de valorização ou valoração das jazidas. Isto é verdadeiro tanto para um jazimento específico quanto para o quadro de reservas de um país ou região, não fazendo muito sentido referir que essas reservas são suficientes para centenas ou milhares de anos de explotação. Assim, é o mercado que quase invariavelmente determina o encerramento das atividades de uma pedreira ou polo produtor, não a exaustão de suas reservas. Mesmo nos materiais pegmatíticos exóticos, em que os corpos são relativamente pequenos e as reservas naturalmente reduzidas, a lavra não é normalmente paralisada pelo esgotamento da jazida, mas pelo deslocamento da empresa extratora para outras frentes com novos materiais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIODI FILHO, C. Aspectos técnicos e econômicos do setor de rochas ornamentais. Rio de Janeiro: CNPq/Cetem, 1995. 75 p. Série Estudos e Documentos, 28. CHIODI FILHO, Cid, RODRIGUES, E. de P. Guia de aplicação de rochas em revestimentos. São Paulo: Abirochas, 2009. 160 p. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Capítulo 2 Panorama Técnico-Econômico do Setor de Rochas Ornamentais Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 27 2.1 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MUNDIAL E DO MERCADO INTERNACIONAL Considerações Gerais A produção mundial noticiada de rochas ornamentais e para revestimento evoluiu de 1,8 milhão t/ano, na década de 1920, para um patamar atual de 105 milhões t/ano. Cerca de 41 milhões t de rochas brutas e beneficiadas foram comercializadas no mercado internacional, em 2009¹, destacando-se que o notável crescimento do intercâmbio mundial caracterizou as décadas de 1980 e 1990 como a “nova idade da pedra” e, o próprio setor de rochas, como uma das mais importantes áreas emergentes de negócios mineroindustriais. Em âmbito mundial, estima-se que o setor de rochas esteja atualmente movimentando transações comerciais de US$ 100-120 bilhões/ano. Uma condicionante setorial relevante é o cada vez mais intenso controle ambiental das atividades produtivas, determinante para a necessidade de conservação de energia e a extração e o uso otimizados de matérias-primas. Cresce, assim, a oferta e demanda de tecnologias limpas para atividades extrativas e industriais; a elaboração de chapas mais delgadas para revestimentos em geral; e a oferta de materiais artificiais aglomerados, importantes para o aproveitamento de rejeitos e melhoria dos índices de recuperação na lavra e beneficiamento. As projeções de consumo/produção e intercâmbio mundial, das matérias-primas minerais para construção civil, não apontam mudanças de paradigmas, sugerindo a manutenção da tendência de crescimento da demanda dos materiais rochosos naturais para revestimento. Estima-se que, no ano de 2025, a produção mundial de rochas ornamentais ultrapassará a casa dos 400 milhões t, correspondentes a quase 5 bilhões m² equivalentes/ano, multiplicando-se por cinco o volume físico das transações internacionais anteo patamar de 2006 (Figura 2.1). Produção Mundial Segundo MONTANI (2010), a produção mundial estimada de rochas ornamentais, no ano de 2009, totalizou 104,5 milhões t, correspondentes a cerca de 1,14 bilhões m² equivalentes de chapas com 2 cm de espessura. Essa produção envolveu 60,9 milhões t (58,2%) de rochas carbonáticas, 38,0 milhões t (36,4%) de rochas silicáticas e 5,7 milhões t (5,4%) de ardósias e outras rochas xistosas (Tabela 2.1). Como resultado do desenvolvimento de tecnologias mais adequadas para lavra e beneficiamento de materiais duros, a participação das rochas silicáticas no total da produção evoluiu de 10%, na década de 1920, para o patamar atual de quase 40%. Um dos principais responsáveis por esse crescimento foi, sem dúvida, o Brasil, que, a partir da década de 1980, colocou centenas de novos granitos no mercado internacional. A China foi a maior produtora mundial, em 2009, com 31,0 milhões t. O segundo maior produtor mundial foi a Índia, com 13,2 milhões t. Seguem, com produção entre 7,0-8,0 milhões t, o Brasil, a Turquia e a Itália. Figura 2.1 - Evolução e projeção da produção e do intercâmbio mundial de rochas ornamentais e para revestimento (2000-2025). Fonte: MONTANI, 2007. Capítulo 2 Panorama Técnico-Econômico do Setor de Rochas Ornamentais 1 As informações disponíveis sobre o mercado internacional, quando da elaboração deste texto (novembro/2010), são referentes ao ano de 2009 e devidas a MONTANI (2010). CPRM - Serviço Geológico do Brasil 28 Ao longo da década de 2000, cresceu significativamente a produção de países extra-europeus, caso da China, Índia, Irã, Turquia e Brasil, enquanto permaneceu inalterada, ou até com leve declínio, a produção dos players europeus tradicionais, como a Itália, Espanha, Portugal e Grécia. Mercado Internacional A evolução recente do mercado internacional é mostrada na Tabela 2.2, em que se observa o aumento da participação das rochas processadas especiais (posição NCM2 6802) no total do volume físico comercializado. A maior parte dessa expansão está sendo canalizada pela China e Turquia, atualmente os maiores exportadores de rochas processadas (vide Figura 2.3). A redução do volume físico do comércio internacional, em 2008, foi a primeira registrada desde o início formal da tabulação de dados mundiais, na década de 1970. Principais Exportadores A China foi responsável por 28,6% do total do volume físico das exportações mundiais de rochas ornamentais em 2009 (Tabela 2.3), tendo-se, na sequência, a Índia (12,9%), a Turquia (11,9%), a Itália (6,9%), o Egito (4,8%), a Espanha (4,8%) e o Brasil (4,1%). Mais especificamente, em 2009, o Brasil foi o segundo maior exportador de rochas silicáticas brutas (código NCM 2516), representadas por blocos de granito; o quinto maior exportador de rochas processadas especiais (código NCM 6802), relativas, sobretudo, a chapas polidas de granito; o terceiro maior exportador de produtos de ardósia (código NCM 6803), atrás da Espanha e China; e o sétimo maior exportador de rochas processadas simples (código NCM 6801), representadas, no caso brasileiro, quase que essencialmente por produtos de quartzitos foliados (pedras do tipo São Tomé). ANO MÁRMORES GRANITOS ARDÓSIAS TOTAL 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t 1926 1.175 65,6 175 9,8 440 24,6 1.790 1976 13.600 76,4 3.400 19,1 800 4,5 17.800 1986 13.130 60,5 7.385 34,0 1.195 5,5 21.710 1996 26.450 56,9 17.625 37,9 2.425 5,2 46.500 1998 29.400 57,6 19.000 37,3 2.600 5,1 51.000 2000 34.500 57,8 21.700 36,3 3.450 5,9 59.650 2002 39.000 57,8 25.000 37,0 3.500 5,2 67.500 2004 43.750 53,9 33.000 40,6 4.500 5,5 81.250 2006 53.350 57,5 34.800 37,5 4.600 5,0 92.750 2008 61.000 58,0 38.300 36,5 5.700 5,5 105.000 2009 60.850 58,2 38.000 36,4 5.650 5,4 104.500 Fonte: compilado a partir dos dados de MONTANI (2010). Tabela 2.1 Produção Mundial de Rochas Ornamentais - Perfil Histórico. Tabela 2.2 Evolução do Mercado Internacional de Rochas Ornamentais e para Revestimento (2005-2009). PRODUTOS / CÓDIGO NCM 2005 2006 2007 2008 2009 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % RSB 2516 10.266 28,5 10.562 25,5 11.429 24,7 10.816 23,9 8.909 21,7 RCB 2515 6.265 17,4 7.495 18,1 8.271 17,9 9.384 20,8 9.466 23,0 RPE 6802 14.582 40,4 18.138 43,8 21.150 45,8 19.791 43,8 18.199 44,3 RPS 6801 3.689 10,2 3.804 9,2 3.814 8,2 3.702 8,2 3.262 8,0 PA 6803 1.256 3,5 1.369 3,3 1.568 3,4 1.500 3,3 1.242 3,0 Total 36.058 100 41.368 100 46.232 100 45.193 100 41.078 100 RSB – rochas silicáticas brutas; RCB – rochas carbonáticas brutas; RPE – rochas processadas especiais; RPS – rochas processadas simples; PA – produtos de ardósia. Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010). 2 Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) é um sistema harmonizado, de codificação e classificação de mercadorias para comércio internacional, aplicado pelos países desse bloco econômico. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 29 Principais Importadores Na Tabela 2.4, são mostrados os 12 maiores importadores mundiais, responsáveis por 60,6% do total das importações efetuadas em 2009, o que revela a concentração de vendas em poucos mercados. Existem, no caso, três perfis de mercados ou países importadores: a) países principalmente importadores de rochas brutas, que as beneficiam para atendimento do mercado doméstico e para exportações, como, por exemplo, a China e Itália. Esses países são também, invariavelmente, grandes produtores; b) países importadores de rochas brutas e processadas, basicamente para atendimento do mercado doméstico como, por exemplo, o Reino Unido, Taiwan e a Alemanha. Esses países são, normalmente, produtores pouco expressivos; c) países principalmente importadores de rochas processadas, para atendimento do mercado doméstico como, por exemplo, o Japão, os EUA e a Coréia do Sul. Esses países, da mesma forma, são produtores e exportadores pouco expressivos. A China foi a maior importadora mundial, em 2009, praticamente só adquirindo rochas brutas. Em segundo lugar ficaram os EUA, país importador quase só de rochas processadas. A variação anual registrada entre os anos de 2005 e 2007 traduziu o aquecimento da economia mundial e a pressão de demanda exercida por determinados mercados imobiliários, como os da China, dos EUA, do Golfo Pérsico e de alguns países da Europa. Com a mudança do cenário internacional, tanto o mercado americano, quanto outros importantes mercados importadores, sofreram retração em 2008 e 2009. Tabela 2.3 Principais Países Exportadores de Rochas Ornamentais - Evolução do Volume Físico e Participação Porcentual no Total Mundial (2005-2009). PAÍSES 2005 2006 2007 2008 2009 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % China 8.896 24,7 10.338 25,0 11.533 25,0 11.793 26,1 11.733 28,6 Índia 4.044 11,2 4.522 10,9 5.571 12,1 5.426 12,0 5.311 12,9 Turquia 3.045 8,4 4.041 9,8 4.736 10,2 4.886 10,8 4.868 11,9 Itália 3.122 8,7 3.261 7,9 3.342 7,2 3.154 7,0 2.835 6,9 Espanha 2.442 6,8 2.403 5,8 2.635 5,7 2.445 5,4 1.968 4,8 Egito 972 2,7 1.094 2,6 1.330 2,9 2.085 4,6 1.973 4,8 Brasil 2.157 6,0 2.536 6,1 2.475 5,4 1.990 4,4 1.673 4,1 Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010). Tabela 2.4 Principais Importadores Mundiais de Rochas Ornamentais – Volume Físico (2005-2009). PAÍSES 2005 2006 2007 2008 2009 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % 1.000 t % China 4.554 12,6 6.007 14,5 7.245 15,7 8.207 18,2 8.166 19,9 EUA 3.727 10,3 4.943 11,9 5.277 11,4 3.956 8,8 3.147 7,7 Itália 2.483 6,9 2.738 6,6 2.655 5,7 2.307 5,1 1.594 3,9 Taiwan 1.896 5,3 1.931 4,7 1.608 3,5 1.484 3,3 1.312 3,2 Coréia do Sul 1.833 5,1 2.110 5,1 2.526 5,5 2.528 5,6 2.470 6,0 Alemanha 1.795 5,0 2.407 5,8 2.596 5,6 2.098 4,6 1.967 4,8 Japão1.735 4,8 1.563 3,8 1.459 3,2 1.238 2,7 1.223 3,0 Espanha 1.430 4,0 1.573 3,8 1.653 3,6 1.273 2,8 858 2,1 Holanda 1.308 3,6 1.3012 3,2 1.226 2,7 1.199 2,7 903 2,2 Bélgica 1.115 3,1 1.415 3,4 1.453 3,1 1.177 2,6 1.091 2,7 França 1.093 3,0 1.340 3,2 1.331 2,9 1.286 2,8 1.095 2,7 Reino Unido 994 2,8 1.336 3,2 1.387 3,0 1.185 2,6 991 2,4 Fonte: compilado a partir de MONTANI (2006 a 2010). CPRM - Serviço Geológico do Brasil 30 2.2 SITUAÇÃO BRASILEIRA Aspectos Setoriais de Interesse Os produtos comerciais do setor de rochas ornamentais, incluindo blocos, não devem ser entendidos e tratados como commodities, mas sim como specialties ou manufaturas. A garantia de mercado, que traduz a efetiva capacidade de comercialização dos produtos do setor, é assim tão importante quanto a garantia de produção e beneficiamento de suas matérias-primas. O setor de rochas é fundamentalmente integrado por micro e pequenas empresas3 de lavra (mineradoras), beneficiamento (serrarias), acabamento (marmorarias) e serviços, cuja realidade é muito distinta das grandes empresas do setor mineral. As micro e pequenas empresas brasileiras ainda não têm suas necessidades bem atendidas e entendidas pelos programas governamentais de fomento, que são tradicionalmente mais focados e dirigidos para as grandes empresas e projetos mineroindustriais de commodities. Pelo exemplo que se tem do Estado do Espírito Santo, a estruturação de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) é um dos elementos mais importantes para o desenvolvimento do setor de rochas no Brasil. Essa estruturação depende, entre outras coisas, da verticalização da atividade produtiva, com lavra e beneficiamento das matérias-primas de interesse comercial. O fortalecimento dos APL’s só é dinamizado mediante concessão de incentivos fiscais e tributários, como base para atração de empreendimentos e desoneração da produção. São tecnicamente conhecidas as diversas possibilidades de aproveitamento de rejeitos/resíduos de rochas ornamentais como matéria-prima de uso industrial. É preciso promover a aproximação entre as indústrias potencialmente consumidoras desses resíduos e os possíveis fornecedores, em um trabalho conhecido como simbiose industrial. Em função da crise econômica internacional instalada em 2008, barreiras tarifárias e, sobretudo, não tarifárias têm sido cada vez mais utilizadas como mecanismo de proteção de mercados. Constituem exemplos as taxas de importação mantidas pela China, já antes de 2008, para produtos acabados e semiacabados, que inviabilizam a entrada de chapas polidas brasileiras em seu mercado; a tentativa de desqualificação das telhas de ardósia brasileira no mercado europeu e, particularmente, na marca CE, por iniciativa de entidades e produtores concorrentes espanhóis; e a campanha movida contra a utilização de bancadas de granito, em ambientes internos, no mercado dos EUA, sob a alegação de que emitiriam gás radônio. As bases competitivas desejáveis para o setor de rochas são sistêmicas e muitas vezes dependentes de fatores externos ao próprio setor, vinculados a políticas públicas e mecanismos institucionais de fomento para a atividade produtiva, como os que agora se tenta promover por meio do primeiro Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia. Perfil da Atividade Produtiva A cadeia produtiva de rochas ornamentais e para revestimento envolve, em seu eixo principal, a extração de matérias-primas em pedreiras, seu desdobramento por Figura 2.2 – Cadeia produtiva de rochas ornamentais. Fonte: MELLO, 2004. 3 Sob qualquer critério de classificação, são muito raras, no setor de rochas, as empresas de médio porte e inexistentes as de grande porte. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 31 serragem em produtos semiacabados e o recorte e preparação de produtos finais (Figura 2.2). Participam ainda, dessa cadeia produtiva, fabricantes de máquinas, equipamentos e insumos diversos utilizados pelos elos centrais, bem como fabricantes de produtos para limpeza e conservação, após aplicação e uso dos revestimentos. As serrarias de blocos e polimento de chapas, junto com as marmorarias, shoppings da construção e depósitos de chapas, são os principais integrantes da estrutura de oferta (produção), enquanto que as construtoras e os consumidores individuais são os principais integrantes da estrutura de demanda (consumo). As serrarias constituem atualmente os principais fornecedores das construtoras e suas obras maiores, enquanto as marmorarias permanecem como fornecedoras preferenciais dos pequenos consumidores (consumidores individuais ou pequenas obras). Pode-se, ainda, observar que os denominados depósitos de chapas são os principais fornecedores dos materiais importados, apesar do crescimento das importações diretas efetuadas pelas grandes construtoras. Estima-se que os negócios brasileiros do setor de rochas ornamentais, nos mercados interno e externo, inclusive relativos aos serviços e à comercialização de máquinas, equipamentos e insumos, tenham movimentado cerca de US$ 3,8 bilhões em 20094. Cerca de 10 mil empresas (Tabela 2.5), dentre as quais pelo menos 500 exportadoras, integram sua cadeia produtiva e respondem por 120 mil empregos diretos e 360 mil indiretos. As marmorarias perfazem mais de 60% das empresas do setor e são responsáveis pela maior parte dos empregos agregados, conforme apontado na Tabela 2.6. Destaca-se que, no Brasil, é de apenas US$ 10 mil o custo estimado para a geração de um emprego direto no setor de rochas, contra algumas centenas de milhares de dólares, por exemplo, na indústria automobilística. O parque brasileiro de beneficiamento tem capacidade instalada, de serragem e polimento de chapas, para 70 milhões m²/ano, a partir de rochas extraídas em blocos e caracterizadas por gerarem a maior parte dos denominados produtos de processamento especial (special finished and semifinished products). Essa capacidade é acrescida de mais 50 milhões m²/ano em produtos de processamento simples (simple finished products), obtidos principalmente a partir de rochas portadoras de planos naturais de desplacamento (ardósias, quartzitos e gnaisses foliados, calcários e basaltos plaqueados, etc.). SEGMENTO Nº ESTIMADO DE EMPRESAS PARTICIPAÇÃO Marmoraria 6.100 61,0% Beneficiamento 2.000 20,0% Lavra 900 9,0% Exportadoras 500 5,0% Serviços 400 4,0% Indústrias de Máquinas, Equipamentos e Insumos 100 1,0% Total 10.000 100% Fonte: CHIODI FILHO (2009b). Tabela 2.5 Empresas do Setor de Rochas Ornamentais Operantes no Brasil - 2009. Tabela 2.6 Distribuição dos Empregos por Ramo de Atividade na Cadeia Produtiva do Setor de Rochas Ornamentais – 2009. SEGMENTO Nº ESTIMADODE EMPREGOS PARTICIPAÇÃO Marmoraria 60.000 50% Beneficiamento 32.000 27% Lavra 18.000 15% Exportadoras 2.000 2% Ensino e Serviços 4.000 4% Indústrias de Máquinas, Equipamentos e Insumos 2.000 2% Total 120.000 100% Fonte: CHIODI FILHO (2009b). 4 Este texto foi elaborado em novembro/2010 sendo, portanto, de 2009 as últimas informações atualizadas para o Brasil. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 32 A maior parte das atividades de lavra e beneficiamento primário concentra-se em APL’s, como os de mármores e granitos do Espírito Santo, de ardósias e quartzitos foliados de Minas Gerais, de gnaisses foliados do Rio de Janeiro, de basaltos plaqueados do Rio Grande do Sul, de travertinos da Bahia, de calcários plaqueados do Ceará, etc. Os Estados da Região Sudeste do Brasil, com destaque para São Paulo, têm a maior concentração de marmorarias (cerca de 70% do total brasileiro), além da maior capacidade instalada para trabalhos de acabamento. A estrutura de preços dos diversos produtos comerciais do setor de rochas é bastante diferenciada, entre os mercadosinterno e externo. Os preços de produtos brasileiros para o mercado interno são quase sempre inferiores àqueles praticados para o mercado externo, em uma proporção de até 1:3. Esse diferencial pode oscilar para menos, nos mármores (1:1), e para mais, nas ardósias (1:10). Os materiais e produtos brasileiros de primeira linha são preferencialmente exportados. Os produtos semiacabados, a exemplo das chapas polidas, agregam de três a quatro vezes mais valor de comercialização que o dos blocos das matérias-primas que lhes deram origem. Os produtos acabados, como tampos de pias, mesas e balcões, dentre outros, agregam até dez vezes mais valor que o de suas matérias-primas. A partir dos dados registrados para as exportações brasileiras de 2008 e 2009, apresenta-se na Tabela 2.7 o preço médio dos principais grupos de produtos colocados no mercado internacional. Distribuição da Produção Brasileira A partir de estudos realizados pelo INSTITUTO METAS (2002), para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), evidenciou- se a existência de 18 aglomerações produtivas relacionadas ao setor de rochas ornamentais e de revestimento no Brasil, envolvendo atividades de lavra em 10 estados e 80 municípios da Federação (Tabela 2.8). Mais amplamente, foram registrados 370 municípios com recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), para extração de rochas ornamentais. A Região Sudeste tem a maior concentração desses aglomerados, demonstrando a relação direta entre polos de produção e consumo regionais. Os Estados da Região Norte, que total ou parcialmente integram a área de abrangência da Amazônia Legal, constituem as últimas grandes fronteiras brasileiras para produção e beneficiamento de rochas ornamentais. A produção brasileira de materiais rochosos naturais, para ornamentação e revestimento, foi estimada em 7,6 milhões t, em 2009. Essa produção inclui granitos e similares, mármores, travertinos, ardósias, quartzitos maciços e foliados, basaltos e gabros, serpentinitos, pedra-sabão e pedra-talco, calcários, metaconglomerados polimíticos e oligomíticos, cherts, arenitos, xistos diversos, etc. Assume-se a existência de 1.400 frentes ativas de lavra, sempre a céu aberto e em maciço ou matacões, responsáveis por cerca de 900 variedades comerciais de rochas colocadas nos mercados interno e externo. O perfil da produção brasileira, por tipo de rocha, é mostrado na Tabela 2.9, observando-se que os materiais comercialmente classificados como granitos correspondem a quase 50% do total produzido. A distribuição regional dessa produção é mostrada na Tabela 2.10, salientando-se que a Região Sudeste do Brasil responde por quase 70% do total. A distribuição da produção pelos Estados é mostrada na Tabela 2.11, tendo-se o Espírito Santo e Minas Gerais como os dois principais polos de lavra do Brasil. Exportações A partir da década de 1990, o Brasil experimentou notável adensamento de atividades em todos os segmentos da cadeia produtiva do setor de rochas ornamentais e para revestimento5. Os principais avanços decorreram do aumento das exportações, que evidenciaram forte evolução qualitativa e quantitativa. Qualitativamente, foi modificado o perfil das exportações, com o incremento da venda de rochas processadas semiacabadas, principalmente chapas polidas de granito, bem como produtos acabados de ardósias e quartzitos foliados. Tabela 2.7 Preço Médio dos Principais Produtos Brasileiros de Exportação no Setor de Rochas – (2008/2009). Produtos Preço Médio Faixa de Variação do Preço Códigos Fiscais de Referência Blocos de granito e similares US$ 540/m³ US$ 300 - 1.500/m³ 2516.12.00; 2516.11.00 Blocos de mármore e similares US$ 780/m³ US$ 600 - 1.200/m³ 2515.12.10 Chapas polidas de granito US$ 46/m² US$ 30 - 200/m² 6802.93.90; 6802.23.00 Chapas polidas de mármore US$ 56/m² US$ 35 - 150/m² 6802.21.00; 6802.91.00 Produtos de ardósia US$ 13/m² US$ 10 - 25/m² 6803.00.00 Produtos de quartzito foliado US$ 17/m² US$ 12 - 40/m² 6801.00.00 Produtos de pedra-sabão US$ 80/m² US$ 60 - 120/m² 6802.29.00 Fonte: compilado a partir de consulta à base Alice (http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/), do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 5 Neste texto, designa-se como rocha ornamental e de revestimento apenas os materiais rochosos naturais, excluindo-se os produtos aglomerados/industrializados a partir de ligantes resinóides. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 33 Tabela 2.8 Principais Aglomerações Produtivas do Setor de Rochas no Brasil. REGIÃO AGLOMERAÇÕES IDENTIFICADAS ESTADO NÚMERO DE MUNICÍPIOS Sudeste Pedra Paduana RJ 1 Ardósias Papagaio MG 8 Mármores e Granitos Cachoeiro de Itapemirim ES 8 Granitos Nova Venécia ES 6 Quartzitos São Thomé MG 6 Granitos Baixo Guandu ES 4 Granitos Medina MG 4 Granitos Candeias - Caldas MG 16 Granitos Bragança Paulista SP 4 Quartzitos e Pedra-Sabão Ouro Preto MG 4 Quartzitos Alpinópolis MG 2 Região Centro-Oeste Quartzitos Pirenópolis GO 2 Região Sul Basaltos Nova Prata RS 7 Ardósias Trombudo Central SC 1 Região Nordeste Travertinos Ourolândia BA 2 Granitos Teixeira de Freitas BA 2 Pedra Cariri CE 2 Pedra Morisca PI 1 Total 18 Aglomerações Produtivas de Rochas 10 Estados 80 Municípios Fonte: INSTITUTO METAS (2002). Tabela 2.9 Perfil da Produção Brasileira por Tipo de Rocha – 2009. Fonte: CHIODI FILHO (2009b). TIPO DE ROCHA PRODUÇÃO (MILHÃO t) PARTICIPAÇÃO Granito e similares 3,6 47% Mármore e Travertino 1,3 17% Ardósia 0,7 9% Quartzito Foliado 0,6 8% Quartzito Maciço 0,2 3% Pedra Miracema 0,2 3% Outros (Basalto, Pedra Cariri, Pedra-Sabão, Pedra Morisca, etc.) 1,0 13% Total estimado 7,6 100% Tabela 2.10 Distribuição Regional da Produção Bruta de Rochas Ornamentais no Brasil - 2009. REGIÃO PRODUÇÃO (MILHÃO t) PARTICIPAÇÃO Sudeste 5,10 67,2% Nordeste 1,78 23,4% Sul 0,30 3,9% Centro-Oeste 0,32 4,2% Norte 0,10 1,3% Total estimado 7,60 100% FONTE: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 34 Quantitativamente, essas exportações evoluíram de 900 mil t, em 1997, para 2,5 milhões t, em 2007, alavancadas pelas vendas de blocos para a China e de chapas polidas para os EUA. No ano de 2006, o Brasil chegou, assim, a colocar-se como o quarto maior produtor e exportador mundial de rochas ornamentais e para revestimento, superando vários players europeus tradicionais e notabilizando-se pela excepcional geodiversidade de suas matérias-primas. O crescimento brasileiro foi simpático a uma expressiva rearticulação mundial do setor, marcada pelo deslocamento de atividades FIGURA 2.4 - Evolução anual do faturamento das exportações brasileiras de rochas ornamentais – 1998-2009. RSB: blocos de granito; RCB: blocos de mármore; RP: rochas processadas. (*) 2010 projetado. FONTE: CHIODI FILHO (2010), com atualizações. de lavra e beneficiamento para países extraeuropeus, como China, Índia, Turquia, Irã e o próprio Brasil (Figura 2.3). Com a instalação da crise do mercado imobiliário dos EUA, em 2007, e posteriormente, já em 2009, com a recessão da economia mundial, recuaram tanto a produção quanto, sobretudo, as exportações brasileiras de rochas ornamentais. O volume físico dessas exportações recuou de 2,5 milhões t, em 2007, para 1,99 milhões t, em 2008, e 1,67 milhões t em 2009, enquanto o faturamento caiu respectivamente de US$ 1,1 bilhão para US$ 955 milhões e US$ 724 milhões (Figura 2.4). Os 12 principais destinos das exportações brasileiras de rochas ornamentais, em 2009, são mostrados na Tabela 2.12, em que se observa a grande concentração de vendas para os mercados dos EUA e da China. A participação dos EUA, no faturamento dessas exportações, recuou de60,5%, em 2006, para 50,1%, em 2009. A participação da China é crescente, tendo alcançado 10,4% do faturamento e 29,2% do volume físico das exportações em 2009. De janeiro a novembro de 2010, as exportações brasileiras atingiram um faturamento de US$ 883,9 milhões, com variação positiva de 35,13%, em relação ao mesmo período de 2009. Essa elevação foi motivada pela recomposição do estoque de chapas nos EUA e pela ainda aquecida demanda de blocos na China. Estima-se que as exportações brasileiras de rochas ornamentais fechem o ano de 2010 com um faturamento próximo de US$ 940 milhões (vide Figura 2.4), correspondentes a uma expansão de 30% sobre a de 2009. Figura 2.3 – Rearticulação mundial do setor de rochas ornamentais e de reves- timento: evolução da participação relativa no mercado internacional de rochas processadas especiais – Código NCM 6802. Fonte: CHIODI FILHO, 2009b, com atualizações. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 35 Importações As importações brasileiras de rochas ornamentais evidenciaram dois picos de elevação ao longo dos últimos 15 anos. O primeiro ocorreu em 1998, com 73,5 mil t importadas, e o segundo em 2008, com 91,2 mil t (Figura 2.5). Ambos coincidiram com períodos de aquecimento da economia e queda da cotação do dólar. Apesar de ainda estimulada pela valorização do Real e pelo aquecimento do mercado interno da construção civil, a taxa de variação das importações foi negativa, em 2009, refletindo o impacto da crise econômica internacional. A exemplo das exportações, essas importações de rochas ornamentais ganharam novo impulso em 2010, tendo-se registrado 81,2 mil t e um incremento de 38,4%, no período de janeiro a novembro, se considerado o mesmo período de 2009. Figura 2.5 - Evolução do volume físico das importações brasileiras de rochas ornamentais – 1994-2009. (*) 2010 projetado. FONTE: CHIODI FILHO (2009a), com atualizações. REGIÃO ESTADO PRODUÇÃO (1.000 t) TIPO DE ROCHA Sudeste Espírito Santo 3.000 Granito e mármore Minas Gerais 1.800 Granito, ardósia, quartzito foliado, pedra-sabão, pedra-talco, serpentinito, mármore e basalto Rio de Janeiro 200 Granito, mármore e pedra Paduana São Paulo 100 Granito, quartzito foliado Sul Paraná 100 Granito e mármore Rio Grande do Sul 100 Granito, basalto e quartzito Santa Catarina 100 Granito, ardósia e mármore Centro-Oeste Goiás 270 Granito, quartzito foliado, serpentinito Mato Grosso 20 Granito Mato Grosso do Sul 30 Granito e mármore Nordeste Bahia 600 Granito, mármore, travertino, arenito e quartzito Ceará 430 Granito e pedra Cariri Paraíba 350 Granito e conglomerado Pernambuco 100 Granito e quartzito Alagoas 130 Granito Rio Grande Norte 100 Mármore e granito Piauí 70 Pedra Morisca e ardósia Norte Rondônia 50 Granito Roraima 10 Granito Pará 20 Granito Tocantins 20 Granito, chert (quartzito), serpentinito Total Brasil 7.600 Tabela 2.11 Distribuição Estadual da Produção de Rochas Ornamentais no Brasil - 2009. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 36 PAÍS FATURAMENTO(US$ 1.000) PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL (%) VOLUME FÍSICO (TONELADAS) PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL (%) EUA 362.695,68 50,1 454.292,72 27,2 China 75.049,05 10,4 488.207,28 29,2 Itália 41,847,79 5,8 153.133,94 9,2 Canadá 25.456,90 3,5 27.086,65 1,6 Reino Unido 18.927,96 2,6 47,111,50 2,8 Venezuela 18.898,29 2,6 29.554,35 1,8 Alemanha 18.255,87 2,5 42.469,38 2,5 México 16.868,30 2,3 26.743,12 1,6 Espanha 14.952,34 2,1 39.332,30 2,4 Holanda 10.216,86 1,4 21.099,62 1,3 Hong Kong 10.141,52 1,4 51.304,05 3,1 Taiwan 9.368,36 1,3 56.694,36 3,4 Fonte: compilado a partir de consulta à base Alice – MDIC (http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/) . Tabela 2.12 Principais Destinos das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais – 2009. A maior parte das importações brasileiras de materiais rochosos naturais refere-se a chapas polidas de mármores, travertinos e calcários provenientes da Turquia, Espanha, Itália e Grécia. Tem-se observado crescimento, também bastante expressivo, de chapas aglomeradas, nesse caso importadas, sobretudo, da China. No período de janeiro a novembro de 2010 essas importações totalizaram 25,4 mil t, o que representa aumento de 44,2% em relação a 2009. Consumo Interno Aparente A partir dos dados de produção, exportação e importação, é mostrado, na Tabela 2.13, o consumo interno aparente de rochas ornamentais, estimado em 59,3 milhões m² equivalentes (chapas com 2 cm de espessura), no ano de 2009. Estima-se que esse consumo interno deva aproximar-se dos 70 milhões m² equivalentes em 2010. Tabela 2.13 Consumo Interno Aparente de Rochas Ornamentais e para Revestimento no Brasil - 2009. TIPO DE ROCHA CONSUMO (MILHÕES M2 EQUIVALENTES)* PARTICIPAÇÃO Granito 27,0 46% Mármore e Travertino 15,0 25% Ardósia 5,0 9% Quartzitos Maciço e Foliado 5,5 9% Outros 5,4 9% Mármores importados 1,4 2% Total estimado 59,3 100% (*) Chapas com 2 cm de espessura equivalentes. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações. Tabela 2.14 Distribuição do Consumo Interno Aparente de Rochas Ornamentais no Brasil, por Estados e Regiões - 2009. ESTADO/REGIÃO CONSUMO (MILHÕES M2 EQUIVALENTES)* PARTICIPAÇÃO São Paulo 27,3 46% Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais 14,2 24% Região Sul 8,3 14% Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste 9,5 16% Total estimado 59,3 100% (*) Chapas com 2 cm de espessura equivalentes. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 37 A distribuição estimada desse consumo interno é apresentada na Tabela 2.14. O Estado de São Paulo respondeu por quase 50% do total, que atinge 70%, quando somados todos os Estados da Região Sudeste. Tabela 2.15 Brasil: Repartição da Produção, Intercâmbio e Consumo Interno de Rochas Ornamentais - 2007/2009 (valores em 1.000 t). PARÂMETROS 2007 2008 2009 Produção de Rochas Brutas 7.970 7.800 7.600 Importação de Rochas Brutas 14,34 21,20 15,53 Disponibilidade de Rochas Brutas 7.984,34 7.821,20 7.615,53 Exportação de Rochas Brutas 1.185,76 912,55 809,60 Rochas Brutas para Processamento 6.798,58 6.908,65 6.805,93 Rejeito de Processamento (41%) 2.787,42 2.832,55 2.790,43 Produção de Rochas Processadas 4.011,16 4.076,10 4.015,50 Importação de Rochas Processadas 62,57 70,04 51,08 Disponibilidade de Rochas Processadas 4.073,73 4.146,14 4.066,58 Exportação de Rochas Processadas 1.315,93 1.077,22 863,03 Consumo Interno 2.757,80 3.068,92 3.203,55 Consumo em m2 equivalente x 1.000.000 51,07 56,83 59,33 Consumo per capita (m2 x 2 cm espessura)* 0,28 0,31 0,31 Consumo per capita (kg)** 14,91 16,58 16,86 (*) 54 kg/m²; (**) 190 milhões de habitantes em 2009. Fonte: CHIODI FILHO (2009b), com atualizações. A planilha de cálculo do consumo per capita, para os anos de 2007 a 2009, é mostrada na Tabela 2.15. Mesmo ainda inferior a 20 kg/ano, o consumo per capita brasileiro já é significativo, em relação ao dos países economicamente mais desenvolvidos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIODI FILHO, C. Aspectos de interesse sobre o mercado interno de rochas ornamentais e de revestimento. Informe Abirochas, São Paulo, n. 22, 2006. ______ Balanço das exportações e importações brasileiras de rochas ornamentais em 2008. Informe Abirochas, São Paulo, n. 03, 2009a. ______ O setor de rochas ornamentais e de revestimento. In: FENAFEG – Feira Nacional de Fornecedores e Empresas de Geologia, 4, 2009, São Paulo. Palestra..., São Paulo: Instituto de Geociências-USP, 2009b. ______ Síntese das exportações brasileiras de rochas ornamentais e de revestimento em 2009. Informe Abirochas, São Paulo, n. 01, 2010. INSTITUTO METAS. Identificação, caracterizaçãoe classificação de arranjos produtivos de base mineral e de demanda mineral significativa no Brasil. Belo Horizonte: MCT/CGEE/CNPq/Fiemg, 2002. 1 CD-ROM. MELLO, I. S. C. A cadeia produtiva de rochas ornamentais e para revestimento: situação, desafios e alternativas para inovação e competitividade dos elos de produção. In: MELLO, I. S. C. (coord.) A Cadeia Produtiva de Rochas Ornamentais e para Revestimento no Estado de São Paulo. São Paulo: IPT, 2004. p. 27-79. MONTANI, C. Stone – repertorio economico mondiale. Milano: Faenza Editrice, edições de 1998 a 2009. MONTANI, C. Stone – XXI rapporto: marmo e pietre nel mondo. Carrara: Aldus Casa di Edizioni in Carrara, 2010. 195 p. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia Capítulo 3 Cenário da Produção e Mercado de Rochas Ornamentais na Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 41 A produção estimada de lavra de rochas ornamentais na região amazônica ainda não ultrapassa 120 mil t/ano, o que corresponde a menos de 2% do total brasileiro (Figura 3.1). Atividades formais de lavra são noticiadas apenas nas porções sul-sudeste de Rondônia, norte-noroeste do Mato Grosso, centro-norte do Tocantins e sul do Pará (Foto 3.1). Novas frentes de lavra, experimentais, estão sendo desenvolvidas nos Estados de Roraima e Mato Grosso (Foto 3.2). Figura 3.1 – Participação dos Estados na produção extrativa de rochas para revestimento no Brasil. Foto 3.1 – Pedreira em maciço da Gramazon, desenvolvida sobre charnockitos com quartzo azul (granito Blue Star), próximo à localidade de Jarú, em Rondônia. Lavra em bancadas altas, com furação coplanar adjacente para os cortes de traseira. Fios diamantados são utilizados para cortes laterais e de levante. Foto 3.2 – Lavra experimental da empresa Criúva Florestal e Mineradora, desenvolvida em maciço granítico próximo à localidade de Nova Bandeirante, no norte do Mato Grosso. Capítulo 3 Cenário da Produção e Mercado de Rochas Ornamentais na Amazônia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 42 A maior parte da produção conhecida é de materiais exóticos, incluindo granitos com quartzo azul (Rondônia), metabasaltos com estrutura de pillow lava (Pará), cherts/quartzitos (Pará, Mato Grosso e Tocantins) e metaconglomerados polimíticos (Pará). O perfil dos materiais extraídos sugere que a atividade produtiva está ainda condicionada a produtos exóticos de alto valor agregado, devido aos elevados custos de produção e transporte vigentes. Esses materiais são lavrados na forma de blocos com dimensões adequadas para serragem de chapas em teares. A extração de paralelos e pedras marroadas, geralmente para calçamento e meio-fio, tem distribuição geográfica mais ampla do que a dos blocos, envolvendo rochas graníticas convencionais (Foto 3.3). Ainda mais restrito que a lavra de blocos, é o seu beneficiamento na região amazônica. Apenas a Gramazon Granitos da Amazônia, empresa instalada na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia, possui planta industrial de beneficiamento, para serragem de blocos e produção de chapas e lajotas. A planta industrial da Gramazon opera com modernos equipamentos importados (Itália) e tem capacidade instalada para a produção de 22 mil m²/mês de chapas e lajotas. São utilizados teares multilâmina e talha-blocos multidisco, automáticos, além de politrizes multicabeça, também automáticas, para tratamento de chapas e bordas esquadrejadas (Fotos 3.4 a 3.14). Foto 3.3 – Exploração de pedra marroada e paralelos, por associados da Coopergran, a partir de matacões graníticos aflorantes nas proximidades de Alta Floresta (MT). Foto 3.5 – Pátio de estocagem de blocos destinados à serragem em teares e talha-blocos na Gramazon. Observa-se que o carregamento de containers com produtos beneficiados é efetuada na própria empresa. Foto 3.6 – Conjunto de teares multilâmina de aço, automáticos, utilizados para obtenção de chapas a partir da serragem de blocos na Gramazon. Foto 3.7 – Talha-bloco multidisco, utilizado para elaboração de tiras e lajotas padronizadas na Gramazon. Foto 3.8 – Serra-ponte automática utilizada para esquadrejamento de chapas na Gramazon. Foto 3.4 – Galpão industrial da empresa Gramazon, localizada na cidade de Ji-Paraná (RO). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 43 Os produtos comerciais da Gramazon são todos elaborados com materiais extraídos pela própria empresa, a maior parte dos quais em Rondônia e uma fração menor no Mato Grosso. Esses produtos são comercializados nos mercados interno (40% em volume) e externo (60% em volume), podendo ser encontrados em várias das grandes marmorarias instaladas nas capitais amazônicas e nas demais regiões brasileiras. As exportações diretas da Gramazon são efetuadas pelo porto de Manaus, depois de transporte hidroviário a partir de Porto Velho. Não são poucas as traders que adquirem produtos da Gramazon e depois os exportam, tanto por portos do Norte e Nordeste quanto, sobretudo, do Sudeste e, particularmente, de Vitória (ES). As únicas exportações registradas para a região amazônica são, a propósito, do Estado de Rondônia e essencialmente devidas à Gramazon. No período de janeiro a outubro de 2010, essas exportações somaram US$ 773,8 mil, dos quais US$ 730,2 mil referentes a chapas polidas de granito (código fiscal 6802.93.90). A maior parte dos materiais extraídos nos Estados do Pará e do Tocantins é exportada. Essas exportações são de produtos beneficiados e creditadas a outros Estados da Federação em que o beneficiamento e o embarque são realizados. O mercado de materiais rochosos naturais de revestimento, da região amazônica e suas capitais, é preferencialmente atendido por marmorarias, apesar do avanço recente das serrarias do Espírito Santo no fornecimento direto às grandes construtoras. Cerca de 80% dos materiais comercializados por essas marmorarias são Foto 3.9 – Inspeção de chapas polidas na Gramazon. Foto 3.10 – Carregamento de chapas polidas para atendimento de mercado regional na Gramazon. Foto 3.11 – Lajotas calibradas e polidas, acondicionadas em pallets cintados, para exportação, na Gramazon. Foto 3.12 – Estação de tratamento de água e separação de lama da serragem e polimento, com uso de filtros-prensa na Gramazon. Foto 3.13 – Corte de cubetes e pedra pavê, executado com prensa hidráulica, nas instalações da Gramazon. Todos os materiais são extraídos em áreas próprias da empresa. Foto 3.14 – Aproveitamento de casqueiros (sobras laterais dos blo- cos serrados em teares), para lajes de pavimentação, na Gramazon. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 44 adquiridos como chapas polidas, procedentes do Estado do Espírito Santo (Foto 3.15); 10% vêm de outras regiões, principalmente do Nordeste do Brasil e, particularmente, do Ceará; e os restantes 10% são produtos da empresa Gramazon (granitos) ou importados (mármores), neste caso, também preferencialmente fornecidos por empresas do Espírito Santo. Algumas das maiores marmorarias já estão oferecendo chapas de produtos aglomerados (compound stones ou engineered stones), cujo consumo parece tender ao crescimento. Importações diretas de materiais rochosos naturais, principalmente chapas polidas de mármores e travertinos europeus, têm sido efetuadas por empresas de Rondônia, do Amazonas, do Tocantins, do Pará, de Roraima e do Amapá. Observa-se aumento dessas importações (Tabela 3.1), como decorrência direta do aquecimento da demanda do mercado imobiliário. Pela mesma razão, é crescente a importação dos produtos artificiais de ornamentação e revestimento a base de rochas (aglomerados), que evoluiu de 74,9 t, em 2007, para 320,6 t, em 2008, e alcançou 442,8 t, em 2009. A partir de contatos efetuados e entrevistas realizadas em marmorarias das cidades de Porto Velho (RO),Belém (PA) e Manaus (AM), foram percebidas questões de interesse relativas a esse segmento de atividades, destacando-se que: • o mercado imobiliário está superaquecido no Norte do País, o que é devido às grandes obras de infraestrutura em execução e à própria expansão das cidades da região. Como exemplo disso, a despeito de dificuldades de oferta, apenas no mercado da região metropolitana de Manaus, onde atuam cerca de 50 marmorarias e três distribuidoras de chapas, há uma demanda estimada em 40 mil m²/ano a 50 mil m²/ano de rochas para revestimento; • há dificuldade em contratar e manter pessoal qualificado. É evidente a demanda por treinamento para profissionais da marmoraria, em especial os acabadores e medidores; • os principais integrantes da estrutura de demanda são as construtoras, para grandes obras residenciais e comerciais, e os consumidores individuais, para obras menores de construção e reforma residencial; • a maior parte das grandes obras está sendo diretamente atendida por serrarias do Espírito Santo e pela própria Gramazon, que fornecem o revestimento mais amplo de pisos e fachadas. Os consumidores individuais são atendidos pelas marmorarias, que oferecem recortes e acabamentos especiais, sob medida, para projetos residenciais; • fachadas e outros revestimentos em granito são muito valorizados nas capitais da Região Norte. A demanda ainda é concentrada em materiais comuns ou de “batalha” como os de coloração cinza, amarelada, verde e negra, comercializados em uma faixa de preços entre R$ 150/m² e R$ 250/m² (vide Foto 3.15). Os materiais nacionais mais caros podem, por sua vez, atingir R$ 380/m², enquanto o preço dos materiais importados varia de R$ 500-800/m²; • o custo do frete tem forte impacto na formação do preço final dos produtos procedentes da Região Sudeste. Ilustra isso o fato que, seja por cabotagem ou rodovia, o custo do transporte de chapas, por exemplo, para Manaus, equivale a cerca de 30% de seu valor na origem, no Estado do Espírito Santo; • é muito difícil competir em preço com as cerâmicas, bastante utilizadas para o revestimento de áreas de banho. Está aumentando a oferta de chapas aglomeradas, apesar de seu preço bem mais elevado do que o de outros produtos de revestimento. Os preços dos produtos das rochas regionais, fornecidos pela Gramazon, são próximos entre si e mais elevados que os do Espírito Santo; • obras maiores, principalmente governamentais, exigem caracterização tecnológica dos materiais de revestimento especificados. Poucas exigências são feitas pelos consumidores Foto 3.15 – Mostruário de materiais procedentes do Estado do Espírito Santo, oferecidos pela marmoraria Marbras, localizada em Porto Velho (RO). Tabela 3.1 Importações de Materiais Rochosos Naturais pela Região Amazônica. ESTADOS IMPORTADORES 2006 2007 2008 2009 2010* Amapá - - 0,1 - - Amazonas 116,8 147,7 229,8 251,8 244,7 Pará 274,5 478,2 234,6 110,5 356,5 Rondônia - 23,3 218,1 739,0 486,4 Roraima - - 36,3 49,6 12,3 Tocantins - - - 24,3 97,9 Total 391,3 649,2 718,9 1.175,2 1.197,8 (*) Período janeiro-novembro Fonte: Base Alice, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 45 individuais, o que acirra a concorrência baseada mais no preço do que na qualidade; • apesar da alegada redução da margem de lucro das marmorarias contatadas, existe bastante expectativa de expansão das suas atividades. Isto está sendo determinado por um notável aquecimento da construção civil, em geral, e do mercado imobiliário, em particular. A demanda reprimida para imóveis residenciais parece ser, inclusive, mais acentuada na Região Norte do País; • há um desconhecimento, quase absoluto, de fornecedores, especificadores e consumidores, do potencial amazônico para rochas de revestimento. Os únicos materiais regionais, conhecidos e mencionados pelos marmoristas, são os da Gramazon; • é ainda pouco expressivo o nível de agregação tecnológica nas marmorarias, principalmente para máquinas, e equipamentos e insumos de corte a úmido, cuja utilização se tornou recentemente obrigatória por legislação trabalhista. Há grande dificuldade, manifestada, para incorporação dessas máquinas e instalações periféricas, pelos entraves de acesso a crédito e até pela escassez de oferta no mercado. O que sobressai, assim, em perspectiva, para a Região Amazônica, é o incremento da lavra de rochas ornamentais e a ampliação de seu consumo na própria região, que tem como principal exemplo a pedra Manaus (arenitos da Formação Alter do Chão), utilizada em várias obras arquitetônicas da cidade de Manaus (Fotos 3.16a e 3.16b). Tanto para esse objetivo quanto Foto 3.16 – Exemplo de utilização da pedra Manaus (arenito Alter do Chão): (a) em áreas de acesso ao Teatro Amazonas, localizado no centro da cidade de Manaus e inaugurado em 1896; (b) no detalhe, observa-se aplicação de peças irregulares (opus incertum) e retangulares almofadadas. para exportação de produtos com maior valor agregado, é necessária a verticalização da cadeia produtiva, pela lavra e beneficiamento das matérias-primas. Vale ainda destacar iniciativas como a do projeto Utilização de Artefatos de Pedra na Indústria da Construção Civil, capitaneado pela Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), com parceria do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ora em desenvolvimento na região de Alta Floresta, norte do Estado do Mato Grosso. Com esse projeto, a Metamat prepara mão de obra para artesanato mineral com rochas e pedras coradas, em sintonia com as atividades da Cooperativa de Produção Comunitária de Artefatos de Pedra para Obra e Construção Civil (Coopergran), bem como promove bases para a nucleação de empreendimentos de rochas ornamentais (Fotos 3.17a e 3.17b). (a) (b) FONTES DE CONSULTA Entrevistas realizadas nas empresas Gramazon (Ji-Paraná, RO); Marbras (Porto Velho, RO); Marmoraria Bela Vista (Alta Floresta D’Oeste, RO); Italtop do Brasil (Manaus, AM); Granmarmore (Manaus, AM); Unigran (Manaus, AM); Muralha Mármores e Granitos (Manaus, AM); Metamat (Alta Floresta, MT); e no 12º Distrito do DNPM (Cuiabá, MT). Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC. Base Aliceweb. Disponível em <http:// aliceweb.desenvolvimento.gov.br>. Acesso em 06 dez. 2010. Foto 3.17 (a) e (b) – Instalações da Coopergran, em Alta Floresta (MT). (a) (b) Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Capítulo 4 Rochas Ornamentais e para Revestimento da Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 49 Capítulo 4 Rochas Ornamentais e para Revestimento da Amazônia 4.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES A Amazônia Legal compreende uma área de 5,2 milhões de quilometros quadrados, equivalente a 61% do território brasileiro. O primeiro imperativo para a prospecção de rochas ornamentais em região tão vasta, com características fisiográficas particulares e os desafios logísticos que caracterizam a Amazônia é determinar o que se busca e onde buscar os materiais de interesse. Destaca-se nesse caso, a excepcional diversidade geológica dos terrenos que a compõem. Mesmo que as unidades líticas amazônicas sejam mostradas de modo bastante simplificado, como indicado na Figura 4.1 em agrupamentos maiores e mais abrangentes, cada uma delas representará um elevado e variado número de tipos rochosos. Vale lembrar, também, que a extração de rochas ornamentais é amplamente praticada nos chamados terrenos cristalinos, aqueles que, na Figura 4.1, englobam todas as faixas com idades proterozoicas a arqueanas, de onde provém a maioria das rochas silicáticas (granitos, quartzitos e outros), ardósias e mármores. As unidades fanerozóicas, constituídaspor coberturas sedimentares, rochas vulcânicas e, em menor escala, por intrusivas ígneas, com muito menor frequência podem ser a origem de granitos pretos e arenitos, entre outros tipos. Não há, evidentemente, possibilidade da ocorrência de depósitos de rochas para revestimento associada aos materiais inconsolidados (areias, argilas, cascalhos), constituintes principais das extensas coberturas sedimentares cenozóicas da Amazônia. A partir da geodiversidade da região e das informações sobre as ocorrências de rochas ornamentais, pode-se atribuir aos diversos terrenos amazônicos potencialidade geológica diferenciada quanto à existência de depósitos. Neste trabalho, foram adotadas três categorias de potencialidade: factual, hipotética, ou especulativa, conforme indicado na Figura 4.2. Tomando-se essas classes de potencialidade, pode-se dizer que: • terrenos/corpos com potencial factual são aqueles nos quais ocorrências promissoras/depósitos/jazidas já foram descobertos; • terrenos/corpos com potencial hipotético são aqueles em que ocorrências promissoras/depósitos/jazidas, embora não descobertos, podem ter existência presumida, em razão de representarem a extensão das unidades nas quais há ocorrências, ou por possuírem características geológicas muito semelhantes às dos terrenos factuais; • terrenos/corpos com potencial especulativo são aqueles em que ocorrências promissoras/depósitos/jazidas, embora não descobertos, podem ter existência admitida, em razão apenas da favorabilidade geológica (natureza geológica), independentemente da associação com ocorrências conhecidas1. Outro fator essencial a ser destacado, tendo em vista a demanda, é o maior interesse que devem receber, da prospecção, certos tipos comerciais, dentre os materiais especiais, clássicos, exóticos, e mesmo comuns, ou de “batalha”. Quanto a isso, podem ser citados: • rochas com cor predominante ou subordinada azul; • granitos brancos, amarelos, marrons, beges, verdes, pretos absolutos e vermelhos absolutos; • movimentados multicoloridos; • mármores brancos, creme ou coloridos; • quartzitos ou arenitos coloridos; • ardósias; • quartzitos placóides ou foliados; • rochas exóticas: conglomerados, brechas, silexitos, cherts, calciossilicáticas, pegmatitos e escarnitos, entre vários outros; • granitos mais comuns, cinzentos e róseos (com mercado regional cativo, em decorrência de menores preços de venda). Por outro lado, tendo em vista as necessárias condições objetivas para extração e o consequente maior interesse dos produtores, tomaram-se como elementos também centrais, orientadores da busca de depósitos e amostragem, os condicionantes que se seguem: • modos de ocorrência adequados, ou seja, maciços rochosos volumosos e pouco fraturados, ou campos de matacão expressivos, em ambos os casos com reduzida cobertura de solo/ vegetação (especialmente se primária); • disponibilidade de água e a presença, o quanto possível, de infraestrutura favorável – energia, proximidade de estradas (e ainda hidrovias/portos/aeroportos), e centros urbanos (recursos operacionais, serviços de apoio e mão de obra); • ocorrências com localização dissociada de áreas com impedimentos definitivos à atividade extrativa mineral – áreas de preservação ambiental integral ou terras indígenas. 4.2 MÉTODO DE TRABALHO Os trabalhos realizados têm as principais etapas e atividades discriminadas na Figura 4.3. A respeito dos elementos que compõem a Figura 4.3, cabe destacar que: • o Geobank contém o acervo de dados geológicos digitais georreferenciados da CPRM/SGB, em parte disponível a todos os usuários da Internet em www.cprm.gov.br. Afora as informações de interesse obtidas diretamente no Geobank, ou pesquisadas na bibliografia geológica, colheram-se dados diretamente com o corpo técnico das unidades regionais da CPRM/SGB atuantes na Amazônia, situadas em Belém, Manaus, Goiânia, Porto Velho e Boa Vista. Para isso, por meio do preenchimento 1 Para a classificação da potencialidade hipotética e especulativa faz-se um paralelo com a hierarquização de MACHADO (1989) quanto a recursos minerais não descobertos. CPRM - Serviço Geológico do Brasil 50 sistemático de planilhas eletrônicas, reuniu-se o conhecimento tácito acumulado pelas equipes técnicas daquelas regionais, que traduzem trabalhos inéditos ou ainda não consolidados no Geobank. Isso contribuiu substancialmente para a objetividade e a precisão do estudo; • a Figura 4.2, é exemplo de mapa de previsibilidade, preparado e utilizado para os trabalhos; • os alvos para prospecção foram selecionados com base no geoprocessamento dos diversos parâmetros centrais orientadores do estudo, aspecto que será mais adiante detalhado; • os trabalhos de campo foram realizados durante dois períodos, em 2009 e em 2010, aproveitando-se a fase de estiagem, que, na maior parte da região, com alguma variação, se estende entre os meses de maio a outubro; • os tipos rochosos para ornamentação e revestimento levantados pelo projeto tiveram suas características tecnológicas determinadas por análises e ensaios realizados no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Esses resultados laboratoriais integram as fichas que compõem o Capítulo 6 deste Atlas; • imagens dos materiais rochosos selecionados, disponíveis naquelas mesmas fichas, foram obtidas por escâner, a partir da superfície polida de ladrilhos que, em sua maioria, foram preparados na marmoraria-escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP)/Escola Mario Amato, em São Bernardo do Campo (SP). • na Figura 4.3, o indicado Sistema de Informações Geográficas (SIG) corresponde à edição da versão digital deste Atlas, com nota explicativa, base de dados georreferenciados e interface para acesso aos mesmos, o que facilitará atualizações e complementações periódicas do Atlas, além de novas edições impressas, integrais ou parciais. Seleção de Alvos Como apontado na parte introdutória deste capítulo, a vastidão dos terrenos com potencialidade maior ou menor de ocorrência das rochas ornamentais, na Amazônia, tornou essencial a delimitação de áreas específicas para serem preferencialmente focadas. A definição desses alvos foi feita por meio de ferramentas de geoprocessamento, em ambiente SIG, empregadas a partir do programa computacional ArcGis, versão 9.3. Os temas utilizados estão listados em seguida. Grau de detalhamento da cartografia geológica: • geração de raster com base em quatro classes, de acordo com a escala dos mapeamentos existentes: escala maior que 1:50.000, peso dez; escala entre 1:50.000 e 1:100.000, peso sete; escala entre 1:100.000 e 1:250.000, peso quatro; e escala menor que 1:250.000, peso dois. Grau de detalhamento dos levantamentos aerogeofísicos: • geração de raster com cinco classes, de acordo com espaçamento de linha de voo dos levantamentos geofísicos existentes: espaçamento entre 200m e 500m, peso dez; entre 500m e 1.000m, peso oito; entre 1.000m e 2.000m, peso quatro; entre 2.000m e 25.000m, peso dois; e, sem levantamento, peso zero. Ocorrências minerais (bibliografia, Geobank e conhecimento tácito) e títulos minerais2: • geração de raster cujo valor de célula, equivalente em área a uma folha de 1:100.000, correspondeu ao número de ocorrências disponíveis, divididas em quatro classes: mais de dez ocorrências, peso dez; entre cinco e dez ocorrências, peso sete; entre uma e cinco ocorrências, peso três; e sem ocorrências, peso zero. Infraestrutura (malha viária e cidades): • geração de mapa de densidade Kernel para cidades com base em três classes: com intervalos de densidade de zero a um, peso um; com densidade entre um e cinco,peso sete; e com densidade entre 5 e 20, peso dez. Figura 4.3 - Etapas de trabalho e atividades desenvolvidas. 2 Títulos minerais de interesse corresponderam a registros, em qualquer estágio de processos para outorga de direitos minerais, via regimes de Autorização e Concessão, ou Licenciamento, para substâncias como “revestimento”, “pedra ornamental”, “granito ornamental”, entre outros, listadas na base de dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Verificados por meio da interface Cadastro Mineiro. Disponível em: www.dnpm.gov.br . Acessos: abr./maio de 2009. Figura 4.1 - Principais unidades litoestruturais da Amazônia Legal Figura 4.2 – Potencialidade geológica para rochas ornamentais e revestimento na Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 55 • geração de mapa de densidade Kernel para malha viária: densidade entre zero e um, peso um; densidade entre um e cinco, peso sete; e densidade entre 5 e 21, peso dez. Áreas restritivas à mineração: • Conversão de shape com áreas de impedimento para raster. Com essas áreas divididas em duas categorias: com restrição integral e com restrição parcial3. Demarcaram-se alvos com base em células equivalentes a folhas topográficas de 1:100.000, cujos pesos relativos foram obtidos a partir de soma ponderada, segundo a fórmula seguinte. Disso resultou a seleção de 22 áreas para prospecção. Ao final do processamento, foi feita uma estatística de bloco para cada alvo individualmente, que então puderam ser classificados de modo comparativo em três categorias de prioridade (Figura 4.4), independentemente da presença de áreas restritivas. Para isso, também não foi levada em conta a existência, ou não, de títulos minerários outorgados, uma vez que essa situação é variável, ao longo do tempo. Mais, ainda, porque a exploração de rochas Figura 4.4 – Alvos selecionados para prospecção de rochas ornamentais. Peso da célula (ocorrências minerais*0,4)+(malha viária*0,3)+ +(municípios*0,1)+(geologia*0,1)+(geofísica*0,1) 3 Como áreas com restrição total à mineração, foram consideradas áreas federais de proteção integral, como previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc) – parques nacionais; estações ecológicas; reservas biológicas; monumentos naturais e refúgios da vida silvestre. A essas se somaram, como áreas restritivas integrais, as terras indígenas. Como áreas de restrição parcial à mineração, também como estabelece o Snuc, foram consideradas áreas de proteção ambiental; áreas de relevante interesse ecológico; florestas nacionais; reservas extrativistas; reservas de fauna; e reservas de desenvolvimento sustentável. Para a configuração dos limites dessas áreas, recorreu-se a shapes disponíveis no Geobank e a outros acervos da CPRM/SGB. = CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 56 ornamentais, ao ocupar áreas com dimensões em geral discretas, torna plenamente possível, sendo o caso, pensar-se na negociação parcial de títulos minerais de terceiros. Em particular na região Amazônica, onde áreas requeridas para mineração possuem dimensões aumentadas, previstas no Código de Mineração, em sua maior parte dirigidas à lavra de bens metálicos ou gemas. Corretamente definidas, nas bases metodológicas adotadas, as prioridades relativas dos alvos terminaram por ser consideradas de modo pragmático, optando-se por estender o estudo a todos os Estados da Amazônia, com a cobertura do maior número possível de alvos4. Nesse sentido, também, os próprios conhecimentos acumulados durante o desenvolvimento dos trabalhos sugeriram, por vezes, como esperado, atualizações nas prioridades indicadas inicialmente pelo modelo de previsibilidade. Modelo plenamente válido, como comprovam os resultados obtidos, porém com indicações que variam, obviamente, na razão direta das alterações e atualizações dos fatores individuais utilizados no geoprocessamento. Por outro lado, os trabalhos de investigação geológica, em nenhum momento, foram dirigidos às áreas com restrição total à mineração, por vezes presentes nos limites dos alvos de prospecção. Também foram evitadas, quase sempre, áreas com impedimentos parciais à atividade extrativa mineral. 4.3 CARACTERIZAÇÃO DE ALVOS E OCORRÊNCIAS CADASTRADAS Dentro dos limites de tempo, dos recursos e da logística disponíveis, foram trabalhados 14 dos 22 alvos selecionados para prospecção: um, entre os dois do Amapá; os dois do Amazonas; o do Maranhão (que se estende até o Pará); dois, entre os seis do Mato Grosso; dois, entre os três do Pará (inclusive o alvo PA/MA); três, entre os quatro de Rondônia; o de Roraima; e três, entre os quatro do Tocantins5. Ao final das campanhas de campo, foram cadastradas 80 ocorrências. Dessas, apenas cinco não se situam nos limites dos alvos de prospecção previamente demarcados, e correspondem a pontos indicados pelos conhecimentos e contatos acumulados durante a progressão dos trabalhos. A Figura 4.5 indica a localização das 80 ocorrências cadastradas e a distribuição das áreas efetivamente trabalhadas, correspondentes a alvos ou a grupos de alvos demarcados inicialmente. Entre as 80 ocorrências citadas, 65 correspondem a novidades. Nas outras 15, situadas nos Estados de Rondônia, Mato Grosso e Roraima, rochas ornamentais já vêm sendo extraídas, de modo permanente, sazonal ou experimental. As ocorrências com novos materiais cercam-se de características que atendem em grau elevado aos condicionantes tomados como referência para estímulo do interesse de empreendedores do setor mineral: tipos com beleza e apelo comercial, alguns excepcionais; modos de ocorrência propícios; fácil acesso; infraestrutura regional favorável; e inexistência de impedimentos totais, ou mesmo, na maioria das vezes, inexistência de impedimentos parciais à atividade extrativa. Além do conjunto de 80 ocorrências, que compõem o Capítulo 6 e o Apêndice C, este Atlas registra também a existência de oito materiais adicionais, um cedido pela Brilasa, do Pará, e sete outros pela Corcovado, provenientes do Tocantins e Pará. Esse conjunto de materiais compõem uma coleção de rochas exóticas, com estética diferenciada, categoria com crescente inserção nos mercados nacional e internacional. Muito embora não se tenha conseguido acesso direto aos depósitos, os dados obtidos sobre eles estão colocados em suas respectivas fichas, no Capítulo 6, e ilustram a grande potencialidade amazônica para tipos comerciais especiais. A coleção completa de materiais da Amazônia, apresentada neste Atlas, reúne, portanto, 88 materiais, 75% deles novidades, cadastradas de forma original. Para efeito comparativo, apenas sete tipos comerciais de rochas da região enfocada, produzidos nos Estados de Rondônia e do Mato Grosso, constam do atual Catálogo Brasileiro de Rochas Ornamentais, organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) e o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) – disponível em: www. abirochas.com.br. Amapá No Alvo AP-1 do Amapá (Figuras 4.5 e 4.6), relativamente próximo da capital Macapá e com acesso pela BR-210 e pela BR-156, foram selecionados três novos materiais (Quadro 4.1)6. Os materiais cadastrados correspondem a variações de rochas charnockíticas esverdeadas e um granitóide cinzento (Foto 4.1), por ora associados aos chamados Granulitos Ácidos, na base geológica disponível, em escala 1:1.000.000 (CPRM, 2004a). Essas rochas deverão surgir como integrantes do Granito Porto Grande – corpo a ser destacado em mapas geológicos mais detalhados, em fase de finalização pela CPRM/SGB. Outros materiais para ornamentação e revestimento foram selecionados, naquele Estado, por trabalhos realizados no início desta década, e colocadas no Portfólio de Rochas Ornamentais doEstado do Amapá (PINTO, 2001). Parte dessa coleção de rochas localiza-se nos limites dos alvos AP-1 e AP-2, cabendo destaque, dentre essas, a granitos verdes, de cor creme, e vermelhos. Amazonas No Amazonas, foram trabalhados os dois alvos demarcados: o AM-1, na região de Presidente Figueiredo; e o AM-2, na região de Apuí-Manicoré, respectivamente situados no nordeste e sul do Estado (vide Figura 4.5). No Alvo AM-1, foram selecionados cinco materiais com estética variada, equivalentes a tipos comerciais de granito (Quadro 4.2 e Figura 4.7). Quanto a esses, cabe destaque ao Vermelho Atroari (ponto AM-1), ao Pau-Brasil (ponto AM-3) e ao Abre Alas (ponto AM-4), equivalentes, respectivamente, a granitóide róseo com presença variável de quartzo azul (Suíte 4 Exemplo disso, áreas com menor prioridade inicial, como as do Amazonas, acabaram por ser investigadas em razão da oportunidade da descoberta de depósitos para atendimento da crescente demanda estadual. Mesmo diante da escassez relativa, naquele Estado, de terrenos cristalinos e de condicionantes francamente favoráveis à lavra. 5 Os levantamentos foram realizados de maneira suficiente para atestar a potencialidade dos alvos de prospecção. Na maioria das vezes, isso esteve longe de esgotar todo o potencial daquelas áreas. 6 O acompanhamento das informações contidas nesse subitem, bem como de todos os demais, que integram, na sequência, o Capítulo 4, pode ser melhor conduzido a partir da consulta simultânea ao Capítulo 6, para observação da aparência das rochas selecionadas em cada alvo de prospecção. Figura 4.5 – Áreas trabalhadas e ocorrências de rochas ornamentais cadastradas na Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 59 Figura 4.6 – Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AP-1. CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 60 Figura 4.7 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AM-1. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 61 Mapuera)7 , e à subvulcânicas de aparência pouco comum (Suíte Mapuera e Grupo Iricoumé). No Alvo AM-2, cadastraram-se quatro tipos rochosos (Quadro 4.3 e Figura 4.8), todos nos domínios da Suíte Serra da Providência, dentre os quais, pela aparência, salienta-se o Marrom Amazonas (ponto AM-7, Foto 4.2). Maranhão Na divisa do Maranhão com o Pará (rio Gurupi), foram catalogadas rochas no trecho maranhense do Alvo MA-PA (Quadro 4.4, e Figuras 4.5 e 4.9). Bom resultado, especialmente diante das dimensões reduzidas da faixa do embasamento Foto 4.1 – Detalhe da amostragem de rochas no Alvo AP-1. Quadro 4.2 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amazonas (Alvo AM-1). A LV O A M -1 R EG IÃ O D E PR ES ID EN TE F IG U EI R ED O AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA AM-1 Vermelho Atroari Suíte Mapuera Sienogranito leucocrático, com granulação média a grossa, de cor róseo-avermelhado, portador de quartzo azulado Lajedos decamétricos expostos em pedreiras para brita. Coberturas métricas de solo. Relevo de morros arredondados de pequena amplitude AM-2 Chão de Estrelas Suíte Água Branca Tonalito/quartzo diorito, mesocrático, granulação média a grossa, cinzento. Matacões e paredões em área de mineração de brita. Coberturas métricas a decamétricas de solo. Relevo ondulado com amplitude pequena a moderada AM-3 Pau -Brasil Grupo Iricoumé Tufo-ignimbrito porfiróide de matriz fina e cor avermelhada, com níveis milimétricos rosados e amarronzados Campos de matacões métricos e blocos semi-enterrados, dispostos em meias encostas de relevo ondulado de baixa amplitude AM-4 Abre Alas Suíte Mapuera Subvulcânica (microgranito) porfiróide de matriz fina, cinza a róseo Pequenos campos de matacões e blocos, na meia encosta de relevo ondulado de baixa amplitude AM-5 Tucuxi Suíte Água Branca Granodiorito cinza- claro a esbranquiçado Blocos e matacões métricos semi enterrados 7 Esse tipo granitóide aparece em vários pontos do Alvo, em alguns deles explorado para brita. Situação que se repete em vários pontos da região amazônica – Amapá, Rondônia e Tocantins são exemplos disso – envolvendo rochas de estética diferenciada e modos de ocorrência favoráveis para seu aproveitamento como rochas ornamentais. Isso se dá em razão da forte demanda por agregados para construção civil pois, com frequência, há escassez de maciços rochosos nas proximidades dos maiores centros consumidores, situação crítica em casos como o de Manaus. Quadro 4.1 – Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amapá (Alvo AP-1). A LV O A P- 1 (R EG IÃ O D O R IO A R A G U A R I) AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA AP-1 Jatobá Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Rocha de granulação grossa, coloração cinza, levemente foliada e com a presença de fenocristais orientados de álcali feldspato Blocos e paredões de centenas de metros, em área de extração de brita AP-2 Amapari Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Charnockito de granulação média e coloração esverdeada Matacões arredondados com mais de 2,5m de diâmetro AP-3 Verde Amapá Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Rocha de granulação grossa, coloração esverdeada, com textura porfirítica (fenocristais de álcali feldspato) Blocos e paredão quilométrico de rocha CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 62 Figura 4.8 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo AM-2. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 63 Fi g u ra 4 .9 - G eo lo gi a si m pl ifi ca da e p on to s am os tr ad os n o A lv o PA -M A . CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 64 cristalino maranhense e da inexistência de registros anteriores de ocorrências de rochas ornamentais naquele trecho. Também pela estética dos materiais cadastrados, que estabelecem um padrão de granitos esverdeados pouco comuns, inclusos, pela base geológica utilizada (CPRM, 2004a), na Suíte Intrusiva Tromaí. Dentre os tipos catalogados, sobressai-se o Verde Bálsamo (ponto MA-2, Foto 4.3). Mato Grosso No Mato Grosso, foi trabalhada uma grande área, ao norte do Estado, na região da cidade de Alta Floresta (Figura 4.10). Essa área abrange dois alvos originais de prospecção, o MT-4 e o MT-6 (vide Figura 4.5). Quadro 4.3 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Amazonas (Alvo AM-2). Foto 4.2 – Aspecto do afloramento do Marrom Amazonas (AM-7). A LV O A M -2 ( A PU Í- H U M A IT Á -M A N IC O R É) AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA AM-6 Rosa Triunfo Suíte Serra da Providência Monzogranito porfiróide, de matriz média a grossa, e cor cinza a róseo Matacões e lajedos distribuídos da parte baixa da topografia à meia encosta. Região de pequenas serras e morros que se destacam da paisagem mais arrasada AM-7 Marrom Amazonas Suíte Serra da Providência Sienogranito equigranular de granulação grossa, textura localmente rapakivi, e cor avermelhada Grande número de blocos e matacões com tamanhos diversos, em região de morros e colinas suaves AM-8 Juma Suíte Serra da Providência Gabronorito equigranular de granulação fina, cinza-escuro Lajedos em área de campo aberto AM-9 Álacre Amazônia Suíte Serra da Providência Monzogranito leucocrático, de matriz fina a média e cor rosa-claro Lajedos e matacões em área de campo aberto A LV O P A -M A – – R EG IÃ O D O R IO GU R U PI AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA MA-1 Verde Aguapés Suíte Intrusiva Tromaí Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclásio Matacões métricos aflorantes em região com relevo arrasado MA-2 Verde Bálsamo Suíte Intrusiva Tromaí Granodiorito inequigranular fino, com cor esbranquiçada a esverdeada, com foliação pouco pronunciada Lajedos e matacões métricos em área de relevo arrasado MA-3 Cipó Esmeralda Suíte Intrusiva Tromaí Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclásio Lajedos e matacões métricos em área de relevo arrasado Quadro 4.4 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Maranhão (Alvo PA-MA). Foto 4.3 – Afloramento do Verde Balsamo (MA-2) na região do rio Gurupi, no Maranhão. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 65 Fi g u ra 4 .1 0 - G eo lo gi a si m pl ifi ca da e p on to s am os tr ad os n os A lv os M T- 4 e M T- 6. CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 66 A atenção sobre essa faixa do território matogrossense foi aumentada a partir de contatos com a Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)/Distrito de Cuiabá. Houve convergência de interesses, uma vez que essas duas entidades, em parceria, como assinalado no Capítulo 3, desenvolvem naquela região o projeto Utilização de Artefatos de Pedra na Indústria da Construção Civil, em sintonia com as atividades da Cooperativa de Produção Comunitária de Artefatos de Pedra para Obras e Construção Civil (Coopergran), promovendo bases para a nucleação de empreendimentos de rochas ornamentais. A soma de objetivos e conhecimentos permitiu a seleção de 15 materiais na região (Quadro 4.5).As rochas dessa região do norte matogrossense compõem coleção bastante variada, entre materiais tradicionais e um exótico. No conjunto dos tradicionais, todos eles granitos, no sentido comercial do termo – um branco, granitos rosa, vermelho, cinza, multicolor, creme, marrom, e um granito preto absoluto. Essas rochas estão relacionadas, de maneira individual ou agrupada, às diversas unidades geológicas encontradas na região, registro da ampla geodiversidade naquela faixa. Dentre os materiais mais propriamente tradicionais, pode ser dado destaque à estética de quase metade do conjunto – o Floresta Negra (MT-4), o Rosa Caiabi (MT-5, Foto 4.4), o Barroco Juruena (MT-8), o Branco Mato Grosso (MT-9), o Curupira (MT-14) e o Marrom Cristalino (MT-15). O tipo exótico corresponde a uma rocha milonítica, de muita beleza e cor predominante verde, o Esmeralda da Amazônia (MT-06, Foto 4.5), que corta a Suíte Intrusiva Paranaíta. A LV O S M T 4 E 6 – N O V A B A N D EI RA N TE S/ N O V A F LO RE ST A /M A N D A C A RU /A PI A C Á S- C A IA BI AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA MT-1 Angelim Suíte Intrusiva Juruena Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação fina a média e tons variados, cinzentos, róseos, e predominantemente róseos esverdeados (epidotização) Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semi enterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude MT-2 Rosa Bromélia Suíte Intrusiva Juruena Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação média a grossa, róseo-esverdeado, em decorrência da epidotização Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semi enterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude MT-3 Prata Aurora Suíte Intrusiva Juruena Granitóide equigranular, de granulação fina a média, cor róseo-claro, leucocrático. Grande lajedo alongado, que constitui pequena elevação em relação aos terrenos vizinhos MT-4 Floresta Negra Intrusiva Máfica Guadalupe Rocha gabróide equigranular, de granulação fina a média, e cor preta. Lajedos aplainados, com fraturamento baixo a médio, que se estendem continuamente por centenas de metros, à beira da estrada vicinal MT-5 Rosa Caiabi Suíte Intrusiva Paranaíta Granitóide levemente gnáissico, mesocrático, de granulação grossa e cor róseo-claro Extensos lajedos, pouco fraturados, expostos em terreno levemente ondulado MT -6 Esmeralda da Amazônia Suíte Intrusiva São Pedro Milonito cataclástico, de cor esverdeada, decorrente da matriz da rocha, possuidora de granulação fina, xistosa, que contrasta com grãos milimétricos de quartzo transparente subarredondados (protoclataclásticos ?) Zona de cisalhamento em terreno granitóide, com dezenas de metros de espessura e centenas de metros de extensão, sentido NW-SE, subvertival. A rocha milonítica por vezes constitui cristas ligeiramente salientes ante os terrenos vizinhos, alongadas segundo a direção do lineamento Quadro 4.5 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Mato Grosso (Alvos MT-4, MT-6, e outros pontos). Foto 4.4 – Maciço aflorante do Rosa Caiabi (MT-5). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 67 A LV O S M T 4 E 6 – N O V A B A N D EI R A N TE S/ N O V A F LO R ES TA /M A N D A C A R U /A PI A C Á S- C A IA B I AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA MT -7 Canela Grupo Colider Rocha vulcânica ácida a intermediária, constituída de matriz fina marrom-escuro e pórfiros de feldspato avermelhado e quartzo leitoso a transparente Lajedos e cristas com grau de fraturamento médio, presentes em zonas aplainadas e altos com amplitude baixa a média MT-8 Barroco Juruena Granito Aripuanã Granitóide equigranular de granulação fina, leucocrático, com leve orientação mineral, cor avermelhada. Possui pintas de minerais verdes, decorrentes de alteração pervasiva de feldspatos Grandes lajedos e matacões MT-9 Branco Mato Grosso Granito Aripuanã Granitóide equigranular a inequigranular, granulação grossa, mesocrático e com grãos minerais arredondados (recristalizados), de cor branco-esverdeado Grandes lajedos e matacões MT-10 Bordô Japuranã Suíte Intrusiva São Pedro Granitóide equigranular a inequigranular, granulação média, e textura levemente orientada, de cor vermelho-escuro Grandes lajedos e matacões MT-11 Amêndoa Gold Suíte Intrusiva São Pedro Granitóide porfiróide, de matriz com granulação média, equigranular a inequigranular, mesocrática a melanocrática, e megacristais ovalados de feldspato. Cor cinza-rosado Grandes lajedos e matacões MT-12 Cinza Paranaíta Suíte Intrusva Paranaíta Granitóide porfiróide com matriz equigranular a inequigranular, mesocrático, de cor cinza Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados MT-13 Violeta Apiacás Suíte Intrusva Paranaíta Granitóide equigranular a inequigranular, grãos arredondados (recristalização), granulação média a grossa, e cor predominante marrom, com pintas e manchas verdes decorrentes de alteração mineral pervasiva de feldspatos Campos de matacões e lajedos, em terrenos aplainados MT-14 Curupira Suíte Intrusiva São Pedro Granitóide gnáissico, equigranular a inequigranular, de cor vermelhae manchas pretas dadas pela concentração de máficos Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados MT-15 Marrom Cristalino Corpo Sienito Cristalino Sienitóide equigranular de granulação grossa e cor amarronzada Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados a ondulados, neste caso com elevações de amplitude pequena a média N O B R ES MT-16 Crema Brasil Grupo Alto Paraguai (Formação Araras) Mármore vesicular com matriz fina e cor creme a bege, com ou sem laminações, ondulações marrom- avermelhado e níveis de silexitos Bancos de metacalcários, por vezes tabulares, com exposições decamétricas a hectamétricas, e coberturas variáveis de solos R EG IÃ O D O R IO M A D EI R IN H A MT-17 Prata da Amazônia Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito equigranular de matriz grossa, e cor cinza a prateado. São comuns encraves centimétricos a decimétricos preto- esverdeados Maciço rochoso com dimensões quilométricas MT-18 Café da Amazõnia Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito equigranular, de matriz grossa e cor marrom-claro Campos de matacões em relevo colinoso e de pequenas serras Quadro 4.5 (cont.) - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Mato Grosso (Alvos MT-4, MT-6, e outros pontos). CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 68 Integram o conjunto de tipos anteriores o Bordô Japuranã (Foto 4.6) e o Amêndoa Gold, lavrados de modo experimental pela Criuva Florestal e Mineradora, com boas perspectivas comerciais. Essa empresa cedeu os dados sobre seus depósitos, acompanhou visita às suas frentes de lavra, e ainda colaborou com o trabalho de amostragem desses e de outros materiais da região (o Barroco Juruena e o Branco Mato Grosso). Foram também cadastrados dois materiais, explorados, no extremo noroeste do Mato Grosso, pela Gramazon, de Rondônia. Esses tipos rochosos integram o catálogo permanente de produtos daquela empresa e correspondem a variações granitóides da Suíte Intrusiva Serra da Providência: o Prata da Amazônia (MT-17) e o Café da Amazônia (MT-18) – vide Figura 4.5, Quadro 4.5, Foto 4.7 e Foto 4.8. Completa o conjunto de rochas selecionadas matogrossenses um mármore/limestone da Formação Araras (Grupo Alto Paraguai) – vide Figura 4.5 e Quadro 4.5 –, como registro do potencial para essas rochas naquela faixa do Estado e naquele ambiente geológico. A rocha, denominada Crema Brasil, possui cor creme acinzentado e massa fina, com algumas estruturas vesiculares orientadas semelhantes às do Travertino Romano, produzido na Itália. Rochas ornamentais foram registradas no Mato Grosso também por outros trabalhos. Dentre esses, como exemplos, podem ser citados: • o Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado de Mato Grosso (RAJAB, 1998), com a indicação de 17 materiais (um mármore, 17 granitos), distribuídos pelo território matogrossense; e • publicações, com o registro de rochas ornamentais e para revestimento em áreas do sudoeste do embasamento cristalino do Estado, região do Alvo MT-2 (SILVA et. al., 2009), e no Granito São Vicente (Alvo MT-1), logo a sul da capital Cuiabá (SILVA et. al., 2010). Pará No Pará, foram trabalhados dois alvos, o antes citado PA-MA (subitem 4.3.3), na divisa com o Maranhão, e o alvo PA-1, próximo das cidades de Pacajás e Novo Repartimento, região de Tucuruí, no centro-sul do Estado. Na primeira dessas áreas, foram cadastrados dois granitóides, o Cinza Novo Mundo (PA-9) e o Ocre Bacajá (PA-10), associados ao Granito Japiim, de acordo com a base geológica utilizada (CPRM, 2004a) – rever Figura 4.9 e ver Quadro 4.6. No Alvo PA-1, que é cortado pela rodovia Transamazônica, foi selecionada uma coleção de granitos cinzentos, vermelhos e marrons (Quadro 4.6, e Figuras 4.5 e 4.11), todos eles integrantes da Suíte Intrusiva Arapari. Desse conjunto de rochas, merecem citação especial, pela estética, o movimentado Urucum (PA-2, Foto 4.9), o Kayapó (PA-6, Foto 4.10) e o Carmim Pará (PA-8, foto 4.11). Foto 4.5 – Detalhe do afloramento do Verde Esmeralda (MT-6). Foto 4.6 – Maciço aflorante do Bordô Japuranã (MT-10). Foto 4.7 – Lavra em maciço do Prata da Amazônia (MT-17). Foto 4.8 – Lavra em matacões do Café da Amazônia (MT-18). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 69 Quadro 4.6 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Pará (Alvos PA-MA, PA-1 e outros pontos). A LV O S PA 1 – – PA C A JÁ S/ N O V O R EP A R TI M EN TO AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA PA-1 Vermelho Tucuruí Suíte Intrusiva Arapari Granitóide levemente gnáissico, avermelhado, de granulação predominante média a grossa Grandes matacões, aflorantes e semi-enterrados, presentes em alto de região com relevo ondulado de baixa amplitude PA-2 Urucum Suíte Intrusiva Arapari Granitóide gnáissico com matriz cinzenta de granulação média e níveis centimétricos avermelhados de feldspato potássico Lajedos e matacões métricos a decamétricos, dispostos no alto e na meia encosta de morraria alongada no sendo leste-oeste PA-3 Pacajás Suíte Intrusiva Arapari Granitóide inequigranular de granulação predominante grossa, matriz acinzentada e cristais róseos de feldspato potássico Matacões métricos, no alto e na encosta de morraria alongada de leste a oeste, presente em terreno de baixa a média amplitude PA-4 Sucupira Suíte Intrusiva Arapari Granitóide de granulação fina, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado Paredão rochoso em corte da rodovia, na sequência de exposições, vistas desse ponto até próximo ao ramal 249 norte PA-5 Jequitibá Suíte Intrusiva Arapari Granitóide de granulação média, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado Paredão rochoso em corte da rodovia PA -6 Kayapó Suíte Intrusiva Arapari Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de matriz cinza e cristais avermelhados de feldspato potássico Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região formada por terrenos ondulados de baixa amplitude PA -7 Vermelho Arapari Suíte Intrusiva Arapari Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de cor avermelhado predominante Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região formada por terrenos ondulados de baixa amplitude PA-8 Carmim Pará Suíte Intrusiva Arapari Granitóide avermelhado mesocrático, isótropo, de granulação média a grossa Lajedos e matacões no alto e na meia encosta de terreno ondulado de baixa amplitude A LV O P A /M A – R EG IÃ O D O R IO G U R U PI PA-9 Cinza Novo Mundo Granito Japiim Granitóide a duas micas, equigranular fino a médio, de cor esbranquiçada Lajedos e matacões métricos a decamétricos em área de relevo de pouca amplitude PA-10 Ocre Bacajá Granito Japiim Sienogranito equigranular médio, róseo Lajedos e matacões métricos em área de relevo de pouca amplitude R EG IÃ O D O R IO C R IS TA LI N O PA -11 Carmim da Amazônia Grupo Beneficente Metassiltito vermelho bandado, com intercalações milimétricas a centimétricas cinza-esbranquiçadas Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituemserra alongada, com dezenas de quilómetros de comprimento PA-12 Camaiurá Grupo Beneficente Metassiltito verde bandado, constituído de níveis centimétricos com diferentes tons esverdeados Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituem serra alongada, com dezenas de quilómetros de comprimento CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 70 Fi g u ra 4 .1 1 – G eo lo gi a si m pl ifi ca da e p on to s am os tr ad os n os A lv o PA -1 . Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 71 Como registro de materiais interessantes, localizados fora dos alvos de prospecção, no Pará, podem ser indicadas duas rochas exóticas, de aparência especial, correspondentes a variedades de siltitos/metassiltitos bandados, do Grupo Beneficente (vide Figura 4.5 e Quadro 4.6). Essas ocorrências estão no extremo sul do Estado, na divisa com o Mato Grosso, área de influência da cidade de Alta Floresta (MT). Completam a coleção paraense o Paládio e o Vitória Régia. O Paládio é um metaconglomerado polimítico, de cor predominante marrom8, há tempos extraído pela Brilasa, de Belém. O Vitória-Régia é um metabasalto extraído no Pará pela empresa Corcovado (PA-14, Foto 4.12). Ambos os materiais são comercializados nos mercados interno e externo. Rondônia Em Rondônia, estado da Amazônia no qual a produção de rochas ornamentais e para revestimento é mais significativa, foram catalogados, além dos materiais em produção contínua ou descontínua, pela Gramazon9, nove outros materiais, perfazendo um total de 19 rochas cadastradas (Quadro 4.7). Ao todo, foram cobertos os Alvos RO-1, RO-2 e RO-3 (Figura 4.5). No Alvo RO-1, região de Machadinho d‘Oeste (Quadro 4.7, e Figuras 4.5 e 4.12), afora os conhecidos Blue Star (RO-1, Foto 4.13) e Amazon Star (RO-2, Foto 4.14), da Gramazon, foi cadastrado material exótico, correspondente a uma rocha brechóide de cor cinza-escuro, o Vulcano Amazônia (RO-3, Foto 4.15). Todos os materiais estão inclusos nos domínios da Suíte Serra da Providência. Na área do Alvo 2, região de Ouro Preto d’Oeste/Ministro Mario Andreazza (Quadro 4.7, e Figuras 4.5 e 4.13), ocorrem nove do conjunto de materiais rondonienses, quatro integrantes em produção pela Gramazon – o Marrom Castor (RO-8, Foto 4.16), o Castor Imperial (RO-9), o Preto Solimões (RO-10) e o Amazon Flower (RO-11, Foto 4.17). Afora o Amazon Lilás (RO-4), cuja lavra está paralisada, mas também integra a lista de produtos daquela empresa. Entre os quatro outros materiais, levantados naquela área, cabe destaque ao Marrom Cacoal (RO-6, Foto 4.18) e Cinza Real (RO-7), granitos com quartzo azul e/ou textura pouco comum. Todas as rochas citadas do Alvo 2 integram, mais uma vez, a Suíte Intrusiva Serra da Providência, com exceção do Amazon Lilás (Suíte Intrusiva Rio Pardo). Foto 4.9 – Ocorrência do Urucum (PA-2). Foto 4.10 – Amostragem de lajedo do Kayapó (PA-6). Foto 4.11 – Amostragem de matacão do Carmim Pará (PA-8). Foto 4.12 – Frente de lavra do Vitória Régia (PA-14). Foto 4.13 – Frente de lavra do Blue Star (RO-1). 8 Não houve acesso aos dados sobre a localização e os detalhes a respeito da ocorrência do Paládio. Por outro lado, foram cedidos, pela Brilasa, ladrilhos do Paládio, para que o material integrasse este Atlas (Capítulo 6). 9 Os produtos da Gramazon, todos da classe comercial granito, são conhecidos, nacional e internacionalmente, por possuir, boa parte deles, estética bastante característica e diferenciada, ditada pela textura dos materiais e/ou presença de quartzo azul. CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 72 Figura 4.12 - Geologia simplificada e pontos amostrados no Alvo RO-1. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 73 Fi g u ra 4 .1 3 - G eo lo gi a si m pl ifi ca da e p on to s am os tr ad os n os A lv os R O -2 , R O -3 e v iz in ha nç a. CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 74 A LV O R O - 2 - O U R O P R ET O D ´O ES TE /M IN IS TR O A N D R EA ZZ A AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA R0-1 Blue Star Suíte Intrusiva Serra da Providência Charnockito verde com cristais de quartzo azul com até 2 cm Maciço rochoso em relevo pouco ondulado RO-2 Amazon Star Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor vermelho-azulado Campos de matacões, em relevo de morros com altura média de 70 metros RO-3 Vulcano Amazônia Suite Intrusiva Serra da Providência Rocha brechóide cinza-escuro a preto Campo de matacões métricos RO-4 Amazon Lilás Suíte Intrusiva Rio Pardo Sienogranito equigranular, de granulação média e cor vermelho-claro Lajedos e extenso campo de matacões. Relevo saliente em relação à média da área, que possui elevações da ordem de 80 a 100 metros R0-5 Verde Rondônia Suíte Intrusiva Serra da Providência Charnockito equigranular, de granulação grossa, verde- escuro Maciço rochoso e campo de matacões distribuídos na direção norte/sul, em relevo com desníveis médios em torno de 70 metros RO-6 Marrom Cacoal Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito porfiróide com cristais avermelhados de feldspato e quartzo azul Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos RO-7 Cinza Real Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito de matriz grossa/ muito grossa, cor acinzentado com megacristais ovalados de feldspato potássico, rapakivitico. Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos RO-8 Marrom Castor Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito fino a médio equigranular, bege a marrom-escuro Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado RO-9 Castor Imperial Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito fino a médio equigranular, bege a marrom-escuro Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado RO-10 Preto Solimões Complexo Jamari Ortognaisse sienogranítico. Possui trama foliada e estiramento dos feldspatos. Localmente apresentam textura tipo augen Maciços com dimensões hectamétricas, com menos de 100 metros de altura, que se destacam em relevo regional aplainado RO-11 Amazon Flower Suíte Intrusiva Serra da Providência Sienogranito porfiróide marrom-azulado, matriz média a grossa Ocorrência de matacões métricos e lajedos, estes quase sempre cobertos por espessuras de solo inferiores a 3 metros RO-12 Estrela do Norte Suíte Intrusiva Serra da Providência Riolito com pórfiros de até 1,5cm de feldspato potássico e de plagioclásio, de cor cinza-escuro a esverdeada (epidotização) Maciços rochosos associados a campo de matacões, em paisagem de morros e pequenas serras A LV O R O - 3 – R EG IÃ O D E R O LI M D E M O U R A RO-13 Alto Alegre Suíte Intrusiva Rio Pardo Monzogranito equigranular, de granulação média e cor rosa- claro a cinza-rosado Campo de matacões esparsos e maciços rochosos, em relevo ondulado de baixa a média amplitude RO-14 Pororoca Formação Migrantinópolis Rocha calciossilicática foliada e deformada. Observa-se alternância rítmica de níveis centimétricos verdes e branco-acizentados Maciços associados a matacões métricos em serra com direção nordeste e altura média de 60 a 80 metros Quadro 4.7 – Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em Rondônia (alvos RO-1, RO-2, RO-3 e outrospontos). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 75 O U TR A S Á R EA S AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA RO-15 Forest Green Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor verde Maciço com área aflorante de 150m x 150m, que se destaca em relevo relativamente plano R0-16 Bordô Madeira Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Granitóide equigranular fino de cor vermelho a rosa Maciço em relevo tipo meia- laranja RO-17 Sonho Jamari Complexo Jamari Granada gnaisse porfiroblástico, de cor cinza Campo de matacões métricos em relevo ondulado RO-18 Pérola Branca Amazônia Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Albita granito equigranular de matriz fina e cor branco a levemente rosado Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas R0-19 Pérola Rosa Amazônia Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Albita granito equigranular de matriz fina e cor rosa a levemente esbranquiçado Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas Foto 4.14 – Lavra do Amazon Star (RO-2). Foto 4.15 – Detalhe de afloramento do Vulcano Amazônia (RO-3). Foto 4.16 – Frente de lavra do Marrom Castor (RO-9). Foto 4.17 – Frente de lavra paralisada do Amazon Flower (RO-11). Quadro 4.7 (cont.)– Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em Rondônia (alvos RO-1, RO-2, RO-3 e outros pontos). CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 76 Na área do Alvo RO-3 (Figuras 4.5 e 4.13), região de Rolim de Moura, destacam-se dois materiais: um granito cinza, o Alto Alegre (RO-13), representante da Suíte Intrusiva Rio Pardo, com ampla exposição na região; e um representante de materiais exóticos, o Pororoca (RO-14, Foto 4.19), rocha integrante das coberturas supracrustais deformadas da Formação Migrantinópolis, possuidora de estética favorável. Situados fora dos alvos priorizados (vide Figura 4.5), completam as rochas cadastradas em Rondônia quatro materiais: três deles são rochas do catálogo regular de produtos da Gramazon, todos provenientes dos chamados granitos jovens de Rondônia: o Forest Green (RO-15), e duas variações faciológicas, de um mesmo maciço, o Pérola Branca Amazônia (RO-18, Foto 4.20) e o Pérola Rosa Amazônia (RO-19, Foto 4.21). Quanto aos outros dois materiais, o Bordô Madeira (RO-16) também representa um corpo dos granitos jovens rondonianos (Suíte Intrusiva Rondônia); o segundo é um movimentado, o Sonho Jamari (RO-17), integrante do substrato rochoso mais antigo – Complexo Jamari. Roraima Em 2009, a CPRM/SGB preparou e publicou um portfólio de rochas ornamentais para o Estado de Roraima (CPRM, 2009a). Boa parte dos materiais selecionados naquele trabalho está localizada dentro dos limites do Alvo RR-1, na parte centro-norte do Estado10. Alguns desses materiais, somados a outros agora levantados, compõem a coleção de materiais de Roraima aqui catalogados (Quadro 4.8, e Figuras 4.5 e 4.14). Em Roraima, Estado com a metade do território coberto por áreas impeditivas à mineração, conta-se, na parte aberta à atividade extrativa mineral, com um conjunto de rochas bastante variado e interessante, todos elas granitos, com variedades de cor cinza, róseo, marrom, verde, azulado, e amarelado. Alguns se aproximam, pela textura e cor, dos tipos explorados em Rondônia, e outros são bastante particulares, ou provenientes de corpos geológicos relativamente raros na natureza. Cabe destaque ao Bege Mucajaí (RR-1), Dama da Noite (RR-3), Amarelo Mucajaí (RR-4, Foto 4.22), Verde Amazônia (RR-6) e Dourado Amazônia (RR-9, Foto 4.23), materiais relacionados a diversas unidades da rica geodiversidade de Roraima. Do corpo Anortosito Repartimento, que exemplifica tipos rochosos pouco comuns na natureza, é proveniente o Azul da Amazônia (RR-7, Foto 4.24), granito cinza-esverdeado escuro com minerais que suscitam efeito de labradorescência, ou seja, reflexos de cor azul intenso à luz, característica semelhante ao Azul da Noruega, rocha ornamental frequente nas importações brasileiras. Tocantins Para o Tocantins, foi editado, em 2009, o Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins (FREITAS, 2009), por iniciativa da Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins). A publicação lista 21 materiais para ornamentação e revestimento existentes aquele Estado. Aqui são reapresentados quatro daqueles materiais, selecionados entre os de melhor estética, todos eles Foto 4.19 – Detalhe de afloramento do Pororoca (RO-14). Foto 4.20 – Lavra do Pérola Branca Amazônia (RO-18). Foto 4.21 – Afloramento de lajedo do Sonho Jamari (RO-17). 10 Para esclarecimento da relação de causa e efeito, ressalte-se que, em razão do método adotado para demarcação de alvos para prospecção, com o peso preponderante atribuído às ocorrências cadastradas, as mesmas foram decisivas para a indicação do alvo. Foto 4.18 – Amostragem do Marrom Cacoal (RO-6). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 77 Fi g u ra 4 .1 4 - G eo lo gi a si m pl ifi ca da e p on to s am os tr ad os n o A lv o RR -1 . CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 78 Quadro 4.8 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas em Roraima (Alvo RR-1, e ponto RR-8). A LV O R R 1 - IR A C EM A /M U C A JA Í/C A N TÁ AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA RR-1 Bege Mucajaí Suíte Intrusiva Mucajaí Hornblenda monzogranito porfirítico (megacristais ovóides), foliado, de cor cinza a creme Pedreira de pequeno porte localizada em sopé de morro RR-2 Alecrim Granito Igarapé Azul Biotita leucomonzogranito esbranquiçado, com tonalidade amarelada Matacões, métricos a decamétricos, e lajedos em extensa região aplainada RR-3 Dama da Noite Suíte Intrusiva Serra da Prata Mangerito esverdeado escuro, de granulação média a grossa portador de quartzo azul Blocos e campos de matações com dimensões variadas RR-4 Amarelo Mucajaí Suíte Intrusiva Mucajaí Sienogranito, de granulação grossa, textura rapakivi e megacristais ovalados de fedspato. Cor cinza-amarelado Lajedo em encosta suave de morro tipo meia-laranja, com cerca de 40 metros de altura. Maciço rochoso bastante homogêneo e pouco fraturado RR-5 Amêndoa Floresta Suíte Metamórfica Rio Urubu Gnaisse charnockítico, com granulação grossa, foliado, de cor esverdeada Afloramento de blocos e matacões de rocha próximo à estrada RR-6 Verde Amazônia Suíte Serra da Prata Charnockito equigranular, granulação grossa e cor verde Lajedo pouco fraturado, em encosta de morro tipo pão-de- açucar, com 30 metros de altura e flancos íngremes RR-7 Azul da Amazônia Anortosito Repartimento Anortosito equigranular, matriz com granulçao grossa, e cor cinza-esverdeado Afloramento rochoso pouco fraturado, parcialmente encoberto por solo e vegetação RR-8 Aprazível Roraima Suíte Intrusiva Saracura Leucomonzogranito cataclástico, de granulação média e grossa, e cor creme a esbranquiçada Extenso lajedo RR-9 Dourado Amazônia Suíte Metamórfica Rio Urubu Biotita granodiorito equigranular, matriz grossa e cor cinzento a amarelado Lajedos pouco fraturados em morros de baixa amplitude, em encostas suaves com escassa cobertura vegetal Foto 4.23 – Afloramento de maciço do Dourado Amazônia (RR-9).Foto 4.22 – Maciço aflorante do Amarelo Mucajaí (RR-4). Atlas de Rochas Ornamentais daAmazônia 79 Foto 4.24 – Aspecto de um afloramento do Azul da Amazônia (RR-7). reamostrados e submetidos à nova caracterização tecnológica. A esses, foram acrescidos dez novos materiais que, por sua vez, reúnem quatro rochas rastreadas em campo, e seis materiais cedidos pela Corcovado, os últimos explorados na parte norte do Estado e beneficiados na região da grande Vitória (ES), pela Brasigran, do mesmo grupo empresarial (Quadro 4.9 e Figura 4.15). À exceção dos materiais da Corcovado, tanto as rochas selecionadas a partir do trabalho anterior, da Mineratins (TO-01, TO-02, TO-5 e TO-6), quanto as rochas agora cadastradas pela CPRM/SGB (TO-3, TO-4 e TO-7), estão situadas nos limites dos alvos TO-1, TO-3 e TO-4 (vide Figuras 4.5 e 4.15)11. Todos esses materiais, dos mais tradicionais aos exóticos, constituem um conjunto interessante de rochas para ornamentação e revestimento, com padrões estéticos no geral incomuns e muito belos, associados a diferentes unidades do embasamento cristalino do Tocantins. De fato, em termos de variedade estética e de geodiversidade, a coleção desse Estado alinha-se entre as de maior requinte, dentre os conjuntos de rochas, por Estado, levantados na Amazônia, já que compreendem granitos em sentido bastante amplo, Quadro 4.9 - Rochas ornamentais e para revestimento selecionadas no Tocantins (Alvos TO-1, TO-3 e TO-4). A LV O S TO - 1 , 3 E 4 – P A R A ÍS O D O T O C A N TI N S/ JA Ú D O T O C A N TI N S AMOSTRA DESIGNAÇÃO UNIDADE GEOLÓGICA DESCRIÇÃO DE CAMPO MODO DE OCORRÊNCIA TO-1 Salmão Paraíso Suíte Serrote Granitóide com granulação média a grossa e cor avermelhada Grande paredões rochosos, com aproximadamente 30 metros de altura TO-2 Estrela Tocantins Suíte Carreira Comprida Gabro preto com matriz de granulação fina e pórfiros radiais de feldpastos. Textura tipo snow flake Grande extensão de paredões rochosos com, aproximadamente, 50 metros de altura, em média TO-3 Tamba Tajá Grupo Serra da Mesa Calciossilicática heterogênea de cor predominante verde, portadora de veios Grande extensão de afloramento, na forma de paredões rochosos com aproximadamente 100 metros de altura TO-4 Folha Imperial Suíte Mata Azul Pegmatito quartzo feldspático, de cor branco- acinzentado Lajedos de grande extensão TO-5 Azul Ipueiras Granitóides Tardi a Pós- Tectônicos (Suíte Ipueiras) Granito com quartzo azul, granulação média Extensos paredões com aproximadamente 20 metros de rocha aflorante TO-6 Verde Nazaré Granitóides Tardi a Pós- Tectônicos Charnockito de granulação média a grossa, e cor esverdeada a amarelada Lajedos e paredões rochosos TO-7 Jalapão Formação Monte do Carmo Metaconglomerado polimítico, com clastos centimétricos a decamétricos, de cor cinza predominante Lajedo com cerca de 400 metros quadrados de área exposta RE G IÃ O N O RT E D O T O C A N TI N S TO-8 Rosso Fiorentino ____ Chert ferruginoso Maciço rochoso TO-9 Moulin Rouge ____ Serpentinito brechado Maciço rochoso TO-10 Oak Bamboo ____ Formação ferrífera bandada (BIF) Maciço rochoso TO-11 Onyx Bamboo ____ Chert bandado Maciço rochoso TO-12 Yellow Bamboo ____ Metasilexito oxidado Maciço rochoso TO-13 Abissay ____ Silexito ferruginoso Maciço rochoso 11 Não houve acesso a dados sobre a localização precisa das jazidas da Corcovado, que se situam, segundo a empresa, no norte do Tocantins. A Corcovado cedeu alguns dados cadastrais e ladrilhos de cada um dos seus materiais, que foram utilizados para sua inclusão nas fichas do Capítulo 6. CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 80 Figura 4.15 - Geologia simplificada e pontos amostrados nos Alvos TO-1, TO-2 e TO-3. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 81 pegmatitos e rochas metassedimentares, com cores, texturas e estruturas muito diversificadas entre si (Fotos 4.25 a 4.28). O cenário anterior, por si só favorável, é ainda francamente reforçado ao levar-se em conta, também, os materiais exóticos produzidos pela Corcovado, raros em beleza e indicadores de mais ambientes e situações geológicas a serem objetivados decisivamente pela prospecção, como sequências metassedimentares e metavulcanossedimentares, ou, ainda, zonas de alteração de rochas cristalinas (Fotos 4.29 a 4.31). Modos de ocorrência bastante favoráveis à lavra, próprios a vários dos depósitos listados, e a efetiva produção de parte daqueles materiais reforçam, ainda mais, um cenário que beira o excepcional para rochas ornamentais no Tocantins, a exemplo de Rondônia, em especial, e também Roraima, caso se considere apenas a disponibilidade de matérias-primas. Foto 4.26 – Detalhe do afloramento de Tamba Tajá (TO-3). Foto 4.27 – Detalhe do pegmatito Folha Imperial (TO-4). Foto 4.28 – Amostragem de afloramento do conglomerado Jalapão (TO-7). Foto 4.29 – Pedreira do Rosso Fiorentino (TO-18). Foto 4.30 – Frente de lavra do Yellow Bamboo (TO-12). Foto 4.31 – Lavra do Abissay (TO-13). Foto 4.25 – Amostragem do Estrela Tocantins (TO-2) CPRM/ - Serviço Geológico do Brasil 82 4.4 CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES O relato dos procedimentos de busca e os resultados alcançados, no que se refere às rochas ornamentais na região amazônica, aliados a iniciativas, nesse mesmo sentido, empreendidas por entidades como a Metamat e Mineratins, conduzem a alguns aspectos relevantes, cabendo destacar; 1) O desenvolvimento de métodos de prospecção adequados são importantes para a obtenção de resultados relevantes, no que se refere à descoberta de depósitos. Mais ainda se considerados as dimensões da região e os trechos ínvios, característicos de grande parte da Amazônia; 2) Os avanços metodológicos aqui apresentados, para análise exploratória e prospecção de depósitos, assentados no tratamento geomático de informações geológicas e elementos de infraestrutura podem ser aperfeiçoados. Isso na razão direta da progressão do conhecimento geológico, e com inovações, que passam pelo aproveitamento de ferramentas como sensoriamento remoto e aerogeofísica. Isso sempre foi considerado por este trabalho, e a não exploração de algumas rotas metodológicas decorreu, basicamente, de limites ditados por tempo e necessidades operacionais. Nesse sentido, é possível que a edição digital deste Atlas já contenha complementações; 3) Considera-se que os resultados alcançados são bastante significativos e reforçam a expectativa positiva que determinou a formatação do estudo. Ainda mais ao se ter em conta o caráter eminentemente amostral do trabalho, que não alcançou a totalidade dos alvos selecionados, e tampouco esgotou a potencialidade dos alvos focados. A prospecção cobriu tão somente alguns trechos, bastante discretos diante da vastidão da área potencial amazônica para rochas ornamentais. Pode ser usado como exemplo o Estado do Pará. Com geodiversidade privilegiada, aquele Estado possui, na sua parte sul e em áreas como a do não detalhado Alvo PA-2, na região do rio Tapajós, materiais muito promissores, como os reunidos na Figura 4.32, a partir da observação do conteúdo da litoteca da CPRM/SGB, em Belém, ou obtidos diretamente das equipes de mapeamento geológico da regional paraense da empresa; 4) Algumas unidades geológicas destacam-se como origem de rochas ornamentais, já exploradas ou sugeridas neste Atlas. Exemplo marcante é o da Suíte Intrusiva Serra da providência, fonte de materiais diferenciados em Rondônia, Mato Grosso e no Amazonas. O mapeamento faciológico de mais detalhe, em curso e cobrindo vários trechos dessa unidade, a cargo de equipes da CPRM/SGB e outros, será um instrumento valiosopara entendimento da distribuição desses materiais e deverá contribuir com novas e significativas descobertas; 5) A crescente demanda por materiais exóticos amplia substancialmente a potencialidade amazônica. Exemplificados pelos materiais descobertos em Rondônia, Mato Grosso e Pará, e, talvez mais ainda, pelos materiais produzidos pela Corcovado e Brasigran, no Tocantins e Pará, essas rochas constituem uma vertente muito importante para a busca geológica na região; e 6) Tratando-se de Rondônia, já é clara a existência de distritos minerais, no sentido exato do termo12, relativamente às rochas ornamentais. Imagina-se que a progressão do conhecimento geológico e o correto direcionamento da busca por esses recursos possam, no médio prazo, configurar a mesma situação em Estados como Tocantins, Mato Grosso, Roraima e Pará. Em termos geológicos, portanto, podem ser feitas previsões otimistas quanto às rochas ornamentais na Amazônia. A efetiva interiorização das fronteiras de produção desses e de outros bens minerais no Brasil, especialmente no que se refere à classe das rochas e minerais industriais, entretanto, passa pela superação de uma série de desafios, os principais tratados no Capítulo 5, em seguida. Figura 4.32– Tipos rochosos com estética favorável à ornamentação e revestimento, do centro-sul do Pará. 12 Distritos minerais podem ser designados como áreas de tamanho variável, em média com 5 mil km2, com predominância de determinado bem mineral, associado a uma tipologia metalogenética específica. Podem abranger diversas minas, ativas ou não, depósitos e ocorrências de bens minerais. Ver, nesse sentido, CPRM/SGB (2009b). Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPANHIA DA PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS – CPRM/SGB. Carta geológica do Brasil ao milionésimo. Sistema de Informação Geográfica. Rio de janeiro, 2004a. Caixa de 41 CD-ROMs. ______. Geologia e recursos minerais do estado de Mato Grosso. Escala 1:1.000.000. Cuiabá, 2004b. 235 p. ______. Geologia e recursos minerais do estado de Rondônia. Escala 1:1.000.000. 2007. CD-ROM. ______. Projeto rochas ornamentais de Roraima. Série Informe sobre Recursos Minerais, n. 4, Manaus, 2009a. 87 p. ______. Áreas de relevante interesse mineral. Nota Técnica, Mapas e SIG. Belo Horizonte, 2009b. 58p. DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL – DNPM. Cadastro mineiro. Disponível em: <www.dnpm.gov.br>. Acesso em: abr./maio 2009. FARR, T. G., ROSE, P. A. CARO, E., CRIPPEN, R., DUREN, R., HENSLEY, S., KOBRICK, M., PALLER, M., RODRIGUEX, E., ROTH, L., SEAL, D., SHAFFER, S., SHIMADA, J., UMLAND, J., WERNEE, M., OSKIN, M., BURBANK, D., ALSDORF, D. The shuttle radar topography mission, Rev. Geophys., 45, RG2004, doi:10.1029/2005RG000183, 2007. JARVIS, A., H.I. REUTER, A. NELSON, E. GUEVARA. Hole-filled SRTM for the globe version 4, available from the CGIAR- CSI SRTM 90m. Database: <http://srtm.csi.cgiar.org>. 2008. PINTO, A. do C., MONTEIRO, E. M. P. B. Projeto rochas ornamentais do estado do Amapá – portfólio. Macapá: Iepa, 2001 RAJAB, A. Catálogo de rochas ornamentais do Estado de Mato Grosso. Cuiabá: DNPM, 1998. 78p. SILVA, J. A. da, GODOY, A. M., ARAÚJO, L. M. B de, Ruiz, A. S. Padrões estéticos e tecnológicos das rochas ornamentais e de revestimento SW de Mato Grosso. XI SIMPÓSIO DE GEOLOGIA DA AMAZÔNIA. Anais... Manaus, 2009. CD-ROM. ____, ____, L. M. B. de, MANZANO, J. C., MELLO JÚNIOR, A. F. de, CHAGURI, G. F., BOLONINI, T. M. Potencialidade do "vermelho pantanal", batólito São Vicente (MT), para uso como rochas ornamentais de revestimento. 45 CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA. Anais... Belém, 2010. CD-ROM. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia Capítulo 5 Necessidades e Estratégias para o Desenvolvimento Sustentável da Produção de Rochas Ornamentais na Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 87 Capítulo 5 Necessidades e Estratégias para o Desenvolvimento Sustentável da Produção de Rochas Ornamentais na Amazônia A região amazônica sempre foi preferencialmente atendida por produtos oriundos da Região Sudeste brasileira. Esta condição, histórica, é determinada pela pequena escala de demanda dos mercados locais, para diversos bens de consumo, bem como por gargalos logísticos remetidos principalmente à infraestrutura de transporte disponível. Por causa de suas grandes dimensões e particularidades fisiográficas, ferrovias e hidrovias são considerados os modais prioritários para reduzir as desigualdades competitivas existentes. Talvez de forma mais aguda do que outras regiões brasileiras, faltam rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais portuários adequados, o que eleva sensivelmente os custos de frete. Para o setor de rochas ornamentais, o custo de transporte de chapas, entre Vitória (ES) e Manaus (AM), pode variar de R$ 20/m2 (por cabotagem) e R$ 40/m2 (por rodovia). Por sua vez, o tempo para esse transporte pode variar de 15 dias (cabotagem) a 30 dias (rodovia). Não há dúvida de que adequações logísticas trariam vantagens relevantes para o norte do Brasil em geral, tanto em relação aos países vizinhos quanto aos Estados do sul, sudeste e centro-oeste. Os custos de frete deixariam de ser, assim, uma das principais barreiras para a entrada e saída de produtos comerciais na área da Amazônia Legal. Investimentos significativos orientados pelo Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) e pelo Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP) têm sido contemplados na atual fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), período 2007-2010, e estão previstos no PAC 2 (2011-2014). O PAC é uma referência norteadora da ação do governo federal, que estabelece os investimentos necessários para superação dos desafios projetados na área de infraestrutura. No caso dos transportes e sua logística, o PAC teve como base o PNLT, que aponta como um de seus principais objetivos o melhor balanceamento da matriz de transporte de cargas (Figura 5.1). O balanceamento objetivado privilegia hidrovias e ferrovias, fundamentais para a área de abrangência dos denominados Vetor Amazônico e Vetor Centro-Norte (Figura 5.2). Figura 5.1 - Matriz de transporte - atual e futura revisada. Fonte: PERRUPATO (2009). Processamento PNLT, considerando consumo de energia 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 2005 2015 2020 2025 58% 30% 25% 35% 13% 29% 3,6% 5% 0,4% 1% Rodoviário Ferroviário Aquaviário Dutoviário Aéreo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 88 A caracterização desses vetores logísticos do PNLT focou tanto a integração nacional quanto a integração continental, também muito importante para a competitividade de empreendimentos mineroindustriais na Amazônia Legal (Figura 5.3). Os investimentos recomendados pelo PLNT totalizam R$ 290,1 bilhões, até 2023, dos quais R$ 28,4 bilhões deverão ser alocados no Vetor Amazônico e R$ 26,2 bilhões no Vetor Centro-Norte (Figura 5.4). O PNLP, a partir de uma radiografia do atual sistema de transportes, definiu, por sua vez, as necessidades de investimentos públicos e privados nos portos brasileiros e também em ferrovias, rodovias e hidrovias, para um horizonte de 20 anos, buscando atender à demanda projetada e aumentar a eficiência de plataformas logísticas, dentro de uma visão sistêmica da cadeia de transportes (PIRES, 2010). O estudo Norte Competitivo, contratado pelas federações das indústrias dos Estados da Região Norte, já concluído, analisa os gargalos logísticos e as melhores alternativas de investimento em programas e projetos, parte das quais já assinaladas no PNLT. Esse estudo apontou os nove principais eixos de integração regional, envolvendo a BR-264, a Hidrovia do Madeira, a FerroviaCarajás, o Complexo Hidrorrodoviário Manaus-Belém-Brasília, a Ferronorte, a Hidrovia Juruena- Tapajós, o Complexo Hidrorrodoviário de Integração da BR- 163 à Vila do Conde (Pará), a Hidrovia Rio Tocantins/BR-362, e a Hidrovia do Paraguai-Paraná (MAIA, 2010). Atualmente, ainda de acordo com o estudo Norte Competitivo, o custo do transporte de todos os produtos originados ou destinados à região é estimado em R$ 17 bilhões/ ano, valor que poderia ser reduzido para R$ 3,8 bilhões/ano com o atendimento das demandas logísticas identificadas. A melhoria do transporte hidroviário seria a mais importante e de maior impacto, devido aos menores custos de investimento e utilização. Da mesma forma, estudos para um plano estratégico hidroviário estão sendo contratados pela Agência Nacional de Figura 5.2 – Distribuição espacial dos vetores logísticos considerados no PNLT. Fonte: PERRUPATO (2009) Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 89 Figura 5.3 – Vetores logísticos e de integração continental. Fonte: PERRUPATO (2009) Figura 5.4 – Brasil: investimentos do PNLT por vetores logísticos até 2023 – R$ 290,8 bilhões. Fonte: PERRUPATO (2009) 28% 23% 15% 10% 9% 8% 7% Centro-Sudeste Leste Sul Amazônico Centro-Norte Nordeste Setentrional Nordeste Meridional CPRM - Serviço Geológico do Brasil 90 Transporte Aquaviário (Antac), com recursos do Banco Mundial. O resgate das hidrovias é considerado fundamental para a exigida descentralização da produção brasileira e para a mobilidade social das Regiões Norte e Nordeste (TORRES, 2010). Algumas pesquisas prevêem a reconfiguração da produção nacional e a ampliação geográfica das áreas de consumo. Dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam que a média do crescimento do varejo, já em 2010, será puxada pelas Regiões Norte (+16,5%) e Nordeste (+12,5%). O cenário é o mesmo para 2011, com projeções de crescimento entre 8,5% e 10% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e de 6% a 7% nas regiões Sul e Sudeste. Pode-se considerar como questão definitiva a necessidade de interiorização das fronteiras minerais brasileiras. Isso fica claro quando se observa o esgotamento das reservas e as restrições ambientais, para diversas formas de uso e ocupação dos solos, em áreas mais densamente povoadas, como as do Sul e Sudeste do Brasil. Nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, a própria lavra de rochas ornamentais já foi fortemente obstaculizada pelo processo de expansão urbana, o que também deverá brevemente ocorrer em Minas Gerais e Espírito Santo. Também se aposta na navegação de cabotagem, para transporte doméstico de mercadorias ao longo da costa e portos interiores, como vetor positivo na interiorização. As rotas do sul-sudeste para o norte-nordeste já estão superaquecidas, devido à recente mobilidade das classes sociais de baixa renda para patamares mais elevados de consumo. Além disso, a mudança conjuntural e de perfil do crescimento brasileiro tem permitido a redução dos contratos spot, efetuados pelos transportadores para operações individuais/pontuais. Abre-se espaço para contratos nos médio e longo prazos, garantidos por uma demanda mais consistente e bem estruturada, sobretudo por meio de ferrovias e rodovias. Com relação às ferrovias, atribui-se fundamental importância à implantação e/ou consolidação de alguns eixos primários, envolvendo os trechos Cuiabá (MT)-Santarém (PA) e Cuiabá-Porto Velho (RO)/Ferronorte; Cuiabá-Santos (SP)- Ferroban/EF-364; Belém (PA)-Panorama (SP)/Ferrovia Norte- Sul/EF-151; Vilhena (RO)-Porto de Açú (RJ)/EF-354; Lucas do Rio Verde (MT)-Ilhéus (BA)/EF-334; e Marabá (PA)- Recife (PE) /EF-232. Até o transporte rodoviário deverá sofrer mudanças positivas e transformar-se em alternativa real de escoamento da produção, para algumas situações na Região Norte, aumentando a oferta de soluções integradas montadas sob medida para cargas industriais e commodities. É, neste caso, muito importante a finalização do asfaltamento da BR-319, entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM), e as obras necessárias para melhoria do tráfego nas BRs 364, 163, 174, 230, 010 e 153, o que favoreceria tanto o consumo de produtos regionais quanto o seu escoamento para outros mercados. Vislumbra-se, assim, a superação de alguns importantes gargalos logísticos, o que permitirá baratear os custos de frete, bem como ampliar significativamente o volume de cargas transportadas. Vislumbra-se, ainda, sensível ampliação da demanda na Região Norte, já bem perceptível no macrossetor da construção civil e, particularmente, no mercado imobiliário. A efetivação dos programas e projetos do PAC, PNLT, PNLP e outros constitui a base da viabilidade para empreendimentos mineroindustriais do setor de rochas ornamentais na Amazônia Legal, transformando-a em uma nova fronteira de produção, beneficiamento e consumo. As perspectivas abrangem a possibilidade de atendimento de países vizinhos e do próprio mercado interno da Região Sudeste, sendo também aventada a viabilização de alguns outros corredores de integração comercial, com países do hemisfério norte, por meio do escoamento da produção em portos do Oceano Pacífico. Os eixos de integração regionais e continentais, observados por meio da plataforma logística, atual e planejada, para o sistema de transporte na Amazônia Legal, são mostrados na Figura 5.5. Conforme acertadamente destacado durante o seminário Desafios para a Amazônia 2011, promovido pelo Fórum Amazônia Sustentável e realizado na cidade de Belém (PA), em novembro de 2010, pode-se estar diante de um novo ciclo de desenvolvimento da região. O caminho passa pelo fortalecimento da economia florestal, que preconiza a multiplicidade de usos desse bioma. Esse caminho também pressupõe o fortalecimento da logística de transporte e a montagem de infraestrutura mais adequada às condições amazônicas, bem como a exploração sustentável de seus recursos minerais e a formação de uma base industrial, capazes de dar escala à economia regional. Em um futuro próximo, a marca “Amazônia”, grafada em produtos com selo ambiental de qualidade e sustentabilidade, constituirá vantagem competitiva para as empresas ali instaladas. A disponibilidade de matérias-primas, para o desenvolvimento de polos mineroindustriais de rochas ornamentais, é garantida pelo enorme potencial geológico já identificado e registrado neste Atlas. Do ponto de vista da exportação de produtos amazônicos, um grande impulso será dado pela implantação de rotas de transporte que permitirão melhor acesso aos mercados da costa oeste norte-americana, Europa e Ásia, por integrações multimodais com o Peru, Bolivia, Chile, Venezuela e Guianas. Com grandes investimentos já efetuados ou contratados, o Brasil está se abrindo para os vizinhos hispânicos do norte e oeste da América do Sul, por meio da construção de pontes, estradas e hidrovias de ligação aos portos do Pacífico, a partir do Peru, do Chile e do Equador. Vislumbra-se, assim, a redução, em aproximadamente 6.000km, da distância comercial com os mercados da Ásia e costa oeste dos EUA, o que baratearia em até US$ 30 o custo da tonelada dos produtos brasileiros exportados. Figura 5.5 – Principais eixos logísticos de integração regional e continental (FONTE: Ministério dos Transportes, 2010) Atlas de Rochas Ornamentais da Amazonia 93 Rodovias integradas ao Corredor Biocêanico estão sendo concluídas no leste e centro-leste da Bolivia, possibilitando o acesso brasileiro, a partir do Mato Grosso e São Paulo, para Cochabamba, Santa Cruz de La Sierra e La Paz, com passagem para os portos de Antofagasta e Arica no Chile. Tambem a Rota do Pacífico (Corredor Vial Interoceánico Sur), que ligará Rio Branco (AC) aosportos de Ilo, Matarane e San Juan, no Peru, servirá de alternativa para escoamento de produtos das regiões norte e centro-oeste do Brasil para países da Ásia, evitando que eles sejam embarcados nos portos de Santos e Paranaguá, após percorrer cerca de 3.000km, em território nacional. No trecho brasileiro, a Rota do Pacífico será integrada pela BR-317 (Acre-Amazonas), BR-319 (Amazonas-Roraima) e BR-174 (Roraima-Venezuela), bem como com a BR-230 (Rodovia Transamazônica). Conforme assinalado no Capítulo 3, o que se coloca em perspectiva para a região amazônica é o incremento da lavra de rochas ornamentais e a ampliação de seu consumo na própria região. Tanto para esse objetivo quanto para a exportação de rochas processadas, com mais valor agregado, impõe-se a verticalização da cadeia produtiva, com lavra e beneficiamento das matérias-primas. Julga-se muito apropriada a atração de empresas fortes do setor e já atuantes no Brasil, que possam mostrar sua experiência para atividades de lavra e beneficiamento. Mais do que tudo, essas empresas poderão trazer sua experiência de mercado, fundamental para o sucesso de empreendimentos mineroindustriais do setor de rochas ornamentais. Além disso, é importante promover a modernização das marmorarias nas capitais e cidades maiores dos Estados amazônicos, principalmente quanto ao acesso às máquinas de corte a úmido agora exigidas pela legislação trabalhista. Outra questão fundamental colocada para as marmorarias é a formação e o treinamento de mão de obra especializada, da qual o setor é hoje ainda muito carente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MAIA, Samantha. Norte precisa de nova logística, aponta estudo. Valor Econômico, São Paulo, p. A4, 11 nov. 2010. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES - MT. Disponível em: <http:// www.transportes.gov.br/Bit/pg-inicial.htm>. Acesso em 06 dez. 2010. PERRUPATO, Marcelo. Plano Nacional de Logística e Transportes – PNLT; Estágio Atual e Continuidade. In: REUNIÃO DE AVALIAÇÃO COM O CONSETRANS, Brasília, nov. 2009. Disponível em: <http://www.agenciat1.com. br/968-apresentacao-atualizada-do-plano-nacional-de- logistica-e-transportes-pnlt/>. Acesso em 26 nov. 2010. PIRES, Fernanda. Como movimentar 1 bilhão de toneladas. Valor Econômico, São Paulo, p. F4, 17 nov. 2010. Especial Transporte de Cargas. TORRES, Carmen Lígia. Economia em movimento. Valor Econômico, São Paulo, p. F1, 17 nov. 2010. Especial Transporte de Cargas. OUTRAS FONTES DE CONSULTA CHIARETTI, Daniela. Economia da Amazônia precisa ter escala. Valor Econômico, São Paulo, p. A2, 26 nov. 2010. CONSTRUÇÃO Civil. Valor Setorial, São Paulo, nov. 2010. 82 p. MINERAÇÃO. Valor Econômico, São Paulo, 22 nov. 2010. p. F1-F8. Especial. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Capítulo 6 Catálogo de Rochas Ornamentais da Amazônia Brasileira Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Amapá CPRM - Serviço Geológico do Brasil 98 AP-1 Jatobá Localização Pedreira da Gran Amapá Britas (Ferreira Gomes) Coord. Geográficas: 0º47’21”N 51º19’48”O Coord. UTM/ZONA: 463295 0087234/22N Descrição Macroscópica Rocha de granulação grossa, coloração cinza, levemente foliada e com a presença de fenocristais orientados de álcali-feldspato Modo de Ocorrência Blocos e paredões de centenas de metros, em área de extração de brita Unidade Geológica Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza-rosado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 99 XXXXXXXX Classificação Petrográfica Sienogranito porfirítico gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.637 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 155,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,42 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,42 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,17 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 300/10 Usos Recomendados Moderada resistência à abrasão, flexão e compressão. Baixa absorção d’água. Observar coeficiente de segurança (4) e espessuras mínimas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Sem restrições tecnológicas ao uso xxxJatobá CPRM - Serviço Geológico do Brasil 100 AP-2 Amapari Localização Margem direita do rio Araguari, no balneário Pontal das Pedras (Ferreira Coord. Geográficas: 0º46’16”N 51º20’57”O Gomes) Coord. UTM/ZONA: 461153 0085224/22N Descrição Macroscópica Charnockito de granulação média e coloração esverdeada Modo de Ocorrência Matacões arredondados com mais de 2,5m de diâmetro Unidade Geológica Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 101 Amapari Classificação Petrográfica Gnaisse com granada Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.638 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 154,2*/156,4** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,36 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 14,91* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 301/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d‘água. Boa resistência à flexão, compressão e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 102 AP-3 Verde Amapá Localização Margem direita do Rio Araguari, no Sítio Santa Maria Coord. Geográficas: 0º44’27”N 51º22’03”O Coord. UTM/ZONA: 459095 0081881/22N Descrição Macroscópica Rocha de granulação grossa, coloração esverdeada, com textura porfirítica (fenocristais de álcali-feldspato) Modo de Ocorrência Blocos e paredão quilométrico de rocha Unidade Geológica Granulitos Ácidos (Granito Porto Grande) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não Explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 103 Classificação Petrográfica Gnaisse charnockítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.648 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 193,8*/128,3** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,17 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 16,99* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 302/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água. Baixa porosidade. Boa resistência à flexão e compressão. Alta resistência à abrasão. Observar coeficiente de segurança exigido (6) para especificação de pisos elevados e, sobretudo, fachadas aeradas xxxxxxxVerde Amapá * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Amazonas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 106 AM-1 Vermelho Atroari Localização Pedreira do Vagner, no km 199 da BR-174 (Manaus-Boa Vista) Coord. Geográficas: 01º20’07”S60º22’45”O Coord. UTM/ZONA: 791658 9852257/20S Descrição Macroscópica Sienogranito leucocrático, com granulação média a grossa, de cor róseo-avermelhado, portador de quartzo azulado Modo de Ocorrência Lajedos decamétricos expostos em pedreiras para brita. Coberturas métricas de solo. Relevo de morros arredondados de pequena amplitude Unidade Geológica Suíte Mapuera Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 107 xxxxxxx Classificação Petrográfica Ferro-hastingsita microclínio granito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.650 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,29 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 163,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,11 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,77 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 13,74 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 064/10 Usos Recomendados Moderada resistência à abrasão e à flexão (módulo de ruptura). Baixo coeficiente de dilatação térmica. Uso inadequado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Vermelho Atroari CPRM - Serviço Geológico do Brasil 108 AM-2 Chão de Estrelas Localização Pedreira Amazônia. Saída à esquerda, no km 135 da BR-174 (Manaus- Coord. Geográficas: 01º50’17”S 60º07’23”O Boa Vista) Coord. UTM/ZONA: 820115 9796578/20S Descrição Macroscópica Tonalito/quartzo diorito, mesocrático, granulação média a grossa, cinzento Modo de Ocorrência Matacões e paredões em área de mineração de brita. Coberturas métricas a decamétricas de solo. Relevo ondulado com amplitude pequena a moderada Unidade Geológica Suíte Água Branca Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 109 Classificação Petrográfica Meta quartzo monzogabro Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.815 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 195,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,05 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 24,07 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 065/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão e à flexão. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento de rejuntes em áreas externas Chão de Estrelas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 110 AM-3 Pau-Brasil Localização Vicinal Canoas da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Fazenda próxima a Vila do Coord. Geográficas: 01º49’49”S 60º11’19”O Canoas Coord. UTM/ZONA: 812809 9797461/20S Descrição Macroscópica Tufo-ignimbrito porfiróide de matriz fina e cor avermelhada, com níveis milimétricos rosados e amarronzados Modo de Ocorrência Campos de matacões métricos e blocos semi-enterrados, dispostos em meias encostas de relevo ondulado de baixa amplitude Unidade Geológica Grupo Iricoumé Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho escuro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 111 Classificação Petrográfica Álcali feldspato riolito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.656 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 252,7*/311,8** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,12 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,7 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 29,10* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 066/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão, flexão e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Pau-Brasil * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 112 AM-4 Abre Alas Localização Vicinal Canoas da BR 174 (Manaus- Boa Vista) Coord. Geográficas: 01º48’44”S 60º11’43”O Coord. UTM/ZONA: 812051 9799445/20S Descrição Macroscópica Subvulcânica (microgranito) porfiróide de matriz fina, cinza a róseo Modo de Ocorrência Pequenos campos de matacões e blocos, na meia encosta de relevo ondulado de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Mapuera Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Roseo esverdeado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 113 Classificação Petrográfica Riolito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.708 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 297,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,33 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,05 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 35,50 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 067/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à compressão e flexão. Boa resistência à abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos. Abre Alas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 114 AM-5 Tucuxi Localização Vicinal Novo Rumo da BR 174 (Manaus-Boa Vista). Local distante cerca Coord. Geográficas: 01º34’19”S 60º09’55”O de 2,5km da vila Novo Rumo Coord. UTM/ZONA: 815452 0826037/20S Descrição Macroscópica Granodiorito cinza claro a esbranquiçado Modo de Ocorrência Blocos e matacões métricos semi enterrados Unidade Geológica Suíte Água Branca Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 115 Classificação Petrográfica Hornblenda granodiorito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.723 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,07 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 219,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,70 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,20 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 24,42 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 068/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e baixo coeficiente de dilatação térmica. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Tucuxi CPRM - Serviço Geológico do Brasil 116 AM-6 Rosa Triunfo Localização Sítio Boa Esperança, na vicinal do Triunfo (sentido rodovia Coord. Geográficas: 07º49’10”S 61º27’34”O Transamazônica) Coord. UTM/ZONA: 669865 9135366/20S Descrição Macroscópica Monzogranito porfiróide, de matriz média a grossa, e cor cinza a rósea Modo de Ocorrência Matacões e lajedos distribuídos da parte baixa da topografia à meia encosta. Região de pequenas serras e morros quese destacam da paisagem mais arrasada Unidade Geológica Suíte Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 117 Classificação Petrográfica Biotita sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.642 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,57 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,1 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,24 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,87 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 069/10 Usos Recomendados Moderada resistência à flexão. Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas, observando coeficiente de segurança exigido (4) para especificação Rosa Triunfo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 118 AM-7 Marrom Amazonas Localização Vicinal Bom Futuro da BR-230 (Apuí-Humaitá) Coord. Geográficas: 07º44’40”S 61º25’52”O Coord. UTM/ZONA: 673013 9143639/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular de granulação grossa, textura localmente rapakivi, e cor avermelhada Modo de Ocorrência Grande número de blocos e matacões com tamanhos diversos, em região de morros e colinas suaves Unidade Geológica Suíte Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 119 Classificação Petrográfica Biotita microclínio granito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.619 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 10,46 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 070/10 Usos Recomendados Valores limite de resistência à flexão, compressão e desgaste. Observar coeficiente de segurança (4) e adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Aumentar espaçamento do rejunte e utilizar argamassas flexíveis de rejuntamento em ambientes externos Marrom Amazonas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 120 AM-8 Juma Localização Vicinal à esquerda da BR-230 (Apuí-Humaitá), sentido Humaitá. Entrada Coord. Geográficas: 07º54’45”S 61º27’33”O cerca de 2 km da comunidade Nova Maravilha Coord. UTM/ZONA: 669849 9125048/20S Descrição Macroscópica Gabronorito equigranular de granulação fina, cinza escuro Modo de Ocorrência Lajedos em área de campo aberto Unidade Geológica Suíte Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza escuro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 121 Classificação Petrográfica Meta quartzo monzogabro Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.917 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,05 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 259,0 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,15 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 30,29 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 071/10 Usos Recomendados Densidade elevada. Baixa absorção d’água. Alta resistência à compressão e flexão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Juma CPRM - Serviço Geológico do Brasil 122 AM-9 Álacre Amazônia Localização Vicinal da BR-230 (Apuí-Humaitá) Coord. Geográficas: 07º55’46”S 61º27’16”O Coord. UTM/ZONA: 670355 9123193/20S Descrição Macroscópica Monzogranito leucocrático, de matriz fina a média e cor rosa claro Modo de Ocorrência Lajedos e matacões em área de campo aberto Unidade Geológica Suíte Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 123 Álacre Amazônia Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.615 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 220,6 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,31 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 20,59 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 072/10 Usos Recomendados Baixo coeficiente de dilatação térmica. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Maranhão CPRM - Serviço Geológico do Brasil 126 MA-1 Verde Aguapés Localização MA-306, entre Centro Novo do Maranhão e Chega Tudo Coord. Geográficas: 2º09’10”S 46º10’51”O Coord. UTM/ZONA: 368694 9762003/23S Descrição Macroscópica Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclásio Modo de Ocorrência Matacões métricos aflorantes em região com relevo arrasado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Tromaí Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 127 Classificação Petrográfica Tonalito gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.760 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 166,6 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 24,44 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 311/10 Usos Recomendados Baixos índices de absorção d’água e porosidade. Grande resistência à flexão. Valor limite de resistência à abrasão. Desaconselhado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento de rejuntes e utilizar argamassas flexíveis em áreas externas Verde Aguapés CPRM - Serviço Geológico do Brasil 128 MA-2 Verde Bálsamo Localização MA-306, entre Centro Novo do Maranhão e Chega Tudo Coord. Geográficas: 2º10’10”S 46º13’42”O Coord. UTM/ZONA: 363410 9760156/23S Descrição Macroscópica Granodiorito inequigranular fino, com cor esbranquiçada a esverdeada, com foliação pouco pronunciada Modo de Ocorrência Lajedos e matacões métricos em área de relevo arrasado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Tromaí Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 129 Classificação Petrográfica Granodiorito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.683 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,69 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de DilataçãoTérmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,45 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 10,64 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 313/10 Usos Recomendados Valores limite de resistência à flexão e à abrasão. Atenção com superfícies polidas em pisos de alto tráfego. Respeitar coeficientes de segurança exigidos (6) em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Verde Bálsamo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 130 MA-3 Cipó Esmeralda Localização Patrimônio Agrícola São Francisco – estrada vicinal entre MA-306 e vila Coord. Geográficas: 2º13’05”S 46º14’20”O Cipoeiro Coord. UTM/ZONA: 362232 9754779/23S Descrição Macroscópica Tonalito inequigranular médio com cor verde dada pela alteração dos máficos para clorita e saussuritização do plagioclá- sio Modo de Ocorrência Lajeados e matacões métricos em área de relevo arrasado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Tromaí Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 131 Classificação Petrográfica Hornblenda tonalito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.857 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 190,5 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,83 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,26 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 22,8 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 312/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água. Boa resistência à flexão e compressão. Valor limite de resistência à abrasão. Não indicado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar espessuras de rejuntes em áreas externas e utilizar argamassas flexíveis Cipó Esmeralda Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Mato Grosso CPRM - Serviço Geológico do Brasil 134 MT-1 Angelim Localização Fazenda São Francisco, nas cercanias de Alta Floresta, à beira da rodo- via Coord. Geográficas: 09º55’00”S 55º59’17”O para Cuiabá (lado esquerdo, sentido capital) Coord. UTM/ZONA: 610946 8903625/21S Descrição Macroscópica Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação fina a média e tons variados, cinzentos, róseos, e predominantemente róseos esverdeados (epidotização) Modo de Ocorrência Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semienterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Juruena Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 135 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.666 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,84 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 14,73 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 286/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à abrasão. Não indicado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (4) e espessuras mínimas em pisos elevados e fachadas aeradas. Preferência para argamassas flexíveis em áreas externas Angelim CPRM - Serviço Geológico do Brasil 136 MT-2 Rosa Bromélia Localização Fazenda Universal, nas cercanias de Alta Floresta, à beira da rodovia Coord. Geográficas: 09º55’15”S 56º01’04”O para Cuiabá (lado direito, sentido capital) Coord. UTM/ZONA: 607688 8903177/21S Descrição Macroscópica Granitóides com textura equigranular a inequigranular, granulação média a grossa, e cor róseo-esverdeado, em decorrência da epidotização Modo de Ocorrência Campos de matacões, em sua maioria métricos, aflorantes a semienterrados. Constituem, muitas vezes, altos relativos em terrenos aplainados a colinosos de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Juruena Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 137 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.662 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 202,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,45 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 17,14 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 287/10 Usos Recomendados Não indicado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (3) e espessuras mínimas de rejunte e utilizar argamassas flexíveis em áreas externas Rosa Bromélia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 138 MT-3 Prata Aurora Localização Sítio do Bigode, nas cercanias de Alta Floresta, estrada para Paranaíta Coord. Geográficas: 09º50’51”S 56º12’55”O (próximo ao km 14 km). Beira da estrada, à direita, sentido Paranaíta) Coord. UTM/ZONA: 586053 8911350/21S Descrição Macroscópica Granitóide equigranular, de granulação fina a média, cor róseo-claro, leucocrático. Modo de Ocorrência Grande lajedo alongado, que constitui pequena elevação em relação aos terrenos vizinhos Unidade Geológica Suíte Intrusiva Juruena Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa claro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 139 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.622 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,32 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 190,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,89 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,85 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 9,25 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 288/10 Usos Recomendados Material desaconselhável para áreas de molhamento frequente. Restrição para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Recomenda-se impermeabilização do emboço e/ou contrapiso nas áreas de aplicação Prata Aurora CPRM - Serviço Geológico do Brasil 140 MT-4 Floresta Negra Localização Fazenda dos Metralha. Vicinal nos arredores de Alta Floresta, com Coord. Geográficas: 09º53’47”S 56º08’14”O acesso pela estrada que segue para Paranaíta Coord. UTM/ZONA: 594578 8905922/21S Descrição Macroscópica Rocha gabróide equigranular, de granulação fina a média, e cor preta Modo de Ocorrência Lajedos aplainados, com fraturamento baixo a médio, que se estendem continuamente por centenas de metros Unidade Geológica Intrusiva Máfica Guadalupe Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Preto Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 141 Classificação Petrográfica Hiperstênio gabro Caracterização TecnológicaNorma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 3.069 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,01 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 231,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 24,1 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 289/10 Usos Recomendados Densidade elevada. Baixíssima absorção d’água. Alta resistência à flexão e compressão. Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Floresta Negra CPRM - Serviço Geológico do Brasil 142 MT-5 Rosa Caiabi Localização Fazenda Manoel Xavier, na vicinal 208, arredores de Alta Floresta Coord. Geográficas: 10º02’10”S 55º49’13”O Coord. UTM/ZONA: 629287 8890367/21S Descrição Macroscópica Granitóide levemente gnáissico, mesocrático, de granulação grossa e cor róseo-claro Modo de Ocorrência Extensos lajedos, pouco fraturados, expostos em terreno levemente ondulado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Paraíta Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa claro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 143 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.643 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,21 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,82 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,55 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,59 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 290/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em ambientes internos e externos Rosa Caiabi CPRM - Serviço Geológico do Brasil 144 MT-6 Esmeralda da Amazônia Localização Laterais da estrada Paranaíta-Apiacás, à altura do km 53, próximo da Coord. Geográficas: 09º31’32”S 56º49’31”O Fazenda São Cristóvão Coord. UTM/ZONA: 519172 8947038/21S Descrição Macroscópica Milonito cataclástico, de cor esverdeada, decorrente da matriz da rocha, possuidora de granulação fina, xistosa, que contrasta com grãos milimétricos de quartzo transparente subarredondados (protoclataclásticos ?) Modo de Ocorrência Zona de cisalhamento em terreno granitóide, com dezenas de metros de espessura e centenas de metros de extensão, sentido NW-SE, subvertival. A rocha milonítica por vezes cosntitui cristas ligeiramente salientes ante os terrenos vizinhos, alongadas segundo a direção do lineamento Unidade Geológica Suíte Intrusiva São Pedro Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 145 Classificação Petrográfica Sericita-quartzo xisto (milonítico) Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.702 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 66,6*/77,2** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,26 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 10,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,54 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 5,96* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 291/10 Usos Recomendados Baixa resistência à abrasão, flexão e compressão. Elevado coeficiente de dilatação térmica. Material indicado para peças decorativas, tampos e outras aplicações em ambientes internos. Exceto pisos elevados Esmeralda da Amazônia * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 146 MT-7 Canela Localização Fazenda São José, em vicinal que sai à altura do km 35 da estrada Coord. Geográficas: 09º27’58”S 56º40’03”O Paranatai-Apiacás (saída à direita, sentido Apiacás) Coord. UTM/ZONA: 536504 8953591/21S Descrição Macroscópica Rocha vulcânica ácida a intermediária, constituída de matriz fina marrom-escuro e pórfiros de feldspato avermelhado e quartzo leitoso a transparente Modo de Ocorrência Lajedos e cristas com grau de fraturamento médio, presentes em zonas aplainadas e altos com ampitude baixa a média Unidade Geológica Grupo Colider Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom-escuro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 147 Classificação Petrográfica Microclínio riolito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.657 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,03 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 317,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,33 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,1 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,08 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 27,63 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 292/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água e porosidade. Elevada resistência à flexão, compresso e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Canela CPRM - Serviço Geológico do Brasil 148 MT-8 Barroco Juruena Localização Acesso por vicinais até ponto a aproximadamente 36km a sul-sudoeste Coord. Geográficas: 10º21’16”S 58º10’50”O da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Nova Floresta, Coord. UTM/ZONA: 370720 8855158/21Sregião de Nova Bandeirantes Descrição Macroscópica Granitóide equigranular de granulação fina, leucocrático, com leve orientação mineral, de cor avermelhada. Possui pintas de minerais verdes, possivelmente decorrentes de alteração pervasiva de feldspatos Modo de Ocorrência Grandes lajedos e matacões Unidade Geológica Granito Aripuanã Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 149 Classificação Petrográfica Sienogranito gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 188,3*/183,6** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,39 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,37* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 353/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos, em ambientes internos e externos Barroco Juruena * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 150 MT-9 Branco Mato Grosso Localização Acesso por vicinais até ponto a aproximadamente 45km a sul-sudoeste Coord. Geográficas: 10º15’49”S 58º10’43”O da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Nova Floresta, região Coord. UTM/ZONA: 370926 8865204/21Sde Nova Bandeirantes Descrição Macroscópica Granitóide equigranular a inequigranular,granulação grossa, mesocrático e com grãos minerais arredondados (recris- tali- zados), de cor predominante branco-esverdeado Modo de Ocorrência Grandes lajedos e matacões Unidade Geológica Granito Aripuanã Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Branco Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 151 Classificação Petrográfica Epídoto gnaisse Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.667 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,38 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 215,4*/205,8** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 1,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 9,16* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 354/10 Usos Recomendados Valores limite para absorção d’água e flexão. Porosidade elevada. Moderada resistência à abrasão. Utilizar argamassas colantes, preferencialmente brancas, para assentamento. Pouco indicado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas Branco Mato Grosso * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 152 MT-10 Bordô Japuranã Localização Fazenda Juventude, região da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Coord. Geográficas: 10º00’02”S 58º03’45”O de Nova Floresta, região de Nova Bandeirantes. Estrada a esquerda, após Coord. UTM/ZONA: 383543 8894330/21Sentrada principal da Fazenda, sentido rio Juruena. Dista 9km de Japuranã Descrição Macroscópica Granitóide equigranular a inequigranular, granulação média, e textura levemente orientada, de cor vermelho-escuro Modo de Ocorrência Grandes lajedos e matacões Unidade Geológica Suíte Intrusiva São Pedro Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Mina Dados do Produtor Empresa: Criúva Florestal e Mineradora Telefone: (54) 3229-2977 Fax: Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 153 Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.630 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,1 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 163,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,10 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,5 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 16,50*** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação de Ciência e Tecnologia - Cientec Boletim de Análise 20808/70662 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e alta resistência ao desgaste abrasivo. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Bordô Japuranã *** Flexão 4 apoios (ASTM C990) CPRM - Serviço Geológico do Brasil 154 MT-11 Amêndoa Gold Localização Fazenda Juventude, região da vila Japuranã, situada cerca de 240km a oeste de Coord. Geográficas: 10º05’22”S 58º03’16”O de Nova Floresta, região de Nova Bandeirantes. Estrada a esquerda, após Coord. UTM/ZONA: 384463 8884511/21Sentrada principal da Fazenda, sentido rio Juruena. Dista 19km de Japuranã Descrição Macroscópica Granitóide porfiróide, de matriz com granulação média, equigranular a inequigranular, mesocrática a melanocrática, e megacristais ovalados de feldspato. Cor cinza-rosado. Apresenta orientação mineral Modo de Ocorrência Grandes lajedos e matacões Unidade Geológica Suíte Intrusiva São Pedro Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Mina Dados do Produtor Empresa: Criúva Florestal e Mineradora Telefone: (54) 3229-2977 Fax: Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 155 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.640 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,2 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 108,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,30 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,8 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 8,34*** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação de Ciência e Tecnologia - Cientec Boletim de Análise 20808/70663 Usos Recomendados Valores limite de resistência à compressão e flexão. Baixa absorção d’água e moderada resistência ao desgaste abrasivo. Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras mínimas para pisos flutuantes e fachadas ventiladas Amêndoa Gold *** Flexão 4 apoios (ASTM C990) CPRM - Serviço Geológico do Brasil 156 MT-12 Cinza Paranaíta Localização Rodovia MT-206, Paranaíta/Apiacás. Saída à direita no km 35, sentido Coord. Geográficas: 09º30’22”S 56º40’05”O Pontal do Rio Paranaita, e percurso de 2km até a Fazenda Filizóla Coord. UTM/ZONA: 536423 8949184/21S Descrição Macroscópica Granitóide porfiróide com matriz equigranular a inequigranular, mesocrático, de cor cinza Modo de Ocorrência Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados Unidade Geológica Suíte Intrusiva Paranaíta Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza amarelado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 157 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.668 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,0 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,01 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 295/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência abrasiva para pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras mínimas de rejunte em áreas externas, sem outras restrições para uso em revestimentos Cinza Paranaíta CPRM - Serviço Geológico do Brasil 158 MT-13 Violeta Apiacás Localização Comunidade (garimpo) Mutum – Assentamento Melhorança, a 40 km Coord. Geográficas: 09º22’26”S 57º14’25”O da Cidade de Apiacás Coord. UTM/ZONA: 473619 8963803/21S Descrição Macroscópica Granitóide equigranular a inequigranular, grãos arredondados (recristalização), granulaçao média a grossa, e cor pre- dominante marrom, com pintas e manchas verdes decorrentes de alteração mineral pervasiva de feldspatos Modo de Ocorrência Campos de matacões e lajedos, em terrenos aplainados Unidade Geológica Suíte Intrusiva Paranaíta Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 159 Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.636 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 203,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,46 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,41 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 296/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos, em ambientesinternos e externos Violeta Apiacás CPRM - Serviço Geológico do Brasil 160 MT-14 Curupira Localização Rodovia MT–208, Alta Floresta/Nova Monte Verde. Saída no km 100, à Coord. Geográficas: 10º02’03”S 57º51’12”O esquerda, sentido Juára por 12km, atá a fazenda Caiabi, do Sr. Antônio Coord. UTM/ZONA: 406481 8890679/21SPassos Descrição Macroscópica Granitóide gnáissico, equigranular a inequigranular, de cor vermelha e manchas pretas dadas pela concentração de máficos Modo de Ocorrência Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados Unidade Geológica Suíte Intrusiva São Pedro Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 161 Classificação Petrográfica Sillimanita gnaisse com cordierita Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.728 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 172,7*/132,7** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,79 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 8,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,46 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 17,11* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 297/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento de rejuntes e utilizar argamassas flexíveis em ambientes externos Curupira * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 162 MT-15 Marrom Cristalino Localização MT-325, cerca de 15km ao norte de Alta Floresta, no sentido da balsa Coord. Geográficas: 09º40’38”S 56º00’49”O que faz a travessia do rio Teles Pires para o lado paraense Coord. UTM/ZONA: 608201 8930119/21S Descrição Macroscópica Sienitóide equigranular de granulação grossa e cor amarronzada Modo de Ocorrência Campos de matacões e lajedos de granitos, em terrenos aplainados a ondulados, neste caso com elevações de ampli- tude pequena a média Unidade Geológica Corpo Sienito Cristalino Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 163 Classificação Petrográfica Quartzo sienito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.624 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,43 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 128,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,61 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,7 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 1,20 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 13,15 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 298/10 Usos Recomendados Porosidade elevada e valores limite de absorção d’água, resistência à abrasão e à compressão. Material desaconselhável para pisos flutuantes e fachadas aeradas.Recomenda-se utilização de argamassas colantes de fixação e rejuntamento Marrom Cristalino CPRM - Serviço Geológico do Brasil 164 MT-16 Crema Brasil Localização Pedreira da ECOPLAM, na BR-364/163. Serra das Araras, município Coord. Geográficas: 14º44’38”S 56º22’2”O de Nobres Coord. UTM/ZONA: 567511 8369906/21S Descrição Macroscópica Mármore vesicular com matriz fina e cor creme a bege, com ou sem laminações, ondulações marrom-avermelhado e níveis de silexitos Modo de Ocorrência Bancos de metacalcários, por vezes tabulares, com exposições decamétricas a hectamétricas, e coberturas variáveis de solos Unidade Geológica Grupo Alto Paraguai (Formação Araras) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Mármore Bege Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 165 Classificação Petrográfica Dolomito oolítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.605 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 1,78 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,3*/136,7** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 2,90 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 4,61 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 19,34 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 355/10 Usos Recomendados Porosidade e absorção d’água elevadas. Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Sensibilidade a produtos ácidos. Uso recomendado para áreas sociais de ambientes internos, tampos (exceto de pias de cozinha) e peças decorativas Crema Brasil * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 166 MT-17 Prata da Amazônia Localização Linha 7 a 12km da cidade de Rondolândia. Sítio Gramazon Coord. Geográficas: 10º53’37”S 61º26’37”O Coord. UTM/ZONA: 670116 8795343/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular de matriz grossa, e cor cinza a prateado. São comuns encraves centimétricos a decimétricos preto-esverdeados Modo de Ocorrência Maciço rochoso com dimensões quilométricas Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 167 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.680 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 169,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,57 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,33 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,32 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 265/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à flexão. Baixa absorção d’água. Observar coeficiente de segurança (4), espessuras mínimas e integridade das peças em pisos elevados e fachadas ventiladas Prata da Amazônia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 168 MT-18 Café da Amazônia Localização Fazenda do Curió/Paraíso, Linha 70 Coord. Geográficas: 10º15’58”S 61º29’13”O Coord. UTM/ZONA: 665698 8864754/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular, de matriz grossa e cor marrom-claro Modo de Ocorrência Campos de matacões em relevo colinoso e de pequenas serras Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 169 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.688 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,19 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 177,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,51 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 9,52 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsávelpelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 264/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras mínimas requeridas em pisos flutuantes e, sobretudo, fachadas ventiladas Café da Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Pará CPRM - Serviço Geológico do Brasil 172 PA-1 Vermelho Tucuruí Localização Entroncamento de dois ramais que saem para sul, próximos um ao Coord. Geográficas: 03º57’04”S 50º23’32”O outro, aproximadamente a 60km de Novo Repartimento, sentido Pacajás, Coord. UTM/ZONA: 567486 9563261/22Sna Transamazônica. O entroncamento dista 9,2km da rodovia Descrição Macroscópica Granitóide levemente gnáissico, avermelhado, de granulação predominante média a grossa Modo de Ocorrência Grandes matacões, aflorantes e semi-enterrados, presentes em alto de região com relevo ondulado de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 173 Classificação Petrográfica Gnaisse monzogranítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,10 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 179,5*/174,6** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,46 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,27 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 17,4* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 303/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água. Bons índices de resistência à flexão, compressão e abrasão. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Vermelho Tucuruí * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 174 PA-2 Urucum Localização Ponto à esquerda do ramal 249, distante 12,4km da Transamazônica, Coord. Geográficas: 03º40’03”S 50º49’09”O no ramal 239 norte Coord. UTM/ZONA: 520075 9594633/22S Descrição Macroscópica Granitóide gnáissico com matriz cinzenta, de granulação média e níveis centimétricos avermelhados de feldspato potássico Modo de Ocorrência Lajedos e matacões métricos a decamétricos, dispostos no alto e na meia encosta de morraria alongada no sentido leste-oeste Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 175 Classificação Petrográfica Monzogranito gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.675 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,05 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 179,8*/180,6** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,38 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,14 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 21,72* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 304/10 Usos Recomendados Material com ótimos indicadores físico-mecânicos. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Urucum * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 176 PA-3 Pacajás Localização Ponto à esquerda do ramal 249, distante 8,8km da Transamazônica, no Coord. Geográficas: 03º41’39”S 50º49’30”O ramal 239 norte Coord. UTM/ZONA: 519440 9591678/22S Descrição Macroscópica Granitóide inequigranular de granulação predominante grossa, matriz acinzentada e cristais róseos de feldspato potássico Modo de Ocorrência Matacões métricos, no alto e na encosta de morraria alongada de leste a oeste, presente em terreno de baixa a média amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 177 Classificação Petrográfica Granodiorito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.672 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,08 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 187,2*/168,7** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,52 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,34* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 305/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência para pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas Pacajás * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 178 PA-4 Sucupira Localização Ponto à esquerda da Transamazônica, na altura do km 16,9 a partir de Coord. Geográficas: 03º47’01”S 50º47’55”O Pacajás, sentido Anapu Coord. UTM/ZONA: 522373 9581797/22S Descrição Macroscópica Granitóide de granulação fina, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado Modo de Ocorrência Paredão rochoso em corte da rodovia, na sequência de exposições da mesma rocha, com pequenas variações, vistas desse ponto até próximo ao ramal 249 norte Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 179 Classificação Petrográfica Monzogranito gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.640 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,03 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 208,0*/231,3** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,52 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,08 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 21,29* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 306/10 Usos Recomendados Baixíssima absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Material adequado para áreas de molhamento frequente Sucupira * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 180 PA-5 Jequitibá Localização Ponto à esquerda da Transamazônica, na altura do km 14,9 a partir de Coord. Geográficas: 03º47’26”S 50º46’19”O Pacajás, sentido Anapu Coord. UTM/ZONA: 525332 9581014/22S Descrição Macroscópica Granitóide de granulação média, isótropo a levemente orientado, e cor róseo a amarronzado Modo de Ocorrência Paredão rochoso em corte da rodovia Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 181 xxxxxxx Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.634 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 184,9*/142,8** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão- Amsler (1.000m) 0,47 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,31 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 19,75 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 307/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas de especificação para usos diversos Jequitibá * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 182 PA-6 Kayapó Localização Ramal Morada Nova, km 15,8, sentido norte da Transamazônica. Lado Coord. Geográficas: 03º50’58”S 50º17’01”O direito da vicinal, a partir da Rodovia. Esse ramal dista cerca de 32km Coord. UTM/ZONA: 579525 9574483/22Sde Pacajás, no trecho entre aquela cidade e Novo Empreendimento Descrição Macroscópica Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de matriz cinza e cristais avermelhados de feldspato potássico Modo de Ocorrência Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região formada por terrenos ondulados de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 183 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.712 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 154,6*/131,2** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,7 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,13 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 308/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (6); e espessuras mínimas exigidas para pisos flutuantes e fachadas ventiladas Kayapó * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 184 PA-7 Vermelho Arapari Localização Ramal Morada Nova, sentido norte da Transamazônica, km 15. Lado Coord. Geográficas: 03º51’01”S 50º17’15”O direito da vicinal, vindo-se da Rodovia. Esse ramal dista cerca de 32km Coord. UTM/ZONA: 579120 9574384/22Sde Pacajás, no trecho Novo Empreendimento-Pacajás Descrição Macroscópica Granitóide equigranular a inequigranular, isótropo, granulação média a grossa, de cor avermelhado predominante Modo de Ocorrência Matacões e lajedos, que se estendem por bom trecho da estrada de acesso, nas cercanias do ponto destacado. Região formada por terrenos ondulados de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 185 Classificação Petrográfica Biotita monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.652 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 156,5 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,6 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,53 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,68 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 309/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas de especificação. Observar coeficiente de segurança (3); e espessuras mínimas exigidas para pisos flutuantes e fachadas ventiladas Vermelho Arapari CPRM - Serviço Geológico do Brasil 186 PA-8 Carmim Pará Localização Vicinal 258, ao norte da Transamazônica, km 5,7 Coord. Geográficas: 03º51’17”S 50º23’27”O Coord. UTM/ZONA: 567624 9573921/22S Descrição Macroscópica Granitóide avermelhado mesocrático, isótropo, de granulação média a grossa Modo de Ocorrência Lajedos e matacões no alto e na meia encosta de terreno ondulado de baixa amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Arapari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 187 Classificação Petrográfica Gnaisse monzogranítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.675 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,09 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 132,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,25 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,95 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 310/10 Usos Recomendados Observar coeficiente de segurança (6) exigido para especificação de pisos flutuantes e fachadas, sobretudo ventiladas. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Carmim Pará CPRM - Serviço Geológico do Brasil 188 PA-9 Cinza Novo Mundo Localização PA-108, Fazenda das Pedras Coord. Geográficas: 01º50’02”S 46º40’55”O Coord. UTM/ZONA: 312915 9797220/22S Descrição Macroscópica Granitóide a duas micas, equigranular fino a médio, de cor esbranquiçada Modo de Ocorrência Lajedos e matacões métricos a decamétricos em área de relevo de pouca amplitude Unidade Geológica Granito Japiim Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza claro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 189 Classificação Petrográfica Muscovita monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.653 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,14 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 130,1 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,75 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,36 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,55 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 314/10 Usos Recomendados Moderada resistência à flexão e abrasão. Material desaconselhado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar espessuras exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Cinza Novo Mundo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 190 PA-10 Ocre Bacajá Localização Sítio Kimura - vicinal entre Cachoeira do Piriá e vila Faveiro Coord. Geográficas: 01º59’17”S 46º34’21”O Coord. UTM/ZONA: 325110 9780161/23S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular médio, róseo Modo de Ocorrência Lajedos e matacões métricos em área de relevo de pouca amplitude Unidade Geológica Granito Japiim Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 191 Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.656 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,18 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,0*/198,8** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,2mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,49 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão *18,62 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 315/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Ocre Bacajá * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 192 PA-11 Carmim da Amazônia Localização Estrada vicinal na Fazenda Independência, região do Rio Cristalino, Coord. Geográficas: 09º23’36”S 55º47’21”O cerca de 80 km ao norte de Alta Floresta, após o rio Teles Pires Coord. UTM/ZONA: 632955 8961421/21S Descrição Macroscópica Metassiltito vermelho bandado, com intercalações milimétricas a centimétricas cinza-esbranquiçadas Modo de Ocorrência Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituem serra alongada, com dezenas de quilômetros de comprimento Unidade Geológica Grupo Beneficente Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 193 Classificação Petrográfica Metaargilito ferruginoso / Metaquartzoarenito calcítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.659 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 178,2*/218,9** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 36,61** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 293/10 Usos Recomendados Observar coeficiente de segurança exigido (6) em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Possível sensibilidade a produtos químicos agressivos (ácidos) Carmim da Amazônia * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 194 PA-12 Camaiurá Localização Estrada vicinal na Fazenda Independência, região do Rio Cristalino, Coord. Geográficas: 09º23’36”S 55º47’21”O cerca de 80 km ao norte de Alta Floresta, após o rio Teles Pires Coord. UTM/ZONA: 632955 8961421/21S Descrição Macroscópica Metassiltito verde bandado, constituído de níveis centimétricos com diferentes tons esverdeados Modo de Ocorrência Lajedos e matacões tabulares, pouco fraturados, e bandamento com mergulho de alto grau. Constituem serra alongada, com dezenas de quilômetros de comprimento Unidade Geológica Grupo Beneficente Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 195 Classificação Petrográfica Metamarga Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.888 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,38 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 192,7*/154,9** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,47 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,4 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 1,10 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 25,47** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 294/10 Usos Recomendados Material adequado para ambientes internos, sem molhamento frequente e não sujeitos a umidade ascendente do em boço ou contrapiso. Utilizar argamassas colantes de assentamento. Possível sensibilidade a produtos químicos Camaiurá * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 196 Localização Estado do Pará Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Conglomerado Marrom Mina Dados do Produtor Empresa: Brilasa Telefone: (91) 3210-8800 Fax: (91) 3249-5399 PA-13 Paládio Paládio Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 197 Localização Sul do Pará Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Metabasalto Verde Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 PA-14 Vitória Régia Vitória Régia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Rondônia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 200 RO-1 Blue Star Localização RO -133, 2km ao sul do 5º BEC-Batalhão de Engenharia Civil do Coord. Geográficas: 9º41’14”S 62º12’01”O Exército Coord. UTM/ZONA: 587741 8929080/20S Descrição Macroscópica Charnockito verde com cristais de quartzo azul com até 2 cm Modo de Ocorrência Maciço rochoso em relevo pouco ondulado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 201 Classificação Petrográfica Charnockito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.694 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,24 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 112,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,86 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,2 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,64 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 9,96 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 258/10 Usos Recomendados Valores limite de resistência à flexão, compressão e abrasão. Material desaconselhado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (6) e espessuras mínimas exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Blue Star CPRM - Serviço Geológico do Brasil 202 RO-2 Amazon Star Localização Linha 115, MC3, 2km ao norte do 5º BEC-Batalhão de Engenharia Civil Coord. Geográficas: 9º39’48”S 62º11’48”O do Exército Coord. UTM/ZONA: 588125 8931717/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor vermelho azulado Modo de Ocorrência Campos de matacões, em relevo de morros com altura média de 70 metros Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 203 Amazon Star Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.681 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 142,5 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,73 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 7,37 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 259/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à abrasão para pisos de alto tráfego. Material desaconselhado em pisos flutuantes e fachadasventiladas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 204 RO-3 Vulcano Amazônia Localização Linha J09 gleba 4, 28km ao norte de Machadinho d´Oeste Coord. Geográficas: 09º12’27”S 61º59’56”O Coord. UTM/ZONA: 609964 8982066/20S Descrição Macroscópica Rocha brechóide cinza-escuro a preto Modo de Ocorrência Campo de matacões métricos Unidade Geológica Suite Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Cinza escuro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 205 Vulcano Amazônia Classificação Petrográfica Brecha calciossilicática Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.808 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 229,5 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,2 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,33 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,43 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 252/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos CPRM - Serviço Geológico do Brasil 206 RO-4 Amazon Lilás Localização Sítio do Sr. Cici, km 23. Acesso a linha da Canela. Entrada em frente à Coord.Geográficas:11º23’27”S 60º54’11”O igreja adventista Coord. UTM/ZONA: 728826 8739983/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular, de granulação média e cor vermelho claro Modo de Ocorrência Lajedos associados a extenso campo de matacões. Relevo bastante saliente em relação à média da área, que possui elevações da ordem de 80 a 100 metros Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rio Pardo Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa Jazida Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 207 Amazon Lilás Classificação Petrográfica Sienogranito gnáissico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.624 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,26 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 180,1 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,2 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,69 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 10,23 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 247/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à flexão. Observar dimensões exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Avaliar espaçamento dos rejuntes em áreas externas. Preferência para argamassas colantes flexíveis CPRM - Serviço Geológico do Brasil 208 RO-5 Verde Rondônia Localização BR-364, na entrada da cidade de Ouro Preto d´Oeste. Coord. Geográficas: 10º42’30”S 62º15’21”O Coord. UTM/ZONA: 581382 8816167/20S Descrição Macroscópica Charnockito equigranular, de granulação grossa, verde escuro Modo de Ocorrência Maciço rochoso e campo de matacões distribuídos na direção norte/sul, em relevo ondulado com desníveis médios em torno de 70 m Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 209 Verde Rondônia Classificação Petrográfica Charnockito com granada Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.806 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,7*/190,6** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 7,73*/12,39** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 253/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água. Material não recomendado para pisos flutuantes, fachadas ventiladas e com superfície polida em pisos de alto tráfego * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 210 RO-6 Marrom Cacoal Localização Linha 5. Acesso que liga de Cacoal a Ministro Andreazza, km 6 Coord. Geográficas: 11º23’22”S 61º31’04”O Coord. UTM/ZONA: 661724 8740544/20S Descrição Macroscópica Sienogranito porfiróide com cristais avermelhados de feldspato e quartzo azul Modo de Ocorrência Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 211 Marrom Cacoal Classificação Petrográfica Biotita sienogranito porfirítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.695 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,19 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 141,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,58 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,50 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,82 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 249/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (6); e dimensões exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 212 RO-7 Cinza Real Localização Linha 5. Acesso que liga de Cacoal a Ministro Andreazza, km 15 Coord. Geográficas: 11º18’43”S 61º31’01”O Coord. UTM/ZONA: 661847 8749120/20S Descrição Macroscópica Sienogranito de matriz grossa a muito grossa, de cor acinzentada, com megacristais ovalados de feldspato potássico, rapakivitico Modo de Ocorrência Maciço rochoso e campos de matacões métricos esparsos Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 213 Cinza Real Classificação Petrográfica Sienogranito porfirítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.689 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,1 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,74 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,7 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,44 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 6,84 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 250/10 Usos Recomendados Material desaconselhável para pisos flutuantes, fachadas ventiladas e pisos polidos em áreas de alto tráfego. Uso geral adequado em pisos e paredes convencionais, internos e externos CPRM - Serviço Geológico do Brasil 214 RO-8 Marrom Castor Localização Sitio Pedra Preta, linha 7km a 12km da cidade de Cacoal, sentido Coord.Geográficas:11º19’53”S 61º26’50”O Cacoal – Ministro Andreaza Coord. UTM/ZONA: 669463 8746927/20S Descrição Macroscópica Sienogranito fino a médio equigranular, begea marrom escuro Modo de Ocorrência Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 215 Marrom Castor Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.629 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,0 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,66 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,1 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,42 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 8,94 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 261/10 Usos Recomendados Pouco recomendado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Adequado para áreas de molhamento frequente, inclusive pisos e balcões de cozinha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 216 RO-9 Castor Imperial Localização Sitio Pedra Preta, linha 7 a 12km da cidade de Cacoal, sentido Coord.Geográficas:11º19’53”S 61º26’50”O Cacoal – Ministro Andreaza Coord. UTM/ZONA: 669463 8746927/20S Descrição Macroscópica Sienogranito fino a médio equigranular, bege a marrom escuro Modo de Ocorrência Maciços associados a matacões esparsos, em relevo levemente ondulado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 217 Castor Imperial Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.631 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 162,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,60 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 4,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,22 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 262/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e moderada resistência à abrasão. Valor limite de resistência à flexão. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras mínimas exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 218 RO-10 Preto Solimões Localização Linha 101, a 29 km de Jí-Paraná. Acesso pela BR-364, km 365 Coord.Geográficas:10º44’12”S 62º06’54”O Coord. UTM/ZONA: 596781 8812984/20S Descrição Macroscópica Ortognaisse sienogranítico. Possui trama foliada e estiramento dos feldspatos. Localmente apresentam textura tipo augen Modo de Ocorrência Maciços com dimensões aflorantes a sub-aflorantes hectamétricas, com menos de 100 metros de altura, que se destacam em relevo regional aplainado Unidade Geológica Complexo Jamari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 219 Preto Solimões Classificação Petrográfica Biotita hornblenda gnaisse Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.705 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,20 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 156,4*/163,5** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,01 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,5 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,54 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 16,62*/19,91** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 260/10 Usos Recomendados Não adequado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Aumentar espaçamento dos rejuntes e utilizar arga massas colantes em áreas externas. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 220 RO-11 Amazon Flower Localização Sítio Florestal, linha 6. Distante 9km da cidade de Ministro Andreazza Coord.Geográficas:11º09’41”S 61º27’31”O Coord. UTM/ZONA: 668303 8765743/20S Descrição Macroscópica Sienogranito porfiróide marron-azulado, matriz média a grossa Modo de Ocorrência Expressiva ocorrência de matacões métricos e lajedos, estes quase sempre cobertos por espessuras de solo inferiores a 3 metros Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom-azulado Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 221 Amazon Flower Classificação Petrográfica Sienogranito porfirítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.673 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 170,5 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,64 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,41 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,12 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 266/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e boa resistência à compressão. Pouco recomendado para pisos de alto tráfego com superfície polida. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos CPRM - Serviço Geológico do Brasil 222 RO-12 Estrela do Norte Localização Sítio Esperança. A partir de Ministro Andreaza acesso pela linha 5, e em Coord. Geográficas: 11º05’07”S 61º36’47”O seguida linha 3 e linha 114. Coord. UTM/ZONA: 651479 8774244/20S Descrição Macroscópica Riolito com pórfiros de até 1,5cm de feldspato potássico e mais raramente de plagioclásio, de cor cinza escuro, por vezes esverdeada (epidotização) Modo de Ocorrência Maciços rochosos associados a campo de matacões, em paisagem de morros e pequenas serras Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Providência Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza escuro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 223 Estrela do Norte Classificação Petrográfica Quartzo traquito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.691 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 234,0 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,36 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,59 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 23,69 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 255/10 Usos Recomendados Alta resistência à flexão e compressão. Baixa absorção d’água e boa resistência ao desgaste abrasivo. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos, em áreas internase externas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 224 RO-13 Alto Alegre Localização Sítio Alto Alegre. Acesso Rolim de Moura – Santa Luzia, km 13. Coord. Geográficas: 11º50’50”S 61º46’44”O Margem esquerda da estrada Coord. UTM/ZONA: 632999 8690062/20S Descrição Macroscópica Monzogranito equigranular, de granulação média e cor rosa claro a cinza rosado Modo de Ocorrência Campo de matacões esparsos e maciços rochosos, em relevo ondulado de baixa a média amplitude Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rio Pardo Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 225 Alto Alegre Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.650 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,30 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 131,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,72 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 3,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,81 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 10,6 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 248/10 Usos Recomendados Valores limite de absorção d’água, flexão, compressão e abrasão. Material mais adequado para ambientes internos. Recomenda-se utilização de argamassas colantes de fixação e rejuntamento em áreas de molhamento frequente CPRM - Serviço Geológico do Brasil 226 RO-14 Pororoca Localização Linha 10, a 10km da cidade de Seringueira Coord. Geográficas: 11º41’50”S 63º08’04”O Coord. UTM/ZONA: 485334 8706927/20S Descrição Macroscópica Rocha calciossilicática foliada e deformada. Observa-se alternância rítmica de níveis centimétricos verdes e branco- acinzentados Modo de Ocorrência Maciços associados a matacões métricos em serra com direção nordeste e altura média de 60 a 80 metros Unidade Geológica Formação Migrantinópolis Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 227 Pororoca Classificação Petrográfica Rocha calciossilicática Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.966 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,13 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 213,6*/230,9** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,60 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,38 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 14,44* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 251/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água. Adequado para áreas de molhamento frequente e pouco recomendado para pisos com superfície polida em áreas de alto tráfego * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 228 RO-15 Forest Green Localização BR-364. Entrada para Rio Crespo, 1km à direita Coord.Geográficas:09º42’31”S 63º06’15”O Coord. UTM/ZONA: 488563 8926805/20S Descrição Macroscópica Sienogranito equigranular de matriz grossa e cor verde Modo de Ocorrência Maciço com área aflorante de 150m x 150m, que se destaca em relevo relativamente plano Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 229 Forest Green Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.655 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,08 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 157,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,1 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 8,33 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 257/10 Usos Recomendados Valor limite de resistência à flexão. Material pouco adequado para pisos flutuantes e fachadas ventiladas. Recomendado para áreas de molhamento frequente e/ou umidade ascendente CPRM - Serviço Geológico do Brasil 230 RO-16 Bordô Madeira Localização Pedreira do 5º BEC – Batalhão de Engenharia do Exército, no Maciço Coord. Geográficas: 08º49’37”S 63º57’45”O São Carlos. BR 364, próximo à Porto Velho. Saída à esquerda (sentido Coord. UTM/ZONA: 394165 9024153/20SRio Branco) Descrição Macroscópica Granitóide equigranular fino de cor vermelho a rosa Modo de Ocorrência Maciço em relevo tipo meia-laranja Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Marrom Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 231 Bordô Madeira Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.627 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 208,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,42 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,17 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 21,33 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 256/10 Usos Recomendados Material com baixa porosidade e grande resistência físico-mecânica. Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos CPRM - Serviço Geológico do Brasil 232 RO-17 Sonho Jamari Localização RO-464, acesso Jaru-Teobroma, km 6,8 Coord. Geográficas: 10º22’03”S 62º28’35”O Coord. UTM/ZONA: 557318 8853912/20S Descrição Macroscópica Granada gnaisse porfiroblástico, de cor cinza Modo de Ocorrência Campo de matacões métricos em relevo ondulado Unidade Geológica Complexo Jamari Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 233 Sonho Jamari Classificação Petrográfica Biotita-granada gnaisse Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.752 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 162,8*/122,0** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,12 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,34 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,28*/19,43** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 254/10 Usos Recomendados Baixa resistência à abrasão e baixa absorção d’água. Material adequado para áreas de molhamento frequente e não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (7); e espessuras exigidas em pisos flutuantes e fachadas ventiladas * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 234 RO-18 Pérola Branca Amazônia Localização Linha 90, travessão B-20. Localizado a 12kmda BR 364 Coord.Geográficas:09º39’52”S 63º19’57”O Coord. UTM/ZONA: 463509 8931682/20S Descrição Macroscópica Albita granito equigranular de matriz fina e cor branco a levemente rosado Modo de Ocorrência Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa claro Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 235 Pérola Branca Amazônia Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.620 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,26 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,83 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,68 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 12,78 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 263/10 Usos Recomendados Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras restrições para uso em revestimentos, em áreas internas e externas CPRM - Serviço Geológico do Brasil 236 RO-19 Pérola Rosa Amazônia Localização Linha 90, travessão B-20. Localizado a 12km da BR-364 Coord.Geográficas:09º39’52”S 63º19’57”O Coord. UTM/ZONA: 463509 8931682/20S Descrição Macroscópica Albita granito equigranular de matriz fina, de cor rosa a levemente esbranquiçado Modo de Ocorrência Maciço com área aproximada de 2km x 0,3km que se salienta em relevo plano com pequenas serras isoladas Unidade Geológica Suíte Intrusiva Rondônia (Younger granites) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa claro Mina Dados do Produtor Empresa: Granitos da Amazonia - Gramazon Telefone: (69) 3411-5000 Fax: (69) 3411-5027 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 237 Pérola Rosa Amazônia Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.631 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,30 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 161,0 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,79 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 10,81 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 267/10 Usos Recomendados Valores limite de absorção d’água e resistência à flexão e abrasão. Material não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras mínimas exigidas para especificação em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Roraima CPRM - Serviço Geológico do Brasil 240 RR-1 Bege Mucajaí Localização Pedreira do Zezinho, vicinal do Roxinho, com entrada em torno de Coord. Geográficas: 2º22’32”N 61º07’32”O 25km a oeste da BR-174 Coord. UTM/ZONA: 708426 0262705/20N Descrição Macroscópica Hornblenda monzogranito porfirítico (megacristais ovóides), foliado, de cor cinza a creme Modo de Ocorrência Pedreira de pequeno porte localizada em sopé de morro Unidade Geológica Suíte Intrusiva Mucajaí Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza rosado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 241 Classificação Petrográfica Biotita gnaisse monzogranítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.644 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,23 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 172,3*/160,9** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,89 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 8,75* MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 073/10 Usos Recomendados Valores limite de resistência à abrasão e flexão. Material adequado para uso geral, em revestimento de paredes e pisos convencionais Bege Mucajaí * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 242 RR-2 Alecrim Localização Vicinal 13 de Rorainópolis, a cerca de 3km da BR-174 no rumo oeste, Coord. Geográficas: 0º44’42”N 60º29’03”O lado sul da vicinal Coord. UTM/ZONA: 780031 0082430/20N Descrição Macroscópica Biotita leucomonzogranito esbranquiçado, com tonalidade amarelada Modo de Ocorrência Matacões, métricos a decamétricos, e lajedos em extensa região aplainada Unidade Geológica Granito Igarapé Azul Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa-claro Mina Dados do Produtor Empresa: J.M. de Freitas Mineração e Meio Ambiente Telefone: (95) 9971-6476 Fax: (95) 9971-6476 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 243 Classificação Petrográfica Biotita monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.616 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,37 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 145,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,59 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,96 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 14,46 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 074/10 Usos Recomendados Valor limite de absorção d’água. Índice elevado de porosidade aparente. Recomenda-se impermeabilização do sistema rocha/argamassas. Observar coeficiente de segurança (4). Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas Alecrim CPRM - Serviço Geológico do Brasil 244 RR-3 Dama da Noite Localização Vicinal 15km à sudoeste da cidade de Iracema, a oeste da BR-174 Coord. Geográficas: 2º04’49”N 61º08’53”O Coord. UTM/ZONA: 705974 0230067/20N Descrição Macroscópica Mangerito esverdeado escuro , de granulação média a grossa, portador de quartzo azul Modo de Ocorrência Blocos e campos de matacões com dimensões variadas Unidade Geológica Suíte Intrusiva Serra da Prata Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde-azulado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 245 Classificação Petrográfica Charnokito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.723 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,06 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 174,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,77 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,16 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,4 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 163/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e baixo coeficiente de dilatação térmica. Valor limite de abrasão para pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos Dama da Noite CPRM - Serviço Geológico do Brasil 246RR-4 Amarelo Mucajaí Localização Imediações do km 67 da estrada do Apiaú, Município de Mucajaí Coord. Geográficas: 2º19’30”N 61º25’28”O Coord. UTM/ZONA: 675199 0282636/20N Descrição Macroscópica Sienogranito, de granulação grossa, textura rapakivi e megacristais ovalados de feldspato. Cor cinza amarelado Modo de Ocorrência Lajedo em encosta suave de morro tipo meia-laranja, com cerca de 40 metros de altura. Maciço rochoso bastante homogêneo e pouco fraturado Unidade Geológica Suíte Intrusiva Mucajaí Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza amarelado Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 247 Classificação Petrográfica Arfvedsonita sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.690 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 127,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,91 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 21,7 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec Boletim de Análise 29/08 Usos Recomendados Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos Amarelo Mucajaí CPRM - Serviço Geológico do Brasil 248 RR-5 Amêndoa Floresta Localização Próximo a Serra da Lua, cerca de 55km ao sul da cidade de Boa Vista, Coord. Geográficas: 2º19’26”N 60º41’21”O Município do Cantá Coord. UTM/ZONA: 756998 0257071/20N Descrição Macroscópica Gnaisse charnockítico, com granulação grossa , foliado, de cor esverdeada Modo de Ocorrência Afloramento de blocos e matacões de rocha proxima à estrada Unidade Geológica Suite Metamórfica Rio Urubu Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 249 Classificação Petrográfica Gnaisse charnockítico Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.680 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 143,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,80 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 16,3 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec Boletim de Análise 26/08 Usos Recomendados Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos Amêndoa Floresta CPRM - Serviço Geológico do Brasil 250 RR-6 Verde Amazônia Localização Sítio São Francisco, Município de Iracema Coord. Geográficas: 2º13’52”N 61º26’45”O Coord. UTM/ZONA: 672830 0246697/20N Descrição Macroscópica Charnockito equigranular, granulação grossa e cor verde Modo de Ocorrência Lajedo pouco fraturado em encosta de morro tipo pão-de-açúcar, com 30m de altura e flancos íngremes Unidade Geológica Suíte Serra da Prata Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 251 Classificação Petrográfica Charnockito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.800 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,15 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 108,2 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,04 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,43 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,1 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec Boletim de Análise 21/08 Usos Recomendados Valores limite de resistência à flexão e compressão. Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Adequar espessuras em pisos flutuantes e fachadas ventiladas, observando coeficiente de segurança exigido (6) Verde Amazônia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 252 RR-7 Azul da Amazônia Localização Aproximadamente 50km a oeste da cidade de Iracema. Acesso pela Coord. Geográficas: 2º10’16”N 61º29’21”O vicinal do Roxinho Coord. UTM/ZONA: 668017 0240058/20N Descrição Macroscópica Anortosito equigranular, matriz com granulação grossa, e cor cinza esverdeado Modo de Ocorrência Afloramento rochoso pouco fraturado, parcialmente encoberto por solo e vegetação Unidade Geológica Anortosito Repartimento Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza escuro esverdeado Mina Dados do Produtor Empresa: J.M. de Freitas Mineração e Meio Ambiente LTDA Telefone: (95) 9971-6476 Fax: (95) 3627-9298 Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 253 Classificação Petrográfica Anortosito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.760 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,07 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 131,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,99 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,21 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 14,8 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec Boletim de Análise 55/08 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e porosidade aparente. Valor limite de resistência à compressão para fachadas aeradas e convencionais. Material inadequado para pisos polidos em ambientes de alto tráfego, e recomendado para áreas de molhamento frequente. Azul da Amazônia CPRM - Serviço Geológico do Brasil 254 RR-8 Aprazível Roraima Localização Afloramento em antiga pedreira próxima à ponte do rio Cambaru Coord. Geográficas: 4º13’55”N 60º30’15”O Coord. UTM/ZONA: 777058 0468210/20N Descrição Macroscópica Leucomonzogranito cataclástico, de granulação média a grossa, e cor creme a esbranquiçada Modo de Ocorrência Extenso lajedo Unidade Geológica Suíte Intrusiva Saracura Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Rosa claro Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 255 Classificação Petrográfica Monzogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.616 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 202,7 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,67 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 7,0 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,57 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 24,1 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 164/10 Usos Recomendados Sem restrições tecnológicas para uso em revestimentos Aprazível Roraima CPRM - Serviço Geológico do Brasil 256 RR-9 Dourado Amazônia Localização Fazenda Teso Alto, cerca de 35km a nordeste da Vila Vilhena, Municí- Coord. Geográficas: 2º29’03”N 59º59’48”O pio de Bonfim Coord. UTM/ZONA: 834037 0274956/20N Descrição Macroscópica Biotita granodiorito equigranular, matriz grossa e cor cinzenta a amarelado Modo de Ocorrência Lajedos pouco fraturados em morros de baixa amplitude, em encostas suaves com escassa cobertura vegetal Unidade Geológica Suite Metamórfica Rio Urubu Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza-amarelado Não explorada Atlas de RochasOrnamentais da Amazônia 257 Classificação Petrográfica Biotita granodiorito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.720 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,25 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 149,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,30 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,69 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 18,0 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará-Nutec Boletim de Análise 23/08 Usos Recomendados Baixa resistência ao desgaste abrasivo. Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras restrições tecnológicas para uso em revestimentos Dourado Amazônia Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Tocantins CPRM - Serviço Geológico do Brasil 260 TO-1 Salmão Paraíso Localização Cerca de 22km da cidade Paraíso do Tocantins, sentido Cristalândia Coord. Geográficas: 10º21’45”S 48º55’16”O Coord. UTM/ZONA: 727617 8853756/22S Descrição Macroscópica Granitóide com granulação média a grossa e cor avermelhada Modo de Ocorrência Grandes paredões rochosos, com aproximadamente 30 metros de altura Unidade Geológica Suíte Serrote Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Vermelho Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 261 Classificação Petrográfica Sienogranito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.606 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,39 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 160,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,78 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 1,02 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 11,24 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 219/10 Usos Recomendados Material adequado para uso geral, em pisos e paredes convencionais de ambientes internos, sem molhamento frequente. Observar coeficiente de segurança (4); e espessuras exigidas em pisos flutuantes e, sobretudo, fachadas ventiladas. Preferir argamassas colantes Salmão Paraíso CPRM - Serviço Geológico do Brasil 262 TO-2 Estrela Tocantins Localização Próximo a 16km da cidade de Silvanópolis, sentido Brejinho de Nazaré Coord. Geográficas: 11º03’14”S 48º17’19”O Coord. UTM/ZONA: 796258 8776703/22S Descrição Macroscópica Gabro preto com matriz de granulação fina e pórfiros radiais de feldpastos. Textura tipo snow flake Modo de Ocorrência Grande extensão de paredões rochosos com, aproximadamente, 50m de altura, em média Unidade Geológica Suíte Carreira Comprida Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Preto Mina Paralisada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 263 Classificação Petrográfica Meta gabro Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.954 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,04 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 200,4 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,56 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,11 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 23,98 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 220/10 Usos Recomendados Baixa absorção d’água e baixa porosidade aparente. Alta resistência à compressão e flexão. Boa resistência à abrasão. Recomendado para áreas de molhamento frequente e/ou umidade ascendente Estrela Tocantins CPRM - Serviço Geológico do Brasil 264 TO-3 Tamba Tajá Localização Cerca de 15km da cidade de Jaú do Tocantins, sentido Palmeirópolis Coord. Geográficas: 12º43’01”S 48º27’56”O Coord. UTM/ZONA: 775228 8592835/22S Descrição Macroscópica Calciossilicática heterogênea de cor predominante verde, portadora de veios Modo de Ocorrência Grande extensão de afloramento, na forma de paredões rochosos com aproximadamente 100 metros de altura Unidade Geológica Grupo Serra da Mesa Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Rocha silicática Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 265 Classificação Petrográfica Rocha calciossilicática Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.831 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,24 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 140,7*/124,4** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 1,64 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,9 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,67 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 3,95*/9,76** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 221/10 Usos Recomendados Material mais adequado para peças decorativas, tampos e revestimento convencional de pisos e paredes. Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego, pisos flutuantes e fachadas ventiladas Tamba Tajá * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 266 TO-4 Folha Imperial Localização Próximo a 25km da cidade de Jaú do Tocantins, sentido Palmeirópolis Coord. Geográficas: 12º48’56”S 48º26’37”O Coord. UTM/ZONA: 777512 8581876/22S Descrição Macroscópica Pegmatito quartzo feldspático, de cor branco acinzentado Modo de Ocorrência Lajedos de grande extensão Unidade Geológica Suíte Mata Azul Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Branco Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 267 Classificação Petrográfica Rocha pegmatítica Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.638 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,35 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 66,3 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,98 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 5,6 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,94 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 2,52 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 222/10 Usos Recomendados Material mais adequado para tampos, peças decorativas e pisos sociais de baixo tráfego. Recomenda-se utilização de selantes impregnantes (hidro e óleo-repelentes) na face das peças aplicadas Folha Imperial CPRM - Serviço Geológico do Brasil 268 TO-5 Azul Ipueiras Localização 2km da cidade Ipueiras Coord. Geográficas: 11º13’58”S 48º26’57”O Coord. UTM/ZONA: 778531 8757074/22S Descrição Macroscópica Granito cinza com quartzo azul, granulação média Modo de Ocorrência Extensos paredões com aproximadamente 20m de rocha aflorante Unidade Geológica Granitóides Tardi a Pós-Tectônicos (Suíte Ipueiras) Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Cinza Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 269 Classificação Petrográfica Hornblenda riodacito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.699 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,12 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 173,8 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,68 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação TérmicaLinear 6,3 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,32 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 13,54 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 217/10 Usos Recomendados Não recomendado com superfície polida em pisos de alto tráfego. Sem outras restrições para uso em revestimentos Azul Ipueiras CPRM - Serviço Geológico do Brasil 270 TO-6 Verde Nazaré Localização 12km de Brejinho de Nazaré Coord. Geográficas: 10º58’32”S 48º39’36”O Coord. UTM/ZONA: 755733 8785714/22S Descrição Macroscópica Charnockito de granulação média a grossa, e cor esverdeada a amarelada Modo de Ocorrência Lajedos e paredões rochosos Unidade Geológica Granitóides Tardi a Pós-Tectônicos Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Granito Verde Não explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 271 Classificação Petrográfica Charnockito Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.686 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,22 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 165,9 MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,84 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 6,1 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,60 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 6,84 MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 218/10 Usos Recomendados Material não recomendado para fachadas, pisos elevados e pisos polidos em ambiente de alto tráfego Verde Nazaré CPRM - Serviço Geológico do Brasil 272 TO-7 Jalapão Localização 50km de Brejinho de Nazaré, sentido Balsa do Pepi Coord. Geográficas: 11º20’49”S 48º31’59”O Coord. UTM/ZONA: 769252 8744517/22S Descrição Macroscópica Metaconglomerado polimítico, com clastos centimétricos a decamétricos, de cor cinza predominante Modo de Ocorrência Lajedo com cerca de 400m quadrados de área exposta Unidade Geológica Formação Monte do Carmo Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Conglomerado Cinza Não Explorada Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 273 Classificação Petrográfica Metaconglomerado Caracterização Tecnológica Norma Técnica Massa Específica Aparente (Densidade) 2.684 kg/m3 NBR 12.766/92 Absorção d´Água 0,14 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Compressão Uniaxial 105,1*/80,3** MPa NBR 12.767/92 Desgaste por Abrasão - Amsler (1.000m) 0,65 mm NBR 12.042/90 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear 10,8 mm/m 0C NBR 12.765/92 Porosidade Aparente 0,38 % NBR 12.766/92 Resistência Mecânica à Flexão 6,01*/19,55** MPa NBR 12.763/92 Laboratório Responsável pelos Ensaios Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT S/A Boletim de Análise 285/10 Usos Recomendados Material adequado para pisos e paredes de ambientes internos. Aumentar espaçamento dos rejuntes e utilizar arga massas flexíveis em pisos e paredes convencionais de áreas externas Jalapão * Eixo de compressão/flexão paralelo à foliação da rocha ** Eixo de compressão/flexão perpendicular à foliação da rocha CPRM - Serviço Geológico do Brasil 274 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Chert Vermelho escuro Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-8 Rosso Fiorentino Rosso Fiorentino Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 275 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Serpentinito Bordô Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-9 Moulin Rouge Moulin Rouge CPRM - Serviço Geológico do Brasil 276 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Formação Ferrífera Marrom Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-10 Oak Bamboo Oak Bamboo Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 277 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Chert bandado Amarelo Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-11 Onyx Bamboo Onyx Bamboo CPRM - Serviço Geológico do Brasil 278 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Metasilexito Amarelo Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-12 Yellow Bamboo Yellow Bamboo Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 279 Localização Norte do Tocantins Modo de Ocorrência Maciço rochoso Natureza Cor Predominante Status da Ocorrência Silexito Vermelho Mina Dados do Produtor Empresa: Corcovado Granitos Telefone: (27) 2124-4700 Fax: (27) 2124-4716 TO-13 Abissay Abissay Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Apêndice A Ensaios e Normas para Caracterização Tecnológica de Rochas Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 283 APÊNDICE A Ensaios e Normas para Caracterização Tecnológica de Rochas FATORES DE DEGRADAÇÃO DOS REVESTIMENTOS Todos os materiais sólidos utilizados em revestimentos, quer se tratem de cerâmicas, metais, vidros, papel e tecidos, quer de produtos naturais, como rochas, couros e madeiras, sofrem agressões químicas e físico-mecânicas, por vezes bastante enérgicas, em seus variados ambientes de aplicação. Essas agressões podem causar ou desencadear, até nos materiais mais resistentes como os rochosos, processos de desgaste abrasivo, perda de resistência mecânica, fissuração, manchamentos, mudanças de coloração, crostificações por eflorescência de sais, e outras patologias menos frequentes. Os principais agentes de agressão, formadores de patologias nos revestimentos, referem-se tanto a substâncias ácidas ou alcalinas, convencionalmente manuseadas nos ambientes internos (residenciais e industriais), quanto a chuvas ácidas e outras manifestações de poluição atmosférica incidentes, sobretudo, nos revestimentos externos. Dentre os agentes agressivos nos ambientes domésticos, podem-se salientar as frutas cítricas (principalmente limão), vinagre, produtos de limpeza, refrigerantes gasosos, bebidas isotônicas, cosméticos, gasolina, querosene, bebidas alcoólicas coradas (destaque para o vinho tinto), líquidos e massas com oleosidade, óleos, graxas e tintas em geral. Os impactos negativos das chuvas ácidas, provocados pelo conteúdo e ação dos ácidos carbônico (H2CO3), sulfúrico (H2SO4), nítrico (HNO3), clorídrico (HCl) e orgânicos em geral (carboxílicos), manifestam-se pela corrosão de estruturas metálicas e superfícies pintadas, bem como pela deterioração dos materiais de construção, papel, couro, tecidos e rochas. Quanto a esses últimos materiais, mais expressivamente nas rochas carbonáticas (mármores, travertinos, calcários, etc.) que nas rochas silicáticas (granitos e outros). Como noção geral de adequação aos usos mais recomendados de cada material, pode ser apontado que as rochas carbonáticas (mármores, travertinos, calcários/ limestones) e ultramáficas (serpentinitos/“mármores verdes”) são menos resistentes ao desgaste abrasivo e quimicamente mais reativas que as rochas silicáticas, exigindo pressupostos rígidos de manutenção se especificadas em fachadas, pisos e áreas de serviço. Rochas silicáticas (granitos em geral) e silicosas(quartzitos) são mais resistentes ao desgaste abrasivo e quimicamente menos reativas que as rochas carbonáticas, exigindo cuidados para prevenir o manchamento produzido por infiltrações de líquidos, sobretudo provenientes de umidade residual e excesso de água e de oleosidade nas argamassas de fixação e rejunte. Rochas síltico-argilosas (ardósias) têm resistência intermediária entre granitos e mármores, quanto ao ataque químico e abrasão, devendo-se observar as espessuras mínimas aceitáveis para pisos, o espaçamento das juntas em ambientes externos, e a correta especificação de argamassas de fixação e rejunte. CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE ROCHAS A maior parte dos problemas, observados nas obras e relatados por consumidores, poderia ser prevenida se conhecidas as características tecnológicas das rochas, a especificação de argamassas e as técnicas adequadas de fixação e rejuntamento e, em casos específicos, pela utilização de selantes na face e tardoz das placas. Amostras provenientes de setores pré-qualificados para a lavra de rochas ornamentais, que sejam representativas da frente explotável e apresentem bons resultados em testes de polimento, devem ser, portanto, submetidas a ensaios de caracterização tecnológica. Os ensaios objetivam balizar mais precisamente os campos de aplicação dos materiais, segundo os padrões normatizados exigidos pelos grandes compradores, e inseri-los como itens obrigatórios em catálogos fotográficos promocionais. Os procedimentos e padrões de avaliação dos resultados de ensaios tecnológicos são determinados por normas técnicas. Os principais conjuntos de normas, nem sempre equivalentes em suas especificações, são definidos pelas Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), American Society for Testing and Materials (ASTM), Deutsch Institut für Normung (DIN), Association Française de Normalizatio (Afnor), Asociación Española de Normalización (Aenor), British Standard (BS), Ente Nazionale Italiano di Unificazione (UNI), European Norm (EN), etc. Os seis ensaios mais importantes, designados como “índices de qualidade”, incluem análise petrográfica, definição dos índices físicos (densidade, porosidade aparente e absorção d’água), teste de desgaste Amsler, compressão uniaxial ao natural, resistência à flexão em três apoios, e coeficiente de dilatação térmica linear. Esses ensaios podem ser assim sumarizados: Petrografia Microscópica A análise petrográfica é o único método de investigação laboratorial que possibilita a visualização detalhada dos constituintes da rocha, permitindo avaliar as implicações de suas propriedades no comportamento posterior dos produtos aplicados (oxidação de minerais metálicos, escarificação de megacristais fraturados, desgaste abrasivo preferencial, estado microfissural dos cristais e outros). A fotomicrografia funciona como uma impressão digital, servindo de base para a identificação inequívoca do material analisado. CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 284 Índices Físicos - Densidade, Porosidade Aparente e Absorção d’água A porosidade aparente mostra relação direta com a resistência físico-mecânica da rocha (quanto maior a porosidade aparente, maior será o volume de espaços vazios e, possivelmente, a porosidade efetiva, que tende a tornar o material menos resistente do ponto de vista físico-mecânico). O índice de absorção d’água aponta a possibilidade de infiltração de líquidos e, portanto, do grau de alterabilidade da rocha. A massa específica aparente (densidade) permite fazer inferências sobre a resistência físico- mecânica da rocha, bem como calcular com mais precisão o peso individual das placas especificadas no projeto da edificação. Desgaste Amsler O teste Amsler permite avaliar a resistência da rocha ante a solicitação abrasiva. A resistência ao desgaste é normalmente proporcional à dureza, na escala de Mohs, dos minerais constituintes da rocha, bem como da textura e imbricamento dos minerais constituintes. Esse teste é particularmente importante para seleção de materiais destinados ao revestimento de pisos. Compressão Uniaxial Simples A tensão de ruptura, por compressão uniaxial, é indicativa da resistência da rocha ao cisalhamento, quando submetida à pressão de carga, o que normalmente ocorre em funções estruturais. Esse ensaio é exigível para todos os empregos possíveis de uma rocha de revestimento (superfícies verticais, pisos, degraus e tampos). A resistência à compressão é sugestiva da sanidade e robustez da rocha, com valores mínimos de referência adotados pela ASTM. Resistência à Tração na Flexão A avaliação da resistência à ruptura por flexão é cada vez mais importante perante as modernas técnicas de revestimento em pisos e fachadas, respectivamente de pisos elevados e fachadas aeradas. Também nas bancadas, e em diversas outras situações, a avaliação da resistência ao esforço de carga perpendicular à maior superfície da placa é fundamental para a qualificação das rochas objetivadas. Assim como no índice de compressão, a resistência à flexão é indicativa da sanidade e robustez da rocha, também com valores mínimos sugeridos pela ASTM para alguns grupos litológicos. Coeficiente de Dilatação Térmica Linear Em climas tropicais e subtropicais, como é o caso do Brasil, são elevadas as temperaturas máximas nos períodos mais quentes, o que acarreta sensível processo de dilatação das rochas, especialmente daquelas aplicadas em fachadas e revestimentos de pisos sujeitos à insolação. O coeficiente de dilatação térmica permite definir o espaçamento mínimo recomendável entre as chapas do revestimento, de forma a evitar seu contato, a compressão lateral e o imbricamento. Os coeficientes mais elevados determinam a necessidade de especificação de argamassas flexíveis, tanto de fixação quanto de rejuntamento. Outros ensaios tecnológicos, também muito relevantes, são exigidos, sobretudo para a qualificação das rochas destinadas ao mercado externo. Tais ensaios avaliam a resistência ao impacto (norma ABNT NBR 12764), a alterabilidade por imersão em líquidos reativos (norma ABNT NBR 9446) e o módulo de deformabilidade estático (norma ABNT NBR D3148), determinando ainda a resistência à ruptura por compressão após vários ciclos de congelamento e degelo das rochas (norma ABNT NBR 12769), a existência de descontinuidades por meio da velocidade de propagação de ondas ultrassônicas (norma ABNT NBR D2845) e a resistência à flexão em quatro apoios (Norma ASTM C880). As normas para especificação desses ensaios e os resultados exigíveis são apresentados na Tabela A1. Os ensaios podem ser realizados em rochas brutas e em beneficiadas. Os ensaios em rochas brutas objetivam representar as diferentes solicitações às quais a rocha estará ENSAIO UNIDADE NORMA RESULTADO EXIGÍVEL Densidade aparente seca Density kg/m³ ASTM C97 ABNT NBR 12.766 ≥ 2560 kg/m³ (granitos) Absorção de água Water Absorption % ASTM C97 ABNT NBR 12.766 ≤ 0,40% (granitos) ≤ 0,75% (mármores) Porosidade aparente Apparent Porosity % ASTM C97 ABNT NBR 12.766 sem especificação Desgaste Amsler Amsler Wear Test mm ABNT NBR 12.042 sem especificação Resistência ao impacto Impact Resistance m ABNT NBR 12.764 sem especificação Compressão uniaxial simples no estado natural Compression Breaking Load at the Natural MPa ASTM C170 ABNT NBR 12.767 ≥ 131 MPa (granitos) ≥ 52 MPa (mármores) Dilatação térmica linear Linear Thermal Expansion mm/mºC x 10 -3 ASTM E228 ABNT NBR 12.765 sem especificação Tabela A1 – Normas para especificação tecnológica de rochas para revestimento. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 285 ENSAIO UNIDADE NORMA RESULTADO EXIGÍVEL Resistência à tração na flexão Modulus of Rupture MPa ASTM C99 ABNT NBR 12.763 ≥ 10,34MPa (granitos) ≥ 7 MPa (mármores) Resistência à flexão Flexural Strength MPa ASTM C880 ≥ 8,27 MPa Módulo de deformabilidade estática Static Deformability Modulus GPa ASTM D3148 Sem especificação Velocidade de propagação de ondas ultrassônicas Ultrasonic Pulse Velocity m/s ASTM D2845 Sem especificação Alterabilidade Weatherability / Aging Sem unidade ABNT NBR 9.446 Sem especificação Abreviaturas e símbolos: kg – quilograma; m³ – metros cúbicos; % - porcentagem; mm – milímetro; m – metro; MPa – megapascal; °C – graus Celsius; GPa – gigapascal; m/s – metros por segundo; ≥ - maior ou igual; ≤ - menor ou igual. Fonte: CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009, p. 50 Tabela A1 (cont.) – Normas para especificação tecnológica de rochas para revestimento. submetida durante todo o processamento até seu uso final, quais sejam: extração, esquadrejamento de blocos, serragem de chapas, polimento e lustração de placas, recorte em ladrilhos, etc. Os ensaios em rochas beneficiadas visam à obtenção de parâmetros para dimensionamento das placas nos revestimentos de fachadas e pisos, bem como a verificação de seu comportamento após a aplicação. Ganham cada vez mais destaque os ensaios de alterabilidade ou envelhecimento acelerado, que preveem possíveis deteriorações/manchamentos decorrentes de manutenção e/ ou limpeza inadequadas. Atualmente, pela intensidade da poluição atmosférica e diversidade dos produtos de limpeza, esses testes de alterabilidade, parte dos quais são conhecidos como ensaios de envelhecimento acelerado, são considerados muito importantes quer para a caracterização de rochas brutas, quer, sobretudo, de rochas processadas. FRASCÁ (2007) designa tais ensaios como de “alteração acelerada”, observando que “o conhecimento dos mecanismos e da taxa de atuação dos agentes degradadores é muito útil para o estabelecimento de medidas preventivas e de proteção do material rochoso”, para garantir o aumento de sua vida útil. Segundo Frascá (op.cit.), os ensaios de alteração acelerada simulam situações potencialmente degradadoras, expondo a rocha a agentes intempéricos e poluentes atmosféricos em condições de laboratório. O conjunto de ensaios existentes e seus objetivos são mostrados na Tabela A2. Com base nos resultados possíveis para os principais ensaios tecnológicos convencionalmente efetuados em materiais rochosos, é apresentada, na Tabela A3, uma proposta geral de qualificação para o seu uso como revestimentos. O objetivo dessa tabela é, justamente, Tabela A2 – Ensaios de alteração acelerada e seus objetivos. ENSAIO OBJETIVO Intempéries Congelamento e degelo (EN 12371:2001 / ABNT NBR 12.769:1992) Verificação da eventual queda de resistência da rocha (por ensaios mecânicos) após 25 ciclos de congelamento e degelo Choque térmico (EN 14066:2003) Verificação da eventual queda de resistência da rocha (por ensaios mecânicos), após simulação de variações térmicas bruscas que propiciem dilatação e contração constantes Exposição a atmosferas salinas (EN 14147:2004) Simulação, em câmaras climáticas, de ambientes litorâneos ricos em sais e potencialmente degradadores, e verificação visual das modificações decorrentes Saturação e secagem Não há norma específica Simulação de intemperismo, realizada pela verificação da eventual queda de resistência mecânica da rocha, após ciclos de umedecimento em água e secagem em estufa Intemperismo artificial Não há norma específica Simulação da exposição ao intemperismo, por ciclos de umedecimento e secagem em câmaras de condensação e radiação de luz ultravioleta. Especialmente indicado para verificação de possível fotodegradação de resinas aplicadas em rochas, a serem usadas em exteriores CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 286 ENSAIO OBJETIVO Ação de Poluentes Exposição a atmosferas de dióxido de enxofre Simulação, em câmaras climáticas, de ambientes urbanos poluídos (umidade e H2SO4), potencialmente degradadores de materiais rochosos, e verificação visual das modificações decorrentes Cristalização de Sais Ação da cristalização de sais (EN 13919:2002) Imersão parcial de corpos-de-prova em soluções de natureza ácida (ácido sulfúrico) para simular a cristalização de sais (eflorescências e subeflorescências) na face polida dos ladrilhos Ação da cristalização de sais (EN 12370:1999) Consiste em número determinado de ciclos de imersão de corpos-de- prova em solução salina e secagem em estufa. Rochas porosas (arenitos, por exemplo) podem se desintegrar antes do final do ensaio. Pouco apropriado para granitos Limpeza Resistência ao ataque químico (ABNT NBR 13.819/87, Anexo H, modificado) Consiste na exposição, por tempos predeterminados, da superfície polida da rocha a alguns reagentes comumente utilizados em produtos de limpeza, para verificar a susceptibilidade da rocha ao seu uso Manchamento Resistência ao manchamento (ABNT NBR 13.819/87, Anexo G, modificado Verificação da ação deletéria de agentes manchantes selecionados, de uso cotidiano doméstico e/ou comercial, quando em contato com a rocha. Objetiva a orientação do uso da rocha como tampos de pias de cozinha ou de mesas residenciais ou de escritórios Fonte: FRASCÁ (2007), in: CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009, p. 54 evidenciar que algumas linhagens de rochas são naturalmente superiores a outras para determinados ambientes e solicitações, não do ponto de vista estético, mas sim tecnológico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIODI FILHO, C. RODRIGUES, E. de P. Guia de aplicação de rochas em revestimentos. São Paulo: Abirochas, 2009. 160 p. FRASCÁ, Maria Heloísa Barros de Oliveira. Rocha como material de construção. In: ISAIA. G. C. ed. Materiais de construção civil e princípios de ciência e engenharia de materiais. São Paulo: Ibracon, 2007. 2v. v.1, Parte III, Capítulo 15. Tabela A2 (cont.) – Ensaios de alteração acelerada e seus objetivos. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 287 Pa râ m et ro s Te cn o ló g ic o s d e R ef er ên ci a Se n ti d o C re sc en te d a Q u al id ad e A b so rç ão d ’Á g u a (% ) Po ro si d ad e A p ar en te ( % ) C oe fic ie nt e de D ila ta çã o Té rm ic a (m m x 1 0- 3 ) R es is tê n ci a ao D es g as te A m sl er (m m ) R es is tê n ci a ao Im p ac to ( m ) R es is tê n ci a à C o m p re ss ão (k g /c m ²) * R es is tê n ci a à Fl ex ão (k g /c m ²) * 3 Po n to s 4 Po n to s M ui to A lta > 3 ,0 M ui to A lta > 6 ,0 M ui to A lto > 1 2 M ui to B ai xa > 6, 0 M ui to B ai xa < 0, 30 M ui to B ai xa < 40 0 M ui to B ai xa < 6 0 M ui to B ai xa < 4 5 A lta 1, 0 - 3, 0 A lta 3, 0 - 6, 0 A lto 10 - 1 2 Ba ix a 3, 0 - 6, 0 Ba ix a 0, 30 - 0 ,5 0 Ba ix a 40 0 - 70 0 Ba ix a 60 - 1 00 Ba ix a 45 - 7 5 M éd ia 0, 4 - 1, 0 M éd ia 1, 0 - 3, 0 M éd io 8 - 10 M éd ia 1, 5 - 3, 0 M éd ia 0, 50 - 0 ,7 0 M éd ia 70 0 - 13 00 M éd ia 10 0 - 16 0 M éd ia 75 - 1 15 Ba ix a 0, 1 - 0, 4 Ba ix a 0, 5 - 1, 0 Ba ix o 6 - 8 A lta 0, 7 - 1,5 A lta 0, 70 - 0 ,9 5 A lta 13 00 - 1 80 0 A lta 16 0 - 20 0 A lta 11 5 - 15 0 M ui to B ai xa < 0 ,1 M ui to B ai xa < 0 ,5 M ui to B ai xo < 6 M ui to A lta < 0 ,7 M ui to A lta > 0 ,9 5 M ui to A lta > 1 80 0 M ui to A lta > 2 00 M ui to A lta > 1 50 Ta b el a A 3 – Pr op os ta g er al d e qu al ifi ca çã o te cn ol óg ic a da s ro ch as o rn am en ta is e p ar a re ve st im en to . (* ) 1 0 kg /c m 2 1 M Pa . F on te : C H IO D I F IL H O , R O D RI G U ES (2 00 9) , p . 5 2 =~ Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Apêndice B Referências Tecnológicas para Especificação de Rochas Ornamentais e para Revestimento Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 291 APÊNDICE B Referências Tecnológicas de Especificação de Rochas Ornamentais e para Revestimento Conforme sinalizado no Apêndice A, as rochas de revestimento podem ser especificadas por meio de ensaios de caracterização tecnológica. Os resultados permitem balizar os campos mais adequados de aplicação ou usos recomendados para cada material, de acordo com padrões normatizados ou valores de referência sugeridos em estudos especializados. Os parâmetros tecnológicos de especificação aqui adotados são apresentados, em seguida, para dois grupos distintos de materiais rochosos naturais: o das rochas silicáticas/silicosas, envolvendo granitos, quartzitos, metaconglomerados e outros (Tabelas B1 e B2); e o das rochas carbonáticas, basicamente representadas por mármores e travertinos (Tabelas B3 e B4). Utilizou-se como referência o Guia de Aplicação de Rochas em Revestimentos (CHIODI FILHO, RODRIGUES, 2009), publicado pela Abirochas. Os parâmetros tecnológicos discriminados consideram o tipo de revestimento (vertical ou horizontal), seu ambiente de aplicação (interno ou externo) e as possíveis condições de uso. Para os revestimentos horizontais, são abordados os pisos convencionais e elevados/flutuantes, subdividindo os revestimentos verticais em paredes internas, fachadas convencionais e fachadas ventiladas. Nos pisos convencionais e paredes internas, faz referência às superfícies de molhamento frequente e eventual, e discrimina, quanto aos pisos convencionais, aqueles com alto, médio e baixo tráfegos de pedestres. Tabela B1 - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em revestimentos horizontais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos. CONDIÇÕES DE USO PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1) Internos (2) Externos (2) Internos Externos Molhamento Eventual Molhamento Frequente ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≤ 1,0 ≤ 0,4 ≤ 0,4 ≤ 1,0 ≤ 0,4 DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m³) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560(≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) COEFICIENTE DE ATRITO (3) (RESISTÊNCIA AO ESCORREGAMENTO) – Norma ABNT-NBR 13818 Superfície Horizontal ≥ 0,4 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,4 ≥ 0,6 Superfície Inclinada ≥ 0,6 ≥ 0,8 ≥ 0,8 - - COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8, 27 ≥ 8, 27 ≥ 8, 27 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 DESGASTE ABRASIVO AMSLER (mm/1000 m) – Normas ABNT-NBR 12042 Baixo Tráfego ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 Médio Tráfego ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 Alto Tráfego (4) ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 ≤ 0,7 ABRASÃO SUPERFICIAL (5) – CLASSE PEI – Norma ABNT-NBR 13818 / ANEXO E Baixo Tráfego 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 Médio Tráfego 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 Alto Tráfego 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 292 RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Granitos (6) Médio Tráfego ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25 ≥ 25 RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Quartzitos (7) Médio Tráfego ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8 ≥ 8 Alto Tráfego ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 (1) Assentados ou apoiados sobre base rígida de concreto. (2) Em pisos sujeitos à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e também do contrapiso. (3) O Anexo N da norma ABNT NBR 13818/97 estabelece um valor mínimo de 0,4 para a superfície de pavimentos onde se requer resistência ao escorregamento. Esse valor mínimo é aqui sugerido para superfícies secas de pavimentos não inclinados. O risco de escorregamento e queda de pedestres pode ser minimizado pela redução do tamanho das placas e aumento da largura das juntas de colocação, bem como pela aplicação de produtos antiderrapantes já disponíveis no mercado. (4) Em um mesmo piso, não se recomenda a utilização de duas ou mais rochas cuja diferença de resistência à abrasão seja superior a 20%. (5) Ensaio utilizado em revestimentos cerâmicos, aqui apresentado para avaliação comparativa. (6) Pela Norma ASTM-C241, é de 25 o valor mínimo sugerido para a dureza abrasiva (abrasive hardness) de rochas graníticas (gran- ites), em pisos submetidos a tráfego normal de pedestres (flooring subject to normal foot traffic), aqui indicados como de “médio tráfego”. Não existem valores de referência apresentados para pisos de baixo e alto tráfego de pedestres. (7) Pela Norma ASTM-C241, são de 8 e 12 os valores mínimos de dureza abrasiva sugeridos respectivamente para pisos de tráfego normal e de alto tráfego de pedestres, revestidos com rochas quartzosas (quartz-based stones). Nota: Valores entre parênteses, grafados para densidade aparente seca, são referentes a rochas silicosas. FONTE: CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 102-3. Tabela B2 - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em revestimentos verticais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos. LOCAIS DE APLICAÇÃO PAREDES INTERNAS (1) FACHADAS CONVENCIONAIS (1) FACHADAS AERADAS/ VENTILADAS(2)Molhamento Eventual Molhamento Frequente ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 ≤ 1,0 ≤ 0,4 ≤ 0,4 ≤ 0,4 DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) ≥ 2560 (≥ 2400) COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 ≥ 10,34 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880 ≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8,27 ≥ 8,27 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 ≥ 131,0 (1) Em paredes e fachadas sujeitas à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e do emboço. (2) As características tecnológicas exigidas para qualquer tipo de rocha, em fachadas aeradas/ventiladas, são definidas pelo projeto de revestimento das edificações,tendo-se como variáveis a resistência à flexão, a resistência a ancoragens, a dimensão individual das placas (comprimento, largura e espessura) e o número de inserts de ancoragem. Essas variáveis são inter-relacionadas e especificadas para cada obra individualmente. Pelos padrões europeus e norte-americanos, as placas de revestimento em fachadas aeradas não devem ter espessura inferior a 3,0 cm, admitindo-se 2,5 cm apenas para rochas muito compactas. Fachadas aeradas/ventiladas são de maneira geral recomendadas para revestimentos posicionados acima de 15 m de altura. Nota: Valores entre parênteses, grafados para densidade aparente seca, são referentes a rochas silicosas. FONTE: CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 107. Tabela B1 ( cont.) - Rochas silicáticas (granitos e similares) e silicosas (quartzitos/cherts e similares) em revestimentos horizontais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos. CONDIÇÕES DE USO PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1) Internos (2) Externos (2) Internos Externos Molhamento Eventual Molhamento Frequente Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 293 Tabela B3 - Rochas carbonáticas (mármores e travertinos) em revestimentos horizontais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos. CONDIÇÕES DE USO PISOS CONVENCIONAIS (1) PISOS FLUTUANTES (1) Internos (2) Externos (2) Internos Externos Molhamento Eventual Molhamento Frequente ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≤ 1,0 (≤ 2,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0) ≤ 1,0 (≤ 2,0) ≤ 0,2 (≤ 1,0) DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) COEFICIENTE DE ATRITO (3) (RESISTÊNCIA AO ESCORREGAMENTO) – Norma ABNT-NBR 13818 Superfície Horizontal ≥ 0,4 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,6 ≥ 0,6 Superfície Inclinada ≥ 0,6 ≥ 0,8 ≥ 0,8 - - COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0 ≥ 7,0 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3 ≥ 5,3 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170 Baixo, Médio e Alto Tráfego ≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0 ≥ 55,0 DESGASTE ABRASIVO AMSLER (mm/1000 m) – Normas ABNT-NBR 12042 Baixo Tráfego ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0 ≤ 6,0 Médio Tráfego ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 ≤ 3,0 Alto Tráfego (4) ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ≤ 1,5 ABRASÃO SUPERFICIAL (5) – CLASSE PEI – Norma ABNT-NBR 13818 / ANEXO E Baixo Tráfego 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 1 a 5 Médio Tráfego 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 3 a 5 Alto Tráfego 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 4 ou 5 RESISTÊNCIA À ABRASÃO (Abrasion Resistance) – Norma ASTM-C241/Mármores(6) Médio Tráfego ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10 ≥ 10 Alto Tráfego(4) ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12 (1) Assentados ou apoiados sobre base rígida de concreto. (2) Em pisos sujeitos à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e também do contrapiso. (3) O Anexo N da norma ABNT NBR 13.818/97 estabelece um valor mínimo de 0,4 para a superfície de pavimentos onde se requer resistência ao escorregamento. Esse valor mínimo é aqui sugerido para superfícies secas de pavimentos não-inclinados. O risco de escorregamento e queda de pedestres pode ser minimizado pela redução do tamanho das placas e aumento da largura das juntas de colocação, bem como pela aplicação de produtos antiderrapantes já disponíveis no mercado. (4) Em um mesmo piso, não se recomenda a utilização de duas ou mais rochas cuja diferença de resistência à abrasão seja superior a 20%. (5) Ensaio em revestimentos cerâmicos aqui apresentado para avaliação comparativa. (6) Pela Norma ASTM-C241, são de 10 e 12 os valores mínimos de dureza abrasiva (abrasion hardness) sugeridos respectivamente para pisos de tráfego normal (aqui indicados como de médio tráfego) e de alto tráfego de pedestres, revestidos tanto com mármore quanto com ônix (mármore ônix), travertino, serpentinitos (mármores verdes) e calcários (limestones). Nota: os valores entre parênteses no índice de Absorção d’Água e Densidade Aparente Seca são indicados para travertinos. FONTE: CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 112-113. CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 294 Tabela B4 - Rochas carbonáticas (mármores e travertinos) em revestimentos verticais: parâmetros tecnológicos sugeridos para especificação de usos. LOCAIS DE APLICAÇÃO PAREDES INTERNAS (1) FACHADAS CONVENCIONAIS (1) FACHADAS AERADAS/VENTI- LADAS(2)Molhamento Eventual Molhamento Frequente ÍNDICE DE ABSORÇÃO D’ÁGUA (%) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 ≤ 1,0 (≤2,0) ≤ 0,2 (≤1,0) ≤ 0,2 (≤1,0) ≤ 0,2 (≤1,0) DENSIDADE APARENTE SECA (kg/m3) – Normas ABNT-NBR 12766 e ASTM C97 ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) ≥ 2600 (≥ 2300) COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA LINEAR (mm/m°C) – Normas ABNT-NBR 12765 e ASTM-E228 ≤12,0 x 10-3 ≤12,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 ≤ 9,0 x 10-3 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A TRÊS PONTOS (MPa) – Normas ABNT-NBR 12763 e ASTM C99 ≥ 7,5 ≥ 7,5 ≥ 7,5 ≥ 7,5 RESISTÊNCIA À FLEXÃO A QUATRO PONTOS (MPa) – Norma ASTM C880 ≥ 5,8 ≥ 5,8 ≥ 5,8 ≥ 5,8 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO UNIAXIAL (MPa) – Normas ABNT-NBR 12767 e ASTM C170 ≥ 60,0 ≥ 60,0 ≥ 60,0 ≥ 60,0 (1) Em paredes e fachadas sujeitas à umidade ascendente, recomenda-se impermeabilização do tardoz (verso) das placas e do em- boço. (2) As características tecnológicas exigidas para qualquer tipo de rocha, em fachadas aeradas/ventiladas, são definidas pelo projeto de revestimento das edificações, tendo-se como variáveis a resistência à flexão, a resistência a ancoragens, a dimensão individual das placas (comprimento, largura e espessura) e o número de inserts de ancoragem. Essas variáveis são inter-relacionadas e especificadas para cada obra individualmente. Pelos padrões europeus e norte-americanos, as placas de revestimento em fachadas aeradas não devem ter espessura inferior a 3,0 cm, admitindo-se 2,5 cm apenas para rochas muito compactas. Fachadas aeradas/ventiladas são de maneira geral recomendadas para revestimentos posicionados acima de 15 m de altura. Nota: Os valores entre parenteses no Índice de Absorção d’Água e Densidade Aparente Seca são indicados para travertinos. FONTE: CHIODI FILHO, RODRIGUES (2009). p. 118. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA CHIODI FILHO, Cid, RODRIGUES, Eleno de Paula. Guia de aplicação de rochas em revestimentos. São Paulo: Abirochas, 2009. 160 p. Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Apêndice C Usos Recomendados para os Materiais Cadastrados Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 297 APÊNDICE C Usos Recomendados para os Materiais Cadastrados A cultura do uso da pedra nas edificações na região amazônica, apesar das dificuldades de abastecimento, maiores ou menores, é constatada de vários modos. Quanto a isso, a presença da rocha, como elemento estrutural, revestimento, ou ornamentação, pode ser observada nas construções históricas da região: • em pontes antigas; • em revestimentos de paredes, soleiras e peitoris, de casarões e sobrados centenários; • em igrejas históricas – dentre outras tantas, a Igreja de Nazaré, em Belém, cuja fachada e ambientes interiores (pisos, paredes, colunas) se mostram ricas em composições utilizando mármores europeus; • como elementos construtivos de calçadas de centros- velhos (nos calçadões do centro histórico de Belémpermanecem os registros do emprego extensivo de mármores portugueses); • o uso em construções monumentais, como o Teatro Amazonas, em Manaus, cujos muros, pisos e paredes externos se mostram plenamente revestidos pelo Arenito Manaus, trabalhado de formas diversas. No mesmo sentido, ressalte-se que revestimentos em pedra são observados nas grandes construções modernas amazônicas (aeroportos, shopping centers, edifícios comerciais, residenciais e hotéis). Nesses casos, a utilização da pedra é diretamente proporcional à sua competitividade frente a outros materiais. Em Manaus, por exemplo, a reduzida utilização de rochas para revestimento, apesar do boom construtivo por que passa a cidade, está relacionada à escassez de oferta. Isso não está ocorrendo nas demais capitais amazônicas, onde rochas são revestimentos fortemente competitivos. Rochas em revestimentos são também comumente empregadas em edificações menores, tanto residenciais quanto comerciais, nas capitais e cidades do interior. A utilização de materiais importados, de custo mais elevado que os nacionais, apesar de ainda restrita a construções de alto padrão, fornece indicação da valorização regional de materiais rochosos naturais. Neste apêndice é destacado, de forma objetiva, para cada material cadastrado no Atlas e submetido a ensaios tecnológicos1, o uso apropriado no revestimento de edificações (Quadro C1). Com isso, pretende-se salientar a viabilidade da utilização sustentável dos materiais amazônicos na construção civil, reforçando-se a oportunidade de intensificação dos processos de produção e comercialização focados nos mercados interno e externo. Ao mesmo tempo, busca-se reforçar as bases para estímulo à regionalização do beneficiamento e do consumo de materiais produzidos na própria Amazônia, sobretudo neste período de notável expansão da construção civil, que inclui a região norte do Brasil. As indicações de uso propostas refletem as características tecnológicas desejáveis para adequação dos materiais a diferentes ambientes de aplicação, de acordo com os critérios referidos no Apêndice B. Em função da aderência dos resultados de ensaio aos índices tecnológicos adotados para especificação, foram aventados três níveis possíveis de adequação dos materiais para os ambientes de aplicação considerados. • Uso sem restrição aparente – quando os resultados dos ensaios de caracterização tecnológica da rocha foram compatíveis com os valores de referência sugeridos para especificação (vide Apêndice B). • Uso inadequado – quando os ensaios de caracterização tecnológica da rocha apresentaram resultados incompatíveis com aqueles de referência sugeridos para especificação. Essa indicação de incompatibilidade tem por objetivo preservar o material de usos inadequados e que podem comprometer sua qualificação mercadológica para outras aplicações. • Uso com restrições – quando os resultados dos ensaios de caracterização tecnológica apresentaram valores próximos aos parâmetros de especificação ou não compatíveis com alguns desses parâmetros. Esses casos configuram situações em que o uso do material é viabilizado por procedimentos específicos de assentamento, rejuntamento e/ou impermeabilização de superfície das peças de revestimentos. Conforme já referido, todos os materiais ainda não explorados como rocha ornamental, incluídos neste Atlas, foram amostrados em afloramentos naturais, de maciços ou matacões, e em taludes artificiais, de rodovias ou pedreiras de brita. Embora tenha sido buscada, sistematicamente, a obtenção de amostras sãs, esses materiais podem ter sofrido alterações químicas e físico-mecânicas em grau variável, provocadas por intemperismo ou pelo impacto de detonações. As alterações aventadas são capazes de condicionar aumento da absorção d’água e perda de resistência mecânica (flexão e compressão), bem como perda de resistência abrasiva no teste de desgaste Amsler. No entanto, os resultados tecnológicos obtidos para os materiais foram utilizados, sem qualquer reserva, como referência de especificação dos usos recomendados, sintetizados no Quadro C1. Considerados os aspectos anteriores, deve-se observar que, se a amostragem fosse efetuada em rochas perfeitamente sãs, parte dos materiais teria – e provavelmente terá – propriedades tecnológicas menos restritivas ao uso, caso dos tipos MT – 15 (Marrom Cristalino) e TO-4 (Folha Imperial), entre outros. 1 Em razão de não terem sido submetidos aos mesmos procedimentos de coleta e análises laboratoriais que as demais rochas constantes do Atlas, não são apresentados resultados de caracterização tecnológica para os materiais das empresas Corcovado/Brasigran e Brilasa/Marmobraz. CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 298 A M B IE N TE S D E A PL IC A Ç Ã O ID EN TI FI C A Ç Ã O D A R O C H A R EV ES TI M EN TO S H O R IZ O N TA IS R EV ES TI M EN TO S V ER TI C A IS PI SO S C O N V EN C IO N A IS PI SO S FL U TU A N TE S PA R ED ES IN TE R N A S FA C H A D A S C O N V EN C IO N A IS FA C H A D A S V EN TI LA D A S IN TE RN O S EX TE R N O S IN TE R N O S EX TE R N O S M ol ha m en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T A P -1 J at o b á A P -2 A m ap ar i A P -3 V er d e A m ap á A M -1 V er m el h o A tr o ar i A M -2 C h ão d e Es tr el as A M -3 P au -B ra si l A M -4 A b re A la s A M -5 T u cu xi A M -6 R o sa T ri u n fo A M -7 M ar ro m A m az o n as A M -8 J u m a A M -9 Á la cr e A m az ô n ia M A -1 V er d e A g u ap és M A -2 V er d e B ál sa m o M A -3 C ip ó E sm er al d a M T- 1 A n g el im M T- 2 R o sa B ro m él ia M T- 3 Pr at a A u ro ra M T- 4 Fl o re st a N eg ra M T- 5 R o sa C ai ab i M T- 6 Es m er al da d a A m az ôn ia Q u ad ro C 1 – A de qu aç ão d e us os p ar a os m at er ia is c on st an te s no A tla s de R oc ha s O rn am en ta is d a A m az ôn ia . BT - B ai xo T rá fe go (a m bi en te s do m és tic os ) M T - M éd io T rá fe go (a m bi en te s co m er ci ai s) A T - A lto T rá fe go (a m bi en te s pú bl ic os ) u so s em r es tr iç ão a pa re nt e u so c om r es tr iç õe s u so in ad eq ua do (v er ifi ca r pa râ m et ro s te cn ol óg ic os d e re fe rê nc ia – A pê nd ic e B) Atlas de Rochas Ornamentaisda Amazônia 299 M T -7 C an el a M T -8 B ar ro co J u ru en a M T - 9 B ra n co M at o G ro ss o M T- 10 B o rd ô J ap u ra n ã M T- 11 A m ên d o a G o ld M T- 12 C in za P ar an aí ta M T- 13 V io le ta A p ia cá s M T- 14 C u ru p ir a M T- 15 M ar ro m C ri st al in o M T- 16 C re m a B ra si l M T- 17 P ra ta d a A m az ô n ia M T- 18 C af é d a A m az ô n ia PA -1 V er m el h o T u cu ru í PA -2 U ru cu m PA -3 P ac aj ás PA -4 S u cu p ir a PA -5 J eq u it ib á PA - 6 K ay ap ó PA - 7 V er m el h o A ra p ar i PA -8 C ar m im P ar á PA -9 C in za N o vo M u n d o A M B IE N TE S D E A PL IC A Ç Ã O ID EN TI FI C A Ç Ã O D A R O C H A R EV ES TI M EN TO S H O R IZ O N TA IS R EV ES TI M EN TO S V ER TI C A IS PI SO S C O N V EN C IO N A IS PI SO S FL U TU A N TE S PA R ED ES IN TE R N A S FA C H A D A S C O N V EN C IO N A IS FA C H A D A S V EN TI LA D A S IN TE R N O S EX TE R N O S IN TE R N O S EX TE R N O S M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T Q u ad ro C 1 (c o n t. ) – A de qu aç ão d e us os p ar a os m at er ia is c on st an te s no A tla s de R oc ha s O rn am en ta is d a A m az ôn ia . BT - B ai xo T rá fe go (a m bi en te s do m és tic os ) M T - M éd io T rá fe go (a m bi en te s co m er ci ai s) A T - A lto T rá fe go (a m bi en te s pú bl ic os ) u so s em r es tr iç ão a pa re nt e u so c om r es tr iç õe s u so in ad eq ua do (v er ifi ca r pa râ m et ro s te cn ol óg ic os d e re fe rê nc ia – A pê nd ic e B) CPRM/SGB - Serviço Geológico do Brasil 300 PA -1 0 O cr e B ac aj á PA -1 1 C ar m im d a A m az ô n ia PA -1 2 C am ai u rá R 0- 1 B lu e St ar R O -2 A m az o n S ta r R O -3 V u lc an o A m az ô n ia R O -4 A m az o n L ilá s R 0- 5 V er d e R o n d ô n ia R O -6 M ar ro m C ac o al R O -7 C in za R ea l R O -8 M ar ro n C as to r R O -9 C as to r Im p er ia l R O -1 0 Pr et o S o lim õ es R O -1 1 A m az o n F lo w er R O -1 2 Es tr el a d o N o rt e R O -1 3 A lt o A le g re R O -1 4 Po ro ro ca R O -1 5 Fo re st G re en R 0- 16 B o rd ô M ad ei ra R O -1 7 So n h o J am ar i R O -1 8 Pé ro la B ra n ca A m az ô n ia A M B IE N TE S D E A PL IC A Ç Ã O ID EN TI FI C A Ç Ã O D A R O C H A R EV ES TI M EN TO S H O R IZ O N TA IS R EV ES TI M EN TO S V ER TI C A IS PI SO S C O N V EN C IO N A IS PI SO S FL U TU A N TE S PA R ED ES IN TE R N A S FA C H A D A S C O N V EN C IO N A IS FA C H A D A S V EN TI LA D A S IN TE R N O S EX TE R N O S IN TE R N O S EX TE R N O S M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T Q u ad ro C 1 (c o n t. ) – A de qu aç ão d e us os p ar a os m at er ia is c on st an te s no A tla s de R oc ha s O rn am en ta is d a A m az ôn ia . BT - B ai xo T rá fe go (a m bi en te s do m és tic os ) M T - M éd io T rá fe go (a m bi en te s co m er ci ai s) A T - A lto T rá fe go (a m bi en te s pú bl ic os ) u so s em r es tr iç ão a pa re nt e u so c om r es tr iç õe s u so in ad eq ua do (v er ifi ca r pa râ m et ro s te cn ol óg ic os d e re fe rê nc ia – A pê nd ic e B) Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia 301 R 0- 19 P ér o la R o sa A m az ô n ia R R -1 B eg e M u ca ja í R R -2 A le cr im R R -3 D am a d a N o it e R R -4 A m ar el o M u ca ja í R R -5 A m ên d o a Fl o re st a R R -6 V er d e A m az ô n ia R R -7 A zu l d a A m az ô n ia R R -8 A p ra zí ve l R o ra im a R R -9 D o u ra d o A m az ô n ia TO -1 S al m ão P ar aí so TO -2 E st re la T o ca n ti n s TO -3 T am b a Ta já TO -4 F o lh a Im p er ia l TO -5 A zu l I p u ei ra s TO -6 V er d e N az ar é TO -7 J al ap ão A M B IE N TE S D E A PL IC A Ç Ã O ID EN TI FI C A Ç Ã O D A R O C H A R EV ES TI M EN TO S H O R IZ O N TA IS R EV ES TI M EN TO S V ER TI C A IS PI SO S C O N V EN C IO N A IS PI SO S FL U TU A N TE S PA R ED ES IN TE R N A S FA C H A D A S C O N V EN C IO N A IS FA C H A D A S V EN TI LA D A S IN TE R N O S EX TE R N O S IN TE R N O S EX TE RN O S M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te M o lh am en to Ev en tu al M o lh am en to Fr eq u en te B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T B T M T A T Q u ad ro C 1 (c o n t. ) – A de qu aç ão d e us os p ar a os m at er ia is c on st an te s no A tla s de R oc ha s O rn am en ta is d a A m az ôn ia . BT - B ai xo T rá fe go (a m bi en te s do m és tic os ) M T - M éd io T rá fe go (a m bi en te s co m er ci ai s) A T - A lto T rá fe go (a m bi en te s pú bl ic os ) u so s em r es tr iç ão a pa re nt e u so c om r es tr iç õe s u so in ad eq ua do (v er ifi ca r pa râ m et ro s te cn ol óg ic os d e re fe rê nc ia – A pê nd ic e B) folha de guarda.pdf Página 1 folha de guarda.pdf Página 1 capa frente.pdf Página 1